Episódios de Comentaristas

Preços no supermercado sofrem impacto da guerra

15 de abril de 20267min
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Miriam Leitão comenta novos índices que mostram o efeitos da guerra no Oriente Médio nos preços de produtos no Brasil.

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Participantes neste episódio2
E

Eduardo Rauen

HostEspecialista em bem-estar
L

Luiz Gustavo Medina

ComentaristaJornalista
Assuntos1
  • Impacto da guerra nos mercadosÍndice de Preços ao Consumidor · Inflação e preços de alimentos · Custo de produção agrícola · Efeitos da guerra no petróleo
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Dia a dia da economia. Com Miriam Leitão.

E aí, Miriam? Boa tarde, Sartenberg. Boa tarde, Muniz. Boa tarde, ouvintes da Rádio CBN. Boa tarde, Miriam. Na semana passada, a gente deu aqui, você comentou sobre o IPCA, índice de preço do IBGE, que mede o preço do consumo. E hoje saiu o índice de preço da Fundação Getúlio Vargas, índice geral de preços 10.

E que deu uma alta fortíssima em abril, quase 3% de alta no mês. E só que ele pega preços do atacado, né? E aí o peso da guerra parece muito forte, né?

É, exatamente. O preço da guerra apareceu hoje. A cara do custo dessa guerra apareceu hoje nesse índice. Um índice horroroso. Nossos ouvintes são capazes de entender isso aí, né? 2,94% no mês. No mês, quase 3% no mês, né? Não precisa ser comentarista de economia para ver que isso é um espanto. Basta fazer as compras, né?

E é realmente uma alta muito grande. E aí tem umas coisas, tem uns pontos que eu queria chamar a atenção. Você falou que esse é o índice para atacado. Na verdade, esse índice é o IGP-10. Ele tem o índice da Fundação Getúlio Vargas, a IGP-10, a IGP-M, o IGP-DI. Ele tem atacado, mas ele não é só atacado. Ele tem também índice de preço ao consumidor ali dentro.

Então, só para você ter uma ideia, o IPA, que é o índice de preço para o atacado, deu 3,81. Isso é a guerra na veia. E aí tem uma coisa estranha, Sartenberg, que se eu olhando a sequência parece esquisito, porque é 2,94.

No mês anterior, nesse mesmo índice, tinha sido 0,24 de queda, de deflação. Aí 2,94, mas no ano é 2,57, ou seja, no ano é menos, exatamente porque teve número negativo o número de março. Em 12 meses é 0,56.

Então, o número, o que essa sequência de números mostra, que em 12 meses, 0,56, no ano, 2,57, no mês, 2,94, é uma escalada inflacionária. É uma escalada nesse índice. Aí você pode pensar, tudo isso vai virar preço atacado de hoje, vai virar preço de varejo amanhã? Não.

Não necessariamente preço ao consumidor, vai impactar, não na mesma proporção. O IPC, o índice de preço ao consumidor desse índice, que está dentro desse índice, deu 0,88, mostrando que sim, isso aqui conversa com o dado que a gente falou na semana passada do índice do IPCA, que a gente acompanha.

do IBGE, que é os índices oficiais. Esse aqui é um índice que ajuda a mostrar o cenário e mede a inflação para determinados setores.

Vamos lembrar que o IGP, esse aqui não é o IGPM, mas o IGPM que sai com mais 10 dias, entra o IGPM, né? De 10 em 10 dias, é um 30 dias, mas com 10 dias de diferença. Não sei se eu estou conseguindo me explicar. Tá, sim.

Mas o IGPM, ele aponta para os preços de aluguel. Ele é usado muitas vezes para correção de aluguel. E tem uma coisa contra o inquilino que é assim, quando ele dá negativo...

O aluguel não fica mais barato. Quando ele sobe, sobe o aluguel. Então, é preocupante. Vamos ver como inquilinos e locatários vão resolver isso. O que...

O que os economistas estão explicando é que a inflação aumenta o preço do petróleo, mas também de todos os outros produtos que são derivados do petróleo ou usam derivados do petróleo. Então, a embalagem, por exemplo, usa plástico, usa derivado do petróleo. O alimento, o custo da produção de alimentos fica mais caro por causa do aumento. Olha, nesse índice, o ácido sulfúrico deu 29%. Então, eu vou fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo a fazer o primeiro passo

Adubos, em geral, 6,8%. São insumos agrícolas. E tudo subindo por causa da guerra de Donald Trump.

Contra o Irã. Isso aí desorganizou bastante a economia internacional e a gente sente isso no dia a dia, no cotidiano. Porque tem também os preços que sobem sazonalmente. Por exemplo, tem alimento, tem o tomate. O tomate subiu 20%, mas isso é sazonal. Agora, tem todo um aumento do custo agrícola que vai se refletir nos preços dos alimentos daqui para diante. Isso Sardenberg e Muniz.

Milha, então, obrigado, Milha. Até... Só mais uma coisinha, quer dizer, os preços subiram... Você falou até, até... Arrependeu de me liberar aqui.

Não, é que eu pensei aqui o seguinte, esses preços, eles impactam o consumo e depois, quando impactam o atacado e o consumo, e depois quando a situação se normaliza, eles não voltam ao que era antes, né?

Às vezes sim, às vezes voltam, tem vezes que está deflação e principalmente o que volta sempre, tem uma sazonalidade muito grande, é alimento. Sobe, não aumenta custo, mas cai o custo ou tem uma safra boa, tem deflação. Alimentos, a gente vê isso e sobe e desce sem dúvida. Preços industriais é que é difícil já voltar.

mas alguns podem sim o preço inclusive tem mais um dado para dar aí que é a queda do dólar ajuda nesse cenário o petróleo sobe mas o dólar está caindo então o dólar faz alivia um pouco esse movimento autista mas é realmente uma situação cada vez mais complicada que está se desenhando na economia vamos lembrar que teve pela primeira vez vamos lá

Na segunda-feira, e foi isso, a previsão do mercado financeiro é de uma inflação estourando o teto da meta. Esse é na primeira vez que a previsão de estouro do teto da meta aparece nas projeções do mercado financeiro. Agora sim, Mirena, então, obrigado. Até amanhã. Até amanhã, Sadebeck. Até, Mirena.

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