Episódios de PODDELAS

ANY GABRIELLY - PODDELAS PODCAST #564

14 de julho de 20261h13min
0:00 / 1:13:37

Ela tinha 13 anos quando emprestou a voz para uma das princesas mais amadas da Disney. Aos 15, foi escolhida para representar o Brasil em um dos maiores grupos pop globais já criados, o Now United. E durante anos, enquanto muita gente vivia a adolescência, ela atravessava continentes e carregava o sonho de milhões de fãs.Mas a maior aventura da vida de Any Gabrielly começou quando ela decidiu ouvir a própria voz e segue em carreira solo!Hoje, de volta ao PodDelas, Any fala sobre a saída do Now United, a vida em Los Angeles, os bastidores da carreira solo e muito mais!Um papo sobre identidade, coragem, fama, amadurecimento e o que significa descobrir quem você é quando não está mais representando ninguém além de si mesma.Dá o play e curte com a gente! #PodDelas #AnyGabrielly #NowUnited #Moana #AsDezVantagens

Participantes neste episódio3
S

Speaker B

HostJornalista
S

Speaker C

Co-host
A

Any Gabrielly

ConvidadoCantora
Assuntos8
  • Cinema e AudiovisualSérie Netflix Hábeas Corpus · Filme As 10 Vantagens de Morrer Depois de Você · Álbum musical · Dublagem (ADR)
  • Trajetória artística de FaíscaNow United · Adolescência · Autoconhecimento · Coragem e riscos
  • Aventuras da GabiO Rei Leão · Moana · Mulan · Now United · Saudade do Brasil · As 10 Vantagens de Morrer Depois de Você
  • Retorno de Lucas Paquetá ao BrasilCarreira solo · Retorno ao Brasil · Álbum nacional · Los Angeles
  • Atuacao e DublagemMoana · O Rei Leão · Tartarugas Ninja · Atuação em filmes e séries · Dublagem (ADR)
  • Produção musical e criatividadeComposição em português · Colaborações musicais · Inspiração e vulnerabilidade · Yuri Rio Branco
  • Sonhos e Aspiracoes PessoaisImpacto cultural · Festivais de música (Rock in Rio, Glastonbury) · Legado artístico
  • Rotina diária e obrigaçõesGestão de tempo · Vida social e tempo sozinha · Culinária · Solteirice
Transcrição419 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
AGAny Gabrielly

Oi, gente!

?Voz B

Tudo bem com vocês? Sejam bem-vindos a mais um Poddelas Podcast. Espero que vocês estejam ótimas, porque eu estou bem. Inclusive, já vou aqui na abertura avisar que a Vi não conseguiu chegar a este horário, né, pra fazer o programa. Porque a gente tá aqui, ó, numa gravação atrás da outra. Porque vocês devem ter visto aí que estou viajando nesse momento, né? A hora que esse episódio tá aqui passando, eu tô viajando. Então só para vocês saberem, né, que ela não está aqui por isso, mas não aconteceu nada, a gente não brigou, tá bom?

A gente não brigou, só para deixar bem claro. E eu sempre começo pedindo para você se inscrever nesse canal, compartilhar o vídeo, deixar um like, tudo aquilo, né, que vocês já sabem. Bora aí, ajuda a gente chegar em 4 milhões esse ano, tá? A gente conta com vocês. E também tem as nossas redes sociais, @poddelas no Instagram, TikTok, Twitter. Tem as minhas também, Segue lá que eu vou amar receber vocês, tá? E agora, deixa eu apresentar a minha convidada de hoje.

Porque ela, ainda na adolescência, ela emprestou a voz pra uma das princesas mais marcantes da história da Disney, que foi Moana. Que é uma garota que sentia dentro do peito, assim, um chamado pra descobrir quem realmente era. Deixando pra trás a segurança do que conhecia e enfrentar o medo do desconhecido, né. E quase 10 anos depois, é quase impossível não enxergar o quanto essa história ela se parece à da nossa convidada, né.

Porque ainda criança, ela entrou pro teatro musical, depois foi escolhida pra representar o Brasil em um fenômeno pop global. Enquanto muita gente vivia adolescência comum, ela tava atravessando continentes, se apresentando pra multidões de fãs. Mas talvez a maior aventura da vida dela tenha começado justamente quando tudo parecia dar certo. Porque chegou o momento em que ela precisou fazer o que toda heroína faz: ouvir a própria voz, enfrentar as expectativas do público e descobrir quem ela era sozinha.

Bom, gente, é claro que estamos falando, né, de uma popstar. E o caminho até aqui é bem consistente. Mas quem acompanha ela desde sempre sabe que esse caminho não foi tão fácil assim, tá? Foram anos de testes, cursos, dedicação, almoços no ônibus. E uma determinação que faz dela deixar de ser princesa e se transformar numa rainha, né? E é por isso que muita gente se identifica com ela. Ela representa uma nova geração de princesas, tá?

Que não esperam ser resgatadas e escolhem o próprio caminho. Com vocês, Anne Gabriele!

AGAny Gabrielly

Oi, gente! Não, depois dessa apresentação, pelo amor de Deus. Opa, deixou de ser uma princesa, virou uma rainha.

?Voz B

E a gente acompanhou esse crescimento, né? Acompanharam, acompanhamos tudo isso. Inclusive, obrigada, Bru. Inclusive, eu já quero começar falando de todas as atualizações que, gente, sua vida, acho que foi uma revolução, né, que aconteceu de 2021 pra cá. Porque quando você veio no pod, imagina, a gente não tava nem nesse estúdio. A gente também passou por muitas revoluções aqui dentro. Mas acho que você tinha acabado de fazer Moana, né? Como é que você tava na United ainda?

AGAny Gabrielly

Acabar de fazer Moana quando eu vim? Não, fiz Moana quando eu tinha 13 anos, o primeiro filme. O primeiro, mas aí eu fiz o segundo depois. Segundo foi que ano? Nem lembro mais.

?Voz B

Então eu acho que foi depois do segundo. 2021?

AGAny Gabrielly

É, talvez, talvez.

?Voz B

Eu acho que tava muito em alta, a gente falou muito sobre isso. Inclusive é uma das músicas favoritas da minha filha. Ai, e eu fico assim, eu conheço ela, eu conheço. Conta pra gente como é que tá de lá pra cá. Para cá?

AGAny Gabrielly

O que que mudou?

?Voz B

O que que continua igual?

AGAny Gabrielly

Nossa, tudo mudou! E eu acho que a minha vida é sempre assim. Daqui a um ano vocês vão ver que eu vou ter tudo mudado, e o ano seguinte também. Eu sou uma pessoa muito de movimento, sabe? Eu gosto de— eu sou bem aventureira, tal qual a Mona. Mas eu acho que da última vez eu ainda tava morando em Los Angeles, com certeza. Eu voltei a morar no Brasil em 2024. Aí, ó, eu gravei Mona 2 em 2024. Ah, é? Foi outubro de 2024 que eu gravei Moana 2.

?Voz B

Ah, mas tava muito... Eu acho que tava em alta, talvez, pra mim. Porque era época da minha filha, alguma coisa assim.

AGAny Gabrielly

Pode ser, pode ser. Era hit na tua casa.

?Voz B

Pode ser.

AGAny Gabrielly

Amo. E é até hoje. Mas eu tava gravando Moana 2 em 2024. Ainda tava saindo do grupo, na época que eu vim pra cá. E aí, ia morar em Los Angeles. Assinei com uma gravadora. E eu tinha... Uma ideia de fazer um projeto lá, um projeto aqui, não sei o quê. De repente, chegou 2024 e tudo mudou. Eu voltei a morar no Brasil, o que foi uma delícia. Eu tava com muita saudade da minha casa e nem percebia. Foram nessas visitas ao Brasil que eu comecei a falar, nossa, eu tenho que estar aqui, sabe?

Eu vibrava de um jeito completamente diferente. Comecei a trabalhar num álbum nacional. Que finalmente, gente, finalmente! Tá nos finalmentes. Ai, gente!

?Voz B

Tinha muita pergunta assim, quando vem o álbum nacional? A galera queria muito saber.

AGAny Gabrielly

São 11 anos e eu me sinto uma caloteira master. Inclusive, se eu for no Twitter, nessas coisas, tem vários fãs que têm o @AnnyCaloteira. Eu vi uma, como que era? Às vezes eu penso, o que a Anny Gabrielly faria? Aí eu vou lá e minto. Tipo assim, eu juro, eu fiquei com uma fama de caloteira. Porque às vezes era assim... Pronto, o projeto vai sair dia tal, mês tal. E aí, tipo, adiava. Ou o projeto mudava. E aí, agora eu ia fazer outra coisa do zero, que levava mais um ano. E o povo sempre: Cadê?

?Voz C

Cadê? Cadê?

AGAny Gabrielly

Mas eu amo que tá todo mundo aqui. Isso é o que importa, a galera está aqui esperando. E assim, eu sempre falo isso. Mas vai valer a pena, de verdade. Eu tô com muito orgulho do projeto que eu tenho feito. Tenho trabalhado horrores. E nesse meio tempo, enquanto eu fazia esse álbum, eu também comecei a mergulhar no mundo do audiovisual, né. Tô atreish, menina, sempre fui, mas...

?Voz B

A hora que eu fui dar a pesquisada, eu falei, gente, mas calma aí, é muita coisa. Porque assim, é realmente uma artista completa, né? E aí, como é que você se divide? Como é que você faz pra escolher isso? Como é que você organiza tudo? Que horas que tem a Anne cantora, a Anne compositora, a Anne dubladora, a Anne atriz?

AGAny Gabrielly

É uma loucura, né? Porque elas estão aqui o tempo inteiro. Não é como se hoje eu acordasse e falasse, ah, hoje eu vou ser atriz. Hoje eu vou ser só cantora. A minha mente, ela ativamente tá pensando em todas as coisas. O que não é muito fácil de equilibrar, sendo bem sincera. Eu acho uma loucura quando falam, ah, não, mas tudo tá certo. Eu me sinto maluca! Eu tentando organizar tudo isso, eu fico, caraca, não vai dar tempo de fazer tudo!

Mas um passo de cada vez, é assim que eu levo a vida. Um passo de cada vez. Hoje eu vou fazer isso, depois vou fazer aquilo. Aí passa o pensamento do outro projeto, eu falo, não, calma. Já já eu resolvo isso. Então eu vou fazendo as coisas com calma. E vou me divertindo, sabe? O foco é me divertir, porque eu amo o que eu faço. E se deixa de ser gostoso, dá vontade de largar tudo.

?Voz B

Com certeza, acho que tem que rolar esse gostinho no processo também, né. Senão você fica só de lançamento, lançamento, lançamento.

AGAny Gabrielly

Eu tento manter a diversão da coisa, o frescor da coisa. Então mesmo que demore um pouquinho, assim, eu vou fazendo com a calma do Senhor. Para que seja legal. E eu tô muito animada, mas eu fiz uma série pra Netflix. E eu fiz um filme pro cinema, com a Vários Filmes. Tenho meu álbum que vai sair com a Republic Records. Uau! Então é um ano de muito movimento para mim. É um ano de muito movimento.

?Voz B

E calma, e tudo agora é segundo semestre?

AGAny Gabrielly

Tem um que eu não tenho certeza, mas sim.

?Voz B

Que é o seu álbum?

AGAny Gabrielly

Não.

?Voz B

Ah, tá. Eu fico meio assim, ah não, que aí eu vou entrar nesse bolo meio da caloteira.

