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CentralCast - Saúde Mental e Compulsividades - Dr. Jonatas Leonio, Dr. Ismael Sobrinho e Pr. Breno Ferrari

06 de maio de 20261h37min
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Ouça esse bate-papo sobre saúde mental e compulsividades com o Dr. Jonatas Leonio, Dr. Ismael Sobrinho e Pr. Breno Ferrari.

Assuntos3
  • O Papel do Evangelho na Saúde MentalJesus como modelo de estilo de vida e referência · O Evangelho como caminho, verdade e vida · A importância do dar e do amor sacrificial · O Evangelho como fonte de esperança e consolo · A comunhão e o relacionamento como pilares da fé · O Espírito Santo como consolador e transformador · A mente de Cristo e a revelação espiritual · A loucura do Evangelho e a dependência de Deus · O Evangelho na contramão da cultura do prazer imediato · A importância de não enterrar talentos e de ser ativo · A esperança que não depende de circunstâncias · O descanso como mandamento e confiança em Deus · A diversidade e o respeito às diferenças · Contentamento e gratidão como antídoto para o descontentamento · A importância de colocar em prática os ensinamentos
  • Cultura DigitalAumento do adoecimento psiquiátrico e fatores culturais · Impacto da digitalização e excesso de tela · Estilo de vida apressado e desconectado · Representação visual do tempo gasto em telas · Efeitos neurobiológicos do excesso de estímulo digital · Dificuldade em desfrutar do ócio e descanso · Falta de realidade e impacto nas relações interpessoais · Redenção do tempo e viver o presente · O corpo humano e o funcionamento saudável planejado por Deus · Cérebro como órgão de tradução de experiências · Adoecimento físico e espiritual interligados · Prevenção e resgate de hábitos saudáveis · O paradoxo do conforto material e infelicidade · Doenças por excesso versus doenças por falta · Desequilíbrio entre dar e receber · Supervalorização do receber e do prazer na cultura atual · Passivismo religioso versus ativismo religioso · Deísmo terapêutico e Deus como ferramenta de bem-estar · A importância do dar e do amor sacrificial · O Evangelho como fonte de amor e equilíbrio · A necessidade de comunhão e vulnerabilidade · Solidão como fator de adoecimento e mortalidade · Esperança como âncora da alma · O Evangelho como remédio contra o medo e o pessimismo · Diversidade e convívio com o diferente · Contentamento, gratidão e descontentamento · O papel do Espírito Santo na transformação interior · A mente de Cristo e a revelação espiritual · A loucura do Evangelho e a dependência de Deus
  • Recomendação de LivrosLivro 'Segredos da Saúde Emocional: Fé e Ciência Juntas' · Livro 'Divinamente: Um guia para pensar e sentir como Cristo' · Livro 'Salmo Terapia: Coleção para passear pelos 150 salmos' · Livro 'Iluminados: Inteligência Espiritual' · Livro 'O Mito do Normal' de Gabor Maté · Livro 'Redimindo o Seu Tempo' de John Mark Comer · Livro 'A Vida Crucificada' de A.W. Tozer · Livro 'Viciados em Si Mesmos' de Larry Krabb · Livro 'Abandona a Providência'
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Olá, nós estamos aqui no CentralCast. O CentralCast participa de todo o ecossistema da Central. Você pode acessá-lo nas nossas plataformas, você pode acessar na nossa escola, o MOVA. E nós estamos aqui nesse CentralCast com muita alegria, com muita expectativa. Nós vamos falar hoje sobre emoções saudáveis no meio dessa cultura, dessa geração que está...

tão adoecida, e eu tenho a honra de receber dois convidados que eu admiro muito, que eu respeito, que eu consumo os conteúdos deles, que eu caminho junto, um deles há quase 20 anos, o outro nós estamos em uma parceria muito legal, e eu vejo muita graça, muita unção de Deus na vida desses irmãos queridos, são vozes que Deus está levantando para espalhar a cura, a palavra, as ferramentas.

porque no meio de tanto adoecimento, de tanta coisa triste que a gente vê, nós sabemos que a palavra de Deus tem as respostas, e esses homens que estão aqui ao meu lado, eles têm sido atalais, que têm proclamado as verdades do Evangelho para trazer cura para a nossa geração. Então, com muita alegria, com muita honra, eu quero apresentar a vocês, Dr. Ismael Sobrinho, Dr. Jonatas Leônio, meus amigos queridos, e eu sei assim já...

prepare o seu coração, já se anima, já aumenta a sua expectativa, porque eu sei que nós teremos agora uma conversa de alto nível, esses caras me inspiram demais e eu estou doido para ouvi-los. Eu vou fazer aqui uma introdução, primeiro passando para o Ismael, e quero te perguntar, meu amigo Ismael, pensando nesse tema, as emoções das pessoas estão muito adoecidas, a gente vê que o índice de ansiedade, depressão, de adoecimento, ele está alarmante.

E quando é assim, a gente considera que o fator é individual, é a pessoa mesmo, ou a gente pode entender que há um fator mais cultural, mais geracional, se sim, o que seria ele?

Primeiro, agradecer, né, central, agradecer também você pelo convite, oportunidade de estar aqui com vocês também, que vocês são bênção na vida de muita gente. E essa pergunta é interessante. 20 anos atrás, quando comecei, eu brinco que era uma outra realidade. Você que está assistindo em casa, você deve se perguntar assim, mas por que a gente tem tanta gente que parece que precisa de psiquiatra, que precisa de psicólogo? E a primeira pergunta que as pessoas colocam é, será que é porque a gente não faz mais diagnóstico? Essa é uma grande questão.

E sim, hoje em dia, muitas pessoas que não tinham tratamento há 30, 40 anos atrás, elas tratam. Então, a nossa psiquiatria hoje, a gente interna menos de 1% ao ano dos pacientes. Então, a primeira questão aqui é essa, que a gente não pode ver também isso sempre como algo ruim, porque muitas pessoas que não eram funcionais no passado, hoje elas estão trabalhando e tudo.

Mas quando você tira essa questão do diagnóstico, sim, as pessoas estão mais doentes. A gente teve dois pontos nas curvas. O primeiro, mais ou menos, virado para 2000. Mas as doenças psiquiátricas realmente explodiram a partir de 2015.

E isso bate muito com o gráfico da digitalização da vida. E isso mudou, nós vamos falar muito sobre isso, mas só que dando uma geral. 20 anos atrás, os pacientes eram mais predispostos a serem pacientes psiquiatras. Então, a gente lidava mais com pessoas que tinham genética, que tinham histórias na família, que tinham padres psiquiatras mais jovens. Hoje, não.

e jogar na bola pra vocês, hoje, e a gente tem estudo sobre isso, dois terços dos pacientes, eles não são pacientes psiquiátricos, eles estão pacientes psiquiatricos. A gente tá tratando a vida ruim e não necessariamente transtornos mentais como a gente tratava antes. E aí a gente pode conversar e eu não sei o que você acha disso, né? Você que tem uma experiência aí também de medicina, de fé, o que você acha que levou a turma a entrar nessa? O que você acha, Júlio?

Primeiro, também quero agradecer a você, Breno, e todo o povo aqui da Central. Dizer que eu estou muito feliz, muito honrado também em gravar pela primeira vez com o Ismael. Cara, é topo. É uma inspiração. Mas é meu. Há muito tempo já, né? E respondendo essa pergunta, eu acho que...

a gente tem um problema sério, como você estava dizendo, da vida ruim, que eu penso que é diagnosticado por um estilo de vida muito...

desconectado do estilo de vida de Jesus. Se a gente olha para Jesus como o caminho, hoje a gente pode dizer que talvez a gente está vivendo a corrida e não o caminho. A gente está num estilo de vida apressado, competindo com um monte de gente. E esse estilo de vida...

do atraso, parece que o tempo todo está consumindo alguma coisa para preencher uma lacuna ali. E eu acho que a digitalização aponta muito para isso, vem responder um pouco desse sentimento. Eu gosto daquele livro do John Mark Comer, que é a eliminação impiedosa da pressa, ou elimine a pressa, alguma coisa assim.

Elimine a pressa definitivamente. E nesse livro ele cita bastante Dallas Willard, ele diz que a pressa não é do diabo, a pressa é o próprio diabo. E eu acho que tem muito a ver esse estilo de vida que é tudo para ontem, tudo para agora, e que tem...

Muito a ver, a gente estava falando pouco tempo atrás, né? De uma postagem que eu fiz recentemente, que a nossa média de tempo de tela rolando o feed, não o tempo de tela, o tempo de tela é muito mais, mas rolando o feed é 2 horas e 21 minutos por dia. Por dia.

por dia no Brasil. É muito forte, né? O Johnny fez essa postagem nas redes sociais e ele fez de uma maneira gráfica desenhando essas duas horas em bolinhas. Então eu queria que você explicasse um pouco, qual foi a ideia dessa ilustração das bolinhas das duas horas e vinte e como que você nota o impacto dessas duas horas desperdiçadas por dia na saúde mental, no adoecimento que é crônico da geração.

Sim. A ideia de representar em bolinhas ali é porque você consegue trazer para a unidade real, que é, como a unidade de tempo, ela tem, você pode mensurar em segundo, em minuto, em hora, em dia, e você fala duas horas, é o número dois. Aí você desenhou lá, duzentas e vinte e uma bolinhas. Às vezes tem que desenhar mesmo. Duzentas e vinte e uma.

Aí você coloca lá, 2 horas e 20 em minutos, você consegue perceber quanta coisa cabe em 2 horas e 21 minutos, né? É, você coloca lá, né? Tipo assim, abraçar alguém, fazer alongamento. Você poderia ter feito 30 minutos de caminhada?

30 minutos de caminhada você poderia ter pego um livro e lido por 15 minutos você poderia ter ido visitar um amigo você poderia ter abraçado alguém, você poderia ter ligado pra um amigo e ter tido um tempo de comunhão importante, você poderia ter feito uma refeição com maior qualidade, você poderia ter dormido

mais cedo, ou ter um cochilinho ali no momento apropriado. E aí a conclusão que a gente chega é que não está faltando tempo, está sobrando tela, né? Então, a gente vive nessa sensação de que, nossa, não dá tempo para tudo que eu preciso, não tem tempo. E, lógico...

Se a gente pensa pelo prisma da eternidade, sempre falta tempo para fazer o que a gente acha que tem que fazer. Mas hoje é um problema muito sintomático, que é esse excesso de tela. E como que o excesso de tela, a digitalização, interfere na saúde da geração? Falem, debatem aí sobre isso. A gente, primeiro que ele colocou, quando a escritura diz que os mandamentos não são penosos,

realmente ele tem um fim de proteção. Então eu sempre posto lá que se descansar fosse fácil, não seria mandamento. Então quando você pega, por exemplo, do que a gente está conversando, e você falou tudo, basicamente a gente vai conversar, mas é estilo de vida. Só que às vezes quem está assistindo a gente não tem uma ideia de como que isso realmente ocorre, como que isso adoece. Bem, o nosso hardware, o nosso cérebro, ele não foi feito para viver.

totalmente ligado. Nós tivemos um desenvolvimento, e eu acredito nisso, que o nosso cérebro está em constante mudança de milhares de anos para uma arquitetura, para uma biologia, que ela não foi preparada para o que a gente está vivendo nos últimos 40 anos. Então, a instalação do software não acompanhou as mudanças do hardware.

