LUAN PEREIRA - PODDELAS PODCAST #559
Ele saiu do interior, viralizou com uma voz inconfundível e, em poucos anos, se tornou um dos maiores fenômenos da nova geração do sertanejo.Mas por trás dos shows lotados, dos milhões de streams e dos sucessos que conquistaram o Brasil, existe um jovem que precisou amadurecer muito rápido.Neste episódio do PodDelas, Luan Pereira abre o coração para falar sobre a infância, a relação com a família, o início da carreira, o preço da fama, dinheiro, sonhos, saúde, futuro e tudo o que aconteceu enquanto sua vida mudava diante dos olhos de milhões de pessoas.Uma conversa leve, divertida e cheia de verdade sobre sucesso, responsabilidade e o homem por trás do artista.Deixe seu like, inscreva-se no canal e compartilha com todo mundo!#PodDelas #LuanPereira #Sertanejo #Agronejo #Podcast #TataEstaniecki #ViihTube #MúsicaSertaneja #Rodeio
- Início da Carreira Musical e PrisãoCríticas à voz e aparência · Primeiros vídeos na internet · Aposta na voz diferente · Primeiro show em boteco aos 13 anos · Reinvestimento em qualidade musical
- Carreira e SucessoCriação do "Agronejo" · Colaborações com DJs e artistas de funk · Músicas de sucesso como "Piranha nos Caipiras" e "Julieta de Chapelão" · Parceria com Zé Felipe e Ana Castela · Lançamento do álbum "Off Road"
- Direção e Novos ProjetosÁlbum "Off Road" (9 de julho) · DVD com temática de rodeio e western · Nova identidade visual e sonoridade · Músicas inéditas e colaborações · Parceria com Rio Negro e Solimões e MC W
- Produção musical e criatividadeProcesso criativo de composição · Músicas não lançadas e o motivo · Músicas com significado especial: "Chuveiro" e "Corno" · Parcerias musicais e amizades · Sonho de colaboração com Peso Pluma
- Construção de Marca e EmpreendedorismoLinha de perfumes "Cowboy 3500" · Inspiração na música "Body Splash" · Conexão entre música e empreendedorismo · Nome "Cowboy 3500" e a RAM 3500
- Infância de GisèleNascimento em Suzano · Mudança para Rosana (interior de SP) · Influência familiar na música sertaneja · Sonho de ser cantor desde criança · Inspiração em cowboy e igreja
- Superação de dificuldades e fé em DeusDesacreditação da indústria musical · Foco no plano A e fé em Deus · Experiência com lesões no basquete · Conselhos maternos sobre foco
- Carreira e Realização PessoalRelação com a família e fãs · Sonho de ter uma fazenda pessoal · Planos para o futuro: DVD e expansão · Desejo de ter filhos e nomes pensados · Importância da saúde física e mental
Oi, gente! Tudo bem com vocês?
Ai, a gente tá ótima!
Você tá bem?
Você fala assim, não, também? Você fala assim, não, também?
Tudo legal, a gente tá ótima.
Oxi, que que foi?
Ai, que doida!
Tô medicada, gente.
Sejam bem-vindos mais um Pajelas Podcast ao vivo.
Obrigada por estarem aqui com a gente.
Gente, mais uma vez, né, quintou.
Quintou ao vivo, adoro quando é ao vivo também.
Ao vivo, eu também amo. E pós-jogo do Brasil, né, tá todo mundo meio assim ainda. Numa ressaca.
Meio turbulento. É que eu não tava, não vi o jogo, eu tava nas Princesas.
Tava no Disney on Ice.
Pois é.
Vendo As Princesas no Gelo.
Nada a ver, né. Tava mais barato por ser no dia do jogo. Tô brincando, nem tava. Tenho certeza que sim.
Bom, gente, se inscrevam no canal, por favor. Deixa o like, compartilha o vídeo, chama a família pra assistir. Vai, por favor, quintou, tá? Pega a pipoca ou o drink.
Sabe?
Engaja com a gente.
Engaja, se inscreve, segue nas redes, no Instagram.
A meta é 4 milhões, tá? Vocês podem ajudar a gente.
Tá longe, mas tem que ter meta, tem que sonhar, entendeu?
Eu também acho, a gente tem que saber onde a gente quer chegar, né?
Exato! Eu não aguento mais prometer coisa aqui. A gente já prometeu tanta coisa.
Por favor.
Até nudes, já passamos do ponto. Então, por favor, vamos estar fazendo direitinho aí.
Ninguém quer ver, então vai.
Obrigada.
E eu também não quero divórcio. Amém. Então, por favor, gente, pelo meu casamento, se inscrevam.
Porque senão... Nossa amiga, não põe o olhinho nessa! Gente, se inscreve, a gente só tá pedindo mesmo. Esquece isso aí.
Mas não tem que mostrar o peitinho.
Tem as redes sociais, @poddelas também, tá? Instagram, TikTok, Twitter.
Exato, por favor, gente.
@tatá, @vitube, segue aí, tá? Vamos apresentar nosso convidado?
Super! Nosso convidado, gente, nasceu em São Paulo. Foi criado no interior, né.
Interior do interior!
É verdade, cresceu longe dos grandes centros da música. Passou boa parte da vida acreditando em um sonho dele, né. Batalhou e insistiu.
É verdade. E assim, gente, ele começou gravando vídeos na internet. Ele apostou na própria voz quando ninguém imaginava que eles tornariam a sua marca... Que elas tornariam a sua marca registrada. E viu a vida mudar completamente em poucos anos.
E hoje, ele é um dos principais nomes da nova geração do sertanejo. Tem músicas que somam centenas de milhões de reproduções, tá? Então arrasta milhões pra rodeios, festivais. Ajudou a criar uma nova linguagem também dentro da música. Que é muito legal, né, dentro da música sertaneja. Conectando o universo do agro com uma geração que... Cresceu na internet.
Sim, e por trás desse sucesso todo existe uma história muito maior. A história de um jovem, né, que saiu do interior, que carrega sonhos enormes, que precisou amadurecer rápido demais, aprender a lidar com a fama, dinheiro, responsabilidade. E descobrir também quem era enquanto milhões de pessoas acompanhavam cada passo. Hoje nós vamos falar disso e muito mais com vocês, Luan Pereira!
Uhul!
Rapaz!
Eu acho que essa foi uma das apresentações mais bonitas, quase chorei.
Jura?
Por Deus que está no céu.
É você?
Eu choro agora. Mas chega engasguei, chega... Olha, chega, comecei gaguejando já, comecei gaguejando, já cheguei engasguei aqui. É um prazer estar aqui com vocês.
Ai, galera, nossa!
Deus abençoe nós, vai ser muito da hora, hein? Vamos dar umas fofocadas aqui.
Amém, amei demais! Você gosta? Você é fofoqueiro?
Eu não sou não, eu sou não.
Eu gosto de resenha, eu gosto de conversar.
Conversar é bom, né?
Falar fiado, falar da vida, falar da vida nossa, da vida dos outros também é bom demais. E você é muito novo.
Muito novo!
Eu tenho 22 anos.
Muito novo!
Geralmente as pessoas olham pra mim e falam que eu rodei... É uma expressão da música, né? Rodou sem case. Rodou sem proteção, né?
Ah, eu já ouvi rodou sem óleo. Sem case, não.
Rodou com pneu murcho.
Ah, entendi.
Porque o povo fala que a lataria não é compatível com a idade.
Coitado dele.
Mas eu não acho que é só pela lataria. Acho que é cara de imaturidade mesmo, assim, entendeu?
Já estou muito feliz com essa apresentação. Com esse elogio, já estou em casa.
Então, fechado.
Já estou tão em casa, então...
"Ai, gente, olha a bota, que chique!" Mas ele tava aqui vendo o jogo, tocando violão, fofocando e deitado no sofá. Então ele tá em casa, entendeu? Antes de começar a gravar.
Mas que bom. Ó, ele já falou que gostou da energia.
Amém, muito, muito.
Então a gente tá, né?
Tamo em casa. Tamo em casa.
Sabe o que eu queria que você falasse? Porque é a primeira vez, né, sua aqui no Pod Delas. E a gente quer saber mais. Eu sei que você já contou em outros lugares. Mas a gente queria que você contasse um pouco mais aqui. Porque muita gente acha que você não nasceu em São Paulo.
Eu nasci... Quem nasce em São Paulo é paulista ou paulistano?
Que fala?
Paulista.
Paulista.
Capital é paulistano.
Eu nasci em Suzano.
Então é paulistano.
Eu nasci em Suzano, sou paulista.
Eu nem sabia que paulistano e paulista é o quê?
Paulistano, né?
Eu tô também de verde, também me pego nisso.
Então eu sou paulistana.
Paulistana?
Que isso, gente.
Você nasceu em São Paulo? São Paulo?
Sim.
Paulistana?
Nem sabia.
Eu nasci em São Paulo e me mudei com 5 anos, mudei lá pro interior de São Paulo, que chama Rosana, bem a pontinha assim do... Rosana? Rosana, o nome da cidade. É uma maravilha, é um paraíso, é uma coisa... De Deus assim mesmo. É rio, água, é dois rios que se cruza lá, é bom para pescar, né? Eu adoro dar uma pescadinha lá. Aí cresci, fiquei até os 16 lá. Aí, até ontem, até o—
é que falando isso para mim que eu tenho 25 também, não posso falar para você, amiga.
Sem ideia que ele é mais novo que você. É que eu já acho a vida muito nova.
Tem 25, mas aí o meu é o contrário, povo, acho que eu sou também, sou mais velha, porque, né, dois filhos, fiquei cansada, fiquei feia.
Aí depois voltou.
Ai, obrigada, agradecer Ela é mais velha.
Tá nada, para. 32. Jura? Não parou?
32.
Eu sou de 92.
E eu que parei, você é de 32.
Não sou nem do... da geração de vocês, gente. Vamos falar disso hoje.
Continua aí, vamos lá.
Ficou até os 16. Pô, então você passou sua adolescência lá.
Passei, foi lá onde o pautor, onde começou a acontecer, né? Onde as dificuldades aconteceram, que tiveram de acontecer. Onde o povo desacreditou, onde a galera pegou e falou assim: "Ixi, não vai virar nada a voz dessa." "Sei lá que voz que é essa que você faz, parece que você tá se retorcendo, isso, isso, aquilo." Rapaz, eu já ouvi tanta coisa nessa vida, mas tanta, tanta, tanta, tanta, tanta. E o mais daora, doeu muito menos do que era pra doer, né? Na prática, assim. Porque, nossa senhora, tudo...
Mas você não acha que às vezes você fala assim: "Ah, tão falando, então agora eu vou lá." Eu sou assim. Se alguém fala um "ah", eu falo: "Calma aí." Tipo isso, é mais ou menos isso.
Vou provar então.
Foi mais pra esse lado assim do que pra... Do que pegou no coração em si mesmo. Mas se tiver alguém que foi pedrejado pela voz aí, fui eu. E até hoje, né? Mas hoje as coisas já estão acontecendo, é só o começo, né? Graças a Deus. Deus é bom demais, é um Deus bom da gota serena que eu tenho. Mas é, tipo assim, tomei muito, hein?
Mas você fala que tomou muito da galera, tipo amigos ou da indústria?
De tudo, vixe-maria, de tudo. Quando meus empresários me acharam, né? Porque igual vocês Eles até falaram que foi através de vídeos, né? Eu pegava, fazia meus vídeos e tal, e já vinha gente, coro. Ixi Maria, o que que isso aí vai virar? Aí os meus sócios estavam procurando alguma coisa diferente, né? E eu, tipo assim, eu sou magrelão, né? Eu era mais. Então eu já com meus 16 anos, 1,90 e pouco de altura, só o cabo desse microfone aqui, só a finura, só o cabo do microfone.
E aí eles viram eu e falasse: "Não, vamos pra cima." Era bem uma época que tava um monte de gente em cima de mim, um monte de gente, tipo assim, por conta de ser diferente. Ao mesmo tempo, com a galera visionária, sabe? Que, por exemplo, um Jorge Matheus quando começou, que: "Nossa, que voz diferente, isso aí não vai virar em nada." Virou. Um Luan Santana, meu xará, quando começou, o povo falava, regaçava a voz dele, virou. Aí a galera meio visionária, falou assim: "Ó, tipo assim, é um risco esse menino aqui, é um risco, ele tem a voz meio estranha, meio diferente, mas talvez possa dar certo." Deu certo, meus empresários apostou nisso, né?
E o povo chega lá nele e fala assim: "Rapaz, é sério? Vai pegar uma desgraça dessa?" Aí chega e bate na madeira assim, ó. "Mas é sério que você vai pegar um negócio desse?" Aí eles falaram assim: "Não, vai, vai." E o povo zoava eles que tinha pego eu.
Você tava com quantos?
16? 16. E já foi uma pressão. Saí de casa com 16 anos, deixei minha mãe chorando, igual aquela música do Zezé, né?
"Olhade minha mãe na porta, eu deixei chorando a minha bençoa." Aí foi pressão, aí fui pro mundo.
Ah, você saiu de lá por isso então?
Isso, saí de lá.
Pra viver da música?
Diretamente, já.
Mas como começou o seu interesse? Alguém da família? Você ia assistir alguém? Como é que foi isso?
Minha família gosta, é tudo doido por música, né? Tudo família tradicional, gosta de queimar uma carne, tomar uma cerveja e ouvir um sertanejo, né? Eu cresci com essa referência de ouvir. Mas é o que eu falo, né? Tipo assim, quando Deus coloca a mão quando ele planta a semente do sonho no coração, é porque é por ele ali. Aí já não me cabe explicar, mas tipo, ele foi plantando essa semente do sonho no meu coração, eu fui vendo, me interessando, ficava de chapéu assim. A minha tia, eu lembro como se fosse ontem, parece ontem, né?
Eu acho que foi ontem mesmo.
Eu tinha uns 3 anos assim, minha tia chegou uma roupa de cowboy para mim porque eu gostava de ficar brincando de cavalinho na vassoura. É um negócio que nasceu dentro do meu coração, isso porque eu tenho tio Cendeiro, e eles iam me visitar e tal. Aí quando me dei conta, já tava na frente da televisão com a roupinha de cowboy cantando, reunindo a família inteira e cantando. E minha família foi me impulsionando nesse sonho de tipo assim: "Ó, vem cá cantar pra nós agora." Ou eu queria ser cantor, eu queria ser padre, eu queria ser palhaço.
Ó, mas why?
É porque eu acho que sempre meu negócio sempre foi gente, sempre foi público, né? Aí tinha dia que minha família reunia, aí eles falavam pra eu cantar, eu não cantava.
Ah, por causa do circo, né?
Não, é porque a gente, eu gostava de atenção, né? Aí eu reunia a família na sala e falava assim: "Não, quero, vou agora rezar uma missa." Ficava lá fingindo que eu tava rezando a missa, não sei o quê. Porque eu fui criado dentro da igreja, né?
Você queria o público.
Queria o público.
Aí tinha dia que eu não queria ser padre mais não, que eu chorava, que eu não queria ser padre, e falava que eu queria ser palhaço. Aí vinha, reunia a família e vinha pulando, fazendo graça. Aí minha família combinava de ninguém dar risada, eu chorava. Chorava, chorava, chorava. Aí, cantor, eu reunia a família na sala de casa e ficava cantando, mas não tocava ainda, né?
Que música você cantava? De quem?
Ixi, eu cantava, era engraçado, que tem uma música do Júnior Jânio que fala: "Ai, eu bebo, ai, eu bebo, bebo pra caralho, bebo pra..." E o que que acontecia?
Eu falava pra minha mãe, eu ia cantar: "Ai, eu bebo, ai, eu bebo, bebo pra..." Eu olhava pra minha mãe: "É pra calamba, né, mamãe? Bebo pra calamba." Sempre fui muito apegado com a minha família. É uma das coisas que a galera mais— Não é que eu falo que eu quero deixar isso pras pessoas levarem referência na rede social, né? Mas é o que eu mais posto da minha vida. É minha família, é minha galera, é minha rotina dentro de casa. Isso pra mim é o que mais me—
Muito presente, né?
Prazeroso.
Mas você começou com shows, tipo, em bares, barzinhos. Mas foi quando você veio? Foi quando você se mudou com 16? Ou foi antes disso?
Meu primeiro ano, eu fazia apresentação na escola, né? Aí quando eu aprendi a tocar violão, antes de aprender a tocar violão, eu pegava uns playback lá e ficava lá tocando na escola. Aí era Dia das Mães, era Dia dos Namorados, tudo que era apresentação que dava uma brecha lá pra eu cantar, era o cara chato da escola que ficava tocando playback.
Zero vergonha?
Zero vergonha. Aí eu pegava e ia pra igreja, aí comecei a cantar na igreja, cantar salmo, cantar uns negócio. Aí, kermesse. Aí, eu não ganhava, não remunerava, né?
Oi, gente, que isso?
Não, mas não ganhava.
Mas no começo era assim, amiga? Permuta?
É, mas tipo assim, cantava na escola, cantava em kermesse. Tinha que ser da igreja, eu ia pra igreja, né?
Mas nem R$50?
Nada. Uma amiga da igreja?
Nada. Você doava, né, ali. Aí, o que que acontecia? Eu fui e eu também ficava assim: "Caramba, nem uns vintinho, né?" Comprar um baguete na escola. Aí eu pegava e ia pros botecos à noite, né? Atrás de oportunidade.