AGAny Gabrielly

De verdade, senão... Eu juro, eu fico brincando, eu fico, ai, nem vou falar muito porque eu acho que alguém prendeu meu anjo e tá assim. Eu juro, eu falo, solta meu anjo, solta meu anjo, pelo amor de Deus. Mas não, não, o trabalho ele tá bem Tá todo mundo animado pra que a coisa ande também.

?Voz B

Então... Gente, do nada caiu o brinde.

AGAny Gabrielly

Soltaram o meu anjo. Para! Aconteceu. Aconteceu. Para, para.

?Voz B

Soltaram, vai andar.

AGAny Gabrielly

Agora foi. Meu Deus! Gente, você tá vendo aqui a coisa, né? Veio forte!

?Voz B

Eu amei o link. Chocada.

AGAny Gabrielly

Mas é... Eu tô muito animada pra tudo sair. E tô trabalhando que nem uma maluca. E é muito engraçado, porque eu falo isso há anos. E é verdade. Porque se a coisa não sai, como que a pessoa vai saber que eu fiz? Mas eu tô fazendo, isso é uma coisa que eu sempre garanto.

?Voz B

Mas ó, eu vi no seu story, por exemplo, você postando lá que você tava no estúdio. Mas aí não dá pra saber, né, se você tá dublando, se você tá cantando, se você tá gravando seu coisa. O que você tá fazendo?

AGAny Gabrielly

Ali eu não tava fazendo música. Apesar de às vezes eu postar no estúdio ser música. Mas ontem foi uma coisa chamada ADR, que é uma dublagemzinha que você faz, por exemplo. Você grava uma cena numa série ou filme. E às vezes o áudio da cena ficou off porque tava chovendo, ou porque o microfone deu B.O., alguma coisa acontece. Aí você vai num estúdio e você dubla você mesma dentro de um estúdio pra substituir aquele áudio. Se chama ADR, isso.

?Voz B

Ah, você se dubla?

AGAny Gabrielly

Aham. Ou sei lá, você tem narração do filme. Sabe quando, tudo começou quando não sei o quê. E aí vai passando a cena. Aí você vai pro estúdio e você grava o tudo começou, lá lá lá lá lá.

?Voz B

Entendi! Você sabe que eu dublei Smurfs também, né?

?Voz C

Mentira!

AGAny Gabrielly

A Monroe, do The Flash.

?Voz C

Você dublou a Smurf?

?Voz B

Ah, eu aqui, ó, eu levei meu livro.

AGAny Gabrielly

Sério, Smurfette?

?Voz B

Não, era a Mamãe Fifi.

AGAny Gabrielly

A Mamãe Fifi. Ai, que tudo!

?Voz B

Você assistiu?

AGAny Gabrielly

Não, mas eu amo os Smurfs. Eu amo os Smurfs e eu assisti Smurfs já, mas não assisti o seu.

?Voz B

Não assistiu esse? É o último agora.

AGAny Gabrielly

Tá.

?Voz B

E aí é uma voz super diferente da minha, nem dá para saber que sou eu.

AGAny Gabrielly

Ah, mas isso é muito legal.

?Voz B

Eu queria, eu queria que as pessoas— porque é difícil às vezes você escutar pensando na pessoa, né? É, mas acho que rolou. Só que eu tive que fazer esse Regravar algumas cenas que não encaixaram bem. Mas não é eu me dublando, entendeu?

AGAny Gabrielly

Era dublando as cenas. É só refação mesmo. Ah, mas é uma delícia dublar, sou apaixonada.

?Voz B

Então calma, ADR é quando tem que fazer essas outras coisas à parte. Não quando você tem que redublar algumas coisas numa dublagem.

AGAny Gabrielly

Não, também é. Ah, não, não, não. Na dublagem não. Dublagem a gente só chama de refação mesmo. Ah, tá.

?Voz B

Porque eu falei, eu poderia falar que eu fui fazer ADR.

AGAny Gabrielly

Não, ADR geralmente é quando é assim mesmo, deu um xabu ali no áudio da cena. Ou que tinha alguma coisa adicional, aí você vai lá gravar.

?Voz B

Entendi. Então esse você foi fazer de qual? Que você tava fazendo ontem.

AGAny Gabrielly

Mentira, eu posso falar, eu acho. Eu tava fazendo de Hábeas Corpus, que é a série da Netflix.

?Voz B

De Hábeas Corpus?

AGAny Gabrielly

Gente, eu não assisti nenhum desses projetos. Eu tô que nem meus fãs, acredite ou não. Eu não assisti o filme ainda, que vai sair no segundo semestre. Eu não assisti a série.

?Voz B

E não dá pra falar quando sai nenhum? O que sai antes? Não dá pra falar isso?

AGAny Gabrielly

Posso falar? Tá. Ó, o filme... Vai sair em outubro desse ano. Esse filme também tá que nem eu, mudou a data 20 vezes já. Ia sair no começo do ano, depois foi pro meio. E agora vai sair em outubro, mas vem aí mesmo. A série, eu tenho meu suspeito, mas eu não posso falar. Vão me dar um soco também. E o meu álbum, segundo semestre. E é isso. Pronto!

?Voz B

Não, vai sair tudo esse ano.

AGAny Gabrielly

Eu já falo com medo, gente, eu juro. Eu seguro assim na madeira, todas as coisas. Já seguro o brinco.

?Voz B

Não, já soltaram o anjo, calma.

AGAny Gabrielly

Já soltaram, o anjo foi liberado, né. É verdade. Então tudo vai sair na hora que tem que sair. Mas eu fico até nervosa de falar data, porque, gente...

?Voz B

Mas é uma expectativa surreal, né? Porque demora muito pra lançar. São meses, às vezes anos, na pós-produção. Porque é qualidade o que você faz, né?

AGAny Gabrielly

Eu acabei a gravação do filme, Márcia, foi tipo maio do ano passado que eu acabei a gravação do filme. Então já passou um ano. Eu tô assim, galera, eu quero ver esse filme. Eu quero pelo menos assistir, entendeu? Eu não assisti. E a série... Eu assisti pouco, eu assisti um pouquinho já. Assisti o primeiro episódio.

?Voz B

Ah!

AGAny Gabrielly

Nossa, tá muito legal! Tá muito legal! E é um elencaço, né. Um elencaço!

?Voz B

Nossa, você acha que é? É o tipo de série que eu gosto, sabia? É muito legal, a galera... Faz uma introduçãozinha pra gente da série, o que que fala.

AGAny Gabrielly

Tá, eu não posso falar muita coisa ainda. Mas é um drama jurídico.

?Voz C

E...

AGAny Gabrielly

Eu protagonizo a série ao lado da Marjorie Stiano, que já foi, tipo, vral, xablau. Aprendi muito com ela, ela é uma mega atriz. Mas eu sou uma estudante de Direito, a Marjorie é a minha professora. E eu tô ali atrás de uma reparação, sabe? Eu não posso falar o que é, como que é. Mas basicamente, lidamos com o sistema judiciário brasileiro. E eu sou uma personagem que quer uma reparação com a personagem da Marjorie. E é um babadão, tá? É um babadão!

?Voz B

Quantos episódios, você sabe?

AGAny Gabrielly

Não posso dizer nada disso. Tá bom.

?Voz B

Mas certeza que vai ser daquelas que a gente vai querer maratonar, né? Até o final.

AGAny Gabrielly

Não, isso sem dúvida.

?Voz B

Nossa, eu já queria saber se vão lançar todos os episódios, se vai sair...

AGAny Gabrielly

Isso eu não sei também. Isso é uma informação, não é que eu não posso dizer, eu nem sei.

?Voz B

Tá.

AGAny Gabrielly

Mas vamos ver.

?Voz B

E no filme, eles não fazem uma sessão assim pra vocês assistirem? Ou é tipo, vai na pré-estreia?

AGAny Gabrielly

Fazem, é que eles querem segurar. Eles ficam, ai, você tem que ter a experiência de se assistir no cinema, na pré-estreia. Não tem que assistir antes. Eu fico, mas gente, eu vou desmaiar até. Eu falo, por favor, me mostra antes. Porque se chegar na pré-estreia... E eu estiver muito emocionada, eu vou desmaiar no evento de vocês. E não vai ser legal! Por favor, me adiantem o que vai acontecer aqui. Mas com certeza eu vou assistir antes.

Porque, né, a gente também dá entrevista, a gente tem que falar sobre o projeto. E eu preciso saber, né.

?Voz B

E menina, é um babado o dia do press day, né.

AGAny Gabrielly

É um babado, são horas e horas e horas. É o dia inteiro falando a mesma coisa. Sim, teve um press day que eu fiz com o Léo Santana quando eu dublei... Tartarugas Ninja, uma vez. E a gente foi fazer o evento de estreia do filme lá em Salvador. E aí, a gente entrou, tipo, naquelas salinhas de conferência, que se chama. Naqueles hotéis, assim, carpete, tudo fechado, sem ver a luz do dia. E ficamos horas lá, respondendo perguntas, sentado naquela cadeira.

Teve uma hora que eu e o Léo, a gente olhou e falou, meu Deus, mas o que tá acontecendo aqui? Será que a gente vai... Quando a gente saiu daquela sala, o sol já tinha ido embora. Foi uma loucura, press day é uma loucura. Mas é muito legal divulgar o próprio filme. Eu fico animada, pelo menos.

?Voz B

Eu passei por isso também, né, com Smurfs. Mas eu achei muito intenso, achei surreal, assim. Tipo... Porque são vários veículos. E aí você falando sempre... Acaba rodando na mesma coisa. E aí você não sente repetitiva? Tipo, será que eu tô falando muito a mesma coisa?

AGAny Gabrielly

É, você se sente repetitiva. Eu sempre tento lembrar que, né, o fulano que viu o Correio X não vai ver o jornal... Y. Então eu fico, tá, vai ser a primeira vez que a pessoa tá ouvindo eu falar aquilo. Mas com certeza você fica lá o dia inteiro. Quando lançar Hábios Corpus, que a gente tava falando, tudo que eu te contei eu vou falar pelo menos umas 20 vezes ainda. E o filme, a mesma coisa, que é a história da amizade, do não sei o quê, lá lá lá lá lá lá.

Deixa eu falar o filme, o nome do filme também. Eu sempre esqueço de falar o meu filme. O nome do filme é As 10 Vantagens de Morrer Depois de Você.

?Voz B

Forte, né?

AGAny Gabrielly

É É forte, não é pros fracos de coração, tá? Vai chorar.

?Voz B

Quem mais tá no elenco?

AGAny Gabrielly

Temos a Giulia Bic, que faz a minha amiga. Temos a Pamela Germano, Daniel Rangel, Sharon Menezes, Paulo Lessa. É um elencão também. Michel Joelza.

?Voz B

Você já conhecia a Giulia?

AGAny Gabrielly

Já, já conhecia ela. A gente se conheceu antes do filme, uns anos antes, assim. Foi numa festa, festa de indústria. Já tinha entrevistado ela também, eu tinha tipo um... Eu já fui entrevistadora, tá?

?Voz B

Ela faz tudo.

AGAny Gabrielly

O que você não faz, minha filha? Várias profissões. Mas eu tinha um negócio chamado Dani Gabrielly Convida, que começou na pandemia. Aí eu convidei ela pra entrevistar ela, foi super legal. Que legal! E é isso, a gente foi se encontrando, nos cruzamos em LA. E depois a gente foi fazer Melhores Amigas nesse filme.

?Voz B

Que legal!

