Episódios de VWCO News

Histórias de mães que inspiram

28 de abril de 202634min
0:00 / 34:42

Pela primeira vez, o podcast amplia sua bancada e recebe quatro convidadas simultâneas para mostrar diferentes exemplos dessa vivência. Se por um lado, Simone e Érica Souza – respectivamente mãe e filha – dividem as estradas como motoristas de testes a serviço da Volkswagen Caminhões e Ônibus, por outro Patrícia e Letícia Cruz trabalham na mesma empresa, mas seguiram para áreas distintas. A primeira como analista de Pessoas & Cultura e a segunda como consultora de planejamento do produto.

Participantes neste episódio6
D

Dani Riton

Host
E

Ed Júnior

Co-host
É

Érica Souza

ConvidadoMotorista de teste
L

Letícia Cruz

ConvidadoConsultora de planejamento de produto
P

Patrícia Cruz

ConvidadoAnalista de Pessoas & Cultura
S

Simone Souza

ConvidadoMotorista de teste
Assuntos2
  • Histórias de mães e filhasRelação mãe e filha na profissão · Desafios das mulheres motoristas · Transições de carreira
  • Experiências profissionais na VolkswagenTrabalho na Volkswagen Caminhões e Ônibus · Carreiras em família
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Bem-vindos a mais um episódio do podcast VWCA News.

Hoje a gente vai falar de um tema que é universal, inspiração. Mas não é qualquer inspiração. Estamos às vésperas do Dia Mundial do Trabalhador e também do Dia das Mães. Então, nada mais justo do que conversar sobre mulheres que nos moldam, nos influenciam e marcam nossas trajetórias dentro e fora do trabalho. Eu sou a Dani Riton e hoje comigo o Ed Júnior.

É isso aí, Dani. Hoje estou aqui de bendito ao fruto, numa bancada virtual ampliada. Pela primeira vez, teremos quatro convidadas. Cada uma com sua experiência, aprendizados e vitórias para compartilhar conosco. E já aviso, não vai ser só sobre trabalho não, hein? Sobre vida. Bora!

Damos as boas-vindas à Patrícia Cruz, analista de pessoas e cultura da Volkswagen Caminhões e Ônibus, com foco em recrutamento. A Pathy já viveu várias transições de carreira e vai trazer muitos aprendizados sobre escolhas e reinvenções. E junto com ela, a Letícia Cruz, consultora de planejamento de produto e, por coincidência ou destino, filha da Pathy. As duas vão contar como é dividir a vida profissional e pessoal dentro e fora de casa.

Muito bom, Ed. A gente tem também hoje a Simone e a Érica Souza, respectivamente mãe e filha. E ambas são motoristas de teste dos veículos Volkswagen. Cada uma com seu olhar, sua história e muitos quilômetros, na pista e na vida. Pathy, Letícia, Simone e Érica, sejam muito bem-vindas ao podcast VWCR News. Obrigada. Obrigada pelo convite.

Boa! Então vamos começar do início, que eu já quero conhecer muito de como isso tudo começou. Érica, ouvi dizer que você praticamente nasceu dentro de uma boleia, né? A Simone já tem mais de 30 anos de estrada e você cresceu nesse ambiente e gostou tanto que quis isso pra sua vida também? Conta pra gente um pouquinho.

Eu sempre fui apaixonada por caminhão desde pequena, né? Sempre viajava com meus pais. E quando eu tirei a habilitação, eu peguei de início, aí depois eu tirei a D, que a mãe incentivou.

Aí eu já tava pra cá, na fábrica, aí a mãe falou assim, aí deu um ano, a mãe, vamos tirar aí. Vamos tirar, sempre me apoiando, sempre ali, vamos, vamos, vamos, te ajudo e vamos. E a gente também sempre unida, sempre ajudando uma outra e é muito bom. Érica, eu me lembro de quando eu conheci você que tava às vésperas da sua prova, a expectativa tava lá no alto, você nervosa e a Simone nervosa também.

