Episódios de MenteMundo

1993: A Revolução Bancária da Coreia do Sul, por João Silveira

09 de maio de 202647min
0:00 / 47:00

Em 1993, a Coreia do Sul tomou uma decisão que mudou completamente a relação do país com o dinheiro, o poder e a corrupção. Em uma medida anunciada quase sem aviso prévio, o governo implementou o chamado Real Name Financial System — um sistema que obrigava todas as contas bancárias a serem registradas com o nome verdadeiro de seus donos. Na prática, isso significava o fim das contas anônimas usadas por políticos, empresários e elites para esconder fortunas, subornos e esquemas financeiros.

Neste episódio, o João Silveira, vai nos explicar como essa reforma surgiu, por que ela foi considerada tão radical e como ela ajudou a transformar a Coreia do Sul em uma das economias mais organizadas e modernas do mundo.

Nossas redes:https://linktr.ee/mentemundo

- pix para quem quiser/puder ajudar no investimento dos equipamentos como microfone, câmera, pc que suporte programas de edição e tudo mais: valterpneto@hotmail.com

- para quem está no brasil e quer fazer parte da comunidade mentemundo: https://apoia.se/mentemundo

- para quem mora no exterior e também está interessado em ser parte do projeto:https://www.patreon.com/mentemundo

Participantes neste episódio1
J

João Silveira

HostAnalista de relações internacionais
Assuntos7
  • Sistema de Nome Real na Coreia do SulHistórico da adoção do sistema · Impacto na corrupção e lavagem de dinheiro · Comparativo com ditaduras anteriores · Resistência política e empresarial à implementação · Consequências econômicas e sociais
  • Governo de Kim Young-samImplementação do Sistema de Nome Real · Uso da Ordem Presidencial de Emergência · Impacto na economia e combate à corrupção
  • Ditadura de Juan Vicente GómezCaracterísticas do regime · Desenvolvimento econômico e Chaebols · Repressão financeira e contas anônimas
  • Governo de Roh Tae-wooPromessa de implementação do sistema de nome real · Fusão de partidos e pressão política · Escândalo de Slush Fund
  • Governo de Chun Doo-hwanMassacre de Gwangju · Escândalo de Chang Yong-ja · Tentativa de implementação do sistema de nome real
  • Mercado ImobiliárioCausas da crise imobiliária · Atividade de agiotas e mercado subterrâneo · Impacto na população e na economia
  • Reformas e investimentos pendentesLiberalização financeira · Reforma tributária · Impacto na Coreia do Norte
Transcrição118 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Mente Mundo, o podcast de relações internacionais voltado ao sudeste asiático. Fala galera, aqui é o João, mas como diz o Walter, mais uma vez, Mente Mundo na área. Bom, hoje nós temos um assunto bem legalzinho pra conversar, algo bem...

Bem, não tranquilo, mas um assunto bem que quando eu vi eu achei muito estranho, e eu precisava muito vir comentar com vocês isso aqui, que é a adoção de um sistema de nome real no mercado financeiro sul-coreano. Vocês devem estar pensando, nossa, mas como assim? Exatamente, o mercado financeiro, ele passava por diversas questões irregulares na Coreia do Sul.

E aí o governo criou um sistema de nome real. Agora, não. Em 1993. Já tem 33 anos. Não é uma novidade. Mas, nossa, só em 93 que eles foram criar um sistema...

De nome verdadeiro pra abrir conta bancária ou guardar dinheiro. Como assim? Que história é essa? E é isso aqui que eu vim explicar pra vocês aqui, beleza? Bom...

Esse sistema surge só em 93, mas para explicar para vocês por que não existia e por que o governo foi implementar só em 93, a gente vai precisar fazer uma grande revisão, a gente vai precisar voltar no tempo bastante. Então...

sentem-se, apertem os cintos, peguem a pipoquinha, sentem-se que lá vem história e muita história e é isso. Bom, vocês não devem conhecer o Park Chang-gi. Park Chang-gi foi um ditador da Coreia do Sul, ele fundou, se não me engano, três repúblicas, não, ele fundou a Terceira República e a Quarta República.

Salve engano, a quinta também. E o Park Chang-hee ficou no poder simplesmente por 18 anos. Ele ficou em 1961, quando ele deu um golpe de Estado junto com a ajuda militar. E em 1979, quando ele foi assassinado por um membro, um chefe da inteligência sul-coreana. Posso contar essa história pra vocês no outro dia.

Mas, bom, o período do Pactianguíra foi marcado por uma pressão social muito grande, não é? Falta de liberdade de imprensa, muita perseguição a opositores, discurso anticomunista.

A perseguição a discursos até progressistas. A gente pega aí ex-presidentes que foram perseguidos na época da ditadura. E nós temos o... Nessa época, nós temos o Kim Dae-jian, que venceu o Prêmio Nobel da Paz. Ele foi presidente de 1997 a 2005, se não me engano. E também nós tivemos o Kim Jong-san, que nós vamos falar muito desse personagem aqui. Foi um presidente também perseguido na época da ditadura militar, tá bom?

Mas se teve uma coisa que a ditadura militar fez, foi potencializar o desenvolvimento econômico da Coreia do Sul. Tá bom?

