As primeiras cantoras modernas do Brasil
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- Silvia TellesCarreira artística (1955-1966) · Morte precoce aos 32 anos em acidente · Álbum Amor em Hi-Fi de 1960 · Colaborações com Tom Jobim · Estilo vocal intimista e revolucionário
- Música Cristã BrasileiraSilvia Telles como pioneira · Doris Monteiro como pioneira · Mudança de paradigma vocal · Impacto na música brasileira · Ícones dos anos 1950-60
- Impacto do Microfone na Transformação da MúsicaSurgimento da tecnologia de microfone · Desenvolvimento de caixas de som · Possibilidade de canto intimista · Eliminação da exigência de potência vocal extrema · Democratização do canto moderno
- Doris MonteiroCarreira iniciada em 1954 · Longevidade profissional até 2023 aos 88 anos · Evolução estilística do moderno para samba rock · Gravações em 1957 e produção de Braguinha · Legado musical duradouro
- Álbum Amor em Hi-FiLançamento por Silvia Telles em 1960 · Composição de Tom Jobim · Produção de Aloysio de Oliveira · Exemplos de canto moderno · Vínculo com selo Elenco
- Evolução do Canto IntimistaAproximação com a fala cotidiana · Ritmo mais natural e conversacional · Preservação de vibrato e lirismo · Volume de voz aproximado ao dia a dia
- Influência do Jazz na Música BrasileiraJazz como referência internacional · Absorção de elementos jazzísticos · Influência em músicos e compositores brasileiros · Síntese de jazz com tradição local
- Indústria MusicalTom Jobim como compositor · Aloysio de Oliveira como produtor · Carlos Lira e Ronaldo Bosco · Luiz Bonfá como parceiro · Braguinha como produtor
- Samba Rock e Evolução PosteriorSamba rock como gênero derivado · Relação com dança e movimento · Evolução de Doris Monteiro em 1971 · Continuidade da tradição · Modernização rítmica
- Herança do Bel Canto ItalianoTradição vocal anterior aos anos 1950 · Potência vocal em transmissões de rádio · Mudança de paradigma artístico · Transição para novo estilo de canto
- Formatos de Gravação e Mídia FonográficaVinis de 78 rotações · Álbuns LP convencionais · EP (extended play) · Evolução da indústria fonográfica
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Muito amadorismo, muito amadorismo. Acontece, João, acontece. Profissionais também se enganam. Boa tarde, ouvinte. E aí? Hoje há pegadas musicais? Eu amo pegadas. Olha, duas cantoras que eu nasci em 70, que eu a vida inteira ouvi as pessoas do meio musical, os músicos, compositoras, cantoras, enfim, gente falando, são as primeiras cantoras modernas brasileiras. Muita gente falava, a Silvinha Teles é a primeira
cantora moderna brasileira e em outros casos eu ouvi que a Doris Monteiro foi a primeira cantora moderna e tal. Vamos ouvir primeiro a Silvia Telles, a gente tem uma música dela aqui do álbum Amor em Hi-Fi e depois de ouvi-la a gente fala um pouco do que seria essa cantora moderna, né? E essas duas, é claro que sempre vem de algum lugar, tem alguma influência anterior, mas pela mudança no mundo da música,
nesse período dos anos 50 e início dos anos 60. Elas ficaram realmente como dois ícones. Nunca vi isso numa palestra, nunca li isso junto. Estou agrupando aqui as coisas que eu vi nas mesas dos restaurantes da vida e nos estúdios. Então, primeiro, a nossa querida Silvia Telles, diretamente do Amor e Hi-Fi, uma composição do Tom Jobim e do Aloysio de Oliveira, que era um grande entusiasta da Silvinha.
do selo Elenco, produtor do álbum Elize Tom, foi para os Estados Unidos com a Carmen Miranda, o Bando da Lua, grande compositor, além de Samba Torto, só achei de ser com você também a de Tom e a Luiz de Oliveira, mas vamos ouvir agora Samba Torto na voz da Silvia Telles.
