| ZAQUEU e os estágios do encontro com Jesus!! [Lucas 19.1-10]
Essa narrativa – que só aparece em Lucas – é um poderoso relato de transformação, do efeito transformador que só o encontro com Jesus pode produzir!• Da riqueza vazia para a alegria verdadeira • Da rejeição humana para a aceitação divina • Do egoísmo e apego ao dinheiro para a doação e a preocupação com os outros!Zaqueu era um homem que vivia em Jericó e é apresentado como chefe dos publicanos e rico. Os publicanos eram cobradores de impostos; judeus que trabalhavam para o governo romano. Roma terceirizava a arrecadação, e muitos judeus assumiam essa função, recolhendo tributos do próprio povo para entregar ao império. Frequentemente cobravam valores acima do devido para obter lucro pessoal.Por isso, os publicanos eram vistos de forma muito negativa pelos judeus, por três razões principais:• Traição nacional – cooperavam com o domínio romano. • Exploração financeira – muitos enriqueciam cobrando injustamente. • Impureza moral e religiosa – eram associados ao império opressor. No caso de Zaqueu, a situação era ainda mais marcante, pois ele não era apenas publicano, mas chefe dos publicanos, alguém com autoridade no sistema e grande riqueza acumulada.Assim, quando Jesus decide entrar em sua casa, isso causa espanto na multidão. O encontro mostra que a graça de Cristo alcança até aqueles considerados os mais improváveis e rejeitados pela sociedade.A narrativa revela que o encontro com Jesus pode se dar em etapas, em estágios.Zaqueu não termina como começa. O encontro com Jesus o conduz por etapas de transformação.Quais os estágios do encontro com Jesus?#igrejabatista #igrejanaoelugar #reflexão # #pregação #jesus #encontrocomjesus
- Entrada Triunfal JesusCuriosidade · Confronto · Comunhão · Consagração
- Zaqueu e sua transformação
- Desinteresse e rejeição
- Imagem Publica
- Revelação e Salvação em Jesus Cristo
E aí
Lucas 19, de 1 a 10, nós estamos hoje encerrando uma série de mensagens que nós estamos, esses últimos dois meses, o mês de março e abril, nós tivemos falando sobre encontros com Jesus. E hoje nós queremos encerrar essa série observando essa história muito curiosa e muito conhecida, que é a história de Zaqueu, o encontro de Jesus com Zaqueu.
registrada em Lucas 19, de 1 a 10. Eu vou ler aqui na versão da NAA. Na tela aqui vai aparecer somente o finalzinho lá, tá? Versículo 9 e 10. Mas eu queria que você acompanhasse na sua Bíblia, na versão que você tem aí em casa ou aqui. Lucas 19, de 1 a 10, diz assim. Entrando em Jericó, Jesus atravessava a cidade. Eis que um homem rico, chamado Zaqueu, chefe dos publicanos,
Procurava ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, por ser ele de pequena estatura. Então, correndo adiante, subiu num sicômoro a fim de ver Jesus, porque ele havia de passar por ali. Quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, disse, Zaqueu, desça depressa, porque hoje preciso ficar na sua casa. Zaqueu desceu depressa e o recebeu com alegria.
Todos os que viram isso murmuravam, dizendo que Jesus tinha se hospedado com um homem pecador. Zaqueu, por sua vez, se levantou e disse ao Senhor, Senhor, vou dar a metade dos meus bens aos pobres, e se roubei alguma coisa de alguém, vou restituir quatro vezes mais. Queria te convidar a ler comigo o versículo 9 e 10, vamos lá juntos?
Então Jesus lhe disse, hoje houve salvação nesta casa, pois também este é filho de Abraão, porque o filho do homem veio buscar e salvar o perdido. Amém?
Essa conhecida história do encontro de Zaqueu com Jesus é cheia de contrastes muito interessantes. Eu queria chamar a sua atenção para esses contrastes que existem nessa passagem aqui. Primeiro, mostra que Zaqueu era rico. Ele era um homem rico. Mas, na verdade, ele era pobre. Porque o texto propõe a dizer que ele é rico por fora, mas vazio por dentro. Ele é pobre por dentro.
Há um contraste também interessante acerca da estatura dele. Diz que enquanto ele é pequeno, ele é baixinho, a multidão é maior que ele, a multidão o impede de ver Jesus como ele gostaria. Outro contraste interessante é que ele queria ver Jesus, mas o texto fala que ele foi visto por Jesus.