AGAny Gabrielly

Muito legal!

?Voz B

O filme e a série, eles foram gravados aqui em São Paulo? Tudo? Não, tudo aqui em São Paulo. E você morando aqui? Aqui, mais fácil, né?

AGAny Gabrielly

Bem mais fácil.

?Voz B

Quanto tempo levou pra gravar a série e o filme, cada um? Você lembra?

AGAny Gabrielly

O filme, cerca de 3 meses. A série, quase 6 meses. É porque séries é mais episódios, né? É um período muito maior. Então, tipo, um filme tem em torno de, sei lá, 90 minutos. Tô falando a média, assim, não necessariamente as desvantagens. Mas tem média de 90 minutos. Uma série... Sei lá quantos episódios de 40, 40, 40, 40, 50, uma hora, sabe?

?Voz B

Então, como é para você lidar com essa expectativa e com a certeza de não saber o que vem, sabe? Por exemplo, essa, essa vida artística é muito incerta de rotina assim, porque um dia você tá gravando um filme, aí às vezes você passa, sei lá, meses sem gravar nada, e depois você vai e grava 3 séries. E a gente sabe que não tem uma coisa tão certa assim, né? Como você lida com essa expectativa?

AGAny Gabrielly

Ah, dá uma certa ansiedade, assim, dá uma certa ansiedade. Porque, pô, é uma delícia ter segurança na vida, né? É uma delícia saber que você vai estar sempre contratado, sempre. E a nossa vida traz essa incerteza. E sei lá, no período... Pode ser um período curto, de 3 meses, você fala, ai, que bom, precisava de férias. Mas aí vai chegando no segundo mês, você fica, mas eu preciso de férias de 3 meses, não preciso de férias de 1 ano.

Será que eu nunca mais vou trabalhar? Não tá chegando teste, não tá chegando não sei o quê.

?Voz C

Dá esse frio na barriga.

AGAny Gabrielly

Mas todas as vezes que isso aconteceu na minha vida, isso é uma experiência individual. Agora, não sei se mais pessoas fazem isso. Mas todas as vezes que eu tava sem trabalho garantido pra mim, eu sempre me apoiava no estudo. Então eu ia estudar, eu ia, sei lá, preciso... Tenho 6 meses que eu não faço nada, eu vou aprender um idioma, eu vou voltar pra aula de dança, eu vou focar na aula de canto. Porque eu sinto que são oportunidades Pra eu me aprimorar pra próxima oportunidade, entendeu?

Pro próximo trabalho. Quando chegar, eu vou estar estudada. E batata, sempre aconteceu assim. O 9 to 5 é um grande exemplo. Na época que eu tava... Um pouquinho antes do 9 to 5, eu tinha acabado de gravar Moana. Legal, mas eu não tinha mais nada, assim. Eu não sabia que o 9 to 5 ia chegar, eu não tava fazendo teste já. Então eu falei, e agora, gente? Tô desempregada. Vamos entender.

?Voz B

E muito nova, né? Já pra fazer isso.

AGAny Gabrielly

Hoje eu tô preocupada com 13 anos, eu estou desempregada. Mas é, na época era muito sério. Sério, para mim. Eu falei, agora o que que eu faço? Falei, vou treinar dança, porque eu acho que esse é o ponto que eu menos era avançada. Eu já tinha feito balé e tudo, mas eu queria treinar hip-hop, jazz, outras coisas. E aí eu fui para essa escola de dança e entrei na companhia deles, foquei super. E quando o Nair Nair chegou, um grande, uma grande coisa do Nair Nair eram as coreografias, e elas eram dificílimas.

Trabalhamos com os maiores coreógrafos do mundo. Se eu não tivesse esse preparo que eu aleatoriamente quis me buscar, eu não estaria pronta para o Nerd. Então sempre que eu tenho um tempo ocioso ali, para mim é o meu momento de me aprimorar para seja lá o que o universo está preparando. Vou respirando, terapia, terapia, terapia, e uma hora chega, sempre chega.

?Voz B

Chega. E também o fato de você estar pronta, né, para abraçar essas oportunidades.

AGAny Gabrielly

É, tem que procurar. Como eu disse, uma pessoa do movimento, eu acho que se você senta ali e fala, ai, vou esperar o próximo teste chegar, o próximo teste não chega e as coisas não vão acontecer. Você tem que sair de casa, você tem que ver gente, você tem que— eu sinto que você tem que colocar sua energia em direção ao movimento, sabe? Tipo, quero trabalhar, deixa eu ir fazer as coisas, deixa eu estudar, deixa eu, sabe, deixa eu ver as pessoas.

?Voz B

E agora, já que você falou do Now United, como foi assim para você? Foi você que decidiu sair? Como é que foi para você tomar essa, essa essa decisão? Que momento que você tava de vida? E como é que foi o pós, assim, de meu Deus, e agora? Você chegou a se questionar, a se arrepender? Como foi?

AGAny Gabrielly

Não, acho que foi uma coisa bem curso natural das coisas, sabe? Eu fui crescendo, né? Como eu disse, eu fiz o teste com 13 e entrei com 14 pra 15. E aí foram muitos anos da minha vida, foram 5 anos da minha vida que Na adolescência, é muito. É muito! É muito, assim. 14 pra 19, você é uma pessoa completamente diferente.

?Voz B

Nossa, sim, gente. Realmente, adolescência, né.

AGAny Gabrielly

Adolescência é uma loucura. Cada ano que passa, você vira outro ser humano. Ai, pensei que era o café. Você vira outro ser humano. Tipo, de 15 pra 16 é muito. 16 pra 17 é muito. 17 pra 18 é muito. Eu sinto que todo ano era uma grande revolução. E sinceramente, eu tô no começo dos 20, eu ainda sinto que é um pouquinho assim. Tipo, eu tô com 23 agora. Mas eu sou uma pessoa completamente diferente de quando eu tinha 20.

?Voz C

Tem nada a ver.

?Voz B

Você é muito madura, gente. Eu acho você muito madura. É que também você tem grandes responsabilidades desde muito nova, né.

AGAny Gabrielly

Muito cedo. Mas é uma loucura, assim. Eu vejo essa diferença. E eu acho que isso aconteceu durante o processo do 9 Nine. Eu aprendi muito naquele projeto, vivi muito. Mas chegou um certo ponto onde eu queria outras coisas. Eu queria fazer outras coisas pra minha vida, pra minha carreira. Eu queria me conhecer enquanto indivíduo também. Porque isso é uma coisa que eu penso muito sobre a minha carreira. Muitos artistas começam mais tarde.

Mas geralmente, a adolescência... Vou tirar esse brinco, ele tá caindo. Geralmente, a adolescência é um período de desenvolvimento artístico, de autoconhecimento. É o momento que você estuda, é o momento que você tá fazendo tudo que é coisa, assim. Você tá na companhia do teatro, você tá na aula de canto todos os dias. É um período que você se explora. Então quando chega na hora de você fazer os seus próprios projetos, geralmente você conhece um pouquinho mais do que você mesmo quer.

E apesar de eu estar trabalhando ter colocado a mão na massa, ter muita experiência, eu não futuquei, sabe? Eu não fui explorar, tipo, deixa eu me vestir assim, assim, assado, para ver se é isso que eu gosto. Deixa eu tentar fazer uma música assim. Deixa eu— não, eu tinha um roteiro a seguir, né?

?Voz B

E era muito regrado?

AGAny Gabrielly

Era, era muito regrado. Então a direção artística do projeto, ela já existia, né? Quando você tá num grupo, tem isso, tem a direção do grupo, e não é você você, enquanto indivíduo, que vai decidir isso. Óbvio, eu tinha minhas coisas criativas, eu sempre fiz os meus projetos ao lado. Mas assim, o foco da minha vida era alimentar aquilo que já tava estabelecido. Então eu queria, sei lá, eu falei, cara, eu quero ver qual que é. Descobri, eu saí.

E o processo foi bem... Ele foi um pouco difícil. E ele deu nervoso, é claro. Aquilo era a minha vida e me deu tanto, né. Tanta gente me conheceu por causa do NLZ, eu conheci tanta gente. Tantas oportunidades e portas se abriram. Foi um presente tão grande. E era o que eu conhecia naquele momento, sabe? Então eu falei, caraca, eu vou sair desse negócio que tá tão desenhado, tá tão certo, tá tão... Tipo, me deu tantas coisas. Mas eu saí, falei assim, não, é isso.

Sempre vai ser assim, sempre vai ser assim. Agora eu tô fazendo o projeto, tipo, tô atuando, tô fazendo assim... Sei lá, se amanhã eu quiser ir embora com circo, porque minha alma deseja ir embora com circo, cara, eu sou a pessoa que vai.

?Voz B

Bora com o circo, entendeu? De onde você acha que vem essa segurança assim de— porque eu sempre penso, se você tem essa, eu acho muito corajoso, né, você arriscar e tentar coisas novas, porque a gente busca tanto aquela zona de conforto, quando você tá ali é muito difícil sair, né? Você fala, meu Deus, eu tô aqui. Eu acho que você tinha noção de tudo que você vivia também, né? De onde vem essa? Você acha que é da família? Você acha que é a base que você tem assim de falar, eu posso arriscar um pouco?

AGAny Gabrielly

Acho que sim. E também, do jeito que a minha vida aconteceu, eu fui aprendendo certas coisas. Mas a minha mãe, ela é uma mulher muito assim, sabe? De, ai, vamos, vamos, vamos vendo, vamos fazendo. E de repente fez, sabe? Eu acho que quando a gente se questiona demais, se prepara demais... Ah, não, não. Meu, falta você ir lá e fazer, sabe? E o que eu digo da minha própria vida é que ela já tomou tantas direções que eu não esperava.

Então... Então, eu comecei fazendo balé na escola, aí fui pro Teatro Municipal. Aí eu falei, ah, vou ser uma grande bailarina. Aí apareceu O Rei Leão, que era um musical. Aí eu falei, não, vou ser uma grande artista de musical. Eu quero fazer a Broadway lá em Nova York, esse é o meu foco. Aí chegou Moana, eu falei, vou ser uma grande dubladora. Sabe? Assim ia. Aí depois foi... E é uma grande tudo! Depois foi Moana, e depois foi isso e aquilo.

E eu sempre ficava surpresa com o que eu tava fazendo. E aí eu entendi que o que eu tenho de garantia sou eu mesma, entendeu? Eu sou a minha garantia. Não é o projeto, não são as pessoas, não são... Eu sou a constante, eu sou a linha que conecta tudo que deu certo e tudo que deu errado também. Então, mano, eu vou fazer, entendeu? Porque vai depender de mim, vai depender de mim. Às vezes as coisas acontecem, não dá certo, mas tudo bem.

Porque quando eu for fazer outra coisa, Eu ainda estarei lá fazendo o negócio, sabe? Então dá medo, às vezes é desconfortável passar por certas coisas. É isso, tipo, sei lá, quero lançar meu álbum, aí atrasa o álbum, aí o fulano engaveta o projeto, aí o outro não pagou, não sei o quê, e nananã, dão N problemas. Aí você fica tipo, putz, caramba, mas não teve como fazer? Tá, vamos tentar de outro jeito. Mas, cara, eu tô aqui tentando e vai acontecer, vai acontecer de um jeito ou de outro.

Talvez me surpreenda, talvez não, talvez seja exatamente o que eu planejei, mas eu vou. Eu nunca deixo de fazer.

?Voz B

O movimento não para, né?

AGAny Gabrielly

Não, não pode parar.

