TIA MILENA - PODDELAS PODCAST #565
Ela entrou no BBB 26 como uma apenas mais uma pipoca e saiu como uma das participantes mais marcantes da edição. Neste episódio, o PodDelas recebe Tia Milena para um papo sincero sobre tudo o que aconteceu antes, durante e depois do reality.Como foi crescer em uma infância cheia de desafios? O que mudou na vida da recreadora infantil que conquistou o Brasil? Como ela lidou com a fama repentina, os memes, os julgamentos, os boatos e o carinho de milhões de pessoas?Milena também relembra momentos importantes do BBB 26, amizades, relações e mais!Aperta o play e vem conhecer a mulher por trás da participante que conquistou o Brasil!#PodDelas #TiaMilena #BBB26 #BigBrotherBrasil #Podcast_____________________________Saiba mais sobre como o Grupo L'Oréal no Brasil está transformando o dia a dia de milhares de pessoas: https://www.loreal.com/pt-br/brazil/pages/compromissos/for-the-people-br/?utm_source=marieclarie&utm_medium=paid&utm_campaign=soppeople2037&utm_content=dmi&utm_marketing_tactic=paid
Speaker A
Speaker C
Tia Milena
- Autoconsciência, autocompaixão e crescimento pessoalSuperação da vergonha corporal · Autonomia e limites · Jornada do herói · Lidar com perdas
- Vida no BBBCasa de Vidro · Primeiro Paredão · Relação com Ana Paula · Amizades no jogo · Memes e repercussão
- Infância de GisèleInfância em abrigo · Relação com a mãe · Separação da irmã gêmea · Ciclo de pobreza
- Lidando com haters e autoestimaFalsidade no meio artístico · Estratégia com haters · Exposição nas redes sociais
- Relacionamentos FamiliaresMedo de relacionamentos · Desejo de adoção · Sonhos para a família · Reconciliação com Samira
- Sonhos e Aspiracoes PessoaisEurotrip · Casa própria · Visto para os EUA · Viagem para Disney
- Trabalho infantilRecreadora infantil · Empresa de recreação · Trabalho com crianças · Babá recreativa
- Estilo de VidaNão gostar de rotina · Mudança para São Paulo · Saúde após o BBB · Controle financeiro
- Interação com o PúblicoPresentes dos fãs · Vaquinha para celular · Reações a memes
Oi, gente, tudo bem com vocês?
Eu tô ótima e você, amiga?
Maravilhosa também. Sejam bem-vindos a mais um Pode Delas Podcast. E eu já começo, por favor, né, pedindo para você se inscrever nesse canal, engajar, compartilhar o vídeo. Isso, amiga, se humilha, deixar o like aqui, tá? E deixa nos comentários também quem vocês querem de convidados que a gente traz.
Exatamente. Segue nas redes sociais também, @poddelas, @tatá, @vitube. Segue lá, um dedo não vai cair, por favor.
Tem muito conteúdo, gente, no TikTok, no Instagram, Twitter.
Todo mundo que vem aqui, então vale a pena você também seguir.
E antes da gente apresentar a nossa convidada de hoje, eu já falei, mas eu quero falar de novo, porque é o seguinte: a gente fala tanto de autocuidado e maquiagem por aqui, né? Mas às vezes eu paro pra pensar, gente, quem tá por trás de toda essa tecnologia? Dos produtos que a gente ama? Me conta! Esses dias eu descobri uma coisa que explodiu a minha cabeça, que é o seguinte: o Grupo L'Oréal no Brasil, que a gente conhece há tantos anos, tem um centro de pesquisa e inovação enorme aqui no país.
E ele é um dos únicos 7 que existem no mundo inteiro! E fez todo sentido, né, faz todo sentido quando a gente pensa no Brasil, né, nessa diversidade que é gigantesca. O mais interessante também é que eles não simplesmente trazem as fórmulas prontas de fora. Eles estudam o nosso cabelo, a nossa pele, os nossos hábitos e as nossas histórias pra desenvolver produtos que realmente façam sentido pra nossa realidade aqui do Brasil, né.
Pra vocês terem uma ideia, dos 66 tons de pele mapeados pelo Grupo L'Oréal no mundo, 55 estão presentes aqui no Brasil. E existem produtos que nasceram a partir da escuta de mulheres negras brasileiras. É a ciência sendo usada Pra entender e valorizar nós, mulheres, né. E isso vai além dos produtos também. Um dado que eu achei muito legal é que mais da metade das posições de liderança do Grupo L'Oréal no Brasil são ocupadas por mulheres, tá?
Não é só discurso, é algo que acontece na prática. Então são mais de 115 anos de história usando a ciência pra criar uma beleza mais inclusiva, mais diversa, acessível pra diferentes pessoas. E ver tudo isso acontecendo assim, tão de perto aqui no Brasil, impactando a vida de tanta gente, é muito inspirador, vocês sabem. E se você quiser também conhecer mais sobre como o Grupo L'Oréal no Brasil tá transformando o dia a dia de milhares de pessoas, aponta aí a câmera do seu celular, né, pro QR code que tá aparecendo na tela.
Vem descobrir essa história, o link tá na descrição também, tá? E agora a gente vai apresentar a nossa convidada.
Bora, amiga! Que hoje a gente recebe uma mulher que entrou no BBB, tá, sem centenas de seguidores, sem fã clube, uma pipoca, né, clássica, anônima. Até então, tá, gente? Mas ninguém imaginava o tamanho que ela ia se tornar dentro do reality.
É verdade, gente, ela chegou como uma jovem de Minas Gerais que dedicou a vida às crianças, né? Mas bastaram alguns dias de confinamento para o Brasil descobrir essa mulher batalhadora, engraçada, intensa, impulsiva e carismática que ela é, claro. E com uma pitada de eu sou rebelde, sabe? Também a gente não pode esquecer disso, né?
É, no meio do turbilhão— é verdade, ela ama, né? E no meio do turbilhão, né, que foi o BBB 26, além de todos os defeitos, qualidades. Ela encontrou não só uma aliada de jogo, mas uma amiga quase que de alma. Não importava o que tava acontecendo, né. Essa aliança realmente durou até o fim. Aliás, ela continua firme e forte.
É verdade, gente. Entre memes, embates, histórias de superação e momentos que fizeram muita gente se enxergar nela, ela saiu da casa como vice-campeã e uma das participantes mais marcantes e faladas da temporada. E digo mais, tá, de muitas temporadas. Hoje a gente recebe a pipoca do ano. Com vocês, Tia Milena!
Seja bem-vinda! Obrigada, gente. Muito obrigada pelo convite. Até que enfim deu certo. Tava ansiosíssima pra vir aqui.
Que bom que deu certo, ficamos felizes que você topou. E vamos falar muito!
Muito?
Então bora! Eu já quero saber como é que tá, assim. Você já processou tudo? Porque essa saída é muito louca, né?
Sim, 2 meses. Fez essa semana que a gente saiu.
Já faz?
Nossa!
Parece que passa rápido, mas não passa tão rápido assim.
Então, mas você ainda tá na loucura?
Na loucura, eu ainda tô na loucura. Graças a Deus, tô ganhando dinheiro.
Graças a Deus!
Mas você conseguiu, tipo, parar pra entender tudo que aconteceu lá dentro? Ou você acha que, tipo, não deu tempo ainda de assimilar tudo?
Porque eu falo que já deu, mas eu acho que não deu não, porque é muita coisa. Eu não consegui ver tudo ainda, entende? Tô vendo as parcelas, um pouquinho filtrado, pra não fazer bum de uma vez.
Sim.
Como foi, assim, essa experiência? Sempre sonhou em entrar no BBB? Você, depois que saiu, falou, era isso? Ou você tinha uma expectativa diferente?
As pessoas sempre falam que eu sou muito soberba, né. Mas não é soberba, eu sempre confiei em mim. Eu sempre quis ser famosa, eu sempre quis ter dinheiro. E sempre trabalhei muito, e nunca estudei por não ter oportunidade. Era trabalhar ou estudar. A única forma que eu via de eu ganhar dinheiro era BBB ou ser famosa. Eu já era famosa na minha cidade, porque eu sempre fui boa no que eu fazia. Eu era a melhor da minha cidade. Inclusive, agora eles estão tendo dificuldade de achar outra pessoa pra me substituir.
Então, BBB era isso. Mas você nunca se inscreve e acha que você vai ser chamado. Eu me inscrevo desde os 18, 8 anos. É a primeira vez que eles me chamaram e assim... Eles nunca falam, você entrou! Você sempre fica com aquele pezinho atrás, sabe? Mas graças a Deus, foi indo, foi indo e deu certo. Aí eu falei, que merda! Na vez que eu consigo casa de vidros e o público... É verdade! O público não gostar de mim, o que eu vou fazer?
Mas eu fui assim. Com a cabeça que era a única oportunidade, você agarra ela e vai embora.
E o que você acha que você fez diferente nesse teste, no 8º ano, que tipo quiseram te ouvir? O que você acha que, pra galera que quer participar, sabe? Que você acha que tipo assim, recomendaria pra... Eu sei que tem várias perguntas que fazem, enorme, né? Enfim, questionário e tudo mais. O que você acha que nesse você fez diferente?
Porque foram 8 anos que... Então, seja você, porque antes eu sempre... Eu sempre tentava um personagem, eu sempre, tipo, vou fazer o vídeo. Eu pensava o dia inteiro pra fazer o vídeo, fazia um milhão e mandava. Não era eu. Eu assim, esse ano as inscrições tinham encerrado. Aí no dia do aniversário da minha sobrinha, eu voltando com aquela loucura. Bolo, doce, pôr tudo no lugar, devolver coisa de festa. Aí tá lá, Sudeste reabriu.
Aí eu falei, vou responder. E com as crianças ali, eu respondi tudo. E o vídeo, literalmente, eu estava em cima de uma fossa. Aquela fossa da casa gigante, na rua. Eu sentei lá na fossa, tava capenga. Ai, não posso falar o que eu ia falar, mas ok. Eu sentei e gravei um vídeo com cachorro latindo, gente passando na rua e mandei. Tipo, tanto que... Eu não sei se eu posso falar isso, né. Na seletiva, eu... Cadê meu vídeo? Eu quero meu vídeo!
Eu preciso saber como eu tava e o que eu falei. Porque eu não lembrava nada que eu falei no vídeo, nada!
Você não tinha o vídeo salvo?
Que isso, menina! Eu nunca pensei que eu ia ser chamada! Eu simplesmente apaguei tudo do meu celular, porque meu celular não tem memória. Aí tudo que eu fazia no meu celular, eu apagava. Então quando chegou, eu... Isso é golpe, isso não existe. Aí foi difícil esse povo entrar em contato comigo, viu? Porque eu mesma não acreditava.
Quando ligaram, foi o DDD 21. Desligo, desligo.
Eu acho que é cobrança.
Se um dia me chamarem, eu não atendo números desconhecidos.
Eu também não.
Mas no seu caso, vai ser de agência, vai ser de quando é camarote diferente.
Ah não, cobrança nada, menina. Eu sempre fui bem... Razoável com as minhas contas. Morro de meter nome sujo.
Mas até quando não tem cobrança, as marcas da gente de telefone: vem, você quer uma promoção?
Não quero nada!
Desligo.
Podia ser isso.
Eu fui bem coisa assim com as minhas contas.
Como que era a sua vida? Conta um pouco pra gente do antes, assim. O que... Claro que a gente já sabe por cima o que você já falou. Mas como foi a sua infância? Como é ter uma irmã gêmea que... Né, hoje tá longe.
Muito longe, nossa.
Como foi essa infância de vocês?
Não foi uma infância normal como qualquer outra. Mas como eu fazia no BBB e sempre eu fiz na minha vida inteira, tudo tem um propósito. Eu nunca me vitimizei, nunca, jamais. Sempre... Tanto que eu evitava falar sobre isso lá dentro, né. Porque as pessoas sempre colocam pessoas negras e pessoas que têm uma história de vida difícil no lugar de vítima. E eu nunca... Quis ser vítima. Então, eu e Miri não tivemos uma infância como qualquer outra pessoa.
Eu nasci de parteira, em uma roça. Minha mãe não teve condições de ficar com a gente, a gente foi parar num abrigo. Mas minha mãe nunca abandonou a gente, que fique bem claro. Porque as pessoas pensam que ela abandonou e voltou só agora. Ela foi muito guerreira pra ficar com a gente, entende? Você sabe o que é pra uma mãe entregar o seu bem mais precioso porque não tem dinheiro pra comprar o leite? Então, a minha mãe sofreu muito.
E o abrigo era pra adoção. Ela deixou a gente ir com esse... Ela falou, elas não vão ser adotadas. Eu vou dar a volta por cima e vou pegar elas. Só que aí ela engravidou logo após o meu irmão. E ela passava muito mal. E de hospital em hospital. Aí quando ela foi, a gente já não reconhecia mais, entende? Aí ficou pegando a gente só aos finais de semana mesmo. Logo após isso...
Quantos anos vocês tinham?
Isso, eu fiquei no abrigo até os 7, 8 anos. Aí minha mãe pegou a gente, né. Porque ela entrou na justiça com meu pai. Pediu o exame de DNA, deu certo. Aí tirou a gente, porque tinha ajuda dele também, né. Eram 3 crianças, gente. E o salário mínimo era o quê? R$500, R$600 na época. Então é difícil, aluguel, 3 crianças. Aí nisso que ela entrou com meu pai na justiça, deu certo, a gente saiu, ele pagava pensão. A gente foi morar na cidade atual, que era Teoflotone.
Saímos de Itambacuri e fomos pra Teoflotone. Em Teoflotone, minha irmã começou a trabalhar de babá. Aí aquela...
Eu falo... Super nova!
Sim, minha irmã tinha 13 pra 14 anos, 12. Né? Só que é o ciclo vicioso que eu falo que todo o Brasil tem. E eu bati na tecla no BBB e eu vou quebrar esse ciclo. A minha próxima geração não vai viver nada disso que eu vivi, entendeu? A minha irmã começou a namorar muito cedo também. Minha mãe sempre teve medo da gente engravidar cedo, igual ela engravidou e tal. E ela era uma... tipo assim... Aí, tanto que quando a minha mãe soube do namoro da minha irmã...
