SUNAIKA BRUNA - PODDELAS PODCAST #581
Ela esteve aqui em 2021, recém-mãe do Noah, e depois voltou no MaterniDelas pra falar de amamentação. Agora, Sunaika Bruna está de volta ao PodDelas pra as atualizações e os próximos projetos. Neste episódio, Sunaika encara a própria trajetória de frente, compara a Sunaika de 2021 com a de hoje e fala sobre reconstrução, maturidade e sobre quem ela é além de esposa e mãe.Dá o play e vem matar a saudade da Sunaika com a gente! Não esquece de deixar o like, comentar e se inscrever no canal.
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- A jornada de autodescoberta e priorização pessoal de Sunaika Brunaamadurecimento e nova perspectiva de vida·redescobrindo-se além de mãe e esposa·maternidade de menina como ponto de virada·importância de se priorizar
- A reconstrução do relacionamento e casamento de Sunaika Brunaseparação e dor emocional·amadurecimento de ambos os lados·Lucas entendendo seu papel no relacionamento·decisão de casar e ter mais filhos
- A experiência de Sunaika Bruna com a segunda gestação e partodiabetes gestacional e dieta rigorosa·frustração com o parto normal·bebê em posição defletiva·cesárea e inchaço na testa da bebê
- A busca por hobbies e novas experiências de Sunaika Brunapilates e barré·vontade de fazer hipismo e natação·aula de motocross e adrenalina·superando medos e inseguranças
- Conselhos da Bru: opiniões sobre relacionamentos e dilemas pessoaismedo de se apaixonar novamente·evitando brigas por cansaço·pedir ajuda não é fraqueza·lidando com traição e sogra
- A decisão de Lucas em tirar um ano sabático e o impacto na famíliaLucas em fase depressiva·necessidade de tempo para si·mais tempo com as crianças·Lucas como excelente pai
Oi, gente, tudo bem com vocês? Sejam bem-vindos mais um Pode Delas Podcast ao vivo. Muito obrigada por estarem aqui com a gente, né, mais uma semana. Estamos finalizando com chave de ouro. E antes da gente começar, se inscreve no canal, Deixa já aquele like no vídeo, tô esperando, gente. Pega aí, vai dar um like no vídeo, tá? Muito fácil, a gente não paga, entendeu? Deixa nos comentários também quem vocês querem ver aqui na mesa comigo conversando.
E tem as redes sociais, @poddelas, Instagram, TikTok, X, @tatá também, me segue lá, vou amar receber vocês. E antes de começar o programa de hoje, eu preciso falar de uma coisa que eu amo, todo mundo, né, gente? Roupa perfumada, já falei isso aqui. Sabe quando assim, você pega uma roupa e ela continua com aquele perfume maravilhoso? Então, gente, Downy deixa as roupas com esse perfume delicioso que fixa o dia todo. E se isso já era motivo pra você garantir o seu, agora tem mais um.
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Então não deixa pra depois, porque a promoção já tá na reta final, tá? Aproveita, garante o seu Downy, fixa perfume, participa da promoção e concorre a prêmios em dinheiro todos os dias. Roupa perfumada e ainda com chance de ganhar dinheiro? Gente, eu amo, todo mundo, né? Agora sim, bora começar o podcast de hoje, tá? Esses aqui, amor, já vou bem deixar aqui porque são meus, tá, equipe? Da outra vez não preciso nem falar, não chegou na minha casa, tá?
Vou deixar aqui, ó. Brincadeira, deixar aqui, depois eu tiro, mas é meu. Bom, agora deixa eu falar da minha convidada. De hoje porque ela chegou aqui no Poddelas pela primeira vez em 2021, viveu num momento bem específico, tinha acabado de virar mãe e construía com o namorado uma família que milhões de pessoas acompanhavam, né, pela internet. Depois voltou no Maternidelas para falar sobre amamentação. De lá para cá rolou muita coisa, altos e baixos de um relacionamento, exposição, terapia, teve a chegada da Luna que fez o Noah subir ao posto de irmão mais velho, gente.
Enfim, tudo isso enquanto continuava fazendo uma uma coisa que já faz há quase uma década, que é transformar a própria vida em conteúdo. E isso ela fez e faz muito bem, porque construiu uma comunidade, gente, gigantesca, que acompanha ela desde sempre. Ela é mineira, taurina, influenciadora e YouTuber, com milhões de pessoas acompanhando cada fase da sua história. E hoje eu quero descobrir todas essas transformações e atualizações, e muito mais, né, gente?
Porque se tem uma coisa, é que a gente vai falar, tá? Com vocês, Sunayka Bruna! Seja bem-vinda!
Obrigada, é um prazer mais uma vez estar aqui, né?
O prazer é todo meu. Eu amei que você topou, que você veio. Vamos falar tudo, atualizar?
Vamos, que eu adoro uma fofoca.
Eu também, né? A gente tem que segurar essa língua. Bom, vamos começar então atualizando assim a sua vida desde que você veio aqui em 2021. Você tinha acabado de ser mãe, hoje você tem 2 filhos, casou. Gente, tem muita coisa, né, pra atualizar.
Demais, nossa Senhora.
Quem é a Bruna, a Sunayka? Você gosta que te chame de como?
Tanto faz, mas...
É mais Sunayka, né?
É, eu gosto de Sunayka porque é mais marcante, né? Mais forte.
Quem é a Sunayka que tá sentada aqui hoje?
Caraca, difícil nessa pergunta. Difícil! Mas vamos lá. Hoje é uma Sunayka que se prioriza, que amadureceu, que enxerga a vida de outro jeito. Que além de mãe e esposa, né, eu sou uma sniker mulher que tô me redescobrindo cada dia mais.
Você acha que isso veio com a maturidade ou por conta dos acontecimentos da vida ou a maternidade da segunda vez? O que que você acha que te transformou nisso? Porque a gente, eu acho que nós mulheres, pra gente se priorizar é muito difícil. Então eu acho que, eu não sei, eu falando de mim assim, eu acho que a maturidade me trouxe isso de entender que eu precisava me priorizar, porque senão ninguém ia priorizar, né? Exatamente. Como é que você entendeu isso?
Eu acho que um pouquinho de tudo. Depois da minha separação, desse tempo que eu fiquei separada, e também com o nascimento da Luna. Porque eu não sei você, mas quando a gente é mãe de menina, a gente fica assim, quem eu quero ser para minha filha, quem eu quero que minha filha enxergue e como ela vai se espelhar em mim. Então eu acho que o ponto de virada foi esse, de ser mãe de uma menina.
Sim, é porque também a gente acha que só falar vai adiantar, mas o exemplo, o exemplo arrasta, né? Arrasta, arrasta muito. Quando você, quando teve a separação, como foi essa fase para você assim de entender que O que você acha que doeu mais? O fato de não ter a pessoa do seu lado, né, a pessoa que você ama? Ou o fato da projeção de todo aquele sonho da família, do casal, ter ficado de lado um pouco?
De verdade, Tata, eu acho que os dois. Porque desde criancinha, meu sonho foi ter uma família e me casar.
Só que... Desde criancinha?
Nossa, desde pequenininha. Porque eu fui... Sabe aquelas daminhas que tem no casamento? Eu fui 19 vezes. Que tinha final de semana que eu era tipo assim, tinha mês que era assim, o final de semana falhava um e eu ia no outro.
E calma, mas sua família é muito grande?
Não, de pessoas da minha cidade, que é bem pequena minha cidade, né, 3 mil habitantes. Aí o povo, ah lá, que bonitinha da Bruna, vamos colocar ela ali como da minha.
Mentira, gente, ela criança profissão da minha.
Era, meu pai ficava puto, né, porque quem pagava o aluguel do vestido era minha mãe e meu pai. Eu lembro que era mais ou menos R$100 assim, todo mundo ficava indignado. Mas eles não pagam nem o aluguel, é verdade, porque era pagava. E aí eu sempre tive esse sonho, né? Eu entrava ali na igreja, era sempre quem levava as alianças, e eu via aquela noiva lá, aquela coisa bonita. Eu, ai, um dia vai ser eu! Então eu sempre quis ser mãe e sempre quis casar.
Então quando chegou a fase de separação, porque a gente já tinha separado algumas vezes, mas essa vez que foi a que a gente ficou mais tempo separado, e que na minha cabeça era o fim, porque eu falei, né, separei, nunca mais eu volto. Queimei minha língua, queimei. Ai, muito bom! E aí doeu demais, doeu muito, porque eu sempre amei muito, eu sempre fui muito intensa. E caraca, perdi o cara que eu amo e perdi o cara que vivi uma vida, porque a gente separou, tava com quase 9 anos que a gente tava juntos, né?
Nossa!
E com filho, 9 anos, casa.
Sonhos.
E aí eu falei, caraca, não é possível. Porque querendo ou não, vem a frustração, né? Poxa, construí uma vida com essa pessoa e largar tudo, sendo que eu dei tudo de mim, é ruim. E aí veio essa fase que me destruiu, assim, a separação. Eu chorava, me mostrava chorando, falava, nunca mais eu volto, e que raiva, e que não sei o quê. Só que depois eu fui entendendo que eu errei muito no meu relacionamento também. Essa questão de me priorizar, eu não me priorizava, entendeu?
E aí eu ficava tipo assim, como que a outra pessoa vai me enxergar de um jeito que eu não me mostro pra ela? E aí foi quando começou a mudança, sabe? A me amar como mulher, a me descobrir, de saber que eu era uma Bruna sem ser mãe e sem ser esposa, de saber que... Eu sou mãe?
Sou.
Mas eu posso sair em algum lugar, posso deixar meu filho com a babá porque eu tenho que aproveitar. Porque a mulher é muito taxada disso, né? Quando vira mãe, você sai para algum lugar. A gente acabou de fazer uma viagem de casal. Ai, que mãe ruim que você é, que você deixou seus filhos com a babá para viajar com seu marido e não sei o que que tem. Então a gente é muito taxada disso.
Se vai só com o marido, reclama que deixou os filhos.
Se só fica em casa com os filhos, reclama que não vai com o marido. Exatamente. E aí eu descobri essa Bruna, né? E aí eu falei, poxa, vamos ver aqui onde eu tô errando. E aí quando a gente voltou, eu acho que quando ele também percebeu essa mudança de mim, de pensar, opa, a Bruna não é aquela Bruna, né? Aí foi a viradinha de chave ali de pensar em mim, de me priorizar mesmo, sabe? De, poxa, eu vou dar o valor em mim que é o valor que eu mereço, que eu não sou uma trouxinha, uma bobinha ali.
Claro.
E aí foi isso.
E você disse que vocês já tinham separado e voltado, né, várias, algumas vezes. E o que que foi diferente? Por que que essa vez você falou, não, agora vou mudar, vou me priorizar, vou olhar para mim? O que que você acha que foi essencial para isso?
Tá, o que que foi essencial para isso é o exemplo que eu queria dar para o meu filho. De pensar assim, vale a pena eu estar dentro de um relacionamento que sempre tem discussão, que sempre tem briga? Sempre tem briga não, porque a gente não é muito de brigar, sabe? Mas a gente era assim, se ele falasse uma coisa que não me agradava, eu já brigava, já chorava. E não sei o que que tem, não sabia conversar, não tinha aquele diálogo, sabe?
E poxa, mas é isso que eu quero para o meu filho. E aí quando eu fui percebendo essas coisas, percebendo no exemplo de relacionamento que eu tive Que eu queria dar pro meu filho, porque o meu foi bem ruim, né? O exemplo que eu vi dos meus pais.
Ah, então você já tem dos seus pais.
Tinha. Meus pais são separados, né? E aí eu tinha o exemplo que, poxa, a mulher tem que suportar tudo, que a mulher não pode se impor, que a mulher é, né? Tem que ser submissa ao marido. Só que não é assim, não é esse exemplo que eu quero dar pros meus filhos. Então todos os dois têm lugar de fala, todos os dois têm opiniões diferentes e cabe uma à outra entender, cabe ceder de um lado e de outro. E aí quando eu entendi isso, né, quando você me perguntou o que que foi o porquê que a gente ficou separados mesmo, porque eu decidi aceitar a separação.
Eu decidi falar, poxa, se ele falou pra mim que não é a hora de continuar, que não faz sentido, pra mim também não vai fazer. Então não vou insistir.
Quando um não quer, né?
Como é que vai fazer, né? E aí eu sofri muito, sofri. Porque abrir mão de uma coisa que você ama, de uma coisa que você gosta, cara, é muito difícil.
Mas isso também é amor, né?
Também é. Deixar ir também é amor, né?
É, exatamente, exatamente. E você acha, quais foram os combinados assim que vocês fizeram pra essa volta? De, sei lá, o que vocês fizeram diferente? Tipo, a partir de hoje A gente vai reconstruir essa família ou a gente vai começar uma história do zero? Como foi? O que vocês conversaram?
A gente conversou de enxergar o que a gente queria pro relacionamento. Porque teve um amadurecimento dos dois lados. Não só meu, mas dele também. Ele entendeu qual era o papel de um homem dentro do relacionamento, né. Porque infelizmente, a gente vive num mundo muito machista, né. Então o homem acha que pode ser qualquer coisa no relacionamento. E a mulher que... Que lute. Que lute, tadinha, né. Que resolva tudo. Vai embora. Só que quando ele entendeu o que é o papel dele, a gente sentou e conversou.
Eu falei, olha, se for pra gente voltar pra ficar do jeito que era, a gente não volta. Só que ele falou, não, eu quero ser um homem diferente dentro do nosso relacionamento. Quando ele falou isso, me surpreendeu, que tipo assim, eu não esperava ouvir uma coisa dessa, sabe?
