Quando as máquinas pensam: o que sobra para você?
A inteligência artificial não é mais futuro. Ela já chegou — e está mudando tudo mais rápido do que a maioria consegue acompanhar.
Nesse episódio, Wagner Lopes recebe Thiago Otto, estrategista com mais de 5.500 horas de imersão prática em IA e que acabou de voltar do Vale do Silício, onde conversou com Apple, Google DeepMind, Microsoft, Anthropic e outras empresas que estão construindo o futuro agora.
A conversa vai fundo no que realmente está acontecendo: por que essa transformação é diferente de tudo que veio antes, o que o Vale do Silício já normalizou que o Brasil ainda trata como novidade, quais profissões estão em risco, e — a pergunta que ninguém quer responder — o que sobra pro ser humano quando a máquina pensa, cria e decide.
Se você é executivo, empreendedor ou profissional que quer entender onde o mundo está indo, esse papo é pra você.
- Futuro do TrabalhoO que é inteligência artificial · IA como oportunidade e medo · IA como hype vs. realidade · A IA como a maior transformação da história · Diferenças da IA em relação a transformações anteriores · O futuro do trabalho humano na era da IA · Profissões em risco · O que sobra para o ser humano
- Profissões do futuroReduzir pessoas ou potencializar a equipe com IA · Otimização de processos e liberação de tempo com IA · O melhor momento da história para empreender com IA · Profissões em risco: repetitivas e padronizadas · O futuro do trabalho: cuidar de robôs ou pessoas · Criatividade, autenticidade e experiências humanas · A importância de aprender a aprender e se adaptar · Generalismo como habilidade chave
- Transformação organizacionalIA como projeto de TI vs. parte estrutural do negócio · Inovação como disciplina e parte do dia a dia · O papel da cabeça disruptiva e de negócios na adoção de IA · Redução do tempo de entrega com IA · Como usar IA para convencer equipes de TI · Metacognição e aprender a aprender com IA · IA como caixa de ferramenta para criar ferramentas · Resignação competente e a automação de tarefas
- Mentalidade EmpreendedoraRepensando modelos de negócio na era da IA · IA como ferramenta para criar soluções inovadoras · O desafio de fazer o download mental de ideias · A importância de pensar diferente e desafiar o status quo · Simplificação e foco na dor do cliente · O futuro dos sites e aplicativos com IA · Skin in the game e a mentalidade de teste e aprendizado · A demanda por serviços similares e o diferencial da construção de negócios
- IA Vale do SilicioOrquestração como conceito chave na era da IA · A necessidade de conhecimento lateralizado e multidisciplinar · Fim do colaborador individual e ascensão da liderança de agentes de IA · KPIs de liderança para analistas e estagiários · Ultra personalização no nível individual · Adaptação de conteúdo e abordagem de clientes com IA · A importância da mudança de mentalidade e abertura ao novo
- História pessoal e trajetóriaDesafios pessoais e a busca por um novo propósito · A descoberta da IA através do YouTube · A decisão de se dedicar à IA · Imersão e preparação para a era da IA
- Trilha: Especialistas em perguntasO papel do estrategista e a importância das perguntas · IA como ferramenta para clarear o caminho e obter respostas · Estudando como fazer boas perguntas · Vulnerabilidade e a busca por orientação da IA · Os quatro quadrantes do conhecimento e a IA · Qualidade do que entra e qualidade do que sai na IA
- O Papel da Criatividade e o Medo no MercadoJovens criando ferramentas e o mito do multibilionário instantâneo · A importância do conhecimento de negócio e traquejo · O custo do software tendendo a zero com IA · A necessidade de reinventar modelos de negócio · Segurança e confiabilidade como diferenciais de grandes empresas · Casos de sucesso de startups com IA · O fator humano e a resiliência no empreendedorismo
- Reflexões sobre o FuturoIA Geral (AGI) até 2027 · Limitações humanas em ética, julgamento e inteligência emocional · O futuro da liderança: humanos ou máquinas? · A importância do discernimento e bom senso · IA bem treinada, sem vieses e com objetivo de melhorar a humanidade
Fala pessoal, como é que vocês estão? Tudo bem por aí? Já se adaptaram com essa nossa nova cara, esse novo viés agora do CS Next? Pois é, deixa eu perguntar uma coisa para vocês antes da gente começar esse papo aqui.
Quando tu escuta alguém falar de inteligência artificial, o que vem na tua cabeça? Oportunidade? Medo? Um pouco dos dois? Ou isso é coisa do futuro? O que passa? Ou assim, hype, né? Muita gente, ah, isso é hype!
é uma bolha, eu não tenho que estar prestando atenção, eu tenho que estar ganhando dinheiro agora com o meu negócio. E por isso que hoje eu trouxe o Thiago Oto, que ele é um estrategista, ele vai falar um pouco mais de si, e para a gente, de repente, esmiuçar um pouco mais disso e entender o que vai sobrar para ti agora nessa era que as máquinas estão pensando. Thiago, seja muito bem-vindo no Conversos Sustentáveis. O Thiago é uma aproximação que foi feita de uma grande amiga, da André, que gravou um podcast com a gente lá na COP.
Então, assim, agradecer publicamente aqui também para a André ficar registrado, assim, meu agradecimento. Mas bora lá, Tiago. Quem é o Tiago? Por que o Tiago entrou nessa era, nessa onda da IA? Falou assim, ou eu entro ou eu vou estar fora. Como é que foi isso, cara?
Vamos lá, obrigado pelo convite, Wagner, animado aqui pelo papo. É sempre um prazer compartilhar um pouquinho da minha história e um pouquinho de como eu cheguei na inteligência artificial. E essa trajetória passa por um momento bem pessoal, bem particular, mas que eu gosto de contar, acredito muito que isso conecta com pessoas.
E quando a gente está falando de inteligência artificial, eu costumo dizer que quanto mais humano a gente for no futuro, melhor, porque a tendência é que as coisas sejam mais artificiais. E a minha história com o Iago... Você vai dar um bom corte, já. Já dou um corte.
A minha história com o Iá, ela acontece como consequência de três fatos que aconteceram na minha vida. Então, entre setembro de 2024 e janeiro de 2025, eu descobri que quase tive um câncer. Eu, depois de três meses, minha ex decidiu seguir a vida dela, a gente se separou. Isso tinha sido seis ou sete meses depois do pedido de casamento, que também, enfim...
Fica talvez para uma outra conversa compartilhar com o tio. E em janeiro, para concluir a tríade, eu fui desligado da última empresa que eu trabalhei devido a uma reformulação da liderança.
E nesse período, toda a parte de quem sou eu, como eu respondo quem é o Tiago Otto, teve uma evolução muito grande depois desse período, porque eu digo que há um ano e três meses atrás eu estava completamente desassociado de qualquer instituição e com a possibilidade de poder ter tempo para pensar no que eu queria fazer da minha vida.
Considerei fortemente fazer um ano sabático em 2025 e eu postergo esse sonho depois de ter passado ali uns 10 dias no YouTube, que minha vida era acordar, deitar no sofá, ligar a TV e eu comecei YouTube, YouTube e ocasionalmente o algoritmo me manda IA.
e eu começo a assistir podcast, assistir adolescente fazendo teste de ferramenta, influência que eu desconhecia até então, tanto brasileiro quanto internacionais, e daí vira e mexe, puxa o computador, faça um teste e fala, pô, interessante isso aqui, pô, interessante isso aqui. Porque até janeiro do ano passado, eu era um usuário, eu costumo dizer, eu era um usuário que usa o chat APT como Google 2.0.