Porque a minha irmã chegou e falou, mãe, quero namorar. Minha mãe deu uma surra nela, uma surra. Aí ela começou o quê? Escondido. Por isso que eu falo, conversem com seus filhos. É melhor estar dentro da sua casa, nos seus olhos, do que por fora. Porque ela tentou, a minha mãe nunca foi muito uma mãe de escutar, ela sempre foi de pegar firme.
Era outra época também, né?
Ela veio de outra época. Minha avó também tinha essa linha de raciocínio que era só batendo, não escutando. O filho não tem vez, não escuta, né? A minha irmã cria a filha dela totalmente diferente, porque essa criação não funcionou. Aí que ela começou a namorar muito cedo. A minha irmã tinha 13 para 14 anos e a pessoa era mais velha que ela 10 anos, entendeu? Mas assim, uma pessoa super responsável, super legal, apresentou ela para família, para nossa família, e deu certo no final, né?
O único namorado que ela teve na vida inteira. E ela, eles têm uma filha de 8 anos.
Caraca!
Então aí nisso ela saiu do emprego que ela tava e eu fui para esse emprego. Aí eu estudava de manhã e trabalhava à tarde. Era, eu trabalhava como babá e eles me colocaram para depois para ser doméstica e tudo. São pessoas maravilhosas, inclusive sofreram muito hater no BBB, né, porque eu fiz uma brincadeira e o pessoal levou para uma proporção gigantesca. Porque assim, eu acho que a gente não é nada sozinho e eles me ajudaram muito, porque foram graças a eles que eu frequentei os melhores lugares.
Mesmo vindo de onde eu vim, eu sempre estive no meio dos ricos com eles, sempre na posição de servir, mas eu tive uma boa educação. Hoje eu não sei me portar, entende? Então eles me ajudaram, foi uma troca ali, né? Eu fazia o serviço para eles e eles me ajudavam me dando acesso a esses lugares, a essas pessoas. E foi aí que começou o trabalho que eu fiz depois, que era recreação, que todo mundo já confiava, né? Porque eu nunca fui de cuidar só do meu, eu cuidava de um todo.
Tipo, onde eu tava tem 10, 20 meninos. Inclusive até hoje eu volto para minha cidade, é um arranca assim, minhas crianças todas. Então foram eles que foram, foi toda uma criação. Quando eu comecei, as pessoas já confiavam em mim, já deixavam colônia de férias mesmo. Você vai deixar seu filho o dia inteiro com uma pessoa que você não conhece? Então isso foi bom pra isso. Eu abri minha empresa de recreação infantil e parei por causa do BBB, mas tava dando super certo, entendeu?
E você conseguiu acompanhar o crescimento da sua sobrinha?
Eu tenho 3, a Rebeca, Alice e a Manuela. Alice.
Mas da mais velha?
Alice foi embora com 3 anos. A minha irmã foi embora com 3 anos. E aquilo, tentando mudar de vida também, né? Ela foi daquele jeito lá. Então ela tentou mudar de vida e conseguiu. Porque ela dá uma vida pra minha sobrinha lá que jamais ela conseguiria dar aqui. Ela tem tudo do bom e do melhor, faz várias aulas, falam 3 línguas.
Que legal!
Então assim, ela mudou a vida da filha dela. A filha dela nunca precisou passar pelo que nós passamos, entendeu? Só até os 3 anos. Alice vai fazer 9.
Caraca, 6 anos já que ela—
Alice foi 3, ela foi com 3 anos. Alice vai fazer 9 anos agora. Já faz quase 6 anos que eu não vejo elas, nenhuma das duas. Até muito— ela é documentada, tudo certinho, pelo amor de Deus.
Não, não, tô dizendo que imagina que você—
é, eu nunca perdi ela.
É muito colado, né? Vocês foram muito unidas para passar por tudo que vocês passaram, imagino. E aí tem essa separação, deve ser É difícil, ainda mais com sobrinha, né?
Não, e numa fase, querendo ou não, você tinha o quê? 21?
21, isso.
Tá naquela fase meio descobrindo a vida, né? Tipo, o que vai fazer, o que vai ser. Aí tira a irmã, que querendo ou não, tem até a mesma cara. Tipo, meio que unidas assim. Como foi pra você, assim, essa... Eu sei que foi difícil essa separação. Mas você acha que hoje vocês lidam bem com a distância, assim?
A gente acostuma. Eu falo que a gente não lida. A gente acostuma a não ter a pessoa. É complicado. No início eu sofria demais. Eu sou uma pessoa que— é estranho eu dizer isso, eu já disse dentro do BBB, eu não sinto saudade, gente.
Sério?
Eu, se eu tiver todo dia estar com você, eu vou sentir muito a sua falta. Mas se eu não tiver, é como se você não existisse na minha vida. Eu não tô falando que eu— aconteceu isso com a minha irmã, porque eu sinto falta dela todos os dias. Nós dividimos o mesmo ventre a vida inteira, tudo que eu passei ela passou. Então, se tem alguém que me entende, é a Mili. A Mili me entende como ninguém. Mas assim, eu sou meio estranha nesse sentido.
Eu não sou...
Eu sou sentimental, extremamente pegajosa, mas também sou...
Ah, que acostuma também, né?
Eu nunca tinha ficado longe da minha mãe. Eu fiquei 3 meses no BBB e assim... Viver na vida. Porque o único jeito de viver dentro do BBB, eu falo: desliga o botão lá de fora. Você não pode pensar E lembrar das pessoas lá fora, porque senão você fica louco.
Então eu não tinha nada a perder também, né?
Não, a gente que entra como pipoca, esse é o bom da coisa. Eu nunca entrei com personagem. Eu via BBB assim uma vez ou outra por telefone, o que saía. Sentar na frente da TV mesmo eu nunca vi. Então eu não entrei com manual, eu entrei lá e eu tinha na minha cabeça: é sua única oportunidade, a oportunidade da sua vida que você tava esperando tá aí. Basta ir com você. Tanto que eu entrei, eu... Porque é muito difícil, o confinamento, tudo.
E nós tivemos que passar por uma coisa nova, que era a casa de vidro. Então eu meio que tive um surto na primeira semana, que as pessoas até: Que isso? Tira essa garota, essa garota é louca e tal. Mas é um surto, porque uma coisa é você lidar com os haters no celular, outra coisa é os haters estar ali na sua frente dizendo coisas absurdas que não são verdades pra você.
Eles falavam lá?
E foi a casa de vidro, a gente escutava tudo. Coisas absurdas. As pessoas iam pra lá com a negatividade, saiu da casa delas pra atacar mesmo. Elas não iam lá, tipo assim, você é meu favorito, eu vim aqui te dar apoio. Elas iam pra atacar mesmo, entendeu? Foi aquele boom, porque eu sempre tava acostumada às pessoas dizerem as melhores coisas de mim na minha cidade, um ego bem legal. E do nada, um tanto de gente falando um tanto de besteira pra você que não é verdade.
Então, porque conhece um recorte só, né?
Eu me segurei ali, tá?
Mas você tava com quem mesmo na casa de Dili?
A Gabriela, a Gabriela aqui de São Paulo.
Ah, aí ela foi para o negócio branco, como é, quarto branco, né?
Eu fui escolhida pelo público e ela foi para o quarto branco.
Isso.
Mas eu tava preparada para tudo, eu sabia que o laboratório ia ter que entrar, porque pegar 20 pessoas e dispensar 10 pessoas depois, eu sabia que o laboratório ia ser algo do tipo: coloca os 10 lá, quem sobreviver entra na casa principal.
Mas quando você foi escolhida assim, já não deu um—
eu não acreditei. Quando me falaram, você não viu não? Quando me falaram, eu Aí o Breno, foi você? Eu, não, ele foi até eu raciocinar que era eu, porque todo mundo dizia que era a Gabriela, todas as pesquisas diziam que era ela. Então para mim foi um choque ali, tipo, quando chegou no segundo dia eu falei assim, gente, eu não quero saber de pesquisa nenhuma mais, não quero, porque toda pesquisa eu estava atrás. Teve uma pesquisa que eu tava com 20% dos votos só, todo mundo dizia que era Gabriela, Gabriela, Gabriela. Então assim, até eu entrar na casa de fato, eu falei Não sou eu, não sou eu.
Mas depois deu um up na China, assim, tipo, agora...
Eu fiquei louca, eu fiquei louca, eu fiquei assim, gente! Aí eu virei pro vídeo e, toma!
Toma!
Eu passei, eu consegui! E mesmo depois que o Tadeu falou meu nome, o povo ainda me macetava e falava que era a Gabriela, que foi injusto e não sei o quê, e não sei o quê.
Você acha que você ter sido escolhida, né, e ter entrado pela casa de vidro e não pelo quarto branco fez você também mudar a história lá dentro, ter mais autoestima, mais autoconfiança, ser você mesma?
Não dá para saber o que não aconteceu e o que eu não vivi, mas o que me fez mudar foi o primeiro paredão. Inclusive tem um papo meu no quarto que é assim: você vai ser legal ou você vai ser letal? Você vai ser legal, você vai ser letal. Porque eu aqui fora era uma pessoa muito manipulável, as pessoas me manipulavam muito e eu não sabia dizer não. Então quando eu entrei na casa, eu sempre tive a explosiva. Eu tinha esse medo de ser manipulada, entendeu?
Isso de você ser manipulada, você disse porque você conseguia ter esse entendimento que você era manipulável e não conseguia responder. Porque normalmente quando a pessoa é manipulada, ela nem percebe que ela tá sendo manipulada, né?
Eu sempre soube que eu era, porque eu sempre tava na casa das pessoas. E o engraçado da minha cidade é que as pessoas nunca me viram como adulta, eles me viam assim como os filhos deles. Entendeu? Então eles tinham certo domínio sobre mim, que eu sei que eu deixava. Todos no geral, assim, todos que eu conhecia tinham domínio sobre mim, porque eles não me viam como a Milena, eles me viam como a tia, a que brinca com os filhos deles.
Então foi todo um processo ali. Foi no primeiro paredão que eu vi, pô, Milena, você tem que dar a virada de chave agora, você tem que decidir o que você quer da vida aqui. Pô, você já caiu no primeiro paredão, você tem que se manter aqui. Porque eu sempre fui— a pessoa fala da soberba, mas eu sempre, mesmo sendo manipulável, eu confiava em mim. Eu sempre soube que eu chegaria na final, sempre soube.
Você sempre soube?
Eu sempre soube. Eu assim, nos meus paredões, o batimento cardíaco não passava de 86. Então não é uma coisa que eu falava assim da boca pra fora, entendeu? Era uma coisa que tava ali no meu pulso, no meu coração.
Nossa, mas você tem que ter uma sensação.
Eu sou uma líder de paredão.
Eu não, eu tava bem de boa, tranquila, tá? Daí eu perguntava, tava lá o reloginho no meu pulso, não passava de 86. No primeiro paredão passou 114, pá. Aí depois eu fui pegando a confiança, né?
Mas quando você, logo no começo, quando falaram bastante lá dentro, né, sobre tipo assim, ai, mas a Milena é manipulada pela Ana Clara, pela Ana Paula, perdão, você Como que você... Como isso já é um gatilho seu, querendo ou não, você já sofre com isso antes aqui fora, tipo, não... Se sentir uma pessoa que era manipulável, assim, né. Como foi pra você ouvir isso lá dentro, assim? Eu sei que você entendeu que tinha que ter uma virada de chave.
Você realmente mudou muito, de um momento pro outro. Você falou, não, agora eu vou tacar o pau e vou fazer o que eu quero fazer, sem pensar. Vou ter atitude.
Eu escolhi a rotonda de fora, tornei aí com o povo.
Mas como que foi? Você sentiu raiva quando falaram?
Como foi?
Não, porque o engraçado é que minha amizade com a Ana foi uma coisa bem natural mesmo, não foi uma coisa assim... Premeditados. Pessoas sempre falam, ah, Milena colou na Ana porque sabia que ela ia ganhar. Nunca foi isso, porque senão nunca tinha brigado com ela. Os meus piores momentos, eu fiquei sabendo aqui fora, era quando eu brigava com ela, entendeu? Que caía tudo, caía tudo.
Todo mundo achava que você ia ganhar e depois ficava, ia naquela coisa assim, ó.
Aí eu assim, eu sempre, como eu disse para vocês, eu sempre soube que eu ia chegar lá. E não é falando da boca para fora não, na final. Mas eu naquele momento, top 5, eu falei assim, Cara, foi uma negação que eu criei para viver aqui dentro. Isso aqui nunca foi sobre mim, para mim. Eu sabia que o segundo lugar era meu, nem era o terceiro, para você ter ideia, era o segundo lugar era meu. Então eu sabia que era dela, porque como eu disse para vocês, eu nunca acompanhei o BBB, mas eu vi uma coisa ou outra.
E tanto que no dia que um dos últimos participantes entrou, que era veterano, eu falei, ele, eu sou o último, eu tô esperando, olha ela aí ainda. Porque eu Eu também não pesquisei nada sobre BBB, nada sobre Casa de Vidro. Mas assim, saiu uma notícia ou outra. Eu sabia que aquele capeta ia entrar, eu sabia que o Juliano apareceu o nome dele, o Henry e a Ana que eu vi. O resto assim, eu evitei até saber. Quando eu entrei na casa, eu não sabia o nome dos Pipocas.
Porque chegou um cara no vidro, ó, essa fulana você fica assim. Eu falei, gente, eu não quero saber disso não. Eu não quero saber o nome de ninguém, eu quero entrar na casa e ter minha própria percepção.
Coração aberto.
Eu não quero ter a percepção de tipo, fui com o coração aberto e não gostei de ninguém, né? Briguei com o elenco inteiro.
Como foi a primeira impressão de todo mundo?
Você falou, é as mil maravilhas, né, amor? A primeira impressão assim, todo mundo na paz, até a primeira prova do líder. Depois começou a ter um grupinho aqui, outra ali, se serão. E no fim saí com 3 amigos.
Você se arrepende de alguma coisa?
Não. No meu VT eu até falo, gente, eu sei que eu fiz muita coisa que é errada. Como diz Tadeu, você inovou o BBB 26. Você fez coisas que nem 26 edições, um bando de gente— porque um bando de gente, para saber, eles se reúnem para falar assim, isso vai acontecer ou isso não vai? Não saiu nada do que você fez. Ninguém teve a brilhante ideia de pensar nas coisas que você fez lá dentro. Então eu meti o louco mesmo, eu não tava nem aí para nada.