Outro contraste é que ele era rejeitado pelas pessoas, pela cidade toda. Mas ele foi acolhido por Jesus. Ele sobe numa árvore. Jesus pede para ele descer da árvore. Você percebe? O texto é cheio de coisas assim. E é interessante que há um contraste entre a alegria dele e a murmuração do povo. A tristeza do povo.
Porque ele fica alegre pelo fato de Jesus o ver e dizer que é indo para a casa dele. E o povo fica triste e reclama por ver que é a casa dele que foi escolhida por Jesus naquele dia ali. E há um contraste com relação à postura de Zaqueu. Ele é um homem desonesto, ele é cobrador de impostos e ele se torna um generoso seguidor de Jesus no final da passagem.
E por fim, a passagem faz um contraste entre o perdido e o achado. O Zaqueu, antes perdido, escondido numa árvore, ele é declarado, reconhecido como filho de Abraão e exposto pela graça de Deus. Ele foi achado ao final da passagem. Essa narrativa é exclusiva do evangelho de Lucas, ela não aparece em outro evangelho.
E essa história exclusiva é um poderoso relato de transformação, do efeito transformador que só encontra que Jesus pode produzir. E é interessante que da riqueza vazia vai para uma alegria verdadeira. O texto caminha da rejeição humana para a aceitação divina. Vai do egoísmo, do apego ao dinheiro, para a doação e a preocupação com outras pessoas.
para o altruísmo, não é? Zaqueu era um homem que vivia em Jericó. Ele é apresentado como um chefe dos publicanos e rico. Quem são os publicanos? Os publicanos eram os cobradores de impostos. Eram judeus que trabalhavam para o governo romano.
Porque a gente ouve muito, lê muitas palavras nos evangelhos, aos fariseus, escribas, sacerdotes, publicanos. Mas os publicanos, eles corresponderiam mais ou menos, guardadas as devidas proporções, aos funcionários públicos hoje. Só que a diferença é que naquela época, todo o Israel era dominado pelo Império Romano.
E naquele contexto do Império Romano, Roma terceirizou a arrecadação. E a arrecadação era feita por cobradores de impostos, chamados publicanos. Só que esses cobradores de impostos não eram romanos, eles eram judeus. Eles eram do próprio povo, mas eram pinçados e pagos.
para poder, então, arrecadar impostos, para bater de porta em porta, tirando o dinheiro das pessoas. Porque eles iam buscar na casa das pessoas essas taxas, esses impostos. Por isso que eles tinham um contato muito próximo, muito pessoal, com os judeus ali, porque havia embates de casa em casa. E, frequentemente, eles cobravam valores acima do devido para obter lucro pessoal.
Então não era só uma questão de que eles estão em nome do governo romano e estão cobrando o imposto das pessoas. Eles iam lá e eles superfaturavam aquele imposto. Porque parte disso ficava com ele, com o cobrador de imposto. E por isso que os publicanos eram vistos de forma muito negativa pelos judeus. Basicamente por três razões. Uma das razões é porque era considerada uma traição nacional.
porque eles cooperavam com o domínio romano, porque eles estavam massacrados, oprimidos pelos romanos. E esses judeus do nosso povo trabalham por opressor. Eles se sentiam traídos por isso. Também outra razão é por causa da exploração financeira.
Muitos enriqueciam cobrando injustamente. Então, os publicanos eram pessoas de dinheiro. Por quê? Porque eles se enriqueceram ilicitamente, cobrando impostos do povo e tirando deles, a parte deles. E também, eles eram muito mal vistos por causa da impureza moral, religiosa. Porque uma vez que eles eram associados ao império opressor, eles eram vistos como pessoas de má índole, pessoas com quem nós não devemos andar.
Gente não bem acolhida no templo, que não deveria fazer parte da religião judaica, porque não eram bem aceitos ali. No caso de Zaqueu, a situação era um pouco ainda pior, mais marcante. Porque ele não era apenas um publicano, o texto diz que ele era chefe dos publicanos. O que significava que ele era alguém com autoridade no sistema.
que ele participava de reuniões com os romanos. E o texto fala que ele tinha uma grande riqueza acumulada. Porque é mais ou menos o que acontece hoje em dia, com esses sistemas de pirâmide que tem hoje. Então você tem o chefe dos publicanos, que ele tem os arrecadadores de impostos, que cada um rouba o seu e cada um contribui com o chefe. De modo que o Zaqueu está no topo da pirâmide. Ele é muito rico.