E aí, Simone, fala pra gente como é que foi viver a sua filha seguindo seus passos. A estrada, a gente sabe que não costuma ser fácil, é uma rotina bastante cansativa, puxada, especialmente pra mulheres. Então, conta como é que foi enfrentar esses desafios, quebrar barreiras e, no meio disso tudo, abrir as portas pra Érica desse universo.

Então, a Erika quando disse, vou dirigir caminhão, quero dirigir caminhão, aí eu fiquei um pouco tensa, fiquei um pouco nervosa, né? Porque eu sei que não é fácil, né? Assim, é muito gratificante, né? Eu adoro, eu amo dirigir, né? Ponte de caminhões, carreta. E ela...

Ela falou assim, eu quero, né? E aí eu ofereci um instante de ela e falei assim, vamos, né? Vamos que você vai conseguir. E graças a Deus, né? Hoje ela tá aí, né? Na Vox, né?

junto com a gente, né, trabalhando, e deu tudo certo, né? Mas, assim, o coração de mãe, porque a gente sabe aí fora como que é, né? Mas, assim, é o sonho dela, é o que ela gosta, é o que ela quer. Então, eu falei assim, deixa, deixa ela ir. E ela é uma, assim, pra mim, assim, ela é minha fã número um.

Porque eu vejo essa menina na estrada, a gente já conseguiu dor junto, né? Eu de um lado passando, ela do outro. E aquela buzinada assim, ô, e cumprimentando. Ai, que delícia, ai, que bom, né? E eu fico assim, emocionada, muito satisfeita, assim, pelo que a gente veio fazendo, né? E é muito gratificante, né?

E é uma experiência muito boa, né? E a gente, que é mulher, né? E, assim, a gente pode tudo. Três de uma carreta enorme. É muito bom, é muito gostoso, sabe? E, assim, é muito bom. Então, e a gente tá aí, né?

Na Vox, ela deu uma oportunidade para nós estar juntas, né? E é muito bacana, muito gostoso. E estamos aí. É, moçanão, já começou alta aqui. Segura o coração. É isso aí. E Letícia, e lá na sua casa? Minha mãe, minha vida? No seu caso, foi mãe e pai, né? Trabalhar na indústria automotiva foi um caminho natural para você? Como foi essa decisão?

Então, de início, acho que não era o que eu sonhava quando criança, mas eu sempre via eles, né? Eles eram o meu exemplo. E a minha mãe, né? Por ser mulher, você vê a mãe batalhando todo dia, vai para a fábrica, chega em casa e cuida da casa, cuida de mim e da minha irmã, né? Então, sempre vi ela como uma referência como mãe e também como profissional, né?

Então, acho que isso fez parte da minha construção como pessoa, como mulher, e para me tornar a profissional que eu sou hoje. Então, acho que a minha mãe, da mesma forma que a Érica falou, ela sempre me incentivou a realizar todos os meus sonhos, e não foi diferente quando eu quis seguir a carreira da engenharia e de entrar aqui no Volkswagen.

Isso é muito bacana, né, Letícia? Ainda mais pensando que esse mesmo papel que a sua mãe fez e faz com vocês dentro de casa, ela também faz aqui dentro da empresa com tantas pessoas como profissionais de recursos humanos, né? E aí, Pathy, olhando com essa sua perspectiva, não vamos entrar ainda na parte mãe, mas na parte profissional de recursos humanos, de pessoas e cultura.

Como que a empresa enxerga histórias como essas, de famílias que se apoiam e constroem trajetórias conjuntas dentro de uma mesma empresa? E claro, aí conta para a gente como é que foi formar a sua família aqui dentro.

Bom, olhando com essa perspectiva de pessoas e cultura, é sempre bom quando a gente vê um profissional que tem aquela vontade de trabalhar na nossa empresa, mas também se espelha em grandes exemplos. Às vezes nos familiares, e tem muita gente aqui que tem familiar na nossa planta.

nossa empresa, então isso é muito bacana, até porque, além do exemplo, quer seguir os passos, ou mesmo fazer carreira, ou mesmo construir uma família e crescer e se desenvolver, então assim, olhando...

para o mercado, para a nossa região e para o Brasil como um todo, é um espelho, a nossa marca acaba sendo uma referência de credibilidade e isso atrai muitos jovens, inclusive, e eles querem também seguir passos de pessoas de sucesso.