Um exemplo simples é que nós começamos a dormir, por exemplo, no pôr do sol. O idoso, você que trabalhou muito tempo com o idoso, quando ele está quebrando com a demência, ele agita no fim do dia, que chama fenômeno do pôr do sol. E a gente não sabia explicar isso.

Eu vou dar esse exemplo para você, porque ele é simples. Quando começa a escurecer, a gente tem um sensor fotovoltaico atrás da retina que chama núcleo supraquiasmático. E ele percebe que está escurecendo e aí ele começa a já dar umas ordens para a pineal e todo aquele circuito do sono para ele já ir desligando. Quatro horas depois você está no auge para dormir. Então se o sol se põe a seis, o auge seria entre nove, dez, por ali.

O que acontece hoje? Nós já temos mais luz no ambiente, a gente já havia existido. Quem aqui vai para a roça? Sei que tem fazendas. Eu tenho. Nem família do interior eu tenho, amigo. Tudo aqui em Belo Horizonte. Você vai para a roça, você dorme melhor, porque você tem luz, você não tem barulho.

Então, um dos efeitos, por exemplo, é a tela. A tela, ela te joga radiação, e ela confunde esse sensor. E isso, por exemplo, é responsável por 60% das insônias na população de adolescentes e 35% das insônias em adultos. Então, é uma coisa simples.

E aí a gente tem os outros mecanismos. A gente deveria ter vivido em ondas, vou lá, me preparo, fico ligado. E hoje a gente está o quê? Sempre sofrendo notificações. Um trabalhador há 30 anos atrás, ele terminava, fechava ali, se existia computador, dependendo da profissão, ele não tinha e-mail, ele não tinha WhatsApp, a gente está sempre hiperconectado. Isso não é só ocupar o tempo, porque às vezes a gente fala essas coisas aqui, ah, você fica rolando, mas eu estou distraindo, não é só isso.

você está recebendo cargas de estímulo que isso vai estressando os circuitos cerebrais. Porque quando a pessoa quer descansar, ela pega a tela e acha que está descansando, mas na verdade o cérebro está agindo. Ele está rolando. Não é só rolar um feed, você tem um excesso de estímulo que as cadeias de neurônio não foram pontas para isso.

E aí, algumas pesquisas mostram que isso gasta um tempo para quebrar. Se a pessoa não for muito predisposta a uma genética, ela vai ter um tempo, mais ou menos, onde isso começa a ter efeito. E a média, sabe qual é o tempo? Três anos. Então, às vezes, você está assistindo, você não vê o efeito em um ano, em dois anos. Mas depois de três anos, o seu cérebro passa a girar naquele nível de estímulo. E aí entra uma anapuca, que talvez você postou.

que você já não consegue mais curtir o ócio, curtir o descanso. Já começa a ser insuportável, você fica parado, você fica quieto. As pessoas chegam e falam assim, eu tenho TDAH, eu não consigo ler a Bíblia. E você vai ver, não tem nada no neurodesenvolvimento delas que fale de TDAH.

Então, por quê? Porque o cérebro está vivendo viciado. Então, assim, e aí tem essas clínicas de detox e tudo. Então, o efeito, ele não é só psicológico, como a gente pensa. Ele é, sim, psicológico. Mas ele também é químico. Ele se torna uma neurobiologia que adoece, né? E isso é extremamente ruim, porque isso hoje é a grande causa dos problemas psiquiátricos, né?

A gente, eu aprendi 20 anos atrás, a gente tinha um conceito errado, assim, ah, depressão, se você quer barato de serotonina, hoje a gente sabe que não é. Porque é muito mais esse estresse inflamatório que adoece as pessoas. E aí é o que a gente estava conversando aqui antes, em off.

do importante é que a gente resgatar a prevenção. Não sei que você vê o que funciona para as pessoas, na sua prática clínica, na sua prática ministerial, o que faz as pessoas melhorarem. Eu até pegando um gancho no que você estava dizendo, fiquei pensando esses dias, a gente está conseguindo medir

o efeito do excesso de exposição à tela e toda essa questão do excesso. Só que a gente não consegue medir também o efeito da falta de realidade que essa pessoa está tendo por ter um excesso do digital. Porque para estar com os olhos na tela, eu estou deixando de estar com os olhos...

Eu estou deixando de estar aqui, no aqui e no agora. Eu estou deixando de, por exemplo, se eu estou lá rolando o feed indiscriminadamente, enfim, sobrecarregado de informação, enfocicado ali.

Eu, nas minhas relações reais, muito provavelmente, eu não estou desfrutando delas como eu podia desfrutar. Eu não estou olhando nos olhos como eu podia olhar. Eu não estou prestando atenção nas pessoas. Eu não estou amando como eu podia amar. E a gente não consegue discernir ainda o efeito dessa falta de realidade, de olho no olho, de amor, de proximidade, de comunhão. E como isso tem...

Tem lesionado essa estrutura que foi feita para amar, que foi feita para se relacionar, que foi feita para o aqui e para o agora. Então, o que eu penso que mais melhora nesse sentido, e eu tenho, até estou lendo um livro bem legal, chama Redimindo o Seu Tempo. E dentro dessa redenção do tempo, é entender cada...

Segundo, como uma dádiva do Senhor e entender que se o tempo é um presente, viver no presente aqui, agora, desfrutar desse momento, fazer desse momento aqui o meu momento. Lógico, a rede social tem seu valor, mas...

Desde que seja no momento, né? Agora é o momento em que eu vou checar minha rede social, que eu vou consumir algum tipo de conteúdo. Que é o diferente de ficar sempre conectado, de ficar horas ali sendo governado pelo algoritmo, né? A gente brinca. Exatamente, exatamente. E isso é uma coisa interessante, né? Ser...

de alguma forma, escravo desse consumo, viver essa vida consumista de informação, nos torna escravos de um algoritmo. Então, a gente está...

não vivendo como um corpo, mas vivendo como uma máquina, vivendo, obedecendo a um senhor que é o algoritmo. E aí, o que eu tenho percebido de melhoria é tudo que nos coloca no real, tudo que nos coloca no mundo que a gente vive. Então, seja o desfrutar disso aqui e a gente ter uma conversa, que a gente se desprende.

Como a gente sai de uma conversa de fato, que o coração está exposto, a gente sai muito melhor. Fazer uma atividade física, você toca no chão, você sente o vento na cara ali, você está exposto ao mundo real. Comer comida de verdade, você come a comida de verdade, o que você está mostrando para o seu corpo?

Eu estou vivendo a realidade. Preparar a comida, tocar nas coisas. Por isso que a atenção plena, mindfulness, funciona. Porque é trazer a pessoa para o aqui e para o agora. Então, acho que todo o esforço de tirar do virtual e colocar no real funciona muito. Isso é preventivo. É preventivo. Demais. É, porque assim...

Vocês tocam num dado de que após a digitalização, houve uma crescente exponencial do adoecimento. Isso é a ansiedade, a depressão, são vários fatores de adoecimento. Então, pensando um pouco nesse corpo, nessa mente, nesse cérebro, que foi Deus que criou.

Eu penso que Deus criou a gente para funcionar de uma determinada forma. Jonathan está falando muito do real, das relações, de desfrutar das coisas. Então, como que funciona o corpo de um jeito saudável? Como que essa máquina, esse cérebro, esse espírito, essa alma, como que Deus planejou? E de alguma maneira, como que essa cultura viola os princípios de um funcionalmente saudável do nosso corpo?

Olha, quando a gente vai estudar, eu acho que a gente... É legal você perguntar como funciona o corpo, né? Porque se a ciência mostra uma forma do corpo funcionar, a gente respeita e aprende. E se a fé mostra uma forma de viver, a gente também acredita que aquilo vai ter uma repercussão no corpo.

E é legal você falar isso, que hoje, quando você vai estudar, quem está assistindo aqui, a maioria não é profissional, o cérebro parece simplesmente um órgão de tradução. Então, ele começa a traduzir as experiências.

Então, um cérebro que está competente, ele tem algumas características. A pessoa interpreta razoavelmente as suas emoções, ela consegue discernir, interpretar as suas emoções e ela consegue também ter uma funcionalidade para conviver com as pessoas.

E por que isso tudo é importante? Porque se a gente entende que o cérebro traduz, e aí a Bíblia diz assim, que o espírito testifica a onde? É o nosso espírito. O espírito não vai falar ao cérebro. Lógico que isso tudo é ao vivo, né? Deus faz ao vivo. Mas tudo que a gente recebe do espiritual, o espírito do Senhor vai falar ao nosso espírito. E o nosso espírito, não é que ele recebe isso? O espírito humano, que a gente é o ser espiritual. Senão a gente seria um macaco, a gente seria um orangutão.

97% do nosso genoma é igual de um orangotão. E aí a gente recebe o quê? Um impulso. A gente recebe o que a Bíblia chama de verdade no coração, que é uma coisa que é o espiritual falando, e isso gera o quê? Uma vontade. Mas ela vai ser traduzida, por isso que o espírito está sujeito ao profeta. Então, se a gente está biologicamente doente, isso não é só uma questão de ordem física.

no sentido de cair o cabelo, no sentido de estar cansado. Isso também afeta a nossa vida espiritual, porque isso me afeta a percepção da criação, isso me afeta o relacionamento com as pessoas. Eu levo esse adoecimento para as minhas relações espirituais, eu posso entender Deus de uma maneira até equivocada, ou traduzir informações de uma maneira... Se eu estou ansioso, eu vou ter uma visão de fé, talvez mais pessimista. Se eu estou deprimido, eu vou levar isso para o público também, uma tristeza, uma depressão.

Então, o corpo é uma responsabilidade que a gente tem que ter. E como que isso acontece? Como eu disse antes, esse processo começa com estresse, você começa vendo essas inflamações acontecendo, as pessoas não dão...

ideia para os primeiros sinais e depois elas realmente entram quando elas procuram um psiquiatra, mas quando elas procuram um psiquiatra ou psicólogo ou clínico, na verdade o adoecimento delas começou há três anos como eu disse antes, né? Tem um tempo de acúmulo, né? Você falou uma coisa interessante que você falou assim que antigamente o paciente psiquiátrico ele era clássico, era mais patrão

ator genético, era aquele ambiente bem clássico. Hoje em dia, pessoas de todos os perfis diferentes, de várias idades, têm adoecimento psiquiátrico por causa do ambiente e da exposição, do estilo de vida. Psiquiatra gosta de Jesus, o que vem a mim de modo algum, a sair fora. Entendeu?

É verdade, é uma coisa absurda. Mas é quando a gente diz isso, não é tirando a importância, mas é que a gente tem que voltar, né? Você disse, bem, é uma espiritualidade que ela protege, e aí ela é bíblica, né?

Jesus é engraçado, porque você falou de Jesus. Jesus, as pessoas chegavam pra ele e falavam assim, Jesus, é o seguinte, ninguém quer ser visto. Faz esses milagres aqui, cara. Você tá num buraco da vida, assim. Você tem que ir pra Nova York, você tem que ir pra São Paulo, né? E o que ele fazia? Eu acho que ele, sabendo que não era o time perfeito, que não era a hora, ele ia pras montanhas, ele ia pros lugares desertos e tudo.

Ou seja, se fosse hoje, ele seria ser tentado a fazer lives com as pessoas, né? Ele seria tentado a estar instagramando a vida. E muitas vezes ele percebia que essa expectativa das pessoas de ser conhecido iria roubar o time que Deus tinha para ele. Ele fala com os discípulos assim, a minha comida é o quê?

