Tensão no Estreito de Ormuz pressiona petróleo e eleva temor inflacionário
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- Estreito de OrmuzImpacto na inflação · Preços do petróleo · Controle iraniano · Reação do mercado · Donald Trump e a NASA
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E, claro, esse vai e vem afeta os mercados, por isso o Gustavo Ferreira, um pouco mais cedo hoje, Gustavo Ferreira, que é editor assistente do Valor Invest. Oi, Gustavo, boa tarde, tudo bem?
Alô, alô, Débora, Carol e ouvintes. Boa tarde a todos. Olá. E aí, como é que os mercados reagiram a esse fechamento do fechamento do Estreito de Hormuz e o fato de não terem chegado a um acordo no fim de semana, né? Pois é, né? O bloqueio do bloqueio de Hormuz colocou um freio, em princípio, no oba-oba da semana passada, até então, sob as notícias de cessar fogo no Oriente Médio. Do ponto de vista estritamente inflacionário, na verdade, pouco importa...
A guerra em si para o mercado importa sim se o tal do estreito de Ormuz vai ou não bloquear, vai estar bloqueado ou não, bloqueando a passagem de cerca de 20% do petróleo do mundo. Não só está bloqueado, está ainda mais. A gente vinha falando em bloqueio do estreito pelo Irã, mas talvez fosse mais preciso falar em controle iraniano. Porque o Irã, o Irã lá em Ormuz...
Nunca teve bloqueio a ser enfrentado. O petróleo iraniano vinha passando livremente, passavam mesmo os navios de outros países que pagassem um pedágio para o Irã. Na prática, o bloqueio de Hormuz anunciado pelos Estados Unidos é uma tentativa de tomar do Irã.
Esse controle, o controle ali do estreito, assim como o Irã ameaçava, os Estados Unidos agora ameaçam afundar qualquer embarcação que o Irã vinha permitindo passagem. O risco inflacionário tornou a subir juntamente ao petróleo, depois de passar até dos 100 dólares por barril, fechou o dia nos 99 dólares, numa alta ainda importante de 4%. Então, vamos lá.
Para um certo otimismo no mercado, economicamente falando, não interessa nem ao Irã nem aos Estados Unidos. Esse bloqueio Irã depende totalmente das vendas de petróleo e não adianta os preços subirem se ele não conseguir vender. E quanto mais inflação, pior para...
da popularidade de Donald Trump. No começo da tarde, por sinal, Trump falou que o Irã está disposto a negociar. Não deu detalhe nenhum, mas isso bastou para virar o jogo no mercado. Tendo caído 0,6% no pior momento do dia, o Ibovespa, principal índice da Bolsa do Brasil, subia no fechamento 0,3%. Um novo recorde na faixa inédita dos 198 mil pontos. Já o dólar, que chegou a subir 0,6%,
Fechou em queda de 0,3 aos R$ 4,997, por muito pouco, mas abaixo dos R$ 5,00, o que não acontecia em dois anos, Débora.
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