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Caio Coppolla | Digaí no Fórum da Liberdade

04 de maio de 202614min
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Caio Coppolla é um comentarista político, articulista e palestrante brasileiro, conhecido por posições conservadoras e liberais na economia.Formado em direito pela USP, ganhou destaque na Rádio Jovem Pan, atuou na CNN Brasil e, a partir de 2026, assumiu o "Boletim Coppolla" no SBT News. É influente nas redes sociais, com milhões de seguidores.-As opiniões, declarações e pontos de vista expressos neste episódio são exclusivamente dos entrevistados e não representam, em nenhuma hipótese, a posição oficial dos realizadores e apoiadores do Podcast Digaí. O conteúdo tem caráter informativo. Os realizadores não se responsabilizam por decisões tomadas com base nas informações aqui veiculadas.

Participantes neste episódio3
C

Caio Coppolla

ConvidadoComentarista político
L

Lucas

ConvidadoFotógrafo
M

Maurício

ConvidadoAnalista político
Assuntos5
  • Separação de PoderesCrítica ao Congresso Nacional · Crítica ao Poder Executivo · Ativismo judicial do STF · Concentração de poder e insegurança jurídica
  • Gestão Pública versus Setor PrivadoColaboração para o desenvolvimento · Gestão de pessoas e recursos humanos no setor público · Estímulos e recompensas para servidores públicos · Nova Lei das Estatais
  • Atuação de Lucia na políticaTaxa de reeleição de parlamentares e prefeitos · Emendas parlamentares e perpetuação no poder · Eleições como janela para mudanças estruturais · Importância do Senado no controle constitucional · Eleição de presidentes das casas legislativas
  • Revolução na segurança públicaDoações e adoção de batalhões por empresários · Influência positiva no Estado
  • Jogo de escolhas: Janones ou...Comparação de figuras políticas
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Estado mínimo, ideias máximas.

Tá aqui no Diga Isso, tem uma lista lá, eu acho que tem anos que eu quero te entrevistar, cara. É uma honra. Inclusive eu tenho uns primos que ficam me sacaneando, que eu gosto de estar comentando política. Aí os primos e meu irmão ficam assim, olha o capolinha lá, e fica me chamando. Opa, eu me sinto muito honrado aí. Sabe que a zoação de família é carinho, né? Com certeza, com certeza. Ó, eu vou inverter aqui uma ordem, cara, eu vou começar te dando um presente.

Do podcast, acabei de tirar a sacolinha aqui, que é uma camiseta aí do nosso, enfim, de praticar esportes, estado mínimo, ideias máximas. Tô precisando praticar esportes, não vou te falar que a rotina tá tocada. Pronto, aquela caminhada, malhar, qualquer coisa, fica aí pra gente. Eu já tô na fase assim, andando inclinado, sabe? Imagino, imagino. É triste, é triste. Mas vamos lá, cara. A gente tá aqui no fórum, em Porto Alegre. O Brasil tem jeito. Cara, quando eu falo que o tema é o Brasil tem jeito...

Fazendo uma análise lógica quer dizer que tem alguma coisa quebrada. Com certeza. Seja do lado financeiro, seja do lado institucional, obrigado, seja do lado institucional, seja do lado moral. Sim. O Brasil está quebrado nesse aspecto?

Olha, ele certamente está adoentado, porque a enfermidade traz também consigo essa ideia da possibilidade de cura. Às vezes a coisa se quebra e ela nunca mais é restaurada. Com certeza não é o caso do nosso país. Muito obrigado. Eu sou uma pessoa muito privilegiada. Eu tenho oportunidades que pouquíssimas pessoas têm de percorrer e testemunhar o que existe de melhor no Brasil. Vou dar um exemplo para você. Nessa semana...