A vontade do Pai. E o coração dele, o foco dele era agradar o Pai e não agradar as multidões, porque ele sabia que a multidão, num domingo, grita osano, no outro grita os Espíritos. E a multidão poderia acelerar o passo. Jesus, a gente acha que Jesus era um ser espiritual que ele não tinha que aprender, mas ele aprendeu a vida inteira. Ele não acordava-se no mistério e Deus ia todo dia dando uma agenda. Ele buscava isso, assim como nós devemos buscar.

então com certeza a gente lê os evangelhos você vê que muitas vezes ele multiplicou os pães, todo mundo vinha pra cima dele e falava assim, agora esse é o cara da prosperidade, né? E ele tirava o pé que é altamente antagônico ao que a gente vive hoje, né? É como se ele não buscasse um engajamento a não ser que realmente vai e não conte esse milagre a ninguém então assim, porque ele sabia que naquele momento, então assim, é um exemplo pra gente de que vocês vocês vocês vocês vocês vocês vocês vocês vocês vocês vocês vocês vocês

Isso que você falou é muito importante, assim, de a gente centrar e falar assim, Senhor, o que é para mim hoje? O que realmente é a agenda do Senhor? Porque se faltam convites para todo fim de semana, não te falta. Se te falta atividade na igreja toda semana, não te falta. Convites e tudo. Casos difíceis para resolver. Exatamente, mas...

O Larry Krabb tem aquele livro Nem Uma Hora, né? E ele fala uma coisa, né? De que não ter tempo pra Deus é viver perdendo tempo. E é uma verdade. Então, quando a gente fala de cérebro, se o seu rádio tá mal sintonizado, meu amigo, é...

tudo vai ficar doente. Não tem jeito de separar. Você acha que separa corpo, mente? A gente separa o didático, né? É puramente didático. E é engraçado que você estava falando sobre Jesus, né? E ver como era o modelo e como era o estilo de vida de Jesus.

Jesus diz, eu sou o caminho, sou a verdade, sou a vida, ninguém vem ao Pai senão por mim. E eu acho que nessas três partes da revelação dele, caminho, eu acho que fala muito sobre esse estilo de vida, sobre esse jeito de andar. Claro que ele está falando do caminho para o Pai. E olha o que é engraçado, a gente pauta muito hoje o que é ser bem sucedido por eficiência.

Aí vamos pensar, Jesus está salvando a humanidade e ele não escreveu nenhum livro. Ele não tinha um podcast, ele não fazia lives, ele nem abriu uma empresa. O que ele fez? Ele fez amigos.

Ele tinha 12 amigos que ele revelava o pai. Ele tinha tempo para ir em festa de casamento. Ele tinha tempo para ir na casa do amigo. Para almoçar, tomar cafezinho. Jesus seria mineiro de ontem. Você não é mineiro. Jesus seria mineiro, não seria? Seria. Com certeza.

Eu acho que se tem uma região de Israel que se chama BH, não está errado, não. Mas explore esse ponto, Johnny, assim, do estilo de vida de Jesus, ou de como que o nosso corpo, nosso cérebro, nossas emoções foi feito para funcionar, e como que o contexto atual está indo na contramão. É, total. Explica um pouquinho.

desse funcionamento saudável. Eu creio que Jesus é o homem perfeito, é o homem como ele foi feito para ser. Ele é o homem normal. Até o Gabor Maté, naquele livro O Mito do Normal, ele defende a ideia de que nenhum ser humano é normal. E aí eu concordo por isso. Acho que os psiquiatras são normais. A gente se nota. E aí ele defende a ideia de que normal vem da ideia de norma.

Então, nenhum ser humano pode dizer, eu sou a norma, eu que normatizo as coisas, eu que estabeleço que é o padrão de referência. Quem pode dizer, eu sou a referência no exame lá, tem o valor de referência? Só Jesus. Quem é o valor de referência da humanidade? É Cristo, o homem perfeito. Então, se a gente quer viver com saúde...

o jeito normal de viver é Cristo, é o estilo de vida de Cristo, é assim como ele é. Sem explicar a questão do caminho, a verdade e a vida, como que seria essas três? Eu diria assim, que o estilo de vida que a gente leva tem a ver com o caminho onde a gente está andando. E olha como é engraçado, para mim isso faz muito sentido, o caminho que a gente anda, ou seja, o estilo de vida que a gente tem,

associado à verdade que a gente acredita, é responsável pela vida que a gente tem. Parece que tem essa conexão. Claro que não é o sentido primário do texto ali, mas esse caminho onde a gente anda, e eu acho que na demanda da saúde mental, isso está muito...

Caminho fala de estilo de vida. Verdade vai falar de identidade, de crença, de como eu vejo as coisas de forma verdadeira ou de forma distorcida, enganosa. Pode ver que, na maioria das vezes, os adoecimentos estão relacionados com esse estilo de vida.

desfuncional, ou com enganos, com uma identidade... Feridas, gatilhas... Formatada em cima de um engano, de um erro, de uma distorção, enfim. E aí, se o caminho que eu ando e a verdade que eu creio que me leva à vida que eu tenho, por essa perspectiva, entender esse estilo de vida de Jesus...

sem pressa, priorizando a vontade do pai, sem preocupação com o que estão falando, pensando de mim, com as pressões, com as cobranças e tudo mais. Mas também essa busca pela verdade de quem eu sou. Isso que eu acho que...

A teologia vai estudar muito o eu sou com letra maiúscula. A psicologia e até a psiquiatria, enfim, as ciências da mente vão estar completamente relacionadas ao eu sou com letra minúscula.

Essa busca pelo eu, né? A gente tá o tempo todo ali e as doenças vão estar muito nesses dois polos, assim, pra mim. Ou tá nesse polo do eu estou, como é que eu tô vivendo? Como é que eu tô gastando tempo? Ou é o eu estou que tá aqui distorcido, ou é o eu sou. Seja uma visão errada de quem Deus é, seja uma visão errada de quem eu sou. Aí é como se fosse a cruz, assim, pra mim é isso, né? Essa verdade...

Com esse caminho, me dá a vida verdadeira. Por isso que é o caminho de Jesus, com a verdade de Jesus, que nos dá acesso à vida de Jesus.

Muito legal, bacana demais. E quando a gente pensa assim, se a gente para para discutir que o estilo de vida adoece, que tela demais não faz bem, todo mundo sabe, tem que beber água, tem que dormir, tem hábitos, então todo mundo de alguma maneira sabe que ZSS são esses, ou um pouco de como ter uma vida mais saudável.

E por que é tão difícil? Por que as pessoas estão tão compulsivas, tão viciadas? Eu vejo que o aumento da compulsão está absurdo em vários sentidos. Eu acho que a da tela é jogos digitais, apostas, bets, tigrinho, telas, até vício de trabalho. Então, as pessoas estão muito compulsivas, muito viciadas. Elas, de alguma maneira, sabem. Então, talvez chegamos até aqui e a pessoa está aí.

Que novidade que vocês falaram, porque as pessoas meio que sabem que tem um estilo de vida adoecedor. Mas por que é tão difícil mudar? Por que as pessoas estão tão viciadas e tão compulsivas? Acho que primeiro a gente tem aquele mecanismo que eu coloquei, que a gente às vezes entra numa roda que ela exige que a gente tenha um pouco mais de paciência primeiro. É a época do imediato, do rápido, das respostas assim.

Muito intenso. A gente vê isso até na espiritualidade, né? No A Vida Crucificada, o Tôzer fala uma frase que eu decorei, que ele fala assim, Deus não se curvou à nossa pressa nervosa, nem se rendeu aos anseios de uma era imediatista. O homem que quer conhecer Deus deve dedicar tempo, muito tempo. Então, eu acho que, você estava falando, a gente primeiro tem que acreditar no Evangelho. Você disse que existem princípios.

Então, se eu vejo que Jesus desacelerava, se eu vejo que a ideia de Deus é que tem algo superior, e você fala, na verdade, é uma idolatria que a gente constrói.

Nós somos idosos de alguma maneira, né? E o Keller nos livros deles... Então, essa primeira correção não é falar só de cosmovisão, isso tem que entrar no coração da gente. A gente realmente tem que entender que tem uma coisa mais sublime do que simplesmente trabalhar e ficar, né? Talvez a gente, por lidar muito com a morte de perto, com a dor, né? Todo ano eu perco pessoas novas com câncer.

Essa sensação de aproveitar, a gente tem que trazer. Então, uma dica prática para quem está assistindo, que me curou bastante, eu sou viciado em ler Eclesiastes, porque é aquela coisa agridoce, aquela coisa... Se quiser adquirir um vício, adquirir um vício e um livro da vida. Porque a escritura, ela te lê, não é você que lê a escritura. Então, quando eu leio Eclesiastes, ele meio que me poda do orgulho, daquela sensação de que eu vou alavancar a roda.

de que é estudar demais, de que é ler demais, que amo muito a igreja artes céticas, ele diz assim, não seja nem muito justo e nem muito sábio, por que você vai destruir a ti mesmo? Então, assim, eu falei, cara, é verdade, né? E o segundo ponto, né, Breno, acho que é uma cultura do que é prazeroso, então a gente tem que aprender a fazer o que não é prazeroso.

Comecei a correr... Você falou da idolatria, né? Idolatria, talvez o grande da geração seria o prazer, a satisfação, a autogratificação. E aí a gente tem que aprender a resgatar essa coisa do longo prazo. Primeiro, acho que a gente corrige o que a gente é com Deus. Você falou, bem, é um problema da identidade com o Senhor e com a gente. E depois, assim, estimular coisas, assim, pequenas, né? A galera, quando resolve fazer, a gente tá brincando aqui, um já resolve fazer uma maratona, as pessoas não, elas aprenderam a seguir passo a passo. Então...

Agenda pouco, são 10 minutos de oração, e faça mesmo quando não é prazeroso, porque inicialmente atividade física, desculpa, eu sei que você é cristão, mas às vezes nem lhe a Bíblia é prazeroso no início para quem está vivendo uma intoxicação digital. Mas posteriormente, não só a sua mente se reorganiza, mas...

aquilo se torna realmente uma reorganização interna e aí a vida, você descobre a vida verdadeira. Então, é difícil porque tudo conspira para você não fazer, tudo conspira para que sejam respostas rápidas. Só que a própria escritura, Deus não tem pressa nenhuma. Vai lá um Moisés, 40 anos, um José, 13, um Davi, quase 15. Então, assim, essas pequenas doses do que a gente não vê, a gente tem que dar valor. Você não ganha músculo.

De um tempo para o outro, você não ganha. E aí os estudos são curiosos, né? Porque os livros normalmente são... Transforma a sua mente em quatro semanas ou mude, né? É engraçado. Mas quando você vai estudar, cada vez mais... Eram 12 semanas. Agora a gente já vê estudos novos de 36 semanas. 21 dias. E agora a gente vê esses estudos, às vezes, 180 aumentando nos dias, né?

Porque você disse, a gente mensura o excesso, mas os estudos mais novos não estão só focados em diminuir o cortisol, de diminuir os hormônios de estresse, mas quando que o cérebro começa a entrar num modo de prazer? Quando que as pessoas começam... Isso bate muito com o espiritual.

assim, com essa coisa de devagar, né? Então, tenha fé, né, quem tá assistindo. Vou escutar que toca uns seis meses, né? A gente tem que desaprender a...

