BRUNA LOUISE - PODDELAS PODCAST #568
Ela voltou! Bruna Louise retorna ao PodDelas para comemorar 15 anos de carreira e contar o que mudou desde a última vez que esteve aqui.Neste episódio, Bruna fala sobre a construção da carreira, quem é a mulher por trás da personagem engraçada, histórias dos primeiros shows e sobre improviso que virou marca registrada em cima do palco.Um papo sincero sobre humor, mulheres na comédia, internet, perrengues e novos projetos. Afinal, ela não para. Ela é uma deusa, uma loba, uma feiticeira - ela é demais.Dá o play e vem rir muito com a gente! E não esquece de se inscrever no canal! #PodDelas #BrunaLouise #StandUp #15AnosDeCarreira
- NeurodivergênciaTDAH · Superdotação · Ansiedade · Hiperatividade
- Shows de ComédiaUma Deusa, Uma Loba, Uma Feiticeira · Show de 15 anos (reapresentação) · Turnê nacional e internacional
- Piadas e HumorPiadas fora de hora · Improviso com plateia · Notícias da semana
- 15 anos de carreiraShow de 15 anos · Vestido de debutante
- Eliana na GloboInteração com o Público · Corte de piadas · Reunião com a direção
- AutoconhecimentoGravação de áudios de afirmação · Impacto na autoestima · Terapia e autoconhecimento
- Notícias chocantes e a raiz do problemaMulher processa matador · Idosa reza para boneco · Japonês punido por almoço · Mulher catadora de piolhos · Homem destrói casamentos · Freira dá à luz
Oi, gente, tudo bem com vocês? Aí nem começou, a gente tava rindo aqui, gente.
A temporada realmente nem começou, a gente já tava nos bastidores.
Não vai ter condição, eu tô até com medo, tá? Mas sejam bem-vindos mais um podcast.
Ai, essa semana é a última da temporada, amiga.
Não, temporada é minha última semana, né, amiga?
Você continua pro resto da vida nessa Se Deus quiser.
Assim esperamos, né?
Pelo amor de Deus, você não pode ir embora, seu negócio acabou.
É verdade, entendeu? Não, não dá para acabar, né? Segura na minha mão, por favor. Mas, Vi, você quer falar?
Você? Ai, posso falar, gente? É minha última semana. Na verdade, desde o começo a gente sabia, né, amiga, que enfim tinha prazo de validade. Meu casamento em agosto, vou pegar uma miniférias. Em setembro eu começo a gravar um projeto muito legal e que vai demandar muita atenção. E o Pod merece muita atenção, né, amiga? Não tem como eu me dedicar a muita coisa ao mesmo tempo.
Já fiz 6, eu não vou aguentar.
Mas não vai dar.
Mas já quero... Bom, na quinta a gente se fala.
Na quinta eu me despeço, gente, que eu tenho uma semana. Mas é bom vocês saberem, né, pra enfim...
Mas desde já, muito obrigada, foi muito legal.
A gente tá se despedindo já? Não, até quinta.
Mas eu vou falar primeiro... Toda oportunidade que eu tiver, eu vou falar. Porque foi muito legal, eu amei, eu me diverti muito. Espero que você tenha se divertido também.
Muito, gente. E é legal que nos bastidores a gente comentou muito isso, né. Porque pra nossa amizade foi muito legal. Porque virou uma diversão mesmo, assim. Esses 6 meses foi só diversão. A gente tava fofocando muito.
É verdade, é muito... Eu adoro fazer em dupla, eu sempre falei isso assim. Acho que fica mais leve, sabe? Você tem uma pessoa pra trocar. Chega aqui, já tem a pessoa esperando, que é a pessoa atrasada.
Sempre.
Mas é muito bom ter isso pra dividir, sabe? Uma pessoa, uma amiga, né, pra você dividir.
Inclusive, acho que a galera tem que comentar, amiga. Quem vai dividir com você agora? Você vai ficar sozinha?
Quem?
Eu não sei.
Amiga, deixa o público escolher, amor. Você obedece?
Escolham, gente!
Comentar aí ajuda também a minha amiga, entendeu?
Põe aqui nos comentários quem vocês querem que apresente comigo aqui essa próxima temporada.
É isso.
A gente sempre, acho que desde o começo, assim, né, a ideia era essa de fazer uma rotatividade pra ter sempre novidade por aqui. Então estamos aí, na procura.
Eu amei, recomendo quem for vir depois.
Ai, você recomenda?
Recomendo, amiga.
É muito boa, a equipe é um amor. Foi muito legal, foi muito bom.
Então vamos ver, né. Não sei como vai ser a próxima temporada, mas a gente vai estar aqui toda terça e quinta às 19 horas, ao vivo, tá? Obrigada. Bom, tem as redes sociais, se inscreve no canal.
Agora me segue lá, né, gente. Porque depois eu vou embora, não tem como mais eu comer o meu milhar aqui. Não mostrei peitinho, que eu prometi, não teve como mostrar. Então, mas lá na rede, quem sabe... Quem sabe eu entro pro laranjinha. Não, tô brincando. Não, não tô brincando, amiga.
Nada a ver. Eu vou embora, amiga.
Eu posso falar o que eu quiser agora. Não tem mais nada aqui, entendeu?
Marcelo, gente...
É porque a bicha, ela não tem limite, entendeu? Então eu acredito que vocês vão amar.
Eles perceberam esses 6 meses, eu acho. Mas enfim, me sigam lá pra ver o que vai acontecer em setembro. Vocês me acompanharem também.
Vocês vão poder acompanhar. Eu estarei com certeza acompanhando também.
Obrigada, amiga.
@Viih Tube, segue aí. @Poddelas, @Tatá, segue todo mundo. Se inscreve no canal, deixa o like, compartilha.
Todas aquelas coisas, tá?
Obrigada. E ó, a nossa convidada de hoje, gente, ela já esteve aqui 2 vezes. E não tem como não morrer de rir, vocês sabem. Eu acho que hoje não vai ser diferente. Mas tem um toque especial, porque esse ano ela comemora 15 anos de carreira no stand-up, tá?
Gente, ela é uma das pioneiras naquilo que ela faz de melhor, né. O stand-up. Claro, assim, foi a primeira brasileira a estrelar um especial solo na Netflix. E de tanta ideia na cabeça dela, né, esse ano ela preparou 2 shows, tá bom?
É, não sei como, tá? Enquanto muita gente esconde os próprios fracassos, digamos assim, ela sobe no palco e conta tudo, amor. Os encontros desastrosos, os perrengues, os foras, as inseguranças. E faz milhares de pessoas rirem, né, óbvio. Porque no fundo, todo mundo já viveu alguma coisa dessas histórias. Então a gente se identifica muito.
Muito! E isso porque ela é uma artista extremamente inteligente, né, gente. Que escreve, que observa, improvisa. E construiu uma das maiores carreiras da comédia brasileira. Praticamente do zero mesmo. Então, do Paraná pro Brasil inteiro, e também pra fora dele, tá? A gente conversa hoje sobre tudo que rolou nesses 15 anos com... Bruna Louise!
Gente, obrigada! Que apresentação incrível! Nossa, nem minha mãe falaria assim de mim. Eu tô muito feliz, nossa! E tem que fazer mesmo, né? Cara, gente... Nossa, me humilhei toda. Mas sabe o quê? Obrigada, gente, pela recepção.
Agora a gente não sabe se humilhei seu doce ou óleo.
E também ninguém vai saber. Fica aí, Brasil, com essa dúvida. Se foram lágrimas, por onde ela chorou? Mas obrigada, gente. De verdade, eu gosto muito de vir aqui.
Fazia tempo, né? Fazia? Faz daí...
Uns 24 anos.
24?
Nossa, eu achei que fazia mais tempo.
Então tem que vir mais.
Tem que vir mais. Vou vir tentando.
Todo ano, todo ano, pra dar uma atualizada do que tá acontecendo, entendeu?
Todo ano eu venho aqui bater um ponto, então, fazer isso.
E conta dos seus 15 anos, gente!
Menina, então... A história é a seguinte, tá? Comecei... Sabe quando ano passado eu falei, ano que vem vou fazer 15 anos de carreira? Sabe quando você se junta com seus amigos num bar e aí vocês começam a beber e daí quando de repente alguém fala, ai, vamos... Vamos fazer uma banda? Sabe aquelas ideias? Sabe aquelas ideias?
Você sai de lá com o CNPJ no ombro.
Exatamente. Aí vamos abrir um bar. E aí a gente saiu com essa ideia do: vamos fazer um show dos seus 15 anos de carreira como se fosse uma festa de 15 anos. Falei: perfeito, porque eu não tive festa. E aí a gente coloca um globo. E aí eu vou fazer show de vestido debutante. No primeiro vestido que eu provei, eu já tava irritada. Eu falei: que ideia de bosta que eu tive! Que ódio dessa ideia! Eu apertada no vestido, aquela linguiça do sovaco saindo pra fora.
Eu com raiva. Falei: por que eu fiz isso comigo mesma? Aí comecei a fazer esse show, comecei a contar dos meus 15 anos de carreira.
De debutante? Usou o vestido?
Usei na gravação do especial. Só porque a primeira vez que eu provei pra fazer as fotos, eu já tava desesperada. Eu não cabia no vestido, o meu peito subiu aqui. Parecia que eu tava fazendo uma espanhola com o nariz. E aí, eu já desisti. Falei, tá, já entendi que eu não vou fazer show nenhum de vestido, porra nenhuma. E aí, você ia lá na minha festa debutante, tava eu de calçadinhas e tênis. Aí o povo, ai, eu achei que você ia estar de vestido. Eu falei, eu também.
Eu também achei, nossa, achei muito.
Comecei a fazer esse texto. Porque quando eu anuncio o show, eu tenho a ideia, assim, do que eu vou fazer. E o resto... É Deus e os meus espíritos obsessores que vêm escrevendo.
E aí... Você escreve depois de anunciar?
Eu escrevo depois de anunciar.
Mas e aí?
E aí... Eu admiro, eu admiro.
Mas se a pessoa fala, que merda de ideia! Você faz o quê? Não, gente...
Aí ela já sentiu o dinheiro que ela pagou no cu dela! Desculpa falar isso nessa hora. Mentira, público, eu respeito muito vocês.
Não, aí tem que fazer.
Porque eu acho que...
Eu sou um pouco assim. Você funciona sob pressão? Você fala, não sei, amor, tem que fazer.
Eu funciono sob pressão.
Você mesmo. Eu sou a mais.
Então assim, quando eu anuncio um show, geralmente eu tenho tipo 15, 20 minutos de uma hora. E aí, agora que eu anunciei, agora escreve, filha. Bora, bora, bora, bora lá. Escreve, escreve, escreve, escreve. E aí geralmente na estreia eu já tenho 45, sendo que o show tem 55, uma hora, entendeu?
E aí o resto é improviso?
Eu improviso bastante. E eu gosto também de manter esse momento pra eu improvisar, porque senão eu enjoo do meu próprio texto. Texto, eu preciso deixar minha maluquice solta, senão eu lato.
Pra não ficar tão... Porque acho que você conhece o texto, já sai, né? Às vezes não consegue nem...
E eu preciso de um tempinho também, tanto pra improvisar com a plateia quanto pra fazer, tipo, falar da notícia da semana, entendeu? Então, meu Deus, Vini Júnior, não reconhecemos mais, mudou de cara. É a Anitta do futebol? Eu preciso de um tempo pra fazer uma piada sobre o que tá acontecendo.
Essa semana, vamos falar dos acontecimentos dessa semana?
Essa semana eu ainda não vi, menina. A única coisa, a última coisa que eu tava falando, que realmente eu acho Que a Virgínia que obrigou o Vini Jr. a mudar de cara. Porque eu acho que ela obrigou, porque ela falou, não, você me traiu e eu não quero mais olhar na sua cara. E ele falou, então vou mudar. Talvez tenha sido isso. Você acha que não?
É que a gente não pode reagir.