Na segunda-feira eu acordei em Alagoas, na terça-feira em São Paulo, na quarta-feira em Goiás, na quinta-feira no Paraná, hoje sexta-feira aqui no Rio Grande do Sul e amanhã eu vou acordar no Tocantins. A agenda está assim, me conciliando com as gravações e tudo. Mas eu quis fazer um esforço a mais esse ano para conversar com o setor produtivo.

para entender as dores dos nossos empreendedores, sejam do campo ou seja da cidade, e ver modelos que funcionam. Então, por exemplo, eu estive recentemente em Joinville, onde a sociedade civil se organizou junto com a classe política para promover um grande recenseamento eleitoral, trazendo os títulos de eleitor para a cidade, para estimular candidaturas baseadas naquele CEP.

Porque dentro do andar da carruagem, a gente sabe que as emendas parlamentares ainda serão uma realidade por muito tempo, quer goste-se delas ou não. Mas a gente percebe que você tem alguns modelos e alguns exemplos pelo país, seja no setor privado, até mesmo no setor público, que se forem replicados.

vão ser um sucesso estrondoso. E um fórum como esse, que discute a liberdade de forma profunda, com uma linha estelar de palestrantes. Muito bom, o line-up está muito bom. Eu estava tendo uma aula no painel que eu participei.

Junto com o Maurício e o Lucas, que são grandes analistas políticos, especializados em mapear o cenário político eleitoral. Então, eu fico muito entusiasmado de ser um agente dessa, lógico, de forma singela, mas dessa cura do país. Para que a gente abandone ideias que historicamente não funcionam.

seja aqui no Brasil, seja no exterior, e começa a olhar para as coisas de uma forma diferente, colocando aí o ônus do avanço da sociedade na iniciativa privada. Mas tem que ser, né? Quem realmente resolve. Deixa eu falar um negócio aqui que você falou que eu achei muito interessante, essa junção do setor público e do setor privado. Até porque aí não tem como a gente viver sem um setor público, infelizmente, eu gostaria, mas vamos lá. No Espírito Santo, eu sou baiano, mas moro em Vitória há 20 anos.

É uma tremenda cidade. É o quê? É uma tremenda cidade. Maravilhoso, é maravilhoso. É difícil querer sair de lá, tá? Lá teve uma iniciativa, o Espírito Santo, não sei se você conhece historicamente, era tomada pelo crime, corrupção em todos os níveis e tal. E ali pelos anos 2000, a iniciativa privada montou um grupo chamado Espírito Santo em Ação, que foi 100% a iniciativa privada. Mas a iniciativa privada foi até o setor público e falou assim, ó, esse é o caminho.

E eles se juntaram, elegeram um bom governador e tal, e ali veio uma sequência. E o Espírito Santo só é o que é hoje, na minha opinião, nesses últimos 25 anos. Hoje, Vitória tem o maior IDH do país em termos de capitais. Tem nota A no Tesouro, tem mais dinheiro em caixa do que dívidas. Isso é loucura pensar em Brasil, loucura no bom sentido.

E foi exatamente isso que você falou. A iniciativa privada que se movimentou conseguiu agitar com o público e resolveu. Então acho que... Vou dar um exemplo pra você. Você tem um grande desafio na gestão pública que é a incapacidade de fazer gestão de pessoas, de recursos humanos. Por quê? Porque virtualmente todo funcionário público, na prática, ele é indemissível.

Então você vê, você tem casos aí, pegar ensino público, professores com problemas graves de assiduidade, absenteísmo na estratosfera, faltando 10, 20% dos dias letivos. O que acontece com esse camarada? Nada.

Pior, muitas vezes ele recebe aumento, porque toda categoria recebe. O gestor público não consegue diferenciar. Independentemente da produtividade dele. É isso aí, o bom profissional do mau profissional. Tem algumas cidades que estão com caixa para fazer isso. Começaram a dar estímulos baseados na assiduidade do professor. Cidades que resolveram o problema de falta, 30%, 40%, oferecendo um 14º salário.

mediante a condição de que esse profissional não faltasse. Por exemplo, o que eu quero mostrar com isso? Quando você incorpora algumas lógicas do setor privado na vida pública, não é a mesma coisa, são regras e universos distintos. Mas quando você incorpora algumas coisas, você pode produzir resultados espetaculares. É só ver o que aconteceu com a nova lei das estatais, em questão de poucos anos.