Então, os nossos exemplos de sucesso, de carreira, isso é sempre muito bom, muito positivo e a gente fica feliz. Então, até quando a gente vê parentes na empresa, em outros lugares, poxa vida, parentesco, aqui não, aqui é o contrário, a gente já está no sul do estado. Então, significa que vamos ter pessoas engajadas que não vão querer sair daqui, que vão querer enraizar, trabalhar mais tempo na nossa empresa, está super positivo.

É o contrário, né? A família está aqui, então significa que a família vai se manter aqui, vai continuar na nossa empresa, construir aí um legado para as próximas gerações. E a gente tem na nossa planta, assim, avós, né? Já chegamos pessoas em avós, então tem pai, filho, agora tem o neto trabalhando aqui dentro, então isso é muito bacana.

E emendo na minha história, é isso. Eu acho que eu sou interligada também, eu sou uma outra geração dessa história. Meu pai começou Volkswagen Carros, então eu cresci debaixo da prancheta, vendo meu pai desenhar. Então, eu falo que a bolacha Volkswagen está na minha vida desde que eu era criança.

E aí viemos construindo aí, estudando, trabalhando. E aqui em Resende, tenho familiares, tenho marido, tenho a minha filha. Então a gente fica feliz de estar numa cidade assim. Nunca imaginei morar no Rio de Janeiro, nunca imaginei.

trabalhar tendo pessoas da própria família aqui dentro, e isso é muito gratificante, até porque a gente tem uma paixão. Então, eu sou um pouco suspeita, porque eu passo isso um pouco dentro do meu trabalho. Então, quando eu faço recrutamento, que eu falo para a pessoa, vem trabalhar aqui, essa empresa é boa. Eu realmente acho que eu transmito isso, porque as pessoas falam, nossa, eu estou vendo o brilho dos seus olhos aqui.

que você gosta da empresa, e isso é uma verdade, quem me conhece sabe que eu amo essa empresa, eu acho que a gente acabou transmitindo isso um pouco para os nossos filhos, para quem está no nosso entorno, e a Letícia pode ter visto isso, e com certeza viu, porque eu nunca me esqueço, o primeiro dia dela como estagiária, o pai dela ficou na esquina do restaurante, esperando ela vir.

ela sabia onde era, mas ele, eu acho que era a emoção tão grande que ele queria ali, né, vê-la de uniforme, primeiro dia, eu nunca me esqueço. E a gente também ficou muito feliz e orgulhoso. Então, a gente fica orgulhosa dos filhos que seguem o caminho dos pais, eu tenho uma outra filha jornalista, incentivo também, misturo, assim como eu faço, com o...

o formal, que eu também sou voluntária, como eu faço também o processo seletivo de, olha, se não foi dessa vez, continue tentando trabalhar na nossa empresa, então assim, tem que ter esse acolhimento pra pessoa também não desistir, né, todo mundo quer trabalhar aqui, mas não temos vagas pra todos, então acho que isso é muito legal, e um pouco da minha história é isso, né, ter a família aqui, eu fico muito feliz de...

ter a Volkswagen na minha vida e poder proporcionar tudo que eu tenho, realmente devo a Volkswagen e acaba que isso transmite aí pra não só pra Letícia, como pra minha filha e agora eu tenho uma netinha, né, que também, né, a gente acaba falando, poxa vida, a Volkswagen tá envolvida na vida dela, não tem jeito, não tem como, e aí eu sou muito feliz por isso. Ô Paty, será que a neta também vai trabalhar na Volkswagen? Ia perguntar a mesma coisa.

