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Diagnósticos em alta: entre conscientização, pertencimento e medicalização da vida

08 de abril de 202620min
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O crescimento dos diagnósticos não é só uma questão médica. É também cultural. Entre avanço científico, busca por pertencimento e lógica algorítmica, estamos redesenhando o que significa “normal”, e isso tem implicações profundas. Porque se a neurodivergência é a nova identidade desejada, a busca por um diagnóstico deixa de ser uma necessidade médica e se torna um marco social.

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Participantes neste episódio3
Á

Álvaro Machado Dias

HostEspecialista
T

Tati

Co-hostApresentadora
M

Michel Coforado

Convidado
Assuntos2
  • Hiperdiagnosticação de transtornos mentaisAutodiagnóstico · Saúde mental nas periferias · TDAH e neurodivergência · Impacto das redes sociais
  • Identidade e NomeEstigmatização · Construção da identidade · Rotulação na educação
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Pra onde vamos? Com Michel Alcoforado. Fala, Michel. Boa tarde.

Boa tarde, Tati. Boa tarde, Fernando. Boa tarde, Michel. Você não errou o dia. Michel Coforado agora, a partir dessa semana, está conosco três vezes por semana. Segundas, quartas e sextas. E hoje, para falar sobre a hiperdiagnosticação. Eu não sei se é assim. Ou o hiperdiagnóstico. Sabe que ontem a gente fez uma entrevista bem boa aqui sobre... E...

saúde mental nas periferias. E eu perguntava, as pessoas, de uma maneira geral, têm consciência de que aquele sintoma pode dizer respeito a um transtorno mental ou elas não sabem o que está acontecendo? E a entrevistada falava, não, o contrário.

A gente tem falado tanto sobre isso que agora aparecem os sintomas e as pessoas já se autodiagnosticam, vão ali na inteligência artificial, no Google e voltam com um diagnóstico pronto. E o problema é a automedicalização também, né? Isso, perfeito, que é um perigo, né? E acho que é esse contraponto que o Michel traz hoje, a hiperdiagnosticação, né?

É muito interessante isso, Tati. Eu ouvi essa entrevista e eu acho que a gente vai conversar a Bessa, mas eu queria trazer o ponto de vista da antropologia para esse jogo. Bora. Porque esse fenômeno do crescimento de diagnósticos em relação a uma série de sofrimentos mentais, e aí é importante a gente ressaltar logo no começo dessa conversa que alguém que... Saúde mental não é só conversinha, não é um problema menor, pelo contrário, as pessoas são atravessadas pelos sofrimentos e esses sofrimentos são legítimos.

Mas há algum sinal, não no Brasil e no mundo, que revela, para além daqueles que usualmente ou tradicionalmente já sofrem de um determinado sofrimento, ao ponto de serem diagnosticados como detentores de uma doença.

Há gente que só é diferente do padrão esperado e, por conta disso, está sendo diagnosticado e tratado de uma forma que só aceitar a sua própria diferença, só aceitar a sua falta de atenção, só aceitar a sua dificuldade de relacionamento com o outro, só aceitar que você se distrai facilmente.

pode ser uma atitude mais fácil para a sua saúde mental ou mais efetiva para tratar a sua saúde mental do que começar a inventar um diagnóstico ou se preocupar em construir um diagnóstico para dar conta desse problema. Esse, como estava dizendo aqui no começo do nosso papo, não é um fenômeno brasileiro, é um fenômeno que vem atraindo a atenção de especialistas nos Estados Unidos e na Europa, que são onde as pesquisas sobre esse assunto já estão mais consolidadas.

Tanto na Inglaterra quanto nos Estados Unidos, especialistas de saúde mental têm percebido que o número de casos de TDAH, que essa dificuldade de atenção, ou gente com déficit de atenção, e outros casos, dos mais variados casos, dos variados níveis de autismo, também tem surgido uma epidemia de diagnóstico em torno desse campo. E aí a pergunta que se dá é...