Eu admiro, admiro muito, porque eu não— eu sou corajosa demais.
Quem gostava de varedão? Eu sinto falta do perigo aqui fora, sabia? A casa é um perigo intenso, todo dia você tá em perigo, entendeu? Então eu amo a sensação do perigo, de estar na linha de risco. Então assim, quando eu tava no paredão, eu dormia de boa. Tipo assim, tranquila, cara! Meus paredões, eu ficava tranquila. Eu amava aquela sensação de saber se eu ia sair ou não. Eu tava assim... dá água na boca.
De uma coisinha nova, né?
Sim!
Tá doida.
Sorte dela, que ela não pisou no paredão e saiu de primeira com 96%.
Você ia ver.
Água na boca. Eu saí com 96% de primeira, assim. Pisei, tá!
Rua.
Não, você dormiu bastante.
Mas você... Você, o que acontece? Porque antes de vir pra cá, eu pesquisei, tá? Eu mesmo pesquisei. Você era do tipo que amaciava todo mundo. Eu, se fosse pra eu chegar na final amaciando, amor, eu não consigo. Tanto que o povo sempre fala, Milena, pelo amor de Deus, filtro. Você não gosta, mas sorria, Milena, sorria. Porque assim, a minha cara me entrega. Eu tô treinando agora no YouTube cara, né? Tipo, eu penso e falo, mas agora eu tô tentando um pouquinho mais assim.
Mas a minha cara me entrega, aí eu tô treinando caras no YouTube cara. Eu não gosto da pessoa, tá uma cara assim, ó. Sorriso, porque a minha cara é super entregue quando eu não gosto das pessoas, entendeu?
E aí agora, o que que esse mundo da fama te surpreendeu assim negativamente, que você não sabia que era assim e você percebeu?
As pessoas são muito falsas, muito extremamente falsas. Eu não vou citar nomes, mas eu tive um, foi essa semana, uma coisa assim de uma pessoa famosa fingir que Não me via. E dá todo o hype pra uma pessoa que tava do meu lado, que era famosa também, tipo, nem perguntar meu nome, nem olhar pra mim. Aí as pessoas vieram pedir foto comigo e fotógrafos tirar foto minha. E a pessoa do nada viu que eu existia ali. Então as pessoas são muito falsas.
As pessoas de fato não querem saber como você está e da sua vida. Elas só querem um clique ali do seu lado, entende? Então É muito complicado, porque igual eu falei, se eu depender de like e de pessoas, de me envolver com pessoas assim para crescer, eu não vou crescer não, querida. Porque eles falam, que eles falam, Milena, você tem que aprender a ser um pouquinho mais tolerável, um pouquinho mais falsa, porque esse é o mundo.
No fim, ninguém gosta de ninguém, é um jogo de interesse, é um jogo de interesse. Eu sou uma pessoa que confio fácil, nas pessoas, sabe? Inclusive, minha equipe tá aqui, meus amigos também, porque eles são meus amigos. Aí eles: Milena, território seguro. Milena, não é território seguro. Milena, não confia em todo mundo, porque nem todo mundo quer seu bem. Mesmo eles olhando pra você e falando: eu quero o seu bem, eu gosto de você. Mas no fim, eles não gostam, gente. É um jogo de interesse terrível.
Então, como foi? Você quis ver tudo?
Ai, eu sou fominha! Quando eu saí da casa, eu fiquei 3 dias direto sem dormir. Assim, eu não vi no Globoplay. Agora que eu tô vendo no Globoplay. Eu vi tudo! Eu, assim... Foram 3 dias sem dormir. Eu nem sabia que era possível uma pessoa ficar 3 dias sem dormir. Vidrada, viciada! Você fica 100 dias sem celular. 100 dias sem celular, entendeu? E quando me deram aquela caixinha na minha mão, cara... Eu, assim... Eu queria saber de tudo.
Foi uma emoção inigualável.
A hora que você ligou o WhatsApp, como foi?
Meu número era público já, né? Então, por conta da recriação, então quando eu entrei na Casa de Vidro, eles tiraram da bio meu número, entendeu?
Então assim, mas tinha muito WhatsApp, você lembra?
Sim, eu não respondi ninguém ainda, amor. Você falando agora, a minha DM não me deu, eles me deram no segundo dia. Eu pegava o celular de todo mundo, eu tava tão assim, eu me empresto o celular. Era da minha mãe, era o da Ariane.
Minha mãe ficou com medo. Porque é muita informação. Pra uma pessoa que ficou 100 dias sem celular, é muita informação que você joga. Tipo, pode ser muito ruim, né.
Então, eu era viciada. Eles ficaram 2 dias sem me dar meu celular. Inclusive, minha patroa de 10 anos, que é a Ariane, ela foi pro Rio e ficou lá do meu lado. Junto com a minha DM, a Bia, a Sarah, o Kenji, o Tintim. Ela foi, ela saiu de Telflatone e foi. Porque ela sabia que ia ser um boom. E ela sabia que as pessoas iam me falar do que aconteceu com a família dela. Porque foi uma família que me ajudou muito. E sofreram muito hater, ameaças, essas coisas.
Então ela tinha que me tranquilizar que tava tudo bem, entendeu? É uma pessoa que tá assim sempre do meu lado. Então ela foi pra lá. Então assim, se eu encostasse em você, mesmo que eu não conhecesse, eu chegava pra produção, pra pessoa da Globo: Me empresta o celular. Porque, meu Deus, ninguém quis me dar. Aí eu: Me empresta o celular. Aí era o da minha mãe. Qualquer pessoa que tava na minha frente, eu pedia o celular.
Ah, é uma forma de proteção também, né?
Sim, é. Aí eu jogava meu nome lá e via.
E aí você começou a ver os programas, assistir pra saber...
Não, eu via na internet mesmo. O programa eu comecei a ver recentemente que eu fui no Maranhão. Eu tô no episódio 25, eu acho.
Você quer ver tudo?
Claro que eu quero, quero ver todos os falsos, todo mundo que defendeu, quem não me defendeu, quero ver tudo. Porque eu tô criando uma percepção das pessoas ainda, entende? Que estavam na casa comigo. A maioria eu não falo e não quero mesmo, mesmo eu vendo ali a percepção, minha percepção minha posição e minha visão de jogo tava totalmente certa. São pessoas assim.
Tem alguma coisa que mudou, piorou ou melhorou? Tipo assim, ah, essa pessoa tava com mais ranço lá dentro assistindo, tô com ranço, mas menos. Ou tipo o contrário, tipo assim, piorou? Nossa, tinha ranço, agora mais ainda.
Muitas pessoas lá piorou porque elas falaram coisas absurdas. E teve um porém que eu sofri muito racismo, mas eu não vi o racismo que eu sofria lá dentro. Então eu acho que o que me ajudou mesmo, o primeiro dia eu vi Mas eu falei, pô, eu já vim de uma casa de vidro que é a primeira a brigar, casa de vidro barraqueira. Eu não vou chegar aqui no primeiro dia e fazer barraco. Mas eu vendo a edição, essa pessoa sabia sim o que ela tava fazendo, entendeu?
Porque assim, tinham outros dois participantes lá fora e mostrou a sacola, entendeu? Que a produção tinha dado. Aí entra e me pergunta se eu sou participante com a mesma sacola que ele e os outros dois que ele tava conversando lá fora. Pergunta se eu sou participante? Achou o quê? Que eu era copeira da casa?
Que eu era a pessoa que tava ali pra recepcionar?
Não tinha lembrado dessa situação. Só entra participante.
Ou é participante ou é dummy.
Não tem outra opção. Então eu falei assim, bom, não sabia. Mas na edição, no que eu tô vendo agora, eu vi que assim, o Marcelinho e a Samira conversou lá fora com essa pessoa que foi a produção que deu a sacola e tal. E como assim entra e pergunta se eu sou participante? Você é participante também?
Eu falei, caramba!
E eu, eu, claro que sou! Você tá pensando que eu sou quem? Então, tipo assim, então, tipo assim, eu falei, Jesus Cristo! Ali eu já ia soltar os cachorro ali, eu já ia macetar, mas eu respirei fundo.
Mas na hora você entendeu?
Eu entendi, claro que entendi, amor. Você tá numa casa do BBB que não entra ninguém, você não pode ver ninguém, uma pessoa vai chegar e perguntar se você é participante também? Ué, você é participante também? Qual a diferença de mim para os outros dois que estavam lá fora? Os outros dois estavam lá fora eram brancos e eu era negra, entendeu? Então, tipo assim, ele perguntou para os outros participantes se eram participantes também ou perguntou só para mim que tava saindo da casa?
Então assim, graças a Deus que eu vendo agora foram muito preconceituosas. Graças a Deus que eu não notei isso, entendeu? Tipo assim, os outros eu não notei. Aliás, uma outra participante lá eu notei. No quarto que a gente tava esperando pra uma prova. Mas eu também resolvi me reservar, porque como eu disse pra vocês, eu nunca entrei lá pra ser vítima. Eu queria sair como a vilã, eu queria sair como cancelada, que eu tava pouco me lascando.
Como eu disse pra vocês, a gente que é pipoca não tem nada a perder. As pessoas esquecem do cancelamento, gente. Vocês que são famosos, que entram, é outra coisa, porque vocês têm uma carreira inteira. Agora, a gente que é pipoca não tinha nada a perder. Eu ia voltar pra minha cidade. Eu era boa no que eu fazia, entendeu? Então, tipo assim, eu ia voltar pra minha cidade bem plena.
E você era feliz trabalhando com o que você trabalhava?
Eu amo, amo, amo! Eu tenho uma liberdade quando eu tô com as minhas crianças que você não tem noção. Eu viro uma delas, eu brinco, eu me jogo no chão. E eu nunca tenho— eu nunca vou com nada planejado. Eu sempre vou nas minhas recreações, só se o pai chegar e falar assim: eu quero isso e isso.
Sério?
Eu nunca fui para nenhuma festa com nada planejado, porque criança não funciona planejando. Eu chego lá, o que tá dando certo, o que elas inventam, o que elas querem, eu tô fazendo. E por isso que eu não dei certo quando eu comecei a trabalhar com os concorrentes, porque eles iam com um script já, tipo assim, nós vamos fazer isso agora. Isso é, a criança não tá gostando e eles estão insistindo naquilo.
Foi por isso que você quis sozinha?
As pessoas gostavam de mim, eu fui 3 vezes com que tinha na minha cidade, que era o Bam Bam Bam. As pessoas gostavam de mim e pensava que eu era dele. Chegava para essa pessoa e falava, quero que essa moça esteja lá. Aí as pessoas começaram a procurar ele para me ter. Eu falei, opa, isso aí não tá dando certo não, porque ganhava R$60, entendeu? Então eu passei de R$60 para ganhar R$400 sozinha. Aí eu falei, vou fazer sozinha. Aí todo mundo aí, ele me chamava, eu Se me quiser, vem atrás de mim. Aí eu abri o Instagram e as pessoas vinham atrás de mim, entendeu?
Que legal, legal que você tem. Eu trabalhei também muito tempo como monitora de recreação também, teatrinho.
Eu gosto muito de recreação porque eu sou a tia sempre legal. Monitor você tem que puxar a orelha um pouquinho, né?
Na recreação eu cuidava dos brinquedos, eu ficava lá no trenzinho, aí botava as crianças, botava o cinto, ligava o trenzinho.
Então aí fácil, né?
Não, aí depois eu fui recepcionista, aí eu tinha mais responsabilidade.
Ah não, adulto, gente, eu não consigo trabalhar com adulto.
Só que eu tinha 14, 13 anos.
Então, eu comecei a trabalhar numa loja, um dia eu fui demitida. Não consigo trabalhar com adulto.
Loja de quê?
De roupa, amor. Eu fui tentar, né.
O que que você falou? Você falou o quê pro cliente?
Não.
O que que você falou pro cliente? Ela tá boa, ela não tá boa não?
Mas assim, eu tenho até hoje uma história que cheguei na loja e tal, você tem que atender. A pessoa, se eu não tenho dinheiro, eu não entro na loja pra tirar tudo e fazer... A vendedora colocar tudo no lugar e não comprar. Entra a primeira bonita, tira tudo. Ai, obrigada, depois eu volto. É maior caô que vendedor fala, que cliente fala para vendedor: depois eu volto. Se eu falar que depois eu volto, eu volto de fato. Aí tá, já tava por aqui que a primeira.
Aí a segunda entrou, tirou tudo. Eu: você não vai levar nada. Eu já tava p da vida. Essa mulher não vai levar nada, tá fazendo eu tirar tudo. Aí eu virei para ele e falei: amor, você não tem nem cara que tem dinheiro para comprar. A primeira já tinha reclamado com o gerente, né? Primeiro dia reclamou de você, ele já tinha reclamado. Aí me deu a segunda chance. Eu, cara, você não tem dinheiro, cara?
Dinheiro?
Porque tem dinheiro para comprar? Que é assim, não é porque era igual eu não, era, sabe aquele povo que parece rico mas não é rico, que quer se dar um de rico? Você tem cara que tem dinheiro para comprar e tá fazendo tirar tudo isso, vai levar nada. Eu tô chocada. Imagina o gerente falando, gente, o que que eu faço com essa mulher?
Falar, muito obrigada, pode ir embora. Meu Deus do céu!
É sapato. Eu passo quando aquelas lojas estão com feirão. A minha coisa favorita era, quando eu não tinha nada pra fazer, depois que eu comecei a trabalhar pra mim mesma. A festa é mais de quinta a domingo. Eu passava na frente das lojas e ia organizando. Teve um dia que esse feirão de sapato, que eles jogam tudo, fica mais barato. Organizei par por par, fiquei umas 3 horas lá. Aí a moça chegou e falou, você tá precisando de um emprego?
Eu vou te oferecer agora, você pode começar hoje. Eu falei, não, muito obrigada. Eu tenho meu serviço, eu sou dona da minha própria empresa. Eu só tô aqui mesmo porque eu não tenho o que fazer. E está tudo desorganizado.
Descansar, que é bom? Nada!
Guardando energia pra uma semana.