E aí Deus, quando você busca, ele te põe na geladeira, às vezes, de propósito. Então, é difícil, mas não é. Começando com um pouco, vai. Valorizar as orações no carro, valorizar as orações no chuveiro, valorizar as coisas que a gente faz no cotidiano, que elas são simples, mas elas são importantes. Trazer Deus para...

comendo, bebendo, ou fazendo qualquer outra coisa. E aí eu vou tentando. Acho que você, a gente, com o tempo vai aprendendo a colocar isso, não separar mais a igreja, a vida pessoal do trabalho, viver nesse contínuo. Só isso é muito terapêutico, né? Isso é muito gostoso. Então, quem está assistindo, eu creio que o caminho é acreditar nessa verdade lenta, mas que transforma. Isso é muito bom.

E o estilo de vida, assim, que é viciante, por que é tão difícil largar? Por que é tão difícil mudar? Mesmo sabendo, a pessoa sabe que não tá legal, mas é difícil sair dessa. Eu li recentemente um livro do Larry Krabb, chamado Viciados em Si Mesmos. E ele defende ali a ideia de que nós...

Somos vício em Adão. O homem natural, ele é viciado. Até pelo... Um dos significados de vício ali, não no sentido psiquiátrico, mas no sentido talvez mais produtivo, no sentido da indústria, uma peça que vem com o vício é uma peça que está com um defeito. Um defeito.

é o vício oculto exatamente então a gente tem uma estrutura que já é programada para algum vício destrutivo é parte do ser humano caído que não vive em sua plenitude por isso que é tão difícil de mudar porque é algo que

Está preso na nossa natureza caída, né? E o único jeito de vencer esses vícios de forma definitiva é a partir do conhecimento do evangelho, dessa libertação que vem pelo filho. Se o filho os libertar, serão verdadeiramente livres. E eu acho que tem uma outra questão com relação ao vício, é que eu percebo o vício como uma fuga da dor.

Pode perceber que a maioria dos vícios não são por desejo pelo prazer propriamente dito, mas aquele desejo pelo prazer veio para evitar alguma coisa, para evitar alguma dor. Então é como se o vício fosse uma espécie de fuga da minha realidade. Só que essa fuga em busca de prazer é o que mais causa desprazer.

É um mecanismo completamente distorcido. Porque aí a gente vai ver os estudos cada vez mais mostrando que para você ser feliz de verdade, você precisa dessa balança de prazer e de sofrimento equilibrada. E olha como Deus fez...

Isso, né? Como para você ter um... algo que você, de fato, valoriza, por exemplo, o seu salário lá no final do mês, ou, enfim, você agora teve o... Um aumento. Um aumento, né, de salário? Ah, querida. Agora, por exemplo, escreveu um livro. Escreveu o primeiro livro. Primeiro, já falo. Primeiro livro. Maravilhoso. Aí...

Por que ele é tão prazeroso? Porque ele teve um sofrimento. Você foi gerando aquilo ao longo de anos, aprendendo aquilo, aí você para tudo na sua vida para escrever aquilo. E aquilo tem um custo, aquilo tem um suor. Aí, por isso, na hora que nasce, você fala, uau, que satisfação que dá. Por quê? Porque foi construído nesse equilíbrio do sofrimento com vocês.

e do prazer as regiões do cérebro que estão envolvidas com prazer e dor são a mesma exatamente porque de fato a gente precisa desse equilíbrio de dor e aí eu acho lindo que o evangelho é talvez a

a mensagem mais escancarada de que nós não precisamos mais ter medo do sofrimento, tanto é que Jesus vai nos salvar em uma cruz e diz, agora abraça a sua cruz, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Você quer ser feliz de verdade? Você quer ganhar a vida? Então perde. Essa mensagem assim de que tá...

perfeitamente equilibrado você não precisa mais viver em busca do prazer porque o prazer está em não fugir da dor está em assumir a sua cruz sofrer, encarar amar, ainda que sabendo que o amor é sofredor mas é essa vida sem medo do sofrimento tem muito a ver com o que o Ismael estava falando essa busca por recompensas imediatas

Você nega o prazer imediato, suporta a dor do processo, do esforço, para ter um prazer mais consistente de longo prazo. Hoje em dia fala muito sobre dopamina barata, como se Deus tivesse criado a gente para quando eu suporto a dor, venço os processos e construo algo e ao final dessa construção eu sou realizado, aí eu vou poder curtir aquele prazer, porque aí é uma dopamina...

que foi conquistada. Agora, quando eu usufru do prazer, usufru da dopamina sem a dor, sem o processo de esforço, essa é a dopamina que adoece, ela que vicia. Ela não é nem barata, ela é roubada. Esforço barata não tinha um pequeno custo. Ela não é barata, você pagou barato, mas pagou, ali não. Ali é uma dopamina que é um roubo. O texto bíblico é interessante, aquele...

O embrioso tem aquela coisa de mostrar a humanidade de Jesus, ele fala, Jesus aprendeu a obedecer pelas coisas que ele sofreu. Então, se a gente pegar toda a programação neurolinguística de Jesus, ela foi muito educativa no sofrimento.

E isso é muito paradoxal. Quando eu falei da internet em 2015, isso que tu falou é importante, porque antes, algumas pessoas já vinham apontando esse caminho. E cantar essa pedra de que o mundo caminharia para esse colapso do consumo, desse colapso do sentido, desse colapso do prazer, não veio nem primeiro na teologia. Foram sociólogos que começaram a falar disso, porque eles começaram a ver o Bauma.

Gilles Lipot, são pessoas que não eram cristãos, mas eles falavam, olha, essa busca frenética pelo pertencimento, a felicidade quando ela se torna um bem de consumo, a alta ajuda que impulsiona as pessoas a serem a melhor versão, essa ideia do poder estar dentro de você, isso é uma faca de dois rumos, porque...

Nós estamos colocando uma responsabilidade no destino muito forte nas pessoas. É como se eu dissesse, e é fácil, o sucesso está na sua mentalidade. Você ser feliz é só uma questão de você decidir ser feliz. Ou seja, se você não é feliz, você é um incompetente, porque você não soube ativar as chaves mentais. Você tem que acordar de manhã e dizer, e é isso que tudo vai dar certo. E isso, aparentemente, não é um problema, mas se torna um problema.

Porque aquele cara, o coreano, que é o Shul Han, ele fala que, assim como você entra um invasor no seu corpo e você produz vacina, que é aquele sociedade do cansaço, você, quando não convive com esses pontos dolorosos, você não cria imunidade. Então, é uma sociedade... Para o ruim, você cria mecanismos de defesa. Para o bom, não. Para o bom, não. Aí você se intoxica de... E aí, assim, é paradoxal. Eu sei que quem está assistindo...

pensa assim, ah, mas Ismael, você tem uma vida muito boa e tudo, né? É fácil falar quando não está sofrendo, né? Mas os meus maiores aprendizados, sem dúvidas, eles foram momentos de muito sofrimento. Eu tive Simone uns seis meses na cama fazendo eletroconvulsoterapia, minha esposa com depressão. Tive lá o Tiago quando ele estava com a síndrome de Down, quebrando a casa inteira de pequenininha. Mas foram momentos, assim, de um grande aprendizado, né? O problema...

O processo também da sua formação profissional de você construir isso, quanto tempo de estudo, de dedicação, de coisas que você abriu mão pra construir sua carreira, né? Mas eu falo que tu olha pra trás, né, você tá falando da fraqueza, né? Tem uma criança, por exemplo, da ONDS aqui que estão assistindo, eu sei que não é fácil, é teu filho atípico, né?

E pro mundo, cara, é um problema, assim, você... Quem vai cuidar, né? E quando eu morrer, você tem todas essas questões. Mas é muito curioso, assim, você ver numa deficiência intelectual grave umas linguagens, assim, de expressão do amor de Deus que elas são muito inacreditáveis. Então, se eu conseguir entender isso, providência, se eu conseguir entender esse aprendizado por dor depois que eu tive, por exemplo, ele. Aí eu faço aqui uma confissão de pecados, né?

Porque a mente muito operacional, Brino. Minha mente, assim, era muito... Vamos criar, vamos criar. Vamos fazer, vamos fazer. Eu nunca tive problema para aprender alguma coisa. Isso é uma graça. Se eu lesse alguma coisa, eu aprendi. Eu não tinha problema com essas coisas. Não passar em alguma coisa que eu gostaria de passar.

Só que aí Deus, de repente, Ele te coloca numa situação em que você não pode fazer nada. Nada. Você simplesmente paralisa. E aí eu aprendi realmente o que era esse time do Senhor na vida. Eu te ensino a desacelerar, eu te ensino a cuidar, vou te ensinar a dar carinho para quem não tem condição de expressar. Então, realmente, parece que o que a gente está falando aqui não bate, mas depois de 20 anos atendendo os pacientes que mais ensinaram também foram os que sofreram muito uma dor.

os que mais me inspiraram a viver. E o Tozer também tem uma frase que eu gosto muito, que ele diz que é improvável, não é que é impossível, mas é improvável que Deus use um homem que nunca sofreu profundamente uma dor. E eu acredito muito nisso. Então, uma sociedade altamente compulsiva, adoecida, tem a ver com essa busca do prazer imediato.

e com essa fuga da dor. E se a gente quer edificar algo, se a gente quer ter saúde, nós precisamos encarar processos de negar essa gratificação imediata para viver a vida real. E seria um pouco do resumo, tanto dos fatores de adoecimento, quanto de um caminho para a saúde.

Mas eu acho que resume tudo é que a gente nunca teve tanto conforto. A realidade é essa. E nunca fomos tão doentes, é tão paradoxal. Porque, olha, outro dia eu postei no Instagram e deu o maior problema que eu falei que nunca as pessoas tiveram tantas condições favoráveis para ter filhos. E aí as pessoas falam... Quase não tem filho. Porque em 1940 para 2026, a expectativa de vida aumentou 36 anos no Brasil.

Nunca nós tivemos tão pouco próprio. Sabe quantos por cento das pessoas eram pobres em 1940? 45%. Hoje, sabe quantos por cento das pessoas são pobres mesmo? Eu estou falando 10%. Ou seja, o mundo não é... Os bens de consumo. A minha avó não tinha uma geladeira, meu pai foi ter uma geladeira quando a gente era criança, e hoje qualquer um tem uma geladeira. Então, assim, tem... É o grande paradoxo do nosso tempo, assim. Nunca tivemos tão desconforto.

Tantas condições, nunca tivemos tão pouco fide. Tanta tecnologia que facilita a nossa vida, que nos dá mais tempo e a gente nunca esteve tão atarefado faltando tempo. Não tem tempo pra nada. Estava vendo um estudo esses dias, minha esposa estava falando que o que a gente tem de facilidades domésticas hoje em média é o equivalente a 21 funcionários e a 21 funcionários.

Sério? De um período... Só de equipamentos da casa. De máquina de lavar, passar... Micro-ondas, de fogão, de... Enfim, as facilidades domésticas ali substituíam 21 pessoas de uma época onde a gente não tinha industrialização, né? Só que você vai perceber que a gente... Tem menos tempo do que esse pessoal.

É porque as estatísticas são frias, mas estatisticamente é o melhor mundo que já tivemos. Estatisticamente é. Mas é o mais infeliz. É o mais infeliz. Por quê? Porque é tão adoecido, tão infeliz. Eu acho que é justamente por isso. É por ter muito.

E aí, o fato de ter muito, hiperestimula a gente, né? É como... E aí, toda vez que hiperestimula, de alguma forma, dessensibiliza. Se você acostuma com aquele nível de prazer, então outras coisas menores não têm graça nenhuma.

