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MaterniDelas - Larih Boas com Tata e Cláudia Raia

27 de maio de 202636min
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No episódio de hoje, recebemos Larih Boas para uma conversa muito especial sobre maternidade, rede de apoio e os diferentes jeitos de sustentar uma mãe no dia a dia 💛Entre o parto do Ravi, o puerpério, a maternidade sem babá, a força da família e os desafios da nova rotina, Larih compartilha uma maternidade real, sensível e cheia de aprendizados. Um episódio sobre apoio, acolhimento e sobre como ninguém deveria atravessar a maternidade sozinha.Não perca! ✨

Participantes neste episódio3
C

Cláudia Raia

Host
T

Tata

Host
L

Larih Boas

ConvidadoMãe do Ravi
Assuntos8
  • O Trabalho de Parto da IgrejaDesejo de parto normal · Indução do parto · Experiência com a bolsa estourando · Vontade de ir ao banheiro durante o trabalho de parto · Uso de analgesia · Posição inusitada para o parto · Parto de Ravi
  • A maternidade como um processo de aprendizado contínuoCompartilhamento de maternidade real nas redes · Desafios e aprendizados da primeira maternidade · Maternidade sem babá · Força da família
  • Identidade e recomeço após términosDuração do puerpério · Baby Blues e choro de amor · Hormônios e a régua alta de expectativas · Solidão e necessidade de acolhimento · Seleção de pessoas e vínculos importantes · Uso de bombinha e retirada de leite
  • Expectativas e realidades da maternidadeMudanças hormonais e percepção do parceiro · Expectativa de mudança no comportamento do parceiro · Diferença na percepção da gravidez entre pais e mães · Comparação com outras gestações nas redes sociais · O papel do patriarcado na autoimagem da mulher
  • Rede de Apoio na MaternidadeConceito de rede de apoio · Apoio em objetos e posições · Importância do apoio para mães
  • Amamentação de RaviPega correta do bebê · Ausência de estudo prévio sobre amamentação · Experiência sem dor · Comparação com a experiência da mãe
  • Fertilidade e GravidezDesejo de ser mãe · Relacionamento com Lucas · Escolha do nome Ravi · Métodos contraceptivos e troca · Gravidez não planejada, mas desejada
  • Fatores que influenciam a decisão de ter filhosSonho de ter uma menina · Experiências com diferentes filhos · Perfeição na maternidade como aperfeiçoamento
Transcrição98 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Calvão, o pessoal do SBT tá perguntando se o Gogó tá em dia. Tiago, avisa a torcida que o coração já tá saindo pela boca. E o Brasil inteiro, estamos na mesma torcida, em uma só voz. A Copa que o Brasil quer ver é no SBT e na N Sports.

Oi, gente! Sejam bem-vindos a mais um Materne Delas ao lado da Cláudia, meu amor maravilhosa. E de Tati, meu amor maravilhoso. Já se inscreve no canal, deixa o like, compartilha, todas aquelas coisas que vocês já sabem. E hoje o programa está muito especial, né, Cláudia? Está maravilhoso, gente.

O que vem na sua cabeça quando a gente fala em rede de apoio na maternidade? Uma pessoa? Um profissional? Um ritual? Um objeto? A verdade é que a rede de apoio de uma mãe pode aparecer de muitas formas. E nem sempre ela é só quem está ali do nosso lado.

Exatamente isso. Quando a gente vira mãe, percebe que apoio pode ser um colo amigo, uma família presente, uma orientação que acalma. Mas te juro que também pode ser um brinquedo que prende a atenção do bebê por cinco minutos, pelo menos. Ou até mesmo uma posição milagrosa para deitar quando o corpo já não aguenta mais. Porque no fim, apoio é tudo aquilo que ajuda uma mãe a respirar um pouco melhor.

É o que acolhe e relembra que ninguém precisa dar tudo de si sozinha. E entre descobertas, dicas, trocas e muito amor, a gente vai entendendo que a maternidade fica mais leve quando existe uma rede por perto. E que às vezes essa rede está em um vídeo no YouTube, como aqui, comigo com a Cláudia, né? Trazendo várias mães incríveis pra ajudar outras mães também. E a nossa convidada de hoje...

Ela é uma dessas mãezonas que tem compartilhado justamente essa maternidade real nas redes. Os desafios aprendizados, os momentos fofos e também os bastidores dessa nova rotina. Mãe de primeira viagem, ela está descobrindo esse novo mundo, vivendo uma nova versão de si mesma e se apaixonando cada dia mais pelo seu pequenininho.