?Voz B

Arrasou! E você acha que você sente falta de ter vivido a sua adolescência assim, de um outro jeito? Sei lá, de poder sair na rua, de poder brincar com os amigos, de poder sair com as amigas. Você sente falta de uma adolescência normal, digamos assim, como manda?

AGAny Gabrielly

Algumas coisas, não sempre. Eu adoro a vida que eu levo hoje. E eu sinto que meus 20 anos estão sendo Os 20 anos que eu sempre quis, sabe? Eu tenho a minha casa, eu moro sozinha. Eu tenho meus bichinhos, eu tenho os meus amigos meio artistões, doidos também. Conheço um monte de gente, viajo. Eu adoro a vida que eu levo hoje. É tão gostoso de poder dizer isso, sabe? Há um tempo atrás, eu não tinha certeza disso. Hoje em dia, eu falo, tá, eu tô vivendo a vida que eu quero viver.

?Voz B

Mas... Que demais! É muito bom você conseguir ter essa percepção vivendo, né? Porque às vezes você fala, ai... Você fica tão preocupada no que vai chegar, ou tão preocupada no que tem que fazer. Depois passa o tempo, você percebe lá depois o que você tava vivendo naquela época. E que você deixou de aproveitar muita coisa. Muito legal você ter essa visão.

AGAny Gabrielly

Às vezes eu começo a meio que me afogar no que é difícil, né. Porque não é fácil também, não é nada fácil. Às vezes eu me sinto ansiosa, sobrecarregada. Tem todas as questões também de levar a vida que eu levo. Mas no fim do dia, quando eu sento ali na minha cama, vou dormir, eu falo, tá, eu tô onde eu quero estar, sabe? Isso é uma sensação muito boa. Então não é que necessariamente eu fico, ai, queria ter vivido. Porque eu amo o que eu vivo.

Mas de vez em quando eu fico tipo, ah, como será que teria sido se eu fosse pra faculdade? Fazer uma faculdade e sair com a galera da faculdade, viver essa vida de faculdade por um tempo. Eu não tive isso, eu talvez teria gostado. Ou as loucuras mesmo da adolescência que eu não podia fazer, eu sempre tinha que fazer. Eu fazia, meus amigos foram muito legais nessa parte. Eles, sempre que eu queria fazer qualquer tipo de loucura, eles me apoiavam, me escondiam, davam um jeito de eu viver as coisas mesmo.

Não perder totalmente. Mas às vezes eu sinto falta de, tipo, pô, podia ter... Feito muita merda aí. Eu podia ter feito muita merda que eu falo, eu queria ter testado isso, mas...

?Voz B

Mas talvez acho que foi bom também, né? Falar que não fez, tá aí, ótimo.

AGAny Gabrielly

Testou ali o test drive adolescência, você teve, você gostou, tá bom, pronto.

?Voz B

E também, nada, falando de faculdade, nada impede de você fazer ainda, né? Super nova, você é muito nova, muito nova.

AGAny Gabrielly

Eu quero fazer, eu penso assim, um dia eu vou fazer. Sei lá, se não for uma grande faculdade, vai ser algum curso grande. Mas eu não sei quando, né? Agenda não permite, mas eu Eu penso, quando eu digo faculdade, tá, eu penso faculdade na idade que você sai do colegial e vai fazer a faculdade, né? Eu nunca fui a pessoa que se preocupou com ENEM e tal. Eu nunca fiz ENEM, fico pensando nisso. Tem umas coisas assim que eu falo, ah, queria ter tido essa experiência.

Eu falo com os meus amigos que seguem, geralmente, o que é o mais comum. Eu falo, nossa, é uma vida que eu não vivi mesmo, nem compreendo. Às vezes eu fico fazendo perguntas, eu acho o máximo. Aí eles, o máximo é o que você faz. Eu fico, não, o máximo é o que você faz. Eu falo, É isso.

?Voz B

Mas você era uma criança, uma adolescente que gostava de estudar? Você curtia? Ou como você era dessa parte muito artística, você falava, não, gente...

AGAny Gabrielly

Não, eu gostava de estudar. Inclusive, teve um período ali que eu falei, sei lá, esse negócio de ser artista tá com nada. E falei, vou ser médica, vou ser... Sabe? Eu meti esse doido, passou rapidinho. Mas eu gostava de estudar, eu era uma boa aluna. Eu gosto de... Eu sou uma pessoa curiosa, né. Então eu me envolvia nas aulas. Especialmente se o professor era mara. Eu lembro que tinha um professor de história meu chamado Silas.

?Voz C

Silas.

AGAny Gabrielly

E eu adorava, porque ele contava as histórias.

?Voz B

Gente, eu também tive um professor de história chamado Silas. Será? Não, eu tenho quase 10 anos.

AGAny Gabrielly

É mesmo, né? A gente achando que estudamos na mesma época.

?Voz B

Mas pode ser que, né?

AGAny Gabrielly

O Silas pode ter permanecido. Mas é, o Silas era mara, e ele contava as histórias, eu amava. Eu lembro que tinha o Carlão também, de trigonometria. O Carlão era um chato, mas ele era muito engraçado. E aí a gente ficava, tipo, eu ficava envolvida, sabe? Eu queria entender o negócio, mas eu não era necessariamente a melhor aluna sempre, entendeu? Eu era muito curiosa, eu era uma— os professores me amavam, eles me achavam maravilhosa.

Só que sei lá, chegava na prova, às vezes eu não arrasava, mas vai entender. Mas eu sempre fui uma boa aluna, tá?

?Voz B

E agora, falando do seu álbum, a gente pode falar dele?

AGAny Gabrielly

Sim, isso vai sair, hein?

?Voz B

A gente sabe, sai dia em julho, tá?

AGAny Gabrielly

Porque Não, não, só pensando no que que eu tô aqui.

?Voz B

Você vai ter soltado alguma coisa?

AGAny Gabrielly

Não sei, acho que não. Acho que não. Hã? Que dia? Ah, tão confuso. Mas tudo bem, é só pra saber, porque... 16/07. 16/07, tá.

?Voz B

Ah, daqui umas 2 semanas, acho.

AGAny Gabrielly

3. Tá, beleza. Nossa, não vou ter soltado nada. Mas, gente, eu tô me aquecendo, eu tô me aquecendo. Eu quero entender o que que eu quero que vocês saibam em julho, né. Ah, entendi. Entendeu?

?Voz B

Tá, mas vamos falar dele.

AGAny Gabrielly

Não é muito não, mas vai.

?Voz B

Já pode falar a quantidade de faixas?

AGAny Gabrielly

Eu posso dar um entorno, assim. Porque eu ainda... Acho que tem uma ou duas que eu tô na dúvida, entendeu? Mas vai ser em torno, flutuando, em 10.

?Voz B

Caraca! E todas as composições são suas?

AGAny Gabrielly

Algumas são minhas sozinha, e algumas são colaborações. Tem uma música, na verdade, que eu peguei de outra artista. Foi a primeira vez que eu fiz isso. Porque eu gosto, né, eu gosto de escrever, eu gosto de estar envolvida. Mas teve uma música que eu peguei de uma artista maravilhosa que eu admiro muito, o nome dela é Meli. E ela lançou um álbum dela também, que se chama Mais Forte Que a Dúvida, que é maravilhoso. Enfim, tem uma música dela ali.

?Voz B

E tem feat?

AGAny Gabrielly

Tem. Tem feat? Tem feat. Esse eu realmente não... Pode falar. Não vou falar. Tá, gente, tô tentando, tô tentando. Ela tá assim, eu não posso falar, eu não posso me pronunciar. Sem comentários.

?Voz B

Calma, calma, calma. Não, mas eu já falei mais do que eu poderia.

AGAny Gabrielly

Tipo, número de faixas que tem uma música do artista X, tá bom já.

?Voz B

E essas músicas, esse álbum, ele conta uma história? Ou são músicas aleatórias de vários assuntos?

AGAny Gabrielly

Eu não vou falar o nome dele, mas ele sim conta uma história que é mais pessoal, assim. Vocês vão sentir a jornada, eu acho, também. Mas foi muito sobre a minha jornada Pós-Los Angeles, eu acho que foi aquela coisa de... Ah, eu tava numa fase complicada da minha vida ali, quando eu tava em Los Angeles. Eu tava fazendo muita coisa, conquistando muita coisa. Mas tava um pouco difícil. E aí, eu voltei pro Brasil. E nessa transição, muita coisa aconteceu.

Que foi o que eu falei, eu comecei a reparar que eu tinha que estar no Brasil. Eu vivi muita coisa legal. E essas coisas legais que eu fui vivendo foram me trazendo pra mim mesma de uma forma muito doida. Tipo, eu fui recuperando meu brilho. Tudo começou a se encaminhar, assim. Pô, minha vida profissional tá uma delícia agora. E é o que eu falei, eu tô vivendo a vida que eu quero viver. Faz muito tempo que eu não sinto essa sensação de, tipo, estou onde eu tenho que estar.

Mesmo que esteja difícil, não sei o quê, eu estou no lugar que eu tenho que estar. E o álbum é uma coleção dessas experiências, assim, de momentos que me trouxeram à vida. E às vezes são momentos idiotas que você nem repara que eles são tão importantes pra você. Mas sei lá, Uma noite com os meus amigos que foi muito gostosa. Ou um dia que eu finalmente chorei por um assunto que tava meio que guardado e eu nunca tinha parado pra pensar.

Então é isso, é uma história que ela... Você meio que vê um marco de onde eu saí, onde eu cheguei. Talvez faça mais sentido pra mim do que pro público. Mas sim, tá tudo num pacote só.

?Voz B

Tudo interligado. Esse momento que você falou de Los Angeles foi quando você... Depois de Los Angeles, você foi pra onde? Pro Brasil, já foi direto para o Brasil.

AGAny Gabrielly

Sim, eu me mudei para cá.

?Voz B

Então foi esse momento até 2024, você falou que 2024.

AGAny Gabrielly

É, então foi, eu voltei em 2024, eu tive epifania de voltar em 2024. Então esse álbum demorou também, né? Tipo, eu cheguei no Brasil, faz um tempinho que eu tô fazendo, mas faz sentido porque do nada eu tinha, eu tava escrevendo em inglês, eu tinha um projeto, eu tinha coisas feitas, e Aí, de repente, eu tinha que fazer um álbum em português com produtores que eu nunca conhecia. Eu não trabalhava no Brasil antes. Então também foi um outro processo de, tipo, conhecer as pessoas, descobrir quem eu gostava de trabalhar, os compositores que eu gosto de escrever, o que que eu queria falar.

Foi um de novo, entendeu? Foi um vamos fazer tudo de novo. Mas foi maravilhoso. E é isso, o álbum, ele foi se transformando. Eu sempre sabia o que eu queria dizer no final, tipo, a história que eu queria contar. Agora, o que que ia no meio, como que ia ser, isso eu fui descobrindo enquanto eu fazia, o que foi muito Muito doido. Mas é, agora tá tudo bem claro. Parece que depois que eu passei por essa fase, eu sinto que foi um capítulo aí do meu livro.

Aí eu falei, olha, é sobre isso, é sobre isso aqui que eu tô falando. Tipo, eu sempre tive um norte, mas eu não tinha clareza do que cada coisa era, como que elas se costuravam. Mas tudo foi feito com a mesma intenção e acabou que tudo ficou coerente.

?Voz B

Ansiosa já para escutar. Aí, qual que é o seu, o seu momento assim, se você tivesse que descrever um momento de composição perfeito, como você gosta de compor?

