LUISA ALVARENGA E GUILHERME GONELLA - PODDELAS PODCAST #556
Eles vivem uma história de amor acompanhada por milhões de pessoas e por isso é o casal perfeito para um episódio especial. Tata e Viih recebem Luísa Alvarenga e Guilherme Gonella para uma conversa sobre amor, fama, inseguranças, redes sociais e carreira.Eles contam sobre o início da história deles, os desafios de viver um relacionamento público, a pressão da internet sobre os casais, as inseguranças que quase ninguém conhece e o que aprenderam construindo uma relação tão forte.Prepare-se para rir, se identificar e talvez até mandar esse episódio para alguém que você ama.Feliz Dia dos Namorados!#PodDelas #LuisaAlvarenga #GuilhermeGonella #DiaDosNamorados #Podcast #Casal #Relacionamento #TataEstaniecki #Amor #PodDelasPodcast #LuisaEGonella #Internet #CasalDaInternet
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Tata Estaniecki
Viih
Guilherme Gonella
Luisa Alvarenga
- Sucesso e FamaInício do relacionamento · Relacionamento público · Pressão da internet · Inseguranças · Carreira e redes sociais
- Bungie e MarathonTreino para maratona · Pace de corrida · Riscos de alta performance · Batimento cardíaco
- Morando juntos e TDAHMudança para São Paulo · Descoberta do TDAH · Tratamento medicamentoso · Dificuldades de convivência
- Relacionamentos e CasamentoExposição nas redes sociais · Lidar com haters e fofocas · Limites de privacidade · Casamento e filhos
- Trabalho com artistas famososCampanha da Versace · Encontro com Dua Lipa · Desfile em Cannes · Interação com Lewis Hamilton
- RelacionamentosPrimeiro beijo e namoro · Pedido de casamento · Filhos e nomes · História de casamento da Vitória
- Problemas de saúde na viagemUnha encravada e infecção · Tratamento médico na Europa · Viagem para Londres, Barcelona e Amsterdã · Imunidade baixa e febre
- Diferenças de personalidadeDiferenças de personalidade · Vulnerabilidade e sensibilidade · Ceder em conflitos · Signos e compatibilidade
- Controversias e polêmicas na internetDistorsão de fatos · Críticas sobre aparência · Lidar com comentários negativos
- Esporte e Qualidade de VidaPressão por performance · Esporte como refúgio · Liberação de serotonina
- Traicao ConjugalPerda de aliança · Publicidade de aliança · Planejamento de casamento
- Cultura e Liderança em Alta PerformancePressão por performance · Riscos de alta performance · Batimento cardíaco
Voz A:Oi, gente! Tudo bem com vocês? Por aqui, tudo ótimo, né?
Voz B:Quintou!
Voz C:Quintou, e amanhã?
Voz A:Dia dos namorados! Nossa, a gente vai falar muito sobre isso, né, neste episódio. Tudo a ver com os nossos convidados, inclusive. Mas, ó, deixa eu falar uma coisa pra vocês. Muito obrigada, tá? Mais um Pod Delas Podcast ao vivo, quinto! Já compartilha esse vídeo aqui pras amigas, pra família. Pega a pipoca, vem assistir, que estamos por aqui, tá? Já vai mandando perguntas também no chat, que eles vão responder. Manda tudo aí. A gente abriu uma caixinha de perguntas lá no Instagram do Pod, @poddelas. Então vai lá mandar perguntas, engajar também. Obrigada! E aquela humilhação de sempre pra você se inscrever neste canal. Tá? Obrigada. Se você tá assistindo a gente pela TV, pega seu celular e se inscreve. Porque todo mundo quer assistir na TV e não se inscreve, tá? Então vai se inscrever agora. Obrigada.
Voz B:Você sempre fala isso, amiga. Mas sabia que eu nunca assisti nada pela TV?
Voz A:Eu só assisto YouTube na TV.
Voz B:Nossa, gente, será que é minha geração que não vê?
Voz A:Ou... Nossa, gente, vai começar o quê? Eu não tô entendendo. Ela tava agora falando que ela tem 20 e poucos e eu tenho 32. A gente não tá falando...
Voz C:Não, tô zoando, galera, tô zoando. Não tem nada a ver, tá?
Voz B:Só pra zoar com a cara dela, que eu adoro.
Voz A:Vitória...
Voz B:Tô brincando, gente. Se inscreve no canal, segue nas redes sociais, @poddel, @vitube, @tatá.
Voz C:Entendeu?
Voz B:Tá precisando, coitada da senhora.
Voz C:Tô brincando.
Voz A:E antes de apresentar as nossas convidadas de hoje... Já chegou? Gente, que rápido!
Voz B:Amiga, eu tô voando!
Voz A:Eu tô chocada, chegou agora! Deixa eu falar uma coisa, vou até colocar aqui então. Amiga! Deixa eu falar uma coisa, gente, porque se tem um app que eu abro quando eu quero resolver um look, uma make, ou aquele produtinho assim que me salva no dia a dia é o Mercado Livre. Porque todo dia aparece um motivo novo, né. Às vezes é um rímel que acabou, um batom pra levar na bolsa, um corretivo, um produtinho de cabelo, uma blusinha pra sair, um tênis confortável. E quando você vê, já tá aqui, ó, horas no app do Mercado Livre enchendo seu carrinho, tá.
Voz B:Gente, é muito real isso, tá. Parece que tem sempre alguma coisa que vai facilitar a sua vida. E pra mim, que vivo na correria, literalmente isso conta muito, tá. Tem dia que eu preciso de uma maquiagem pra levar, realmente, uma roupa extra, um acessório, uma escova, um produto de cabelo, enfim. Ou até quando eu preciso de algo para os meus filhos mesmo, né, algo para casa, um item de decoração. No Mercado Livre, gente, dá para encontrar tudo, tudo isso de um jeito muito prático. E que a gente tá na véspera do Dia dos Namorados, né, então assim, aquele momento perfeito para dar uma última olhada aí no Mercado Livre, tá, para garantir o presente desse dia tão especial.
Voz A:E tem as melhores marcas, tem frete grátis a partir de R$19. E a entrega mais rápida do Brasil, gente!
Voz B:Por isso que eu digo, pra mim, todo dia é dia de Mercado Livre!
Voz A:Porque sempre tem um motivo pra abrir o app. Seja pra beleza, moda, autocuidado, uma comprinha, sabe? Ou algo que você nem sabia que você queria, até ver, né. Porque tu tem tudo.
Voz B:E o melhor de tudo é que tem cupom especial pra você aproveitar agora, tá?
Voz C:E a gente vai usar, inclusive.
Voz B:Óbvio, vamos pegar agora. É só acessar o QR code que tá na tela, tá? Usar o cupom CUPOMMELI. E aproveitar também R$40 de desconto, gente, corre!
Voz A:Até R$40, tá? Porque é por tempo limitado. Então obrigada, Mercado Livre. Obrigada pela parceria, mas assim, obrigada também porque a gente vai usar esse cupom, né?
Voz B:Então, eu fiquei falando, vamos... Mas tem que começar, né? A gente tem que começar. Agora que a câmera estiver nele, a gente pega o celular.
Voz A:Até quando vale esse cupom, gente? Dá tempo da gente terminar essa live pra usar?
Voz B:Gente, que isso! É sério. Não sei se vocês já viram no meu Instagram, mas o Eli é o Ministro da Economia, né? E o meu Mercado Livre é o dia inteiro: "Mercado Livre!" Mercado Livre! Mercado Livre! Eu até postei um vídeo esses dias, porque apitou com ele do meu lado, eu gelei. Falei: "Ele vai pegar pra ver." Eu gasto mais de R$10 mil no Mercado Livre por mês.
Voz A:Mentira! Abriu o valor esse! Tô chocada. Não, eu não posso falar, porque eu compro tudo. Inclusive, minha última compra foi um shampoo seco.
Voz B:Minha última compra foi carrinho para o meu filho. Tem uns muito bons, de fricção, assim, muito barato.
Voz A:Chocada!
Voz B:Juro. Vamos falar isso depois, então.
Voz A:Mas enfim, tem um QR code na tela, link na descrição. Aproveita o cupom. Gente, e a entrega é rápida, dá tempo, tá?
Voz B:Caso você esqueça, entrega full, galera, entrega amanhã.
Voz A:Presente por última hora, né?
Voz B:Vai lá, isso aí. E agora vamos lá, que o episódio hoje é muito especial, tá na véspera do Dia dos Namorados e temos hoje um casal que é amor puro. Além de amor, existe muito companheirismo nessa jornada deles, né, de trabalho e de vida, claro.
Voz A:Sim, gente, ela começou gravando vídeo sem imaginar que milhões de pessoas acompanhariam a sua vida, com muito humor, autenticidade e aquele jeitinho que só ela tem, né, transformou o próprio cotidiano em uma das comunidades mais engajadas das redes sociais, tá, amores?
Voz B:E ele passou anos dentro dos campos de futebol, tá, até que a vida resolveu mudar completamente os planos, saiu das chuteiras para as passarelas.
Voz A:Chique, né?
Voz B:Chique, gente! Conquistou espaço na moda internacional, tá, amores? E viveu experiências que parecem realmente, pareciam impossíveis, né, para o garoto que começou lá atrás.
Voz A:É verdade. E o mais curioso é que em meio a Tantas mudanças, gente. Tantos seguidores, tantas oportunidades. E tantas pessoas acompanhando cada passo. Eles encontraram um ao outro. Ai, que lindo, gente. Ai, história de filme, né. E eles até já contaram aqui como eles se conheceram. Mas hoje a gente vai entrar ainda mais nessa relação com... Luiza Alvarenga e Guilherme Connella! Sejam bem-vindos! Obrigada! Gente, você tá parecendo uma Barbie com esse look.
Voz C:Ai, você achou?
Voz A:Juro! É o Kenzo. Ai, amiga!
Voz D:Ela mandou um vídeo ontem do Reels do Ken, igualzinho, velho.
Voz C:Eu vi um vídeo no TikTok: "Você namora um Ken?" Ele, tipo: "1991, 19..." Várias coisas que envolvem Ken.
Voz A:Nossa, é muito!
Voz C:Vamos regravar?
Voz A:Hoje, chegando em casa, eu quero esse conteúdo na minha mesa.
Voz C:É o Ken, nós queremos assistir.
Voz D:Ela vai patentear o conteúdo. Colar, me chama.
Voz B:Simone Tizella vai querer uma parte. Se quiser ir pra Índia também, não sei o quê. Se quiser ir pra Índia, a gente tá aqui.
Voz A:Quer abrir a gente?
Voz C:Tô zoando.
Voz A:Gente, vocês contaram da outra vez que vocês vieram no Pod? Você entrou, você fez uma participação, uma breve participação, lembra, né?
Voz D:Lembro.
Voz A:Como vocês se conheceram e tal. Mas eu queria que vocês... A Vi não tava aqui.
Voz B:Não estava, cheguei.
Voz A:Só sabe a música. Não, eu queria que vocês contassem as atualizações da vida de vocês, assim. O que mudou de lá pra cá? Foi o quê? Ano passado ou retrasado?
Voz D:Ano passado.
Voz C:Ano passado. Gente, mudou tudo. Retrasado, né? Ah, tá. Falei: nossa, a gente não é louco então.
Voz D:Não te conhecia ainda. Claro que conhecia. Conheci você no Réveillon de 2024, amor.
Voz A:De 2023 para 24.
Voz D:É, 24 para 25, amor. Morando passado foi 2025.
Voz C:Sério?
Voz A:Quanto tempo vocês estão juntos?
Voz D:1 ano e 5 meses, 1 ano e 4 meses, 5 meses.
Voz A:Foi ano passado.
Voz C:Olha que a gente já nem se conhece.
Voz D:Quanto tempo vocês estão juntos?
Voz C:A gente é muito fofo, muito amor, sim, mas a gente a gente nunca... Ai, é meio feio falar isso, né? A gente nunca lembra aniversário de namoro.
Voz D:Tipo assim, a mesma... Como é que chama?
Voz C:"Mersário"?
Voz A:"Mersário".
Voz D:"Mersário".
Voz C:Não, já é demais. Nunca... Gente, nunca lembra.
Voz A:A gente fala: "Amor, de novo, velho?" Temos.
Voz C:Dia 28.
Voz D:Dia 28 foi o dia que eu...
Voz C:Mas a gente nunca consegue lembrar. A gente vai ver a diária e nunca...
Voz B:Acaba no mês, você pensa: "Puta, tanta coisa pra resolver, esqueci".
Voz A:Ah, mas aí pelo menos lembra, né?
Voz C:A gente lembrou de 1 ano só. 1 ano, né?
Voz B:Mas quando casais, isso passa.
Voz D:Esquecer 1 ano é sacanagem, né, amor?
Voz A:E também é no final de ano novo, né? Perto do ano novo, não é?
Voz B:Perto do ano novo.
Voz D:Não, não, não. É porque a gente comemora... Eu pedi ela no Carnaval, no dia 28 de fevereiro. Então, todo Carnaval... Eu acho que eu errei de ter feito isso. Porque a gente, quando é Carnaval, a gente comemora o nosso aniversário de namoro, eu acho.
Voz C:Dentro do Carnaval.
Voz D:Dentro do Carnaval. E aí, às vezes, tá numa rotina, tipo Carnaval, assim, festas e tal. Aí, do nada: "E agora? O que a gente vai fazer pra tirar o nosso tempo, assim, sem ir pra Sapucaí?" Mas vocês ainda têm essa...
Voz A:Vocês gostam de sair assim? Porque vocês são festeiros?
Voz C:A gente tá fazendo um pouco menos comparado ao começo, porque a gente era tipo festa e festa de novo e mais um pouco de festa.
Voz D:É, a gente era muito baladeiro, velho.
Voz C:Ninguém entendia nada, porque falaram: "Ah, vão aquietar, né?" A gente não aquietou nada, a gente tipo: "Eletrônica!" Ele me apresentou pra eletrônica, gente.
Voz D:É, eu gosto muito de eletrônica, sou viciado em música eletrônica.
Voz C:A gente deu uma leve aquietadinha, porque o Guilherme tá fazendo ciclo de maratona, a gente tá tipo: "Ai, vamos ser fitness." E aí deu uma melhorada.
Voz A:É, entraram no mundo da manutenção.
Voz D:É, eu já corria já há muito tempo, só que eu não levava isso a sério, né? E agora decidi fazer maratona. Aí mês que vem eu vou correr 42 km. Meu Deus! Então, o ciclo que a gente chama, ciclo é o treino, né? O treino que a gente faz, mais ou menos 3 meses de preparação, e o treino é muito exaustivo, muito. Eu treino 4 vezes por semana, e de final de semana, por exemplo, "Próximo final de semana eu vou correr 30 km." Num sábado, aleatório assim.
Voz A:E na rua, no parque?
Voz D:5 da manhã, eu corro no Ibirapuera, às vezes no Vila Lobos, enfim. No parque. Na USP, é. Lugar onde não tem carro. E aí, tipo, não... E tem que ser de manhã, porque... Eu não sei porquê, é uma tradição de corredor correr 5 da manhã.
Voz A:Por causa do sol, né?
Voz D:Por causa do sol, é. E à noite também não... Sábado à noite não é legal correr e...
Voz A:Perigoso.
Voz D:É, também. Exato. E aí a galera tem o costume de correr de manhã. E aí eu comecei a trocar minhas noites de balada por dias de corrida. E ela veio na minha.
Voz A:Ainda bem, foi. Tá correndo?
Voz C:Tô correndo. Quanto?
Voz D:Ela correu 10 km agora.
Voz C:Agora não.
Voz A:Amiga, eu tô chocada.
Voz C:Gente, mas eu caminhei, eu ainda tô no processo, sabe? Assim, meu pace ainda é ruim.
Voz A:Seu quê? Pace.
Voz C:Pace. Gente, tem cada termo.
Voz D:É o tempo que você demora pra percorrer 1 km. Tipo, pace 5, você demora 5 minutos pra percorrer 1 km. Pense em 4 minutos pra percorrer 1 km, entendeu? Só que é muito difícil.
Voz C:Eu tava conseguindo melhorar, entendeu?
Voz B:Mas em 5 minutos você corre 1 km?
Voz A:Eu entendi, mas isso foi só uma demonstração. Ou você faz 1 km em 5 minutos?
Voz D:Eu faço menos até. Eu faço menos. Depende da distância.
Voz B:Então por que você não anda de carro?
Voz C:Vai andando a pé.
Voz D:Cara, isso quem é corredor vai saber. Quem é corredor vai saber. Às vezes a gente olha o Waze. Exato. Às vezes a gente olha o Waze e eu falo: trânsito de São Paulo absurdo. Eu olho e falo: véi, se eu fosse correndo, eu chegava mais rápido. E aí, claro que eu não vou sair correndo na rua igual calça jeans, né? Bota e calça jeans.
Voz A:Eu correria, eu correria, né, gente?
Voz B:Se eu soubesse correr. Mas também tem mais perna.
Voz C:Já mata treino.
Voz B:Caraca!
Voz A:E você faz quanto? Qual que é o seu pace?
Voz D:Pace?
Voz C:Imagina eu falar sobre isso.
Voz A:Não, eu quero só pra...
Voz C:Eu gosto de soltar as informações, tipo: "Ai, corri 10. Quanto tempo?" Ninguém sabe. Pera aí.
Voz D:1 hora e meia, 2 horas, ninguém vai saber.
Voz B:Mas não é? Porque eu seria ele.
Voz C:Então, assim, eu tava conseguindo melhorar, eu tava no meu processinho. Porque é muito processinho, né, sair do zero, tipo... Você tem que caminhar por bastante tempo. E eu tenho asma e bronquite, então assim, a minha oxigenação... Oxigenação que fala? É, né?
Voz D:É o VO2, VO2 máximo.
Voz C:VO2 e tal, é mais difícil, né, eu evoluir ali por causa do pulmão. Então eu tava começando a evoluir, a gente foi fazer uma viagem agora. E aí levei vários lookinhos, falei: "Não, quero entregar corrida, quero entregar feed". Tipo, estou aqui viajando, mas estou aqui correndo, sabe? Pra você entrar nesse mundo.
Voz D:A gente foi pra Europa, a gente ficou...
Voz C:Fez Londres, Barcelona e Amsterdã. E aí, em Londres, a gente correu uma prova de manhã e o voo era à noite, ok? De manhã, a gente falou...
Voz A:A gente correu quantos quilômetros, você sabe falar?
Voz C:Corri 8. Que dia, cara! E eu corri 100 sem caminhar. Eu tava tipo: "Yes, muito corredora!" E aí, chega de tarde, minha unha começa a doer. Eu tipo: "Que estranho." Unha do pé? Unha do pé, dedão do pé.
Voz D:Isso é muito comum também pra quem corre. Deu a unha, caiu. Fala aí, vai. Piora, só piora essa história.
