Rumo ao trilhão | Rafael Stark, CEO do Stark Bank, e Felipe Facchini, CEO do Stark Infra
A inteligência artificial deixou de ser uma discussão sobre ferramentas e passou a influenciar decisões de gestão, estratégia e organização das empresas.
Neste episódio do podcast MVP, Gustavo Brigatto conversa com Rafael Stark, fundador e CEO da Stark Bank, e Felipe Faquini, CEO da Stark Infra, sobre como o grupo está se reorganizando para um mundo em que agentes de IA passam a trabalhar ao lado das pessoas.
Na conversa, Rafael explica por que considera o consumo de tokens um investimento, e não um custo. Ele conta como a IA já executa tarefas que antes levavam semanas em poucos minutos e defende que o papel do desenvolvedor está mudando: menos código manual e mais capacidade de orientar, revisar e orquestrar agentes inteligentes.
O episódio também mostra como essa visão influencia a estratégia da empresa. A Stark quer chegar à marca de R$ 1 trilhão em volume transacionado ampliando sua atuação para empresas menores, automatizando completamente o onboarding de clientes e acelerando sua expansão internacional.
Felipe detalha a evolução da Stark Infra, empresa de infraestrutura financeira que nasceu dentro da Stark Bank e hoje atua de forma independente oferecendo soluções para bancos, fintechs e instituições financeiras. A conversa passa pelas novas verticais da companhia, incluindo cartões, crédito, inteligência artificial e ativos digitais.
Ao longo do episódio, os executivos também revelam como estão implementando IA em praticamente todas as áreas da empresa: da engenharia ao jurídico, passando por compliance, atendimento e operações. Eles contam ainda por que promoções e bônus passaram a considerar projetos de IA e como a companhia está construindo seus próprios assistentes inteligentes para clientes e colaboradores.
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Gustavo Brigatto
Rafael Stark
Felipe Facchini
- Nubank e Mercado Bancário· NegociosMeta de R$ 1 trilhão em volume transacionado · Expansão para empresas menores · Onboarding automatizado em 5 minutos · Internacionalização · Stark Bank · Rafael Stark
- Impacto da IA na produtividadeConsumo de tokens como investimento · Aumento de produtividade com IA · Pair programming com IA · Mudança no papel do desenvolvedor · Rafael Stark
- Adoção e Implementação de IAIA no jurídico, compliance, atendimento e operações · Projetos de IA em promoções e bônus · Assistentes inteligentes para clientes e colaboradores · Rafael Stark · Felipe Facchini
- Assistente Virtual MarIAAssistente para integração de clientes · Redundância e múltiplos fornecedores de IA · Fases do projeto: wake word, processamento de áudio/texto, geração de áudio · Rafael Stark
- Evolução da Stark InfraSoluções para bancos, fintechs e instituições financeiras · Novas verticais: cartões, crédito, IA, ativos digitais · Modelo BIN Sponsor e processadora in-house · Felipe Facchini · Stark Infra
- Estratégias de MarketingImportância da marca e storytelling · Experiências premium: Fórmula 1 em Mônaco, Wimbledon · Start Making Experience (música, gastronomia, esportes) · Diferenciação dos grandes bancos · Rafael Stark
- Cultura de Graça e AcolhimentoIncentivo a projetos de IA para promoções · Foco em adicionar agentes em vez de pessoas · Treinamento em IA para diretores e colaboradores · Rafael Stark
- Cenário MacroeconômicoImpacto de juros altos no crédito e float · Instabilidade externa e eleições · Estratégia de não dependência de fornecedores · Felipe Facchini · Rafael Stark
Hoje eu tô chegando aqui na Stark Bank para falar com o Rafael Stark e com o Felipe Fachini sobre Stark Bank e Stark Infra. O papo vai abranger muito, a gente fala muito sobre a construção de cultura nesse mundo de inteligência artificial, a gente fala um pouco também sobre as expectativas aí para Stark Bank. Eles querem chegar a 1 trilhão de volume tradicional traz acionário 2026. O Rafael falou sobre internacionalização, eles querem chegar, abrir em um país fora do Brasil e também baixar régua, segundo ele, começar a pegar empresas um pouco menores aí, que é o perfil tradicional da Stark.
Do lado de Stark Infra também, o Felipe fala um pouco sobre as unidades de negócio e quais são as apostas aí da do spin-off do Stark Bank. Bora lá! Tava conversando aqui antes de começar a gravação, o Rafael soltou uma pérola aqui que eu queria começar a conversa por essa história. A gente está falando de IA substituindo pessoas, só que ao mesmo tempo as contas de tokens estão ficando caras, né? As pessoas estão consumindo, os desenvolvedores, está todo mundo consumindo muito token e isso é um custo alto.
Como é que você está enxergando essa questão do consumo de tokens aqui dentro e o uso de IA aqui dentro do Stark?
É que eu vejo de uma forma diferente, eu não vejo como um gasto alto, eu vejo como investimento. Então, óbvio que despesas os empresários normalmente gostam de cortar, mas investimentos você faz porque você vai ganhar mais lá na frente. Então essa é a minha visão sobre aí. Então num time que eu tenho 40, 45 devs, talvez agora com a produtividade que a AI traga eu tenha 400 devs, virtualmente falando. Não em pessoas, mas em produtividade.
Cada um com 10 agentes.
Então assim, ou então A minha visão é: se eu tenho uma ferramenta que aumenta a minha produtividade, eu consigo fazer mais em menos tempo, então talvez com o que esse time faria sem a nos próximos 3 anos, eu consiga fazer em 6 meses. E se isso é possível, eu vou ter um ganho no mercado muito grande.
Aceleração.
Então assim, eu não tô muito preocupado com o gasto que a gente vai ter em tokens. Eu brinco com a galera que, cara, se eles não estão gastando o salário deles em token, tem alguma coisa muito errada.
1 para 1, então o cara tem que gastar, ele tá liberado para gastar tanto quanto ele ganha mesmo?
Nem 2%, né? Eu já dei orientações lá para o diretor de tecnologia, cara, a gente tem que mudar isso, a gente tem que gastar, é para gastar, é para, enquanto, porque assim, o que acontece hoje, como é que funciona o trabalho? A pessoa vai lá, entra aqui, o computador começa a acordar, da tipo horário ele vai embora. Então acho que com a AI agora, antes de ir embora ele pode delegar alguma coisa para AI fazer, para quando ele for começar a trabalhar no dia seguinte estar pronto.
Alguma coisa que seja mais complexa, mais trabalhosa. Então enquanto ele não está trabalhando, a AI está trabalhando. Enquanto ele está trabalhando também a AI está trabalhando. Ele pode paralisar entre vários agentes fazendo tasks em vários— eu vou te dar um exemplo do que eu pessoalmente fiz recentemente. A gente, só pra ficar mais tático, né? A gente dá suporte hoje a 9 linguagens de programação, né? Quando o cara vai integrar com o Stark Bank.
E uma das bibliotecas que a gente dá suporte é uma de criptografia, de ECDSA, que não tinha. Tem em cada linguagem uma biblioteca diferente. Eu falei, cara, isso lá atrás, né? Sei lá, 6 anos atrás. Falei, cara, a gente vai usar isso Então eu quero dar suporte a esse algoritmo, mas eu quero criar as nossas bibliotecas para ser igual a interface para todas as— e eu queria código puro, sem dependências. E aí eu vi que o Anthropic, elas são mitos, né?
Fiquei preocupado na questão de segurança, vulnerabilidade, e eu comecei a usar o Opus para poder verificar se, por exemplo, nessas bibliotecas não tinha alguma vulnerabilidade. E aí, imagina que eu pedi para o Opus verificar 9 linguagens de programação, vulnerabilidade de 9 programas, ele achou coisas bem pequenas que não afetaria a gente, mas eu fiquei preocupado que não afeta a gente, mas alguém de fora que fosse olhar, porque essas bibliotecas são públicas, poderiam achar que tem alguma coisa que poderia afetar a gente.
