Os cinco maiores mitos sobre a vacina da gripe
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Luiz Fernando Correia
Maria Cristina Fernandes
- Mito: Vacina causa gripeVacina muda todo ano · Jovens não precisam se vacinar · Vacina não adianta · Grávidas não podem tomar vacina · Vacina causa gripe
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Oi, doutor Luiz Fernando, boa tarde. Boa tarde, Tatiana, boa tarde, Fernando, boa tarde, ouvintes. Bom, vamos passar a falar mais sobre gripe. A campanha de vacinação desse ano já começou e informações são necessárias, porque o que não falta é boato, fake news, aquela desinformação, nessa era doida que a gente vive.
Vamos lá, quais são os principais mitos a respeito da... É da gripe ou é da vacina? Da vacina ou da gripe, né, doutor? É, doutor, todo ano vem essa corrente de desinformação, Tatiana. Um monte de gente falando mentira, bobagem. Então, eu peguei os cinco maiores que eu achei. O primeiro deles é, todo ano muda a vacina. Então, qual a ideia de tomar essa vacina? Que muda o vírus, minha gente.
Exatamente, a vacina muda todos os anos. E isso é um ponto positivo, não é um ponto negativo da vacina. O vírus da influenza, gente, ele é um vírus muito mutável. Ele consegue sofrer alterações muito rapidamente. E a OMS, a OMS, a OMS, a OMS, monitora mundialmente quais cepas, ou seja, quais tipos de vírus e influenza estão circulando. Isso acontece o tempo todo.
para que justamente eles possam se reunir uns meses antes, geralmente quatro a cinco meses antes, e definir quais são as cepas mais importantes para o hemisfério sul e para o hemisfério norte. Então a nossa vacina é diferente da vacina do hemisfério norte, vamos lembrar disso. E é a mesma coisa, gente.
Você tem que atualizar o software do celular, você tem que atualizar o software do computador, porque alguns programas não rodam mais. E tem que atualizar o antivírus também, não tem? Principalmente o antivírus. E é mais ou menos essa boa, aliás, essa boa analogia. É atualizar o antivírus do seu corpo contra o vírus da influenza. Todo ano tem que fazer.
Um outro mito em comum, quem é jovem e saudável não precisa se vacinar. Claro, ele mora com o avô, mas não se vacina. É, exato. Fora isso, né, Fernando? E olha só, essa é uma clássica, mas olha só, jovens transmitem o vírus para pessoas mais velhas, por exemplo, seus avós, para crianças pequenas, alguém que tenha doença crônica com que você vive, diabetes, doença do coração.
Como sempre, gente, vacinação é um conceito de sociedade, é um acordo social. Você se vacina para proteger o coletivo, não é só você mesmo. E olha só, esse ano especificamente, uma das variantes que está circulando, que é a influenza H3N2 com a variante K,
ela atinge jovens. Nós temos visto muitos jovens com doenças, complicações graves da influenza, pessoas entre 19 e 59 anos de idade, com internações, inclusive, com pneumonia, miocardite, enfim. Esse ano, especificamente, os jovens vão precisar se preocupar mais ainda e se cuidar mais. O outro vítulo. Bom, vacina não adianta, porque todo mundo fica doente do mesmo jeito, quem toma e quem não toma. Bom, primeiro a gente tem que entender...
que na época do inverno circulam muitos vírus além do vírus influenza da gripe, né? Rinovírus e outros vírus que causam sintomas de resfriado. Não quer dizer que você tenha influência. Influência é aquela gripe braba, gente. Aquela que te derruba na cama, aquela que deixa você muito febre, com muito mal-estar.
Uma revisão publicada ano passado na revista Clinical Macrobiology Infection analisou estudos que mostravam o seguinte, vacina reduz a hospitalização, vacina reduz caso grave de influenza, mesmo também tem eficácia, tem uma eficácia quanto a infecções leves e moderadas. Ela não é eficaz quanto a qualquer tipo de gripe.
Mas o que ela evita é que evita internação hospitalar. E cada internação hospitalar conta. Ela conta para a pessoa que está internada, obviamente, conta para o sistema de saúde único e para o sistema suplementar, porque, afinal de contas, se os hospitais ficarem cheios demais com isso, você não consegue resolver nenhum outro problema de saúde. E além do custo, né, gente? Outro mito. Grávida não pode tomar vacina da gripe. Muito pelo contrário, gente. Gestantes são o grupo prioritário da campanha.
A gripe pode causar complicações graves na gravidez, incluindo evolução para parto prematuro. A vacina utilizada para a gripe é inativada, ela não tem vírus vivo. Então, é segura para grávidas e segura para o bebê, que vai ter proteção via anticorpos maternos. Então, grávida precisa se vacinar, porque senão você corre o risco duas vezes, a mãe e o bebê.
E essa coisa que eu falei de que a vacina é inativada explica o principal deles. O número um. Tomei a vacina da gripe, tive gripe. Gente, todo mundo já ouviu isso de alguém. Sim, mas espera. Isso pode acontecer, certo? Não. Não pode, perfeitamente. Não pode. Fake news. Fake news. Não pode, porque a vacina é de vírus inativado, gente. Ela não tem o vírus vivo capaz de causar a gripe.
O que você pode ter, você pode ter uma outra infecção viral parecida, você pode ter até infecção da gripe, que você contraiu o vírus muito próximo à hora que você recebeu a vacina, não deu tempo da vacina te dar a proteção ideal, mas a vacina em si não pode causar a gripe. Isso não tem como, gente. Isso é biologicamente impossível, tá? Então, essa é a grande fake news da vacina da gripe, Tatiana. Muito bom. Você pode pegar de qualquer outro jeito, mas não pela vacina. Muito bom.
Quem é que pode se vacinar agora? Quem é que está ouvindo isso agora e falou, vou na UBS? Quem precisa para a UBS? Gestantes, que eu já falei, crianças, idosos, pacientes com doenças crônicas, pertensão, diabetes, doença do coração, pessoas com doenças que causam comprometimento da imunidade.
ou pela doença, ou por um tratamento de alguma outra doença, que você está precisando, por exemplo, quem está fazendo tratamento para câncer, que é uma unidade comprometida. Além disso, professores, profissionais de saúde, devem procurar hoje. Se não der hoje, porque está ficando mais tarde, vai amanhã se vacinar. Cedim. Exatamente. Muito bem, muito bem. Saúde em Foco toda terça e quinta com o doutor Luiz Fernando Correia, aqui no Estúdio CBN. Obrigada, doutor. Um beijão. Até quinta-feira. Até quinta, gente. Valeu.
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