Você nunca tinha escutado isso nas outras voltas?
Eu já tinha ouvido algumas vezes, mas foi aquela coisa de tipo assim... No início era diferente e depois, entendeu, voltava, né?
Volta para rotina, volta tudo, é mais confortável.
Acho que é meio uma comodidade, né?
Não, e acho que é fisiológico isso também. Tipo, você volta para o seu, para sua zona de conforto, aquilo que você é acostumado meio que virou uma referência, né? Tem alguém, pode me ajudar aí. Mas eu leio muito sobre, e é isso, você procura o que é conhecido, né? Então você já conhece essa parte, esse, essa atitude, esse comportamento relacionamento. Então aquilo ali é familiar para você, e aí você volta.
E sabe, você falando nisso, foi uma coisa que eu lembrei, que minha terapeuta falou para mim, que eu faço terapia hoje em dia, né, sou bem controladinha, graças a Deus.
Aí, ótimo, gente, terapia é a melhor coisa, né?
Eu falo que todo mundo precisa de terapia, sabia?
Todo mundo, porque no fim a gente acaba fazendo terapia para lidar com quem não faz.
Exatamente, né? Você faz terapia para lidar com traumas que outras pessoas te causaram, né?
Ou traumas de outras pessoas também, né, que te atravessam.
Exato. E aí, o que que O que que acontecia em mim quando eu falo que eu errava muito no meu relacionamento? Eu buscava muito no Lucas o que eu não tive do meu pai. Então eu achava que o Lucas tinha que ocupar um lugar ali que não era dele. E aí eu também comecei a entender isso. E aí foi quando— o Lucas é meu marido, o Lucas não vai substituir meu pai, o Lucas não vai me dar um amor que eu não tive, um amor paterno. Então, eu entendi que eu não vou ter esse amor, entendeu?
E que são amores diferentes. Que uma pessoa não vai ocupar o lugar de outra pessoa que passou na sua vida, né. Então, eu entendi isso também, que é um ponto que eu errava muito, de buscar no Lucas esse amor. E eu acho que foi isso, a gente também enxergar nossos erros, sabe? Porque é muito fácil você apontar o erro do outro. Que eu fiz muito isso, né? De, poxa, o Lucas é isso, vou apontar o dedo pra ele e vou me colocar no lugar de sofredora, né?
De vítima. Mas eu acho que o autoconhecimento, sabe? Você falar, poxa, eu erro aqui. Então, o que eu quero fazer pra melhorar? Será que se ele fizesse isso comigo, eu ia gostar? E aí, eu fui mudando nesse aspecto, sabe? Entendendo isso, entendendo. E quando a gente voltou, a gente falou, olha, a gente vai voltar. Reconstruir a nossa família. E aí ele já voltou querendo casar, querendo tudo.
Ah, isso então já na volta já teve essa conversa do casamento?
Teve, porque eu falei: só volto se a gente casar, porque eu não quero também viver um relacionamento que eu não sou casada, porque é meu sonho.
Sim, era seu sonho, lógico.
E aí ele voltou falando: seus sonhos são os meus sonhos. E eu falei: então bora.
E ele fez terapia nesse tempo?
Não, amiga, não fez. Só que eu acho que ele passou por um processo de aprendizado muito grande, sabe? Porque eu acho que o que passou na cabeça dele foi: tô perdendo o que eu mais amo na minha vida. Então, tô perdendo o meu filho. Não que tá perdendo o filho, né? Porque a gente tinha guarda compartilhada. Mas que o filho...
Mas perde, de qualquer jeito. Você não fica mais todos os dias, né?
E o filho vai crescer tendo aquela ideia ali, né? E segundo ele, foi palavras dele, ele enxergou a mulher que eu era na vida dele.
Então, que doido, né? Às vezes a gente precisa estar fora, precisa perder, né, para enxergar. Que loucura!
E ver o que precisa melhorar, né?
E aí vocês já voltaram conversando do casamento? Foi quando a volta?
Em 2024? Foi.
E aí veio o casamento esse ano?
2023, 2024. Não, aí, aí o que que aconteceu? Ele voltou, me pediu em casamento, um pedido de casamento lindo que eu amei, eu morri. E aí me pediu em casamento, só que ele falou, olha, você prepara tudo, você organiza e tal. Eu, claro que eu vou dar minhas opiniões, mas eu vou deixar para você organizar. E aí a gente foi deixando, fui para Minas um dia e aconteceu um acidente comigo. Quando aconteceu esse acidente, que eu voltei de carro, aquele, é verdade.
E aí assim, eu falo que foi Deus que viveu de novo, né? E aí eu falei, poxa, aconteceu isso. Então, como eu fiquei com tanto medo ali de qualquer hora perder a minha vida, que eu falei, não, quero casar agora, eu quero ter filho agora. Que foi quando a gente começou a planejar a Luninha, né. E a gente casou no civil, começou o processo de engravidar também. Porque a gente não engravidou assim que a gente começou, né. Demorou 7 meses pra engravidar.
E aí começou esse processo que a gente tá até hoje. Aí a gente casou no civil. Ia casar no religioso, só que aí eu engravidei e dei um monte de problema na minha gestação. Diabetes, cansaço demais.
Ai, você teve diabetes gestacional? Quais foram os cuidados que você teve que ter?
Dieta, só dieta, porque é graça.
Alimentação que você controlou?
A minha diabetes tinha que ter dado 182, ela deu 183. Por um número eu dei diabetes. Aí minha médica falou, olha, a gente vai tentar controlar só com dieta para você não ter que entrar com insulina. E aí foi controlado só com dieta. Mas assim, foram 4 meses sem nada, nada, nada de açúcar.
E tem todas as— eu sei porque uma pessoa muito próxima teve, né? E era tipo, tem toda uma estratégia, né, de comer fibra antes. Você fazia isso também? Fibra, depois legumes, proteínas, né?
Eu enjoei de comer quiabo e chuchu. Porque é bom pro diabetes. Aí todo dia eu comia quiabo chuchu, quiabo chuchu. E aí tinha a chatice de medir toda hora. Meia hora antes da refeição e meia hora depois. Em todas as refeições você tem que medir. Aí eu falei, não, a gente não vai se casar agora. Vamos esperar, porque eu tô super indisposta. A gente romantiza muito a gravidez. Só que a minha gravidez da Luna não foi aquela coisa, ai, tô amando estar grávida.
Na do Noah você não teve, foi super diferente.
Não tive nada. E eu comia duas caixas de Biscoitos Zezé Carinho de madrugada. Aham! Era tipo assim, tô cagando pra alimentação. E não tive nada, entendeu? Ainda aluna, eu super regrando a litra e nona e tudo. E daí, diabetes.
Que loucura!
Eu acho que pela idade também, né? Porque o Noah eu tive com 24. E ela eu tive com 29.
Uai! Supernova!
Nova, mas amiga, 5 anos a mais, entendeu?
Ah, mas será?
Talvez, né?
Gente, são tantos questionamentos de saúde que eu fico assim, por que será? O que tem a ver, né? Que celulinha que ligou com celulinha. Eu fico sempre viajando nisso. E aí você controlou na alimentação e o parto foi tranquilo? Não, nem nada.
Eu fiquei muito frustrada no meu parto.
Por quê?
Porque eu sempre quis ter parto normal, sempre. E eu sempre vi pessoas próximas, tipo você, pessoas da minha família, minha mãe. Minha mãe teve todo mundo de parto normal. A minha irmã teve pré-eclâmpse e teve a filha dela de parto normal. Tudo. O Noah, eu dilatei 10 centímetros e o Noah não desceu. Então já ficou aquela frustração ali da primeira maternidade, né. Quando veio a Luna, eu entrei em trabalho de parto, a minha bolsa estourou 7 horas da manhã.
Que o celular despertou pra eu levar o Noah na escola. Quando eu levantei, foi aquela... De filme! Foi! Eu não sabia que era bolsa estourar, porque a do Noah não estourou, né. Quem estourou foi a médica. Então já tava ali naquela loucura. Do trabalho de parto. Aí quando eu senti, eu acordei o Lucas, falei, chegou a hora. Aí ele, fica calma.
Ele não tava, né?
Ele tava, mas eu não tava. E aí eu, tipo assim, super naquele sonho, né? Ai, vou pôr uma musiquinha aqui, vou pôr debaixo do chuveiro, vou entrar em contato com a enfermeira e tal.
Fica calma, né?
Fiquei. Aí comecei a sentir as contrações, né? Começou a vir de 2 em 2 minutos, 3 em 3 minutos. A enfermeira lá em casa fazendo toque: Ó, ela tá descendo e tal. E eu: Meu Deus, eu vou conseguir ter o parto normal. Até que a gente foi pro hospital. A bolsa estourou 7, a gente foi pro hospital 11:30. Cheguei no hospital com 7 dilatadas. Já? E aí eu já... Parece que eu tava desmaiada, sabe? De tanta dor que eu senti.
É uma dor surreal.
Deixa eu te perguntar uma coisa, o povo fala assim, ai, que a dor do parto você esquece. E eu não esqueci nenhuma, tu esqueceu?
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O pior é que sim.
Sério?
Sério. E no parto do Caio eu lembro que eu falava assim: todo mundo, eu quero que todo mundo escute o que eu tô falando e gravem. Eu não quero mais ter parto normal. Se eu engravidar de novo, eu vou agendar a cesárea. Eu não quero mais. Essa dor que eu estou sentindo, eu não quero mais sentir. Eu fiz todo mundo... Sério? Aham. Falei, pelo amor de Deus, eu não aguento mais. Não, amor, a hora que vai nascer, parece que você morreu e esqueceram que você morreu.
Falo, gente, eu não tô mais nesse plano. Já fui pra outro, vocês nem estão vendo.
E hoje você esqueceu?
Esqueci.
Mentira, senhora! Juro. Eu não esqueci, você acredita que eu lembro do Noah e da Luna assim, ó?
Jura?
Não consigo.
Eu consigo descrever que aquela dor é aqui atrás, uma dor... Surreal.
Mas assim, cara, é uma dor que me matava, juro pra você. Eu acho que eu sou mais fraca que as outras mulheres, sabe?
Não, amor, não tem essa. Todo mundo sente.
Aí, o que que acontece? Cheguei no hospital, falei pra médica, pelo amor de Deus, me dá analgesia, me dá analgesia. Ela, não, vamos esperar, é só pra você esperar o anestesista chegar. Não, não consigo esperar, eu tô morrendo, eu tô morrendo. Aí ela me abraçou e falou, você acalma, você quer ir pra banheira? E eu rolava no chão de tanta dor. Só que eu fui descobrir que a dor que eu tava depois, quando ela fez o toque, ela fez o toque, tocou no olho da Luna.
Aí ela falou assim, olha, eu tenho uns 8 anos que eu não vejo um caso desse. Aí eu já me assustei, né? Porque minha boca já tinha estourado. Aí eu falei, o que foi, doutora? E ela, olha, ela tá defletiva de segundo grau.
O que é isso?
O neném nasce assim, né? A cabeça sai aqui, né? A Luna tava assim. Pra Luna, quando ela fazia o toque, ela tocava no olho da Luna. Tanto que a Luna nasceu com caroço aqui na testa de tanto bater pra tentar encaixar. E ela batia a testinha e não essa parte aqui, sabe? Aí ela falou, olha, pra você ter a Luna de parto normal, a gente vai tentar fazer ela subir de novo e reencaixar. Só que isso pode não acontecer. Então essas dores que você tá sentindo tão fortes assim é porque ela tá tentando voltar e a cabeça dela tá muito assim, muito— Sim.
Aí lá vai eu fazer exercício em uma cama desse jeito aqui, fiquei de cabeça para baixo com a bunda aqui para cima, a mulher mexendo em mim, empurrando a neném para cima assim para ver se subia. Só que como não tinha líquido, eu acho que ela realmente não ia subir. Aí a médica fez o toque de novo.
Ah, você foi tentar?
Fui, eu fui, porque eu queria muito parto normal. Aí lá vai eu tentando, ficando de cabeça pra baixo, ficando em bola, ficando naquele negócio que parece um feijão, sabe? E eu, meu Deus do céu, vamos embora, né? Já tô ali, pra quê que... É que é um peito pra quem tá cagado, né? Aí fui, aí a médica, olha, vou fazer ultrassom. Mas ela nem se mexeu. Quando fez ultrassom, a médica fez ultrassom e viu nos olhinhos dela assim... Aí veio a médica e falou, olha, Snaika, pra você ter ela de parto normal, você tem que dilatar 14 centímetros.
Se ela tivesse de primeiro grau, você tinha que dilatar 9. Se ela tivesse de terceiro grau, era de 11 a 12. E já saía. Ainda saía, mesmo a gente tendo que fazer algum...
Alguma manobra e tal.
Mas de segundo grau é impossível. Então a gente tem que ir pra cesárea. Aí eu falei, meu Deus, mais uma vez a frustração de não conseguir ter parto normal.
E você vê, não é a gente que escolhe, né?
Claro que não, Deus, né? Só é Deus e eles, né? E aí quando a médica falou, eu falei assim, não tem escolha, por mais que eu vou ficar frustrada ali, é minha filha, eu não vou deixar minha filha sofrer. Chorei um pouquinho, né, porque eu sou muito chorona. Falei, mas vamos para cesárea, não tem Aí eu acho que minha mãe e o Lucas ali, os dois me acompanhando ali no trabalho de parto. Aí eu acho que estava tão agoniado de ver a minha dor ali, sabe? Porque dói demais, Tata.
Não, eu imagino. E deve ter sido diferente se ela tava assim, né? Então, e não podia prejudicar o pescocinho dela.
