Condomínio em SP alerta para golpe envolvendo falso acidente de carro
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Márcio Raskorski
- Golpe do falso acidenteSegurança em condomínios · Abordagem indevida · Vítimas idosas
CBN Morar Bem, com Márcio Raskorski. Bom dia, Márcio. Oi, é na Dede ou é Marcela? É a Marcela, eu tô de volta. Que bom, bem-vindo à selva. É, voltamos à selva de pedras. Tudo bem com você, Márcio?
Tudo bem, e você? Tudo ótimo. Márcio, bom dia, boa semana pra você. Muniz, valeu. A gente tem a dúvida aqui, uma dúvida que chegou, pelo seguinte, a gente até recebeu um comunicado de um condomínio aqui em São Paulo, relatando o seguinte, esse episódio em que um morador desse condomínio foi acionado por interfone.
Porque uma pessoa chegou ali na portaria e disse, olha, o morador fulano de tal, do apartamento tal, se envolveu numa colisão na rua. E aí precisava que esse morador descesse, fosse até a guarita para tratar desse assunto. O que o comunicado desse condomínio diz é o seguinte, que essa é uma informação falsa. Não teve colisão nenhuma na rua, não tinha porque essa pessoa ser chamada por lá. Então, foi tratado ali pelo condomínio.
como uma possível tentativa de abordagem indevida, com risco de assalto ou mesmo tentativa de acesso ao condomínio. E aí o alerta diz aqui que essa tentativa tenta induzir o morador a descer até a portaria. Nesse momento é abordado e isso fragiliza a segurança do condomínio. O que um episódio como esse pode trazer de alerta, hein, Márcio, para a gente evitar que, de fato, uma tentativa como essa se concretize num risco ao condomínio em São Paulo?
Bom, isso mostra que as quadrilhas estão criativas, elas são criativas e vão mudando o jeito de abordar as pessoas. Todo mundo percebeu que quando você recebe uma ligação da portaria, é uma ligação que você julga como confiável.
O porteiro está te ligando, ou quando é portaria eletrônica, ou portaria remota, ou portaria virtual, é a central que está te ligando. Então você, já na sua cabeça, automaticamente, você imagina que já teve uma triagem, né? Que já perguntaram de onde é, que essa pessoa já se identificou e falou o seu nome. Então, toda vez que alguém recebe uma chamada pelo interfone, é uma chamada, entre aspas, confiável.
Isso, obviamente, fragiliza bastante a segurança das pessoas. Ou quem fez isso quer que a pessoa desça, saia para a rua para que aí sim ela tenha o celular ou qualquer outra coisa roubada. Ou então a pessoa quer um jeito de entrar pela porta da frente do prédio.
sem escândalo, sem violência, para poder cometer um roubo, um furto, até para roubar outro apartamento. Então, a gente tem que ficar esperto, principalmente contra a portaria eletrônica, porque é alguém lá de longe que está interfonando e depois acionando a abertura dos portões. Agora, o que me chama a atenção é que todos os casos concretos que eu fico sabendo envolvem idosos.
Então, eles identificam qual apartamento mora idoso, idoso sozinho, geralmente, e que aí viram vítimas mais fáceis. Eu tive um caso concreto esses tempos, de uma senhora de 70 e poucos anos, que o bandido chegou na portaria.
pediu para interfonar e chamar ela pelo nome, diz que era do banco, que precisava atualizar um cadastro, ela desceu, o cara estava com uma máquina, ela fez todo o procedimento ali na entrada do prédio, o cara deu um golpe nela e rapou a conta corrente. Foi na porta da casa dela, interfonou, ela desceu e passou os dados.
Porque ela, de alguma forma, entendeu que aquela chamada era segura porque veio da portaria do prédio e estava na porta da casa. Então, os condomínios devem fortalecer as medidas de segurança, fazer isso que esse prédio fez, mandar comunicado para todo mundo. Agora, as famílias precisam orientar os idosos, os filhos, os netos, sobrinho, todo mundo tem que orientar os idosos porque eles têm sido as vítimas preferenciais. Mas é mais covardia ainda, né?
Mas, Márcio, é importante que os condomínios façam esse papel de orientar os condôminos também com relação a esse tipo de golpe? Sem dúvida, é dever do condomínio. Esses comunicados, né? Passar não só no WhatsApp, mas deixar pregado no elevador, esse tipo de coisa, acho que ainda funciona, né?
Mandar no grupo de WhatsApp, mandar no aplicativo da administradora, colocar na tela do elevador, mandar por e-mail, discutir nas assembleias, colocar um item lá nos assuntos gerais para relatar os golpes que estão acontecendo e os cuidados. É dever do síndico fazer isso, porque toda vez que alguém recebe uma interfonada em casa, naturalmente é uma chamada de confiança.
E aí facilita para o bandido. Muito bem. É isso, né? A gente tem que ficar de olho em tudo até dentro de casa, infelizmente. E com portaria remota, que é bacana, tem funcionado bem, mas com a portaria remota, uma vez que a pessoa entrou...
ou que você saiu pra atender essa pessoa que veio te abordar, você não tem alguém ali fisicamente pra olhar por você. Então, aí ainda fica mais exposto ainda, né? Márcio, obrigada, viu, pelos esclarecimentos e a gente volta a conversar amanhã. Um beijo pra você. Valeu, beijo, até amanhã. Valeu, até.