E novinho?
Novinho, minha mãe e meu pai ia lá pra tomar uma cervejinha. Minha mãe e meu pai, eternos namorados, até hoje.
Nossa, gente, tem uma obra.
Tá tendo uma obra aqui.
Daqui a pouco você vai fazer uma música como Zé do Tata com a batida.
Ela me desafiou, daqui a pouco quando começar o batido do martelo.
Mas o arco-palco aqui não tá tão alto, né? Gente, se tiver, a gente vai fingir que não tá.
É porque pra gente tá bem alto.
É pra não perder o raciocínio aqui, galera.
Desculpa.
E você ia nos barzinhos com seus pais.
Isso aí, eles estão juntos até hoje, tá falando?
Ai, que legal!
Eternos namorados, eu falo que eles são eternos namorados. Tira o tempinho de qualidade dele para tomar cervejinha deles, pega o carro, vai viajar, vai para onde eles quiserem. Graças a Deus! Aí ia para esses botecos e ficava lá na frente do palco assim. Aí meu tio, para frente também, ia lá. Quando eu escutava, tinha gente me chamando: "Ô Luan, meu amigo Luan, vem cantar música com nós!" Eu olhava para meu tio, falei: "Foi você, né?" Ele foi.
E ela pediu oportunidade pra mim, que aí eu tinha vergonha, eu sempre tive vergonha, tipo, de falar assim: "Deixa eu cantar, deixa eu cantar", sabe? Isso aí, não vergonha, mas tipo... Empurrão, né? É, mas aí os outros me empurravam, graças a Deus, né? Senão não ia ser pra frente desse tanto. Aí começou que eu fiz uma participação, aí ele falou, o dono do boteco chegou em mim e falou assim: "Ô Luan, daqui uma semana você quer cantar aqui?
R$200." Falei: "Papoquei no mundo, estourei na vida. Se eu fizer um desse por mês aí, meu Deus do céu, tá doido, vai dar para comprar lanche na escola, vai dar para..." E você tinha quantos anos? Tinha 13 ainda, porque a sexta que eu cantaria era o dia do meu aniversário. Aí eu ia lá e nessa sexta do meu aniversário, foi meu aniversário de 14 anos e foi meu primeiro show no Boteco.
Que legal!
Uma chuva, gripei, fiquei com febre, tinha tudo para não acontecer, mas fui lá e fiz e foi muito legal e foi onde começou. Todo mês eu cantava nesse barzinho. Aí foi crescendo, aí cantava em casa minha, cantava em aniversário, cantava no... Cara, é o tempo que eu pego e falo assim: "Meu Deus do céu!" Nós é feliz e não sabia, sabe? Tudo era pureza, não entendia as doideiras que é o mercado da música, que é o mercado de tudo, né? É muita doideira.
Sim.
E nós tá aí até hoje, mexendo.
Graças a Deus. Mas você tem a vantagem também de ser alto, né? Aí as pessoas não... A questão da idade, sabe? Tipo, ah, 14 anos, às vezes nem perguntava a idade, porque é alto, né?
Mas sempre foi o tema mais abordado da minha vida, tipo assim, eu sempre parecia que antes, né, ainda mais que agora eu tô com 22, né? Mas tipo, quando eu tinha meus 16 ali, eu sempre postava muito que eu era muito novo, e tipo, era uma coisa que eu postava e que engajava, porque não parece, né? Eu com 16 anos já tinha, era barbado, eu tenho barba desde os 13.
Nossa!
Desde os 13, era os meninos comendo terra lá, Já barbado, já.
Caraca!
Era desse jeito.
É por isso que dá uma disfarçada, né? Porque realmente você faz muito cara de criança, assim. Eles iam falar: "Gente, não dá, não vara, né?" Já tive que fazer gato.
Gato que fala, né? Identidade pra conseguir cantar nos lugares. Porque eu não tinha idade, em casa de show. Bem quando eu tinha uns 15 anos ali, sabe?
Sei.
Mas você já tinha a técnica vocal que você tem hoje? Ou como que era, assim, sua voz naquela época?
Novinho, novinho de tudo mesmo, assim, dos 11, 12 ali, eu cantava fino, eu sabia cantar as músicas fácil, cantava fácil, fácil. Aí o que aconteceu na minha vida? A desilusão. Aí comecei a cantar ruim, não tinha voz pra cantar, ia cantar e ficava... Sabe? A fase da adolescência, a voz falhando. Parecendo... Ia cantar, ia cantando, não conseguia, era depressão, chorava. Falei: "Meu Deus, será que eu vou fazer? Vou jogar basquete, que sou alto, né?" E fui inventar de querer jogar basquete.
Mentira, foi mesmo?
Fui mesmo, fui. Aí quebrei... Esse punho, esse punho, esse cotovelo, esse cotovelo.
No basquete?
Você não tá fazendo exame pra ver se o cálcio tá em dia? Que estranho quebrar tudo isso.
Não, mas quebrei, me quebrei tudo já jogando basquete. Mas jogava bem.
No basquete quebrou tudo? Caraca, achei que não tinha tanto isso daí.
Basquete tem muito mais contato, futebol é... esbrutar muito alto.
Mas tá tudo bem o cálcio? Quebrou demais, gente.
Não, me quebrei todo, aí traumatizei. Minha mãe... Claro! É uma história muito legal isso aqui. Isso pode até render um cortezão. Que eu fui participar de um campeonato de basquete. Já tendo meus barzinhos marcados. Mas tipo assim, eu tava cantando feio demais na época. Tava com a voz da adolescência. E tipo, não gostava de me ouvir. Tava tipo ali só pra ganhar uns trocados mesmo, sabe? Eu falava assim: misericórdia. Eu cantava lá, tinha hora que eu ia...
Regaçava a boca de cantar, o negócio desafinava. Ah, não sei o quê. Aí fui inventar de jogar basquete. Lá, e fui nesse, num campeonato lá, tendo show na próxima semana, um botequim que eu ia fazer, vários, né? Tipo assim, eu acho que ia fazer uns 4 shows, ia entrar um dinheirinho legal, tipo, ia entrar uns R$1.000 ali pra mim. Aí eu fui lá, fui fazer uma graça lá, fui enterrar lá no campeonato lá, me pendurei no aro assim, caí, pô, quebrei o cotovelo.
Ai, meu Deus.
O que eu quebrei o cotovelo, eu nunca esqueço na minha vida, foi um dos momentos mais marcantes, um dos maiores divisores de águas na minha vida. Que minha mãe me pegou e ela faltou me dar um cacete dentro do hospital. Porque ela pegou e começou a falar alto pra todo mundo ouvir. E eu, cara, parecia uma coisa divina, parecia que ninguém tava ouvindo, mas todo mundo tava ouvindo. O povo devia estar falando: "Se lascou, esse moleque se tomou uma dura da mãe." Minha mãe, véi, me deu um sermãozão assim, véi.
"Olha o que tá acontecendo na sua vida, você já tá fazendo seus barzinhos, você tá fazendo seus shows, você tá fazendo suas paradas e tá ganhando seu dinheirinho aí, agora você vai..." pra esporte aí, se arrebentando, é Deus te mostrando que você não consegue, você vai... Não é que você não consegue, já quebrou 4 vezes, já quebrou o braço 2 vezes, já quebrou não sei o quê. Isso aí foi uma baita de uma virada de chanelha na minha vida.
Depois desse dia que minha mãe me deu um sermãozão assim, mas foi de fé mesmo, de... Sim, sim, pra você focar, né?
Entender.
Isso, tipo: "Foca, velho, foca nas coisas que tá acontecendo, você tá vendo? Você vai perder isso pra ficar correndo atrás de bola?" Aí eu falei: "Não vou não." E eu chorando, chorando, chorando. Depois disso aí, eu fiquei até com medo de jogar, nunca mais joguei.
Nossa, mas eu gostei da reflexão da sua mãe, porque E eu acho que, eu acredito muito nisso, acho que ela foi usada mesmo por Deus, realmente assim, de trazer essa reflexão, né, do tipo...
Parece que ninguém tá ouvindo.
E outra, você se quebrou muito mesmo.
Quebrei tudo.
Acho que era Deus falando: "Pelo amor de Deus, meu filho, sai daí, tá?
Quebrou tua vida." Já te dei uma chance, já te dei outra chance, já te dei outra chance. E a minha vida, tipo assim, não é que eu demorei pra entender, é porque a criança ela tem a pureza dentro de si, ela precisa tomar um chacoalhão, porque senão aí não é vida, né? Feliz é quem tem um os pais ali, uma base, uma família ali pra dar um chacoalhão, dar uma chacoalhada.
E como era um amor seu assim, né? Você gostava, às vezes você não via nem como uma profissão ainda, você via mais como um hobby, talvez, né? Mesmo que desse dinheiro.
Mas entre música...
E até hoje não pesa, tipo assim, não é aquele fardo: "Oh, meu Deus do céu!" Meu trabalho. Meu trabalho, é meu trabalho, é o que gera a renda, é o que mudou a vida da minha família, é o que mudou a minha vida, é o que tá só no começo ainda, graças a Deus. Mas eu não acordo e falo assim: "Vou trabalhar." Vou me divertir pra caramba, vou subir no palco ali, vou dar o melhor de mim, vou ver meus fãs, vou ver minhas crianças chorando ali, vou ver os adolescentes, os adultos, tem o público de tudo que é idade pra mim. É um tesão.
Mas dá pra ver nos seus olhos que brilha ainda assim, o amor pelo que você faz.
É leve, é leve.
É, dá pra ver que é leve até.
Mas é muito cansativo também, né?
As logísticas, logística embaçada.
Essa vida noturna, gente, é...
É, a saúde também, né? Queira ou não, tipo, dormir... Imunidade vai pro pé. Dorme com o horário ruim, às vezes madruga muito, né? É verdade, tem esse ponto.
Como é que é? Você consegue ter uma rotina assim de dormir? Eu não tenho.
Se eu tivesse uma rotina, eu já tava bombado.
Que forte! Já!
Já, porque... Você tá focando na academia?
Cara, não dá.
Não consegue?
Como é que eu vou focar na academia? Você não para em casa. Aí eu pego e falo assim: ou eu vou... Beleza, fui lá, vou fazer o show. Aí chego, viajo geralmente ou no meu ônibus ou no avião, né? Depende da logística. Se dá pra descansar, eu vou onde dá pra descansar. Se der pra descansar no ônibus, tipo assim, umas 12 horas de viagem, pra mim é perto. Aí eu vou, eu acho gostoso demais, eu vou de ônibus, eu durmo lá minhas 10 horinhas.
Aí você consegue dormir tudo isso?
Pra caramba, que eu tenho tipo um apartamento dentro do meu ônibus. É a coisinha mais delícia do mundo. Aí pra pegar, aí quando...
Você não tem medo de acidente?
Ah, velho, nunca nem cogitei isso não.
Morro de medo de ficar deitado dentro do ônibus.
Nunca nem, tipo, é tanta—
é que eu sou muito cagona. Acho que é depois que eu fiquei mãe.
Não, Deus protege.
É esse meu negócio, Deus protege. Ou fala: não tem cinto no meu ônibus, na minha cama, né? Não tem, não tem como ter.
Pois é, não tem como ter cinto na cama, né?
Não tem.
Já tentaram lá me amarrar lá com um negócio, mas é desconfortável, né? Aí eu faço: papai do céu, tua proteção divina aí, tchau, obrigado. Aí quando é show, tipo assim, ai, é muito longe, ou eu quero ficar um pouco mais em casa, assim, aí nós pega jato e vai pro show. Chega lá perto da hora do show, lá atende a galera. Minha galera lá, que assim, eles não são nada, sempre faço questão de falar que meus fãs, a galera que comprou meu trabalho, assim, sabe, comprou meu sonho, tipo, eles sonham meu sonho, mano.
É, faz sentido mesmo.
Vocês passam por isso também, vocês têm uma galera absurda.
Ah, mas é diferente, não, "Sou muito grata". Mas é diferente quando canta, né. Porque eles vão lá pra, tipo, ouvir o seu sonho, assim.
Tipo, né.
É, o negócio é muito doido. Nossa, quando encontra pessoalmente, é uma gratidão. Tipo assim, acompanha, né. Se identifica, né. Mas não é o nosso talento só também, quesito físico, né, de voz, assim. É diferente.
A galera minha lá é embaçada. Tem dia que eu falo assim: "Véi, será que eu mereço tudo isso?" Chega na porta do hotel, assim, lá tem 200, 300 pessoas esperando.
Nossa, que legal.
Aí você tá cansado, você faz assim: Ai, como que deixa o povo aí? Nunca na minha vida eu nunca dei um agafe assim. Posso ter dado sem saber, posso ter passado, sou ser humano, a gente erra, né? Mas tipo, se eu pegar e ver assim meus fãs e os negócios assim, eu atendo até acabar.
Caraca!
Que legal!
Eu tenho vergonha quando a pessoa tá olhando assim de longe, eu não sei se tá fofocando, tipo: "Nossa, ela é muito escrota." Ou você realmente quer vir fazer foto, tá com vergonha, sabe? Aí eu fico: "Será que eu aviso?" dos outros. Eu tenho até hoje, sabia?
Do quê? De falar?
Não, de tipo assim, a pessoa tá longe, ela fica tipo assim, olha lá.
Só que ela não sei se ela tá olhando lá, tipo assim, tipo, oi, tudo bem?
Eu tenho medo de ser tipo, a pessoa tá tipo debochando, ser ruim depois de beber, amor. Não tem só coisa boa, tem um monte de coisa ruim.
Amiga, mas você vai devolver com educação, de qualquer forma.
Não, mas a pessoa não tá falando comigo, ela tá falando com outra pessoa. Ela tá falando, oi, Vi. Aí você fica tipo, será que eu fijo que eu não tô percebendo? Eu falo, oi, tudo bom?
Mas a gente percebe, vamos falar, percebe sempre.
Percebe, né? Mas quando tem gente aqui que tá com o celular assim, ó.
Nossa!
Parece que eu tenho olho biônico na hora que a pessoa faz assim, ó.
Ai, mas eu me incomodo um pouco, sabia, com isso. Eu falo: "Oi!" Na hora, né? Na hora eu falo: "Oi, tudo bem? Você quer tirar uma foto?" Eu prefiro, porque às vezes, sei lá, você tá falando alguma coisa importante, alguma coisa boa.
Ou alguma bobagem.
É, às vezes falando mal de alguém, sei lá.
E às vezes nem é por mal, a pessoa também tá com vergonha. Às vezes tem muita gente que tem vergonha de vir, né?
Então, é por isso que quando eu vejo alguém de longe assim, eu falo: "Tudo bem? Você quer tirar uma foto?" Eu não consigo desempurrar um.
Eu fico vendo, aí já a pessoa fala: "Não, não, Caio, eu nem te conheço." Eu também, às vezes eu tenho esse medo. Eu tenho esse pensamento.
Geralmente, tipo assim, por eu ter viralizado assim em vários quesitos, tipo assim, tem a galera que gosta muito, a galera que não gosta, nem que apega. Então, tipo assim, às vezes você pega, chega no lugar assim, você sente que a pessoa ou tá falando de você, você sabe que, tipo, já viralizou muito meme meu, muitas coisas assim. Tem a galera que pega pra me zoar assim, às vezes quando eu chego assim no lugar assim. Ou nunca doeu, mas tipo assim, já foi um negócio assim, já me incomodou, hoje eu não ligo mais, hoje eu tchau, obrigadão, sorrisão.
É, lógico. Aí o povo não vai ter nem o que falar, tipo assim, nossa, meu, não tem nem o que falar, porque é simpática ainda. Tipo assim, não dá nem pra reclamar que a pessoa é legal. Juro!
É que eu não sou sempre legal, né?
Aí eu fico... Vitória!
Ai, gente, vocês pegaram um dia meu virada, nem sempre eu tô super legal. Gente, não dá.
Às vezes as pessoas não têm nada a ver com isso.
É bom que ela se serra, né?
"Mas quando eu tô assim, eu saio de casa não." É, mas às vezes, minha filha, não tem opção.
Aí eu falo: "Eu não tô de bom, mas eu aviso a pessoa, eu tô num dia merda, vamos fazer a foto." Mas eu aviso.
Nossa, eu não consigo ser assim. Eu aviso pra todos.
É porque as pessoas que me seguem mesmo, eles percebem que eu tô cu. Eles percebem, já me conhecem já.
Os fãs que é fã, tipo os fãs meus, às vezes eu tô lá num dia assim, pá, que eu nem postei nada, o povo sabe que se eu não apareço, eu tô na... Tipo, porque eu gosto mesmo, é tesão mesmo pegar, fazer, interagir com a galera lá.
Você nasceu nessa época de internet, né? Já tá no sangue.
Aí tem dia que eu pego e falo assim: "Tá..." Teve um dia, esse dia eu tava meio mal. Não é que eu postei assim, eu só falei: "Ó galera, eu tô num dia difícil assim e tal." Aí ia fazer o show, né? "Ó, mas vou fazer o show lá e tal." Cheguei no camarim, eu até nunca esqueço, velho, a menina, uma fã minha de um fã clube bem forte meu, organizaram, tipo assim, acho que elas nem combinaram entre si, tipo assim, cada uma levou uma coisa, tipo assim. Levou um Jesus assim, que fica respirando assim. Ai, já vi esse curso!
Muito legal, já vi isso.
