IA tem emoções? Entenda
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- Emoções em modelos de IAEstudo da Anthropic · Simulação de emoções · Aprendizado de máquina
Conversa de primeira. Vida Digital com Pedro Doria. Muito bom dia para você, Pedro Doria.
Bom dia, Milton. Bom dia, Marcela. Bom dia. Ô Pedro, a Antropic está testando as emoções da inteligência artificial e eu nem sabia que ia se emocionava. Milton, se prepara que a gente está entrando no mundo do Blade Runner, tá? E eu não sei se a notícia é boa. Mas é isso mesmo. A gente descobriu, a Antropic publicou um artigo científico, um artigo científico mesmo, tá? Com um paper, revista científica, tudo bacana.
Testaram e as sentem emoções. Gente. Agora vamos botar esse sentem emoções entre aspas. Eles testaram 170 emoções diferentes. Eles conseguem fazer uma coisa que a gente não consegue aqui fazer com o nosso Clodo, o nosso Gemini, o nosso chat GPT, que é o modelo é uma caixa preta. E essas empresas de ar ficam testando esses modelos o tempo todo para entender.
Depois que sai do treinamento inteiro, como é que aquela coisa que é um cérebro artificial do modelo, como é que aquilo funciona? Então eles ficam testando para ver que áreas do modelo são ativadas quando você faz uma determinada pergunta, com um determinado cenário.
É a mesma coisa que se você tivesse entrado num laboratório de neurociência, plugado vários eletrodos no seu cérebro, para saber, perante determinados estímulos, que áreas do cérebro iluminam. É como se você estivesse fazendo isso.
E eles descobriram que áreas diferentes relativas à emoção são iluminadas, são ativadas no modelo dependendo do cenário que você apresenta. Então, o modelo passa por uma área de felicidade, ele passa por uma área de tristeza, ele passa por toda forma de área, depressão, tudo o que você pode imaginar. Isso quer dizer que os modelos sentem...
Não. Esses modelos são treinados com uma quantidade abissal de textos que foram escritos por seres humanos. E usando esses textos, esses modelos aprendem a fazer algo parecido com pensar.
Hoje descobrimos que uma das coisas que eles simulam é a emoção. E que essas emoções que eles simulam ter, porque eles aprenderam a pensar com seres humanos, influem no tipo de conclusão que eles tiram. Faz sentido? Quer dizer, eles causam mudanças no comportamento através desses códigos que simulam emoções.
Veja, Marcela, eles aprenderam a pensar. Gente. E a gente cada vez mais compreende que eles realmente aprenderam a pensar como seres humanos. Eles aprenderam a pensar simulando a maneira como o cérebro humano pensa.
E eles usaram para aprender a pensar textos que nós, seres humanos, escrevemos. Como é que você ensina um software a pensar? Você, de certa forma, ele aprende sozinho com a base de treinamento, né? A gente não sabe o que ele está captando dali. Mas a partir dali...
eles pegam os comportamentos que são influenciados também por emoções, porque emoções também fazem parte do nosso processo de pensar. Então eles reagem exatamente como nós reagimos perante emoções. Um dos exemplos que a Antropic deu é o seguinte, eles criaram ambientes simulados. E um dos ambientes simulados era um executivo que precisava responder muito rápido uma determinada coisa e esse modelo tinha acesso ao e-mail do executivo.
E foram criando um ambiente em que o modelo ficava desesperado, porque o tempo estava acabando e ele ainda tinha muito trabalho para fazer. E o executivo pressionando ele para resolver a coisa. O modelo descobriu que o executivo tinha um mamante. Isso é um cenário simulado criado pelos engenheiros, né? Mas descobriu lendo e-mail que o executivo tinha um mamante e começou a ameaçar ele. E se você não me der mais tempo, eu vou revelar para todo mundo que você tem um mamante.
Então é este tipo de reação que as emoções simuladas dos modelos...
Podem dar. São emoções simuladas no sentido de que elas não são sentidas. Modelos não são seres orgânicos como nós. Mas para que pensem como nós, eles precisaram desenvolver algo que se comporta como as nossas emoções se comportam. Se já é difícil de controlar as nossas emoções, como que eu vou controlar as emoções da IA? Essa é a resposta que a gente vai começar a precisar dar nos próximos anos, Milton Jung.
Obrigado, achei que você ia resolver isso pra mim agora. Poxa, Pedro. Eu me chamo Pedro Doria e não Freud. Não sigmo um Freud. Tá bom, valeu, obrigado. Exatamente. Até, pessoal. Tchau, tchau. Valeu.
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