Ou algo está acontecendo para a gente estar criando ou fomentando o aparecimento desses dois tipos de sintoma e de doença, ou a gente, porque está falando demais, está percebendo que um pequeno traço de diferença no próprio comportamento já é automaticamente um indicativo de que você sofre de uma determinada doença como essas duas.

O autismo é um assunto que eu tenho pesquisado pouco, então eu não queria me meter para não ser leviando nem com aqueles que são autistas ou foram classificados ou genotificados como tal, e muito menos com os profissionais de saúde mental.

Mas o caso do TDAH é um assunto que tem me interessado porque a falta da atenção, né, ou a preocupação com o foco é um tema central dos nossos tempos. E aí é muito interessante que vários antropólogos e sociólogos têm apontado que os casos de TDAH têm aumentado no mundo na medida em que nós começamos a achar...

que a atenção era um valor cada vez mais escasso no mundo do consumo. Todo mundo sabe que quando você está vendo televisão, ou quando você está aí acompanhando um vídeo no YouTube, ou quando você está abanjando o seu aplicativo de joguinho e entra uma propaganda...

O consumidor, o telespectador, vai fazer o possível para fugir daquela propaganda. A gente não tem mais a paciência ou foco para ficar parado assistindo propaganda do jeito que a gente fazia no passado. Isso não tem nada a ver se a mídia faz sentido ou não. Isso tem a ver com a quantidade de estímulos que...

Cada dia são apresentados para a gente. Acredita-se que, em média, cada um de nós somos bombardeados de 15 a 20 mil propagandas por dia. E a disputa pela nossa atenção, muito mais do que só revelar que tem gente preocupada com a nossa atenção, revela também que o fato de a gente não estar dando atenção do jeito que os outros esperam, tem dado nessa epidemia de falta de atenção.

E aí é engraçado, no sentido de curioso, que nos anos 70, é justamente no momento que há o boom dessa economia informacional, há o boom da digitalização, do acesso aos meios de comunicação, mas sobretudo à propaganda, que a gente vai começar a pensar que a atenção é um problema e é um recurso escasso.

E esse tipo de preocupação surgiu em geral para as crianças. A gente achava que TDAH era coisa de criança. Criança inquieta que não conseguia ficar sentada na escola. Criança que não conseguia olhar com atenção para o livro. Criança que não conseguia cumprir o calendário escolar do jeito que a escola achava que precisava. Irritalina nelas.

Irritalina nelas, né? Irritalina nelas. E o que se deu é que desde 2010, como não só as crianças não estão respeitando o protocolo que se espera delas no campo da atenção, a gente começou a perceber que adultos também sofriam de TDAH.

E aí se deu uma epidemia de casos de TDAH, que boa parte das vezes, se fosse no passado, a gente só ia achar que o fulano é distraído, só ia achar que o fulano é hiperativo, só ia achar que o fulano é inquieto, só ia achar que o fulano tem um comportamento que é um comportamento diferente, porque nasceu assim, porque puxou o tio Zezinho, porque é muito ativo, porque tem muita energia dentro de si.

E essa ideia é interessante porque esses antropólogos estão pontuando que a gente não está lidando só com uma patologia de saúde mental. A gente está lidando com uma sociopatologia. Porque o mundo está inventando gente que não consegue ficar atento. Porque a quantidade de estímulo ou de gente buscando a sua atenção.

só cresce e ao mesmo tempo esse recurso da atenção se transformou num valor cada vez mais importante também. Então fica todo mundo querendo saber no que você está prestando atenção, porque a atenção que você devota ao outro vale dinheiro.

Então, os especialistas vão apontando que essa explosão de casos de TDAH revela muito mais um tipo de preocupação do mundo que começou a incutir na gente que você, que só era distraído, agora está sofrendo de algum mal.

