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'Brasil terá papel central na expansão da conectividade rural'

14 de abril de 20267min
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Cassiano Ribeiro e Cleyton Vilarino falam sobre acordo entre o Banco Mundial e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura para ampliar a conectividade em pequenas propriedades rurais na América Latina. A iniciativa busca levar internet, tecnologia e acesso a mercados a milhões de agricultores, com o Brasil entre os países prioritários.

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Participantes neste episódio3
C

Cassiano Ribeiro

HostJornalista
M

Marcelo d'Agosto

HostJornalista
L

Luiz Gustavo Medina

ConvidadoJornalista
Assuntos1
  • Conectividade rural na América LatinaAcordo Banco Mundial e IICA · Acesso à internet para agricultores · Desafios da agricultura familiar · Importância da armazenagem · Desenvolvimento social e emprego
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CBN Agro, com Cassiano Ribeiro, da Globo Rural. Oferecimento FAESP, FAESP Senar e Sindicatos Rurais, a força que vem do campo. E Biodiesel, patrimônio do Brasil, limpo por natureza, potente por vocação.

Cassiano Ribeiro já aqui com a gente. Cassiano, tudo bem? Tudo bem, Sérgio Américo. Tudo bem, Muniz? Tudo bem, boa tarde. Cassiano, nós temos um convidado, o repórter da Globo Rural, o Cleiton Vilarino. Muito obrigado, Cleiton, pela sua participação.

A gente está sem o microfone do Clayton ainda, mas a Priscila Gubioti já vai resolver isso para a gente. Mas o Clayton está aqui. Ele está aqui, ele está entre nós. Bom, Cassiano, você vai nos falar sobre um acordo para ampliar a conectividade em pequenas propriedades na América Latina inteira. Como é que é isso?

Exatamente, na verdade quem vai falar é o Clayton, mas eu vou só fazer uma introdução aqui, porque ele acabou de chegar de Washington, Muniz e Sassenberg, e foi lá que o Instituto Interamericano de Cooperação para Agricultura, junto com o Banco Mundial, firmaram esse acordo para liberar recursos, e não é pouca coisa, são bilhões de dólares para ampliar a conectividade em pequenas propriedades, e isso é muito importante porque hoje, a gente já falou isso em outras ocasiões aqui,

No agro ainda, mais da metade dos estabelecimentos rurais não tem acesso à internet, não tem acesso à conectividade, não tem acesso a tecnologias e tudo mais que esse acesso à inovação pode trazer de benefício para o agricultor. Mas o Cleiton tem mais detalhes porque esse programa tem uma meta de fazer a conectividade chegar.

atingir até 10 milhões de agricultores na América Latina. E, claro, o Brasil tem um papel super importante, né, Cleiton?

Exatamente, Cassiano. Muito obrigado, Sedeberg, todos os ouvintes. Só no Brasil é um milhão de agricultores familiares que eles estão tendo como meta inicialmente. É um programa global, então globalmente a meta do Banco Mundial é chegar a 300 milhões de agricultores familiares. Eles estimam que sejam 500 milhões no total, então é uma meta bem ambiciosa. São 300 milhões de um total de 500 milhões de agricultores familiares que existem no mundo.

E aí, aqui na América Latina, o Brasil é considerado estratégico. Lá em Washington, eles estavam numa segunda rodada de negociações, de assinaturas de acordos. O primeiro acordo, o primeiro plano de ação foi assinado com o Brasil, ainda no final do ano passado, que tem um plano de ação que...

foca em diferentes frentes. Eles falam de conectividade rural, mas é quase como um pilar para atingir, para conectar esses produtores também a mercados, a tecnologias. Então, não é só uma questão de internet. No Brasil, por exemplo, um dos pilares é a questão de armazenagem. Para eles, é completamente fundamental para a segurança alimentar.

Principalmente considerando que o Brasil é o maior produtor de soja, o maior produtor de carne. Então, a questão de armazenagem para eles é considerada estratégica. Também a questão de infraestrutura de transporte, de logística. Depende muito de cada país. Lá em Washington, cada um apresentou ali as suas demandas. Tem países cuja demanda é sementes, por exemplo.

sementes modificadas, sementes com maior tecnologia. Tem países cuja demanda é questão de transporte, tem países cuja demanda é questão de acesso a conhecimento técnico. Então, a conectividade acaba sendo um pilar para que eles consigam levar, por exemplo, assistência técnica aos agricultores. É uma ponte de acesso. É um pilar do programa, mas o programa não é só uma questão de acesso à internet, é de acesso a mercado, de acesso a tecnologias também.

Mas falando em acesso à internet, o Banco Mundial vai ter o quê? Vai ter instalação de equipamentos? Quem que vai pagar? Não, não. Cada país tem as suas políticas e o Banco Mundial financia essas políticas. E não é só uma questão de infraestrutura. Eles também estão focando, por exemplo, em mudanças em políticas públicas. De repente, existe uma lei ou um marco regulatório que não está bem estabelecido.

Então, o Banco Mundial também está focando em prestar uma assistência para que esses países mudem as suas leis, reformulem a sua estrutura jurídica para que facilite a conexão desses trabalhadores rurais com mercados e também com tecnologias. Quer dizer, é um apoio do Banco Mundial à agricultura familiar pelo mundo afora.

Sim, principalmente pensando num pilar estratégico que eles adotaram desde o final do ano passado, que é de melhor qualidade e maior quantidade de empregos. Pensando em desenvolvimento social, eles elegeram esse pilar da questão do emprego e veem na agricultura familiar um setor estratégico para geração de empregos.

Importante você falar isso porque a gente ouve muito, Sardenberg, produtores relatando que hoje, não só no agro, mas em todos os setores da economia, um dos maiores desafios é mão de obra. E no agro especificamente, por acontecer em regiões isoladas, longe das capitais, longe de infraestrutura.

Os produtores têm falado muito que o acesso à informação, o acesso à internet, à conectividade, é às vezes o ponto primordial para o trabalhador aceitar ou não o emprego naquela propriedade. Então, a primeira pergunta que o trabalhador, que é um funcionário candidato a uma vaga em uma fazenda faz,

Muitas vezes é, tem acesso à internet aqui, porque ele quer acessar a internet, ele quer ter acesso, e aí, pegando já, fazendo o gancho com o que o Cleio está falando, a gente está basicamente falando de acesso dos produtores dessas propriedades, a tecnologias, armazém, para o cara conseguir ter ali uma melhor gestão, ele tem mais condições de negociar. Se tem armazém, ele guarda a produção, não está num bom preço, vende na hora que for mais conveniente. Hoje, o pequeno produtor está completamente desassistido.

As políticas públicas no Brasil ainda não chegam em sua totalidade nesses estabelecimentos e é por isso que tem esse tipo de incentivo agora acontecendo.

E no caso da agricultura familiar, ali como você não... A agricultura familiar não emprega muitas pessoas, né? Justamente por isso ele é considerado familiar. Mas você tem a questão do êxodo rural. Então o jovem muitas vezes não fica no campo porque ele vê que o trabalho que a família dele exerce é extremamente árduo, não tem acesso à mecanização, a tecnologias que tornem o trabalho mais fácil.

Então, um dos pilares desse programa é tornar o trabalho menos árduo, mas um trabalho mais fácil. A conectividade acaba sendo um estímulo. Exatamente. Com máquinas, equipamentos e tal. Exatamente. Cassiano, obrigado. Cassiano, Vilarino, obrigado pela sua participação aqui hoje. Obrigado, pessoal. Valeu, Muniz. Valeu, Sra. Demerco. Até semana que vem.

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