E como eu caio na IA? Eu caio a partir desses dez dias de profundo dedicação barra depressão ali assistindo YouTube, de entender, pô, não existe um futuro sem inteligência artificial. Não existe a menor possibilidade de, com todo o meu histórico de carreira, e a gente já vai falar mais sobre isso, eu ser mais competente, mais capaz, mais rápido, mais inteligente.
do que eu posso ser com o IA. Então, daquele momento em diante, eu tomo uma decisão de, vou postergar meu ano sabático, e eu entro numa caverna durante nove meses, meia dúzia de pessoas sabiam exatamente o que eu estava fazendo, mas eu estava realmente me preparando para esse momento que a gente passa a viver agora.
Então, fazendo projetos, fazendo mentoria, participando de comunidade, de hackathon, implementando algumas soluções minhas, depois começo com treinamento executivo, e aí vai escalando esse negócio, eu tenho a oportunidade de fazer também uma startup, tive a oportunidade de apresentar o pitch desse startup no Vale do Silício, mas enfim, em um resumo, como eu venho parar na IA...
é essa clareza de que não dá para viver sem mais. Então eu precisava estar com tudo que eu pudesse no dia a dia.
Perfeito, cara. Já a gente pegando justamente esse gancho que tu falou, assim, não dá mais para viver sem, né? Acho que todo mundo fala que a IA é a maior transformação da história, da humanidade. Mas às vezes a gente escuta isso de várias outras coisas, né? Não, isso aqui é a maior revolução. O que isso tem de diferente de tudo que veio antes?
Legal. O principal ponto para mim é que o que muda é que tudo que veio antes, a gente ainda conseguia justificar ou imaginar o que seria o posterior disso em relação aos humanos. Então, quando você provoca ali...
o título do podcast, o que sobra para os humanos. Sei lá, se a gente pensar na época que andávamos de cavalo e começou a ter o primeiro carro na história, você tinha a possibilidade de continuar sendo motorista. Então, você meio que mudou o modal, mas beleza, sempre tinha um próximo passo.
Indo nessa mesma linha, tive a oportunidade, já adiando algumas vezes, de Waymo, que é um carro autônomo. Um carro autônomo, que inclusive, fica como curiosidade, ele é a maior aplicação de inteligência artificial para a saúde. Ele tem um potencial...
de nos próximos anos, a partir de 2035, se eu não me engano, já é projetado dele salvar 10 milhões de vidas por década. E não tem nenhuma doença que a gente consiga equiparar isso. Só para você ter uma ideia, tem três tipos de cânceres que se a gente curasse, descobrisse a cura hoje, ele não seria tão relevante quanto o carro autônomo.
Então, ao mesmo tempo que eu consigo traçar esses pontos de, caramba, o carro autônomo da Google é a melhor aplicação de A para o bem-estar social e para a saúde geral da população? Sim, mas ao mesmo tempo, onde foram parar os motoristas? Esse eu acho que é o ponto que muda o porquê que essa tecnologia é tão diferente de todas as outras que a gente estava acompanhando na história da humanidade.
Então, o cara que antes andava de cavalo ou dirigia uma carroça, uma charrete, ele teve a oportunidade de evoluir, de continuar como motorista de um carro a combustão. O momento que a gente está tendo agora, ele tira em algumas carreiras a oportunidade de você seguir nela.
Por quê? Porque vai chegar um momento que não vai fazer sentido a gente falar que dirigia máquinas de duas toneladas a 120 por hora.
nas estradas, uma pessoa que tem estresse, que tem sono, uma pessoa que briga no trabalho, na família. Então, quando você para para pensar nessas relações de futuro, faz sentido a gente não poder, num futuro talvez 20, 30 anos à frente.
contar para os nossos filhos e netos. Não, a gente podia dirigir esses carros. Como assim? Eu realmente projeto que isso possa ser algo assustador daqui duas, três décadas. Vocês podiam dirigir isso livremente pela cidade? Não tinha restrições? Não, até tinha algumas restrições e leis, mas, veja, essa é a grande mudança. A mudança que... E aí?
Onde vão parar os motoristas? Quem gosta de dirigir, por exemplo, como hobby, como passeio, onde eu vou colocar esse tempo de, às vezes, quase ritualístico, de passear, de andar de carro, eu particularmente gosto muito. Como fica isso nesse futuro onde máquinas substituem coisas que humanos estavam acostumados a fazer, seja como propósito, seja como profissão?
Deixa eu te trazer, seguindo nessa mesma provocação, agora a gente entende que o nosso público, pelo menos o do Conversa Sustentável, agora a CS Next, sempre foi majoritariamente constituído por executivos, empresários e investidores.
Então eu quero trazer para o lado agora empresarial um pouco do que eu vou te dar com base nisso aqui que a gente está falando mesmo, para não perder o eixo. Eu tenho muitos parceiros ainda que eles querem aplicar a IA, mas eles não sabem. Outros, acho que é balela, ah não, isso aqui não vai ter como porque ela precisa de um senso crítico e não sei o que. Só que tem uma coisa que eu vejo em comum.
em algumas empresas que estão tentando aplicar. Elas ainda tratam isso como um projeto da área de TI, da galera, não como uma parte estrutural do negócio, de entender, cara, olha só, não tem como mais isso não estar verticalizado na empresa. Por que você acha que ela ainda está setorizada para alguma área? Olha lá o responsável de inteligência artificial, olha lá o cara de tecnologia.
Essa é uma pergunta que tem várias camadas de reflexão, eu vou tentar abordar algumas aqui. A Maria vai falar a hora só dessa pergunta. O primeiro ponto, assim, eu gosto de fazer uma comparação com inovação. Algumas empresas trabalham com a área de inovação, né? Você fala, nossa, que legal, tem uma área de inovação. Para mim, inovação é uma disciplina, é algo que deveria ser para todos. É que nem você escreve e-mail, você usa o Slack ou alguma ferramenta de comunicação, então, então, Então,
Você manda mensagem, você sabe usar as ferramentas do dia a dia. Para mim, inovação realmente deveria ser parte da formação de um executivo. E inovação, às vezes, é confundida, que você não precisa reinventar a roda. Se você faz a mesma coisa, melhor ou mais rápido, você já está inovando com aplicações e novas tecnologias. E A ainda corre esse risco.
de entender que o time de TI que tem que fazer a implementação, tecnologia que precisa aprovar, homologar ferramentas, etc. Nesse sentido, eu vou numa direção contrária de que, em geral, o que movimenta as empresas...
é a cabeça disruptiva, a cabeça de negócios, de querer fazer as coisas de uma forma diferente. E eu tenho falado, trabalho diretamente com líderes sêniores, executivos, CEOs, diretores, e muito do que eu falo é o seguinte, beleza, você pode hoje estar desconfortável de colocar alguma implementação para dentro em relação ao IA. Tem várias discussões sobre segurança, segurança de dados.
compliance, etc. Mas se o seu time de negócios falar que consegue diminuir pela metade o tempo de delivery da sua esteira de processos hoje, de projetos, de novos produtos, você não vai dar um jeito de colocar isso de alguma forma? Porque está falando que diminui na metade o tempo de evolução. Então, nesse sentido, o que eu incentivo as pessoas é principalmente...
começarem a utilizar. Quem ainda não usou ou usa muito básico, senta com o Chatpt, com o Cloddy, com o Gemini, tenha uma conversa profunda, faz alguns testes. Se não sabe como usar, é a primeira ferramenta que nos permite perguntar para ela própria como usar, personalizada para mim mesmo. Então explica quem você é, onde você trabalha, o que você faz, manda o link do teu LinkedIn e fala, ó, nunca usei IA.