Mas como o Pak Changi fez isso? O Pak Changi investiu massivamente na indústria nacional, investiu de forma muito pesada nos conglomerados, nos Chaebol. Os Chaebol são conglomerados de famílias. Então é uma família que é dono de uma empresa.

de um conglomerado, e esse conglomerado possui várias empresas dentro desse conglomerado. E cada familiar fica responsável por um desse conglomerado, e tem um que fica responsável por tudo, como se fosse o avô, o pai de tudo. Após a morte deles, desse cara central, o filho dele, ou a filha, ou seja lá quem for, assume o lugar dele, mas isso é uma guerra de poder dentro dos Cherbourg, que é gigantesca.

Mas enfim, esses chairboards, eles de fato ditaram a economia sul-coreana, né? Investimento em indústria, investimento em infraestrutura, tudo com subsídio estatal. O governo realmente, ele gastava muito, fazia muitas obras governamentais, mas também tinha muita proteção às empresas internas.

E uma dessas medidas de proteger as empresas de forma internamente e externamente também é incentivar o crescimento econômico delas. Então, a ditadura do Pactiangui permitiu a criação de contas em bancos com nomes falsos, com o propósito principal de promover a poupança interna e canalizar recursos para investimentos produtivos. Um outro fator...

é que esse governo, ele tinha, foi conhecido, a chave do Pactiangui foi conhecida como um momento onde a Coreia do Sul vivia uma repressão financeira. Como assim? Esse governo do Pactiangui, ele artificialmente iria delimitar a taxa de juros em um valor baixo.

Então, a taxa de juros no valor baixo, ela ajuda a competitividade das empresas coreanas externamente, por causa do custo de capital que é baixo. Só que essa política é muito ruim. Por quê? Com uma taxa de juros baixa, às vezes a taxa de juros era menor que a inflação. Então, as pessoas não investiam em poupança. As pessoas não colocavam dinheiro em poupança.

As pessoas não poupavam, não colocavam caixinhas, não faziam isso, não deixavam dinheiro render no banco, porque não valia a pena. Vamos supor que a taxa de juros estava em 15%, a inflação estava em 30%. Como é que a gente pode falar? Como é que tem rendimento? Não tem rendimento. E se a pessoa não coloca poupança, o banco não tem como, não vai dar crédito para outras pessoas. Então, o crédito bancário, ele começou a ficar escasso.

o crédito bancário barato, a taxa de juros baixas, passa a exceder amplamente o crédito disponível. Não se tem mais crédito, porque as pessoas estão investindo mais em poupança. Essas foram as medidas que o Pactiangui tomou.

E com a permissão da criação de contas com nomes falsos, o que eu ganhei a ideia dele? Uma pessoa criava diversos nomes falsos, criava diversas coisas, tá bom? Justamente, diversas contas, justamente para...

Que a poupança interna, ela seja... Como é que fala? Produtiva. Que tenha uma poupança interna. É isso que o Park Changi quis fazer, tá bom? Bom, nesse contexto nós tínhamos três tipos de contas falsas que as pessoas podiam criar. Tá bom? Como assim? Três tipos de contas falsas. Uma pessoa. Pessoa real.

pode entrar e querer fazer a sua conta em nomes falsos ou em outros nomes. Mas qual era o tipo de contas que eram feitas? E aí vem uma coisa completamente absurda aqui agora, tá bom? A primeira é fictícia.

Então, a pessoa lá inventava o nome, que era uma das formas mais comuns, colocava um nome fictício e deixava lá. Essa é a primeira, nome fictício, nome completamente inventado.

Os titulares das contas nessa época reconheciam que as identidades que elas colocavam não existiam. Ah, não existe não, eu só inventei o nome. É isso mesmo. O segundo tipo de conta eram de nomes emprestados. Nomes emprestados. Borrowed names. São contas que eram emprestadas.

E era a prática mais comum. Como assim? Você chega no seu tio e fala, tio, minha empresa aqui, estou querendo deixar em outra conta meu dinheiro. Abre aqui, vai. Vamos abrir uma conta aqui.

pegava o nome do tio e abria, e deixava lá. É a prática mais comum que tinha, usando o nome de amigos, parentes, ou até funcionários. E essas são as contas que nós chamamos de laranjas, porque as empresas ficavam aí. As empresas focavam mais nessas contas laranjas e fictícias também. E a terceira, e que é pra mim o mais absurdo...

Contas de nomes roubados, stolen. Eram contas abertas que utilizavam o nome e registro de pessoas sem o consentimento, sem o conhecimento e sem a permissão delas. Então os sonegadores vão roubar, eles iam em bairros de baixa renda, chegavam lá nesses bairros, coletavam informações de pessoas. Entendeu? E aí... E aí

Em bairros, perdão, bairros distantes, isolados e de baixa renda. É mais importante ressaltar isso, tá? Iam nesses bairros, os sonegadores iam lá, roubavam as informações pessoais das pessoas e abriam as contas bancárias lá. Então as pessoas afetavam, algumas pessoas afetadas, elas tinham milhares de contas nos bancos, em seu nome, sem sequer saber, sem sequer desconfiar. E aí como recorrer? E aí como limpar?

Pois é, é um problema. Então esses são os três tipos de contas bancárias que nós tínhamos, falsas. Em resumo, um, você podia inventar um laranja. Dois, você podia fazer uma conta laranja com seus parentes, com seu consentimento deles. A terceira, você podia ser um laranja e não saber.