Eles tipo, parece que eles estavam sentindo que eu tava precisando disso. A outra levou uma Nossa Senhora pra mim, outra levou um terço.
Ai, que legal!
Tô sentindo que você não tá meio legal assim, mas vai melhorar. Sabe a galera bem... Que legal, que fofo! Por isso que eu falo, meu Deus, será que tem hora que eu faço... Meu Deus, será que eu mereço tudo esses negócios? Eu falo obrigado.
Claro que merece.
Claro que merece, mas acho que a gente tenta retribuir, né, a todos e não tem como, né?
Não tem como.
Não consegue. E que horas que você entendeu que tinha virado uma profissão, sabe? Lá no interior ainda assim, antes de sair de lá. Você entendeu que agora é sua verdadeira profissão?
Quando eu fazia boteco era muita diversão. Tipo assim, olha o que rolou, minha mãe queria me matar. Me matar, queria me matar. Porque eu sempre fui muito da qualidade. Qualidade. Você falou de mim, eu vou entregar qualidade, vou entregar. Que que eu fazia? Fazia lá uns 3 botecos para juntar uma grana. E aí, consequentemente, que que eu fazia? Gastar com alguma coisinha minha?
Não.
Que que eu fazia? Para no quarto boteco que eu fizesse eu contratar um sanfoneiro, mais um violonista, um baterista, um baixista. Tocava de graça, porque eu não ganhava, entendeu? Mas só pra entregar qualidade. Não ganhava dinheiro. Tipo, juntava, fazia 3 ali no final de semana pra no próximo eu pegar e pagar músico pra me fazer um negócio da hora, pra galera chegar e falar assim: "Caraca, que show!" Então, é a longo prazo, né?
Mas pra mim ele foi na inocência. Foi totalmente na inocência. Minha mãe pegava no meu pé e dizia: "Meu filho, você tem que ganhar seu dinheiro, não sei o quê." Aí eu falava assim pra minha mãe: " Mãe", eu com 14 anos, não sei como que eu tinha essa cabeça ou esse negócio, ou era só moleque relaxado mesmo, só usando de desculpa, mas pra mim isso foi muito importante. Eu falei assim: "Mãe, não é hora ainda de ganhar dinheiro. É hora de entregar qualidade".
E ela brigou comigo até eu mudar de Rosana pra Londrina. Eu falava: "Mãe, não é hora de ganhar dinheiro. A hora de ganhar dinheiro vai chegar, a hora de ganhar dinheiro vai chegar". Aí ela brigava comigo, mas depois ela se arrepende e fala assim: "Mas você sabe, né filho, que eu trabalho". Que eu canto por você, que todo o meu trabalho é por você. Aí eu pegava, aí um belo dia, né, eu fui fazer um show, ela foi, né, 35 mil pessoas, lotado, faz uns 2 anos isso que eu peguei, uns 3.
Aí eu peguei, era perto lá de Rosana, falei pra ela vir, falei: mãe, vem cá. Peguei lá o pedestal, ela cantando uma música, ela cantou uma música pra ela, falei assim: ó mãe, a senhora sempre pegou e falou pra mim assim, filho, "Eu trabalho pra você, tudo que eu ganho é por você e pra você. E a minha vida é sua." Hoje eu falo com autoridade. Hoje a senhora não precisa mais trabalhar, a partir de hoje. Porque eu que trabalho pra senhora e pra toda a nossa família. Vai viver, vai curtir.
Legal!
Então, boa, velho. Minha mãe era cabeleireira.
Que legal!
Cabeleireira, tinha salão, fazia unha, cabelo, ralava, hein.
E ela conseguiu sair e parar?
Conseguiu.
Mulher tem isso também, quando gosta muito de um negócio, você é uma dessas.
Gostava muito de dublagem.
Essa aqui já não precisa mais trabalhar faz tempo, tá aqui porque quer.
Aham.
É sim.
Vai ver lá quanto tá meu cartão, a obra.
A fatura do cartão no meio.
Ah, é verdade, gente, esquece. Lembrei.
Tô pagando uma casa, amor. Tava esquecido disso. Vai sair, vai sair.
Mas que legal, ela deve ter ficado muito orgulhosa, né?
Muito orgulhosa.
E isso de você reinvestir e tal, né? Dessa estrutura. Você teve ajuda de alguém lá no começo?
Na época?
É, na época. Ou era tudo você ia vendo na internet, pesquisando? Como é que foi?
Aí é na loucura, né? Que o coração mandasse. Eu tive muitos amigos, muitos parceiros que fizeram, tipo assim, fizeram parte disso, que tocaram pra mim, que passaram dificuldade ali comigo ali ganhando pouco, sabe? Então a gente tocava 6 horas, eu pagava, tipo assim, porque eu ganhava, tipo, R$200, R$250. Aí pra eu ficar, tipo assim, às vezes com R$150 e dava R$100, entendeu? Sempre parei, eu nunca fui, nunca fui, tipo assim, de aproveitar, de pagar pouco com músicos, mas era o que tinha, era o que dava.
Já toquei muito de graça, já, tipo assim. Sim. Só saía com o lanche. Comi o lanche lá, pra mim tava perfeito. Porque eu entreguei um baita dum showzinho da hora no botequinho ali pra galera. A galera tudo saía falando na cidade, assim.
Mas o começo, né?
Tá doido pra mim. Fez o nome.
É lógico.
Fez o nome.
Mas como é que, por exemplo, vamos supor, ah, eu canto e tal, quero começar na música. Gente, não saberia nem por onde começar. Quem que te falou, tipo assim, agora você precisa de um sanfoneiro? Hoje, por internet. Agora você precisa do teclado.
Internet. Tipo, hoje em dia Você pode ir pouco a pouco, você pode pegar o teu celular, Deus tocou no teu coração, veio uma inspiração lá, você fez uma música, você aposta naquilo lá. Se for pra acontecer, vai acontecer. Deus, ele faz um negócio muito perfeitinho.
Sim, é verdade.
Porque eu vim do interior, do interior, do interior, bota o interior umas 20 vezes, interior. Quando que eu imaginava na minha vida que agora a gente foi fazer uma turnê em Portugal lá com 30 mil pessoas no 30 mil portugueses lá do outro lado do oceano. Onde que eu imaginava? Deus, eu fazia vídeo, eu ousava subir em cima de caixa d'água desse tamanho para tentar entregar um vídeo diferente. Aí vai, Deus planta sementes no teu coração, não planta?
Plantou?
Você tem que regar. Se não cultivar aquilo lá, não vai acontecer. Vai ser um sonho que provavelmente vai ficar armazenado ali e você vai ficar querendo que caia do céu. Não cai do céu.
Entendeu?
Você tem que pegar e fazer realmente acontecer.
Mas em algum momento você teve medo de dar errado? Ou tipo assim, teve um plano B na cabeça?
Caraca, esse foi o mais daora. Teve um dia que eu tava com um amigo meu que jogava basquete comigo, um grande amigo do meu tio, que inclusive tá morando lá em Londrina agora também. Tô trazendo a família toda pra Londrina, quero todo mundo perto. Ele foi lá pra mim e ele olhou no fundo dos meus olhos assim, ele brinca comigo hoje em dia. Ele olhava pra mim e falava assim: "Se não der certo, qual que é seu plano B?" Falava assim: "Tentar o plano A de novo." Aí ele falou assim: "Não, velho, mas todo mundo tem que ter um plano B." Eu falo assim: "Só tem um plano B que não tem fé em Deus e em si mesmo." Aí hoje em dia, teve um dia que eu fui lá visitar a Rosana, né, de novo. Fazer um show lá, inclusive. Voltei lá fazer um show. Que legal!
Como foi isso?
Você tá doido, muito doido. Todo mundo que eu vi lá eu conhecia. Ele olhou pra mim e falou assim: "É, viado, realmente não precisa de plano B, né?" Falei: "Ninguém precisa de plano B, é só você crer, véio, é só você acreditar que o plano A vai dar certo, e se não der certo, tenta de novo, se não der certo, tenta de novo." Uma pessoa é um campeão porque ela é uma pessoa que fracassou e tenta de novo.
Com certeza, eu concordo super.
E tchau, obrigado.
Arraso! Você... Como é que você fazia pra conciliar esses barzinhos com a escola? Você era bom aluno?
Eu matava aula da pega. Não façam isso, crianças em casa. Eu quero. Eu falo, vem uma matraca, eu tenho que ficar bebendo água.
A gente também.
De verdade.
Não, mas eu te entendo, é...
Matava aula desgramada. Deus que me perdoe, minha mãe foi toda...
Mas passou de ano?
Passava, passava porque eu levava violão pras costas, porque eu só gostava de música.
Que você levava o quê?
Violão para escola. E pegava e jogava no meu peito, tipo assim, as culminâncias que tinha. Tipo, igual eu falei, aí vem Dia das Mães, vou organizar uma galerinha lá, fazer um teatro, um negócio, ensaiava lá. Eu sempre fui para frente assim. Aí no meu último ano foi o ano da pandemia, aí me lasquei, né? Que aí eu não estudava, usava o tempo para gravar e acumulei.
Acho que foi agora, né?
Eu acumulei umas, acho que umas 90 90 lição, as 90 provas para fazer num dia. Deixei tudo para o final do ano. Aí eu ia repetir, ia reprovar. As professoras falaram: "Engarrafado comigo, meu Deus, você tá lascado de verdade." Os professor foi muito parceiro, matava aula para ir tirar leite junto com meu primo, ajudar meu primo tirar leite. Qualquer desculpinha que desse: "Ah, vamos matar aula. O que que você vai fazer amanhã cedo?" "Lá não tem escola." "Não, mas vamos carpir um lote lá." Eu ia.
"Para não estudar." Ah, mas posso falar? É muito difícil porque assim, ele tem o dom para outra coisa, sabe?
Eu entendo, eu não te julgo. Até o meu primeiro ano ali eu era de boa, mas aí começou o trabalho e fazer boteco e noitada.
Isso, eu também, eu queria trabalhar, eu falava: "Oxe, quero trabalhar, trabalhar, trabalhar." Estudava porque eu tinha que estudar mesmo para cumprir o curso.
Eu já trabalhava também na escola.
Vocês fizeram faculdade, alguma coisa assim?
Fiz.
Vocês fizeram?
Eu trabalhava na escola e aí eu Quando eu tava na escola, eu já fazia peça, tudo mais. E aí, eu não fiz faculdade, porque eu já saí trabalhando, já... Super nova também, né?
Já saiu pro papoco, já.
Não, quando eu saí da escola, eu já tinha, acho que 3, 4 milhões de seguidores. Caramba, então... Já tava...
Saiu fofo!
Já vivia disso, né?
Já vivia disso, já. Minha família já vivia disso, então... Graças a Deus. Sabe o que eu ia te perguntar? A parte de compor. Como que é pra você? Você é... E eu tenho uma grande dúvida pra todos os cantores sertanejos. Quais são as inspirações das letras?
Então, varia, né?
A peça "Uau".
Varia, sabe por quê? Porque, por exemplo, as minhas músicas elas variam muito, né?
É, sim.
O Luan Pereira chegou, oi galera, regionalmente ali, com uma pegada mais apaixonada, mais romântico, mais... A minha primeira música foi "Do Mato Pro Mundo", depois veio umas músicas mais falando de amor, que deixou, mas sempre chapéu, bota, tentando mesclar com o universo do agronejo assim mesmo, sabe? Aí, um belo dia, acho que a gente nunca contou essa história de como surgiu. Não sou o percussor do agronejo, né? Veio desde Davi Fernando, veio Léo e Rafael, os cara lá que já falava de chapéu, falava de bota, começaram a colocar umas batidas assim nas músicas assim, sabe?
Só que aí tava tão papocado ali o funk mesmo assim, né? E já aconteceu, né, tipo, de sertanejo gravar com funkeiro, mas tipo trazendo o funkeiro pra dentro do sertanejo. O povo já me rebenta, já me xinga demais, o que me resta é ousar, né? Vou ousar, vou ousar, vou ousar. Aí chegou um DJ amigo meu, DJ Crisnubit, e falou assim: Ô boi, lá Aqui em São Paulo é mano, né? Mano. Lá no Nordeste é boy, não é? Macho. Onde mais tem? No Rio, como que é que fala? Que fala assim: e aí, velho?
No Rio eu não sei como é.
No Rio é esses negócios, brother, esses negócios.
Amigo.
Lá no Paraná é boy. E aí, boy?
Não sabia disso.
O povo chama boy. Aí chegou o Boi com uma ideia muito doida aqui, velho. Botar tua voz aí, botar um batidão funk aí falando de roça, não sei o quê. Falei: "Vamos." Eu, Cris e o Matheus Félix, que hoje faz parte do Country Beat. Aí a gente foi lá e passou e falou assim: "Véi, isso aqui é muito perigoso, acho que o povo não vai gostar não, hein." Que é funk, funk com... Que música que era? É a Pira nos Caipira.
É do chapéu que elas gostam, bota aquelas pira, pira, pira nos caipira.
Cadê seu violão pra você cantar?
Cadê?
Já canta aí pra gente.
Pode ir em composição, quer cantar?
Amor, trouxe o violão, acabou.
Eu trouxe, moça, trouxe o violão aí, eu sou o cara chato que leva o violão pra todo lugar.
Nossa, vai cantar. Vai cantar.
Bom demais.
Obrigado, por isso. Aqui. Aí, ela era uma vaneira, né, na verdade, vaneira que eu digo, ela era sertaneja.
Bota aquelas pira, pira, pirandu. Aí o que aconteceu?
Fez toda a muvuca lá, né? Aí lançou, né? Quando eu coloco meu chapéu, elas querem tirar minha roupa, querem ser o meu paieiro pra não sair da minha boca.
Na 4x4 no mato é pressão, elas querem sentar no cavalo e no peão. É do chapéu que elas gostam, bota que elas piram, vira pira nos caipira e gosta dos "Na voz grossa, lá se pira, pira, pira no sky, pira..." Aí fui.
É pausa, é pausa.
Eu não consigo imaginar a sua voz dando errado quando você era jovem. Você falou que era ruim.
Não, mas...
Não dá pra imaginar.
Era transição só.
Era transição da adolescência.
Mas não dá pra imaginar. Eu fico com vontade de cantar, eu fico pensando nas pessoas que estão escutando em casa. Aí tá uma supervoz e eu...
"Pira, pira..." Amiga, fica quietinha.
Galera, estou já com o pé pelas minhas back vocals.
Dá pra sair daqui?
A minha sonha é ter uma música.
Sério? Vou compor uma música pra você gravar.
Mentira.
Melhor não, minha amiga vai ser cancelada.
Para!
Dá pra editar.
Hoje existe Melodyne, hoje existe Auto-Tune.
Auto-Tune. Será que rola?
Amiga, aqui sempre tem que ter uma amiga pra avisar, né?
Melhor não.
Amiga, a minha fono falou que eu tenho... Não sei nem te falar.
Como que é o nome?
Não é talento.
Amiga, eu acho que ela...
Não é... Sei lá.
Timbre?
Pode ser timbre?
Amiga, eu já tô desanimada.
Não é que eu sou... Não, é porque eu... Tipo, tem a voz... Afinada, afinada.
Tipo afinadinha.
Pode ser que você tenha a voz afinada cantando. Depois ela vai cantar aqui, tá, galera? Depois vocês aguardem, deixem nos comentários aí quem quer que a Tata cante.
Não, isso, não sei, sério. Ela falou que se eu fizesse aula... Porque eu falei... Quando eu fazia fono, ela falou: "Olha..." Me passava os exercícios e tal. E aí faz aquelas, né?
"Rô, rô", aqueles negócios.
E aí eu falei: "Gente, meu sonho é cantar." "Não, você não vai cantar, ela tá me achando uma cantora fazendo fono." Ela falou: "Pelo seu timbre, dá pra... Se você fizer aula certinho, você consegue cantar." É, você deve ser afinada, deve ser afinada.
Tem muita gente que é afinada na voz.
Não, eu não...
Não dá?
O meu só tem testosterona na voz. Mas dá. Ai, não dá, gente, não dá com ela. Mas dá.
Essa música, ela foi tipo assim... Ela foi o meu divisor de águas. Uma aposta que tipo, que tinha tudo na nossa cabeça. Falava assim: "Que lasqueira que é essa, velho?" O povo começou a fazer trends no TikTok. Tudo desarrumado assim.
É muito bom essa coisa da internet, né?
Aí pegava assim, aí às vezes no piano, aí passava assim na frente da câmera assim: "É do Chapéu!" E eu tava desarrumado.
Ah, é verdade, é verdade essa trend, é verdade.
E estourou, tinha milhão de... Foram milhões de criações.
Cara, isso foi rápido, né?
Foi papum. Teve um dia que eu tava fazendo uma turnê lá em Rondônia, tipo assim, sequência de shows lá, uns 7 shows lá em Rondônia. Aí tava com 3 mil vídeos, eu já fiquei doido, né, lá no TikTok.
Tokyo.
Fiquei doido, doido. Misericórdia, que que é isso? Para mim uma loucura, né? Aí quando foi no outro dia, 10 mil, depois foi subindo. Aí eu comecei a bater na música, trabalhar a música e tal, criar conteúdo. E eu crio muito conteúdo, né? Tipo assim, eu posto 6, 7, 8, 9 reels por dia assim.
Caraca! Não, você posta também sua última música?
Muito, muito. Tem que, tem que. Quem ensina para você quem vai, não é?