Me dá 10 ideias de como eu poderia usar IA em negócios para convencer o meu time de TI que a gente deveria acelerar a adoção empresarial na empresa XPTO. Sabe que, Tom, parênteses, exatamente esse playbook eu apliquei para mim, né? Legal. Quando eu comecei a aprender...
eu tipo assim todo mundo entendo que poucas pessoas dentro do meu nicho que tem profundidade que ficavam assim que olhar e tal principalmente o Pedro meu conselheiro ele cara tem que tá olhando tem que tá olhando assim eu falei meu eu acho que boa parte do que eu tenho de conhecimento eu devo muito ao Pedro tem que ficar enchendo meu saco lá no início com ninguém tava falando e aí eu só que ele dava informação completa de cara vai atrás vai atrás e aí eu
E aí eu fiz isso aí, olha só. Eu botei exatamente isso. Meu conselheiro, ele tá me dizendo que eu tenho que usar a Interfrancia Social. Por que eu preciso usar e onde é que eu vou aplicar no meu dia, sabe? Então, assim, foi basicamente esse mesmo input aí que tu tá passando pra galera.
Legal, legal. E eu vou pegar gancho no que você acabou de falar, que também é um tema que para mim, em termos de IA, é muito importante, e eu falo bastante disso, é metacognição. Então, para quem está assistindo e não conhece, o conceito meta é pensar sobre pensamento, metacognição, aprender a aprender, analisar a análise. E uma das coisas que eu uso muito, e recomendo como disciplina para todo mundo,
É exatamente essa metacognição. Então, pensa no caso do que você acabou de dar exemplo do Pedro, do seu conselheiro. Você poderia ter perguntado, cara, chat EPT, Gemini, Cláudio, por que o Pedro, está aqui o LinkedIn dele, está aqui um podcast que ele falou com a transcrição, está aqui tudo que eu sei sobre ele, o que esta pessoa está vendo sobre Iá que eu ainda não vi?
Pesquise na internet e me dê 20 links de temáticas, acontecimentos e atualidades que justificam por que ele, na posição que tem, conhecimento que tem, histórico que possui, está pensando e me orientando a usar mais para quem eu sou. Então isso também ajuda você, sabe, tirar a cabeça da água ali, entender o que está acontecendo, pensar no que eu posso usar. Então acho que vale compartilhar aqui também com o teu público, com a tua audiência.
Não, ótimo. E sabe, Thiago, que eu até quero depois trazer um pouco dessa velocidade que tudo tem acontecido, só que eu olho muito como meu lado de empreendedor, né? O meu sócio, ele fala assim, meu, a tua qualidade é que tu tá sempre um passo à frente.
Mas o teu defeito é que tu também tá sempre um passo à frente. Tipo assim, tu tá sempre. E eu acho que uma das coisas que eu tô tentando traduzir hoje pra minha vida, e eu tenho instigado também os meus amigos a se provocarem de algo que eu também ainda não tenho a resposta, que é como é que a gente pensa um negócio sem ser da forma que a gente pensou a vida inteira, sabe? Porque eu falei, cara, não adianta mais eu... Porque assim, no final, eu quero ser RM, tá? Mas por que eu quero não ser RM?
porque eu preciso dessa informação. Mas se eu tiver algo que já me dê isso, eu não preciso mais não saber. O que que no fundo eu quero e o que que no fundo a minha empresa precisa estar fazendo e como vai ser feito de uma maneira diferente isso, né? Como é que tu enxerga a construção dos negócios ou a transformação dos negócios nos próximos anos? Porque vai acontecer, eu acho que não tem mais como a gente pensar negócio como a gente pensava. Às vezes, quando alguém me traz um conceito...
E eu falo, cara, mas isso aí já não funciona mais, ou não vai funcionar daqui a pouco mais. E, para mim, às vezes eu não sei se eu estou muito adiantado e já estar pensando nisso, ou se eu falo para o cara, cara, é o seguinte, velho, desiste de tudo que tu já conheceu e vamos começar uma outra parada. Será que eu estou sendo muito radical?
Não, pelo contrário, Wagner. Cara, uma coisa que eu costumo dizer e falar com executivos, empresários, é que pensa a IA como uma caixa de ferramenta de criar ferramentas. Então, pensa numa situação cotidiana sua. Pô, preciso marretar alguma coisa, não estou encontrando um martelo. Sei lá, pega um livro, você consegue fazer o trabalho ali, mais ou menos, um pedaço de tijolo, uma pedra.
A IA, toda vez que você olhar para o lado na tua empresa e falar, não tem uma ferramenta para isso, você pode ter. Você só precisa visualizar a ferramenta que você quer criar e, através da IA, pedir orientação ou ajuda, ou para que ela mesma desenvolva, seja o plano, seja a execução, para que você construa a ferramenta que você não possui. E qual que é o grande desafio para mim, para as pessoas?
A partir do momento que a gente pode criar qualquer ferramenta, essa ferramenta pode ter uma aparência que nunca teve antes. E talvez uma aparência que só estivesse na sua cabeça. E esse é o grande desafio. Fazer esse download mental num contexto empresarial, num contexto corporativo, num contexto de negócio, que as pessoas tendem a se habituar com o status quo.
Eu ouvi um termo em um dos trabalhos que eu venho fazendo, que é sobre resignação competente. Ou seja, aquela pessoa que sabe que tem uma dor, sabe que o processo é horrível, ela perde tempo com aquilo, só que ela assume que aquilo é o mal necessário para o escopo de trabalho dela.
Então ela acaba matando a própria competência. Por que eu digo isso? Porque é o melhor momento para a gente pegar tudo que dói e resolver.
Então, tem um processo de copy-paste de alguma coisa que eu odeio fazer. Vamos automatizar. Explica isso para o Maiar, pede ajuda para ela fazer o código, faz um protótipo, valida o protótipo, entrega para o teu time de TI e pede para ele implementar isso em escala. Acho que nunca fez tanto sentido o slogan da Apple, de pensar diferente.
Pensar diferente, exato. Porque, assim, Steve Jobs pra mim é uma das maiores inspirações, assim, é um cara que... Os caras, ah, mas fez isso. Eu falo, cara, qualquer gênio vai ter suas loucuras, sabe? Então, assim, eu falo, eu que sou, mais ou menos, tenho defeito pra caralho, tu não fez nada grande, tenho defeito pra caralho, imagina o cara que tava mudando o mundo, né? A forma do mundo pensar, como ele mesmo diz, né? Pense diferente. O grande ponto, que eu acho que é sempre, assim, como pensar diferente...
sem parecer desse maneira clichê e num mundo que tá tão dinâmico, né? Porque, assim, o que estamos discutindo agora pode ser que no próximo podcast que a gente grave já não seja tão verdade mais a mesma coisa.
Eu acho que tudo que for em relação a ferramentas, concordo, fundamentos tendem a se manter. Sobre o ponto da Apple, eu vou com outro ponto que eles também trazem, que é sobre simplificação. Então, acho que a gente tem oportunidade de desafiar essas novas soluções buscando simplificá-las.
buscando assim, focar simplesmente na dor. Eu tive recentemente no Vale do Silício, nos últimos cinco meses eu fui por duas vezes lá, fiz uma imersão em IA em distintas empresas, a última vez foi semana passada. Inclusive, tive a oportunidade de falar com Apple, Google.
Microsoft, DeepMind, Anthropic, Vercel, GitHub, foi bem legal. E uma das conversas que teve lá, que às vezes as empresas menores se destacam muito mais, eu tive uma conversa com uma empresa que chama AI Agent Growth. E o que essa empresa faz? Ela é uma priorização de busca por LLM.
Então é um cara que está se especializando em criar blogs, só que os blogs são escritos para agentes de IA. Por que eu estou falando isso? Parece que fugir do assunto da pergunta. Porque ele chega para a empresa e parte do desafio dele é convencer que você nem precisa ter um blog público. Porque tecnicamente falando, se você escrever um blog sobre a sua empresa simplesmente trabalhando as intenções de compra, ou seja...
as objeções, os focos, o que seu produto soluciona, isso é suficiente para o agente de IA, que está entrando lá, o Google, por exemplo, que está começando até aquela parte sugestão da IA, que ele já está fazendo um processamento de LLM ali por trás, só o agente precisa ler. E você, que é agente, vai ter essa tendência de qual é a dor.