E ele mora em Jericó. Jericó é uma cidade pequena. Todo mundo sabe quem é Zaqueu, onde ele mora. Ninguém gosta dele. Por causa dessas coisas. Por isso que quando Jesus decide entrar na casa de Zaqueu, isso causa um espanto na cidade.
O encontro mostra que a graça de Cristo alcança até aquelas pessoas consideradas as mais improváveis. As mais rejeitadas pela sociedade. E a narrativa, ela revela que esse encontro com Jesus pode acontecer em etapas. Porque o texto se propõe a dizer que parte a parte o Zaqueu vai se aproximando de Jesus.
É claro que nós precisamos olhar para a história como essa e pensar assim, como que nós podemos nos ver no lugar de Zaqueu? Mas por outro lado, a gente teria que pensar assim, como que nós podemos ver pessoas que na nossa cabeça são Zaqueu?
que nós rejeitamos e que nós dificilmente acreditamos que elas poderiam frequentar a mesma igreja que nós, que elas poderiam professar a mesma fé que nós e que elas poderiam ser aceitas por nós. Pensa, por exemplo, já que é ano político, no candidato que você ama. Você pensa assim, esse cara é o meu candidato.
Aí pensa naquele que você pensa assim, esse aí é ladrão. Esse é corrupto. Esse aí, não quero ver de jeito nenhum, assumindo cargo público nenhum. Esse aí é o zaqueu, entendeu? É esse aí que é o zaqueu. É esse sentimento que a multidão tem. Não é possível. Mas imaginassem Jesus entrando no nosso país.
Na casa de quem que ele vai? Não, não é possível. Não, não é possível. Todos nós orando, todos nós achando assim que tem casas melhores para ele ir. Mas na casa de quem que ele vai? Daquele que você está pensando assim, puxa, não, não, não, não, não. Esse não. Entendeu?
Zaqueu. Mas Zaqueu, ele não termina como ele começa. O encontro com Jesus o conduz por etapas de transformação. E eu queria refletir com você nesta noite sobre isso. Quais são os estágios do encontro com Jesus? Tem quatro estágios aqui. O primeiro estágio é o estágio da curiosidade.
Veja lá, após Lucas nos apresentar quem era Zaqueu, diz, ou dizem os versos 3 e 4, procurava, ele e o Zaqueu procuravam ver quem era Jesus, mas não podia. Por causa da multidão, por ser ele de pequena estatura, então correndo adiante, subiu num sicômoro a fim de ver Jesus, porque ele havia de passar por ali. A princípio.
O Zaqueu, ele não passava de um curioso. O Zaqueu era alguém interessado em ver, em observar Jesus passando pela cidade. Ele é só um curioso. Ele faz questão de ver. Já ouviu falar sobre ele?
Ele vai vir na cidade, ele está entrando na cidade, tem um tumulto ali acontecendo, e ele pensa, eu preciso ver, não consegue ver, corre lá na frente, tem uma árvore lá, sobe na árvore, e ele só quer ficar ali vendo Jesus, ele é um curioso, é só isso. Em Jericó, naquele dia, a cidade estava agitada, Jesus estava passando, a multidão estava comprimindo Jesus, a multidão se movia, as pessoas se apertavam, todos queriam ver Jesus.
Em meio a tanta gente, um homem vai se destacar. É o Zaqueu. O texto diz que ele queria ver quem era Jesus. Ele tinha essa curiosidade. E para matar essa curiosidade, ele busca um meio inusitado, que é subir numa árvore. Que assim, nem hoje, nem aqui, a gente acharia que é uma coisa normal. Você acharia uma coisa normal?
Estivesse acontecendo uma coisa assim, na rua, e se tem uma árvore, o cara vai subir na árvore? Não. Imagina um Zaqueu, né? O homem que talvez fosse o mais rico da cidade. Ele não vai subir numa árvore. É uma coisa inusitada. Mas ele sobe na árvore, e o texto justifica isso, porque ele era um homem baixinho, de pequena estatura. A estatura dele era menor do que a maioria das pessoas ali daquela cidade.
Mas aqui ele começa sem compromisso, ele é apenas curioso. Ele era alguém que tirou um tempo para ver Jesus. Ele queria observar ele de longe, ele queria entender quem ele era. Ele queria avaliar qual a impressão que teria dele, já que falam tanto dele. Deixa eu ver que impressão que tem dessa pessoa. Quero conhecer de perto.