AGAny Gabrielly

Eu geralmente, o som me informa o que eu quero dizer. Então eu não sou aquelas pessoas que, às vezes eu sou, mas é bem raro, de eu escrever antes a letra e depois tentar encaixar num som. Isso existe, né? Geralmente eu vou ao estúdio com alguma sensação ou algum norte, tipo, falar uma coisa X, tá? Quero escrever sobre essa caneca aqui do E eu acho que essa caneca, quando eu olho pra ela, ela me dá uma sensação de intensidade pela cor e nananã.

E eu tenho trabalhado muito com o Yuri Rio Branco, que é um produtor maravilhoso. Ele fez a maioria das faixas. E eu gosto porque a minha comunicação é assim. Eu falo assim, eu acho que isso aqui é intenso, eu queria uma coisa escura, meio torta. Tipo, o que é isso em som? O Yuri entende. O Yuri entende o que eu tô dizendo. E geralmente ele vai, ele levanta a coisa. Era isso que você tava pensando? Não, não sei. É isso, é aquilo.

A gente chega em algum lugar e a partir dali, quando eu escuto o som, parece que tipo, escuta o que eu tava falando, a sensação que eu tava falando. E aí daí eu começo a falar sobre a caneca. E a caneca, né, gente? A caneca do pó de delas. Vou ter que escrever uma música pra caneca. Mas geralmente é assim, geralmente não tem um—

?Voz B

Então não necessariamente você precisa estar sozinha pra compor?

AGAny Gabrielly

Não, não. Mas eu preciso estar em um lugar seguro, definitivamente. Porque não é muito fácil escrever, ser vulnerável quando é uma galera que você... Não tá à vontade, entendeu? E ainda mais quando é o seu próprio projeto, geralmente você quer falar sobre algo delicado. Tem gente que não liga não, mas eu ligo. Eu gosto de estar com pessoas que me fazem sentir bem. Eu também me desafio às vezes, sei lá, nunca vi essa compositora, mas vamos lá.

E às vezes clica, e é super legal. Por isso que eu deixo isso acontecer, né? Que às vezes tem encontros maravilhosos. Mas no geral, eu gosto de descobrir pessoas que me deixam confortável. E aí, explorando, ver o que que é. Isso é uma das formas de escrever, tá? Mas tem tantas. Às vezes eu escuto uma coisa já pronta e falo, olha, isso me inspirou. Aquilo. E assim vai, entendi.

?Voz B

Às vezes dá uns cliques e aí você já anota.

AGAny Gabrielly

Sim, celular, anota celular, pega o— é engraçado que o negócio de voz lá, o gravador de voz de todo cantor, compositor, você vai dar play nos áudios, é um monte de— você fica falando melodias assim que você tem ideia do nada para não esquecer.

?Voz B

E como é que tá sua rotina atualmente, já que você tá com essa expectativa aí de lançamento, né, da série, do filme, do álbum.

AGAny Gabrielly

O que é rotina, né?

?Voz B

Então é, como é que tá a sobrevivência nesses dias?

AGAny Gabrielly

Nossa, tá sendo babado, viu? Tá sendo babado. Todo dia eu, na verdade, a noite anterior eu tento escrever o que que eu vou ter que fazer no outro dia pra quando eu acordar eu olhar ali. Aí eu fico rezando pra que eu tenha uma hora pra encaixar um Pilates, sabe? Fazendo babado, mas é É isso, um dia de cada vez. Eu falo, tá, hoje eu vou no podcast delas, eu vou falar do meu filme, vou falar não sei o quê. E depois tem uma amiga que vai tocar não sei onde, eu vou lá.

E aí depois eu vou chegar em casa, eu vou assinar um monte de livro. Porque, meu Deus, pois é, eu vou chegar em casa, eu vou assinar um monte de livro. Aí eu chego no fim do dia, eu falei, gente, e o meu jantar? E eu cozinho, tá? Eu vou lá, eu faço meu jantar, eu como a minha comida, depois eu durmo e faço tudo de novo no outro dia. Com eventos completamente diferentes, entendeu? Esse é o negócio, a rotina ela não existe. Então o que eu tento manter é o momento que eu acordo, meu café, entendeu?

Isso é importante, senão eu fico doida. Meu café, lavo o meu rosto, tomo meu banho. De resto, onde o vento levar, onde o vento levar. É um podcast, é um programa de TV, é um, sei lá, vamos fazer uma cena, um ADR, tá bom, vamos lá, eu tô indo.

?Voz B

Mas você tem ajuda da equipe para te ajudar a organizar isso?

AGAny Gabrielly

Ah, sim, sim, sim, eu tenho uma equipe lindona que me acompanha, me ajuda.

?Voz B

E você gosta de estar sozinha assim, ou você é uma pessoa que prefere estar com mais gente?

AGAny Gabrielly

Eu sou um pouco bicho do mato, cada vez mais sou. Eu, é, a tendência é piorar, a tendência é piorar.

?Voz B

Meu Deus, se você tinha 5 amigos, diminui. Gente do céu, faz uma limpa sem se falar. E nem concordo mais com isso aqui, é tipo, ah, que que é isso? Tchau.

AGAny Gabrielly

Não, pois é, eu tenho muitos amigos, muitos colegas, é que assim, amigo amigos, a gente conta numa mão. Mas eu tenho muita gente que eu encontro bastante. Eu sou uma pessoa bem rolezeira, eu sou popular por isso. Apesar de ter diminuído um pouquinho, assim, eu tava 100% rolezeira, agora tá bem.

?Voz B

Balada mesmo?

AGAny Gabrielly

Tô menos de balada ultimamente. Eu tenho sido a pessoa do barzinho, no máximo aqueles listening bars que tem aberto em São Paulo, que é tipo um lugar que toca disco. E é um conceito, chama listening bar, que é tipo É um bar, um rolê pra você escutar música. O foco é música. Então geralmente tem ótimas caixas de som, eles trazem DJs maravilhosos. Às vezes é tudo em vinil. Tem uma magia, assim, de cinema.

?Voz B

Gente, só uma artista pra saber. Eu nunca saberia disso.

AGAny Gabrielly

É uma delícia! Tem alguns lugares aqui em São Paulo, eu te passo os nomes. Mas tipo, Starlane é um lugar que eu amo visitar. Tem um bar chamado Água e Biscoito, na Barra Funda. Enfim, vários. Mas é isso, eu sou uma pessoa de todos os rolês. Tem um bar agora na Barra Funda que eu não paro de ir lá. Todo mundo vai ao Mamãe, que é tipo um barzinho super descolado. Aí do outro lado tem um Papai, que é tipo um botecão. Mamãe, ele é um pouquinho mais, sabe, serve uns sanduíches, uns drinks.

E aí tem uma pistinha no fundo que tem uns shows maravilhosos. Eles abriram um palco muito legal, inclusive Sofia Chablau, que é uma artista, fez um show lá, entendeu? Então tem umas, uma coisa descolada acontecendo ali. E aí o Papai é tipo um botecão com sinuca, você pede de cariri ali, entendeu? Então às vezes você bebe no Papai, você volta, você dança no Mamãe, você fica na rua e é uma galera descolada diferente. Isso é muito São Paulo, é, mas tem um país ali.

Então tipo, eu sou dessa. E aí tem o meu dia assim, um dia no mês que eu acordo, eu falo, hoje eu vou destruir a cidade. Aí eu vou pra balada, e aí eu me arrumo, eu chamo as minhas amigas perigosas e a gente vai causar. Mas eu adoro sair, eu adoro sair. Inclusive eu acho que eu conheci tanta gente que eu trabalho hoje em dia, o que gerou algo divertido na minha vida, enrolei.

?Voz B

É que você é muito sociável, né?

AGAny Gabrielly

Eu sou, mas justamente por isso eu amo ficar sozinha. Eu acho que eu gasto, gasto, gasto, e aí tem uma hora que eu faço tum, acabou a bateria social. Licença. E aí eu preciso ir para minha casa, assim, eu preciso ir para minha casa, eu preciso ficar em silêncio. Até se tem um amigo comigo, mas aí eu fico tipo aquele momento.

?Voz B

Eu vi um vídeo esses dias no TikTok, aquele momento que acabou a bateria social de todo mundo, fica todo mundo no celular. Um do lado do outro, mas no celular, sabe? Ninguém querendo conversar.

AGAny Gabrielly

Pois é, e eu acho que pra mim momentos sozinhos são os momentos que eu mais crio, né? Eu penso muito. Nossa, minha cabeça não para. Eu sempre tô pensando, eu sempre tô viajando, viajo muito. Minha cabeça é mil por hora. Então às vezes eu tô lá, sociável e tal. Mas aí eu tô com tanta coisa na cabeça que eu falo, ai, galera, licença. E aí eu vou, eu fico sozinha, eu sento no meu sofá, eu cozinho alguma coisa. Enquanto eu tô cozinhando, eu tô pensando, eu tô criando.

Eu tô com a minha gatinha, eu tenho uma gatinha. Ai, eu acho tão chique quem cozinha!

?Voz B

Cozinha, gente?

AGAny Gabrielly

Nossa, eu cozinho, mas assim, hobby, né? Não conte comigo para fazer um uau, mas é gostosa. Sempre feia, minha comida é sempre feia. Eu não consigo fazer nada que fica apresentável, mas é sempre gostoso. Então tá tudo bem, gente, sempre feia minha comida, mas ela é sempre gostosa.

?Voz B

O que que você sabe fazer mais, doce ou mais salgado?

AGAny Gabrielly

Mais salgado. Doce é impossível, velho.

?Voz B

Toda vez que eu vou fazer doce—

AGAny Gabrielly

é sério, eu acho impossível porque é uma coisa meio química, né? Se você erra, ah, porque o açúcar tem espessura X, aí desanda a massa. Eu vou, toda vez que eu vou fazer uma substituição em algum doce, caga tudo. Já o salgado, eu sinto que eu invento bastante. Tipo, hoje eu fui fazer, sei lá, um quiabo, aí eu comecei a substituir algumas coisas. Tipo, eu tinha receitinha ali, eu falei, ah, mas eu vou, depois que ficar o fundinho queimado da panela, vou jogar cachaça, que aí vai reduzir não sei o quê, joga uma páprica, eu invento, entendeu? E não estraga.

?Voz B

É chique essa comida.

AGAny Gabrielly

É que amo, mas é uma delícia.

?Voz B

Eu acho tão chique quem fala reduzir aqui.

AGAny Gabrielly

É que joguei um velho barreiro ali, vu, aí ficou uma delícia, uma páprica, não sei o quê, ficou uma delícia. Essa até que ficou bonitinha, mas no geral, velho, nossa, minha comida é muito feia. Não sei por quê, não sei, eu não tenho o dom de— eu não sou muito boa com coisas manuais assim.

?Voz B

Mas você já tem muitos dons, tá tudo bem, chega, né? Tá tudo bem.

AGAny Gabrielly

Para que querer fazer tudo também?

?Voz B

A gente perdoa, fica tranquila, deixa ela ali. Nossa, meu sonho assim, eu não sei como é que você faz para saber se já tá com sal suficiente?

AGAny Gabrielly

Prova? É, provar é uma opção, mas sei lá, eu sempre falava que eu tempero com o coração. É isso, tempero com o coração. Sei lá, às vezes eu olho uma mãozada e pronto, ah, eu acho que tá bom.

?Voz B

Vai ser assim.

AGAny Gabrielly

Aí se eu tô na dúvida, assim, dá uma provadinha, né?