Seja muito bem-vinda, mamãe do Ravi, Laribas! Tô feliz em ter vindo. Nossa, vocês nem imaginam, quando eu recebi o convite eu falei assim, não acredito. Mentira! Não tô acreditando que eu vou lá, sim. Porque você assiste a gente? Eu assisto. Gente, eu quando descobri que eu ia ser mãe, eu falei assim, não, vou ter que assistir tudo pra pegar todas as dicas. Principalmente pro parto, eu falei, não, vou assistir tudo que eu posso.

Que nunca, né? Vocês já ficaram assim? Sou, é. Tipo, ai, vou procurar tudo que eu posso pra aprender. Tudo ouvindo.

tudo, vendo tudo. Sim, acho que a cada fase, né? Assim, quando você tá grávida, você procura sobre o Pátio, sobre a amamentação e tal, sobre esse começo. A gente que já tem, a Cláudia tem filhos de várias idades, mas eu acho que eu que tô ali na fase da primeira infância, pesquiso muito sobre a primeira infância, sobre educação, sobre esses cuidados. É muito importante. Muito! E seja muito bem-vinda, a gente tava só esperando dar um momento pra você poder sair. Exatamente. Eu também tava esperando, gente.

Mas, ó, fala a verdade, tá sendo difícil até pra sair. Porque eu não quero sair de casa. Eu não consigo. Toda hora eu volto. Eu falo, aí eu vou e já volto. Não tô participando de quase nada, assim. Porque eu tô dando, sabe, exclusivo, assim, pro meu filho. Dá uma dorzinha, né, de sair. Parece que ele vai precisar e a gente não tá. E não tá. Como tá sendo? Fala pra gente. Desde, acho que, vamos começar do começo, assim. Foi uma gravidez planejada?

Mais ou menos. Tipo assim, foi e não foi ao mesmo tempo. Eu nunca quis ter um filho com outra pessoa. E meu namorado sempre quis ter um filho. Como assim, um filho com outra pessoa? Tipo, eu nunca pensei. Eu já tive outros relacionamentos. É, eu nunca pensei em ser mãe, sabe? Agora, mas eu sempre quis ser mãe. Nova. Eu sempre quis ser mãe. Sempre falava, meu sonho é ter um casal e tal. Desde pequenininha eu falo pros meus pais.

Aí, só que eu me relacionei e nunca pensei, sabe, nossa, essa pessoa, vou casar, vou ter um filho com ela Aí eu conheci o Lucas e o Lucas ele é apaixonado, ele já tem uma sobrinha, né Ele já é apaixonado e tem vários vídeos antes dele me conhecer falando que queria achar alguém pra ter um filho Aí quando ele me conheceu, a gente ficou dois meses juntos, aí nisso ele já começou a falar, nossa

Queria muito ter um filho com você, aí ele começou. Aí eu comecei a ver ele como um pai também, sabe? Porque ele tinha a sobrinha dele, trazia ele pra perto da gente, né? E eu falei, nossa, como é bom, né? Tipo, ficar assim, sabe? Num ambiente, tipo, de família. Aí eu já considerava como se fosse nossa filha, né? Aí a sobrinha dele vinha e eu já, nossa, que legal, cara, queria ser, se a gente fosse uma família. Aí fui colocando isso na cabeça.

Aí depois foi passando e ele sempre me pedindo e a gente sempre brincando com isso, principalmente na internet. Falaram, ai gente, eu vou ter o Ravi com ele. Ai, qual que seria o nome do seu filho? Ele é Ravi. Você já sabia que era Ravi? Assim, na sua cabeça? Ele sabia. Eu falo pra ele, eu acho que ele tem uma boca assim de profecia. Porque ele falou, eu falei assim, se você tivesse o primeiro filho, qual que seria o nome? Aí ele, Ravi.

imediatamente e de menina, ele não pensa ainda porque eu vou ter um homem aí eu falei assim, você não sabe? não, eu vou ter um homem aí depois que eu engrandei ele fez a mesma coisa ele letarou sim, juro e você sempre gostou desse nome também

Sim, eu nunca, tipo, pensei... Quando ele falou, eu nunca imaginei outro nome, né? Porque eu não sabia se era menina ou menina. Aí ele já falava que queria a Javi, aí eu falei, então, acabou, vai ser Javi. Não entendi de acordo. E você achou que ali, com a sobrinha dele, você já via mais ou menos um ensaio dele como pai? Você conseguia enxergar o quanto ele seria bom pai? Eu acredito que sim, né? Sim.