Então é realmente algo muito difícil de mensurar o quão impacto isso teve na economia sul-coreana e nas pessoas, na vida social. Aliás, não é difícil, é completamente fácil você pensar que desastre, que desorganização. Mas era a forma que o governo tentou procurar de melhorar suas atividades econômicas. Não só isso, mas também de roubar, né gente? Vamos ser honestos. Lavagem de dinheiro, atividade criminosa, corrupção.

No governo era muito mais fácil fazer. Não vazava, podia colocar o nome de qualquer pessoa e fazer o maior escândalo de corrupção. Ninguém ia saber que era meu. Não tinha esse rastreio, tá bom? Daí o Pak Changi era muito esperto e conseguia fazer isso para ceder capital para empresas aliadas. Fazia isso para ceder ajuda e dinheiro para pessoas aliadas. O Pak Changi conseguia fazer muito, muito isso.

Mas, bom, eu falei aqui da consequência de lavagem de dinheiro e corrupção no mercado, no mercado não, na política sul-coreana, mas também nós tivemos uma atividade muito legal nesse período que aumenta a atividade criminosa de agiotas. Isso mesmo. Os agiotas, eles explodiram nessa época. Virou moda você ver a agiota nessa época. Por quê? Gente, vamos supor, mais uma vez, vamos falar só em 30, tá de juros em 15. Vale a pena investir em poupança?

vale a pena esse investimento na poupança, não vale a pena deixar o dinheiro no banco. O empresário vai deixar o dinheiro lá e vai morrer. Então, o que o empresário fazia? Eu vou para o mercado paralelo. Eu vou virar agiota. Então, para quem prestava dinheiro, os juros eram muito melhores.

então ele colocava lá, vou virar agiota, vou emprestar 35%, a 40% de juros, 50% de juros, você tem dois anos para me pagar. É muito vantajoso para esses empresários. Mas e para quem recebia? É mais juros. Mas é mais fácil. Pegar o dinheiro. E talvez, se eu conversar, vou ter um prazo maior para pagar.

Por mais que eu vou estar arriscando até a minha vida, né? Nessas atividades criminosas. Então, basicamente, era isso que os empresários e a população estavam fazendo. A população não estava conseguindo investir no sistema bancário. O banco não estava conseguindo ofertar crédito o suficiente. E as empresas não estavam conseguindo investir direito o seu dinheiro, render o seu dinheiro. Então...

vamos deixar rendendo com um agiotar. O governo, ele, igual você tem anteriormente, ele percebeu esse movimento e pensou, não, a gente está fazendo uma coisa de errado. E aí vem a generalidade política do Parchangui, ele começou a virar para os bancos falarem, olha, essa está aqui uma lista de bancos que vocês têm que emprestar, o resto vocês decidem se não vão emprestar ou se não vão emprestar. E essa lista de é só mistério.

de empresas, eram empresas que tinham favorecimento governamental, laço com o governo, empresas corruptas, não é? E aí, por exemplo, nós temos uma situação, o Paciangui faz lá uma lista, está lá, empresas de João, empresas de João, empresas de Walter, empresas de Abel Ferreira, técnico do Palmeiras. Vamos supor que tem essas três empresas, tá bom? Lá. O banco vai ceder crédito?

Vai aceder o crédito de forma gigantesca para essas empresas citadas. Mas para outras não vai.

Essas três empresas vão gastar todo o crédito do banco. O banco vai chegar, vai chegar o seu Zé da padaria ali, vai chegar lá pedindo crédito para a empresa, para o banco, o banco vai falar, não, não tenho crédito, porque eu já dei tudo para todo mundo. Tá bom? Então, é uma consequência direta dessa política, esse favorecimento governamental, e muitos trebores cresceram com isso. Então, a curto prazo, era um desequilíbrio muito forte. Mas a curto prazo...

A medida deu certo. Porque capital de baixo custo chegou a empresas. E essas empresas foram as empresas escolhidas para lidar o crescimento econômico. Tá bom? Então nós tínhamos, né, essa lacuna de crédito, demanda e oferta, tinha. Mas a curto prazo era bom para essas empresas, porque elas conseguiam contratar pessoas por baixo custo. E aí fazendo essa questão de mão de obra por baixo custo, elas conseguiram acelerar o desenvolvimento econômico.

Tá bom? Mas assim, o sistema bancário, ela quebra. Muita pessoa querendo empréstimo, pouca poupança, não tem como deixar. Não é? Então as pessoas, elas começaram a parar de investir

Na poupança, você começava a investir em imóveis, criando aí uma crise imobiliária imensa. E eu já vou comentar isso para vocês, isso é uma reflexão do futuro. Isso vai acontecer pesado nos anos 90, essa questão da crise imobiliária vai atingir pesado a população. Ou também na bolsa de valores.

ou virar agiota. Mas é algo muito difícil, né? Para um trabalhador comum. Imagina você recebendo um salário lá de 40 dólares, tem 40 dólares aqui, vou virar agiota, vou emprestar 40 dólares, aí você vai se ferrar também. Não tem como você emprestar dinheiro. Não tem como. Entendeu? E a longo prazo, essa medida, ela...

criou essa questão desse tema bancário frágil, da questão dos imóveis também, que eu vou chegar lá, eu vou explicar melhor, e também ao que nós chamamos de underground economy, que é o mercado subterrâneo, o mercado, chamem do que quiser, de scammers, de agiotas e afins, é um mercado clandestino.

gigantesco na Coreia do Sul. Facilitou também a invasão fiscal e também fomentou relatos ilícitos e corrupções entre os políticos e grandes empresas. Tudo isso junto é o que nós chamamos de underground economy, tá bom? Pra você sair da ideia, em 93, 15% do PIB sul-coreano correspondia a esse underground economy, esse underground market. Pra vocês verem o nível que tava.