Ah, eu preciso descobrir tal coisa. Se nas duas primeiras linhas o Google me respondeu, eu não preciso mais entrar nos links azuis, nos links indexados. Então, no limite, qual que é a consequência do que esse site está fazendo? Eu não preciso ter mais site e eu não preciso ter mais aplicativo. Pô, sei lá, preciso agendar exames. Se eu puder mandar no meu WhatsApp para o meu agente, olha, eu preciso fazer agendamento de exame, olha a minha agenda, vê o que eu tenho disponível.
Olha os lugares que eu já costumo ir, que você já sabe. Faz o agendamento e confirma para mim por mensagem o app do convênio, o app do hospital. Eu não preciso ter mais nada disso. Então, o ponto aqui, a provocação, é como você pensa na solução da dor da forma mais simples possível. É que eu acho que eu tenho que pensar até de uma maneira reversa, né, de tudo. Total.
Porque, pensa, a forma, pelo menos, que os exercícios que eu tenho feito aqui, até de oportunidade de negócio, assim, a gente tem discutido muito o que a gente está construindo, da maneira que a gente está construindo, e eu sou um cara que, um outro defeito meu, que também pode ser uma qualidade, é que eu sou muito skin in the game. Então, vamos apostar, cara, vamos vazar, vamos ver o que vai dar. Mas se der errado, não deu errado, a gente faz outra coisa, a gente testa aqui e valida.
Mas eu acho que... E as provocações também que eu tenho muito, esses tempos aí, acho que eu no outro domingo, liguei meu sócio, era 10 horas, né? Eu tava fretando aqui, pensando no bagulho, e eu disse, cara, eu acho que tá todo mundo caminhando pra essa direção, a gente tem que pensar alguma coisa diferente, velho.
Porque está todo mundo desenhando a mesma coisa, faz isso, faz aquilo. Claro que tem um certo momento que não é só sobre ser genial o tempo inteiro, mas de pensar um pouco diferente do que está todo mundo pensando, porque é um momento que as empresas vão ter uma demanda muito grande de serviços similares e coisas. E essa forma de construir um negócio, eu acho que vai estar um grande diferencial que aí vai entrar no outro ponto que eu quero trazer para ti.
que é a gente tá num mundo que as respostas estão aí, mas como é que a gente faz essas perguntas? Como é que a gente cria a pergunta correta, né? Ah, acho que tem um puta desafio nisso aí, né? Total.
Essa pergunta, ela particularmente traz um momento da minha carreira. Eu tenho uma carreira executiva, grandes empresas, multinacionais, metade da carreira em finanças e metade em estratégia.
E sempre foi meu desejo fazer essa migração para a estratégia, para ficar mais próximo de tomar decisão, para poder ajudar no direcionamento da empresa, algo que sempre me atraiu. E eu lembro que quando eu fiz essa transição, teve um profissional que eu sempre admirei muito, que é o Fernando Abegão, depois eu vou até mandar essa conversa aqui para ele, para ver se ele se lembra desse momento. A gente estava numa confraternização, e ele falou, cara, deixa eu te dar uma dica aqui.
Você vai ser o estrategista agora da empresa, é essa a tua carreira. As pessoas vão vir até você como estrategista da empresa achando que você tem resposta para tudo. Isso nem sempre vai ser verdade. Ou porque não é teu escopo, ou, daí ele me deu a dica, porque você não sabe e vai precisar ganhar tempo.
Daí você se vira atrás disso. Mas você obrigatoriamente tem que ser a pessoa com as melhores perguntas da empresa. Por quê? Porque geralmente a resposta do que a gente busca já está dentro da pessoa que está te perguntando. Ela só não tem ferramental para clarear o caminho.
E eu lembro que eu levei isso de forma obsessiva, tem livros aqui atrás que eram só de estudar sobre aqui e em outros lugares, como fazer boas perguntas, qual é a ideia de boas perguntas. Eu fiz especializações em liderança orientada a perguntas no MIT, então, boas perguntas no final do dia é um negócio que me toca bastante.
E qual que é o momento da IA? Primeiro, se você já tem boas perguntas, você já está um passo à frente. Mas é a primeira ferramenta que também te permite você se vulnerabilizar a ponto de falar eu nem sei o que eu te pergunto. E eu acho que essa parte que as pessoas precisam começar é uma musculatura nova.
de exercício realmente, para quando você travar, quando você não souber o que você precisa ou deveria saber, você pode perguntar para a IA como ela te orienta a dar o primeiro e próximo passo. Vou dar um exemplo de um outro frame que eu gosto bastante, que são quatro quadrantes. Tem coisas que eu sei que eu sei, tem coisas que eu sei que eu não sei, tem coisas que eu não sei que sei.
e tem coisas que eu não sei que não sei. Quando você enxerga esse frame e se familiariza com esse frame, quando você estiver fazendo qualquer tipo de atividade com a IA e não souber o que perguntar, você pode simplesmente falar para ela, olha, baseado no contexto da nossa conversa, eu estou com dificuldade de fazer a próxima pergunta. Ou...
te direcionar para o próximo passo. Talvez eu não tenha as capacidades, especializações e conhecimentos para isso. Então me ajuda aqui a lateralizar o meu pensamento, a expandir o meu pensamento, para você me dar novas ideias de como a gente pode caminhar a partir de onde estamos até agora.
reconheça a vulnerabilidade e pede ajuda para a IA para você poder aí sim fazer as melhores perguntas, as melhores orientações. Então, esse eu acho que é um ponto matemática extremamente relevante, que diz muito também sobre um outro conceito que é básico em IA, qualidade do que entra, qualidade do que sai. Então, quanto melhor você curar o que você está mandando para a IA,
com suas perguntas, com seu conhecimento, com sua perspectiva, melhores serão os resultados. Deixa eu trazer um outro ponto de vista, um outro ponto de vista não, uma outra situação aqui. Com essa questão de tudo que tem mudado, que tem trazido, tu prefere hoje, se tu fosse ali com uma empresa,
reduzir o número de pessoas e trazer mais inteligência artificial ou manter o que tu tem e potencializar a galera para produzir mais para que tu seja mais efetivo e crescer. E já nisso pensando já também que profissão que tu não recomendaria para o teu filho mais? Fala, cara, esquece.
Legal, vou anotar aqui para não perder o fio. Sobre a primeira pergunta... Antes de começar, só uma pausa, vou ter que abrir aqui, meu cachorro está enchendo meu saco para sair de casa, está aqui batendo no meu pé, só deixa eu abrir o portão para ele. Tranquilo, vai lá, vai lá. Estamos na área.
Sobre a primeira pergunta, nunca cortar como primeira opção. Esse eu acho que é o grande problema do futuro da IA. Eu costumo dizer que eu sou otimista em relação ao potencial e pessimista em relação às consequências.
Porque hoje a gente está num mundo que tende a essa eficiência a todo custo e terceiriza essa percepção humana e dos impactos sociais. E como que eu coloco isso em perspectivas menos filosóficas aqui?
É o seguinte, beleza, você tem a opção de cortar seu time hoje com IA? Tem. Segundo o Vale do Silício, entre 30% a 50% de qualquer empresa hoje já é automatizável com inteligência artificial e robótica. Talvez a gente ainda não tenha só escala para fazer isso, ou conhecimento em escala.
mas vai chegar. O meu ponto é, quando o empresário, quando o executivo, ele começa a entender o potencial da IA, o que muitas vezes ele, como líder, como executivo, consegue fazer se ele separar uma, duas horas por dia para ficar na frente de um cloud code conversando com linguagem natural e criando coisas.