Voz C:Horroroso.
Voz D:Aí de noite coloca no TikTok assim, pé de corredor, você vai ver. Não, você falando isso agora para mim, depois eu vou abrir meu pé de corredor.
Voz A:É assim, mostra aí para a gente seu pé, Guilherme. Mas olha isso de noite, você não é corredor?
Voz B:Mostra aí agora.
Voz D:Não, não, não tenho coragem não.
Voz C:Mostra, mostra, vai engajar, amor.
Voz A:Aí você Mostra o pé também.
Voz D:Não, não, meu não.
Voz C:Mostra o pé.
Voz D:Não, que mostrar o pé?
Voz C:Gente, o meu pé já tá horrível porque é uma dor da unha.
Voz B:Conta, conta.
Voz C:Fui à noite no voo, aí vou mostrar. Fui à noite no voo, o voo incha, né, por causa de retenção de líquido e tal. Gente, meu pé chegou um pão, um pão, e a unha começou a ficar doendo, doendo, e aí eu comecei, e eu com botas botas de couro enormes no aeroporto para não pegar o excesso de peso. E a bota apertando o dedão, e o dedão doendo. Aí o dedão começou a ficar cheio de catupiry de pus.
Voz D:Cheio de catupiry de pus. Eu falava para ela, falava: amor, você tem que ir no podólogo. Ela: eu não, amor, não é nada a ver. Essa unha tá zoada, tá com podólogo. E saindo pus da unha dela. E rasando com bota de couro, bico fino. Amor, pelo amor de Deus.
Voz C:E eu não conseguia andar, eu tava tipo, tava lá que não entrava o lacre assim, porque a gente turistava e eu já eu pensando a pisada do pé com a outra perna, e começou a doer tudo. Aí eu falei: "Não, tá, vou ter que ir num podólogo." Fui no podólogo, ele tipo: "Ai, que legal, você pagou em euro." Em euro, amiga. Em libras, mais caro ainda. Eu não estava com seguro viagem. Ele falou: "Vem 500 euros." Que é...
Voz B:Não sei converter, não.
Voz C:3 mil e pouco.
Voz D:Só pra ele tirar uma unha, velho. Só que ele falou... Ele falou que tem uma injeção assim, ó.
Voz B:É mais barato cortar o dedo?
Voz D:Eu falei: "Mano, eu não aguento." Eu cogitei.
Voz C:Aí o Guilherme falou: "Você vai ficar sem dedão?" Falei: "Meu, mas aí fica muito feio no salto." Ai, que coisa feia.
Voz D:Mas você fica sem dedão, amor? Como assim? Não dá pra ficar sem dedão, né? Tipo, cara, aceitar tudo, né? Você é mulher, né? Pô, não, não faça isso.
Voz C:Tá certo.
Voz D:Ai, que coisa feia.
Voz B:Aí ele falou...
Voz C:Não, primeiro que ele soltou um "superfect", assim. Ele falou assim... Ai, soltei o inglês, que vergonha.
Voz B:O pessoal usou isso.
Voz C:"Superfect".
Voz A:Tudo bem, pelo menos habilitei.
Voz B:Eu tinha entendido "fé", então tá tudo bem.
Voz D:Super fair.
Voz A:A pior, vai.
Voz C:Aí ele me soltou super fato, ele falou: meu, você poderia ter morrido de sepse. Ele falou: quando inflama uma parte do seu corpo, se cai na corrente sanguínea, pode dar infecção generalizada.
Voz A:Ele falou: os dedos é muito fácil de pegar, muito fácil. O pediatra das crianças falou isso.
Voz C:Muita terminal.
Voz A:Não tem nada para segurar, né? Vai direto.
Voz C:E ele falou: "É a segunda maior causa de mortes no Reino Unido." É isso daí, é. Eu não sei se ele quis me assustar, espero.
Voz D:Ele falou: "A segunda maior causa de morte no Reino Unido é esse problema aí de..." Unha encravada.
Voz A:E a terceira de coração, porque quando começa a dar infecção no corpo.
Voz D:Não, mas é muito bizarro, porque assim, tipo, a gente foi procurar podólogos, só no bairro que a gente tava tinham 5 podólogos. Eles levam a cultura de cuidar da unha em Londres, no Reino Unido, muito a sério, muito a sério. Tanto é que ele falou: "É a segunda causa de morte do..." Gente, mas aqui também cuida muito, não cuida?
Voz A:Tem muito podólogo aqui.
Voz C:Não, mas é que não aconteceu lá, né, gente?
Voz B:Porque se tinha tanto podólogo, que bom que aconteceu lá, né?
Voz A:Mas aqui tem muito podólogo.
Voz C:Mas foi em euro.
Voz D:Ela fez a cirurgia, tipo, o cara tirou a unha, o cara tirou a unha, arrancou a unha, cortou, fez a cirurgia, tudo ali na hora.
Voz C:Ele fez injeções desse tamanho, eu gritava.
Voz B:Eu já fiz.
Voz D:É horrível, deve ser horrível.
Voz C:Aí ele cortou, saiu um monte de coisa.
Voz A:Não, mas cortou os cantos.
Voz D:Não, ele cortou a unha, cortou o canto e tirou a unha, tipo aquela parte que começa a entrar.
Voz C:Mas um pedaço de unha desse tamanho. Aí ele enfaixou minha unha. E eu lembro que eu tava tipo: "Ah, não, a gente ia pro museu depois." Falei: "Vou entregar um super look." Tava com blazerzinho, gravata azul. Eu falei: "Vou entregar um super lookinho." Ele me fez sair de Crocs rosa.
Voz D:Crocs rosa. Ele falou: "Você tem que usar estiloso." 5 dias em Londres, ela entregando.
Voz C:Que é mais estiloso, passava por mim e fazia assim, ó.
Voz B:"Corta o pé da foto." Mano, a galera olhava, fazia...
Voz D:Ficava olhando assim no metrô, a galera olhando assim, tipo: "O que essa mina tá de blazer e Crocs rosa, velho?" E aí, ele me empurrando de cadeira de rodas. E aí, empurrando ela de cadeira de rodas.
Voz C:No museu, mano. Porque ele falou: "Não pode forçar o dedo." Eu falei: "Posso pedir uma cadeira de rodas?" Ele falou: "Peça." Não, e aí é muito engraçado que, tipo, eu ficava muito bravo. Isso não é engraçado.
Voz D:Eu ficava muito bravo que a galera ficava zoando, velho. E ela nem ia ligar pro doutor.
Voz C:Ele pegava minhas dores, passava um cara, tipo... "Ah, meu Deus, por que esse cara tá dando risada da minha mulher, mano?" Deveriam imaginar que você não faria isso por livre e espontânea vontade.
Voz D:É, só que eles acham que você tá assim...
Voz B:"O quê?
Voz D:Eu estou segurando suas botas." Ele não tá vendo que eu tô segurando a sua bota?
Voz C:Ele ficava muito: "Amor, relaxa." Inclusive, isso, na internet...
Voz D:"Vai falar o que quiser de mim, velho. Não tô nem aí." Mas você falar dela, eu fico puto, velho.
Voz A:Ah, que foi?
Voz D:Eu fico muito bravo.
Voz B:Sério mesmo, amor?
Voz C:Mas eu entro...
Voz A:Acabamos de começar.
Voz D:E às vezes eu quero responder, às vezes eu respondo muito.
Voz C:Não, você responde.
Voz D:Aí eu falo: "Puts, aqui eu falei merda, isso vai, eu apago." Apaga logo.
Voz C:Falei: "Mano, eu levei na emoção." Eu entro nos meus vídeos, tá o Guilherme respondendo meus haters, tipo: "Que comentário burro, né, Claudia?" "Amor, que isso?" Tipo, deixa eles lá.
Voz A:Eu tô chocada. E como é a recuperação disso?
Voz C:Então...
Voz A:É péssimo. Eu sofria de unha encravada.
Voz C:A gente de lá foi pra Barcelona.
Voz D:Tem gente que tem genética, não sei se é genética, que vai crescendo de novo. A gente lá cresce sempre.
Voz A:Eu já usei aparelho fixo na unha.
Voz D:Na unha?
Voz C:Eu vi isso. Eu já usei. Não vi isso.
Voz D:A gente começou a estudar depois da unha.
Voz A:Eles postam vários vídeos de como... São dois brackets, que fala? É um em cada ponta e um elástico no meio. Aí eu trocava a cor do meu elástico igual.
Voz C:Mentira! Na unha? Amiga, quantos anos isso?
Voz A:Acho que devia ter uns 10. Nossa, gente, eu sofri a minha infância inteira de unha encravada. Mas assim, que eu não conseguia... Eu passei um inverno lá no Sul, eu era do Sul, né? Eu passei um inverno usando chinela, porque nenhum sapato fechado dava, tipo, doía muito. Eu fui na formatura da escola da minha irmã, eu acho, de chinela.
Voz D:Nossa. E tem que ficar tirando, né?
Voz A:Horrível, horrível. Aí enfaixa o dedo, aí taca um monte de pomada.
Voz C:Fiquei com o dedo enfaixado. A gente de lá foi pra Barcelona, fiquei com o dedo enfaixadão. Aí ia tomar banho, enfiava uma luva de médico pra tomar banho ali, o pé ficava lá dentro. Aí de lá... Só que em Barcelona a gente ficou, tipo, achando que a gente tinha descoberto que era balada. Porque a gente tava dois emocionados na balada. A gente lá viajando com marca, era... A gente nas ativações da marca, de dia balada, de noite imunidade.
Voz D:É que a gente foi com um amigo nosso, um amigo meu, que ele é doidão, tipo, tem 22 anos, solteiro, cara bonito. "Balada, vamos pra balada, balada, balada!" Ele queria muito ir pra balada em Barcelona. Aí a gente falou: "Véi..." "Flávio, vamos, né?" E eu falava que não, e ele falava: "Nossa, você não é meu parceiro." E a gente ia, caía na pressão. "Você não é meu parceiro, não é meu irmão, velho? Vai deixar eu sozinho?" Aí eu, tipo...
Voz B:Sim, então vamos.
Voz D:Eu falei: "Vamos, vai, vamos." Aí bebemos na balada, acordamos no dia seguinte, 7 horas da manhã, 8 horas da manhã, a gente dormiu 5:30.
Voz C:Então, aí nessas, minha imunidade caiu.
Voz A:E o dedo não ficava latejando assim?
Voz C:Não, ficava tudo vermelho.
Voz D:Tava tudo latejando.
Voz B:Tudo, lembro do dedo, amor.
Voz C:Ela tava, ó, e o nosso último destino era Amsterdã. Acabou minha imunidade, fiquei tendo febre assim, febre, zerei uma cartela de dipirona, eu com febre andando, turistando, tremia assim, ela tremia assim. Meu Deus, amor, no Brasil foi para o Rio de Janeiro correr a prova, aí eu lá com febre sem conseguir correr na viagem.
Voz A:Você foi correr a prova?
Voz C:Ele correu 21, eu corri 10.
Voz A:Ela correu também com o dedo capenga.
Voz D:O meu dedo melhorou, é que a gente ficou 15 dias lá, né, foi no começo da viagem, isso foi tipo 2 2 dias da viagem, o dedo dela, a gente tirou, fez a operação.
Voz C:Ah, mas o dedo ficou morto, minha mãe tá com sangue seco até agora.
Voz D:Não, eu tô falando que foi 15 dias, foi 15 dias de até chegar no Rio. Ah, sim, curou o dedo, curou na viagem, entendeu?
Voz A:Ele foi curando na viagem, mas velho, é que eu não consegui treinar, minha mãe, por isso que ela deve ter sofrido, tá? Porque eu sei a dor, eu sei, é uma dor.
Voz C:Deixa eu mostrar o vídeo da cirurgia depois.
Voz A:Eu quero ver, eu quero ver.
Voz D:Ela vlogou tirando tudo e o cara também, o doutor, velho, uma figura muito bom, ele falava yes, madam.
Voz C:Yes, Madam. Você é minha, eu gritando, aí ele: você é minha melhor paciente. Eu: sério?
Voz D:Ele: não, não. E ele colocando a injeção assim, ele tipo fala obrigado, agradece, agradece. E o cara tipo agradece em inglês britânico.
Voz C:Sem nem imitar.
Voz A:Nossa, é muito difícil o inglês dele. Nossa, sim, tenho um pouco de dificuldade lá. Então a vida de vocês tá nessa da corrida.
Voz C:Tá nessa, mas temos atualizações, que é que moramos juntos agora.
Voz A:Ah, é verdade!
Voz B:E como foi isso? Rolou, tipo, uma conversa? E aí, o que que você acha? Ou tipo, ah, foi ficando todo mundo juntando as tralhas, juntando as tralhas, tudo junto, foi praticamente isso.
Voz D:Tipo assim, ela morava aqui, né? Então era muito longe da minha casa, era 1 hora e meia.
Voz B:Então você era de onde?
Voz D:Morava em Interlagos.
Voz B:Ah, sim.
Voz D:E ela morava aqui. Então, tipo assim, é literalmente a mesma cidade.
Voz A:Ah, eu sei, eu vi aquele vídeo que você no carro, você tava indo pra— não tá mais aqui, Não, tô mais aqui. Você tá em São Paulo?
Voz C:Tô morando em São Paulo.
Voz A:Ah, não sabia!
Voz C:Tem um mês, um meizinho? Um mês e pouquinho.
Voz A:Eu vi o vídeo. Sabe dança?
Voz C:E aí, o engraçado foi, eu falei: "Não, eu vou morar um tempo sozinha, me descobrir, me conhecer, saber quem é a Luísa morando sozinha, sabe?" Aí depois a gente vê como vai ser com as filhas.
Voz D:A gente tava nessa cabeça. Eu falei: "Pô, eu vou morar sozinha." Mas você morava sozinha há quanto tempo?
Voz C:Então, não morei sozinha.
Voz D:Não morou? Tipo, eu já morava sozinho, já. Eu morei um bom tempo sozinho. É porque eu morei em Londres, inclusive, em 2023. E aí eu fiquei um ano lá, e depois eu voltei pra cá e já morei sozinho de novo. Então eu moro sozinho há 3 anos, assim.
Voz B:Ah, tá. Já tem mais experiência.
Voz D:É, exato. Então, tipo assim, eu já sabia como era. E eu falei pra ela, eu falei: "Amor, eu acho que é melhor você ficar 6 meses sozinha, pra você..." Mano, você tem que se ferrar, né? Você tem que se ferrar pra aprender, né?
Voz B:Mas ela já estava na casa dos seus pais?
Voz C:Tava na casa da minha mãe, que é em São Paulo.
Voz B:Aqui é o Favilli. Ah, agora entendi porque você falou aqui.
Voz D:É, aqui é o Favilli. E aí, tipo... Como eu morava muito longe, eu ia para lá numa quinta, ficava até segunda-feira. A gente morava junto, eu voltava para minha casa, ficava 2 dias, 3 dias. Aí às vezes, tipo, tinha que a gente trabalhava junto, então tem que voltar. Aí não, não tem como você ir embora porque amanhã a gente vai trabalhar junto, então já dorme aqui. Aí eu ficava uma semana direto, aí eu voltava, ficava um dia na minha casa, e eu tava pagando aluguel para nada.
Voz C:Aí ele foi me ajudar na mudança e a gente, ah não, vamos levar umas coisinhas e tals. A gente dormiu no primeiro dia na cama já sem lençol. Ele voltou se cobrindo com toalha, porque eu falei: "Ah, vamos dormir aqui, já ficou tarde pra voltar." E aí a gente nunca mais se descolou.
Voz A:Você deu pra voltar pra casa dele?
Voz C:Da minha mãe, pra pegar mais coisa e tudo. A gente já dormiu lá. Aí desde então, nunca mais dormi na casa da minha mãe. Me mudei. No terceiro dia eu falei: "Amor, eu acho que a gente tá morando juntos, né?" Ele falou: "Acho que sim." "Vamos morar juntos?" "Ok, tamo morando juntos." E aí você entregou sua casa pra cada um?
Voz D:Não, a minha irmã mora lá agora.
Voz A:Ah, entendi.
Voz D:É, a minha irmã mora lá.
Voz B:"Ah, sua irmã é isso mesmo?
Voz D:Junta aí, por favor." Esse é o nosso começo, tá ligado? Tá vendo?
Voz C:A gente já começou assim, no caos. Tipo, a gente se beijou, a gente nunca mais beijou ninguém. Aí já foi uma coisa, tipo, namorados. Segundo dia juntos, a gente postou um stories ficante. A gente tinha ficado.
Voz D:Não, loucura.
Voz C:Postou um stories se beijando com 2 dias de beijo.
Voz D:2 dias, eu tinha ficado com ela. Aí eu cheguei, a gente tinha uma foto. Mano, a foto era muito linda, era nascer do sol.
Voz C:Uma coisa mó de casal, tipo.
Voz D:De arcanjos no Nordeste, lindo, maravilhoso, no Ano Novo. A gente dando um beijo de casal. Aí eu falei, aí um amigo nosso—
Voz C:chuva foi o primeiro beijo, aí é verdade, isso foi o primeiro beijo.
Voz D:Aí um amigo nosso falou, olha essa foto aqui, linda, vou postar. Aí ele, vou postar e vou marcar vocês, aí vocês fazem o que vocês quiserem aí. Aí postou, eu falei para ela, vou repostar, mano, eu vou repostar. Ela me reposta, eu fico emocionado, né? Que tonto!
Voz B:Ela comentou: "O que você tá fazendo, menino?
Voz D:A gente nem te conhece." Aí eu falei: "Vou postar, vou postar. Você vai postar?" Ela falou: "Não sei, você postar." Ela falou: "Se você postar, eu reposto." Eu falei: "Beleza." Eu repostei, ela repostou. Véi, por incrível que pareça, ninguém tem essa foto. Tipo, ninguém da internet sabe dessa foto. É só depois que a gente começou a namorar Véi, a foto deu sei lá quantas, 400 mil views. Caminha bem. E tipo, ninguém tinha depois.
Voz B:Tudo normal, tá?
Voz D:É, ninguém achou um absurdo a gente largar uma foto se beijando do nada assim.
Voz C:Não.
Voz A:Às vezes esperavam já, não?
Voz D:Não tinha nem ficado, a gente nunca tinha aparecido juntos.
Voz A:Mas é que às vezes é no novo, né?
Voz C:Acontece.
Voz D:É.
Voz B:Amores de novo.
Voz C:A gente voltou pra São Paulo, ele já me chamou pra um date. Eu tava tipo cansada da viagem.
Voz D:E eu liguei pra minha mãe, né? Eu falei: "Puts, mãe, tô apaixonado aqui." Aí, tipo, ela falou assim: "Ah, Guilherme, amor de praia não sobe serra." Aí eu já fiquei mó triste, já fiquei falando pra ela: "Vai me abandonar quando você voltar pra São Paulo?" Será que vai subir a serra? Eu perguntei. E aí?
