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Nova queda de aprovação do governo Lula pode ser atribuída à economia

15 de abril de 202611min
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Uma nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra que 52% da população brasileira desaprova o terceiro mandato do presidente Lula. Segundo Lauro Jardim, a nova queda na aprovação pode ser atribuída à economia, com fatores como o preço dos alimentos e o endividamento familiar.

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Participantes neste episódio3
M

Marcelo d'Agosto

HostJornalista
M

Mílton Jung

HostNarrador
Y

Yasmin Caetano

Provavel anuncio
Assuntos1
  • Economia do Governo LulaImpacto da economia · Endividamento familiar · Preços dos alimentos · Cenário eleitoral 2024 · Mudança de voto
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Plantão Lauro Jardim

Bom dia para você, Lauro. Bom dia, Milton. Bom dia, Marcela. Bom dia, ouvinte. Oi, Lauro. Bom dia. Lauro, destacando aqui, então, alguns dos números, até para que você tenha essa análise. Um deles é o que se refere lá à queda de aprovação do presidente Lula, uma nova queda nessa aprovação. Tema que vem sendo apresentado aí ao longo de toda essa edição dos últimos tempos da pesquisa Genial Quest.

Pois é, Milton, essa pesquisa de hoje, ela não traz exatamente grandes surpresas, porque está em linha, por exemplo, com a pesquisa do Datafolha divulgada no sábado, mas tem detalhes muito interessantes para quem quer entender o que está melhor, o que está passando pelo governo Lula e também o cenário eleitoral desse ano. E são esses pontos que eu estou querendo ressaltar aqui. Antes de mais nada, tem essa constatação.

que é a seguinte, o Lula, o governo Lula, está tentando se mexer, está lançando e anunciando novos programas, está aí o Lula voltando a falar quase que diariamente, voltando a dar muitas entrevistas, mas nada até agora foi suficiente para mexer no ponteiro de aprovação dele. Ao contrário.

A diferença entre a aprovação e desaprovação do governo dele passou de 7 pontos para 9 pontos percentuais. Subiu essa diferença e com queda, inclusive, no Nordeste, que é uma região em que o Lula sempre pontua bem. Entre os evangélicos, também, novamente, a pesquisa registrou uma...

Mais uma queda de aprovação. Olha que a gente está vendo ali o Lula, eu ia dizer, desde o começo do governo, tentando atos e ações para seduzir os evangélicos, mas na verdade é um pouco antes. Desde a campanha de 2022, o Lula tenta isso, Milton e Marcela.

O grau de rejeição do Lula entre os evangélicos é muito grande. Agora, bateu 68%. É um número, para ele, deve ser muito preocupante como recuperar isso ou como diminuir isso a menos de seis meses da eleição. Agora, boa parte...

dar explicação para essa queda de aprovação, para essa nova queda de aprovação, Milton, a gente pode atribuir à economia. Vamos lá. Primeiro, é impressionante o aumento do número de pessoas que acham que o preço dos alimentos subiu nos últimos 30 dias. Esse percentual passou de 58%.

para 72% esse mês. Nos últimos 30 dias passou de 58% para 72%. É o índice mais alto desde agosto do ano passado. E aparece bem agora, bem no momento pré-eleitoral. Claro que esse aumento, Milton, é consequência da guerra do Irã. Isso é um fato que a população constata, sabe disso.

Mas o governo paga a conta. Sempre foi assim com qualquer governo. Sempre foi assim e vai ser sempre assim. A população sabe que a causa da guerra não é feita pelo governo Lula, mas a população quer solução. E, nesse sentido, o governo da vez paga a conta. E aí também a gente chega, Milton e Marcelo, num outro calcanhar de Aquiles, constatado também pelo próprio governo.

que é o endividamento familiar. De um ano para cá, segundo a pesquisa Quest de hoje, subiu de 28% para 34% aqueles que responderam que têm mais dívidas hoje do que tinham.

Esse número pode parecer pequeno aos olhos de alguns, Jorge, 28% para 34%. Não, mas é o suficiente para essa pequena mudança no número, no percentual de desaprovação do Lula que cresceu. Então, tudo isso, sobretudo a economia nesse momento, impacta no quadro eleitoral. E é isso que a gente tem que ficar atento.

Falando no quadro eleitoral, querendo ou não, isso é refletido, apesar do empate técnico que se mantém, quando a gente fala em segundo turno, dentro da margem é a primeira vez que o Flávio Bolsonaro supera o presidente Lula.