Empresas públicas que eram deficitárias se tornaram eficientes, lucrativas, com uma governança que deixou de ser cleptocrática, para usar a expressão do ministro Dilmar Mendes, e passaram a focar no seu objeto social dentro de uma lógica do setor público, de governança corporativa. Então, tem muito que pode ser aproveitado. Aqui na cidade que nós estamos...

a revolução na segurança pública do Rio Grande do Sul, mas especialmente... É, me disseram que era muito violento, né? Muito. Porto Alegre, quando eu comecei a visitar, e aí um grupo de empresários, de pensadores, inclusive muito ligados aqui... Ao IEE. Ao IEE, do Instituto Cultural Floresta.

começou a promover grandes doações e adotar alguns batalhões. E isso gerou uma influência positiva no próprio Estado, que também aumentou e aí você criou uma espiral... Aí entra um ciclo virtuoso, né? Sobre essa questão do Estado adoentado, e na questão institucional, Caio? O Brasil, pô, não há. A nossa tripartição dos poderes basicamente não existe. A função...

originária dos órgãos, das três instituições, dos três poderes, também está completamente um congresso equado, um executivo que só quer populismo, populismo, populismo, enfim, roubar, se a gente olhar histórico. E agora a gente também tem um STF, na melhor das hipóteses, falando em ativismo político, na melhor das hipóteses, ironicamente falando, né? Sim. Falando de ativismo político e se tornando, na verdade, o protagonista da história. E aí, é um sintoma dessa doença que a gente está vivendo hoje?

Com certeza. O desequilíbrio dos poderes, não só isso, isso é absolutamente avesso às ideias seminais de uma democracia liberal. Que é o quê?

contenção de poder, restrição de poder, alternância de poder. Então, quando você tem uma concentração muito grande, o Supremo deixa de ser, por exemplo, a casa de guarda da Constituição e de exame da constitucionalidade das leis, e passa a ser virtualmente uma quarta instância que julga qualquer coisa, que consegue atrair para si.

prerrogativas que deveriam ser de outras estruturas do judiciário e muitas vezes da política. Quando você tem o presidente da casa falando que o judiciário se tornou uma força política na vida brasileira e falando isso à luz do dia.

Como se estivesse ilustrando um fenômeno legítimo. E com orgulho, né? Parecia que tinha orgulho ali. E às vezes pior, né? No momento de emoção, ali de forma desabrida, falou que tinha como missão enfrentar e derrotar uma corrente política. Onde já se viu um negócio desse? Isso não tem cabimento. Então, realmente, esse ativismo judicial, essa ingerência nos outros poderes, caracteriza o judiciário brasileiro. Por causa disso, temos muita insegurança jurídica, mas você pontuou bem. Também o legislativo.

ao se tornar sócio do orçamento, ele passa a funcionar como um mini executivo. Então agora, cada parlamentar... Você está se referindo às emendas, né? Isso. Cada parlamentar atua como se fosse um pequeno executor do orçamento público.

E aí você cria essas estruturas de perpetuação no poder. Afinal de contas, é muito difícil para um novo entrante desafiar um candidato que tem 40, 50, 60 milhões de reais por ano para abastecer com bondades o seu reduto eleitoral. E isso entra até numa situação de controle do poder, né? Sim. Porque aí o executivo, na hora que manda as emendas, está ali de forma ou de outra comprando o apoio.

E uma vez esse deputado recebendo, ele manda lá para o município, onde quer que seja, também como forma de compra de poder. Sim, e é por isso que a gente tem ali uma população que é avessa, de certa forma, às estruturas políticas vigentes.