E assim pode ser você, e assim podem ser pessoas que você conhece, pessoas que frequentam as igrejas, elas estão ainda no primeiro estágio, o estágio da curiosidade, elas querem saber como é que funciona isso aí. Quem é esse Jesus? Acham interessante Jesus, suas propostas? Chegam perto, mas não muito? São pessoas que perguntam sobre ele?
Querem entender como é? Quais são as vantagens, os benefícios, as implicações, os custos, as renúncias? Não é? Você tem gente assim na sua vida. Gente que às vezes te chama lá e fala assim, vem cá, que igreja que você vai? Como é que é esse negócio aí de Jesus que você fala, né? Gente curiosa. Elas só querem saber, elas querem só entender um pouco. Por que você está seguindo esse Jesus?
É assim que muitos começam, né? E a gente precisa entender isto. Pessoas que vêm à igreja, por exemplo, tem pessoas que são curiosas, elas só estão na igreja por curiosidade. Não tem compromisso com a igreja, não tem compromisso com Deus, não conhece Jesus direito.
ou nada de Jesus, na verdade, né? Elas estão visitando, elas assistem mensagens, elas observam cristãos, elas fazem perguntas, elas seguem perfis de igrejas, de pastores nas redes sociais, elas têm algum interesse, podemos dizer assim, espiritual. Mas elas estão buscando.
Eu tenho um monte de seguidor na internet que comentam vídeos meus. Às vezes por curiosidade minha também, eu vou lá e dou uma clicada no perfil da pessoa. Quando você clica no perfil da pessoa, você vê que a pessoa não é de igreja protestante, ela não é evangélica, nada. Muito pelo contrário. Mas ela comenta, ela admira, ela deseja que Deus me abençoe. Mas é uma curiosa apenas.
Ela só tem curiosidade. E curiosidade não é conversão. Mas pode ser o começo do caminho. Talvez você esteja nesse estágio, né? Está apenas pensando em seguir Jesus. Está sentado às vezes do alto de uma árvore da curiosidade, observando.
Querendo se aproximar, mas ainda sem forças, ou talvez sem determinação para isso, sem coragem suficiente para poder assumir um compromisso. E no nosso entorno, há pessoas assim. Tem gente que ainda está no estágio da curiosidade, tem gente sondando o ambiente, para ver se vale a pena encontrar Jesus de verdade.
E observando essa história, dá para ver que quem se aproxima de Jesus por curiosidade, pode sair transformado pela graça de Deus. E é por isso que é importante você entender aonde você está, e você entender onde as pessoas estão, em que estágio elas estão.
Porque nós formamos uma geração de cristãos que nós somos muito impacientes com os outros. A gente não é muito suportado naquilo, né? Então a gente acha assim, entrou aqui dentro da igreja, tem que andar conforme reza a cartilha.
Só que, às vezes é um zaque, a pessoa está em cima da árvore ainda. Não tem como esperar das pessoas comportamentos de cristãos verdadeiros. E a igreja não é um lugar onde a gente, na porta ali, a gente diz assim, olha, passou da porta para cá, virou cristão. Não é. Porque tornar-se um cristão depende de conversão, de entrega da vida a Jesus.
Então a gente precisaria caminhar com Jesus de uma forma mais simples. Entendendo assim que nesta multidão que caminha conosco, nem todos são convertidos. Mas são os aqueus que ainda estão em cima da árvore da curiosidade, observando, sondando, tentando entender o que é a fé.
E buscando saber se vale a pena mesmo seguir a Jesus. Mas estão nesse estágio. É um primeiro estágio do contato com Jesus. Um segundo estágio é o estágio do confronto.
O verso 5 e 6 dizem assim, quando Jesus entrou, ou quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima disse, Zaqueu, desça depressa, porque hoje preciso ficar na sua casa. O texto diz que Zaqueu desceu depressa e o recebeu com alegria. Para o espanto do Zaqueu...
que não conhecia Jesus, está como um curioso em cima de uma árvore, tentando ver Jesus, Jesus conhece ele. Jesus o chama pelo nome. E também é uma situação inusitada, não é? Porque pode ter alguém em cima da árvore, e alguém que está passando embaixo, só olha, vê a pessoa.
Toma certo cuidado para que ela não jogue nada em você. Mas, assim, não precisa falar com ela. Não precisa se dirigir a ela. Pode ignorá-la simplesmente. Isso é comum, por exemplo, em cortejos, em manifestações. Pode ser um fotógrafo, alguém que está lá em cima tirando foto, alguma coisa assim. Eu não tenho que conversar com ela. Mas, no caso de Jesus, para o espanto de Zaqueu, conversa com ele.