O pensamento que ele tem que fazer tem duas direções. O primeiro pensamento é, nossa, realmente, estou entendendo aqui que tem alguns processos da minha empresa que eu demorava dias ou semanas e que eu vou conseguir fazer com horas. Ótimo. Isso vai liberar 50, 60, 70% do tempo da tua empresa. Algumas pessoas vão pensar, beleza, eu posso operar a minha empresa com menos pessoas.
O contraponto que eu trago para esses líderes é, se o seu competidor fizer o contrário, ele te expulsa do mercado. Por quê? Porque se você mantém a sua empresa no crescimento que você vinha tendo, com um terço do seu time, por hipótese, se você mantiver 100% do seu time, você dobra a sua empresa na metade do tempo, ou menos.
Você gera muito mais produto, você gera muito mais serviço, você aumenta a proposta de valor, você acelera tudo o que você precisa desenvolver, você ultra-personaliza o atendimento do teu cliente, você consegue entregar, às vezes, projetos que podem virar spin-offs e múltiplas empresas dentro da empresa. Tudo isso para dizer que, para quem, principalmente, teu público empreendedor...
É o melhor momento da história para empreender, porque você tem superpoderes com a IA. E isso também se aplica, eu tenho falado muito para o mundo cooperativo, entre empreendedorismo, todas as ferramentas, processos e tarefas que as pessoas odeiam fazer, cria uma solução com IA que resolve sua vida naquilo. Então, é um excelente momento a se aproveitar. E, vamos ler.
Não, eu já ia puxar sobre a profissão do filho, mas... Vai firme que eu vou depois seguir aqui, porque o pessoal já sabe, né? Eu tenho meu roteiro, mas vai vendo coisas na minha cabeça, eu vou escrever... Eu digo que quando eu faço o painel com alguém, né? Eu escrevo o painel e mando pra galera, ó, é isso. Mas assim, ó, estudem mais do que eu tô botando na prova, eu brinco com a galera, porque é bem comum de eu chegar e puxar pro outro lado e falar, né? A galera, não, não, relaxa que já tá tudo sob controle.
Boa. Então anota o que você ia falar e eu vou falar agora sobre a produção. Tem dois lados aqui. O primeiro, esse talvez um pouco mais catastrófico, mas ele estica a corda para a gente depois fazer a volta disso. Eu ouvi uma frase que eu gostei bastante, que é o seguinte. No futuro...
se você não cuida de robôs ou pessoas, você não vai ter profissão. Eu gostei bastante dessa frase. E numa primeira leitura parece ser muito catastrófico. Mas, se você parar para pensar, a função de líder...
passa por cuidar de pessoas, passa por entender como eu desenvolvo as pessoas, como eu extraio o máximo, como eu ajudo elas a encontrar o propósito, como eu otimizo o performance. Então a gente já tem esse hábito de ter um hard care com as pessoas, ou deveria ter. É muito do que eu prezo, pelo menos. Então, talvez essa seja uma primeira linha base.
Se o que você faz está diretamente associado a cuidar de robôs e cuidar de pessoas, você está bem tranquilo em relação a isso. Um outro caminho seria tudo o que envolver criatividade, sua autenticidade e a sua forma única de ser.
Como eu falei no começo, no mundo cada vez mais artificial, as relações se valorizam, a autenticidade se valoriza. A gente já viu na internet imorta o conceito...
tem mais produção artificial hoje do que humana, eu acho que muito em breve a gente começa a ter ranço, por exemplo, de produções artificiais, para ter isso que a gente está tendo, uma conversa. Que apesar do digital pela distância física, estamos aqui conectados e trocando aqui conhecimento e tendo esse papo. Então, tudo que fornecer experiências humanas, eu também acho que é um caminho interessante de...
de se pensar. Outra perspectiva é para onde não ir. Para onde não ir é tudo que é repetitivo e padronizado. Aqui eu acho que estão os principais as principais dois.
Vou dar exemplos baseados em dados. Nos Estados Unidos, por exemplo, hoje, a gente já tem uma tendência de queda das pessoas indo para a faculdade. A gente já tem geração Z dando mais privilégio para trabalho braçal ou operacional do que fazer um curso. Por quê? Porque há uma incerteza muito grande de, bom, beleza, se eu fizer engenharia de software hoje, estou entrando na faculdade em 2026, me formo em 2030.
O que será de mim? Eu tenho sérias verdades para dizer. Dinheiro de software em 2030, com a velocidade que a gente está tendo hoje, vai ser IA. Vai ser advogados, por exemplo, que têm muito envolvimento de padrão, que está muito relacionado à linguagem, padrões de linguagem.
também no futuro, isso deve mudar bastante. Então, tudo que a gente pensar que tem padrão e é repetitivo, evitar o máximo. Um outro frame complementar é esse, se o seu trabalho for extremamente científico, é uma ponta da corda, e extremamente criativo, é outra ponta da corda. Então, se é algo que só você sabe no mundo e ainda não chegou lá, legal, é um bom caminho.
ou extrema criatividade, como eu já tinha falado. O contraponto desse cenário é que, se você está... Você perguntou, no caso, se indicando para o... Eu não tenho filhos, mas se fosse uma indicação para um filho de um melhor amigo. Para você ser muito profundo cientificamente, 10 anos, a partir de hoje.
E é muito difícil a gente tentar entender o que vai ser o mundo daqui a 10 anos. Então, enfim, no final do dia, se eu tivesse que resumir num tweet, use inteligência artificial para descobrir quais são as melhores habilidades e o que mais entusiasma seu filho e aposte nisso como a autenticidade dele. Use a IA para potencializá-lo.
Deixa eu te... Aqui eu vou fugir um pouco disso, porque tem uma coisa que tem acontecido, eu tenho visto no mercado, que tem me incomodado um pouco, e eu quero saber a sua percepção, né? Então, não é que eu seja o certo, mas a maneira que eu vejo que estão colocando, eu acho errado. Vejo muito influencer hoje...
e fala não porque era daí agora eu acho que isso também causa um medo também nas pessoas que é você tem que perceber que agora uma criança de 15 e 16 anos ela pode fazer uma ferramenta e ser nova bilionária da Eita todo mundo querendo criar agora ferramentas
Só que o que é, na minha visão, o poder pode, a ferramenta vai estar ali, tá? Só que tu pega ali uma criança, um jovem de 15, 16, 17 anos, ele tem a ferramenta, mas ele não tem conhecimento de causa de negócio, ele não entende com profundidade o que acontece dentro de uma empresa, ele não sabe o que é uma negociação, ele não sabe lidar com gente grande, ele não sabe negociar contratos grandes. Eu acho que para tu entrar nisso, tu tem que ter uma outra coisa, né?
Muito além de saber criar ferramentas, né? Tipo, eu acho que isso é uma coisa...
Sim, existe. Pode, não estou dizendo que não. Só que eu vejo muita gente trazendo isso como se fosse uma verdade absoluta. Seja agora um multibilionário, com a inteligência artificial. E eu acho que ela vai potencializar quem sabe fazer. Que é o que eu, acho que até compartilhei contigo a frase do Naval, que o Vibe Coding é quase um game, mas desde que tu saiba o que tu queira fazer.
E entra também numa outra esfera pra mim, que a galera fala, ah, o cara criou uma ferramenta agora que vai combater com a SAP. Porra, brother, eu não tô dizendo que tu não tem essa capacidade e que não possa existir mais futuramente. Eu acho que vão sair coisas, mas essa galera tá com os melhores engenheiros pensando também em situações que possam trazer outras frentes, Oracle, a galera assim. Qual é a tua visão? Eu acho que tá tendo um sensacionalismo, é isso que eu quero dizer.
