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Surto de chikungunya acende alerta em Dourados (MS)

06 de abril de 20265min
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Luis Fernando Correia destaca que o governo decretou uma emergência de saúde pública em Dourados, no Mato Grosso do Sul, por conta de um surto de chikungunya. O município tem muitos casos confirmados, internações e mortes. Ouça

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Luiz Fernando Correia

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  • Surto de chikungunyaDourados · Aedes aegypti · vacina para chikungunya · emergência de saúde pública · consequências crônicas · diagnóstico de chikungunya
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Saúde em Foco. Com Luiz Fernando Correia. Muito bom dia, doutor Luiz Fernando Correia. Bom dia, Milton. Bom dia, Marcela. Bom dia, ouvintes. Bom dia, doutor. Preocupação com a chikungunya?

Mas é, Milton, a gente acha que essas doenças foram embora, mas elas estão por aí e vão ficar para sempre. O governo decretou uma emergência de saúde pública em Dourados, no Mato Grosso do Sul, por conta de um surto de chikungunya, que tem muitos casos confirmados, internações e, infelizmente, até óbitos naquela região, Milton.

não somente o número de casos. Eu acho importante a gente falar de chikungunya, porque essa doença é uma doença que, diferente da dengue, ela tem consequências crônicas, ou pode ter consequências crônicas, que duram anos. Ela começa muito parecida, né? Febre alta, uma dor. A diferença talvez aí comece, porque a dor da dengue...

é uma dor no corpo, você fica muito quebrado. Mas a chikungunya, você ataca as articulações. Tanto que o próprio nome já vem da região onde ela foi descrita, na Tanzânia, na língua suahiri, que é a língua africana de lá, significa aquele que anda curvado.

porque a dor articular é muito intensa. Então a febre alta aparece, aparecem dores intensas nos músculos, mas a que fica são as juntas. Afetam as mãos, os pés, os joelhos, os punhos. E também pode ter manchinha vermelha.

O que tem em comum, além disso, desse início, é o mosquito que transmite, né, Milton? O Aedes aegypti é o que transmite a dengue, a zika e a chikungunya. E está se reproduzindo ali naquela região de dourados, de maneira descontrolada, como em muitos lugares do Brasil.

E o problema dessa persistência da chikungunya é complexa porque, segundo uma revisão publicada em uma revista de medicina de Oxford no ano passado, mostrou que 40% dos pacientes infectados por chikungunya podem desenvolver dor articular persistente, que dura mais de três meses e pode, na descrição desse artigo, chegar a durar seis anos.

E aí o que acontece? Esse paciente não lembra mais que teve aquele quadro viral agudo, mas ele lembra da dor, ele está sentindo a dor, ele está limitado, ele está com a vida complicada. Então, ele trata essa dor, trata essa inflamação e muitas vezes vai parar no reumatologista e essa doença às vezes é confundida com doenças reumatológicas, como artrite reumatóide, por exemplo.

Então, o diagnóstico específico é fundamental. É fundamental que os sistemas de saúde das regiões afetadas estejam preparados para fazer essa separação, principalmente os reumatologistas, que vão estar na segunda linha. Ou seja, o paciente vai no posto de saúde, é encaminhado para o reumatologista, porque tem um problema articular crônico.

e esse colega muitas vezes não está ligado na chikungunya como causa possível. O Ministério da Saúde tem o projeto de fazer o uso de uma vacina desenvolvida no Brasil para a chikungunya. As doses estão indo para Dourados e para Itaporã, também no Mato Grosso do Sul. São 46.500 doses previstas.

Não é, parece muito, mas só dourados tem 220 mil habitantes. Então, vão ter que fazer, obviamente, um estudo. Vai ser um estudo, então vai ter uma alocação, uma priorização definida e tudo mais. Já tem data, doutor, para isso? Não, é previsão ainda, Marcela. Não tem ainda data específica. Mas o problema é o seguinte, gente, tem que acabar com mosquito.

A gente não vai conseguir acabar com ele. Infelizmente, já digo isso. Mas você tem que diminuir muito essa infestação do Aedes aegypti. Vamos lembrar, o Aedes aegypti é um mosquito que voa curto. O voo do Aedes aegypti é em torno de 50 a 100 metros. Então, ele vai estar em volta da sua casa. Ele vai estar dentro da sua casa. Ele vai estar dentro do seu local de trabalho. É ali que você vai ser infectado. Então, tem que ter aquela rotina de...

15 minutos por semana, procurar eliminar as fontes possíveis de água parada, os já conhecidos pratinhos de planta, calha, pneu, usar o repelente regularmente, usar a tela nas janelas principalmente, principalmente usar roupa que cubra um corpo no amanhecer, no entardecer. Agora, é importante porque a gente tem que tentar diminuir essa transmissão. E essa diminuição só acontece quando você diminuir o mosquito.

E lembrar, dentro de casa tem um monte de lugar escondido que tem água parada, tem umidade, é o suficiente um mosquito se reproduzir, Milton. Perfeito. Muito obrigado, doutor Luiz Fernando. Até mais. Até mais. Bom dia para você, Milton, Marcela e nossos ouvintes.

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