Ou seja, a curiosidade proporcionou um confronto. Zaqueu nem sabia que, ainda que ele não conhecesse Jesus, Jesus o conhecia. Sabia o nome dele. Não basta olhar para Jesus. Chega uma hora em que Jesus olha para nós e nos confronta.
O confronto, ele vem acompanhado de uma ordem. E a ordem é, desça depressa. E aqui tem palavras muito curiosas. Jesus fala assim, eu preciso de Jesus. Me convém ficar na sua casa. E aqui tem duas palavras gregas muito importantes. Uma delas é quando ele diz, eu preciso.
Algumas versões traduzem, é necessário. É uma partícula minúscula grega, são três letrinhas na língua grega. Mas é uma palavra muito importante. Porque é a mesma palavra usada quando Paulo escreve a Timóteo, capítulo 3, da sua primeira carta. Dizendo assim que é preciso, é necessário, é inegociável, é imprescindível que o presbítero seja esposo de uma só mulher. É a mesma palavra.
É a mesma palavra usada em João capítulo 4. Quando diz que Jesus está passando pela região de Samaria. Aí o texto diz assim, era preciso, era necessário, era fundamental, inegociável, imprescindível que ele passasse por Samaria. Ele tinha que passar por lá. E essa palavra no grego, ela tem muito essa noção de que não tem outro jeito.
E é isso que Jesus está dizendo para ele. Não tem outro jeito, vou ter que ir na sua casa hoje. É isso que ele fala para o Zaqueu. Zaqueu, desce depressa, porque não tem outro jeito. Eu tenho que ir para a sua casa hoje. E a outra palavra é essa palavra de ficar na sua casa. Que é um verbo que tem a ideia de permanecer. É a ideia de se hospedar.
Eu preciso, não tem outro jeito, eu vou me hospedar na sua casa. A curiosidade de Zaqueu abriu caminho para um segundo estágio. A etapa em que o ser humano se sente confrontado por Jesus. E Jesus olha para nós e diz assim, eu preciso, não tem outro jeito, eu vou ter que entrar na sua história agora. Eu vou ter que entrar na sua vida.
Esse encontro real com Cristo sempre confronta as nossas máscaras, o nosso orgulho, os nossos apegos, os nossos pecados escondidos, as nossas zonas de conforto, as feridas ocultas, aquelas que nós escondemos, aquela solidão silenciosa, os valores desordenados, Jesus vem e confronta isso.
Jesus tira Zaqueu da árvore, da posição de observador. Para de observar, desce daí. Vamos nos aproximar um pouco mais. Esse é o estágio do confronto. Talvez você esteja nesta fase. Talvez você conheça pessoas que estejam nesse estágio. Se sentem confrontadas por Jesus.
Quase que ouvem Jesus dizendo, desce, desce depressa. Desce depressa. Quero me aproximar mais, quero entrar na sua casa, na sua vida, quero entender suas crises. Esse é um outro estágio. Quando nós começamos apenas como curiosos, mas de repente, Jesus está nos confrontando. Dizendo para nós, desce dessa árvore aí. Eu preciso estar na tua casa.
Se isso estiver acontecendo com você, faça como Zaqueu. Desça depressa. Receba Jesus com alegria. Porque é isso que Zaqueu fez. Ele não esperava por aquilo. Zaqueu não saiu de casa naquele dia para isso. Ele saiu de casa só para observar uma pessoa famosa. Ele só queria ver quem é Jesus.
Mas nessa curiosidade, ele se sente confrontado por Jesus. Jesus fala, não tem outro jeito. Eu vou precisar ficar na sua casa hoje. E não é por falta de casas. Tinha muitas casas em Jericó abertas para Jesus. Mas a questão de Jesus é, eu preciso ficar na sua casa. Eu vou ter que entrar na sua vida. E quando Jesus confronta você, não é porque faltam vidas.
que estejam de braços abertos para Ele. Mas é porque Ele tem um propósito específico para nós. E por isso, por amor e graça, Ele olha para nós e diz, não tem jeito, eu estou querendo me aproximar um pouco mais de você. Tem um monte de gente também assim, não é? Tem um monte de gente que está talvez até mais alegre do que nós, mais abertas do que nós, mais comprometidas do que nós.