Beleza, hein? Nossa, João, ela morreu muito cedo, né? É, infelizmente, no acidente de 32 anos. É. Ela morreu em 66.
com 32 anos, um acidente de automóvel. Então, assim, é uma passagem muito curta. Então, por isso que eu considero revolucionária, porque revolução é aquilo que traz uma série de mudanças num curto espaço de tempo. Nessa época, Nando, Tatiana, ouvinte, vinha já acontecendo, evidentemente, que o jazz, o canto do jazz, tinha o canto aqui no Brasil do choro e tal. Mas, sobretudo na mídia, nos programas de rádio, nas gravações,
dessa herança vocal do chamado bel canto italiano, né? A música também sem os microfones e as caixas de som à época, a potência vocal era muito importante. Com essas revoluções, né? Como o surgimento do microfone e das caixas de som que permitiam que cantores que não tivessem aquela voz que ocupa a sala toda, a potência, pessoas que cantavam de maneira mais intimista, de maneira mais rítmica, mais próxima do jeito que a gente fala, né? E que, claro, há o entrelaçamento com
um jazz da época, porque os músicos do mundo estavam ouvindo jazz e a música pra concerto, né? Enquanto nesse período nasceu uma outra música aqui no Brasil. Então é um jeito que vocês ainda veem... Perdão. Tem sempre alguém tentando vender alguma coisa, né? Puxa vida. Passa depois das cinco, pessoal, porque a probabilidade do João comprar existe, mas não agora, não é mesmo? Não existe, não existe. E você coloca lá no site pra não ligar.
E quando é a minha operadora querendo vender um plano da minha operadora pra mim. Essa é a melhor... Tem algum erro no sistema, eu posso garantir. Vamos ouvir mais uma. A gente tá ouvindo aqui a Silvia Teles, né? Desculpa, eu perdi o treino dos meus pensamentos, mas tudo bem. Com o microfone e com uma nova música, esse jeito de cantar ainda trazia, claro, em alguns momentos a gente vê aqui o canto mesmo, né? Com o lirismo, o vibrato e tal. Mas tem uma velocidade
uma coisa que se aproxima da fala, né? E do dia a dia, do volume de voz do dia a dia. Tem mais uma aqui, Se é Tarde Me Perdoa, de Carlos Lira e Ronaldo Bosco. Silvia Telles, Amor em Hi-Fi, que é um álbum que ela lançou em 1960. Vamos lá.
Me perdoa Eu cheguei mentindo Eu cheguei partindo Eu cheguei à toa E é tarde Me perdoa Era com os encantos De amor e cantos Pela madrugada E é tarde Me perdoa Venho só cansada E é tarde Me perdoa
a gente tá falando aí de uma carreira que começou em 55, gravou 78 rotações, os vinis que rodavam uma velocidade superior do que se estabeleceu depois, mas gravou, tem um álbum dela que recomendo, dela e do Luiz Bonfá, um álbum não, é um agrupamento de singles ali, um EP, não chega a ter muitas faixas, Silvia Telles e Luiz Bonfá, isso aí já era um álbum que ela estava estabelecida, ela já tava cantando desse jeito mais contemporâneo, foi ficando cada vez mais
prematuramente com 32 anos. Outra cantora que começou no ano anterior é a Doris Monteiro, e a gente vai ouvir aqui com ela, numa produção do Braguinha, uma música de 58, que é a faixa título do álbum Vento Soprando, também moderna, sobretudo em 57.
Tá cansado o vento De soprar em vão Pra tirar você Do meu coração De uma vez Bom, vamos lá. Só pra fechar, antes que acabe o tempo, a gente se despedir já com uma música de um outro período da vida da Doris Monteiro. Diferentemente da Silva, que nos deixou muito cedo, ela correu com 88 anos em 2023, né? De 34 a 23.
compositores, eu farei um dia um quadro só com ela, porque ela merece muito. E vamos fechar com ela em 71, muito tempo depois, produção do Milton Miranda, a música é isso aí. E virou um lance muito ligado ao samba rock, as pessoas que dançam no Brasil, o samba. E já ela, enfim, muito diferente dessa aí, ainda é a sua assinatura vocal, mas muito mais intimista, muito mais moderna ainda em 71. É isso, vamos ouvir. Dóris Monteiro, é isso aí.
É isso aí. Palpite seguro é ótimo, né? Esse álbum é muito bom. Dóris, 71. Muito bom, muito bom. Muito bom mesmo. Gostei. Obrigado, gente. Valeu, João. Muito obrigado. Um beijo. Amanhã estaremos de volta. Um beijo. Amanhã é o quê, João? Quinta? Amanhã é no estúdio, hein?
É, dentro do estúdio. Fofoca? Não. Anedotas, história, história viva da música. Detox de fofoca. Beijo, João. Obrigada por hoje. Até amanhã. Um beijo. Obrigado. Até amanhã. Quer proteger a experiência do seu adolescente online? No TikTok, a segurança vem desde o início. As contas de adolescentes já vêm com mais de 50 ferramentas de privacidade e proteção ativadas automaticamente.
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