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‘Dentro do Estúdio’: Marvin Gaye na bateria

09 de abril de 202611min
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João Marcello Bôscoli traz para o estúdio a clássica bateria da gravadora Motown Records, tocada por Marvin Gaye na música "Please Mr. Postman", de The Marvelettes. Ouça.

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Participantes neste episódio1
J

João Marcello Bôscoli

HostApresentador
Assuntos2
  • Marvin GayeWhat's Going On
  • Bateristas principais da MotownMarvin Gaye · Pistol Allen · Uriel Jones · Jack Ashford · Dancing in the Street
Transcrição25 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

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Sala de Música Com João Marcelo Bôscoli João Marcelo Bôscoli Boa tarde, ouvinte, tudo bem? Tudo bem, tudo bem com você? Tudo tranquilo aqui, Trânsito Maluco de São Paulo

Andando por aí, cercado de carros e motos. A gente vai tentando como pedestre sobreviver. Vamos ajudar os motoristas a se acalmarem com uma boa música. Vamos para dentro do estúdio. Vamos para dentro do estúdio chamado Hitzville. A vila dos Hitz, alguma coisa assim. Que é o estúdio, a casa da Motown, onde eles compunham tudo. E era um estúdio, literalmente, dentro de uma casinha.

Quem procurar na internet vir aí, Hitzville, vai ver aí o lugar onde eles construíram grande parte dos Hitz até se mudarem. Eu tô vendo aqui, cara, uma casinha, Hitzville, USA. Tudo aconteceu ali? Lá dentro, ah, acontecia tudo, porque o fundador, o Perry Gordon, né, ele trabalhou em Detroit numa época que a indústria automobilística tava muito forte. Então ele trabalhou em algumas linhas de montagem e...

Ele pediu demissão porque ele queria ter um selo, uma gravadora, e aí ele usou muito dessa metodologia da linha de montagem da Montau. A gente vê muito hoje do Pop, as pessoas falam da Suécia como uma máquina.

de fazer hits, a matriz é da Motown no século XX, de ter uma turma de arranjadores, uma turma de compositores, uma turma de músicos e gravando a mesma versão com vários artistas, com arranjos diferentes, controlando todo o processo passo a passo. Hoje a gente vai falar de uma parte importante, que é a bateria da Motown, a bateria, não só o som, o timbre, mas o volume dela, a presença dela nas mixagens, uma das marcas que a Motown deixou.

Até hoje, quando a gente vê a bateria com esse protagonismo, é uma coisa que passa pela Motown. Então, primeiro, o som de uma bateria clássica da Motown. Tem um trechinho aqui, vamos ouvir.

Bom, isso aí é uma das batidas mais usadas na Motown, né? A Motown tinha muitos bateristas. Os três principais eram o Pistol Allen, o Uriel Jones e o Jack Ashford. Só que tem um cara que a gente vai ouvir agora o comecinho de três músicas, que depois se tornou uma grande estrela, mas estava tocando como músico de estúdio ainda no período em que gravou esses sucessos.

E no final vou revelar quem é essa grande estrela que gravava a bateria na Motown. Vamos ouvir uma música que ele gravou em 1961. Marta Ede Vandelas, Mr. Pulsman. É ele na bateria. Quem será ele, Nando? Quem será ele, Tatiana? Sim, vamos lá. Vamos lá.

Bom, vamos lá. Então é assim, essa bateria, essa é um sucesso, é o número um no mundo na época. E a estrela, que se tornou uma estrela da música mundial, estava tocando bateria nessa música. Vamos ouvir mais um sucesso com esse artista, essa artista, na bateria. Vamos lá, a próxima.

É isso aí, hein? Bom, vamos lá, e aí? Bom, vamos lá, estamos dentro do estúdio da Motown, todo mundo gravando juntos, os microfones vazando, um som nos outros, o piano vazando na bateria, a bateria vazando no piano. E tá tudo certo. Beleza, e tamo lá, tá esse cara aí tocando bateria, se soubesse quem ele ia virar, né? Mas essa aqui a gente ouviu, né? Dancing in the Street, né? Um clássico da Motown, foi gravado até pelo Mick Jagger.

com o David Bowie, um clássico da Motown com esse baterista. Terceira música que ele gravou, que é número um, Steve Wonder com 11 anos e ele na bateria. Ele quem? Ele quem, Tatiana? Vamos lá.