Igual pornografia. A pessoa viciada em pornografia tem dificuldade que pode transar com uma pessoa real. E aí é um pouco que a gente fica tão virtualizado que a gente vai perdendo a realidade. E vai piorar com o IA, porque a gente já está vendo isso no consultório, com as inteligências artificiais. É, o Bata está perdendo.

E eu acho que todo o excesso, né? E o fato da gente hoje viver uma vida de excesso, pode ver, até 30 anos atrás, a maioria das doenças que nos acometiam de forma mais epidêmica era por falta.

Falta de antibiótico, falta de vacina, falta de saneamento básico, falta de alguma coisa ali, né? Hoje, majoritariamente, as doenças são por excesso. Sejam as doenças cardiovasculares, leoplasia, excesso de comida do que falta de comida. Que inversão, né? Que inversão. Impressionante. Então, é esse desequilíbrio...

E eu creio muito assim, que doença tem muito a ver com desequilíbrio entre dar e receber. Pode perceber, assim, quando a gente olha para a fisiopatologia de qualquer condição, tem lá um desequilíbrio entre o que era para dar ou o que era para receber. Por exemplo, uma doença cardiovascular lá, que você tem um infarto. Você tem uma obstrução por uma aterosclerótica lá e aí o que era para receber não chega.

Então, não chegou. Ou você pode ter doenças porque era para... O sangue passar e não passou. E não passou. Aí, por exemplo, uma hemorragia. Era para chegar o sangue no vaso, chegar lá no tecido, mas tem uma lesão que faz esse sangue sair. Esse desequilíbrio entre dar e receber, não chegou ou não saiu,

esse desequilíbrio sempre vai adoecer. E aí, hoje, o nosso papel é ser essa ponte de equilíbrio para que a gente viva, de fato, esse caminho, essa conexão, essa ponte, para que não seja...

Muito, nem pouco. Nem falte o necessário, mas também a gente não viva escravo do excesso, a gente saiba viver essa vida de equilíbrio, sem uma preocupação exagerada com performance, mas também... Não escondendo os talentos. Exato.

Então esse desequilíbrio é um dos fatores principais. E quando a gente olha a cultura atual, se a gente está falando aqui entre dar e receber, entre prazer e dor, a sociedade atual supervaloriza o receber, supervaloriza o prazer, é como se ao ter tudo isso eu vou ser feliz, eu vou estar saudável e a gente vê que é o contrário. Você me lembrou uma coisa que eu estava notando esses dias, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês, vocês

Uns 10 anos atrás, talvez 20 anos, a gente via uma geração adoecendo de ativismo religioso. Que está lá o tempo todo, na igreja, na segunda, na terça, na quarta, na quinta, na sexta. Eu já estou vendo agora, nos últimos 10...

talvez da pandemia para ficar mais intenso, o problema é inverso. Eu estou vendo o passivismo religioso. É gente que só quer se relacionar com a igreja para consumir. Não, eu vou uma vez na semana e olhe lá, se não tiver, passando o jogo do meu time. E uma invenção também do que é a fé, porque a fé vira quase uma fórmula de terapia.

as pessoas elas vêm aqui buscando, ninguém quer vir falar da dor de propósito, de renúncia então você diz pós pandemia, muda-se a cultura do bem-estar, e esse bem-estar ele tem que trazer uma espiritualidade também que ela te deixa altamente confortável você vê que até a estética eu brinco que os hinos eles eram assim

Se paz é mais doce, me deres gozar, se dor é mais forte, sofrer, né? Claro, hoje ninguém quer cantar esse tipo de hino, né? É uma estética muito... É quase que uma coisa alterótica, autoprazerosa, né? Uma coisa assim que te toca e muito. Só que isso também é viciante, né? Porque a vida real, ela não é esse condicionamento. Eu falo muito quando você passa, o caminhão vai bater um dia na sua porta e vai... Você vai sofrer um atrapalamento. Como é que tu prepara pra isso, né?

Então, nosso papel como igreja é muito sério, ele é muito importante, porque a tentação nossa como igreja, quando eu falo igreja, não é a central, eu falo igreja como um todo, né? Da gente dar e alavancar essa roda, porque as pessoas... É muito grande, porque é mais fácil, Vrindo. A pessoa está buscando uma emoção, uma resposta, está buscando um conforto, um alívio, e aí a gente...

corresponder somente a isso, porque, claro, Jesus alimentava o faminto, curava o doente, então ele tocava as dores e necessidades das pessoas, mas ele não era só isso, ele convidava a um discipulado, a um caminhar junto, então a igreja, se ela se atém apenas a satisfazer os desejos, a gente entra no loop da cultura. A igreja não pode ser só mais uma estratégia de...

crescimento pessoal, assim, porque hoje as igrejas estão lotadas.

O catolicismo está florescendo no Brasil como nunca. E o protestantismo também. Até engraçado, as pessoas estão indo mais para a igreja, é mais tradicional. É, tem vários... Tudo está crescendo. Vários campos da fé estão florescendo porque as pessoas viram que o materialismo, só a busca, não chegou. Só que aí a gente corre o risco de transformar só como um meio para ser feliz. Um meio para ter o bem-estar. É o deísmo terapêutico, né? É. Eu creio em Deus que...

que faça me sentir bem. Pronto, assim, o Senhor, a igreja é uma ferramenta. Deus é tipo um gênio da lâmpada, que vai satisfazer os dois. Eu acho que o gênio da lâmpada, ele era, talvez, no auge da teologia da prosperidade, onde Deus, ele era para eu adquirir algo, material.

Essa cultura agora passou. Ninguém hoje cai mais nesse golpe. Já está oito. Mas a ideia hoje, Deus é uma ferramenta de bem-estar, de equilíbrio, de autoconhecimento. A promessa do nosso Deus hoje não é uma promessa de salvação, como você disse, de si mesmo.

não é mais uma promessa assim, de que ele está te salvando não é só do inferno, o inferno é importante também mas é o inferno aqui e esse inferno aqui vai implicar em um modelo que passa por dores mas é isso, a espiritualidade ela é boa, você vê que hoje é chique você ter uma espiritualidade, ninguém ninguém que se preze hoje diz que não tem

e só que isso tornou um problema então, até quem está assistindo por que a gente é cristão? qual que é o objetivo final de ser cristão? quem está assistindo a gente? será que a minha construção de Deus é para bem estar? para autoconhecimento? não que não proporcione algumas coisas em relação a isso mas a centralidade do evangelho é o outro

isso é muito louco as orações são mais respondidas quando eu oro para o outro eu vejo mais a mão de Deus quando eu me dou para o outro a prova é a Deus alguma coisa muito estranha e abençoada de que eu desculpe o pertencimento eu lembrei até de um estudo esse artigo que chama seria em português o link neural entre generosidade saúde mental e bem estar

E eles davam, tipo assim, 200 dólares, e a ideia era que você ou comprasse uma coisa para você com 200 dólares, você desse presente. Aí eles aplicavam um teste de... De felicidade. Teste de felicidade, mas aplicavam exames de sangue, daqueles marcadores de inflamação, e faziam uma ressonância funcional, que quem não está assistindo é uma ressonância que você meio que tenta pegar as áreas de cérebro mais ativas. Aí eles melhoram numa região que, teoricamente, é o centro da felicidade, que é o núcleo Acúmens, que eu achei que ele é mais próximo.

E é engraçado que as pessoas que davam o dinheiro em forma de presentes, elas tinham menos inflamação, tinham o núcleo da felicidade mais ativo e na escala de bem-estar, elas eram mais felizes. Então, um experimento científico que prova o versículo de Atos, quando fala, Jesus disse, mais alegria é dar do que receber. Então, se você me ver na rua, pode me dar um presente, que é melhor você dar. Para o seu bem. Para o seu bem. O Breno, aqui que tem quatro crianças, pode dar uma roupinha lá para a criança dele, tem problemas.

Se quiser dar uma roupinha para o meu neném, fez três meses. Mas vamos falar um pouco dessa questão, então, do evangelho. Nós entendemos que a cultura atual valoriza o receber, o prazer, o ser feliz. E o evangelho valoriza o dar, valoriza o sacrifício, valoriza o amor sacrificial. O amor hoje em dia é o amor que me faz feliz. O amor bíblico é o amor que eu me entrego, me sacrifico pelo outro.

Então, o que a gente pode extrair do Evangelho, dessa cultura do reino que vai na contramão do mundo, que pode nos dar saúde, que pode nos dar vida, não no sentido de amassegiar o ego, não nesse sentido de uma busca para mim, mas como que o Evangelho pode de fato transformar, revolucionar a vida de alguém e dar vida e consistência.

É que eu penso que o evangelho, ele não parte do que eu posso dar para o outro. Ele parte do que Cristo me deu, do que Cristo fez por mim. Então, por que que agora eu me torno esse canal do amor? Amem uns aos outros assim como eu.

Amei vocês, né? Aí volta para aquilo que a gente estava falando. É um fluxo de dar e receber. Então eu sou amado por ele, eu sou completo nele. E aí agora eu vou para as relações, eu vou para a vida real para expressar. Olha como a gente volta lá para o propósito original. Deus fazendo o homem para ser uma imagem dele para o mundo. Uma expressão dele para o mundo. Então a gente vai agora expressar o amor que ele é.

pra nós, e aí a gente entra nesse lugar de equilíbrio, porque aí eu não tô simplesmente entregando tudo pra todo mundo, porque eu vejo muitos irmãos que estão nessa também tem muita gente adoecendo de tanto que entrega de tanto que vive pelo outro, e aí

não reconhece os próprios limites, aceita qualquer coisa, se torna muito vulnerável a abuso, a manipulação e diz sim pra tudo e pra todos, porque eu tô entregando, eu tô fazendo e às vezes tem lá escondido um...

Um profundo desejo de aprovação, uma necessidade de validação. A motivação não é o outro, né? Não é um fazer pelo outro, mas está fazendo para o outro. Está fazendo, mas motivado e preenche o falso. Mas motivado, às vezes, por um senso de desvalor, de que eu não importo tanto quanto os outros importam, então é legítimo que eu faça para os outros e...

Eu não importo tanto, né? Eu não tenho tanto valor assim. Mas o evangelho não. O evangelho coloca a gente num lugar em que a gente é profundamente amado, apesar de pecador e de carente da misericórdia de Jesus. Mas esse amor nos alcança e agora a gente vai entregar de fato. A gente não vai viver pra...

atingir, atender expectativa, para performar, não, é para amar, amar, entregar o que a gente recebeu de Jesus. Aí volta, é a saúde, é esse fluxo, eu dar e receber, ao invés de o mecanismo oposto, que é o mecanismo, para mim, tem muito a ver com o medo, que é do tirar e reter.

que é o oposto do dar e do receber. Eu vou segurar. Eu vou segurar, gente. Ele te tira da solidão, né? Porque a grande promessa hoje é você fazer tudo isso. Só que se eu simplesmente pensar assim, então eu vou...

mentalizar o que o Jonathan está falando, porque ele aqui disse dicas muito importantes. Então, eu vou forçar, não, o evangelho tem uma coisa interessante. Lá em Jeremias ele diz assim, eu vou fazer um jeito que eu vou escrever a minha lei no coração deles. A samaritana, quando ela encontra com Jesus, ele fala, vai fluir, rir, já água viva. E ela se sai e se torna uma pessoa missionária ali, sem nenhum tipo de doutrina. A cidade, a Bíblia fala que eles viram a vida dela e falou, cara...

alguma coisa aconteceu, porque assim, então, aí, a Bíblia diz que a gente tem um consolador, sabe, uma coisa que o Evangelho, assim, pelo menos pra mim, é entender isso também, né, eu tenho um consolador, né, todo mundo que tá assistindo aqui que é cristão, você tem o Espírito Santo, né.