Não sei, né? Pois é, né? Ela vai fazer nove meses semana que vem, temos um tempinho aí pra ver, mas como eu fiz com a Letícia, não fiquei ali, né? Faço engenharia? Não, acho que foi uma coisa natural, tanto que a minha outra filha fez jornalismo e seguiu a carreira dela também, a Letícia quis, acho que a veia da Letícia de gostar mesmo, assim, de cálculo, de estar no...

da Exata, estar aqui na empresa, e eu fico tão orgulhosa de vê-la crescendo, incentivo, então como mãe, não só a parte, Patrícia, a mãe, mas estudar, eu estudo até hoje, estou terminando outra faculdade, então acho que é um incentivo, acho que a gente tem que buscar o crescimento, e quem se desenvolve aqui dentro, eu falo, olha, a gente tem a contrapartida porque a empresa ajuda, a gente tem possibilidades, muitas possibilidades.

Perfeito. E, Pathy, uma curiosidade ainda com você. Como mãe e profissional, quais são os desafios da maternidade no ambiente de trabalho e como superá-los? Hoje eu vejo, assim, muitas amigas, inclusive com crianças pequenas, e realmente é muito complicado. Hoje, eu acho que desde sempre, né? Para as mães nunca foi fácil essa jornada dupla, essa jornada tripla.

E é um desdobro maior. Mas eu acho que o amor de mãe, ele é muito grande. E acaba conseguindo suprir tudo. Então, ser boas profissionais, com certeza que a gente tem...

várias, dezenas, centenas de ótimas profissionais que também são ótimas mães. E claro, sempre tem, será que eu fiz o suficiente? Deixei o filho na creche, deixei o filho com alguém. Mas o filho depois que cresce, a Letícia é um exemplo disso. A mãe trabalhou, estudou, mas vai crescendo e vai acompanhando que...

nunca deixou de fazer o seu papel como mãe. Então, eu acho que isso é um exemplo para todas as mães que, mesmo com aquele sentimento, poxa, deixei meu filho, estou aqui na fábrica, mas quando eu voltar eu vou dar todo o amor, aquele tempo de qualidade. Então, assim, tem como. E são crianças que vão crescer e vão virar profissionais, às vezes seguir o exemplo dos pais. E isso não fica nada a desejar, sabe? Eu acho que as mães às vezes se cobram demais, mas...

elas sempre se desdobram. Então, não tem nem o que falar. Pathy, acho que nasce uma mãe e nasce uma culpa junto com a mãe, né? De todas as... Tem momentos que não pode estar junto. Simone, e para você, compartilha um pouquinho da sua experiência também como mãe com a gente, né? Para você também não deve ter sido fácil. Você trabalhava na estrada, fazendo transporte de cargas na época, não era isso? Isso.

E aí, como é que foi viver a maternidade nesse contexto? E quais são as barreiras que as caminhoneiras grávidas, ou mesmo as não grávidas, elas enfrentam pelo Brasil afora? Então, eu já era apaixonada por caminhão, né? Porque, no entanto, eu aprendi num caminhão mesmo a dirigir.

que o meu esposo, a gente namorava na época, né? E aí ele já dirigia. Então, nesse... A gente casou tudo, e pra lá e pra cá no transporte. E aí, quando eu tive o Wagner, né? E ele começou a viajar pra fora. E aí, o Wagner já tinha dois anos e meio. Eu falei assim, eu preciso ir pra estrada também. Eu falei, eu vou levá-lo. Era a única forma de eu estar.

ali com o Wagner, né? Inclusive o Wagner trabalha na empresa também, junto com a gente da Volkswagen, né? Ai, que bacana, essa eu não sabia. Isso, o Wagner trabalha com a gente no EVC, na durabilidade, né? Motorista também. Então, hoje ele está com 34 anos, né?

E ele começou a viajar comigo, ele tinha dois anos e meio. E nós três, né? Eu, minha esposa e ele ali. E era uma viagem atrás da outra. Aí que chegou o tempo de colégio, de escola. E eu ficava despedida. Eu deixava com a minha irmã, pra mim poder estar indo trabalhar, né? Estar na estrada. E assim foi conciliando a vida, né?

