Episódios de PODDELAS

CAROL DELGADO - PODDELAS PODCAST #566

21 de julho de 20261h32min
0:00 / 1:32:10

Ela é a comediante it girl das garotas e comentarista pós graduada em tudo! Saiu do Rio Grande do Sul sonhando em ser comediante, conquistou a internet com sua coragem e sinceridade e hoje viaja o Brasil inteiro com o show “Energia Feminina”. Neste episódio, o PodDelas recebe Carol Delgado para uma conversa sobre infância, carreira, amor moderno, vulnerabilidade, exposição na internet e tudo o que faz dela hoje um fenômeno. Um episódio sobre como uma garota comum virou a voz de milhares de garotas na internet. INSCREVA-SE NO CANAL PARA CHEGARMOS A 4MI DE INSCRITOS! #PodDelas #CarolDelgado #EnergiaFeminina #StandUp #ComediaBrasileira #ComedianteDasGarotas #PodDelasPodcast

Participantes neste episódio1
C

Carol Delgado

ConvidadoHumorista
Assuntos8
  • Shows e EventosPrimeiro show em teatro lotado · Importância da internet para o teatro · Shows e Eventos
  • Relacionamentos AmorososHistórias de traição e manipulação · Relacionamentos abertos e suas complexidades · Experiências com relacionamentos amorosos · Trauma de relacionamento anterior
  • O papel do 'campeão' no desenvolvimento de um comediantePrimeiros passos no stand-up · Noite de iniciantes em Porto Alegre · Primeiro texto sobre relacionamento
  • Internet e CarreiraCrescimento no TikTok · Perda de emprego durante a pandemia · Apoio familiar para seguir o sonho
  • Expectativas e realidades da maternidadeDesejo de ser mãe · Maternidade solo vs. relacionamento · Educação positiva de filhos
  • Piadas e HumorProcesso criativo de piadas · Estudo e teste de material cômico · ChatGPT
  • Trajetória profissional e acadêmicaInfância e desejo de ser comediante · Faculdade de Políticas Públicas · Trabalho como educadora social
  • Cultura de redes sociais e hatersLidar com comentários negativos e processos · Diferença entre vida pública e privada · Humorfobia e julgamentos
Transcrição739 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Oi, gente, tudo bem com vocês?

?Voz B

Esperamos que sim.

?Voz A

Por aqui tudo ótimo. Sejam bem-vindos mais um Pode Delas Podcast. E claro que eu vou começar pedindo para você se inscrever, né, naquela humilhação diária. Por favor, se inscreve no canal, gente, não custa nada, sabe? Se você tá assistindo na TV, pega seu celular e se inscreve. Porque normalmente quem assiste pela televisão não engaja aqui com a gente. Já deixa um comentário, quem vocês querem de convidados aqui. Já engaja, compartilha, tá?

CDCarol Delgado

Obrigada.

?Voz B

A gente já prometeu Pix, já prometi mostrar o peitinho.

?Voz A

Já mesmo? Tá faltando.

?Voz B

Tá faltando. É porque a gente só não mostra o peitinho porque vai cair aqui, entendeu?

CDCarol Delgado

Na live.

?Voz B

E porque eu sou casada, né? Também não quero divórcio. Por vários motivos. Mas assim, a gente já prometeu tudo. Então não custa você se inscrever. Inclusive seguir nas redes sociais, @poddelas, @tatá. Tem arroba mais fácil que o da Tata?

CDCarol Delgado

@Tata.

?Voz B

Não tem.

?Voz A

Será que a Tata Werneck ficou brava que eu tenho um arroba melhor que o dela?

?Voz B

Amiga, talvez, né?

?Voz A

Será?

?Voz B

Será?

CDCarol Delgado

A Tata assim, quem é a Tata?

?Voz B

Bom, eu não tenho esse erro. Vitube não tem ninguém, né? Eu acho, no máximo... Com dois Is ainda, né, amor? Com dois IH, porra. Bem criativa. Enfim, segue lá, por favor.

?Voz A

Por favor, a gente vai amar receber vocês, tá? E agora, vamos apresentar a nossa convidada de hoje que começou, gente, fazendo as pessoas rirem. Mas ela acabou fazendo uma coisa ainda maior, que ela criou uma comunidade inteira de mulheres que se enxergam enxergam nas suas histórias, né. E mais, ela fala o que quase todo mundo pensa, mas só ela tem coragem de dizer.

?Voz B

Verdade, gente. Seja falando de relacionamento, autoestima, né. Ou dos mitos coletivos que a internet cria também todos os dias, né. Ela transformou observação em identificação, tá. E humor também em conexão.

?Voz A

E ela lota teatros, acumula milhões de visualizações nas redes sociais. Já foi mãe dos cornos, entendeu? Mas hoje ela tá em outro patamar. Ela é o próprio sal da pista, tá? Mas é também a comediante it girls das garotas.

?Voz B

E pra falar de amor moderno, né, comédia, carreira, exposição na internet... Nós vamos receber hoje a comentarista pós-graduada em tudo.

?Voz A

Com vocês, Carol Delgado!

CDCarol Delgado

Seja bem-vinda! Ai, adorei a descrição, vou pôr no meu LinkedIn!

?Voz B

Gostou?

?Voz A

Guarda essa parte, põe lá.

CDCarol Delgado

Eu vou colocar bem no meu estado ali, sabe?

?Voz A

Mas te descreveu bem, né?

CDCarol Delgado

Ai, eu adorei, me descreveu mais. Insider, sabe quando alguém te apresenta e você fala, ai, tudo isso? Que legal, sou assim, obrigada.

?Voz A

E muito mais.

CDCarol Delgado

E muito mais, eu adorei. Por isso que eu estou muito feliz de estar aqui com vocês. Eu sempre assisto episódio de vocês, estou muito feliz mesmo. Era um objetivo quando eu entrei na Nonstop, falaram os lugares que eu queria estar e eu falei que eu queria estar aqui com vocês.

?Voz B

Ah, que honra!

CDCarol Delgado

Você viu, amiga?

?Voz A

Que chique! Então já pode dar um check na lista.

CDCarol Delgado

Isso, Josi, consegui uma coisa, promessa de final de ano.

?Voz A

Arrasou! Nossa, eu fazia esses vídeos no YouTube.

CDCarol Delgado

A gente faz aquela lista, né, o mapa dos sonhos e tal. Então já tem um check, não pode ser que não consegui nada.

?Voz A

A gente vai falar disso, inclusive, né, nessa conversa. Mas eu queria que você começasse falando da sua primeira vez aqui, né. Então a gente queria saber mais de você, da sua trajetória. Você é de Porto Alegre? Sou, sou de Porto Alegre.

CDCarol Delgado

Isso, somos os dois gaúchos. Sou de Porto Alegre, Porto Alegre capital, Zona Norte.

?Voz A

Não, é porque normalmente eu sou de Cachoeirinha, né. Mas eu falo Porto Alegre, que quem é das redondezas também já mete um Porto Alegre ali pra começar.

CDCarol Delgado

Tipo, você fala assim, a pessoa vai conhecer mesmo. Próximo.

?Voz A

Exatamente.

CDCarol Delgado

Eu ia falar Cachoeirinha. Cachoeirinha do quê, né? Cachoeirinha, Osasco, tá? Pra quem sabe daqui.

?Voz A

É o quê?

CDCarol Delgado

Cachoeirinha, Osasco, São Paulo, né?

?Voz A

É, eu explicava isso, região metropolitana, gente.

CDCarol Delgado

Isso, é aquele ladinho. Mas é a mesma coisa, sei lá, dependendo de onde você tá, da Zona Norte, uns 15 minutos.

?Voz A

A Zona Norte é o quê que é lá?

CDCarol Delgado

Zona Norte é Sarandi.

?Voz A

Sei. Ah, é chique? Não?

CDCarol Delgado

Não. Não é chique? Não.

?Voz A

Eu vim pra cá com 12 anos.

CDCarol Delgado

Então, eu ia te perguntar quanto é.

?Voz A

Eu não conheço muito Porto Alegre assim, eu vivi mais em Cachoeirinha. Não tem tanta memória, né, amiga? Eu não tenho nada assim.

CDCarol Delgado

12 anos é muito novinha, né?

?Voz A

Minha família tinha uma loja na Azenha.

CDCarol Delgado

Azenha é quase centro ali, né? Quase centro, tá.

?Voz A

E tinha uma outra loja no centro mesmo. Então eu só conheço esses dois lugares.

CDCarol Delgado

A minha irmã mora na Azenha agora. Minha irmã mora ali na Azenha, tem minha família, né? Mora lá e tal. Mas mora nessa parte. Mas é realmente, 12 anos é muito, muito pouquinho.

?Voz B

Você mudou com quanto para São Paulo?

CDCarol Delgado

Eu mudei faz 3 anos para São Paulo.

?Voz A

Só 3 anos?

CDCarol Delgado

Só 3 anos. Eu vim para trabalhar mesmo, porque eu Eu tava, já era comediante, né? E aí você estaciona no lugar assim, porque a arte, as coisas acontecem aqui, né? Então não fazia muito show. Como eu não tinha público ainda, eu precisava do público dos outros. Então eu precisava abrir o show dos outros, né? Pra desenvolver meu texto, pra fazer elenco. Porque aqueles shows têm várias pessoas. Então aí eu precisava disso. Então lá não tinha muita coisa acontecendo.

Então eu tinha que esperar, sei lá, uma vez por ano a Bruna Luiz ir pra lá. Aí eu tinha que vir e abrir os shows dela lá. Mas era assim, né? Uma vez por ano. Daí eu vim pra cá. Daí eu decidi...

?Voz B

Mas você sempre quis ser comediante? Nunca passou outra coisa na sua cabeça assim?

CDCarol Delgado

Então, sempre quis ser comediante desde novinha, assim. O que acontece, a gente era muito pobre, né? Aí todo mundo na escola, tipo, voltava: ai, fui pras férias não sei aonde, férias não sei aonde, né? Escola pública, mas todo mundo dava ali uns rolezinhos. E eu não fazia nada, eu mentia várias coisas. Eu falava: ai, então eu fui pra praia, me apaixonei por um gato e não sei o quê. Desde criança, eu era super mentirosa. E aí as pessoas riam muito das mentiras e falavam assim: nossa, a Carol é muito divertida. Eu: ah, você nem sabe o que eu vivi. Ela é criativa e mentirosa, né?

?Voz B

Quem nunca?

CDCarol Delgado

E aí todo mundo ria assim. Daí eu gostava daquilo Ela falava, nossa, eu conto umas coisas, as pessoas riem muito. Então aí eu era bem novinha, eu falei, mãe, eu quero ser comediante. Aí minha mãe falou assim, do quê? Tipo assim, na época não tinha muita opção, não tinha assim comédia, stand-up, não tinha mulher, não tinha muita coisa de mulher.

?Voz A

Então não era, era quase que 100% masculino, né? Ainda tem, eu acho que tem poucas mulheres, né?

CDCarol Delgado

Exato. Mas antigamente não era coisa que se pensava, então bem menos que homens, por exemplo. Muito. Aí foi antes da Tatá, foi antes de tudo, né? Na verdade, que aí eu falei assim, ó, Então tá, né? Daí eu fui trabalhando, eu trabalhava em shopping, trabalhava várias coisas, fiz faculdade depois e tal.

?Voz A

E aí você fez uma faculdade super diferente, né, do que você trabalha?

CDCarol Delgado

É, fiz Políticas Públicas. Todo mundo acha que foi tipo assim, nossa, como ela é super dedicada à sociedade, mas é porque a média para entrar era super baixa dessa.

?Voz B

Entendi.

CDCarol Delgado

Eu vou mostrar.

?Voz A

Foi por isso mesmo que você escolheu? Não era uma coisa que te interessava?

CDCarol Delgado

Não, me interessava assim e tal, mas aí quando você Quando você abre lá na URGS, quando você vai abrir lá na URGS, tem assim, né, desvio padrão, média. Aí sei lá, sei lá, tem médias que são 600 pra você entrar, o último lugar entrou. E Políticas Públicas era 490. Aí eu falei, ah, eu meto 490 aqui. E foi. E foi, ah.

?Voz A

E formou.

CDCarol Delgado

E formei, foi até o fim, foi até o fim.

?Voz A

E gostou? Como é que foi?

CDCarol Delgado

Então, eu gostei, porque Políticas Públicas é muito mais sobre quantitativo. Então você medisse alguma coisa. Funcionam ou não. Então, ah, tem uma política pública, mas essa política funciona. Então ela é muito para pesquisar, aparecer exatas, que você vai fazer média, você vai pegar números e transformar aquilo, né, em tipo quantos por cento das pessoas, sei lá, quantas pessoas, né? Tipo assim, ah, essa lei da Maria da Penha, quantos por cento das pessoas conseguem fazer o boletim de ocorrência?

Então você é muito mais sobre essa parte do final, de uma porcentagem, estatística. Então tem gente aprende a usar Hoje em dia eu vou nem lembrar, né? Mas tipo, você aprende a usar métodos e programas que existem para isso, né? De entender se aquela política funciona ou não. Claro, tem isso.

?Voz A

Mas eu acho que hoje a IA também deve ajudar muito, né?

CDCarol Delgado

Nossa, deve ajudar muito. Foi pré-IA, né? Eu fico muito triste que tudo que eu fiz foi pré-IA na minha vida, né? Nem— mas eu fui fazendo assim, mas eu gostava.

?Voz A

Chegou a trabalhar na área?

CDCarol Delgado

Trabalhei, trabalhei numa ONG. Eu era educadora social, eu fazia tipo Dava aula de cidadania. Porque tinha contraturno nas escolas. Então, às vezes, no contraturno da escola pública não tinha muito o que preencher. E aí, tinha esses projetos que preenchiam. E aí, tem vários alunos meus ainda, tipo, que hoje em dia me seguem e tal. Você foi minha professora no Projeto Pescar.

?Voz A

Que legal!

?Voz B

Que legal! Nem imaginava!

?Voz A

De cidadania?

CDCarol Delgado

É, a gente ensinava, tipo... Qual o tópico pra gente? Então, tinham vários tópicos, né. Era um projeto tribos, que era um projeto da ONG Parceiros Voluntários lá do Rio Grande do Sul. Então a gente ensinava, por exemplo, a pessoa... A gente ensinava eles os direitos básicos da criança e adolescente. A gente ensinava, por exemplo, como se fazer um currículo, né. Tipo, vários módulos. Família, várias coisas a gente tinha, assim, de como...

Quais eram os direitos e deveres deles como adolescentes. A gente tinha também um módulo de como a pessoa podia entrar no mercado de trabalho. Então a gente tinha, tipo, quais eram os jovens aprendizes, quais eram as coisas abertas, quais eram as oportunidades que eles tinham. Então a gente tinha várias coisas.

?Voz B

Gente, faltou isso na minha época!

?Voz A

Por isso que hoje ela lançou um curso de cidadania pra homens.

CDCarol Delgado

Não é isso? Tem um link na bio.

?Voz A

É, sim.

CDCarol Delgado

Por isso que hoje eu sou uma educadora masculina.

?Voz B

Porque os homens vão precisar eternamente, né? Porque essa aula, eu acho que muitos homens não tiveram.

CDCarol Delgado

É, exatamente.

?Voz B

Já estão senhores e estão precisando.

CDCarol Delgado

Isso, agora eu vou lá e educo. Não educo os meus, mas educo dos outros, né? Que eu não tenho, daí eu falo, ó, é assim que você tem que fazer. E vou educando.

?Voz A

Arrasou!

CDCarol Delgado

Então, uma professora, uma professora nata.

?Voz A

E quando que realmente virou uma profissão, assim? Ser comediante? Quais foram os primeiros passos?

CDCarol Delgado

É, então aí entrou a pandemia, né? Aquilo, eu já tinha começado, eu fui no show da Bruna Luiz e eu sempre quis ser comediante, aí não sabia como é que começar. Então eu fazia alguns vídeos na internet, já tinha YouTube e tal. E aí eu fui, tentava fazer a partir disso assim, comédia a partir disso. Aí eu fui no show da Bruna Luiz e aí eu falei assim, nossa, eu, a Bruna não era, a Bruna já era, já tinha um público, já tinha muitas sessões, mas não era tipo teatro ainda, né?

Era comedy. E aí eu falei assim, nossa, eu consigo fazer isso. Porque era um texto que ela falava do ex e tal. Eu falei, eu consigo falar mal do meu ex, eu acho que eu consigo fazer isso. Aí fui no comedy, falei, como é que faz? Daí ele falou, ah, tem uma noite aqui de iniciantes, aí você vai, faz. E comecei a fazer.

?Voz A

Isso lá em Porto Alegre?