Eu falei: "Cara, isso não pode nem acontecer." Então eu pedi para ele resolver esses minors que ele achou em todas essas bibliotecas, Ele fez em 9 em paralelo ao mesmo tempo. Além disso, eu pedi para ele fazer benchmarks para ver se não tem como melhorar o algoritmo. Cara, ele trouxe uns negócios matemáticos, nunca ouvi falar que daria para melhorar a performance do algoritmo para fazer mais rápido as operações. E aí eu pedi para ele fazer esse Python, ele fez isso assim em 2 minutos.
Aí depois eu pedi para ele replicar em 9 linguagens de programação, ele replicou para todas, melhorou performance, atualizou o a descrição da biblioteca com melhoria do tempo de performance, né? E depois ele fez já o commit já dando a descrição do que ele fez em cada uma.
Caramba!
Ele abriu o PR, 9 PRs em paralelo explicando detalhadamente, cara, o que ele fez, o algoritmo que ele colocou, a FC que ele colocou, dando casos de teste para o QA poder testar. Isso foi 30 minutos de trabalho.
Isso demoraria, você não sei nem se... Muito mais!
Para 2 devs fazerem na nova linguagem de programação. Eu fiz em 30 minutos.
Em 30 minutos. E com qualidade para colocar em produção?
Total, ainda aumentando cobertura de teste. A gente tinha 35 testes unitários e colocou 74. Em todas linguagens de programação. 30 minutos.
E isso já está em produção hoje? Já está implementado? Já está implementado, já está rodando dessa forma.
Que louco! Então assim, isso eu que assim não tenho tempo de programar, de codar, que eu tô em reunião o dia todo falando com pessoas, fazendo podcast, falando com cliente, entrevistando novas contratações, falando com meus diretores, falando com subordinados, isso assim no meu período parcial. Então assim, imagina um time full-time melhorando nosso produto, escalando o sistema, criando nossos produtos. Cara, é impossível eu falar de economia de token. Não entra na minha cabeça. É pra gastar. Se não tiver gastando, tá errado.
Você como um cara técnico, qual que você acha que vai ser o papel do dev diante desse cenário aí? Teoricamente, pô, o negócio fez em 30 minutos.
Eu acho que muda um pouco o paradigma, né? Acho que o paradigma antes era o desenvolvedor fazer, um outro desenvolvedor revisar, né? Ou 1, 2, 3 desenvolvedores revisar pra poder ir pra produção. Acho que agora AI entra como sendo um pair programming. Então o programador não faz, a AI faz, coda por ele, ele vai dar o direcionamento de como fazer, por onde ir, porque tem vários caminhos que levam a Roma, né? Tem várias formas de fazer o mesmo software.
Mas tem formas que eu entendo que são mais organizadas e melhor para manutenção ou que um ser humano consiga entender, porque não adianta a AI fazer um código que funciona e você não Não sabe, não entende o que ele faz.
Sim, sim, sim.
Acho que não é só funcionar, né? Porque funcionar tem várias formas de fazer que funciona. Tem que ser algo que dá para entender, que tem uma certa estruturação, organização, que tem a separação de responsabilidades. Então você tem certos princípios de programação que tem que estar ali.
E você tem um registro histórico para depois, 10 anos, 15 anos na frente, você conseguir voltar, né?
Então o paradigma muda do dev, em vez dele fazer, aí vai fazer, ele vai orientar o como fazer. Ele vai revisar o trabalho dela, né, e aí vai ser feito o commit e dado para um outro desenvolvedor fazer a revisão, né, que também pode ter uma outra AI fazendo a revisão junto com o ser humano, né, para depois ser mergeado e poder eventualmente ir para a produção.
Legal, então o Dev vai ser mais um...
então ele vai ser... Code Programming.
Code Programming. É isso que eu estava tentando criar um termo aí, batizar algum termo assim.
Code? Perdão, eu falei errado. O termo é pair programming.
Pair programming?
É, ele vai fazer pair programming.
Pair programming, que ele emparelha com a IA?
É o par, é a dupla. Que o pair programming é dois desenvolvedores. No caso vai ser o desenvolvedor e a IA.
Ah, então um novo formato de pair programming. Que aí com a IA, em vez de interagir com uma outra pessoa, ele interage com a IA e vai interagindo ali e vai evoluindo. Legal, então esse é o caminho, isso que o programador vai ser, isso que o dev vai ser.
Acredito que nesse momento hoje sim.
Legal.
Agora, a gente já começou aqui falando de pormenores e do tema mais do momento, mas dá alguns passos para trás para falar sobre Stark Bank. Esse ano vocês fazem 7 ou estão fazendo 8 anos?
Vai fazer 8.
8, esse ano faz 8 anos. E você está falando de chegar a R$1 trilhão movimentados, né? R$600 bilhões ano passado, R$1 trilhão esse ano. De onde vai sair esses R$400 adicionais? Quer dizer, há duas perguntas, né? Como você mantém esses R$600 e como você adiciona esses R$400?
Eu acho que assim, primeiro que eu queria ressaltar que esse volume total transacionado é por todas as empresas do grupo, engloba a Stark Bank, Stark Infra.
Ah, beleza, tá bom.
Boa parte, o maior volume hoje é Stark Bank. Então, o que a gente vai fazer? Acho que as duas business units têm estratégias diferentes, têm públicos diferentes. Então assim, dentro de Stark Bank, a gente está cada vez mais entrando em empresas, tanto empresas grandes que têm procurado a gente porque a galera começa a crescer, começa a ter muito problema operacional em outras casas. Então eles já têm por esses 8 anos já um histórico, né, o nosso tema estável, a galera comenta, a gente recebe muita indicação, né, pô, trabalha com os caras lá, não precisa mais ter dor de cabeça.
Então a gente tem uma entrada de novos clientes. Além disso, a gente vai por conta da AI, né, a gente refez todo o nosso onboard, a gente vai soltar agora um onboard automatizado, que eu quero que uma empresa abra conta em 5 minutos. Então a gente vai abrir para low-tail.
Hoje é mais ou menos?
Cara, fast track hoje um dia, tempo médio uma semana. Porque tem muito ser humano hoje fazendo trabalhos operacionais para poder identificar empresa. Então você receber, cara, eu não consigo abrir no mês 10 mil contas bancárias hoje. Eu vou abrir 100 por dia. Com tipo um boardroom automatizado a gente já começa a abrir o long tail. Por quê? Porque eu quero transformar o Stark Bank num banco de dia a dia. Que apesar que a gente sempre pensou muito na empresa média para grande, Acho que a gente evoluiu muito de experiência de usuário, né?
Então é bem bacana fazer pagamento e recebimento dentro do banco que eu uso hoje, da minha PJ, assim, adoro. Então acredito que outras empresas menores consigam usar também. Então a gente vai separar um pouco, os menores é mais self-service o desenho, os médios para grandes vai ter gerente de conta dedicado, time assessorando para—
Aí você vai cortar por faturamento, é isso?
É, exatamente.
Ah, nem banco corta, né?
Adquirência é outro produto que a gente está investindo bastante, a gente quer ganhar bastante market share nos próximos 12 meses aí dentro de e-commerces. Cartão corporativo é um produto que cresceu 300 e tantos por cento no ano passado, continua crescendo. E Pix, que a gente é um dos líderes do mercado hoje.
Sim, ainda é Pix, ainda é o mais relevante para vocês ou já tem outros produtos que estão mais...
Hoje, pessoal, receita vem principalmente de float de tesouraria. E tem muito dinheiro parado em conta, então a gente repassa o rendimento para os clientes 100% CDI sobre depósito parado, mas acaba gerando muito com juros altos, então acaba gerando muito rendimento de tesouraria. A tesouraria fatura mais do que qualquer produto individual. Olha só, que louco!
Você é banqueiro mesmo, hein, Rafael? Já ganha mais com dinheiro de depósito do que do produto, então você virou banqueiro de verdade. Daqui a pouco Ou vai fazer que nem o Vélez, vai entrar pra febraban...
Quem sabe, eventualmente.
Mas de produtos então, hoje como é que é o stack ganhando dinheiro?
Tesouraria hoje é principalmente o número 1, depois vem Pix, acho que na sequência vem cartão corporativo, depois da linha de clientes outros produtos. Não tenho de cabeça a quebra, mas com certeza hoje é...