O professor Christian Dunker, esse psicanalista importantíssimo, professor da USP, vem discutindo muito sobre essa hiperdiagnosticalização de comportamentos que antes só eram vistos como comportamentos estranhos. E um dos aspectos que ele mostra, que eu acho que é importante da gente tratar aqui, é que quando você cola em alguém um diagnóstico...

O primeiro ponto é que você, boa parte das vezes, não está só incutindo nessa pessoa a necessidade para um tratamento, mas você está rotulando ela. E rotular também é estigmatizar. E estigmatizar, qual é o ponto central aqui que a gente precisa estar atento? É que eu começo a usar uma doença, ou um sofrimento, ou um comportamento, ou um traço de um sintoma, como explicativo de qualquer coisa.

E a gente ouve isso no campo das doenças mentais, mas ouve isso também, por exemplo, e aí com todo respeito, as mulheres que estão enfrentando esse momento, no caso das perimenopausas ou das que estão enfrentando a menopausa. Então a fulana ou fulano é esquecer uma coisa. Ou na Covid a gente viveu a mesma coisa.

O fulano esqueceu uma coisa. Ah, disse aí, não esqueci porque eu tô na perimenopausa. Ou esqueci porque eu tive covid. Ou esqueci porque eu tenho TDAH. Ou esqueci porque eu sofro disso ou daquilo. E não, às vezes a gente só esqueceu, né? O fato da gente ser engolido por um rótulo é que a sua subjetividade, quem você é...

se resume a um número escrito no receituário de um médico. E todos nós somos muito mais complexos do que isso. Então, eu quis trazer essa pauta aqui para a gente abrir a discussão para até que ponto, sobretudo olhando para as crianças que recebem, às vezes, diagnósticos muito cedo, como o diagnóstico pode te ajudar a encontrar um lugar no mundo e a viver melhor, o que é ótimo, mas como ele também pode ser um constrangedor e uma...

uma ferramenta de controle sobre comportamentos que em outros momentos só seriam vistos como diferentes, ou como esquisitos, ou como curiosos. Michel, você sabe que esse cenário pode ser muito bem observado em escolas, essa questão de rotular um aluno, ele tem TDAH, e isso não define a identidade da pessoa, sem dúvida nenhuma, porque nas escolas, o que acontece hoje, você pode requereratesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmatesmates

Essa criança fazer uma prova separada das demais, com um leitor ao lado, com uma prova diferente, com menos enunciado, etc. E não funciona para todo mundo. Mas todo mundo, às vezes, tendo certeza que pode ter acesso a isso, acabam colocando todo mundo no mesmo pote. E não é isso. É essa questão de rotular todo mundo igual.

Isso, eu acho que aí tem um problema, porque tem um trabalho, um livrinho que vale a pena comprar, foi publicado pela ZAAR no Brasil, organizado por um antropólogo que foi decisivo na história da antropologia, que se chama Gilberto Velho. O Gilberto Velho, nos anos 70, no final dos anos 70, começo dos anos 80, ele vai fazer um livro que se chama Desvio e Divergência.

E ele vai entender os casos da teoria do rótulo, que são aqueles casos onde você tem um traço do teu comportamento que engole a tua subjetividade e você acaba se resumindo àquilo.

E uma das pesquisadoras que estão nesse livro, com um artigo interessantíssimo, é estudando o caso dos alunos AE. Os alunos AE eram alunos que essa categoria, acho que nem é usada mais, eram alunos que eram considerados alunos excepcionais. Que eram alunos que tinham algum traço de comportamento que implicava em alguma dificuldade de aprendizado e isso colocava um peso maior para a escola no sentido de que ela precisava ficar mais atenta ao comportamento desse aluno.

E o que essa pesquisadora vai mostrar, que é muito importante, é que classe interessava muito na percepção de quem era um aluno A.E. ou quem não era um aluno A.E. No caso das famílias de classe média, quando alguém era apontado como aluno A.E., automaticamente a família diminuía.

a família aumentava o número de aulas com explicadora, entendia que aquela criança precisava de um esforço maior para conseguir o aprendizado, e ela seguia a vida ao ponto de, mesmo diagnosticada, aquilo não funcionar como um rótulo colando a ela.