Vocês não podem reagir? Ah, mas eu posso. Aí, menina, ele não pagou passagem pra puta de Piracicaba. Aí eu fui gravar meu especial lá, em homenagem a eles, em Piracicaba. Fui lá de vestido debutante, gravei em Piracicaba. Eu falei, eu vim com um vestido bem longo pra ninguém achar que eu sou uma puta querendo passagem pra Madrid. Meu Deus, eu não podia falar isso. A gente achando que não pode piorar, falou piora. Arthur deixa a câmera só nela.
Beijo, Virgínia, amo a Flá Flá Miúda. E aí, nossa, mas o Vini Gino ficou bonito, né, menino? Parece que mudaram ele na IA. Às vezes eu olho, ele ficou igualzinho a foto de IA que melhoraram ele. Tá uma graça, parabéns, moço.
Gente, você conseguiu identificar o que que foi que ele mudou?
Eu não sei porque. É o queixo, ele harmonizou aqui. E a velha maquiagem do homem, que é a barba, né, menina? Porque a barba muda muito. Nossa, a minha única inveja do homem é a barba.
E antes ele não tinha barba?
Como é que ele fez?
Nossa, isso eu nunca reparei.
Eu acho que ele harmonizou aqui e colocou uma barbinha. Aí já virou outra pessoa.
Mas como é que põe barba rápido? Tem que fazer transplante, né?
Então, talvez ele tenha ido pra Turquia colocar um transplante de barba.
Eu gosto muito de colocar barba.
Eu não sei. Que muda muito, gente.
Às vezes ele tinha só, ele raspava.
Ai, gente, acho que eu queria ser.
Então, mas é que foi muito da noite para o dia, uma barba que do nada surgiu. Eu adoro essas pautas de ficar, da onde Vini Júnior tirou a barba? O que ele fez para conseguir barba do dia para noite?
Nossa, é que eu nunca reparei. É um bom ponto, é um bom ponto, porque parece que tá muito bem feitinho assim, né?
Muito desenhadinho. Mudou muito mesmo, parabéns.
Mas aí aconteceu.
Deixem nos comentários o que você acha que foi esse mistério da onde veio a barba de Vinícius Júnior. Deixe seu comentário, sua opinião.
Mas é que eu acho que ele nunca devia ter feito nada. E aí foi, fez várias coisas. E aí, tipo, por isso que deu tão certo.
E alguém falou, deixa essa barba aí, pelo amor de Deus. Talvez tenha sido isso. E realmente, a Virgínia falou, você não tem cara de homem fiel. Aí ele, pum!
Meu parceiro.
Isso não pode, né?
Não sei, eu posso, Bruna.
Ai, mas eu tenho um advogado, coitado, que ele nem dorme, sabia?
Eu acho.
Coitado. Ai, meu também dorme.
Você fala o nome dele?
Santo.
Tenho medo um dia do— Alessio, beijo! Tenho medo de um dia, sei lá, um sindicato dos carecas vir atrás de mim, sabia? Apesar que eles deviam estar preocupados em arranjar cabelo ao invés de ficar implicando com humorista. Mas meu Deus do céu, eu passei um vídeo semana passada que foi engraçado, que eu falei, o careca na primeira fila, eu falei, oi, careca! Aí o careca fez isso aqui, ó, e olha para trás. Eu falei, você tá procurando alguém ou você tá me mostrando a totalidade da sua falta de cabelo?
Porque na hora que ele virou a cabeça, a luz bateu bem na cara dele, conseguiu o meu olho assim. Ai, eu tô rindo, gente. Ai, o que eu fiz aqui? Desculpa, menina. Aí falaram pra mim esses dias que vai ser crime agora implicar com careca. Falei, eu tô pronta, Deolane tá me esperando. Falei mesmo. Gente, eu não quero ser prejudicada.
Eu acho que eu conheço o sujeito que espera careca.
Falaram mesmo.
Eu conheço um monte disso de careca.
De carecofobia?
Carecofobia, não pode. Ai, ai, homem seu, eu tô tão triste. Tomar no cu. Ela não para. Não, mas é pra quê? Reparação histórica. Eles implicam muito com a gente. O mínimo que a gente tem que fazer é implicar com eles. É virar o padrão de beleza contra vocês, homens. Essa é a nossa resposta. E uma coisa que eu falo sempre em show, inclusive. Porque a gente romantizou muito o homem que tem uma barriguinha. Ai, que bonitinho, barriguinha de pai. Não foi nem ele que gerou. Por que ele tá com essa barriga?
Entendeu?
É body shaming neles, mulher. Para de dar pra homem barrigudo! Vê um homem barrigudo, chega na pochete dele e fala: Lulululu, cadê teu pau?
Cadê teu pau? Cadê teu pau?
É isso que a gente tem que fazer. É virar um padrão de violência contra ele. Ai, menina, eu tomei 2 cafés, eu não tô bem.
Gente, me traz esse café!
Ai, os cafés que ela toma! Tem aí?
Desculpa. É a mortuódica, eu guardo no lugar pra sair antes das ovelhas soltarem. Quando... Você já foi traída?
Se eu já fui traída? Acho que todas foram, né? Ou ainda vai ser, né? Ou não tá sabendo, descobriu ainda. Com certeza.
Aí é isso que você deseja?
O que você deseja?
O quê?
Pro homem?
Pro homem que trai? Nossa, eu quero que o pau dele caia de um jeito que nunca mais suba! Eu quero que o pau dele entre no cu dele! Desculpa o horário, meninas. Ah, raiva do homem que trai, cara. Nossa, que ódio! Nossa, agora vai parecer que eu tô falando mal do Vinícius Júnior, né? Beijo, Vinícius Júnior! Passa muitos gols pelo Brasil! Vamos lá, não tem outro assunto na semana, gente?
Alguém ajuda, obrigada, fã.
É sério?
Ai, que bonitinha, ela trouxe mesmo.
Ai, quero então, gente. Eu também vou querer.
Não tem outro assunto, obrigada.
Eu quero cafezinho, amor.
Obrigada. Gente, ela vai dar pirueta.
Eu vou dar pirueta, de verdade.
Eu vou fazer essa live. Traz o seu feinado. Escuta, quais são os outros assuntos da semana?
Menina, não vi! Me fala vocês, eu não vi mesmo.
Deixa eu pensar.
Assunto da semana, não vi.
Que dia a gente tá, gente?
A gente tá... Na terça.
Mas também, olha só, às vezes... Infelizmente, às vezes não tem uma notícia boa pra fazer uma piada. Tem semana que é só coisa muito triste, a gente fica...
Não dá pra fazer piada disso.
É, aí é a hora que eu acabo me empenhando em escrever os textos realmente do meu solo. Até porque eu gosto. Às vezes eu acabo postando o parte, tipo, pego 15 minutos, posto pra escrever uma coisa nova, sabe? Porque eu também vou enjoando de fazer as mesmas piadas o tempo inteiro. Mas esse é Laudo, né, minha filha? Depois que explicaram o Laudo, dá dó. A história do Laudo começou ano passado. Eu topei fazer um programa na Globo, tá? Grande cagada que eu fiz na minha vida. Isso aí, beijo, Globo. Não deu certo.
E aí... Como chamava?
Aberta ao público.
Sério, gente, eu não sei o que era.
À noite? À noite. Mas à noite...
Não dá pra ninguém ver.
Depois do Fantástico.
Depois do Fantástico, já acaba a tarde. Tanto que assim, quando a gente fez a primeira temporada e ninguém assistiu, a gente achou que, ah, beleza, acabou. E aí a Globo entrou e falou, não, mas vocês foram líder de horário. Eu falei, mas também depois do Fantástico, domingo, o que tá passando nos outros canais, minha filha? Até tá a Emanuele já envelheceu, tá passando a Emanuele idosa colocando a dentadura dela no copo de água.
O que tá passando domingo depois do Fantástico nos outros canais? Claro que a gente foi líder.
Nossa, e eu assisto. Mentira!
Só que assim, o que que acontece? Esse programa, tentativa da Globo de colocar humoristas de stand-up fazendo humor na Globo. A primeira coisa que eles falaram: então é um programa com humoristas de stand-up, o que que não vai ter? Stand-up. E a gente: Globo, por quê? Ah, porque a gente não confia em vocês.
Então eu achei vocês muito contidos.
É, então por quê? Por quê? Eu juro para vocês, na estreia eu juntei os meus amigos para a gente ver, e a gente— esse programa tinha 25, 27 minutos, a gente gravava 3 horas, era muito programa com plateia, a gente interagia com a plateia. Quando foi pro ar, e eu reuni todos os meus amigos, e aí quando acabou eu olhei pros moleque e falei, eu juro pra vocês que eu tava nesse dia, eu tava lá, porque a Globo cortou todas as minhas piadas.
Menina, eu sei que eu parecia, eu parecia só, eu tava só fazendo interjeição, só parecia isso. Não era nem que eu era Loro José, que Loro José fala mais, eu parecia só eu rindo Cara, cortaram quase todas as doideiras, as maluquices. E os crimes que a gente cometeu, cortaram tudo!
Quem foi o primeiro convidado? Você lembra disso?
Que foi pro ar, não lembro. Não lembro. Porque a gente gravou duas temporadas aí. E a segunda temporada, eles ainda fizeram 8 episódios. Só que quando a gente foi gravar a segunda temporada, eles quiseram fazer uma reunião. Primeiro, a gente fez uma temporada piloto, 4 episódios.
Mas saiu no ar, todo mundo assistiu.
E todo mundo é muita gente, né, Vi? Nem a minha mãe viu. Mas obrigada quem viu! Era engraçado que quando alguém, tipo assim, meu seguidor via, falava, ai, Bru, pena que você não tá aparecendo. Você tá tão linda, pena que a câmera não pega você. E eu tava muito inteira.
Na verdade, não cortava. Então assim, você falou muito absurdo.
Com certeza. Mas eu tava lá pra isso, eu achei. Aí quando a gente foi fazer essa...
É, pra ser você, né, ué?
Pra ser eu. Quando a gente foi fazer essa reunião, a Globo falou, então... Gente, eu juro. Reunião, os 4 comediantes. Eu, Maurício Meirelles, Thiago Ventura, Murilo Couto. E a direção de humor da Globo, eles falaram, então, a gente gosta muito do programa, mas a gente tem alguns problemas. Bruna, você, assim, é um deles. Aí eu já comecei a rir, porque podia ter passado os créditos ali, eu podia ter ido embora e me livrado de...
Sabe? Podia ter me livrado de muita humilhação. E daí, eu juro que eles falaram, Bruna, você faz piada demais. E nas horas erradas. Eu falei, mas eu achei que era um programa de humor. Aí eles falaram, mas é porque você interrompe as pessoas fazendo piada. Eu falei, eu sou o novo Faustão! Ai, ai, caralho! E começaram a rir. E aí eles falaram, você precisa entender que você não pode fazer piadas fora de hora. E aí eles ficaram meia hora falando da importância de não fazer piadas fora de hora. E no meio desse discurso, eu fiz umas 15 piadas fora de hora.
Aí eu tenho a certeza disso, em cima da mulher falando, fora de hora!
Mas você ainda fez a segunda temporada? Tinha contrato?
Então, a gente tava topando.
A gente é louco, né?
Por que a gente tá topando?
Essa humilhação toda, ia falar, mas então não é pra mim, né?
Então não é pra mim.
Não.
Mas menina, é isso que eu não entendo.
Acho que vocês estão na hora de se retirar.
A gente tem que saber. Sabe qual que é a impressão que eu tenho? Que a Globo chegou, desculpa falar isso pelo horário, mas chegou com a rola 23 sem cuspe e falou, nós vamos colocar de novo. E nós, ai, Globo, passa na areia. A impressão que eu tenho é que foi isso que eu fiz. Eu não sei os meus amigos, mas eu acho que eles concordam comigo. Vai, não precisa cuspir, besta, vai, joga, seral. E aí, a Globo... Só que aí quando eu comecei a fazer essas piadas, Cara, o programa Cruzou Meus Amigos.