Mas hoje você tem mais do que antes, que era interchange, né, só por causa do cartão corporativo. Hoje você já está mais, hoje já tem uma variabilidade, mais linhas de receita.
Aí outros produtos começam a aparecer já. Então a gente tem essa agenda de ter vários produtos para o cliente consumir o que quiser. Quando ele quer um banco, um banco, né, ele procura isso. Tem um banco, mas Não quero um banco que só faça recebimento, só faz pagamento, Pix. Que as fintechs muitas vezes são muito limitadas.
Limitadas a alguma coisa.
A fazer uma coisa específica. Ah, eu sou uma solução de cartão corporativo para despesas corporativas. Ah, eu sou uma solução de adquirência. Ah, eu sou uma solução... Não, cara, a Starkey Bank é tudo.
E a ideia é principalidade?
Total, total. A galera que começa a usar a Starkey Bank normalmente para, né? E infra? Que eu vou deixar mais o Fachini poder falar, né, em linhas gerais, é aumentar o share dos produtos atuais, né, que a gente está tendo muita entrada de novos clientes, né, principalmente que tá vindo de fora, as empresas que estão vindo de fora abrir aqui no Brasil, que são gringas e operam aqui no Brasil, cara, a gente se vira preferido assim, número 1, né, por quê?
Porque essa galera normalmente, o time de tecnologia, eles têm mais vós para poder olhar soluções. E quando eles comparam a nossa API, que ele vai lá abrir conta, tem 9 linguagens de programação, ele pode abrir conta, fazer o teste de carga, fazer uma POC sem falar com a gente, vai pegar os concorrentes, ah, peraí, para você ver minha documentação, assina um NDA aqui. Aí o cara já olha assim, porra, tá de sacanagem, né?
Legal, legal.
Não sei se eu posso falar de sacanagem, mas desculpa.
Aqui tá liberado, a sala é secreta, ninguém tá ouvindo.
Não, porque eu fui corrigido, eu fui dar uma entrevista num veículo grande aí, aí por acaso eu soltei isso assim, a mulher: "Não, olha, não pode, não pode falar." Aqui é startupeiro, aqui é vida real. Eu falei: "Poxa, desculpa, eu nem pensei nisso." Mas assim, a gente expor muito empresas americanas que eu respeito e admiro muito. E todas essas empresas americanas, eu tive essa experiência como desenvolvedor de integrar. Então sempre foi muito fluido, você vai lá, cria conta, sandbox, baixa o SDK, começa a fazer integração, você tem exemplos lá, etc.
Então em 2 dias eu matava integração. Você conseguia fazer. Então eu sempre, desde que eu fundei Stark, eu quis trazer muito essa minha experiência como desenvolvedor, sabe? Tem que ser fluido, tem que ser fácil, a galera tem que conseguir fazer uma POC, um MVP sem precisar falar com ninguém aqui, sem pedir permissão, sem Então esses princípios sempre tiveram na Stark. E o Brasil, infelizmente, a área de tecnologia, né, o Brasil é um país que o agro representa muito dentro do PIB.
Sim, 25, 30% do PIB, né? Exatamente.
Então quem manda nas empresas, as empresas ainda é a área de negócio, a área comercial que manda. Tech não tem muita representatividade, é sempre assim, a área comercial, a área de negócio fecha e falta a tech se vira e integra. Aqui no Brasil sim, nos Estados Unidos é diferente, tech lá representa um grande percentual do PIB. As maiores empresas lá sempre são empresas de tecnologia. Você vai ver lá a top 10 lá da Nasdaq, da New York Exchange, cara, o percentual grande são empresas de tecnologia.
Até a i16 soltou um gráfico recentemente até que eles falam "software ate the world", né? "Software will eat the world". A frase do Andreessen, ele falou: "Eles soltaram software ate the world." E já as maiores empresas são as empresas de tecnologia.
Então o pessoal de tech tem muita voz. Então para empresas fora do Brasil, empresas americanas, até agora empresas chinesas também que estão vindo bastante aqui, cara, a área de tecnologia dá muita opinião porque é muito relevante isso. Então quando os caras analisam, a gente tem tido bastante vendas assim. Legal.
E aproveitando então esse gancho, já que, né, falar um pouco de infra, que você fez, você investiu do Bezos e fez o caminho que ele fez de criar a AWS, que é a Stark Infra, né, que o Felipe tá à frente aí. Um pouquinho mais de 6 meses, né, Felipe, que fez, 7 meses, fez esse spin-off. Como é que tá evoluindo isso? Como é que é viver essa vida, essa carreira solo? Ele enche muito saco ainda, não? Mais ou menos.
Eu dou liberdade pra caramba, tá?
Liberdade assistida.
E ainda dou budget ainda. Ainda dou budget pro cara.
Eu acho que a questão de encher o saco, aqui brincadeiras à parte, acho que tem uma vantagem de fazer uma dobradinha do business com o técnico, entendeu? Então acho que ajuda mais do que me enche o saco. Me dá liberdade pra tocar o negócio. E ainda me ajuda na evolução técnica. E aí, acho que a importância desse spin-off para a Stark Infra é que ela nasce do Stark Bank, ela nasce com soluções já testadas do Stark Bank, a gente coloca essas soluções para o mercado, mas com a evolução eu tenho potenciais clientes, inclusive concorrentes do Stark Bank. Então eu preciso—
Essa é uma pergunta interessante.
Eu preciso ali criar um Chinese Wall, que eu preciso atender o mercado inteiro e conforme eu vou evoluindo nas soluções e atendendo cada vez mais as necessidades dos meus clientes, vão surgindo demandas que não necessariamente são demandas que atenderiam o Stark Bank.
Você começa a ter uma vida própria.
Hoje eu tenho agendas separadas, o Stark Bank é um cliente meu, assim como os nossos outros clientes. A nossa vertical mais forte é a vertical de core bancário, de fato, que foi de onde nasceu, participante direto, indireto, toda uma parte de SPB, SPI, TED, boleto, consulta DICT, Ledger que a gente botou recentemente, cabine, então assim, a gente vem aumentando bastante a gama de produtos para oferecer cada vez mais soluções de infraestrutura para o cliente. Além disso, a gente tem uma segunda vertical, que é uma vertical de cartão.
Também cartão?
Que nasce do Stark Bank, aí a gente trabalha no modelo BIM Sponsor nessa vertical e agora a gente lançou recentemente a processadora. Então a gente construiu uma processadora in-house lá atrás para atender o Stark Bank e agora a gente está colocando essa processadora também para aqueles clientes que são um pouco maiores, que já têm as que tem essências com as bandeiras. Então a ideia é atender esse público também. Legal. Então outra vertical de crédito, dentro dessa vertical a gente faz toda a parte de bancarização, gestão de contratos, simulação, cessão para a FDIC, para a securitizadora.
Essa é uma vertical que a gente pretende expandir bastante esse ano, então tem bastante oportunidade de mercado, bastante demanda. Tem bastante sinergia entre os outros produtos, então cartão e crédito a gente vai evoluir bastante.
De oferta, tá?
Isso. Além disso, a gente tem uma outra vertical de IA, pegando uma carona no que vocês estão falando, a gente lançou um primeiro produto para o mercado, um produto onde a gente faz a leitura de poderes, então a ideia de contrato, né, quem pode assinar, então o Rafael pode assinar até $100 milhões, depois tem que assinar comigo e assim por diante. Esse é um trabalho muito grande para quem faz abertura de conta PJ em massa. Então essa é só uma das frentes que a gente está atuando.
Mas a ideia dessa vertical é que eu trabalhe em duas frentes separadas. Uma é reduzir o operacional. Então como é que eu reduzo o operacional dos meus clientes? E uma outra, como é que eu ajudo ele a vender mais? E através de soluções de ela. E aí tem mais uma vertical que a gente está estudando, que a gente ainda está entendendo como é que a gente vai fazer. A gente nasce no Stark Bank, que é a parte de digital assets. Então ali hoje no Stark Bank o cliente já consegue fazer compra e venda de cripto.