Tá bom? Bom, o Park Chang-hee, ele é assassinado em 1979. Um agente da inteligência sul-coreana assassina ele. Ele teve uma discussão pesada entre ele e um outro agente. Os dois eram diretores. E tinha uma reunião fechada ali. E o Park Chang-hee falou, olha, eu vou continuar com o anticomunismo, vou continuar com essa retórica, não vou democratizar, não vai ter democracia nesse país.

E o outro agente inteligente está certo, a gente tem que fazer intensificar a agressão ao norte, não sei o que, não sei o que, não sei o que.

O agente que não foi escolhido falou, ah, você não vai me escolher não. Sacou a arma e atirou, matou o Park Chang-hee. Essa é a história. E bom, ele morrendo, quem assumiu foi Chul Don Juan. Chul Don Juan, ele foi primeiro presidente da Quinta República e único da Quinta República. Foi tão ditador quanto Park Chang-hee. Tem pessoas que dizem que ele só não foi pior porque ficou menos tempo.

O governo dele é marcado pelo massacre de Guangzhou em 1980, tá bom? Então você aí tem diversas coisas ruins nele com relação ao social, ao âmbito social, ao âmbito das liberdades individuais. Foi um ditador, tá bom? E nós também tivemos escândalo de corrupção, claro, que envolvia diretamente essa questão aí do sistema de nomes falsos, tá bom? Em 82...

Uma mulher chamada Chang Yong Jia, uma golpista, ela usou o fato de ser parente do Chang Dong Huan. Ela não era parente de primeiro grau, segundo grau, não. Ela era parente distante. Então ela ia para diversas empresas e bancos e pedia cartas de crédito.

Então, assim, 800 milhões de dólares, 500 milhões de dólares, para ser usados como garantia de investimentos. Tá bom? Em troca desses negócios, dessas cartas de crédito, ela prometia que conseguiria para as empresas empréstimo bancário a juros muito baixos e com bom prazo de pagamento.

esses bons prazos de pagamento de juros muito baixos iam acontecer porque ela é próxima do Chiu Dung-Huan e o Chiu Dung-Huan vai ceder porque eu sou muito próximo dele. Então ela e o seu parceiro, que se chamava Li Chiu-Hui, pegaram essas cartas de crédito e ofereceram para o mercado paralelo, para o Underground Market, para render o dinheiro.

Colocaram lá, ó, toma aí, me paga nesse tempo, beleza. E ela rendiu o dinheiro dela no Underground Market e depois jogava na Bolsa de Valor. Não satisfeitos em fazer isso, eles ainda perderam quase toda a quantia na Bolsa de Valores, tá? Eles acabaram que perderam esse dinheiro quase todo. E aí estourou isso, né, porque essas cartas de crédito eles colocavam em contas falsas, eles colocavam no mercado paralelo, e aí explodiu a população e falava, poxa, eu não consigo render meu dinheiro.

Tem um monte de agiota no meu pé. Entendeu? O que que eu vou fazer, cara? O que que eu vou fazer? Olha que injusto.

Que injusto, tá todo mundo ganhando dinheiro, é o que como eu trabalho honesto, tô me ferrando, sabe? Não, não vale a pena ficar na honestidade. Esse governo é um absurdo. E a popularidade do governo meio que cai, né? Esse foi um grande escândalo da Quinta República. Pra responder esse escândalo de corrupção, o Chou Duan anunciou medidas de regulação em três dias de 82.

Todas as contas com nomes falsos deveriam ser convertidas em nomes reais após 1º de julho de 83, então um ano depois. Impostos de renda progressivos passariam a ser aplicados a fundos de rendimentos. Fundos transferidos de contas com nomes falsos para contas com nomes reais não soveriam nenhuma desvantagem ou punição fiscal. E o que foi de fato revolucionário, o que foi de fato...

O ó da questão foi que todos os ativos que continuassem em conta de nomes falsos, iriam ser congelados. Então, essa ação foi justamente para impedir que os inventores sacassem o dinheiro antes de fazerem conversão obrigatória para os seus nomes verdadeiros. Bom, essa medida aqui, gente, eu sinceramente acho ela meio burra. Presta atenção.

Eu vou trocar o meu... Depois do dia 1º de julho de 83, eu vou trocar o meu nome. Até essa data eu vou trocar o meu nome. Mas se eu não trocar, o que vai acontecer? Meu dinheiro vai ser bloqueado. E se eu tirar, sacar meu dinheiro antes e mandar para o exterior? E é exatamente isso que aconteceu. O empresariado pressionou o governo falando assim, olha, eu não vou revelar minha identidade, eu não vou. Isso acaba com o sistema financeiro das minhas empresas.

vou sacar tudo o dinheiro antes do dia 1º de julho e vou investir no exterior, vou fugir com o capitado aqui. Os políticos falavam, concordo com isso. Então o Tio Durwani desistiu no dia 17 de agosto de 82, ele anuncia que desiste dessa medida. Então aí nós já temos a ditadura não conseguindo colocar uma política de nomes reais, tá bom? Mas pra maquiar tudo isso,

O governo começou a aplicar alguns impostos diferenciados. Pra maquiar, pra população não ficar brava. Tá bom? Quem usa nome falso... Ia ter imposto de 15%. De taxas em saques. E 10% pra quem usa nomes reais. Tá? Então, assim... É. Né?