Teve uma hora que o Murilo Couto parou a reunião, gente, eu juro, e começou a rir e falou assim, gente, eu acho que eu sei o que tá acontecendo aqui. A Bruna tem Tourette. E aí, e aí eu e o Murilo, acho que todo mundo riu, só que eu e o Murilo, acho que começou a ter uma crise de riso. E aí sabe quando você tem aquele teu amigo idiota que vocês dividem só um neurônio? E aí eu e o Murilo, acho que não podia se olhar na reunião que a gente ria, e a gente não prestou.
Cara, seríssima! Só que eu e o Murilo não prestamos atenção em nada, porque a gente se olhava de rabo de olho. Foi presencial, né? Na minha cabeça tava online.
Foi presencial, e eu e o Murilo vimos! O meu sonho é saber as pessoas que estavam fazendo a reunião.
Odiando o Tata ali, sabor de mundo.
Não, eu queria que eles contassem esse dia.
Cara, que vergonha deles! E aí, o Maurício, que tipo é o cara que é o Maurício, era a produtora dele que tá fazendo. Maurício tava tentando levar sério. Só que assim, ó. São 4 pessoas que são humoristas, mas no fundo são 4 idiotas. Nós não é 4 idiotas, nós é criança. E aí tem 2 crianças assim... E as outras crianças também querem rir.
Só que alguém tinha que segurar a bronca.
Só que alguém tinha que segurar. Aí o Maurício ficava olhando pra gente assim, ó... Sabe quando a pessoa, tipo, para que vocês vão me fazer rir! E assim, gente, eu juro, esse dia eu cheguei em casa, eu falei, o que eu tô fazendo da minha vida, cara? Sou uma mulher de 40 anos. Tipo assim, infelizmente... Eu digo infelizmente porque eu caguei no maiô, mas... Globo ainda é a maior emissora de TV do país que eu moro. É uma puta oportunidade pra minha vida.
Por que eu passei a reunião inteira rindo? E aí, depois eu fiquei mal. Aí, no dia seguinte... Eu tenho uma terapeuta que eu faço já há 10 anos com ela.
E eu cheguei... Acho que é melhor.
É, então... Acho que é melhor você não ir. Então, aí eu cheguei... Aí eu falei pra ela, eu falei, cara, eu acho que... Contei a história do Tourette, né? E quando eu e o Murilo achamos muito engraçado. E até hoje eu acho engraçado. Aí ela falou... Eu falei pra ela, olha, eu acho Eu acho que eu tenho um problema. E aí ela falou, Bruna, você acha? E o que ela falou? Aí ela falou, olha, faz tempo que eu tô esperando você trazer essa questão pra mim.
E eu acho que você é neurodivergente. E eu tenho aqui um questionário de 90 perguntas pra saber qual é a probabilidade de você ser neurodivergente ou não. E aí me passou o questionário. Eu falei, meu Deus, é o Enem da maluquice? E ela falou, não, leva a sério.
E aí... Você gabaritou, tô vendo.
Sabe por que eu não gabaritei? Eu te juro, no meio do teste, eu pensei, eu preciso mentir. Eu juro pra vocês que eu pensei. Lembra isso que a gente ficava, ai, não, eu sou descolada, vai dar que eu sou muito lenta. E aí eu mentia. E aí eu comecei a mentir. Só que esses testes, eles são feitos pra realmente te cansar e você cansar de mentir. É assim, ó. É isso, é a porra do teste, ele te vence no cansaço, entendeu?
E é de alternativa. É de alternativa.
Porque a gente que é doido, E agora eu falo com propriedade, posso latir na rua. A gente que é doida, a gente segura o nosso verdadeiro eu aqui, trancadinho. E a gente tem uma vida social, fala com as pessoas. Só que às vezes esse verdadeiro eu, como um guaxinim, ele... Ah, ele vem, entendeu? Ele late. E o teste é pra isso, ele te vence no cansaço quando você vê, você tá sendo sincera.
Mas qual tipo de pergunta? Tipo, uma que você fala, ah, essa eu menti.
Puta, eu não lembro, porque faz tempo. E depois me viraram do avesso, né. Porque aí ela falou, Bruna, eu tô com um número aqui, deu 97% de chance de você ser neurodivergente. E claramente os 3% foi quando eu menti. E aí ela falou, eu vou te encaminhar para um neuro. E aí eu falei, então bora. E aí eu lembro que ela me passou alguns contatos de neuro e eu fiquei em choque assim, que a primeira pessoa, que era um especialista do caralho a 4, falou, olha, eu mandei mensagem, né?
Que eu fiquei até meio sem jeito de mandar mensagem para o neuro. E aí a pessoa falou, era uma mulher, ela falou, então custa R$8.500.
O quê?
A investigação para sair o laudo. Eu falei, amor, não tem pra quê. Todo mundo sabe que eu tenho problema. Não preciso pagar R$8.500 pra alguém dizer que eu tenho problema. Aí fechei numa barata, que é assim que eu cuido da minha saúde mental. E aí eu fui fazer. E aí assim, ó, é uma investigação, é uma parada bem cansativa. Eu fiz acho que 8 ou 10 sessões. E eu lembro que a primeira sessão foram 4 horas de conversa. É bem cansativo, bem cansativo, bem cansativo, bem cansativo.
Só que eu lembro que eu fiquei muito tranquila quando eu cheguei no neuro. Porque eu notei que ele era um homem gay.
E isso me deixou muito à vontade.
Inside. E eu notei tipo de primeira assim, porque eu falei, oi, tudo bem? Ele falou, e aí? Falei, é isso, tô no lugar certo. Só que aí quando ele falou, são 4 horas só falando de você, eu falei, meu Deus, cara, que saco! Mas que eu não quero falar 4 horas de mim, é muito chato, cara. Eu me amo, mas não tanto. Tanto que deu 2 horas de conversa, eu já tava, ai, mas me conta, você é passivo e tal. E aí, ai, para mudar um pouco, caralho, é muito chato.
E aí, eu sou assim também.
Vocês já fizeram? Vocês não fizeram essa investigação, né? Você que tá em casa e fez, você sabe que eu tô falando a verdade. E aí, muita conversa, muita conversa. Perguntou da minha infância, perguntou da minha relação com os meus pais, perguntou como é que eu era na escola, como é que eu era na vida. E aí, eu lembro que... E você não mentiu? Não, não. Aí, eu fui disposta a falar, tá, me dá aí o que eu quero.
Eu achei que você tinha saído de lá com uns 2 stand-ups feitos, juro.
Mas eu tô com esse stand-up aí, eu tô também. Porque... Ah, isso eu quero muito ouvir. Tudo que acontece de bom e de ruim acaba virando piada, né. E o meu laudo, infelizmente, E daí... Aí veio? E aí, 8 sessões. Gente... Nossa Senhora. Primeiro, só perguntas.
Era uma por semana?
Uma por semana. Aí, a segunda sessão, eu fui... Cara, esse dia eu ri, tá? Por quê? Porque eu sou boba alegre. Não tenho motivo nenhum pra rir, vocês já vão entender.
Graças a Deus, né?
É, mas eu estou sempre rindo. E aí, o... Ai, não, calma.
Olha o que eu falei. Você falou, eu não tenho motivo nenhum pra rir. Você tem, né?
Não, tenho demais. Inclusive, o meu laudo. E aí...
Eu sou assim.
Eu lembro que ele falou assim, Bruna, hoje não é sobre você. Eu falei, graças a Deus. Porque também chega uma hora que, sabe, a pessoa vai te virando do avesso de um tamanho que você— Tem umas perguntas, isso é muito louco, que eles fazem sobre você e que você não sabe responder.
Tipo o quê? Fala aí uma.
Tipo, ah, como você reage quando tal e tal coisa? Você fala, cara, nunca parei pra prestar atenção. E é verdade, tem umas coisas que a gente presta mais atenção às vezes no outro do que na gente mesmo. No fundo, todo mundo— se analisa tanto. Isso fica muito claro quando você tá atrás de um laudo. Teve várias perguntas que eu falei, gente, eu não sei o que que eu faço. Aí você tenta imaginar, mas não é uma resposta de bate-pronto assim, umas perguntas difíceis mesmo.
Aí a segunda sessão, ele falou, hoje não é sobre você, hoje eu quero testar a sua memória e eu quero fazer algumas perguntas de conhecimentos gerais. E eu quero que você responda a primeira coisa que vier na sua cabeça, o mais rápido possível.
Meu Deus, é Piada pronta!
Não, gente, eu, quando falam mais rápido possível, eu endoido, cara. Eu sou muito competitiva, eu fico... Vai, vai, vem. Eu não sei o que acontece. Os cavalos que moram aqui dentro da minha cabeça já começam... Eu fico... Eu acho que eu sou muito... É por isso que eu não lido com esporte, com nada. Porque eu sou muito competitiva, eu surto mesmo! Tem um vídeo engraçado de uns anos atrás, da Luiza Sonza jogando um jogo sozinha, acho que da pandemia. Que ela grita...
É sua vibe.
É.
Então...
Eu sou um pouco também competitiva.
E daí, quando a pessoa fala o mais rápido possível, eu fico...
Então vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai!
Parece que eu fico...
Sabe quando é você com você mesma?
Eu comigo mesma. Aí eu lembro que a primeira pergunta que ele fez foi, quem foi Cleópatra? E eu, muito rápido, falei, uma puta lá do Egito! E fiquei parada olhando, e ele ficou parado me olhando. E ele ficou parado me olhando, eu falei, caralho, será que é pra eu falar a segunda coisa? E aí eu, essa é a absurda do Brasil com o Egito! E esse homem, cara... Esse homem ficou parado me olhando, tipo, caralho, eu vou internar essa porra hoje.
Ela não sai daqui com as próprias pernas! Cara, só que aí eu tava muito empolgada, eu não tava me segurando não, tá? Eu tava... Falando qualquer bosta. Cara, eu juro, eu juro, esse homem, ele falou, Bruna, você tem umas questões. Ele falou para mim na presença.
Eu falei, vou ter que ficar muito amiga dele.
Não, ele não pode. E ele não podia rir. Depois que eu descobri, depois de 8 sessões que eu descobri que ele não podia rir, eu fiquei tão triste dele não rir, porque eu ficava o tempo inteiro fazendo piada e ele anotando, sabe? Cara, claro, sabe aquele Foi assim, ó, eu já tava na 8ª sessão, ele já tinha feito tudo quanto era pergunta, gente, tudo quanto era pergunta, tudo quanto era jogo. Ai, ligue não sei o quê, desenhe não sei o quê, é tudo.
Eu até falo isso no palco, é a mesma sensação que você tentar entrar num site do GOV e esquecer a tua senha, é tipo isso, entendeu? Que aí o GOV fala, então identifica a moto. E você identifica a moto, o GOV falou, não, você errou. E você fala, meu Deus do céu, caiu uma moto! E que você começa a surtar, sabe? Você fala, meu Deus, já disse que é uma moto Aí na oitava sessão eu já tava, gente, já entregue para Jesus, eu já tava.
E aí ele me fez uma pergunta, por Deus, ele me fez uma pergunta e ele tava anotando numa prancheta. E ao invés de anotar onde ele tava anotando, ele anotou em cima uma sigla e sublinhou. E eu podia ter vivido a minha vida como se eu não tivesse visto aquilo, mas eu não consegui não reagir. E aí, gente, na frente de um neuro, de um neuro, Cara, eu olhei, imagina que o meu neuro são vocês duas, eu fiz isso aqui, ó. Você viu, menina?
Ele descobriu alguma coisa. Eu tive uma conversa imaginária na frente de um neuro, cara. E aí foi a única vez que ele riu, que eu acho que ele pensou: entrega pro CAPES! Foi a única vez. Deus do céu, eu não tô acreditando, ele riu. Eu falei: você viu, menina? Ele descobriu alguma coisa.
Você viu que ele sorriu?
Aí acho que ele falou: Tá bom, vem buscar essa porra! E daí que ele falou.
E aí você não saiu mais desacompanhada de lá?
Daí nunca mais eu saí desacompanhada. E aí ele falou, Bruna, realmente... Aí ele riu um pouco e tal, acho que ele não podia ter rido. Aí ele falou, realmente, eu descobri alguma coisa mesmo. Você não tem um problema, você tem dois. Eu falei, não.