Jesus já disse claramente que seria impossível ao homem. Tudo que a gente está conversando aqui é impossível ao homem. Se a gente tentar se motivar a ser bom, nós vamos cansar daquela semana, daqui duas. Mas é impressionante, assim, que quando nós... E aí você morre para si mesmo, você começa sinceramente a falar assim, Espírito Santo...

Me ajude a amar como convém, me ajude a dar como convém, me ajude a organizar a minha agenda. Isso é real. Do interior flui rir de água vira. E aí a vida passa a não ser forçada. Porque se eu tentar impor um estilo de vida de simplicidade...

Talvez eu vou conseguir manter. Vamos supor assim, eu sou uma pessoa cheia, que eu tento às vezes viver uma coisa mais alavancada. Então eu li um livro lá sobre essencialismo. Aí eu vou agora praticar o essencialismo, eu vou chegar em casa agora, eu vou doar um monte de coisa. Beleza, mas isso não muda o teu coração. Daqui a uns três, quatro, cinco meses, vai voltar de novo. Agora, se o Espírito, ele começa a mexer com você, o que ele vai trazer na gente?

Ele vai trazer o caráter de Jesus. Porque a Bíblia diz o que? Que a gente tem a mente de...

Cristo. De um paciente, ele me falou assim, mas como que eu tenho a mente de Cristo se eu faço esse tanto de... É muito simples. Imagina que você tem a nuvem. Então, você tem um... Deus fez um iCloud, o seu Google Drive. Então, está lá a mente de Cristo. Mas quanto mais você se aproxima, e isso é disciplina espiritual, esse download vai vindo. Por isso, nós somos transformados de... Glória em glória. Aí a gente pensa... E aí o evangelho, ele se torna prazeroso.

Porque eu não preciso mais de forçar. Fluir. E isso não é uma promessa vazia. Eu acho que a figura central para realmente viver o equilíbrio é o Espírito Santo. Mas a gente fala pouco do Espírito Santo também.

E é engraçado que a Bíblia usa uma expressão que eu acho tão bonita. O Espírito Santo não é o... Ele é o consolador. Poderiam ser tantos textos, né? Ser o mentor. Hoje em dia seria um professor, né? Mas o Espírito Santo é um consolador. O que nos aponta para como a dor é importante nesse processo da revelação da imagem de Deus em nós.

Então, assim, quem está assistindo, dá uma de maluco. As pessoas, assim, vão achar que você... Conversa com essa questão do Espírito Santo, né? Ô, Espírito Santo, assim, entra na minha mente. A gente fala tanto em reprogramação da mente, né? Reprograma as minhas ideias, né? Coloca no meu coração o sentimento, entende em voz o mesmo sentimento. O Espírito Santo, a minha vontade é matar aquela pessoa, mas eu quero que você coloque o meu sentimento.

Meu desejo que é isso. Mas eu estou saindo aqui do trono e colocando o Senhor. E funciona, Brilho.

funciona e é incrível que aí o tempo é um tempo diferente, né? A gente tá falando aqui muito sobre tempo, né? Jesus, eu tenho certeza assim, que Jesus era uma coisa de poucas horas no dia, onde a coisa realmente era mais direta, o resto era...

bem relacional mesmo. Mas era o Espírito Santo. É, exatamente. Engraçado que quando o Paulo está falando sobre a mente de Cristo, ele está justamente falando do Espírito, do Espírito Santo. Então, ter a mente de Cristo, expressar a mente de Cristo, é viver essa realidade do Espírito. Eu até escrevi no livro Divinamente que...

Minha impressão é que para ter a mente de Cristo, não é necessária uma elevação mental, no sentido de que é mindset, é você fazer aquilo, você virar uma chave, mas não é elevação, é revelação.

É o Espírito que vai revelando quem ele é para nós e de glória. Por isso que é mais fácil as pessoas com... Às vezes sem tanta capacidade intelectual. Jesus falou assim, graças te dou, Pai, porque escondeste dos sábios e entendidos.

E revelaste aos pequeninos. Os pequeninos ali são exatamente esses, os pobres de espírito. A palavra pobre de espírito é mendigo espiritual. É aquele que chega para Deus como se fosse um mendigo e ele fala assim, cara, eu sou desprovido de algo para oferecer, não tenho nada. E aí isso é a loucura do Evangelho, né? Então, quantas vezes eu me peguei, né, assim, e fazendo essas orações, eu falei assim, não dá. Assim, é... Esgotei, né?

E aí Deus vai te podando. Isso é maravilhoso. Verdade. Falando da loucura do evangelho, o que mais que a gente pode pegar do evangelho na contramão desse mundo que é transformador? Então, a gente falou sobre descanso, a gente falou sobre sacrifício, sobre amor, dar é melhor do que receber. Então, o que a gente pode extrair da palavra que é transformador e que vai na contramão da cultura que nos rodeia?

Tem um ponto que Ismael falou, eu acho que é uma ênfase que eu tenho percebido para esse tempo, é a questão da comunhão. E acho interessante quando Jesus está se despedindo dos discípulos, naquele discurso do cenário, antes de ir para o Getsemane, ele enfatiza o...

Amem-se, amem uns aos outros. Essa vai ser a marca de vocês, como de si. É isso que vai fazer que o mundo saiba, né? Essa unidade, a comunhão, essa essência relacional. E é engraçado, porque tem três As ali, né? Você estava falando lá no almoço. Eu adoro. Ele diz lá, João 15, 16 e 17, ele fala, amai-vos.

Depois ele diz, alegrai-vos. E depois ele diz, animai-vos. Animem-se. Então é amem-se, alegrem-se e animem-se. E engraçado que quando você olha lá para o amem-se, ele está falando de comunhão. Quando você olha para o alegrem-se, lá no contexto de João 17, ele está falando da videira.

verdadeira que ele é, e aí ele vai falar sobre a alegria verdadeira que vai vir em meio ao sofrimento, como num trabalho de parto, ele usa até essa expressão, ele está falando de consolo. Então é comunhão, é consolo. E quando ele está falando de, ó, vocês vão ter aflições, mas animem-se, tenham ânimo. A palavra para ânimo lá é coragem.

Então ele está falando de... Três as três cês. Três as três cês. É amor, alegria e ânimo. É comunhão, consolo e coragem. E eu percebo o quanto a história da igreja é enraizada nessa essência da comunhão. Como a igreja é essa expressão do corpo de Cristo através da comunhão. Tanto é que Jesus diz, ó, fiquem em Jerusalém, fiquem...

Juntos, eles estão todos reunidos no mesmo lugar e tudo mais. E eu tenho percebido o quanto a nossa geração está adoecendo por falta de comunhão verdadeira. No lugar mais seguro da Terra, né? O Larry Krabb fala muito sobre a comunhão verdadeira e a falsa comunhão. E a comunhão verdadeira tem...

Tem a ver com esse nível de relacionamento onde a gente, de fato, tem tudo em comum. A gente, de fato, compartilha dor. Tem vulnerabilidade, tem alegria. Tem perdão. Tem relacionamento onde a gente pode perdoar um ao outro, pode confrontar um ao outro. O ferro afia o ferro, né? E a gente vai sendo lapidado, moldado. E até Tiago vai condicionar a nossa cura quando ele diz lá, ó, confessem.

a Deus para vocês serem perdoados e confessem uns aos outros para que vocês sejam curados essa falta de comunhão verdadeira onde a gente pode de fato consolar confrontar, perdoar

a falta disso de forma muito verdadeira, eu percebo assim, no consultório, eu tenho percebido uma relação muito importante entre uma comunhão frágil e uma maior vulnerabilidade ao adoecimento. Que ela vive solidão, que ela não tem vínculo significativo com ninguém.

Os estudos de mortalidade sabem que o que mais mata é solidão. Solidão, exatamente. Mata mais do que diabetes, hipertensão, do que crescimento. O que mais reduz a expectativa de vida. E dentro da cultura atual, nós temos muitos fatores que acabam cultivando a solidão.

Porque aí eu tenho relações digitais que são superficiais, que eu tenho falta de tempo, então eu estou sempre correndo, eu estou sempre desperdiçando meu tempo com coisas que são digitais, mas eu não passo tempo com as pessoas. E aí, na hora que eu colho a solidão, eu assusto e adoeço.

É engraçado que Deus, a primeira coisa que ele disse, não é bom, que o homem esteja só. Ele já cria o homem nessa essência relacional. E isso visitando o homem todo dia. Ele estava lá, mas não era bom que o homem estivesse sozinho de comer um semelhante. Tinha um pedaço dentro da gente que não é que Deus não poderia suprir, mas é que ele programou para que fosse para ser suprido por ele na...

relação, né? Então, um dos fatores é relacionamento. Se a gente quer pensar a luz do evangelho, o saúde, um deles é relacionamento. Eu acho que esperança também, assim. Acho que é um ponto que o evangelho traz hoje. Eu vejo as pessoas, assim, e até um fenômeno cristão, né?

Eu tenho um amigo que ele... Tem uma empresa que gerencia canais no YouTube. A gente estava tendo um papo, conversando um dia, e os canais... Sabe os canais que mais giram no Brasil, assim, cristãos? São de medo. Escatologia, marca da besta, ficar girando... São os canais que mais giram. Essa coisa do quem é o anticristo, o mundo, onde tocar comida, essas coisas. E eu vejo isso muito afetando a turma no consultório.

E eu sempre falo com eles, se quando Israel ia para o Egito, está lá em Jeremias 29, nós gostamos daquele versículo assim, e eu é que sei que pensamentos têm a respeito de vós, né? Mas ali não era pensamentos de paz e não de mal, para dar o fim que desejais. Eles estavam indo para o exílio. E mesmo sabendo que o que os esperava não era bom, a Babilônia, Deus fala uma coisa com eles muito interessante, fala assim, constrói um caso.

Tenham filhos e orem pela prosperidade. Porque a prosperidade de vocês depende da prosperidade deles. Eu acho que o evangelho, nesse ponto, é um remédio muito grande para o nosso tempo, porque a gente é muito bombardeado com esse discurso. Vai piorar, está tudo colapsando, o grande reset mundial, a marca da besta, os satélites, não sei de onde, a guerra, a conspiração.

E ainda que muitas tenham verdade, nós aqui não estamos sendo... Não nega a realidade. A realidade está aí. Mas o Evangelho tem uma coisa de vir essas coisas muito com a perspectiva do eterno. E isso parece simples, mas tem muita gente que está assistindo a gente que isso talvez está afetando. Porque você, o paciente no consultório, é ansioso, é um grito de pânico. Porque fica o dia inteiro nessa liturgia e aí deixa de criar, deixa de aproveitar o tempo, deixa de transformar no...

ter um romp, ter um lazer, transformar a criação, deixar de casar. Ele não vive nada porque... Jesus vai voltar, o mundo vai acabar, vão ter filhos. Colocar filhos no mundo pra sofrer nesse mundo. Então as pessoas estão perdendo a esperança. Então, se é fé, esperança e amor, o evangelho traz a esperança pra gente. E eu acho que isso, além de ter um efeito psicológico, e óbvio que tem.

