Episódios de Comentaristas

O impacto sentido no bolso por conta da guerra

14 de abril de 20268min
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Mesmo depois do fracasso nas negociações recentes, Estados Unidos e Irã já voltaram a dar sinais de que podem retomar o diálogo, inclusive com declarações de ambos os lados indicando alguma abertura. Ana Leoni e Nathália Larghi comentam o que mudou nesse cenário e por que isso impacta o bolso das pessoas. Ouça.

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Participantes neste episódio3
T

Tati

HostApresentadora
A

Ana Leoni

ConvidadoJornalista
N

Natália Larghi

ConvidadoJornalista
Assuntos1
  • Consequências econômicas das guerrasNegociações entre EUA e Irã · Preços do petróleo · Inflação · Câmbio e dólar · Educação financeira
Transcrição24 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

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No Fim das Contas. Ana, Natália, boa tarde. Olá, pessoal, boa tarde. Olá, tudo bem? Ana Leone e Natália Largue, tudo bem?

Tudo jóia, hein? Tudo bem, estamos jóia. Estamos aqui, muito ocupados essa semana, produzindo uma grande festa pra sexta-feira. O nosso ouvinte não perde por esperar o nosso estúdio CBN Palusa. O nosso Fronteiras do estúdio CBN, tá bom? A gente vai jantar? Não, a gente vai jantar também. Mas antes, a gente vai juntar alguns dos nossos comentários. Ih, já podia contar? Contei.

Alguns dos nossos comentaristas aqui a cada meia hora para discutir temas que têm tudo a ver com a sua vida, em vários aspectos. A Ana e a Natália estarão aqui, mas não conto. Vai ter que vir aqui na sexta-feira comemorar os nossos nove anos no ar. Bom...

Vamos lá, vamos falar sobre guerra e impacto no nosso bolso. A gente acabou de ouvir a Cristina Pessequilo falando sobre o fracasso das negociações mais recentes entre Estados Unidos e Irã. E falando também das expectativas para uma nova rodada de negociações nessa semana. Algum otimismo e tal. Ô Nath, o que é que mudou nesse cenário? Por que é, sobretudo, que isso impacta o nosso bolso?

Pois é, Tati, impacta o nosso bolso, parece uma coisa muito distante, mas na verdade não está tão longe assim. E esse ponto de retomada de negociações, pelo menos a abertura que os dois países se mostraram ter, é uma coisa que traz um certo alívio, digamos assim, porque tanto os Estados Unidos quanto o Irã sinalizaram que ainda tem um espaço para conversa, e isso ajuda a reduzir a tensão no curto prazo.

Só que ao que tudo indica, o acordo não saiu porque os Estados Unidos querem uma garantia, que o Irã não vai desenvolver armas nucleares e o Irã não quer esse tipo de nível de compromisso. E existe uma desconfiança quase que histórica entre esses dois países que dificulta um avanço mais concreto. Então mesmo com essa sinalização positiva, o mercado continua ali naquele modo alerta. E aí que entra o impacto direto no nosso bolso. Porque quando tem uma incerteza...

Mesmo com uma possibilidade de acordo, de volta das conversas e tudo mais, os preços ficam mais sensíveis. E aí a gente fala especialmente do petróleo quando a gente está falando desse conflito. Uma notícia negativa pode fazer com que ele dispare novamente, assim como uma sinalização positiva também pode fazer com que ele caia. Agora, por que a gente olha tanto para o petróleo? Por que ele é tão importante?

afeta praticamente toda a economia. Então, se o preço sobe, o combustível sobe, o frete sobe, isso chega aonde? No supermercado, na farmácia, na conta de luz, porque a energia fica mais cara também, em vários serviços. Então, a conclusão é que aumenta muito a inflação.

Além disso, esse cenário também pode mexer com o dólar, a gente está vendo isso, inclusive. Quando o dólar oscila, a gente sabe que afeta a nossa vida também, mesmo que a gente não tenha plano de ir para a Disney tão cedo. Então, se ele sobe, produtos importados, até itens do dia a dia que são negociados, que são comprados em dólar, ficam mais caros. E quando ele cai, que é o que está acontecendo agora, porque as pessoas estão com medo do que pode acontecer nos Estados Unidos, acontece o oposto.