Sim, até às vezes vocês anunciaram uma parceria com o mercado Bitcoin, né?
Isso, isso. E agora a gente está estudando aqui O que a gente vai fazer em termos de infraestrutura, né? De infraestrutura pro mercado.
Legal. Então, oferecer isso também pro mercado, por que que você acha que isso, vocês começam a, por que que vocês acham? Porque você tá vendo ou já tem, é um caminho ou porque já tem demanda? De onde que tá vindo isso?
Acho que é os dois, né? A tendência é aquilo que a infraestrutura que tá por trás desse mercado de digital assets proporciona de ganhos em termos de eficiência financeira e demanda dos próprios clientes pelo ecossistema que a gente tem de ter a Stark Bank de um lado, uma empresa de infraestrutura do outro lado, a gente tem uma demanda muito forte desse mercado. Então, por que não aproveitar? Além disso, para ganhar eficiência para a gente, redução de custos, entre inúmeras outras vantagens que a gente vê hoje.
Legal. E onde que você vê, você falou todas essas frentes, mas onde você vê mais potencial? O que que deve... Porque pensando, a Stack Infra não é novata, mas nesse, né, nessa, se puxa agora independente, vamos dizer assim, né, semi-independente, já tem muita competição, né, já tem bastante, muitos players estabelecidos. Onde que ela se encaixa? Onde que vocês, qual o caminho que vocês vão seguir para se diferenciar?
Eu acho que assim, uma pergunta que eu recebo frequentemente é quem que é seu concorrente? E no fim eu tenho N concorrentes, né? Inclusive eu tenho negociação com vários concorrentes para que ele me use como infraestrutura num outro pedaço onde ele é mais onde ele é mais fraco, onde não é o core dele. Então assim, acho que o nosso grande diferencial é a forma como a nossa infraestrutura foi criada, né, como que o Rafael desenvolveu os sistemas que dá uma flexibilidade muito grande de eu colocar novos produtos, novas soluções, fazer customizações e escalar Ao mesmo tempo, então ele foi, toda essa infraestrutura foi programada para suportar, aí o Rafael fala às vezes que é para atender o Brasil inteiro, às vezes o mundo, mas assim, eu acho que é onde a gente se diferencia, eu consigo me mover muito mais rápido, acho que um outro grande diferencial é que eu já nasci em real-time.
Tá.
Quando eu falo que eu já nasci em real-time e eu pego a maioria dos outros players, Eles acabaram se adaptando, né? Sistemas legados que rodavam em batch, tudo eles se adaptam para que eles consigam trabalhar numa realidade. Tem sistemas legados e tudo. A gente já nasce pronto para esse mercado. De uma forma, tudo construído em microserviços. Depois, ele que é o técnico, deixa ele falar um pouco mais. Mas tudo construído em microserviços de uma forma que eu não fique desatualizado e que eu consiga fazer pequenas mexidas e escalar essa operação de forma mais rápida.
Não sei se você vai complementar, mas isso é até um ponto interessante, porque todo mundo fala de grandes empresas tendo que se adaptar a esse novo mundo e tal, mas também vejo muito fundador ou muita startup que está tendo que reescrever tudo, porque também o cara de 2, 3, 4 anos atrás que não está pronto para esse, tecnicamente assim, a plataforma não está pronta para esse novo mundo de IA. Como é que, você falou um pouquinho dos devs, mas como é que está Debaixo dos panos aqui na Starq, o que vocês estão...
Antes de falar disso, é só para não esquecer que ele comentou uma coisa importante, eu queria ressaltar. Chinese Wall, é uma coisa que é pra gente muito importante. A gente atende bastante fintech, aquelas que começaram no Starq Bank e depois migraram para Starq Infra. Então assim, essa questão da Chinese Wall é muito séria aqui. Tipo, nenhum comercial da Starq Bank tem acesso a dados de infra e vice-versa. Nenhum comercial de infra tem acesso a quem que é o cliente, volume, mensageria, o que ele está atendendo.
Cara, o comercial não tem acesso a isso, porque pra gente é muito sério essa chain of all, justamente porque a gente atende concorrentes e a gente não usa dados de concorrentes contra eles, assim, não é aceitável. Até brinco, você já deve ter assistido com certeza o filme Troy lá com Brad Pitt, até a cena dele lutando com o Heitor, E o Heitor tropeça numa pedra. Então acho que tem dois tipos de empresa ou pessoas, né? Se o concorrente tropeçou numa pedra, você se aproveita disso e vai lá e finaliza ou fala: "Cara, levanta aí porque eu vou ganhar de você na moral porque eu sou bom mesmo", sabe?
Então a Stark é desse tipo de empresa, sabe? Levanta que a gente vai competir, não vou competir na sujeira não, sabe? A gente não dá carrinho por trás, o negócio é Se a gente ganhar de concorrência ou de que quer que seja, é porque, cara, a gente realmente é bom. Não porque a gente usou dado, porque a gente trapaceou, fez coisa aqui e ali, porque tem... A gente sabe que tem umas empresas no mercado financeiro que faz qualquer coisa para poder ganhar, né?
Enfim, tem uma galera que tem uma fama aí. Mas não é o caso da Stacks. Você nunca vai ouvir isso da gente.
Que vocês estão usando, se aproveitando de alguma coisa para essa... Imagino que isso deve ser um, até o Felipe deve ouvir bastante isso nas propostas, depois a gente volta a esse ponto da infra, mas imagino que isso seja um ponto ou uma dor ou um questionamento frequente, né Felipe?
É, porque assim, eu até brinco bastante que assim, eu acho que isso é muito da cultura brasileira, né, então assim, o brasileiro ele sempre quer ganhar sozinho, ele tá preocupado em se entender. Eu trabalhei bastante tempo para empresa de fora e ali você tinha até um termo que era o "friend me", né? Então assim, eu posso competir aqui, mas aqui eu posso ser, aqui eu posso trabalhar junto e ganhar de alguma forma. Então a gente tenta trazer um pouco dessa cultura e "ah, mas você é meu concorrente, não faz sentido eu fazer com você".
Não, quem é concorrente seu é o Stark Bank. Eu tô aqui, eu tenho essa solução, sei lá, pegar um Pix, "Essa solução é meu core, eu faço isso, eu tenho um mercado grande disso, um dos líderes nesse mercado." Cara, não tem por que você gastar o seu tempo no que não é o seu core, numa agenda que é super evolutiva, puxada pelo Banco Central, com demanda, demanda, demanda, demanda constante de evolução. Por que você vai gastar o seu tempo e correr o risco em vez de focar?
Naquilo que você pode oferecer, que de fato faz sentido para o seu negócio, para o seu cliente, faz comigo que eu faço para você de uma forma mais eficiente e mais barata do que você internalizar.
Hoje o seu cliente, seu ICP é enterprise, é grande?
Hoje eles são clientes grandes, são, depende da vertical, são algum tipo de instituição financeira, pode ser um Uma IPE, um banco, eu tô falando mais de participantes de Pix. Quando a gente abre para crédito tem SCD, tem até, chegou a ter correspondente bancário, então assim, a gente tem aberto um pouquinho mais, mas assim, o meu mercado-alvo de fato, o meu target são fintechs, bancos, IPEs, SCDs, é o tipo de cliente que a gente procura.
Legal. Deixa eu voltar então à questão da infra, como é que, né, não da Stark Infra, mas infra da plataforma de tecnologia, que como é que a Stark tá fazendo debaixo do capô ali, ou você considera que vocês já estão adaptados realmente a esse mundo de agentes e tudo mais?
Não, a gente está em processo de implantação de cultura, né, que eu tô numa agenda muito forte, comecei com os diretores, né, Dei para eles uma task que sai alguns cursos de AI que a gente elencou que são bem importantes eles estudarem, né? E coloquei para todos os diretores, não é para a área de tecnologia, não, todos. E fui dando exemplo do que que AI poderia fazer na área de cada um. Acho que em tech é mais óbvio, né? Mas, por exemplo, eu falei para o meu diretor de compliance: "Cara, com AI você poderia ter agente que tá fazendo..." ajudando no monitoramento transacional, procurando coisas que você, seu time, o ser humano ainda não viu, ou que até o próprio software que você está usando não achou, que o agente poderia achar, né, operações suspeitas, né, gerar um alerta, criar já uma mensagem para automaticamente questionar o cliente, pedir mais informações para o ser humano poder analisar, né?