Eu não estou dizendo que não possa ocorrer. Mas, assim, cara, não dá para generalizar. Tem a maioria dos jovens de 15, 16, 17 anos, principalmente no Brasil, o cara nem está aí sabendo o que está acontecendo. Só que isso causa um medo da galera, às vezes, que está dentro da empresa. Sabe? Qual é a tua visão sobre isso?
Legal. Bom, eu vou tentar te trazer evidências, mas no caminho do que você está chamando de sensacionalismo. Se você pegar a year-to-date e as ações da Salesforce, a última vez que eu olhei estava 30% de queda. Salesforce, gigantesca. Figma estava batendo 60%, que é um SaaS, Software as a Service. Principalmente com a nova questão do cloud, né?
Principalmente, Monday, Monday.com, se pegar talvez 6, 7, 8 meses atrás de curva, deve estar batendo uns 60, 70% de queda. Tem uma empresa que se chama Shig, que também estava com queda gigantesca, estava...
já estava sendo falada como a primeira empresa que desapareceu, com 98 pontos, alguma coisa, de queda. A lista é grande. O anúncio do Cloddy, de algumas semanas atrás, tirou trilhões de valor de mercado em horas.
no mundo inteiro. Justamente porque para mim é muito claro que custo de software tende a zero com a inteligência artificial. E quando você coloca isso, vários modelos de negócio eles precisam ser completamente reinventados. E sim, pessoas que estão em empresas que são essencialmente software, se não tiver um multi muito claro...
vai ter uma dificuldade muito grande de três pessoas com um computador e internet e uma assinatura do Cloud Code podem virar teu competidor em uma semana. E isso não é absurdo. Mas daí você fala, pô, Tiago, beleza. Mas, pô, estou falando dessas grandes.
O que essas grandes entregam é uma coisa que não vai mudar e que isso faz parte do futuro até para a construção de marca, que é segurança, é confiabilidade. Então o fato de eu confiar na solução de um SAP, de um Salesforce, eu não vou colocar a mão nesse vespeiro.
mesmo sabendo que eu poderia ter minha solução interna própria, mais barata, eventualmente tão boa quanto, ou até melhor, porque daí eu poderia criar já personalizando para mim, mas vai ser uma decisão consciente de onde você não quer mexer. Do ponto de vista de empreendedores... ..
Eu concordo com esses pontos que você trouxe, pô, não sabe, principalmente, né, jovens, adolescentes, quem tá entrando no mercado de trabalho, ainda não tem esse traquejo de vendas, não sabe falar com tubarão, não sabe se posicionar e etc. Eu concordo com tudo que você falou. Mas o meu contraponto é precisa. Será que é isso? Porque a gente já vive num país que tem problemas a torto e direito pra serem resolvidos. Já tem um nível de educação muito baixo.
Se você conseguir colocar no jovem a cabeça de que você tem uma ferramenta que ela te ensina a aprender, e você pode aprender qualquer coisa, e eventualmente você pode chegar no teu bairro, sabe? Chegar num mercado, um mercadinho, uma mercearia da sua cidade, e perguntar, cara, me fala aí o que você mais perde tempo no dia a dia que você toparia pagar 50 reais por mês pra mim se eu resolvesse. E o cara fez um business.
que não precisa ter a governança e confiabilidade de um SAP. Não, mas aí que tá, volta justamente ao ponto. Eu concordo extremamente com o que tu falou ali, tu vai reduzindo, aliás, as empresas estão perdendo o valor de mercado, porque tem a Antropica, mas volta ali de novo. Quem tá criando a Antropica ou essas outras empresas que estão surgindo novas são pessoas com conhecimento de causa, que estão nesse mercado há muito tempo e entendem o jogo.
Então assim, e eu digo pra galera de uma maneira geral, as ferramentas estão aí pra todo mundo, em qualquer outra época sempre tem ferramentas pra tu produzir. É claro que agora com a IA te dá uma potência. E eu tenho certeza, por isso que eu digo, eu tenho certeza que essas coisas vão surgir.
Mas você tem que ter um traquejo, tipo assim, não envolve só saber criar ferramentas. O meu grande ponto é justamente isso. Se você não entender de mercado, eu estou falando para criar coisas grandes, né? Tipo assim, não vou fazer site aqui vendendo para os caras da mercearia aqui do bairro. Mas criar um negócio de faços sólido envolve muito mais do que você saber fazer uma ferramenta.
que eu acho que o meu ponto é justamente isso, que a galera acaba trazendo um sensacionalismo de que, não, você cria uma ferramenta, você vai ficar multibilionário, ou que tu vai, automatizou aqui no WhatsApp, e tu vai ser um novo, sei lá, uma nova empresa, um novo Telegram da vida, que não é tão nesse ponto, assim, é isso que é o meu grande ponto, é justamente isso, porque, assim, e ainda volto, sempre vai ser a minoria.
Sempre, mas isso é natural, porque é a minoria que vai hardworking para encontrar esse caminho do pote grande. Eu entendo a parte de falta de traquejo, tracking record, mas acho que isso é contornável, e isso vem muito, e você sabe bem do espírito empreendedor, você não sabe, você vai aprender, e agora a gente tem a melhor ferramenta possível para aprender rápido.
Um conceito que, inclusive, eu gosto bastante, que é o de nexialismo. Acho que a gente está cada vez mais vivendo um mundo que você vai precisar ser especialista sob demanda. Então, essa semana eu preciso aprender neuromarketing para aplicar dentro do meu produto, mas semana que vem eu preciso aprender uma outra ferramenta, um outro conceito, alguma outra coisa.
Então, a validade dos conhecimentos que a gente tem, ela está comprimindo bastante. Sobre o ponto de soluções, acho que a gente tem alguns casos. Não estou dizendo que é para todo mundo. Obviamente, tem marketing. Quem geralmente usa essas pressões de fique milionário?
do dia para a noite, etc. Está tentando vender ou posicionar alguma coisa. Mas eu acho que tem bastante caso. Então, por exemplo, você tem o Lovable, que foi um dos principais cases de evolução com o IA, que foi um dos mais rápidos a bater, acho que Unicornio, com 30, 40, 50 pessoas. Você tem o Manos, que eu cheguei a conversar, que eles têm 50, 60 pessoas no time, e com oito meses bateram 100 milhões de...
de receita anual recorrente em dólar. Essa empresa que eu comentei sobre o blog para agentes, para priorizar a busca por LLM, são quatro pessoas. Um milhão de receita anual recorrente em dólares.
e meses, assim, acho que ele, e o que eu achei interessante dessa conversa, ele começou fazendo uma solução de tradução usando N8N WhatsApp, na verdade Telegram.
E daí o pessoal deu feedback, falou, falou, ele foi pivotando, pivotando, pivotando, alguns meses pivotado, chegou nessa solução, e agora, sei lá, em menos de um ano, está com esse resultado e crescendo, assim, com uma curva grande de evolução.
Então acho que tem vários cases que mostram que sim, há esse caminho da promessa, mas como qualquer negócio, se fosse fácil, se fosse simples, com poucas coisas, sem resiliência, sem disciplina, qualquer um chegasse, todo mundo já tinha feito.
Então, continua ainda tendo o fator humano de beleza. A oportunidade está lá. Ela existe, a gente tem vários cases documentados sobre isso. Inclusive com projeções de ter solo founder unicórnio.
Tivemos um questionável, não vou entrar na nuance aqui, se é ou não é IA, através de IA talvez, mas eu acho que ainda é questão de tempo a gente ter um solo founder puro com IA, com solução de IA, virando um unicórnio.