Voz C:Você vai me responder?
Voz D:Vai me responder quando eu voltar pra São Paulo? Ela falou: "Vou, vou." Aí eu chamei ela no... Pra ir, primeiro date, 2 dias depois que a gente voltou.
Voz C:A gente já nem desfez a mala.
Voz A:E não se desgrudaram até hoje.
Voz C:Nunca mais. E agora estamos morando juntos.
Voz A:Mas vocês não acham que a vida, ela dá uma evoluída assim muito mais rápido em dupla?
Voz B:Nossa, é muito gostoso.
Voz D:De quê?
Voz A:De casal assim. Porque, pô, você tá lá, vamos supor, se é você sozinho, é você sozinho pro aluguel, é você sozinho pra tudo. Pro conteúdo, é você sozinho pra casa, é você sozinho pras suas dificuldades, sabe lá? Da cabeça.
Voz B:Pra amadurecer.
Voz A:É, e se você tem uma parceira e um parceiro, tipo, se estão juntos lá remando pro mesmo lado, vocês vão muito mais rápido, muito mais fácil, né?
Voz D:Total, muito mais. Tanto é que a nossa vida também de carreira, de tudo, financeiramente, tudo só decolou assim depois. E eu acho... Esqueci o que eu ia falar. Eu tava pensando aqui já, esqueci.
Voz C:E eu acho...
Voz A:Eu acho, você não acha nada, né?
Voz C:Mas é, te obriga a crescer, né?
Voz B:Mas só que às vezes, tipo, até aí, sua mãe ficou de boa com quando você falou: agora vou morar sozinha? Ela gostava de você já? Se davam bem?
Voz D:Então gostava, gostava.
Voz B:Talvez um ranço por não ir embora nunca.
Voz C:Acho que ela não queria que eu me mudasse, velho.
Voz D:Eu falo: amor, preciso ir embora. Ela: não, fica aí, fica aí, fica aí. Eu falei: velho, tô com vergonha de descer e olhar pra cara dessa mãe. E ela: não, fica aí, minha mãe nem liga, tal.
Voz B:Você é filha única?
Voz C:Não, tem uma irmã.
Voz B:Também mora lá ou não?
Voz C:Mora lá. Mas a minha mãe tá sentindo falta, eu vou pra lá, minha mãe não era de "Ai, fiz bolinho". Chegou lá, tipo: "Filha, fiz café, olha o bolinho fresco".
Voz A:Mas muda a relação, não muda?
Voz C:Muda, é bem engraçado. Tipo, minha irmã, a gente nunca foi essa coisa afetuosa, a gente era tipo... Amigas, mas desse jeitão, assim, de irmã, sabe? Aí ela fez um TikTok, eu tô aqui, ó, em casa, deitadona. Aí eu tô vendo um TikTok, passa o dela lá: "Porque a sua irmã sair de casa é algo que muda a sua vida, né? Você sente muito orgulho de ver as conquistas." Eu tipo: "Quem é essa pessoa?" Sou eu a irmã que ela tá falando? Tipo, até assustei. Eu fiquei meia hora assim, tipo: "Que isso?
Voz A:Do nada?" Vocês têm quanto tempo de diferença?
Voz B:2 aninhos.
Voz A:Ah, tá. Não é tanto. Por isso que dá uma... Ah, mas é bom.
Voz B:3 aninhos. 3 aninhos. Ela é mais velha?
Voz A:Ela tem 23. Mudou a sua relação com ela também, né? Sim. Como não tem esse dia a dia desgastante, fica uma coisa só a parte boa, né?
Voz D:É bem isso. Não briga, né? Tipo, tem pouco tempo pra se ver e quando se vê é pra curtir.
Voz C:E tem uma frase, né? Depois que você sai de casa, você nunca mais vai morar com seu irmão. Isso é muito doido. A vida muda muito, né?
Voz A:É verdade.
Voz D:Nossa, jogou uma aí, né?
Voz A:Do nada, eu pesei o clima. Eu achei que pesou.
Voz B:A Lu e o Ravião vão morar juntos pra sempre.
Voz D:Minha mãe falava isso pra mim.
Voz B:Eu vou prender eles lá e nunca mais vão sair.
Voz D:Ai, eu ia faltar. Minha mãe é muito mãe coruja, tipo, muito mesmo, muito, muito. E acho que a mãe da Luiza não é tanto, né? A mãe da Luiza é um pouco mais fria, né? Um pouco mais...
Voz B:Não, tipo... Ela deve estar assistindo.
Voz C:Tipo, não é nada dela.
Voz B:Não é nada dela.
Voz D:"Não, mas a minha mãe é aquela pessoa que chora, tipo: 'Não, não vai, não sei o quê'." Você tem temperamento dramático.
Voz C:Mas é por isso que a gente é tão diferente.
Voz D:Eu sou assim, eu sou completamente dramático.
Voz C:E eu já sou mais, tipo...
Voz D:Eu choro mais que ela, no relacionamento. Eu choro mais que ela. E ela vem: "Ai, amor." É engraçado isso.
Voz C:"Não, amor, de novo isso, sério." Mas quais são os signos? É muito, é um papel contrário do esperado.
Voz D:Ela é leão.
Voz C:O Guilherme é muito tipo: "Caramba!" Aí ele chora. Ou ele, tipo: "Nossa, sério", chora no banho. Nossa, quando eu conheci ele... Me conta!
Voz D:Eu vou contar assim, a gente brigou, eu fui chorar, eu tava tomando banho e chorei.
Voz C:Gente, um ano e meio depois as coisas estão mais equilibradas, que ele entendeu o meu jeito, normal, e eu choro, entendi o jeito dele. Mas o Guilherme, nas nossas primeiras brigas, ele ficava assim: você não tem coração. E aí a gente tava numa viagem no Rio de Janeiro, é muito fria, a gente começou a entender o jeito do outro, a gente começou E eu comecei a estranhar muito, ficava tipo: "Nossa, que cara insuportável!" Ele: "Quer me você, uma babaca? Você não tem coração!" E aí ele chorava no banho. E a gente brigando, gente, eu escovando meus dentes, tipo, banheiro lindo assim, ele dentro do box assim, no chão.
Voz D:Não, eu sei que eu tava bêbado.
Voz C:Mentira!
Voz D:Gente, ele me beijou. Não tinha bebido, não tinha. Não era, não era, tinha bebido. Tava aflorado. E aí deu uma emoção maior, a gente já tava tomando aperol.
Voz C:"Amor!" E não chorou no banho, sentado no chão do boxe, não lembro.
Voz B:Aí ela vai se irritar, né? Dá uma... Tava precisando, pulou fora e tal.
Voz A:Aí eu vou tentar mais equilibradinho.
Voz C:Mas é bem contrário. Porque eu fui criada por essa mãe mais, tipo... A gente é mais sóbria, né, em demonstrar as coisas.
Voz A:Racional, assim, né?
Voz C:O Guilherme não, o Guilherme chora, fica muito bravo. Ele é mais assim, do jeitinho dele.
Voz A:Ah, mas equilibra.
Voz C:É, equilibra. Acho que é por isso que a gente tá juntos.
Voz A:Como é que tá a rotina de vocês agora, morando juntos?
Voz C:Nossa, a gente nem teve muito tempo de curtir a casa, de curtir o morar juntos, a gente tá nessa loucura. Mas é muito gostoso, né?
Voz D:É diferente, né? A vida muda da água pro vinho, assim, né? Eu morar sozinho e estar com você, assim, parece que até as brigas mudam, né? Tudo muda.
Voz C:Sufalha molhada em cima da cama.
Voz D:É, tipo, essas coisas, ficam mais coisas. E aí você começa a perceber, eu comecei a perceber que as as outras coisas eram tão idiotas, né? Tipo, mano, agora a gente vive junto, a gente mora junto, né? Então fala, pô, enfim. Mas eu acho que eu tô aprendendo muito. Ela também. Acho que é o mais importante assim, é ceder, né? Você tem que ceder muito para morar com alguém, velho. Porque se você tiver a cabeça dura ali e falar, não, eu vou deixar a toalha aqui, tô nem aí. Não, você tem que— isso é difícil, né? Para nós dois é um defeito.
Voz C:É que é o ponto de encontro sempre, né? Não só morar juntos, mas a vida de casal não é o que eu quero, é o que eu... A gente não deixa de ter vidas individuais, mas é muito o ponto de encontro onde... Um equilíbrio. É, estamos felizes e... O equilíbrio é difícil. E aí, nós dois temos personalidades muito fortes, né? Então a gente é ceder e tipo: "Não, você tá certo". E dar o braço a torcer e escutar. A gente tá crescendo muito, né?
Voz B:A gente tá crescendo muito. É, mas eu senti muito isso quando eu comecei a morar pela primeira vez junto, acaba que sem querer a gente acaba querendo ser um pouco individualista, daí a gente percebe que não dá pra ser porque não tá sozinho ali, tem que ter o equilíbrio e tal. Teve alguma coisa assim, tipo, algum momento, alguma briga de vocês que vocês falaram: "Meu Deus, acho que morar junto traz um pouco de caos"? Teve alguma coisa que vocês falaram: "Não, agora não vai dar certo, agora não vai dar certo", entendeu? Deu um surto assim, porque eu tive vários.
Voz D:Teve, não, a gente teve, a gente teve. Teve, né?
Voz C:Foram bobos, tipo, um conjunto que toda hora, tipo, meu, você deixou o requeijão em cima da mesa. E aí ele tem mania de não trancar a porta de casa. Ah, nem devia estar falando isso aqui, né? Tipo, veio em casa.
Voz D:Inclusive, meu endereço.
Voz C:E aí, outra vez a gente recebeu um press kit fofinho com post-its, eu colei na porta assim: "Tranca a casa, cacete".
Voz D:Ela falou assim, chegou no quarto e falou assim, eu deitada na cama, ela deixou o recadinho pra você na porta.
Voz B:É sério, amor? Foi lá ver.
Voz C:Amei, mano, é a cara dela fazer isso, que a porta é branca, tá lá um post-it vermelho.
Voz A:Ah, para você lembrar de trancar.
Voz C:Educação positiva, amor.
Voz D:Pior que eu lembrei, eu saí agora, toda vez que eu saio eu lembro, né?
Voz A:Eu falo, pô, ficou marcado.
Voz D:Sabe por quê? A nossa fechadura é aquelas que tipo digital, sabe? E todas digitais você coloca, quando você fecha, ela fecha sozinha, tranca sozinha. E a nossa não sei por que não fecha. A gente tem que colocar, é porque todas fecham sozinhas. A gente tem que ir lá e colocar para fechar.
Voz C:Fechar, é fechar.
Voz D:Aí eu esqueço, eu tranco e acho que vai fechar sozinho e vou embora. E eu tenho TDAH, então eu tô sem tomar remédio, então vira a porta, a porta assim, vira.
Voz C:TDAH dele faz história.
Voz A:Qual foi? Tem alguma história muito boa?
Voz B:História de TDAH, eu adoro, conta.
Voz A:Esqueceu, né? Não vai, não tem.
Voz D:Não, tem... Putz, tem... Sei que deve saber algumas que você fala: "Véi, não é possível que esse menino fez isso." Ah, eu já coloquei tênis dentro da geladeira, já coloquei celular dentro da geladeira. Tênis, minha mãe falou: "Mano, não é possível." Não, tênis na geladeira, pelo amor de Deus.
Voz B:Mas como que você descobriu o TDAH?
Voz D:Eu falei: "Pegou com a minha irmã?" Ela: "Não peguei." E meu pai abriu a geladeira e falou: "Moleque, seu tênis tá aqui na geladeira, véi." Você fala: "Ai, tá calor, mano." Então eu descobri que eu tinha TDAH.
Voz B:Qual foi o sintoma que você suspeitou assim?
Voz D:"Meu tênis não tá normal." Olha que bizarro, eu repeti 3 anos da escola, eu fui expulso de escola, eu era terrível, terrível. Minha mãe chegou uma época que ela falou: véi, só quero que você termine a escola, véi, por favor, não faz, só termina, mano. Eu era terrível na escola, sempre fui terrível. E aí eu não me conseguia concentrar nas coisas, tipo, não conseguia de forma alguma, eu só concentrava no que eu queria. Então eu tirava 10 em história, eu gosto muito de história, tirava 10 em história e zero em física, matemática, tudo. Tirava só... Eu era bom em geografia e história só. E aí as professoras falavam: "Véi, e naquela época, tipo, 18 anos atrás, quando era... Não, mais, né? 15 anos atrás. Não, menos. 15 anos atrás, não tinha muito essa parada de déficit de atenção, TDAH, igual é hoje em dia." Então eu era burro. Eu era burro. Tipo, eu era... "Ah, que burro!" Eu falava: "Mas como é que eu sou burro se eu tiro 10 em história?" Sabe? E os professores antigamente, todo mundo não tinha essa cabeça. Tipo: "Olha, ele pode ter alguma coisa que pode impedir ele de fazer isso." "Não é possível." Não, eles achavam que eu era... Só não queria aprender. Só que não, eu me incomodava com qualquer coisa, me distraía com qualquer coisa. Tava lá matemática, eu olhando pro professor, o professor falando comigo, eu... Nada. E muito, muito, muito agitado. Muito agitado. E aí minha mãe, ela... Tipo, aquela parada de mãe antiga também. "Não, não tem nada. Não tem nada. Vai focar, foca. Não tem nada a ver, não tem doença, não vai tomar remédio nenhum." E tipo, aí eu fui no psicólogo, o psicólogo falou: "Ele deve ter e tal." E aí minha mãe falou que não. Falei: "Ah, beleza." Aí eu passei a minha infância inteira, adolescência inteira, com isso, me prejudicou muito. E aí depois eu fui fazer psicólogo, fui no psiquiatra, ele falou: "Ah, toma remédio, tem que tomar remédio e tal." E aí eu tomei por um tempo remédio, só que eu ainda não encontrei o meu remédio certo, porque tem muito isso, né? Tipo, tem vários, tipo, sei lá quantos remédios deve ter TDAH, uns 6, 7, pra mais. Enfim, aí eu não encontrei o meu ainda exato, mas eu tava tomando bem antes, velho, era uma doideira, tipo.
Voz A:Você começou a tomar, vocês já estavam juntos?
Voz D:Já tava junto. E tipo, é muito bizarro, velho. E a galera romantizou muito, né, tomar Vinvance, né?
Voz C:Não só romantizou, como banalizou, né? Tomar um pra onde? Tomar na festa.
Voz D:Uns amigos meus que trabalham em banco falam: "Todo mundo toma, assim." Tipo: "Vocês estão loucos, velho. O negócio aqui no cérebro é outra coisa." Tipo, não é taja preta, né?
Voz A:E o que você sentia, assim, com Vinvance?
Voz D:Então, quando eu tomava, eu tomava de manhã. Mano, uma vontade de fazer tudo, tipo, lavava louça, arrumava e passava com o cachorro e saía. Aí: "Te amo, amor, você é a mulher da minha vida." E saía.
Voz C:Sabe aquele modo resolver pendências?
Voz D:Modo resolver pendências. Que abre, tá bom, tutu tutu tutu. Mano, eu trabalho igual uma máquina, tipo, uma máquina de trabalho, velho, bizarro.
Voz C:Fica hiperfocado nas coisas, tipo: "Agora eu tô fazendo isso." Porque bate um pico de energia. Já respondi todos os negócios da nossa agência.
Voz D:Eu tipo: "Mano, o que que está acontecendo?" Não lembro o nome do hormônio.
Voz C:Serotonina?
Voz D:É. Serotonina. Serotonina. Enfim, bate um pico muito forte, é literalmente uma droga, né?
Voz B:Mas eu acho também dá uma noradrenalina também.
Voz D:É, exato.
Voz B:Sobe também, né?
Voz D:Exato, fica tudo, porque é literalmente uma droga, né? Uma tarja preta, né? Então você fica num pico muito alto assim, então você quer fazer tudo, você tá ali agitadão, você quer falar com as pessoas, você quer, e aí os sentimentos ficam muito aflorados, né? Tipo, o sentimento de fazer alguma coisa, né? Então eu era super produtivo, motivo. Só que depois, no final do dia, quando caía, velho, eu ficava depressivo.
Voz B:É porque acho que o Vivance, ele não tem o efeito que nem alguns que vai, tipo, é como o Vendo. Não, ele é diário, né?
Voz D:Que as pessoas tomam de vez em quando. Ah, tô cansado, vou tomar. Ah, não vou para alguma festa, não vou tomar. É um efeito imediato, exato.
Voz B:Tipo clonazepam para depressão e ansiedade também, é uma coisa muito imediata, mas vicia, mas depois talvez não mantenha, né?
Voz D:Te dá o pico e depois Eu já tive dois rebotes assim absurdos, que eu chorava a noite inteira, assim, das 7, quando passava o efeito, tipo 8 da noite até meia-noite, eu chorando, chorando pra caramba. E dor no peito assim, tipo "não, ninguém me ama", tipo tudo assim, uma depressão absurda. Eu falava: "Que isso, velho?" A Luiza falou: "Mano, não dá pra você tomar esse remédio, você precisa parar." Ainda bem que você entendeu que era do remédio, né?
Voz C:Entendi. Entendi, mas é difícil.
Voz D:Era muito claro que era do remédio, não tinha como não ser, sabe? Ele era muito específico.
Voz C:Não, era outra pessoa. Era uma pessoa, tipo, muito focada em resolver tudo e muito ágil, muito tipo...
Voz D:Eu não sou assim, eu não sou essa pessoa.
Voz B:Ele era assim.
Voz C:"Ah, milhão, vou resolver, vou trabalhar, vou fazer..." Só que aí passava o efeito do remédio, chegava a noite, ele ficava extremamente depressivo, extremamente irritado, extremamente tudo. Era claramente o remédio.
Voz D:Não queria fazer nada, queria levantar da cama.
Voz C:Igual, sei lá, alguém estar bêbado, sabe? Você vê quando... Cara, isso não é a pessoa, ela está sob efeito de algo. E aí ele tomou e rapidinho já parou, porque eu falei: Ainda não.
Voz A:E aí não testou outros ainda então?
Voz D:Ainda não. Tô com medo, né, agora.
Voz A:E ela seguindo lá. Mas é doido porque eu acho que é muito importante até a gente falar sobre essas coisas porque quantas crianças, né, que hoje têm a nossa idade, a nossa idade, 20 e poucos, que realmente não tiveram esse diagnóstico e o quanto isso atrapalhou. Que era: "Ai, a criança é difícil mesmo." "Ai, é um pest." "Ai, ele é desinteressado." E não, entendeu? Talvez se fosse medicado com aquela idade, naquele momento, teria tido uma outra vida.