Qual? Qual?
Aí na hora, sabe o que eu falei? Eu falei, se eu tenho dois problemas, se eu tivesse metade dos meus problemas, eu já teria um problema. Ele falou, é um ponto de vista. Aí ele falou, você tem TDAH. Eu falei, não, eu não tenho déficit de atenção. Aí ele falou, você não tem déficit de atenção mesmo, teu problema é o H. E eu falei, meu Deus, eu sou hétero! Aí ele riu. Foi o chá, me assustou. Aí ele falou, Bruna, você é hiperativa.
E aí eu falei, não, não, não, não, não, não, não, não. Ele falou, é claro que você é hiperativa. Ele falou, você não para quieta desde que você chegou, você não para de se mexer na cadeira. Eu falei, é desconfortável. Ele falou, Bruna, você é hiperativa. Ele falou assim, você me contou que na sua infância você quebrou o braço 5 vezes. Aí eu falei, mas é porque eu queria voar. Eu era uma criança com um objetivo e nenhum plano.
Então, mas 2 problemas, o TDAH e qual que é o outro?
Então, aí olha o que que esse homem me fez. Eu falei, tá, Tá bom, beleza, realmente, talvez eu seja hiperativa mesmo, tá?
Vamos lidar com essa possibilidade.
Com certeza, né? Não tem muito o que negar. Aí, tanto que aí eu falei, tá, isso é um problema. E o outro? Ele falou, o outro eu ainda não tenho certeza. Eu falei, não, não, não, João Kleber, tu não vai me deixar sair daqui sem essa informação.
Quais são as opções, pelo amor de Deus?
Aí eu falei, me dá uma estimativa, né? Aí ele falou, não, Bruna, realmente eu não posso, eu preciso analisar os seus testes e eu vou demorar um tempo. Eu falei 5 minutos, ele falou pelo menos um mês. E aí ele me deixou nesse um mês com essa ansiedade. Gente, eu fui para ChatGPT, eu fiz todas as combinações, cara. TDAH com borderline, TDAH com isso, porque vai dar ansiedade então. Não, atacou. Eu fiz tudo, mano.
Você encontrou então a receita, gente?
TDAH com um ascendente Sagitário, cara, tudo, tudo. Eu fiquei doida. Aí passou um mês que esse homem veio me falar o que que eu tinha, só que ao invés Aí ele, cara, amor, custava você me mandar no WhatsApp? O teu problema é esse? Não, Bruna, vem aqui que eu quero fazer a leitura do laudo página a página com você. Falei, meu Deus, que suspense é esse, caralho? E aí fui lá, gente, o meu laudo era isso aqui, é o meu manual de instrução.
Aí, não, pior que ele tá aqui no meu celular, tem que achar, mas eu realmente, ele tá aqui, tá?
Tem água ainda.
E aí, tanto que ele começou a ler, começou a ler, eu confesso que eu dei uma Sabe uma coisa?
Não dizia nada, você queria falar.
Não, é, tá bom, agora explica.
Tipo isso. Sabe quando você dá uma viajada de olho aberto assim? Sabe quando você fica tipo, ai, será que eu desliguei minha chapinha? Sabe quando você dá umas...
Viajou.
Eu tenho uma viajada. É, não tenho, não tenho déficit de atenção. Ainda bem que eu não tenho. Aí teve uma hora que ele chamou muito a minha atenção. Ele falou assim, ó, Bruna, o teu teste me chamou muito a atenção, tanto pro bem quanto pro mal. Eu falei, sou toda sua. Ele falou, você... Ele me fez vários elogios, foi muito legal. Ele falou, você é muito criativa, você é muito rápida, você tem realmente uma memória muito boa, você improvisa muito rápido.
Isso é muito legal. Mas você não tem nada de capacidade inibitória. Eu falei, o que diabo é isso? Ele falou, você não tem vergonha na cara. Aí eu ri e falei, mas eu ganho dinheiro com isso.
Tipo, você não tem um filtro. Um filtro.
Aí ele falou, Bruna... Juro que ele falou isso. Eu realmente ri e falei, eu ganho dinheiro com isso. Aí ele ficou sério, me olhando. Ele falou, você já parou para assistir os seus vídeos conversando com a plateia? Eu falei, sim, eu aprovo todos. Ele falou, mas você já parou para assistir os seus vídeos? Aí eu falei, eu quero ir embora.
Aí ele fez play.
Aí ele falou, olha, vou te dar um exemplo, tá, de uma coisa que você fez aqui no consultório. Eu juro, ele falou, eu estava fazendo um exame com você, era um teste, era muito simples. Eu lembro direitinho porque foi o que eu falei, eles acabam vencendo o doidinho que mora aqui dentro. Entro no cansaço. Então era um teste simples, ele falava o nome de um objeto e eu falava a serventia ou descrevia. É, Bruna, então cadeira, ah, lugar aonde você senta, tal.
E ele ia falando, falando, falando. E no começo, amor, eu tava no verbo, no infinitivo do caralho a 4. Mas chega numa hora que você vai cansando e você vai falando a primeira coisa que vem na tua cabeça, que eu acho que é o objetivo deles.
Na hora, ele anotou.
Olha que não dá para confiar em neuro. Ele falou crocodilo, palavras dele. Eu gritei Lacoste! Eu gritei Lacoste.
Aí eu ri.
Aí eu falei, não escreve isso não. Aí eu tentei ficar séria e falei, réptil perigoso. Aí ele parado me olhando. Aí disse que eu voltei a rir, falei: protagonista do Crocodilo Dundee! Voltei a rir, gente. A hora que ele me contou isso, eu achei muito engraçado. Só que é muito ruim quando você tá rindo pra uma pessoa séria, porque ele tava assim: Bruna, não é engraçado, eu estou testando teu QI. E eu, mas eu achei muito engraçado, gente.
É muito chocante, porque agora, puta, vai parecer doideira, mas eu no fundo eu achei que todo mundo era assim. Todo mundo falava o que vinha na cabeça. Aí eu fiquei, caralho, eu sou diferente mesmo. E aí ele falou, olha, eu cheguei, tá, numa conclusão. Seu Laudo, além do TDAH, você tem uma outra questão. Mas aí ele falou, fique muito tranquila que você é bem medicada, você é bem guiada, né, mentorada. Uma camisa bem justinha. Não, brincadeira.
Olá, pensamento intrusivo, cara. O pensamento intrusivo é o rei da minha vida e eu já entendi. Graças a Deus, com ele consegue dinheiro e acaba com a minha vida. É com ele que dinheiro, não mantenho relações e amizades. E aí ele falou, Bruna, você tem uma questão que é, por enquanto é pouco conhecida, tá começando a ser estudada agora e tem muito preconceito em cima. Você é superdotada. Eu falei, juro que eu olhei bem na cara dele, falei, nem pau eu tenho.
Foi a primeira resposta que eu dei. Ele falou, você é superdotada? Eu falei, nem pau eu tenho. Aí ele ficou parado me olhando. E aí eu falei, acho que não era hora de uma piada.
Gente, isso já era no laudo e ela continuava fazendo piada. Eu achei que ela tinha parado, tipo, na terceira ou quarta sessão.
Cara, não, é uma coisa que eu não consigo. E o pior, sabe o que que é? Talvez quem conviva comigo ache um saco, eu não sei. Mas eu mesma me divirto com as piadas que eu mesma faço. E aí, cara, eu sou feliz.
É isso.
Talvez eu seja internada.
Todo humorista é assim, não?
É, eu acho que— eu não sei, afinal, não sei. Tem humoristas que são bem mais sérios. Na vida, assim. Eu não, eu gosto de...
É, o Albani é super sério.
Então, claro que eu tenho momentos de seriedade. Mas eu adoro... Gente, as minhas melhores piadas eu fiz chorando. As minhas melhores, assim. Tipo, eu briguei com alguém...
Imagina que desgraça, né?
É, eu terminei um relacionamento, eu tô chorando, eu tô triste. Mas pra sair daquela própria fossa, eu mesma faço uma piada e faço quem tá comigo rir. Aí quando eu vejo eu mesma, eu tô rindo. Eu ainda tô triste, mas é o começo de me tirar daquele lugar, sabe?
Mas eu acho que essa coisa que você falou de que ninguém fala o que pensa, eu acho que é o que todo mundo quer fazer, mas que poucas pessoas conseguem, entende?
Tipo, só os doidos, entendeu? E aí quando ele falou, quando—
coragem, acho que é isso, coragem.
Mas é porque não é nem que eu tenho coragem, agora eu entendi o que eu não tenho é filtro. É mais falta de controle do que realmente coragem. E aí ele começou a falar dessa questão da superdotação, e aí ele falou, olha, o Whindersson Wenderson tem. E quando ele falou a palavra o Wenderson tem, o meu pensamento fez assim, ó, porque eu falei, meu Deus, eu tenho o mesmo negócio do Wenderson. Eu juro que eu pensei, quando é que eu vou tatuar minha cara?
Foi a primeira coisa que eu pensei. Minha primeira provocação, eu falei, eu vou tatuar minha cara, caralho, eu vou tatuar minha cara. Será que eu vou tatuar minha cara? Porque assim, ó, Piauí cabe, vai, Paraná vai caber. Gente, eu nunca nem falei isso pro Wenderson. Cara, meu pensamento vai pros lugares que não necessariamente faz sentido, entendeu? O homem tá, o homem tá Sério, me explicando o problema que eu tenho. E eu tô pensando, mas é porque o Whindersson, eu acho que ele tem muito talento e eu acho que ele é do caralho.
Só que ele foi internado e eu pensei nisso, tipo, caralho, ele foi internado com o problema que eu tenho. E aí eu fui procurar e ele pagou R$80 mil no mês da clínica. E eu falei, caralho, eu não quero gastar tanto com que porra de clínica cara do caralho é o Open Bar de clonazepam? E aí eu fico pensando uma outras coisas que eu sei que não fazem sentido eu tá pensando naquele momento, entendeu?
Isso que é Mas te incomoda, te atrapalha? Ou você acha que você é feliz assim?
Ai, sim, ela não sabe como é ser de outro jeito. É pior que é isso.
Mas se não incomoda, tipo, a gente também não sabe como é ser de outro jeito.
Mas se você é feliz assim, mas é que eu vou te falar um negócio, mas se não fosse comédia, eu tava fodida. Não, isso é um fato, fato. Tipo, se eu tivesse que, é, imagina, ir no banco e a pessoa vem e eu falo: teu dinheiro não vai dar para pagar essa conta não, desgraça! A comédia me salva muito, cara. A comédia realmente me salva porque é um lugar um lugar seguro que eu posso falar um absurdo, sabe? Cara, às vezes em reunião de negócios eu falo uma verdade que eu queria muito falar sério, e aí eu dou um jeito de falar com piada porque eu sei que dá uma amenizada, entendeu?
Mas você tem a ressaca moral de tipo, putz, falei o que não devia, falei muito mais, falei, falei, falei, falei?
Tenho, às vezes eu pego pesado e já me arrependo na hora, mas eu procuro já remediar na hora, sabe? Às vezes eu pego pesado até com a pessoa da E aí eu, ai, caralho, pesei demais. E aí eu já volto e tento desfazer. Mas tenho, claro que tenho.
Mas aí chega em casa lembrando daquilo, da hora da última hora.
Se eu conseguir desfazer, pronto, resolvi. Agora, se eu não conseguir, eu fico... Eu preciso pedir desculpa em algum momento.
Sério? Aí você manda mensagem? Já aconteceu isso?
Se é pessoa da plateia, não. Porque aí eu não tenho contato, eu não sei o nome da pessoa. Mas se é alguém que convive comigo, eu mando.
Tipo, ai, peguei pesado.
Se eu fui grossa com você, você mereceu, melhore! Cala a boca do meu show, vagabunda! Desfaz tudo que ela falou, foda-se!
Ai, gente, não era isso que ela queria dizer. Não era isso. Mas enfim, vocês entenderam, ela tem um coração.
Quem me conhece sabe.
Não, é...