Mas então, essa sua profissão de recreadora, você acabou... Foi a vida que te fez isso, assim, né? Não foi uma coisa que você falou, ah, eu vou... Tipo, foi por conta de que você entrou no lugar da sua irmã?
Isso, eu sempre fui muito boa com criança. E a minha patroa, que eu falei, até na casa que eles levaram hater pra ela, foi que ela me emprestava pras amigas dela. Mas assim, eu ia acompanhando minha criança e cuidava de todas. Aprendi a pintar, aprendi a fazer balão. Quero muito sempre fazer, meu amor. Aí eu comecei aqui, comecei ali. Quando eu vi, eu não tinha agenda, era uma coisa de louco. Tinha dia que eu fazia 4 festas em um dia, entendeu?
E eu sempre digo assim, ó, eu diminuo uma hora e te dou um slime grátis, eu diminuo uma hora e te dou um gesso grátis. Então assim, era 4 festas, tinha assim fim de semana que eu tinha 10 festas. E como você fala, Milena, mas como? E eu sempre fui pessoalmente, eu nunca gostei de mandar ninguém, inclusive Eu treinei uma pessoa agora e falei, tô passando a coroa pra vocês. Já falei pro povo que eu tô muito feliz.
Mas era você sozinha?
Eu, até 25 crianças, eu dou conta de boa sozinha. Pintura, balão, brincar, tudo. Acima de 25 crianças, a cada 5, 10 crianças, eu levo uma pessoa.
Gente, é muita energia, né?
É muita criança.
Muita, minha filha, era muita.
Não, tem que ter muita energia.
Sim. Então era, aí acima de 25 crianças, eu levava uma pessoa comigo, entendeu? Aí eu incluí o valor da pessoa e a pessoa sempre ganhou livre. Eu nunca peguei em cima da pessoa. Tipo assim, era R$150 por 3 horas. Mas a pessoa tinha que ir ali, eu levava a roupa. E a pessoa me ajudava segurando a corda, nas brincadeiras, essas coisas assim, entendeu? E dava pra crescer, tá?
Com certeza! Nossa, isso é uma... Quando você faz bem feito, é isso mesmo.
Eu só não cresci mais, sabe por quê? Porque as pessoas, os filhos, assim, tinham pais que não faziam festa. Aí falava assim, o que você quer? Aí o filho pedia tia Milena de presente. Aí eu ia pra casa da criança, porque eu era babá recreativa também. Eu não era babá de ir pra ensinar a dever, essas coisas assim, não. Eu era babá pra brincar mesmo, era só brincando o dia inteiro com a criança. Aí eu tinha o combo também, que a pessoa me contratava e eu ficava o dia inteiro brincando com a criança.
Mas assim, o dia inteiro. Chama as amiguinhas pra casa, noite do pijama eu vou e fico, entendeu? Então quando eu não tinha festa, festa, eu ia pra casa das crianças e ficava o dia inteiro brincando. Aí eu ganhava dinheiro assim.
E aí agora, a empresa tá com alguém? Como é que você tá fazendo?
Eu puxei a briga grande, né? Porque eu preciso emitir nota maior agora. Mas eu passei pra ela e falei com o pessoal: a única pessoa que eu indico na cidade é a Tia Aline. Vocês contratem, chamem.
Porque ela foi... Ah, tá. Mas não é você que tá administrando nada?
Não, ela... Eu passei pra ela.
Entendi.
Então assim, foram 3 anos ela junto comigo. Então assim, foram 3 anos eu treinando ela pessoalmente. Ela sabe assim: nunca vá com planejamento, amor. Só se o pai pedir mesmo, você vai. E se joga com a criança. É uma pessoa assim, mega confiança. Porque na cidade do interior, nas cestas, os pais não ficam em cima, deixam ali na recreação e vazam. Então assim, é uma pessoa de dentro da casa deles também, porque ela também faz o babá recreativo, ela vai pra casa das crianças.
Então eu falo, a única pessoa que eu confio assim, que eu coloco o meu nome, porque hoje assim qualquer errinho é na conta da Milene. Quem indicou? Milene. Então a única pessoa que eu falo, eu indico a Tia Aline. Pode perguntar, amiga.
Pode.
Não, mas é que o meu não é sobre isso.
Pode.
O seu é sobre isso?
Não, eu ia perguntar de trabalho, porque agora sua vida mudou completamente. Hoje você trabalha com publicidade, né? E como é que você se enxerga daqui 5 anos? Como você se imagina?
Você se adaptou?
Aonde você quer trilhar o seu caminho profissional?
É isso que eu tava até vindo conversando. Eu não tenho um direcionamento ainda. Agora eu tô trabalhando muito nas redes sociais da TV Globo. Cobri na Copa, eu cobri essa semana. E amanhã também eu vou. É uma coisa que eu gosto, de estar junto com o povo.
Ai, no evento que você falou?
Sim, me conectando ao povo. Eu não gosto muito desse trem de ficar preso numa sala, estrelismo. Vêm oportunidades, eu faço. Eu tô aberta a tudo. Mas o que eu gosto mesmo é estar ali com o povo, conversar, ver a visão deles, estar perto, entendeu?
Mas você sente que você se adaptou a essa coisa de gravar publicidade? Publicidade, tipo mudar a profissão 100%.
Então você gostou? Eu já tinha isso porque as minhas redes sociais, porque quem não tem que ser visto. Então as minhas redes sociais da recreação, eu que fazia tudo, tudo, gravava as festas, eu que editava, eu que colocava. E assim, nas minhas redes sociais eu não mostrava só as festas, eu mostrava o meu dia a dia. Então eu já tava acostumada a mostrar o dia a dia, se acontecesse perrengue Tudo que acontecia, o povo sabia que eu colocava lá nas minhas redes.
Então assim, todo mundo já sabia onde eu tinha ido, o que eu tinha feito, onde eu tinha viajado. Porque o que me ajudava também era isso. Fulano viu, ó, tava na casa de fulano com a criança de fulano. Então é desconfiança, vou trazer pra minha casa. Eu viajava muito com eles também, muito. Porque fim de ano caía, né, a agenda. Tipo, festa, final de ano caía. Aí os pais juntavam, me levava pra praia, me levava pro Beto Carreiro, me levava pra tudo quanto é lugar.
Eu ia, eu viajava e ficava assim no quarto de hotel com 10 crianças. Nossa, os pais alugavam quarto de hotel, pedia cama esse, eu ficava com os meninos tudo no quarto. Meu Deus, os pais saíam à noite tranquilo para beber, curtir, eu lá com os meninos ficava no parque. Gente, nunca vi isso, eu ficava no parquinho do hotel. Eu que dava banho em todo mundo, pedia janta no quarto e botava comida.
Misericórdia, gente, mas isso aí tá demais.
Por conta das festas. E eu também tava na casa deles. Então assim, era a tia que eles confiavam, né?
Não, muitas crianças. Não, não que você não dá conta, não é essa a questão. A questão é tipo nenhum pai ter o senso de pegar mais uma pessoa.
Desculpa, mas assim, eu nunca aceitei. Eu sou uma pessoa muito ciumenta. Os pais queriam levar as babás visitar, eu não aceitei porque eu não me dou bem.
Você é o próprio problema de seu mesmo.
Eu não me dava bem com as outras babás porque elas me ciumavam muito, porque Eu era a tia legal, que ia ali pra fazer slime, brincar e ir embora. Eu não tava ali pra dar banho, ensinar DV e tal. Então as babás sempre tiveram muito ciúme de mim. Uma ou outra que eu me dava bem assim. Então, tia Milena, você prefere que leve fulano? Não, eu dou conta. Eu dou conta, você sabe que eu dou. Não quero...
Tô chocada.
E eu não gosto de dividir atenção dos meus meninos. Eu morro de ciúme de dividir atenção dos meus meninos.
Qual que é a idade que você mais gosta, assim? Tem mais afinidade?
Eu pego de 6 meses acima. Bebezinho recém-nascido, eu não pegava não. Porque assim... Aliás, bebê de 6 meses eu pegava quando tinha um irmão mais velho. Porque o bebê tava aqui, eu atrás do irmão mais velho brincando, entendeu? Botava o bebê pra dormir, tinha o irmão mais velho.
É muita energia.
Eu nunca peguei uma criança sozinha, sempre assim. Aí o povo falava, as mães já tudo acostumada. Tem mãe que chega e fala assim, ó, eu quero só meu filho e quem eu convidei. Aí ok. Aí tinha mãe que chegava e falava assim, Milena, quem você quiser. Teve um dia mesmo que o Doutor Lucas chegou, tinham 20 na casa dele. Eu fazia usar o ex todo assim, ó, chegava e—
Com o povo da escola, dos vizinhos?
Não, com as minhas crianças. Eu tava lá me convidasse, me chamou para estar com seus filhos, e eu tenho contato de todos os pais, e principalmente da sala, né? Aí eu mandava, ó, tô aqui, é só trazer uma comida, roupa, pode trazer. Então assim, os pais tinham que ter muita paciência comigo. Eu agora, foi semana passada, tava na minha cidade, aí uma mãe me chamou para dormir na casa dela, a Bia, com a Varinha e a Luísa. Falei, tá, mas só duas? Mandei mensagem para Mari, mandei mensagem para outra, para outra.
Agora isso?
7 na casa dela em pleno dia de semana. No outro dia, todo mundo faltou no inglês. Tinha inglês, tinha história.
A ressaca da criança.
Sim. Brincaram demais.
Não, nunca uma só, sempre várias.
Mas deixa eu te falar, tipo, eu fiquei chocada. Eu sei que o meu é fora da curva, porque na minha casa, literalmente, é 3 babás pra cada filho.
Ai, mas você... Porque um dia, amor, você vai tiver essas todas.
Não, eu odeio babá sobrecarregada, sabe? Gente, eu também odeio. Quando eu vejo que ela tá muito sobrecarregada, eu falo, mudou, acabou o botão.
Mas as mães viraram pra mim agora, da última vez que eu fui na oficina, falaram assim, Milena, você deixou a gente mal acostumada. A gente não encontra ninguém igual você na recreação e nem pra babar. Porque você nunca ligou de ficar com todos. As nossas babás ficam com a cara emborrada. Tipo assim, eu tô sendo paga pra cuidar desse e pronto, é esse ponto.
Não, mas o problema também, igual você fala que é você, o meu sou eu. Tipo, eu tenho medo de sobrecarregar. Claro que tem uma carga horária correta. Mas mesmo que, tipo, sei lá, fizesse uma hora extra, eu não gosto, sabe? Eu tenho medo de ficar, tipo, muito sobrecarregado e não ter tempo Ficar cansado pra cuidar da criança.
Mas tem que ser uma vez ou outra. Eu não sou...
Inclusive, as pessoas quiseram me fixar. É, tem isso também.
Eu nunca quis me fixar, porque justamente pela sobrecarga. Eu nunca gostei de estar sempre em um lugar só. Depois do meu trabalho de 10 anos, eu fui pra outro, fiquei 2 anos, que era só as crianças. Então assim, eu nunca quis... Aí, pai, se eu quisesse, eu tinha de segunda a sexta, todo dia uma casa diferente. Mas eu nunca quis, ó, toda semana entre em contato e fecha. Eu não vou fechar um dia com você. Mas é um dia que você vai ter toda semana. Não, não quero, porque é um show.
Entendi. Você não gosta muito de rotinas?
Não gosto de rotina. Então eu gostava todo dia estar num lugar diferente. Então não me sobrecarregava por causa disso.
Viagem, viagem.
É, tem isso, é verdade.
Uma semana com aquelas crianças. Uma semana eu ficava um mês sem ver elas. Tipo assim, uma semana, ótimo.
Um ano sem te ver.
Não, aí um mês sem ver pra começar e pra acabar. É verdade. Então por isso Por isso que não sobrecarregava, porque assim, tinha pais que eram legais e as crianças muito— tem crianças que é difícil, gente, muito difícil. Aí teve um que falou assim, Milena, o que que você faz com as crianças rebeldes? Eu falo, coloca elas no comando, elas têm que achar que elas estão no comando, principalmente nas festas. Crianças rebeldes, coloca no comando.
Você vai ser a que comanda, você que vai escolher as brincadeiras. Fica, ó, pianinho, tô falando, eu tenho domínio de todas, de todas.
As crianças rebeldes não mereciam. Ficar no comando.
Mas amor, elas têm que pensar que é melhor elas ficarem no comando do que elas ficarem e você aí atrás.
Sabe o que eu ia te perguntar aquela hora? Se você sente que você cresceu como pessoa lá dentro. Porque assim, você consegue, você sente uma diferença da Emilena que entrou pela porta e da Emilena que saiu pela porta? Tipo assim, que você mudou? O que que você sente que você cresceu assim como pessoa?
Eu acho que as pessoas puderam acompanhar isso, né? Porque entrou uma pessoa e com decorrer do programa, como eu sempre quis dizer, eu era uma lagarta que virou borboleta. Eu fui, eu sempre tive muita vergonha do meu corpo, muita extrema vergonha, e o BBB quebrou um paradigma. Eu até conseguia usar um biquíni. Inclusive eu hoje não uso tanto, mas eu falo, cara, o que que você aprendeu dentro daquela casa? Usa esse biquíni foda-se pro povo falando que você tá gorda, entendeu?
Então foi uma evolução incrível que eu pude sentir, entendeu? Hoje eu, várias coisas que eu aprendi lá eu trouxe para minha vida aqui hoje. Hoje eu tenho autonomia da minha vida, hoje eu digo sim, hoje eu digo não. Se eu não quero, é não, gente, pronto, acabou. Mas não tem mais, é o que vai me fazer feliz, é o que eu quero no momento. Então Eu tive um crescimento incrível. Eu falo que eu não ganhei o prêmio principal, mas eu ganhei uma coisa muito melhor.
Eu entrei uma pessoa e saí outra totalmente diferente. Foi uma coisa boa só para o meu crescimento pessoal mesmo, entende?
Todo mundo que entra fala que tem uma jornada.
O Chico fala que eu fui, eu tive a jornada do herói. E eu hoje eu vejo que sim, eu tive uma jornada do herói. Eu me redescobri outra pessoa.
Todo mundo fala isso, que é uma experiência pessoal única, né?
Sim.
O quê, amiga?
