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Mercado reage com cautela a ultimato de Trump ao Irã e incerteza sobre petróleo

07 de abril de 20264min
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O mercado financeiro opera em clima de cautela diante do prazo imposto por Donald Trump para a reabertura do Estreito de Ormuz. Investidores tentam antecipar os impactos no preço do petróleo, que pode cair rapidamente caso o Irã ceda, ou subir de forma pontual em caso de escalada do conflito. Ainda assim, a expectativa é de acomodação dos preços entre US$ 80 e US$ 90 por barril, acima dos níveis pré-guerra.

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Participantes neste episódio1
G

Gustavo Ferreira

HostEditor-assistente
Assuntos1
  • Impacto de Donald Trump no MercadoImpacto no preço do petróleo · Estreito de Hormuz · Incertezas inflacionárias
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Gustavo Ferreira, editor assistente do Valor Invest, já está aqui com a gente no estúdio. Tudo bem, Gustavo? Boa tarde. Alô, alô, Débora, Carol e ouvintes. Boa tarde a todos. Boa tarde. Gustavo, como é que está o comportamento do mercado diante dessa contagem regressiva para o ultimato de Donald Trump ao Irã?

É, Débora, ontem o mercado tinha dúvidas sobre o que seria o tal inferno prometido por Donald Trump ao Irã. Hoje ficou um pouco mais claro, né, Espira? Às nove horas da noite, pelo horário de Brasília, o prazo estipulado pelo presidente americano para ser reaberto o Estreito de Hormuz. Do contrário, de acordo com ele...

Uma civilização inteira morrerá esta noite. Sob esse pano de fundo, prevaleceu no mercado a versão a riscos, ainda que timidamente. O mercado tenta se antecipar nesse momento ao que pode acontecer com os preços do petróleo que tem noteado os ativos nessas já quase seis semanas de guerra. Seja lá o que acontecer nas próximas horas no Irã, isso se valer esse prazo.

das nove da noite, trabalha-se com a ideia de reabertura sendo estreito de Hormuz, por bem ou por mal, isso com base nas ameaças americanas. Na primeira hipótese de o Irã ceder a essas ameaças, é de se imaginar que os preços do petróleo caiam de imediato. No caso de ser confirmada a ameaça de Trump,

é de se imaginar alguma escalada do petróleo, mas que seria pontual num segundo momento. Os preços tenderiam a retroceder, afinal, cerca de 20% da produção global de petróleo voltaria a trafegar sem maiores obstáculos. De todo modo, ainda que se espere por preços mais baixos...

Não dá para ter ilusão, ninguém aposta no mercado, nos barris de petróleo, voltando a oscilar entre 60 e 70 dólares. Era essa faixa que vigorava antes da guerra. Dos atuais cerca de 110 dólares por barril, espera-se uma queda para algo em torno de 80 e 90 dólares. Ou seja, seriam ainda preços entre 30% e 50% acima dos patamares do começo desse ano.

Menor patamar, de todo modo, que os preços 100% mais altos que chegaram a ser conhecidos ao longo desta guerra. Dito isso, esses números são futurologia. Existe sempre o imponderável quando se trata de preço de petróleo.

como a própria guerra. Aliás, o mercado trabalhava no começo do ano com uma tendência de baixa e não de alta para o petróleo. Em meio a essas incertezas inflacionárias, o Ibovespa, principal índice da Bolsa do Brasil, ficou praticamente no 0 a 0 por mais um dia. Subia só 0,05% no fechamento. Fechou empatado, enquanto o dólar subia 0,17% aos R$ 5,16. O imponderável tem nome, né? Donald Trump. Nome, sobrenome, endereço, a Casa Branca.

A cada ameaça que ele tem feito, era assim no primeiro governo e tem sido assim nesse segundo governo, a cada ameaça que ele fez, na hora do vamos ver, ele deu um passo atrás.

não parece muito disposto. E o Irã também não parece disposto a ceder as ameaças de Trump. Então, acho que as próximas horas, de fato, serão capitais. Vamos ver se ele aceita, por exemplo, esse prazo pedido pelo Paquistão e vamos ver, claro. E aí, acho que mais que o mercado, vamos ver o que o futuro da humanidade pode se desenhar, como pode se desenhar o futuro da humanidade nessas próximas horas, né, Débora? É isso. Obrigada, Gustavo.

Até amanhã. Até amanhã e, como sempre, convido a acessarem o valorinveste.com. Tchau, tchau.

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