Então, que há oportunidade há e problema para resolver no mundo, há os lotes. Tiago, são para a gente. Cara, é 11 horas e eu ainda tenho umas perguntas. Como é que está de tempo aí? Vamos, eu consigo ir. Mais meia hora, 40 minutos? É, eu acho que no máximo, no máximo. Vamos tocar aqui, vou tentar seguir mais rápido o roteiro. Cara, eu me empolgo também. Eu falei, se fosse quatro horas. Hoje eu não consigo quatro horas.
Pois é, eu acho que dá um puta papo, eu tenho um monte de coisa aqui ainda. Não, vamos, vamos. Assim, o worst case, meio dia, daí eu tenho que sair. Tá, fechou. Agora que a gente trouxe tudo isso, né? Eu queria que tu falasse pra gente primeiro sobre o Vale do Silêncio, o que eles estão vendo que a gente aqui no Brasil ainda, de repente, não está vendo, como eles têm tratado a inteligência artificial da maneira que a gente não trata hoje.
E já entrando no fator humano, que é o tema dessa conversa, se a máquina já pensa, já cria, ela decide para que a gente está servindo, para que vai servir o ser humano. Então, são dois pontos aqui.
Legal. Se eu tivesse que... Se quem está ouvindo a gente aqui assistindo tivesse que levar uma palavra barra conceito dessa conversa, eu sugeriria que levasse orquestração. Essa foi uma palavra, um conceito que eu ouvi...
de algumas empresas, Google, Apple, Google DeepMind, e de algumas outras startups menores que eu visitei lá, e que o principal ponto é o seguinte, o que a gente falou agora, dá para fazer o unicórnio de uma pessoa só? Dá. Só que o nível de conhecimento lateralizado que você vai precisar ter...
É gigantesco. Você vai precisar conhecer um monte de sistema, um monte de metodologia, você vai precisar conhecer as IAs, você vai precisar conhecer como conectar IA, como fazer skill, como fazer MCP, um mínimo, mínimo de código.
um mínimo de segurança. Então você precisa ter múltiplos conhecimentos, seja de assuntos de fato, seja de principalmente ferramentas de workflows, de agentes, de sistemas. E isso é a tendência para tanto empreendedorismo quanto intraempreendedorismo.
Quanto mais você aumentar o teu repertório de orquestração, ou seja, te der mais superpoder de você pegar um problema e falar, eu consigo enxergar a solução desse problema, você só precisa conectar esses 10 sistemas, essas 3 LLMs e essas 4 teorias aqui, e quando você coloca isso aqui no liquidificador, temos uma empresa.
ou temos um processo novo, ou temos um produto novo, esse é o futuro nessa era da IA. Por quê? Porque a gente transforma em uma pessoa muito mais multidisciplinar, multifuncional, e que você consegue resolver dores...
distintas dentro da tua empresa ou dentro da tua área. Um exemplo disso, uma conversa que eu tive com o Google DeepMind, eles trouxeram duas coisas que eu acho que assustam a tua pergunta, o que a gente não está vendo hoje. Eles mataram o conceito de colaborador individual.
Algumas empresas e áreas trabalham com essa ideia de que você é um colaborador individual, então você não tem time, você não lidera, você é um super especialista em algum tema. Nessas empresas não existe mais isso. Por quê? Porque não existe mais a ideia de que você não lidere. E aí é o segundo tema. O Google DeepMind está implementando KPIs de liderança para analista e estagiário. E isso entra na meta de 2026.
Tiago, como assim? Eu achei que eu ia poder ter uma carreira onde eu não lidero, onde eu poderia ser especialista. Isso acabou. Por quê? Porque no mínimo você vai liderar agentes de A. No mínimo você vai liderar agentes de A que orquestram outros agentes de A.
squads de agentes de inteligência artificial. E quando a gente aplica isso, por mais, talvez, abstrato, subjetivo que possa soar, as habilidades que a gente precisa ter para fazer uma boa liderança de agentes de inteligência artificial são muito análogas a liderar pessoas. Você tem que fazer um PDI para o seu agente.
Plano de desenvolvimento individual. Você tem que dar feedback. Onde que ele acertou? Onde que ele errou? Por que ele deveria acertar? Como você está incentivando ele? Será que tem alguma progressão de carreira para esse agente também achar que ele vai ser promovido? Ou, eventualmente, ser promovido na medida que ele vai bater em alguns guardrails que você possa gamificar?
a experiência de trabalho dele, e você literalmente pode ter essa conversa que eu estou tendo com um estagiário, um analista, que vai pegar um monte de agente dele, orquestrar e resolver. Então, essa ideia de orquestração, de não ter mais o colaborador individual, essa pessoa está extremamente exposta hoje nas empresas, mas esse conceito de todos agora somos líderes, queremos ou não,
Acho que são alguns temas interessantes aqui. Não sei se você quer comentar ou perguntar em cima disso, senão eu tenho outros também. Não, segue. Pode seguir. Um outro papo, que daí eu vou conectar nessa linha, que é, bom, se as pessoas estão ganhando escala do que elas podem fazer, e cada vez mais eu tenho um super conhecimento tanto do meu cliente, quanto do meu produto, quanto velocidade de entrega, de delivery, etc.,
Outro tópico é ultra personalização. E é ultra personalização no nível que se eu abrir um site e você abrir o mesmo site, pelas informações que aquela empresa tem de mim e tem de você, teoricamente a gente pode ver completamente diferente, mesmo sendo a mesma marca. Então vamos pegar, sei lá, um exemplo de Apple, que foi uma das que eu visitei.
Imagina que eu abro o site da Apple e, para mim, a copy ali é, sei lá, performance com inteligência artificial. Sei lá, melhor qualidade de processamento de LLMs, ferramenta de trabalho.
Para você que tem o podcast, talvez as imagens, o pitch, os cards, tudo esteja numa linha de produção de conteúdo, qualidade audiovisual, e é o mesmo site para vender o iPhone, o mesmo aparelho com linhas diferentes. Isso já está acontecendo em algumas empresas no Vale, ou em escala, ou em testes regionais, ou globalmente algumas coisas, mas o principal ponto...
E a provocação que eu deixo aqui para a tua audiência é como você pensa nessa ultrapersonalização? Como você aborda o teu produto no nível indivíduo? Você vender para aquele CPF?
ou para aquele CPF dentro do CNPJ, que é o teu interlocutor, que contrata eventualmente se você é B2B. Então, isso é uma coisa para se pensar, e aqui, colocando talvez numa outra perspectiva, imagina que, bom, eu estou gravando aqui no Plod, você está gravando com a transcrição do Gemini, quem for assistir isso no YouTube pode extrair essa transcrição e pode... Obrigado.
correlacionar com os nossos LinkedIn e mídias e etc. Isso consegue trazer um monte de coisa sobre nós. Por que eu estou falando isso? Porque você pode falar isso com o executivo da empresa que você está negociando o seu sistema, a sua solução, o seu serviço. Você pode começar a entender qual é a melhor forma de eu abordar aquela pessoa, qual é o melhor material que eu posso fazer com ela.
Será que é um slide? Será que é um vídeo? Será que eu vou sem nada porque ela prefere conversar? E como você consegue fazer essas coisas em escala? Você consegue daqui a pouco ter um time, sei lá, comercial, por exemplo, que no cliente A vai com um PPT, no cliente B vai com um vídeo institucional?
no cliente C vai com uma entrevista estruturada, e no cliente D marca um almoço. E todos estão fazendo a mesma coisa, vendendo de forma ultra personalizada para aquele cliente, para aquela pessoa. Então aqui é mais um exemplo de como a gente começa a, no final do dia, conhecer mais profundamente as pessoas com quem a gente está se relacionando, utilizando uma ferramenta que exponencializa esse conhecimento e que nos permite...
extrair o máximo de nós, o máximo do nosso potencial, ao mesmo tempo que eu consigo direcionar melhor os objetivos e o que eu estou construindo ou querendo vender. Com tudo isso que a gente tem falado, até para a gente não se alongar, tem algumas coisas que eu quero trazer ainda para a gente finalizar, mas posso estar errado, tá?