Voz C:Ou como se a criança só não quisesse, né? Ela não quer estudar. "Ai, se você tentasse mais..." Não é sobre tentar, é realmente um déficit.
Voz D:É, o cara é mais preguiçoso, burro. Eu sempre fui chamado na escola disso.
Voz B:E não só o TDAH, tipo, eu quando tinha 11 anos de idade já tinha crises também dissociativas. Eu meio que saía assim, dava uma bugada. E aí eu achava que eu era meio louca. Eu falei: "Eu tenho alguma coisa fora da casinha." E eu não contava pros meus pais, eu só começava a chorar, a ter umas crises de pânico horrorosas com 11 anos de idade, cara. Aí eu fui descobrir que eu tenho transtorno de ansiedade generalizada, que é a TAG. Aí eu passei com psiquiatra, muitas consultas, diagnosticou. E ainda descobri um outro negócio, vai acumulando, né, os álbuns. Vai acumulando, quando você procura, você acha, amor.
Voz A:Por isso que eu não procuro.
Voz D:É, não, é melhor não procurar.
Voz B:Mas depois que eu me mediquei, agora eu tô medicada mesmo, certinho. Depois que eu me mediquei, minha vida mudou, assim. Eu achei o meu medicamento, graças a Deus.
Voz A:Eu achei o meu.
Voz B:Eu sou outra pessoa, positivamente, outra pessoa. Porque antes, qualquer coisa ansiosa acabava com o meu dia. Tipo, uma coisinha que era só isso, era isso. Agora, tipo, aí você fala: "Vamos resolver".
Voz C:Como que resolve?
Voz B:Como que dá pra resolver assim?
Voz C:Que bom que hoje em dia a gente fala sobre, né. E a gente vai cuidar. Porque antes era visto, era muito tabu, né. Era tipo: "Não, meu filho não tem nada". Já era visto como algo... "Não, ele é normal". Era um preconceito mesmo, um tabu.
Voz B:E a minha mãe achou que eu tava louca na época. Tá maluco, tá vendo espíritos.
Voz D:E o TDAH também joga um pouco com a ansiedade. Já tive muitas crises de ansiedade também.
Voz B:Joga, joga, com certeza. Muita gente tem os dois. A hiperatividade e o TDAH.
Voz D:Eu tenho tudo aí, hiperatividade, ansiedade. Porque, velho, já tive umas crises de ansiedade com a Luiza também, que é muito foda você estar com uma pessoa que está tendo uma crise de ansiedade, né. Que a Luiza também é essa pessoa, tipo, que nem a gente falou, mais fria, né. Então ela: "Amor..." Fica tranquilo. Ela em choque, tipo, com o maior medo, e eu tipo: e ela: amor, relaxa.
Voz B:Mas por que que você não foca em medicar primeiro para ansiedade? Porque aí você consegue falar uma coisa. Você não sabe falar no médico?
Voz C:Sei lá, Vitória.
Voz B:Gente, ela adora falar de remédios.
Voz D:Por que que você não toma eles?
Voz C:Deixa eu falar uma coisa.
Voz A:Pelo amor de Deus.
Voz B:Não, mas é sério, medica pros dois, porque tem que tomar meio que é.
Voz D:Agora eu tô no meio, é que a gente foi viajar agora, então dei uma parada, mas a gente tá mantendo no psicólogo. Psicólogo ajuda muito, velho.
Voz A:Então como é que você faz para— eu ia te perguntar isso, você já entendeu quais são os gatilhos e como não entrar nesses gatilhos?
Voz D:Então o remédio ele faz com que você facilmente entre nesses gatilhos, tipo você entende, você fica um pouco mais sóbrio assim na situação. Por exemplo, quando você era muito muito ansiosa, você derrubei água aqui, ai meu Deus, o remédio ele faz com que os seus neurotransmissores, é, não sei explicar direito, ele age normalmente. Então você vai falar, putz, fica mais de boa. Então remédio ajuda muito, mas o psicólogo também é muito importante, muito importante, porque você lembra dos ensinamentos que ele passou para você quando você tiver uma situação dessa, entendeu? Então tipo, eu lembro que eu falava com a psicóloga, fala até hoje, ah, quais "Quais são os refúgios que você tem pra sair às vezes de uma crise e tal?" Eu falo: "Gosto muito de treinar, gosto muito de falar com os meus amigos, gosto muito de..." Ela falou: "Então faça isso, sai, anda." Então, tipo, você começa a ter outras...
Voz A:Outros escapes, assim, né?
Voz D:Exato, outros escapes, é. Então, tipo, liga pra alguém, ou sai, treina, vai correr, sabe? Tipo... E eu falo muito de esporte também. Esporte é, porra, salva vidas, assim. Então, tipo... Eu conheço várias pessoas que tinham diversos problemas e falam: "Véio, o esporte pra mim é outra coisa." Então eu levo o esporte pra minha vida, assim.
Voz A:Dá pra desligar, né? A gente consegue realmente focar em outras coisas sem pensar tanto.
Voz D:Ninguém que tá correndo fica pensando num boleto, véio. A pessoa tá pensando no treino ali, véio. Depois você tem um tempinho ali. E o esporte também libera serotonina, o hormônio do prazer, né? Então, tipo, tanto é que quando você volta de uma academia, você fala: "Nossa, eu voltei de uma academia, não vou comer um bolo de chocolate agora inteira." Você fica tipo mais, você fica tipo, agora vou cuidar da minha saúde, agora vou fazer isso, sabe?
Voz C:Uma coisa puxa a outra, né?
Voz D:Um remédio, uma coisa puxa a outra.
Voz A:Então, não, e aí você puxou ela para o— você era já do esporte?
Voz C:Eu era do esporte no sentido, já fiz muitos anos de Muay Thai, fazia tênis, mas ela tem um desenvolvido para o esporte. Mas aí nunca tinha dado a chance para corrida. Para mim era tipo, meu, o que que "Vou sair de casa, bum, calado." Na minha cabeça era algo muito tipo assim, "Quê?" E eu ficava tipo: "As pessoas abrem a porta de casa e já saem correndo?" Pra mim era muito estranho.
Voz A:É verdade, eu tenho essa dúvida.
Voz B:E aí, chega lá e só para de correr?
Voz C:Só para de correr?
Voz D:"Decidi correr." É, então é muito engraçado que ela fica com umas perguntas pra mim muito fofas, velho.
Voz C:Eu falo: "Por quê?
Voz D:O quê?" É muito umas perguntas, tipo assim, muito fofinhas, sabe? A gente acha fofo, né? "Mas, amor, eu como?
Voz A:Só sai correndo?" Então, começa no ponto X e aí vai?
Voz D:É isso? É, você tem que ver quanto o seu treinador passou de quilometragem pra você ou de treino que você tem que fazer, né? Porque normalmente quando você é iniciante, ele não passa por quilômetro, ele passa por tempo. E você olha e fala assim, ó: "Corre, sei lá, corre 3 minutos ou 1 minuto, descansa 1 minuto." Corre 3, seu corpo vai acostumando, né? Que você vai correndo e ao longo do tempo você vai aumentando. Então não tem muito, por exemplo, uma volta no Parque Ibirapuera, eu faço uma volta que tem 6 km, é uma volta completa em Ibirapuera. Então você já sabe que ela tem 6 km, você tem que fazer 12, eu vou dar duas voltas, entendeu? Você tem que fazer 6, eu vou dar uma volta.
Voz A:Sim, então você começa num ponto específico.
Voz D:Começa num ponto, aí tem o relógio também, a gente aciona o relógio, o relógio conta tudo, conta... Conta o reloginho. É, o relógio conta batimento cardíaco, o pace que você tá correndo, o quilômetro.
Voz C:E eu que descobri que quase infartei correndo. Gente, é super sério. "Não, e eu não sabia disso." Eu tava correndo, só que quando você não tá tão habituado, seu batimento cardíaco fica muito alto, né? E o meu batimento lá no alto, lá no alto, lá no alto. E era pra eu ter feito, tipo assim, 7 no dia, eu tava no 12. Tava eu e meu amigo, tipo: "Nossa, estamos arrasando hoje!" E o meu batimento em, tipo, 190 e tanto, 198. Meu peito doendo. Mas eu fui muito ingênua também, né? Meu peito doendo, meu batimento...
Voz D:E eu ficava toda hora, tipo assim... Mano, acho que vocês não têm ideia. Eu falei pra ela: Ela, corrida, todo mundo da corrida, todo mundo da corrida fala, mano, se você passou de 190, 195 batimentos cardíacos, tem que parar na hora, na hora, senão você tem chance de infartar. Um cara morreu agora disso, é um outro cara na maratona teve uma parada cardíaca também, foi correr 21 km também, 91.
Voz A:Não é estética, realmente para você acompanhar o batimento.
Voz D:E ela tipo veio para mim, mano, eu fiz 12 km, olhei o batimento, 200, falei "Luiza, você vai morrer, velho!" Ele ficou muito bravo. Eu falei: "Você tá doida? Você tá doida? Você tá correndo com batimentos de 200." "Você tem que terminar, parabéns." Eu falei: "Você tá louco?" E ela tipo: "Não." E o relógio, ele tem tipo, ó, é verde, amarelo, vermelho e tem o vermelho mais escuro, que é tipo assim, velho, quando verde é tipo assim, tá de boa, amarelo é tranquilo, você tá numa zona boa, na vermelha é uma zona forte e o vermelho aqui na ponta é tipo: "Mano, você precisa parar." E o dela o treino inteiro aqui bater, tipo, querendo ir mais, querendo dar a volta, assim, o relógio dela tava querendo ir no preto, assim, tudo, assim. Eu falei: "Morto de Deus, velho." Eu não sabia disso. Agora já sei.
Voz A:Nossa Senhora.
Voz B:Imagina.
Voz A:Não, imagina quem corre sem acompanhar os batimentos.
Voz D:Então, exato.
Voz C:Mas aí o seu corpo dá sinais, tipo, meu peito tava doendo.
Voz D:E eu: "Ah, não." Ele vai te avisando, tem uma hora que ele fala: "Vou ter que desmaiar esse cara, vou ter que desmaiar essa pessoa." Você cai no túnel e é problema.
Voz C:A amiga da minha médica acabou disso. E tem vídeo dela na academia, ela tá correndo, ela para, coloca a mão mão, volta a correr. Tipo assim, seu corpo deu um sinal, para, vai de boa, dá uma caminhada, sei lá, abaixa seu batimento. Ela coloca a mão, volta a correr, cai e falece.
Voz A:Que horror!
Voz D:Tem várias histórias de pessoas.
Voz C:E agora a gente tá numa cultura muito de performance. Agora não assumo mais.
Voz B:A minha lá de casa eu vou vender. Já, já.
Voz A:Gente, é sério isso, cara.
Voz D:A pessoa controla o batimento de performance. Eu não posso passar de 120.
Voz C:É de alta performance, de trabalho duro.
Voz D:Imagina morrer de idoso com 2 filhos pra cuidar.
Voz B:Eu morrendo no 5, tô enrolando muito.
Voz D:Morrer.
Voz C:Andando.
Voz B:Eu, correndo no 5 não dá. Eu andando no 5, eu falo: "Não, eu vou morrer na esteira, é melhor eu andar." Cara, isso é perigoso.
Voz D:Mas eu acho que... Desculpa.
Voz A:Não, pode falar.
Voz D:Não, eu ia perguntar pra vocês, tipo, porque acho que quando você tem filho, a sua vida não é mais importante tanto quanto o seu filho, né? Seu mundo gira em torno do seu filho. É tipo você falar: "Mano, eu não posso fazer isso, porque se eu fizer isso pode comprometer o meu filho, né?" Tipo, eu não vou pular... Vou dar um exemplo. Eu não vou pular de paraquedas. Vai que eu morro, tenho filho pra cuidar. Eu não vou entrar em rotação, andar de avião.
Voz B:Andar de avião, eu começo a orar muito tempo antes, falando: "Deus, esse voo não pode cair, pelo amor de Deus." Coisa que não era antigamente, né?
Voz C:O quê?
Voz D:Ou era?
Voz B:Deus, por favor, Senhor, esse voo não, hein?
Voz A:Era a vida louca.
Voz B:Não, antes não era a vida louca, antes eu tava nem aí. Antes era isso.
Voz A:Eles vieram pra salvar ela.
Voz B:Não, cara, eu e o Elidio, a gente tava andando Sentado lá no meio fio da rua, assim, tipo, ah, quem passar passou.
Voz D:Nossa, eu sempre falei isso para a Luiza, se você sentou no meio fio de uma rua, você não tá bem. Não tá bem. Ou senão tá tipo, ou você tá sem dinheiro, ou você tá esperando um Uber que não acha, ou você tá... Ninguém senta no meio fio, tipo, a minha vida tá ótima, vou sentar aqui no meio fio.
Voz A:Pois é.
Voz D:Ninguém faz isso, né?
Voz A:Chegar em vocês pra conversar.
Voz B:Não, mas é. Mas é legal.
Voz A:Deixa eu perguntar de vocês de casal, assim. Como é que é a vida de vocês no off? Vocês postam tudo? Vocês têm alguns combinados de "ai, não, isso a gente não... Até aqui a gente não posta"?
Voz C:Posta muito pouco, até, eu sinto.
Voz D:É, tipo assim, a gente...
Voz A:No seu story, aqui no feed, vocês aparecem muito juntos.
Voz C:É, no feed a gente aparece bastante. A gente... Eu acho que assim, a gente não vai expor nada que prejudicaria o relacionamento, num sentido de... Ninguém vai fingir que a vida é perfeita. A gente vai postar um recorte do que é bom. Porque ninguém quer assim perpetuar: "Olha, meu relacionamento está super frágil", né. Tipo assim, a gente vai postar recortes bons da vida. E não postar algo que alguém, tipo assim, falando mal te afetaria, né. O quê? Tipo assim, um hater. Eu não vou trazer um assunto que se alguém falar alguma coisa mal vai me afetar. "Ah, então se você tá passando por uma fase..." Esse é meu lema, tipo assim. Eu passei, sei lá, pelo divórcio dos meus pais. Na época que aquilo não tava bem resolvido, eu não vou trazer aquilo pra tona. Eu vou trazer aquilo quando eu já estiver bem, sabe? Acho que esse é o limite da exposição.
Voz B:Quero, por favor.
Voz A:Sim, sim.
Voz C:Eu vou trazer partes que se alguém falar alguma coisa, tá tudo bem. Porque as pessoas vão falar as coisas, né?
Voz B:Olha aqui que eu achei foda.
Voz A:Nossa, mas é real isso, né? Eu acho que primeiro você precisa estar resolvida pra depois trazer isso pra... Pra fora. Mas vocês na rotina de casa, tem alguma coisa assim, algum— vocês fizeram algum combinado antes de morar juntos? Isso não aceito, tipo assim, isso aqui não dá, tipo, precisa ter alguém para ajudar, sei lá.
Voz D:Não, a gente fez uns combinados tipo envolvendo financeiramente, obviamente, né, tipo dividir as coisas, claro. E fizemos combinado tipo de diarista também, porque assim, a gente é bagunceiro, velho, a gente é bem bagunceiro. Então a gente precisa precisa de diarista ali constantemente. Então a gente fez combinado. E mano, eu gosto muito de cozinha, eu cozinho também. Então eu não me importo, realmente não me importo em cozinhar e lavar. Por exemplo, tem muita gente fala assim, ó, eu cozinho, você lava, entendeu? Tipo, quem cozinha não lava.
Voz C:Não, mas o Guilherme é muito fofo, ele faz todos os cafés da manhã, ele faz tipo os almocinhos, ele fica adiantado.
Voz D:A Luiza não entra na cozinha, ela não entra. E eu não me incomodo, fala, pô, eu lavo eu lavo a cozinha, eu deixo o fogão limpinho, deixa... véi, só não me coloca para limpar uma privada, mano. Odeio, odeio, odeio. Então a gente tem essa tipo... amor, você tira o lixo e eu cozinho aqui o almoço e lavo, tá bom? Aí tipo, ah, beleza. Também odeio tirar lixo, não sei por quê, né? Costumo besta, né, descer, tirar... não, mas lavar a louça inteira e cozinhar, de boa. Então a gente tem muito isso assim também, e a diarista ajuda muito também, né? Então a gente às vezes Não sei se vocês têm diarista, provavelmente deve ter ou não.
Voz C:Sim, é muito importante, né?
Voz B:Na minha casa tem 13 pessoas trabalhando.
Voz C:13?
Voz D:13. Amor, a gente precisa de 13, amor.
Voz C:Vamos trabalhar mais.
Voz B:São 13 pessoas.
Voz D:Então, aí tipo, então é exato, aí a gente bagunça ali, a gente: "Não, mas amanhã ela vem, então vai." Então a gente vai acumulando um pouquinho de bagunça ali, só que eu falo: "Véi, a gente não pode fazer isso." que às vezes aparece alguém do nada, né?
Voz B:Não, super entendo.
Voz D:Tipo, tomar uma água aí, aí você: "Ih, perrou, mano." Não, mas a gente já tá passando por uns perrengues.
Voz C:A gente chegou esses dias em casa, a gente foi pro Rio, que eu contei pra vocês, a gente correu lá. Aí de lá, um cliente buscou a gente no aeroporto, a gente foi fazer uma publicidade, passamos o dia trabalhando, chegamos em casa cansados, tipo: "Cara, agora finalmente a gente vai relaxar e tudo." Tava sem luz. Porque eu não passei a titularidade da luz pro nosso Ai, cortaram, cortamos.
Voz D:E aí teve que ligar, e 5 dias úteis.
Voz B:E aí eu entendo, como que é o nome do imposto que tem que pagar? Já não paguei, já tá nos sites de fofoca.
Voz C:Mentira, desculpa, não pago IPTU.
Voz B:Daí o que que é isso, gente?
Voz A:E não paga sozinho?
Voz D:A Luiza soltou essa esses dias.
Voz B:Alguém não pagou pra mim o que é IPTU?
Voz D:A Luiza soltou essa do... Quando ela começou a trabalhar, né, ela começou a pagar as coisas do carro dela e tal, e ela falou: "O que é esse tal de IPVA do meu carro?" O que é isso? Tipo, o que é esses mil reais que eu tenho que pagar do nada? Eu já não comprei o carro.
Voz C:É tanto i, é tanto i, é tanto i que tu vai pagar?
Voz A:Eu acho um absurdo esse imposto, todo ano ainda.
Voz D:É, o que é isso, velho?
Voz A:Tanto imposto, meu Deus.
Voz C:E nessas horas você vê que você não é um adulto pro max, né? Que eu chorei. Gente, eu fui tomar um banho. Eu dormi fedida aquele dia.
Voz D:Tomei banho de caneca, velho.
Voz C:Aí o Guilherme falou pra mim, depois já tinha passado o caos, ele: "Amor, você falou a coisa mais broxante que eu já ouvi chorando".