Não adiantou quase de nada. Porque isso é uma manipulação da manipulação pública. Porque na prática a lei só ia conseguir taxar 15% as contas fictícias. Se o sonegador usasse o nome emprestado ou o nome roubado, esse número ia ser o número real. Então, esse nome seria o nome real.

Então, tecnicamente, fica a mesma coisa, sabe? Ele vai continuar pagando 10%. Só pararam de inventar nomes. Entende? Continuaram usando nomes de laranja com consentimento, etc. Então, assim, o governo só fez isso pra maquiar a opinião pública.

Bom, em 87, a Coreia do Sul democratizou, que nós chamamos de Sexta República, e Ho Tehu venceu a eleição. Ho Tehu foi uma surpresa ter vencido, sinceramente, porque ele era um general também da ditadura do Chun Do Hoang. Existiam dois generais muito importantes da ditadura do Chun Do Hoang, que eram protagonistas, o Chun Do Hoang e o Ho Tehu. O Ho Tehu vai vencer a eleição sobre um discurso que vai implementar o sistema financeiro, de nome real, tá bom? Então...

Em 1989, ele sim, ele anuncia que vai implementar esse serviço, esse sistema. Só que esse sistema ia levar dois anos para ser implementado, porque o país precisava se modernizar tecnologicamente para isso e também se preparar para os impactos econômicos. Essa foi a desculpa dele. O Hotel Wu...

só não contava, aliás, ele contava sim, ele contava com a seguinte coisa, em 22 de janeiro de 1990, em 20 de janeiro de 1990,

Os partidos Democratic Justice Party, que tinham 127 cadeiras no Congresso Nacional, e era do presidente, era do Hotel Wu, o partido Unification Democratic Party, 59 cadeiras, e o New Democratic Republican Party, 36 cadeiras, fundaram o partido Democratic Liberal Party, 216 cadeiras, de 299. Então, todos esses partidos, esses três, juntos, davam 216 cadeiras. Eles se juntaram...

E fizeram isso. Fizeram um partido só. Que pegava 75% do Congresso Nacional. 216, 299. É muita coisa. Ao fundir esses partidos, uma das condições foi não vamos fazer esse negócio. Não faça o sistema de nome real. Por quê? Ah, é porque a gente é corrupto, a gente rouba pra caramba e é homo roubar. É exatamente isso. E aí ele desistiu. Ele foi e falou, gente...

Não, gente. Vamos olhar para a democracia. Vamos olhar para nos recuperarmos democraticamente. Vamos olhar para nos recuperarmos economicamente. Essa medida vai afetar muita economia. Não. Não vamos. Não vamos mais implementar. Ele desistiu da implementação dessa... Não vamos.

dessa... dessa medida. Vale ressaltar que o Hotewu estava envolvido num escândalo de corrupção também. Um escândalo que ficou conhecido como escândalo de Sussud. Ele ficou envolvido nesse escândalo que mostrou que o governo dele era completamente corrupto, que era uma falsa questão.

E que o Chulhuang também era corrupto, todo mundo sabia. Pra vocês terem ideia, gente, o ex-presidente Chulhuang, ele foi fazer um retiro num templo budista pra se esconder da mídia das pessoas e da perseguição. É, isso mesmo, ele foi pra um retiro budista. Pra ficar lá, pra se esconder. Ele se escondeu num retiro budista. Tem até um meme.

que surge num K-drama chamado Reply, 1988. Excelente, engraçadíssimo. Em um dos episódios, um dos protagonistas fica encucado. Nossa, onde será que está o Hote-woo? Onde está o Hote-woo? Onde está o Tio do Juan? Onde está o presidente do Tio do Juan? Preciso descobrir onde ele está. E aí ele decide virar monge.

E aí ele vai e vira monge. E aí, depois dos créditos do episódio, mostra ele chegando na sala pra rezar e tá lá. O Tchon Duhuan lá. E ele, te achei finalmente, não sei o quê, sabe? Então, assim, ele... Ele se esconde. O Hotel Wu, ele também, quando acaba o governo dele, ele tenta se esconder, fugir. Mas os dois são presos, tá? Os dois são presos muito depois. Mais pro fim da década. Ok? Bom.

O presidente a seguir do Hotheo Wu foi o Kim Jong-sun. O Kim Jong-sun foi o primeiro presidente eleito, o primeiro presidente civil, perdão, a ser presidente depois de 30 anos, né? Em 61 nós tivemos o golpe de estado do Pak Chang-gi, mas era um governo que era por civis, tá? A Segunda República foi um governo feito por civis. Um governo que foi a partir da retirada do Singh Man-hi.

e uma banca estudantil assumiu o governo. Banca estudantil de professores, técnicos, acadêmicos, assumiu. E eram civis. Mas veio o golpe e ficaram 30 anos só com os generais governando. Park Chang-gi, Chung Do-Han e Ho-Tel-Wu. E agora Kim Jong-san. Kim Jong-san foi eleito o primeiro civil. Foi o primeiro civil a ser presidente depois de 30 anos.