Não, tem É isso, tem que ir pra cima. É aquilo que eu falo, o pessoal fala assim: "Nossa, o que você indica aí pra quem tá começando?" Enfia a tua música, o teu conteúdo no ouvido das pessoas.
Vai lá, bate nas pessoas.
É, igual ela abarda as pessoas. Sabe uma coisa que eu fazia muito? Bem nessa época, postava um vídeo e saía enviando pra todo mundo. Já me xingaram, já me bloquearam, já falaram: "Para de mandar essas porra pra mim aí, velho, não sei o quê." E eu enviava pra todo mundo.
Mas não é aí que você vê também quem tá aí pra te apoiar, né? Tipo assim, quem vai compartilhar, quem vai postar nos stories.
Essas pessoas pagam ingresso pra ir no meu show.
Você viu?
Só o pé de preto. Aí o povo vai pedir e você fala: "Não tem, sold out." Foi mal.
"Compra lá." "Ah, não tem, que pena." Não tem.
E depois dessa veio?
Ai, aí começou a arder. Dessa aí... Cara, depois de Piranha nos Caipiras, aí veio Sim, Playboy Não Faz. Aí eu já fui fazer esse, caramba, acertei na levada do funk. Aí os DJs veio tudo querendo fazer comigo. Aí veio Jay Kevin querendo fazer comigo. Aí fizemos uma outra com eu, Cris e Ana, que foi a Juliette Chapelão. E nisso a gente já Criou tava uma.
Ah, essa é muito boa. Canta pra gente.
Você quer?
Canta.
Filha de chapelão no violão, gente, como que canta?
É verdade, não dá.
Dá sim, como que é? É porque tem a voz da...
Eu vou fazer: "Jouta Juliette, chapelão." Faz a parte da Ana.
Agora você vai fazer a Ana.
Ai, amiga.
Quem foi que falou que as maloca não senta nos boiadeiros?
Aqui jacaré não é no peito, é no pé.
Esqueci a letra, foi mal. Proporcionando o que elas querem.
A gente também anda cheio de ouro no pescoço. Pião de luxo, de bordona, preto fosco.
Eles pedem a linha assim, nós brota no bailão.
Nós junta Julinha de Chapelão.
Por aí vai, não vou ficar cantando o fim, né?
Muito bom!
Muito bom, adoro isso. Gostei, gostei.
Se virou, viu? Só quem sabe faz ao vivo.
É, aconteceu dessa com Julinha de Chapelão. Aí cresceu uma amizade minha com o Zé, com o Zé Felipe. Porque ele quis fazer tipo uma... Isso aqui eu nunca contei em lugar nenhum. Ele quis fazer uma roupagem nova dessa música. Só que por ser muita gente, tipo, eu, Andy, Cris, e ia entrar mais um. Falei assim: "Cara, por que nós não faz um inédito?" Aí eu comecei a ralar. Ralar, ralar, ralar, ralar. Atrás de uma música.
Aí... Como é que é? Aí você liga pros compositores? Tem alguma época?
Eu faço todas as minhas músicas.
Você faz todas?
Mas com... Com outros compositores também. Aí a gente começou numa linha tipo assim: "Não, preciso fazer um almoço pra acertar com o Zé, pra acertar com o Zé, pra acertar com o Zé." Porque ele tinha desistido de gravar a Júlia Chapelão. E eu fiquei bem triste assim, porque eu acho: "Caramba, já ia ser um..." E o Zé estouradaço, estouradaço, estouradaço naquele hype gigantesco que ele... Na Malvada, naquelas músicas lá.
"Rossa, rossa em mim".
Aí foi onde nasceu "Rossa, rossa em mim". Que aí a gente... Eu saí um belo dia de casa com esse tema na cabeça.
Roça, roça em mim?
Tem que fazer uma música que fala assim, que eu chamei ela pra roça, tá ligado? Porque tem uma música que fala: eu chamei ela pra alguma coisa e ela me pediu assim, alguma coisa assim. Era um funk antigo, não sei, não me vem na cabeça agora, mas eu tava: chamei ela pra roça e ela me pediu assim, roça, roça em mim, roça assim em mim. Gente, pelo amor de Deus, mas é o que vira, né? Aí já juntei lá com os compositores lá, amigos meus, e cheguei e falei: "Ó, isso, isso, aquilo." Hoje eu vou falar primeiro, pra você ver como Deus mostra, né?
Tinha tudo pra acontecer. Cheguei lá, fui de Uber, né? Fui de samba-canção, que eu ia descer do Uber já direto pra dentro do negócio. Samba-canção, chapéu de pai na cabeça assim, nada com nada. Nada.
Eu vou para o inferno, amigo, para compor da casa dos meninos, para compor.
Aí eu fui para o, para o, parei lá na boca de um rancho lá, né, que nós chamamos de rancho lá. E não era, era tipo assim uns 3 km, tinha que pegar a BR. E eu não tinha internet, não tinha nada, era no meio do nada. Fui andando a pé e falando assim: vai valer a pena, você vai valer a pena essa música que eu vou escrever hoje, porque que negócio, Uber me deixou aqui Eu tava na boca de um monte de cachorrada latindo louco pra pegar a minha canela. Aí eu fui, fui com esse negócio desse roça rocinha na cabeça.
Um sol de lascar.
Não, frio da gota, tava frio demais, tava meio chuvoso. E eu fui andando, o povo passando por mim buzinando: quem que é esse louco? Parece aqueles doidinhos que tem na rua, sabe?
Não fala de mim, amiga.
Aí eu cheguei lá Fui lá e falei assim, ó: "Escrever uma música aqui pra gravar eu, o Zé e a Ana hoje, nós vai." Aí os cara: "Cara, nós já meio que achou uma música aqui pra nós gravar o Zé e a Ana, mas depois nós tenta outra." Eu falei assim: "Não." Aí eu fiquei meio chateado assim, né? Porque eu queria estar dentro do negócio, né? Aí fui lá e comecei. Aí começou: "E pra você não esquecer..." Mais um da Lipe. Elas gostam da minha voz no ouvido, de sentir o meu cheiro do love bandido.
Elas gostam de sentar no perigo, se envolve sem medo, sem pensar no risco de se apaixonar no cowboy.
Vai com calma, bebê, depois do pré tem o pós.
Sabe que nós faz bem gostosinho. Eu chamei ela pra roça e ela me pediu Aí foi lá e nasceu essa música.
A gente pode dançar, cantar.
E as dançarinas aqui, moçada.
A gente consegue tentar cantar, a gente não consegue tentar.
Nossa, essa obra aqui tá... Gente, ô vizinho do andar de cima, por favor.
Por favor, querido, a gente faz um arroba.
Vamos levar o Lua lá pra cantar. Gente, imagina.
A gente chega lá e fala assim: amigo, se você ficar aí 1 hora, ninguém "Vem bater aí, eu canto, eu faço um show particular." Pelo lanche, para lembrar os velhos tempos. Leva só o lanche.
Imagina, gente, já imaginou eles em choque? "Vamos fazer isso, vamos subir lá e bater na porta." Você fala assim: "Amigão, será que você pode ficar 5 minutos só para eu terminar de gravar uma música?" Imagina o cara puto, tipo assim: "Eu não quero, eu já terminei meu trabalho." Ele vai ficar em choque. Imagina o cara tipo assim: "O cara trampando desde meio-dia aí, só quer terminar." Vai embora, não quero agora.
Vocês podem retirar? Quem que é isso?
Qualidade de vida, tem pouco tempo de lazer, cara.
Porque aqui só pode à noite, né? É prédio comercial, amigo.
Não, agora eles ligaram a torneira aqui do lado, aqui. Mas agora dá nem para ouvir não, né? Ah, demorou.
Ah, mas de fundo, mas deve estar irritando a galera.
Deve estar.
Galera, desculpa por isso, a gente ainda não conseguiu "Vou comprar o prédio." Mas a gente vai, calma. E aí veio Roça Roça, vocês escreveram.
Isso, eu escrevi e a gente... Mandei pro Zé. O Zé nunca abriu a mensagem. E eu lá assim... Ô, Zé! Não, mas parceiraço, parceiraço. O Zé nunca abriu a mensagem. Eu lá: "Misericórdia." Mas entenda, é muito show e os negócios. Até que passou, tipo assim, uns... Cara, de verdade. Uns 6, 5 meses eu fui cantar a primeira vez em Barretos, no palco Amanheceu. Inclusive, a gente tá lá esse ano também.
Quando é Barretos?
É 29 de agosto, no último dia eu canto lá. Aí a gente ir lá, fui fazer esse palco, mas na hora que eu cheguei não tinha ninguém no meu show, ninguém, ninguém, ninguém, ninguém. Eu fui, comecei a rezar dentro do "Meu Deus, Pai, você não vai trazer aqui não pra eu passar um vexame desse, ter ninguém no meu show. Misericórdia, não sei nem como botar a cara aqui, tipo assim, sem ninguém, não sei o que vai acontecer." Aí peguei minha santinha lá, comecei a rezar, rezar, rezar, rezar, rezar.
E ele, na minha oração, ele começava a falar assim que eu ia receber uma mensagem muito importante, né? Aí pra mim já era que na hora que eu subi no palco tava cheio, tava lotado. Eu falei: "Meu Deus, o senhor é bom demais, lasqueira!" Pra mim era isso. Quando eu desci do show, fiz um baita de um show lá, meu primeiro ano em Barretos. Quando eu entrei dentro da van, o Zé, depois de 5 meses: "Vamo essa". Falei: "Caraca, velho".
Tava dentro da van. Aí falei: "Vamo, já colocar uma voz, colocar uma voz da Ana junto, chamamos a Ana".
A Ana já tinha topado?
Já, a Ana já tinha topado.
É, Zé, você foi o problema então.
Não, mas eu acredito que tudo tem um porquê. Porque daí lançou exatamente quando tinha que lançar, foi o set now. Foi, tem verdade, é verdade.
No time certo. E foi o sucesso que foi. Aí foi mais uma virada de chave na minha vida. Aí depois dessa música veio outros feats, veio o feat com o Guilherme Benoto, que foram muito importantes pra mim.
Qual que é mesmo?
Cabine Bruta.
Essa aqui eu ouvi nessa fase.
Tô perguntando só pra ele cantar, gente.
Aí entrou a era... Depois da Cabine Bruta entrou a era dos carros. Aí jambrou.
Aí já era.
Aí veio a Dodge Ram, primeiro veio a Dodge Ram. Belo dia, eu tava lá em... onde que era? Fortaleza. Fortaleza. Aí os cara tava chamando pra ir pro rolo, né? Pra ir festar. Aí eu falei assim: "Não, cara, vamos compor." Eu sempre fui muito de trabalho, assim, né? Pouco rolo. Aí eu falei assim: "Não, vamos compor." Eu já tinha falado pro Draco: "Draco, eu queria fazer uma música que fala assim, ó... Doddy Ram." Não é Doddy Ram. É que fala Doddy Ram, assim mesmo. Que faz... O barulho da Doddy Ram.
Só você pra fazer essa voz, não veio ninguém.
Isso vai dar um corte muito engraçado. "Eu queria um negócio assim, Dodge Ram." Não é Dodge Ram, é Dodge Ram. Aí nós fomos lá, aí começamos a se inspirar numa música, qual que é aquela música lá do Várias Danadinhas do... Como que é?
"Vidro fumê, rolando várias..." Não é?
É isso mesmo.
"Rolo me rando, Felipe Red..." Aí eu falei: "Não, eu quero uma música nesse clima misterioso assim, pra mim cantar mais misterioso, cantar mais sexy assim." E você pensa primeiro na letra e depois a melodia vem junto?
Cada um de um jeito.
Tem vezes que vem melodia, não vem letra. Tem vezes que vem letra e você não acha uma melodia. E por aí vai.
Aí começou: "Sufi, um homem preto esconde os amassos nesse couro branco na estrada de terra. A Madonna vai pulando, eu tô gostando dela galopando, eu tô gostando. Então, ai, ela disse que quer provar meu método." Fetiche dela é peão de chapéu. Tira minha fivela que eu te levo ao céu. Tira minha fivela e vai. Ela pirona, dói de rã. Morde aquele corpinho até de manhã. Provou do peão e a blogueirinha virou fã. Movimentando a mola da rã.
Movimentando... Aí veio essa.
De quem que é aquela música?
Gente, mas posso falar? Sua voz é muito boa.
Nossa, você subiu "Não, mas faz o vibe." É que é com sentimento, né? Eu gosto de cantar com sentimento.
E aí faz esse negócio.
Inclusive, isso virou um meme uma época também. Como que é a música?
Do...
Fazendo...
Não é que virou um meme? Pelo jeito ela tá querendo... Virou um meme do caramba isso aí, velho.
Eu...
Essa música abriu a porta de entrada pra mim no funk. Literalmente, sabe? Foi aí onde mesclou mesmo.
E o funk tem muito isso também, de carro, de falar...
Você me abraçou, o Rian me abraçou. O Daniel, os cara, a galera toda do funk. Eu sou muito grato ao Rian por ele ter aberto essas portas e comprado assim, falou assim: "Véi, nós tá junto, nós tá junto e vamos papocar e vamos fazer acontecer." E a Dodge Ram foi. Quando foi, aí eu dei um time, né? Dei um time de funk, os negócio, né? Mas já estando no meio, porque eu queria lançar uma música romântica, aí vem o moletom. Eu e o Gustavo Mioto, que também já foi.
É, o famoso!
Aí o negócio tipo assim, E começou tudo que eu lançar, tudo que eu comecei a lançar, tipo, uma escada, né? Mas tudo que eu lançava batendo, batendo, batendo, batendo, batendo. E feat, feat com os outros. E lá em Barretos, ali em 2024, ali, né, eu tava com, tipo, quando o Spotify era orgânico, né? Vamos dizer que hoje não é mais orgânico, hoje você paga por posição e, tipo, se você quiser colocar uma música no primeiro lugar "Ah, vai com dinheiro." Mas ela não toca, não vai estar tocando realmente, né? É mais fácil ser tocada.
Mas vai um pouco goela abaixo, né? Também.
Tipo assim, é... Mas eu sou mais o povo. Eu já fui muito apegado com esse negócio de número, Spotify, os negócios. Mas hoje, tipo assim, é muito...
Mas no Spotify dá pra ver quando é ou não é.
É.
Todo mundo sabe. Todo mundo sabe. Fala: "Nossa, a música aqui, o que que tá fazendo aqui?" Todo mundo sabe.
"Nunca ouvi." É, tipo isso. Mas aí, Deus é tão bom comigo que hoje, mesmo sem ter muito apego com isso, as minhas músicas elas pegam top 50, top 30, top 20, top 10 e tipo assim, tranquilo ali, mas sem aquela obsessão de números.
Pega trend, muita trend.
Graças a Deus. Aí veio essas músicas tudo, veio Moletom, aí já veio o iFunk.
Como é Moletom? A gente não sabe.
Vocês não sabem? Ela quer que eu cante todas, gente. Ai, gente, esquece.
Canta!
Essa é uma história, né?
Essa música A sua vida ou um amigo?
Conta pra gente.
É as coisas da vida, né? As coisas que acontece, são coisas.
Você tem um foco, tipo assim, vou ter uma música de corno, vou ter uma música de amor, vai ter uma música disso, vai ter todos os enredos para todo mundo identificar, não achar ninguém.
Minhas inspirações, elas sempre são bem presentes.
Tem música de vagabundo?
Tem, para caramba, tem. Isso que eu não sou, né? Graças a Deus, Eu sou um cara bem compromissado, graças a Deus.
Lógico, mas tem que ter música pros outros se identificarem.
Exatamente.
Sim.
Que nem a Bodona vai pulando, não sei o quê. Senta pro country, os caramba, tudo.
Aí, tipo...
Não, mas sentar compromissado não vai sentar. Aí também não tem nada a ver. A gente vai levando.
A Vitora é os melhores comentários do mundo. Ela é brava, ela é brava.
E ela não tem um filtro nenhum.
Mas é o contraste, né? Ela dá uma segurada. Dá uma voltada. É, como que é que os cara fala comigo lá? Que eu vou rasgando e eles vão costurando.
É isso aí?
É isso aí. Moletom é assim, é uma história daquelas.
Por favor.
Não tá dando certo, vamos terminar. Vem aqui em casa suas coisas buscar. Aproveita e traz as minhas que eu deixei aí também. Mas quando chega aqui começa a chorar. Pergunta: tem certeza que quer terminar? E aí eu te abraço pra te consolar. E do abraço encosta a boca, morde, tira minha roupa, pega e me ama.
E é toda vez a mesma coisa, depois de uma recaída ela quer levar meu moletom com ela só pra eu ir lá na casa dela buscar.
Você também me desculpa.
Ela foi embora com meu moleto e pra judiar deixou o cheiro dela na minha camiseta preta. Tem o perfume dela e agora eu nunca mais vou lavar ela. Ela foi embora com meu coração e na cabeceira tem o brinco dela. Cê vai voltar de novo e de novo "Vai esquecer algum pertence seu pra vir aqui me ver." "É a desculpa perfeita, esquecer alguma coisa pra eu não te esquecer." Amo essa!
Gente, cadê essa letra?
É muito real, né?
Não é que você não compõe bem, você compõe muito bem, maravilhosamente bem. Mas essa tá muito específica.
Ela é muito desgramada essa letra.
Nossa, eu tô achando que ela é real.
R$400.