CDCarol Delgado

Lá em Porto Alegre, no Boteco Comedy Club. Que é em Canoas, na verdade, né. A gente fala aí, ó, tudo Porto Alegre. Mas na verdade é Canoas. E aí tem Canoas Novo Hamburgo agora. E aí comecei lá. Daí só fui, meu primeiro show foi lá.

?Voz B

Como que foi o primeiro show? Tipo assim, você ficou nervosa? Você ficou tímida?

CDCarol Delgado

Você trocou o texto? Deu certo?

?Voz B

Como foi?

CDCarol Delgado

Nossa, eu fiquei muito nervosa. Porque assim, é muito fácil você... Não é fácil, mas você vai, conta uma piada aqui, você ri e tal. Só que quando você chega no palco, tem um monte de gente subindo no palco e ninguém rindo. Porque é iniciantes, né? Noite de iniciantes. E aí você começa que nem aquele negócio, quando daqueles coisa que os veganos mostram, sabe? Que tem um porco morrendo e os outros porcos ficam desesperados vendo.

?Voz B

Essa é a energia.

CDCarol Delgado

Essa é a energia. Você pensa, meu Deus, chegou a minha vez. E agora? Fica que nem um porco querendo morrer. E aí você fica desesperada. Aí falaram não. Aí eu tinha bebido um pouquinho, né, pra dar uma soltada. Uma soltada. E na época eu namorava. Então tava eu, minhas 3 amigas assim de fé. Minhas 2 amigas de fé, na verdade, e o meu ex-namorado. E aí a gente foi. Minha irmã tava fazendo plantão. Acho que a minha irmã não tava. E aí fomos assim.

Daí tipo, pior ainda, né. Porque tá seu ex ali, que era meu namorado. Tá seu namorado ali esperando. E meu primeiro texto foi, tipo... Sobre ele, a canção? É, sobre o meu namorado. Como eu terminei com o meu... Como eu vou terminar com você.

?Voz A

Vou te contar agora, ao vivo.

CDCarol Delgado

Porque o meu ex era bem bonzinho, assim. Ele super apoiava e tal, deu a maior força. Mas era sobre... Sabe o Lip Tint? Que tinha... A Boca Rosa tinha lançado, tava mó hype, assim. Daí eu tinha um amigo gay que usava pra outras coisas. E aí era sobre isso, o texto.

?Voz A

E rendeu? Como foi?

?Voz B

As pessoas gostaram? Pra que que ele usava?

CDCarol Delgado

Pra deixar rosa. Outras partes do corpo.

?Voz B

Gente, funcionou? Só para saber.

CDCarol Delgado

Funcionava.

?Voz B

Não, amiga, eu só quis saber.

CDCarol Delgado

Juro, ele passa por isso que é o rosto.

?Voz A

Tive mais de vendas de boca rosa, hein?

CDCarol Delgado

Eu vou mostrar. Até hoje, porque eu tava na casa dele, eu fui, e aí eu tava maquiando, eu fui passar o tinte, ele falou, amiga, não passa esse tinte porque eu não uso, porque você usa não. Aí eu falei, você usa pra quê, viado? E ele, então, menina, pra deixar rosinha lá embaixo. E ele disse que super funcionava, que ele passava, tipo, ainda um negocinho, testa. E aí ele disse que nem saía.

?Voz B

Cara, que bom! Eu te mando uma foto.

?Voz A

Não, eu não quero ver!

CDCarol Delgado

Eu não quero ver!

?Voz A

Não me mande!

CDCarol Delgado

Olha, eu não sei, mas dizem que parece dermatologicamente testado. Porque pelo meu amigo gay, ele testou, tá?

?Voz A

Eu tô chocada!

CDCarol Delgado

Eu nunca imaginei isso.

?Voz B

Eu tenho uma teoria que tudo que pode no rosto pode na periquita e em outras partes.

CDCarol Delgado

Você pode dar boca, né?

?Voz B

Ai, rosto é sensível, lá também é. Minha florzinha é sensível.

CDCarol Delgado

É, eu acho que é periquito. Acho que dá volta, né? Na volta, acho que dentro ali já é meio perigoso. Mas dá uma volta.

?Voz B

Ai, isso dá, uai.

CDCarol Delgado

É, com certeza. Isso aqui vai cortar. Aí imagina, a ecologista vai descer o cacete da gente.

?Voz B

Pergunta pro seu médico.

CDCarol Delgado

As médicas: Não enfiem nada, pelo amor de Deus, que não seja ginecologicamente testado. É, vai ter maior corte esse TikTok. Mas enfim, mas é cu logicamente testado, né? No caso dele, né? Não era nem ginecologicamente. Mas eles davam pra isso. Eu contei essa história no palco, foi meu primeiro texto. E funcionou super bem, assim. No início, a galera riu e tal, foi bem engraçado. Só que depois foi passando o tempo e...

?Voz B

Quanto tempo que tinha pra iniciantes?

CDCarol Delgado

5 minutos.

?Voz B

Nossa!

CDCarol Delgado

Tinha que entregar, fazer seu nome em 5 minutos.

?Voz A

Aí conforme o tempo vai passando... Nossa, difícil, né?

CDCarol Delgado

Então... Muito, porque, tipo... Ainda você iniciante, você... Hoje em dia eu já sei o que funciona mais ou menos, o que não funciona tanto. Você vai tendo... Você tem uma experiência, né? Agora, naquela época, eu não sabia nada. Primeira vez que eu subia no palco. Então os meus amigos me achavam engraçada. Só que os seus amigos te acham engraçada também porque ele tem referência. Então você fez uma coisa assim, tipo, ai, isso é engraçado porque é muito a Carol.

Só que as pessoas te conhecem, tipo, quem é essa louca? Por que ela tá fazendo isso? Por que ela tá enfiando esse negócio no rabo? Entendeu? Então, tipo assim, não tem muita referência. Você sofre. O primeiro show foi muito bom. O segundo e terceiro foram horríveis. Que daí eu pensei assim, meu Deus.

?Voz B

Não quero mais.

CDCarol Delgado

Não, eu... Ainda bem que eu sou muito resiliente, assim. Porque, fia, quer dizer, eu dava aula pra adolescente. O que melhora muito a minha situação. Porque adolescente não tá nem pra você, né? Eu tava acostumada a falar sozinha. Ainda mais falando de cidadania, onde a Alice disse, o que eu queco com isso? Entendeu?

?Voz A

Já tinha essa experiência lá.

CDCarol Delgado

Exato, de falar sozinha. Então eu já tava falando sozinha aqui, falando sozinha... Mas eu queria muito, assim.

?Voz A

Mas o primeiro, você fala que o segundo e o terceiro não deram certo. Porque era o mesmo texto? Não.

CDCarol Delgado

Era o mesmo texto, só que...

?Voz A

É que a plateia influencia muito, né?

CDCarol Delgado

A plateia muda muito. Porque eu abri o show de um cara, porque é isso, né? Depende da galera que tá em TV. E se a galera também não tem referência de você, porque 5 minutos você não consegue nem mostrar quem você é, se você tá sendo irônica, se você tá sendo verdadeira. Então é só aquele texto escrachado. Depois eu aprendi que tipo assim, não dá pra fazer texto tão escrachado com todo mundo, né, que todo mundo pega. Então era um comediante que tinha um público mais masculino, 45+.

Então eles estavam achando assim, mais um, o que que essa doida tá falando de gay? Sabe? Tipo assim. Então foi mais, eles ficaram mais chocados.

?Voz B

Ele pôs no cu?

CDCarol Delgado

Foi isso?

?Voz B

Eles tipo assim, meu Deus, não acredito que um cara fez isso.

CDCarol Delgado

Isso, é muito isso. Eles estavam tipo assim, sabe? Tipo assim, é real?

?Voz A

Eles estavam chocados, ninguém tava achando graça.

CDCarol Delgado

Porque o pior não é nem quando a pessoa não ri, é quando ela ficou tipo, sabe? Tipo assim, você ouve um, ai, que isso? Não era o público.

?Voz A

Então... Foi a partir daí que você fez outros textos, foi isso?

CDCarol Delgado

Isso, foi outros textos. Aí como na época eu namorava um rapaz, eu fiz textos que eram sobre o relacionamento. Então, que eram textos que encaixavam mais fácil, porque geralmente as pessoas ou tiveram um relacionamento ou têm um relacionamento.

?Voz A

Todo mundo se identifica, né?

CDCarol Delgado

Todo mundo se identifica. Então, mesmo que seja um casal gay que fosse, tem um relacionamento. Então, sempre tem pessoa mais bagunceira, pessoa menos bagunceira. Então a gente tá conversando ali. Então daí, meu segundo texto foi como... Os homens não sabem mentir, né? Então, quando você pergunta uma coisa pro homem, ele vai mentir, ele não consegue mentir de cara, né? A gente que é mulher, a gente já pensou um pouquinho mais. Se me perguntarem, eu vou dizer tal coisa.

O homem, geralmente, você pergunta uma coisa pro homem, ele fala assim, ele repete, ele, quê? Ele finge que não ouviu. Ele finge que não ouviu pra não te responder. Aí você fala, quem é Jéssica? Ele fala, quem? Você ouviu? Você tá se fazendo? Aí ele fala, Jéssica? Ele vai tomando o tempo dele pra pensar, entendeu? Então era sobre isso a piada. E aí, no fim, ele fica tipo... Então aí a galera já ria nessa parte, porque é muito, entendeu?

Tipo, tu fala, é ruim, é assim mesmo. Então era sobre essa piada. Aí já começou a encaixar mais, aí você vai aprendendo a lidar.

?Voz A

Mas você não ganhava grana ainda com isso? Você ainda continuava dando aula?

CDCarol Delgado

Quando entrou a pandemia, eu tinha perdido esse emprego, né? Porque daí cortou tudo, tudo de tudo. Então eu fiquei sem esse emprego. Aí eu fazia alguns bicos. Eu trabalhei na Lojas Americanas como repositora de ovos de Páscoa. Aí era, enfim, era essas coisas que tem no comércio. Não, é tipo assim, eu botava assim porque ele tem um ganchinho, né? Aí você faz assim, ó, e dá um pulinho assim. Eu tô zoando, ela é baixinha, por isso que eu tô zoando.

Eu ia com escada pegar. Mas tem uns mais altos, mais alto você faz com escada. Mas era tipo assim, eu colocava aquele que tava bem assim, que você chega e já dá o ombro na sua cabeça. Eu botava aquele ali. E aí, só que eu já fazia vídeos daí, já fazia vídeos e tal.

?Voz A

E era TikTok ou YouTube, Instagram? Que rede você começou?

CDCarol Delgado

Eu comecei no YouTube, mas é tipo, era muito difícil YouTube, né? Então logo na pandemia entrou um hype do TikTok, aí eu comecei a fazer muito TikTok, tipo fazer uns 50 vídeos por dia assim, tipo alguma coisa tinha que funcionar.

?Voz B

Mas você conseguia monetizar já ou não?

CDCarol Delgado

Não, não monetizava nada. Aí deu um tempo porque assim, a minha irmã é médica, né? E a gente tudo escola pública e tal, aquela coisa, sempre fui eu e ela. Daí ela entrou pra medicina, só que medicina Enfim, você não consegue estudar, né? Você não consegue trabalhar. Então a minha irmã ganhava uma bolsa de R$500 de iniciação científica, só que não dava pra nada. Então a gente se ajudava, tipo, morava juntas e eu ajudava ela, e a gente ia se apoiando no que deu.

E aí eu trabalhava, tipo, fazia outros bicos e tal, então mantinha a casa lá, mantinha as coisas assim. E aí a minha irmã, vendo esse meu sofrimento de fazendo bico, de fazendo bico, de fazendo, um dia ela olhou pra mim e falou assim, ó, eu sei que esse seu sonho sempre foi seu sonho, então larga tudo e eu te sustento por 2 anos. Para você fazer acontecer.

?Voz B

R$500?

CDCarol Delgado

Não, é que ela já tava formada. Aí eu ia falar, amiga, dá aula de economia. Eu fiquei assim, como? R$500? Aquelas, é tipo assim, jogando. E você aceitou? Ela já quase cumpriu, tá vendo, mano? Aí você aceitou? Você aceita? Tadinha.

?Voz B

Ah, tá, tá.

CDCarol Delgado

Mas olha que fofo, é nada.

?Voz B

Ela investiu seu sonho.

CDCarol Delgado

Isso, ela foi, eu sempre falo, se eu tô aqui é por causa da minha irmã, porque ela investiu. E é uma profissão cara trabalhar com a internet, né? Então minha mãe investiu num celular bom, meu primeiro iPhone, foi ela que me deu.

?Voz B

Ela é mais velha?

CDCarol Delgado

Minha irmã é mais nova, você acredita? Mais nova, que fofa! Só que ela sempre foi muito mais cabeça que eu, então ela sempre foi muito mais agilizada assim, né? Tipo, olha, eu nem sei pronunciar, para você ver. Ela sempre foi muito mais do corre assim, né? Minha irmã sempre foi muito esperta. Então ela sempre estudou muito, ela é muito gênia. Ela é tipo nada a ver comigo, as pessoas ficam chocadas. Ela é mais nova, mas ela é casada com o namorado do colégio dela há muitos anos, assim.

O perfil dela é fechado, as pessoas pedem pra seguir ela, ela fica brava. Então eu nem marco ela visível quando a gente sai, porque ela fica, tem muita gente me seguindo, eu não consigo ver minhas solicitações. No profile. E ela se formou, e ela se formou sendo laureada, que é quando você ganha tipo um título master, assim. Tipo, você não é só formada, você é Porque ela tirou só nota A, porque ela tem artigo científico, um monte de coisa.

?Voz B

Uau!

?Voz A

Qual que é a especialização dela?

CDCarol Delgado

Ela faz UTI.

?Voz A

Ela trabalha como UTI.

?Voz B

Caramba! Que luta!

CDCarol Delgado

Ela fez residência. Ela é muito... É um trabalho super pesado, assim. Então é tipo... Nada, são duas. E aí, quando ela vem pro meu mundo, ela quer ser feliz. Ela falou assim, não, arranja uma festa aí com seus amigos artistas. Ela acho que conheceu o Baobá, né?

?Voz A

Porque agora já não quer pensar em UTI. Nossa, mas deve ser difícil. Imagina, você lida com... Com muitas perdas também, né?

CDCarol Delgado

Muita, é mais perdas assim, né? Então, mas ela sempre fala que quando ela consegue salvar alguém, é isso que motiva ela, porque daí ela tem um brilho, né, de salvar as pessoas. Então é isso, então é tipo outra. E aí ela falou, vai.

?Voz A

E isso, ela investiu em você, te ajudou nesses 2 anos, você ainda morando lá em Porto Alegre?

CDCarol Delgado

Você morava com ela, a gente morava juntas, então eu não ajudei em nada, então ela bancou tudo, né?

?Voz B

E ela ainda tá morando lá?

CDCarol Delgado

Ela ainda mora lá, mora ela e meu cunhado. Eu morava com os dois, né? Daí morava os dois e eu, e agora mora só os dois. E aí eu morava com eles e ela bancava tudo assim. Daí, tipo, claro, ela não contou, né, no relógio 2 anos e vou parar de te bancar, mas eu tava contando, claro, né? Tipo, pô, tava, não queria estar naquela situação, sabe? E aí, e aí enfim, daí por isso que acho que aconteceu também muito, porque eu fui, tipo, ela tá na minha cabeça, eu tô só fazendo, tem que fazer muito vídeo, então tem que fazer acontecer.

Aí demorou muito. Assim, eu vim pra São Paulo, eu ainda ganhava... Não trabalhava com show. Eu fazia... Como as minhas redes sociais cresceram, então eu trabalhava como freelancer em agências. Eu fazia os roteiros de outros influenciadores. E fazia roteiros de outros... Ou médicos, dentistas e tal, que queriam trabalhar com as redes.

?Voz A

Ah, então você era roteirista por trás das câmeras!

CDCarol Delgado

Isso, eu era roteirista.

?Voz A

Mas agora não faz mais?

CDCarol Delgado

Não, agora a iFood, de um ano pra cá, assim, que realmente... Eu comecei a ganhar dinheiro como comediante, assim, meus shows começaram a lotar. E aí a gente começou a realmente ter um brilho, assim, né?

?Voz A

Tipo, resolver. Mas qual você acha que foi a virada de chave mesmo, assim, sabe? Que você falou, agora deu certo, não precisa mais. Quando você agradeceu ela e falou, vambora.

CDCarol Delgado

É, foi quando eu entrei na agência, que daí eu ganhava bem assim por— eu ganhava por roteiro que eu fazia.

?Voz A

E você que foi pedir trabalho nessa agência, eles chamaram? Porque gostavam de você?

