Malu Valle estreia comédia romântica ‘Matilde’, em SP, em homenagem a Paulo Gustavo
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- Estreia da peça MatildeComédia romântica · Paulo Gustavo · Malu Valle · Teatro FAAP · Encontro intergeracional
- Feriados e ViagensCaos aéreo · Solidariedade entre passageiros
- Reflexões sobre etarismoRepresentação de pessoas mais velhas · Transformação de personagens
Agora 11 horas e 47 minutos, aqui, diretamente do aeroporto de Congonhas, uma atriz que agora vai fazer muita ponte aérea, viu, Guilherme Muniz? Está aqui conosco, chegou, são e salva, enfrentou o caos ontem. Estou falando da Malu Vale, atriz que está em cartaz com a peça Matilde, estreia amanhã no Teatro FAP, expectativa...
Ah, Mil, já passando alguns perrengues por causa do caos aéreo, né, Malu? Bem-vinda, obrigada por estar aqui com a gente. Obrigada pelo convite, é um prazer estar aqui com vocês. Ontem não esperávamos o caos aéreo, mas artista está acostumado a isso. Então a gente ama tanto o que a gente faz que o perrengue diminui de problema para a gente.
Mas foi interessante ver como que as pessoas reagiam a isso. A gente já ficou amigo de todos os passageiros, já virou uma turma. A gente vai ver vocês no teatro e tal. Sobrevamos em São Paulo, fomos parar em Viracopos. Depois viemos de ônibus e todos ficaram amigos sabendo da peça. A gente aproveitou para divulgar. Muito bom essa divulgação ali. Já aproveita.
E acho que em situações como essa a gente percebe, às vezes, como o brasileiro é solidário, né? Exatamente, Marcela. Era isso que eu ia falar. Porque eu estava sem bateria extra, porque eu não imaginava, né? Aí o passageiro me emprestou, aí falou, vou ver você. E chamava Wellington. Então, tudo é experiência para quem faz teatro, para quem é artista, né? Isso é bom, sem dúvida.
E no caso de ontem era super imprevisível, né? Era um problema que ia acontecer, que aconteceu, não tinha como contornar. Por segurança, todo mundo teve que pousar as aeronaves até resolver, mas teve orientação e teve pelo menos essa possibilidade. Claro que quem vai embarcar num avião não quer pegar um ônibus, né, Malu, pra terminar o caminho. Mas você conseguiu chegar a tempo, deu tudo certo. Sim, e o que a gente pensava é que bom que não aconteceu nenhum acidente.
Pois é. Apesar do caos, nenhum avião caiu, ninguém se machucou. Isso é muito importante, né? Obrigada.
E a equipe voou cedo. A equipe que monta, os técnicos, os técnicos são daqui. Mas o nosso diretor, o nosso cenógrafo, eles já estavam aqui. Nossa produtora que veio de Porto Alegre, imagina. Ainda bem. Eu sei que teve gente que saiu do Rio e foi parar em Curitiba. A gente pelo menos veio para Viracobos.
É, e você tava comentando que pra esse espetáculo que vai estrear agora no sábado, lá no Teatro FAP, são pelo menos dois dias de montagem. Então se o pessoal já não tivesse chegado, poderia comprometer essa estreia. Poderia comprometer a nossa estreia, os nossos ensaios, e a gente tem o Gil Coelho estreando comigo como meu parceiro de cena. Então pra ele é super importante a gente poder ensaiar hoje. Claro.
E se a gente não tivesse essa pensar na frente, a gente sempre tem que pensar na frente, poderia comprometer sim. Mas cá estamos e já estou aqui com vocês para falar da nossa peça. Tudo certo para a estreia. Matilde agora entra em cartaz em São Paulo, mas vocês já se apresentaram, né? Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Salvador. Conta um pouco para a gente do que se trata, Matilde, que peça é essa que vocês estão trazendo agora para São Paulo.
Essa peça nasceu da ideia do Paulo Gustavo, meu amor da vida, queria me dirigir, o Paulo ia muito longe, né? Pena que, enfim, então ele queria me dirigir para comemorar os 10 anos da nossa parceria, isso em 2015. E aí a Júlia Esparatini escreveu esse texto e por dificuldade de agenda dele em minha, acabou que a gente não montou na época. E em 2024, quando eu curei um pouco desse luto, eu falei onde está a Matilde.