Mas amiga, gente, quem nunca?
É que tem muito detalhe, né?
Tem muito detalhe. É o moletom, presta atenção. Amiga, quem nunca? Mas sempre vai e volta, vai e volta a música.
Não, não, mas eu tô dizendo a questão do moletom, de ir embora com o moletom.
Você nunca esqueceu?
Você nunca levou o moletom?
Nunca tem preguiça de buscar.
Aí pra devolver faz assim, ó, com um monte de calça. Não faz? Faz assim com um monte de calça.
Eu nunca, gente.
Vem lá ver.
Pra ir buscar, preguiça.
Já pensou em falar com o Uber?
Não, não tem essa.
Mas aí é porque você não tá querendo.
Mas ao invés do moletom, já fez com alguma outra coisa? Esqueceu alguma coisa de propósito?
Ah, tem pavor de esquecer minhas coisas, pavor.
Vitória.
Eu sou com toque assim, não consigo esquecer. Nem de propósito eu vou esquecer de—
não.
Vai que usa minhas coisas, não quero.
Gente.
Não.
Eu com a minha gata.
E quando a gente esteve na minha casa, eu falei: pode tomar como um teste.
A gente pegava assim, Bem no começo assim, quando a gente começou a ficar, eu ia pra casa dela e ela— eu ia pra casa dela e a gente, quando eu ia embora, ela tava dormindo, chapiscava meu perfume assim no quarto inteiro, os travesseiros. Ela falava assim: "Nossa, acordei, seu cheiro tá aqui, eu sério?" Nem tomei banho! E ela fica: "Ei, abre mais!" Ela quase que morrendo, igual: "Quase que eu morri." tongue de perfume.
Aí você levava o moletom, ou você esquecia o moletom lá?
Já esqueci moletom demais, já deixei de propósito já. É, e na vida também, por exemplo, tem às vezes ilusões, né? Depois de moletom, depois de moletom veio Hilux. Aí Hilux, aí foi tipo um baita dos maiores divisores de água na minha vida, assim, tipo, com certeza o maior assim que levou não só dentro do Brasil, mas fora também, que foi Aonde eu fui pra Portugal, fui fazer outros shows em outros cantos.
Caraca, mais que Roça Roça em Mim?
Meu Deus!
Full!
Caraca! Mas é porque veio... É que vieram muitas músicas juntas nesse meio-termo. Já veio Desde Dó de Rã, já veio Roça em Mim Pegando ali. Aí veio Amoletom, logo em seguida Cheirar Camiseta com Guilherme. Aí veio Falta de Quê, já veio Wi-Fi, já veio, tipo assim... As minhas músicas, elas são todas todas os meus top 1s foram 6, né, que a gente graças a Deus conquistamos, né, são todas tatuadas no meu corpo.
Que legal!
Defender, aí são 3 de carro e outros que não é de carro.
Cadê a Defender, gente? Você tatuou uma Defender?
Não, tatuei aqui a D1, tá? D1.
Ah, D1! Aí, onde tá o Hilux?
Aqui.
Tá, não, hashtag 1.
É sobre acreditar no trabalho. No dia que lançou Hylooks, eu tatuei bem no dia, tatuei ali a data, tipo certinho, no dia que lançou. Hylooks, dia 24/08.
Agora tô vendo.
Aí depois, acredita? Acreditei. Ai, não vai dar para tirar aqui não.
Antes de ser top 1, você—
Ah tá, antes.
Onde é que lançou?
Ai, que corajoso. Imagina se não é top 1, vai ficar tatuado.
Não, mas ele vai—
Mas você é a música dele, né?
Aí aqui tem Aí tem Amoletom, que eu tatuei. Aí tem Eu Sou Sentimento com Lua Santana, que foi um sonho também de gravar. E tem o primeiro lugar no Brasil. E aí a do Wi-Fi, pegou número 1 Brasil também.
Sabe?
Pegou número 1 Brasil também. E a do Tigrim, não era Love, eu tatuei um tigrim.
Ah, tá, sei qual é também.
Sabe?
E foi tão bom.
Tá pedindo pra você cantar com Lua Santana.
Você é Luanete?
Sou, sim.
Eu fui no show dele esses dias.
Ela é muito Luanete.
Eu também? Você foi?
Eu fui no show dele.
Ela apresentou, tá? Minha amiga apresentou. Minha amiga é outro nível.
E ele, a gente fez um—
tudo bem, você é outro nível.
Eu querendo me gabar, eu querendo me gabar, a gente fez um— como foi?
Uma música junto, tranquilo.
Um chá revelação em cima do palco, ele chamou.
Ah, eu vi, eu vi, eu vi. E aí assim, eu nunca fiz isso, gente. Sabe o que eu posso falar?
A gente recebeu o papel lá, eu e o Santana, né, recebeu. Eu fui no show dele, né, namorados lá, coisinha mais delicinha do mundo lá, pá, fiquei Nós lá se envolvendo, lá cantando as músicas, lá já encontrei com ele, um grande amigo meu, um cara assim surreal assim, que não, ele é, realmente ele é diferenciado, ele é muito além do que as pessoas imaginam, ele é aquele príncipe que todo mundo vê, todo mundo fala, que todo mundo sabe que ele é, mas o lado ser humano dele também assim, alto astral, quando ele tá jogado assim sabe, quando ele na resenha ali conversando, tomando um tereré, que ele cresceu também lá em Londrina, lá também temos os mesmos costumes.
A gente tipo parece que nós é brother de ano. Aí eu fui na casa dele, né, pra gente gravar nossa música e tal, essa Eu Sou Sentimento, que eu já vou cantar pra você, tá?
Não esquecer. Obrigada.
Aí eu fui pro show dele lá e aí ele pegou, chegou no canto assim: "Oi, Loboy, vai, quer cantar?" Falei: "Vai, tô com você." É que eu tô aqui curtindo, eu sou manete também, né? Aí fomos lá cantar uma nossa música, cantei uma música minha, e uma fã dele lá tava com cartaz falando para gente chamar ela para fazer o, para revelar o sexo do bebê. Aí ele olhou para mim, olhei para ele assim, ele falou: como que nós faz isso aí? Viado, não sei, chama aí, chama aí.
Aí chamou, nós pegou o teste primeiramente. Na hora que nós pegou o teste, nós foi abrir, mas não sabia como que via.
Então agora vou falar, eu assistindo o vídeo, eu tava com medo de vocês lerem errado, porque normalmente tem tipo assim sexo feminino, que é o sexo da mãe, e depois tem o sexo do bebê.
Verdade. E se nós errou e não sabe?
Eu acho que já teria viralizado se vocês tivessem errado, porque muita gente já errou, gente, é sério.
Porque tinha um papel de um lado assim, um papel menor do outro, era do laboratório, não era nem o escrito só menino, menina, não era. Ela trouxe um negócio do laboratório, a menina lá.
Então aí tá 99%, não é o negocinho de chance?
Eu tava estas e lá do momento, eu só caçando pra não atrasar muito, olhar pra ele. Falei assim: "Viado, o que que é isso aqui, viado?" Aí ele: "Não sei também, ele já tem filho já." Eu falei assim: "Você não tem filho? Como que você não sabe ver?" É confuso mesmo isso. Olhava aqui, pegava aqui, olhava aqui. Aí eu peguei, até mostrou minha reação no vídeo, eu falei assim: "Ah, aqui, aqui, aqui, aqui. Tomara que seja certa, né?" Aí pensou: "Na verdade era o quê? Era uma menina, né?" Era uma menina.
Aí quando você falou menina, eu falei: "Gente, será que eles não viram errado?" Eu vi o vídeo.
Acho que não.
Eu fiquei em choque, mas acho que não.
Eu acho que ela teria mandado mensagem. Já pensou? Ela nasce aqui, nasce um menino, ela fez um chauval todo lá.
Ela tem pinto, eu acho. Imagina, a mãe recebeu a criança: como assim?
Como assim, gente?
Alguma coisa não tá certa. Alguém interdita.
A primeira pessoa que ia passar na cabeça dela ia ser eu.
Com certeza.
Não, se fosse um menino, com certeza vai chamar É a música, ela é assim, ó. Cadê a Gabi?
Desculpe não ouvir você falar, seu sorriso ativou o meu TDAH, a sua boca mexendo, o vento batendo no seu cabelo pra lá e pra cá. É que eu sou sentimento, é que eu sou sentimento. Não é que o assunto tá chato, é que na minha cabeça outro assunto tá falando alto.
É que eu achei um espaço pra fazer uma tattoo de um pezinho no braço.
Eu sou sentimento. É que eu sou sentimento. Eu esqueço a chave, com a chave na mão eu saio de carro, volto de busão, porque ultimamente Sete e Poeirão na minha mente tirando atenção. Eu esqueço a chave, com a chave na mão eu saio de carro, volto de busão, porque ultimamente 7, o refrão da minha mente tirando a atenção porque eu sou sentimento, é que eu sou sentimento.
Nossa, esse final arrepiei inteira! Esse final arrepiei inteira!
Ó, tu faz ao vivo mesmo!
Obrigado pelas palmas!
E veio sentimento E é tão legal ver como a sua fã tava falando.
Amiga, era isso?
Não, não é esse o meu tom.
Era isso?
Não é esse o meu tom.
Meu tom, que fala, amiga?
Me ajuda. Meu tom não é esse, meu tom.
Mas vai dar certo, amiga.
Eu vou compor uma música.
Bebe aí, meu sonho.
Você pode ajudar no estúdio lá, você vai lá em Londrina, vai no estúdio.
Um dia você até vem embaixo Bicho, ajuda minha amiga!
Deixa eu falar uma coisa sentimental. Você pode ajudar a realizar meu sonho. Meu sonho é só assim, ó, e a Tata para cantar comigo. Aí eu vou lá, fechado, aí eu canto e vou embora.
Uma vez só, não, combinado.
Para mim pode ser, vou levar lá no estúdio do meu produtor, do Godoy.
O Godoy, ó, você já tá vendo aí, Godoy, vou levar a Tata para nós.
Mas será que é bom para ela pensar sobre "Eu vou avaliar como amiga assessora." Ou amiga empresária. Isso. Vou fazer o seguinte, vou deixar ela bêbada. Aí ela vai cantar, cada solta é melhor, entendeu? Aí eu avalio se tem chance ou não. Eu vou estar sóbria.
Não tá certo.
Aí eu te aviso.
Agora sem voz, não vou conseguir.
Tá bom? Aí eu te aviso como vai estar essa situação aí.
Minha voz tá horrorosa. Amiga, foi muito bom ela. Mas será que pra você vai ser bom?
Será que pra você?
Vai dar um...
Amiga, só que tem sonhos.
Por mais amigos assim, né? Mas é que tem sonhos.
Às vezes tem que construir, né?
Tipo assim... Nossa, amiga, quando eu for cantar uma música boa, viralizar no TikTok, eu vou bater palma e aplaudir. Nem que seja por dó, nem que seja por dó. Eu vou pegar esse trecho e fazer assim, ó: "Acreditem nos seus sonhos". E pá, eu vou bater palma.
Nunca disse isso, seus sonhos, com aquela música "Spiritual".
Eu acho que tem que alcançar os sonhos, mas tem que ter amiga pra avisar também.
Muito bom!
Ai, desculpa.
É que tá muito bom. Nem parece que tem câmera aqui, gente.
Mas é, é muito bom. A gente vai falando Ai, mas sabe uma coisa que você tem mais é sobre isso ou é sobre outra coisa? Eu tenho sobre outra coisa. Sabe o que eu queria te perguntar? Uma coisa que eu achei super legal que você já falou várias vezes e que é muito raro nos homens, que é sobre a terapia.
Ah, caramba! Nossa!
E eu acho que é importante você falar sobre isso porque ajuda muito os homens a tirar esse pang, vai, toca mais, viu? E cante mais.
É verdade.
Porque muitos homens têm essa coisa que: "Ai, homem não pode fazer terapia." Terapia é a melhor coisa que vocês fazem.
Com certeza!
Eu faço sempre, às vezes o meu esposo faz também. Ele é outro ser humano com terapia.
Meu Deus do céu, terapia é a melhor coisa do universo, a melhor coisa do mundo, do mundo.
Pior que a gente faz terapia pra lidar com quem não faz, né?
É, mas tipo assim...
É, no mundo é mesmo.
Mas se todo mundo fizesse terapia, será que o mundo ia ser como?
Ia ser outro.
Mas você acha que ia ser melhor?
Com certeza.
Do que ia ser tediante? Sem uma emoçãozinha ali, tá ligado?
É bom ter uns doidos, né? Eu acho.
Mas é que eu acho que a vida é feita de altos e baixos.
Aí os altos é os doidos, e os baixos é a gente.
É que os nossos sentimentos também, as nossas emoções também, Então, por mais que a gente faça terapia, tem dias que estamos mais pra cima, mais pra baixo, normal.
Eu tô numa terapia da Agôta Serena, mas muito boa mesmo.
Mas você faz uma vez por semana?
Você faz?
Uma vez por semana.
Você faz desde quando?
Faz desde quando começou a apertar.
Desde quando... Todo mundo vai aí, né? Todo mundo vai quando tá cagado.
Tipo assim... Tá cagado, vai. Tipo assim, eu comecei errado. Eu comecei, tipo assim, já quando a água tava batendo na bunda, né? Tipo assim, na cabeça.
Todo mundo, todo mundo.
Então, mas nesse meio é um meio muito doido, é tipo assim, eu já tive altos burnout, tipo assim, de travar, assim, ó, travei, gente, travei, travei, não consigo, não sei pra onde que eu vou, mas tem terapia e Deus conduz, Deus fez esse profissionalzão massa aí pra nós, deu a capacidade. Cara, eu tipo assim, Mas assim, teve um momento assim que eu tava tipo... Minha maior saudade da vida, se você pergunta assim: "Luan, qual é a sua maior saudade?" Pureza.
E a gente tem que lidar com o amadurecimento, é obrigatório. Chega uma hora que por mais... Véi, que tem gente que demora mais, tem gente que demora menos. Mas eu ali já com os meus 18 anos, eu já tava tomando conta da família. Muita família, né, muita responsa, muita pressão, mas não é nem sobre capital nem nada, tipo assim, graças a Deus, Deus é muito bom comigo, Deus ele é incrível e ele proporciona coisas certas, os shows é muita coisa, mas tipo assim, e o menino que eu não fui na infância?
O quão eu tive que amadurecer rápido, amadurecer não porque eu sou moleque ainda, mas tipo assim, o quão rápido eu tive que não pular etapas, mas tipo me obrigar a ter responsabilidade.
Você foi adulto muito rápido, né?
Muito cedo. Exatamente, aí chegou um momento assim, velho, que você fala assim: caramba, velho. Fica um buraco na cabeça, um buraco no peito, um buraco no coração. Você vai entendendo a maldade do mundo, você vai entendendo a maldade das pessoas, você vai entendendo o que que o... Você vai entendendo a maldade do mundo e você vai vendo que a vida não é um morango, né? Não é um moranguinho. Gostosinho. E aí, a terapia tá mais pra isso.
Mas você é uma pessoa muito ansiosa?
Ah, você tá falando que eu sou, mas ao mesmo tempo que eu acho que eu sou, eu não sou. Eu sou, mas não sou. Pra algumas coisas eu sou. Eu sou ansioso pra resultados. Pra resultados eu sou muito.
Pra dar certo, né?
Pra dar certo, pra fazer o pau torar. Porque eu faço as coisas com muito amor. E às vezes ali não é o que Deus quer no momento ali. E às vezes você pega, você vai com muita expectativa, Tipo, numa música, e às vezes a música não toma proporção que você quer, mas aí você lança uma lá assim, preocupação nenhuma, tipo assim, e papoca.
Você fala: "Tá bom, Deus entendia isso." E é isso aí.
Eu tenho vários desses papos com Deus. Falo assim: "Caramba." Tem hora que eu tô assim, querendo uma coisa, querendo uma coisa, querendo uma coisa, acontece uma coisa, cai uma árvore ali em cima do negócio, a TV cai, o negócio pisca, eu sinto um arrepio, um negócio assim, eu já faço: "Tá bom, Deus." "Entendi, tá legal, foi mal", sabe? E eu tô nessa, eu tô nessa, que a terapia me ajudou muito. Uma palavra assim que eu não gostaria de dizer, porque as pessoas me julgam quando eu falo isso, eu não gosto da pessoa que eu tava me tornando antes da terapia.
Terapia.
Aí a terapia ela tá me ajudando, sabe? Eu amava olhar para as pessoas e ver e me fingir de ceguinho mesmo assim, sabe? Tipo de falar assim, ó, essa pessoa pode estar querendo o meu mal, mas tipo eu não tô nem aí, eu quero viver, quero ser feliz, quero aproveitar o momento ali. E hoje eu não consigo olhar para todo mundo assim igual eu olhava antigamente, falar assim, uau, ele não quer o "Uau!" Sendo que já me falaram que quer, ou que a pessoa demonstra que quer, ou demonstra uma faltidade.
Você sente, o sentir tá aí, como que é? A intuição é um beep de graça que nós temos, é uma atualização grátis que a gente tem dentro do nosso software aqui, né? E eu falo: "Eu sinto muita saudade disso." E às vezes eu deixo de me gostar, às vezes por estar julgando. É para pegar e falar assim: meu Deus, por que que eu tô vendo maldade? Não era só eu chegar, botar para gerar, arregaçar igual sempre fiz?