E ele foi bem sincero, gente. Tá aqui meu plano econômico, tá? Tá aqui meu plano econômico. Toma. E esse sistema real não tá no meu plano de desenvolvimento econômico.

E aí, toda vez que ele era perguntado sobre isso, não, não tem plano de nome real no desenvolvimento econômico. Toda vez que ele era perguntado sobre isso, mudava de assunto, as pessoas perto dele não sabiam de nenhuma implementação, isso nunca chegou no Congresso, tá bom? E essa reforma seria adiada, iria para o próximo governo, ou se fizesse só no final do governo, quando as reformas econômicas que ele queria fazer fossem implementadas.

Esse podcast tem o apoio da agência Crabby. Quer mergulhar no marketing? Que seja com a Crabby. Há mais de 15 anos ajudando empresas a se destacarem no cenário digital. Criação de sites, gestão de redes sociais e muito mais. E conta também com o apoio da ARC Corretora. Envios, recebimentos de valores, pessoas físicas e jurídicas, enfim.

A assessoria cambial em geral é com a ARC Corretora. E claro, você que quiser ajudar o projeto de alguma forma, afinal são mais de 5 anos, nesse meio tempo vários equipamentos tiveram que ser comprados, considere apoiar através de Pix, é o e-mail que fica sempre na descrição dos episódios, tem também apoia-se e Patreon, ou seja, quem está no Brasil.

e ou fora, também consegue fazê-lo. Fico muito grato e não esqueçam, claro, do principal apoio que é espalhar a palavra. Então, sempre que puder, compartilhe e mandem para os amigos, caso gostem desse projeto aqui. Só que aí veio toda a surpresa. Ele estava enganando todo mundo. Porque no dia 12 de agosto de 93, só seis meses depois do do . .

que começou o seu mandato, ele anunciou que ia adotar o plano. Mas ele não ia adiar, não ia não ter. Pois é, ele enganou todo mundo, gente. Os deputados não sabiam. O ministro da Economia e das Finanças não sabia. O que ele fez? Ele falou, olha, eu vou fazer esse sistema, mas eu não vou jogar isso para votar só no Congresso.

Eu vou montar uma equipe aqui de poucas pessoas, 3 ou 4 pessoas no máximo. Isso vai abaixar a guarda dos opositores, eles não vão esperar. E esse grupo minúsculo de oficiais vão preparar como vai ser feita a implementação em total confidenciabilidade.

Gente, nem os altos funcionários do governo, nem o conselheiro econômico, nem o ministro da economia sabiam. Ninguém sabia disso. Só esse grupo fechado. E como ele fez isso? Lembra que eu disse que ele não ia fazer isso por meio de aprovação no Congresso?

Ele foi na Constituição e está lá. Ordem presidencial de emergência. O que é essa ordem presidencial de emergência? Presidencial de emergência. É uma política do presidente que ele joga lá no Congresso e o Congresso tem só que falar sim ou não. O Congresso não pode mudar.

essa ordem. Então, isso impediu que o Congresso ele pegasse, engavetasse, que o Congresso pegasse artigo, mudasse para se favorecer, entendeu? Não. Tem que ser aquilo ali. E ele jogou lá e essa... essa ordem presidencial de emergência, ela tem que ser votada com emergência. Ela tem que ser a primeira coisa, o que impede de engavetar. Tá bom?

Então, eles não podem fazer isso. Ou eles têm que aceitar o pacote ou têm que rejeitar. Em detalhe, ele transmitiu na televisão esse aviso que ia mandar uma ordem presidencial para o Congresso. Ele emitiu essa ordem em TV Nacional e transmitiu também a votação. Então, como é que vai fazer? Vai todo mundo votar a favor? Vai todo mundo votar contra? Como é que vai fazer?

Como é que é? Entendeu? E aí pressiona o político. Com a população assistindo a votação na cara deles, quem que vai ter a cara de pau de votar não? Então, o sistema de norma real foi aprovado. Com uma puta cartada do presidente Kim.

Tá bom? Foram 298 votos a favor. E um contra. Não perguntem quem foi que votou contra. Eu não faço ideia de quem votou contra. Tentei procurar, não achei. Então, só um voto contra. E bom. E essa medida...

com o Kim, a aprovação do Kim disparou. O Kim vinha liderando uma companhia fortíssima de corrupção, de reformas sociais, de reformas econômicas, e ele tinha apoio popular. E os deputados ficaram sob uma imensa pressão moral.

Quem queria votar não? Não é mesmo? Só ia atrapalhar. E essa medida, ela não era só anticorrupção. Não era só medida anticorrupção, mas também de reforma social, tá bom? Ela visava recuperar a moral da classe trabalhadora. Como a classe trabalhadora tinha perdido o respeito, né? Pela elite política, empresarial, porque eles sempre se enriqueciam no underground market, o governo precisou dessa reforma justamente pra evitar uma revolta social e manter o crescimento.