CDCarol Delgado

Então, eu tinha uma amiga que trabalhava nessa agência e estavam precisando de roteirista. Daí ela falou, minha amiga Bárbara falou, ai, tô precisando lá, não quer fazer? Daí ela que me indicou. Daí eu entrei, comecei a fazer, eu fazia bem pouquinho. Daí como começou a ir muito bem os roteiros deles, aí começou a me dar mais demanda. Aí eu falei, ah, com esse dinheiro eu consigo ir morar em São Paulo.

?Voz B

Aí você já tinha um salário, aí tipo você conseguiu sair de lá para vir para cá, porque tipo já tinha algo para te manter. Isso, mas você ainda tinha o seu sonho.

CDCarol Delgado

Sim. Aí eu vinha, aí eu fazia, porque São Paulo tem muito show, daí eu fazia qualquer bodega que me desse. Ah, tem show no Bar da Periquitinha, eu ia. Eu ia em todos os shows, fazia tudo deixou os que ninguém, às vezes a pessoa nem sabia que deixou, nem sabia que deixou lá. Sabe quando você vai num bar e não quer ter aquela música ao vivo e de repente tem? É essa sensação quando você tá no bar, de repente tem stand-up. Então a pessoa olha assim, ó, eu não fui avisado, tipo, eu só queria conversar aqui, contar uma história.

Aí as pessoas ainda estão tentando conversar e você tá lá, eu que me caguei nas caças, entendeu? Contando uma história. E a pessoa começa, mas a Dada é bonita, ela quer te matar. Ela não só não quer ouvir como ela tá tipo assim, Tem alguma história assim de show que foi perrengue, mas engraçado? Nossa, eu tenho um show que a gente fez assim, que a gente, nossa, vamos fazer e tal. E aí era eu mais um elenco, né? Então tipo assim, como era 5 pessoas, poxa, não tem como dar errado. E tipo assim, não foi ninguém, juro.

?Voz A

E deu errado?

CDCarol Delgado

Não foi ninguém. Deu muito errado. Não foi uma pessoa.

?Voz A

Aqui em São Paulo?

CDCarol Delgado

Aqui em São Paulo. Aí a gente pegou e as pessoas sentaram, a gente falou pros garçons, era o quê? Daí a gente já tava lá, ninguém comprou, ninguém foi. Daí a galera, não, mas na hora a galera chega. E não foi ninguém. E daí tava lá, né, tipo, os garçons. E aí, porque era um dia que o bar não abria, aquelas coisas assim, né, que abrir pra isso. Aí a gente falou, ah, então senta os garçons aí, a gente vai fazer. Mas foi horrível, foi assim, os garçons assim, ó, eles só queriam entregar uma cerveja.

Que dó do garçom! Ele, eu não fui pago pra isso. Verdade, ele não ganhou de fazer, eu não. Eu já fiz, e tipo, acho que os piores são shows que às vezes a galera faz, tipo, ah, show Show da prefeitura, show de não sei o quê. Daí pagam você, você fala lá na praça. E aí você faz na praça, as pessoas também nem aí. E as pessoas nem aí, uma vez.

?Voz A

É fogo isso, porque quando a pessoa compra o ingresso e vai lá, tipo, ela tá indo ali para isso. Você pode falar o que você quiser, a pessoa tá indo ali. Agora, sei lá, na praça, a pessoa às vezes tá passando ou ninguém fala o que que vai acontecer, às vezes nem sabe o que que é, né? Só vai.

CDCarol Delgado

É isso, só vai uma vez. Bem nisso assim, porque tipo, claro, como eu falo para mulheres e falo de relacionamento, as pessoas têm vários entendimentos sobre isso. Então uma vez me convidaram, que era tipo assim, era uma convenção feminista, né, era tipo assim político partidário, não era bem partidário, mas era tipo assim, era uma organização feminista assim, organização feminista. E daí me convidaram para fazer o show. Aí eu falei, ó, gente, é piada, sabe que, né, entendeu, tipo assim, tudo bem, eu sou mulher, eu falo para mulher, mas não é o que vocês estão pensando, tipo assim, não é aquela coisa super correta, né, eu falo Coisas nada a ver.

Não, amiga, isso aí, mulher tem que se divertir e tal. Cada piada que eu começava, pensava, essa piada eu não posso terminar.

?Voz A

Meu Deus!

CDCarol Delgado

Porque era uma coisa muito escrota que eu ia falar, sabe? No meio do negócio político. E as meninas esperando, sei lá, se o molho de búfala aqui, entendeu?

?Voz B

Ô, Melissa, você fez as piadas?

CDCarol Delgado

Eu fiz algumas, eu fiz piadas sobre os meus gatos e tal.

?Voz B

Meu Deus!

CDCarol Delgado

Mas foi horrível, porque as meninas ficaram assim, ó.

?Voz A

Vai receber o seu cachê.

CDCarol Delgado

Ah, recebi meu cachê, fui embora bem tranquila. Ah, então tchau. Mas depois disso eu nunca mais aceitei pra nada assim. A gente é porque é uma coisa, gente, não me convidem pra isso não. Eu quero ir onde o pessoal tá bêbado, quer se divertir. Agora assim, nada convencional que seja tipo assim o intervalo de uma coisa, nem empresa às vezes eu vou, né? Que tem empresa que quer socar goela abaixo no final do ano, um stand-up nosso.

?Voz A

Nossa, sim, corporativo.

CDCarol Delgado

E assim, nada que a empresa banca você quer ver. Você quer estar na sua casa, você quer que o preço te dê uma folga. Aí o preço te deu ficar lá a tarde inteira vendo essa garota falar?

?Voz B

Sério, gente.

?Voz A

E vai ter a festa junina aqui.

CDCarol Delgado

Acho que... Acho que vão preferir a folga, amiga.

?Voz A

Não, foi eles que obrigaram a gente.

CDCarol Delgado

Eu faço a minha também. Mas se tem comida... Porque uma coisa é você...

?Voz A

Tem comida, drinks.

CDCarol Delgado

É isso, uma coisa é você estar aqui conversando e tomando drinks. Outra coisa é você ter que estar sentada Ouvindo uma maluca falar, né? Tipo assim, eu ia adorar.

?Voz A

O que você tem na cesta?

CDCarol Delgado

Tô zoando.

?Voz A

Quer vir aqui?

CDCarol Delgado

Já chega aqui a galera toda preparada. Meu gente, agora todo mundo certa que tem canal, deu gás! Ai, chegaram até com a trancinha de festa junina pra combinar na mesma festa. O lookinho.

?Voz B

Mas como que foi a experiência, tipo assim, diferente com pessoas que foram pra te ver? Né? Você falou que é maravilhoso, mas quando você percebeu essa diferença assim, que você ficou feliz, que deu arrepio assim do público realmente querer ouvir, da risada, tava te esperando assim, como que foi?

CDCarol Delgado

Cara, eu comecei aqui, a gente vai indo aos poucos, né? Come de tal, e aí você vai fazendo. Eu acho que tipo assim, a primeira vez que eu fiz no teatro me marcou severamente assim. Eu acho que tipo ano passado, que foi quando eu senti que virou, a gente fez é An Riggs, que é um teatro lá de Porto Alegre, né? E é um teatro que tem 700 pessoas, 700 lugares. E quando eu coloquei 700 pessoas ali, foi assim, para mim, eu comecei a ter crise.

Olha só, comecei a ter crise de ansiedade, tipo assim, meu Deus, alguma coisa tão de errado vai acontecer que eu não vou conseguir fazer esse show. De tão ansiosa que eu tava para acontecer aquilo, que eu vim de Porto Alegre, então aquilo era muito importante para mim. E aí quando eu cheguei e a minha anúnciadora, ah, com vocês, Carol Delgado, e tinha 700 pessoas gritando assim, nossa, que arrepio! Foi tipo assim, para mim foi surreal, sabe?

E tudo que eu falava, elas riam. Porque daí elas foram pra me ver, né? As pessoas foram pra me ver. Então, independente do que eu falasse, as pessoas estavam se divertindo. Então, aquilo pra mim foi um marco, claro, assim, na Henrique, 700 pessoas. Foi, tipo, pra mim, uma coisa que... Uma realização. Uma realização, assim, sabe? Tipo, então pra mim foi... Agora a gente fez a última vez, a gente fez 3 sessões lá.

?Voz A

Nossa! Caraca!

CDCarol Delgado

Então... E qual...

?Voz A

Eu acho que é importante falar, assim, da importância da internet nisso tudo, né? Porque eu sou muito a favor de teatro, teatro, meu Deus, de as pessoas irem aos comedies e apoiarem mesmo. Porque você ir lá presencialmente é muito diferente, né? Muito importante. Que acho que não deixem isso morrer nunca. Mas o quanto a internet ajudou também, né? Você acha que lotar esse lugar várias vezes agora, por exemplo, qual a importância da internet nisso tudo, sabe?

CDCarol Delgado

Porque é muito isso, as pessoas geralmente tiram, né? Ah, porque a internet vai tirar o lugar do teatro. E não é, as pessoas estão indo por causa da internet. Porque você vai ver aquele corte, aquela coisa, sua amiga posta. Tem comediantes que falam assim, ah, não pode postar nada do show. Eu deixo as pessoas postarem, porque às vezes você viu a história e falou, nossa, que coisa divertida, o que que é? O que que você foi? E é assim que vai indo, sabe?

Tipo, os cortes hoje, por exemplo, são duas coisas muito próximas pra mim. Porque eu gravo todos os shows.

?Voz A

Ah, você grava todos?

CDCarol Delgado

Todos. E aí eu posto, né, as coisas dos shows. Tipo, principalmente as interações. Então as histórias que as pessoas trazem. Nossa, são muito boas, as meninas são engraçadíssimas, elas trazem coisas muito legais. Então eu sempre posto, e isso faz com que as pessoas também querem, elas também querem participar. Então eu vi, mas eu também quero contar a minha história. Então às vezes meninas, teve uma época que uma menina me pediu para cobrar pensão do ex, porque era assim, era para contar histórias de cônjuge e tal.

E a menina falou assim, não, eu não quero falar nada, eu só quero assim, meu ex não paga minha pensão, já tô na justiça, ele não faz nada, eu quero que você mande um áudio aqui para ele cobrando a pensão. Aí Aí a gente fez na frescura e tal. Aí todo mundo da plateia ficou, paga pensão e tal. E aí postei o vídeo, foi muito bem.

?Voz A

Viralizou muito.

CDCarol Delgado

E a galera começou a chegar no meu show e falou assim, olha, qual é a hora da pensão? Que eu quero cobrar a minha! Até hoje a galera para assim, a minha pensão ela vai cobrar?

?Voz A

Gente, é cômico, mas é trágico, né? Nossa, sim! É bem trágico.

CDCarol Delgado

Muito trágico. Porque é isso, é tipo muito, porque você já tentou de tudo e o que ela vai fazer é ir no meu show. E aí, às vezes, eu tô na rua assim, uma pessoa fala assim: Você, tem que cobrar pensão do meu ex. Eu falo: Calma, não é assim. A gente tava comprando um perfume.

?Voz B

Por que você não faz um quadro no Instagram, tipo, só cobrando de pensão?

?Voz A

Nossa, tipo: Deixem aqui nos comentários, marquem os arrobas que precisam pagar pensão.

CDCarol Delgado

Nossa, é muito dia ter uma direct, mandar pra pessoa. Isso dá muito bom.

?Voz A

Porque, menina... Não, deixa expor mesmo, pra pessoa ficar com vergonha.

CDCarol Delgado

Sim, sabe o que acontece? Eles ainda ameaçam processar. As meninas. Teve um que começou a processar a menina, porque daí ela não fala nada, mas a voz, enfim, né? E aí ele recebeu o áudio, ele sabe que é ele, né? E daí quando postou, o menino veio atrás de mim, falou que ia me processar e tudo.

?Voz A

Falei, não tem como, gato.

CDCarol Delgado

Só porque não tem seu nome, não tem nada seu.

?Voz A

Tem nem a cara da pessoa.

CDCarol Delgado

Se você quiser me processar, fica à vontade.

?Voz B

Boa sorte.

CDCarol Delgado

Faz parte, é, tu processa, mas vai gastar um tempinho lá no judiciário.

?Voz B

E tomara que um dinheiro também. Aí não tem, né?

CDCarol Delgado

Não pagou pensão.

?Voz A

É, porque usa esse valor e paga pensão.

CDCarol Delgado

É isso que eu falo para as pessoas, eu falo Se ele processar, é melhor para você, porque ele tá gastando dinheiro judiciário. Cadê o dinheiro que eles não têm? É isso.

?Voz A

É verdade. Você já recebeu algum processo?

CDCarol Delgado

Já, já recebi, mas não desse. Foi de uma pessoa pública assim. Daí a pessoa falou: você exagerou. Mas é que eu não falei nada da pessoa.

?Voz A

A pessoa falou: você exagerou.

CDCarol Delgado

Eu não falei nada da pessoa que ela não tivesse falado sobre ela. Entendeu? Eu não inventei. Tipo assim, as pessoas falarem, isso é muito doido, isso é muito não sei o quê. Aí eu só comentei. E aí... Porque assim, a pessoa fala na internet, eu uso drogas. Aí você fala assim, você é um drogado. Aí me processa? Não dá, você falou que usa drogas. É tipo, quem usa droga é drogado? Então a gente vai brigar na justiça por dicionário.

?Voz A

Você perdeu o processo?

CDCarol Delgado

Não, tá rolando ainda. Ah, tá. Então é melhor nem falar, né? Não, mas tá rolando assim, mas... Juiz já deu duas negativas assim, tipo dele, né?

?Voz A

A seu favor?

CDCarol Delgado

É, tipo de tirar os conteúdos, negou e tal.

?Voz B

Então, gente, todos nós já vivemos situações assim, né, amiga? Também já viveu?

CDCarol Delgado

Já. Tipo, processada também?

?Voz A

Já.

CDCarol Delgado

Já perderam? Não, graças a Deus. Eu também não, graças a Deus.

?Voz A

Graças a Deus, porque Deus é justo.

CDCarol Delgado

Aí, ó, não, mas sabe o que que é também? Quando a pessoa é pública, a pessoa também processa como se ela não fosse pública. Sabe, tipo assim, sou uma pessoa pública, daí você falou de mim, por exemplo. Aí eu tô sempre falando coisa de mim na internet, você falou de mim. Aí a pessoa acha que ela pode reivindicar na justiça como se ela fosse anônima e você tivesse degradando ela. Mas você é público, né? Você não pode requerer a justiça como se você fosse um coitado.

?Voz A

Ah, nunca pensei por esse lado, entendi.

CDCarol Delgado

Tipo, tem um— a justiça tem isso, na justiça tem vários processos que são negados porque se você é uma pessoa pública você tem que ter uma tolerância maior sobre o que falam de você. Claro, se a pessoa exagerar, te imputar um crime, é outra coisa, né?

?Voz A

E se for algo com um número muito surreal diferente do seu?

CDCarol Delgado

Isso aí, isso aí.

?Voz B

Não, eu já ganhei, já perdi processo.

CDCarol Delgado

É? De falar das pessoas?

?Voz B

É, não.

?Voz A

Com outro famoso eu ganhei.

?Voz B

Ah, tá.

?Voz A

Eu ia falar, é melhor não falar pra não ter outro processo. É, não.

?Voz B

Com outro famoso eu ganhei. Mas com anônimo eu perdi. Porque eu falei da anônimo.

CDCarol Delgado

É isso, porque daí a pessoa tem uma relevância.

?Voz B

A pessoa falou que perdeu emprego e tudo mais. Ah, mas era um— ai, vou ficar quieta, vai ter processo de novo.

CDCarol Delgado

Mas eu me irrito também quando é uma pessoa anônima. Ai, sou anônima, vai lá te chamar de vaca nos comentários.

?Voz B

Mas ele não era anônimo meu, ele era anônimo pro mundo, mas meu ele tinha meio que familiar assim.

CDCarol Delgado

Ah, entendi. Pior ainda. Eu assisti, eu ia falar, você vai trazer isso aqui agora? Cala a boca, quer ver?

?Voz A

Vamos mudar de assunto, eu acho, né?

CDCarol Delgado

Entendi.

?Voz A

E o seu primeiro showzão foi lá em Porto Alegre então?

CDCarol Delgado

Lá em Porto Alegre, 700 pessoas. Ai, que tudo!

?Voz A

Isso você já morava aqui?

CDCarol Delgado

Já morava aqui, já, né? Que loucura!

?Voz A

Ai, gente, vamos falar disso? Porque eu sou do Sul e eu sinto um pouco disso. Porque a gente que é de lá pode falar, né?

