Viktor Orbán perde eleições na Hungria após 16 anos no poder
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O Mundo em 3 Minutos Olá, seja bem-vindo ao Mundo em 3 Minutos. Começamos hoje falando de Hungria. Victor Orban, depois de 16 anos como primeiro-ministro, perdeu. O partido de oposição TISA de Peter Maguiar venceu e deve obter entre 137 e 138 das 199 cadeiras do parlamento. Ou seja...
Com essa maioria de dois terços, dá para mudar muita coisa que Orbán fez. E essa eleição era considerada a mais importante da Europa nesse ano e registrou uma participação recorde de 66% dos eleitores. Eu conversei com o Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais da ESPM, sobre isso. A Hungria destoava, tocava outra música. Para a gente ter uma ideia do que nós estamos falando... Eu vejo, meu amigo.
Tudo que era falado reservadamente no contexto dos chanceleres europeus, o chanceler húngaro saía da reunião e ligava para o Putin para contar. É um negócio assim, descarado. Então, de alguma forma, a Europa encontrou alguma forma de ter na Hungria o aliado que ela tanto precisava. Tem um derrotado nessa história que precisa ser notado.
que é a dona de Trump. Desde a sexta-feira da semana passada, o vice-presidente dos Estados Unidos, Didi Vance, estava em Budapeste, fazendo campanha eleitoral para o Orban. A derrota foi muito significativa. Foram várias as manifestações de apoio a Peter Magier. A mais simbólica foi de Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, disse que o coração da Europa está batendo mais forte porque a Hungria escolheu a Europa.
Peter Magyar promete agora reaproximar a Hungria do Ocidente, reduzir a dependência energética da Rússia, é bem importante isso, e liberar esses fundos que estão presos lá na União Europeia. Agora para o Oriente Médio, fim de semana com negociações ainda Estados Unidos e Irã no Paquistão sobre o cessar-fogo, cessar-fogo frágil de duas semanas. Mas esse foi o primeiro encontro direto entre Irã e Estados Unidos em mais de uma década.
Essas discussões de agora já são consideradas as de mais alto nível desde a Revolução Islâmica de 1979. Acordo? Não, acordo ainda não há. O que há são novas ameaças, aliás. Agora, os Estados Unidos ameaçam fechar o Estreito de Hormuz.
Essa foi a declaração de Donald Trump, disse ele pela rede social que os Estados Unidos vão atacar qualquer embarcação em águas internacionais que tenha pago pedágio ao Irã e que também vão começar a destruir as minas que os iranianos colocaram no Estreito de Hormuz. Iranianos reagiram, disseram que navios militares se aproximando do Estreito de Hormuz, isso é violação do cessar-fogo.
E agora as questões nucleares estão no centro das discussões. O que os Estados Unidos querem? Fim total do enriquecimento de urânio, desmantelamento das instalações nucleares e a transferência de material altamente enriquecido. O Irã tem mais de 400 quilos de urânio enriquecido a 60%. Isso nunca é usual para fins civis. O Irã não concorda com tudo isso. Muda em três minutos. Até amanhã.