Ela dorme até hoje assim, acredita? A posição que ela tava, a posição ela acostumou. Até na cesárea foi difícil dela sair, acredita? Porque ela já tava meio lá embaixo. Aí a médica enfiava o negócio assim. Eu tenho vídeo, né, do parto, que eu gravei os dois. Então a médica enfiava o negócio assim, tipo um... Ai, sabe aqueles pés de cabra? Era tipo aquilo, tentando tirar ela assim. A médica forçava assim e arrumava o negócio. Aí quando eu vi ela, eu tava desnorteada que eu nem vi o inchaço na testinha dela.
Aí a médica falou, olha, tá com inchaçozinho, mas vai normalizar. Quando eu fui ver as fotos, aí eu desesperei. Falei, meu Deus, graças a Deus eu não vi o jeito que ela tava. Porque senão eu ia dar um surto ali na hora. Porque aí eu ia me culpar mais ainda de pensar, por que eu não marquei uma cesárea? Por que eu fiquei tentando parto normal?
Não, mas você não sabia.
Amiga, eu não sabia. Mas eu não sei você, assim. Mas eu tinha muito, assim... Pros meus filhos... Eu quero sempre o melhor. Quando eu erro, menina, eu me culpo tanto, eu fico tão frustrada. Mesmo sabendo que eu tô aprendendo a ser mãe, né, porque ninguém nasce sabendo ser mãe. É uma dor diferente, sabe? Aí quando eu vi ela, testinha, aquela testinha, eu chorava vendo a foto. Pensava, meu Deus, tadinha da minha filha. Será que ela sentiu dor? Será que ela sofreu aquele trenzinho mais cototinho assim, sabe?
Não, não sofreu não, ela tá ótima.
E aí até hoje ela tem uma marquinha na testinha assim, de tanto bater na pelve, sabe? Batendo, batendo.
Mas esse, e depois o, com ela tava tudo certo assim?
Tudo.
Aí, e a amamentação?
Foi tranquila e ela rejeitou meu peito. Não, aí eu converso demais, né? Se eu tiver falando demais, você fala.
Não, tô querendo saber. Oxi, a gente tá no podcast, eu tô perguntando e ela tá achando que ela tá falando demais.
A gente lá, né, aí para ganhar alta, médica ali. Aí a enfermeira chega no quarto, aí a gente tem que fazer de novo.
Põe o microfone mais perto. Aí, aqui, desculpa, não pode, vem mais com a cadeira assim, ó. Aí, mas tá.
Aí a médica fala assim, olha, a gente vai ter que fazer outro exame nela porque ela deu um sopro no coração. Tá, tá. Aí eu falei assim, não, Deus, que que aconteceu aqui? Que que tá acontecendo comigo? Aí eu falei assim, mas como assim deu um sopro? Ninguém me avisou. Não, é porque ela deu um soprozinho, tá um pouquinho aberto e não sei o que que tem, que eu nem sabia que era sopro. Para mim, sopro dava só adulto. Aí a médica, o médico, a médica que tava lá de plantão, né, falou que é porque ela nasceu de 37 semanas, então não tinha fechado completamente o coraçãozinho.
Só que aí quando fez o negócio, como ela já tinha nascido, já tava, né, com contato com o ar aqui fora, já tinha fechado.
Ai, graças a Deus! Não precisou fazer nada então, nenhuma intervenção?
Graças a Deus, não.
Ai, e ela tá ótima?
Ela é perfeita, maravilhosa. Ela é minha personalidade inteira, sabe?
Sério?
Nossa, ué.
E o Noah? Eu achei que o Noah era super você.
Ele é, mas ele é muito calmo. Eu sou mais a pimentinha da casa, né?
Gente, eu não te enxergo assim.
Sério?
Eu te enxergo super calma.
Eu sou até me estressar, entendeu?
Entendi.
O Lucas não. O Lucas, você pode... O Lucas, eu falo pra ele, Deus podia me dar metade da sua paciência que você tem. O povo caga nele, sabe? Questão de obra, questão de tudo, ele lá de boa. Não vamos estressar.
E o Noah é mais calmo então?
Ele é. O Noah é igual o Lucas.
E sobre a culpa que você falou, você ainda tem isso de ficar muito— Como é que tá agora?
Eu tenho a culpa de— não a culpa, mas fica aquele receio de estar trabalhando demais e tá deixando meus filhos um pouco de lado, né? Só que é aquilo, antes de ser mãe Eu sou mulher. E se eu trabalho hoje, é pra meus filhos se espelharem em mim. Pra ver, poxa, minha mãe era essa pessoa. E que mãe foda que eu tive. Porque mesmo ela trabalhando tanto, ela sempre deu amor pra gente. Eu penso assim.
Mas você também se realiza muito trabalhando, né?
Super, super. Quando a Luna nasceu, eu falei... Sentei com o Lucas e conversei. Falei, olha, meu bem, é o seguinte...
Eu adoro que você chama ele meu bem.
Você gosta?
Olha, meu bem... Eu adoro.
E aí, eu falei pra ele, meu bem, é o seguinte, eu vou ficar pelo menos um ano com a Luna. Porque do Nô, eu não consegui ficar. A gente arrumou babá com um mês e pouco pra ele. Eu não consegui. Com 15 dias ali de resguardo, eu já tava doida pra trabalhar, doida pra gravar. Porque eu amava... Eu amo estar com os meus filhos. Mas eu sinto muito uma necessidade de trabalhar.
Eu também. Eu também, entendo muito isso. Entende? Mas é difícil conseguir esse equilíbrio e também de estar inteira em todos os lugares, né? Você consegue isso? Porque eu ainda tô no processo. Tipo, tô aqui, mas tô pensando, será que as crianças comeram?
E o remédio?
Tão tomando antibiótico agora? Será que deram antibiótico? Ah, e aí tô com as crianças. Nossa, tem que entregar um negócio.
Eu sou exatamente assim.
A cabeça não para, né?
Mas eu acho que nunca vai parar, sabia? Porque a gente nunca vai conseguir ser perfeito em tudo.
É, sabe o que me fez diminuir a culpa? Foi realmente organizar o dia. Tipo, de manhã eu sou mãe, é 100% as crianças, eu prefiro focar neles, eu tô lá. Aí depois que eu deixo eles na escola, aí eu sou tipo, esqueço que eu sou mãe, é só a Tatá profissional. Trabalho, trabalho, trabalho. A hora que eu busco na escola de novo, mãe de novo, sabe?
Então, mas isso é a melhor coisa que você tem a fazer.
É assim, eu entendi que essa é, acho que a realidade de Acho que todo mundo, né? Eu ainda sou, a gente, né, nós somos muito privilegiadas de poder trabalhar perto deles, de ter, imagina, eu tenho horário flexível, você também. Então isso é um super privilégio, imagina, acho que nós somos 1%, né, das mulheres. Mas então aproveito esse privilégio para estar com eles. Mas eu me preocupo às vezes, tipo assim, será que eu tô com eles, mas tô com eles mesmo?
Ou aí eu tento largar o celular, aí só que às vezes tem dias e dias também. Mas aí agora eu tô assim, ah, gente, hoje também não tô na melhor de mãe. Pera aí, deixa eu resolver aqui e já volto.
Eu falo, eu falo assim, eu falho muito, ainda vou falhar muito como mãe.
Quando a gente pega mais leve com a gente, né, como fica mais fácil.
Fica.
E você acha que isso tem a ver com idade ou com a segunda, com o segundo filho?
A idade, eu acho. É? Eu acho. Porque todo mundo fala assim, ah, é o segundo filho, você vem E vai, né? Comigo não foi assim, não. Comigo, eu sou do mesmo jeito que eu fui com o Noah, eu sou com a Luna. Sou chata do mesmo jeito, muito chata. Eu já dei comida com sal pra ela, mas assim... Sou super rígida, sabe? Então ela tem a rotina dela. E eu vim pra cá, ela ficou em Brasília. O Lucas e a Chatata, né, que é a que cuida dos meninos, ó, tem o horário do almoço, o horário do lanche, o horário da soneca, o horário da janta, o horário do banho, o passeio.
Ó, não quero que eles durmam depois das 8:30, 9 horas. Então quero que esteja na cama, porque o Noah tem que acordar pra ir pra escola. A Luna, eu quero que crie a rotina dela. Então aí eu fico assim também, rotininha certinho e tem que seguir.
Ah, mas isso organiza também, né?
É ótimo. A casa, a vida da gente, né? Porque quando não tem uma rotina ali, poxa, Noah tem escola, vou deixar ele dormir 11 horas, 10 horas da noite? Não, não vou. Porque no outro dia vai ser um saco pra levantar o menino. Menina acorda um porre, né?
Acorda. Ele, ele, que horas que a escolinha dele?
De manhã, ele entra 8 horas. Ai, gente, de 8 a 8:30.
É tão difícil escola de manhã, né?
Eu vi um vídeo que eu me identifiquei muito. Odeio, odeio essa parte de ter que acordar cedo para ir para escola, sendo que não sou eu que estudo.
Sim, né? Que acaba de estudar, você fala, ai, nunca mais tem que acordar cedo para ir para escola. Amor, tem que ir, mas as crianças estudam à tarde.
Você colocou? Então, eu tinha colocado no início desse ano, só que a gente não se adaptou, nem ele.
Jura?
Porque toda vez que eu buscava ele na escola, ele: poxa, mamãe, não gosto de estudar à tarde porque eu vou pra escola de dia e chego em casa à noite. Então, estudando de manhã, eu tenho tempo pra brincar de dia. Porque querendo ou não, acorda cedo pra ir pra escola, chega em casa na hora do almoço, ainda tem a tarde toda, um pedaço da noite pra brincar. Quando você estuda à tarde, acaba acordando um pouco mais tarde, chega em casa, já tá à noite, igual ele falou.
Então eu decidi botar ele para manhã por uma questão de logística melhor lá em casa, sabe?
E aí, como é que você faz para se organizar para os seus trabalhos? Você trabalha de manhã enquanto ele tá na—
Trabalho de manhã. Eu, eu hoje em dia eu sou assim, trabalho 3 dias na semana e 2 dias eu folgo, que é o dia da natação dos meninos. Então, a Luna, eu nem tô indo assim tanto, porque eu acho ela muito pequenininha ainda. E ela ainda é meu computotinho, aí eu fico com muita dor de leva.
Quantos meses ela tá?
10.
Gente, mas parece que foi ontem que eu descobri a gravidez dela.
Meu Deus do céu! Parece.
Passa muito rápido.
E aí, eu...
Ela é de quando?
Outubro. 29 de outubro.
Final, né? Ela é escorpiana.
É.
A bichinha vai ser, viu?
Ela já manda na casa, tá, minha querida?
Eu imagino.
Ela é.
Eu imagino.
E como ela é caçulinha, né? A gente fica tipo assim, é a última, será que eu vou brigar demais? Será que não? E ela olha pra gente com uma carinha assim.
Ai. E vocês querem ter mais ou fechou a fábrica?
A gente queria. Eu queria 3, né? E aí, na nossa volta, a gente conversou, né? E não, vamos ter 3, vamos ter mais um. E a gente espera e tem outro. Só que depois da minha gestação eu falei para o Lucas, não quero, porque eu traumatizei, né? Porque do Lucas para mim foi super, do Noah para mim foi super tranquilo. Aí quando veio a Luninha, eu falei, entrando aqui, aí eu já vou estar com mais de 30 e poucos, porque eu não ia ter atrás dela assim, né?
Eu falei para o Lucas, olha, faz a vasectomia logo. Sim, fez. Ele que se propôs a fazer. Falou, não, você já passou por duas cesáreas, já passou sofriu pela gravidez inteira, deixa que eu faço. Você não vai sofrer de novo não. Eu falei, então tá ótimo, né, meu amor?
Ótimo, arrasou!
E é super simples. Então, homens, que se você estiver aí assistindo, mulheres que têm homens, faz seu marido fazer. Eu acompanhei, né, a vasectomia dele. Aí, aí, é dentro de uma sala de consultório médico. Você pode fazer num centro cirúrgico se você quiser, mas, cara, Pega anestesia local, anestesia local lá no saco escrotal dele, dá um piquinho no negócio, um furinho, amigo, um furinho assim, um furinho.
Imagina essa anestesia local, dói.
Ele falou que dói muito, ele falou que dói demais anestesia. Aí dá o furinho, puxa o caninho, corta o caninho, costura. Volta e pronto, o Dr. Rodolfo Ponte vai para casa. 5 minutos.
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Só.
E tem pós? Não.
Como é que é o nada? Só tomo antibiótico, né, por conta de dor e de infecção. Mas cara, é super tranquilo. Eu não sei por que que tem tanto esse negócio, esse vou fazer vasectomia e não sei o quê. Tem, não vou prestar mais.
Não, ah não, isso aí é por machismo, né? Pelo amor de Deus.
Não, mas é super tranquilo. Eu falo, gente, façam, porque homem sabe.
Você não usa mais nenhum método contraceptivo?
Não, ele tá zerado, né? Ele fez espermograma e tá zerado. Só que você tem que esperar 3 meses para ver, para funcionar mesmo. E eu falei para ele, 3 meses a gente não vai fazer nada. E ficou?
Não.
Falar é uma coisa, né? Agora ficar é outra.
Sustentar é outra, né?
A gente não aguenta não. Mas a gente se preveniu, tá?
E aí, mas gente, que libertação! Libertador tá sem—
Nossa Senhora, demais! Aí, né, eu ainda fico assim com receio, porque tem gente que engravida com o cara vasectomizado, né?
Eu já vi uns casos.
