Seleção Brasileira não empolga, mas adversários do grupo também preocupam pouco
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- Campeonato Brasileiro de FutebolMarrocos · Haiti · Escócia · Países Baixos · Tunísia
Raio-X das Seleções. Oferecimento Monroy e Monroy Axios. Amortecedores e peças para suspensão. Qualidade de ponta a ponta. E o Leonardo Dai vai trazer o Raio-X das Seleções dos grupos C e F. Grupo C, grupo do Brasil, que tem Brasil, Escócia, Haiti e Marrocos. E o grupo F de Holanda, Japão, Suécia e Tunísia. Porque essas seleções vão se cruzar pelos caminhos da Copa do Mundo.
Tá certo, tudo bem. A seleção brasileira que vai à Copa do Mundo não está empolgando ninguém. Quatro técnicos diferentes desde o fim da Copa de 2022, pior campanha na história das eliminatórias, eliminação precoce na Copa América, pior goleada desde o 7x1 de 2014, derrotas nunca antes sofridas para equipes de segundo escalão do futebol mundial, várias e várias lacunas na formação do time.
São muitos os motivos para acreditar que a Copa vai ser difícil já a partir da primeira fase. Talvez seja a hora, então, de trazer uma boa notícia ou algo parecido com isso. Os adversários do Grupo C...
Também não estão lá essas coisas. Nem mesmo o Marrocos, candidato à sensação da Copa, chega aos Estados Unidos na sua melhor fase. O primeiro adversário da seleção brasileira no dia 13 de junho ocupa um lugar que já foi de Camarões, da Nigéria, da Costa do Marfim, de Gana, de Senegal. O de vanguarda do futebol africano. A grande esperança de romper o domínio de europeus e sul-americanos no maior palco do futebol.
Posto alcançado com méritos, em 2022, o Marrocos foi a primeira equipe africana da história a jogar uma semifinal. No elenco estão jogadores de ponta, como o lateral Hakimi do PSG, o Meian Rabat do Betis e o atacante Ibrahim Dias do Real Madrid. Sem contar verdadeiros estandartes da seleção, como o goleiro Bono do Al-Hilal e o lateral Mascaui do Manchester United. Mesmo assim...
A coisa já esteve melhor. Na verdade, tudo ia muito bem até o começo do ano, quando até a seleção B do Marrocos foi campeã da Copa Árabe. O problema veio no grande teste, a Copa Africana de Nações sediada no Marrocos. O time da casa não empolgou, foi se classificando aos trancos e barrancos.
E mesmo contando com alguns erros da arbitragem a seu favor, perdeu o título para Senegal na prorrogação. Em março, o Tapetão tirou o título de Senegal e entregou para o Marrocos, como punição aos senegaleses por se retirarem de campo por alguns minutos.
quando o árbitro marcou um pênalti que, depois, com o Senegal de volta ao gramado, Brahim Dias perdeu. A conquista, se é que se pode dizer assim, só serviu para criar uma certa antipatia em torno da seleção que, em 2022, era a queridinha do mundo. Nem mesmo o técnico Valide Regragui, aquele que conduziu o time ao quarto lugar em 2022, teve o que comemorar. Mesmo o campeão perdeu o emprego.
O novo técnico Mohamed Ouabi reconhece que o tempo é curto e diz que depois de apenas dois jogos antes da convocação final, vai se aproximar dos jogadores acompanhando-os de perto nos seus clubes e levando em consideração para formar o grupo também os adversários.
O segundo adversário do Brasil no dia 19 de junho é o Haiti, que só disputou uma Copa do Mundo até hoje. Foi em 74 quando perdeu os três jogos, mas festejou como títulos os dois boos de Emmanuel Sanon nas derrotas para Itália e Argentina. Com a ampliação no número de participantes e três seleções do continente garantidas na condição de sedes do torneio,
as portas da Copa se abriram para a seleção haitiana outra vez. A equipe do técnico francês Sebastián Migné, que em 2022 derrotou o Brasil como auxiliar técnico de camarões na primeira fase, superou equipes mais tradicionais, como Honduras e Costa Rica nas eliminatórias.