Boa ou ruim, né? Eu saí bem triste com quem eu era. Falei, nossa, esperava mais de mim. Saí e falei, nossa, que falsa, meu Deus do céu. Alguém restitui minha vida, me faz de novo.
Amanheci assim, meu Deus.
Mas você foi falsa mesmo, hein, amiga? Menina!
Não tinha compassado, passei, me passei.
Mas isso parece muito com a minha mãe.
Ah não, mas essa parte foi a menos pior. Juro, teve coisa muito pior de falsidade pesada que eu fiz assim, que eu tava séria, eu fazia de tudo para a parte do pai, da mãe, eu realmente achava parecido, sabe? Tipo, foi meio sem maldade, mas algumas coisas foram na maldade. Aí eu falei, putz, que eu saí triste comigo mesma.
Então eu acho que é uma experiência pessoal de você viver ali, conheci, falei, vamos mudar. Exato, talvez um lado que você gosta, um lado você fala, caraca, não sabia que eu era assim, o lado que talvez você não goste muito. Todos temos, gente, os dois lados. Esse negócio de rever os episódios... Sou insuportável, amor.
Eu sou insuportável. Aí, outra coisa, eu vejo que eu sou insuportável.
Não, teve algumas coisas, já que você falou que eu fui falsa, você realmente foi insuportável.
Eu sou... Amor, mas eu tava lá pra irritar quem me irrita!
Já que a gente tá falando disso, vamos fazer a dinâmica?
Vamos, amiga.
Gente, nossa, sim! Sua dinâmica é o seguinte... Que cara é essa? Reagindo aos memes da Bad Me.
Eles dão sim!
Ah, tá ótimo. Até agora você não falou nada que vai te prejudicar.
Calma, tudo bem. Calma, calma.
Reagindo aos memes da Bad Me, vamos lá.
Então, eu amo os episódios, tá? Quem fez, eu acompanho sempre, quero que você saiba. É sem noção, é muito sem noção, mas é uma coisa que eu fico assim, é tão sem noção que você fica, como assim, mano?
Não, é muito bom.
E hoje você mantém a relação com eles, né?
Super, é assim, os que eu levo para minha vida.
E tem mais alguém que você manteve?
O Breno.
O Breno também.
O Breno, a Ana e o Juliano. Isso é maravilhoso. Inclusive, eu tava na casa deles essa semana.
Próximo. Eu, toda vez que lembro que tem um irmão, indo encher o saco dele. Você já tinha visto esse?
Maravilhoso, ó. Toque, toque, toque, o café tá pronto. Meu Deus, aquela casa tava parecendo um resortão. No dia não teve nem raio-X.
Deus é bom, cara.
E o povo começou a brigar tudo, assim, ó. Foi um toque, toque que começou uma aqui, outra aqui, outra aqui, gerou uma explosão.
Mas o que é que você bate que gerou uma explosão?
Eu acordei nesse dia bem plena, tomei meu café, aí eu fui lavar a louça. Aí, como se fosse aquela luzinha na sua cabeça, eu: você não vai acordar esse povo todo? Tá achando que tá onde? No resort? E nem os meus saíram também, tá? Eu bati na porta dos meus, eu entrei, ó. Mas o que você tá fazendo? O café tá pronto. Aí eu tipo: ai, meu Deus, eu esqueci que vocês não estão na chepa, né? O café tá pronto. Fui lá no quarto dos meus também, ó. Acorda todo mundo! Aí a pessoa não gostou muito das minhas atitudes.
Mas foi de horas isso aí?
Não foi nem...
Mas lá, amiga, lá não tem isso de hora.
Porque você não vê relógio.
Então, tipo assim, a hora que você dorme, a hora que você dorme. E nem é uma coisa, tipo assim, tipo, você até pode dormir de tarde. Só que quando as festas acabam, tipo, sei lá, 5, 6 da manhã.
Inclusive, tava fechado lá fora.
Vão te acordar 10 da manhã pra você fazer raio-X. Então você tem, tipo, 4 horas pra dormir. Aí ela foi e acordou.
Gente, se fosse no BBB... Deus é bom que foi o BBB 16, porque se fosse o Mestres, ia passar. Porque lá fora tava fechado o externo. Então assim, eu acordei, vou acordar todo mundo.
Você dorme pouco assim, normalmente?
Lá dentro do BBB eu dormi bem pouco, porque você não tem noção de horário.
Não, mas na vida assim, você tem um jeito mais preguiçoso de dormir bastante?
Dormia muito, era uma pessoa que dormia muito. Mas como que aguenta 16 crianças? Hoje eu não durmo tanto. Hoje eu não durmo tanto.
Eu ia falar que você é muito enérgica porque muita criança, né?
Durmo. Eu assim, se eu deitar— ontem mesmo eu fui pra Globo de São Paulo, eu deitei no chão e dormi 2 horas. Pergunta eles pra você ver. No chão. Fui pra uma salinha lá, deitei no chão e dormi 2 horas direto.
Então você tem facilidade pra dormir assim? Tem, nossa. Encostou a cabeça, dormiu?
Lá dentro do BBB vocês viram isso, nas festas. Eu deitava lá na grama e dormia, gente. Qualquer lugar que eu deito assim. Se eu encostar nessa mesa agora, eu capoto.
Nossa, eu não sou assim não, gente.
Eu tenho uma facilidade enorme pra dormir.
Eu também, eu também durmo facinho.
Sabe quando eu tenho insônia, o que eu faço? Eu ligo o som alto pra dormir. Barulho! Barulho, eu tô falando sério. A minha psicóloga, teve um dia que eu tava conversando com ela e ela: Milena, mas eu falei, quando eu tenho insônia, eu ponho o som e durmo. Ela: Milena, quando você tem insônia, você põe o som e dorme? Sim, eu boto aqui, ó.
Mas assim, som relaxante? Tipo som baraturneiro?
Não, amor, música aleatória assim, ó. Música alta. Pior que comigo funciona também. Música alta.
Tipo, eu só consigo dormir quando ele tá vendo TV, que também é barulho. Se ele desligar, eu não durmo.
É bem estranho.
Caraca, eu não sou assim não.
Acostumei.
Eu super queria tomar banho de sapato.
Super, era assim um sonho. Falei, cara, cadê essa dinâmica aqui suja? Tanto que eu tomei, eu, ai, que delícia! E os meus lá tomando e eu, cacacacaca. Maravilhoso que vocês estão tomando banho.
Mas teve algum... O seu não é Jogo da Discórdia, é Sincerão, né, gente? Sincerão. Teve algum Sincerão que te marcou muito, assim? Que foi o mais caótico?
O Sincerão mais caótico?
Ai, não ia gostar desse Sincerão, sabe?
Foi o da slime verde, com certeza.
Ah, sei qual.
Foi! Amanhã eu quero ver em qual grupo que você vai estar, querida. Era, o Sincerão era uma coisa assim que muitos pensavam, né? Porque agora eu tô vendo. Pra falar no Sincerão e pá. Chegava e não pode falar palavrão, F-O-D-O.
Mas você não planejava então?
Chegava lá, chegava e macetava.
Não planejava nem o negócio da recreação das crianças? Você acha que ela ia?
Quem dirá o que vai falar.
Mas a gente não sabe o tema, né, que eles vão colocar lá.
E todo sincerão, coitadinha de mim.
Cara, você não deve ser uma pessoa ansiosa. Eu? É, deve ser uma pessoa que não tem ansiedade.
Não tem, porque é porque pensa que eu tenho um pouquinhozinho, porque eu tenho, tá certo? Eu quero tudo na hora que eu quero, coitada. Eu fico assim, ai, cadê? Por que não tá chegando logo? Pega o coitado, sofreu aqui, ó, de vir até aqui. Mas por que demora tanto? Aí eu cheguei para o motorista que assim, moço, por que demora tanto?
Vai.
Ah, ele tava com o presidente. Eu falei, tava com o presidente? Veloz e Furioso, vamos embora, vai nesse carro.
Mas é porque essa confiança que ela tem do tipo assim, hoje deu muito trânsito mesmo, ninguém entendeu o que aconteceu. Acho que foi a chuva que deu ruim.
Mas é porque eu quis dizer nesse quesito confiança que ela tem, sabe? Tipo, de confiar nela mesma e tudo mais. Eu que sou ansiosa não consigo, porque tipo, eu fico tão com medo das coisas que aí eu não consigo tipo acreditar, porque a ansiedade atrapalha, entendeu?
Entendi. Você acha... Coitada, deixa ela comer. Pode comer.
Pode comer.
Não, não quer comer não, obrigada. Você acha que isso que a Vi falou, essa autoconfiança, esse eu vou lá, eu faço mesmo, blá blá blá. Pode ser um escudo, uma proteção de uma insegurança. É, de uma insegurança.
É proteção. Eu tenho que vender pras pessoas que eu tenho confiança no que eu tô fazendo, entendeu? Porque elas acreditando em mim, eu acredito muito mais. Que elas veem que ela... Você não tá nem nervosa? Eu não. Porque elas confiando em mim, eu confio em mim, entendeu?
Ah, então ela é ansiosa no fundinho.
E acho que palavra tem poder também, né? Você ficar falando, não, palavra tem poder.
É, o negócio vem, o negócio vem.
Você vai conseguir, você é foda. Ok, eu sou mesmo. Então vamos embora, vamos embora.
Arrasou, faz sentido. O Dami, eu nunca cheguei nessa parte agora.
Esse é o meu favorito de todos, sério.
Porque assim, passar na sua cabeça aí, virou assim, ele foi e voltou, cara.
E assim, dava no ouvido dele, que eles usam fone. Aí eu, cara, mas não tava nas regras, entendeu? Eu criei uma nova regra. A regra do papel desse desenho era: não pode errar as cores e não pode rasgar o papel. Eu errei a cor, eu apaguei. Lá não tava dizendo que não podia apagar? Eu, como assim vocês vão me barrar da festa sendo que eu apaguei? A regra era clara, você só não podia fazer essas duas coisas. E assim, foi tão engraçado que ele saiu, voltou e ficou apontando porque eu errei.
Olha o papel, a cor tá a mesma, porque a cor que eu errei, a outra era predominante em cima dela. Então eu limpei com sabão e papel higiênico e repintei tudo.
Que que era? Era um papel?
Era um papel, mas não era A4, era um papel mais grossinho. Então assim, eu ainda tive o cuidado de não rasgar ele, porque eu tive que tirar com água e sabão e depois sequei. Não, e outra, se você soubesse que não ia valer, então você parava ali.
Então, mas eu tava pintando, te fizeram de otária ainda.
Tipo assim, termina aí, agora não vai valer nada. A regra era clara, você não podia errar e nem rasgar o papel. Eu errei, apaguei. Lá não tá falando que eu não posso apagar? Na próxima, do ano que vem, vai ter que sim, apaga, não pode apagar. Errou, errou.
Mas não faz sentido, porque aí a pessoa vai parar, entendeu?
Entendeu? E eu sou recreadora, 2 horas.
2 horas. Você tinha esse tempo?
Não, é o tempo que você demorar. Eu fechei em 2 horas. Inclusive, eu fui aqui, cumpri o barrado no baile mais rápido de toda a história do BBB. Aí depois veio a Ana com aquele negócio do cadeado e coisou meu tempo, foi 1 hora e meia.
Não, mas eu tinha uma dúvida de vocês tinham o tempo todo?
É o tempo da festa inteira, enquanto a festa tá rolando você pode ficar lá. Inclusive, no outro barrado dos bailes meu, que foi mega difícil, fiquei com dor na mão assim uma semana eu concluí. Era um livro assim para escrever, né, desse tamanhão. Escreveu Quero Muito e A Festa do Líder, mas isso em quadradinhos e com letra de forma. As letras não podiam estar grudadas, você tinha que escrever em cada quadradinho. Foi 850 linhas dos quadradinhos desse tamanho assim, ó.
Só que eu não sabia de acento, acraseado, aquele tal, o acento da vovó, grampinho. E eu coloquei, eu fazia toda a frase, depois vinha colocando os acentos. Aí tinha acento que tava para cima, para cá, para cá, e tinha o acento um que era para cá e o outro que era para cá. Aí eu misturei todos os acentos. Eu concluí o desafio, mas errei todos os acentos.
Conclusão: gastou a mão à toa.
Sim, de novo eu fiquei, eu chorei, mas eu chorei pela segunda vez. Foi um dos choros piores assim, foi um choro de dor. E assim, eu fiquei 6 horas fazendo, 6 horas. Você sabe que é 6 horas você fazendo um desafio?
Nossa, a festa durou, hein?
6 horas de festa?
Foi! A do líder.
Dura?
Foi! 6 horas eu ali, ó. Tanto que quando eu fui pro banheiro, que eu chorei, que eu fui pro banheiro, o Dami veio e eu: Eu não quero ir, eu não quero ir. Aí eu vi que a festa do líder já tinha acabado, entendeu?
Nossa, mas isso é uma coisa que eu até fiquei discutindo com ele um tempão. Não faz o menor sentido esse barrado no baile.
Não. Porque a pessoa te barra... Mas tem gente que ama treta.
Não, porque a pessoa te barra do baile, da festa do líder.
E eles querem pegar quem não quer ir. Amor, eles querem pegar quem não quer ir.
O próprio dono da festa não te quer lá.
Deitou.
Ah, mas eu ia para lá comer, com certeza eu ia comer.
Eu falei igual na sala, eu ia até dormir.
Teve uma festa que eu fiquei no pé. Por que você não me barrou? Agora você vai ter que ter minha presença, entendeu? Então barrado, você olhando por esse lado, faz total sentido, porque a pessoa vai barrar a pessoa que ela tem mais treta dentro da casa. Então essa pessoa tinha que estar na festa para esfregar: eu tô aqui, aí, e infernizar a vida dela.
Próximo.
Não parece nem você, juro. Foi no dia que eu perdi 500 estalecas.
O que que você fez? Você perdeu 500 estalecas? Eu não lembro desse dia.
Eram uns vagabundos que fizeram, achou que a câmera era psicólogo. Porque assim, foi logo no dia que entrou o pessoal do quarto branco. Nós tínhamos uma hora para fazer raio-X, na verdade uma hora e meia, e dava assim para 24, 20, 21 pessoas na casa fazer. Aí no dia que entrou esses 4 a mais, no outro dia eles deram uma hora a mais. E assim, se um dia deu tempo, uma hora e meia dava tempo de todo mundo fazer, porque deu uma hora a mais e ficou gente sem fazer?