Mas às vezes é um escudo, né? É uma defesa também, porque a gente já sabe o pior.
É sim, fica bem agoniado. Mas tô tratando isso e faço terapia, viu?
Quem foi que te indicou terapia? Quando você entendeu que você precisava assim, alguém te falou?
Meus amigos ao meu redor, meus amigos ao meu redor falou assim: viado, você tá ficando louco. Foi Foi mesmo, Draco, Félix, foi o primeiro, falou assim: "Mano, você tá enlouquecendo, você vai dar um burnout, você vai pifar." Aí teve um sintoma físico que você tinha? Total, Barretos 2024, Barretos 2024.
Daquele show que você falou que não tinha sintomas assim, que você sentia que, tipo, nossa.
Meu primeiro no palco principal, imagina o sonho de toda artista do mundo, cantar no palco principal de Barretos. Cheguei mais lá. Eu amo muito meu Instagram, velho, amo muito postar, amo muito meu TikTok, acho da hora para caramba que aquilo ali é uma ferramenta de interação com a minha galera, sabe, que torna a gente mais íntimo. Fui lá, tomei uma desgrama do shadowban do Instagram bem nesse meio termo, e lá dedicado, dedicado, fazendo um negócio, não vinha retorno.
Eu, misericórdia, meus fãs, meus fãs não recebem as coisas nem nada. Aí Peguei uma virose, tudo na mesma semana. Shadowban, virose, arritmia. Desencadeou uma arritmia em mim, minha ansiedade desencadeou uma baita de uma arritmia.
Ah, eu ia te perguntar isso, se tinha a ver com as aulas de saúde mental. Então tem total ligação.
Cheguei grandão lá no Barretos, graças a Deus, pra cantar numa caganeira. Tive que cantar de fralda. Fui, tive que cantar de fralda. Cheguei mal.
Mentira!
Eu tinha, tava na academia, perdi tudo, voltei pro fio do cabo.
Perdão, não pode rir, amiga.
Claro que pode! Hoje eu dou risada de boa disso. Cheguei pra fazer o show.
Tô imaginando o fio do cabo de fralda.
Foi sofrido, né, Zé? Aquele barreto. E aí eu sem força nenhuma, só saía a voz. E a bosta, ou uma equipe médica. Não, pode ir, pode ir, pode ir, já tá tudo certo. Uma equipe médica de prontidão ali para mim. Chegou o momento do show, quando eu fiz 50 minutos de show, minha pressão baixou, coração.
Mas não foi alguma virose, alguma coisa?
Não, também tava junto, tava tudo junto.
E nunca tinha tido ainda, não.
E aquela pressão na cabeça, não de cantar em Barretos, que eu tava pronto, Deus quis ali, eu tava, tava, minha ansiedade era para fazer acontecer, para entregar, sabe? Mas aí tinha tanta coisa, tanto trabalho, tanta— eu pequei com a minha saúde, eu não me alimentava direito, eu queria abraçar o mundo. Voz é sono, voz é descanso. Eu Aí eu fui lá, entreguei o que eu consegui entregar, saí de maca. Carregar tem uma história até engraçada.
Foi uns padres amigo meu assistir o show, né? O povo entrou em choque. Entrei branco, branco da cor dessa mesa aqui, ó. Lá pra dentro do camarim lá, tava eu, minha mãe, a família lá. E eu aqui, eu me tremendo. Tem até um vídeo que é tenebroso ver aquele vídeo. Eu todo me tremendo assim, com a boca branca assim. E eu só peguei e falei assim: "Chama os padres." Aí saiu meu assessor, o Draco: "Os padres, os padres, chama os padres, chama os padres!" O nego já achou que eu morri.
Queria dar a benção de um... Como que é? Um extremo unção. O povo já louvou, deu extremo unção, o padre chamou o Papa pra ressuscitar ele lá.
Meu Deus!
Fiz negócio aí, quase fui pro papoco. Nesse dia foi o dia que eu mais cheguei perto de ver Jesus.
E aí você foi pro hospital?
Fui pro hospital do Câncer de Barretos. Eles fizeram total um baita de um apoio, sou grato eternamente a eles Pedro, hospital de amor.
E aí o coração tava torto.
Tá todo torto. Mas o que que era?
Cabeça?
Ansiedade. Mas era uma crise de ansiedade?
Tive muito. E eu tinha, sei lá.
Pode ter sido.
É porque eu quando tive crise de ansiedade com o pânico, minha filha, eu também acho que eu ouvi Deus.
E eu tipo assim, e eu antes tinha um preconceito da pega com isso aí, de verdade mesmo, não me arrependo de falar isso, mas eu tinha um preconceito, eu falava assim, cara, eu tenho o meu controle, eu tenho meu Deus, eu tenho controle. Então Eu posso pegar, eu posso querer abraçar o mundo, eu posso não dormir, eu posso não isso, eu posso não aquilo.
Eu dou conta, eu dou conta.
Na verdade não dá, só tem que descansar. Como que o músculo cresce quando você faz academia?
Dormindo, descansando.
Sim. E eu tive que, ó, sabe o que eu acho também? É o fato de curtir o processo. Quando você tá muito sobrecarregado, quando você tá muito pilhado, você não consegue curtir o processo.
Mas aquelas amigas, eles não têm outra ou você faz o que você faz.
Sempre tem outra opção. A não ser que a gente viesse pobre, aí eu falo: "Não tem." Mas não tá pobre não, dá para dar um jeito.
Mas era o dia dele cantar em Barretos, eu entendo.
Não, esse dia sim, mas o resto, para chegar nesse dia teve um acúmulo antes, não foi tipo assim: "Ai, fiquei do dia para noite." Deixa a Doutora falar que ela sabe, que eu tenho CRM em Grey's Anatomy, eu posso falar.
Mas você teve de novo?
Não, mas ali já é rotina, né, ali é pressão também. Pressão de— eu tive esses dias de novo ali, mas foi um dia atípico. Fui para um show, né? Aí desci lá de avião, acordei tarde, não almocei, cheguei nas cidades do show. O que que eu fui fazer? Fui dormir, me alimentar? Não, vou gravar meus vídeos, meus conteúdos, aquelas cidades de praia.
Ah, mas também você pede, né? Você não descansa, né? Ah não, droga para eles.
Era realmente isso. Pode deixar que eu sirvo.
Obrigado. Minha mãe é 1,50.
Não dá. Aí eu fui pro show passando mal. Show tava um calor, tipo assim, tão desgramado assim, misturou. E o meu show é bem performático, você é bem teatralzão assim, canta, dança, pula, sai do chão foguete, cheio de fogo. É um calor desgramado assim. O tal frio que foi é calor. E esse dia tava muito calor, pressão baixou, misturado com já tudo, tudo do coração. Falei que hoje eu Eu não passo.
Você toma energético?
Café?
Parei. Nunca tomei café. Ixi, eu vou expor um negócio que a galera não vai curtir. Quando eu vou pra Minas fazer show em Minas, o tanto de café que eu ganho, eu falo que eu adoro.
Tá mentindo.
Eu falo: não é que eu... Hã? É, minha mãe adora, minha avó. Mas não é feio. Não é que eu tô mentindo. A pessoa chega toda fofa pra mim.
Do Cabo, né?
É, lá da nossa horta, da nossa roça. Eu falo assim: misericórdia.
Ah, você não vai falar: eu não bebo café, né?
Você fala: eu não bebo café.
Não, obrigado, vou dar pra minha mãe. A minha mãe, exato.
Agora eu tenho que começar a falar isso. Se eu pegar, fala assim que eu não bebo café mais, tipo assim, a mãe, eu dou, volto.
Mas energético você bebia?
Bebia muito também.
Nossa, mas faz mal mesmo, né? Você tá pedindo mesmo, que intimidade! Já tá pedindo mesmo, realmente. Vamos tá melhorando.
Mas não foi agora, tá dando mais ou menos, né? Não, só faz um tempinho já.
Tempinho quanto?
Nem um mês.
Faz sim. Ai, foi no show, não Sei lá quando foi, faz uns— quando lancei Lençol de Seda, janeiro ali, 2, 3 meses.
Vamos, que semana que a gente tá? Janeiro, é mais mês, amiga.
Que mês que a gente tá?
Janeiro, fevereiro.
A gente travou. Ah não, então faz tempinho. Ah, tá bom, melhorou então, tá dormindo melhor?
Tô dormindo bem pra caramba, tô tentando fazer academia, tô tomando uns negócio. E comida?
Tá comendo?
Pode falar. Tá tomando uns negócio.
Ah, pra tentar dar uma enxergada.
Então, aí não muda a voz? Você é uma mulher, amiga, porque mulher não tenta, é só serona, né?
Quando põe, amor, entendi.
Aí, mas tipo assim, bem regradinho, faço acompanhamento e tal. Eu tinha ganhado, tipo assim, primeira vez que eu falo sobre isso também, né? Mas eu acho normal, né?
Normal, se tiver com o médico, ok.
É, tá com acompanhamento com o médico e tal. Eu cheguei a 90 kg, eu tinha 60 e poucos. Agora eu já voltei, né, por conta da rotina, dei uma paradinha no de acompanhamento assim, e dei uma murchadinha, mas eu tava bem legal, tava bem pá.
E tem meta?
Não. 100kg.
100kg. É que você é muito alto, né? Gente, ele é muito alto, ele tem 2 metros de altura.
Eu tenho 60kg.
2 metros. 60kg?
É, não é?
Você tem 60? Eu tenho 63.
Ah, meu Deus.
Não, amiga, você deve ter menos.
Não tenho.
Ela desesperada, não tenho.
E daí?
Mas calma.
Tô me amando, beleza.
Você tá ótima, ótima. Oxi, mas essa, esse processo de ganhar peso, ganhar massa, você tem que ter muito, não, e também a questão da alimentação, né? Não pode pular a alimentação.
O meu lado ansioso às vezes não deixa eu comer, às vezes eu quero trabalhar, quero fazer os negócios assim. E aí eu tenho, aí teve um tempo que eu peguei firme, firme, firme, comendo 400 gramas de arroz por refeição. É 400, né?
Por quê?
Por refeição. Eu tava comendo, teve, eu peguei um mês assim, pressão, para ganhar massa mesmo. Aí treinando bonitinho, meu personal, ele quer me matar porque faz meses que ele não me vê.
Tô vendo que bonitinho, então treinando, personal vendo, tá bom, mas vai voltar, eu vou voltar agora, eu vou voltar, filho. Nossa, eu ansiosa, eu como tudo, ele também, mas eu sou igual você, não como nada, a fome some. Tipo zero, parece uma onjara natural.
Começa a ficar, sei lá, ansioso.
Eu também sou assim.
E ele falando, nem que você é ansioso no começo.
Ou por falar no negócio aí, pega os negócio para dar de presente para elas.
Nossa, e a gente tem a dinâmica.
Vocês, eu vou cantar a música antes porque o Felipe Araújo ele gravou uma música comigo que chama Body Splash, né? Sim, e ela é uma música, foi uma das músicas mais ouvidas do Brasil também. Deixa eu ver, deixa eu lembrar o tom.
Here I go, here I go.
Aqui. Aí aproveitei o gancho pra fazer a linha de perfumes do Luan Pereira, pra fazer a linha de perfume masculino, trouxe os femininos maravilhosos pra vocês. Era pra eu ter trazido mais, né? Mas a gente esqueceu.
Não, tá ótimo, ótimo.
E nasceu através dessa música.
Põe aqui.
Cadê?
Põe aqui na frente.
Faz direito, gente.
Deixa a gente fazer o marketing pra você. Põe na sua frente.
Põe viradinho que a gente vai gravar você cantando e a gente faz o speech como se fosse a publi do dia.
Isso, isso.
Aqui, ó, aqui para frente, para frente do dia.
Aqui, ó, perfume e o body splash. Chama?
Não, faz bonitinho, tá torto.
Tá torto onde?
É que ele tá torto, tá vendo o rótulo? Vira para cá. Aqui não tô aprovando, é sua cliente. Isso, melhorou.
Cowboy 3 e 15, esse aqui chama, é a versão black cowgirl.
Ai, tem inspiração a França?
Acho que não.
Não tem não.
É autoral?
É, acho que é autoral.
Adoro coisas autorais, quero sentir depois.
Vocês vai pirar.
Chique, vai, canta pra gente.
Troquei de lençol, troquei de colchão, mas de sentimento ainda não.
Ô mania que você tinha de dormir cheirosa, deu vontade de respirar sua pele agora, mas o seu perfume Só tá perfumando a minha memória. Deito na cama e na minha mente vi os flash. Você pelada, bonguifando, body splash. O poder da saudade é de dar medo. Eu sinto raiva de mim por cair na cinta do teu cheiro. Deito na cama e na minha mente vi os flash. Você pelada borrifando body splash. O poder da saudade é te dar medo. Eu sinto raiva de mim, porque ainda sinto seu cheiro.
Agora, caso a gente tenha o cheiro de verdade...
Você já deve estar, ó... Faz o cheiro, amiga. Faz o cheiro em mim. Deixa a câmera em mim, Arthur. Ele vai fazer, eu vou fazer.
Amiga, eu tô começando a acreditar que você vai cantar mesmo.
Ela vai, eu tô sentindo, eu tô sentindo.
Então pera aí, então você é cansada, tem que ser amigo que apoia. Amiga, eu vou, eu te apoio, vamos juntas, vamos juntas.
Dá para alguém?
Dá para ele?
Dá de presente para ele, amiga.
Eu já economizo o Dia dos Pais.
Você queria fazer o quê?
Faz cheio, eu quero sentir, eu quero abrir, eu quero dublar. Obrigada de nada.
Calma aí, é Body Splash, esse aqui é a mesma fragrância, o Body Splash É, é.
E ele, o Body Splash, se você chacoalhar ele, ele fica, ele sai brilhando.
Ai, mentira!
Fiz a lição de casa, moçada.
Vamos fazer unboxing, meninas.
Ó, eu vou abrir aqui, amiga. Se não quiser abrir o seu, abro o meu. Você sente do meu.
A outra entrando aqui, eu já sei por quê, né? Eu não posso, tá bom.
Ah, eu posso, ela tem exclusividade.
Ai, eu já, mas vai, mas vai, pode usar sem postar.
Mentira, para ter um tipo um—
eu tenho a minha própria marca de body splash, então eu adoro.
Então sente o cheiro aí, vê se você aprova.
Pera aí, mas esse aqui põe no—
embalagem linda, eu amei!
Põe no coisa ou é no colar?
Eu não sei não, é ótimo. Eu não sei não, eu só fiz. Nossa amiga, é gostoso!
É pressão, eu acho bom.
Nossa, gente limpa e cheirosa!
Nossa, quem tem agora, fala aí onde que compra.
É www.calboy3500.com e também todos os, como que é o nome, marketplace do Brasil.
Meninas, então você lançou sua própria marca, é isso? Depois da música?
Também, também depois da música a gente aproveitou o gancho.
Eu amei!
Eu, ó, gente, achei marqueteiro! A gente sentiu. Eu achei, eu achei bem marqueteiro.
Eu achei, eu achei um, posso estar muito louca, tá, mas eu achei meio um cítricozinho floral assim, dessa vibe meio floralzinho. Não é uma coisa tipo pesada, sabe? Não é aquela fragrância pesada.
É muito bom, viu? Nossa, eu sempre passo o tutorial.
Você passa no moletom, né?
O tutorial é o seguinte, igual eu faço canela, pega e faz assim.
Não é?
Faz assim, toma um banhão, aquele banhão premium que fala, né? Aí peladinho mesmo você passa o body splash assim, vai deitar peladinho e tchau, obrigado.
Bacana, ela deve estar escutando lá falando assim: cala a boca!
Nossa, tem zero cheiro de álcool, porque body splash na saída às vezes é muito alcoólico. Eu sou mega crítica. Tem, olha os brilhinhos, gente, que gracinha! Parece uma poção mágica. Hoje eu vou dormir então para o meu marido com o seu body splash.
Aí depois ele te conta se deu certo. E o nome foi você que—
foi todo um processo criativo baseado em mim.
Nossa, muito linda, né?
Qual é o nome forte?
É Cowboy 3500.
Muito bom.
Então, mas o que é 3500? Foi você que colocou?
3500, imagina, existe a RAM 3500, é a RAM mais potente, sabe? Aí tem a ver com o cowboy, é o tipo assim, é a potência máxima, Entendi.
Você... A gente não falou, sabe... Bom, primeiro a gente faz a dinâmica.
Vamos fazer a dinâmica.
Mas você não tem novidade?
Tem, vai vir álbum novo agora. Que dia que é meu álbum novo, gente? Dia 9, Off Road. Luan Pereira, Off Road. Já dando continuidade dessa música que é a Senta Pro Country, que é a última que eu lancei, né? Que é eu, Japenical, DJ, o MC Jacaré e o MC Tuto.
Você não cantou também?
Canta, porque é mais recente.
Ela é muito recente.
É a última.
Tá entre as mais ouvidas do Brasil, graças a Deus.
É isso, é?
Vai.
Deixa eu ver.
Gata.
Porque é no violão, né?
Gente, é dom, né, amiga?
E é nova, né? Então ele deve estar tipo assim: "Como que é mesmo? Como que você decora todas as notas de todas as músicas?" Oh, Pati Patricinha, cê tá de sacanagem.