Só que o Lucas, ele faz reposição de testosterona. Então quem usa testosterona, zero. Por isso que a gente teve que fazer o tratamento para engravidar a Luna, porque ele tava fazendo uso, que ele tava treinando, enfim, né? Porque o Lucas super gosta de treinar, enfim. Aí ele fazia uso. Aí quando fiz um monte de exame e eu não engravidava, aí teve um belo dia que eu falei, olha, vamos na consulta comigo, para— porque se a médica falar que eu tenho algum problema, eu vou ficar super chateada e tal.
Gente, olha como é importante você falar, porque a gente sempre acha que o problema tá na gente. Então não, gente, vocês estão tentando engravidar, tem que ir os dois, tipo, tem que ir o parceiro também, né?
Não é só a gente. E aí do nada eu falei assim para a doutora: doutora, eu tenho alguma coisa? Ela: não, você não tem nada, seus exames estão ótimos, você tá tipo assim com 5 óvulos dentro de cada negócio lá. Eu não entendo muito bem essas coisas, né? E aí eu falei: então o que que é o problema? Ela falou assim: olha, a gente pode começar a investigar o Lucas. Aí ele falou: olha, eu faço uso de de testosterona. E ela, pronto, é isso, faz um espermograma.
Quando fez o espermograma, deu zerado, ele não produzia nada. E aí ele teve que fazer um tratamento de parar, tomou algumas medicações também pra voltar a produzir. 3 meses, a Luninha apareceu. E eu lembro do dia que eu engravidei, você acredita?
Você lembra? Será que é muito íntimo você contar? É.
Você quer saber? Quero! Eu falo com a minha irmã, eu contei pra minha irmã, ela ficou indignada. Foi um dia que eu deixei o Noah na casa da minha irmã. Tinha show do Matheus Calmon em Brasília, eu sou super fã.
Eu amo também.
E aí foi nesse dia que eu engravidei.
No show?
Não, amiga. Em casa, né? Pelo amor de Deus!
É que agora eu fiquei um pouco assustada.
Não, não, foi nesse dia. Gente, lembrando.
Foi bom o show, né?
Sabe por quê? Porque como a gente tava querendo... Ótimo, o show de casa, né? O after do show foi antes.
Um esquenta então, foi bem quente esse esquenta.
Entendi, muito bom.
Ó, arrasou! Ela vai ficar roxa já já, começou a ficar vermelha aqui.
E aí, não, porque assim, né, a gente tinha relação assim, eu tava no período fértil, mas aí a gente contava também na época do meu período fértil. Aí eu usava uma tabelinha também para, ah, tô no período fértil, então Se a gente ficar tentando agora nessa fase, pode ser que eu engravide.
E era um dia sim, um dia não, ou todos os dias?
Segredo.
Tá. Então falem com o seu médico.
É, falem com o seu médico. Só que é muito rápido, tipo assim, foi muito rápido. Não muito rápido assim.
Não, não, muito rápido o quê? Pra engravidar?
Foi. Porque assim, tem pessoas que demoram até um ano. Um homem pode demorar até um ano pra voltar a produzir, né? O espermatozoide. Só que o Lucas foi muito rápido. O médico até falou para ele, cara, sinistro, porque ele é novo também, né? O Lucas tem 32, né?
Sim, eu que eu tenho 32 também, né? Ah, ele é super novo, tá jovem.
Não, mas é, hoje o 30 é o novo 20, né? Nos 30, quando eu era nova, eu olhava uma pessoa de 30, nossa, que velha, né? Zero também.
Quando eu era adolescente, eu pensava assim, nossa, 18 anos. Meu Deus, eu virar adulta, casar, pensava assim, juro, tipo, ah, vai ter família. 18 anos, amor, fiz 18 anos, não sabia nem quem eu era. E será que eu sei ainda, né? Talvez nem saiba.
Talvez você tá descobrindo agora, né?
Olha, meu Deus, é uma loucura, sabe?
Ah, fala. Não, pode falar, quero te ouvir também.
Saber como— eu acho que tem muitas mulheres que te acompanham que passaram por isso, que compartilham da mesma vida, da mesma experiência que você, que o Lucas. E o que você acha que foi mais importante para você não deixar de se priorizar de novo, sabe? Para você se manter firme nessa decisão de se colocar em primeiro lugar, de voltar a ser você, se redescobrir. O que que você acha que foi assim uma dica muito, muito boa?
Cara, eu acho que vem no automático assim. Porque eu sempre brinco que na separação acontece da seguinte forma: no início, a mulher sofre pra caramba e o homem tá supervivendo. Depois, a mulher começa: poxa, quem eu sou? Deixa eu descobrir quem eu sou. O meu mundo gira em torno desse cara?
Não.
Eu vou morrer se eu não ter esse cara na minha vida?
Não.
Ninguém morre de amor, gente.
E aí, isso vem com o tempo, entendeu? Se eu quero uma pessoa do meu lado, eu quero uma pessoa pra ser meu companheiro. E não uma pessoa que eu vou... Meu Deus, se eu fosse dependente psicologicamente dela... Não, entendeu? Porque aí eu acho que isso vem com o automático. De se redescobrir, sabe? E se colocar como prioridade. Porque eu passei por muitos anos não me colocando. E a gente é a nossa prioridade, né? A gente tem essa mania de se culpar, igual você falou do trabalho, né?
Você tá aqui trabalhando, mas você tá pensando. Tá, mas, Tata, você tá aqui agora no seu foco, seus filhos estão bem cuidados em casa, entendeu? Tá com uma pessoa que cuida ou tá com a sua mãe, então você tem que se priorizar agora nesse momento.
Não, eu tô com o pai.
Tá com o pai?
É a semana do pai.
É a semana do pai? Então ótimo, então, entendeu? Então estão bem cuidados em casa.
Mas e você, que momento que você tira para você? O que que você faz hoje que você entende e fala, esse é o meu momento, não abro mão e e me faz muito bem e te renova? O que que você faz assim? Você tem alguma coisa na rotina?
Tenho. A minha parte pode parecer besteira, tá? Mas sempre que eu termino de trabalhar, coloco as crianças, dou janta à Luna, e lá em casa a gente faz assim: um dá janta, o outro coloca para dormir.
Aí tô faltando, esqueci de falar muito.
E aí é A gente intercala. Um dia o Lucas põe a Luna pra dormir e eu coloco o Noah. E no outro dia a gente reveza, porque a gente tem que dividir, né. Porque o Noah tá também se sentindo super um bebê. Então tá sendo muito difícil também isso.
Ai, ele teve isso? Voltou assim mais...
A Bia teve, não?
A Bia, não.
Não teve? Menina, ele tá... Ele não teve no início, mas depois...
Regrediu em alguma coisa assim?
Regrediu. Eu não sei se é a fase também dos 5 anos, né. Mas ele tá... Na escola, aconteceu um episódio na escola também. É desobediente, ele tá na fase de querer desafiar, sabe? E eu sou muito da educação, não sou de educação positiva, tá? De, ai, que ele tá aprendendo a lidar com sentimentos, tá? Mas ele vai ter limites também, eu vou impor limites no meu filho. E não me sinto uma mãe ruim por conta disso. Meu filho vai ser corrigido, meu filho não tá certo o tempo todo.
Não vou passar a mão na cabecinha dele porque ele é meu filho. Então não é corrígido lá em casa. Ele, por exemplo, hoje ele pega a irmã e aperta a irmã assim, sabe? Aí fala, Noah, para com isso. Aí ele vai lá e faz de novo. Noah, vou te botar de castigo. Aí ele olha para mim e começa a rir.
É que eles estão na fase de testar mesmo.
Cara, eu fico puta. Aí eu falo para o Lucas, vai lá, vai, porque se for eu, o pau vai torar. Porque eu sou mais rígida, sabe? O Lucas é muito mais calmo na educação. Lá em casa, eu sou a brava. Então o Lucas vai, senta e conversa. E ele tem muito mais medo do Lucas do que de mim. E o menino relaxa, né? Porque eu era assim com a minha mãe. Minha mãe... Tanto minha mãe brigar e xingar, eu não tinha muito medo da minha mãe. Agora, meu pai... Meu pai faz assim...
Você já... Acho que é a figura masculina também, né? É.
E aí... Me perdi. Esqueci o que você perguntou.
Não, que aí você põe... Vocês revezam. Você ia falar do seu momento. É.
E aí, eu sempre tiro pra mim. Vou tomar banho, meu banho com calma. Vou fazer meu skincare, vou cuidar de mim, vou passar meus cremes. Vou dar uma jogadinha ali no celular, que eu amo joguinho, sabe? Vou assistir uma série. É isso. E aí, coloquei os meninos pra dormir, meu banho, meu momento. Aí, a gente tá fazendo também um quadro novo de procurando um hobby pra mim. Então tá super legal.
É ótimo isso. O que você já testou?
Pilates.
Gostou?
Gostei. E eu subestimava muito Pilates.
Amor, você sai sentindo todos os músculos que você nunca ouviu falar no nome.
Caí na primeira.
É com a máquina aquela?
Você caiu? Eu fiz Pilates e aquele outro lá, yoga, balé, não é fitness, não, barré, um trem assim que é um Um Pilates, mas é um Pilates que tá aqui, as mulheres mais de ter postura, dessas coisas.
Nunca vi, cara.
Procura, é com barra, com postura e tudo. Você trabalha a postura, você vai gostar, que você tem cara dessas mulher que gosta dessas coisas bem chique assim, sabe?
Será?
Vai, Alice.
E yoga, já fez?
Não fiz, não tenho paciência para fazer. Eu acho que não tenho paciência para fazer.
Filha, vai fazer para você ver. É mais difícil que Pilates.
Sério? Mas tem que ter muita concentração essas coisas.
Vai fazer, você vai ver. É umas posições, umas posições, posturas, umas posturas. Você não tá entendendo, dificílimo, amor. Todo mundo subestima yoga. Vai fazer.
Já quero fazer agora. Já é um, vou testar uma aula para ver se eu me encontro nesse.
Não, e hot yoga, gente, hot yoga eu sou contra. Você já viu hot yoga? Não. É numa sauna, yoga dentro, é tipo um lugar muito quente, yoga ali dentro. Hot yoga.
A pessoa quase morre, né? Deve. Deus me livre, pelo amor de Deus.
Gente, eu nunca fui, mas eu acho que assim, para mim não dá.
Não.
E é super difícil. Vai fazer?
Vou. Tá, então você fez. Aí eu fiz, né, Pilates, fiz esse barré. Vou fazer hipismo porque eu amo cavalo.
Ai, que legal!
E aí eu vejo aquelas provas de 3 tambores e eu fico doidinha. Eu sou apaixonada em cavalo, né? Aí eu acho que eu vou ali. Já fiz futevôlei, já fiz tênis. Tênis eu achei muito de dondoquinha. Futevôlei eu gostei.
Por que você achou de dondoquinha?
Você faz?
Não.
Ah, eu pensei que você fazia.
Eu faço muito tênis. Mas marquei aula de tênis semana que vem.
Eu achei muito— não é, ele não é parado, mas o futebol, ele se movimenta mais ali dentro da quadra de jogo.
Nossa, futebol eu acho que dói, fica doendo o corpo inteiro da bola.
Cara, eu dei um negócio no meu tornozelo, não sei se eu distendi o tornozelo, mas ficou roxo, inchado desse tamanho.
De chutar a bola?
É.
Então é pesada a bola?
É.
Eu acho que eu quero fazer tênis, que é bem chique, né?
Eu acho.
Eu acho bem fino, só pelos lookinhos.
Aham, eu acho lindo também. E tem aquele outro que tá super em alta, é o É tipo tênis, mas é outro nome. Como é que é? Não, amiga, como é que é, gente? Aquele tipo de praia, né?
Beach tênis?
Não, não é beach tênis não, amiga. Ele é tipo tênis, mas agora é outro nome.
Eu sei que a raquete é menorzinha.
É, como é que é o nome daquele?
Eu sei. Fugiu, eu acho que a Tássia Naves postando.
E a Bruna também, a Bruna Biancardi faz também. Eu vi ela fazendo.
Ah, não vi.
Pesquisa aí, fala aí no chat, gente.
Pedel. Isso!
Esse nome desse negócio.
É isso aí, esse trem. E é novo, né? Eu não sei qual que é a diferença.
Também não sei, mas diz que a gente tem um amigo, né, que faz. Cara, ele emagreceu muito. Só fazendo isso.
Caraca!
Mas foi muito assim, você olha pra ele e fala, toma uma, um jarro. E ele, não, foi o esporte.
Esporte, que legal! E é tão legal, né, a gente também se permitir viver novos esportes, novas experiências, né?
Eu acho.
E aí, então você tá nessa missão de descobrir um novo?
Encontrar, tô. Aí eu quero fazer hipismo, tenho vontade de fazer também Quero voltar para o futebol aí também. E natação, porque eu não sei nadar. E aí eu morro de vontade de aprender a nadar. Legal. Sempre que a gente viaja para praia, eu fico lá sentada na areia vendo o Noah. Nada super bem, né? O Nuno, a Luninha já coloquei na natação. O Lucas nada super bem. E eu lá chupando o dedo, vendo todo mundo lá dentro da água igual uma criança.
A criança lá triste, morrendo de vontade. Só que eu tenho fobia de mar, fobia de piscina. Eu tenho medo de monstro. Eu acho que na piscina tem um monstro lá dentro, entendeu? Na piscina eu entro, mas onde só me dá pé. Tem um nome para essa fobia. Eu morro de medo.
Caraca, não sabia disso.
E eu morro de medo. Eu tenho medo. É muito bizarro, né? Porque é tipo assim, é muita coisa de criança, mas eu tenho muito medo de estar dentro do mar, um monstro vir me puxar.