O senso coletivo não tava funcionando, entendeu? Aí eles, ah, é uma hora a mais, ficaram conversando com a câmera lá dentro do raio-X, tipo uma sessão psicóloga com a câmera. Mas assim, a produção tá cagando, ela não tá escutando. Faça o raio-X e sai. Aí eu chorei, chorei, chorei, depois fui lá tirar satisfação com todo mundo. Chorei.
É duro isso, né?
Mas aqui fora, acho que lá dentro deve ter sentido também, que eu não sei, e como a gente não te conhecia antes, né, como você entrou pipoca, que os momentos que você tava mais vulnerável chorar e tudo mais, muita gente tipo achou que era um personagem ou que tinha alguma questão.
Amor, eu na recreação eu choro quando eu perco, tô falando sério. Os pais assim roubam pro lado das crianças, eu nem pra criança eu perco, eu sou extremamente competitiva. Inclusive meu pai falou assim, Emilena, você é juiz do jogo de novo. Eu numa queimada com crianças, porque eu lido com crianças e adolescentes, eu choro.
Será que é porque tem irmã gêmea? E aí você desde criança, moça, tem que voltar para você.
Não, eu perdi a vida inteira. Então eu cresci com aquilo na minha cabeça quando eu tive o entendimento que eu não ia aceitar perder mais. Mesmo eu tenho assim 4 irmãos, 2 por parte de pai, 2 por parte de mãe. Então eu sempre tive que dividir tudo porque eu tive uma irmã gêmea, mas eu sempre perdi. A gente sempre perdeu tudo, a gente nunca teve nada. E assim, um abrigo você tinha que dividir com Trocentas crianças, você nunca tinha nada só pra você.
E eu cresci com essa mentalidade, que eu não poderia me dar mais ao luxo de perder. Então eu nunca lidei com perdas, entende?
Eu nunca consegui entender... É, até porque todos esses choros seus mais... que foram assim, né, mais expressivos, foram momentos que você perdeu algo, é verdade?
Foi, então eu não lido bem com perdas. E o abrigo também contribui pra isso. Porque era todo mundo uma grande família. E do nada uma criança era adotada e não tinha mais aquela criança lá, entende? Então é complicado, isso vem lá de trás, não saber perder. Aí seu melhor amiguinho que você vê todo dia, dorme do lado da sua cama, uma pessoa vai lá, adota, e a criança some. E ninguém explica, ó, foi adotada, tem uma nova família. Porque no abrigo não tem esse amor todo, entende?
Eles não avisavam, não.
É tipo assim, foi para outra casa e acabou, viva sua vida. Então a gente teve que crescer aprendendo a lidar com os próprios sentimentos. Não tinha ninguém para te dar um colo, para te dar um abraço.
Será que não é por isso que você não sente saudade?
Não sei, pode ser uma proteção. Você se acostumou, é um escudo.
Então você se acostumou a tipo não precisar sentir saudade, não poder sentir saudade das gêmeas que tinham lá também, a Glauciane, a Glauciana.
Elas simplesmente sumiram, sumiram. Tinha uma também que eu gostava muito, que era Laninha.
Sumiu.
E a gente, tipo assim, não tinha isso das pessoas irem lá, era só, nossa.
Então, e as irmãs eram velhas, né? As irmãs sempre foram mais velhas e não tinha aquilo de dar o colo, dar um abraço. A gente dormia à noite sozinha, deita na cama, apagar a luz, tutanor, acho todo mundo dormir. Não tinha uma história, um carinho, entende? Isso a gente tinha de vez em quando, os finais de semana, quando ia para casa.
Como que você é com relacionamentos?
Eu não tenho relacionamentos, não tenho. Sou uma pessoa extremamente desconfiada de tudo e todos. Ao mesmo tempo que eu confio demais, sou uma pessoa que se eu confio, você tem até minhas senhas do banco. Então é muito complicado. Nunca tive um relacionamento na minha vida e não pretendo ter, não pretendo ter, porque eu sei dos meus limites. E um relacionamento não é uma coisa assim— eu nunca tive um sonho de ter filhos e casar.
Quando você vem de uma realidade como essa, e principalmente a minha família toda nunca foi estável, pessoas de casar, ter filhos, sempre foram ter filhos sem o pai, um relacionamento que não deu certo. Então eu cresci vendo isso das minhas tias. A minha mãe nunca teve um relacionamento estável também. Então eu cresci com isso: não vou casar. E mesmo eu amando crianças, não vou ter filho. Lá com 40, 50 anos eu quero adotar. Mas ter eu nunca tive, porque eu tenho esse medo de não poder proporcionar uma família de verdade, entende?
Então é traumas que eu não sei se eu tô pronta e vou deixar para trás algum dia, porque é difícil você ter uma família e depois não ter essa família. Como eu vou explicar para uma criança que o pai foi embora, que o pai não quer saber mais dele? Porque foi isso que aconteceu. Mesmo depois do meu pai ter me registrado, ele nunca deu aquela assistência. Aí eu lembrei, perguntei para minha mãe: por que ele não gosta da gente? Entende?
Então eu, se eu tiver um filho, vai ser produção independente. A criança já vai crescer sabendo que me tem, tem tudo, e não tem uma pessoa, e que essa pessoa não vai se sentir no direito de abandoná-la. Eu nunca vou abandonar. A criança vai saber disso. Eu sou sua mãe, vou estar do seu lado e nunca vou te abandonar. Eu não vou pôr alguém na vida dela para ser abandonada, entendeu?
Mesmo que você conheça uma pessoa, você nem se permita.
Eu nem me dou abertura de conhecer.
Qual que é o seu hiperfoco do momento?
Meu hiperfoco do momento? Ai, foi hoje, gente, terminei Bridgerton o dia inteiro sem ler mensagem de ninguém. Eles: menina, você leu o que a gente mandou no grupo? Você tá indo pro pódio, você não tá vendo nada? Eu tomei banho assim, ó, com o celular aqui, ó. Aí, Gabriel: Milena, vambora! Maquiador já tá aqui, bora! Eu, tá, maquiador, eu vou fazer igual eu falo com criança: guarda o celular que eu preciso terminar sua maquiagem.
Quantos capítulos são? Quantos capítulos?
Todos! Eu vi todos, todos, todos, todos, todos!
Você não tem noção, gente, são muitos! Não são?
Sim, mas eu já via antes, mas ficou duas temporadas sem eu ver. As duas temporadas eu comi tudo hoje. Meu Deus, livro! Eu tenho que me policiar para não começar a ler um livro. Se eu começo a ler o livro, eu tenho que terminar ele no mesmo dia. Eu não paro, faço outras coisas. Então eu evito ver série, filme e livro, porque eu sei que eu tenho trabalho. Se eu começar igual hoje, se eu não tivesse terminado, eu não estaria tendo esse papo com vocês, eu estaria com a cabeça lá.
Então eu evito, porque eu tenho trabalho. A não ser que eles falem assim, ó: Milena, você tem essa semana agenda livre. Aí eu me permito. Mas se não tiver agenda livre, não adianta.
Você tá morando aqui em São Paulo?
Mudei recentemente, você acredita?
Não tô gostando.
Como é que você tá? Não tá gostando? Gostando de São Paulo, amor? Eu comprei mais remédio nessa uma semana aqui do que minha vida inteira. Por quê? Doente. Eu peguei pneumonia, tava com pneumonia, tava tomando antibiótico. Meu Deus, garganta, boca, tudo que você imaginar eu peguei aqui em São Paulo, tudo. Nossa, gente, eu tô falando mal de São Paulo? Não, pelo amor de Deus. Os trabalhos, as oportunidades estão aqui.
Mas é porque é muito vírus mesmo.
Mas é porque eu vim do interior, verde, andar na rua Andava de bicicleta e tal.
Outro ar, né?
Anda aqui na rua sozinha.
Ai, uma poluiçãozinha.
A imunidade abaixou horrores.
Não, mas também está numa coisa, numa rotina frenética que não deve ter tanto descanso, não consegue dormir também.
E também vem do confinamento que o médico me explicou, né? Foram mais de 100 dias sem contato com o externo, com vírus, com nada. E do nada, bum, teve contato com um tanto de vírus.
Eu fiquei bem doente também quando eu saí.
Foi terrível, eu nunca fiquei tão mal. Eu fui assim desmaiada para o hospital tomar remédio na veia, porque o dia inteiro lá tomando remédio na veia e vitamina.
E agora você tá conseguindo ter uma rotina assim, amor?
Eu não tenho rotina, eu não me ligo em rotina.
Não, mas tem algo que você faça todos os dias? Tipo gravar publicidade?
Não, a rotina que tem é eles que me mandam. Ó, você tem para gravar isso aí. Tirando isso aí, eu sou de— hoje eu ia lá para o Brás, não, para o próprio Edirne de Março. Aí falou, ah não, a maquiadora tá indo, aí você não pode ir.
Que que você ia comprar lá? Que que você ia comprar lá?
Eu gosto de ver trem, eu gosto principalmente para criança. Lá é lotado de mochila de coisa muito legal, adesivo, nossa, brinquedos super tecnológicos, brinquedo você não encontra em cada esquina, você só encontra lá. Eu não tenho rotina, eu sou uma pessoa que vivo sem rotina. É assim, eu tô deitada, jogo ali no aplicativo, tipo, aquilo O que que tem para fazer em São Paulo? O que que tem de radical? Aí eu vou. Eu não tenho rotina, vou pular de paraquedas, joguei lá. Onde pular de paraquedas? Aí tá lá Boituva, eu vou embora.
Você quer viver?
Viver. Mas eu vivo assim, ó, eu gasto não, cara.
Nossa, eu também, um monte de barato.
Porque tem gente que vive jogando o que acabou de ganhar fora. Eu não jogo, eu sou uma pessoa bem centrada. E não é mesquinharia não, é porque eu sei o quanto eu tô lutando para ter, entendeu? Então eu sou uma pessoa bem, bem controlada.
Você sabe o que é não ter também, né?
Então esse é o mais importante. Dinheiro não aceita desaforo. Então não sou uma pessoa que você vai ver eu com bolsa de marca, com a coisa cara. O que eu tenho assim de melhor, a minha irmã manda dos Estados Unidos para mim, entendeu? Agora, com toda relutância, eu tive que comprar um celular. Ó, porque deu tava tacada no meu coração. Os fãs fizeram vaquinha para me dar o celular. Só que assim, nem eles têm. Eu falo, gente, pelo amor de Deus, não façam isso.
Fiz eles doarem tudo para um abrigo, entendeu? Eu falei, não me dão coisa cara, porque eu sei o quanto vocês lutam. Eu sei que a minha linguagem do amor antes era isso, dar presente. Então eu falo, eu sei, aí vocês gastam que vocês não têm para me dar. Por favor, não façam isso, que eu tô correndo atrás Tô conseguindo, me dê uma cartinha que eu vou gostar. Não me deem flores, detesto flores, pelo amor de Deus. Me deram 2 buquês, aí no terceiro, pelo amor de Deus, não manda buquê, eu detesto flor, ganhar flor.
Não mandem flor, eu já falei com eles. Perfume, amo perfume, eles mandam perfume. Ah não, teve uma coitada, desculpa, eu nem lembro o nome dela, mas eu lembro de você pela xícara. Me deu uma xícara com uma foto horrorosa minha. Que foto feia! Não gostei da foto, obrigada pela xícara. Ela mandou no outro dia outra xícara, falou escolhe a foto que você quer a xícara.
Ai, que fofinha, gente.
Ela é uma fofa.
Fã de reality.
Eu não faço isso, não, eu faço assim, feia, feia.
Não, mas a xícara tá lá na minha prateleira, mas a foto tava muito feia.
Mas fã de reality é surreal, né?
Eles são.
Eu acho surreal, você até viu isso.
Cancelamento de reality também é surreal.
Amiga, é verdade.
Você não teve nenhum esponzinho?
Ela já tinha, amiga.
Eu tive ele jogando esponja lá no hotel para tomar banho.
Mentira! É verdade?
É verdade.
Você nunca me contou isso.
Toma banho!
Mas era porque não gostava de banho.
Eu vou tomar agora.
Era porque não gostava.
Amado, pelo menos não ama, né, quem não toma banho.
É, fia. Aí eu te comprei agora, mandei minha irmã comprar para mim. E assim, o meu pocket, meu sonho, já falo, pelo amor de Deus, menina, você não quer que a gente dá? Compra Porque assim, é Motorola. Eu tenho um iPhone, mas é o mais antigo. Mas assim, eu não uso iPhone, eu uso Motorola. Aí eu vou ter que aposentar. Mas foi assim, a primeira coisa que eu comprei com o meu dinheiro quando eu abri a minha recreação, entende? Então eu tenho um apego nele. E ele me atende tudo, tá? Pode imaginar. Então eu gastei muito dinheiro.
Você tá arrasando nos seus looks, tá?
Menina, eu tava com o João, que é maravilhoso. Agora eu tô com a pessoa que eu sempre falava dentro da casa, eu quero a figurinista do BBB, eu quero a stylist do BBB. Eu tô com a Carol do BBB! Você deve conhecer a Carol, ela tá no BBB há anos, ela é da Estrela da Casa e do BBB.
Maravilhosa!
Aí, como eu, quando eu tava no Rio, eu tava com João. João é maravilhoso, só que aí eu vim para São Paulo, aí fica complicado do João tá comigo. Então eu fui, peguei a Carol. Carol é maravilhosa, mas ela é daqui, ela é de lá, mas ela tem a irmã dela que estuda moda aqui também, que já formou, que tá aqui. Então ela monta tudo, faz tudo, e a irmã dela vai atrás e vai no meu hotel. Ela também costura, faz tudo ali na hora para mim, entendeu?
Então tá incrível. Aí caiu o dinheiro, não tá ruim, tá? Porque as publicidades dá muito dinheiro, muito. Mas eu quero um contrato, não quero viver a vida inteira de publicidade, mesmo eu amando. Continue me contratando, mas eu quero um contrato, porque assim, publicidade, sim, com a Globo.
Globo para apresentar alguma coisa.
Ah, tá, entendi. Eu falei, mas é contrato, publicidade, um contrato de algum trabalho, entende?