Voz D:Eu tava assim: "Eu quero o meu pai!" "Eu quero a minha mãe, eu quero a minha mãe, juro, juro".
Voz A:Eu quero os dois. Pra alguém resolver, né? Mas acho que quando vai morar sozinho dá essa virada de chave, tipo: "Não tem ninguém, sou eu que tenho que resolver". Vamos aí, né? Traz um cafezinho pra gente, please. Obrigada. A gente preparou uma dinâmica pra vocês. Inclusive, cadê? A gente precisa também do... Do negócio pra dinâmica.
Voz B:A gente entendeu, amiga. Nós, produção, entendemos.
Voz A:Como é?
Voz C:Fala, gente.
Voz A:Do quadro, do quadro pra dinâmica. Ah, qual que é a próxima viagem de vocês? Quero saber antes da dinâmica.
Voz D:A gente não pode falar, né?
Voz C:Não podemos falar.
Voz D:Porque tá envolvendo mais pessoas.
Voz C:A gente vai num grupo enorme de todos os nossos amigos. Vai ser muito legal.
Voz D:Vai ser muito legal.
Voz C:Qual que é o seu destino agora?
Voz A:Quase falei na hora que ela perguntou. Obrigada, gente.
Voz C:Todo mundo fazendo suspense. São quantos influenciadores?
Voz D:Acho que uns 10.
Voz B:Mais.
Voz D:Mais até.
Voz B:Mas é a trabalho ou é...
Voz D:Não, a gente vai curtir, curtir. Aí a galera tá segurando um pouco ainda pra...
Voz C:Mas é minha viagem. Viajando sonhos.
Voz A:Eu tenho alguns destinos dos sonhos, mas fala uma dica.
Voz D:Qualquer dica, são alguns países, não é um só. É, não dá para falar, senão a galera vai ficar puta.
Voz C:Mas eu vou realizar um dos meus sonhos agora, vou para Nova York. Eu nunca fui.
Voz A:Ah, da Copa?
Voz D:Não, não, mas ela vai estar na época de Copa. Falei para ela, falei: pô, vai gelar, você já Mas é trabalho, não.
Voz C:É trabalho. Uma marca me chamou.
Voz A:Que legal!
Voz C:Mas eu tô muito feliz!
Voz A:Chique! Parabéns!
Voz C:Obrigada!
Voz A:Chique! Bom, vamos fazer a dinâmica?
Voz B:Vamos fazer a dinâmica, mas antes, né, amiga?
Voz C:Fale.
Voz B:O que que a gente vai mostrar?
Voz D:Nada, não?
Voz B:Eu quero mostrar um negócio pra vocês. Desculpa, gente, mas eu preciso mostrar, tá? O que que é? Eu sempre mostro, na verdade. Essa xícara de pilão, tá?
Voz A:Eu tô obcecada, gente, tá? Porque ficou assim, muito linda. Eu confesso que a do último episódio eu levei pra casa, tá?
Voz B:Gente, tem muita cara daquele que literalmente virou um favorito da casa, sabe? Assim, do escritório mesmo, que a gente usa pra tudo, assim.
Voz A:Não, total, total! E outra, vocês sabem que a Vi é, tipo, a doida do café, né, gente? É correria, é de dia, de tarde, de noite, né, amiga?
Voz C:Fala aí.
Voz B:Gente, pilão pra mim é vida. E eu literalmente sou aquela louca que eu sou movida a café. Literalmente, tá? E agora eu tô nessa fase que, sim, querer tomar café é só nessa xícara aqui, amor. Porque eu me sinto mais chique.
Voz A:E também, gente, olha isso aqui, tá? Porque ela é icônica, amores. Vocês podem ter aí na casa de vocês.
Voz B:Dá pra comprar, tá, gente? É só escanear o QR code que tá na tela aqui, ó, aparecendo pra vocês. Clica, tá? Ou o link na descrição também, tá? Pra você garantir a sua.
Voz A:Então assim, então corre, tá? Essa xícara tá linda demais pra você deixar passar.
Voz B:Já vai, compra a sua. Não, e fala sério, café forte do Brasil merece uma xícara à altura, né?
Voz C:A Pilon arrasou.
Voz A:Eu tenho só uma coisa, vocês botaram pouco café pra gente, eu quero mais.
Voz B:Nossa, gente, uma gotinha, o que é isso aqui? Eu sou aquela que bebe a xícara, sabe aquela coisa? Ai, café expresso chique, pouquinho. Não, gente. Eu tenho assim que tomar a xícara inteira.
Voz A:O litrão do café.
Voz D:É viciada em café.
Voz A:Gente, viciada em café. Eu só vivo com café, não consigo começar o dia sem tomar meu cafezinho. É tão bom, né, acordar com aquele cheirinho de café em casa.
Voz B:Nossa, para, não consigo.
Voz A:E agora aprendi a... Como fala quando você programa a cafeteira? Você põe um horário na cafeteira?
Voz D:Ela faz o café sozinha.
Voz C:Ah, isso!
Voz B:Ah não, eu gosto do coadjuvante.
Voz A:Mas é coado.
Voz B:A cafeteira coa o café na hora que você coloca ali o negócio com filtro, com água.
Voz D:Você vai na Roots, né?
Voz A:É de coar o café, amiga? Dá na mesma?
Voz B:Mas a cafeteira... Como a cafeteira é essa?
Voz A:A cafeteira que coa o café.
Voz B:Ah, tá, que você põe o negócio embaixo. É, a gente tá falando aquelas de expresso, de cápsula.
Voz A:Não, é de... Não, você coloca o pó, coloca a água e coloca o horário. Aí eu desço assim, tá aquele cheiro de café em casa, amo. Eu vou passar a cafeteira para vocês depois.
Voz B:Eu vou gravar o celular.
Voz A:Não, o que que é isso aí?
Voz C:Não é, não é café turco.
Voz D:Café turco é diferente, depois vocês pesquisam.
Voz A:É o jeito de fazer?
Voz D:Eles não, eles não, eles não filtram, eles não coam o café, eles põem na burra direto na água, mistura Esquenta e pum, aí você termina ele aí.
Voz B:É, tem um pózinho. Ah, não, Patricinha, eu gosto mais assim mesmo.
Voz A:Bom, vamos para nossa dinâmica.
Voz C:O que, gente, é sério, olha isso aqui.
Voz A:O meu amor responderia.
Voz B:Gente, acabou meu café, tava em metade. Não, é sério, só um pouquinho. A vazia é A minha tem um restinho.
Voz A:Cadê a ali, ó? Dá para eles, amiga.
Voz B:Gente, aqui, bora lá.
Voz A:Nada mais a ver com Dia dos Namorados do que o que meu amor responderia aquelas tags, tipo assim, quem é mais provável, quem faria e tal. Então é para vocês pensarem como o outro, tá? Responder tipo o que ele faria, ele vai responder o que você faria, que você responderia.
Voz C:Sabia?
Voz B:Você vai colocar o que você acha que ela responderia.
Voz C:E eu coloco o que você responderia, entendeu?
Voz A:Tipo, ó, o que meu amor responderia, não é você. Próxima.
Voz D:Olha essas professoras agora na minha época. Guilherme, por favor.
Voz B:Não é você, não é o que você quer, é o que ela quer.
Voz A:Se meu amor ganhasse uma passagem pra qualquer lugar do mundo amanhã, pra onde meu amor iria? Nossa, falamos agora de viagem.
Voz D:Ferrou, vou expor.
Voz C:Sem spoiler.
Voz B:Sem revelar a próxima viagem. Imagem sem expor.
Voz D:Obrigada. É que seria essa, mas eu vou colocar, tá?
Voz A:Não, outro lugar. Pense em outro lugar que ela iria.
Voz B:Se quiser pôr esse também, estragar, né?
Voz A:Imagina, eles devem estar fazendo um monte de conteúdo enigmático e a gente é tipo, vocês vão para o México?
Voz B:Vai tentar chutar, né?
Voz A:Eu acho que eu já sei onde é.
Voz B:É para Disney.
Voz C:Eu te conto.
Voz A:Tá bom, vai, vira aí.
Voz D:Eu coloquei Nova York.
Voz A:Porque você falou que não conhece Nova York, e aí você vai conhecer com a maca. Então mesmo se não tivesse a maca, ela ia para lá.
Voz D:Já sei, ou a outra que a gente vai.
Voz C:Eu, é, Guilherme tem hiperfocos, ele tem hiperfoco muito grande com Londres. A gente acabou de ir porque ele ficou tipo assim Desde o dia que eu conheci ele, falando: "Você vai pirar em Londres, você tem que ir pra Londres. Londres é a melhor cidade do mundo".
Voz A:Ele ficou, tipo, puxando a corda.
Voz B:É porque morou lá, né?
Voz A:Aí você quer, tipo, mostrar pra ela o seu porquê.
Voz D:Londres é a melhor cidade do mundo.
Voz B:Mas foi exatamente isso. Mas tem um pouquinho de romance também, tipo assim, de carinho. "Vem conhecer o que eu amo".
Voz D:Exato. Não, foi totalmente isso. Tipo, eu já sabia tudo lá, fui o guia turístico dela. Fui passando tudo ali.
Voz A:Só não sabia aonde arrancar a unha, né?
Voz D:Exato.
Voz A:Coitada.
Voz D:A gente queria voltar e ficar um mês lá.
Voz B:Nossa, é? Ela acertou?
Voz D:Acertou, acertou.
Voz A:E você?
Voz C:E ele acertou?
Voz D:Acertou.
Voz A:Próxima.
Voz B:Não pode mentir, tá, gente?
Voz C:Qual seria o maior medo do meu amor se a internet acabasse hoje?
Voz D:Ah, eu acho que é o básico.
Voz B:Ó, não vai dar dica.
Voz A:O medo dela. Você não vai dar dica, quer me roubar.
Voz D:Qual seria o medo dela se a internet acabasse hoje?
Voz A:É. Caraca, o que fazer, gente?
Voz B:É que o meu medo não importa muito a internet, meu maior medo não tem a ver com a internet.
Voz A:Não, não, não, mas qual seria o maior medo se a internet acabasse hoje? Não pensa nos outros, o que tem a ver com a internet.
Voz B:Ai, eu vou trabalhar como, amores? Ah, mas apesar que aí spoiler eu posso vender de porta a porta, né? Também tem essa.
Voz A:Gente, eu ia, sei lá, administrar alguma empresa. Não, próximo.
Voz D:Pode virar?
Voz A:Não, próximo, pode.
Voz C:Próximo?
Voz B:Falei próximo.
Voz D:Dane-se, não importa.
Voz B:Próximo.
Voz A:Falei próximo olhando para vocês, vocês mostraram, tipo, louca.
Voz C:Vai.
Voz A:De casa, engenheiro.
Voz D:Engenheiro, a gente vive disso.
Voz A:É verdade, né? O que que vocês fariam? Eu não sei, eu acho que eu ia trabalhar no mundo corporativo, né?
Voz C:Eu acho que eu ia fazer uma pós em marketing pra trabalhar com marketing.
Voz D:Mas não tem internet mais, marketing, cara.
Voz C:Internet não tem mais.
Voz A:Uai, mas tem media off, o por trás do negócio, o pensar em estratégias. Media offline.
Voz C:Ué, não precisa acessar a internet, é televisão, é tudo.
Voz D:Verdade, né?
Voz A:Comercial. É, tem outdoor.
Voz C:Outdoor.
Voz A:Tem mídias.
Voz C:Tudo.
Voz D:Você fez relações internacionais?
Voz C:Mas eu faria uma pós em marketing, complementar.
Voz D:Acho que eu faria jornalismo.
Voz B:Eu acho que ou venderemos porta a porta ou cantaria.
Voz C:Ou o quê?
Voz B:Porta a porta, vou de porta a porta.
Voz C:Quem quer?
Voz D:Ou gastronomia.
Voz B:Ah, isso é legal.
Voz D:Mas o primeiro que é assim, como que eu vou me sustentar até lá? Acabou tipo hoje, como é que eu vou?
Voz B:Vende tudo, vai vender esse reloginho, essas joias aí, aí vender tudo, vamos tá vendendo. Só não sei aonde vai vender, porque não tem internet.
Voz C:A hora que eu falei, exato, tem porta a porta para os amigos.
Voz B:Quer comprar meu relógio? Se pudesse apagar um momento constrangedor da própria vida, qual momento, meu amor, apagaria dela?
Voz A:Se ela pudesse apagar o momento dela, o que que ela apagaria? Que momento constrangedor ela apagaria da vida? Nossa, o meu é fácil, mas eu não posso falar aqui, então vamos deixar baixo. Gente, a hora que eu falei próximo foi muito bom. O Arthur olhou e fez assim: próximo, próximo.
Voz D:Momento que você pagaria? Me ajuda aí, Zena.
Voz C:Nossa, eu também não sei o que falar.
Voz A:Momento constrangedor?
Voz B:Eu sei o seu dela.
Voz D:É que a Luiza não tá nem pra nada, tipo, constrangedor para os outros, para ela não é.
Voz A:Não tá nem aí.
Voz D:Se ela ficar dançando igual uma louca na balada de ponta cabeça, para os outros eu vou falar: "Pelo amor de Deus!" E para ela: "Hahaha, uhul!" Então não sei, acho que nada.
Voz C:Momento constrangedor seu?
Voz D:Difícil essa, hein?
Voz B:Gente, eu pensei em 3 segundos, o meu tá rapidamente. Sério? Nossa, amiga, acho que a gente Revela nossos conceitos.
Voz D:Mas acho que com amizade é mais fácil, sabia? Porque eu sinto que eu dou uma segurada às vezes. Com meus amigos, eu não estou nem aí pra nada. Tipo, eu sou... Com ela eu posso ser mais...
Voz C:Nossa, ai, eu já sei.
Voz D:O quê?
Voz B:Nossa, o Elinor não segura comigo, não.
Voz D:Olha o que você vai escrever, mano, pra ela ver a gente.
Voz B:Segura ela, segura ela. Não, amores.
Voz A:Quem foi a primeira pessoa pra quem seu amor contou que estava apaixonado? Quem foi a primeira?
Voz D:Eu vou ter que desenhar, né?
Voz A:Olha só, deixa eu te falar uma coisa.
Voz D:Quem foi a primeira pessoa pra quem ela contou que estava apaixonada?
Voz B:Que você acha?
Voz A:Que você acha que é?
Voz D:Eu acho, é.
Voz B:Ah, você sabe, professor, explicar. Eu sei, ele falou. Ixi, agora a gente bugou, uma falou em cima da outra.
Voz D:1, 2, 3 e já! Para mim?
Voz C:Não, amor, para uma terceira pessoa.
Voz D:Sinto que você não contou para ninguém. Acho que a primeira pessoa que você contou foi eu.
Voz B:Uai, mas não sei se vale.
Voz D:Uai, mas foi a primeira pessoa. Vale, vale.
Voz B:Eu acho que você não falou para Mas você falou que chegou na sua casa e falou: "Mãe, tô apaixonado." Quem é Vitão?
Voz C:Tô brincando.
Voz D:Eu acho que foi...
Voz C:Eu acho que foi o Vitão. É o melhor amigo de vida dele.
Voz A:Você contou pro Vitão antes da sua mãe?
Voz D:Eu acho que eu contei.
Voz A:Ah, ela acertou.
Voz C:Eu acho que ele chegou em casa pós-viagem. Com certeza, ele já tava lá, tipo: "Vitão, o que que é?" Não, contei o processo inteiro pra ele.
Voz D:Tipo, tudo.
Voz A:Ah, então acertou.
Voz C:E ele achava que o Guilherme tava brincando, tipo: "Ai, tá bom, aham, aham." "Ah, tá bom, Ano Novo." E você voltou pra quem?
Voz D:Não, porque eu falei, o primeiro dia eu falei... Porque todo mundo vai pro Ano Novo, mó farra, né? Solteiro, tipo: "Uhuu, mano, curti!" Primeiro dia eu fiquei com ela, mandei pros caras, falei, mano, meu grupo de amigos, falei: "Mano, tô gostando, tô apaixonado, velho." Primeiro dia. Os caras: "Ah, irmão, pelo amor de Deus, velho. Você tá numa viagem de Ano Novo aí, acabou de chegar, que apaixonado, não." Aí o segundo dia eu falei: "Velho, ainda fiquei com ela de novo." Aí foi o terceiro, quarto, quinto, sexto...
Voz C:Mas eles ficavam tipo: "E as próximas, velho? Cadê as outras?" Eles ficavam indignados.
Voz D:"Não é possível que você casou no ano novo, mano." Eu casei.
Voz C:Muito.
Voz D:Foi o mais engraçado, né, gente. No segundo dia, porque eu fiquei com ela no primeiro dia. No segundo dia, eu não sabia se ela queria ficar comigo de novo, se ela queria só dar uns beijinhos e seguir a vida.
Voz C:Ele veio me perguntar. "Você quer ficar comigo a viagem?" Não, ele veio tipo: "Ah, só pra saber. Pensando em ficar com outras pessoas, assim, sabe? Só pra me programar aqui." O que ela falou?
Voz D:"Ficar com outras pessoas". Não é ficar na cola dela ali, enchendo o saco dela. Trás. E aí, terminou de ficar com ele?
Voz C:Porque não, coitado. Para Camila. Camila tava lá comigo, a Camila, minha melhor amiga, com certeza. Ela já tipo, e aí, segunda vez, terceiro dia, quarto dia.
Voz D:Eles amaram, velho, amaram, eles amaram.
Voz A:Próximo. O que mais irrita meu amor é...
Voz C:Sobre mim ou sobre ele?
Voz A:Sobre ele.
Voz B:Ah, o que você faz, o que você faz que mais irrita ele.
Voz A:O que mais irrita.
Voz D:O que mais irrita no geral.
Voz A:No geral, amiga, não precisa ser o que ela faz.
Voz B:Ah, tá, no geral.
Voz A:É.
Voz C:Mas que eu faço...
Voz A:O que mais irrita ele? Você põe aí. Eu bem paciente.
Voz B:E vamos lá!
Voz D:Meu cérebro já tá bolhando muito aqui.
Voz B:Quem tá?
Voz C:Ela, ela, quem?
Voz A:Seu TDAH coloca.
Voz C:Meu TDAH, pior que é, né, amor?
Voz D:Tadinho, acho que eu irrito muito mais ela do que ela me irrita, velho.
Voz C:É, eu sou bem mais tranquilinha, né?
Voz A:Acabou com ele.
Voz D:Bem mais frequente.
Voz C:Nossa, soltar meu defeito aqui.
Voz A:Seu defeito?
Voz B:Porque o que mais irrita ele é meu defeito.
Voz D:Eu vou colocar uma coisa que você fica muito irritada e triste quando acontece. Vai, vai, 1, 2, 3 e coloquei: não ter café.
Voz C:Pesei o clima.
Voz A:Ah, que você é orgulhosa.
Voz D:Muito.