Os estudos mostram isso, que espiritualidade protege, isso nem é mais polêmica, mas tem uma coisa que quem está assistindo a gente, o evangelho tem que trazer esperança, ele não pode ser uma fonte de medo, de terror, de autopunição, de cobrança, de medo de estudar, de medo de ganhar dinheiro, de medo de produzir, de medo de fazer uma postura do ação, de medo de...

Isso para a glória de Deus, né? Não sendo um fim em si mesmo. Então, eu vejo muita gente que não entendeu que Deus quer que a gente ore pela prosperidade da terra que a gente está inserido. Então, a gente resgatar a esperança é muito importante para o nosso tempo também. Acho que, você disse bem, é a comunhão e eu acrescento a esperança. Eu acho que é um mundo sem esperança. E a gente tem uma verdade, né? Se morrer, vamos para o céu. Se vivemos...

Nós também estamos assentados na região. Muito bom. E essa esperança tem uma conexão forte com o descanso também. Você falou aquela questão de que o descanso, se não fosse difícil, se fosse fácil, seria um mandamento. E descansar tem a ver com esse aspecto de confiar em Deus, de parar, eu vou parar o que eu estou fazendo aqui, eu vou descansar, eu vou me dar... Deus impôs, porque eu sabia que a gente não ia...

senão a gente ia entrar só no ativismo então existem alguns fatores então vamos pensar relacionamento, comunhão esperança, descanso propósito é extremamente forte para a questão da saúde emocional identidade eu acho que um outro ponto também hoje é diversidade quando eu digo diversidade, esse assunto parece que não tem política mas é interessante o quanto que Jesus era respeitoso com vocês vocês vocês vocês vocês vocês vocês vocês vocês

todo mundo cruzava. Não tinha nem medo. O dom de cada um. Todo mundo que era com medo. Uma hora cuspia, outra hora fazia telemedicina, vai lá que o cara está curado. Já mandei a receita digital. Não precisa nem colocar a mão, não. E a gente falou assim, cara, que interessante, né? Você nunca viu festa, não. Você creu na telemedicina. Então, assim, essa coisa de entender também, acho muito bacana, assim, quando você entende também que Deus não está refém dessa caixinha de sapatos, né?

outro dia achei interessante só contar uma história pra vocês aqui que vai edificar sobre diversidade aí eu falo sobre conviver com o diferente a gente não precisa de uma ideologia política o evangelho faz a gente sair dessas dessas amarras chegou uma paciente no consultório com umas 15 pessoas pra acompanhar, eram uns 15, uns 10 a 15 falei, cara, essa mãe tá morrendo e se eu errar a mão aqui eu tô ferrado e eles eram ciganos

convertidos, né? E aí veio o pai, o avô, é bem cigano mesmo. Mas dentro da estrutura de cigano, tem uma igreja, tem toda aquela coisa de cigano, de sair pra trabalhar, vender panela, vender aquelas coisas. E eu fiquei olhando aquela cena, eu falei, cara, como que pode, né? Assim, ninguém imagina que existe vida espiritual.

E conversando com eles, você via uma vida espiritual muito pujante. Então, isso é muito bonito, Breno. Eu acho que isso, para quem está assistindo, a gente traz um... Conhecer o novo, cara. Arriscar um pouco, abraçar gente esquisita, né? Sair um pouco da bolha, né? A gente visitar quem a gente acha que é estranho, né? Ir nos lugares onde a gente talvez não iria.

isso é muito bacana também o evangelho tem esse aspecto de todos são bem vindos é Tiago Leque isso é bom diversidade de verdade não é ideológica não é política ela é de você é uma valorização da beleza de Deus expressa em cada contexto, em cada cultura em cada grupo de alguma maneira e nós perdemos isso nós estamos muito vocês vocês vocês vocês vocês

A gente condiciona, cria uma matrix ali do que é o certo e nos perdemos. E um outro ponto que eu acho que faz muito sentido, tem muito a ver com a saúde mental também, é o contentamento e o descontentamento. A gratidão, a ingratidão, murmuração, que tem muito a ver com essa cultura já muito pessimista, catastrófica.

Mas eu acho que desde lá do princípio, né? O descontentamento. Você tem um jardim inteiro com todos os frutos de todas as árvores. Tudo disponível. Tudo disponível. Mas você foca no... Foca na única coisa que você não tem. A única coisa que você não tem. E a gente vive muito assim, né? Isso nos adoece demais. Eu acho que até Paulo tem um momento em que ele está falando de imoralidade sexual. Ele falou, ó, não...

não vivam a imoralidade sexual. Antes, sejam gratos. O antídoto para a imoralidade não é nem a santidade. Ele está falando, tem uma coisa que vai abrir a porta para você poder viver em santidade. É ser grato pelo que Deus te deu, é desfrutar do que Deus te deu, é curtir a vida que você tem e não a vida que você queria ter. A minha avó.

fazer amanhã a festa dela de 90 anos. Mas ela diz uma frase, ela sempre repete essa frase, para mim eu acho linda. Ela diz que, quando ela era, ela até escreveu um poema sobre isso, quando ela era pequena, ela só tinha uma boneca.

feita de sabum de milho. Era uma boneca de pano ali. Ela falava, eu não tinha tudo que eu amava, mas eu amava tudo que tinha. E eu acho que é ter essa cultura, assim, de que talvez a gente não vai ter tudo que ama mesmo. Mas se a gente amar tudo que tem...

Isso é extraordinário. Essa questão do contentamento, pra mim, é um dos maiores fatores de saúde ou adoecimento. O vosso pai sabe. É, sim. Todas as coisas. Isso aí é muito forte. Todas as vezes que eu leio, eu falo, cara, o vosso pai sabe, seja...

Se não foi me acrescentado, é porque o pai sabe que eu não preciso. Então, isso é difícil, mas tem que praticar. É verdade. Então, um livrinho fininho, fica a dica aqui, que chama Abandona a Providência. Um livro fininho, que é exatamente sobre isso, sobre o vosso pai sabe.

Muito bom, a confiança, o descanso em Deus é altamente libertador e traz uma segurança impressionante. Meus amigos, a gente está caminhando para o final. Eu quero fazer uma pergunta e vou dar um tempinho para vocês pensarem nessa, porque eu quero o seguinte, nós vamos apresentar aqui nossos livros. Eu estou me aventurando agora nessa jornada de escritor. Ficou pronto essa semana, meu primeiro livro. Ficou muito bom, hein? Eu pude ler em...

Primeira mão. Pois é, tem uma galera top que participou, né, então o Johnny escreveu o prefácio do livro, o Ismael escreveu a recomendação do meu livro, então eles já tiveram acesso ao conteúdo, mas eu quero apresentar, vou pegar o livro aqui pra mostrar pra vocês.

Está aqui o livro novo, Segredos da Saúde Emocional, Fé e Ciência Juntas, ajudando você a cultivar suas emoções. A pergunta que eu vou fazer para vocês, eu quero que vocês apresentem um pouquinho os livros, vocês são autores, são palestrantes, mestres que têm edificado muito a nossa geração.

Então eu queria que, dentre os livros que vocês escreveram, extraia um princípio para essa discussão aqui, para a gente fechar. Então o que é do seu livro que você fala? Olha, aqui eu escrevi sobre um fator aqui de saúde emocional que é muito forte, muito extraordinário. E eu vou começar falando aqui do meu e dar um tempinho para vocês apresentarem os livros e escolher esse fator.

Eu considero que um dos principais fatores de saúde emocional é o contentamento. Eu até, num dos capítulos do livro, eu trabalho como que a murmuração ativa determinadas áreas do cérebro e gera, inclusive, adoecimento físico e como que a gratidão ativa outras áreas. E eu trabalho um pouco, a proposta do livro é exatamente combinar neurociência, psicologia, descoberças científicas com os princípios bíblicos.

Então eu entendo que a murmuração é altamente adoecedora, a reclamação e a gratidão e o contentamento é altamente curativo, saudável, vida de Deus fluindo. E eu conto uma história que foi uma história que me marcou, foi uma história simples, mas que Deus me lembrou de vários textos bíblicos à luz dessa história. Foi um dia que eu me senti quase que um super herói, um pai perfeito. Era uma semana da criança.

E na época eu tinha só três filhos, a quarta não tinha nascido ainda, então a gente pegou as crianças e fizemos aquele dia especial para eles. Então nós acordamos, fizemos aquele café da manhã junto, a família inteira, aquela festa. Depois do café da manhã, fomos para o shopping com as crianças, fomos na loja de brinquedos, cada um escolheu um presente, compramos um presente, almoçamos no shopping, no restaurante que eles gostam, sobremesa.

Depois pegamos os primos em casa, fomos para o parque, passamos no parque o dia.

Foi, sabe aquele dia assim, eu estava me sentindo o melhor pai do mundo, meus filhos agora vão me agradecer o resto da vida. E nós fomos então para a casa da minha irmã, deixar meus sobrinhos em casa, despedir e ir embora. Na hora de ir embora...

os primos convidam meus filhos para dormir lá. E não podia, no dia seguinte tinha outros compromissos, não tinha como eles dormirem lá na casa dos primos. E depois desse dia perfeito, maravilhoso, eles ouviram o primeiro não. E ali nós fomos embora no carro, que era para mim, a gente voltar para casa em finheças e todo mundo celebrando, a gente volta para casa com as crianças chorando, fazendo pirraça.

depois daquele dia extraordinário. E me lembra, por exemplo, o povo que viu ao sair do Egito os maiores sinais que foram feitos nessa terra. As pragas do Egito, o mar vermelho abrindo, a água da rocha, o pão do céu, Deus descendo no alto da montanha. Eles viram os maiores sinais que já foram vistos nessa terra e eles estavam reclamando. Então, é...

ter coisas, desfrutar de coisas, ter prazer, ser feliz, que são os mantras, as máximas da nossa geração, são capazes de dar saúde emocional, nem vida, nem satisfação a uma pessoa que não tem gratidão.

A gratidão é como se ela fosse o fundo do pote. Você pode colocar o que você quiser naquele pote. Se a pessoa não tiver gratidão, não tiver contentamento, passa e ela não desfruta de nada. Então, eu...

Eu descrevi, expliquei isso aqui com detalhes, mas eu entendo que um dos fatores de saúde emocional é o contentamento no Senhor, é a gratidão, é uma alegria em Cristo. Paulo fala, alegrem-se no Senhor. Então quando a nossa alegria, o nosso contentamento está no Senhor, a gente está indo para um caminho forte, vivo, saudável. Mas quando a gente está nessa busca louca por prazer, por felicidade... Impeciante.

A gente fica preso no ciclo da infelicidade, da murmuração, da falta, focando no que a gente ainda... Já tive um monte de prazer, já tive um monte de coisa, mas eu ainda estou focado naquilo que eu não tenho. Então, é uma defesa aqui de um princípio forte de saúde emocional e eu queria dar a oportunidade de vocês apresentarem os livros e falarem algo do livro de vocês.

sobre saúde emocional. Quem quer ir primeiro? O visitante. O visitante que eu sei. Bem de longe. Bem de longe. Só antes de falar, qual é o seu salm preferido? Eu sempre tive essa curiosidade. Ah, eu gosto muito do 46. 46. É.