Então ela conseguia ter uma trajetória acadêmica, com trabalho maior fora da sala de aula, mas ela tinha a mesma expectativa sobre ela e conseguia ter uma trajetória de sucesso dentro da vida escolar. Quando a gente rotulava alunos pobres...

sobre como a ES, isso era matador. E era matador por quê? Porque a escola preparava uma prova mais fácil para ele, o professor não se preocupava com o processo de aprendizado dele, porque ele achava que ele não ia aprender mesmo. O professor colocava ele numa outra caixinha.

E isso impactava a jornada na vida adulta, impactava na forma como ele se relacionava com o mundo, impactava no cuidado que a própria escola tinha com esse aluno, porque esse aluno foi rotulado com o diagnóstico. Eu entendo que num mundo onde os nossos vínculos de pertencimento estão muito esfacelados, não são fortes como no passado, você se vincular a um determinado grupo de pessoas que sofrem da mesma coisa que você, é um alívio, e eu entendo isso.

Só que a gente tem que tomar cuidado em tentar não tratar algo que é algo que você sente como algo que fosse parte de você. Esse movimento da hiperdiagnosticalização, boa parte das vezes, tem sido algo estrutural na construção da identidade desses indivíduos. É como se antes de se apresentarem como o próprio nome ou contassem suas histórias de vida...

eles tivessem necessidade de primeiro contar o diagnóstico que tem para isso construir sentido para a sua trajetória. E a vida é muito mais complexa do que a doença que a gente serve. A vida é muito mais complexa do que o joanete do teu dedo, a vida é muito mais complexa do que o teu joelho ferrado, a vida é muito mais complexa do que a hernia de disco que eu tenho e a dor na lombar que eu sinto. A vida é muito mais complexa do que pedaços e batalhas que a gente enfrenta no dia a dia.

Então, eu acho que é um dado importante da gente pensar com carinho e não diminuir o sofrimento de ninguém, mas chamando a atenção que se está todo mundo sentindo a mesma coisa e a vida humana é marcada pela individualidade, certamente exageros estão aparecendo por aí.

Michel, rapidinho, que papel as redes sociais tiveram nessa mudança? Porque tiveram, né? Não só as redes sociais, mas acho que a gente pode falar hoje em dia até de inteligência artificial, né?

Esse é um ponto importante, Tati, porque a gente esquece o poder que a linguagem tem. Sim. Toda vez que você fala alguma coisa, você não está só comunicando, explicando sobre um determinado assunto. Você também está fazendo. E fazendo por quê? Porque as palavras têm um poder de nos dar um lugar no mundo.

Então, quando eu digo que eu sou, sei lá, hipertenso, eu começo a falar de hipertensão, eu olho a minha pressão, eu automaticamente falo, ah, eu sou isso aqui. A palavra inventa lugar no mundo. O que as redes sociais fizeram é que elas tiraram do colo dos especialistas, dos psicólogos, psiquiatras, psicanalistas e outros profissionais do saber e psi, o poder sobre aquilo que elas podem falar.

E aí, quando qualquer um abre a tela do celular e começa a pensar, a fazer grandes teorias sobre doenças de saúde mental, a gente expande o vocabulário e a conversa em torno desse assunto pra gente que só tava sentindo. Eu brinco que é mais ou menos com o signo, a mesma coisa que tá acontecendo com algumas doenças, né? Alguém fala assim, eu sou canceriano, né? Alguém fala, ai, canceriano gosta de casa.

