Pesquisa Meio/Ideia: 'crescimento do voto volátil chama atenção'
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- Voto VolátilEmpate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula · Impacto da candidatura de Ronaldo Caiado · Rejeição de Lula e Flávio Bolsonaro
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Viva a voz com Vera Magalhães.
Vera Magalhães aqui no estúdio com a gente. Tudo bem, Vera? Oi, Sardenberg. Oi, Muniz. Cheguei mais cedo só para ver vocês. Estava com saudade. Tudo bem? Que honra. Tudo bem. Falsa, né? Imagina. Olha só que miserável.
Ah, Vera, muito obrigado pela sua participação aqui ao vivo. E o nosso tema é a pesquisa divulgada hoje pela pesquisa Meio Data, que, Meio Ideia, pesquisa Meio Ideia, que diz, mostra um empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula no segundo turno, mas o mais importante que você quer chamar a atenção é sobre o chamado voto volátil.
que é o voto volátil dos eleitores que dizem que pode mudar o seu voto. E foi um número que aumentou bastante. Me chamou bastante a atenção isso, Sardenberg. É como se o eleitor que estivesse meio viciado na ideia da polarização tivesse olhado os últimos acontecimentos da política e falado opa, acho que eu tenho tempo para pensar mais um pouco. Então, 51,4% dos eleitores estão dizendo que podem mudar de ideia ainda.
E esse número é especialmente grande entre os eleitores do senador Flávio Bolsonaro. Entre os que indicam voto no Flávio Bolsonaro, 60,4% dos eleitores dizem que ainda podem mudar de ideia, que não estão 100% definidos em votar no filho do Jair Bolsonaro. E o que teve de novidade nesse período que...
se encerrou agora com o fim da janela partidária. Foi a confirmação de que o candidato do PSD para tentar quebrar essa polarização será o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado. E por que ele parece causar alguma perturbação na estratégia do Flávio Bolsonaro?
porque ele é o mais à direita daqueles pré-candidatos que havia dentro do PSD. Então, ele tem mais potencial de ser visto por um eleitor que se identifica como um eleitor de direita e anti-Lula, como uma opção viável ao Flávio Bolsonaro. Eu mesma passei a receber muita pergunta de amigos não jornalistas do tipo, mas e o Caiado, você acha que ele tem chance?
Então, a pessoa dentro desse, você acha que ele tem chance, passa a analisar a possibilidade de escolher o senador Ronaldo Caado. O contrário também é verdade, ele aparece com 6,5% na pesquisa. Se a pessoa olhar e falar, não, esse aqui não vai decolar, tem chance dele desidratar ainda mais, e esses votos irem para o Flávio Bolsonaro dentro daquela lógica de antecipar o segundo turno no primeiro.
Mas o que essa pesquisa deixa claro, como um retrato, que toda pesquisa é do momento, é que o eleitor parou a bola. Pegou a bola, pôs no chão, parou e vai olhar melhor o cenário. Isso é uma boa notícia para o Lula? Não. Porque essa movimentação toda nunca pode desaguar nele. A gente está falando de um eleitor que é um eleitor de direita e anti-Lula. E que provavelmente vai fazer uma escolha entre qual é o melhor anti-Lula. Então, se impacta...
pouco o voto do Lula no primeiro turno. E no segundo turno, a pesquisa mostra que o presidente tem várias dores de cabeça. A dificuldade de conter uma rejeição que hoje é maior do que a rejeição ao sobrenome Bolsonaro.
E o fato de que hoje o senador Flávio Bolsonaro está empatado rigorosamente com ele no segundo turno com uma leve vantagem numérica que pode ser inexistente, porque existe a margem de erro para lá e para cá. Então a gente não sabe exatamente o que os números apontam. Mas a gente tem o Lula.
praticamente estagnado no segundo turno e o Flávio Bolsonaro subindo, subindo ali constantemente. Então, quer dizer, essa divisão que pode atrapalhar a largada do Flávio Bolsonaro, no segundo turno ela tende a ser superada, porque aí todos os nomes da direita tendem a se aglutinar em torno daquele que passar ao segundo turno.