?Voz B

Você, assim, depois de tantas conquistas, tantas experiências, tantas vivências, O que você ainda almeja? Eu sei que você é muito nova, né? Pra essa pergunta até meio, né? Porque você é muito jovem. Mas você já viveu muita coisa, já teve muitas experiências, muitas conquistas. O que ainda você acha que falta profissionalmente?

AGAny Gabrielly

O que eu quero é impacto cultural, mais do que tudo. Eu acho que eu quero que as pessoas pensem em mim como alguém que tinha algo a dizer, tinha algo a mostrar, que eu era alguém que movimentava. Sabe que eu era, né? Mas tô falando, pelo amor de Deus. Mas você entendeu? Você entendeu o que eu quis dizer? Tipo, quando as pessoas falarem de mim, tipo, a carreira dela lá na frente, é o que eu penso, sabe? No meu legado. Isso, eu quero impacto cultural.

Eu adoro. O que que eu digo com isso? Eu sei que existe sucesso e números são uma beleza, e eu quero os números também, eu quero tudo, eu quero Quero viver tudo, mas eu quero fazer algo que movimentou as pessoas mesmo. Tipo, todo mundo tava usando tal coisa por causa do álbum. E eu vejo as pessoas fazendo a coreografia na rua. E as pessoas assistem uma coisa e falam, ai, nossa, a Anne Gabrielly tá nesse negócio? Não, então vai ser maravilhoso, sabe?

É isso que eu quero. Isso é uma construção, tenho 23 anos e eu tô caminhando pra isso. Por isso que eu sou muito... Eu sou meio chata, assim, na hora de selecionar pra onde eu vou, o que eu quero fazer. E eu também vou aprendendo, né, tipo, com o tempo. Tempo. Mas é isso, é isso que eu quero, entendi. Eu quero.

?Voz B

E você não acha que já, já tá aí, né, também?

AGAny Gabrielly

Ah, sim, já algo foi feito, mas eu acho que em grande escala mesmo, tipo mega escala, tá? Mega escala vem aí, gente. Ambicioso isso aqui, né?

?Voz B

Mas eu acho que só vai realizar quem sonhar, né?

AGAny Gabrielly

Não é? Também acho, tem que querer. Vai querer pequeno? Vamos sonhar grande.

?Voz B

E já que a gente tá falando muito da sua trajetória, A gente preparou uma dinâmica pra você. Isso aí, já vai aquecendo a voz. Isso aí, que se chama A Trilha Perfeita com Anne Gabriele. Que é o seguinte, a gente vai colocar aqui alguns momentos da sua vida. E você tem que cantar um trechinho da primeira música que vir na sua cabeça.

AGAny Gabrielly

Tá bom.

?Voz B

Em relação à sua história.

AGAny Gabrielly

A primeira?

?Voz B

Meu Deus, não é? Primeira música que vir na sua cabeça, vai. Criança subindo no palco do Ré Leão pela primeira vez.

AGAny Gabrielly

Ai, óbvio que...

?Voz C

O que eu quero mais é ser rei. Todo mundo pra lá, todo mundo pra cá. No meio do palco, eu que vou estar lá.

?Voz B

Ai, gente, eu me arrepio!

AGAny Gabrielly

Nossa, era muito gostoso. Eu cantava isso em cima de um avestruz gigante, velho.

?Voz B

Nossa, muito legal! Arrepia o couro cabeludo.

?Voz C

Amo.

?Voz B

Quando foi que você fez o Ré Leão?

AGAny Gabrielly

Vixe, 2014? 2014. Ou seja, eu era muito nova, tinha tipo 12. Não, então foi menos, sei lá, 2013, né? Fiz bem novinha.

?Voz B

Foi aí que eu fui assistir.

AGAny Gabrielly

Foi a primeira edição que teve?

?Voz B

Era lá no Teatro Renault. Ainda é lá? Não, né?

AGAny Gabrielly

Teve de novo e foi também no Teatro Renault.

?Voz B

Porque eu— faz muito tempo que eu fiz.

AGAny Gabrielly

Então foi comigo, com certeza, foi a primeira vez que Eu acho que foi a primeira vez, sim.

?Voz B

Tipo, a primeira vez no Brasil.

AGAny Gabrielly

Sim, era eu lá.

?Voz B

Ai, gente. Próximo. O dia em que soube que ia dublar a Moana.

AGAny Gabrielly

É uma armadilha pra eu cantar a música da Moana, é isso?

?Voz B

Bibi, essa é pra você.

AGAny Gabrielly

Olha, eu não conhecia a música da Moana na época. Mas óbvio, eu vou cantar as duas, do 1 e do 2, vai.

?Voz C

O horizonte me pede pra ir tão longe. Será que eu vou? Ninguém tentou. Se as ondas se abrirem pra mim de verdade, com o vento eu vou. Se eu for, não sei ao certo com onde eu vou.

AGAny Gabrielly

E agora? Ai, meu Deus, que massa! Agora tem a do 2.

?Voz C

Como que é? O que além Sobre céus que eu nunca vi, o que eu perco se eu seguir um rumo que eu não sei?

AGAny Gabrielly

Nossa, linda!

?Voz B

Que voz, que voz, juro! Imagina deitar no travesseiro sabendo que você tem essa voz. Imagina, nunca saberei ainda. Próximo: o primeiro não que a decepcionou.

AGAny Gabrielly

Nossa, olha, veio uma música música que eu não esperava na minha cabeça, que é uma música da Mulan. Foi uma das— eu nem sei se eu vou saber a letra, mas eu vou cantar, ok?

?Voz C

Quem é que está aqui junto a mim, em meu ser, quando a imagem de quem sou vai se revelar?

AGAny Gabrielly

Gente, essa música é muito linda.

?Voz B

Arthur, você tá sendo privilegiado de escutar isso no fone, sabe? Nossa Senhora, gente, coloca um fone, sabe? Coloca um fone para escutar você aí da sua casa. Que delícia! Eu vou escutar isso aqui no fone.

AGAny Gabrielly

É linda essa música, foi uma das primeiras que eu cantei na vida. Por isso que veio essa música quando eu era pititica. A minha tia que me ensinou a cantar.

?Voz B

Você tem uma super referência da sua tia, né?

AGAny Gabrielly

Super apoio também. Ela começou a me ensinar a cantar Ela foi um pilarzão de quem eu sou hoje.

?Voz B

Que demais! Próximo. A primeira vez que embarcou num avião pra uma turnê do Now United.

AGAny Gabrielly

Socorro! Qual a música?

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AGAny Gabrielly

Como que é isso?

?Voz B

Você nunca— mentira, arrepia o couro cabeludo? Arrepia aqui tudo.

AGAny Gabrielly

Fala nuca.

?Voz B

Não, até aqui. Não é aqui?

AGAny Gabrielly

Arrepia até aqui, ó. Acho o couro cabeludo a nuca.

?Voz B

Ninguém nunca arrepiu até o couro cabeludo? Ah, tá.

AGAny Gabrielly

Ah, tá.

?Voz B

Pelo amor de Deus, gente.

AGAny Gabrielly

Não, então calma aí, tá? Temos metade, metade, para também não misturar doida de que nunca sentiu.

?Voz B

A música não te traz essa sensação?

AGAny Gabrielly

Não, com certeza. Mas eu já senti no braço, na nuca, no couro cabeludo. Eu achei, mas a nuca é o couro cabeludo, né?

?Voz B

Sobe aqui.

AGAny Gabrielly

Eu vou prestar atenção a próxima vez, eu arrepio, vou ficar tipo, será que tem isso aqui? Porque eu sinto aqui, eu nunca assisti aqui. Interessante isso aí.

?Voz B

Próximo: a saudade do Brasil morando fora.

?Voz C

Viver e não ter a vergonha de ser feliz, cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz. Eu sei que a vida não Teve que ver, melhor será. Mas isso não impede que eu repita. É bonita, é bonita e é bonita.

AGAny Gabrielly

Essa música acaba com o meu ser. Meu Deus, Gonzaguinha, por quê? Escreveu demais, né? Sacaneitou muito, meu Deus do céu.

?Voz B

Próxima. A primeira apresentação sozinha, Recomeçando.

AGAny Gabrielly

Nossa, que difícil. Primeira música, não veio nada, assim, um grilo passando na minha cabeça agora. A primeira primeira sozinha. Tô tentando até lembrar qual que foi a primeira vez que eu cantei sozinha. É uma da Marisa Monte. Que engraçado que vem, porque eu cantei muitas vezes. Sempre que eu tinha que cantar essa música, eu cantava feliz.

?Voz C

Mas é a maior dela, que é: Bem que se quis, depois de tudo ainda ser feliz, mas já não há caminhos pra voltar. E o que que a vida fez da nossa vida? E o que que a gente não faz por amor?

?Voz B

Ai, gente, dá pra chorar. Juro, não tá dando. Voltar ao estúdio pra gravar a voz da Moana em Moana 2, anos depois.

AGAny Gabrielly

Meu Deus! Tem uma música meio esquecida no Churrasco, mas que eu amava no Moana 2, que... Como que era, gente? Se chama A Vida é Boa no Mar, do 2. A Vida é Boa no Mar, que é tipo todo mundo no meio, juntinhos nessa canoa.

?Voz C

Ô, a vida é boa no mar.

AGAny Gabrielly

Pensa que eu tenho péssimo, eu não lembro qual que era a música. Você acredita? Eu não lembro a música, velho. Gente, vai escutar essa pula porque eu caguei.

?Voz B

Não lembro essa Eu também. Próxima. O primeiro dia no set de As 10 Vantagens de Morrer Depois de Você.

AGAny Gabrielly

Nossa, gente, eu chorei tanto nesse filme, tipo assim, em cena. Mas eu sempre falo isso, mas é que é verdade. E eu tava super nervosa, né, porque foi o meu primeiro filme. E aí eu fiquei tipo, é uma besteira de...

?Voz B

Foi seu primeiro filme? Nem parece, né?

AGAny Gabrielly

Não parece, mas foi o meu primeiro longa.

?Voz B

Já fez tanta coisa.

AGAny Gabrielly

Pois é, e era uma personagem super densa assim, eu tinha uma playlist Porque música me comove, claro. E eu associei várias músicas. Mas tem uma da Ariana Grande, ela tá em turnê agora. Que ela até tá cantando ao vivo, que é... Eu escutava muito, que era... Se chama Hempstead. Como que é?

?Voz C

What's wrong with a little bit of poison? Tell me, I would rather feel everything than nothing. Every time. Feel me, stranger. A little bit of sugar, danger. I'd rather be seen and alive than dying by your point of view. I do, I do, I do, I do.

?Voz B

Gente, e todas as músicas ficam boas na sua voz, né? O que que acontece? Tô chocada.

AGAny Gabrielly

Nossa, essa música eu chorava muito ouvindo ela, meu Deus.

?Voz B

Nossa, me dá muito arrepio. Próxima. O que você cantaria pra resumir tudo que viveu dos 14 anos até agora?

AGAny Gabrielly

Pergunta impossível, nível hard, nível impossível.

?Voz B

Ai, eu achei que vinha um spoiler do álbum. Vocês não acharam? Eu achei.

AGAny Gabrielly

Jurou, né?

?Voz B

Calma aí.

AGAny Gabrielly

Tem que ter uma música pra resumir tudo? Tudo? É, até tem uma do álbum que... Mas não. Nossa, gente, não existe essa música. Talvez até a do Gonzaguinha, mas calma. Que eu já cantei essa.