Voz C:A gente briga, eu fico tipo, você não vai falar nada?
Voz D:De forma alguma. A Luiza não cede de forma alguma.
Voz C:Eu passo por isso também, vai, elabore, sabe, como vamos.
Voz D:E eu tipo, às vezes eu só falo, eu falo, amor, eu não quero mais nada, só quero que você fale desculpa, só quero isso. Eu falo, mano, só pede desculpa, acabou, eu vou ser uma vida linda, só pede desculpa. E quando ela vem, ela vem assim, ó, ela vem tipo chegando perto de mim assim, vem no meu ouvido, tipo, "me desculpa, me desculpa, me desculpa".
Voz B:E aí ele me proibiu.
Voz C:Agora eu aprendi, né, tive que melhorar, psicóloga, sabe, vamos evoluir como pessoas. No começo eu só conseguia pedir desculpa se fosse com voz de criança, tipo, "me desculpa", que aí era menos válido do "I am sorry".
Voz D:Aí eu proibi, aí eu falei, "não, você vai pedir desculpa como adulta". Você vai sentar para mim e falar "amor, desculpa", "Errei." Aí hoje em dia ela chega, mano... "Desculpa, era meu erro." "Desculpa." E olha na minha cara e sai fora assim.
Voz B:Eu já acho melhor.
Voz C:"Errei, fui babaca." "Desculpa, eu errei." E olha...
Voz A:Eu não acredito que essa palavra saiu da minha boca!
Voz C:Desesperada, né?
Voz D:E eu peço desculpa pra tudo.
Voz B:Eu também.
Voz C:É, você erra muito mais.
Voz D:Desculpa, desculpa, amorzinho.
Voz B:Mas você faz e passa, faz e passa. Eu e ele também é assim, um pede muita desculpa "Desculpa, tu não pede pra nada." Hoje em dia ele é o primeiro a pedir, porque ele aprendeu. O que me incomoda, aos pouquinhos ele foi aprendendo a...
Voz D:O que me incomoda é isso, às vezes eu nem quero mais nada, eu só peço desculpa.
Voz C:Não, mas eu tô bem melhor, fala.
Voz B:Tá melhorando, hoje ele melhorou muito também.
Voz A:Tá, sem te chutar ele aí embaixo. "Tô melhor, né, amor?" Mas é doido isso, realmente tem muitas pessoas que têm dificuldade de pedir desculpa, né?
Voz D:É, e quando não tem café ela fica muito irritada, velho.
Voz C:Muito, acaba meu dia.
Voz A:Já que a mãe é responsável por comprar o café. Nossa, ele é responsável, gente. Mas aí você errou, né? Deixa eu te falar uma coisa.
Voz D:Ela que ama café.
Voz A:Não, não, não. E você acaba esquecido.
Voz D:Não, também não, não tem que jogar. Eu falo para ela, velho, não joga responsabilidade, cuida das coisas suas para mim, velho. Por favor, não joga, velho.
Voz A:Tipo, amor, não compre isso.
Voz D:Não, a gente vai junto, a gente vai junto. E aí, tipo assim, e só que a gente tá errando, porque eu acho que a gente tem que fazer mais isso, né, que é sair para comprar as compras do mês. A gente fica picotando as coisas assim. Ah, faltou queijo, já compra um queijo.
Voz C:Faltou presunto, compra um.
Voz D:Faltou ovo, aí compra um ovo. Aí a gente tá gastando uma nota na Feira da Mãe da Padaria pagando R$20 no pão com ovo, porque a gente não quer ir no mercado comprar um pão e ovo. Aí faltou Coca-Cola, compra uma Coca.
Voz C:Mas é tão gostoso o café da manhã.
Voz D:Meus amigos foram em casa, eu falei: "Vou oferecer o quê para vocês?" Tequila.
Voz A:Não, quando forem, aí você vai no mercado, faz uma compra específica.
Voz D:Vai ter, como é que é o nome, queijo? O de queijo maravilhoso.
Voz C:Só perdeu o frango congelado, que era a única coisa que tinha.
Voz D:Sorte, temos sorte.
Voz A:Olha, ela só perdeu o frango congelado, era a única coisa.
Voz C:Mas a gente vai fazer uma compra amanhã.
Voz D:Nossa geladeira é geladeira de corredor, né? Tem energético, Gatorade, e aquele tanto de álcool.
Voz C:E álcool, essas coisas não perderam.
Voz A:Ah, é para não estragar?
Voz B:É, não, espera O que meu amor mais gosta de fazer é...
Voz D:Nossa, já... O quê?
Voz B:Que silêncio. Às vezes... Amigo, o que você acha que eu mais gosto de fazer? O que você mais gosta de fazer, meu amor?
Voz C:Você?
Voz B:Amanhã ter desnamorados.
Voz A:O que você mais gosta de fazer?
Voz B:Dormir. Nossa Senhora, acertou! Dormir, dormir com certeza.
Voz A:Eu gosto mais de comer.
Voz D:Eu gosto mais de comer do que dormir.
Voz A:Comer com toda certeza.
Voz D:Comer é 01 da vida.
Voz B:Mas comer é muito bem também, né?
Voz D:Pode ir? 1, 2, 3 e...
Voz A:Tomar cerveja e churrasco. Ir no cinema. Você gosta muito do cinema?
Voz C:Apaixonado.
Voz D:A gente A gente gosta muito de cinema!
Voz C:Muito mesmo...
Voz D:A gente já zerou cartaz de cinema várias vezes porque não tem mais o que ver—
Voz A:Nossa eu amo filme! Mas ficou uma época sem sair filmes? Ficamos numa época em que quase não saía filmes e agora veio um monte! É verdade, nossa eu amo ir no cinema!
Voz C:Eu fui ontem inclusive—
Voz A:Qual foi o último vocês assistiram?!
Voz C:Ahh, nessas viagens nós estamos conseguindo ir mas eu quero assistir Toy Story 4 agora também—
Voz B:Ai eu vi ontem, tá legal!? Você encontrou sua irmã lá!?
Voz A:Sério???
Voz B:Encontrei minha irmã ali vendo os filhos dos meus filhos— E aí!? Filhos.
Voz C:Perfeito, perfeito, incrível.
Voz A:Você não me falou que você ia?
Voz B:Porque eu não sabia que você ia.
Voz A:Como que eu ia saber? Se eu soubesse que você ia, eu ia dar um jeito de ir.
Voz B:Eu fui encontrar sua irmã, é a mesma sala.
Voz A:Não tô acreditando, ela também não me avisou que ela ia. Aí eu tenho um ódio.
Voz D:Sua irmã é mais nova que você?
Voz B:Mais velha. Mas ela não espera que você não vai, então ninguém te chama, entendeu?
Voz A:Para, eu tenho essa fama que não vou, sabe? É que ela não vai mesmo. Ninguém me chama mais pras coisas.
Voz D:A Luiza também, a Luiza também vai nada. Falha.
Voz A:Só no cinema.
Voz C:Tava vendo uns comédia, minhas amigas.
Voz A:Então, já era. Ela leva sempre, ela leva sempre.
Voz D:Ela tava sem luz.
Voz C:A minha mãe me tirou do grupo da família porque eu estava ausente, que eu falei que foi a loucura da minha vida e tal. E aí minha mãe me tirou do grupo da família no mesmo dia que minha amiga mandou brincando: "Amiga, vou encerrar a amizade com você, tá?" Me mandou um doc. E eu sem luz em casa assim. Ah, você não tem luz, não tem amigo, não tem família.
Voz A:É, pode ser um pai.
Voz D:Era aniversário do pai dela ainda, ela não tinha falado com o pai desde o ano anterior.
Voz C:Eu liguei pro meu pai assim: "Pai, feliz aniversário!" "Que foi, filha?" "Eu tô sem luz." Que parabéns mó ruim, meu, tadinho.
Voz A:Gente, mas é muito doido, porque a gente que... O trabalho, ele engole a gente, né? Parece que assim, você faz um, aí você faz um, aí você faz outro, aí você tem uma viagem, aí você tem não sei o quê. E aí parece que assim, eu só vejo...
Voz B:É só dar um jeitinho, amiga, é só dar um jeitinho. É mentira, tá?
Voz A:Se eu dou, você consegue, amor. E onde que você vê essas amigas?
Voz C:Sempre, sempre.
Voz B:Eu sempre ia na sua casa, não... Vitória. Páscoa, quando fala assim: "Pô, agora eu vou, né?" Agora eu vou.
Voz A:Todo dia das crianças, Páscoa, tudo, sempre na casa dela. Ela sempre faz os eventos, para. Olha aqui.
Voz B:Tá melhorando, amiga, já foi pior, tá bom?
Voz D:Convida, convida que a gente vai, a gente adora eventos e festas.
Voz B:É, te chamei sim.
Voz A:Não, você parou de fazer.
Voz B:Não, sim, é, realmente.
Voz A:Não fez os eventos mais?
Voz B:Não, mas elas acham que eu vou fazer.
Voz D:Você viu que eu já fui em festa de aniversário sua?
Voz B:Com certeza, que ano?
Voz A:Na festa, aquelas que tinha antes de você.
Voz D:Ela dava umas festas absurdas, né?
Voz A:Tipo, foi de pé, né?
Voz B:Você acredita?
Voz D:Não, ela me convidou, convidei.
Voz B:Cara, convidei mesmo.
Voz D:Convidou, convidava todo mundo, mandava tipo...
Voz B:Por isso que eu te reconheci.
Voz D:Que tava na festa de aniversário dela. Foi?
Voz B:Você era amigo dos meus amigos?
Voz D:Eu era.
Voz A:Ela descobrindo agora.
Voz D:Eu era amigo da Giovanna Chaves. Sim! Era amigo de toda essa galera aí.
Voz B:Deve ter ido em qual? Qual era o tema? Você lembra? Fantasia?
Voz A:Neon? Você inventava uns temas?
Voz D:2018.
Voz B:Ah, fantasia.
Voz D:2018, 2019. Fui umas e umas festas.
Voz C:E 2019 foi do pijama.
Voz D:Fui no do pijama.
Voz C:Ai, meu amor, é bom, né?
Voz D:Não, era umas festaça.
Voz B:Sim.
Voz D:Tinha tipo 300 pessoas.
Voz C:Tudo na roupa e tal.
Voz A:Não, mas era um meme, eu queria agradecer, eu queria agradecer, eu queria agradecer.
Voz B:Agora que vai sair, agora brigadeiro, agora tira.
Voz D:Antigamente era muito mais assim, né, tipo...
Voz B:Eu faço até hoje.
Voz D:Não, mas esses dias a gente postou, eu postei uma foto com a Luiza assim de mostrando a... A gente fez uma publicidade para uma marca de aliança, a gente mostrou aliança e tal. Inclusive eu perdi a minha aliança.
Voz C:Oh meu Deus.
Voz D:Galera, galera, mano, me esculacha na internet.
Voz C:Gente, mas acho engraçado, seu babaca, seu escroto. Foi muito, gente, vamos cobrar ele absurdamente. Como assim você está sem aliança e ainda debochou nos stories que perdeu?
Voz A:Eu acho que é muito.
Voz D:Eu perdi na viagem, ela comigo na viagem, e tipo achava que eu sei lá.
Voz A:E você não sabe como você tirou?
Voz D:Em algum lugar eu tiro para treinar, e aí porque machuca muito, né? E aí, e aí minha cabeça em cima dele Ele: "Amor, você tá com a sua?" Eu: "Não, não tenho." "Não, não tem, você não usou há quanto tempo?" Eu: "Amor, um bom tempo." Ele: "Por que você não me conta?" Só eu que sou o otário e ela não usa aliança há meses e não cobram ela.
Voz A:Mas eu tenho net.
Voz C:Eu não sei onde ela tá.
Voz D:Nem aí pra aliança.
Voz A:Meu Deus!
Voz D:Pô, eu gostava muito dela. Enfim, a gente fez a publi pra aliança, eu postei uma foto, tá ligado, da aliança.
Voz B:Parece aliança, né?
Voz D:A galera achou que a gente tava casando, velho. Pessoal, e aí a galera começou a me chamar, né, de parabéns. Não, as empresas de lugares de casamento, de graça, quase R$400 mil. Vem aqui fazer isso aqui, você paga nada, ou tipo 75% de desconto. Eu falei, amor, vamos casar, vamos casar, vamos só fazer uma festa, a gente faz uma festa lá, casa, casa.
Voz A:Então não teve pedida Não, ainda não. Mas eu quero um. Vocês não pensam em casar agora?
Voz C:Agora, agora não.
Voz B:A cara dele querendo.
Voz D:Agora, agora, hoje em dia não, mas próximo.
Voz B:Agora não, tipo daqui 2 meses.
Voz D:O sonho da minha vida, mais que ter filho, mano.
Voz A:Sério?
Voz D:Sério, o maior sonho é casar mais que ter filho. Já te falei isso.
Voz C:Tá falando isso pra engajar. O meu é o convinho do clássico, tipo casar, filhinhos, feliz. Casar, filhinhos, feliz. Eu sempre esqueço, escrevo casar feliz.
Voz A:É importante.
Voz D:Casar feliz, exato.
Voz A:Mas olha aqui, agora eu tô pensando no— eu fiquei viajando aqui pensando assim, imagina ele tá planejando pedir dela.
Voz C:Agora não.
Voz B:Agora não.
Voz A:Agora eu aceito. Eu fui lá, eu falei: "Gente, imagina, ele tá..." Não, mas olha só, pediu namoro, pediu em casamento, não significa que ele vai casar logo, entendeu?
Voz D:Pode ter um ano, dois anos.
Voz A:Vocês estão... Vai fazer dois anos.
Voz B:Mas aí vocês estão se planejando assim, tipo, querendo ou não... Eu sei que tá muito cedo pra falar disso, mas tipo assim, filhos é uma coisa que vocês têm essa coisa na cabeça: "Ai, quero com tal idade".
Voz D:Eu quero quando ela quiser, até agora eu tenho. Eu juro por Deus, tá na mão dela. Eu já falei isso pra ela.
Voz A:Mas é que você que escolhe mesmo, que a vida do homem não muda nada.
Voz B:Nada, entendeu?
Voz C:É por isso que eu falo: "Não, calma, tipo, meus pais gravam o casamento, sabe? Eu quero me programar, eu quero fazer as coisas do meu jeitinho." E essas coisas envolvem dinheiro, planejamento, tudo, sabe? Eu não quero, tipo, casar assim e depois: "Ai, não vou conseguir realizar isso", sabe? Eu quero, sei lá, pode ser considerado fútil, mas me apaixonei por um vestido específico, eu quero poder me dar. Pagar isso, porque eu que, sabe, não vou pedir para o meu pai, eu que vou pagar. Então eu quero ter o tempinho de poder realizar meus sonhos com calma e do jeitinho que eu quero, sabe?
Voz D:Você quer viajar muito, né?
Voz C:Só que é engraçado isso, porque o pessoal vem muito, tipo, já, tá morando junto, não vai casar, né, amiga?
Voz B:Já conheço essa história.
Voz C:Ou coloca como se, tipo, tá nas mãos dele. Eu tô aqui louca para ele me pedir, tá, tipo, só ele para decidir ou não. Tipo, eu também tô vendo se eu quero casar com ele, sabe?
Voz D:A galera me cobre: "E ele vai pedir nunca?" Eu também tô vendo, ele também tem que mostrar.
Voz C:Eu tenho que mostrar pra ele que eu vou ser uma boa, eu sou a pessoa que merece casar com ele. Mas ele também tem que me mostrar que ele seria o cara ali, tipo: "Meu, ó, vou ser um bom marido, vou ser uma boa pessoa, boa parceria." Também tô vendo.
Voz D:Mas as pessoas me cobrem: "Ele vai pedir nunca?" Eu falo: "Por mim, já tava casado já, não depende de mim." Mas as pessoas ainda, primeiro casam, depois moram junto?
Voz C:Não é possível.
Voz A:Sim, amiga.
Voz C:Sim, não, eu postei um negócio com ele, tipo um memezinho.
Voz D:Para mim tem que morar junto com a gente, pelo menos um aninho ali para entender como funciona. Exato, porque aí casa, mora junto, não funciona. A gente tem um casal, acho que é incrível, velho, é o Rafa e a Rafa.
Voz C:Tipo, beijaram, namoraram, moraram junto, casaram, eles foram morar juntos antes de Mora junto antes de namorar. Casadíssimos, tipo, felizes.
Voz A:Ah, encontraram o amor da vida.
Voz C:Nada tem regra, né? E às vezes um pessoal que vai super na regra não acaba dando certo, nada é certeiro.
Voz A:Gente que tem um caso muito próximo, tipo, namoro, sei lá, uns 10 anos, aí não morava junto, casou, 3 meses separou.
Voz C:Convivência mostra algumas coisas. Nossa, nossa, bem acabado.
Voz A:Eu comecei a namorar a distância.
Voz D:Não, você é casada?
Voz B:Eu sou casada, mas eu não casei com casamento, eu casei só tipo...
Voz D:Ah, você não teve casamento?
Voz A:A gente vai casar agora.
Voz B:Agora vai casar em agosto.
Voz C:Ah, amei!
Voz B:Mas o meu foi ordem toda errada, errado assim, né? Tipo, comecei a namorar, eu já estava grávida, só que eu não sabia. Aí ele me pediu em namoro, eu descobri tipo 3 dias depois que eu tava grávida.
Voz D:Vocês estavam ficando...
Voz B:Ficando, deu 2 meses, a gente ficou por 2 meses, em 2 meses ele me pediu em namoro, 2 meses. Ele achou "Rápido?" Mas eu falei: "Aqui em São Paulo é normal, amor." Eu pedi ela em 1 mês. Ele falou: "Não, lá no Rio..." Mentira. No Rio é no mínimo 6 meses. Aí eu: "Cala a boca." O Cacau que saiu do Big Brother quer pegar todo mundo, é isso que ele quer dizer.
Voz A:A lua vem na barriga já, assim, ó.
Voz B:Cala a boca, pai. Aí, beleza. Comecei a ficar 2 meses, pedi namoro. Eu já estava grávida, não sabia. Ele me pediu namoro 3 dias depois, ou eu descobri que tava grávida, ou... Ah, não, eu descobri 1 dia antes de eu pedir namoro que eu tava grávida. Grávida. Só que ele já tinha colocado na minha agenda que ia me levar para o mato me pedir namoro, e eu não sabia. Tava tipo minha agenda bloqueada. Eu, para onde? Aí foi para o meio do mato, eu descobri que tava grávida, aí ele pediu namoro. Eu falei, ah, vou aceitar, né? Tô grávida, vamos embora. Aí eu tava grávida, mas eu não amava ele ainda. Tipo, nossa, mil amores. Eu falei, vamos tentar fazer dar certo. Hoje é o amor da minha vida, tem dois filhos, dá a ordem totalmente. Aí veio um filho, aí eu falei, eu quero ter dois.