E com o tempo, mais ou menos, o Wagner já estava com oito anos, quando eu fiquei grávida da Érica. E eu parei aquele momento ali um pouco, mas depois logo eu voltei. E falei, vou carregar a Érica também. Carreguei a Érica desde pequena ali, né? E a Érica foi até os oito anos. E depois ela teve que ficar devidamente por causa do coésio, né?

E eu fiquei na estrada com o meu esposo. E eles, eu sempre tinha alguém para poder estar dando uma força, né? Para poder estar cuidando e para poder estar indo no colégio também. E foi conciliando isso, né? E depois de um tempo que eles já estavam crescidos, eu fiquei definitivamente na estrada e eles em casa.

Até, no entanto, que eles optaram para poder também ser motorista, né? Devido, acho que, à convivência com a gente, né? Devido a ter ido nas viagens, né?

gostar, a gente até trazia os caminhões do transporte do meu esposo até em casa, ele acabava entrando, aquela felicidade, e hoje estamos aí, na estada, junto com a gente, isso é muito bom, é muito gratificante, saber que...

Eu sempre ali estava com eles, né? E mesmo de longe, estava ali numa câmera, né? Conversando tudo e deu tudo certo. E hoje estamos juntinhos aí. É muito bom, muito gracificante isso. Mas deu tudo certo, né? A gente está aí na luta.

É isso aí. E Erika, você já vive a profissão de forma mais direcionada, uma geração nova em que muita coisa evoluiu, e também trabalhando como motorista de testes da montadora. O que te motiva no dia a dia quando entra no veículo para deixar um legado para as próximas gerações, como a sua mãe fez para você?

Olha, eu acho que é a paixão. E quando você tem paixão, você faz tudo na melhor forma, sabe? É a paixão que vem, sabe? É bem maior. Almoço, tipo assim, você entra no caminhão, você faz aquilo com gosto, sabe? Você não pega e fala assim, ah, eu vou pegar e vou dirigir.

Não, você pega, você vai fazer a rodagem, a sua avaliação do produto, tudo, mas você faz com amor, você faz com amor, dedicação, cuidado, o zelo que você tem pelo veículo, é uma coisa assim que você faz, você fala assim, isso daqui é com amor.

entendeu? O amor, ele é tudo ali na hora. Erika, e como é que é depois? Porque você testa os caminhões e ônibus antes de a gente lançar eles pro mercado. E aí, quando você depois encontra com eles nas estradas, sabendo que tem o seu dedinho ali, que você ajudou... Tem um pedacinho meu ali. Exatamente. Tem um pedacinho meu ali, eu fiz parte, tipo assim... Antes de vir pra cá, eu...

Eu estava ali, entendeu? Tipo assim, tem um pedacinho meu. Mesmo que seja um pouquinho, mas eu estava ali. Com certeza. Letícia, para a gente fechar, a gente sempre tem primeiro uma rodada de perguntas mais amplas e depois a gente tem uma dinâmica mais direcionada. E aí, Letícia, para a gente fechar essa nossa primeira rodada...

Fala um pouquinho para a gente como é a responsabilidade e o orgulho de ser filha de mulheres que são referência em suas profissões. Como é que foi carregar o peso dessa camisa aqui dentro da empresa, compartilhando o mesmo ambiente e, ao mesmo tempo, criando também o seu próprio caminho?

Exatamente, Dani. Eu acho que quando eu entrei aqui, eu não tinha meu nome, né? Eu era a filha da Pathy ou a filha do Pelé. Mas hoje eu vejo, né? Por que eu tinha essa referência, né? Porque eles são referências aqui dentro. A minha mãe, principalmente, né? Com os alunos dela todos, né? Que elogiam ela e veem ela como referência. E até tinha um ciúme, né, mãe? Que eles também queriam que você fosse mãe deles.

Então, acho que isso a gente vê, né? Que a gente carrega do berço, né? Que eu fui criada num berço que muitos gostariam de ter, né? E que a minha mãe é um exemplo não só de profissional aqui dentro, mas também de mãe. E ter ela aqui... Respira. A gente te entende.

