'Gosto, sim': homenagem à Lua
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Maria Cristina Fernandes
Michel Coforado
João Marcello Bôscoli
- Canções em homenagem à LuaMPB 4 · Zé Ramalho · Caetano Veloso · Mercedes Sosa
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Sala de Música Com Julão Marcelo Pôscoli Tem João, João chegou, tem João, João chegou. Oi, João, boa tarde, bem-vindo. Boa tarde!
Como você está, Tatiana? Eu tô iluminada agora por esse sol de fim de tarde que ilumina e... Ah, o nosso estúdio aqui, o nosso sala de música pro nosso gostinho daí, né? É tipo a lua aqui. A Tati tá iluminada, eu sou a parte oculta. Eu sou a parte oculta da lua. É uma arte barroca que a gente tá produzindo aqui, o claro escuro e tal. Por arte. Que ar escuro. É isso, que ar escuro.
Tipo o Vitório Estouraro, diretor de fotografia que trabalhou com o Woody Allen no Poderoso Chefão. Muito legal. Está assim? Está denso? É interessante o Woody Allen escolher esse cara para fazer a fotografia de um filme de humor. Mas vamos à lua. Boa tarde, ouvinte. A minha lua é MPB 4, 1980. Foi lançado, eu vi em 81 tocando na rádio. Nossa, eu ouvia muito quando eu era criança.
Essa música, vamos ver se vocês lembram.
Música
Mimuante e meia, depois a lua novamente, quem diz que a lua é velha? Mente quem diz que a lua é velha?
Bom, então só pra deixar claro pros ouvintes que hoje é um Gosto Sim em homenagem à Lua, tá? Nós estamos no clima da Artemis 2, tal, NASA. O João foi pra lá já várias vezes, voltou, contou um monte de história pra gente. Então a gente decidiu fazer o Gosto Sim Lua. Isso era um segredo nosso, né, pessoal? Oh, desculpa. Não podia contar pro ouvinte. É o quadro de que o ouvinte participa, realmente. Algo mais sobre o Pico 4. Eu já fui à Lua várias vezes.
Porque foi numa missão chinesa, né? Sim. Malditos comunistas. Foi uma outra russa também, eu lembro. É, quando você foi com a Rússia, é verdade. Lembra? Lembro. Posso ir com os ouvintes? Esqueci meu cachorrinho lá, tadinho. Está girando até hoje. Vamos lá. O Odair Batista diz o seguinte aqui. É uma música do Zé Ramalho com o conjunto cascabulho. É um forró pra gente começar o Gosto Assim de hoje.
Eu vou pra lua, eu vou morar lá, sair no meu esputinique do campo do jiquiá. Eu vou pra lua, eu vou morar lá, sair no meu esputinique do campo do jiquiá.
Já estou enjumado aqui da terra Onde o povo abuso faz regime A indústria, o roubo, a fome e o crime Onde os preços aumentam todo dia O progresso daqui, a carestia Não adianta mais se fazer crítica Ninguém acredita na política Onde o povo só vive em agonia Nada mal, hein, João? Adorei! É bom isso, eu não conhecia O conjunto cascabulho, você conhecia, João?
Reconhecer a voz, a gravação não. É. Legal isso, né? Bom, então o Odair Batista, ele vai pra Lua, vai morar lá, né, segundo Zé Ramalho. E o nosso ouvinte, o Fernando, ele de Brasília, ele vai dançar. Cada um vai fazer o que gosta. É o Dancing in the Moonlight com King Harvest.
Estamos atléticos hoje, João. Do forró para um King Harvest. Muito bom. O espectro está maravilhoso. Tem mais por aí.
Agora, Rafael Gomes, fala com a gente de Florida. Da onde? United States of America. Orlando. Como é que fala Flórida na Flórida, João? Flórida. É, Flórida. Lua Bonita do Raul. Raulzito. Lua Bonita, se tu não fosses casada, eu preparava uma escada pra ir no céu te buscar.
Se tu colasses teu frio com meu calor, eu pedia a nosso Senhor pra contigo me casar. Lua bonita me faz aborrecimento, ver São Jorge no jumento pisando no teu clarão.
Pra que casaste com um homem tão cisudo Que com mim dorme e faz tudo dentro do seu coração? Lua bonita Lindo, né? João, conta uma história do Raul aí.