CDCarol Delgado

Acho que sim.

?Voz A

Eu percebo que às vezes você precisa sair de lá pra ser valorizada lá. Tipo, você tá lá, você tá tipo no maior corre, você tá tentando... Aí quando você sai, aí você fala, não, é daqui, é daqui. Mas quando você tá lá, e o povo ajudando, cadê?

CDCarol Delgado

Exato. Ai, agora olha só. Mas é verdade, isso, cara, eu vejo muito em todos os lugares, assim. Porque quando a pessoa é do lugar regional, tá fazendo corre, ainda debocham de você. Olha lá, fulano, acho que vai ser alguma coisa. Sabe? Ainda não é aquela valorização do artista. Porque quando o artista vira nacional, aí a pessoa fala, não, é daqui. Mas você ajudou alguma coisa também? Já começa por aí, né? Às vezes a pessoa vai lá, tem muita gente que fala assim, nossa, não.

Mas você trabalhou com a Carol, você ajudou alguma coisa? Mas você só atrapalhou. Ai, colega do colégio, você vai fazer bullying comigo. Recebo muito isso também.

?Voz B

Nossa, você é muito por isso, hein?

CDCarol Delgado

Nossa, meu, eu sou colega de colégio. Mas não era você que me chamava de cabeçuda? Aí vai lá.

?Voz B

Agora é colega, né?

CDCarol Delgado

Não pode rir agora.

?Voz B

Agora é colega.

CDCarol Delgado

Agora eu posso falar, né? Agora eu ganhei dinheiro. Mas assim, você me chamou de cabeçuda quando eu não achava graça. Pois é. Mas é muito isso. Quando você sai, quando você é regional, a galera fica meio, ah... Mas o gaúcho tem muito orgulho de quando é um gaúcho fazendo coisas grandes. Mas tipo, sempre é um toque, né? Porque a pessoa que tá fazendo coisas grandes, ela já fez coisas pequenas. Então é importante você valorizar a pessoa quando ela é pequena.

?Voz B

E às vezes pessoas próximas, né? Tipo, às vezes sua melhor amiga, sua amiga próxima, que você vê que ela tem um sonho, você fica: amiga, não, muita concorrência, não tenta. Às vezes pessoas próximas não te incentivam também.

CDCarol Delgado

Sim, entendi.

?Voz B

E faz muita diferença, né? Porque é um sonho aquilo ali.

?Voz A

E aqui em São Paulo, quando foi assim o primeiro show que você falou, nossa, consegui?

CDCarol Delgado

Eu fiz, eu comecei a fazer shows, sempre fiz em comedies aqui, né? Mas a gente faz, eu faço, fazendo Marte Hall, que é um teatro, né, aqui em São Paulo, que fica ali na Vila Mariana. E é sempre tipo, você vai galgando nela. Você faz lá no Barbixas, que é um comedy grande, então você faz Barbixas, já é tipo. Quando eu fiz o Barbixas da primeira vez, quando eles me deram pauta, na verdade, eles falaram, pronto, você pode fazer. Que geralmente quase você pede a pauta e a pessoa te olha e fala assim, ah, acho que você não tá nesse local, né?

?Voz A

Entendi.

CDCarol Delgado

Então quando a minha produtora pediu a pauta, né, pediu o dia assim para os Barbixas, eles super taparam na hora. Não, claro, bora. E aí eu já fiquei, me senti muito grande. Eu fui te fazer nos Barbixas, sabe? Acho que foi tipo um marco assim para mim. Agora dia 28, já vai ter passado, mas dia 28 eu vou fazer agora no Frey Caneca. Que legal! E vai ser um marco também porque é um teatro super grande, é um teatro muito requisitado, 800 lugares por aí.

Interessantes lugares. E é um teatro que poucas pessoas conseguem fazer também, pelo— porque é um teatro renomado. Então eles fazem essa triagem, é concorrido.

?Voz A

Então a gente vai fazer num domingo, que é muito difícil.

CDCarol Delgado

Você consegue lá terça no Frey Caneca, se você não é tão grande, sabe? Então a gente conseguiu no domingo, que foi muito legal. Então eu tô muito, muito ansiosa para esse show no Frey assim.

?Voz A

E tem algum lugar que você faça semanal ou mensal? Que você tá— você tem um lugar fixo?

CDCarol Delgado

A gente tava fazendo fixo aqui em São Paulo no Mart Hall, e agora vai ser fixo no Frey.

?Voz A

Entendi. Todo domingo lá?

CDCarol Delgado

Todo domingo no Crusoé. Quanto tempo? A gente tá fazendo, a gente vai fazer uma vez por mês, né? Até o final do ano a gente tá lá. Uau, que legal!

?Voz A

Parabéns!

CDCarol Delgado

São sábados, a gente tá fazendo. Muito legal! Obrigada, estou muito ansiosa pra fazer lá.

?Voz B

Como que é roteirizar? No começo foi difícil ou você sempre veio pra isso? Tipo, sempre foi uma parte fácil? Porque eu não sei se o roteiro de stand-up é tipo um roteiro que...

?Voz A

Não, e tem muito improviso, né? É?

?Voz B

Então como que você roteiriza uma coisa que depende do público assim, sabe?

CDCarol Delgado

É, então a gente escreve, eu tenho as piadas prontas, né? A gente faz interação, mas a gente também tem as piadas que a gente leva, que são prontas assim. É, quando eu comecei, é tudo tipo, a gente vai testando o que que as pessoas riem, né? Então a gente vai entendendo assim, a pessoa ri aqui, a pessoa ri aqui. Então é muito, na verdade, o estudo de eu fazia no início, eu fazia o show e aí ninguém ria. Então eu assistia aquilo várias vezes para entender, tipo, se em algum momento a pessoa ria, ficava, o que que aconteceu aqui?

Por que que a pessoa faz riu aqui, entendeu? Então, tipo, eu ficava muito nessa, nesse estudo assim, por que que essa pessoa tá rindo aqui, ela não tá rindo aqui? E às vezes eu vou lá, tipo, um público muito diferente, então eu abria show de um público 45+, 60+, sei lá, por que que a pessoa riu aqui, por que que a pessoa riu ali? Então eu sempre fui muito nerd nesse lugar assim, tipo, de estudar, sabe? Tem pessoas que vão por outros lados, por outros feelings, mas eu tentei sempre muito estudar, tipo, esse lado.

Porque às vezes você escreve, na sua cabeça a piada é muito boa, Você fala assim, nossa, isso aqui, gente, a pessoa vai virar pra trás, dá um mortal, vai cascar. E aí você conta e todo mundo... Sabe? Aí fica tipo, gente, o que aconteceu? Por que ninguém riu? Então você vai testando muito, porque é muito... A piada é tipo poema. Não, poema tem um... Tipo, o poema tem vários...

?Voz A

É, tem uma crescente, aí depois cai, aí tem o tchan final, não tem um negócio assim que vai...

CDCarol Delgado

Isso, aí tem aonde rima, aí a parte de baixo rima com a de cima. Então, tipo, a piada é assim, a piada é um poema. Né? Claro, romantizando muito a piada, porque às vezes é só esculacho. Mas assim, romantizando muito, você vai tipo, sabe? Então pra mim é esse lugar assim de entender aonde colocar cada parte. Às vezes você troca a ordem da palavra, a pessoa já não ri. Então você vai testando muito assim com o tempo, né? Eu fui testando. Claro, tem peça que eu faço hoje em dia que a galera fala tipo—

?Voz A

Não, mas você usou sua faculdade pra isso então, né? Viu só? Foi lá, foi lá, fez um estudo, viu? Um estudo quantitativo.

CDCarol Delgado

Arquivo das piadas.

?Voz A

Qual que tá dando certo aqui, qual que tá ali boa.

CDCarol Delgado

Eu sempre acho que a gente vai usar tipo a faculdade para alguma coisa, nem que seja para— claro que usa, para botar um diplominha lá.

?Voz A

E nisso tudo assim, o que que você mais curte fazer e o que que você tá trabalhando para realizar?

CDCarol Delgado

O que eu mais gosto de fazer é escrever uma piada e chegar no palco, as pessoas rirem. Que tipo assim, escrevi no meu quarto, achei boa, aí quando eu chego lá, a galera Ela, cacacaca. Eu falei assim, nossa, isso que eu gosto! Eu gosto de escrever o negócio, pensar naquilo pra fazer rir e as pessoas rirem. Isso me dá muita felicidade. Que daí eu já lanço, a galera ri e eu começo, tipo, ah, ficar muito empolgada e começo a falar, falar, falar.

Eu escrevo muito no palco também, que tem isso, que, tipo, tem o improviso. Às vezes eu escrevi, mas na hora eu senti que as pessoas estão rindo pra um lado. Então eu vou acrescentando coisas, por mais que eles não riam. Eu vou inventando na hora. Às vezes quando o set tá muito bom, eu vou inventando pra lá. Na hora. Essa é a parte que eu mais gosto de fazer assim. E é isso, eu me sinto muito, muito realizada em fazê-las assim, sabe?

Por isso que é uma parte que eu tô ficando— eu fico mais triste no meu trabalho é quando não tô tendo tempo hábil de escrever as piadas, sabe? Tipo, de aí tem que repetir muitas, porque geralmente tem pessoas que rodam o ano inteiro com texto, né, normal. Só que eu fico muito entediada, daí eu gosto de escrever coisas novas. Tipo, aconteceu tal coisa, eu escrevo. Aconteceu tal coisa, escrevo. E aí agora, tipo, a gente tá num trabalho agora, tipo, crescente, né?

Tipo, a gente tá numa crescente de seguidores, de show e tal. Então eu queria muito consolidar. Tipo, a próxima coisa que a gente quer fazer é gravar um especial, né? Pra ter nosso primeiro, lançar no YouTube, fazer um primeiro especial. Acho que isso é uma coisa importante, né? Pra que as pessoas tenham uma visão completa do seu trabalho, né? A gente tava tentando também lançar toda semana vídeo completo no YouTube, que também é uma coisa que a gente tá construindo.

Porque antes era tudo eu que fazia, antes de eu entrar na Nonstop. Tipo, eu gravava, aí eu editava, e aí eu escrevia, e aí eu fazia, eu tipo assim, tudo era eu, tudo era eu. Respondia marca, fazia tudo, era mil coisas assim. Então agora a gente tá consolidando pra conseguir.

?Voz B

Mas você grava todos os shows, mas não posta?

CDCarol Delgado

Então é isso, eu gravava...

?Voz A

Só uma parte também, que senão fica entrega muito, né?

CDCarol Delgado

É, eu gravo todos os shows, aí gravo todas as interações, e eu posto no Instagram.

?Voz B

Sim.

CDCarol Delgado

Só que eu não... Como editar pro YouTube é muito difícil, é muito longo, muito mais denso, eu não tava postando, eu tava lá com um monte de gaveta. Então eu ficava tipo, não, aí a semana que vem eu edito. Aí tinha muito show, eu não editava.

?Voz A

Aí você não demandava isso, né? Delegava.

CDCarol Delgado

É, aí eu ficava tipo, eu conseguia delegar alguns shorts e tal, e aí eu ficava tipo os Reels, né? E aí eu editava, e aí eu não conseguia, tipo, porque daí é aquilo lá, sabe? Tem 30 GB, aí tinha que subir aqueles 30 GB para passar para alguém. Aí eu nunca parava na frente do computador para passar aqueles 30 GB, aquilo ia virando um bom sinal, né?

?Voz A

Bom sinal que você tá ocupada.

CDCarol Delgado

Exato, bom sinal que tem bastante coisa para fazer. Chegou um momento que Aí quando eu entrei lá no nosso top, eu falei, ó, gente, façam, pega para vocês 30 GB, façam aí, humorista.

?Voz A

Mas também quando você posta tudo, normalmente, né, os humoristas fazem, eles postam o show e aí mudam o show, né?

CDCarol Delgado

Isso.

?Voz A

E aí como é que você faz então?

CDCarol Delgado

Porque daí eu posto só as interações, tá? Daí eu posto tipo o final, né, do show, que o meu final inteiro hoje em dia, antes a gente fazia, eu perguntava histórias de cora, né, porque as pessoas As pessoas capricham na hora de fazer alguém de cor, né, às vezes, né?

?Voz A

Só que depois conta uma pra gente, conta, eu adoro saber.

CDCarol Delgado

Cara, tem assim, sabe uma coisa que mais aparece no show? Era assim, e é muito triste, querendo ou não, porque por isso que eu parei de fazer, porque ficava triste pelas meninas, porque as meninas contavam assim a história como se ela fosse inédita, só que todo mundo já, tipo assim, no show passado vim te contar iguais, que a clássica é: ah, eu ajudei meu namorado, eu paguei a faculdade dele, eu eu sustentei ele enquanto ele tava desempregado, ele foi lá, conseguiu um trabalho, conseguiu uma promoção e traiu.

Gente, mas isso aí era toda cidade que eu ia, tinha essa história. Toda cidade que eu ia, começava a ficar com dó.

?Voz B

Eu tenho essa história.

CDCarol Delgado

Não, gente, tipo assim, a gente vai fundo.

?Voz B

Tô brincando, eu tenho, mas meu Deus.

CDCarol Delgado

Porque assim, que nem eu falo para as meninas, tipo, às vezes você vê quer. Porque assim, existe aquela pessoa que você namora e ela tá muito no corre, e você no corre, e vocês se ajudam e se apoiam. E assim, às vezes tem aquela pessoa que ela é escorada mesmo, e a gente só não vê porque a gente não quer, que a gente tá se iludindo.

?Voz B

É mesmo?

CDCarol Delgado

Ai não, mas tem potencial. Aí você fala, por que que você não faz tal coisa? E o fulano tá lá de rabo para cima, sabe? Às vezes eu falo, gente, essa pessoa não quer. Quando você tem que mandar, a gente quer que tem que mandar alguém trabalhar. Como é que a pessoa não vai trabalhar? Vai morrer de fome?

?Voz A

E não é filho, né, também.

CDCarol Delgado

É, entendeu? E aí a pessoa vai indo, né? Exato. E a pessoa vai indo, vai vendo que você vai indo, a pessoa vai indo, vai indo, vai indo. Você vai estar bancando, você bancou uma coisinha, ela viu que você bancou uma coisinha, vou bancar sozinha. E tem isso, gente, a gente tem que entender que tem homens que têm essa vocação, eles querem só dar uma sugadinha. Assim como tem mulheres, tem homens também, todo mundo. Tipo, tem pessoas que perna para cima.

Então a gente tem que ter aquela atenção, sabe? De— mas assim, tinha histórias bizarras, tava chateada. Tinha uma menina que o cara Olha só, ofereceu para ela para fazer homenagem com uma menina, o namorado dela. É, vamos fazer homenagem e tal. Aí a menina, ah, vou pensar. Você já tem alguém em mente? Ele falou, tenho. Quem? Minha prima. Esse vídeo tá nas minhas redes sociais lá. O cara ofereceu a prima, juro. E sabe o que ela fez?

Ela fez. Por isso que eu ficava triste, porque eu ficava esperando uma reação. E aí você quebrou a casa, você destruiu tudo, a família.

?Voz A

Eu faria um almoço domingo com o cara.

CDCarol Delgado

Ela falou, aí fez, aí fez, aí fez o quê? Ele largou ela e ficou com a prima.

?Voz B

Com a prima dele?

CDCarol Delgado

Pode isso? Ah, no interior pode tudo, amiga. As melhores histórias são no interior, as melhores histórias. Chama, acho que era Maringá, Londrina, sei lá. Celestial! Era uma coisa assim, e ficou, casou com a prima. Eu tenho várias histórias assim, várias pessoas que casaram com a prima e traiu com a prima. E é isso, e tipo, tem umas histórias que a galera elabora. E tem uma que era assim, era sapatão, né? Aí elas eram namoradas e a namorada, a menina, o que que eu falo lá no show? Contar. A namorada dela era amante do pai dela.

?Voz B

Calma, namorada dela era amante do pai?

CDCarol Delgado

Ou seja, ela namorava o sogro dela, no caso, né?

?Voz A

Era sogro, era sogro, era tipo, mas ela não era sobrinhora.

CDCarol Delgado

É isso, o celular dela era bi. É, provavelmente assim. A namorada, ela aí tipo namorava ela, tipo um dia ela pegou o celular do pai para fazer alguma coisa, o pai me emprestou o celular e aí fui eu que tinha conversado com a namorada dela. Ficou, é, porque que meu pai tá conversando com a minha namorada? E aí abriu, minha filha, era o pior do mundo ali. Eles estavam, ela tava com a menina há 6 anos e a menina tava com o pai dela há 3 anos e ela morava com o pai. Ela morava com o pai.