Eu sei lá, nem sei se eu gosto de casa, mas só porque alguém disse que canceriano gosta de casa, eu automaticamente começo a dizer a verdade, canceriano gosta de casa, é por isso que eu gosto de casa. E aí eu até começo a comprar coisinhas para a minha casa, né? O problema é quando a gente tem as inteligências artificiais agindo na relação um a um com essas pessoas que jogam lá e dizem, eu tenho tal coisa. E o chat GPT diz, você tem tal coisa que você está sofrendo disso?

e elas acreditam naquilo, a gente está lidando com uma dimensão da produção da fala que está para além do campo da ciência. Então, saúde mental é um assunto muito delicado. A psicanálise, a psicologia, a psiquiatria tem anos de estudo, desenvolvimento de métodos que vão ser importantes na aferição de se alguém sofre ou não sofre de alguma coisa.

E a gente só deve procurar os médicos quando você está verdadeiramente sentindo alguma coisa. Porque medicina é coisa séria. Você vai no hospital quando você está sentindo alguma coisa que te leva ao hospital. Você procura o psicólogo quando você está sentindo alguma coisa que te faz.

faz ir ao psicólogo. Você não vai ficar fazendo teste de autismo, TDAH, ou qualquer outra coisa dessa, só porque um colega passou para você o link e aquele link vai ter o poder de diagnosticar. Não vai. Então, as redes sociais e as inteligências artificiais bagunçaram esse rolê ao ponto de qualquer um poder se autodiagnosticar, diagnosticar o coleguinha, ou se valer de uma inteligência artificial para contar com esse diagnóstico.

Muito bom, muito bom. É o meio do caminho entre o diagnóstico e a identidade, né? O diagnóstico é só um começo, não deve definir quem a gente é, certo? É, porque a gente não pode esquecer que a gente é muito complexo. Mas isso deve ser porque eu sou capricorniana, né, Michel?

Então, o fato de você ser capricorniana é só um pedacinho da tua identidade. Mas se você frequentasse algum terreiro de candomblé, eles diriam que você é filho de um determinado orixá. Isso seria um outro pedacinho da sua identidade. E, de outro modo, o fato de você ter um diploma de jornalismo te faz jornalista. Mas isso é um outro pedacinho da sua identidade.

A gente tem que tomar esses títulos, né? Ou essas aferições como pedacinhos do nosso eu. Não como algo que nos resumisse. E boa parte dos diagnósticos hoje tem inventado. O que é ser? Esse é o dilema. Só pra gente aprender, a Sônia escreveu pra gente. Só não existe mais o aluno AE. Atualmente existem as pessoas neurodivergentes.

Ah, é verdade, certamente, que bom. E esse é um ponto interessante, ao ponto de ter saído uma pesquisa da OMS mostrando que 20% da humanidade, ou seja, dos 8 bilhões de pessoas pelo planeta, serem neurodivergentes.

Olha, se você tem 20% de pessoas que fogem do padrão, esse padrão já está questionado. Eu diria que na humanidade, padrão individual, né? A gente não é igual o outro. Então, quem afere o neurodivergente é quem define quem é o padrão. Então, vamos questionar os padrões, que talvez a gente vai conviver com a diferença de um jeito mais fácil.

Legal. Bom, são vários ouvintes diagnosticados com as suas histórias. Diagnosticados ou autodiagnosticados? Não sabemos. Não sabemos. Não sabemos. Mas escreveram pra cá agradecendo a conversa e sugerindo mais pautas sobre isso, viu?

vamos embora então, estamos juntos lembrando que isso vai ficar no nosso site, no aplicativo no seu tocador preferido e você pode mandar nossa conversa com o Michel aqui no nosso Pra Onde Vamos, pra quem você quiser, ouvir a hora que você quiser beijão Michel, até sexta

Um beijo, tchau, tchau. Segundas, quartas e sextas tem Michel Coforado neste estúdio CBN. Quer proteger a experiência do seu adolescente online? No TikTok, a segurança vem desde o início. As contas de adolescentes já vêm com mais de 50 ferramentas de privacidade e proteção ativadas automaticamente. E com a sincronização familiar, os pais podem ajustar configurações de conteúdo e bem-estar digital com poucos cliques.

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