Então, um nível baixíssimo de confiança no Congresso Nacional e nos partidos políticos, ao mesmo tempo, você vai ver que 6 em cada 10 parlamentares são parlamentares reeleitos. Quando você pega a taxa de reeleição dos prefeitos, você sabe em quanto que está? Você não vai acreditar.

81%. Reeleição? Reeleição. O índice de reeleição. Cada 100 que tentam, 80 consegue. O cara tem a máquina no poder, né? Quando você tem os municípios que mais recebem emenda per capita, os 100 principais, sabe para quanto que vai a taxa de reeleição? 98%. Se a gente pensa em governador, vamos aumentar para ver que o sistema se replica. Sim. Quando a gente passa para governador, o índice de reeleição é 90%. Os 20 que tentaram, 18 conseguiram.

Então, realmente, o sistema está bastante viciado. E nós temos aí como sociedade, e principalmente aproveitando a janela de oportunidade que vai existir na mudança de comando do país. Nas eleições agora. Nas eleições. Mudança de comando do país e uma situação de colapso fiscal, ela enseja mudanças estruturais. Da mesma forma que a hiperinflação no começo dos anos 90 foi o que motivou, o que viabilizou.

o plano real, que nada mais é que uma solução liberal para problemas antigos. Reforma administrativa, reforma cambial, reforma previdenciária, reforma fiscal, privatização de ativos. Foi isso que aconteceu.

E falando em eleições, como estão suas expectativas? Porque a gente tem dois terços aí para mudar no Senado, né? E o Senado pode ter um impacto grande na questão do STF que a gente estava falando. Diferentemente do ciclo eleitoral anterior, a questão premente na cabeça do eleitor consciente, mais politizado, se tornou o exercício do controle constitucional a abusos de autoridade do Poder Judiciário. Isso é feito via Senado.

No painel que eu participei, o Lucas Aragão foi muito feliz nas suas observações sobre a importância da eleição dos presidentes das casas legislativas. Então a gente já está numa segunda etapa. Não basta só que a direita faça uma maioria, preferencialmente uma maioria expressiva, mas que ela consiga se articular no sentido de garantir que a presidência da casa...

Fique com uma pessoa, principalmente que não seja refém dos seus próprios crimes, que podem ser abduzidos a qualquer momento por juízes que, ao que tudo indica, vêm abusando do seu poder e vêm usando isso para pressionar essas autoridades. Perfeito, perfeito. Agora vamos lá, que a gente só tem três minutos. Brincadeira com o Caio Coppola aqui. A gente está na PUC e você vai voltar para a faculdade. Show? Que preguiça, meu amigo.

Espero o que vem por aí. E aí você tem que escolher seu novo colega de quarto. Tá bom. Eu vou te dar as opções do colega de quarto. E você vai dizer qual que é não. Esse não. Ou seja, o outro poderia ser. Então ele vai ser. Poderia ser. Vamos lá, hein? Preparado? Preparado. Janones ou Jan Willis? Qual que é o não? Não é o Janones. Janones ou Boulos? Janones. Janones ou Freixo? Janones. Janones ou Glaze Hoffman?

É, foi ficando cada vez mais difícil. Vai. Glaze Hoffman. Glaze Hoffman ou Erica Hilton? Erica Hilton. Erica Hilton ou Flávio Dino? Erica Hilton. Erica Hilton ou Zé Disseu? Erica Hilton. Erica Hilton ou Alexandre de Moraes?

Erika Hilton? Erika Hilton ou Lula? Erika Hilton. Erika Hilton. Caio, muitíssimo obrigado pela sua participação. Valeu, meu amigo. Divertida, divertida brincadeira. Ó, pessoal, é mais difícil de responder do que parece. Do que parece, né? É isso aí. Galera, diga aí, mais um baita episódio aqui no fórum. Muito obrigado, até a próxima. Um abraço.

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