Mas será que te falavam isso para você não ir fundo no mar? Pode ser.
Minha mãe falava, pode ser, a água é muito perigosa, aí não sei o que que tem. E aí hoje eu tento não ter medo. Igual fez motocross, eu também tô vivendo novas experiências, tá, para mim redescobrir. Nunca andei de moto, minha filha. Fui fazer uma aula de motocross.
Tô acreditando, gente.
E aí, não imagina, minha filha. Aí cheguei lá, gente, coisa de tamanho, ela é baixinha. Tenho 52.
E as motos enormes?
A minha era de criança.
Então tá explicado.
Não, aí eu cheguei lá, as motona, né? Não, cara. E é muito legal porque assim, eu sou muito assim, tudo que eu vou fazer eu quero fazer bem feito. E eu acho que eu tenho que saber fazer de tudo.
Quando que você faz aniversário mesmo?
8 de maio, taurina. O Caio é, né? Pontas virgens com um, você sabe como que é.
Teimosa, né?
Super dona da razão. Ariano. Imagina o choque, mano! É, gente do céu! E aí cheguei lá fodona e tal, a motona grande. Aí a gente já chegou lá, o Lucas foi comigo, né? Aí ele, meu bem, vamos com calma aí, não sei o que que tem, é uma experiência nova. Eu falei, não dou conta e tal. Aí eu pensei que era moto elétrica, mas não, você tem que passar marcha, fazer controle de embreagem na moto e tudo.
É super difícil, não?
Demais, minha filha. Eu achei, eu sei, né? Tem equilíbrio se andar de bicicleta, então vou tirar de letra.
Caiu?
Não, dei um grau, tu acredita?
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Foi foto do Mato Grosso, meu grau! Foi, você acredita? Aí o cara falou assim, eu imaginando que ia ter uma coisa muito trágica, ela falou, não vou fazer. Com esse tamanho, sabe, 1,5m, ela chega lá com a moto de criança, ela tem um grau. Não, só que eu não sabia, eu não tinha visto que eu tinha dado um grau, tanto que eu sou tipo assim, né, todo mundo lá doidinho. Aí o que aconteceu assim, o cara falou assim, vocês querem que a gente leva a moto até o lugar que vocês vão treinar?
Não, eu dou conta. Eu, né, não dou conta, você só me explica aqui como que faz aí a marcha, você passa com o pé para cima, né? E é tudo da— é muito bizarra a moto, porque assim, a embreagem é do esquerdo, subir a marcha do esquerdo, e a moto que eu peguei era toda para cima. O freio da frente aqui, o freio de trás no pé. Então a minha cabeça, é muita coisa para eu assimilar, entendeu?
E é pela primeira vez Aí eu falei, não, eu consigo levar, né, menina?
Eu apertei a embreagem e o cara falou, vai soltando devagar e acelera. Eu acelerei de uma vez e soltei a embreagem de uma vez, aí a moto foi embora. Aí eu, uhul!
E você em cima da moto?
Eu em cima da moto. Aí não deixei a moto apagar.
Ó, tá bom então, você não faz mais?
Não, vai escutando. Aí, minha filha, eu parei assim, aí todo mundo assim Meu Deus, aí contei para todo mundo em choque. Eu falei, o que que aconteceu, gente? Aí o Lucas, meu bem, você viu que você ficou no ar uns 3 segundos, 4 segundos? E aqui, ok, ele foi, quase bateu, quase bati no carro, fui em direção a uma árvore assim. Você já viu o meme da mulher que vai, do piloto, tá uma moto, cai dentro do, dentro do, quase foi eu, cara. Bizarro.
E aí você nunca mais voltou?
Não, aí eu fui, só que aí eu traumatizei. Porque eu pensei, gente, que perigo, né? Um perigo de bater, um perigo de causar um acidente, um perigo de morrer. Eu tenho 2 filhos.
Você só traumatizou depois que te falaram, porque ali vivendo você achou de boa?
Achei.
Não é possível, gente.
Minha adrenalina foi lá em cima, eu falei, uhul! Falei, não foi? Ela tava comigo e eu, uhul! Aí o Lucas, você viu o que você fez? Falou. Aí ele, tu quase bateu no carro. Ele, você tirou um fino do carro. Eu falei, meu Deus. Só que aí, eu tenho muita insegurança, né.
Do quê? Na vida?
Aham. Pode brigar comigo, eu sei que é um problema.
Não, mas não é insegurança com você.
Também, agora eu tô melhorando.
Ah, eu acho que é bom. Vou te dar um pito!
Né? Aí a gente foi pro lugar lá de treinar, eu deixava a moto apagar toda hora. Aí eu comecei a tremer assim, quando eu fiquei sabendo, né, enquanto eu gravo. Apagava toda hora, não conseguia fazer o controle de embreagem. E eu comecei a querer chorar. Vou desistir, não consigo e tal. E aí vinha na minha cabeça, poxa, eu vou deixar minha insegurança me vencer? Eu vou deixar meu medo me vencer? Ou eu vou enfrentar essa bosta desse medo, né?
E aí fiquei, eu chorava e eu parava a moto e a moto desligava. E aí o instrutor lá com paciência, todo mundo, não, você consegue, você consegue, deixa esse medo que você passou para lá e tal, que você vai conseguir. Aí fui, consegui. Quando eu cheguei na metade do caminho, que eu vi que eu consegui, parei, eu chorava assim, tipo, venceu, né, cara? É bizarro quanto você— aí eu parei e pensei, né, o que eu consegui ali tirar de aprendizado na hora que eu parei ali na metade do caminho. O medo pode impedir a gente de ir em vários lugares, né?
Com certeza, mas A nossa cabeça, acho que eu sempre tento vencer, né, isso de não, não, amor, vai com medo mesmo. É isso aí que a gente tem, é isso aí que a gente vai fazer.
Mas é a melhor coisa, sabia?
Com certeza. E é uma, mas é constante isso, né? Várias, não sei se você tem várias vozes na cabeça. Super. E as vozes ficam ali, eu fico falando com essas vozes, falei não, não, eu vou, eu vou. Porque senão a gente não faz nada, não sai do lugar.
Mas eu também, na hora ali que eu queria desistir, eu falava eu consigo. Eu vou conseguir, tá certo? Por que que eu não vou conseguir? Eu vou, eu tô aqui, é um só, é só motocross. Já passei por tanta coisa na minha vida, que que é um motocross?
Que que é um grau do motocross? Calma, mas aí você tá fazendo várias coisas, mas não voltou para fazer, não vai seguir nenhum? Tipo, não achou ainda?
Não achei ainda. Isso, na verdade, isso é, eu tô vivendo experiências, tá? Então quero pular de paraquedas, eu quero fazer coisinhas assim, entendeu? Nossa, a minha mãe fica doida.
Eu imagino.
Você tem dois filhos, pensa nos seus filhos e tal. Eu espero que Deus não me use de exemplo, né? Aquela assim. Mas eu quero, amiga, eu quero. Porque assim—
Você tá certa, só se vive uma vez.
É, e faz. Vai fazer motocross.
Motocross?
Vai, amiga, tu vai gostar. Vai.
Ó, modéstia à parte, eu dirijo carro muito bem.
Eu também.
Então. Só que moto, eu não dirijo. Minha motinha, eu dirijo minha motinha no condomínio, a motinha elétrica. Não, pois é, passar as marchas difícil.
Não, mas você pega uma que vai só para cima assim, ó. Aí você é muito, é muito, quando você vê a moto rasgando, aí tu segura ali a embreagem, taca o pé para cima no negócio, aí dá aquela tremida, vai embora.
É, e aí você vai fazendo isso aos finais de semana ou você vai durante a semana?
Durante a semana, nos dias de trabalho, né? Nos dias de trabalho, que foi igual eu te falei, eu trabalho 3 dias na semana e 2 eu tiro para as crianças.
Tá. E academia?
2, e finais de semana. Final de semana, zero trabalho lá em casa. É uma regra que final de semana é o dia da família.
E o Lucas não edita mais à noite, né? Não tem mais isso?
Ele parou, né, amiga? Ele tá no ano sabático dele.
Que bom!
Você não acha bom, cara? Fez um bem para ele que você não tem noção. Então ele é outra pessoa, ele é outra pessoa, ele é outra pessoa. Não do relacionamento, porque depois que a gente voltou ele é outra pessoa. Outra sim, graças a Deus.
Que bom, você merece.
Ah, obrigada, obrigada.
Você sabe, você também.
Ah, com certeza você merece o melhor do mundo.
Amém, obrigada.
Eu sei, graças a Deus que você sabe, né?
Gosto e sei, amor. Sei sim, pode deixar que eu sei.
E como eu sei, né?
A gente sempre sabe, né?
Sabe, no fundo, no fundo a gente sabe, só que a gente não quer acreditar.
Ai, mas eu acredito.
E amor, sempre acreditou?
Sempre.
Que ótimo! Mulheres sejam igual ela. Não, eu não sou perfeita não, mas eu digo em questão de tipo assim, eu sei o que eu mereço e ponto.
Eu sou muito racional, sabe? Não sou tão—
você é muito bom. Eu sou muito da emoção. Nossa, demais!
Eu tenho essa consciência de analisar situações de fora, sabe? De tipo, quem sou eu aqui? O que eu quero? O que eu não quero? O que eu mereço? Que eu não mereço? Que que eu entrego? Tenho super consciência. Terapia, né, amor?
Mas hoje eu sou assim também. Ai, que bom! Eu vou até onde me convém, eu vou até onde eu consigo. Chegou no ponto eu não consigo, não faz sentido para mim.
É, a gente tem que saber, né? Tipo, até aqui eu vou, aqui não vai dar.
É, exatamente.
E tá, e aí ele resolveu tirar um ano sabático. E ele te avisou isso ou foi do nada?
Avisou, não, avisou.
Vocês tiveram uma conversa? Você sugeriu isso também? Como é que foi?
O Lucas, ele tava numa fase muito depressiva, porque assim, as pessoas veem o que a gente expõe, né? Então ninguém sabe o que rola ali por trás.
Então a gente não quer também expor os problemas, com certeza.
A gente quer expor as coisas boas, né? E tipo assim, não quer passar o problema para o outro, né? E aí ele tinha muito isso. E o Lucas trabalhou 13 ou 14 anos desde 2012 sem tirar férias, todos os dias, né?
Segunda a segunda.
E o Lucas, ele é muito perfeccionista. Então no início do relacionamento da gente, ele ficava 4 dias para editar um vídeo. Eu dava comida na boca do Lucas.
Nossa!
E aí quando o Noah nasceu, ele percebeu que não era assim, porque eu falei pra ele, olha, cara, é o seguinte, você hoje é pai, então você precisa dar atenção pro seu filho e pro relacionamento. Então vamos aprender isso, vamos aprender a administrar esse tempo. E aí hoje ele vive assim muito mais tempo com as crianças do que eu. A Luna é fissurada no Lucas, ela olha pra ele assim Eu fico até com um pouquinho de ciúme, tá? Ela olha para ele, ela se derrete, ela fica papa, papa o tempo todo.
A gente sai, aí eu acho que ela dá saudade dele, papa, papa. E eu, mamãe, mamãe, papa.
Não deixa, é bom aprender papai primeiro.
É, não, mas eu fico muito feliz. Eu falo assim que eu fico com você, mas eu fico muito feliz porque o que eu falo para o Lucas, eu não aceito você não dar para as crianças o que eles não merecem. Não aceito de jeito nenhum, é inegociável para mim. Graças a Deus, o Lucas é um excelente pai, não tem um A de falar. Ele dá atenção, dá carinho, ele brinca. O momento que ele tá com as crianças, ele tá com as crianças, faz de tudo ali para— o Noah fala, meu pai é o meu melhor amigo.
É a coisa mais linda. Quando— quem é seu melhor amigo? Meu pai. Tanto que Ele fala que quer fazer tatuagem igual ao pai dele quando crescer. Ele gosta de rock porque o pai dele gosta. Tudo que o pai dele faz, ele gosta, entendeu? Então isso pra mim, cara, é uma coisa assim que eu olho, que eu me orgulho, eu me emociono. Eu fico vendo ele com as crianças, eu choro vendo ele com as crianças. Eu fico, eu choro mesmo de olhar pra ele assim e falar, cara...
A gente sabe que você chora.
Sabe, né? Eu fico aqui, ó, chorona.
Ai, que bonitinho.
Aí eu falo pra ele, eu falo, eu quero que Porque querendo ou não, isso é um assunto muito delicado, mas influenciou no meu casamento com ele, o amor paterno. Então eu hoje eu sei o que é um amor paterno, o que é a falta de um amor paterno, e eu nunca vou conseguir suprir isso, nunca. Eu sei que tem muitas mães, né, que fazem o papel de pai e mãe, mas querendo ou não, gente, uma figura masculina na vida da criança faz muita diferença, faz muita diferença.
Para menina e para o menino, né? Para os dois, assim, é muito importante. Mas que bom que você— eu acho que para a gente que não teve isso, né, porque também foi um pouco assim, eu acho que você não teve isso, o que você não quer que seus filhos passem pela mesma coisa, né? Então ter essa figura tão presente, tão pai mesmo, acho que é o check na vida, né?
Exato. E aí eu sempre vejo Eu tô aqui para quebrar o ciclo, não quero que isso continue.
Arrasou!
E eu quero que os meus filhos, tanto a Luna quanto Noah, sejam pessoas assim na vida deles, entendeu?
Mas o exemplo arrasta, pode ter certeza. E você, e até o Lucas parar, ele ainda continuava editando os vídeos?