?Voz B

Como eram as conversas?

?Voz A

Nudes?

CDCarol Delgado

Era nudes, era pornografia assim, era tipo— Aham.

?Voz A

Ai, gente.

?Voz B

O pai era muito velho?

CDCarol Delgado

Ai, não sei, não perguntei, fiquei com medo.

?Voz B

Eu gosto de detalhes.

CDCarol Delgado

Eu tô muito chocada. Eu tenho muito medo às vezes de perguntar quando as situações beiram uma coisa meio criminosa. Um crime? Meu show, aí eu fico tipo assim, nossa, vai pesar muito o clima. Melhor não perguntar. É, mas é isso, mas tem umas histórias, juro, assim, por isso que eu parei de fazer histórias de corno, até a produtora que viaja comigo, a Kiuri, Ela é casada, né, com uma mulher assim. E ela falava, Carol, mais 3 shows, eu sei lá, vou terminar com a minha namorada.

?Voz A

Porque você começa a desconfiar. Você perdeu a esperança no amor com isso tudo?

CDCarol Delgado

Então, eu perdi a esperança no amor com o que fizeram comigo, né. Não com os outros, assim. Eu tive relações bem...

?Voz B

Eu ia te perguntar isso. Por que vocês consideram uma mulher que não é pra casar?

CDCarol Delgado

Cara, é porque eu não sei se eu... Assim, ó, eu... Tipo, as pessoas sempre acham que eu sou contra o casamento, né? Porque elas falam assim, ai, nossa. Porque esses dias eu postei da Dua Lipa, falei, ai, que legal. A galera, nossa, você... Não, eu sou super a favor do casamento. Eu acho que, tipo, se você tá com alguém... Acho justamente isso, se você tá com alguém que te faz crescer e te faz bem, é muito bem. Porque o relacionamento tem que vir pra somar.

O problema é quando tem muitas mulheres que elas pegam o relacionamento, mesmo diminuindo elas, por medo de ficar sozinha. Tipo, é uma pessoa que não acrescenta, mas ela tá ali com medo. E querendo ou não, eu vejo muito aquele negócio, sabe? Tipo, aquela trend, o Divorce Effect, sabe? São as meninas tudo acabada, mal acabada, e depois divorcia, então glow. Porque geralmente a relação, a mulher, principalmente no final, né, de Force Effect, então tipo, a mulher tenta salvar aquela relação de todo jeito possível.

Então ela tá acabada, tá? Porque para o homem é assim, ó, o casamento para o homem é essa relação, né? Eu quero fazer essa relação. O casamento para mulher é a esperança desde os 5 anos que eu brincava de casinha. Então aquele cara não é só aquele cara, aquele cara é a sua esperança do final feliz que tá acabando. Então a gente, e é uma energia forte, e que eles não têm, né? Que eles não têm, não tem. Para eles é tipo assim, ai, que pena que acabou essa relação, estarei indo para uma próxima, entendeu?

Eles não têm esse peso para a gente ter feito do feliz para cima. Meu Deus, vou acabar meu feliz para sempre, a minha família e a minha esperança de ser feliz. E aí você vai ter que lidar com tudo isso na terapia, e os caras não. Então eu sempre digo isso para as meninas, cuidem bem com quem vocês se relacionem, porque é tudo isso que envolve. E quando— e é isso. E tenha uma segurança que quando acabar você tem uma vida, que quando o homem for embora sua vida não acaba.

Isso é muito importante, porque as meninas às vezes jogam tudo ali e quando o cara vai embora elas estão sem nada. E aí eu sempre falo isso, então tipo, é muito mais por esse cuidado. E hoje eu priorizo muito meu trabalho, sempre priorizei. Eu acho que eu não estaria aqui hoje, tipo, todas as coisas que eu me mudei, eu fiz tantas coisas sozinhas que eu acho que tipo tinha que ter uma pessoa, ou uma pessoa muito foda do meu lado, ou a pessoa ia diminuir, sabe?

?Voz B

E você não tem sonho de ser mãe?

CDCarol Delgado

Então, eu quero muito ser mãe. Eu quero muito ser mãe, assim. É isso. Tipo, quando eu tava muito no corre, eu pensava, tipo, puts, tiver um filho aqui, vai dar uma embaralhada nas coisas. Sempre estive, né, correndo, trabalhando. E hoje em dia, com a minha vida mais estável, eu penso muito em ser mãe, assim. Criar, deixar aí uns filhos, né. Deixar umas caroizinhas.

?Voz A

Um legado.

CDCarol Delgado

É, um legado, sabe? E é isso. Ou, mas é isso, tipo, eu não sei se eu tenho coragem de ir numa clínica e fazer tudo sozinha, entende?

?Voz A

Você quer fazer independente mesmo?

CDCarol Delgado

É, não sei se eu tenho coragem de fazer independente.

?Voz A

Entendi.

CDCarol Delgado

Porque eu tenho muito medo de—

?Voz B

Ah, mas se você for com essa mentalidade, tipo assim, né, um relacionamento, se não der certo, você vai estar bem sozinha, vai lidar com o divórcio. Mas os filhos aí tem que ver se o cara ou a mulher é uma pessoa que tipo vai lidar bem com a separação, né? Eu honestamente já falei até por ali, eu sempre penso pior.

?Voz A

Aí ela vai ter vínculo com a pessoa para o resto da vida, e às vezes ela nem quer, só quer vínculo com o filho.

CDCarol Delgado

É isso, é, às vezes eu penso assim.

?Voz B

Aí por isso que às vezes vale fazer independente, mas também não é fácil, não é fácil, entendeu?

CDCarol Delgado

Eu penso muito nisso, eu penso tipo, cara, não vai ter ninguém, porque isso vai ter ninguém que tenha a obrigação, entendeu? Por exemplo, se eu quero sair no final de semana, quero fazer alguma coisa, tipo, não vai ter ninguém para ficar, é tudo eu, eu, eu. Se você é uma mãe solo, né?

?Voz A

Mas aí às vezes é melhor você não ter cuidar de tudo do que você ter expectativa que vai rolar isso. E mesmo assim você cuidar de tudo, entendeu?

CDCarol Delgado

É isso que acontece mesmo quando você é mãe com um homem. Às vezes tem que se preparar, né, para ser mãe solo. Porque assim, às vezes o cara—

?Voz A

mas a gente sempre fala isso, porque a vida do homem não muda, não muda nada.

CDCarol Delgado

A vida da mulher que você se desdobra em 10 mil assim. Então eu sempre vou muito. E acho que também ter não tido filho nova, você vai vendo as suas amigas Então você vai vendo todas as experiências, né? Então assim, eu tenho assim duas amigas que tem pai presente, né, do filho, né? Tipo assim, que eu digo presente assim de pega o filho porque ele quer. Nossa, sim. Não porque, tipo assim, eu tenho amigas que fica com o filho, mas ela teve que brigar na justiça pro pai ficar cuidando da criança, tipo assim.

?Voz A

Ai, é muito triste, gente, essas coisas.

?Voz B

Nossa, eu me sinto mega sortuda com isso, porque nossa, de verdade, deve ser muito difícil não ter ajuda, sabe?

CDCarol Delgado

É uma rede de apoio.

?Voz A

Não é nem ajuda, é obrigação, amiga.

?Voz B

Mas às vezes é ajuda, porque É isso, é você se contentar com ajuda, entendeu?

CDCarol Delgado

No meu caso não, graças a Deus. E eu vou muito fixa assim, porque a minha irmã tem laqueadura, né?

?Voz A

A minha irmã... Ah, então ela não...

CDCarol Delgado

Ela não quer, e a minha irmã não lida, ela não consegue interagir com criança. É muito engraçado, ela trava assim.

?Voz A

Sério? Ela não curte muito?

CDCarol Delgado

Não, então eu já sei, se eu tiver filho, coitada da minha irmã, não dá pra enfiar na dela. Ou tentar, quem vai cuidar vai ser meu cunhado, né? Meu cunhado que fica cuidando.

?Voz B

Cuida aí pra mim ela, como pega?

CDCarol Delgado

É isso, ela é meio assim, a criança interage com ela, acho que dá um nervoso nela.

?Voz A

Não, mas eu acho que saindo sobrinho ou sobrinha É super diferente, porque a minha irmã é apaixonada nos meus filhos, meus filhos também apaixonados nela.

CDCarol Delgado

Todo mundo fala isso pra minha irmã, eu falo, ah, mas quando forem seus sobrinhos, tipo, você vai ter outro vínculo, né? Vai ser diferente. E eu fico esperando, será? Vamos ver se surge um despertar, assim. Mas eu tenho certeza, se eu falar pra minha irmã agora, Mari, tô grávida, ela vai ficar assim, como se tivesse engravidado na adolescência. Ela vai falar, meu Deus, e agora? O que você vai fazer? Sabe? Ela vai ficar... Então eu queria muito engravidar sem querer por querer. Sabe?

?Voz B

Eu fiz isso.

CDCarol Delgado

Todo mundo até descuidado. Eu fiz isso e falei, nossa, não tomei.

?Voz B

Acho que você não tomou.

CDCarol Delgado

Não acredito.

?Voz B

Eu esqueci.

CDCarol Delgado

Ai, acho que foi. O Eli foi golpe da barriga.

?Voz B

Gente, acho que eu bebi muito. Acho que foi golpe da barriga total.

?Voz A

Ainda bem que você deu sorte, viu?

?Voz B

O Eli foi golpe da barriga. Todo mundo fala que ele deu golpe em mim, né? Mal sabe que fui eu que golpeei ele.

CDCarol Delgado

Ah, mas eu acho que, sabe, eu juro pra vocês, acho que quando a gente vê um homem que você acha que vai ser um bom pai, acho que o golpe é nosso.

?Voz B

Eu olhava pra ele, mas foi meu golpe.

CDCarol Delgado

Porque hoje tá difícil. Foi minha coisa. O dia que eu transar com o cara, mais um mês que eu faço para ser um bom pai, meu filho, eu vou falar: não, eu tô anticoncepcional, pode ser mesmo. Olha que juro para você, congelar então é muito doido.

?Voz B

Olhava para ele, falava: nossa, você é um bom pai.

CDCarol Delgado

Fiz isso. Sério, com conselho sábio?

?Voz B

Eu posso te aconselhar: faça isso, mas vai dar ruim. Mas você quer ser?

CDCarol Delgado

É porque se você quer ser mãe, no fim das contas é uma coisa, é você realizar o sonho de um cara, você fazer uma cagada dessa. Mas se você quer ser mãe, é isso.

?Voz A

Você congelou óvulos, alguma coisa assim?

CDCarol Delgado

Não, eu nunca congelei porque a minha família, cara, muito fértil, juro por Deus. Tem a minha tia, família de pobre, né? Família de pobre que procriar é uma coisa que você não pode dizer bem. A minha família, a gente tem uma, você chega no domingo lá, você fala, mas esse aqui é filho de quem que eu não acompanhei? Eu que moro aqui, eu falo, mas esse de quem? Você tá ligado de quem é esse aqui? É uma criançada. A minha tia teve com 47, ela tava na menopausa já, ela engravidou.

?Voz A

Chocada.

CDCarol Delgado

E é super saudável, foi parto normal, uma coisa tranquila. E aí ela fez laqueadura na menopausa, para você ver como a pessoa é fértil.

?Voz A

Que babado!

CDCarol Delgado

Porque ela achou que tava safe, né?

?Voz A

Lógico.

CDCarol Delgado

E teve.

?Voz A

Mas ela foi o 0,001%.

CDCarol Delgado

Exato. Então, mas eu sempre assim, e também tem como eu fico com mulher também, a galera sempre fala assim, nossa, então, mas tipo assim, você pode ser com mulher, que mulher é muito mais responsável. E eu falo assim, o que eu acho difícil para mim é sentar com alguém. Imagina, tipo assim, eu não sou uma pessoa que planeja tanto a vida A ponto de sentar com uma pessoa. Porque assim, geralmente, as mulheres, elas têm uma expectativa muito mais romântica.

Do tipo, noivar, eu vou ficar, eu vou noivar, eu vou casar. E aí, eu vou planejar o filho, né. E eu sou muito ansiosa. Ai, que planejar o quê? Vamos fazer sem querer? Só que não tem como fazer sem querer com uma mulher, sabe? É verdade! Não tem como. Tipo, e aí, ups, engravidei, sabe?

?Voz A

Não tem... Ah, mas quando for a hora, acho que você vai sentir também.

CDCarol Delgado

Vai, eu acho que tipo... Eu sinto que eu ainda não encontrei o amor da minha vida. Eu sinto que eu ainda não encontrei.

?Voz A

Não, então foca nisso primeiro.

CDCarol Delgado

Eu tive a minha ex que me traumatizou, né, todas as formas possíveis.

?Voz A

Também?

CDCarol Delgado

Então, quem me traumatizou mesmo foi uma mulher, né?

?Voz A

Conta!

CDCarol Delgado

Todo mundo fala, todo mundo jura que foi um homem que me traumatizou para vida, mas foi uma mulher. Fiquei 5 anos com a mulher dos meus 22 aos 27. Menina, ela decepou minha cabeça. Ah, por ela que ela me traiu com todo mundo que ela pôde. E aí ela me traía, ela fazia aquela manipulação, sabe? Ai, perdoa-se. É porque mulher sabe esconder, né? É muito.

?Voz A

Eu acho que foi isso.

?Voz B

Eu tinha essa dúvida com relacionamento de mulher com mulher. Será que não é pior? Porque são duas cabeças femininas pensando.

CDCarol Delgado

Então, quando as pessoas vão no meu show, as traições elaboradas eram das mulheres, tá? Porque os homens traem, ai, traí, a mulher pegou no celular. As mulheres eram sempre uma fic, negócio gigante. Porque a gente consegue, tipo assim, a menina tava 3 anos com o sogro dela. Que homem ia conseguir esconder aquela menina 3 anos? Nenhuma. A mulher descobriu no primeiro mês. 3, entendeu? A mulher conseguiu esconder 3 anos.

?Voz A

E aí, conta da sua experiência.

?Voz B

Ah, então foi curiosa, gente.

?Voz A

Obrigada, mas eu sou muito curiosa, me perdoa.

CDCarol Delgado

Não, mas se não quiser falar também, eu adoro. Não, pode falar. Hoje em dia eu faço 10 anos quase, né? Ah, tá. Pois muito tempo, bem tempo. Ninguém nem sabe que eu nem era pública na época, então ninguém faz nem ideia, né?

?Voz A

Mas ela mandou mensagem depois que você contou?

CDCarol Delgado

Então, quando eu contei a primeira vez no Sim, mandou mensagem. Eu falei, não precisa nem falar esse nome, ninguém sabe quem você é. E você traiu, é minha história também. É, eu falei isso, eu falei, é minha história. Eu falei, se você acha que eu menti alguma coisa, você entra na justiça. Não entrou, né, porque tava falando a verdade. Aí, tipo, tu tem testemunha. Porque daí eu brigava, daí eu ia pra casa da amiga e chorava. Aí eu era aquela...

A gente nunca... Assim, ó, se a pessoa te traiu feio e você foi lá chorar pra sua amiga, falou com a sua amiga, não volta. Porque assim, hoje o que as minhas amigas falam na minha cara, eu morro de vergonha, gente. Minhas amigas falam, é, tava lá perdoando o corno, né. Gente, assim, eu morro de vergonha, já tenho vontade de entrar num buraco quando as minhas amigas lembram disso. E aí eu voltava e perdoava, porque daí também ela tinha as artimanhas da manipulação.

E aí, como ela é lésbica, eu bi, então tinha essa coisa tipo assim que eu ia trair ela com um homem, mas era muito doentia assim. Então tipo, teve uma época que eu já não tinha mais redes sociais, que eu tive que deletar todos os homens das minhas redes sociais, inclusive meu primo. É tipo, não podia sair sem ela, se eu saísse sem ela era um escândalo. Porque eu tava traindo ela com homem.

?Voz A

Eu sempre acho que quem é assim é porque tá fazendo bosta.

CDCarol Delgado

Óbvio!

?Voz A

Porque julga, a gente julga pelo que a gente é capaz de fazer.

?Voz B

Porque a gente imagina, né?

?Voz A

Exatamente.

CDCarol Delgado

Porque você vai pensar, se eu fiz tal coisa quando eu tava saindo, ela vai fazer também.

?Voz A

Ela também faz.

?Voz B

Com certeza, na minha cabeça passa isso.

?Voz A

Com certeza também.