Então essa medida iria ajudar na distribuição da riqueza. E vai combater invasão fiscal. O cenário da Coreia era muito triste com relação à questão imobiliária. E é exatamente isso que eu queria falar com vocês agora. Foi tanto investimento no mercado imobiliário para não investir em banco, que era absurdamente caro um aluguel. O aluguel era mais caro que um salário mínimo. Vocês acreditam em uma coisa dessa? Pois é. Então as pessoas estavam cansadas disso.

Era um custo impossível para o trabalhador. E nessa época, gente, nessa época, em 93, o salário do trabalhador já era muito valorizado. Tá bom? O governo, gente, pós-democratização, de 87 até 97, que é a crise da Coreia, a crise asiática, dos chiles asiáticos.

A população está alta também de vida. A população está feliz porque está com um salário bom, mas o salário que é bom para caramba não está conseguindo pagar o aluguel. As coisas realmente estão um pouco mais baratas? Estão. Mas e a casa? E a moradia? E a terra? E a taxa de juros? Entendeu? Então o preço de moradia e de terrenos disparou. Sim, disparou, disparou, disparou. E ultrapassou a capacidade de trabalhador médio de acompanhar o aumento dos aluguéis.

Então a pessoa não tinha como ter lazer. Apesar do salário dela ser muito bom, o salário ia todo para o aluguel. E com essa aprovação, de fato, voltou todo o foco saindo do mercado paralelo e saindo do investimento em imóveis, voltou o foco para o mercado bancário, para o sistema de crédito e poupança e o preço do aluguel abaixou. Simples, uma medida simples.

Mas enfim, vamos falar da medida em si do Kim Jong-san. As regras do prazo era apertado. Só tiveram dois meses para converter contra falsos problemas verdadeiros. E as multas também eram muito pesadas. Quem perdesse o prazo só viria com multas que comiam 10% do saldo original a cada ano de atraso, podendo confiscar até 60% do dinheiro depositado.

E também tinha um imposto punitivo para quem não fazia a conversão. Uma taxa de 96% seria aplicada sobre juros e dividendos dessas contas que perdesse o prazo. E também anistia. Não tinha anistia. Não teve anistia para os crimes passados envolvendo essas transações financeiras. Então, como a ananima está acabando...

Conversões com valores altos acima de 33 mil dólares seriam reportadas diretamente à Receita Federal para investigar a origem do dinheiro e descobrir se havia evasão de impostos em heranças e doações, conseguindo assim infiltrar quem era do mercado paralelo e pegar essas pessoas. Foi genial. Isso é genial. Tá bom? Foi assim que eles conseguiram ferrar com o mercado paralelo e também com a lavagem de dinheiro. Tá bom? Bom, os principais problemas da implementação.

A Coreia do Sul vivia um momento de fragilidade econômica. A taxa de crescimento de PIB estava abaixo de 5% desde 1992. A pior marca desde 1991. Isso refletia os problemas internos que estavam tendo. Tá bom? Foi um sufoco para pequenas empresas e médias também. Porque muitas empresas dependiam do mercado paralelo para obter crédito. E essas empresas enfrentavam dificuldades financeiras.

Pressões sobre os bancos financeiros, tá bom? Os bancos financeiros e as instituições financeiras, perdão, sofreram ameaça de queda nos seus depósitos devido ao desaparecimento dessas contas fictiças e roubadas, sendo forçadas a inovar para competir a trair dinheiro. E aí eu já vou falar para vocês qual foi a medida que o presidente fez para conseguirem fazer isso, tá bom?

O dinheiro dos super ricos continuou escondido, tá? Os grandes conglomerados e milionários, eles não vão perder esse dinheiro, continuaram a esconder, usavam nomes emprestados, a maioria dessas coisas não foi convertida imediatamente. Então, por exemplo, eu uso o nome do Walter pra esconder dinheiro, eu não vou precisar mudar. Por que eu não vou precisar mudar? Porque era o nome reais. Era o nome reais. Só precisava que essa pessoa, quando precisava de transferir esse dinheiro, estivesse lá pra fazer essa operação por mim.

Então a maioria dessa conta não foi convertida. O que foi alvo realmente foi desses nomes fictícios. Tá bom? Pra vocês terem ideia, durante dois meses de prazo obrigatório, 2,8 trilhões de won, que equivale hoje em dia a 1,8 bilhões de dólares, 96% total do dinheiro nessas contas, foram legalmente convertidos em nove reais.

Além disso, 2.9 trilhões de Wons, que são mais ou menos 2 bilhões de Wons, estavam em contas e nomes roubados também foram convertidos. Bom, apesar disso tudo, o mercado clandestino, o underground market, continuou sobre esses nomes. Eles tiveram sob nomes falsos ou laranjas. Eles tinham a expectativa que só fossem convertidos perto de 96. Tá bom?

Mas, assim, apesar disso tudo, a recuperação foi muito rápida e muito suave. A economia conseguiu absorver bem o choque dessa mudança no sistema financeiro. E, para evitar o desastre, o governo também foi muito flexível para ofertar dinheiro e crédito para o mercado. E também anunciou que investigações sobre a origem dos fundos seriam limitadas também.

Logo depois da implementação, a economia também teve uma boa recuperação, ajudado por fatores externos, como por exemplo a questão do Iene, que na época estava muito forte, e pela restauração da disciplina monetária, que fortaleceu a confiança de investidores e influenciou o investimento interno e estrangeiro e também as exportações. Então o país não quebrou, pelo contrário.