No onboarding mesmo a gente colocou AI para tudo, para justamente abrir a conta em 5 minutos, porque o que que o ser humano tá fazendo ali para poder garantir que aquela empresa é séria, que aquela empresa tá correta, o que que ele verifica? Bom, um agente pode fazer tudo isso, né? Aí eu virei depois para diretora de jurídico, né? Falei, cara, Com AI a gente pode, se a gente toma muito processo, 100% dos nossos processos praticamente é porque um usuário teve algum problema com algum correntista do banco.
E aqui no Brasil infelizmente é muito normal o cara processar a empresa e o banco. Apesar que já tem um consenso aí dos, é porque eles tentam colocar a teoria da cadeia, do código de defesa do consumidor. Ah, porque você é fornecedor Então se o cara teve falha na prestação de serviço, por você ser um fornecedor você também tem culpa.
É, como é que chama? É, corresponsabilidade, é isso aí. Você é corresponsável.
Vou te dar um exemplo de um processo que eu achei tão bizarro. Antes de você voltar a falar de arma, é que foi tão bizarro. A Buser é cliente nosso, foi um dos primeiros, foi o quarto cliente nosso. Até hoje usa a gente bastante. E aí teve um cara que processou a gente, não processou a Buser. Porque ele comprou um ônibus, uma passagem na Buzzer, o ônibus, o motorista errou o caminho, demorou 2 horas a mais para chegar no destino, e ele processou a gente e não processou a Buzzer.
Porque ele teve esse transtorno de ter demorado 2 horas a mais. É porque ele vê lá no comprovante de pagamento Stark Bank, aí pensa: "Ah, Stark tem, o banco tem dinheiro." "Vamos processar o mano." Sei lá. Mas é sempre assim, processo... Sei lá, o cara vendeu uma coisa no e-commerce, sei lá, não chegou, chegou... Ele não gostou, processa o e-commerce, processa a gente. É coisa assim mais normal do mundo, 100% dos nossos processos praticamente é isso.
É alguém que... putz.
Aí, cara, falei... Voltando agora na AI, só pra você dar um contexto. Falei: "Cara, a gente pode fazer uma AI que vai lá no JusBrasil, assim, que apareceu um processo contra a gente, já leu o processo, já vê..." Todos que a gente ganhou aqui, cara, a gente ganha 95% dos processos, né? Já vê a tese, já monta a petição, já deixa pronto para um ser humano dar uma última lida e protocola em um dia.
Tá. Já se lisa a defesa ali.
Então assim, eu fui apontando, que eu não quero estender muito, mas assim, eu fui apontando em cada área coisas que assim dá para fazer, que não é só área de tecnologia, tá?
Como é que a empresa mesmo se adapta?
Então assim, os meus diretores Eles têm que conhecer as ferramentas e o que elas conseguem fazer, porque eles não têm nem noção. Eu, pessoalmente, não tenho noção. Eu estou estudando, eu estou aprendendo, porque tem coisa nova saindo todo dia. E...
Eu estava com curiosidade. O que você... Você também, Filipe? Como você está usando aí? Já que você é um dos diretores, então você recebeu essa missão também, né? O que você tem usado mais hoje de ferramenta e de IA e por quê?
Cara, assim, eu tenho comprado bastante as 4 maiores, né, que é OpenAI, Anthropic, o Gemini do Google e o Groq do Elon. E tenho conhecido algumas outras ferramentas porque a gente está trabalhando, né. Eu pessoalmente estou liderando um projeto de AI que a gente está criando uma assistente virtual, a gente vai soltar em breve isso. Então, pessoalmente, 90 80% do código foi o que eu fiz. Sério? É mesmo? Assim, aí a AI fez, eu fui fazendo pergunta por pergunta.
Mas nesse estágio, empresa de série B, fundador botando o código, é também curioso isso.
Então assim, a gente, eu brinco que basicamente criou um Jarvis. É bizarro. Eu fiz muito pensando em voz, né? Então essa AI, ela tem algumas fases e vai soltar agora a primeira fase, né? A fase 2 espero anunciar agora no StarCrew 20 em junho, né? Mas essa fase inicial é... O problema que eu quero resolver é: muitas empresas integram com a gente, né? E por mais que a gente dá documentação, SDK, get started, passo a passo de como fazer as coisas, tem um ser humano lá que não lê, né?
Infelizmente. Aí chegam perguntas técnicas básicas que estão lá escritas, mas o cara não tem... O ser humano infelizmente tem preguiça de ler, né? Acontece. E aí que eu falei, cara, antigamente nós devs, eu quando trabalhei muito como dev, pesquisava as coisas no Stack Overflow, né? Você tinha dúvida, você pesquisava lá e tal, você achava. Hoje o pessoal vai pesquisar direto na AI. Eu falei, cara, então vou criar uma AI que você vai perguntar para ela, ah, quero fazer, mandar um Pix do Stark Bank para outro banco.
Ele vai lá te dar exemplo de código, te explica. Quero tratar webhook, pá, ele vai te explicando o que você quiser, como é que integrar com ela. Tipo, a gente vai explicar de uma forma muito didática, dando exemplo de código, que ele vai dar as respostas que tá na documentação, que o cara ele vai mastigar, né, em resumo. E aí eu fiz isso pensando em voz, em você falar, sabe? E então você pode escrever também, mas você pode falar.
Você chama, eu não posso agora revelar o nome e tal, mas a gente vai soltar em breve, né? Então você fala o nome da AI, ela atende, eu que criei a cara para ela também. Você começa a falar com ela, né, e ela vai colocando de lado assim os códigos, ela vai fazendo tudo por você.
Ela vai mostrando.
Aí você só copia e cola e já era.
Mas isso aí você fez mais em quê? Usando um pedacinho de cada uma das 4 ou mais com alguma específica?
Não, tem outras, porque tem... O projeto é separado em 4 partes, né. A primeira é um wake word, que é você falar o nome dela e ela entender que você está falando com ela, porque senão ela vai ficar gravando o tempo todo, mandando áudio pra lá e processando. Vai gastar muito.
Ah, muito? Você falou que podia gastar.
Não, mas assim... Você tá se contradizendo. Não, mas é diferente. Esses tokens os clientes estão usando de uma forma errada, né? Não é meus desenvolvedores, isso é diferente. Então assim, a wake word dela é entender e aí essa primeira parte. Aí quando ela entende, ela começa a gravar o que você tá falando até você fazer uma pausa de 2 segundos. Ela fecha isso e manda para o nosso servidor esse áudio. Aí depois tem uma AI. Tem duas AIs, né, que tem...
Eu trabalho sempre com redundância, né? A gente vai fazer teste de performance, né, que converte esse áudio em texto, né? Depois tem outra AI, que são duas, tem redundância, que uma só vai falhar, tem outra, que processa esse texto e gera a resposta. E tem a terceira parte, que é pegar esse texto, converter em áudio, retornar para minha AI. A gente fez uma animação dela falando, né? Ela tava aí falando a resposta e ela também...
O que ela fala é diferente do que ela escreve. Porque às vezes falar eu quero falar uma coisa mais simples, escrever eu quero dar exemplo de código que é bem complexo. Então não faz sentido ela narrar.
Interessante isso. Interessante. Para não ficar só um papagaio repetindo ali, ela depende.
Ela fala diferente.
Interessante.
E aí você pode ir trocando. Então esse é o estágio 1 que a gente vai soltar muito em breve agora. A gente vai inclusive soltar um teaser de marketing mostrando a cara dela, mas sem revelar nome e tal. E aí vem a fase 2 que eu quero fazer, que é o Star Code, que é basicamente desenvolver um AI especialista em integração do Stark Bank para a AI ir lá e codar o Stark Bank dentro do código fonte do cara, para a integração não ser mais— a integração pode ser rápida, pode ser 2 dias, pode ser 1 mês, pode ser 3 meses, depende do time que está fazendo.
