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Enoturismo no Chile: degustação e passeio em um lugar só

02 de abril de 20267min
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Suzana Barelli, que esteve no Chile recentemente, compartilha sobre o enoturismo no país, modalidade que vem crescendo entre os viajantes pelo mundo. A especialista revisita asv suas vivências da viagem. Ouça.

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Participantes neste episódio1
C

Carlos Alberto Sardenberg

HostJornalista
Assuntos1
  • Região de Colchagua e enoturismo no ChileVinha Undurraga · Avenícola Santa Rita · Conjetor
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Momento do Brinde, com Suzana Parelli. E aí, Suzana?

Kadenberg, Kassia, ouvintes, muito boa tarde. Boa tarde, Suzana. Suzana esteve no Chile esta semana, recentemente, e vai nos falar sobre enoturismo. Quer dizer, passear no Chile visitando vinícolas e vendo aquelas lindas paisagens, né, Suzana?

É isso aí, Sadebeck. Eu pensei, é véspera de feriado, quem sabe alguém está no Chile, algum ouvinte no Chile, ou mesmo em qualquer lugar que tem vinícola, vale esse passeio. E é um estilo de viajar que cresceu muito, principalmente depois, com a pandemia, depois da pandemia, até hoje eu visito muito a vinícola, eu acho que eu nunca vi uma vinícola feia.

E é um lugar aberto, né? Então, quando tinha esse risco de contaminações e vírus, também facilitou o turismo. E as pessoas descobriram que é um programa muito legal de fazer. Eu vou se falar hoje um pouco de Chile, mas dá para fazer em qualquer região vinícola.

cresce a cada dia, assim, a quantidade de vinícola que está aberta para o turismo, que a gente chama isso de enoturismo. E aí eu vou falar de três modelos de enoturismo que eu visitei aí no Chile. O primeiro é o mais turístico de todos, todos, assim, que você chega. Primeiro, assim, antes de falar tudo, vale sempre entrar nos sites, todos têm sites, reservar, mas também muitas vezes dá para chegar de última hora e fazer a visita.

Na Undurraga, que é ali perto de Santiago, que eu gostei de chamar Vinha Undurraga, e é o turismo mais clássico, é o turismo mais clássico, e o grande diferencial, eles têm um guia que está...

guiando turista há muito tempo, mais de duas décadas, se eu não me engano. Ele se chama Hermann e ele é muito divertido e ele sabe dar todos os ensinamentos básicos do que é fazer vinho. Então ele espreme a uva para mostrar semente, fala de maturação de semente. E estou andando. Primeiro assim, o lugar é lindo, é um jardim maravilhoso. Aí depois tem uma parte que tem várias vinhas, chama jardim de variedade. Então tem um pé de Cabernet Sauvignon, um pé de Sirão, um pé de Pinot Noir.

E aí você consegue descobrir como é cada vinha, cada folha, cada folha é diferente. Se você vai em época de agora que ainda tem uva nas videiras, você consegue provar uma uva, sentir o gosto diferente. E todos os tours que eu vi na vida, todos terminam na lojinha. Então pensando que o turista também pode comprar vinho. E esse é o tour mais tradicional que começa a partir de 29 mil pesos que dá mais ou menos 160 reais.

Esse é o Dão do Raga. Aí você tem tours mais sofisticados. E um deles que eu fiz, também tudo pertinho de Santiago, é na Avenícola Santa Rita. Só que ela tem... O que eu fiz foi assim, eu fiquei hospedado no hotel que chama Casa Real.

que é um hotel tombado pelo patrimônio histórico, que é lindo, todo decorado, uma inspiração barroca. Você tem, em frente ao hotel, você tem desde uma capela, que é super, assim, nossa, muito bonita, com muita obra de arte, até um vinhedo, até um parque ali, que são 40 hectares de parque, cheios de esculturas, e aí do lado você tem a visita ao museu, a visita aos vinhedos, a visita, no final, a lojinha de vinho.

É um bom programa, mas é um programa assim, se você for fazer esse programa que eu fiz, a diária do hotel custa 500 dólares a diária desse hotel, que é um hotel boutique, e que você consegue usufruir de tudo, senão você pode só fazer um tour de provar o vinho, você pode ir no museu, a entrada do museu é gratuita, por exemplo, e sempre pensando em aprender mais de vinho. E essa Santa Rita tem um restaurante fenomenal.

Tem, todos tem, aliás, a grande maioria tem. Mas esse da Santa Rita é um especial, porque eles fazem umas carnes sensacionais, né? É, eu comi muito bem lá, eu comi bem, bem. E sempre vale assim, que você tem um menu, em geral são menus harmonizados com os vinhos da casa. Então você tira o melhor proveito dessa experiência, né? Que vale muito a pena.

Dá tempo de dar a terceira dica ou eu deixo para a semana que vem? Dá tempo da terceira dica, rapidinho, vamos lá. Então vamos lá. E o terceiro destino é o que mais me surpreendeu, porque é o seguinte, a gente tem a maior vinícola do Chile, chama Conjetor, é um monstro de grande e ela investiu 17 milhões de dólares para mudar o centro de anoturismo dela. Então tem tudo que você possa imaginar de turismo, desde sala de aroma para você sentir os aromas das frutas, até de menu harmonizado,

Tem uma visita, um dos vinhos dele é o Casileiro del Diablo, que foi inventado mesmo, é uma lenda que foi inventada pelo fundador, pelo Domeu Shod Casaconte, que você entra no subsolo e ele inventava que tinha um diabo para as pessoas não...

não pegarem o vinho dele. Então você tem esse tour, você tem filme do diabo entrando na adega, indo atrás de você. É um programa, assim, para todos os gostos. O programa mais simples custa 35 mil pesos. Eu não fiz a conversão. Esqueci, estou vendo agora. E você visita essa parte turística e prova quatro vinhos. E o melhor menu, o melhor programa que eles têm, o vinho premium, que hoje é uma vinícola separada, chama Dom Melchor.

que você faz um tour pela casa do fundador, que é o Dom Melchor, você faz um tour pelos vinheiros e você degusta seis safras desse vinho ícone. Você prova a primeira de 1988, depois 93, 2003, 2014, 2018 e 2021. É uma super degustação, mas essa custa 1,6 milhão de...

É isso? De pesos que eu fiz a conversão da R$ 9 mil. Então, assim, é uma experiência para quem gostar muito do vinho e tiver esse poder aquisitivo para fazer. Mas o resumo é assim, é que você, uma vez no Chile, e ali os seus três vinhos que são perto de Santiago, você pode fazer roteiros conforme o seu interesse, e todos são muito legais.

Conforme o seu interesse e o seu bolso. Também. E principalmente o seu bolso. Até porque é impossível você visitar qualquer lugar e não sair com uma garrafinha de vinho daquele vinho que você mais curtiu. Exatamente. Suzana Balejo, obrigado Suzana. E até. Até amanhã. Até amanhã. Até amanhã. Tchau, boa Páscoa.

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