Mas o fato é que Jesus olha, nos chama pelo nome e diz, olha, não tem outro jeito. Eu vou precisar entrar na sua casa. Porque às vezes para nós é muito mais cômodo ficar só na curiosidade, só como observadores. Deixa eu só observar, me deixa aqui em cima dessa árvore.
Mas Jesus vem e diz, desce depressa. Desce depressa. Faça como Zaqueu. Desça, o receba com alegria. Porque o que ele tem é coisa boa. É coisa que muita gente está querendo.
E está murmurando, não está recebendo, mas ele quer dar para mim e ele quer dar para você. O terceiro estágio é o estágio da comunhão. Observe que o versículo 7 diz assim, todos os que viram isto murmuravam. Dizendo que Jesus tinha se hospedado com um homem pecador. Jesus entrou e se hospedou na casa de Zaqueu.
O texto grego usa uma combinação de dois verbos. E esses dois verbos é para a gente entender que ele entrou para dentro da casa de um homem pecador e se abrigou lá.
O texto grego é muito específico, tem palavras muito específicas. E as duas palavras, os dois verbos usados aqui, é para nos deixar claro que ele não só deu uma passada na casa de Zaqueu, ele se enfiou lá dentro e ficou lá dentro e quem estava lá fora não sabe o que está acontecendo lá dentro. É mais ou menos o espanto que nós temos quando a gente vê alguém entrando num lugar esquisito.
Eu vi um irmão da igreja entrando numa boate. O que ele foi fazer lá dentro da boate? Eu não sei, porque ele se enfiou lá dentro. Não é que eu vi ele conversando com alguém na porta da boate. Não, ele se enfiou lá dentro. O texto grego usa duas palavras para indicar e nos dar essa clareza. De que ele ficou lá, ele se enfiou lá dentro. Ninguém sabe o que aconteceu lá dentro.
Porque ele entrou, quem estava por lá de fora, ficou pensando, o que ele vai fazer lá dentro? Porque ele não chegou na porta da casa, ele não foi conversando, na época tinha terraço na casa, no terraço da casa, na garagem da casa, na porta do condomínio. Não, ele se enfiou lá dentro. Ele ficou lá, ele se abrigou lá, ele se hospedou lá. É interessante isso, não é?
A ideia é que ele comeu com ele, ele teve comunhão com ele, ele sentou na mesa de um publicano, ele teve conexão com alguém que aquela comunidade Jericó rejeitava. Eles estavam achando absurdo isso. Como que Jesus tem comunhão com uma pessoa assim? Não é que ele deu atenção, não é que ele conversou, não é que ele foi gentil, não é que ele foi educado. Ele se enfiou na casa dessa pessoa.
E ele sentou na mesa, ele comeu com essa pessoa. Os seus discípulos foram atrás dele. Foram acolhidos por esse Zaqueu. Interessante que antes de exigir mudança, Jesus oferece a presença dele. Antes de cobrar frutos, Jesus oferece relacionamento. Ele vai, ele comunga com um pecador como Zaqueu.
Pode até começar com uma curiosidade. Mas se houver resposta positiva ao confronto de Jesus, a pessoa experimenta comunhão com Ele.
Naquele contexto lá, entrar na casa de alguém significava aceitar a pessoa, significava sentar-se à mesa com ela, significava demonstrar acolhimento, significava criar vínculo pessoal com aquele indivíduo. Na prática, Jesus estava dizendo, eu quero me aproximar de você. Na prática, Jesus estava dizendo, eu quero entrar na sua realidade.
Eu quero alcançar não só a sua curiosidade, mas eu quero achar espaço, lugar na sua vida inteira. Por isso que eu vou para a sua casa. Eu entro lá, me enfio lá. Porque a casa é um espaço de intimidade.
É onde a gente é o que é. Jesus pega e entra lá, se enfia lá dentro. Presta atenção numa coisa. Jesus entra na casa antes da declaração de restituição que vai aparecendo em versículo 8. Ou seja, antes da disposição para mudança que Zaqueu vai apresentar. Antes da reparação dos erros.
antes das provas públicas de transformação, Jesus ofereceu sua presença graciosa primeiro. Isso não significa, claro, que é uma aprovação do pecado, que Jesus está provando o pecado de Zaqueu, mas mostra que a transformação nasce do relacionamento com Deus. Jesus não entrou na casa porque Zaqueu mudou. Zaqueu mudou porque Jesus entrou na casa dele. Entende?