Felipe, tu é o cara que tem mais conhecimento de causa do que eu. Mas eu acho que não é mais só sobre ferramentas, né? Eu acho que é muito mais sobre mudança de mentalidade, a gente estar aberto a conhecer o novo, porque normalmente o ser humano, de uma maneira geral, a gente tem medo do novo, a gente é mais reativo quando vem coisas novas, né?
naturalmente, a gente sempre pensa o pior cenário, nunca o melhor cenário. Isso é da gente desde que o ser humano foi criado, a gente sempre teve essa visão. Porque, assim, se pegar...
Por exemplo, nem o CRM. Eu sempre dou esse exemplo quando me perguntam. Exemplo, um amigo meu botou num grupo que a gente tem, ele falou, cara, estou pensando em trocar de CRM, qual é o melhor para vocês? E eu disse para ele, assim, pá, Marcelo, sim. CRM basicamente vão te entregar as mesmas funcionalidades. Tem que ver qual o teu time vai se adaptar mais e olhar.
Claro que hoje a gente tem a situação do Cloddy que está aí mais hypado, com muita entrega, mas usa uma, vai usando, vai aprendendo, na minha visão. E o mais importante eu acho que é você entender que as coisas mudaram. Acho que é isso. Faz sentido para ti?
Total, total. Foi o que a gente falou, assim, ferramenta, você só precisa entender como ela funciona hoje, para o que você precisa fazer. Porque amanhã pode ter que aprender de novo. Inclusive, isso reconecta com o que eu falei ali da validade do conhecimento. Uma coisa que eu levo para os meus clientes é exatamente o que você trouxe.
Eu prezo muito mais por um treinamento, por exemplo, uma formação executiva de modelo mental. Por quê? Porque o modelo mental não muda. Você simplesmente se adapta ao que a ferramenta nova fizer, ao que uma feature nova trouxer, ao que o caminho for evoluindo.
fazer treinamento de IA, de ferramenta, pior coisa possível. Inclusive, eu dou até uma dica quando as pessoas falam como é que eu valio um curso de IA? Para mim é, se o curso é gravado, ele já está desatualizado. Pelo simples fato de ter sido produzido e estar disponível, ele já ficou obsoleto pela velocidade que as coisas evoluem. Então...
Aprender a se adaptar muito rápido é uma das principais skills que a gente pode ter. E não é o momento, pelo menos na minha ótica, de super especializar para quem é mais generalista.
É mais abraçar o generalismo mesmo. Vou dar um exemplo. Se você pegar o relatório de habilidade 2030 do Fórum Econômico Mundial, eu talvez não lembre todas, mas ele traz Big Data e AI como os únicos tópicos mais hard skills, vamos dizer assim. Mas vem junto, alfabetização tecnológica, que é abrangente.
Vem resiliência e adaptabilidade, que é comportamento. Tem pensamento sistêmico e pensamento analítico. Tem liderança, tem motivação, tem autoconhecimento.
Esses são os que eu me lembro. Mas veja, tirando o primeiro que eu citei, todos os outros é sobre pessoas. Sobre você, sobre adaptação, sobre visão. Então isso aqui pra mim conota muito essa preparação pro futuro. Que é um futuro que se você ficar muito fixo em alguma coisa só, estar fixo é estar vulnerável. No teu conhecimento, na velocidade que você aprende, em como você faz novas coisas.
Acho que esse é um insight interessante para levar. Legal. Aqui, para a gente finalizar, eu separei umas perguntas para que você responda meio que de bate-pronto, assim. Muita pirula, assim, aqui é o objetivo. Bora lá. E a maior, para ti, a maior oportunidade da nossa história ou o maior risco da nossa história?
Maior oportunidade. Uma ferramenta de IA que tu não abre mão. Plot Code. Type ou realidade? A IA vai ser... Não, aí é que entra. IA vai ser geral até 2030?
A AGI? É. Antes. 27 no máximo. O que a nunca vai fazer melhor com um ser humano? Ética, julgamento, inteligência emocional. E o mais importante aqui, daqui a 10 anos, quem vai mandar? O humano ou as máquinas?
Depende Eu acho que tem Eu gostaria que fossem os humanos Mas eu acho que A gente tem algumas fragilidades De discernimento Bom senso Que Para uma IA bem treinada Sem vieses E com uma clareza de objetivo Que seja melhorar A humanidade como um todo E com uma clareza de objetivo
eu preferiria uma IA nessas condições. Então tá, pessoal, acho que é isso, gente. Isso que eu encurtei aqui, senão a gente ia ficar aqui mais tempo, mas isso serve também de... Quero mais para a gente fazer outro, porque tem muito pano para mim, acho que cada pauta aqui dá para se aprofundar e dá para fazer um podcast de cada tópico que a gente falou. E, Thiago, quero te agradecer.
Quero que também deixe os teus contatos para quem quiser te achar. Pô, quero entender mais, quero ver como se aplica no meu negócio. Faz aí o teu jabá.
Boa, não, super obrigado pelo convite, adorei a conversa, acho que concordo contigo, cada tópico aqui poderiam ser horas, e espero te reencontrar e reencontrar a tua audiência nas próximas rodadas que a gente vem a marcar. Pelo LinkedIn, as pessoas me acham como Thiago Otto, barra Thiago com H.
ifem OTTO na URL, se você estiver na busca, é um pouquinho mais chato achar porque eu fui inventar de colocar colchetes, porque como meu nome tem IA no meio, acabou sendo providencial. Então, TH, abre colchetes, IA, fecha colchetes, G-O, Otto, você vai me encontrar na... Está o link na descrição, pessoal.
Boa. Arroba o Thiago Otto no Instagram. Lá é um Instagram que é totalmente gerenciado por IA. Então, ali está um avatar meu, mas eu compartilho viagens e outras coisas nos stories. Mas se você quiser entender o que está acontecendo no mundo da IA e no mundo da robótica e como isso muda as nossas vidas, ali é um bom repositório para acompanhar essas atualizações. Eu posto ali...
diariamente tem crescido bastante, tem sido bem legal. Eu acho que são essas as principais para você me achar profissionalmente, ou mensagem no LinkedIn, ou pelo meu site, que é www.ottootto.ai.
Então, eu tenho hoje uma consultoria chamada Oto Oto. O meu objetivo é fazer formação executiva, liderança sênior, middle management, fazer design organizacional AI First e ajudar as pessoas a que elas tenham esse reskilling e upskilling para que elas se tornem as pessoas ideais para ficarem nas empresas que estão sendo as empresas AI First nesse futuro.
E muito em breve, eu vou estar lançando a minha plataforma, que faz isso em escala, eu já venho testando através da consultoria, mas vai chamar Bridging2.ai. Então, www.bridging2.ai é o nome da empresa, dependendo de quando estiver lançado, já vai estar funcionando.
Enfim, fico à disposição para quem quiser adotar e acelerar o reskilling e upskilling do time, ou simplesmente entender o que está acontecendo, tanto pessoal quanto profissionalmente, porque é um momento bastante ímpar da nossa história e a gente precisa ter consciência do que pode acontecer.
Maravilha. Pessoal, vocês sabem que toda semana tem episódio novo. O futuro chegou, é isso que eu tenho pra dizer pra vocês. E o CS Next tá aqui pra antecipar algumas coisas também, pra que vocês possam usar no dia a dia. Valeu pra quem ficou com a gente até o final. Beijo no coração. Tchau, tchau. Valeu, tchau, tchau.