É muito bom, porque até quando eu passei por dificuldades aqui, né, na minha profissão, ela sempre esteve ali, né, então eu tinha pra quem chorar e que me entendesse, né, que entendesse o ambiente que a gente vive.

Porque a gente sabe que a gente é mulher, que a gente luta, mas que a gente sabe que a gente chega em certas barreiras. E ela sempre foi muito forte e sempre me ajudou muito, né? Então, acho que foi uma construção. E ela tem toda a trajetória dela, né? Que ela já passou por diversas áreas. E ela sempre também me incentivou, né? Tipo assim...

busca, descobre se você acha que você é capaz, você vai em frente então acho que isso é uma característica muito forte dela, que eu vejo que aqui ela também passa para as pessoas, para os alunos para as pessoas que trabalham com ela e ela sempre ter essa veia bem humana de zelo pelas pessoas, de cuidar das pessoas e eu acho que isso ela demonstra muito ela é ela em todo lugar que ela está, então acho que acho que é isso é isso

Que episódio é esse, hein, Dani? Que isso, cara. Esse episódio já está, assim, já é especial, né? Eu estou também super emocionado aqui, lembrando de quanto aprendi e aprendo com minha mãe, que hoje está em Votoporanga, interior de São Paulo. Mas, voltando para cá, nós sempre temos uma dinâmica para fechar com chave de ouro o nosso VWCO News. A pergunta é, Pat, Letícia, Simone e Érica, vocês topam participar dessa dinâmica?

Sim, com certeza. Gostei de VED, porque isso é o que eu chamo de coragem. Elas ainda nem sabem o que é e já estão topando. Já embarcaram conosco. E a nossa proposta para essa etapa final hoje é simples, mas bastante poderosa. A gente já começou o episódio com todo mundo se emocionando e eu acho que agora vai todo mundo desaguar de vez.

Mas a ideia é que cada uma de vocês nos revele um momento especial em que se orgulhou mais ainda de sua mãe ou filha no ambiente de trabalho. Bora? Pathy, vamos começar com você? Eu já estou aqui me desmanchando de lágrimas, mas eu posso falar sim.

da minha mãe, pela força que ela teve de tantas coisas que ela passou. Então, eu tenho muito orgulho da minha mãe e tenho muito orgulho das minhas filhas. A Letícia, por se desafiar muitas vezes, me fez chorar aí, mas...

Eu sempre choro, mas eu fico feliz, é um choro de alegria por ver quando a gente vê um filho vencendo, se desafiando e enfrentando momentos difíceis. E aí eu sempre falo, olha, tá com medo, vai com medo mesmo.

A minha outra filha também, que é mãe e que largou o emprego fixo por se desafiar numa empresa internacional, trabalhar remoto para cuidar de um bebê. Então, também sou muito orgulhosa por ela ter essa coragem.

do incerto, uma empresa de fora, de outro país, mas ao mesmo tempo priorizar estar junto de um bebê. Eu acho que um orgulho, quando uma mãe se orgulha, tem tanta coisa envolvida, sabe? Tanta coisa envolvida por trás que não é só o dia a dia, são momentos, é uma retrospectiva que vem na nossa cabeça que não dá para escrever nem falar em segundos.

mas é uma alegria de poder dizer e se eu fosse falar uma palavra seria orgulho, não só da minha mãe mas também das minhas filhas Muito bom, Letícia e você, o que nos conta?

