Solidão: um problema silencioso, crescente e cada vez mais reconhecido como questão de saúde pública
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- Solidão como questão de saúde públicaImpacto da solidão na saúde · Conexão com a natureza · Estudo na Noruega · Políticas de saúde pública
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Saúde em Foco. Com Luiz Fernando Correia. Oferecimento. Você luta pela sua saúde. A gente também. Alice. Plano de saúde como deve ser. Oi, doutor. Boa tarde.
Boa tarde, Tatiana. Boa tarde, Fernando. Boa tarde, ouvintes. Boa tarde. Bom, não é de hoje que a solidão foi reconhecida como uma epidemia. Foi a OMS, agora precisava me resguardar que é melhor dessas informações e desses dados. Mas a solidão...
que pode ter a ver, mas não necessariamente com o envelhecimento da população, por exemplo, é um problema silencioso, às vezes invisível, mas não menos grave, né, doutor Luiz Fernando?
Não, nada de menos grave, Tatiana. A solidão já está associada cientificamente a um risco maior de depressão, doenças cardiovasculares, e isso tudo redundando, sim, na mortalidade precoce das pessoas. E esse trabalho que eu estou com o que eu vou comentar hoje é bem interessante, porque traz algumas provocações. Primeiro que traz um caminho interessante para as pessoas conseguirem enfrentar esse problema. Um caminho acessível.
Isso foi publicado na revista Health and Place e estudou o impacto de atividades em ambientes naturais sobre a solidão. Foram mais de 2.500 participantes na Noruega e tem um dado que parece paradoxal quando você o escuta. Atividades em contato com a natureza estão associadas à redução da solidão. Mas não vai ser do jeito que a gente pensa. A gente pensa o seguinte, bom, para combater a solidão eu tenho que me juntar com outras pessoas.
Eu tenho que conviver socialmente, caminhar com os amigos, passear num grupo. Não, esse estudo mostrou uma coisa mais profunda e diferente. O principal mecanismo de reversão da solidão não foi o contato com as pessoas, Tatiana. Foram duas conexões que foram feitas nesse grupo. A conexão com a natureza e um vínculo emocional, um apego ao lugar onde ele fazia esse contato com a natureza.
Então, esse efeito positivo vem de você ter, você caminhar, estar sozinho na natureza, caminhando, pescando, observando o ambiente, isso é mais poderoso até do que estar fazendo num grupo, ou fazendo uma atividade social tradicional. Mas desde que...
essa pessoa consiga se conectar realmente com esse ambiente. O que é isso? Porque, afinal de contas, gente, solidão não é você estar sozinho, não é porque não tem ninguém à sua volta, é ausência da conexão. Você não está conectado com outros indivíduos, mas você também não está conectado com o ambiente ao redor da sua vida. Ou seja, para resolver isso, você deve buscar estar na natureza.
mas com certeza num local onde você interage com esse ambiente e que esse local, essa atividade importe para você. Então você possa observar, prestar atenção nas coisas. Se tiver a natureza, vai ouvir o som do passarinho, o som do vento nas folhas. Isso parece meio poético, mas é tudo isso que faz, segundo os pesquisadores, potencializar esse efeito.
E a gente aqui no Brasil tem uma vantagem, né? A gente tem uma biodiversidade enorme, a gente tem acesso a ambientes naturais diferentes. Você imagina aqui esse trabalho feito na Noruega, gente. Na Noruega tem lugares lindos, eu nunca fui, mas a gente vê imagens. Mas são muito iguais.
mas nossa, fiquei agora preocupado nós temos grandes cidades, tem vazios de verde, não tem uma praça fiquei preocupado e o estímulo para que as pessoas se reúnam no espaço público é cada vez menor, pelo menos não sem que você tenha que desembolsar um valor São Paulo está sim, em poucos lugares para que as pessoas possam esse é um problema que tem que e também
E pouco incentivo também, pouco estímulo dos líderes políticos para que as pessoas estejam na rua, convivam, frequentem, ocupem.
A gente briga muito e fala bastante, a gente sabe que reverter essa urbanização dura, você transformar as cidades em cidades mais verdes, em cidades que tenham mais árvores, que tenham mais áreas verdes, tem hora para as pessoas conviverem entre si e com a natureza, é fundamental para a saúde. A gente já sabe que no bairro onde tem mais árvore, você tem menos problema respiratório. No bairro onde tem mais árvore, você tem menos poluição e menos doença.
menos doença alérgica. Você já sabe, isso já está definido. A gente tem que cobrar que isso aconteça, mas a gente tem que buscar isso de uma forma. E o que chama atenção nesse estudo foi isso, Tatiana. Existem intervenções simples. Se os nossos ilustres dirigentes, que a gente vai escolher de novo agora no final do ano, se a gente escolher dirigentes que pensem na população com intervenções simples...
para permitir que você tenha justamente áreas de convivência, você tenha áreas de contato com a natureza, que não dependa de você pagar para entrar num parque, por exemplo, coisas desse tipo. Não é só uma questão de estética do ambiente, passa a ser uma política de saúde, que você vai prevenir doenças, você vai diminuir o risco das pessoas terem, como eu falei.
depressão, doença cardiovascular, ou seja, atividades da natureza vão funcionar como tratamento preventivo para doenças de saúde. Tá bom. Muito bem. Doutor Luiz Fernando Corrêa está com a gente toda terça e quinta em Saúde em Foco e amanhã estará conosco na nossa celebração, na nossa festa. Acabei de falar, veio um depois do outro, antes do senhor a Ana.
A Ana Leone, que vai estar junto com a Natália Largue, elas que falam do nosso dinheiro, no fim das contas, combinado com o homem que fala da nossa saúde. Então, a gente vai falar de saúde financeira e física também, psicológica também.
São as poupanças que nós temos que fazer para o futuro, Tatiana. Perfeito. Poupança de grana para poder ter um futuro mais livre e poupança de saúde e de capacidade física para ter independência e poder aproveitar isso. Perfeito. Adorei essa ideia e é por isso que a gente vai começar a falar amanhã. Está anotado. Obrigada, doutor. Um beijo. Até amanhã. Valeu.
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