Peguei a peça e botamos em cartaz. Então, a gente teve a parceria do Banco do Brasil, fizemos o Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e São Paulo. E quando a gente estendeu aqui em São Paulo, que eu recebi esse convite para estar na FAAP. É uma peça que conta de uma aposentada que eu faço, que o dinheiro está curto, então uma amiga sugere que ela alugue o quarto dos fundos. E aí vem um ator.
E a gente, a nossa função, pelo menos a gente pretende, transformar. Então entrou um ator muito mais jovem, de 36 anos, que também está lutando por uma oportunidade, está achando que já está velho e tal, e o encontro dos dois transforma a vida dos dois. E o que vai acontecer, aí eu não vou dar o spoiler, mas é muito legal.
As pessoas amam e saem do teatro dizendo que peça leve, a gente sai com vontade de viver. Eu estou muito feliz com a peça. E você flutua muito bem por esses papéis, principalmente nessa comédia romântica. Porque acho que muita gente pode não saber, mas eu acho que fazer comédia hoje é muito mais difícil do que qualquer drama. Eu diria a você que sempre.
Fazer comédia é muito mais difícil do que fazer drama. Quem faz comédia faz drama. Quem faz drama nem sempre faz comédia. É verdade. Comédia é uma ligação com o tempo muito sensível. Muito sutil, né? E perdi. Sabe, é assim, eu amo fazer comédia. Amo.
E como que é pra você, Malu? Porque vocês já se apresentaram em outros lugares e agora o Gil Coelho estreia na parceria ali com você em cima do palco. Como que é pra você que já tem conhecimento, né? Domina, tem a peça ali nas mãos e agora vai ter um novo parceiro. Como que isso muda a apresentação ou a sua abordagem aí pra uma peça que já foi feita, mas agora tem um novo parceiro?
Super interessante essa pergunta, Guilherme. Na verdade, em cada praça que a gente teve, o teatro só acontece ali com aquela plateia. Então a gente teve cinco cidades com plateias diferentes e isso já faz uma mudança. Quando muda um ator e são só dois, muda a peça, ela toma outros contornos. Então eu tive a oportunidade de rever a minha peça e rever a minha forma de fazer com a entrada do Gil, que claro que faz diferente do que o Ivan fazia.
Então é uma mega oportunidade que eu estou tendo e que quem já viu vai rever.
As pessoas estão curiosas pra ver com o Gil. Eu tô feliz com essa parceria. Tô feliz. Muito legal. E eu acho que um ponto interessante também, a gente tem falado muito sobre a questão do etarismo, né? Então esse encontro intergeracional das personagens na peça também é importante pra uma visão pra... Claro, toda peça traz uma lição, uma reflexão pro público. Mas acho que nesse ponto é bem importante, principalmente quando a gente fala nessas discussões envolvendo etarismo, né, Malu?
Claro, e eu acho que está muito oportuno esse assunto, está não só no teatro, como no cinema, na televisão. Eu acho que hoje está se vendo as pessoas que estão mais velhas de uma forma diferente. Então hoje, a mulher de 60, outrora ela já estava em casa fazendo tricô. A gente pode até fazer tricô, mas a gente está vivo em todos os sentidos, inclusive sexualmente.
Então, acho que é importante que a peça mostra isso. Parece gol em certos momentos. É muito legal, eu estou bem contente de estar podendo trazer esse assunto. Malu, você falou que essa peça tem ali a participação, a essência dela. Tem Paulo Gustavo, né? Sim. E os nossos ouvintes, o público em geral, claro, se lembra dos diversos personagens que o Paulo fazia. O Paulo era muito marcante, né? Quando ele dava vida a qualquer personagem...
Você não conseguia imaginar um outro ator fazendo a mesma coisa. Exatamente. O que tem de Paulo Gustavo numa peça como essa que, pelo que eu entendi, ela não foi concebida para tê-lo em cena. Ele iria te dirigir, certo? Ele queria me dirigir. E o que tem de Paulo Gustavo? Porque acho que o público não está acostumado a pensar uma peça que, ainda que seja uma comédia, uma comédia romântica, mas não tinha ele em cena. O que tem dele nessa apresentação?
