Meia hora por dia pode evitar diabetes em adolescentes — o alerta da American Heart Association
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Tati
Luiz Fernando Correia
- DiabetesAtividade física · Resistência à insulina · Sedentarismo · Prevenção do diabetes · Políticas públicas de saúde
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Saúde em Foco, com Luiz Fernando Correia. Oi, doutor Luiz Fernando, boa tarde.
Boa tarde, Tatiana. Boa tarde, ouvintes. A gente vai falar sobre diabetes. Hoje, um alerta novo que tem a ver com o diabetes em adolescentes. E o alerta é meia hora por dia pode evitar diabetes em adolescentes. Meia hora do quê, doutor de tela? Meia hora de games? Meia hora de conversa? Meia hora do quê?
Você pode bem adivinhar, né, Tati? Bem a hora de atividade física, né? Ah, é! Já fiz a minha hoje. Olha só, tem dois números que são muito impressionantes. 80% dos adolescentes são considerados sedentários.
Isso é um número muito... é um número americano, mas facilmente traduzível para o Brasil. E uma coisa, um em cada três adolescentes americanos já tem o que pode ser considerado pré-diabetes. Então, essa combinação mostra o tamanho do problema. Se nada for feito, o diabetes tipo 2, que a gente sempre associava a pessoas com mais de 50 anos, enfim...
obesas, como por outros problemas de saúde, ele pode crescer 700% nos próximos 10 anos entre os adolescentes. Então, tudo isso é muito complicado. E é o que você falou, né? Eles passam, em média, metade do dia sentados. Geralmente, mais de 11 horas por dia. Isso somando escola, telas, celular, videogame.
e o metabolismo paga a conta dessa história toda. Então, pesquisadores apresentaram esses dados numa reunião da Associação Americana do Coração, da American Heart Association, analisaram como é que o dia do adolescente típico é dividido nos Estados Unidos, adiciono, atividade física e tempo sedentário, e a resposta foi o seguinte, o que aconteceria...
Se a gente trocasse 30 minutos de sedentarismo, já que eu comentei que 80% dos adolescentes são sedentários, por outra coisa, no caso atividade física intensa. Isso, trocar esses 30 minutos, são 30 minutos só, gente, muito pouco. Trocar esses 30 minutos vai reduzir a resistência à insulina em cerca de 15%. Isso é um indutor do diabetes, isso é um indutor de doença metabólica importante. Trocar...
30 minutos de sedentarismo jogando videogame ou vendo tela celular por um sono reparador já reduz em cerca de 5% a resistência à insulina.
Então, não estou falando de mudanças radicais. É uma substituição pequena, mas que precisa ser consistente, como toda atividade física, e que vai, sim, modificar esse padrão de resistência à insulina. Vamos lembrar, a insulina é um hormônio que funciona como se fosse a chave que entra na fechadura da célula, abre a célula para a glicose entrar, que é o açúcar, que é o combustível da célula.
Se você tem pré-diabetes ou você tem obesidade, você tem um problema que é a resistência à insulina. Essa chave não funciona.
Então, você aumenta a quantidade de açúcar circulando no sangue, que vai levar a uma série de alterações e sinalizações de inflamação crônica no organismo. Isso acaba caminhando para o diabetes franco, do tipo 2, que aí, por sua vez, já leva à lesão das artérias, aumenta o risco de doença cardiovascular. Ou seja, temos que falar de prevenção antes de ter a doença.
quando você está nessa fase da resistência à insulina. Então, 30 minutos de mudança no padrão de atividade do adolescente vai evitar o aparecimento da resistência à insulina, insulínica, em pelo menos 15%, e isso vai diminuir bastante o padrão de risco. Atividade leve, ou seja, é uma caminhadinha, para o adolescente não funciona.
tem que ser uma atividade moderada e intensa. Ou, como eu falei, trocar 30 minutos de videogame por um sono adequado. Tudo isso muda a vida de um adolescente e vai mudar a vida do adulto jovem, que não vai ter essas complicações precocemente. Então, gente, é para jogar bola, correr, nadar, pedalar, fazer uma caminhada e dormir melhor. Parece fácil, mas eu sei que não é.
Já tive filho adolescente, hoje eles são um pouquinho mais velhos, mas eu sei como é que isso tudo é difícil. E olha, uma coisa até que, combinando com o que a gente falou hoje de manhã no Saúde em Foco, é uma mudança que precisa ser feita na família.
Não adianta você cobrar que o adolescente saia do celular, saia do videogame, e você fica sentado no sofá, sentado, ligado no celular, conversando com ele, ou mesmo durante as refeições, né? É uma mudança, idealmente, de padrão de movimentação da família toda, Tatiana. Tá.
Eu estou aqui pensando, doutor, na importância nesse sentido das crianças e dos pais, dos adultos responsáveis por essas crianças, socializarem elas nas atividades físicas, no esporte. Como eu fui, por exemplo, eu fui uma criança, uma adolescente atleta. Então, isso estava embutido na minha rotina, nas minhas obrigações de adolescente.
na sua rotina, agora com certeza alguém da sua família fez aquele papel chato de ter que, antes disso, você poder fazer sozinho essas coisas, você tem que te levar pra fazer atividade física, levar pra uma escolinha, levar pra um clube, levar pra uma coisa à parte, porque...
Criança não consegue fazer isso sozinho, só depois de adolescente mais tarde. Ah, beleza, ele já é atleta, sei mais. E antes, qual foi o papel da família de induzir essa prática, de levar essa criança? E voltam sempre a lembrar, menos da metade das escolas do Brasil tem área para atividade física. Isso eu acho criminoso. Pois é.
Isso não é um número bobo, é um número que afeta muito. Você está falando só da escola. Não, não ter atividade física na escola significa que o país vai gastar mais dinheiro pagando a conta depois. Nós temos que pagar a conta do infarto, do derrame, do indivíduo jovem que para de trabalhar. É uma matemática tão simples que eu não consigo entender porque a gente não entra na cabeça dos políticos. Pois é, essa não é. Uma quadra no colégio.
Mais um demonstrativo de que não se trata de algo individual. A gente está falando de questões coletivas. Quão mal poderia ser evitado se a gente cobrasse coletivamente políticas públicas que evitassem tudo isso, né, doutor? É disso que a gente está falando. Como quase sempre.
É disso que a gente está falando e esse é um ano bom para a gente pensar nisso, né? Sem dúvida, sem dúvida nenhuma. É um ano para pensar nisso. Doutor Luiz Fernando, eu já contei aqui para os nossos ouvintes que na sexta-feira tem festa de nove anos do Estúdio CBN, que a gente vai estar tudo juntinho aqui. É o melhor... Eu fui organizando assim, quem vai falar com quem? Eu falava, é o melhor time de comentaristas do rádio.
Eu não tenho nenhuma modéstia em dizer isso. É o melhor time de comentaristas do rádio. Eles estarão todos conosco na sexta-feira, junto com você, ouvinte, celebrando esses nove anos de Estúdio CBN. Te espero aqui, doutor. Até lá. Até lá não, até quinta, né? Antes o senhor volta.
Estarei na quinta e na sexta. Gente, olha só. Os comentaristas têm que dizer. A gente é o melhor time de âncoras da Rádio Brasileira também. Muito obrigada. Fica por aí. Muito obrigada. Um beijão. Até quinta, doutor Luiz Fernando. Pronto. Até mais. Conforto para o seu dia a dia e atitude para o seu estilo. Encontre o tênis que acompanha o seu passo agora no App Net Shoes. Explore as categorias. Garanta as melhores marcas e aproveite. Netshoes. No seu ritmo. Baixe o app.
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