Faltou a blusa branca. Mas é que assim, esse negócio do meu laudo, eu faço muita piada, eu faço muita brincadeira. Mas me ajudou muito, porque essa coisa da superdotação, o nome é ruim. Porque traz uma arrogância, é um laudo muito arrogante. Porque a gente entende superdotado como pessoas muito inteligentes. Aí você conversa comigo, você fala, ela não tem. Mas para, a gente só pensa, a gente não fala. Então você leva pensamentos também, mas amada, é a minha superdotação.
Mas é porque vocês tinham que ver a decepção da minha mãe quando eu falei para ela que eu era superdotada. Ela falou, sério, você tinha potencial e você virou comediante? Minha mãe ficou muito triste.
Para, falei, Rica, amor, você não tá contando para sua mãe quanto você tá ganhando, né, Bruna?
Conta para mim.
Pela pouca capacidade intelectual que eu tenho, eu tô Eu acho que eu cheguei no meu limite. Mas é porque é esquisito mesmo, as pessoas entendem a superdotação como realmente uma inteligência fora do comum. A gente viu, tipo, a gente sempre viu no, sei lá, no Fantástico, crianças de 9 anos que passavam em medicina na faculdade. Cara, é confuso mesmo, sabe? É estranho. E é uma falta de um desenvolvimento. Então eu poderia, de repente, estar aí trabalhando com Doutora Tatiana, levantando cadernetes.
Mas não tô, mãe, peço perdão, tô tentando levantar pau por aí. Cada uma faz seu lugar essa sociedade. É esquisito porque eu tô usando uma potência, uma besteira que é fazer piada, e ainda tem gente que me acha sem graça.
Vocês estão entendendo? Porque vocês são injustos.
É doença, só me sobrou isso. Eu tenho problema.
Olha aqui, aí que você pegou esse laudo e fez o quê com ele? Mandou lá para o povo da Globo?
Eu quero enquadrar meu laudo, quero enquadrar na minha casa, na porta da minha entrada.
Mas eu tô preocupada com aquela reunião Mandou ainda do programa?
Amor, o que que aconteceu foi o seguinte, ou passou, a Globo falou: não, a gente vai dar mais espaço para vocês, porque a gente reclamou mesmo, cara, vocês estão cortando todas as nossas piadas. E aí vai ver a segunda temporada se eles deram mais espaço, tá? Mesma coisa.
E aí agora não vai ter terceira então?
Não, graças a Deus. Obrigada, Deus.
Então vamos falar dos seus dois, vamos falar dos seus shows.
Antes de falar dos shows, deixa eu perguntar uma coisa, senão eu vou esquecer. Essa questão toda do laudo, da superdotação, de você falar sem pensar Como que é pra se relacionar? Você sente que te prejudica ou, tipo, a pessoa tá na piada?
Então, pergunta se tem. Mas agora que eu tenho ciência que é dada dos meus problemas... Por exemplo, uma coisa da hiperatividade que é muito forte é o impulso. Então, claro, eu aqui fazendo piada, eu não seguro o meu impulso. Mas se eu estou conversando sério com alguém e essa pessoa é importante pra mim, eu seguro muito mais. Porque eu entendo que é um problema que eu tenho, que eu preciso refletir antes de falar. E aí, se é um assunto sério, eu penso.
Ah, mas calma.
No começo, ou não sei.
Agora que eu sei, eu tenho mais facilidade de controlar.
Mas sei lá, você pegou intimidade com a pessoa, começa a desenvolver lá um relacionamento, tá? Aí passa uns meses, já tá super íntima, já.
Mas a intimidade, ela não tira a responsabilidade afetiva. Ai, que linda! Ela é perfeita, ela é tudo. Se a pessoa for importante para mim, é claro que eu vou errar, é óbvio, mas eu presto muito mais atenção, sabe?
Mas a impossibilidade da raiva, eu, isso, com ódio, aí você já mete um vaza maluco.
Isso em relacionamento, já aprendi a lidar antes de saber, inclusive, porque isso até uma coisa meio da minha família assim, era uma coisa que eu percebia que se falava muito no ódio e aí se arrependia muito na sequência, sabe? Tipo, caralho, não precisava ter falado isso. Isso era briga de família, minha mãe com a minha irmã. E aí quando eu comecei a me relacionar Eu já tinha me ligado que tipo é melhor pensar antes de falar, porque depois que você fala é muito difícil voltar.
Então acaba me atrapalhando mais no trabalho do que na vida pessoal, que na vida pessoal é como se eu tivesse um pouquinho mais de tempo para pensar, sabe? Eu procuro não me colocar em situações que exijam.
Mas você faz piada o dia inteiro?
Não, não.
Com pessoas tipo ficantes assim? Tá saindo com ficante, encontro, quantas piadas no encontro?
Se eu tô nervosa 1 milhão. É, se eu tô nervosinha com a pessoa, aí é porque daí é um escape. Aí é verdade, faz sentido. Agora, e é normal, não é nem só porque eu sou comediante. Eu acho que o nervosismo, tipo, te traz isso. É, e quando eu tô mais à vontade com a pessoa, aí acho que o assunto vai para outro lugar, eu consigo. Só que é óbvio, gente, eu sou comediante, então a gente tá falando da coisa mais séria, uma hora ou outra vai ter uma brincadeirinha, uma coisinha.
Eu posso falar a piada mais assim inapropriado, tipo sem hora, que você fez na hora errada? Você lembra? Tem alguma muito marcante?
Nossa, essa aqui foi na hora errada total.
Uma situação muito delicada e você fez, mano.
Com certeza eu fiz. Agora eu acho que foram tantas na minha vida que eu não tô conseguindo eleger. Não, eu já fiz muita coisa que...
Dessa semana.
É assim, uma outra coisa além da comédia me salvar é o fato das pessoas me conhecerem também me ajuda. Me ajuda muito, porque às vezes eu tô conversando, digamos assim, acabei de chegar no banco, e aí a pessoa me falou um negócio, eu respondi com uma piada. O que me salva é a pessoa do caixa do lado falar, ela é comediante, sabe? Isso me ajuda muito. Mas também às vezes eu deixo, mas aí não em situações difíceis, tá? Uma coisa que acontece muito, te conheço de algum lugar.
Eu sempre escuto isso, te conheço de algum lugar. E eu sempre falo, eu atriz pornô e deixo. Eu sempre falo isso e deixo e vou embora. E aí a pessoa acredita ou não, e em qualquer lugar, a pessoa chegando lá no privacy, atriz, não sei o quê, conheço sua voz, eu sou atriz pornô e deixo. E aí só que 60% das vezes a pessoa ri e fala, ah, você é comediante? E eu sou. E 40% a pessoa fala, esquisita, é pornô mesmo. Uma outra coisa que eu escuto muito é: você parece muito com a Bruna Louise. E aí eu falo a verdade: escuto muito isso. E deixo.
E também não vai lá se justificar.
Mas às vezes a pessoa fala: ah, é você mesmo, né, idiota?
Eu falo: é, sou eu.
E mais às vezes a pessoa vai embora.
Mas sei lá, num velório, num hospital...
Cara, engraçado você falar isso. Velório é um lugar, como o emocional de todo mundo tá muito abalado, é um lugar que puxa muita piada, puxa muita piada. Eu fiz inclusive uma piada no velório esses dias, que eu já tava o dia inteiro no velório. E aí, ai, cara, foi tão errado. Foi uma piada besta, que eu fui atrás de um café, aí o café tava meio fraco. Eu falei, é, esse café não levanta nem defunto. Foi errado, que eu tava no velório, né?
Foi errado. Ai, gente, juro, você já imaginou você só de chorar? Mas, cara, no velório é normal, você precisa de um escape. Você pode ver, tipo, se você fica muito tempo no velório, daqui a pouco vai chegar um tio que vai falar uma besteira e vai todo mundo rir. É uma coisa meio do defunto, é uma coisa, exatamente, vai falar alguma coisa do defunto e vai dar um alívio, porque tá todo mundo tão mexido, tenso, que a risada é um alívio, né?
E hoje a gente fala disso, você fala disso De um lugar muito conhecido, um lugar legal. Porque você vive isso, descobriu o que você tem e usa isso a seu favor. Mas como foi na infância, na escola? Pra ficar lá sentada, aprendendo as coisas que você não tinha interesse. Pra segurar a boca na hora de responder alguém. Como é que foi isso?
Foi difícil, mas é que eu me convenci desde muito nova que a escola era uma fase que eu precisava passar. E eu queria fazer da melhor maneira, passar da melhor maneira possível. E eu tive uma vaidade muito grande de ir bem. Bem. Então isso me ajudou muito. E eu tenho uma memória auditiva muito boa, que é ótimo para escola. Por quê? Porque eu escuto, eu decoro, eu faço a prova e eu esqueço para sempre. Então, para o ensino do jeito que ele é feito hoje— então, Bruna, você aprendeu de verdade?
Não.
Mas para o ensino do jeito que ele é levado, eu consegui passar por essa fase por conta dessa minha memória boa. Eu tenho muita facilidade em decorar e a mesma facilidade, então assim, eu escrevo o texto no dia, às vezes eu escrevo 10, 15 minutos, eu já chego no palco, eu lembro de tudo. Se eu não fizer com frequência, eu vou esquecer. Então essa minha memória acabou me ajudando muito na escola. Era uma treta, por quê? Porque eu não sabia que eu era hiperativa.
Então eu escutava, decorava e já ia, é, caralho, bora zoar! Só que tanto que eu era muito chamada atenção na escola porque eu era muito egoísta com os meus próprios amigos, porque enquanto eles estavam tentando aprender, eu já tava voando no ventilador, que já tinha decorado, que eu já tinha decorado. E aí chegava na hora da prova, eu lembrava, fazia, e aí eu atrapalhava os outros.
Mas hoje com o Laudo, você tá com medicação ou não?
Então, uma das coisas, olha bem, calma, gente, tô brincando. Não, é óbvio que eu não tô medicada. Olha o tanto de besteira que eu falei. Filha, com certeza adotou. Mas eu fui atrás. Além da altas habilidades, eu não gosto de falar a palavra superdotação, que realmente é como elemento de... Eu sou inteligente, sim! Assintomática, foi o que meu médico disse.
Esse preconceito vem de você, amor.
Você pode falar que você é inteligente. Eu sou genial, eu sou linda, meu peito é em pé.
Eu gosto que é.
Uma mulher de sucesso, entendeu?
Uma mulher de sucesso, rica.
Independente. Eu, hein?
Além desse laudo do TDAH e das altas habilidades, o meu neuro falou: Bruna, você tem ansiedade. Não é a ansiedade generalizada ainda, mas ele falou: a sua ansiedade atrapalha o seu cognitivo. Então dê uma atenção para isso. Não sei se necessariamente você vai precisar de medicação, mas vai atrás de um psiquiatra e dê medicação para isso, para sua ansiedade. E é óbvio, realmente eu sou muito ansiosa. E aí, juntando com os outros problemas que eu tenho na cabeça—
Você dorme bem?
Eu durmo, tomo uma melatonina, gosto, tomo melatonina fraquinho. Qual que é, qual é um dos meus grandes prejuízos? Eu crio muita coisa na cabeça e nem todas as coisas que eu crio são coisas boas. Então, por exemplo, eu sou casada com você, e você tá demorando para chegar em casa. Vai longe o pensamento, sabe?
O pior do pior.
E isso cria agonia, sabe? Porque eu vou criando cenários, tipo, você tá me traindo, às vezes é o melhor, sabe? Aí você foi sequestrada, e aí dentro da minha cabeça a cena ela tá tão perfeita que me faz sofrer de Então isso é ruim, que é: Ai, você é criativa, é bom? É o caralho, às vezes é uma merda! Porque você cria umas cenas assim muito reais e que te fazem sofrer. Então isso é ansiedade junto com essa coisa do criar várias, abrir várias janelas, né?
E aí fui atrás de psiquiatra. Aí fui esses dias, peguei contato com um amigo meu, né? Que nem devia ter pego. Porque o meu amigo não tá bem, eu não sei por que que eu... Tem um amigo meu que tá... Beijo, Guilherme. O Guilherme, ele é um dos mais doidos que tem. Não sei por que eu peguei o contato dele, cara.