Mesmo assim, os resultados são modestos. Durante todo o ciclo de Copa do Mundo, jogou seis vezes contra as seleções que estarão no Mundial. Perdeu cinco e ganhou só uma, contra o Qatar em 2023. Entre atletas de centros periféricos da Europa, ou mesmo de divisões inferiores de campeonatos europeus e norte-americanos,
As exceções são Ricardo Adé, zagueiro semifinalista da Libertadores com a LDU do Equador, e dois jogadores que atuam na primeira divisão do Campeonato Inglês, o meia Belegrade do Overhampton e o atacante Isidor, reserva no Sunderland. Se tanto, a lista de convocados terá um jogador que atua no futebol do Haiti. É o meia Woodensky-Pierre.
que nasceu no dia 30 de dezembro de 2004, quatro meses depois do dia em que o país parou para saudar os craques da seleção brasileira no Jogo da Paz, que celebrava a liderança militar do Brasil no plano de reconstrução e estabilização do Haiti, que depois de três décadas sob a ditadura da família do Vallier,
já contabilizava 15 trocas de presidente em 14 anos. Hoje, Pierre joga no Violete, o time mais tradicional de um país que segue enfrentando índices calamitosos de violência, pobreza e analfabetismo, e continua revelando uma democracia frágil, atualmente liderada por um conselho de ministros.
após o assassinato do presidente Jovenel Moïse em 2021. No dia 24 de junho, o Brasil enfrenta a Escócia, que é um curioso caso de país que desapareceu das Copas quando o número de participantes aumentou. De 74, quando a Copa ainda tinha 16 participantes. A 98, na primeira edição com 32 times, os escoceses só ficaram de fora do Mundial em 1994.
Depois de 98, não apareceram mais. A primeira Copa do século XXI terá o reencontro com o adversário preferido. O Brasil, rival em seis das nove presenças em mundiais, já contando 2026. A classificação no fim do ano passado veio apenas nos acréscimos do último jogo, com uma vitória sobre a Dinamarca que jogava pelo empate. É o auge do trabalho do técnico Steve Clark.
que já tem tanto tempo de seleção quanto tinha de experiência como treinador quando assumiu o cargo em 2019, vindo de passagens não muito brilhantes por equipes da segunda divisão inglesa e do campeonato escocês. O time liderado pelo capitão Robertson do Liverpool e pelo meia McDonnell do Napoli foi rebaixado da primeira para a segunda divisão da Liga das Nações da UEFA.
Na Eurocopa de 2024, caiu na primeira fase e levou 5 a 1 da Alemanha no jogo de abertura. E agora, no mês de março, perdeu por 1 a 0 para o Japão e para a costa do Marfim.
O atacante da seleção da Escócia, George Hurst, diz que esses jogos foram muito importantes para a Escócia aprender a jogar contra equipes de fora da Europa. Ele diz que é um jogo bem mais físico, como um jogo de basquete, e que os amistosos terão grande serventia para a Copa.
Se a primeira fase não assusta tanto, a segunda fase da Copa do Mundo tem motivo de sobra para deixar o torcedor brasileiro com calafrios. Os dois primeiros colocados do grupo C vão cruzar no primeiro mata-mata com os dois primeiros do grupo F.
que guarda o time e sensação dos apaixonados por futebol. O Japão estreou nas Copas em 1998, nunca mais ficou de fora e em nenhuma edição chegou despertando tanta expectativa. Não só porque vem de duas boas Copas. Em 2018 chegou a abrir 2 a 0 em cima da Bélgica, mas levou a virada e caiu nas oitavas de final.
Em 2022, venceu a Alemanha e a Espanha na primeira fase e caiu nos pênaltis para a Croácia também nas oitavas. O que veio depois foi muito melhor. Em 2023, vitória por 4 a 1 sobre a Alemanha em Wolfsburg. Em 2025, vitória inédita sobre o Brasil de virada por 3 a 2.