?Voz B

Acho que uma música da sua vida assim, que você sempre tá presente.

AGAny Gabrielly

Ah, eu de verdade não consigo pensar. A do Gonzaguinha é uma delas. Eu pensei numa da Beth Carvalho, olha isso, porque essas são músicas, sempre volta para minha infância quando a gente fala de tudo da vida, não sei o quê. Eu não sei se eu sei a letra inteira, mas como que é?

?Voz C

Olha a lua mansa se derramar, eu olhar não sei onde eu caminhar, meu olhar em festa se fez feliz, lembrando a seresta que um dia eu fiz, por onde for quero ser seu par.

?Voz B

Essa música é tudo, e eu lembro da minha mãe com essa música.

AGAny Gabrielly

E cantarei, andei, lindíssima, eu sei.

?Voz B

Ai, gente, Gente, vocês quiserem ficar até aqui, até amanhã.

AGAny Gabrielly

Gente, ó, sabe onde vocês vão para me ver cantar horrores? No meu show, quando lançar.

?Voz B

Isso eu já vou perguntar também. Próxima e última: o próximo capítulo, o que está por vir?

AGAny Gabrielly

Você viu que a gente tá pulando? O que tá passando? Brincadeira, eu não vou cantar funk. Sei se você achou que é esse spoiler, mas é meio que isso. Isso, não é pro lado que tá passando, é o bom, onde eu vou chegar com tudo. Mas será que tem alguma? Ah, tem uma música que eu cantei no story, até um spoiler. Eu vou cantar aqui, do meu álbum. Vou cantar a mesma parte que eu... Uma vez eu postei um story cantando um pedacinho da letra de uma música.

Todo mundo ficou tipo, oh my God! E eu vou cantar esse mesmo spoiler aqui. Como que é?

?Voz C

É... Corri, fui pra qualquer lugar, longe do seu amor. Porque se isso é amor, vou viver do pecado, eu já não volto não.

AGAny Gabrielly

Uhuu! Mini, mini, mini!

?Voz B

Maravilhosa! Gente, já tô ansiosa pra esse álbum, tá?

AGAny Gabrielly

Pois é.

?Voz B

Então vamos falar, vai ter turnê? Vai ter show de lançamento?

AGAny Gabrielly

Ah, com certeza vai ter show. Eu amo estar no palco, eu amo cantar, né? E eu amo cantar para as pessoas. Então show, oude que vai ter. Agora, como vai ser?

?Voz B

Estamos hoje Para, é muito Gen Z isso, tá?

AGAny Gabrielly

Eu sou Gen Z, Moura. É muito Gen Z.

?Voz B

Old, esses dias alguém tava me explicando o que é old. Old pra mim é... Old.

AGAny Gabrielly

Old, é óbvio. Old.

?Voz B

Vocês sabiam disso?

AGAny Gabrielly

Old? Não, você sabe, old, gag. Gag, eu sei. Ficou muito popular.

?Voz B

O Doutor Fernando me explicou.

AGAny Gabrielly

Gag de la gag. Tem o juro, jurou, você jura.

?Voz B

Ah, isso é normal, né?

AGAny Gabrielly

Juro. Porque às vezes a pessoa não pega. Eu falo, tipo, jurou. Ela, juro o quê? Tipo assim, tipo, juro, juro.

?Voz B

Quer mais?

AGAny Gabrielly

Quer?

?Voz B

Que mais que tem de Gen Z?

AGAny Gabrielly

Ah, e o povo fica viajando às vezes. Tipo, eu acho que tem uma que não vai pegar não, tá? Mas pra substituir o gag, eles estavam falando, ai, tu é acrílico com isso, porque é acrílico, não sei o quê. E eu fiquei tipo, acrílico? Eu não sei se eu apoio essa, mas sei lá.

?Voz B

Porque também não fez sentido, né?

AGAny Gabrielly

Fez? Pra mim não.

?Voz B

Porque gag tem sentido.

?Voz C

Né?

?Voz B

Gag, entendeu?

AGAny Gabrielly

Tô acrílico. Eu vi uma galera falando, tô acrílico. Eu falei assim, olha, tá andando isso aí, mas eu não sei se vai muito longe não.

?Voz B

Eu queria muito saber onde começa, juro.

AGAny Gabrielly

Não é? Quem que foi a primeira pessoa que acordou e falou, nossa, tô acrílico, tô acrílico com isso?

?Voz B

Tipo, tá bom então. Este momento atual agora, já que o filme tá pronto, a série tá pronta, enfim, você tá 100% no álbum?

AGAny Gabrielly

Ah, tá pronto assim, a série, o filme? Sempre tem o processo de divulgação, o ADR do nada. Tem um trabalhinho, mas sim. Agora eu tô focada no meu álbum. E sempre tem... Eu sempre tô fazendo teste, eu sempre tô vendo o próximo trabalho. Então acontece que dá essa embolada. Mas sim, o meu foco agora da vida é esse álbum, porque eu quero que ele saia! Mas nunca eu acho que na minha vida vai existir algum momento onde eu esteja fazendo um único projeto.

?Voz B

Projeto. Sim, é porque até lança, enquanto tá lançando um, o outro tá fazendo outro, né?

AGAny Gabrielly

Demora. Tem todo esse babado.

?Voz B

A série e o filme, você foi convidada? Foi um convite? Fez teste? Como é que foi o processo?

AGAny Gabrielly

O filme foi um convite do Diego Freitas, que é o diretor.

?Voz B

E você já conhecia ele?

AGAny Gabrielly

Eu conhecia através da Júlia, porque assim, não conhecia pessoalmente nada, mas conhecia dele porque ele fez o filme que Guruja gravou antes das 10 vantagens. Mas a gente falou por Zoom, na época eu morava em LA. Recebi o roteiro e tal, recebi esse convite e rolou. Agora, a série eu fiz teste. A série eu fiz teste. E foi super rápido o processo. Porque geralmente você faz teste, depois de meses a pessoa vai te dar a resposta, né.

Ou meses, ou sei lá, semanas, demora uma vida. Esse teste, eu fiquei sabendo no dia. No dia que eles falaram, ai, a gente te adorou. Tinha que fazer só mais uma leitura lá com a Netflix pra, tipo, ter a certeza da certeza.

?Voz B

Ah, fez e já foi aprovada?

AGAny Gabrielly

Menina, sim! Eu fui lá, fiz o teste. E aí, depois do teste, eu tinha que ir pro aeroporto. Tava indo pro Rio de Janeiro, alguma coisa assim. E no carro, indo pro aeroporto: Então, fulana adorou, não sei o quê. É você? Porque assim... Que eu não esperava ficar sabendo! Mas eu tava muito animada, eu falei assim: Eu quero pegar esse papel de qualquer jeito. Tava apaixonada pelo papel.

?Voz B

Chegou.

AGAny Gabrielly

Nossa!

?Voz B

E você, como é que funciona a questão empresarial, né, em relação às suas mil facetas de carreira? É uma gestão só para questão de música e artística, digo filme, publicidade, teatro e série, ou é separado?

AGAny Gabrielly

Nós temos uma empresária mãe, sempre tem uma pessoa que direcionar a carreira, porque eu sou uma pessoa que leva as coisas assim, sabe? Tipo, quem que eu quero ser num todo, não só, tipo... Não dá pras coisas serem desconexas, entendeu? Então tem que ter uma pessoa que cuida da direção, do direcionamento. E dentro disso, aí tem toda uma equipe. Então tem a galera da assessoria do não sei o quê. Aí tem a galera especializada em música, tem a equipe da gravadora. No final, é muita gente! É uma galerona!

?Voz C

Mas...

AGAny Gabrielly

É isso, todo mundo tá indo na mesma direção no final.

?Voz B

Sim, mas e você também dando essa, essa, seu ok final, né, digamos assim?

AGAny Gabrielly

É porque no final, né, eu que tenho que falar para equipe onde eu quero chegar e como que eu quero fazer. E aí eles viabilizam isso, eles são as ferramentas. E a minha equipe, amo todo mundo, trabalha muito duro.

?Voz B

E o coração tá bem?

AGAny Gabrielly

Ai, Jesus, como tá o coração? Tá bem, gente, eu tô solteira Tem um tempão já, eu tô solteira... O quê?

?Voz B

Solteira assim, sozinha, nunca solteira solteira.

AGAny Gabrielly

Vai que vai. Às vezes eu tô assim, ê, ó!

?Voz B

Ê, ó!

AGAny Gabrielly

É isso. Mas eu acho que a magia da solteira é essa, vai. Super. Eu tô solteira, sei lá, uns quase 2 anos. O que não é muito, assim, tá bom?

?Voz B

E você é nova.

AGAny Gabrielly

Eu sou nova, entendeu? Eu penso nisso, tipo, tá tudo bem, tá tudo bem. E tem épocas que eu fico, tipo, viva a solteirice! Tem outras que eu fico, ai... Acho que já deu, né? Tá bom, a gente já entendeu. Mas, ah, é isso.

?Voz B

Agora você tá na fase vamos ver.

AGAny Gabrielly

Vamos ver, tá na fase vamos ver. Acho que eu tive o pós-término, é sempre um agito, né? Então o pós-término foi um agito. Aí cansei um pouquinho, tô um pouco mais preguiçosa. Vamos ver, tá? Vamos ver.

?Voz B

Perguntas para você. Eita, essa é difícil. Resuma o filme As 10 Vantagens de Morrer Depois de Você em uma frase.

AGAny Gabrielly

Uma frase? Vivo agora. Vivo agora. Boa. Difícil.

?Voz B

Podemos esperar você retornar à dublagem de Moana?

AGAny Gabrielly

Não, não, não, não, não, não sou eu a pessoa que vai fazer o live action de Moana.

?Voz B

Ah, é que vai sair agora, né?

AGAny Gabrielly

Eu acho que a pergunta é dessa assim. Ah, mas eu acho que, né, se vem um Moana 3 aí, mas live action não sou eu, tá, gente?

?Voz B

É verdade, tem isso, né?

AGAny Gabrielly

Tem a animação.

?Voz B

Qual a maior dificuldade que o sucesso te trouxe?

AGAny Gabrielly

A pressão do público. Acho que essa é a parte. E também saber na minha própria vida quem que é de verdade, quem que tem interesse, sabe? Isso é uma parte muito difícil. Mas eu acho que tanto tempo, né, lidando com isso, que eu já— essa parte eu já navego melhor. Agora, a pressão pública é muito difícil, porque no final eu tô vivendo a minha vida também, tipo, eu não sei de tudo. E o erro, ele custa muito mais caro quando você é uma pessoa pública, né?

Tipo, os seus acertos são sempre muito aplaudidos, aí é uma delícia, porque tem toda essa gente pra celebrar com você. Mas o erro, que é uma coisa comum, ele é muito mais cobrado, ele tem um peso muito mais intenso. Então, e até essa coisa de tipo, sei lá, às vezes eu quero lançar uma coisa e não tá indo, e a galera fica pressionando, sabe? Tipo, às vezes isso dá uma certa ansiedade, que você não pode falar o que que tá acontecendo, mas talvez não esteja nas suas mãos, né?

É, tipo, às vezes não tá nas nossas mãos, mas aí como que você também vai esperar que a galera saiba o que tá acontecendo? E aí você fica, isso dá uma certa ansiedade, mas tudo bem. Eu acho que Acostumei, acostumei. Terapia, né? Terapia. Hoje, inclusive, fiz terapia, foi tudo.

