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O segredo por trás dos vinhos de entrada de linha

10 de abril de 20266min
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Suzana Barelli comenta sobre o papel dos vinhos premium para tornar os vinhos de entrada de linha mais interessantes, como é o caso do Alamos, que é o projeto de custo-benefício da Catena. Ouça o comentário.

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Luiz Gustavo Medina

HostJornalista
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  • Vinhos de entrada de linhaVinhos premium · Alejandro Viril · Catena · Alamos · Gran Inimigo
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Momento do Brinde, com Suzana Parelli. E aí, Suzana? Oi, Sandenberg, Marcela, ouvintes, boa tarde.

Nós continuamos hoje o comentário de ontem, né? Que falava sobre os projetos de vinhos do enólogo Alejandro Viril. E continuamos então. São vinhos caros, né? Mas, como você estava dizendo, com esses vinhos caros, com esse conhecimento adquirido, você pode fazer, no caso da Catena, pode fazer o Alamos, que é o vinho de melhor custo-benefício, né?

É isso aí, Sadeberg. Eu sempre acho bom quando a gente traz aqui para os ouvintes esses vinhos que são mais caros, são vinhos mais complexos e tudo mais, que tem uma ressalva assim, tem o lado de nos permitir viajar. Tivemos uma pequena interrupção na comunicação com a Suzana Barelli. Permitir viajar para vinhos de qualidade.

Com vinhos de maior qualidade, que acho que tem esse glamour do mundo do vinho todo. Mas é importante, em geral, as vinícolas que fazem isso, que estudam bastante, estudam o que a gente chama de terroir, que é o solo, o clima.

Começa com esse conhecimento nos seus vinhos premiums e esse conhecimento vai passando nas outras vinhas e vai tornando os vinhos de entrada de linha mais interessantes, mais bem feitos. E esse é o caso do exemplo da Catena, por exemplo, com o Alamos, que é um vinho que tem muita qualidade no preço que ele custa. É um vinho na faixa de 100 reais, por exemplo. Agora, a proposta hoje é comentar dos vinhos premiums que o Alejandro Virril, que é o principal enólogo da Catena, faz. E já que eu tive a oportunidade de almoçar com ele essa semana.

Eu queria começar a citar um vinho que ele faz, mas ele não faz na Argentina, apesar de ser um enólogo argentino e ser sócio da Adriana Catena, que é a filha mais nova do Catena, no projeto É o Inimigo, que é um projeto bem conhecido e bem importante para a Argentina, mas eles dois fazem um vinho na Espanha, numa região.

que se o ouvinte tiver a chance de prestar atenção, que chama Sierra de Gredos. Serra, né? Gredos é, como se fala? G-R-E-D-O-S. É uma serra perto da cidade de Ávila, no centro da Espanha, que tem pequenos produtores. Eles compraram um pequeno terreno lá de vinhas velhas em que a uva que está brilhando lá é a Granar.

Ai, Garnacha, desculpa. Garnacha. Garnacha, que é a mesma francesa Grenache, e é uma uva bem, assim, tem ajudado bastante nessa mudança climática. Ele faz um vinho lá que chama La Reina, e a vinícola que ele tem lá chama El Reventos. Uma vinícola pequenininha, e o vinho com uma elegância, eu gostei bastante, e chamando atenção pra esse vinho aí, e essa uva que tu tá fazendo sucesso.

E aí, vindo para a Argentina, eu tive a chance de provar um projeto relativamente dele, relativamente novo, que se chama As Bravas. Eu provei um que é feito com Malbec. E, normalmente, quando a gente descreve um vinho de maior complexidade, a gente pensa sempre que ele passa por barricas de carvalho.

que são barricas de 225 litros, ou seja, de um tamanho médio assim, e que passam as propriedades da barrica para o vinho e ajudam a afinar os taninos. É importante, é um recipiente importante de fermentação. Só que nessas bravas, o virril opta por fazer em fúdures, que são tanques grandes.

são tantos de mais de 2 mil litros, então você tem menos influência da madeira, o que vai deixar o vinho com uma elegância, não vai deixar tão potente, vai deixar um pouco mais, os taninhos mais redondos. Só que ele fica 64 meses dentro da barrica, só depois ele vem para o mercado, ou seja, são anos aí de barrica e está chegando no mercado agora e com isso ele vai entendendo muito como é que um vinho pode evoluir numa barrica grande e como é que esse conhecimento vai passando para a vinícola.

E é um vinho, é o Malbec, que tem 5% de semilhão, que é uma uva branca. Chama atenção. E, por fim, eu provei um vinho que é bem conhecido deles, que é o Grande Inimigo Single Wiener Guatalarim, que é feito com a Caverne Frank, que é um convite para o ouvinte.

Gosta da Malbec, identifica a Argentina com Malbec, mas a Argentina também tem se destacado pelo Cabernet Franc e o Alejandro Viril é um dos enólogos que aposta bastante nessa variedade que dá a vir com o tanino mais, assim, não é tão aveludado quanto a Malbec, mas que também combina muito com carne bovina.

Gran Inimigo, single vine, igual talaria. Eles têm... Essa linha, o inimigo é bem... Não é bem grande, mas tem alguns rótulos. E esse é o Gran Inimigo, que eu provei do ano de 2020. Só para encerrar, para os ouvintes que tiverem interesse, quem traz esses vinhos é a Mistral. O Gran Inimigo, está certo. É isso aí. Suzana Barella. Obrigado, Suzana. Até a semana. Até. Bom final de semana. Obrigada, Suzana.

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