Continuava, ele editava, gravava, só ele.
Aí, mas posso falar, tem o lado de que é muito cansativo, mas o outro lado é assim, você vê o porquê que dá certo, né?
É porque assim, ele nunca achava, porque o Lucas ele tem o estilo de vídeo dele, tem o estilo de edição. E aí ele já tentou com alguns editores, uns deram certo, mas outros não. E aí ele pegava o vídeo, ele tinha que editar tudo em cima de novo. Então ele falou, poxa, eu tô pagando um editor para eu editar em cima. E só que chegou no momento que a internet hoje em dia tá muito mais difícil que na época que a gente começou lá atrás, né?
Eu digo a gente porque eu também comecei, você também começou. Então é muito diferente hoje. Então ele chegou numa fase que assim, eu preciso parar, respirar e dar um tempo de internet. E fez muito bem para ele.
E você acha que foi pelo fato da depressão assim? Foi. E como ele entendeu que tirar esse ano sabático iria melhorar assim? O que que você acha que foi? Vocês conversaram? Foi você que falou? Alguém sugeriu?
Eu acho que ele começou a enxergar, porque eu sempre falei, né? Falei, você precisa tirar um tempo. Porque a gente viajava para ter viagem em família, viagem em casal, e ele com computador dele ali gravava, editava, não conseguia aproveitar. E eu falava, não, tira um tempinho para você e tal, vai fazer, vai te fazer bem. Ele, meu bem, eu preciso trabalhar e eu preciso fazer o meu, e eu não sei o que que tem. E eu sempre fui muito compreensiva e sempre entendi o lado dele, né?
Porque hoje eu sou assim também. Só que eu acho que foi chegando o momento que ele falou, opa, eu preciso cuidar de mim. Porque ele tava não sem tempo com as crianças, mas quando ele ia ficar com as crianças, ele já tava muito cansado. Então ele, poxa, eu tô na melhor, meus filhos estão na melhor fase, eu vou perder isso?
Uma coisa leva a outra, né?
Você vai, você tá cansado no trabalho, fica cansado com as crianças, fica sem paciência com as crianças.
Então, nossa, isso da paciência é muito, muito real, não é? Muito real, muito real. Por isso que eu acho tão importante a gente ter os nossos momentos sozinha, a gente ter os nossos momentos com as amigas, os momentos de fazer o esporte que gosta, fazer o hobby, porque você se reconecta e você volta muito melhor para ser mãe, para ser esposa, para ser o que quiser que seja, né? Eu acho que a gente perde um pouco isso numa fase da vida. E que bom que a gente sempre tem tempo pra voltar pra si e se redescobrir, né.
Eu ouvi um dia uma frase de uma terapeuta minha e faz muito sentido. É melhor você estar 3 horas com o seu filho e ter um tempo de qualidade do que o dia inteiro sem dar atenção pro seu filho. E é isso, entendeu? O que adianta você estar em casa com o seu filho o tempo todo sem dar atenção pro seu filho, aqui no celular. Ai, não sei o quê, não sei o quê, tô cansada e tal. O seu filho nem tá te vendo, você nem tá ali presente com seu filho, sabe? Adianta não.
Eu vi um vídeo que mexeu muito comigo, que é o que o seu filho enxerga. E aí a criancinha enxergava sempre o pai aqui, o pai e a mãe, né? Os pais assim, ó, no celular. Tipo, será que é essa? Eu não quero que meus filhos tenham essa visão de mim. Eu mudei bastante assim nisso. Tipo, quando eu tô com as crianças, eu tento deixar o celular de lado.
Estar com eles, né?
Não, e parece Parece coisa assim, tipo, sabe quando eu era adolescente, eu sei lá, entrava no computador escondido e tal, e aí a mãe chega no quarto, você pega as crianças, né? Aí eu tô lá mexendo no celular, aí mãe, eu, tudo bem? Aí você fica arrumando uma coisa novinha.
Mas a gente tá, a gente, eu acho que todo mundo tá muito no mundo do celular, né? Você vai na casa de um amigo seu, tá todo mundo olhando o celular, as pessoas nem conversam.
Eu não sou assim tanto também quando eu vou, não, quando eu tô com as amigas eu fico, eu Eu realmente uso pra trabalho mesmo, né. Mas eu consigo dar uma... Então, eu consigo por, acho que por ser racional, assim, sabe? Tipo, agora eu vou trabalhar, agora eu vou... Porque senão fica o máximo... Você administra tudo, né. Fico procrastinando também, não faço nada. Aí eu falo, não. Ponho lá na agenda pra despertar. Aí de tal a tal hora é isso. Depois de tal a tal hora é isso. E vou seguindo, senão enlouquece, né.
Tá certo.
E os conselhos?
Tô fazendo também.
Bico de... Esses conselhos você vai fazer aqui também?
Pô, Jesus amado!
De onde veio a ideia?
Eu sempre gostei de falar muito, né? E eu sou muito de dar minha opinião. Então assim, e sou muito realista, né? O que eu penso, eu penso. É a minha opinião. E se você não concorda, tudo bem. Você pediu ou não pediu também, às vezes falo também. Mas eu sou assim, eu sei até onde ir, entendeu? Também não vou... Mas é... E aí eu recebia muita no meu direct, assim. Bru, passei por uma separação também, o que que eu faço? Como que você superou?
Como que você conseguiu ficar longe? Como que vocês voltaram e tal? Eu falei, poxa, por que que não trazer isso de uma forma mais legal para o público, né? E aí foi quando eu decidi trazer o Conselhos da Bru. E dá muito certo, 90% das pessoas adoram, né? Vamos fazer aqui, bora!
Então bora, a gente preparou, ó, Conselhos da Bru no Pode Delas.
Ai, bora lá!
Como Sunayka Bru.
Bora!
Cadê? Ai, Jesus, Bru, eu tenho medo de me apaixonar de novo depois de terminar um relacionamento longo. Como eu sei que estou pronta para tentar de novo? Gente, isso é difícil, né?
É, você nunca vai saber se tá pronta se você não tentar.
E se tem nomes, hein?
Falei dele, coitado. Eu acho que você nunca sabe se vai estar pronto até tentar.
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Bom, não, vamos falar sério. Não, mas assim, funciona para muita gente, tá? Porque Funciona às vezes, libera a pessoa, entendeu? Porque você tá ali com aquela— não aconteceu comigo isso de, sei lá, o que terminar, não aconteceu. Igual eu te falei, eu sofri bastante, muito, muito, muito. Eu pensei que eu ia morrer. Eu lembro quando o Lucas ia lá em casa, aí ele chegava lá e tal, quando ele— e eu fazia de durona, né? Quando ele ia embora, eu entrava dentro do banheiro, escorria na porta assim. Cena de filme!
Mas não é uma dor física?
Dói, dói, dói! Não é uma coisa só de coração, ai, fica bem e tal, que você vai ficar bem. Não dói, gente, dói. E eu acho que assim, se dói, viva aquela dor, sabe?
De dia, amor. De noite, lava esse rosto e vai embora, né?
Vamos fazer uma viagem, né? É, tá bom.
Eu e meu parceiro brigamos muito por besteira quando estamos cansados com os filhos. Como vocês evitam que o cansaço vire briga de casal?
Sabe separar as coisas, né? Eu sempre falo para o Lucas, ó, quando a gente tá trabalhando, a gente tá trabalhando. Nunca vamos trazer problema do trabalho para o relacionamento e principalmente deixar respingar nas crianças. Então as crianças não têm culpa de nada, o nosso relacionamento não tem que ter culpa de alguma coisa do trabalho. Então vamos deixar aqui de lado. E é assim que a gente faz lá em casa, sabe? Cansado todo mundo vai estar, todo mundo cansa, todo mundo trabalha.
Vamos saber diferenciar. Se a pessoa tá estressada, cansada, deixa ela para lá, né? E depois conversa em outro canto.
Próximo. Bru, eu tenho vergonha de pedir ajuda para minha família porque não quero parecer fraca. Você já sentiu isso?
Super. E até hoje eu sinto, sabia? Eu tenho um problema muito grande de falar das minhas dores, porque eu acho que eu vou estar sendo fraca, entendeu? Só que você não é. Demonstrar fraqueza não é—
pedir ajuda não é demonstrar fraqueza.
Exato.
Quer água aí?
Não, ainda tem. Inclusive, tô precisando tomar mais água. Mas não tenha vergonha não de pedir ajuda, né? Não tenha, porque Você não vai estar sendo fraca.
E às vezes a pessoa tá só esperando você pedir, né?
Não quer ser entrona, não quer se meter. Eu acho que é ruim para você mesmo, sabe? Porque você fica achando que você é autossuficiente o tempo todo. Então não vale a pena não.
Próximo. E às vezes a família até se sente feliz de ajudar, né?
Exatamente.
O que você diria para uma mulher que está tentando reconstruir a confiança em alguém depois de ter sido magoada? Difícil.
É, mas eu vou ser bem direta: se você ainda tá magoada, não tenta construir confiança. Não tenta.
Mas e como é que passa essa mágoa?
E se não passar? E se for para não passar? E se for para não confiar de novo? E se for tempo de você falar assim: basta, entendeu? Porque Eu acho que o pior erro que a gente pode cometer é achar que a gente perdoou e voltar e não ter perdoado de verdade. Porque você vai ficar sempre com aquilo, sabe, na cabeça.
Mas eu acho que também não tem como saber, né? Não é uma coisa muito—
Amiga, acho que no fundo tem.
Tem? Você acha?
Eu talvez sim, né? Também vai de cada um.
A gente sempre sabe, talvez. Eu acho que a gente tem que seguir mais a intuição, né? Tipo, ouvir mais os nossos sentimentos.
E também tem uma coisa que, sabe o quê? A gente se sabota muito, sabe? Às vezes você até conseguiu. Porque eu sou assim, quando vem um pensamento ruim na minha cabeça, opa! Vamos parar de pensar isso, vamos deixar isso pra lá. Porque se a gente ficar deixando, minha filha, os pensamentos ruins vêm sempre.
É verdade, não pode deixar eles ganharem. Descobri que meu marido me traiu uma vez. 5 anos. Hoje nosso casamento é ótimo. Estrago tudo por uma coisa do passado?
Não estraga, mas eu caçaria encrenca. Tu não caçaria não?
Eu não consigo perdoar uma traição, amor.
Não, não, orgulho, hein?
Não é, não consigo perdoar. Se eu não faço, por que que eu tenho que aceitar?
Exato, jamais.
Jamais.
Mas assim, quebra de confiança, né? Quebrou total.
E aí, ela estraga tudo por uma coisa do passado?
O que que ela faz? Depende dela.
Dá você o conselho, que eu não vou dar esse conselho. Eu ia falar: manda esse homem para porra e se lascar, né? Nossa, tá doida! Eu acho que se traiu uma vez há 5 anos, vai trair de novo, vagabundo.
Ainda mais que ela não descobriu, né? É, ele pode fazer. E quem disse que foi só uma vez e ela nunca descobriu?
Não tem mais. Nossa, gente, botamos uma pulga atrás da orelha da mulher.
Agora que ela vai ficar triste, agora que ela vai estragar mesmo.
Aí, agora, ai, Marília, não sei. Aquelas dela, não quero ser responsável, faz o que você achar melhor, faz o que seu coração pedir.
Jesus, trai ele, devolve na mesma moeda. É, tô brincando.
Gente, é meme, pelo amor de Deus! Aí vai sair, né? Papai manda trair. Ô, gente, pelo amor de Deus, não me envolve nessa, não.
Mas deixa eu te falar uma coisa. Eu, Bruna, não conseguiria deitar minha cabeça tranquila no travesseiro sabendo que eu traí.
Eu também não. Eu também não.
Não conseguiria. Eu ia chegar e falar assim, olha, é o seguinte, eu te traí. Eu ia, eu não tenho culhão pra isso não, sabia?
Eu não tenho nem... Amor, eu não tenho nem culhão pra dar abertura pra alguém se eu estou num relacionamento.
Nem eu, minha filha. Eu ando assim, ó.
Eu também, acho que não dá.
Nossa, meu Deus, relacionamento é um relacionamento, né? Se você tá, você escolhe estar com aquela pessoa.
Respeito. Exatamente. Acho que, nossa senhora, tá doido. É que é sobre caráter também, né?
Tem gente que tem, tem gente que não tem e nunca vai ter, e nunca vai ter.
Eu acho que não muda. Próximo: minha melhor amiga está sendo traída, mas ela acabou de descobrir que está grávida. Conto agora ou espero, me ajuda, Bru.
Ai, conta, pelo amor de Deus! Tu vai deixar sua amiga, que é tua amiga, ficar com o cara escroto que traiu ela?
Tendo traída, está sendo? Não conta?
Claro que você vai contar, conta sim, pelo amor de Deus! Tadinha, a bicha! Ai, ela tá grávida, tá, mas é melhor ela saber disso agora do que esperar a criança nascer e saber que você não contou. Porque se fosse uma amiga minha, minha filha, se você não me contar, corta amizade na hora. Eu também, porque você não é minha amiga.
É verdade?
Conta sim.
Nossa, eu sempre pergunto isso, tipo, você sabe que uma amiga foi traída? Eu sou amiga que conta. Por mais que depois, ai, voltem e quer me excluir, não quer mais ser minha amiga, que se dane. Pelo menos eu vou dormir em paz. Agora eu dormi sabendo que eu sei que tá acontecendo.
Imagina se acontece comigo, se eu tô sendo traída e minha amiga não me conta.
Minha filha É, eu também não ia. Não. Por isso que falam que a corna é sempre a última a saber, entendeu?