Significa que não é porque quando você mudar e porque você mudou, então Jesus vai te abençoar e vai entrar na sua casa. Mas é justamente porque Jesus vai entrar na sua vida, é que você vai mudar. É isso que aconteceu com Zaqueu. Se houver comunhão com Jesus, as transformações que nós gostaríamos que houvesse,
Elas virão. Elas aparecerão, elas vão acontecer. Porque comunhão com Jesus é um estágio importante. É quando a gente entende a importância da presença dele em nossas vidas. A gente pode ser curioso, a gente começa com a curiosidade. A gente percebe que Jesus está confrontando a gente.
Mas se a gente acolher bem esse confronto e permitir que ele se aproxime de nós, as coisas começam a mudar. Porque é um estágio importante, o estágio da comunhão. E por fim, o último estágio do encontro com Jesus é o estágio da consagração.
Veja lá versículo 8, Zaqueu por sua vez se levantou e disse ao Senhor, Senhor, vou dar a metade dos meus bens aos pobres. E se roubei alguma coisa de alguém, eu vou restituir quatro vezes mais. O encontro verdadeiro com Jesus sempre chega à consagração.
Pelo texto, Jesus não pediu nada de Zaqueu. É Zaqueu que constrangido pela presença de Jesus diz, eu resolvo hoje mudar minha vida. O Tim Keller, o Timothy Keller, ele resumiu bem essa verdade quando ele diz que ninguém encontra o verdadeiro Jesus e permanece indiferente. Ninguém.
O verdadeiro encontro com Jesus nunca deixa alguém neutro. Ou a gente se rende a ele, ou a gente se ressente dele. Ou a gente se converte, ou a gente se ofende. Compara, por exemplo, o encontro de Zaqueu com o encontro de Jesus com o jovem rico. Zaqueu recebeu Jesus com alegria. Se converteu.
O jovem rico ficou triste com o que Jesus falou para ele, se ofendeu. Quando a gente se encontra com Jesus, uma dessas duas coisas vai acontecer. Ou você se rende, ou você se ressente. Ou você se converte, ou você se ofende. Mas nunca a gente sai neutro.
Se a gente encontra com Jesus de verdade, a gente não tem opção. Ou nós vamos nos render e dizer, olha, Jesus tem razão, eu tenho que me consagrar, preciso mudar a minha vida. Ou a gente vai se ofender, dizendo assim, ah, está pedindo demais, acho que não é tudo isso não, a gente sai e vai viver a nossa própria vida. Zaqueu subiu numa árvore curioso, desceu dela.
Para se consagrar ao Senhor. Muitos param na curiosidade. Alguns resistem ao confronto. Outros gostam até da comunhão. Mas o encontro completo com Jesus conduz a consagração. E a minha pergunta é, em que estágio você está desse encontro com Jesus? Talvez você esteja só na curiosidade, né?
Sou um observador. Gosto de observar. Gosto do movimento. Gosto de entender como é que as coisas acontecem no meio desse povo. Talvez você esteja sendo confrontado, se sentindo confrontado por Jesus. Está dizendo, olha, desce daí. Dá um passo a mais. Para de ficar nessa zona de conforto, em cima dessa árvore da curiosidade, só observando as coisas.
Talvez você esteja na fase da comunhão, experimentando o que é ter Jesus em casa. Percebendo como ele quer, deseja, gosta de se aproximar da gente. Permitindo que ele entre em todos os espaços da nossa vida. Mas entenda que o que Jesus quer é te levar à consagração. Ele quer que você resolva.
mudar de vida, se converter de verdade em que estágio você está a conclusão do texto é o que diz o versículo 9 e 10 nós lemos no início, então Jesus lhe disse hoje houve salvação nesta casa, pois também este é o filho de Abraão, porque o filho do homem veio buscar e veio salvar o perdido, aquele que se havia perdido
Zaqueu pensou que estava procurando Jesus, mas descobriu que na verdade Jesus estava procurando ele. Jesus foi lá por causa do Zaqueu, ele entrou na cidade por causa do Zaqueu. Zaqueu achou que ele estava procurando Jesus, ele descobre que ele estava sendo procurado. Jesus sabia o nome dele, tinha a foto, sabia até onde ele morava. Jesus entrou lá para procurar o Zaqueu.
Talvez hoje você esteja sentindo as mesmas coisas, talvez esteja acontecendo com você. Por isso que é importante você descer depressa, receber Jesus com alegria, resolver hoje, permitir que Ele mude a sua vida. Talvez você veio buscar Jesus, talvez você acessou o canal da igreja para buscar Jesus.