é muito cuidadoso, ele era muito cuidadoso, muito atencioso, todo dia ele tem que fazer uma ligação pra perguntar da sobrinha dele se tá bem, levava ela com a gente pra sair de final de semana, porque os pais de semana levavam pra escolinha, aí eu falava, nossa, como que é bom sentir essa sensação, e eu não sentia com ninguém antes, né, aí você fica assim, nossa, comecei a...

me imaginar tendo uma família com ele. Aí não foi planejado, mas depois que eu descobri, acabou sendo planejado mesmo, porque ele falou que sempre queria, ele nunca falou, tipo, ah, você vai ser, eu só vou ficar com você. Porque ele ficou comigo um mês, no outro mês ele já me pediu em namoro, e no outro já tava falando que queria ter uma família comigo. Que loucorinha, né? Mas você chegou a... Tem, Cezanne.

fazer... Como é que chama isso? Negócio de pílula. Ah, não. Você estava com algum método contraceptivo? Isso. Eu não conseguia falar isso. A menopausa, tá vendo? Falo pra vocês. Vamos fazer um programa sobre menopausa, gente. Vamos. Vai virar aí. Tem tanta confusão nesse negócio de névoa mental. Não saía a palavra. Contracepção. Contracepção.

Eu usava, só que eu ia fazer uma troca no ano passado. Porque o que eu tava usando tava me deixando com muita espinha, sabe? Mas era comprimido? Era anticoncepcional? Era anticoncepcional, anticoncepcional. Anticoncepcional. Aí eu ia fazer já a troca em janeiro. E eu conheci ele em janeiro. Aí eu nem, tipo, cheguei, tipo, ah, vou fazer a troca e já vou começar no outro mês. Aí eu já nem tomei mais. Mas não porque eu já queria um filho.

Eu só, tipo, tava me fazendo muito mal. E eu tava procurando um método certo ainda.

Você tava nesse momento de pau. E era uma loucura, é, porque, tipo, eu tava participando de um projeto, né, aí eu ia pro projeto, aí depois eu voltava. Era aquela vida que tava sendo corrida ali no momento, aí eu nem tava pensando nisso, eu tava tipo, ai, tá de boa, tá tranquilo, tô me prevenindo de outro jeito. E fui aí que escapou.

Foi aí que veio esse milagre Ah, mas acho que era pra ser também, né? Não tava prevenindo Mas então veio, mas porque era pra ser É, com certeza A gente sabe a dificuldade A gente recebe muitas mães aqui que são tentantes, né? A gente sabe o quanto não é tão fácil assim engravidar A gente acha que é Eu recebo muita mensagem também Muita mensagem perguntando Como é que eu fiz Se eu já tinha perdido filho antes Nossa, muitas mães É muito comum, né?

A gente não se atenta a isso Mas é muito comum E aí quando você descobriu, como foi pra contar Eu sei que vocês tiveram Umas idas e vindas nesse período De gestação É, assim mais ou menos Mas era o que? Os hormônios da grávida? Não sei explicar Eu acho que quando eu engravidei

A gente amou a primeira fase Só que depois ficou a fase difícil, né? Que foi quando, sei lá Parecia que eu tava achando tudo que era Alguma coisa pra mim, sabe? Não sei explicar Eu acho que são os hormônios Tipo assim, ele fazia As coisas que ele fazia antes e eu não queria que ele fazia As coisas que ele fazia antes, entendeu? Mas eu não sabia Falar com ele

Você te irritava. Isso, eu não queria que ele tivesse a vida de antes comigo grávida. Agora eu queria que ele tivesse, sabe, uma visão diferente. Tipo, ah, vou dar mais atenção, vou ficar mais. Só que ele também tem o trabalho dele, né, que é uma área muito complicada também.

Aí eu grávida, eu tinha que ver os clipes dele, eu já não tava gostando. Você achou que você ficou carentíssima e você não conseguiu ter a atenção que você esperava? Não, mas eu acho que a gente, acho que mulher, assim, a gente, no fundo, a gente espera que tenha uma mudança. Porque a gente tá passando por várias transformações.

Além da vida, do corpo também, né? Hormônio e tal. E aí você espera minimamente que o parceiro tenha esse entendimento. Só que eu acho que, infelizmente, pro pai só cai a ficha na hora que pega a criança no colo. Porque quando a gente tá grávida, pra eles assim, não tá consertado, né? Não tá... É, mas já é um homem, gente. Aí quando a gente fica querendo, esperando por isso, a gente tem que esperar isso de uma mulher, porque do homem não vai rolar.