?Voz B

Ai, amo! Amo, mas é bom, tem... Você voltaria pro teatro?

AGAny Gabrielly

Sim, sem dúvida. Eu acho que eu quero fazer isso em breve. Não quero demorar muito, não.

?Voz B

É legal, né, esse contato pessoalmente, assim, né?

AGAny Gabrielly

Sim, e toda noite é algo diferente, sabe? Toda apresentação é uma. Eu acho que é tão visceral, o teatro, sabe? Não que as outras coisas não sejam, eu faço tudo de uma forma bem visceral. Mas o teatro é ali, é vivo, é na hora, sabe? Eu acho isso uma delícia.

?Voz B

A arte do improviso também, né?

AGAny Gabrielly

Uma delícia.

?Voz B

Deixa eu ver o que mais que perguntaram aqui pra você. Qual cena mais te desafiou como atriz?

AGAny Gabrielly

Tem algumas. Que eu não posso dar spoiler, né? Tem uma cena das 10 vantagens que a Gabi, né, que é a minha personagem, ela tá lidando com o fundo do poço. E essa cena foi difícil, ela foi difícil não necessariamente de entregar o que tinha que ser entregue, mas passar por aquelas emoções foi muito duro, foi muito duro. Depois eu tive que voltar pra casa, eu não fiquei em casa, eu saí, fui ver gente, aí fiquei em casa, dia seguinte eu tava indo meio mexeu com a minha cabeça.

?Voz B

Sair do personagem.

AGAny Gabrielly

É, eu às vezes nem acho que eu fico no personagem, mas quando acaba o projeto eu percebo o quanto eu tava investida ali, sabe? Eu mudo, eu fico diferente, mas eu só percebo depois. Porque durante eu fico, não, eu tô ótima, eu tô vivendo. Mas aí depois eu falo, caraca, eu tava meio afetada ali. Então teve essa cena, eu lembro, nossa, lembro cada detalhe dela, lembro tudo que passou pela minha cabeça. Mas porque isso te acessou em algum lugar da sua Com certeza, mas é isso, eu tava vivendo uma coisa que eu nunca vivi de fato.

Mas que passando por aquela experiência, mesmo que era tudo no set, é tudo de mentira, eu senti tudo aquilo de verdade, sabe? E foi fundo, foi muito fundo, aquilo foi duro. E tem uma cena que eu fiz com a Marjorie, é uma cena muito intensa lá do fim da série. Que nossa, todo mundo ficou nervoso depois da cena. E foi uma cenona, foi lindíssima. Mas aquela cena, eu fiquei ansiosa. Eu acho que desde antes, quando eu peguei o roteiro, li aquela cena, eu falei, babado.

Babado, Brasil. E assim, contracenar com uma titã, né, assim, a Marjorie. Eu falei, caraca, velho, eu vou ter que segurar essa peteca! Isso foi bem desafiador pra mim. Essas duas cenas foram uma loucura. Mas tudo deu certo.

?Voz B

Nossa, já quero ver pra eu falar assim, ah, essa aqui é a cena que ela falou.

AGAny Gabrielly

Sim, quando sair eu vou falar, gente, lembra do podcast dela?

?Voz C

Essa aqui que eu tô falando.

?Voz B

Eu sou curiosa. Olha. Quais suas maiores referências musicais brasileiras?

AGAny Gabrielly

Referências musicais brasileiras... Eu sou uma mistureba, né? Então, a minha... Eu sou uma mistureba de gente. Porque eu fiquei muito tempo fora e fiquei muito tempo no Brasil. Então a minha música é uma mistureba. Mas as pessoas que eu gosto de ouvir mesmo... Eu acho que eu tenho voltado muito pros clássicos, né?

?Voz B

A Gal...

AGAny Gabrielly

Ela tem um registro agudíssimo também. Eu adoro o jeito que ela lida com as melodias dela, as escolhas de interpretação. Ela é muito especial, assim, como intérprete. Cara, eu amo o Caetano. Tipo, a minha música não tem nada... É isso que eu tô falando, são minhas referências. Não necessariamente que está na minha música, mas são pessoas que eu escuto e que me inspiram. Caetano, gente... O Caetano, ele é uma pessoa que se reinventou várias vezes durante os álbuns.

Mas eu sempre volto pro... Pros clássicos. E o Gil, velho, o Gil, ele escreveu sobre tudo, tudo. Ele já escreveu sobre antena parabólica, ele já escreveu sobre o tempo, ele já escreveu sobre a morte, ele já escreveu sobre amor e sobre tudo, sobre tudo. Não tem nada que o Gil não tenha olhado. Ele provavelmente escreveria uma música linda sobre a caneca do Bandit. Entendeu? Entendeu? Então eu fico impressionada com esse triozinho aí.

Ele sempre me— e aí tem uma galera da nova Eu adoro a Morelenbaum, é maravilhosa, adoro escutar. Adoro os Garotim, super, super, super maravilhosos. Amo Marina Sena. Essa é a galera da nova geração, mas os clássicos nunca saem do meu fone.

?Voz B

E tem a última pergunta, que é: o que toca no seu Spotify?

AGAny Gabrielly

Ah, não, mas aí o que toca, abrindo, né. Vixe, como disse, mistureba, mistureba total. Tem tocado muito esses nomes que eu citei. Dora Moralembaum sendo number one. Eu tenho escutado muito ela. Dos gringos, tem uma artista chamada Natânia que eu descobri há pouco tempo. Achei ela muito descolada, achei ela muito descolada. Natânia com Y.

?Voz B

E você descobriu como?

AGAny Gabrielly

Fuçando no Spotify, descobri Natânia. Eu amo Frank Ocean até hoje. Frank Ocean é maravilhoso. Ariana Grande nunca sai do meu fone. Porque ela é uma das pessoas que... Eu lembro eu criança Tipo, tentando cantar. E eu sempre tentava fazer as notas da Ariana Grande, eu tentava fazer as coisas da Ariana Grande. E aí agora ela tá lançando álbum novo, tô animadíssima.

?Voz B

Mas é, acho que para treinar você escuta o quê?

AGAny Gabrielly

Funkaço, Funko, Funko, Clementão, Kate, Kate da Vozes Abusadas, Irmãs de Pau. Eu escuto, eu gosto de Batidão, Lasca, eu escuto toda da galera, pá, pá, pá, pá, tá, aquele taca mesmo. É isso que eu tô falando, tipo, o que que você escuta, Mona? Tudo. Não, esses dias eu fiquei numa onda escutando Hermeto Pascoal.

?Voz B

Mas é que eu acho que como você é desse mundo, como você é bom, você também escutar para saber, né, andar em todos os lugares.

AGAny Gabrielly

Super importante. Eu acho que quando a gente se limita a uma coisa só, você acaba ficando É uma coisa só, bidimensional assim. Eu acho importante você, mesmo que não seja o que eu vou fazer, entendeu? É isso, eu não vou fazer funkão, mas eu adoro escutar um funk, eu escuto rap. O álbum que eu mais escutei esse ano é Carro a Vapor 2, do Dom L, que o Yuri produziu também. Cara, eu amo esse álbum, amo, amo, amo. Aí de repente eu fui num rolê lá do C6 Fest, que era tipo de orquestra, e Hermeto Pascoal, Big Band tocou.

E tinha uma música chamada Menina Ilza. E eu chorei, chorei, chorei. Eu falei, caraca, tem que começar a escutar mais isso aí. Comecei a escutar. E assim vai, tipo, toda hora eu entro numa onda diferente. E vai virando um grande repertório, vários pontos de vista da música. Eu adoro!

?Voz B

E você tem algum festival que você sonha em cantar, assim?

AGAny Gabrielly

Que é tipo, preciso.

?Voz B

Sim.

AGAny Gabrielly

Acho que o Rock in Rio é... Todo mundo que nasce no Brasil, o Rock in Rio tem que rolar. Mas tem um chamado Glastonbury, que é em Londres, esse festival. E eu acho tudo! Eu quero tanto fazer um Glastonbury. Vai ser... não sabe o quê, mas assim... foda, tá?

?Voz B

E é de quanto em quanto tempo? Como é que ele...

AGAny Gabrielly

Eu não sei, sabia? Eu acho que é todo ano, se eu não me engano, o Glastonbury. Mas é muito gigante, a energia da galera é muito especial, sabe? É uma galera que é realmente apaixonada por música. Eu nunca nem fui, mas eu sei que é, tipo, foda, entendeu? Tudo que eu ouvi do Glastonbury, eu fico, caraca!

?Voz B

Mas você nunca nem foi.

AGAny Gabrielly

Não, mas eu acompanho os vídeos desse festival. E todo mundo que foi, porque eu conheço muita gente que foi, já tocou. Eu tenho que ir, eu tenho que ir no mínimo, né. Imagina, eu vou e falo, gente, sonho adiado, mudado, não quero mais.

?Voz B

Não, você já vai e fala assim... Grava um... Olha, eu já pensando no TikTok que você vai postar. Grava você lá na plateia, e aí depois grava o palco. E a transição vai ser você no palco, entendeu?

?Voz C

Você no celular.

AGAny Gabrielly

É, tem que acontecer.

?Voz B

Você vai e guarda esse vídeo.

AGAny Gabrielly

Mas acho que o Rock in Rio é tipo... O Diego falando, você vai cantar no Rock in Rio. Puta que pariu, isso vai ser...

?Voz B

Já veio o check da listinha, né?

AGAny Gabrielly

É, muito. Você cresce ouvindo os grandes shows do Rock in Rio. Muito legal. E em casa, né?

?Voz C

Muito mais legal.

AGAny Gabrielly

Sim!

?Voz B

Ai, muito obrigada por ter vindo.

AGAny Gabrielly

Eu que agradeço.

?Voz B

Então esperamos você no cinema. Em outubro. Outubro nos cinemas. Esperamos você na Netflix. Que não temos, não temos. E esperamos seu álbum, seu show, seu turnê, seu tudo, né?

AGAny Gabrielly

Sim, meu tudo, não vejo a hora.

?Voz B

Sério, eu tô ansiosa já para ver, gente. Eu acho que vai ser profundo, né, o seu álbum?

AGAny Gabrielly

É, eu acho que tá equilibrado. Vocês vão poder dançar, vocês vão poder rebolar, vocês vão poder chorar, vocês vão poder chorar, vocês vão poder fazer amor, vocês vão poder fazer, passa Tudo, amei!

?Voz B

Ansiosa. Você pode voltar quando lançar, tá?

AGAny Gabrielly

Tá bom, vou voltar, vou voltar, vou voltar. E aí falar de tudo isso.

?Voz B

Obrigada mesmo, é um prazer. Assim, sou a maior fã do seu trabalho, da sua, da sua, do seu talento. Porque, gente, é único, juro, é único o talento que você tem. Ainda bem que você descobriu cedo, que você usa ele no lugar certo, sabe? Porque acho que tantos artistas que se descobrem super— claro que não tem idade, mas que se descobrem depois de muitos anos e você assim desde cedo fazendo o que você faz.

AGAny Gabrielly

Parabéns mesmo, muito obrigada, muita sorte, muito tudo, e aguardamos as novidades. Obrigada e boa viagem para você, boas férias.

?Voz B

Obrigada, gente, espero que vocês tenham gostado, vocês tenham se emocionado, arrepiado igual eu aqui. Foi incrível e assim, portas sempre abertas, porque eu sério sou assim apaixonada por essa voz, tá? Se inscreva no canal e agora aqui aqui, ó, nessa, para a gente dar tchau. Beijo, tchau!