Agora, outras consequências diretas dessa medida no país, tá bom? A fuga de capitais do mercado subterrâneo do underground market. O sistema foi um ataque diretamente aos agiotas, etc., que causou uma parcela significativa de fundos a fugir do mercado, tá bom? As reformas de 94.

As reformas de 1994 foram reformas que queriam tornar o processo de financiamento político de campanhas eleitorais mais transparentes e menos voltado ao desperdício e à corrupção, questão da defunda eleitoral, etc. O governo também acelerou a liberalização financeira, e isso aí socorre a economia e socorre também as pequenas e médias empresas.

O governo promove a liberalização das taxas de juros, ou seja, os bancos têm independência para colocar quantos juros vão emprestar o dinheiro, e sem o limite máximo da taxa de juros, sem o teto da taxa de juros. É uma desregulamentação geral dos bancos justamente para atrair dinheiro para esses bancos. Os próprios bancos passaram de reformas em maior liberdade comercial.

Então, foi exatamente isso que o governo fez. Tá bom, a gente vai liberar. Nós temos o nosso Banco Central, ele vai ser desregulamentado, ou seja, vocês que são instituições financeiras, vocês vão definir livremente esses juros cobrados, empréstimos e financiamentos. Se eu tenho teto máximo, fique à vontade. Na prática, o governo foi forçado a acelerar a liberalização das taxas de juros.

Justamente para parar de segurá-la dificilmente para baixo, aí contendo um certo aumento da inflação, tá bom? Ao permitir que essa taxa vá flutuar livremente e subir-se para níveis atrativos, o governo buscou impulsionar as poupanças do setor financeiro formal. Então, com mais pessoas depositando seu dinheiro em bancos oficiais, atraídas por causa dos juros mais altos, então o governo liberou os bancos para colocarem juros, aumentou a taxa de juros, e também aumentou a taxa de juros, então o governo estava livre para...

para aumentar a taxa de juros, como bem entendesse, as instituições financeiras teriam recursos para furar esse crédito às pequenas e médias empresas. Então, nossa, o governo aumentou taxa de juros. Vou colocar dinheiro em poupança do banco. Por isso que em vários doramas nós temos aquelas cardenetinhas, sabe? De bancos, porque estava valendo muito a pena para a população voltar a deixar o seu dinheiro ali. Tá bom? Outra coisa também foi avanço na reforma tributária.

o Legislativo finalmente teve discussões significativas e práticas para a criação de um Código Tributário mais justo e mais democrático. Esse golpe, entre aspas, que o presidente deu no Congresso, para não deixar eles editarem a medida e tal, você deve ter pensado, ah, não caiu bem. Mas muito pelo contrário, tá?

Tendo em vista a pressão social, os deputados começaram a discutir reformas mais progressistas na economia. Uma delas foi a reforma tributária. E também os impostos progressivos. O governo não quis aplicar diretamente, logo em 93, porque precisava de criar um sistema de dados. Então, em 96...

o governo iria fazer um sistema de impostos progressivos. Essas taxas variavam entre 5% a 50%, dependendo das taxas dos saques e transferências bancárias que as contas faziam. A expectativa também do governo era que a nova cobrança progressiva forçaria os verdadeiros donos das fortunas a sacar e fundos das contas.

e redepositasse em conta sobre suas identidades reais. Aí o governo e os bancos ganhariam dinheiro sobre as transações. O problema é que essas reformas, essas ideias, tal como a reforma tributária e outras mudanças estruturais,

não passaram mais no Congresso. Apesar de eu ter dito pra vocês que, de fato, o Congresso começou a pensar mais nesse lado liberalizante, etc, etc. Entendeu? E no lado mais progressista, no sentido econômico.

de medidas econômicas, de reformas econômicas, o governo do Kim Jong-sun ficou marcado por escândalos gigantescos de corrupções de ministros, incluindo o primeiro-ministro, que chegou a renunciar e passar o cargo, tá bom?

Ele perdeu o Congresso Nacional, por conta de desentendimentos, e também por causa da Coreia do Norte. É, intimamente. Quem diria? A Coreia do Norte estava desenvolvendo energia e tecnologia nuclear, o que gerou estabilidade na península.

Então meio que engavetou esses assuntos de reforma tributária, dessas ações progressistas. Bom, é isso. Espero que não tenha ficado confuso. Espero que vocês tenham gostado. Desculpa por ter falado muito. É um assunto bem legal. Também é difícil de entender um pouquinho. Demorei muito para analisar. Tudo isso aqui foi um resumo de um artigo chamado The Real Name in Financial System and the Politics of Economic Reform in the Republic of Korea, do Jong-Sol-Li.

Jun Soli, de 1995, tá? E é isso, espero que vocês tenham entendido, espero que vocês tenham realmente gostado. Foi muito legal, foi muito legal, foi muito legal escrever esse resuminho, falar aqui pra vocês.

Lembre-se de se inscrever no ASEANews, toda semana, toda sexta-feira, diretamente no seu e-mail e no Substack, um newsletter semanal sobre as notícias da ASEAN, tá bom? E é isso. Vejo vocês em breve, viu? Tchau, tchau.

Anunciantes3

ARC Corretora

Assessoria cambial
external

Crabby

Agência de marketing digital
external

Mente Mundo

Podcast
self