CDCarol Delgado

E aí, era muito jovenzinha, então era tipo, ai, o amor. E aí, cara, tem uma cena clássica que é tipo assim, eu no aniversário de namoro, eu botei tipo 100 post-its post-its, tá, no carro dela assim, tipo aqueles post-its que sai, tá, gente. Eu pesquisei, eu botei post-it da marca, post-it daquela marca que não cola, né, sem post-its, mais de 100 assim no carro dela. Cerquei o carro dela de motivos pelo qual eu amava ela. Aí ela foi surpresa.

?Voz A

Tem motivos para ser curta.

CDCarol Delgado

Exato. Não, sabe o que ela fez? Ela olhou e falou assim, você vai limpar essa merda, né? Amiga, juro, depois disso eu nunca mais fiz uma declaração de amor para ninguém na minha Traumatizou.

?Voz B

Tá na terapia então, né?

CDCarol Delgado

Que assim, amiga, eu faço terapia.

?Voz B

Ninguém tem culpa que você traumatizou.

CDCarol Delgado

Ela tem culpa? Não, é isso.

?Voz B

Agora os próximos não tem culpa que ela tá fodida. Eu tenho esse negócio aí, olha, essa nossa geração tudo é o trauma. Ai, mas é porque meu trauma. Ai, porque vamos lá, né? Então vamos pra terapia, ele tá com esse trauma.

CDCarol Delgado

Não, então quando que seus próximos vão saber que você ama?

?Voz A

Calma, é porque ela tá medicada. Ela fala isso porque ela tá medicada.

CDCarol Delgado

Não, amiga, mas é, eu tô medicada hoje. Não, mas sabe o que que é? Eu concordo muito com isso. Eu acho que a gente não pode colocar a prejudicar outra pessoa por uma coisa que você ou seu trauma tá tratando. Isso aí, eu trato. Por isso que, tipo, faz muito— eu nunca me senti pronta para entrar no relacionamento, porque eu ainda sentia que eu tinha essas coisas para tratar. E hoje eu acho que, tipo, depois de muito tempo, a KT, minha psicóloga maravilhosa, KT, ela, tipo, fez uma transformação em mim assim.

Ela mudou, TCC, né? Ela mudou a minha cabeça. E aí, agora ela me deu alta pra mim relacionar. Porque é isso, tinha época que a minha psicóloga me proibia de me relacionar. Minha psicóloga falava assim, ó, você vai cagar com você, você vai cagar com outra pessoa, você vai cagar com...

?Voz B

Você vai KT KT, é isso aí.

CDCarol Delgado

É isso, você vai cagar com o seu processo terapêutico. Você vai cagar com todo mundo, minha filha. Você vai ser assim, ó... E aí, agora a gente já sente que a gente tá pronto pra se relacionar. Mas é isso, eu nunca mais fiz nada, porque ela... Mas vai fazer!

?Voz B

Vai superar isso aí. Sua ex, que era uma cuzona, não era culpa sua.

?Voz A

Não, mas eu sou a favor da reciprocidade também. Vai fazer se a pessoa fizer também, né.

?Voz B

Mas a mulher acumular alguém tem que ser a primeira. Na minha opinião, com homem, o homem tem que ser primeiro.

CDCarol Delgado

Ah, desculpa. Ah, eu também acho. Não, eu também falo isso para minhas amigas. As minhas amigas falam assim, ah, mas você não é super empoderada? Porque eu, por exemplo, não chamo homem para date nem que um raio caísse em cima da minha cabeça. Aí minha amiga fala assim, ah, mas você não é super empoderada? Eu falo, amiga, olha aí o machismo a toda no universo, eu vou quebrar esse tabu. Calma lá. Não, pelo amor de Deus. Não, esse eu não vou quebrar.

Não, gente, pelo amor de Deus. Se quiser que eu dê no primeiro encontro, eu até dei, mas tem que me chamar primeiro.

?Voz A

Já que a gente tá falando disso, a gente preparou uma dinâmica aqui que é especialmente para você. Tudo a ver com ela, né?

?Voz B

Super, gente!

?Voz A

Comentarista pós-graduada em tudo.

CDCarol Delgado

Eu amo, eu sempre falo para as pessoas, eu comento tudo e não tenho especialidade em nada. Eu falo como se tivesse certeza.

?Voz A

É claro que a gente não vai perder essa oportunidade, né? Então a gente trouxe algumas situações aqui, vamos, e você vai dar o conselho, tá?

?Voz B

Umas furadas assim que a galera se mete.

CDCarol Delgado

Aí eu adoro, porque quando não é minha vida eu fingo que é tudo perfeito. Vou lá e opino mesmo. É bom a opinião dos outros, né? Exato. Eu, vamos lá, você quer ler, amiga?

?Voz B

Posso ler? Camila mandou: depois de 3 encontros ele disse que tínhamos sido casados em 7 vidas passadas e agora era hora de concluir o ciclo. Fiquei feliz porque nenhum homem tem coragem de terminar. Esse ainda inventou uma história absurda. Eu ainda não entendi, Camila. Se fosse comigo, eu ia ficar: repete, eu não entendi.

CDCarol Delgado

Depois de 3 encontros ele disse que tínhamos sido casados em 7 vidas passadas E agora era hora de concluir o ciclo. Do tipo, terminar? Ah, então achei que concluir o ciclo era se casar.

?Voz A

Eu achei que ele ia matar ela. Eu achei que ia ser um pedido de casamento.

CDCarol Delgado

Eu também, mas não.

?Voz B

Eu achei que ele ia matar ela, concluir o ciclo, sabe? Tipo, agora nós vamos morrer juntos.

CDCarol Delgado

Ah, assim, uma coisa meio psicótica assim. É, meio psicótica. Eu achei que era— eu fui esperançosa na coisa.

?Voz B

Nossa, tá vendo como eu já penso sempre pior?

?Voz A

Não, eu pensei que ia pedir em casamento também.

CDCarol Delgado

E aí não, ele terminou falando isso. E nessa vida eles não iam casar. Nas outras eles casaram, nessa eles não iam casar.

?Voz B

Ah, eles casaram nas outras vidas, nessa eles não vão se casar.

?Voz A

Ah, só pode casar em 7 vidas, na 8ª é hora de quebrar.

CDCarol Delgado

A gente casou 7 vidas, mas agora tá na hora da gente se desvincular. Gente, mas para que inventar tudo isso? Se eles estavam 3 encontros, tipo assim, 3 encontros, não precisava nem explicar, era só dar um ghost nela.

?Voz A

Era só sumir, é verdade, era só sumir.

CDCarol Delgado

E aí fiquei feliz porque nenhum homem teve coragem de terminar ainda, inventou essa história absurda. Cara, eu acho que o parâmetro é tão baixo que ela gostou, né?

?Voz A

Que ela se contentou com pouco.

CDCarol Delgado

Ela falou, nossa, finalmente não foi um ghosting.

?Voz A

Meu Deus, Camila. Próxima.

?Voz B

Camila, terapia.

CDCarol Delgado

É, não, gente.

?Voz A

Fui dormir na casa de um boy, tive dor de barriga de madrugada, fiz cocô. A descarga não levava cocô de jeito nenhum. Peguei um saquinho de plástico, deixei do lado da cama para não esquecer de levar quando fosse embora dormir. Esqueci o saquinho lá. Que mensagem manda agora para ele?

CDCarol Delgado

A gente agora some. Bloqueia ele de tudo e vai embora, gente. Eu acho que eu não conseguiria.

?Voz B

Eu acho que ele vai achar, vai pensar que ela fez alguma coisa, tipo, de deixar algo de propósito, sabe assim?

CDCarol Delgado

Ah, pode ser que foi muito ruim à noite, então vou te deixar cagar na maçaneta da pessoa. Tipo, deixar cagar na maçaneta. Quem ela faria isso?

?Voz B

Talvez, tipo, sei lá, descobriu que traiu alguma coisa e pôs o cocô lá, não sei.

CDCarol Delgado

É, eu também ia achar que a pessoa—

?Voz A

Eu acho que ele ia saber, sabe por quê? Porque se o banheiro é dele, ele sabe que tava entupido.

CDCarol Delgado

Ai, é verdade.

?Voz A

E tipo assim, ah, ela ficou com vergonha.

CDCarol Delgado

Ai, de que coisa louca! Pega um cocô, que tem que botar na bolsa, né? Pega cocô, amarra, põe na bolsa. Como é que você vai deixar do lado da cama? Chega na lixeira e tirando um cocô. Ai, gente, eu não teria coragem de pegar um saco, enfiar meu cocô dentro do saco. Acho que eu ia preferir que o cocô tivesse lá. Eu ia falar, amor, melhora essa descarga. Lógico, conserta essa descarga, óbvio. É, você não consertou, bicho, eu vou para descarga o ó, o cara vai ficar aqui.

?Voz A

Problema da descarga dele.

CDCarol Delgado

Ou botasse um despertador a cada 1 hora e fosse lá tentar. Ela tentou o mais radical primeiro, né?

?Voz B

Antonella: estou namorando faz 4 meses e descobri que todas as mensagens românticas que ele me mandava eram escritas pelo ChatGPT, inclusive pedido de namoro. Não sei o que fazer. Inclusive não sei se conto que olhei o computador dele escondido.

CDCarol Delgado

Imagina você procurar traição e achar isso. Ela deve estar procurando traição, óbvio.

?Voz A

Né?

CDCarol Delgado

Ela tá procurando outra coisa, cara.

?Voz B

Assim, sendo bem sincera, pelo computador, é, mas acho que fica o histórico, né?

CDCarol Delgado

Você tá logado na mesma conta, tá logado no email, vai tudo, pega o histórico. Mas sabe o que que eu acho?

?Voz A

Ah, não é tão assim.

CDCarol Delgado

Eu achei que ele tava tentando, porque ele não é uma pessoa romântica. E aí ele não te ama mesmo. Escreve bem, gente. Tem essas duas opções. Depende do prompt. Tudo depende do prompt.

?Voz A

É verdade.

CDCarol Delgado

Tipo assim, eu amo muito a minha namorada, ela é assim, assim, assim. O que que eu posso escrever? Isso é um prompt. Agora é escreva uma declaração para uma namorada. Aí eu já acho que ele não te ama.

?Voz B

Dá uma olhada no prompt então, essa é a dica, né?

CDCarol Delgado

Isso, dá uma olhada no prompt que foi. Se foi uma coisa mais romântica, tipo, nossa, queria muito me abrir, né?

?Voz A

E gente, não conta que eu olhei o computador, né? Pelo amor de Deus.

CDCarol Delgado

É, mas se ela contar que sabe, ela vai ter que olhar.

?Voz B

É que ele já sabe, né? Se você fala do chat, ele já sabe.

CDCarol Delgado

É, como é que não vai saber?

?Voz A

Não, se falar assim, nossa, tô achando esse texto aqui muito— você fez no ChatGPT?

CDCarol Delgado

Ah, boa manipulação, te conheço. É muito bom. E o homem vai falar, nossa, esse acho que—

?Voz A

juro, eu só pergunto quando eu já sei a resposta.

CDCarol Delgado

Sim, eu também, eu já vou na jugular. Geralmente quando uma mulher pergunta, ela já sabe a resposta, já não existe isso.

?Voz B

É só pra testar. Ou ele é mulher, ele fez isso comigo.

CDCarol Delgado

Você já te perguntou antes? E ele sabe a resposta. Resposta é sim para si. E aí você mente? Tem, então não.

?Voz B

Quando a gente namorava, sim. Não, quando a gente ficava assim. Quando começou a namorar, eu parei de mentir porque ele falou: para de mentir.

CDCarol Delgado

Eu parei. Aí você já sabe, né?

?Voz A

Sou eu? É. Tenho 33 anos. A Maria Luísa mandou. E estou ficando com um cara de 25 anos, um cara bem legal. Geralmente ele dorme na minha casa, mas estávamos em um bar perto da casa dele, decidimos dormir por lá. Tive que entrar escondido na casa dele para não acordar o pai e a mãe e ficou foi e fiquei escondida no quarto dele. Só pude sair às 15 horas, quando os pais decidiram tomar um café na casa da avó. Perdi um domingo inteiro trancada, sem poder fazer nada, na casa do moleque. Não achei que ele ainda era considerado um bebê pela família.

CDCarol Delgado

Ai, gente, que isso! Ai, eu vou ser—

?Voz A

nunca mais volta.

CDCarol Delgado

Ai, não, gente, eu sou um pouco assim, é que assim, por que que ele mora com a mãe com 25 anos?

?Voz B

Ah, já podia começar daí, né?

CDCarol Delgado

É, acho que porque assim, o cara morar com os amigos, ok, você não tem tanta grana, você divide com 50 caras uma casa e é isso. Conheço muitos caras assim, tipo, ai, não tem dinheiro para bancar sozinho, então vou morar com os amigos. Eu acho que é um pouco melhor do que você, tipo— e além dele morar com a mãe com 25 anos, ele não tem autoridade, tipo assim, ninguém— ele não pode dizer, ó, tô ficando com uma menina, não.

?Voz A

A gente— mas eu não acho tão ruim assim, porque às vezes a pessoa 25 anos, vocês acham o ô morar com os pais?

?Voz B

Não, o ô não. Mas então pelo menos falar para os pais que tem uma pessoa em casa aí, que isso, tipo assim, tem uma liberdade para isso. Eu achei o ô deixar ela presa no quarto, né?

CDCarol Delgado

Porque é meio bebezão mesmo. Você de fato não pode saber, minha mãe não pode saber que eu tô com uma mulher, tipo assim.

?Voz A

Não, e aí não leva a pessoa lá então, né?

CDCarol Delgado

Exato. Qual era o plano?

?Voz B

Ou leva e manda embora, avisa antes, ó, você vai vir, mas vai ter que ir embora.

CDCarol Delgado

É, você vai transar, você tem que ir embora antes da galera acordar. É, daí o cara deixou no último. Ah não, eu já ia sair, ia falar, gente, não tem o que fazer aqui, eu vou embora.

?Voz B

Eu ia sair de calcinha e falar, oi, oi galera, oi família.

?Voz A

Ai, gente, ia falar, problema é seu, foi embora, tchau.

CDCarol Delgado

Não é minha família, eu hein, nem minha família cuida da minha vida, eu vou cuidar da sua, vou cuidar da minha, pelo amor de Deus.

?Voz A

É só o que faltava.

CDCarol Delgado

Próximo. Tem que aprender a dizer não, amiga.

?Voz B

Beatriz, topei ficar com um cara que tinha um casamento aberto, mas tínhamos que ficar escondidos em horários bizarros. Carros para esposa não descobrir. Desconfio que eu era apenas amante, o relacionamento não é aberto.

?Voz A

Pois desconfiou certo, né?

?Voz B

Parabéns, você desconfiou, você resolveu.

CDCarol Delgado

É, eu assim, se o relacionamento é aberto, é um relacionamento bem ruim aberto, né? Porque assim, eu conheço, tem muitos amigos que relacionamento aberto, mas tem uns que assim você fala fecha então, né? Porque ninguém tem maturidade. Aí não quero saber, não quero ver, então fecha. Então por que que tá aberto essa porcaria? Que isso?

?Voz A

Ou acho que eu jamais teria, jamais.

CDCarol Delgado

Então fecha esse quê?

?Voz B

Eu não consigo nem pensar. Se pensar, já fico imaginando.

CDCarol Delgado

Ah, então é isso, deixa eu fechar. Essa pessoa, ou a relação dela é muito estranha, aberto, tipo, se as pessoas não querem estar nessa relação aberta, que já seria ruim igual.

?Voz A

Eu acho que eu já sempre penso pior, eu acho que o cara mentiu.

CDCarol Delgado

É também, porque tipo assim, se você não tem um diálogo—

?Voz B

bom, eu vou falar o que eu faria, mandaria um direct para mulher.

CDCarol Delgado

Tudo bom?

?Voz B

Então, é sua relação aberta, eu fico com ele, tá certo?

CDCarol Delgado

Fez, pronto, resolveu. É isso, é tipo, manda aquele, sabe aquele quando você abre o direct, fica assim: se fosse comigo, eu gostaria de saber.

?Voz B

É, eu já fiz isso várias vezes. Teve menino quando tinha 15 anos, ele ficou comigo. Depois eu fui seguir ele no Instagram. Acho que não tinha 15, tinha uns 17 anos, sei lá, segundo beijo da minha vida.

?Voz A

Nossa, foi ontem!

?Voz B

Foi ontem, tipo 10 anos. Aí eu fiquei e tal, só um beijinho. Aí eu fui seguir ele no Instagram, a gente tava namorando, ele me aceitou e tinha uma namorada. Daí eu peguei, mandei mensagem para namorada, falei: fiquei com ele nessa festa Aí vai, é isso, tá maluco.

?Voz A

E eu acho certo também, eu mando.

?Voz B

Manda, gente, tem que mandar.