Algumas coisas podem baratear para a gente. Então, também tem um efeito prático no nosso custo de vida no dia a dia mesmo, mesmo que a gente não vá comprar nada em dólar, porque muitas das coisas que a gente consome são negociadas pelas empresas, são importadas e tudo mais em dólar também. Ana, dá para a gente pensar em se proteger financeiramente desse cenário?

Olha, Fernando, eu vou te falar que hoje eu fui abastecer meu carro de manhã, eu quase deixei o carro para pagar a conta. Assustei demais. Como não dá para a gente armazenar combustível em casa, nem outras coisas, eu acho que o cenário é da gente ter um pouco mais de cautela. Então, apesar de ter havido um acordo, tem sinais de que as conversas podem continuar e isso traz um alívio, como a Nath trouxe aí no curto prazo.

E o mercado já reage com esse sinal de diálogo, porque a gente sempre sabe que o mercado, esse índice de mercado que a gente sempre fala aqui, ele trabalha com expectativas. Então, se há uma expectativa de um diálogo, isso faz com que o petróleo ou os ativos que são negociados de uma maneira geral, eles recuem um pouco e isso dá...

uma possibilidade de alívio. Isso não elimina o risco, mas pelo menos dá um certo alívio. E aí, em qualquer momento, uma nova tensão pode fazer com que esse cenário um pouco mais calmo, de curto prazo, mude.

E esse ambiente de certeza acaba afetando não só o consumo, não só quando a gente vai abastecer o carro ali, mas também os investimentos, porque os mercados ficam mais voláteis. O que isso significa? Tem mais oscilações. E é comum que os investidores, principalmente os grandes investidores, busquem mais segurança, tirando dinheiro de ativos que são mais arriscados e migrando para opções que são mais conservadoras. E isso, o que acontece? É esses efeitos que a gente vê nos indicadores.

como a Bolsa, os juros e até o câmbio, e isso pode acontecer ao mesmo tempo. Então, para quem está cuidando das finanças pessoais, ou seja, o Bolso nosso de cada dia, o mais importante é ter sempre uma base sólida. E aí começa com essa reserva financeira, que foi até o nosso tema na semana passada.

E também é fundamental evitar novas dívidas, especialmente aquelas que têm juros mais altos. Também a gente sabe do problema do endividamento e em cenários assim que há um aperto no orçamento, você se endividar juros muito caros, você pode ter um problema ainda maior. Especialmente porque o patamar base do juros no Brasil já é elevadíssimo, que é a Selic, que também a gente sempre fala dela por aqui.

E para quem investe do outro lado, o recado é sempre manter uma estratégia e evitar decisões que sejam por impulso, porque sempre há também uma expectativa do lado dos investidores de tentar adivinhar para que lado vai, para onde esse mercado vai dar um resultado melhor ou um menor prejuízo.

E não é assim que funciona, por isso que a gente precisa sempre pensar num horizonte um pouco mais longo. A diversificação, ou seja, você colocar em diversos ativos que não tenham correlação, também é uma estratégia importante para não concentrar tudo em um único tipo de investimento.

porque isso ajuda também a reduzir o risco ou essa oscilação, essa volatilidade que os mercados costumam trazer. E tem um ponto final que é essencial, que a gente precisa entender que aquilo que acontece lá longe, lá no globo...

influencia diretamente sim a nossa vida. Então, por isso que a educação financeira passa a ser um instrumento que vai muito além do só saber poupar, mas também a gente está preparado para que esses choques externos, ou seja, essas grandes oscilações, nos afetem da menor forma possível. E eu já falei aqui outras vezes, um planejamento financeiro, ele não serve para prever crises, mas sim para a gente conseguir passar bem por elas.

Então, quem tem planejamento consegue atravessar períodos assim, mesmo de calmarias momentâneas ou de mais oscilação, com muito mais tranquilidade. Muito bem. No fim das contas, eu preciso me acostumar ainda com esse nome novo de vocês, viu? Vira e mexe.

a gente. Vocês também, eu posso imaginar. No fim das contas, Ana Leone, Natália Largue, Naira Bertão, em duplinhas, toda terça e quinta aqui conosco, falando do nosso dinheiro. Obrigada, gente. Um beijo pra cada uma. Até quinta. Um beijo, pessoal. Até quinta-feira. Tchau, beijo.

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