Porque a publicidade é igual na recreação, eu nunca sabia quando eu ia ter festa e quando eu não tenho. É um dinheiro muito incerto, tem mês que você tem muito, tem mês que você tem pouco. Por isso que a gente tem que poupar e investir, porque a maré abaixa, a maré sobe.
É isso mesmo.
E é complicado porque você não tem Como eu posso dizer a palavra? Controle, né? Não temos controle. Então você ter no contrato e recebendo todo mês, você vai ter um controle. Ou ser embaixador de alguma marca, alguma coisa, um fixo. Então é complicado, por isso que eu não gasto tanto. Aí caiu o dinheiro, eu paguei todo mundo que eu tô devendo, todo mundo do mês. Não devo mais um real em lugar nenhum. Aí agora vai cair o das publicidades que eu tô juntando para comprar.
Demora, né, para cair?
60, 90 dias.
Você tá no lucro ainda?
Compensa até uns 120, 150 dias úteis, úteis, vai! 150, mas é sério mesmo. Importante é que você sabe que vai receber, mas às vezes também não recebe, amor. Não recebe, gente? Pelo amor de Deus, tudo que acontece! Cuidado, vai dando uma olhada. Ela assim, não recebe.
Eu fiquei meio desconfiável. A marca, pagamento antecipado, por favor. Dica da vida, pelo amor de Deus.
Mentira, mentira, mentira.
Não, mas é sério, demora, mas cai, né? É um absurdo que você paga de imposto também pelo seu trabalho. Eu pago imposto, eu não imagino vocês que são milionárias o quanto vocês não pagam de imposto.
Paga antes ainda, paga muito imposto antes de cair, tá? Antes de cair.
E onde é que você vai arranjar esse dinheiro antes de cair para pagar o imposto? Me fala.
É um babado, tem que ter uma organização financeira Surreal, é surreal.
As pessoas me chamam de mesquinha, vão continuar me chamando, porque assim, do prêmio que sobrou eu vou juntar com outro que eu tinha, que já caiu, que eu pedi adiantamento antes, porque o do prêmio não tinha caído, eu pedi adiantamento de umas publicidades. Aí graças a Deus deu certo para pagar o imposto, porque não é barato, tá, filha?
Não, não mesmo.
Aqui a pergunta da galera, né? Como tem sido lidar com hater?
Macetava eles todo dia, mas agora eu tô numa low profile com os haters. Não responde mais. Não, não respondo. Sabe a verdade que eu falo? Eles são fãs que nos amam. Os haters engajam muito, eles são fãs que nos amam, mas não querem expor o amor que tem pela gente. Que que eles vão fazer? Falar mal da gente, porque eles ganham like com isso, falando mal da gente. Então o que que eu posso dizer? Eu macetava eles demais, nossa! Eu chegava a ser tóxica.
Eles eram tóxicos comigo, eu era assim, tóxica 10 vezes mais. Vocês estão achando o quê? Pode falar o que quer de mim. Mas agora eles podem, que eu tô numa era low profile. Eu prometi, né, que eu vou parar de responder hater. Não respondo mais, porque isso é ruim.
Ai, nem gasta energia com isso também. Porque é muito mais sobre a pessoa.
Ai, nem gasto energia. Mas é tão maravilhoso. Toma essa, miserável!
Mas não.
Não, eu prometi, eu prometi, eu prometi.
Ela olhando pra equipe assim, né? Eu prometi, desculpa.
Eu prometi, não respondo hater mais. Se tiver respondendo, não sou eu, minha equipe é muito profissional, elas não vão fazer isso, tá?
O que mais sente falta do BBB 26?
Eu sinto falta da casa, gente. Eu sinto falta de estar lá dentro, eu sinto falta do cuidado. Igual eu fiquei doente agora, era só tocar em um botão que me colocavam pra dentro e tinha médico. Eu sinto falta da médica. Ai, maravilhosa! Sério, o que eu mais sinto falta lá dentro daquela casa? A psicóloga e a médica. Pronto, o que eu mais sinto falta. E assim, são pessoas que o público não sabe quem é, então eu nunca mais vou vê-las.
Então assim, o que eu mais sinto falta todo santo dia eram dessas pessoas, sério.
Nossa, não tem nem pelo nome, você não consegue pesquisar?
Não, elas não têm nome. Não tem nome.
Esse é o problema. A psicóloga era uma vez por semana?
Você pode pedir a hora que você quiser. Mas no meu era uma vez por semana fixo.
Eles decidem se manda ou não manda a pessoa.
Se o aluno não tá precisando.
Mas a minha saudade, como você não tem ideia.
Não sei como que era no seu, porque o meu, como a edição foi muito caótica, o seu também foi, mas tipo, o caos começou na minha, né?
Tipo, pau torar.
Aí não tinha fixo. Aí quando o pau começou a torar muito, ficou tipo toda terça fixo a psicóloga.
Não, lá na casa não era era fixo. O meu era fixo, a doutora era fixo.
Eu vi, eu vi assim, ai, porque sai da terapia diferente. Gente, lógico que faz diferente, tipo, você tá ali para isso.
Aí é o único lugar que você se sente seguro para falar mal de todo mundo sem ser filmado, óbvio, para desabafar mesmo. Porque tem coisas que você vai ser mega cancelado se você falar ali nas câmeras. Então você fala para psicóloga, psicóloga fica só te ouvindo, gente, ela não fala nada.
Qual que foi o momento mais triste para você do BBB?
O momento mais momento mais triste? Ai, ai, ai, ai, ai, eu não sei se eu vou responder essa com a resposta que eu não queria, mas o momento mais triste, com certeza, tem o mais triste, todo mundo vai saber qual é, eu não vou falar, mas a saída do Breno, que o Breno foi um pilar para mim na Casa de Vidro. Se não fosse ele ali, ele te ajudou muito, né? Nossa, eu tinha sido expulsa, eu tava com aquela placa pronta para sentar na cara da E se não fosse ele para entrar no meio e me dar aquele saculejo de você vai perder o seu sonho, a sua chance, eu não tinha— eu tinha sido expulsa ali na Casa de Vida porque eu era muito, muito explosiva mesmo.
Tava tão com confinamento, você fica no hotel sem ver ninguém, sem celular, então você sai, vai para aquele, para aquela casa, aquele tanto de hater. Então na saída do Breno eu senti muito, muito, muito, foi assim assim, foi terrível para mim. Eu acho que as pessoas invalidam meu sentimento ali, entende? Que as pessoas falam, ai, Milena mudou por conta de sair do Breno. Foi isso, gente. Eu tenho sentimentos e eu posso amar quem eu quiser.
Foi uma coisa que eu aprendi no BBB também, entende? Então era uma pessoa que eu amava. A gente tava afastado porque cada um tava ali um lado do jogo, mas era uma pessoa assim que eu amava muito. E gratidão era o que eu tinha por ele, porque se não fosse ele ali, eu não estaria nem na casa principal. Mal. Então é isso, eu sofri muito, muito, muito mesmo com a saída dele. Deu para perceber.
Foi aquilo lá também, parece um—
não, e as pessoas aqui fora, elas não têm a visão macro do seu sentimento.
Invalidaram geral. Ai, com a saída da Samira eu fiquei mal também. A Samira e o Breno foram as saídas que assim, igual eu te falei, já vem lá de trás do abrigo das pessoas saírem, sumirem. Você não Sabe? Você vai ficar ali quantos dias sem ver a pessoa ainda? Então as pessoas me invalidaram muito. Foi o que eu saí, que eu vi, que eu fiquei extremamente chateada. Invalidaram os meus sentimentos. Não é que eu vou trair os meus amigos por eu estar sentindo uma coisa por outras pessoas, entende?
Então lá eu não me permiti sentir muito por outras pessoas, justamente porque eu mesma tinha aquilo. Eu vou estar traindo o meu amigo se eu sentir algo a mais por essa pessoa. Então eu me invalidei muito lá dentro. Com esse medo e com esse julgamento que já vinha de mim mesma, entende? Mas as pessoas têm que entender que a gente tem sentimento. Sim, né?
E é muito individual, né?
É individual.
Acho que essas duas são um pouco—
deixa eu ver o que mais.
Qual a coisa mais louca que aconteceu no seu pós-BBB?
A coisa mais louca, louca, louca, louca?
Ai, gente, teve alguém que você conheceu que você queria muito conhecer?
Ai, eu conheci a Grazi Massafera, eu queria muito conhecer ela. É engraçado que eu queria muito conhecer um cantor que é lá da minha cidade, o Léo Magalhães, e eu não conhecia ainda, e ele puxou torcida para mim. Que mais que aconteceu? Uma coisa bem louca, ai, uma marca que eu era louca para trabalhar foi a primeira que me chamou.
Que demais!
Como assim a Disney, mamãe?
Ai, que legal!
Foi muito louca a Disney, eu assim apaixonada na Disney. Quem ia dizer um dia que eu ia fazer uma coisa pra eles? Eu ia, tá louco! Mas aconteceram muitas coisas loucas, muitas mesmo, que eu não posso falar, mas posso falar não, gente. Vamos pra próxima.
Loucas boas ou ruins?
Ah, ruins e boas. Minha vida é um carrossel, todo dia eu tô embaixo, em cima.
De todo mundo, né? Você conseguiu tirar o passaporte?
Passaporte eu já tenho, preciso do visto. Mandaram o passaporte? O passaporte eu tenho. Eu quero muito ver minha irmã, inclusive eu não como doce por conta disso. Sim, eu fiz promessa há 2 anos, eu tô 2 anos sem comer doce, entendeu?
Mas você já tentou tirar o visto quantas vezes?
4, 4 negados.
Nossa, gente, você acha que agora não rola?
Agora eu acho que vai rolar, o pessoal tá até resolvendo isso para mim, já procuraram despachante. E eu tô esperando o apartamento que eu ganhei sair, que aí eu vou ter uma carta, tipo assim, ó: eu tenho um apartamento, eu tenho um contrato, eu tenho que juntar provas que eu vou voltar pro Brasil. Cara, no hype que eu tô aqui, eu vou embora pra quê? Eu nunca tive pretensão de ir embora, era só ver minha irmã, conhecer a Disney e vir embora pra cá de novo.
Porque minha irmã fala que a vida lá é monótona, não é uma vida igual ela queria, minha sobrinha lá, mas ela fala: não é a vida que eu quero pra Alice, Milena. Não tem crianças para brincar, não vai na casa de coleguinha. Porque na escola lá é assim, ninguém liga e fala, ó, deixa fulano vir para minha casa. Não, a criança ficou no apartamento. Agora mesmo tá de férias, né, que lá são 3 meses para trocar um tapete. Então assim, ela quer essa vida aqui no Brasil de brincar na rua, andar de bicicleta na rua, ter contato com a terra, com as pessoas.
Lá eles são bem frios, né, emocionalmente. Então é complicado isso. Eu nunca quis ir para morar, nunca. Eu sempre quis ir visitar, veio e ir embora, porque eu amo o Brasil.
Mas agora saio, visto, com certeza, com certeza. Não, vai sair.
Tô louca para comer doce, você não tem noção, tô louca.
Nossa, é verdade.
Sabe o que que é ficar sem comer doce por 2 anos?
Não, é horrível.
Acostuma, mas assim, você vê as pessoas comendo, você não tem onde descontar a ansiedade. Eu tô louca para comer doce, eu quase quebrei, mas não quebrei. Eu falei, cara, você, 2 anos 2 anos sem comer doce, você não vai quebrar, você vai conseguir esse visto e vai vir uma marca super legal para você quebrar esse jejum. Vai ganhar dinheiro ainda quebrando jejum.
Isso aí, é isso. Qual rede social que você mais consome hoje?
Eu sou twitteira, mas o Twitter é maravilhoso, mas ele é tóxico também.
Eu nem tenho mais.
Ai, menina, Marina essa semana, Marina Sena, tirou as notificações do meu Twitter, que a gente conversa ali, bi, bi, bi, bi. Ela, pelo amor de Deus, você vai se livrar dessas notificações. Eles reclamaram desde quando eu saí, que eu tive Twitter. Eles, Milena, tira essas notificações. Eu não tirava, era toda hora bi, bi, bi, bi, bi, bi, bi. Ela tirou.
Por isso que você entra tanto então?
Sim, muito.
Toda hora que eu tô chamando, ela vai ver.
Agora eu tô em abstinência, eu, ninguém me manda mensagem.
Aí você entra lá, tem um monte, muita.
Mas é porque tirou as notificações mesmo, porque é uma coisa que tá me fazendo mal no momento. Entende? Muito mal, justamente por eu ficar respondendo as pessoas lá.
Com certeza, é muita tela, né? Muita, meu Deus, seu cérebro até...
Então, aí agora eu tô focando mais em fazer conteúdos.
Por isso que é... Tem uma última aqui, ó. Porque isso aqui tudo a gente já falou. O que a Milena de hoje diria pra antiga Milena?
Você conseguiu, cara! Você conseguiu, porque eu te falei, meu sonho era ser cantora. Famosa por causa do Rebelde. Aí eu simplesmente cresci e vi a realidade: tu não tem talento nenhum para cantar, minha filha, vai ter que ser famosa por outro jeito. Aí eu consegui, eu sou vista, eu sempre quis ser vista, eu nunca quis ser esquecida, porque eu sempre fui esquecida. Então é um trauma que eu falei assim: cara, eu vou fazer não qualquer coisa, porque eu não abro mão dos meus princípios para ser vista.
Vistas. Mas eu quero ser vista e eu tô sendo vista. Eu tô construindo uma coisa bem legal e eu acho que vai dar certo. Mas eu também tenho o pé muito no chão. Eu tenho noção de onde eu vim e se não der certo eu volto para onde eu sempre vim, para minha cidade. Eu volto a fazer recreação, não tem problema nenhum. Não é o que eu quero, né? Mas a gente não sabe o futuro. Então eu tenho meu pé bem no chão, entende? Eu sei que hoje eu tô nesse mundo, que todo mundo me ama e que um belo dia Eu tenho meu pezinho bem no chão, tá?
Bem, bem no chão mesmo. E eu não tenho problema nenhum. Eu sempre trabalhei muito e voltar para recreação e voltar para as minhas coisas.
Mas que bom que você não criou esse mundo perfeito assim da internet, porque não é mesmo.