Eu acho que hoje eu enxergo que o momento que, quando eu olho para a trajetória da minha mãe, o momento que eu tive orgulho foi quando ela ficou oito anos sem trabalhar para cuidar de nós, crianças, né? E ingressou novamente no mercado de trabalho, né? Entrou na Volkswagen, desde então ela está aqui. Então, eu tenho orgulho de ela ter tido essa coragem, né?

ser desafiado de seguir essa carreira dupla de mãe, de profissional, de entrar aqui nesse ambiente de trabalho e estar fazendo a história dela aqui. Então, é por isso que eu me orgulho da minha mãe. E vou falar de mais uma etapa dela, de quando ela veio para Pessoas e Cultura, porque é a cara dela e ela nasceu para isso. Eu acho que ela realmente tem vocação.

então eu tenho muito orgulho dela por ela ter tomado essa decisão e por hoje ela está onde ela está e está feliz e eu tenho muito orgulho disso Petícia, se você me permite, eu concordo fazer transição de carreira e duas vezes, porque ela era de pessoas e cultura foi para engenharia, para produção e logística agora voltou de novo realmente precisa de bastante coragem, é um exemplo bem significativo mesmo Então

Agora, Simone, prepara o seu coração. Érica, conta pra gente, em que momento você mais se inspirou na sua mãe aqui dentro da Volkswagen Caminhões e Ônibus? Ai, Deus, mas está em todos, né? Porque, tipo assim... A mãe sempre foi... Ai, Deus, deixa eu inspirar um cadinho. A mãe sempre foi uma pessoa... É muito batalhadora. Tipo assim, a mãe sempre foi uma pessoa que incentiva, ajuda. Ela...

Como posso explicar? Ela sempre, tipo assim, vamos, vamos. Ela pega e ajuda, ela pega, vamos fazer, vamos. Ela sempre apoia, sabe? A mãe, ela nunca foi aquela pessoa assim, ah, vamos ver. Não, agora e vamos, entendeu? A mãe, ela é uma pessoa assim, exemplo de uma mulher, atalhadora. É uma pessoa assim, e eu falo assim, que ela é meu exemplo.

de tudo. O exemplo de uma pessoa que sempre correu atrás, sempre criou os filhos, sempre trabalhou. E a partir do momento que eu ingressei, que eu entrei junto com a mãe, ela sempre me apoiou.

Eu sempre tive aquele, como eu posso falar assim, eu tô ali do lado da minha mãe, tipo assim, eu tô do lado da minha mãe, a gente tá dentro de uma empresa, a gente tá trabalhando junto, eu tô com a minha mãe, entendeu? Falei assim, cara, é minha mãe.

Então, o que me motiva, tipo assim, a gente já rodou juntas, né? Já fizemos rodades juntas. E eu falei assim, nossa, eu tô trabalhando junto com a minha mãe, tô rodando junto com ela. E eu falo assim, eu falo que eu sou...

A pessoa que mais admira é ela. Porque quando a mãe está dirigindo a carreta, eu falo assim, eu quero ser um motorista igual você. Porque é um exemplo para mim, sabe? A minha mãe, não é falar assim, né? Porque ela é minha mãe, mas ela é uma profissional excelente. Eu sempre falo isso para ela.

E eu falo assim, eu sou uma pessoa que estou iniciando agora, né? Eu tenho 25 anos e a experiência que ela tem, eu não tenho nem um terço, assim, né? Mas eu admiro ela demais, demais, demais, demais. Porque é um exemplo de, como eu posso dizer, uma mulher que foi...

que dirige caminhão, que sempre trabalhou com isso, que sempre correu atrás, né? Criou os filhos e hoje, né? Eu não tenho palavras para ela. Eu não tenho.

Realmente não é para qualquer uma enfrentar a vida assim, de frente, na estrada. É realmente um grande exemplo das duas para nós. Das quatro, né? Ela é um exemplo, porque eu falo assim, é uma motorista para mim e eu me inspiro nela. Eu falo para ela assim, para mim você dirige super bem. Super bem, super bem. E quando eu estava fazendo rodagem, a gente se encontrou.

Ela passou de um lado, eu tava subindo, ela tava descendo a serra, eu falei assim, que lindo. Aí depois a gente se encontrou, a gente subindo, eu falei assim, eu olho assim, eu fico, cara, que admiração que eu tenho dela. Que admiração. Ai, meu Deus, que episódio é esse, gente? Simone, é a sua vez agora. Ai, que orgulho. Ai, eu sou muito orgulhosa pela Érica, sabe? Sou o Wagner também, meu filho, sabe?

que está na mesma profissão que eu, meu esposo, né? E eu tenho muito orgulho, né? E a Erika, é muito gratificante estar trabalhando com ela aí na empresa.

