Inflação acelera em março sob impacto de combustíveis e alimentos
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Luiz Gustavo Medina
- Inflação e Política MonetáriaAumento dos combustíveis · Impacto nos alimentos · Guerra e economia
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Dia a dia da economia, com Miriam Leitão. E aí, Miriam?
Boa tarde, Sardenberg. Boa tarde, Marcela. Boa tarde, ouvintes da Rádio CBN. O Miriam, tivemos aqui a reportagem. O resumo da coisa é a guerra chegou, né?
A guerra chegou nos preços e chegou na inflação na vida do brasileiro. Essa inflação de março, de 0,88%, é completamente fora do padrão, porque normalmente fevereiro é um mês muito alto, aí março cai um pouco. Aí o que aconteceu? Em fevereiro foi 0,70%....
E março, agora 0,88. E a inflação no acumulado de 12 meses subiu quando ela estava caindo. Estava em 3,81 com fevereiro, apesar do fevereiro alto. É que fevereiro do ano passado tinha sido ainda pior. E aí, mais subiu para 4,14. Que é no intervalo de flutuação, como disse a Isa Moreno. Mas já subindo para o 4,5, que é o teto.
Então, não é uma boa notícia. Mas é o esperado. Tanto que a gente lembra que a gente conversou no outro mês, que em fevereiro a gasolina tinha entrado com um fator negativo.
Quando a gente já sabia que ela teria que subir, ela já estava subindo. Então, ela entrou negativa porque tinha caído em fevereiro, mas já se sabia que ela ia subir. E ela, a gasolina tinha caído 0,61% em fevereiro. E agora, março subiu quase 5%, 4,59%. E agora, março subiu quase 5,59%.
Então foi o item que mais subiu. E o óleo diesel, que teve toda essa política do governo Lula de tentar subsidiar o diesel, e a gente tinha dito aqui, eu tinha dito para você, para todos os nossos ouvintes, que tudo que ia conseguir é reduzir a alta. A alta ser um pouco menor do que seria sem o subsídio e sem a isenção de piscofins, mas que continuaria subindo de qualquer maneira.
Então, o óleo diesel que tinha subido em fevereiro 0,23%, subiu 13,9%. Ou seja, a guerra do Trump batendo diretamente no índice. E o primeiro canal de contaminação é pelos preços dos combustíveis. Mas, como estavam dizendo os especialistas ouvidos pela Isa Moreno,
Até coisas que a gente nem sabe que é derivado do petróleo, não se liga ou não tem em mente, sempre como uma embalagem de tetrapaque, o derivado do petróleo também sobe, portanto todos os outros preços sobem. Então é um preço que afeta outros preços.
E a inflação de alimentos, que é o que mais é importante, tinha subido em fevereiro 0,26, subiu agora 1,56%. A alimentação no domicílio foi quase 2%, 1,94%. Então, mesmo quem não quer comer tomate que está pesado ou cebola que também está de chorar...
tem o preço, os preços estão bem altos de alimentos. Sardenberg e Marcela. Nesse alimentação do meu estilo, nós tivemos tomate, cebola para chorar, batata, leite e carnes. As carnes, importante item de carnes. Aí pega tudo, né? Tomate, batata, cebola, leite longa vida e carnes. Eu só pensando no prato feito e no cafezinho. Mas você pode se contentar com maçã, né? Maçã caiu.
Como é que é, Marcela? Eu só pensando no prato feito e no café da manhã, está complicado. Está complicado. Olha, o café moído caiu 1,28%. Viu, Marcela? Então, o café pode tomar o cafezinho. Ah, é. Vai o café a seco, assim. Na verdade, molhado, né? Está certo. Miriam Leitão, obrigado, Miriam.
Bom final de semana, Miriam, e até a semana. Bom final de semana para todos, bom final de semana para os ouvintes.
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