Fala que hoje em dia falta homem de verdade. É porque ainda não conheceu o country, a pegada country. Gata tá perdendo tempo procurando na cidade o que você só encontra na roça. Sem cachaça, sem sentimento, tapa forte e voz grossa. Me chama no Instagram. Cê tá pro country, Paty, esquece o amor. Que capucá o tri-pate, sente o sabor. Só do peãozão que te faz sentir pressão. Bata, bata, batadão no banco do ranho, loucão. Cê tá pro country.
Aí vão vir mais 7 faixas totalmente dando essa essência do Luan Pereira das músicas bagaceiras, sabe? Que é a do tutu tutu. Vamos ter versões 2.0 de músicas. Vai ter a Hilux 2.0, vai ter a Han 2.0.
Que legal!
"Quentãozinho Gostoso", tudo nessa vibe de chapéu, de country, do cowboy. Vai ter uma música que vai ser um dos carro-chefes do nosso álbum, que chama "Pedacinho do Country", que ela é uma onda do "Todo Mundo Odeia o Chris", sabe? Ela é bem meio maluco no pedaço, bem na vibe do "Todo Mundo Odeia o Chris", ela é inspirada, até a produção é inspirada, não é?
Lógico.
Sim, mano.
Sim, super.
Tem feat?
Tem feat, vai ter os feats mais absurdos do mundo, assim. Eu vou falar o mais improvável primeiro. Luan Pereira, Rio Negro e Solimões e MC W na mesma música. Não pode, não enxergo. Ah, só para eu mostrar, né, que joga o celular. Ah, moleque, nós é country, nós pega o negócio aqui mesmo.
Olha isso aqui, essa música já foi lançada porque senão vai cair a live.
É, será? Não foi lançado. Então vou tocar no violão, é melhor.
Não, mas essa não foi lançada.
Pode um pedacinho?
O problema, se tivesse lançado, acho que isso é ser lançado, então pode, pode Pode ou não pode? Ah, pode então.
É porque se for lançado eles identificam qual é.
Ai, a gente liga pra eles e eles liberam.
É, ainda não foi, aí relaxa.
A gente liga lá pra vocês.
Olha a produção dessa música. Isso, tipo, exclusivo, amores.
Ai, tudo exclusivo, amores.
Aí também vai ter... Qual que é essa aí? Essa aqui é a do pedacinho do carro. Vai, vai. Já?
Vai.
Essa aqui é com o Carl Tribitt.
Ah, já gostei!
Hoje eu volto só depois das 6. Não precisa de tumulto, tem peão pra todo mundo, mas por favor, venha uma de cada vez. Vem, faz a fila pro peão, que hoje eu volto só depois das 6. Não precisa de tumulto, tem peão pra todo mundo, mas por favor, venha uma de cada vez.
Elas já sabem quem faz com pressão, começa com P e termina com A.
Muito bom!
Muito boa!
E ela vem aí, vem junto no... Pera aí.
Ai, vai quebrar! Ah!
Ela vem de novo, no caso, no segundo álbum.
Perdão, a gente solta tudo junto?
Vem, vão vir todas juntas.
E o clipe?
E vai ser, tipo, vai ser... Vão ser histórias. Essa vai ser a primeira história, né? Que vai ter tudo um enredo, é uma festa que a gente vai gravar.
Nossa, adorei essa vibe!
Uns negócios assim, né? Vai ser bem nessa vibe.
Adorei!
E vai ser uma virada de chave também Também no meu designer roupa.
Vai mudar a identidade visual?
Não, tá dando uma mudada. Nunca abandonaria o chapéu na vida, sempre com chapéu, sempre com botina, sempre fivela, os negócios. Mas vamos colocar uma coisa mais western, né, que fala um negócio mais, mais Nashville ali, mais um Texas, né? Bem nessa vibe. E todas as músicas vão ser nessa vibe, tons terrosos, mas tipo assim, totalmente bagaço, tipo, é dessa vibe, bagaceira, festa, rolo.
São quantas?
7, 8, com essa daqui tá vindo, 9.
E vai lançar uma por vez ou você vai lançar tipo tudo de uma vez?
Nossa, 9 de julho, 9 de julho, 9 de julho.
Você tem aí a do 9 do 7, galera, tá pertinho.
A do tanananana, já dá fazer o pré-save.
Ainda não, não tá disponível, mas logo vai estar.
E a gente pode ver tudo lá no Spotify, todas as plataformas.
Uai, gente, mas ele posta 6 reels por dia, então se você seguir no Instagram, você vai conseguir acompanhar exatamente quando sai o pré-save.
Porque nesse dia ele vai postar 8.
Isso.
Olha essa daqui, já tô dando spoiler.
Eu tô amando, eu adoro essa.
Essa aqui também tem referência de música gringa, ó.
—arrumar pra gente sair pra tomar uma cerveja, um vinho, um banho, sei lá. Cê já me provoca faz tempo, agora chegou o momento. Na rua escura, à luz do luar, o Coutry vai te pegar.
essa vai vir trend, eu acho, hein? Muita vibe de trend.
—só não vai me apaixonar. Já viu a música parecida, não já? Já. O Coutry vai te pegar. Cuidado, bebê, só não vai apaixonar. É tudo nessa vibe, nessa vibe bagaceira.
Adorei! Qual que é a importância assim do TikTok nesses seus lançamentos? Tudo! É o que faz acontecer, né?
É o que faz a galera abraça muito, a galera tchim assim, sabe? É um negócio assim tão absurdo que eu sou muito grato o tanto que os influenciadores Eles adotam minhas músicas. O conseguimento, né, da galera do Chapéu veio crescendo com bastante... E naturalmente, né? Naturalmente. Disso vem a Ana também, arrastando multidão. A gente sempre se encontrando, sempre fazendo muito trabalho junto, né? A gente tem esse carinho verdadeiro, singelo, um com o outro, assim. Eu tava lá em casa ontem, né?
Como você conheceu ela? A gente se conheceu na internet.
Ah, é? Ela já me seguia, a gente viralizou com a mesma música, A mesma música, ela lá em Sete Quedas, no MS, lá divido com Paraguai, e eu lá em Rosano com a mesma música. Eu fiz um vídeo da Vaqueira Apaixonada, viralizou. Ela fez um vídeo da Vaqueira Apaixonada, viralizou. A gente, depois de 4, 3 anos, a gente foi lá e regravou essa música juntos.
Que legal! Aí vocês se seguiam? Como é que foi?
No começo, né, igual eu falei, começou daí em cima um do outro. Daquele jeitão. Mas normalmente a gente entra na friendzone, graças a Deus, melhor coisa da vida.
Que não estragou a amizade.
Minha irmã, uma pessoa...
Podia dar ruim, né?
Totalmente, aquilo sempre dá ruim, né, gente? É sempre. É sempre dar ruim. Misturar trabalho com essas coisas, Deus me livre. E Ana, uma das pessoas mais importantes que a música e Deus me presentearam. Que legal, que bonito demais. Eu amo demais ela.
E vocês moram perto agora, né? Então... Vizinha praticamente.
Mora num condomínio. É que eu tô morando muito longe agora, loucamente longe. Eu moro no meio do nada.
Nossa, a gente quer fazer o Pode Entrar lá na sua casa. É só ir lá, ué.
Você deixa? Eu faço um churrasco lá para vocês.
Não, é a Rafa Uckmann que grava esse. Mas você não vai?
A gente não vai?
Ela quer apresentar.
Eu amo ela.
De mim ele nem perguntou, né? De mim ele nem tinha um. Falei vocês. Não, mas é porque Faz a tour na Casa dos Famosos.
Mas aí, por que que não vai vocês três?
Porque vocês moram legal. Obrigada, obrigada!
Mas a gente pode outro dia, por um rato que eu vou gravar, não sei, fazer você experimentar.
Tereré, eu tomo chimarrão.
Não tem nada a ver, chimarrão é melhor.
Ixi, disputa aqui, galera.
Não vou entrar nessa disputa aqui nos comentários, galera, de disputas regionais.
Vamos fazer dinâmica, amiga. O seguinte, a gente sabe que não, a gente preparou uma para você, que é o desafio do alô, que a gente sabe que cantor fica nessa, né? Alô, fulano, manda aqui um alô para o ciclano, manda um alô para o meu primo. E a gente tem várias situações aqui, você vai olhar para aquela câmera, sua câmera, e mandar alô. Vai, primeiro manda um alô para o Natan, que falou que ia esquecer a ex em 2025 e até hoje não conseguiu.
Alô, Natan, um abraço para você aí. Toma cuidado aí, que esse negócio de ex aí, viu, tem que tomar cuidado. Não sei o que falar não, velho. Como que é aquele negócio que eu falava? Não vou falar não, é pesado. Eita, próxima!
Ele repensando. Manda um alô para Mariane, que disse que vai dormir cedo, mas tá online até 3 da manhã. Eita, Mariane!
"Mariane, vai dormir cedo, tá online até 3 da manhã." O que que na verdade é pra eu falar? É só pra mandar alô?
Tipo assim: "Oi, tudo bem, Luan?
Manda aqui um alô pra minha amiga Mariane, que ela disse que vai dormir cedo, mas ela tá online aqui até 3 da manhã." "Oi, Mariane, vai dormir e vai correr atrás de macho." Deve estar atrás de macho essas horas, no telefone, né? Isso foi um bom aluno. Foi um bom aluno, foi.
Manda um alô pro Vitor Hugo, que prometeu começar a dieta toda segunda-feira.
Tá igual eu, tá igualzinho você.
Ô Vitor Hugo, tá na mesma prateleira. Vitor Hugo, um beijo pra você. Até 2028 a gente imbica numa dietazinha.
Manda um alô pra Ana Luíza, que jura que só vai tomar uma cerveja.
Jamais tomará, jamais. Ana Luíza, ela tem um beijo pra Ana Luíza, que eu tenho certeza que ela só vai tomar uma cerveja, mas depois que ela toma uma cerveja, ela ativa uma outra pessoa que bebe sente muito dentro dela assim. Aí já não é ela, ela tá certa. Um beijo, Ana Luísa, seu coração.
Agora você, eu sei, manda um alô como se estivesse narrando uma partida de futebol.
Ixi, narrando a partir de futebol, mas para narrar um rodeio.
Alô, galera de cowboy!
Alô, galera de peão! Um beijo para a Aques Acessoria, da minha linda, querida Camila. Mas aqui não tem o nome, né? Por isso que eu tô mandando para Camila ali, ó.
Beijo, meu amor. Pronto. Manda um alô para o namorado que esqueceu a data de aniversário de namoro.
Aí é pesado, viu? Aí é bem pesado, meu amigo. Um alô para você, se tiver precisando de moradia, tem uns, a gente tem uns prédios aí para alugar, tá bom? Fica à vontade, porque na sua casa, na sua cama, você não dorme.
Como que você é com data? Vocês esquecem certinho? Sou bom de data.
Não esquece as datas importantes? Não, não Eu procuro me esquecer. Agora eu tô meio que consequentemente desses negócios aí de ansiedade, não sei o quê, eu tô tomando uns remédios pra ficar relax, sabe? Aí de primeiro impacto assim dá um... A cabeça fica meio aérea, né? Fica vazia, a cabeça fica vazia. Eu sou medicada também.
Tamo aí. É bom, passa com o seu psiquiatra pra você ver se você precisa também. Mas não procura muito, procurar vai achar, né? Todo mundo procura, acha.
Foi o médico que me indicou. Médico, tô no médico, não tomo por conta própria, galera, para não ter coisa assim, não.
Não, tá doido? Vamos ver as perguntas da galera para você.
Bora! Adoro! Cadê? Cadê? Ah, tá chegando as perguntas, mas tá ligado aqui, tá vendo as perguntas que vocês mandaram lá na caixinha que a gente abriu? Já começou o Mercúrio retrógrado? Ai, amiga, não sei essas coisas.
Ó, tá vendo? Deu pau! Olha lá, outra Não, não, não tá. Só deu barulhinho e não— pera aí, vou desligar e ligar. Pronto, vamos ver se agora vai.
Tamo aí, galera, tudo ao vivo. As pressão aqui, galera, é isso. Olha pelo lado bom, parou a batedeira ali, né?
Só porque a gente tá— nossa, o povo cansou da obra. Não, tá chegando o barulho. Não, não é aqui. Minha. Não, ó, tá chegando só o barulho, não tem e não parece nada aqui. Você tá achando que a gente não sabe mexer, né, Bruna? Olha aqui, tá dando pau mesmo, gente. Isso aqui é a Bruna, sigam ela.
Aí, aceitar. A gente era burra, tudo fazia sentido.
Tira a sua notificação, tá sem notificação, será?
Tá, burras, vamos, gente. Já compôs uma música e desistiu de lançar?
Vixe Maria, se sim, canta um trecho.
Nossa, ô, quem mandou isso foi ótimo.
É que tem muitas, são tipo assim muitas. Eu tenho muitas.
Tem algum que marcou, que você falou: nossa, deixei pra lá? Sim. Nossa, olha, mas ele lançou e não lançou. E mais, por que que não lançou essa daí que você adora?
Porque não era, eu acho que ainda não é o momento. São vários problemas, Gostaria, tipo assim, o resto do programa ter cantando músicas minhas que eu amo e que eu não lancei.
Então vai essa de primeira assim, quero saber.
Eu vou cantar do... Eu canto a da Conveniência lá ou a da... Alguém no Banheiro do Chuveiro lá. Do Chuveiro, né?
Os neurônios deles estão funcionando, os nossos não entendeu nada.
Essa música ela é baseada em fatos reais, né? De uma fase bem ruim da minha vida. Da minha vida assim.
Então vai lançar, fazer ruim sempre sai música boa.
Fazer bem tipo assim, bem chata assim, de putariazada assim, sabe? Muito ruim, camas vazias.
Ah, tá, é porque ele é romântico, amiga. Ele é romântico, ele não tava na fase boa para ele. É difícil pegar morro.
Alguém no banheiro, embaixo do chuveiro, que tava em cima de mim.
Que fase horrível, velho!
Ele fez todo um negócio falando que tava numa fase horrorosa, no banheiro, no chuveiro, que tava em cima de mim.
Essa, essa vi, essa vi é foda, velho, essa vi é foda. Posso, posso começar de novo?
Pô, eu achei que era horrível, tava em cima de você. Que dó, cara!
Mas você vai entender. Desculpa. Você vai entender.
Desculpa, eu chorei.
Agora eu vou conseguir cantar certo, vai. Tem alguém no banheiro, embaixo do chuveiro, que tava em cima de mim.
Eu não vejo a hora dela falar: "Vou embora." E eu pensar: Até que enfim, mais uma vez, minha cama provou o corpo de alguém que nem sabe quem sou. Mais uma vez, minha pele sentiu a unha de alguém que me marcou e sumiu. Às vezes eu queria uma ficada que ficasse pro outro dia. Ser solteiro é uma rotina Cansativa. Bebe, beija, cama, tchau. Fica bem, fica mal. Dói saber que amanhã vai ser igual. Bebe, beija, cama, tchau. Fica bem, fica mal.
Ela só queria, às vezes eu queria, uma ficada que ficasse pro outro dia. Ser solteirão, a rotina cansativa. Bebe, beija, cama, tchau. Fica bem, fica mal. Eu só queria uma vida normal. Ah, ah, ah, ah, ah. Eu só queria uma vida normal. Profundo, sim.
Errei, errei, errei, fui moleque, pré-julguei. Muito profundo, muito profundo. Desculpa. Não, mas você precisa lançar.
Deixa eu te falar, dá pra montar a nona música desse álbum?
Não, põe nesse álbum, por favor.
Não dá, não dá.
Não, por nós. Mas é porque, tipo assim, ó. Muito putz putz.
Mas aí o povo não entende.
O cara que pega todo mundo, uma hora cansa. Combina com algo.
No meio do ano, a gente já tá quase no meio, no meio já. No meio do ano. No final do ano vai vir um DVD do Luan Pereira. Inclusive, vocês vão estar convidados, vai chegar um lindo convite pra vocês.
Ai, com certeza.
Que é um DVD bem cult road assim mesmo, bem de músicas cult road, nessa vibe.
Não, mas tem que ter essa daí, meu.
Mas essa é muito boa. Galera que tá vendo a gente, vocês gostam de música com história?
Sim! O que aconteceu comigo?
Ai, adoro! Conta! Desculpa, emocionei-se.
Vai ter. Ontem eu fui dormir quieto e acordei calado. Dormi de costas, na verdade nem dormi, passei a noite em claro.
Você tá se perguntando o que aconteceu. É que ontem eu conheci um conhecido seu.
Foi corno? Foi.
No Ecoveniense, a cidade pequena onde todo mundo conhece todo mundo, do nada eu escuto um cara conversando Ali com um amigo e chorando muito. Eu escutei seu nome, a cor do seu cabelo e cada detalhe que só você tem. Ele desabafando que o amor da vida dele era o meu amor também.
Chorei vendo ele chorando, desconhecido pra mim, pra você nem tanto, né?
Eu também sou corna, eu também sou corna, entende? Não do meu marido, mas já fui. Mas pode falar uma coisa? Pode ser por isso também?
Uma pessoa sem chifre e sem boleto pra pagar não passa de uma criança, né? Pura pureza. É verdade.
Gente, mas juro. Mas eu nunca descobri, deve ter esse motivo.
Não, mas sabe o que eu tô te falando?
Não, eu tô falando da vida toda, gente, que que é isso, né?