E ela vai e solta o nome. Eu não tô nem aí.
Gui Preto, siga. E aí, o Guilherme falou, não, vai lá, passa com ela, passa com ela. Menina, fui passar com ela. Primeiro que era online, eu já achei errado. Tipo assim, uma psiquiatra é uma coisa séria. Eu não quero fazer uma consulta no WhatsApp.
Nossa, eu faço terapia online.
Não, eu amo ir na minha terapeuta, ir lá.
Eu comecei a fazer por conta da pandemia. Aí, uma amiga minha... Ah, não, na pandemia eu fiz online. Eu acostumei e acabei, fiquei pra sempre.
Nossa, eu adoro ir lá!
Eu adorava também, mas agora já acostumei. Ai, não, trânsito demais.
Mas psiquiatra, ai, gente, achei tão estranho. Só que isso até postei. Eu mandei mensagem, né, pro telefone, devia ser uma recepcionista, não é secretária. Falei, oi, meu nome é Bruna, eu tô com bastante ansiedade, eu tô se sentindo... Eu tive uma crise, eu tive taquicardia, tive enjoo de estômago. Queria marcar com a doutora. E aí, eu juro que eu postei isso, ela demorou 24 horas pra me responder. E aí ela falou, oi, Bruna, tudo bem?
É urgente?
Eu falei, era ontem! Falei assim, né, filha, se eu tô com ansiedade, não posso esperar 24 horas, eu tô roendo as pernas mesmo. E aí demorou muito. Aí ela, tanto que ela acha que ela ficou meio mal, e ela me encaixou no mesmo dia, assim, 8 da noite. Aí vai lá eu no WhatsApp, eu falei, meu Deus do céu, cara, quando essa moça me ligou— mas divide pelo menos, né? Antes não fosse, cara, ela era jovem demais, ela era muito jovem. Jovem. E aí é preconceito. Bruna, você tá sendo teitarista.
Tô.
Eu não quero uma pessoa que é uma pisse. Eu quero Drauzio Varella. Eu não quero a Vi. Tu me passa um remédio?
Aí eu vou passar.
Você passa?
Você passa?
Você é amada com orzanato, menina.
Não, mas você é rei do orzanato.
Então, adoro.
Eu não quero uma pessoa que é muito nova, cara. Tipo, sabe? Você quer um peso, uma idade. Não quero alguém que fala: e a virose? Eu não quero, entendeu? Não quero comprar remédio. Quanto que é o remédio que eu vou tomar lá? Ah, 6, 7. Eu não quero, cara.
Meu, mas você não pesquisa a foto antes?
Eu não tinha visto, eu fui confiar no doido do meu amigo. Depois foi só um vídeo assim.
Ai, eu pesquiso o Instagram antes sempre para ver a pessoa, posicionar a minha confiança.
E aí sabe o que que eu achei doido? Porque conversei com ela muito jovem, aí eu falei, ó, eu tenho laudo. Ela não pediu para ver meu laudo. Eu falei, eu podia ter mentido o laudo, podia estar falando qualquer coisa. Ela não pediu, ela confiou muito em mim. Amada, você não pode confiar nos doidos, tu é psiquiatra. Tem uma pessoa que não pode confiar nos passei até tu, galera. Ela falou que ansiedade, me passou remédio. Qual? Esitalopram.
Ah, tá. E aí o remédio tá na minha mesa de cabeceira assim, ó, me olhando. Não comecei a tomar. Por quê?
Não, mas ela nem te conheceu nada, nem trabalhou nada.
Uma sessãozinha, 30 minutos, não, 50, pelo WhatsApp, não, rolando emoji. Falei, não, não tá certo. E aí ela me passou, eu cheguei a comprar, perguntei para ela qual é o efeito colateral. Ela falou Bruna, taquicardia, enjoo de estômago. Eu falei, isso eu já tô, linda. Ela falou, é que o remédio para ansiedade no começo dá ansiedade. Eu falei, não faz sentido tampouco. Mas é verdade, pior que é, você precisa ter aí, você precisa ter mais ansiedade do que ansiedade que você já tá para você achar que você melhorou, porque você já chegou no nível 1 que você já tava, caralho.
E aí eu não confiei nela, aí fui para o ChatGPT, né, que é o médico que eu confio. E aí perguntei quais eram os efeitos colaterais Gerais. E aí, meninas, eu juro, eu juro, o chat falou sonolência. Falei, tudo bem. Mau humor. E aí ele falou, é queda da libido, demora ou inexistência do orgasmo. Aí eu falei, não, eu não quero, porque eu todos os dias às 18 horas toco uma seririquinha para me Aí na cerimônia que eu não gosto, que é o que me acaba— 18, tá na hora de mim ir embora.
Vai ter que ser no carro. E aí o que que eu vou fazer se eu não chego nada no orgasmo da cerimônia? Vou ter que fingir orgasmo pro meu vibrador não ficar mal? Eu falei não, não, não.
Todo dia?
Todo dia é babado.
Mas você tem testosterona?
Menina, não precisa. Aí, mas eu acho que precisa. Será? Todo dia é bom.
Todos os dias é tipo na agenda?
Na agenda. E é bom, sabe por quê? É ser riquinha e sonequinha 15 minutos. Nossa Senhora!
Mas aí, 15 minutos, você faz isso antes de ir pra peça, pro show?
Não, mas 15 minutos sem sono à tarde, soneca? Não, daí eu vou dormir 3 da manhã.
Não, não, não, 15 minutinhos de sonequinha à tarde não dá pra mim. Nossa, não é maravilhoso? 15 minutinhos renova a pele.
Eu não consigo descansar de tarde, não.
Eu tô com a pele boa.
Só que, ai, deixa eu contar pra vocês. Quando eu descobri que aqui, que eu já vim, já contei essa história, né, da massagem tântrica. Começa ela de novo com massagem tântrica. Você que já viu meu podcast, vou falar de novo. Voltei lá sábado porque eu falei, vou lá no pódio delas, quero novidades.
Mentira!
Ai, pois conte! Pois me chocou. Agora trago informações.
Conta tudo, bichas! Gente, eu nunca fiz.
É maravilhoso.
Nem eu.
Aí eu falei, amada, seguinte, Fê, falei, amada, eu quero que você ache meu ponto G, porque aí eu colocar no Waze. Aí falei, deixa fácil, né?
Sozinho, não é de casal?
Não, sozinha. Ela vai, relaxa, te faz uma massagem, e aí priquito.
Aí calma, calma, eu preciso ser mais específica. Mas a tântrica não é sem encostar?
Não, encosta aí, minha filha, encosta, encosta demais.
Então é uma seriliquinha de 4 pessoas, tipo massagem com final feliz?
Exatamente. Ah, então delícia. Mas é mais encostar também? Gosta, só quer mais.
Porque energético assim, sei lá, energético é o que tá carregando vibrador.
É isso que é muito energético. Não, mas é que ela é terapeuta. Então, ó, por que que não é simplesmente uma massagem com final feliz? Porque ela tem esse conhecimento do corpo. Aí eu falei, eu quero que você ache meu ponto G e depois você me fala. Ela falou, fechou, tem mais alguma coisa?
Eu falei, cara, que da hora!
Porque aí eu falei, é, a minha masturbação é muito clitoriana, eu quero me masturbar no ponto G. Os assuntos dela, né? E ela falou, não, você tem que realmente, tem que estimular essa área e tal. A cada demorar Cada mulher tem um ponto G num lugar. Ah, é? Mas basicamente... Olha que gente senhora.
E olha que não tem nem idade pra isso, pra gente estar senhora assim. Tá, vai, continua.
Ela primeiro faz a massagenzinha, passa bem levinha a mão.
Tipo drenagem.
Aí tipo uma drenagenzinha, você vai relaxando, aí musiquinha, tripi-pipi.
Mas passa nos peitinhos assim?
Passa, passa, aí você já... Aí ela pensa em coisas boas e tal, tipo pra você não se estressar. E aí ela pega, joga um óleo quentinho no periquito, aí vem, ela vem de luva. Aí já começa uma baguncinha.
Que chique!
E aí ela já vai, e aí vem com vibrador. Aquele vibrador dela é mágico. E aí começa a bagunça. Eu, nossa senhora, aí você entrega assim para o universo. E aí fiz. Aí ela falou, Bru, olha, como não é a primeira vez que eu te atendo, gente, é muito engraçado falar isso, eu fiz sábado, sábado à noite no palco, eu já tava contando porque eu achei muito engraçado. Ela falou, Bruna, eu fiquei preocupada com o seu clitóris. Eu falei, por quê?
Ela falou, porque... Eu juro, eu juro. Ela falou, porque ele tá muito pequenininho. Eu falei, o meu clitóris está com nanismo? Ela falou, você... Ela é engraçada, sabe por quê? Porque eu vou falando isso de idiotice pra ela e ela segue falando sério. Ela é muito séria, babaca sou eu.
Ela é tipo o seu neuro.
É, exatamente. E aí ela falou, eu acho que você tá masturbando com o dedo em cima. Eu falei, mas não é assim. Ela falou, mas então você tá colocando ele pra dentro. Eu falei, eu não sabia nem que tinha uma caverna pra ele se esconder. Ela falou, Você precisa voltar a pescar ele para fora. Aí, crise de riso, eu quase morri. Exatamente, eu tô enfiando para dentro. Ela falou, você precisa pescar a cabecinha da tartaruga. Eu falei, a hora que eu achar, vou colocar um grampinho de roupa.
E aí ela falou, a hora que você achar, você tem que ficar fazendo isso aqui. No começo não vai ser bom, mas você vai acostumar e vai começar a achar bom. E depois você vai tocar uma punhetinha. Essa hora, essa hora eu deitei no chão para rir. Eu falei, você não pode falar isso para mim, eu sou comediante, pelo amor de Deus, é muito engraçado. Aí ela falou, Bruna, é anatomia. Você tá empurrando o seu clitóris para dentro. Eu lembro do seu clitóris.
Eu falei, amada, ela falou, não era tão para dentro. Ela lembra. Ela falou, não lembro dessa.
Você fez com ela?
Foi a segunda, foi a segunda vez que eu fui lá.
Guardou?
Pois é, tem um clitóris inesquecível.
E aí, e qual que é a consequência disso?
Que daí eu vou começar, porque eu falei, amada, mas é porque eu tô todos os dias, 18 horas, eu bato uma cirurgia. Ela falou, você não precisa parar. Só que você tem que— Laura Miller, me espera. A campainha tá aqui, né? Aí você vai com o dedo ao redor para deixar a cabeça da tartaruga sair e puxa, né? Aí faz a— aí isso é o clitóris.
O meu também não sai para fora. Pois é.
Aí ela falou que tem umas pessoas que têm clitóris muito para fora. Ri muito. Ela falou que se você tomar muito hormônio de academia também—
não, isso eu já ouvi falar. Tanto que quando eu fui pôr testosterona Eu falei, gente, se for acontecer isso, não quero que dê. Porque tem mulher que tipo goza, sei lá, andando, porque tá coçando as coxas, tá tão para fora.
E tipo, já vi, juro, tipo assim, a Vi preocupada, ela, eu quero, eu quero, me dá dois, juro, vendo a sua viagem.
Como que faz?
Onde aplica? A novidade, não, e aí que não pode fazer apertando, é, tem que fazer ao redor. Pode fazer apertando, mas não só apertando pelo jeito que eu apertei. Apertei ele mais. Muita pressão. Eu apertei mais o botão do elevador do Davindo. E aí ela falou que o meu ponto G, ela falou assim, ó, é bem na entradinha. Ela falou, qualquer pau pequeno te satisfaz. Eu falei, você nunca mais fale isso em voz alta.
Nossa Senhora.
Fica na tua. E aí ela— Entradinha do buraco. É.
Mas e como ela faz pra saber, gente?
Com a luva, ela coloca o dedo.
Não, eu sei, mas como é que ela sabe que é o seu ponto G?
Porque tem uma pele diferente, tem uma rugosidade.
Ai, meu Deus, você tinha ouvido falar disso?