Eu quero que o cara integre em 1 hora dentro do Stark Bank e poder ir para a fase de homologação e teste. E a terceira fase, eu quero colocar dentro do Internet Banking. Eu vou ser o primeiro banco a fazer isso. Você basicamente vai falar com a nossa IA: "Ah, me gera um relatório assim, assim, assado." Plá, tá pronto. "Ah, me explica essa transação porque falhou." Puta, tá aqui a explicação. "Ah, me gera um cartão com R$100 mil de limite para eu colocar na aba." Puta, tá aqui o cartão.
"Ah, manda uma carta de auditoria para o meu..." Agent banking, alguma coisa assim. E assim, ela vai resolver tudo. Vai ser 24 horas por 7, fala qualquer idioma, então se a gente tem cliente chinês usando, cliente americano, ela fala qualquer idioma. Eu tava até brincando com ela, falei um "ni hao" assim, ela respondeu em chinês, não entendi o que ela respondeu, mas... Falei um francês, falei italiano, ela respondeu tudo assim, sabe?
Tá, mas isso aí, esse roadmap, essas fases, a primeira agora? Já, rápido assim? Felipe, o que você está usando dia a dia?
Eu uso OpenAI, Anthropic, Gemini um pouco menos, a gente acaba usando bastante coisa do Google. Acho que menos do que ele, eu tenho... Ele fica ali codando o tempo inteiro, mas eu tenho usado...
Mas é legal, quer dizer, então a gente tem duas visões, né? Fael que fica com o Dani, você que é do business, o que que se encaixa melhor? O que que você acha que dá mais?
Eu tenho usado mais para agilizar rotinas do meu dia a dia, para me livrar tempo, otimizar processos.
Quantos funcionários, quantos agentes você já tem?
Mais uns 2, 3 estagiários ali, mais ou menos fazendo esse papel. E deram uma puxada no time também. Eu acho que parte do que ele falou, que a gente chegou aqui num senso comum, é que se os líderes do grupo não incentivarem, você tem uma curva de utilização em massa, de fato, muito demorada. Então todos assumiram o compromisso aqui de fato colaborar e dar exemplo e usar. Eu acho que não é só dar um exemplo por dar, né? Mas quando você mostra na prática o que uma pessoa que não é esperado consegue fazer e consegue ter de melhoria, ganho, acho que isso desce com muito mais velocidade e mais eficaz também.
E dentro dessa agenda cultural, comentei assim, cara, agora toda promoção vai ser relacionada a algum projeto de AI que a pessoa fez ou que ela implementou agentes. Que eu tô muito querendo controlar a quantidade de pessoas, eu não quero adicionar pessoas. Vocês estão com quantas pessoas hoje? Hoje 170. Eu quero adicionar agentes. Então toda promoção agora vai ser relacionada a isso, eu falo até para os diretores: "Cara, o bônus de vocês, um dos fatores vai ser o tanto que vocês promoveram e implementaram o projeto de AI aqui dentro." Uau!
Nossa! E aí, mas qual que é a medida? Só o projeto ou o resultado que aquele projeto trouxe?
Não, assim, acho que os projetos, primeiro que eles têm que fazer sentido, né? Não é assim fazer por fazer só para falar que eu fiz. Acho que ninguém quer criança, a gente consegue avaliar que o cara tá dando pedalada, né?
Então é o projeto, mas o resultado que ele trouxe para o negócio, né?
É, um projeto que faça sentido, né? Que trouxe automatação, que cortou custo, que trouxe eficiência operacional, né? Os diretores vão apresentar os projetos, os times vão apresentar os projetos para os diretores ou para os gerentes, etc. Então, assim, essas coisas vão ser avaliadas ao longo do ano.
Legal. Então, 170 pessoas, você acha que não é um número que você pretende crescer muito? Então, até nessa, né, para chegar nesse trilhão de...
Ah, meu diretor de RH queria ir para 200 OVTs.
Sério? OVTs. Mas agentes pode ter?
Agentes pode ter. Agora não é mais adicionar pessoas, é adicionar agentes, criar um exército de agentes trabalhando e automatizando, né?
Mas os gestores já estão no momento, você acha que os gestores já sabem administrar agentes?
Não, eu acho que eles estão em fase de aprendizado. É por isso que a gente trouxe os cursos.
Tem gestor que não sabe administrar gente, ainda vai administrar agente, né?
É, acho que assim, ninguém nasce sabendo, né? Mas isso que eu acho legal na vida, a capacidade de aprender. Então são tecnologias novas, acho que o time tech tá mais avançado em relação a outras áreas da empresa, né? Mas a ferramenta acho que não é só para o time de tecnologia, acho que é para todo mundo. Você entender o que que consegue fazer por você e trazer isso para o seu dia, para todas as áreas, assim, é incrível. Então assim, a gente está investindo muito em treinamento, Pra todos os diretores, assim, pra eles fazerem, pra eles entenderem as ferramentas, as possibilidades, pra daí, uma vez que você conhece a ferramenta, você escolhe quais ferramentas você vai usar no seu dia a dia.
Mas não tem como você usar uma ferramenta se você não sabe nem que ela existe, né? Acho que o primeiro começa disso.
E de novo, todo dia surge uma, até isso é interessante, porque você falou que usa as 4, o Felipe também usa algumas, eu também uso algumas e tal, "Mas todo dia aparece coisa nova." Cara, como é que também é um fomo, né? Aí você começa um negócio no ChatGPT, aí você testa no Gemini, aí depois você vai no Claude. Cara, também como é que...
Eu acho que assim, além disso também, às vezes hoje o ChatGPT é melhor, aí o Claude sai uma versão nova, aí fica melhor, aí o Gemini sai outra versão, ele tá melhor, né? Em relação, então assim, a gente Os produtos aqui internos que a gente vai soltar para cliente usar, a cada 3 meses a gente vai fazer uma medida de performance, para poder trocar o principal e a redundância. Às vezes o principal é um, mas daqui a 3 meses o outro que era redundância ficou melhor, ou o outro que não era nem principal nem redundância, ele é melhor, então ele vira. Então a cada 3 meses a gente vai fazendo testes para poder—
Para ir otimizando essas coisas e também não ficar dependente. Não ficar dependente de um fornecedor só, né?
Que acho que esse é o principal risco. Isso não existe, a gente ser dependente de um fornecedor só. Desde o princípio, esse projeto, que eu pessoalmente eu codei isso, né? Cara, tudo tem dois. Eu não coloquei três porque eu achei demais, né?
Tá.
Mas para cada pedaço daquele que eu te narrei mais cedo, eu fui fazendo teste com os quatro, mais outros que são mais especialistas. Então, por exemplo, para conversão de voz. O Anthropic não faz, o Groq não tava muito bom, mas assim, tinha por exemplo a ElevenLabs que é muito boa, então a gente foi adicionando outros fornecedores que fazem.
Também mais especializados.
Porque tem as que são mais gerais, que são essas quatro, né, mas tem AI específico para certas coisas. Cara, tem AI que é muito boa para fazer foto, tem outra que é muito boa para fazer vídeo, outra que é muito boa para voz, né, então a gente vai adicionando fornecedores específicos Mas sempre trazendo redundância.
Sua recomendação é essa? Pensar na redundância.
E na não dependência. Na Stark, tudo nosso tem redundância. Não existe... Porque a gente não pode gerar uma falha. Um fornecedor nosso não pode causar uma falha para o nosso cliente final. Então, todo o código da Stark, desde o princípio, tem sempre redundância. A gente sempre pensou em redundância. É por isso que o nosso sistema é muito estável, porque se falha uma coisa, tem outra que garante.
Te pega, não? Tá. Agora o Felipe comentou a questão de juros, né? Quer dizer, por crédito é bom juros altos, né? Por produto de crédito é uma beleza, né? Você pega, você consegue ganhar mais, né? Mas e por float também, juros altos é bom, né? Mas quer dizer, nesse cenário, juros ainda, né, dois dígitos muito altos, apesar das quedas recentes, né? Por toda a instabilidade externa e tal, como é que vocês estão olhando, como é que vocês estão planejando o negócio mesmo?