Bom, primeiro que tem dele foi a ideia, porque se não tivesse a ideia dele, nada.
Segundo, que é uma comédia que ele amava. Terceiro, que ele se apaixonou por mim como artista, me vendo fazer uma comédia. Ele levava hordas de amigos para me assistir. E ele conheceu o texto. Então, ele também, com a Júlia, ele falava o que ele gostava.
O texto é totalmente da Júlia, mas inspirado por um olhar dele. E em alguns momentos da peça, não diria que eu imite o Paulo, porque ele falava que eu podia fazer a Dona Hermínia, mas eu tenho os gestuais e...
que a pessoa vai lembrar, e as pessoas me falam, eu vi o Paulo Gustavo em cena. Isso é muito marcante, né? Ele tem alguns gestuais que você vê algum ator fazendo alguma coisa, uma atriz, e fala, opa, isso aí é do Paulo Gustavo. E a gente se trocava muito, tinha coisa que a gente não sabia, você tinha nascido de mim ou tinha nascido dele. Que gostoso. Então, e eu dedico a ele a cada início de espetáculo, eu falo, você deixou essa peça pra mim, eu dedico pra você. E as pessoas dizendo, eu vi Paulo Gustavo em cena.
É um baita desafio muito bom E é legal, principalmente porque vocês eram muito amigos É uma espécie de homenagem e uma forma de manter essa essência dele Exatamente, Marcela, a gente era amigo e eu era referência para o Paulo Mas a partir do tempo, a partir de um tempo, ele virou referência para mim Com a forma que ele tinha de enxergar o mercado Isso era muito especial Não é?
A classe também perdeu o Paulo Gustavo. Não só o público, mas a nossa classe também. Porque o Paulo era um visionário, assim. Era muito interessante a visão dele de mercado. Sim. Muito bom. Bom, o Matilde está em cartaz, pessoal. Estreia amanhã no Teatro FAAB. Temporada que vai do dia 11 de abril até o dia 17 de maio.
sextas e sábados, às oito da noite, domingos, às cinco horas da tarde, o Teatro FAP, que fica lá na Rua Lagoas, número 903, região de Higienópolis, ingressos a partir de R$ 80, vendas online pelo site da FAP, faap.br barra teatro, você já encontra por lá, consegue fazer a compra dos seus ingressos, já está à venda, viu? Quem quiser acompanhar, tem ingressos ainda para a estreia amanhã, viu?
E você, a gente está aqui no aeroporto, né? Você enfrentou aquele caos aéreo de ontem, está morando no Rio e está vindo fazer peça em São Paulo. Vai ficar por aqui ou vai ficar na ponte aérea? Eu vou ficar essa primeira semana e depois eu vou ficar na ponte aérea. Na temporada passada eu fiquei bastante tempo aqui porque eu amo São Paulo. Eu venho muito. Eu sou uma gaúcha que adora São Paulo. Ai, que delícia. Então, viajar e fazer teatro é o que a gente mais ama.
Feliz da vida. Que gostoso. Espero vocês. Com certeza. Estaremos lá. A gente vai, né, menina? Espero vocês também. Nós vamos. Agora, pra gente ir finalizando, quais são os seus próximos passos? Vai focar em Matilde ou já tem vislumbres de novos trabalhos que você possa antecipar pra gente? Assim, os meus trabalhos, os convites que eu tive ano passado, eu não pude aceitar porque eu tava viajando. Matilde é um projeto da minha vida.
Então ele vai tá sempre priorizado. Mas tem coisas pra acontecer aí que eu a gente vai...
Não posso falar. Mas quando tiver as novidades, você volta aqui para a CBN, combinado? Quando tiver as novidades, a Pombo Correio ajuda a contar. Muito bem. Combinadíssimo. Malu Vale, obrigada pela sua participação aqui com a gente. Grande atriz, está em cartaz com o Matilde no Teatro FAP aqui em São Paulo. Curta a temporada, viu? Começa a estreia, é agora, sábado, dia 11. Vale a pena conferir, os ingressos estão lá no FAP.br.
barra teatro. Malu, obrigada pela sua presença aqui com a gente e boas viagens por aí, viu? Muito obrigada por me receberem e eu espero vocês lá no Matilde. Obrigado, Malu, sucesso na nova temporada. Obrigada.