Mas na verdade a questão é, Jesus está buscando você. E ele quer que a gente chegue a esse estágio, o estágio da consagração. O Charles Spurgeon tem uma frase dele que diz assim, a graça que não muda a vida não salvou a alma. Presta atenção nisso. A graça que não muda a vida não salvou a alma.
Às vezes você está achando que a sua alma está salva. Mas se ela não mudou a sua vida, ela não está salva. Talvez você seja só uma pessoa curiosa.
Você só gosta do movimento. Mas você ainda não encontrou Jesus de verdade. Por isso aproveite esta noite. Saia dessa árvore da curiosidade. Desce de prece. Receba Jesus. E entenda que se esse Jesus salvou minha alma.
Vai mudar a minha vida. Então eu preciso dizer a ele, hoje eu resolvo fazer alguma coisa diferente daquelas coisas iguais que eu tenho feito na minha vida inteira. Eu vou mudar a minha vida. Se eu roubei, eu vou devolver.
Eu quero ajudar agora os pobres. Eu quero pegar tudo aquilo que eu acumulei. Eu quero distribuir. Porque há uma mudança de dentro para fora. O coração mudou. Porque a graça alcançou. A graça salvou. Então agora eu preciso viver de uma maneira diferente. Amém? Vamos orar por isso. Vamos olhar para essa história de Zaqueu. E vamos entender que o Zaqueu pode ser eu. Pode ser você. O Zaqueu pode ser aquela pessoa que convive com você.
que você às vezes critica, não tem paciência, que você já desistiu talvez, essa pessoa aí já fiz de tudo por ela, não adianta, ela não quer saber de nada, talvez ela só seja um zaqueu que está em cima da árvore, precisa descer, precisa chegar mais perto, precisa ter comunhão com Jesus, precisa se consagrar a Ele.
Tudo isso é um estágio. Ore por você, ore por essas pessoas, para que elas possam chegar ao entendimento, vencer cada etapa, pular cada obstáculo e ter um encontro verdadeiro com a graça que muda a gente, porque salvou a gente. Amém? Vamos ficar de pé? Vamos orar, depois nós vamos cantar uma canção.
Pai, nós somos muito gratos a Ti pela Tua palavra. Palavra essa que é tão poderosa para os nossos corações. Te louvamos, ó Deus, por essa história pura e mais simples, conhecida, popular. História que tem inspirado tantos sermões, tantas mensagens, músicas inspiradas nesta passagem. Mas, ó Deus, nós Te agradecemos porque nesta noite...
ela pode ganhar um novo sentido para nós. Se nós olharmos para essa passagem, e se nós nos vermos ali, entender que nós também podemos ser Zaqueu. Talvez estejamos só curiosos, talvez estejamos nos sentindo confrontados, talvez estejamos no estágio da comunhão com Jesus.
Mas ó Deus, nós queremos sair daqui consagrados, resolutos, decididos. Que por causa desse confronto, desse encontro, nós vamos mudar as nossas vidas. Ó Deus, nós queremos ser aquelas pessoas perdidas, mas que foram achadas pela graça de Jesus.
E abençoa, Deus, para que o nosso olhar se volte para quem está ao nosso lado. E entender que aquela pessoa mais odiosa, mais rejeitada, aquela que nós julgamos a mais difícil, aquela que nós achamos que jamais vai mudar, pode ser um zaqueu. Que quando Jesus entrar na casa dela,
na vida dela, ela também vai resolver mudar todo o comportamento, toda a atitude, todo o pensamento, toda a palavra que ela tem usado às vezes contra nós. Ó Deus, nos ajuda a entender a tua palavra.
E abençoa Deus. Para que esta noite seja. Uma noite de grandes transformações. Aqui neste lugar. Em tantos lares. Que nesta hora. Estão conectados conosco. Aqui ao vivo. Eu te peço a Deus. Alcança pela tua graça. Toda pessoa.
Que talvez daqui a algum tempo, daqui a anos, acesse o canal do Youtube. E ainda ouve essa palavra, assiste essa mensagem. Pessoas que podem ser verdadeiramente alcançadas por ti. Tiradas de uma árvore da curiosidade. E alcançadas e transformadas pela graça de Jesus. Ó Deus, obrigado.
Por estarmos aqui, por participarmos deste momento. Nos ajuda a responder pela fé, aquilo que nós ouvimos nesta noite. É a minha oração, em nome de Jesus. Amém e amém, Senhor.