E aí

João, o João tem ouvintes falando que é o Paulinho, mas o Paulinho não é o Paulinho. Ele não toca bateria, toca percussão. Calma, gente. E também o Paulinho chegou aos Estados Unidos, gravou muito na Motown, muito. Aliás, o primeiro número um do Paulinho, que foi a primeira gravação dele, a primeira gravação foi o número um, foi com um artista, com um grupo da Motown, né? Era Smoke and Robinson, The Miracles. E aí o Smoke and Robinson saiu, né? Depois de...

My Girl, Cruze, enfim. Fez carreira solo e eles estavam ali meio vendidos. Eles viram um show com o Paulinho e convidaram. Peraí, tá falando o Paulinho da Costa. Tem alguns ouvintes que estão sugerindo aqui alguns nomes. Fred Waits, Marvin Gaye. E quem mais? Só tem dois por enquanto. Foi classificado. Mentira, acertou.

Marvin Gaye. É o Marvin Gaye. Gilberto, você ganhou. Você ganhou um parabéns. Que grande repertório. Era o Marvin Gaye na bateria. Ele gravava a bateria. E, bom, eu tinha... Salvo aqui uma... A final, né? Era ele mesmo tocando como artista solo já.

tinha acabado de gravar também na Motown em 71, ou seja, 10 anos depois da primeira gravação dele, já como uma estrela e gravou um dos álbuns considerados um dos maiores álbuns do século XX, What's Going On, de 71, o Marvin Gaye. Então acertou quem falou Marvin Gaye, que maravilha, hein? Nossa, quem tem ouvintes sabidos tem tudo. Arrasou. Quem é o Gilberto? Gilberto. Aê Gilberto.

Agora, se quiser colocar Gilberto, vamos colocar o Marvin Gaye cantando, que foi como ele ficou mais conhecido, mas um cara muito musical, e gravava, era um cara de estúdio, então conhecia o ofício. Os músicos são aqueles que mais manjam, quem grava mesmo no dia a dia, aí acaba depois trazendo esse conhecimento todo para a sua obra. Então você vê que o Marvin, além de cantar muito bem, compor muito bem, a construção do musical, o áudio dos seus álbuns, as mixagens, isso é diferente.

Sabia o que estava fazendo, porque viu tudo isso nascer, né? Começaram com... Não tinha nenhuma mesa de som quase, era uma cadeira de som ainda. Pouquíssimos canais e foi vendo tudo acontecer ali ao vivo. Diga lá. Aqui o ouvinte, ele participa, ele acerta e ainda ouve no ar a declaração dele. Estou ouvindo o programa e dirigindo aqui em direção a Itu, onde eu moro. Eu tenho uma foto do Marvin Gaye tocando bateria com todo o cast da Montau. Por isso que eu lembrei.

Legal demais. Ganhou uma bala sete bela. Aê, abraços virtuais, né? Que legal. Bom, só lembrando que eu tomei uma bronca aqui, Nanda e Tatiana, porque eu falei o nome de um grupo errado aqui no começo. A primeira Marvelettes, e não a Marta and the Vandelas. Please, Mr. Polsman, de 61. Depois a gente ouviu Marta Reeves and the Vandelas, Dancing the Streets, de 64.

e ainda o que era o Little Steve Wonder, Fingertips, de 61. What's Going On é de 1971, portanto... A Motown me confunde às vezes, gente, porque realmente, às vezes, uma mesma música tinha três, quatro versões. A One To Back, que estourou com os Jackson 5.

Jackson 5 foi gravado também pela Gladys Knight and the Peeps. Então, a mesma música tinha várias versões. Eu me confundi. Desculpa, eu tenho uma bronca aqui, mas tudo certo. Eu mereço. Esse é o Marvin. Olha aí. Nada mal, né? Se eu cantasse assim, eu seria cantor fácil. Se você cantasse assim, você nem ia tocar a bateria, né, Jô? Ah, não ia gastar o meu tempo. Eu ia ser logo uma estrela.

Valeu, João. Obrigada por hoje. Uma beijotinha. Até amanhã. Amanhã eu vou me auto-impor um desafio. Ah, não. Já tá feito, já. Amanhã os ouvintes é que vão sugerir as músicas pra cestar, não é isso?

Por favor. É isso. A gente tá terceirizando o trabalho do João. Não, não é verdade. Mas eu amanhã vou trazer uma música que eu tô ouvindo bastante. Uma guitarrada que eu tô adorando. É a cara da sexta-feira. Então, ouvintes participando e eu também. Ah, tá bom, tá bom. E você também. Tá bom, fechado. Um abraço. Beijo, João. Até amanhã. Beijo. Obrigado, Tatiana. Obrigado, Nando. Obrigado, ouvinte.

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