Em 2026, mais um triunfo nunca antes conquistado. 1 a 0 sobre a Inglaterra em Wembley. O jogo coletivo é o forte de uma equipe que tem apenas dois jogadores que atuam em um dos oito finalistas da Liga dos Campeões da Europa. O zagueiro Ito reserva no Bayern de Munique e o capitão Endo, meia do Liverpool que está machucado e ainda é dúvida para a Copa do Mundo.
Faltando tão pouco para a Copa, Hajime Moriasu quer que o Japão tenha experiência. Não experiência no sentido de ganhar experiência por jogar contra uma equipe forte, mas sim experiência de dinâmica de jogo, de, por exemplo, resistir à pressão de um time forte como o da Inglaterra.
O Grupo F tem outras possíveis dores de cabeça para o Brasil. Os Países Baixos estão de nome novo, mas são a Holanda de sempre. Só pedem para não serem mais chamados de Holanda, porque as Holandas do Norte e do Sul são apenas duas das 12 províncias que formam os Países Baixos.
e que, por uma convenção estabelecida com o tempo, acabaram por décadas batizando o país inteiro para o resto do mundo. Os resultados desde a Copa de 2022 não são ruins, mas também não brilham os olhos. Os holandeses perderam a Eurocopa na semifinal para a Inglaterra, e na Liga das Nações pararam na semifinal para a Croácia em 2023 e nas quartas de final para a Espanha em 2025.
Convém, porém, não duvidar. Afinal, o time do técnico Ronald Kaman continua sendo marcado por defensores famosos, Van Dijk do Liverpool, De Vrij de Dumfries da Inter de Milão e agora também a queda do Manchester City e Frimpong do Liverpool. E pelo ataque com peças que vão de Korgakpo do Liverpool, destaque da Copa de 2022, ao Memphis do Corinthians. E também porque de 1974 para cá, os Países Baixos jogaram a Copa nove vezes.
E somaram três finais, duas eliminações na semifinal e outras duas nas quartas de final, parando apenas duas vezes antes dos oito primeiros, nas oitavas de final. Como história mais modesta nos mundiais, a Tunísia promete ser o time que vai amarrar os jogos. Passou pelas eliminatórias africanas sem sofrer gol e foi um time capaz de empatar tanto com seleções fortes como o Brasil e a Croácia, como com equipes fracas como a Nova Zelândia e a Mauritânia.
Nem mesmo o empate com o Brasil no fim do ano passado segurou o emprego do técnico Samitra Belci, após a eliminação nas oitavas de final. Nos pênaltis depois de um empate, é claro, para a seleção de Mali na Copa Africana de Nações. Nos jogos do mês de março estreou o técnico Sabri Lamouchi e pouco mudou. A Tunísia venceu o Haiti por 1 a 0 com um gol aos seis minutos de jogo e depois nem fez e nem sofreu mais nenhum gol até o fim da data FIFA, que teve ainda o empate em 0 a 0 com o Canadá.
Completa a chave a Suécia, que tem a campanha mais inusitada dentre as 45 seleções que conquistaram a vaga pelas eliminatórias. Com dois empates e quatro derrotas contra Suíça, Kosovo e Eslovênia, os suecos ficaram em último lugar no Grupo B e se aproveitaram do esdrúxulo regulamento que concedia vagas na repescagem para os melhores times de cada uma das quatro divisões da Liga das Nações da Europa.
Com a boa campanha na terceira divisão, onde passou invicta por Eslováquia, Estônia e Azerbaijão, o time do técnico inglês Graham Potter foi para a repescagem. Venceu a Ucrânia fora de casa e a Polônia em casa, com um gol do seu grande artilheiro Vitor Gióqueres, do Arsenal, aos 42 do segundo tempo.
O primeiro gol na vitória por 3 a 2 sobre a Polônia foi marcado por Antoni Elanga, atacante do Newcastle, nascido na Suécia, mas filho de pai camaronês, que jogou no Malmo, o principal time do país. Ele disse que embora o jogo tenha sido emocionante, muita coisa tenha acontecido depois, desde o primeiro gol ele teve certeza, sentiu no ar, chegou a hora da Suécia. De São Paulo, Leonardo Day.
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