Porque não conta.
Porque não conta, eu conto. Próximo. Então conta, Luiza Belly, vai contar. Ah não, outra. Minha sogra fala mal de mim e meu namorado sabe, mas diz que prefere não se meter. Meu problema é com ela ou com ele? O que você acha?
Com os dois. Claro que ele tem que se meter. Se ele namora com você, eu sou de uma coisa, tá?
Esse negócio me irrita também. É óbvio que o cara tem que defender a mulher.
Claro que tem.
Aí fala mal por quê? Porque ele não tá falando nada.
Exato. E vou te falar uma coisa, a gente que é mãe de menino, a gente tem que aprender, sabe o quê? Que quando os nossos filhos crescerem, a prioridade na vida deles é a mulher, e não a gente, entendeu? Tinha que ser, talvez, mas eu vou ser aquela mãe ciumenta, mas eu não vou ser Aquela sogra chata, falar: meu filho, agora é sua mulher. E se a mulher falha e o homem não protege ela, ele é um cuzão também.
Ele é, não é homem, né? É moleque, vamos combinar.
Problema é com os dois, entendeu?
Nessa conta é óbvio, ele que tem que te defender. E ela só tá falando mal porque ele não se impõe, porque ele deu a abertura. Deu, porque é aquela coisa: não fala porque a pessoa tava falando mal de você, fala porque que ela tava confortável falando na sua frente e você não falou nada.
Exatamente.
Ah, ó, explode Gente, minha paciência tá -50. Não, ainda bem que não sou eu que tô me metendo nos seus conselhos, Bruno.
Não, mas ainda bem, né?
A Luísa mandou assim: meu marido quer ter outro filho e eu disse que também quero, só que na verdade não quero mais. Como conto isso agora?
Gente, a base no relacionamento é a sinceridade, pelo amor de Deus, não é? Não. E outra coisa, você não tem que ter medo do que seu marido vai pensar de você. É muito melhor você ser sincera com ele do que você não ser, pô. Que aí quando ela falar, aí imagina, vamos pensar nos dois cenários. Primeiro, ela engravida sem querer, a criança não tem culpa, tá? E pode ser que ela trate a criança diferente porque ela não queria engravidar.
Coloque toda a frustração na criança. Segundo, já pensou se o seu marido descobre depois de muitos anos e pensar que foi enganada esse tempo todo?
Não, eu acho que tem a questão de É o corpo dela, né?
A escolha é dela, entendeu? Não é porque o homem quer, não, gente.
E também que a vida muda mesmo é a da mãe. A vida que muda mesmo é a da mãe.
Exatamente.
A do pai, nem tanto. É a da mulher, entendeu? Próximo. Bru, meu namorado ainda guarda fotos com a ex no celular. Ele diz que fazem parte da história dele. Eu mando apagar ou estou sendo tóxica?
Vai ser tóxica! Esse cara é o seu namorado, larga ele, porque se ele tem foto com a ex, ele não te ama, ele ama a ex. Nossa, gente, pensa você, você tá num casamento, no relacionamento, aí o seu atual tem foto com a ex. Eu não aceitaria nunca. Vai apagar sim. Se você primeiro ia falar, por que que você não vai?
Ó, vou falar de mim, eu tenho foto da família, da família eu tenho, não apaguei as fotos da família. Paguei as fotos do casal.
A família é importante para você?
Não, não penso, não, para mim não, não mais. A família, antiga família, essa mulher, eu vou te falar que mulher, meus amigos, amiga, comigo é assim, amor, virou, virou, acabou, acabou a página, virou outro, vamos por outro livro. Eu acho que as fotos da família vão ser importantes para os meus filhos. Entendeu?
Entendi.
Para os filhos, para as crianças, para mim não mais. Então não, tipo, vou fazer o quê com essas fotos? Guardar para eles, entendeu?
Imagina se você tá com foto com ex seu.
É, não, foto de casal acho errado mesmo.
Agora tem que largar.
Não, se tem filho eu não acho errado, entendeu?
Com a ex deu, amiga, deu para entender.
Mas com a ex, então é que vai que a ex é a mãe dos filhos, entendeu?
Aí você vai ter foto com seu ex porque é pai dos deles.
Não, é que eu tô dizendo, eu não tenho foto do casal, mas foto da família eu tenho. Deu para entender?
Deu, entendi.
Mas por conta das crianças.
Entendi. Não entendi.
Faz o quê com essas fotos? Põe num pen drive?
Compra um celular para o futuro das crianças e deixa lá. Brincadeira, não, amiga, brincadeira, brincadeira.
Amanhã eu vou trocar de celular e vai deixando. Eu deixo esse de coisa de backup.
Acabou.
E tava legal os conselhos, né?
Tava a gente mandando tudo se lascar, gente. Lembrando que é nossa opinião, tá? Você não tem que seguir, segue se quiser.
E é o que a gente pensa, e cada um tem a sua opinião também. Quer mandar as perguntas? Pode mandar. Ó o que te mandou: eu posso fazer xixi ou não? Pode. A gente tá ao vivo, mas você pode.
Quer que eu paro aqui? Desculpa.
E ela desesperada. Mandaram perguntas aqui, gente. Se quiser mandar, manda aí no chat que a gente pode responder enquanto ela não volta. Eu aqui enchendo linguiça enquanto ela não tá aqui. Mandem aí, gente. Olha, o pessoal mandou: vamos de treininho amanhã, amiga? Ai, Hugo, gente, falar para vocês, fui treinar com o personal da Graciane Barbosa, cara. Onde eu fui me meter? A gente treinou glúteo, Meu Deus, eu não estou conseguindo sentar com meus glúteos na cadeira, tá doendo tudo.
Não, e cada aparelho, não, uns aparelhos lá na Ironberg muito diferentes, tipo para cada parte assim, para cada músculo, muito surreal. Quem manda mensagem? A Viih Tube. Viu, te falei. Ai, não, ó, eu tô ao vivo. Ai, era o nome do médico só. Um silêncio. Vocês querem saber do meu treino? Hoje eu gravei, fui lá gravar o episódio da Growth. De treino, gente. Foi pesado, foi porque eu peguei mais umas cargas mais pesadas. E aí vai sair no canal da Growth em outubro.
Voltou, não fica à vontade? Ó, mandaram, a galera mandou perguntas para você. Acredita que a exposição na internet atrapalha o relacionamento?
Sim.
E aí, vocês não expõem mais?
Bem pouco, amiga. Justamente por essa questão, né, que o que eu pensava há 3 anos atrás eu não penso hoje, né? E atrapalha muito, pô, porque assim, a gente, a exposição, a gente acaba, tem muitas pessoas que gostam da gente pegar as dores da gente, entendeu? E O que aconteceu comigo, eu vou falar, tá? Eu fiz um all-in quando eu terminei. Eu não devia ter feito.
Você se arrepende?
Sim, porque até hoje eu sofro as consequências disso.
Então é, mas as consequências como assim?
Das pessoas julgarem? Porque assim, só quem sabe do relacionamento é o casal. Então se eu decidi dar mais uma chance para o meu casamento, quem decidiu fui eu. Não foi uma coisa que eu fui obrigada a decidir, foi uma escolha minha, entendeu? Então eu me arrependo porque eu expus muito isso, fui aquela pessoa de falar assim, tudo bem que todo mundo muda de opinião, né, gente?
Eu falo isso todos os dias, o que eu falo hoje amanhã já pode não valer.
Exatamente. Só que a gente é muito julgado por isso, entendeu? Então, eu falei que eu nunca mais voltava com o Lucas. Falei. Fui lá, minha filha. Eu terminei uma vez, nunca mais eu volto. Só que voltei, mudei de opinião. E tá tudo bem, não me culpo por voltar de opinião. Porque foi a melhor decisão que eu tomei na minha vida.
Sim, uma escolha sua.
Hoje eu tô super feliz com o meu marido, a gente tem outra filha. A gente vive super bem. A melhor fase da nossa vida é agora, entendeu?
Ai, que bom!
Juro pra você. E aí, só que as pessoas não entendem isso. As pessoas assim entendem, tá, entendeu? E aí isso é chato, porque querendo ou não é uma escolha sua de voltar com o cara. E não tô aqui defendendo, passando pano pra ninguém, não tô aqui tirando o erro dele, não tô aqui tirando o erro meu, não é isso. Eu acho que pessoas erram, e quando a pessoa tá disposta a mudar e mostra mudança, é isso, é o que importa, entendeu? E é isso.
E eu acho que assim, do casamento quem sabe é o casal. Então por isso hoje em dia eu evito mostrar tanto. Eu mostro do nosso casamento ainda, ele é meu marido, vai continuar sendo meu marido. A gente se ama, a gente se respeita, a gente é super companheiro, a gente tá super junto, a gente tá na melhor fase da nossa fase como casal. E a gente tá super bem. E é isso. Eu queria mostrar mais, eu queria trazer mais isso.
É que acho que às vezes quando você tá lá apaixonado, você é uma pessoa, você quer mostrar, você quer gritar para o mundo aquilo, né? Não é nem questão de—
só que as pessoas aprenderam a jogar as frustrações dela em cima da gente, entendeu?
Entendi.
Eu não sei se você passou por uma separação Você deve entender do que eu falo, mas eu sinto que hoje eu devo expor menos. E talvez quando— não sei da sua vida íntima, tá? Mas talvez quando você arrumar um relacionamento, você não vai querer expor tanto.
Com certeza, entendeu? Com certeza. É, não, e eu penso muito também nas crianças, né?
Exatamente.
Tudo assim, a minha vida é pautada em quando os meus filhos tiverem acesso, quando os meus filhos tiverem discernimento, muito eu, para saber isso aqui, para ver o que que aconteceu nessa fase. Porque eu acho que uma hora eles vão querer saber. E assim, imagina, é só dar um Google, né?
Exatamente.
Então eu não quero que tenha nada que possa magoar eles.
Ou por isso meu arrependimento, entendeu?
Entendi.
Porque assim, entendi, entendi.
Mas posso falar uma coisa? Você agora, eu Falando como uma pessoa que, enfim, de fora, quantos anos você tinha? Super nova, imatura. Não, e você também estava passando por isso pela primeira vez, e não tem certo ou errado. Você só tem esse arrependimento que você fez. Você nunca ia saber se você não tivesse feito. Às vezes, por exemplo, tem gente que não expõe e fala, ai, devia ter exposto.
Sim, sabe? Eu vou te falar uma coisa, sabe o quê? Que você tocou nesse assunto de filho. A gente tem que saber diferenciar muito. O Lucas como meu marido é meu marido, o Lucas como pai é outra pessoa, entendeu? Aí o meu filho vai, tipo assim, é igual você falou, quando chegar o acesso a eles, poxa, mas meu pai foi assim com a minha mãe?
Entendi.
Aí seu filho vai pegar a dor, a sua dor.
Mas aí eu acho que a gente tá numa geração que a gente não esconde mais as coisas dos filhos assim. Eu vejo que os nossos pais escondiam muita coisa da gente, tipo, ah, Por quê? Porque não. Porque não é não. Não sei o quê. Não tinha uma conversa. Eu acho que hoje as relações de pais e filhos são muito mais abertas, muito mais sinceras, sabe? E eu acho que assim, até lá...
Muita coisa a aprender.
Tá tudo bem você falar, a mamãe... Ó, a mamãe fez isso, a mamãe se arrepende disso. Tá tudo bem. Se um dia você passar por isso, eu não acho que você tenha que expor. Eu acho que eu não falaria, foi um sentimento, eu tava com muita raiva, eu tava decepcionada. Então assim, você também tava vivendo pela primeira vez, sabe? Tá tudo certo.
Então pode errar, né?
Mas uma coisa, tirar o peso, sabe? Que já foi. Que que você vai fazer agora? Você pode mudar daqui para frente. O que já foi, já foi.
Uma coisa que a gente tem combinado lá em casa é: o problema como marido e mulher, a gente nunca vai trazer para frente dos nossos filhos, tá certo? Nunca. Tanto que a gente não briga na frente das crianças. A gente nem briga, né? Mas a gente nem discute, a gente nem Nada. Quando começa alguma coisa, um ou outro sai, porque a gente não quer— eu, né, a minha mãe e meu pai não estão juntos, mas eu nunca vi meus pais brigando. E eu acho que isso foi bom para a gente, porque imagina quão mais traumático seria, sabe?
Eu entendo isso de não esconder dos nossos filhos, mas, cara, eu acho tipo assim um absurdo o casal brigar na frente dos filhos. Imagina eu se eu vou brigar com o Lucas, ele brigar na frente do Noah, que já entende. Imagina a cabecinha dele, sabe, que ainda não entende as coisas.
Eu penso nessa questão. Eles têm a gente como a maior referência, então cresce achando que esse é o normal, né?
Não que a gente vai mostrar ser um casal perfeito, né? Claro, obviamente.
Gente, não existe família perfeita, pessoal precisa entender.
Não existe família de margarina, né?
Não, não existe, não existe. O que mais aprendeu com seus filhos?
Tudo, mas o que eu mais aprendi é, eu acho que me priorizar para eles me verem como, poxa, minha mãe, além de ser mãe, ela nunca esqueceu dela, nunca se anulou, né?
Eu acho demais isso, né?
Imagina sua filha, imagina a Bia olhando para você e pensar, poxa, mamãe, a minha mãe foi uma ótima mãe. Uma mãe perfeita, uma mãe presente, porque eu tenho certeza que ela pensa isso. Mas o quão foda minha mãe foi que sempre deixou de lado também, né?
E foi atrás dos sonhos. Acho que os nossos sonhos são também por eles, né?