Certo. Agora, no caso dos eleitores do Flávio Bolsonaro, são 60% os que dizem que podem mudar o seu voto. Entre os de Lula, são 26%. É porque não tem outro nome à esquerda, né? É como se o Lula já aglutinasse no primeiro turno quase todos os votos que ele pode vir a ter no segundo, o que é um problema para ele, porque para ele passar para o segundo turno, ele vai ter que crescer alguma coisa.
crescer alguma coisa, onde foi que ele cresceu em 2022? Foi no eleitorado de centro. Mas onde está esse eleitor de centro hoje? Ele está desiludido com o governo, desiludido com a economia e pensando, será que eu fiz um bom negócio lá em 2022? Então o Lula tem que fazer alguma coisa para retomar esse eleitor. Ele parece estar tentando vários tiros para isso. Rever endividamento, rever taxa da blusinha.
subsídio a combustíveis, mas será que esse pacote meio mal embrulhado de última hora, aquele que você esqueceu o presente, você cata alguma coisa que você já tem no seu armário e embrulha para fingir que comprou um presente, será que isso vai ser capaz de seduzir esse eleitor que está mal-humorado? Então, quer dizer, ele tem um voto muito consolidado de primeiro turno.
Mas um desafio para crescer no segundo. Tanto é que no segundo turno, hoje, ele está empatado com o Flávio Bolsonaro. Com o Flávio Bolsonaro um tiquinho na frente em termos de números. 45,8 para o Flávio Bolsonaro e 45,5 para o Lula.
45,5 para o Flávio... Ah, não, isso, eu estava olhando um recorte aqui, é isso mesmo. 45,8 para o Flávio Bolsonaro e 45,5, com uma diferença da margem de erro de 2,5 pontos percentuais. É rigorosamente igual, né? É igual, é empatado.
Porque na casa decimal um pode estar na frente do outro. Mas veja, o Lula vem um pouco assim, declinando. E o Flávio Bolsonaro vai subindo, né? Diga, Moniz. Ou seja, se esses votos que estão em disputa, Vera, estão do centro para a direita, a missão do Caiado é conseguir se tornar mais conhecido sem aumentar a rejeição se ele quiser ser o candidato que vai disputar esse voto. Porque você falou da rejeição. O Lula tem 44% de rejeição, 44%.
Flávio tem 37%, Caiado tem 20%. É uma rejeição bem menor, mas ele também é desconhecido por 21% do eleitorado. Essa vai ser a grande missão dele, né? Se tornar mais conhecido para além de Goiás e tentar se mostrar mais consistente. Eu falo um pouco disso na minha coluna de hoje no Globo.
Porque o que é o Flávio Bolsonaro se não o candidato indicado pelo pai? Ainda nada, é um candidato que as pessoas vão conhecer ao longo da campanha. Na campanha para governador em que ele entrou, ele teve um colapso, não conseguiu participar de um debate. Ele não é alguém que tem ali o traquejo do pai para esses momentos.
E o Caiado, ao contrário, é um macaco velho da política. Está aí desde a redemocratização. Foi candidato lá em 89. Tem um governo para mostrar. Tem governo com bons índices na área da segurança. Ele é médico, então ele se diferencia um pouco do Bolsonaro.
na questão do negacionismo. Então, no agronegócio, por exemplo, ele já causou uma dúvida. Tem o potencial para fazer o mesmo no mercado financeiro. Então, é uma candidatura que pode se impor pela maturidade e pela experiência do candidato em contraposição a um outro que tem vários telhados de vidro, como rachadinho, etc.
E tem essa instabilidade lá de trás que a gente não sabe se foi superada e como é que ela vai ser quando testada num debate nacional, que é uma outra coisa. Só de curiosidade, o Ronaldo Caiada é ortopedista. Ortopedista. Ortopedista com título internacional formado na França em cirurgia de coluna.
Então, quem sabe ele vai dar uma impertigada ali, né? Uma aprumada. Por enquanto, os números não permitem dizer isso. Ele está muito lá atrás. Muito lá atrás. Deu 6%. Tem 6 e poucos por cento. No primeiro turno, né? Exatamente. Bom, Vera Magalhães, muitíssimo obrigado pela visita. De verdade, ficamos honrados com a sua visita. E até a próxima. E até logo mais aqui no Ponto Final. Até logo mais. Valeu, Vera. Tchau, tchau.
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