Claro que não, é assim que você acha. Aí ela falou, ó, você coloca, a gente então, você vai colocar o teu dedo, ó, porque geralmente é tipo, tu coloca o dedo aqui e é aqui, ó.
Ah, para dentro, como se fosse uma curvinha.
Acho que eu já fiz isso, é para dentro. Então tipo, é para o lado da barriga, não para o lado das costas, entendeu? É de frente para o umbigo.
Mas eu não gosto sensação.
Então, e aí ela falou que se doeu, você achou, só que você não está excitada, você não está estimulando direito, e que você vai ter— e foi exatamente para mim, doeu também. Ela falou, Bruna, estimula, porque quando você começar a se acostumar com o estímulo, você vai ter muito mais prazer. Falei, mentira! E aí ela falou, aí ela me matou.
E aí você vai— e ela falou para você estimular com o dedo ou vibrador?
Com o dedo ou com a cabecinha do vibrador. Que ela falou que às vezes a gente coloca o vibrador lá no, lá dentro, lá do útero, que o prazer tá no começo. E aí tipo, aí eu falei, então os vibradores são feitos até meio errado, porque tem uns vibradores que eles são— opa, querido, calma— eles são mais cabeçudo e aí aqui no corpo eles são mais fininho. Aí ela falou, realmente tá errado, porque o estímulo mesmo tá na entradinha.
Mas então não é, então todo mundo, todas as mulheres são iguais?
Não, mas ela falou que a maior parte é mais para baixo do que para cima. É muito difícil ter o ponto G lá na entrada do útero, entendeu?
Ai, eu odeio quando bate no colo do útero assim.
Parece que vai sair.
Desculpa.
Vamos lá, vamos. Tá muito pesado. Ai, desculpa, tá muito— nossa, eu ia vir com mais uma informação, peço perdão. Mas por favor, eu quero.
E daí ela falou, eu vou lá, mas eu vou embora, que uma semana é minha última semana.
Aí toma bolacha para mim. Só que deixa eu só falar uma coisa agora, vamos militar rapidinho. É muito chocante o quanto a gente não tem informação, né? Eu também não tinha. É muito chocante o quanto nós mulheres não temos informação.
Eu achei que o nível que eu tinha tava ok, mas eu tô vendo que não.
Não, eu também. E tudo isso pra mim foi extremamente novidade. A gente não sabe, a gente não sabe, a gente não é ensinada. Não existe essa prática de busca do prazer feminino, não existe. Isso é uma coisa muito nova.
Ninguém fala.
Aí ela pegou e falou. Eu falei, nossa, amada, você tem alguma notícia boa? Que o meu clitóris tava fugindo, tenho dor no ponto G. Você tem alguma história boa? Ela Ela falou, Bru, você já tinha tido um squirting? Eu falei, o que diabos é isso? Ela falou, você... Esguichar, assim, né? Esguichou! Eu falei, mentira!
Ela falou, você nem sentiu?
Não. Foi um orgasmo muito forte, mas eu não sabia que eu tinha chafariz. Daí, claro, eu falei, nossa, o chafariz! Será que eu me arrepio e vou tomar banho? Aí ela falou... Sim, tudo eu reajo com uma piada idiota.
Aí ela falou... Calma, mas você não sentiu saindo?
Não.
É porque você tava deitada, né?
Aí eu só senti quando eu tive um orgasmo muito forte. Tanto que eu falei, ah, foi naquela hora que não sei o quê? Ela falou, foi. Eu falei, é, foi o orgasmo mais forte. Orgasmo mais forte que eu tive. Eu tive vários. Claro, você vai lá pra ter vários, menina. Tu é besta? Você acha que tu vai sair de casa pra ter um orgasmo?
Isso, peraí.
Bate na banana, não vai entrar.
Então você pode ter tido e não viu?
E não—
posso, posso.
Mas fiquei porque ninguém nunca me falou, né? Porque ela tá ali cuidando.
Mas parece que tá curtindo.
Não, eu nem senti. Eu só tive realmente orgasmo muito forte. É que ela tá ali, tipo, cuidando, ela não tá transando. Ela tá só prestando atenção, né?
Mas a água sai do mesmo lugar do xixi?
Não, não sei. Não, não, não, eu não sei também. Eu também não sei. Agora, boa pergunta. Agora realmente, xixi era uretra. Não, mas a uretra não.
Mas é do buraco então? Mas como que esguicha do buraco que é grande?
Pois é, não sei.
Então estranho. Pois é, você tem que saber.
Eu não sei, eu não sou, eu não sou comediante, gente. Tem que trazer pesquisa para nós aí, pelo amor de Deus. Mensagem para ela, produção, para não ficar com a mensagem de Bruno. Procura aí, em nome de Jesus.
Sai pelo buraco ou pela—
sai pelo cu da sua— não, brincadeira. Pesquisa aí, moça.
E olha aqui, você foi só para trazer novidade para gente?
Eu fui. Não, mentira, eu queria ir também.
Eu usei de desculpinha, mas isso melhora nas suas relações.
Claro, eu já tava para ir, na verdade, eu já tava tava para ir. Só que aí a gente acaba se deixando sempre em segundo lugar, né, aquela coisa. E aí eu tava para ir, tava para ir, tava para ir, fazia 5 anos que eu não ia. E aí quando a gente marcou aqui, eu falei, puta, ótima oportunidade, sabe? Ótima desculpa para eu mesma me dar esse momento. Porque às vezes, eu não sei o que acontece, a gente precisa de uma justificativa de trabalho para a gente cuidar da gente mesmo, que é uma grande de uma burrice. E aí deu certo.
Quanto tempo dura Quanto tempo foi a sessão?
Eu fiquei lá 2 horas. Caraca! Mas é porque primeiro você conversa, aí depois ela faz a massagem, aí tem um momento orgasminho, e aí depois ela conversa de novo.
Mas vários orgasmos um atrás do outro?
Ah, vários ali.
Mas você não fica sensível?
Fico, mas é ótimo. Nossa, não conseguia, né? Então, mas foi ela que me ensinou, foi ela que me ensinou, porque eu também não era, achei que não era capaz. Primeira vez que eu fui Eu fui lá, que ela não— na primeira vez que eu fui, ela fez só clitóris. Aí eu não sabia que eu podia ter tanto orgasmo assim na sequência. E aí ela só vai mudando o ponto que ela vai colocando o vibrador.
Ah, isso que você tinha falado!
E aí tu vai vendo estrela. Ah!
Dá pra ir com o marido? Ah não, mas é uma mulher, né? Vai ser meio estranho, não dá, deixa pra lá.
Mas eu não sei responder isso, tem que se procurar.
Ela pode ensinar o marido também? Ele é bom, mas assim...
Ela pode, eu acho que pode. Eu acho que ela pode passar umas técnicas de verdade. Mas é que por mais que um homem seja bom, ele nunca vai ser um profissional tão letrado Nisso, né?
Sim.
Meu Deus, por quê? Eu acho que a gente falou muita putaria. Eu peço perdão, gente, mais uma vez que eu vim aqui falar prequito.
E cadê a nossa dinâmica?
Mas tava muito bom tudo da prequita.
É bom saber, né? Bom demais, é informação. Mas, gente, e agora eu em casa assim, ó, eu vou mandar ele procurar, amor.
Eu não, eu não forço, né?
Sabe quando você desiste de achar e fecha o olho?
Não, eu casei para ele se virar. Só abra Eu só abro a perna e falo, faça assim, aprenda. Lindo, se vira, dá tempo de assistir o podcast.
Assiste e fica lá. Cara, mas eu acho, tá, agora eu tô chutando, mas eu acho que ela dá aula ou uma consultoria ou no mínimo uma conversa e ela acaba tipo esclarecendo muita coisa que a gente, esclarecendo coisa que a gente nunca parou para pensar, a verdade é essa.
Não, e aí ela pode ensinar ele, ele testa lá em você na sala.
É isso, de presente de aniversário. Que meu aniversário tá aí, né? Agosto, férias, né?
Maravilhoso.
Que dia que é seu aniversário?
Dia 18. Eu volto, fazer tudo de uma vez. Férias, aniversário, a lua de mel, aproveitar uma vez só.
Vai ser na outra semana, tudo junto.
Por isso que agosto eu vou meio que sumir. Se ninguém me vê em agosto, é, eu tô aproveitando minha vida.
Tá certo, vai tirar uns dias, né? Vamos lá, trabalho. Uma notícia bizarra, uma Bruna Louise e um improviso.
Meu Deus, o que é isso?
Perfeito. Bom, vamos lá, uma dinâmica para você assim bem tranquilinha, tá?
É o ícone do improviso.
Ai, que medo!
Aí pode falar, a gente vai mostrar antes bizarras aí para você que são reais, tá? E você vai ter que improvisar em cima disso, extrair realmente algo mais engraçado ali da situação. Então vamos começar. Meu Deus, pesado mesmo!
Mulher encontra a própria morte no Distrito Federal e processa matador por não concluir o serviço.
Aí ele, para não ser processado, foi Concluiu.
E por isso não quero nunca mais ver ela.
Acabou, próxima!
Essa edição, viu? Veio uma tela aqui, ó.
Vai, Didi! Idosa reza diariamente pelo boneco de não sei quem, Senhor dos Anéis, pensando ser santo.
Ai, que dó!
A bisavó da minha filha reza pra esse Santo Antônio todos os dias, olhando mais de perto.
Gente! E aí, é por isso que não vem um homem, né? É por isso que só chega baixinho na tua casa, minha senhora. A senhora tá rezando para chegar um hobbit. É por isso que tá dando errado, minha linda. Ai, e sabe o que que é o pior, minha senhora? Ninguém vai levar o seu anel, vai ter que achar sozinha.
Japonês é punido por sair para o almoço 3 minutos antes do horário. Não entendi.
Até isso? Nossa, gente, eu não quero nem fazer pergunta.
Ah, tá, mas é uma notícia, né?
É uma notícia japonesa. Nossa, mas é uma notícia tão mentirosa que não tem nem uma foto do japonês, né, gente? E numa Pô, é tão fácil pegar lá na foto do Google.
É, é tipo se fosse uma artista, tipo... Tá bom, ninguém entendeu.
Ninguém entendeu.
Vamos pra próxima.
Ninguém entendeu, né?
Conheça Raquel Marum, a jovem australiana que ganha R$750 por hora para catar piolho. Cara, olha, irmã, assim, você tá ganhando bastante dinheiro. Mas você já pensou em parar e fazer OnlyFans? Eu acho que é um pouco melhor. Tudo bem que talvez você ache uns piolhos nos pentelhos. Mas eu acho que às vezes OnlyFans vai ser um pouco melhor da tua vida, tá, Raquel?
Beijos. Meu Deus, gente, não dá pra passar um pente fino?
Destruidor de casamento profissional: homem cobra R$3.000 pra estragar a festa de casamento.
Bosta! Será que é uma pessoa que marcou e não quer casar?
Mentira! Nada de cálice para sempre: quando o assunto envolver o espanhol, cobra cerca de R$3.000 para dar má notícia durante a cerimônia. Cara, para O quê?
Para falar não? Não.
Será que é naquela hora do alguém tem alguma coisa para dizer? O cálice para sempre.
Ai, será que o cara não quer casar, não sabe falar para mulher e fala assim: chega lá e fala que não.
E aí vai falar o quê?
Não.
E olha aqui, ele cobra uma taxa de 50 euros por cada soco ou pontapé que levar no serviço, caso chegue a isso.
Mas quem é que contrata essa pessoa? O amante? A amante? O noivo? A noiva? A mãe do noivo. O que que ele vai falar?
Alguém que tá muito infeliz com esse casamento.
Será que ele falaria? Será que tipo alguém tem alguma coisa a dizer e ele levanta: eu comi o noivo ontem! Eu já queria estar nessa festa. Meu Deus do céu, eu queria estar nesse evento.
Ai, muito bom.
Esquisito, tá?
É esquisito.
Próximo: freira dá à luz a um bebê na Itália.
Para você ver, né, Tata? Até as freiras.
Gente, eu não entendi. Por que que você falou pra mim?
Porque você falou que você era santa demais.