O Raul, olha, uma vez tinha um amigo meu que visitou o prédio dele, tinha um amigo que morava no mesmo prédio, ele pintou todos os andares, a área externa, fez uma pintura artística na escada. E aí o síndio ficou bravo e pintou. E até os dias de hoje o pessoal que estava vivo à época se arrepende de ter apagado as pinturas do Raul Seixas desse prédio.
E esse meu amigo ia sempre lá, e entrou e ficou perplexo, assim, com as pinturas eram bonitas e tal, mas o pessoal do prédio não gostou, mandaram pintar tudo em cima. Tá vendo? Ia valorizar o prédio. Se tivesse que deixar, seria o ponto turístico da cidade. Certeza, certeza. Agora, a Lili Siqueira, do Rio de Janeiro, ela fala de uma música, cara, uma música que eu não conseguia, eu não conhecia, que é um lado B... O que aconteceu, gente?
Posso seguir? Bom, vamos lá. O pessoal está vendo um arco-íris aqui atrás de mim, João. Me atrapalhou. Nossa, que bonito. Bom, vou voltar. A Lili Siqueira fala de uma música de Caetano Veloso. Fala que é de uma fase mais obscura de Caetano entre 1973 e 1977. Não vendia muito, segundo ela aqui, mas estava sempre lá com um prestígio higiênico. E que era?
Meu canto contigo compactua E mesmo o vento canta-se compacto no tempo E estanca branca, branca, branca, branca
A minha nossa voz atua sendo silêncio. Você conhecia João Lua, Lua, Lua de Caetano? Por acaso, sim, né? Porque o Caetano, enfim, sobretudo essa fase que, segundo se sabe, não vendia tantos álbuns. Mas isso mostra o seguinte, um álbum vender muito é útil para uma questão econômica, né? Nem sempre quem vende muito naquele momento...
é lembrado 50 anos depois, né? Então, o que eu acho bacana é que é uma obra que, independentemente de ter sido compreendida naquele momento, é uma obra que permanece, como vários outros artistas que conhecemos, que não viram em vida o sucesso da sua obra e, depois da posteridade, cuidou disso, né? É por isso que a gente está trocando aqui hoje. Legal.
Bom, tem mais aqui agora. Deixa eu pegar aqui. Só para que o ouvinte não fique doido, a nossa euforia foi porque o arco-íris que apareceu para o Fernando de manhã apareceu para mim e para a Janaína agora, no fim da tarde, aqui atrás do nosso estúdio. Com sorte, você consegue o pote de ouro. A hora que a gente sai daqui em um minuto.
Conta aqui, nosso ouvinte, que aprendeu a gostar muito desta cantora quando na Argentina, estava durante a ditadura. E aí foi pela primeira vez, fez um show no ginásio de Ibirapuera nesse período. Estava lá vendo Mercedes Sosa, a música Luna Tucumã.
Porque alumbra nada mais Le canto porque já sabe De milargo caminar Le canto porque já sabe De milargo caminar Quem mandou essa mensagem foi a Sida.
Então, com Mercedes Sosa, João, nós vamos nos despedindo. Podemos? Graças a Deus, a gente tem ouvintes apreciadores de latinidades e que nos brindam com essa maravilha para se despedir. Quero agradecer esse ouvinte. Grande Mercedes Sosa. Coisa linda demais. Que coisa emocionante, né? Muito bonita. Conheci ela pessoalmente com a Elis Regina e uma figura fundamental da música.
nos últimos 60, 70 anos. Canções lindas, uma voz linda. Obrigado, Cida. Obrigado, Nando. Obrigado, ouvinte. Obrigado, Tatiana. Obrigado ao nosso criador, à Mãe Natureza, por disponibilizar esse arco-íris tão bonito pra vocês. Coisa linda. Agora eu e o Fernando vamos ficar rico porque a gente vai achar o pote de ouro no fim do arco-íris. Beijo. Até amanhã. Vem comigo hoje, João. Vocês são o pote de ouro. Vocês são o pote de ouro. Ah, meu pote de ouro.
Tchau, João. Tchau. Vou gastar esse pote de ouro todo agora. Conforto para o seu dia a dia e atitude para o seu estilo. Encontre o tênis que acompanha o seu passo agora no App Net Shoes. Explore as categorias, garanta as melhores marcas e aproveite. Net Shoes, no seu ritmo. Baixe o app.
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