Voz D:Aí ele "Vamos embora?" Aí eu falei: "Então vamos amamentar." Se você pedir mais, o William vai falar: "Vamos embora." Aí ele amou a ideia.
Voz B:Aí com 10 meses da Lua, não tinha nem 1 ano, eu já engravidei de novo. Aí já engravidei de novo, tive outro. Hoje ela tem 3 anos, ele tem 1 ano e meio. A gente vai casar agora, depois de 2 filhos.
Voz A:Eu imagino eles entrando. E eles vão estar na cerimônia.
Voz C:Então, tipo assim, pra mim é tudo certo, não é tudo errado.
Voz A:Não tem regra.
Voz B:Pra mim foi perfeito.
Voz A:Então... Tem perguntas?
Voz B:Sim, pode ser.
Voz A:Cadê a pergunta da... Galera, já rolou alguma mentira de vocês assim na internet? Alguma fofoca que vocês falam: "Gente, da onde surgiu isso?" Mentira.
Voz D:Teve uma.
Voz C:Qual?
Voz D:Teve uma. Mano, a internet é muito engraçada, né? Aquela do casamento lá. Inclusive, no casamento desses amigos nossos, a Luísa estava com um vestido decotado. E o vestido pesava.
Voz C:Ele era pesadaço, ele era um bolo assim que saía. Então ele ficava caindo. Porque tipo, não tava tão preso. E aí ele caía, ele tava me incomodando muito.
Voz B:Muito.
Voz C:E a Camila virou para mim e falou assim— eu tava tipo cogitando ir embora da festa porque ele tava me enchendo muito o saco, ele enganchava nas coisas e tals. Camila virou para mim e falou: meu, vamos trocar de vestido, tipo, vamos ver se em mim fica mais justo, sei lá, cai de um outro jeito, e para você não ir embora, né? A gente trocou de vestido no casamento da minha amiga. E aí começaram a falar que o Guilherme pediu para trocar os vestidos porque estava decotado, tava decotado e ele não estava aguentando as pessoas. Que que era? Falaram que eu tava, que eu pedi porque tava decotado, ele tava achando um absurdo. Aí a galera super fake assim, começaram a inventar, eu não sei da onde a galera tirou isso, mas as pessoas inventam.
Voz A:Então aí um comentário que a pessoa inventa, pegam aquele comentário e aquilo vira verdade. Isso, ó, não tem coisa pior, não tem, juro, não tem coisa pior para mim do Que isso? E agora eu tô comentando nas coisas também, vou lá e comenta: é mentira, é mentira. Que saco, que saco, já tá me irritando.
Voz C:Quando não distorcem coisas também, tipo assim, no meu aniversário foi uma doideira. A gente passou, a gente saiu de um restaurante e eu encontrei um cachorro no meio da rua. Eu fiquei tipo: meu Deus, a gente tomado um vinho, meu Deus, que absurdo esse cachorro aqui. A gente, enfim, resumindo a história, tipo, a gente foi perguntar para os porteiros o que que tinha acontecido, porque o cachorro tava ali, o cachorro no meio da tava na rua, tipo, perdidaço. Não era nenhum cachorro que morava ali. Aí eu falei: "Não, a gente vai salvar esse cachorro." Coloquei ele dentro do meu carro. Só que era um cachorro de rua, então ele tava com a pele toda ferradinha, tadinha. Tipo, ele tava todo judiado. A gente passou o meu aniversário de fato, porque isso foi à meia-noite, a gente passou o meu aniversário de fato no dia seguinte no veterinário, tirando sarna do cachorro. Tipo assim, Guilherme comigo, me ajudando o dia inteiro. A gente, tipo assim, dando banho no cachorro e tudo. E o pessoal, a gente foi abrir o celular, tava querendo matar ele, falando: você é um namorado péssimo, que babaca, você não deu parabéns para sua namorada que está com você para tudo.
Voz D:Não postou nada para ela, seu babaca, seu lixo.
Voz C:Porque ele não postou coisas para mim no meu dia. Só que o cara na vida real tava lá me ajudando, me apoiando, e a gente não tinha postado a tour ainda.
Voz A:Gente, mas e aí, como vocês lidam com isso?
Voz C:A gente aprendeu muito a separar o que não é verdade, sabe? Eu também aprendi a entender que não é sobre mim, sabe? Da mesma forma que vai ter gente tipo, nossa, me exaltando num nível que não sou também. As pessoas colocam, às vezes a pessoa que tá é uma figura pública.
Voz D:Ninguém que tá bem na vida vai criticar uma pessoa de graça, velho. Ninguém vai chegar para você falar tipo, nossa, que cabelo feio, né? Jogar um hate numa pessoa, você pode ter certeza que você tá melhor que ela, tá ligado? Eu não vou. Eu posso até achar uma coisa, falar, nossa, que feio, Não vou comentar lá. Pessoa que comenta isso, ela não tá bem. Então eu penso quando eu falo, véi, às vezes é uma coitada, às vezes ela tá lá e tá tipo comentando, tá.
Voz C:É, aquilo diz muito mais sobre ela, né? Se eu vejo algo, eu falo, nossa amiga, que é isso? Eu vou guardar para mim, eu não vou, nossa amiga, que horror, credo, sabe? Separar seu tempo para destilar um ódio assim, você não tá bem.
Voz A:É, mas é difícil saber se parar, né? Porque às vezes você fala, não, não vou, não vai atingir E depois, será que é verdade isso?
Voz C:Mas já aconteceu das pessoas estarem falando, e eu na época: "Nossa, que inveja, que inveja!" E depois passar o tempo, eu tipo: "Tavam certos." Teve uma época que eu tava assim, ó, bebezão da boca inchada. Do que?
Voz A:De preenchimento?
Voz C:De preenchimento, a boca uma linguiça. Eu tipo: "Cara, que pessoas invejosas, sério." Nossa, internet é muito isso, ninguém quer te ver linda, todo mundo quer apagar seu brilho. E a gente vê hoje em dia, tipo, eu falo Não, a gente veio e falei: cara, como ninguém avisou? E as pessoas da internet lá avisando.
Voz D:Não, mas é diferente quando é um monte de gente falando: amiga, seu preenchimento tá muito grande. Tem muita gente que comenta assim.
Voz C:Amor, ficava eu, Camila e Júlia, as três. Gente, nossa amiga, é muita inveja. As três, uma para outra. Nossa, a gente é muita inveja. Isso, para, velho, sério. Não, nem dá atenção. As três, elas Quem que ia avisar quem? A outra boca de linguiça não ia, era 3 bocas de linguiça falando, "Você é hateada". Então às vezes não é inveja, às vezes é real.
Voz B:Às vezes você tá pensando mesmo, "Tira isso, bichinha, você tá horrorosa".
Voz C:Mas aí pega também um pouco, porque aí eu cortei o cabelo uma época e fiquei morena, fiquei tão apagadinha.
Voz D:Ficou nada, ficou nada.
Voz C:Não é que eu estava... Eu não me vejo e falo: "Nossa, tava feia". Tava muito apagadinha, tava muito...
Voz A:Mas de que época é isso?
Voz C:Eu não lembro. Dura pouco, mas eu dei um jeitinho de me livrar dela. Aí o pessoal ficava, né, tipo: "Nossa, amiga, brilhou muito menos." Aí não, ela quis... Sei lá, é o upgrade ao contrário.
Voz B:Nossa, já aconteceu muito isso comigo.
Voz A:Muito, tipo, às vezes o cabelo ficava ruim e o povo...
Voz B:E aí você vê no espelho, no fundo você concorda, você fala: "Não, acho que eu vou acostumar, eu vou acostumar." Que medo!
Voz C:Na internet, o importante é que eu gostei, sabe? O importante é eu me olhando no espelho e tá incrível pra mim.
Voz B:E eu lá no final do dia: Tipo: "É uma merda, sei lá o quê".
Voz C:E eu, tipo: "Agora eu não posso nem voltar tão rápido, porque vão saber". Eu tenho que sustentar um tempinho. Só pra não dar um abraço feio.
Voz B:Bora pras perguntas da galera. A primeira é... Eu adorei. "Luiza, qual foi a reação da Camilla quando ele te pediu em namoro?" Eu acho que ela previu.
Voz C:A gente casou, ela já ficou muito, tipo... Ela já ficou lá... Ela assistiu muito de perto, tudo.
Voz D:Ela viu tudo, né? Ela ficou ali, ó... Mas você avisou ela?
Voz B:Tipo, ai, vou pedir. Ou não?
Voz D:Você avisou?
Voz B:Ou você só foi de surpresa?
Voz D:Não, não avisei. Eu só sei que ele tava planejando. Avisei o Yuri, acho, na época. Falei pra ele que eu tava planejando uma parada.
Voz C:Eu tava planejando me pedir na praia, ele me contou. Tipo, porque a gente tava no Rio, né, no Carnaval. Me pedir na praia, ele falou: "Eu quero." Me pedir na praia, num negócio bonito, sei lá, pôr do sol. Aí sabe como ele me pediu? Eu tinha saído do banho, tava de toalha.
Voz B:Tava de toalha assim. É ansiedade, galera, deixa eu ir.
Voz C:Penteando os cabelos e o Guilherme ficava: "Vem aqui!" Aí eu: "Calma, amor, tô me arrumando." Tipo: "Amor, vem logo!" Ele ficava: "Vem logo, amor!" Tipo, chato.
Voz D:Que que foi?
Voz A:Tô me arrumando.
Voz C:"Vem, amor!" Tipo, o que ele quer? Cheguei lá, sentei de toalha, cabelo assim, tudo cheio de água. "Que que foi?" Ele: "Então, você sabe que eu gosto assim, tô gostando muito do quê?" Começou a se declarar eu de toalha assim, pós banho, vocês entenderam?
Voz A:Não dava pra ter esperado? Eu tava morando com você.
Voz C:Tinha passado nem um negócio de uma toalha no cabelo. Eu falei: "Quer namorar comigo?" Aí ela: "A gente já tá namorando?" Eu não entendi. Aí que ela: "Quero!" No fundo, eu amei. Elas são as suas idades?
Voz A:Gente, mas que coisa! Amanda! Quantos filhos querem ter e quais nomes dariam? Nossa, já, gente!
Voz C:A gente quer um casal.
Voz D:Eu quero, eu quero, eu não quero casal, eu quero duas meninas, você sabe, eu quero duas meninas, eu quero.
Voz B:Tem nome na cabeça? Ai, quero muito esse nome, sempre quis.
Voz C:Eu já sei por quê.
Voz D:Por quê duas meninas?
Voz C:Porque ele tem medo de ter um filho igual ele foi.
Voz D:É, mó bad, né? Eu tenho medo de ter um filho igual a mim, velho, igual, tipo, eu sei o que eu sofri na minha vida com as coisas de moleque assim, sabe?
Voz B:Não, mas é porque você não tá medicado, é só medicar seu filho cedo se tiver TDAH.
Voz D:"Vai chegar, pronto, vai resolver." Então eu tenho medo, tipo assim, velho, já... A minha mãe fala, meu pai fala, velho, tipo, a gente uma hora que não tinha mais o que fazer.
Voz C:Conta a história do elevador que você fez criancinha.
Voz D:Nossa, eu vou contar uma história. Pode contar, conta, conta.
Voz C:Foi criancinha.
Voz D:Criancinha, eu tinha tipo uns 13 anos, 14, moleque. Cheguei assim, aí eu tava no elevador da escola, né, mas minha escola tinha um elevador que era um andar só. E eu tava no elevador, que nem era da escola em si, era tipo um elevador de funcionários, os alunos nem tinham acesso. E eu entrei esse elevador com os amigos meus.
Voz C:Não foi do prédio?
Voz D:Não, foi da escola. Eu entrei no elevador com os amigos meus e aí, brincadeira de moleque, eu mostrei a bunda no elevador, tipo mostrei a calça assim, mostrei a bunda, e subi de vez. Os amigos. Aí beleza, aí passou uns dias, o diretor ligando para meu pai, né? Ó, então queria vir, eu queria que seu filho viesse, queria que vocês viessem aqui na escola, tal, aconteceu uma coisa muito séria, tipo um absurdo, velho, tipo uma coisa. E eu falei, mano, o que que eu fiz, velho? O que que eu fiz? O que eu fiz? O que eu fiz? Eu fiquei pensando, meu pai falou, fui chamado na escola, e eu não sabia que eu tinha feito. Falei, velho, mano, não briguei, não, não saí da aula.
Voz A:Você fala assim, deu, mas eu não sei "O que é?
Voz D:Fala aí agora, mano." "Não sei o que é." E meu pai falou que é muito importante. Aí eu falei: "Ferrou, velho, o que eu fiz?" Eu fiquei caçando. Aí ele chegou e falou: "Então, seu filho..." Ele falando, meu pai, tipo, como se eu tivesse feito a maior atrocidade da Terra, assim, tipo... Não como se eu fosse um moleque de 13 anos mostrando a bunda pros amigos. Aí ele: "Seu filho, ele fez um ato de nudez e tal." E até aí eu não tava entendendo. "Que que eu fiz?" Mano, até agora eu não sei o que eu fiz. Aí, não, que ele mostrou as nádegas no elevador da escola. Aí meu pai, eu: "Não, eu não mostrei." Eu não lembrava na época. Eu falei: "Não mostrei, claro que não." Aí eu mostrei a bunda? Que horas que eu mostrei a bunda? Eu falei: "Eu não mostrei, não mostrei." Era tão normal, né?
Voz C:Tão comum.
Voz D:Era, mó zoeira, tipo coisa de moleque mesmo.
Voz B:Era só uma bunda.
Voz D:É, eu falei: "Mano, não mostrei, não mostrei, não mostrei." Mano, o cara veio, mano, o cara abriu um bagulho, imprimiu a minha bunda, velho, e mostrou pro meu pai, tipo: "Não fez?" Mostrou assim, tipo lacrou, assim, mostrou uma foto impressa da minha bunda. 'Olha minha bunda na câmera do elevador.' Mano, meu pai na hora fez isso, ficou segurando o riso assim. Aí ele: 'O senhor acha engraçado?' Aí ele: 'Não.' Meu pai segurando o riso assim, tipo, ele falou: 'O senhor imprimiu uma foto da bunda do meu filho?' Ele falou. E o cara, tipo, e o cara: 'Não, eu tive que botar.' Cara, que amoroso, porque eu já era famoso já por tipo fazer atrocidade. Eu tomei suspensão sem ir para escola, velho. Eu nem tinha ido, tomei suspensão. Aí chegou em casa, eu falei: 'Eu nem fui esse dia.' "Véi, aí deu uma volta, enfim, aí meu pai segurou, mano." Então, eu era muito, muito, muito medroso.
Voz B:Mas agora eu quero saber, quem tava à toa vendo a câmera bem na hora, que printou e imprimiu a foto?
Voz C:Não.
Voz D:Mano, ele acha que eles já deviam ter me seguido. O que eu sei, eu saía da aula, eu era tipo um alvo pra galera, tipo assim, "Ele vai fazer alguma coisa." Um alvo, a vítima. Não, era um alvo de tipo, de caçar assim, ó. Ficava os bedel me seguindo assim na escola, tipo, o que ele vai fazer? Alguma coisa. Eu era muito, eu era muito. Então eu tenho medo de ter filho homem por causa disso, velho. De chegar e esse moleque ser igual a mim, gostar de homem.
Voz A:Meu querido, mas também menina não impede muita coisa, né, amigão?
Voz D:Então, já que tem umas meninas doidinhas também, né?
Voz C:Eu queria muito um casal, muito.
Voz B:É o sonho da minha vida.
Voz D:É muito legal. Mas eu também, eu tô disposto também a ter um casal.
Voz C:Tudo bem, né?
Voz D:Tudo bem, velho. Tem que nascer igual ela, o menino.
Voz B:Qual a maior dificuldade que vocês já enfrentaram juntos?
Voz D:Juntos como casal? Será? Porque assim, eu tenho dificuldades minhas que, querendo ou não, é junto, porque quando a gente tá junto é casal. Então as minhas dificuldades também são as delas, ela tem que abraçar, né? Então tipo, já tive muitos problemas meus que ela abraçou e os problemas dela que eu também abracei. Mas acho que nós dois juntos Dificuldade, a maior dificuldade?
Voz C:Eu diria que a maior dificuldade foi a gente ajustar o nosso jeito. Não foi algo muito pontual, foi o processo da gente ter a personalidade extremamente forte. Porque a gente depois foi conversar, né? No sentido de tipo assim: "Cara, como que você se relacionava?" E a gente entendeu que outras pessoas que a gente já tinha se relacionado eram pessoas que cediam mais. Então a gente não tinha ainda a dificuldade de ter alguém que também é muito já... Sabe, que vem muito numa personalidade forte. Então, acho que o processo da gente entender que nós dois temos muita vontade de vencer as brigas e vontade de estar certo e orgulho. E essa vontade de: "Não, vamos... Se a gente se ama e a gente quer estar juntos, a gente vai ter que muito estar disposto a dar o braço a torcer e querer entender o outro". Acho que pra mim foi esse processo.
Voz D:É, eu acho que a dificuldade é isso. A gente tem que mudar uma coisa que é muito enraizada na gente, né. É muito difícil, né? Tipo, você tem uma educação que é assim, eu tenho uma educação que é assado. E a gente tem que entender que isso não é legal pro relacionamento, tipo. Porque você tem que estar muito disposto, velho.
Voz A:Não, e o outro tem que entender que talvez a sua atitude não seja na maldade. Talvez seja porque você foi criado assim, que não sei o quê.
Voz C:Aí, tipo, você tem que ir muito a fundo assim.
Voz D:A gente pensa muito, tipo assim: "Não, isso é certo". Às vezes o certo pra você não é o certo pra ele. Todo mundo foi criado assim. Por que o certo é pra você? Foi a gente conversar de tudo.
Voz B:Mas teve alguma coisa que foi mais difícil para você enxergar, tipo, que era ruim para o relacionamento específico?
Voz D:Eu falo, falar de mim, eu sou muito desapegado, muito desapegado com tudo. Tipo assim, eu não ligo para absolutamente nada de material. Tipo, ah, quer, pega, pega. Tipo, e eu comecei a ficar muito desapegado, e também eu comecei a ficar desapegado com as coisas dela. Então, tipo, isso começou a incomodar ela. Até hoje incomoda um pouco, né? Tipo, uma câmera, uma coisa assim, aí deixa jogada, deixa ali. Aí tipo, sabe? É uma coisa que eu via muito disso. Nunca liguei pras coisas, tipo, coisas materiais assim. Então eu... E aí ela falava: "Véi, não é porque você não liga que eu não ligo, entendeu?" Matei pra comprar! É, exato, entendeu? Então eu tenho que entender que tipo, pô, preciso... Isso de ser esquecido também, velho.