Para navegar esse cenário mais instável. Tem eleição aqui, eleição nos Estados Unidos também. Uma vez eu estava conversando com um cara, ele falou: "A gente vai depender muito das midterms lá dos Estados Unidos também." Então, pô, às vezes tem os fatores nossos e os fatores externos que fica todo mundo esperando e vocês estão com esse crescimento agressivo aí. Como é que vocês estão planejando o dia a dia?
É dentro assim, dentro da... Acho que você tem a Batista Starkin, você é a Batista Starkin, né?
Sim, sim, sim.
Eu não dou assim, eu tenho crédito e tudo, eu não dou o empréstimo, né? Eu não empresto o dinheiro, eu dou a infraestrutura e eu faço a bancarização. E aí, cenário de juros altos não necessariamente necessariamente ele parece mais atrativo, mas não necessariamente é mais atrativo para mim, porque quanto mais alta taxa de juros, mais caro é o empréstimo, menos gente pega e o risco é maior. Então quem tá de fato dando funding ali, ele retrai.
Então eu prefiro trabalhar num cenário para esse business aonde você consegue dar uma saúde maior para as empresas, emprestar mais dinheiro de uma forma mais saudável. E aí, em relação ao que eu vejo, é mais ou menos o que você falou, é um, assim, a gente está acompanhando, acompanha todas as notícias para ver como afeta, obviamente afeta a floating de alguma forma ou não, mas eu não tenho uma dependência no business de infra tão relevante do floating, ele faz parte, obviamente fica dinheiro das operações a gente rentabiliza em cima, mas assim, graças a Deus não, graças a estratégia, a gente não tem uma dependência grande em cima disso.
Tá. Eu tinha um professor, o professor Simão, lá da USP, ele fala: "Você precisa de sorte também, né? Graças a estratégia, mas você precisa de um pouco de sorte também às vezes na vida, né?" Mas então, como é que você gere, Rafael? Como é que você gere duas empresas? Como é que Você tem algum sistema, alguma coisa, não sei, como que você faz hoje em dia com tanta instabilidade?
As empresas estão quebrando para facilitar o gerenciamento em business units.
Inclusive o spin-off seria um pouco disso.
Então já temos aqui a Stark Infra, que o Felipe é o CEO e está tocando, a Stark Bank, o banco digital, a gente está contratando um CEO para poder tocar.
Você sobe para conselho?
Não.
Ou você fica como CEO?
Que a gente vai abrir em outro país, então tem outro já CEO da Starkey Bank no outro país, entendeu? Então você é CEO global.
Ah, tipo o que o Nubank também fez, né?
É, exatamente. A mesma história. Então assim, vão ter 4.
Ah, então você vai se promover.
Isso. Aí tem o CEO do Starkey Bank Brasil, que a gente já está em vias de que vai reportar, tem o Fachini, tem Stark Crypto, que é uma outra business unit de quem tá montando aqui.
Ah, Stark Crypto.
Vai ser outra business unit focada, que pra mim é... E tem um outro Stark Bank em outro país, que eu não posso abrir ainda, que a gente vai... Já tem um CEO contratado, né, que a gente tá em vias já de trabalhar pra conseguir a... Estamos trabalhando pra conseguir a licença.
Lá nesse outro país?
Assim que conseguir. Então os 4 vai reportar pra mim. E aí eu vou deixar o Fachini com os diretores, o da Stack Bank com os diretores e de dia a dia eu vou supervisionar de perto 3 áreas, que é marketing, produto e tecnologia. Marketing que eu gosto bastante, tô gostando muito de criação de marca, né, pra mim hoje marca eu vejo como algo muito importante.
Interessante, um cara técnico gostando de marketing é meio...
É o meu God Design, você vê o escritório. É verdade, verdade, verdade. Ou eu tive uma ex-funcionária que ela falou que ela via uma questão de eu colocar arte em tecnologia, né?
By the way, né, que o fundo aqui, né?
É, a sala você vê que toda sala de reunião nossa é uma obra de um artista muito famoso, né? Então assim, você for olhar o design de API, até o design de API, cara, eu tenho muito cuidado do nome das rotas, da beleza esteticamente de olhar aquilo lá. É diferente, os caras normalmente não estão nem aí. Então, antigamente eu achava, eu tinha muita tese americana, que o melhor produto vence. Então eu sempre foquei muito em produto, tentar criar o melhor produto, etc.
Mas eu aprendi aqui no Brasil bastante coisa que na verdade é o produto mais conhecido vende, é vence. Até o melhor produto ser o mais conhecido. Então você tem que fazer o seu produto ser conhecido. É aquela coisa, qual que é o melhor produto, o do McDonald's ou o do Madeiro? Só que qual que vende mais e é mais conhecida e fatura mais?
Sim.
Entendeu? Então não é necessariamente o melhor produto que é o que...
Que é o que vence sempre automaticamente.
Automaticamente. Então, McDonald's, desculpa se eu falei... Eu não falei qual que é o melhor, quem quer? Eu gosto dos dois, hein, gosto dos dois. Mas é só para brincadeiras à parte, é só para dar uma alegoria. Então para mim marca é muito importante porque uma das barreiras que a gente sempre teve é, cara, puta, mas quem que é você?
Mas foi um entrante, né?
Exato. Então quando você cria uma marca que está consolidada, o cara não tem mais essa, ah, puta, você vai sair do Itaú para ir para o SAC, beleza. Mas se você não tem marca, pô, sair do Itaú para ir para o Star, como assim?
Até uma provocação, mas pô, aí você vai sair de estar para ir para o Star, que aí o cara: pô, aquele cara da Fórmula 1, não sei o quê. Explica um pouco essa coisa de Mônaco, foi ideia sua provavelmente, né? Estou entendendo aqui agora. Isso tem gerado resultado?
Total, para caramba. Eu não posso abrir nome, mas tem uma família de uma empresa muito grande que me chamou para jantar em Miami que queria me conhecer porque queria ir para a Mônica, a esposa queria ir para a Mônica. Sério? Então o que acontece, quando você, porque assim, estratégia de marketing depende muito do público que você quer atingir. Nosso caso, como a gente sempre focou em empresas maiores, não adianta eu colocar ads, porque a empresa grande ela não vai buscar a solução lá no Google, vai ver ali e vai contratar.
Normalmente empresa pequena funciona muito bem. Então a gente criou o Start Making Experience, que era um Programa que eu fiz com a minha diretora de marketing, ela é focada em alguns pilares, né? Música, gastronomia e esportes. Então qual que era a nossa ideia? Se a gente cria eventos únicos, as pessoas automaticamente vão querer estar em torno da gente. Então a gente cria um ecossistema que as pessoas podem fazer negócio entre elas e eventualmente com a gente também.
Porque o ser humano ele quer estar em torno de coisas interessantes. Em torno de pessoas interessantes ou de eventos interessantes. Isso é parte do ser humano. E se for olhar outros bancos, tanto no Brasil quanto fora, a gente não tá fazendo nada que eles não façam.
Não, sempre fizeram isso.
Eles sempre fizeram, cara. Você vai ver: a Cirque du Soleil vem aqui para o Brasil, é um banco que tá fazendo. A peça tal, é o banco tal que tá fazendo. A exposição de arte, é o banco tal. A exposição de avião, é o banco tal. Cara, você vai em Guarulhos, cara, sala VIP, banco. Então assim, isso é muito normal, tanto fora do Brasil quanto dentro. A única diferença é que a gente foi para as cabeças, entendeu? Ah, beleza, vamos fazer Fórmula 1?
Vamos. Qual que é o... Fazer Interlagos? Não. Qual que é o mais pica do mundo? Mônaco. Entendeu? Ah, mas não, Mônaco. Ah, vamos fazer tênis, vamos levar a galera para algum torneio de tênis para poder assistir. Qual?
Rio Open?
Não, pô, Wimbledon. A única diferença é isso, que a gente está indo para as cabeças fazendo esse premium do premium do premium. Ah, vamos fazer alguma coisa com alguma marca. Ah, quem? Eu não vou falar brasileiro para não dar problema aqui. Alguma marca de roupa, puta, Zayn e a Loro Piana. Então já vai para— a única diferença.
