Episódios de Comentaristas

Consultores estrangeiros em vinícolas brasileiras: estratégia para uma viticultura ainda jovem

16 de abril de 20266min
0:00 / 6:09
Suzana Barelli comenta sobre as vinícolas brasileiras que estão contratando consultores estrangeiros. De acordo com a especialista, por termos uma viticultura ainda muito jovem, esses consultores conseguem trazer uma visão e conhecimento precioso para a elaboração de vinhos nacionais. Ouça.

Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Participantes neste episódio1
L

Luiz Gustavo Medina

HostJornalista
Assuntos1
  • Consultoria em vinícolas brasileirasexperiência internacional · Pascal Martin · Michel Roland · vinícola Terroir 31 · vinícola Guaspari
Transcrição15 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Momento do Brinde, com Suzana Parelli.

Suzana? Fadenberg, Muniz, boa tarde, boa tarde ouvinte. Boa tarde. Suzana vai nos falar sobre as vinícolas brasileiras que estão contratando consultores de estrangeiros. Coisa que a Suzana acha uma boa medida. Suzana.

É isso aí, eu defendo isso, eu acho que a nossa viticultura ainda é muito jovem, e quando a gente contrata um consultor com experiência internacional, ele traz uma visão que o produtor brasileiro demora um pouco para conseguir.

Tem uma frase célebre da baronesa Filipina de Rothschild, que ela fala assim, fazer vinho é fácil, o problema são os primeiros 200 anos. Então, como estamos aqui, depois de 200 anos elaborando, 200 safras, fazer vinho está muito fácil.

mas assim, essa experiência internacional, tanto de viticultura, de cuidar de vinhedo, de como pôr da videira, como vinificar, isso eu acho muito rico e é uma experiência que o Brasil tem pouco, então quando a gente consegue, as empresas conseguem trazer consultores, em geral são bons resultados, pensando em consultores renomados, a história mais famosa que tem aqui no Brasil é o Michel Roland, que faleceu recentemente, a gente até comentou aqui.

que era um super enólogo, que dava consultoria em diversos países, e ele por 10 anos foi consultor da Miolo, e ele fez um trabalho bem importante, e que mostra muito até onde a Miolo chegou. Não quer dizer que sem esse consultor ela não chegaria a um vinho de qualidade, mas o consultor ajuda muito.

E eu estou falando disso porque tem um consultor que também, ele mexe tanto em viticultura, questão de vinhedo, quanto em enologia, que é um francês que se chama Pascal Martin. O Pascal, ele foi o cara que implementou a Opus One, ele era do grupo dos Hot Shields, dos barons Hot Shields.

Ele implementou o Opus One, que é um dos grandes vinhos californianos, e depois ele veio para o Chile e ele está na base do Alma Viva, que é um dos grandes vinhos chilenos, que é uma parceria do grupo do Chateau Moton Hot Shield com a Contietoro, que é uma vinícola grande lá no Chile. E o Pascoal Matias acabou de assinar o contrato com uma vinícola que, que na verdade está surgindo aqui.

aqui no Brasil, que chama Terroir 31. Ela fica na região da Campanha e ela nasce da união de uma vinícola, que é a Vinícola Batalha, que vai seguir como uma linha separada, com a Serra de Pedra, que também é uma vinícola na Campanha mais recente. Mas a ideia é juntar as duas vinícolas e ainda tem um terreno maior. Isso é um projeto de 50 hectares de vinhedos ali na região da Campanha.

E eu estava conversando com uma das pessoas, que é o Pedro Mello, que é o sócio do Serro de Pedra, e ele contou assim, a gente foi atrás de um consultor exatamente por causa disso, que a gente precisa de alguém com experiência internacional para liderar esse processo, desde implantar vinhedos, pensar nas melhores variedades, como vai conduzir. Ele contou que ele rodou o mundo procurando consultor, conversou com várias pessoas, ele disse que o foco foi Itália, Portugal e Espanha.

também olho argentina, acabou chegando ao nome do Pascoal, que hoje vive no Chile, mas que está assumindo essa consultoria aqui para fazer esse Terroir 31 ser uma grande vinícola e com um perfil de também, imagino que exportar vinho também é um perfil mais internacional.

Eu só queria fazer um parênteses, que o Páscoa Almaty é a segunda vez que ele assume uma vinícola brasileira. Um pouquinho antes da pandemia, ele foi contratado pela Peter Longo, com um projeto também de fazer vinhos de maior qualidade. Mas a Peter Longo tem um problema sério de brigas de sócios ali. E ele não durou seis meses, resolveu sair do projeto.

E agora está voltando ao Brasil, para que seja um projeto de maior duração, e eu estou bem curiosa em saber o que o Pascoal vai fazer aqui para os vinhos brasileiros. E você citou aqui também que um exemplo bem sucedido foi a Guaspari.

Ah, tem a Guaspari também. A Guaspari é uma vinícola aqui na Serra... Na Mantiqueira. Na Mantiqueira. E ela tem... O enólogo dela é um americano, que é o Gustavo Gonzalez, que é um enólogo que eu gosto bastante. E o esquema, assim, o Gustavo vem no Brasil três, quatro vezes, até acho que daqui a dez dias ele está aqui.

Até tenho uma entrevista com ele. E ele traz as linhas mestras, define tudo. E tem sempre um enólogo residente que cumpre as ordens desse enólogo principal, que traz as experiências de fora e que ajuda bastante na nossa viticultura. Suzana Barelli, muito obrigado por hoje e até amanhã.

Consultores estrangeiros em vinícolas brasileiras: estratégia para uma viticultura ainda jovem | Castnews Index — Castnews Index