Voz B:Sumir esquecido.
Voz D:É, eu sou muito esquecido. Então, tipo, eu não sei quantas vezes já avisou para eu não trancar, não deixar a porta aberta de casa, mas 15. Ar-condicionado com a porta aberta também, nossa, umas 200.
Voz B:Mas eu torço para vocês velhinhos de cabelo branco e ela fecha a porta, fecha a porta, cacete!
Voz D:A gente falou isso esses dias, já pensou, gente?
Voz B:Só manter, deixa a porta, a gente nunca vai melhorar não.
Voz D:Ele foi brincando, vai ficar enchendo o saco, vai ficar É, tudo bem, é isso aí, vambora.
Voz A:Um sonho que vocês querem realizar juntos ainda esse ano?
Voz C:Ainda esse ano?
Voz D:Casar, filhos.
Voz C:Isso me lembrou o áudio da Virginia e do Zé Filipe, sabe?
Voz B:"E o filho vem quando?
Voz C:Você vê que você tá doido querendo." Eu também tô. Adoro esse áudio. Adoro esse áudio.
Voz D:Uma, como é que é, um sonho que a gente tem para realizar ainda esse ano. O que, amor, que a gente quer realizar?
Voz C:Pra mim ele vai se realizar, que é a viagem.
Voz D:É a viagem, é a viagem.
Voz A:Gente, onde será a tua viagem? Quantos lugares vocês vão na viagem?
Voz C:Não é o lugares, é o lugar.
Voz B:Você pode contar quando desligar a câmera? Eu não vou contar pra ninguém, só pra mim.
Voz C:Ela nos stories.
Voz A:Gente, vocês não sabem pra onde eles vão. Aí eles postam, né, a gente tá indo, e a gente lá nos comentários, a gente já sabia!
Voz C:Adoro!
Voz B:Agora pro Guilherme, como que foi de falar na Versace? Eu sempre falo errado.
Voz C:Versace.
Voz B:Versace. Faço Versace. E conhecer a Dua Lipa. E teve experiência conhecendo outros famosos, né? Quando você foi.
Voz D:Tive, tive. Nossa, foi... Putz, vou falar que foi uma das melhores experiências da minha vida, assim, uma das. Porque eu era modelo, né? Então eu fui modelo por muito tempo. E aí eu fui chamado pra morar fora, morar em Londres. E eu fiquei lá 45 dias sem trabalhar, sem fazer nada, absolutamente nada. Eu tava, juntei meu dinheirinho, fui para Londres e eu tava gastando em reais lá. E eu falando com a minha agência, velho, e aí, e aí, eu preciso trabalhar, preciso trabalhar, não tô sem nada e eu tô gastando em libras aqui. Aí eu, beleza. Aí deu 5 dias antes de eu voltar para o Brasil, porque eu comprei aquela passagem flexível, sabe, que você pode trocar, você paga uma taxa e você pode trocar para voltar antes ou voltar depois.
Voz C:2.
Voz D:E aí eu falei, beleza, eu vou ter que voltar, não tô trabalhando. Aí deu 2 dias depois, uma mulher me ligou e falou, manda uma foto sua aí e um vídeo andando. Eu falei, beleza, mandei. Aí ela falou, então amanhã você vai para aí, fiz em Ibiza, amanhã você vai para Ibiza que você fez, pegou a campanha da Versace. Aí eu já falei, nossa, nem queria saber cachê, nada. Falei, ah, incrível, tá, eu tô indo. Falei, velho, negocia aí, eu só quero ir. Incrível. "Porque isso para um modelo é muito grande, fazer uma marca internacional é o que a gente chama de tipo, velho, você chegou lá, né? A gente fala, pô, você chegou, você fez uma grife, sabe? Fez, sei lá, Dolce Gabbana, fez um Versace da vida, você chegou lá." E aí eu me emocionei, liguei para minha família e tal. E aí quando eu fui lá, tipo, eu não sabia que era com a Dua Lipa a campanha, né? Eu só cheguei lá, tinha eu, mais um modelo homem e duas Mulheres, eu não sabia, e eu só vi ela vindo assim. Ela e a Donatella Versace.
Voz C:Eu falei, mas ela é uma mulher corriqueira, né?
Voz D:Tipo, rotineira, cotidiana, assim, normal. Aí eu vi as duas vindo assim, eu falei, a Donatella Versace. Aí eu falei, mas é a Dua Lipa. Falei, não, não era. Aí eu pensei comigo, cara, que é, por que que não seria, sabe? Eu tô aqui na Versace, claro que é ela. Aí eu vi ela, ela comentou a gente, tal, conversou com a gente. Aí beleza. Aí tinha uma foto que saiu, que foi a foto da campanha, é uma foto que eu tô na piscina, eu tô nadando na piscina e ela tá tipo na borda da piscina Minna apoiada assim com a cabeça pra cima, eu tô nadando e eles pegaram um take eu embaixo dela. E aí era inverno, era outono, inverno na Espanha, a água tava tipo 7 graus, é tipo banheiro de gelo que a gente faz, é bizarro. E aí a galera era tudo europeu e aí a produção falou assim, ó, quem quer, a gente vai ter que fazer uma foto na água "Se alguém se disponibilizar pra entrar na água, a água tá muito gelada." Aí eu já ia: "Eu entro." Tipo, brasileiro, nem aí, velho. Quantas mais fotos aparecer minha aqui e os europeus ali... Perguntei pra um cara lá, o outro era o Fernando Lin desse, Fernando Lin, que fez Elite, um cara bonitaço, assim, mal pinta. E esses caras, perguntei pra eles: "Você já trabalhou com Versace?" "Já, já." Eu falei: "Quanto tempo?" "Umas 12." Tipo, os caras já eram muito grandes, então eles não iam se submeter a entrar na água gelada ali. E eu falei, velho, oportunidade da minha vida, beleza. Só que até então ninguém sabia que a foto era com a Dua Lipa. E aí ela ficava no camarim lá e eu sentado, e ela tipo, e eu lá na água. Ela falou, entrei na água, eu congelando. Ela veio, sentou assim do lado e falou, a mulher falou, você vai nadar aí, vai tirar foto. E aí ela tirou foto, e essa foi a foto da campanha, tipo, a foto principal, né? Exato, foi a foto que estrelou a campanha assim. E aí depois eu voltei, aí eu desfilei também em Cannes também com esse E eu falei para ela, eu conversei com o Lewis Hamilton, velho, troquei ideia com ele, tipo bizarro. Eu tava no, eu já tinha tomado uns vinhos já, eu tava pegando, eu não ia falar sem vinho não, não ia conseguir, velho, tava tremendo. Não, encontrei várias pessoas lá, a galera do, de elite, tava todo mundo lá, o elenco inteiro. Aí ele foi no bar lá pegar uma bebida para ele, eu tava lá, ele veio do meu lado assim, eu falei, velho, vou ter que falar com ele, mano. Eu falei, eu não ia tirar puxar uma foto, sabe? Puxar uma foto e falar tipo: "É, tirar uma foto aí e tal." Aí eu só cheguei e virei pra ele e falei assim: "Tudo bom?" Comentei ele assim, ele olhou: "Tudo bem?" Eu falei: "Pô, sou muito fã do seu trabalho e tal, você é muito amado no meu país." Ele falou: "Você é de onde?" Eu falei: "Do Brasil." Aí ele: "Nossa, tal, gosto muito do Brasil, tá?" Tipo, já me puxou assim, sabe? Já deu uma puxada, deu um abraço e falou: "Pô, legal e tal. Adorei o desfile aí, pô, muito legal." Aí eu falei, e eu tipo... Legal é você! É, e eu tipo, o que que eu falo pra ele? Eu falo: "Pô, e aí, Fórmula 1?" "Carro, como é que é?" Eu não sabia o que falar. Aí eu: "Pô, obrigado." Eu só ficava agradecendo. E ele, tipo: "E aí, mano?" E eu não conseguia falar com o cara, sabe? Travei, igual eu travei com a Dua Lipa também. Ela perguntou, tipo: "Que horas vocês chegaram? Você chegou hoje? Você vai embora quando?" E aí eu: "Sorry." Olhei pro cara dela: "Sorry." Aí ela: "Hã?" Aí ela: "É, se você chegou hoje." Aí eu entendi se eu ia embora hoje. Eu falei que não.
Voz C:Aí ela: "Não?" Aí deu um bug na conversa ali, eu falei: "Desculpa." Com essa história, ele tenta até hoje me fazer ciúmes com a Dua Lipa.
Voz A:Com essa...
Voz D:Não.
Voz C:Até hoje ele é mais a Dua Lipa. Perguntou se eu ia embora.
Voz D:A gente mandou rolê agora aqui em Brasília.
Voz A:Ela me olhou de um jeito.
Voz B:Ela tava olhando... Tipo assim: "Você quer sair depois daqui ou você vai embora?
Voz A:Quem sabe?" Ela só tava querendo quebrar o clima, tipo assim: "E aí, beleza?" É, não, porque ela viu que eu tava morrendo de frio.
Voz D:"Olá, você tá com frio, né?" Eu falei: "Sim, tô com muito frio e tal." "Não, imagina, tô ótima." "Ótimo, então você senta logo aí pra gente não ficar quietinha na sua porta." "Ruim tá você, né, velho? Ruim tá você." "Eu que tô bem aqui." E é verdade que vocês foram?
Voz A:Que ela tava?
Voz D:A gente foi numa festa, chama Circo Louco, uma festa de eletrônica.
Voz B:Ela só chegou.
Voz D:E ela só chegou assim, mano. Será que ela vai lembrar de mim?
Voz C:Guilherme, será que ela vai lembrar de mim?
Voz D:Zoando, claro, obviamente, né? Zoando. E aí eu cheguei e falei: "Puta, ela chegou." Eu falei: "Minha ex, amor, chegou aí." Aí ela: "Quem que você tá falando, mano?" Aí eu tipo: "Quê?" "Quê? Você tá falando sério?" Aí ela me já viu, eu falei: "Caralho, mano, o que ela tá fazendo aqui?" Dua Lipa no rolê no Brasil.
Voz A:Mas só viram de longe assim?
Voz D:Não, ela tava tipo aqui assim. Mano, mas tinha tipo, sem brincadeira, devia ter uns 20 seguranças espalhados pelas festas, assim. Todos tipo, ela tava aqui.
Voz B:Mas ela foi só pra curtir?
Voz D:Só pra curtir. Ela tava no Brasil, ela veio fazer show no Brasil, e aí essa festa é muito famosa.
Voz C:E foi pro Circo Louco com você?
Voz D:Direto, direto, com a roupa do show.
Voz C:Tava chovendo pra caralho, ela pegava o cabelo assim, jogava ar, bebia e...
Voz D:Mano, doidona lá. E aí a gente tinha 4 seguranças em volta dela. E você olhando pelo rolê assim, tinha uns gatos pingados de segurança assim, tipo...
Voz A:Gente, é muito doido pensar que assim, eles não conseguem ter uma vida normal. É impossível, assim. Você não consegue nem curtir, você tem que ter os caras ali.
Voz D:E eles só aqui assim, passava aqui, aí passava ali, aí passava ali.
Voz B:Tem, gente, tem que ter segurança.
Voz A:Eu sei, amiga, mas imagina, tipo... Às vezes a pessoa só quer ir no mercado. Imagina não poder ir no mercado.
Voz D:Não dava pra chegar perto dela, não tinha como chegar perto.
Voz A:Dava nada.
Voz B:Ah, eu prefiro que comprem pra mim. Eu com 3 pessoas em casa. É que ela é a favor da privacidade, eu sou a favor de quem quer me ajudar.
Voz A:Nossa, eu amo privacidade, tipo assim...
Voz B:Quando eu falo pra ela que eu tenho funcionário colaborador lá em casa pra tudo, tipo assim, elas são meus amores, é quase uma família minha casa. E ela fala: "Mas e a privacidade?" Eu falei: "Eu não tenho." Mas eu falei: "Precisa de tanta gente, será?" Não, mas eu amo gente, eu vou pra rua, eu vou falar com elas. Eu ando pelada pela casa, elas dizem: "Ai, você quer?" É assim, é amizade, eu viro amiga das minhas meninas.
Voz A:O que mais admiram um no outro?
Voz B:É uma super pergunta pra fechar com chave de ouro, né?
Voz D:Eu acho que eu... Eu acho não, né? Eu admiro...
Voz B:Não é pra chorar. Chora agora, vai.
Voz D:Não, eu admiro muito a... Agarra que ela tem nas coisas da vida dela. Tipo, tudo ela quer fazer da melhor forma e ela tem um pensamento positivo que eu nunca conheci ninguém na vida que tem esse pensamento. Tipo, nada vai dar errado para ela, nada, nada. E ela pensa muito assim e eu admiro muito isso, porque no mundo que a gente vive hoje em dia, velho, tipo, e não, ela pode estar o último caos possível, ela vai falar: não, vai dar certo, vai, a gente vai "Vai passar, vai dar certo, vai acontecer. Trabalha, a gente vai pegar isso aí". E eu não era muito assim, eu era mais racional, tipo, na questão de ter chance de dar errado. E essa garra que ela tem de vencer, eu nunca vi igual. Tipo, "Vai trabalhar? Vamos trabalhar". "Eu quero ganhar isso, eu quero conquistar isso". "Eu quero ter uma família linda, eu quero isso", sabe? Uma coisa... É muito admirável isso.
Voz B:Ah! Agora supera! "Não era você, tem que separar o que ele falou." Então...
Voz C:Eu amo, eu admiro muito o fato de você ser muito coração. Você que me ensinou, tipo, me abrir, conversar e expor esse lado de estar vulnerável, sabe? Eu era muito... Pra mim era um pesadelo estar vulnerável, sabe? Virar pra alguém e falar: "Olha, eu tô chateada porque me falta isso, me falta aquilo." Blue e expor os lados frágeis, sabe? Você que me ensinou a saber abrir o coração, é saber conversar e se permitir ser essa pessoa mais sensível e estar tudo bem, estar mal e chorar. Eu não me permitia nada assim, sabe? Para mim, eu vou ser forte. Se eu não tô forte, eu vou fingir que eu tô forte, acabou. E você que me ensinou aqui, tá tudo bem, tá vulnerável, e E que você tá comigo nisso, sabe? Ah!
Voz A:Ela tá tentando ser fofa.
Voz B:Ela é assim, é. Tava com vontade, mas conseguiu falar.
Voz A:Ai, gente, vocês são muito fofos. O que que vocês vão fazer amanhã?
Voz C:O que que a gente vai fazer amanhã?
Voz D:O que que a gente vai fazer amanhã, amor?
Voz C:A gente vai trabalhar.
Voz D:Trabalhar o dia inteiro, velho. A gente vai fazer jantar. A gente sai pra jantar, ficar junto.
Voz B:É, eu falo para ele que, Deus me perdoe, mas amanhã é um péssimo dia para você ir para jantar porque tá tudo lotado, é verdade, tudo com fila, tipo 3 horas de fila para entrar, não tem como reservar, é sempre assim.
Voz D:A gente pega um delivery, você consegue pegar um restaurantezinho e falar, ó, tu quer curtir aí, pagar o arroba, né? Paguei dia dos namorados no arroba, com certeza.
Voz B:Depois que casa, amor, dinheiro é o mesmo, você fala assim, vamos no arroba Ninguém paga.
Voz D:Eu tento puxar tudo pro arroba pra Luiza. A Luiza, ela não tem preguiça de ir atrás. "Ah, vou comprar." Eu falo: "Não, vamos mandar, pede, pede, pede." Não, mas não é certo não.
Voz B:É porque eu sou muito mão de vaca, então eu adoro um arroba.
Voz D:Eu sou pão duro também, velho.
Voz B:Nossa, eu sou demais.
Voz D:Essa aqui é o contrário do pão duro. Você gasta?
Voz A:Gente, vocês são um equilíbrio, tá vendo?
Voz C:A gente é muito equilíbrio.
Voz D:Eu não gasto com nada.
Voz B:Não, pra falar com nada, eu gasto com Mercado Livre, inclusive. Muito! É tipo surreal, é todos os dias.
Voz D:Eu comprei 4 coisas no Mercado Livre hoje.
Voz B:Eu comprei.
Voz D:E eu nem compro nada, eu compro coisa.
Voz C:Eu comprei, estou faminta de almofada. Olha como eu estou doida.
Voz D:O Mercado Livre é a rede social, mano.
Voz B:Tudo tem lá. Se eu ler o meu histórico, é uma coisa nada com nada. Tipo assim, filtro do café, é o pulverizador do carro, aí eu tenho o carrinho do Ravi, aí eu tenho a estante de espelho, tipo.
Voz D:E o Mercado Livre é viciante, né? Porque ele vai te mandando coisa, toma.
Voz C:Aí você nem precisa ser.
Voz D:Porque eu preciso de um furador de cinta, Mas por que não? R$12.
Voz A:Agora comprou um furador de cinto, é perfeito. Pior que é verdade, é 20 reais.
Voz C:Ai, tá solto esse cinto.
Voz A:Vou lá, em um minuto vou comprar.
Voz C:Um minutinho.
Voz B:E deve ter a mesma coisa.
Voz A:Então, inclusive, vou usar o nosso cupom. Qual que é o nosso cupom para a gente lembrar mesmo?
Voz B:Cupom Melly, não é? Cupom Melly, galera.
Voz A:Cupom Melly.
Voz C:R$40.
Voz D:Você devia ter falado antes que eu comprei coisa hoje. Tá comprado!
Voz B:Segura aí, quando acabar, eu vou pagar.
Voz D:Quanto que é?
Voz C:Quanto?
Voz B:Até R$40 pra você, tipo, de desconto.
Voz D:Top, top! Nossa, ia me ajudar os coisas. Eu não ia pagar! Comprar abridor de lata, que é R$11.
Voz C:Nossa, tá vendo?
Voz A:Olha, comprando coisa pra casa, né.
Voz C:Eu tô me sentindo super adultinha.
Voz A:Ai, gente, muito obrigada por terem vindo.
Voz C:Foi demais, gente.
Voz B:Eu amei, foi muito leve, foi muito leve, foi muito gostoso.
Voz A:É verdade. Mas dá pra super perceber a vibe de vocês, assim. Acho que é a mesma que a gente já acompanha na internet. Mas essa vibe leve e divertida, e que tá tudo bem, sabe? Muito legal, muito gostoso, muito transparente, gente. Eles são iguaizinhos do que a gente vê nos vídeos, tá? Pode acreditar. Obrigada mesmo por terem vindo. Bom Dia dos Namorados pra vocês amanhã, aproveitem! Um beijo, gente. Espero que vocês tenham gostado. Aproveitem o QR code na tela, link na descrição. Descrição o cupom MELLY até R$40 de desconto.
Voz B:E agora aqui, aproveitem!
Voz A:Beijo, gente!
Voz C:Tchau, beijo!
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