Então, eu escrevi dois, né? O Divinamente. Nesse aqui eu defendo a ideia de que saúde mental é a mente de Cristo. E falo um pouco sobre isso que a gente abordou aqui. O quanto nós, por revelação, por dádiva, por graça do Senhor, podemos mudar. Podemos pensar como Ele pensa, sentir o que Ele sente.

e dialogando muito com as demandas do nosso tempo, né? Um guia para a gente pensar e sentir como Cristo. E aí eu queria destacar como um princípio para a nossa saúde mental, a partir do Evangelho.

a ideia de transformar emoção em oração e aí o livro Salmo Terapia que é uma coleção para passear pelos 150 salmos é um um esforço de fazer o que os salmistas faziam os salmistas

transformavam as emoções deles em orações, em canções. Fazia das emoções, eles faziam das emoções um ponto de encontro com o Senhor, não um ponto de confronto, né? Se afastasse, como se fosse... Estou numa guerra com Deus aqui por conta das coisas que eu estou sentindo, né? A gente vê até um...

uma vulnerabilidade, uma verdade nos salmistas de orar em coisas que me escandalizam às vezes. Senhor, quebra o queixo dos meus inimigos, aniquilam. Eu falo, meu Deus, pode orar desse jeito, Senhor? Se eu soubesse, eu já tinha orado assim antes. Mas o cara está expressando algo sincero que está lá no coração. Ele está trazendo o coração para dentro do coração de Deus e trazendo o coração de Deus para dentro do coração dele. Então, Deus está à procura dos verdadeiros adoradores, não dos Deus.

belos, não é das adorações bonitas, é da verdade do coração, né? Então, um princípio que tem tudo a ver com a nossa saúde emocional é orar, é orar é transformar o que a gente tá sentindo em Filipenses

4, Paulo vai falar sobre isso, não andem inquietos, e como que você vai fazer isso antes? Sejam em tudo conhecido diante de Deus as suas petições com súplicas e ações de graça, e aí a paz de Deus que é sede de todo entendimento vai guardar seu coração em Cristo Jesus, então esse hábito de salmodear, tanto é que lá em Efésios 5, Paulo vai falar, não se embriaguem com o vinho que é contenda, mas sejam cheios do Espírito Santo, e aí ele diz como?

falando entre vocês com salmos, hinos, cânticos espirituais. Então essa prática do salmodear, de fazer a sua salmoterapia, é uma prática extremamente saudável. Então fica aí a indicação.

Tem uma outra coisa que você fala também, que é um verbo diferente, que não é do dia a dia, então tem o salmodear, tem um que você fala que é o passarinhar. Passarinhar também é de saúde emocional, não é como que funciona isso? Jesus falou, não necessariamente nesse contexto, mas observem os pássaros. Não andem ansiosos, ele fala sobre ansiedade e depois ele fala para observar os pássaros. Tem um estudo bem legal da Universidade de Exeter, no Reino Unido, comparando práticas...

hábitos e falando dessa população estudada ali, uma prática que estava muito relacionada ao bem-estar emocional era observar pássaros. Ficar parado e badado. Ficar lá contemplando pássaros, olhando eles pulando de uma árvore para outra, o som do seu canto. E está inconscientemente, mesmo para quem não é cristão ali que estava fazendo aquilo, de alguma forma estava ouvindo uma mensagem, aquilo que você estava falando. O cérebro estava traduzindo. Tem alguém que cuida.

Mas hoje em dia isso é praticamente impossível. Se você vai no parque, se você vai debaixo de uma árvore, pode estar cheio de passarinho. Se a pessoa estiver lá, ela vai estar com os olhos na tela. Ela não olha o passarinho, ela não vê o passarinho, ela vê só a testa. Exato. E você, Ismael, se apresenta aí, apresenta aí sua obra, fala um podcast. Vai um podcast novo.

Eu falo que os livros todos nascem de alguma experiência que a gente tem de vida. Há uns anos atrás, lendo o livro de Daniel, tiveram dois textos que me chamavam muita atenção. No capítulo 5, eles vão apresentar Daniel, porque o rei tinha um daqueles problemas que ninguém conseguia resolver.

E a pessoa diz assim, olha, esse Daniel é uma pessoa que ela é iluminada. E nele está o espírito dos deuses. E ele tem a capacidade de ver coisas que ninguém sabe. Ele sabe coisas que ninguém sabe. Esse cara é diferente. E lá no capítulo 1 tem um outro texto que ele me deixava muito encucado.

que tem todo aquele desembolar, mas a Bíblia fala assim que o rei os achou dez vezes mais inteligentes do que a média, né? Daniel e seus amigos e Deus deu pra eles toda a capacidade de ter sabedoria e na ciência. E depois o texto que foi o que me fez muito orar um tempo por aquilo. Mas a Daniel, Deus deu a capacidade de interpretar sonhos e visões, né?

Então, quando eu escrevi esse, Iluminados, por causa do capítulo 5 de Daniel, e por causa do texto de Efésios, eu olho para que os vossos olhos sejam iluminados, para vocês conhecerem a esperança. Esse é o livro novo. Esse é o livro novo. Eu escrevi exatamente sobre isso, porque a gente fala tanto de Iá...

Inteligência artificial, a gente fala tanto de inteligência emocional, mas a gente esqueceu de falar de inteligência espiritual. E inteligência espiritual, ela não é só um misticismo. Quando foi eu construir o tabernáculo, Deus pegou lá Bezalel, falou, vou dar para ele criatividade para ele fazer o tabernáculo. José teve uma inteligência espiritual de gestão. E o livro nasceu de uma experiência que eu tive orando há uns anos atrás, onde eu comecei a pedir a Deus criatividade para algumas coisas.

Isso envolvia o trabalho, isso envolvia perceber coisas nos pacientes que às vezes seriam mais complicadas de perceber. E lendo o Tiago, se alguém tem falta de sabedoria, peça a Deus que ele dá liberalmente, ele não censura. Então, a inteligência espiritual não é uma vaidade, não é um poder. Você realmente deixar a vida do Espírito entrar no seu cérebro, e aí sim, a gente brinca tanto em usar 100% do cérebro, mas de Deus realmente fazer aquilo que é impossível.

aos olhos daquele que é cognitivo, daquele que é humano. Então, é um livro que eu misturo também, ciência e tudo, mas é um livro que, basicamente, ele é muito resgate da fé que transforma a mente, da vida de Deus que transforma a mente. Acho que a gente precisa resgatar isso no nosso tempo. E foi uma jornada, para mim, muito legal, assim, quando eu senti que Deus virou...

essa chave na minha cabeça, né? De realmente fazer uma atualização, sei lá, de software, que eu chamo de inteligência espiritual. Legal demais. Então, é estimular vocês a buscar. Muito bom. Muito bom. O equilíbrio. Amém. Amém. Glória a Deus. Que Deus abençoe vocês. Estava doido para receber esse aí, para poder ler. É, esse livro aí foi. Tenho os seus também. Agora eu vou mergulhar. Agora no avião, na volta, você já vai. Não tem a segura agora.

Muito bom. Eu estou muito feliz de receber esses irmãos tão preciosos, que eu admiro tanto aqui. Agradeço demais, Johnny, por aceitar o convite com tanta alegria. Ismael, também por estar aqui mais uma vez. Os dois já são de casa, os dois já participaram comigo de outros eventos. Pude unir vocês dois aqui também, inédito, esse debate desses gigantes da saúde mental do Brasil.

Então eu estou muito honrado de estar aqui assentado nessa mesa com vocês, agradeço a liberalidade, a generosidade, a simplicidade com que vocês compartilham do dom e da formação e da bagagem que vocês carregam, tá? Muito obrigado por participar, quero dar a oportunidade de vocês darem a última mensagem, uma despedida, um recado final, abençoe o nosso povo, dá um recado para a turma.

Primeiro eu que agradeço. Valeu, Jorge. Obrigado, querido. Foi muito bom esse papo aqui com vocês. E uma mensagem que eu deixaria tem muito a ver com o que Ismael falou, isso entrou no meu coração, sobre a esperança. E Hebreus vai dizer que nós temos essa esperança como âncora da alma.

Então, a gente pode ancorar, de fato, a nossa alma, o nosso interior pode estar ancorado na esperança. Mesmo com as ondas, né? Mesmo com as ondas que vêm, a gente tem uma âncora firme para sustentar a nossa alma.

E essa esperança não depende de circunstância, essa esperança depende do caráter de quem prometeu fazer e cuidar de nós. Então se você hoje está passando por um momento turbulento, por dificuldades, você olha e não vê solução, não vê caminho, não vê saída.

Você pode confiar que tem, tem sim, tem esperança. E a nossa alegria, ela não depende das circunstâncias momentâneas, ela depende da nossa esperança eterna. Então, não precisa ver, confia no Senhor que te vê. Não é você ver alguma coisa que muda a história, é saber que Ele continua vendo todas as coisas, né? Então, Deus abençoe você. Amém. Também agradecer, né, Breno.

central e deixar assim o final, uma questão que Deus tem colocado nos últimos anos no meu coração, é de não enterrar talentos.

a esperança não é também só uma esperança escatológica, ou seja, eu vou morar no céu. Tem muito o que fazer aqui e nós esquecemos que não é que um tem mais ou outros talentos, mas a grande encrenca foi viver simplesmente uma vida enterrando as coisas. Então tem muita gente assistindo a gente que às vezes pensa em algo extraordinário, algo grandioso.

à luz dos homens, mas as oportunidades no dia a dia são muito reais. Então, quero te incentivar, fazer umas ligações para as pessoas, visitar aquela pessoa que aparentemente é muito difícil de ser visitada. E aí a gente vai ver esse reino de Deus em ação. Aproveitar realmente as oportunidades que a gente tem no dia a dia.

Isso é muito bom. Não caiam nessa ideia de um Deus que é um Deus de paralisia, de que não deixa você estudar, que não deixa você criar, que não deixa você realmente se conectar com a vida, com a cultura. Que vocês possam sair um pouquinho e realmente entender que Deus tem prazer que você seja ali o Jesus na vida de quem está próximo.

Amém, é isso aí. E de fato, nós queremos incentivar você a ser um cristão genuíno, a viver na contramão desse mundo, a viver os princípios que o Evangelho tem para nós, para vivermos parecido com Jesus e poder refletir a glória dele.

Porque eu creio que a palavra de Deus e o povo de Deus é que tem as respostas. Se o mundo está tão doente, é porque o mundo tem quebrado as regras, quebrado os princípios, andado na contramão da maneira como Deus planejou que as coisas funcionassem. E nós que conhecemos a Deus, que temos acesso à palavra, nós temos as respostas de cura, de saúde para uma geração tão adoecida.

Então coloque em prática, Jesus fala isso de uma maneira muito didática, muito clara, você precisa ouvir as palavras e pôr em prática. Não adianta não ouvir, então se você não conhece, não tem acesso a o que a palavra diz, você não sabe o ouro, o tesouro da sabedoria. Mas só ouvir e não pôr em prática.

Também não adianta. Então aqui ao longo dessa conversa você aprendeu inúmeros princípios da palavra de Deus para você ter vida, ter saúde, para você ser frutivo, ter propósito. Então agora é hora de você colocar em prática, de você ser um cristão genuíno e poder espalhar a cura por onde você for. E óbvio, espalhe também.

Essa mensagem, envie esse podcast para as pessoas que você ama, para as pessoas que você sabe que gostam do assunto ou que precisam de uma palavra, de uma orientação, porque nós cremos que tem muita vida e muita cura de Deus nessa conversa que a gente teve aqui. Então, obrigado mais uma vez, queridos, pela conversa, pela reunião. Obrigado pelo seu tempo, por investir nessa área tão importante. Espalhe esse conteúdo.

Põe em prática e Deus abençoe ricamente a sua vida. Valeu, até o próximo CentralCast.