CDCarol Delgado

Porque senão você sai como uma puta depois. Fica, ai, olha aquela piriguete, aquela piranha, não sei o quê. Eu mando também. Se eu fico com uma pessoa que eu acho que depois é muito estranho, eu vou lá. Ano passado, acho que foi, não, no fim de quarta eu ficava com um cara e ele super tipo, ai, nossa, dando aquele love bombing, sabe? Tipo, não sei o quê lá. E eu achando, tipo, aquele love bombing é aquela coisa tipo, está te amando, te quero, aquela coisa assim.

Nossa, vamos casar, sabe aquela coisa assim? Mas que é muito do nada. Eu já comecei a achar estranho porque eu não tenho autoestima tão boa assim de achar que a pessoa vai estar apaixonada por mim em duas semanas.

?Voz B

Tipo assim, que isso, tá estranho isso aqui.

CDCarol Delgado

Calma lá. Mas ele também tinha que ficar, tipo, não podia postar foto, sabe? Porque tipo, às vezes eu não posso, Deus que me perdoe, postar ficante, né? Mas às vezes eu tô com uns amigos, aí eu, amigo, posto tipo rolê do geral, e ele sempre escondido assim. Eu fiquei, aí eu descobri que ele namorava, daí eu fui lá mandar para namorada dele, oi, tudo bom? Namorada dele, coitado, tá fazendo doutorado na Alemanha.

?Voz A

E ela falou o quê?

CDCarol Delgado

A gente tá super amiga, a gente virou super amigos.

?Voz B

Já falei, inclusive, se ela for bi, eu vou vingar assim, gente.

CDCarol Delgado

Você nunca teve um Tem a história. Não, ela ficou, coitada, ela tava batida, né? Porque era um relacionamento de 5 anos. Ai, coitada.

?Voz B

É muito, mas não casear, mas teve alguma coisa tipo um ficante seu, aí ele tava pegando outro, você falou aí?

CDCarol Delgado

E aí eu nunca fiz isso, mas eu super faria. Tipo assim, se a menina quisesse vingar, você falasse, ai, quero vingar, conte comigo, conte. Não, eu tava ali disponível, né? Se ela quisesse, tava disponível para vingança. Mas aí ela, a gente ficou só amigas, a gente não faz mais isso.

?Voz A

O cara não te mandou mensagem?

CDCarol Delgado

Ah, ele ficou puto né? Mas ele não tinha o que fazer porque ele tava errado. Daí ele só me bloqueou e mudou de cidade, sabia?

?Voz A

Mudou de cidade?

CDCarol Delgado

Mudou de cidade, porque ele morava perto da minha casa lá em São Paulo. Foi morar lá no Rio. É isso aí. Chocada, Gil?

?Voz A

Gosta de sofrer, amassou.

CDCarol Delgado

Você é amiga.

?Voz A

Como explicar para o meu namorado que eu amo ele, mas não gosto de passar o domingo todo com a família dele comendo macarrão e vendo TV?

?Voz B

Você vai falar: eu não gosto de passar todo domingo com a sua família comendo macarrão e vendo TV.

CDCarol Delgado

É, pronto, é isso. Eu te amo, mas eu não gosto de passar ovo. Cara, eu acho isso pior também, porque às vezes a gente se enfia em umas coisas que é só falar, né? Será que o seu namorado passaria o dia inteiro com a sua família comendo macarrão no domingo, vendo TV? Acho que não.

?Voz A

É verdade.

CDCarol Delgado

Será que ele perderia um jogo do Mengão domingo de tarde para ficar com sua família? Talvez não. Talvez ele fosse falar: putz, amor, gosto muito de você, mas eu queria muito ver o jogo do Flamengo.

?Voz B

Nossa, eu acho que Levei pro pessoal.

CDCarol Delgado

Por quê?

?Voz A

Gente, ela foi ficando murcha, ela murchou, ela ficou triste. Abre seu coração, vê.

CDCarol Delgado

Sua família todo fim de semana?

?Voz B

Não, mas tipo muito fim de semana minha família vai pra minha casa. Eu não faria isso com a família dele por ele. Todo fim de semana, amo a família dele, mas todo fim de semana—

CDCarol Delgado

e tá virando uma exposição.

?Voz B

Mas todo fim de semana, não sei, eu tenho intimidade assim que nem ele tem com a minha, entendeu? Tipo, uma vez por mês dá, mas tipo todo, aí os meus às vezes é tipo assim mais de uma vez por mês.

CDCarol Delgado

Mas gente, às vezes todo domingo eu não quero nem ver a minha família. Ai, ai, eu fico muito feliz. Minha relação com a minha família melhorou muito morando em São Paulo, porque daí eu vou e é uma atração. Ai, Carol, famosa, coisa famosa. E foi embora, entendeu? E é isso, deixa de briga. Agora, o pessoal lá antigamente, todo domingo era machatista, né? Aí tu se mete, quando é a sua família ainda, a galera pior ainda, eu acho que a galera se mete com a sua vida. Aí eu, ai não, gente, não tem.

?Voz A

Você não gosta muito que se metam?

CDCarol Delgado

Não, não. Mas na verdade acho que hoje em dia eles não ligam muito não. Tipo, minha avó nem me gosta, mas na minha vida minha avó fica, vai de boa. É, minha avó é super de boa. Minha avó é muito louca assim, tipo, ela tem 85 anos, né?

?Voz A

85?

CDCarol Delgado

É, mas ela é super liberal assim, ela não liga pra nada. Mas como eu sou bi, ela acha que se eu namorar uma mulher, ela tem que ser uma mulher do lado. Do lar, porque ela não é homofóbica, mas ela é machista.

?Voz B

Faz sentido.

CDCarol Delgado

Então tipo assim, começou tipo viagem, tal, não sei o quê, né? Minha vó tipo, não, não sei o quê. Às vezes chega lá e eu fico com meu feijão, eu falo, nossa, vó, que bom, faz tempo que eu não como feijão, faz um mês. E ela, tem que arranjar uma esposa.

?Voz A

Tadinho, eu tenho 85 anos.

CDCarol Delgado

Eu dou risada, eu falo, vó, não é assim, vó. Eu dou risada, tô rindo para caramba. E a vó, não, é assim, não sei o quê. E ela, porque como eu trabalho muito, ela acha que tem que ter uma mulher cuidando de mim do lar, né? A mulher que for ficar tem que ser Então ela sempre faz isso, tipo, às vezes fala, ah, não sei se ela tem muito medo de parir, né? Mas vamos, você não precisa parir, você pode arranjar uma mulher que pare. Aí eu falei, amor, mas eu sou mulher. Aí ela falou, não, mas mulher é mulher. Você é homem, mulher apenas.

?Voz A

Gente, eu fiquei, eu fiquei, como fala, pensativa com esses, com essas mensagens. Que mandaram.

CDCarol Delgado

Nossa, sim!

?Voz A

Inclusive tem as perguntas, né?

?Voz B

Ah, é, mande perguntas! A gente fez uma caixinha lá, né, nos Stories.

?Voz A

Eu tenho uma pergunta que é sobre— você super opina sobre tudo, né? Super fala sobre tudo sem nenhum problema assim. Como você lida com a rejeição de algumas pessoas, com alguns comentários de hate? Insiders ou críticas, enfim, como é que você lida com isso?

CDCarol Delgado

Você lê ainda tudo? Não, eu não leio. Eu não tenho nem Twitter. Tipo, às vezes viraliza coisa tipo do Twitter Carol Delgado, tipo, mas é tudo fake porque eu não tenho o meu, né, tipo, verificado, nada. Tipo, às vezes as pessoas opinam umas coisas nada a ver assim, põe no meu cu lá, Carol Delgado. Eu falo, essa pessoa não sou eu, eu não tenho Twitter.

?Voz A

Põe no seu perfil, não tenho Twitter.

CDCarol Delgado

Exato. O meu Twitter que eu uso assim é Juíri Gíndico da Taylor Swift, que aí eu uso só para tipo olhar algum meme, alguma coisa, e é isso, é isso que eu tenho. Porque aí no Twitter geralmente, mesmo que você não sobre você, você acaba sendo impactado por você. Então, tipo, sei lá, tô falando, às vezes o assunto do momento é você e não tem o que fazer, e você vai abrir, vai ler. Então não tenho para não ler assim. Daí às vezes quando tem comentário, um vídeo sai muito da bolha, eu também não leio os comentários, eu deixo lá.

E a galera às vezes comenta ou vai no direct, eu já nem leio assim. Porque eu assim, tipo, quando você, se você opinar por uma coisa que você acredita, ou você opinar por uma coisa que você não acredita, tipo, se tiver fingindo, as pessoas não vão gostar de você igual. Então prefiro que as pessoas não gostem do que eu sou do que uma pessoa que eu inventei. Aí eu inventei uma pessoa para as pessoas gostarem, se não gostarem vai me dar mais trabalho ainda.

Então, né, deixa assim tipo no de cada um assim. A pessoa não gosta, tudo bem, cada um tem o seu espaço. É claro, tem pessoas que perdem a mão assim quando vão criticar, né, vão tocar hate. Então tem coisas que quando eu opino sobre as coisas super superficialmente, que daí eu falo comentários sobre várias coisas, mas eu tento não falar da minha vida. Por exemplo assim, Tipo assim, às vezes, ano passado eu tinha uma relação, não foi um relacionamento, tipo, não era um namoro, tava uma relação que durou um tempo.

E aí terminei ela. Aí eu falo, terminei a relação, a galera fala, mas quando começou? Você nem falou. Então eu nem falo porque eu não quero que a internet estrague. Eu deixo para estragar eu mesma, né? E aí eu não quero que as pessoas fiquem tipo assim, ah, você assume alguém e daí daqui a pouco terminou. Daí você assumiu alguém depois de 2 anos, a galera falou, nossa, todo dia assumir alguém? Porque a internet assim, né, você não tem 2 namorados? Ué, meu Deus do céu, todo dia Não.

?Voz A

Então eu tenho esse cuidado para, tipo, mulher só, né?

CDCarol Delgado

Que é, se for homem, mulher não pode ter um marido e um namorado depois, não. Aí acabou. Ou se é mãe, não pode viver a vida. Isso é uma coisa que, tipo assim, gente, eu vou ter muito problema no futuro que for mãe, sabe? Porque eu não vou ficar nessa. Que, tipo assim, por exemplo, ai, porque a galera tem muito isso de botar expectativas. Ai, porque você é a mãe e tá saindo, minha filha, você vai cuidar do meu filho, entendeu? Já começa.

E eu nem comigo, às vezes, porque às vezes eu tô, tipo, eu sigo muito a Rainha Matos, né? Aí eu fico lá vendo assim as coisas, daqui a pouco eu leio os comentários, já me estressa. Nem a pessoa não é nem comigo, não é nem comigo. Eu já tô estressada, já tô com raiva. Eu já vou para uma história falando, por que vocês estão cuidando da filha dos outros? Vocês vão cuidar? Porque eu já fico estressada, sabe? Que às vezes a mulher faz cesárea, daí a galera, ai não, mas é porque a mulher— mas é a sua xereca que vai sair?

Você vai dar sua xereca para sair? Não, não vai. Deixa a guria ter de tudo que quiser. Exato. Então eu já— eu, porque se mete muito em mãe, né? Em mãe se mete muito. É uma coisa que mais existe na internet. Isso que eu chamo uma coisa que eu estou trabalhando de mim. Para caso eu engravidecer, a filha, eu vou falar assim, gente, vou ter que trabalhar isso. É, eu vou ter que deixar bem claro, a gente engravidei, mas se vocês se meterem, eu vou usar os hormônios, vou xingar até a mãe de vocês.

?Voz A

O que é diferente? Perguntaram aqui, o que é diferente na sua vida real e na sua vida pública?

CDCarol Delgado

Eu acho que o que é diferente é que eu não sou assim, né? A gente é um pouco normal assim, tipo, né? Tem que fazer uma comida, tem que fazer um negócio, tem que fazer. E também na minha Eu acho muito engraçado que as galera acha que eu vou ficar com— isso mudou muito, mas acho que eu vou ficar com você e no outro dia vou estar lá no palco. E aí, que eu fiquei com fulano e a broxa, sabe? A galera tem muito medo assim de se expor, dos caras, ela vai me expor.

Sendo que parar pensar, eu só falo às vezes se acabou o negócio e aí tipo fala uma coisa super superficial sobre o assunto e é isso. Mas a galera tem muito esse medo que você acha que só afasta. Então afasta porque a galera tem muito medo, sabe? Humorfobia. E a galera acha que eu também sou super aquela pessoa chata, militante assim, que tipo você faz alguma coisa, ela é machismo, é, sabe? A galera acha que eu sou muito assim.

E tipo, eu sou zero essa pessoa. Eu faço as piores piadas ainda, tipo, já faço no palco, né? Mas no privado faço pior ainda. E aí a galera tem essa impressão assim quando vai conversar comigo, tipo, quem não me conhece fica tipo assim cheio de 9 horas assim de conversa. E fico, não, cara, pode relaxar, pode relaxar, meu, relaxa, você tá tenso. Isso, dá uma relaxada no date. Às vezes a pessoa fica, o cara fica tipo, tava tentando parecer uma coisa super— uma vez eu me lembro que isso foi muito engraçado, eu tava num date com um cara e eu entrei no carro dele, ele falou assim, ah, que música você gosta de ouvir?

Eu falei, nossa, eu ouvi muita música anos 2000 e tal. Daí, tá, daí ele botou. E tipo assim, foi meu primeiro contato com ele, tinha conhecido ele pelas redes sociais, né? Aí ele botou tipo assim, R&B anos 2000, né? Aí ele botou na aleatória no Spotify, só que a primeira música que tocou foi do Chris Juro, ele quase surtou dentro do carro. Não, não ouço Chris Brown, não!

?Voz A

Desesperado que você ia achar.

CDCarol Delgado

Eu falei, não, calma, tá tudo bem, tipo, relaxa, pode ouvir o que você quiser, tipo assim, sabe? E eu acho que as pessoas têm essa impressão de que é isso que muda, porque claro, no palco a gente tem que— e os conselhos que eu dou é mais incisivo, porque às vezes você tem que ouvir uma escrotidão para você refletir, sabe? Tipo, às vezes todas as suas amigas já falaram com carinho, um pouquinho para você, que você, amiga, não dá para perdoar uma traição.

Às vezes precisa que alguém falasse, olha, você tá sendo corna, e todo mundo ri da sua cara, sabe?

?Voz B

Mas é bom, com certeza. Eu achei uma aqui muito boa. Não sei se eu posso falar o arroba, mas temos o arroba da pessoa que mandou. Carol, você já deu match comigo no Tinder e me deixou no vácuo eterno quando eu era solteira.

CDCarol Delgado

Luana. Luana, beijo, Luana! Ela não tá mais solteira, cara.

?Voz A

É, não tá solteira mais.

CDCarol Delgado

Era, era. Eu sou muito, eu sou a rainha do ghosting, tá? Isso é um dia que você—

?Voz A

muito trabalho, né?

CDCarol Delgado

Muito trabalho. Eu sempre peço aquela que nem os caras, desculpa, tava mó ocupada, e volta depois de um mês como se fosse nada. Então sua avó tinha razão, meu avô tinha razão. Você é homem, cara. Tem muito esse problema, tá? Eu acho que um dia se eu entrasse lá Big Brother, vai ver muitos esposos assim, nossa, Carol só me deu um ghosting, terminou comigo, porque eu pratico muito gostos. Às vezes a pessoa, a gente ficou uma vez, por que que eu vou terminar com você?

?Voz A

Ai, super também.

?Voz B

Você entraria no Big Brother assim?

CDCarol Delgado

Cara, eu entraria sim, mas acho que seria meio perigoso, né? Eu acho que eu teria juntado uma grana bem boa aqui fora também, que nem diretooral, com a minha carreira bem linda aqui fora, e cuidaria muito assim. Eu teria que segurar muito a minha língua, que quando eu não gosto de alguém, gente, eu vou no subterrâneo, entendeu? Eu vou em tudo, eu falo tipo, ah, por isso que é isso, que é isso, e Tipo, então eu terei que me segurar muito porque eu tenho, eu sou muito azarada, é muita cara da pessoa que eu não for com a cara ser a favorita. E aí depois tá lá e você não, nem queria falar isso. Ai, gente, me perdoa.

?Voz A

Esse você perguntou, já perguntou, já perguntou.

?Voz B

Esse aqui você perguntou também, dos haters.

CDCarol Delgado

É, a gente já falou tudo aqui, ó.

?Voz A

Como separar, viu?

?Voz B

Já falou também.

?Voz A

Lida com os haters, já falou. Como você se imagina daqui 10 anos?