O mundo não é perfeito. Eu vejo isso a cada dia. Muitas pessoas querem nosso bem, mas muitas pessoas estão ali, ó, você tá na beira do abismo e ela esperando para te empurrar. Ninguém quer o bem de ninguém. Inclusive, eu vou fazer um banho de sal grosso e Que eu tô precisando, tô falando que eu tô.
Tu ia falar depois daqui? Não entendi, meu lindo.
Não, eu comprei as coisas, eu vou fazer um banho, amor, porque tá difícil. Mas não é daqui não, tá? Não, eu tô falando sério.
Que aqui a gente vive passando spray de alecrim.
É uma coisa de sobrecarga mesmo, a gente sente. Eu sou uma pessoa que não gostaria, mas eu sinto muito.
É muita exposição, né? Também muita gente vendo. Tem, eu tenho só a última pra gente finalizar, que é, eu sei que você falou onde você almeja chegar profissionalmente, mas eu queria que você falasse um sonho pessoal seu.
Um sonho pessoal meu ou para realizar para alguém?
Seu, você quer realizar ainda que não realizou assim uma coisa?
Esse é o estranho. Antes eu sonhava pequeno, hoje eu sonho um pouco maior, hoje eu posso me permitir, sabe? Eu quero ter uma casa, uma casa minha, que eu já tenho, né, mas montar do meu jeito, pisar e falar assim, porque mesmo eu morando com a minha mãe, eu não podia, não posso trocar uma xícara de lugar. O meu quarto é a única coisa que eu posso mexer. Então eu sempre morei com a minha mãe, eu tô sempre morando com alguém.
Então agora você tá morando com quem?
Eu tô morando no hotel. Falando que eu sempre morei com alguém, com a minha mãe. Quando não era com a minha mãe, era com minhas patroas. Então sabe o que é ter um canto seu montado do seu jeito, poder receber as pessoas? Então eu acho que é isso aí. Eu sonho isso. E dá proporcionar isso para família inteira? Não, tá? Que a família inteira não me apoiou lá atrás, não vai ter apoio meu agora não. A não ser que seja saúde ou doença, entende?
Então assim, a minha avó, minha mãe, meu irmão e minha irmã são pessoas que eu quero assim ver bem, como eu sonho. Já achei o quê, né? Não, uma avó, os dois irmãos e a Uma casa para minha mãe, consertar a casa da minha avó, pagar um plano de saúde que ela não tem. Agora mesmo fazer a cirurgia foi um perrengue, entendeu? E a minha irmã ter a casa dela e poder voltar para o Brasil, entendeu? Então é isso. E meu irmão dá um carro, pelo amor de Deus, gente, o carro do meu irmão tá fodido, vocês não têm noção.
Fui para Minas agora, meu irmão tem um Uno de duas portas que assim, coitado, tá caindo aos pedaços. Tem que ter um negócio que colocou assim, ó, o mecânico que esquenta e pode explodir a qualquer momento. Aí ele tem que parar o carro, meu Deus, esperar o motor abaixar para o carro não explodir na BR. Então assim, é uma coisa que eu prometi para ele, eu vou dar um carro para ele, eu sempre, sempre, entendeu? E é o carro que eu vou para lá e que eu uso.
Falei, irmão, você vai ter um carro bom, as meninas também vão ter uma boa educação, vou colocar numa escola boa, fazer uma poupança para elas fazerem uma faculdade no futuro, porque ninguém pensou no meu futuro. Então assim, das minhas sobrinhas eu vou investir, elas vão ter um futuro, entende? Ai, que legal!
Amém, amém, que dê tudo certo.
E é meu sonho, eu não sonho muito pra mim não, sonho mais pra eles, entendeu? Eu falo assim, eu posso deitar e morrer tranquila, gente.
Perdão, perdão, é que 3 horas, hora da sertalina.
Você falou o quê? Sonha pros outros, é isso?
Minha irmã fala, Miriam, você tem que parar de sonhar pros outros, sonhar pra você. Eu falo, eu só vou começar a sonhar pra mim de fato mesmo. Eu quero fazer, sabe, uma coisa muito Um Eurotrip, eu quero muito viajar.
Ai, legal! É um sonho legal.
Mas eu só posso fazer isso depois que eu resolver a vida deles. Aí eu vou tranquila, com a mochila e sem data pra volta.
É o que eu quero fazer.
Nossa, mas você pode falar também pra sua irmã ir pra Europa. Sim. Vocês se encontrarem lá.
Ela fica na Disney de Paris!
Fala boa. Olha, por que você não pega parcerias, eu do @? Você consegue viajar e ainda consegue o sonho deles.
Então... Minha filha, no o quê?
tudo. @agência de viagem.
@várias agências, várias passagens, várias coisas.
Inclusive, antes do BBB eu tava juntando dinheiro para fazer isso. Eu tava com o quê? R$8 mil na conta. Eu ia viajar com R$8 mil na conta assim. Eu ia deixar os aluguel pagado, deixar a conta da água e da luz para minha mãe pagar ali o dinheiro, e eu ia sumir. Aí chegou um email: Deus tem planos diferentes para você.
Ai, que demais!
Gostei dos seus sonhos, são sonhos importantes.
Só isso? Pergunta uma polêmica aí.
Polêmica? Ou a maior decepção lá dentro da casa.
Mas eu sou educada. Não, ela não foi uma decepção. Na verdade, eu saí e fiquei meio assim, sabe? De, ai, meu Deus, como eu não via isso. Mas deixa eu te falar uma coisa. Igual eu te falei, nós somos pipocas. Nós vamos fazer qualquer coisa pra mudar a nossa vida. E ela tinha que garantir um apartamento de 100 mil, amor. Então assim, ela fez... Foi pouca coisa pra, tipo... Eu não abriria mão da minha fidelidade por nada assim, entende?
Por isso que eu sempre me ferro também, porque se for para eu passar por cima de uma pessoa para ter, eu não vou passar. Eu tenho assim horror a isso. Mas fiquei chateada, fiquei, mas o jogo ficou na casa. Inclusive eu tô super conversando com ela.
Vocês estão se falando, você e a Samira?
Eu tentei ver o lado dela e conversei assim. Os meus amigos que eu saí da casa já super sabem, porque antes de tentar conversar eu cheguei para eles e falei, eu vou tentar ver o lado dela, eu vou conversar. Então assim, eles estão super cientes disso, entende? Eu não preciso deixar de ser amigo deles. Não é que eu tô falando, ai, nós vamos ressurgir uma amizade agora, porque é aquilo, quando uma pessoa pisa na bola com você, você volta, mas você volta com aquele pé no freio.
Mas, gente, o jogo ficou na casa, e aqui fora eu decido com quem eu quero falar e com quem eu não quero. E eu já falo com pouquíssimas pessoas, e é uma pessoa que eu sei assim que gosta de mim de verdade, entende? Então eu tomei a iniciativa e falei, bora, quer me explicar?
Sim.
Ah, mas legal, eu tomei a iniciativa e falei, cara, quer me explicar o que aconteceu lá dentro? Que Rolou?
Não, ele tá sujo?
Não, tá não, tá ótimo. Nossa, não dá não, amor. Aí assim, conversamos, daquela conversa bem assim: oi, tudo bem? Oi, tchau. Oi, como está? E eu sou louca para conhecer o Lindolfo, gente, fanática de cachorro, eu amo cachorro. Foi o que eu falei para os meus amigos, gente, sou louca para conhecer o Lindolfo, eu sei que ele tá aqui em São Paulo, vou mandar mensagem. Começou assim, eu: oi, tudo bem? Assim, ficou um mês sem falar.
E eu, oi, tudo bem? Pedi o número dela para uma amiga em comum, que é o Breno, né? Oi, tudo bem? Oi, Mi, tudo bem? Eu queria muito conhecer seu cachorro, eu posso? E aí, sim, claro que você pode, eu tô em tal e tal lugar, se você quiser vir, você pode ver ele. E aí começou a conversa, sabe que eu gosto muito de você? Aí eu perguntei sobre a casa e tal. Mas assim, o que aconteceu na casa ficou na casa. É claro que tem algumas pessoas que eu não chego nem perto aqui fora, mas ela é uma pessoa que eu quis dar segunda chance, entende?
Que assim, não me fez mal diretamente, entende? Porque eu vendo agora a edição, eu acho que foi o que me ajudou a clarear a mente. Não me fez mal. Falou mal? Falou. Mas falou lá no início, quando a gente não era próxima. Mas a partir do momento que eu era próxima dela, ela não me feriu, ok? Que ela feriu os meus amigos, entende? Foi o que me chateou. Eu tomei as dores dos meus amigos. Mas assim, De mim, não foi nada diretamente, então...
Mas as pessoas que você não mantém contato, se você encontra pessoalmente, você nem cumprimenta?
Eu cumprimento, porque eu sou educada, né, gente? Eu sou muito educada. É oi e tchau. Tipo assim, oi e tchau. É literalmente isso. Eu não converso e não rendo papo. Inclusive, eu fiz uma viagem com todos eles. Eu não saí em nada. Nada, nada, nada. Porque eu não sou obrigada. É oi e tchau. A gente não precisa gostar, mas a gente tem que ser educado. Oi e tchau e pronto. Esquecer que a pessoa existe porque ela não tá te dando nada, né?
E o encontro com Lindolfo vai rolar ainda, com fé em Deus vai rolar.
Ele é muito fofo, eu tô louca para apertar ele. Eu espero que ele goste de mim.
Ah, vocês não marcaram ainda?
Não marcamos, mas foi ótimo. Pelo Lindolfo a gente começou a conversar de novo, porque eu falei, cara, como assim o cachorro tá aqui? Eu não vou conhecer? Eu ouvi falar tanto desse cachorro.
É verdade, ela falou muito aqui também. Então, e ela Cachorrinhos unindo as pessoas.
Eu sinto que a Samira é uma pessoa boa, sabe? Igual eu te falei, a gente vai fazer de tudo pra mudar a vida da gente. Porque só a gente sabe o que a gente passou.
A gente falou isso pra ela, né?
As pessoas não sabem a metade do que a gente passou. Então eu vou conhecer ele, sim. Eu sei que eu vou levar muito hater. E eu ainda perguntei pra ela, você tá preparada pro hater que você vai levar também? Então a gente nunca tá preparado, né?
Uai, mas conhece, não posta nada também.
Nós não vamos postar nada, não, não. Esperem de ver foto da gente juntas. Se a gente começar de novo a querer se falar e ter uma amizade, vai ser uma coisa off e nossa, entendeu? Porque as pessoas, o que as pessoas não sabem, as pessoas não estragam. É isso que eu tô aprendendo a partir de hoje com todas as minhas amizades, que as pessoas não sabem, as pessoas não estragam. Então assim, eu espero que dê muito certo, muito mesmo.
Com certeza, o amor não acaba do dia para o outro. E assim, eu fiz poucas amizades lá dentro, mas assim, eu sinto falta, eu tenho dificuldade de fazer amizade. Então as que eu faço, eu tenho que mantê-las, entende? É difícil para mim, é muito difícil.
Mas legal de você ter dado esse passo e ter ido falar com ela, né? Sim, talvez ela não esperava, não tinha coragem de falar.
E a gente conheceu ela aqui também, ela já veio aqui. E assim, eu vendo da bolha de fora, conhecendo agora você e conhecendo ela, eu sinto que na verdade são duas pessoas pessoas que têm muitas questões, que tipo, né, traumas. Ela tem o passado dela, você tem o seu, que às vezes vocês são muito diferentes, gritante assim, extremamente diferente. Mas quem disse que isso não é bom também, né? Quem disse que isso também complementa?
Ela vai te agregar em coisa, você vai agregar para ela em coisas, você vai dar mais coragem, ela vai ajudar mais um lado mais sentimental e tudo mais. Então é importante também assim ter amizades que te complementam.
É verdade, não dá para a gente ficar o tempo inteiro com igual a gente.
Faz bem também ouvir um pouco como é o outro, assim.
Parece que faz a gente evoluir, né?
Eu tenho muito interesse na vida dela. Eu acho que a Samira me instiga curiosidade, porque como você disse, ela é meu oposto em tudo, tudo que vocês imaginarem. Ela gosta de rosa, eu gosto de preto. Ela gosta de um tanto de boy, eu não gosto de nenhum. Ela gosta de sair, se divertir para noitada. Eu sou uma pessoa que gosta de ver filme. Então assim, eu acho que isso me instiga curiosidade de saber como é o mundo dela, entende? Então vai ser maravilhoso.
E vem aí então, né? Que seja um encontro ótimo, que vocês aproveitem, se reconectem, sem rancor, né? Isso é verdade, vale a pena. A vida é tão curta, você vai ficar guardando assim para quê?
Não, não guardo. Eu sou uma pessoa que sou muito trouxa, tá? Hoje eu tô brava com você, com mega rancor. Amanhã eu tô rindo para você.
Passou.
Eu não sou uma pessoa que guardar estraga um pouco a gente.
Isso só faz mal para você, só faz mal para quem guarda.
Não guarda, não ficou de ninguém.
É para saúde.
Ai, muito obrigada por vir!
Eu amei o papo, tá, gente?
Que bom!
Eu só quis introduzir mesmo esse assunto porque eu sei que uma hora ou outra vai sair, então preferi que fosse aqui.
Então fiquei aqui.
Obrigada por se sentir segura aqui, né, para falar.
Legal, a gente fica feliz. Obrigada mesmo e muito boa sorte em todo o seu trabalho. Toda sua— que dê certo o visto, que você viaje, realize o sonho.
Conheça sua irmã.
É, come doce. Tô desesperada com isso. Obrigada, gente, espero que vocês tenham gostado também deste papo. Lembrando que tem um QR code na tela e o link na descrição também para vocês saberem mais sobre, né, por trás de toda essa história aí de L'Oréal aqui no Brasil, tá bom?
L'Oréal me contrata! Que isso, agora eu quero estar aqui! L'Oréal, me contrate, tá, querida? Ó, o contato tá aí. Maravilhosa pra cabelo crespo, tá?
Contratem. Tá isso aí, a gente tava falando disso, das pesquisas que eles fazem, né?
É verdade.
Pra atender toda a diversidade brasileira.
É mesmo.
Um beijo, gente! Tchau!
Grupo L'Oréal
Grupo L'Oréal no Brasil