Marcela, exatamente, quer dizer, é a primeira vez que o Flávio Bolsonaro ultrapassa o Lula no segundo turno, é o empate técnico, como você ressaltou, mas é muito simbólico. Simbólico porque é a primeira vez que ele aparece numericamente na frente do Lula, e isso, obviamente, é ruim para o Lula. A gente tem aí, primeiro, em relação a essa pesquisa,

a confirmação da divisão do eleitorado entre Lula e Flávio Bolsonaro. O Caiado, e essa foi a primeira pesquisa, Quest, em que ele aparece sozinho como candidato do PSD, na pesquisa anterior ainda tinha ali Eduardo Leite, ainda tinha o Ratinho Júnior.

ele aparece com modestíssimos 6%, o que significa que o eleitor ainda não deu a menor atenção para esse lançamento da candidatura dele. Agora, é importante ressaltar, Marcela, que 43% dos entrevistados, quase a metade do eleitorado, admite mudar o voto até outubro. Então...

A gente tem que... não tem esse voto definido. Quanto não tem esse voto definido, o voto definido é um pouco mais de 50%. Então, tem muita água para rolar. Eu, por falar em mudança, eu fiz uma...

Voltei aqui, fui para o Google e fiz uma pesquisa, porque tem um número muito interessante para o ouvinte ficar atento, que é o seguinte. Eu fui pegar a pesquisa da Quest de abril de 2022, na mesma situação de hoje, pouco menos de seis meses antes das eleições. E naquela altura, o Lula aparecia com 44% dos votos e o Bolsonaro com apenas 29%.

Seis meses depois, no primeiro turno, o Lula acabou com 48% e o Bolsonaro com 43%. E no segundo turno, o Lula foi para 50% e o Bolsonaro com 49%. Praticamente um empate, o Lula vencendo ali por uma margem mínima. O que eu quero dizer com isso é que...

Tem muita água para rolar nessa disputa, tem muita coisa para acontecer, seja na economia, a gente não pode esquecer que governos têm a máquina pública a favor dele. O Bolsonaro usou muito isso em 2022, gastos gigantescos no período eleitoral ali, para exatamente ter essa subida que eu comentei agora.

Então tem muita coisa para acontecer na economia e, no caso desse ano, também tem muita coisa para acontecer, muitas revelações que podem ser bombásticas e atrapalhar um lado ou outro, a gente não sabe ainda, em relação ao caso Master.

Muito obrigado, Lauro, por trazer aí esse seu olhar já sobre os números que acabaram de ser divulgados. Você até chamava a atenção sobre a possibilidade de mudança de voto de parcela do eleitorado. Quando a pesquisa olha, por exemplo, por...

por eleitor, então você pega o eleitor do Lula, que ele diz que vota no primeiro turno do Lula 65% diz ser definitivo, 35% admitem que podem mudar o seu voto, já no Flávio Bolsonaro é 60-40, né? 60 são definitivos, 40 dizem que podem mudar, e quando você olha lá no Caiado, por exemplo, pra pegar aquele que está ali em terceiro nessa disputa de primeiro turno fantastic fantastic

É exatamente o inverso. 40% dizem, ah, esse é um voto definitivo. O homem está dizendo isso agora, né? 60% se perguntar, dizer, ah, eu posso mudar. São os eleitores ali mais da faixa da direita, né, que votam no Caiado, poderiam votar para Flávio Bolsonaro, etc.

Enfim, esse é um cenário que se tem até para entender qual é a consistência desse voto nesse momento por parte do eleitor. Muita gente ainda pensando em quem votar e provavelmente em busca desses eleitores aí que os movimentos ocorrerão a partir de agora. Aguardemos aí para ver. Fala.

Milton, só uma observação final. É fundamental também sempre ter em mente o seguinte, o eleitor, ele entra de cabeça no processo eleitoral, de fato, sempre foi assim no Brasil, a partir de quando começam as inserções políticas no rádio e na TV.

Ou seja, a partir ali de agosto, é que o eleitor, isso passa a ser assunto na mesa de bar, assunto nas reuniões de família, nos almoços de domingo de família, com amigos no trabalho. Isso ali naquele momento é que a efervescência da eleição se dá e que de fato a definição dos votos acontece. Nesse momento é importante, claro, para os candidatos já mostrarem alguma coisa, mas a gente tem que ficar acompanhando com calma esse período.

pré-eleitoral, porque é em agosto que o bicho começa a pegar. Ao encontro do que você está dizendo, quando se faz a intenção de voto espontânea para a presidente, aquela que só pergunta em quem você vai votar sem mostrar quem são os candidatos, 62% se mostram indecisos. Então tem muita gente ali que, no primeiro momento, nem sabe exatamente. É quando eu mostro os nomes, você caminha um pouco mais para um lado ou para o outro, dependendo da sua tendência. Mas esse é o cenário ainda.

Muito obrigado, Lauro, e um bom dia para você. Bom dia para você, Milton, para você, Marcela, para os ouvintes, e na sexta eu estou de volta.

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