CDCarol Delgado

Boa pergunta. Olha, eu queria muito, um dos meus objetivos de vida, ter uma carreira internacional. Essa é boa, que é uma carreira internacional. Então eu quero muito ter, o meu grande objetivo é um especial na Netflix em inglês. Então tipo, eu sei, ter uma carreira internacional. Então acho que daqui a 10 anos eu queria nos Estados Unidos, tipo, ou tentando ir, né, ter uma carreira sólida aqui, ter construído uma coisa tão legal que eu consiga, tipo, visitar e ficar um tempo lá trabalhar.

Porque quando você começa de outro país, tem que começar do zero, ninguém te conhece.

?Voz A

É muito diferente lá, muito, muito diferente.

CDCarol Delgado

Tem que viver lá para conhecer, porque referência, né, tipo, alguém chega aqui, você fala o nome de alguém, ninguém sabe, né? Tipo, você vai fazer uma piada e a pessoa fala, quem é essa? Tipo, até quando você vai a Portugal fazer, a pessoa entende a língua, mas quando você fala referências de figuras, a pessoa já fica tipo, quem Então não é a mesma coisa, você tem que viver no lugar, você tem que experienciar, né? Tipo Rafinha fez, Rafinha foi e tal.

?Voz A

Nossa, ele é muito grande lá, ele é muito grande lá.

CDCarol Delgado

Então você, e ele começou tipo de baixo, porque a sua fama no Brasil não vale nada, você vai ter que começar a conquistar as pessoas, né? Conquistar o seu público lá, porque é muito diferente. Então eu queria muito fazer isso, então queria muito, e queria ter um filho, queria ter um filho, queria fazer essa experiência. Por isso que eu também tenho muito medo de ter filho com uma pessoa que vá atrapalhar no sentido de tipo assim, sabe aquele cara que só, ai não, vai ter que ficar aqui, não quer levar, sabe, tipo que arranje problemas ao invés de dar uma somada assim.

Então tem muito esse medo assim de não poder fazer as coisas, mas eu queria muito, queria muito ter um filho, uma filha, tanto faz. E está lá.

?Voz A

Você fala inglês?

CDCarol Delgado

Falo, falo inglês. Eu fiquei agora uns tempos, eu sempre gosto de viajar, então eu tava em, eu fui para Ibiza, aí conheci o italiano lá, tive um romance, aí melhorou muito meu inglês, a gente ficou conversando inglês Olha, ai, um romance bilíngue internacional em Ibiza ainda, amor.

?Voz A

Chique, gente, em Ibiza, um italiano falando.

CDCarol Delgado

Aí conheci ele no aplicativo de relacionamento, e aí ele mora em Ibiza e ele tipo viaja pelo mundo assim, ele é meio que nômade, sabe? E daí ele tava lá em Ibiza, daí a gente se conheceu pelo aplicativo e ficou um dia, mas a gente acabou ficando todos os dias. Tipo, no fim, é isso, eu pago muito essa pela internet, mas no fim eu fui para Ibiza, gente, fiquei 2 dias casada em Ibiza. Fiquei casada em Ibiza, uma pena, vivendo meu romance.

?Voz B

Mas não é ela, todas nós queremos.

CDCarol Delgado

Aí é, foi chique, ficou com italiana, ele era espreguiçado.

?Voz A

E vocês falam ainda?

CDCarol Delgado

Aí você responde coisa louca. Quer dizer que eu também tenho isso, né? Tipo, ele falou que vai vir ao Brasil, tô esperando.

?Voz A

Aí, gente, imagina, ela surge com ele.

CDCarol Delgado

Ah, é um italiano chique.

?Voz B

Tem uma aqui, só se você se sentir à vontade e quiser, mas não vai mostrar assim. Acho que o seu público é meio doidinho igual você. Mostre suas últimas pesquisas no ChatGPT.

CDCarol Delgado

Hahaha, cadê o meu celular? Tá aqui, cara. Deixa eu ver, deve ser tudo assim.

?Voz B

Pode olhar primeiro, tá bom?

CDCarol Delgado

Deve ser assim, ó: quais os sintomas de infarto? Porque sou hipocondríaca, tá? Eu também.

?Voz A

O meu, as minhas pesquisas, tudo de remédio, tudo o que tomar, o que fazer, o que é isso.

CDCarol Delgado

O meu é 100% isso, tá? Tipo assim, vamos abrir aqui para ver.

?Voz A

Pior que eu tava olhando esses dias também.

?Voz B

A gente olhou um dia aqui também, lembra?

CDCarol Delgado

O meu é tudo assim, ó. Vamos ver. Deixa eu ver aqui. Exato, exatamente, ó, cara, é exatamente tipo hipocôndrico.

?Voz A

Lê, Carol!

?Voz B

Clica no botãozinho do lado que vai ter as pesquisas embaixo. Aí, boa!

CDCarol Delgado

Pode ler se você quiser, vai.

?Voz B

Cuidado com o que você vai ler, Tata.

?Voz A

Mudar nome rede pessoal. Por que você quer mudar o nome do Instagram?

CDCarol Delgado

Eu acho que eu queria mudar, não era rede, sabe a rede da sua rede do Wi-Fi quando você vai dar o acesso pessoal para alguém? Dor no peito. Era isso, porque nada de importante.

?Voz B

Queremos foco.

?Voz A

Dor no peito, ela achou que eu tava infartando. Indústria cultural e natalidade.

CDCarol Delgado

Ah, isso era uma pesquisa, tá fazendo para piada.

?Voz B

Dor muscular ou é?

?Voz A

E era o quê?

CDCarol Delgado

Dor muscular, certeza, óbvio.

?Voz A

Preço, preço.

CDCarol Delgado

Preço, preço, sangramento gengiva e nariz. Aí, ó, porque um dia sangrou minha gengiva, eu escovava os dentes, e no outro que eu tava gripada sangrou meu nariz. Eu falei, o que que será que as duas coisas têm uma ligação? Será que eu vou morrer? Nenhuma ligação. E a minha irmã é médica, né? Então eu falo com ela, ela caga. Às vezes eu ligo para ela, Maria, eu acho que eu tô tendo infarto. Ela fala, não tá. E ela desliga. Aí ela fala, às vezes eu falo para ela que eu fui no médico, daí ela fala assim, mas eu te falei que não era.

Aí ela assim, é, mas eu falo para ela, mas teu diploma não funciona aqui na minha vida.

?Voz A

Olha isso, reações, contraste, ressonância.

CDCarol Delgado

Meu Deus, realmente.

?Voz B

Eu sofro da mesma coisa.

CDCarol Delgado

Eu fui fazer, é que minha prótese rompeu, né? Ai, tá rompida! Rompeu, foi para os caralho.

?Voz A

Ah, você operou de novo?

CDCarol Delgado

Não, eu não rompi, ela, eu não operei ainda, mas eu fiz a ressonância para isso, que era para ver como é que ela tá exatamente, porque eu vou em setembro trocar, né?

?Voz A

Como é que você descobriu que rompeu?

CDCarol Delgado

Então, nessas loucuras assim, porque começou a dar uma dor no peito e eu comecei a ficar achando que eu tava infartando.

?Voz A

Só que era uma dor bem no esquerdo ainda, era aqui, ó.

CDCarol Delgado

Então irradiava. E aí, gente, para quê, né? Eu tenho plano, eu fiquei lá enchendo a porra do saco da médica lá. E a médica tipo fez coisa do peito, fez tudo tipo para mim porque eu tava desesperada e não era nada. Daí, aí lá pelas tantas ela pediu um raio-X e tal tudo. E daí ela perguntou da prótese, da quarta vez que Tipo, não, a gente fez aí, mostrou que tava meio, que tava rompida assim, tipo, ela tava torta, tava caída assim e tal.

?Voz A

E aí eu não teve nenhuma simetria do peito assim, tipo?

CDCarol Delgado

Não, então ela tá assim, ó. Entendi.

?Voz B

Alguém me arruma.

CDCarol Delgado

É tipo, essa aqui tá mais assim, ele bota para o lugar. Ai, Deus, eu trouxe aí com um cara assim, a minha amiga falou, aí você pode trazer com o peito assim. Ah, foda-se, ele que vincula, que se foda assim, paga É, foi assim.

?Voz A

Ah, você acha? Que mais que tem?

?Voz B

Alexa pequena, veterinários, até os gatos ela envolve. É motivo vômitos gato. Então ela passa, ela passa energia para os gatos.

?Voz A

Causa de furúnculos frequentes.

CDCarol Delgado

Gente, e nem deve ser um furúnculo, deve ser tipo assim nada.

?Voz A

Ela só pesquisa coisa de— e a sua irmã é médica, essa conversa poderia claramente ser com ela.

CDCarol Delgado

Muito. Não pode ser porque ela não— porque ela sabe que não é, entendeu? Ela vai falar, tô nem aí.

?Voz A

Ela vai falar, tinha um negócio mesmo, ela não vai acreditar.

CDCarol Delgado

É, minha irmã não vai acreditar porque ela vai falar, não é. Aí eu ligo para ela que eu tô muito— é tipo, aí ela fala, você pode me ligar porque daí eu vou te explicar cientificamente porque que não Não é, né? E daí eu ligo e daí ela fala não é. Aí eu fico tipo, não, ela não sabe, ela não tá sabendo o que eu tô falando, ela não sabe que tá sentindo muita dor mesmo. E daí ficou assim, ficou enlouquecida. Daí por isso que o meu ChatGPT é basicamente isso. Esses dias o ChatGPT mandou procurar um psiquiatra.

?Voz A

O Divo é parceiro nisso, né?

CDCarol Delgado

Ele fala, ele manda assim, você já perguntou isso, então acredito que seja uma ansiedade, você tem que procurar um teatro.

?Voz B

Como eu falar isso também, aí eu procurei, achei.

CDCarol Delgado

Quem procurar, então medicada. Exato, eu tomo agora, ele me deu lá um, eu tomo remédio para ansiedade.

?Voz A

Agora o chat me deu remédio, me receitou.

CDCarol Delgado

Não, eu tenho, eu tomo Rivotril também. Quando tiver pensando que eu tô morrendo, eu tomo. Aí todo mundo fala, você toma Rivotril, melhorou, não é infarto, né?

?Voz B

Ah não, sim, é, se for infarto, o Rivotril não vai melhorar.

?Voz A

Havia entendido.

?Voz B

É que eu tenho CRM em inglês danado também, diferente da sua irmã que é tudo anos.

?Voz A

Antes da gente finalizar, fala pra gente seus próximos shows.

CDCarol Delgado

É, então agora eu tenho agenda lá. Então eu tô todo mês no Frey Caneca em São Paulo, né? Então é julho, eu vou estar julho e julho eu vou estar por São Paulo inteiro. Então vou estar por todo o interior, né? Aí vou estar região metropolitana, Bragança, enfim, Indaiatuba, todos os cantos de São Paulo. A gente vai fazer todos todos os cantos. E agosto a gente tá Rio de Janeiro, a gente tem interiores também, então a gente vai estar em outros lugares do Rio que eu ainda não fui, a cidade do Rio.

Então depois de setembro a gente tá Rio Grande do Sul, vários outros lugares. Então setembro eu tô em Porto Alegre de volta, Novo Hamburgo na verdade, Canoas. Então a gente tá com toda agenda aí, né? Agenda tá no meu perfil que é caroldelgado.nostop.com.br e toda minha agenda lá, sou Carol Delgado.

?Voz B

Arrasou!

CDCarol Delgado

Finalmente conhecer, foi muito legal.

?Voz B

Eu também.

CDCarol Delgado

Sabe o que eu falei numa coisa, gente? Quero muito ter um filho que eu quero entrar na patota de vocês, das mães, das mães.

?Voz B

E aí volta para o material delas.

CDCarol Delgado

Esses dias eu vi você, tipo, tava acho que no aniversário de uma das crianças, aí você tava tomando um vinho e as crianças estavam brincando. E aí eu falei, nossa, quero essa vida aqui, eu quero pegar, quero tomar um vinho com a Tatá e quero deixar as crianças lá brincando.

?Voz A

É porque criança gosta de, quando tem outra criança, amor, é ótimo, que aí uma dá atenção para outra, entendeu?

CDCarol Delgado

Aí as crianças se juntam e as mães Podem tomar vinho, saber das coisas de vocês. Eu falo, nossa, eu vou ter amanhã inscrição, brincar tudo junto. Pode assim que vocês gostam.

?Voz B

E manda lá na minha casa, que a brinquedoteca tem 200 metros quadrados. A gente coloca eles lá.

CDCarol Delgado

Ai, obrigada!

?Voz A

A brinquedoteca da Catarina parece um shopping, a minha filha abre lá.

?Voz B

O shopping, não cansam do shopping. A gente fica lá na cozinha de boa.

CDCarol Delgado

Aí eu amo. Depois que ela não vai perguntar por que não tem vacilo.

?Voz A

E a minha filha foi a última a sair da casa dela, não queria ir embora. Eu tive que, eu juro, eu não sabia o que eu fazia. Eu falei, se você não entrar no carro agora, não sei o que que eu faço. Vamos embora!

?Voz B

Eu lembro disso mesmo, Bia. 1, eu falei, amiga, vai chegar o 3, não precisa mais fazer nada. Ela, não, mas não vai chegar.

CDCarol Delgado

Chegou.

?Voz A

E eu nunca sei o que fazer no 3.

CDCarol Delgado

Você não dá cara de poder encerrar depois que ralou, né? Quando a mãe fala assim, o senhor abriu a boca, eu fico fofona. De onde você falou? Você falou, entrou aqui. E eu quero muito, eu quero ser a mãe assim, eu quero ser uma senhora no 3. Se for no 3, o pior é que você vê que não resolve, aí você fala, eu não sei mais o que faço. É muito. Eu pego meus afilhados, eu tento aplicar toda a educação positiva, E no primeiro dia acaba o repertório.

Você quer ir com o patinho branco ou com o patinho vermelho? A criança só bateu a cabeça e falou: o quê? E agora? Não ensinaram essa parte? Ela cresceu, viu um pato na sua cabeça e agora o que agora? Ou você vai, você tá vendo esse pato aqui, ó? Nossa, eu perco, eu fico assim. Se não tiver pato, também não vai ter janta. Não, rapaz, não tem janta.

?Voz A

Nossa, deixa a criança com fome, né?

CDCarol Delgado

Não, não vai ter. Ou pega o pato, não vai.

?Voz B

Tipo, é óbvio que vai ter janta.

CDCarol Delgado

Tá bom, é porque eles não querem jantar.

?Voz A

Eles falam mesmo.

CDCarol Delgado

Nossa, aí isso vai ser um desafio pra mim, tá?

?Voz A

Juro.

CDCarol Delgado

Porque eu li tudo da Educação Positiva, eu fiquei uma semana. Porque daí eu fiz isso, eu fiquei lendo tudo da Educação Positiva. Aí a minha amiga falou assim, fica 3 dias aí com ele pra ver a Educação Positiva. Aí eu fiquei 3 dias, juro. Porque eu falei pra ela, e aí? Tem que fazer outra coisa agora.

?Voz A

Ai, pra mim o maior desafio é a educação mesmo. Maior desafio.

CDCarol Delgado

Ah, você tem que... Então assim, e é isso. Olha, já tô gostando de filhos, eu nem tenho filhos quando a gente pede.

?Voz B

Vai vir aí, vai vir aí.

CDCarol Delgado

Muito obrigada, Carol, por ter vindo.

?Voz B

Muito sucesso.

CDCarol Delgado

Obrigada por vocês também.

?Voz A

Entrem lá no Instagram, tem o link na bio, tá, da Carol. Vocês podem comprar já os ingressos. Já, gente, bora pro TRIAD! Vai lá, maravilhosos! Exatamente, vocês vão se divertir. Mas vai lá prestigiar, é muito importante esse apoio de ir mesmo, né, presencialmente. A gente se diverte muito com os cortes na internet, mas o fato de ir lá no show é assim, é outra experiência.

?Voz B

Vocês não têm desculpa porque a gata vai rodar o país todo.

CDCarol Delgado

É verdade.

?Voz A

Não, e também a gente fica tanto nas telas, e essa questão de celular, é você se desligar por uma horinha, duas horinhas, faz muito bem. Então vai lá assistir, tá?

CDCarol Delgado

Vai lá prestigiar e pede pensão. Aproveita, né? Se você tiver precisando de uma ajuda, ela pede para ela.

?Voz B

Obrigada, Carol.

CDCarol Delgado

Obrigada, menina. Também foi um prazer.

?Voz A

Agora aqui para essa câmera, ó. Beijo, gente, e se inscreve no canal.

CAROL DELGADO - PODDELAS PODCAST #566 | Castnews Index — Castnews Index