Que a gente, gente, eu falo direto: não se anulem por conta de filho. O filho vai embora, né, um dia, e você fica.
Uma viagem dos sonhos?
África. Jerusalém. Meu sonho é Jerusalém. Só de pensar, me arrepio, sabia? Que eu sou católica, né? E aí eu fico pensando, já pensou eu pisar lá onde Jesus foi?
E você já tem planos?
Quando eu aprender a falar inglês, eu vou.
E qual que foi a última viagem que vocês fizeram agora?
Argentina.
Ah, para Argentina.
A gente foi para Argentina.
Como você lida com cobranças?
Muito difícil, porque eu sou uma pessoa que me cobra muito.
Mas e com cobrança dos outros?
Não, caguei. Para que me cobrar, né? Eu já me cobro tanto, cobrança dos outros. Eu sou muito assim. Se você falar assim para mim, eu amo cozinhar, mas você falar assim, Bruna, vai ali fazer essa comida, eu não vou. Para que que tu não me manda? Para que que eu vou, entendeu? Não, não lido bem com cobranças.
E a pessoa não precisa querer me cobrar de Você faz, você já sabe que tem que fazer. Você já pensou em se mudar para São Paulo?
Morro de vontade de voltar para casa, acredita? Eu adoro Brasília, mas essa fase que eu tô na minha vida, eu acho que aconteceria melhor aqui.
E o que que o Lucas acha disso?
Ele falou assim, minha bem, se você quiser ir, a gente vai, eu vou te acompanhar, vou com você. Só que eu coloco muito na balança as crianças, entendeu? A vida deles.
Do Lucas lá?
Tem, mas a gente assim, a gente é muito só a gente, sabe? Porque você pensa assim, ai, vou mudar para Brasília para ter mais contato com a família, mas todo mundo tem sua vida, todo mundo tem a vida corrida. Então a gente se vê mais nas datas comemorativas, aniversário das crianças, que a gente chama família, o Natal, o Ano Novo. Mas a gente não é de ficar indo na casa dos outros, sabe?
Então nada impede de que mora aqui, pega o avião, entendeu? Entendi.
Só que aí a gente pensa na qualidade de vida das crianças. Em Brasília é melhor, qualidade de vida em Brasília é mais tranquilo que aqui, de segurança, enfim, de tudo.
Venham ser meus vizinhos aqui.
Se a gente viesse, a gente iria para lá, para cá.
Então, amiga, ó, tô vendendo minha casa, tá?
Olha, eu acho que vamos conversar, vamos conversar. A gente tem vontade de sair da casa que a gente tá. Muita lá de Brasília, porque a gente mora num lugar que é muito movimento. Tem dias que para sair, para sair lá de casa, para levar o nono na escola, eu fico 10 minutos esperando os carros aumentar passagem para eu ir. Caraca!
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Já falou se tem vontade de ter mais filhos? Falaram para você falar do casamento. A gente não falou muito do casamento.
Não, você viu? Você viu meu casamento?
Eu vi, lindíssimo! Como foi? Foi tudo que você sempre sonhou?
Foi, mas menina, eu me arrependo. Não me arrependo, né, porque fugiu muito do nosso orçamento, gastou muito. Até hoje tô pagando casamento, minha filha.
Mentira!
O nosso orçamento era para ficar X. Ficou 5x.
O que que foi mais caro?
Flores.
Nossa, sim, flores.
E eu quis muito porque assim, a gente tinha um orçamento para gastar no casamento e era meu sonho. O Lucas falou, a gente vai fazer do seu jeito porque é o seu sonho, então a gente vai realizar o seu sonho. Aí eu fui num lugar lá em Brasília Que é um lugar muito histórico, talvez assim, chama Mansão dos Arcos. Foi projetado por um arquiteto super renomado, era uma casa de família que aí eles começaram um lugar para fazer festa.
Então tem uma história ali atrás do negócio e é linda, é um dos lugares mais bonitos de Brasília para casar. Quando eu fui, eu falei, meu Deus, eu quero casar aqui, tem que ser aqui. Aí a gente tinha poucas opções de lugares e eu queria casar no lugar aberto. Tipo, casar não, né, porque eu casei na igreja e a festa foi nesse lugar. O lugar já fala por si só, só que eu queria uma decoração linda, né, para— e aí eu já tinha visto decoração com tecido e eu acho incrível.
Muita gente falou assim, nossa, que brega! Mas eu amei, tipo assim, ficou Ficou perfeito dos sonhos a decoração. Inclusive, parabéns para minha decoradora. É tecido caindo, aquela coisa tipo coisa de castelo, flores e tudo. Mas pelo amor de Deus, na hora que chegou o Pix, e quando eu fui contar para o Lucas, eu chegava, agora acabou, né? Não tem mais nada para pagar, acabou, meu bem, não tem. Aí chegava o orçamento de tal coisa. Ele, mas não acabou. Aí eu cheguei, mais um orçamento, mais um orçamento.
Ai, mas é que é só porque de falar casamento fica tudo mais caro, né?
Desculpa, tá, pessoas, mas eu tenho uma raiva disso, acredita? Assim, eu sei que tem, né, o esforçar mais e tal, mas assim, maquiadora eu acho justo, cabeleireiro eu acho justo, só que poxa, um aluguel do espaço, você vai estar alugando para um evento, entendeu? Por que vai cobrar mais caro que é um casamento?
Eu pensei assim, das pessoas, né?
Desculpa, gente, me julguem.
Não, é sua opinião, né?
Mas assim, foi incrível, incrível, incrível, incrível, do jeito que eu sempre sonhei. E foi muito fechado, né? A gente decidiu fazer fechado para muito intimista. Foram 60. Caraca, 60 convidados!
Família, os amigos, só os mais próximos próximos.
Não, amigos teve Tipo uns 10 só, só porque eu sempre tive isso, sabe? Porque, ai, sei lá, eu acho que casamento é uma coisa tão íntima mesmo. É, não, não é nem questão de íntimo, mas eu acho que assim tem a ver com a história do casal, entendeu? Eu acho que com isso. Claro que eu queria ter convidado muito mais gente. Mas é primeiro orçamento, né, que você paga por cabeça no casamento.
Gente, vocês sabiam que é por pessoa? É por pessoa, por convidado.
E a criança paga o mesmo preço, tá? Ah, é?
E nem come. A criança não come direito em festa, em casamento?
Come não. É, nem todo mundo come, né, que as pessoas mais bebem. No meu casamento foi assim, as pessoas mais beberam que comeram. Mas comeram muito também, graças a Deus. Saíram todo mundo satisfeito. Valeu, falei.
Fala, vai comer pra valer o preço.
Não, quando a gente foi lá falar, né, fazer a coisa de champanhe e tal, a gente falou, gente, comam, bebam e aproveitem, que vale cada centavo que a gente gastou aqui nesse negócio, pelo amor de Deus. E todo mundo aproveitou, ninguém saiu falando mal do casamento, todo mundo falando positivamente, sabe?
Mas você faria alguma coisa diferente?
Tudo.
Mentira.
Juro. Pelo orçamento. Sabe o que que eu falei para o Lucas? Se fosse para casar de novo, gente, assim, não me arrependo. O vestido ficou perfeito, sapato perfeito, cabelo perfeito, maquiagem, tudo perfeito. Eu não tenho um A para reclamar. Mas se fosse hoje, eu teria feito algo eu e ele. Você acredita nisso? Porque, ai, não sei, é uma coisa que tipo assim passa tão rápido Eu sei que vai ficar para sempre na minha memória, eu nunca vou esquecer, e foi uma coisa muito realizada.
Mas hoje eu tenho uma cabeça diferente, é o que eu te falei. O que eu penso ontem eu não penso hoje.
Então é ótimo esse sinal que tá evoluindo, né? Porque acho que permanecer o mesmo é que não é legal.
Eu casaria na igreja, eu e ele, porque o meu— dá tempo de falar ainda?
Dá.
O meu casamento, né, Você tá com pressa? Não, é porque eu falo muito, aí eu fico com medo de estar falando demais, entendeu? E aí a minha questão de casar na igreja é porque eu sou católica praticante e eu ia na missa, não podia comungar. E aí eu me sentia, senti um vazio muito grande. Claro que tinha um sonho de criança, mas tinha aquela coisa assim, meu Deus, eu vou na igreja, eu não posso comungar, eu vou na missa todo domingo.
E aquilo me incomodava de um jeito tão bizarro, sabe? Tipo, me incomodava de doer, igual o hámmer, que me incomodava de doer. Quando eu comunguei, depois de tantos anos sem comungar, eu chorava. Eu não conseguia parar de chorar. Eu chorava, eu chorava, eu chorava. Quando eu tava na fila pra ir comungar, assim, porque como o nosso casamento foi misto, né, o Lucas é evangélico, eu sou católica, eu comunguei depois do casamento. E aí, cara, foi assim uma coisa de outro mundo. Surreal, surreal.
Que bom que você se priorizou até nisso, colocou também os seus desejos e realizou seus sonhos, né? Porque às vezes a gente fala, a outra, o parceiro é de outra religião, então vou abrir mão da minha, vou. E que bom que você manteve, né, os seus, as suas vontades. Muito legal.
Exato, uma nova mulher, né? Tá vendo?
Eu tô muito orgulhosa.
Sério?
Eu tô. Eu acho que para todo mundo que te acompanha na internet as pessoas talvez vão concordar comigo. Você e o Lucas estão juntos há muito tempo, você 13 anos. Então você realmente desabrochou, né, da menina para mulher ao lado dele. E acho que a gente tem isso de se anular para fazer, para agradar outro, de se anular para talvez não querer incomodar, não querer ocupar um espaço e deixar que o espaço é do outro. E E ver essa sua transformação é muito nítida, muito nítida mesmo.
Dá para ver que você realmente desabrochou, sabe? Tipo, florou assim, não sei. Gente, eu consigo, se eu olhar fotos suas, eu vejo a Sunayka de antes e a Sunayka de agora, sabia? Consigo perceber você falando, você mais segura de você, você falando dos seus gostos, falando que você não quer, o que você quer, sabe?
E eu não via isso E eu fico feliz porque assim, óbvio que eu sou a Bruna, esposa do Lucas, mas muito tempo, por muitos anos, eu fui conhecida como a Bruna do Lucas que faz vídeo pela internet, por muito tempo. E aí eu tô sempre tentando desconstruir essa imagem porque eu quero que as pessoas estejam ali, claro que por gostar do casal, sim, mas por gostar de mim, pelo meu conteúdo, do que eu trago, porque eu já trago maternidade, eu trago moda acessível, eu trago essas coisas que eu quero trazer como mulher, entendeu?
Para outras mulheres se identificarem comigo. Então eu fico muito feliz de estar conseguindo trazer isso e que tá sendo perceptível para as pessoas.
Tá nítido, nítido assim. E que seja só o começo.
Amém, Jesus!
Que você conquiste muitos e muitos e muitos mais, muitos mais, muito mais espaços e se coloque aonde você deseja mesmo, que nada te faça mudar de ideia de novo, sabe?
Mas acho que nunca Vamos lá, porque eu sou muito mais feliz comigo, no meu relacionamento, com os meus filhos, com a minha família. Sou muito mais feliz.
E às vezes a gente precisa passar por algumas rupturas, por algumas turbulências, para— por alguma coisa. Eu acredito que tudo na vida tem um porquê, né? Nada é em vão. Então as coisas aconteceram como tiveram que acontecer para vir uma nova família, um novo casal, uma nova mãe, um novo um novo pai, sabe? Com certeza as crianças vão agradecer muito por isso no futuro. Então vocês estão fazendo um ótimo trabalho. E você, eu fico muito feliz como mulher de ver você assim, como outra mulher buscando seus sonhos, realizando, sabe?
Isso de buscar hobby, poxa, que legal! Quantas mulheres gostariam de ter essa oportunidade? Quantas mulheres não têm hobby porque tem a quarta jornada, quinta jornada de trabalho, que trabalha em casa, trabalha fora, trabalhar com os filhos e chega, ainda tem que cuidar da casa, de tudo, exatamente, da roupa, da comida, da limpeza. Então assim, ver você se permitindo, indo atrás dos seus hobbies, dos seus gostos, muito legal.
E você é inspiração, tá? Ô meu Deus, eu sempre falo de você porque eu te vi lá no início e te vejo hoje, tudo que você construiu, o primeiro mérito seu, cara. Te vi apresentando, se não for o maior podcast, um dos maiores podcasts, o maior feminino. Eu fico Tipo assim, quando uma mulher vence para mim, todas vencem, sabe? Aí quando eu vejo assim você nesse mundo, você tem muito que conquistar ainda, eu fico vendo assim, meu Deus, muito obrigada!
E vamos juntas, vamos, vamos, vamos! Ai, eu fico feliz, eu fico tipo assim, eu te vejo, é incrível, parabéns, obrigada, parabéns! E você tá certíssima de se colocar no lugar de tratar a mulher e o que eu mereço, que eu não mereço, porque Você é uma mulher foda!
Ai, obrigada, obrigada mesmo! Amei que você veio, amei!
Também adorei!
O nosso papo, as atualizações. Espero que vocês tenham gostado, gente. Amei, né? Finalizamos a semana assim, ó. Ai, quase fiquei emocionada segurando vocês.
Um beijo!
Fala pra eles se inscreverem no canal.
Se inscreve no canal dela, gente, por favor, pelo amor de Deus. Não custa nada, é só você clicar aí, ó. Só clicar, só clicar.
É isso aí mesmo, obrigada. Tem as nossas redes sociais também, sigam lá, tá, gente? Um beijo, até semana que vem. Tchau, tchau!
Downy
Amaciante