Antes de começar, a gente já vai ajudar.
Acho que a gente esqueceu.
O que que é?
Porque lembra que você falou que era santa demais?
Quem que é santa demais?
Você, amor.
Eu sou santa demais?
Ela teve um Alzheimer.
Pessoal, nós estamos de roupa, uma coisa mais séria, mais bonita, mais chique, mais classuda, entendeu?
Ai, vocês que estavam falando, eu não falei nada. Elas mostraram umas roupas que eu achei horrorosa.
Ela que falou, não fui eu, safada sem vergonha!
Olha a fake news, agora vamos explicar, gente. Ela tava, a Vi tava dizendo que gostava muito da marca da roupa da Bruna. E aí eu falei que gostava dela.
Aí a gente falou, mas é séria? Aí a Vi falou, tem uma outra marca que é bonita também, mas essa aqui é um pouco mais puta. Eu falei, é a minha cara, me passa o nome. E o assunto era esse.
E aí ela falou, mas não é a sua cara.
Eu não falei nada, eu Deu, hein?
Ó, é assim que começa. Cadê a pergunta da galera?
Eu acho, Vi, que antes de você ir embora, tá, vou propor um negócio aqui para vocês. Você podia fazer tipo assim, ó, deixa a Tata— Tata, você deixar a Vi te vestir um dia assim, um dia para você, ai, ir para um rolezinho, um dia, um dia só o peitinho marcando. Isso, um peitinho marcando. Ela tem umas pernonas longas, dá uma mostradinha de perna.
Olha o tamanho do músculo da perna dela, porque ela não mostra.
Gente, eu acho que eu mostro, vocês acham que eu não mostro?
Nossa, amiga, mostra onde?
Amiga, não.
Então vou mudar.
Não precisa mudar.
Você é linda assim.
Workshop com Dili.
Você é linda assim, é só tipo, sabe, dar uma sensuada assim.
Tá. Uma berolinha de uma bunda às vezes, sabe? Só uma berolinha. Sabe aquele shortinho marcando bem as famílias, bem a beiça no meio? Às vezes é só uma marcadinha, só um negócio no bumbum.
Tá, eu vou mandar foto só pra vocês aprovarem.
Só o realce nos lábios. Eu vou mandar foto pra vocês aprovarem.
Na academia, sabe quando marca?
Quando dá aquela marcadinha.
Aí faz a foto no story.
Tô brincando, que horror.
Eu tô só brincando pra ela, tá, gente? Se eu fizer isso, meu marido me mata.
Eu odeio.
É porque tu marcando é esquisito mesmo.
É esquisito mesmo, fica feio, parece que ela pôde fusca.
Parece. Gente, dá pra falar? E se você tiver ele azul, alguém vai ainda dar um tapão e falar, Fusca azul!
E a gente só tava tentando falar do novo show.
É verdade.
Nossa, gente!
E eu não falei, tá? Meu Deus do céu! Meu Senhor Jesus! Deixa eu falar rapidinho. Ainda bem que perguntaram, surgiu aí, o público mandou.
Mano do céu, obrigada, gente, por ter salvado.
E a gente ia ficar aqui 5 dias, esquecemos. Então eu comecei, caralho, faz 2 horas que nós estamos aqui. Eu comecei o ano então com essa ideia do show de 15 anos. E o que que aconteceu? Eu fiz uma arte linda, gente, deu vestida de debutante, toda garota, porque o meu público que me conhece sabe que é uma ironia, um deboche, que eu não tenho nada daquela menininha de 15 anos. Só Só que eu esqueci que às vezes eu vou pra Piriroquinha da Serra e a pessoa vai no meu show sem me conhecer, vai porque tem um evento na cidade.
E aí começou a ir no meu show uma senhora casta, beata, com um terço na mão, falando, cadê aquela menina bonita que tinha 15 anos? E eu, ah, meu cu! E aí eu tive que mudar o nome do show por causa disso. Porque eu achei que o meu público ia entender. E entendeu. Todo mundo sabe que eu não tenho 15 anos, eu tenho 41. Então é 15 cada perna, um restinho no meu cu. E aí, entender essa brincadeira brincadeira. E aí, quando as pessoas começaram a ir no meu show achando que era uma outra coisa, que era uma peça de teatro, que eu ia dançar valsa, que ia ter bolo, eu falei, tá.
E aí, o que que eu quis fazer? Eu fui do 8 para 80. E aí eu mudei o nome do show para Uma Deusa, Uma Loba, Uma Feiticeira, que é muito mais a minha cara no sentido de as besteiras que eu falo.
Então é o mesmo show?
Não, eu mudei completamente o texto. Por quê? Porque esse texto, meus 15 anos, eu gravei ele e postei ele completo no meu canal. Então quem comprou os meus 15 anos, que eu ia tipo lá para outubro, de dezembro, pode ver de graça. E esse mesmo ingresso vale pro meu novo show. E o show é completamente diferente. Tô falando de outras coisas.
Então, pague um, leve dois. A pessoa vai ter a oportunidade de ver duas.
Só isso, é. De ver. Porque agora ela pode ver de graça no YouTube. E eu estou viajando com esse outro show, que é um show bem mais provocativo, bem mais ódio, carta aberta de ódio a homens. E falo bastante de... E cara, vai surpreender todos vocês. Falo muito de periquito, você acredita?
Ingressos à venda!
O link tá aí na descrição. @abrunaloise, me segue que tá lá. Eu tô rodando o Brasil todo.
Mas tá aqui na descrição do nosso vídeo também, o link.
Graças a Deus, gente.
Já entra aí, gente, já compra ingresso. Porque, ó, esgota, tá?
Eu sei. Graças a Deus. E eu quero convidar vocês, porque dia 19 de agosto, que é uma quarta, então não é um dia que tem muita coisa pra fazer. Eu vou estar em Lulem mesmo. Você vai estar em Lulem. Loja de Mel.
Nossa, vocês não sabem!
Você também vai estar na Loja de Mel? Ah, não vai dar, né?
Vou estar numa viagem.
Mentira!
Juro, com amigas.
Mas eu todo mês agora eu tô aqui em São Paulo, pelo menos uma vez no mês eu tô no teatro.
Mas você vai estar em setembro? Ah, eu quero, adoro, adoro muito teatro!
Setembro, domingo e domingo. É no Bradesco, é lá no Shopping Bourbon.
Eu amo teatro, gente.
E lá é lindo o teatro.
Me manda que eu vou esquecer.
Mando, mando.
E você me manda me cobrando pra gente ir.
É porque ela vai esquecer também.
Tá. E aí faz uma caravana, um bonde, e aí eu aviso vocês, aí eu dou Eu não sei.
Agora tem 55.
Ai, eu trouxe uma galerinha, tem 55! Todo mundo aqui vai querer.
Escuta, é uma vez por mês?
No Bradesco é uma vez por mês.
Tá, então já que a gente não vai estar aqui em agosto, setembro você vai estar?
Setembro estarei, com certeza.
Fechou.
E setembro estarei em Portugal, inclusive.
Bora, Portugal! Olha, os ingressos também no link, né?
Ingressos no link, estamos abrindo sessão extra pra Lisboa já. Eu amo ir pra Portugal, os portugueses recebem a gente super bem. Chique, linda, ganhando em euro! Mas o clitóris pequenininho. Vai melhorar.
Ela aterrou o clitóris. Ai, muito obrigada!
Ai, você teve, gente, foi rápido! Nossa, eu tinha até planejado fazer um, falar umas coisas e não falei.
Então, né, o que que é?
Você tem que falar muito, né?
Não, eu tenho, pior que eu tenho.
É você que tem que ir.
Sabe o que que eu queria contar?
Conta, conta, aproveita, o horário é seu. Se você tá atrasada, você que se atrase.
Tem um negócio que eu tô fazendo, eu vou indicar para todo mundo fazer, só que é engraçado que eu sou idiota, tá? Vídeos do TikTok que indicam coisas. E aí uma mulher que é neurocientista falou que é muito importante a gente convencer o nosso cérebro de coisas positivas a nosso próprio respeito. Beleza, tá. E aí o vídeo falava assim: pega o seu celular e grava você falando palavras de afirmação.
Ai, meu Deus, você fez isso?
Eu fiz. Só que eu tive crise de riso no meio, porque ela até indicava tipo um texto que era: eu sou uma mulher forte, tudo que eu quero eu faço acontecer, a minha energia é boa. E aí eu fui falando o que ela falava, e aí eu comecei a improvisar. Aí teve uma hora que eu já tava: sou linda, sou guerreira, sou mulher. E aí eu comecei a ter crise de riso, e aí eu não consegui fazer. Quer dizer, eu fiz rindo, e cara, é muito legal.
Aí eu contei para minha terapeuta e ela falou que realmente é muito legal. Só que assim, o meu cachorro tá querendo simular Mudar ela de casa, porque ele não aguenta mais.
Tá fazendo todo dia?
É legal fazer todo dia. Sou linda, sou forte, sou bonita, sou mulher. E aí, menina, nem meus espíritos precisam ficar me gritando.
Tá funcionando?
O quê?
Eu tô me sentindo mais segura. Sabe por quê? Porque sou bonita, sou guerreira, sou fina, sou mulher. É o que importa! É o que importa.
Foi isso. E o celular dela não tem nem memória mais, todo dia ela posta.
Não, é... Nem para que eu grave, eu apago depois. Eu fico com tanta vergonha.
Posta! Posta no TikTok!
Eu vou postar, eu vou postar.
Não, não, calma.
O áudio é engraçado.
O áudio é engraçado mesmo, por favor.
Eu acho que eu vou passar no começo do meu show: sou bela, sou guerreira, sou bonita, sou bonita.
Gente, posso falar? A gente ia amar ver todos os dias ela postando sempre palavras de afirmação. Não, isso é tentando fazer o texto e não conseguindo.
Mas de verdade, a minha terapeuta falou: isso realmente entra no teu cérebro, principalmente se você for, se você ficar ouvindo naquela, naquela sonolência, no quase esse sono, isso entra mesmo. Só que aí você não pode estar rindo, né? Foi o que ela me falou, infelizmente.
Então um dia a gente chega lá.
E o pior, sabe o que que é? Agora eu caguei nessa técnica para vocês, que toda vez que alguém fizer uma palavra de afirmação, vocês vão lembrar: sou bonita, sou guerreira, sou fina, sou mulher.
Isso para o TikTok, tem uma trend das amigas tentando falar uma mensagem motivacional. Você já viram? Você tenta fazer, é muito bom, é muito bom.
Então vamos Vamos fazer, vamos fazer. Então vamos fazer.
Ô, gente, muito obrigada vocês terem assistido. Espero que vocês tenham gostado. Aqui, ó, Bruna Luiz também, a informação, tá? Também é conteúdo.
Não enterrem o clitóris de vocês, pelo amor de Deus. Desenterra, pesca, pesca, pega uma vara de pescar e pesca. Tô desesperada.
Ai, muito obrigada por você ter vindo. E espera a gente no seu show.
Eu amo, por favor, tá, gente? E estamos assim, inclusive, numa fase bem Bem Anitta macumbeira.
Do quê?
O meu show tem uma vibe 100% Anitta macumbeira.
Mas em qual sentido?
No sentido, a música de entrada é uma música de macumba. E a minha arte também. Eu não sei se vocês chegaram a ver essa arte. As pessoas estão achando que eu fiz uma foto com uma Shakira, mas não.
Você fala a foto da divulgação?
É, da divulgação. Mas a roupa que eu tô de vermelho e o cabelo assim não é Shakira, não. Não é a Anitta.
Ah, entendi.
Porque é a feiticeira, eu fiz uma deusa.
Ah, tá, agora entendi.
Entendi o que você tá fazendo, que você tá representando, você tá querendo dizer? É, é uma inspiração.
Ah, legal.
Arrasou.
Chique.
Obrigada, Viu, por ter vindo. Obrigada, gente. Sempre um prazer te receber, volte mais vezes.
Quero voltar ano que vem com notícias do meu clitóris.
Gente, se inscreve no canal.
Beijo, olhe pra todos. Beijo, gente. Beijo, tchau.