E não é só eu que ajudo ela, não, sabe? Ela também me ajuda muito, sabe? Ela, pra mim, ela é meu suporte ali também. Não é porque eu sou uma motorista, dirijo por bem, que ela acabou de dizer, né? Mas, assim, ela também é um suporte ali pra mim, sabe? É muito gostoso.

E eu fico orgulhosa dela, sabe? Ela mostra pra gente que tem desafio, né? Que, tipo assim, ela não tem as palavras, não. Eu vou, eu vou e vou fazer bem feito. Que nem a mãe faz.

Mas eu falei isso aí, vamos embora. Aí eu fiz por ela, sabe, dirigindo. Aí às vezes eu fico assim, né? Mas eu não posso dizer muito, porque eu não posso demonstrar muito, porque eu também.

Mas ela faz muito defeito, ela dirige super bem também, sabe? Nós fizemos rodagens juntas, né? E, tipo assim, né? Nós trabalhamos juntos, só que eu não com a mãe dela ali e nem ela é minha filha. Nós somos um profissional. Então, fizemos o teste, né? E, assim, trabalho como...

Uma colega de serviço, né? Não esquece mãe e filha. E é muito gratificante. Eu adoro trabalhar assim com ela, né? E da mesma forma assim que ela gosta também de trabalhar comigo.

E aí eu sou muito orgulhosa, eu sou muito orgulhosa dela, sabe? Ela, eu fico feliz por ela ter inspirado em mim, mas essa dedicação, esse amor que a gente tem por caminhões já vem de lá de trás, sabe? Que é meu esposo, meu esposo já está desde 1995 na Volkswagen, entregando os caminhões zero nas concessionárias, ele trabalha no transporte.

Então, é uma felicidade tanto para a gente, sabe? Então, por isso que nós estamos apaixonadas pelos caminhões, né? E a gente estamos aí. E eu fico muito orgulhosa, sabe? Eu agradeço a Deus. Agradeço a Volkswagen, ao pessoal todinho. É uma felicidade, sabe? A gente estamos aí. Porque eu sei que temos as empresas que é difícil de estar ingressando para o Intesco, né? Mas...

Que maravilha, né? Isso faz parte porque é muito bom, é muito gratificante. E a gente gosta muito de estar fazendo o que faz, né?

E o meu maior orgulho, assim, eu vejo ela, não tem preferência, né? O que vem é carreta, caminhões grandes, pequenos, ela enfrenta, sabe? E ela vai, faz o teste direitinho, faz o serviço dela bem feito. E eu fico super feliz, muito orgulhosa dela, da filha que ela é, sabe? Ela é uma menina excelente, uma menina...

muito educada e eu sou muito gratificante, sabe? Agradeço muito a Deus por ela, pelo meu filho também. E estamos aí, né? Não luta, mas é muito bom.

Simone, sabe o que a sua mensagem me diz? Vocês se inspiram mutuamente e vocês inspiram, com certeza, todos nós com esse episódio do podcast VWC News. Sério, eu até me arrepiei aqui, a saudade bateu forte, me transportei para tantos momentos em que minha mãe foi meu exemplo também e como continua sendo até hoje. É sempre muito bacana ver esse impacto e como que ele atravessa gerações.

Com certeza, Dani. Infelizmente, chegamos ao fim de mais um episódio do VWCO News. Mas não posso finalizar sem mandar um beijo especial para minha mãe. Mãe, obrigado por tudo. Um beijo para você.

E um abraço apertado a todas as mães que nos acompanham. Obrigada, Simone, Pathy, Eric e Letícia, por inspirarem não só esse episódio, mas também os nossos ouvintes. Obrigada a você que esteve conosco. Esperamos vocês no próximo episódio do podcast VWC News. Até lá!

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