Você já viu cliente que realmente concentra mais e fala: "Cara, eu vou gastar mais." Já teve esses relatos? Vou gastar mais para poder entrar no corte ali?
Eu acho que assim, tem. Mas assim, o ponto é que eles não têm que gastar mais ou vir emprestar aqui só por conta disso. Isso é um plus. Acontece que você tem que juntar as duas coisas, senão você está querendo subornar alguém. Não é esse o objetivo, entendeu? A questão é, cara, a gente tem um produto a produto que a gente desenvolveu ao longo de 8 anos de história, que é muito bom, tem ferramentas de controle, tem escalabilidade.
Tem coisas que melhoram muito a vida da empresa, do time financeiro. Aliado a isso, a gente está criando um ecossistema, que são experiências, conexão entre pessoas, etc. Então a gente está fazendo as duas coisas. Não é que eu dou isso aqui, tá aqui meu produto de prateleira, é porcaria, que você vai meter goela abaixo porque você quer isso aqui. Não é isso. Cara, tá aqui um produto extremamente premium, que talvez você não conheça porque a gente é novo no mercado, talvez você não conheça ainda a nossa marca, "e eu tô fazendo isso aqui pra você começar a conhecer a gente e pra você ver que a gente é premium em todos os aspectos, não é só no produto que é premium, é toda a relação com a marca que você tem é premium." Entende?
E quando o cara entra nisso, que ele fala: "Puta, cara, eu conheci os caras, olha quem tá em torno dos caras, ah, deixa eu experimentar o produto, puta, que legal o produto, pô, a experiência é muito boa." E aí é o pacote. Entende? Então assim, é uma construção que não é simples. Não é só da experiência, vai lá que...
Beleza.
É pra poder...
Que acaba que os grandes bancos têm um pouco... Ok, tem isso, mas tem também, mas é muito nesse sentido assim de, cara, tá aqui, né? Não tá tão atrelado, não tá tão amarrado dessa forma como você tá colocando. Os grandes bancos acabam... Até porque eles têm muito dinheiro, eles conseguem fazer qualquer coisa, né? Mas eles acabam fazendo um pouco mais de só pra... Até para aparecer mesmo do que para ter essa amarrada dessa forma com o cliente.
É, a gente é muito preocupado com storytelling, né? A história que a gente está contando nessa construção. Os bancos, eles não necessariamente precisam se preocupar com a história porque já estão consolidados, né? E talvez seja igual você falou, para mais chamar atenção, quer aparecer em alguma ativação ou outra para fazer awareness, né? Do que necessariamente construindo storytelling de alguma coisa.
Você bebe disso, Felipe? Você consegue extrair?
Sim, acho que assim, o público é diferente, né? Então eles estão focando em PJs grandes, médios, aí como o Rafa falou, a gente deve descer essa régua com fluxo de jambalhão automático. Eu, no meu caso, assim, meu público-alvo são bancos, fintechs, varejistas, enfim. A minha construção de marca é uma estratégia bem diferente.
Um pouco mais.
Minha construção de marca é levar informação, levar conteúdo, ajudar nessa agenda de segurança, enfim, proteger o cliente, ensinar como é que ele faz. Acho que tem um papel importante de educar o mercado.
Legal.
A gente faz bastante evento. Para isso, faz bastante parceria e obviamente que como grupo a gente acaba usando de alguns assets que são mais assets do Stark Bank, mas que a gente acaba usando em conjunto. Tem também bastante assim cliente que é dos dois, então muitas vezes o cara tem, é um correntista do Stark do Stark Bank, mas ele pode ser um cliente do Stark Infra também. Então sim, a gente acaba usando. Não faz parte da minha estratégia direta, né, mas eu acabo usando.
Legal. Até aproveitando que o Felipe falou dessa coisa de baixar régua, duas coisas até acho que para finalizar, Rafael, que você poderia falar sobre baixar régua de onboarding automático ali, né, mais acelerado, e essa questão de ir para fora, né. De ir para outro país. E para outro país é América Latina, Europa, Estados Unidos? Só dá um shake?
Não posso dar detalhe não. Isso é pauta para outra conversa.
Boa.
Não, e nem um... sim. É pauta para outra conversa.
Tá bom, beleza. Quanto tempo mais ou menos vai ser essa próxima conversa?
Cara, espero ganhar essa licença em 2027.
Tá, então, mas quase, quase no ano ainda.
Talvez se for mais rápido, a gente deve ter uma pré-autorização esse ano ainda.
Tá bom, então ficamos de olho. Esse de baixar a régua, quer dizer, Stark Bank então vai buscar clientes um pouco menores agora? É essa a leitura?
Não é que a gente vai buscar, né, a gente não vai atrás deles necessariamente, é porque assim, a gente tem Starcam XG tá dando muitas empresas porque são pequenas. Porque o cara seria um cliente ruim? Não. É porque a gente não tem capacidade de atender tanto, priorizar, de foco, etc. Mas assim, a questão é por que não? O não é porque o nosso onboarding tinha muito processo manual, muito ser humano que fazia buscas, pesquisas, etc.
Beleza. É que antes não era objetivo ter 10 mil, 100 mil, 1 milhão de clientes, sei lá. Não tô falando que a gente vai ter. Não tô falando que esse é o objetivo agora.
Não é o objetivo agora, tá?
Não vira o objetivo. Nunca foi. Então por isso a gente nunca mexeu no onboarding. Mas a pergunta é: se a gente é tão escalável em tudo que a gente faz, por que o onboarding também não é? E por que a gente não poderia aceitar trabalhar com empresas menores que, cara, vai entrar no self-service e, pô, ele tá usando porque ele gostou da marca, porque ele gostou da... ele ouviu falar bem, porque ele queria testar, porque ele queria conhecer, por que não?
Tá.
Entende?
Tem essa também, essa vertente aí.
Apesar que a gente vai abaixar a questão de faturamento e tamanho de empresa para poder aceitar, a gente vai continuar com algumas regras. Por exemplo, o cara tem que ter um e-mail corporativo.
Ah, pelo menos, tá bom.
Se ele for tentar criar um e-mail com Gmail...
No MEI não vai ser... Não é o cara do MEI também?
É, não, o MEI até que talvez poderia, né? Mas se ele não tiver pelo menos um e-mail corporativo, se for um Gmail, qualquer outra coisa que seja desses de pessoa física, a gente não vai aceitar, né? Porque se a empresa não tem nenhuma estruturação para ter um e-mail corporativo, ainda não está na hora da gente—
De enviar para cá.
É, que aí é pequeno demais também.
Tá bom.
É, acho que a forma de pensar assim, né? Escalabilidade a gente nunca teve problema. Agora, a preocupação com a qualidade sempre foi um problema. Então, de ter aquela experiência premium, de não falhar, que o cara seja bem tratado desde o momento que ele abre a conta dele até a usabilidade e o atendimento.
Tá.
O banco nasceu com processos focados em grandes e médias empresas. Então você construiu alguns processos para que eles atendessem bem esse tipo de público. Com a evolução, já que escalabilidade não era um problema, acho que agora é muito mais um como é que eu refino alguns processos, e essa agenda de ágil ajuda bastante, entre outras coisas, né, como é que eu automatizo alguns processos. Para que ele permita sim outros tipos de empresa usufruírem da mesma forma.
Legal, legal. E aí, quer dizer, isso você falou porque a Infora que vai ser a fornecedora dessa infraestrutura e vocês também estão preparados para esse novo momento do Stark Bank, né? Ah, legal, boa, beleza. Gente, obrigado mais uma vez pelo papo aí, pela recepção e vou ficar chave de ouro nessa licença internacional aí que você deixou de deixa aí. Boa, beleza, valeu, obrigado. É isso aí, continue acompanhando o podcast MVP toda quarta-feira no Spotify, no YouTube, nas principais plataformas de podcast, sempre trazendo conversas assim descontraídas e dos bastidores aqui dentro da casa, das empresas. Tá pronto.