Sim, sim. Mas sabe o que eu fiquei chocada? Que essa sua situação aconteceu comigo, eu era menina. Você era? Ai, você traiu? Não, mas é que eu não era namorado, né? Foi assim, foi com ele inclusive, mas ele sabe porque ele ouviu, né? A gente só ficava, ele ficava com várias, aí ele tava numa festinha, ouviu meus amigos falando: nossa, vi, tava ontem com um menino lá, né, na casa dela, não sei o quê. Ó, na hora deu ruim para mim.
"Vou casar, filho, vou casar agora." Tem uma música que eu gravei no meu DVD que ela já é outro lado, é o lado que eu fui sem vergonha.
Tem que ter também, né?
Tem que ter. Gente, mas olha aqui, eu amei essas duas músicas. Eu amo.
Nossa, mas eu acho... A do chuveiro, do chuveiro.
Como começa ela?
Nossa, mas por que você não lança?
Essa aqui não tá lançada.
Essa aqui tá lançada, essa que eu vou cantar agora tá lançada. É uma das minhas músicas favoritas do meu DVD.
Mas você fica guardando assim, difícil pra nós, nunca mais a gente vai ouvir.
Essas duas músicas Muito boa, amiga, mesmo assim, muito boa.
Quando eu tô aqui, eu deito do lado de um, com a cabeça em outro. E quando eu tô lá, eu lembro que tem alguém em casa que não dorme enquanto eu não chegar.
Ai, pesado. Já odiei.
Odiei essa obra também que tá causando.
Eu carrego o peso da culpa de amar mais que um e tá ficando estranho.
Ah não, agora eu não gostei.
Ultimamente ela me pergunta por que eu demoro tanto no banho. Pergunta. Eu tô no box do banheiro chorando no chuveiro tentando esconder meu novo amor do meu amor, pensar no medo. Eu tô no box No banheiro, chorando no chuveiro, tentando esconder o que ela ainda não viu, que esse olho vermelho não é só do shampoo que caiu.
Ainda bem que você mudou, né? Não é a mesma pessoa.
Graças a Deus, tô longe disso.
Mas é Pat Rice? Muito novo, né? Você não sabe?
Faz tempo, eu era adolescente. Não era adolescente. Você é fácil de me contar mentindo.
Era assim, era adolescente, viu?
Ele praticamente, ele tem 22 anos. Tipo assim, foi ontem a adolescência dele. A adolescência do homem acaba quanto? Eu acho que com 30, nem isso, 35, 40.
Me pôs no assunto do cribico. Olha o debate.
Ela tá pensando aqui, refletindo.
Fiquei em choque com essa música. Essas músicas são... Acho que é essa aí, você nem precisa lançar.
Já tá lançada.
Essa aí... Calma. Tem que representar, né?
Você deixa ela bem pra lá, essa sua música aí.
É, ela é o lado B do outro DVD.
Não tem nem dancinha, né, dela. Não tem. Que bom. A outra, a outra é enciumada.
Gente, mas a gente nem precisa falar, mas... Duas mulheres, duas mulheres.
Desculpa, mas acontece. E precisa ter músicas que representem também, porque tem gente vai se identificar, os vagabundos. Tem muitos vagabundos nesse mundo.
Se tem gente que é corno, tem os dois lados, entendi. Mas eu acho que tem que lançar aquelas duas. Pesou o clima, baixou aqui. Não, olha aqui, lança aquelas duas, a gente vai fazer uma, uma—
A gente vai lançar, vocês podem ter certeza.
Por favor, sério, hashtag. Eu vou ter que ficar voltando essa live aqui pra ficar ouvindo.
Mas vocês podem ter certeza que vai ser lançar elas.
Elas ainda vão ser lançadas. No momento certo. No momento certo. É isso.
"Com quem você sonha em fazer uma parceria musical?", mandaram aqui.
No Brasil, eu sonho muito em gravar com quem? Eu tinha muito sonho em gravar com Luan Santana. Deus realizou. Gosto muito do Gustavo Lima, acho ele muito referência, um cara imponente e super talentoso que eu me identifico em muitas coisas com ele e a gente a gente tem uns papos muito legais e um trabalho resultaria uma energia maravilhosa porque eu não gravo, tipo assim, consequentemente você grava, tipo, pode surgir uma grande amizade através de uma gravação, mas eu fico muito mais confortável em gravar com pessoas que já são próximas de mim, que já formam, que já tem a essência.
Por exemplo, eu tenho 3 músicas com o Mioto, Eu tenho 2 músicas com o Rufy, eu tenho 10 músicas com a Ana. Eu repito os meus feats porque deram certo. E porque é muito além da música. É amizade, né? Amizade. Eu acho que conta muito.
Com certeza. E o Gustavo Lima?
Então vai chegar a música perfeita.
Vai, vai chegar, vai chegar. Pode ser uma dessas mesmo, quem sabe? Pensou? Nossa, eu achei. Eu tenho muita vontade de gravar com a galera, tipo, um Peso Pluma. Amo Peso Pluma.
Você não tem ciúmes das suas músicas? Músicas? Porque se eu tivesse na sua pele, eu não ia querer dividir com ninguém essa música, eu ia querer só para mim. Será que eu sou egoísta?
As pessoas, sabe que já me perguntaram isso? Sabe que já me perguntaram?
Ah, é porque é muito, amigo, e divide multiplica.
É tipo isso, na minha cabeça eu acho que me abençoaram muito e eu acho que tipo através das minhas canções assim, eu já, Deus já me deu oportunidade de abençoar muitas vidas assim também, de pessoas que estavam, tipo um Kaique Felipe da vida, primeira música que eles lançaram assim tipo depois de reviravolta na vida deles, depois que eles estavam focados só na composição. Aí desfocaram, não é que desfocaram, mas tipo assim, falaram assim: "Vamos pintar o artístico mesmo." Lançaram "Assaveiro Comigo", foi número 1 no Brasil.
"Traia Véia", tinha acabado de lançar a "Currufe" lá, muito boa lá e tudo e tal, tinha que dar continuidade. Fui lá e escrevi "Wi-Fi", pegou número 1 no Brasil também. E assim sucessivamente, eu acho que o sol brilha pra todo mundo, né? Eu acho que é por isso Acho que por isso que Deus tem essa broderagem comigo, assim. Sim, tá certo.
Eu escutei uma frase uma vez de uma professora minha na escola, nunca vou me esquecer, que eu levo muito isso comigo, que é: sozinho você chega rápido, mas em dupla, enfim, com mais gente, você chega mais longe. E eu acho que faz total sentido, né?
Porque acabaram comigo com a minha pergunta aqui. Confidão, né?
Não, mas eu acho que faz total sentido.
Mas eu queria abrir uma coisa, só uma dúvida, porque eu Eu tenho um pouco de ciúme das coisas que eu amo, entendeu? Mas tipo... Você aposta tanto que você fala: "Não, isso aqui é meu." Eu consigo, nossa, tem um apego, entendeu?
Ah, uma asseguração.
Eu, no meu caso, assim, quando eu vou lançar uma música, quando eu acredito muito, eu quero colocar um feat. Quando eu, tipo, fico meio: "Ai, será?" Eu não boto feat.
Ah, é? É. Nossa, você não acredita em você sozinho?
Acredito em mim sozinho, mas tipo... Ah, é mó rolê, é coisa de...
Mas eu entendo, tipo assim, o negócio é tão bom que vai expandir mais, né? É, eu que sou ciumenta mesmo, vou tratar isso na terapia. Sim, por favor, eu não sabia qual era ciumento. Quer ter quantos filhos? Qual nome você colocaria? 3, 4.
Tem nome na cabeça assim? Tem. Eu e a Vi, que a gente fala muito que a gente quer, quando a gente, Deus for abençoada, a gente ter os nossos filhos, né? E se ele permitir, ele vai permitir, em nome de Jesus. A gente tinha falado de Angelina, a menina Angelina. E qual que é o nome do menino?
Téo. Mas são 4, né? Tem que ter mais.
Aí vai pensando com o tempo, né? Já tem os primogênitos.
Eu adoro Angelina.
É, já tem do casal. Achei chique. Nós temos dois cachorros, né? Tem o Jorginha e o Alfredo.
Já tem nome de gente, que fofo! Qual o seu maior sonho atualmente? Meu maior sonho atualmente?
Ai, são tantos. Eu acho que o errado às vezes do artista é se contentar. Tem que ser grato, mas seu coração ainda tem que sonhar como uma criança. Sabe? Tem que sonhar como o menino que começou. São inúmeros assim, mas eu acho que um sonho assim dentro do meu coração mesmo é fazenda pessoal. Um sonho pessoal vai ser uma fazenda. Eu tenho muita vontade de adquirir a minha fazenda.
Mas vem aí, né?
Não, tá vindo, tá perto, tá aí juntando, estamos juntando. Parcela, parcela.
É bom dar parcelada, Mônica tem mais de 10 casas. Eu tô brincando, umas 4, 9, para, 10 é muito. Nossa, 5, amiga! Ela é boa de imobiliário, ela pode dar dica. Sim, tem 5 mesmo, nem é mentira.
Eu quero, perdão, perdão do que, socorro, esqueci que esse é meu papel aqui, hidratar a garganta.
Eu tomei a garrafa d'água todinha, agora a gente também. Ah tá, agora vai, eu quero ver os outros dizendo que eu não Eu, para arrebentar com tudo, eu tenho, eu tenho, acho que crônica de pedra no rim, sabia? Vira e mexe, vem uma. Eu fui fazer o Danças Famosas, né? Eu tive que sair dançando por causa de pedra no rim.
E diz que é uma dor surreal, né?
Meu Deus do céu, é um negócio assim que não—
ixi Maria, diz que compara, dói só de lembrar. Eu vou falar, compara, né, com a gripe masculina.
Essa dor é verdade, é igual. Semana passada tava gripado, velho, não levantei da cama.
Meu marido tá gripado em casa. Tadinho. Ô meu Deus, tá morrendo, é o fim do mundo. Ah, vamos lá.
Eu acho que essa aqui, ó. Qual música sua tem um significado especial pra você?
Significado especial? Eu vou dizer Adentro da Hilux, porque foi um negócio assim que meteu a cara do Luan Pereira mesmo assim. Falou assim, tipo assim, ou tipo, botou minha cara em, tipo, já tava em todo lugar assim, mas acho que veio com uma pressão a mais assim de galera mesmo, da galera realmente mergulhar. Acho que furou todas as bolhas, né? Isso, até o momento. Mas eu ainda tenho, com fé em Deus, assim, né, porque a gente tem as nossas metas, né, e tal, e deixo registrado aqui que eu ainda tenho certeza, né, fé, na verdade, além da certeza, eu tenho fé, né, que a fé ela vai além da certeza.
Eu ainda vou ver uma música bem marcante da Hilux, Coisa da minha vida. Com certeza. Não sei se é aqui no Brasil, se vai ser fora, não sei como que vai acontecer.
Mas nem começou ainda. É, tá só o comecinho.
São 4 anos só.
Caraca, só 4 anos.
Eu sinto que você vai surpreender ainda, sabia? Amém. Tipo, com algo que você nem imagina que vai bombar muito assim. Você fala: "Nossa, talvez um ritmo diferente". Não do que você faz, mas que bombaram muito. Eu acho ainda, porque sua voz ela oscila em lugares que arrepiam.
Igual quando eu era criança.
Não cabe em todos os lugares, né? É muito bom, sobe, desce, vai e vem. Muito bom. Você pensa em carreira internacional?
Eu quero cumprir o meu papel aqui, quero muito cumprir o meu papel aqui, quero, porque consequentemente o Brasil é gigantesco. Então Então você chega às vezes numa cidade lá no norte, lá muito longe assim, às vezes que tem um tipo de cultura que não compactua com o que eu vivo, com o que eu canto, sabe? E talvez não chegou lá ainda. Quanta gente que é muito estourada que às vezes eu chego lá, tipo, que é muito estourada, tipo aqui em São Paulo, lá no Rio, você fala: "Chega, você conhece fulano?" O pessoal não conhece.
Então isso Pode e acontece comigo em alguns lugares. Quero cumprir meu papel aqui primeiro, quero expandir tudo que eu tenho para expandir aqui nos quatro cantos do país, no que Deus proporcionar para mim. A gente tem muitas vontades, mas eu sempre entrego na mão dele e tenho, e sei que vai acontecer, sabe? Só depende de quem? Depende de Deus que já deu o caminho e agora falta eu caminhar nesse caminho. E tempo também, né?
Acho que não precisa ter pressa, dá para curtir o processo.
Dorme mais, come melhor, treina. Porque quando você se tornar pai, sua saúde vai...
Eu tomei um pé de rabo de graça aqui.
Sim. Você viu? Agora, né, tamo em casa, então não tô nem falando. Mas é, quando você virar pai, meu filho, aí você vai falar: "Nossa, realmente a saúde é tudo." É. Porque você não vai ter tempo pra ficar doente não. A gripe masculina com filho...
A gripe masculina... Não tem peso.
Os filhos são mais pesados, entendeu? Tipo assim, de cuidar, tem que levantar e ir.
E já era. É isso. Quero ter essa sensação na minha vida. Sonho muito com isso.
É muito bom. Ter filhos é a melhor coisa do mundo. É verdade. Sempre foi meu maior sonho e realizei.
Você sente falta assim de algo antes da fama?
A pureza. Pureza. Tem vez que aí o Draco pega assim, vira e mexe no celular, né? Aparece umas lembranças assim, né? Da... Das fotos assim, né? Aí tem "Ele tirando foto minha assim, olá." Produzindo, né, eu produzia as músicas assim, no GarageBand do celular. Gravava o próprio violão, fazia os próprios negócios lá. E fazia os meus vídeos, né, já era diferente, porque ninguém fazia isso. Fala assim: "Caraca, mano." Aí nós era tipo assim, a pureza da felicidade, nós não sabia.
Nós achava... Não que não seja maravilhoso tudo isso que eu vivo, que a gente vive. Tem seus prós e seus contras. Tem muita coisa que é difícil, e vocês que estão no meio, vocês sabem. Mas tipo assim, sou grato, só grato.
E ele trabalha com você há muito tempo então? Desde sempre. Ele é de lá também, do interior?
Ele é de Cuiabá. Fui pegar ele lá do Cuiabrasa, o lugar quente. Sempre que eu vou cantar no Mato Grosso, eu passo mal de calor. Mas é bom demais.
E o que a gente pode esperar então este ano, além de um álbum que vem dia 9 de julho?
Além do álbum, vai vir DVD do Luan Pereira até o final do ano. Vocês podem ter certeza. Numa nova roupagem, numa roupagem óbvia.
Eu quero ir! Óbvio que vocês vão. Vai ser aqui em São Paulo?
Não. Creio eu que não. Porque a gente vai explorar mais o lance rodeístico, mais o lance assim... Eu quero, tipo assim, não contei pra ninguém ainda. Mas vou contar aqui. Eu quero explorar um lance... Olha aí, minha ideia tá registrada aqui. Se alguém fizer, eu vou denunciar por plágio.
Eu tô com medo de alguém copiar.
É que ele é fofoqueiro, ele não se aguenta, você tá vendo?
Não, mas não é isso. É que eu vou fazer... O meu DVD vai ser um rodeio. Não é que ele vai acontecer num rodeio. Ele vai ser todo lance teatral, todo lance performático mesmo assim. Enquanto eu tô cantando vai ter boi pulando, enquanto eu tô cantando vai ter rainha de rodeio lá dentro, enquanto eu tô cantando vai entrar cavalo no cutiano, etc. Que legal! Eu quero que seja um evento, pra isso futuramente se tornar. Tornar algo que eu posso levar pra estrada, sabe? Uma label.
Exatamente. Arrasou! Empresa! Gente, você é muito empresário. Ai, Deus!
Tamo aí aprendendo.
Pensando em tudo, né? Muito legal.
O talento já veio, que é o mais difícil. Vivendo e aprendendo.
É o mais difícil.
Já tem de sobra, então o resto vai aprendendo.
Vivendo e aprendendo, curtindo a vida, família, saúde, descansando um pouco mais.
É isso! Muito obrigada, viu, Pedro?
Eu tô muito feliz, foi muito muito mais, eu achei já ia ser legal pra caramba, já sei que tipo assim, e foi muito mais legal do que imaginava. Que bom, eu amei também. Milhões assim, sabe?
Muito legal te conhecer, foi muito leve mesmo, foi muito legal. Você é muito iluminado assim, passa uma luz muito boa também, não foi?
E vocês também, e a gente vai se encontrar muito aí.
Com certeza. E, gente, agora a gente vai lá no TikTok dançar. Vamos, let's go! A música dele, a música nova.
Eu espero que a gente consiga. E você vai lá republicar. Exatamente. Ela vai dançar aí também.
Você vai lá dançar e faz o seu vídeo.
Me irrita não, hein, uma hora dessa.
Faz direitinho aí. E desculpa por essa obra, a gente não sabia.
Mas ele cantou, né?
Mas eu acho que foi o charme.
Foi um charme. Um barulhinho ambiente, né? Me desculpa, viu, gente?
Tenho certeza que talvez tenha sido o único programa que teve essa obra. Eu acho que sim. Então vai ficar pra sempre.
É, você viu só?
Quando vocês forem falar assim: "Nossa, aquela obra", você vai lembrar de mim.
Lembra quando o Luan foi lá, que tinha aquela obra? Obrigada, gente. Beijo, se inscreva no Imaginal. Tchau!