Porque vem muita frustração em cima da expectativa, né? Exatamente. Tanto mais você espera, mais você se frustra. E eu via na internet, tipo assim, como outras pessoas eram, com outras pessoas grávidas, eu começava a me vaziar do que eu via na internet, mas também não sabia como era a vida dentro de casa, né? Aí eu, não, vai ser perfeito, vai ser meu Flores, não tava sendo. Aí eu comecei a ficar muito... Gente, muito importante falar disso, porque assim, você...

Também vive das redes sociais. Você sabe, a gente sabe como é. E aí, ainda assim, você se comparou achando que você estava pior ou que você tinha que ter outra realidade por conta de outras coisas que talvez seja só uma tela de stories. Exato. Que talvez não é nada daquilo. Exatamente. É uma vida de mentira, que é o que mais a gente vê nas redes sociais. Quer dizer, você se baseou nisso. Você sendo uma pessoa oriunda desse lugar.

Olha, eu fui sofisticada agora. Oriunda. E veio aí a menopausa. E veio a menopausa.

Na verdade não acontece absolutamente nada com eles. Nada. Nada. A gente tá toda esquisita, né? Porque é a gente. Essa bomba hormonal muda muito. Muda muito tudo. E o corpo, a gente se olha, não se reconhece. E aí esse marido que tá fora, esse marido que não te dá atenção, de repente você fala, meu Deus, será que agora eu tô me transformando inteira? Olha que loucura o que o patriarcado conseguiu colocar na nossa cabeça.

De que a gente nasceu para servir. E que a gente não pode estar de outro jeito que não seja maravilhosa, magra, espetacular, alegre, feliz e subserviente. Que loucura.

Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho que de fato somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão. Ouviu? E mais. Em qualquer compra a partir de R$199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia. R$199,00.

E aí eles não têm a menor noção Porque foram criados assim Nós fomos criados assim E eu acho que também tem a dificuldade Acho que uma das maiores dificuldades Em todos os relacionamentos é a comunicação Então às vezes você não sabe como falar A pessoa não sabe como escutar Você fala de um jeito, a pessoa pensa de outro Aí começam as crises, as brigas Aí o afastamento

E até ele viu, percebeu, né, que tava afastado de mim, que ele, meio que ele entrou numa bola, assim, do trabalho dele, tipo, não, eu tenho que trabalhar mais, porque agora eu vou ter que sustentar o meu filho, entendeu? Ele ficou com isso daí, tipo, ah, agora eu tenho filho, eu tenho que fazer o dobro do dinheiro, eu tenho que trabalhar o dobro, eu tenho que fazer o show o dobro, e não dava tanta atenção em casa, sabe? Eu acho que o mínimo que ele fizer...

Isso é muito importante o que você tá falando, porque isso é a criação, é a criação do provedor.

Então eles se embutem ali no escritório, no show, enfim, cada um com o seu segmento.

Tipo, eu preciso fazer dinheiro, eu preciso dar uma vida legal para o meu filho. É só nisso que eles pensam, na verdade. Porque foi criado assim. A gente que é mãe de homens, a gente precisa tomar muito cuidado com isso. Porque essa criação, gente, ela está embutida, intrínseca dentro da gente. Então, é preciso formar novos homens, com novas cabeças e de outro lugar.

Mas eu tenho muita esperança com a geração dos nossos filhos. Eu também tenho. Nossa, eu tenho muita esperança. Eu também. Mas é importante a gente ficar sempre ligado. Porque o ambiente social, externo, ele influencia demais. Então a gente tem que estar toda hora, sabe, lembrando, relembrando. Como é que foi o parto?

Diz pra gente como é que foi Desde a hora de sair de casa Me diz o que aconteceu Gente, foi uma loucura Eu queria que o Javi nascesse Com 40 semanas certinho Porque depois pode ter Aquele risco de o bebê ficar muito grande E eu sou muito magrinha E pequenininha Então eu fiz uma barriga tão grande Que eu não conseguia andar Não conseguia sair de casa Que eu queria usar o banheiro E eu não conseguia sair de casa

Aí eu falo, a gente tá pesando tanto, eu queria tanto, sabe, que ele já nascesse, eu queria tanto. E ele não veio, tá? Ele não quis vir, não foi porque ele quis. Foi eles que escolhem. Foi eles que escolhem. A gente tem uma pretensão deixar que a gente escolhe. Não, aí eu falei, você não vai vir. Aí eu falei assim, né? Aí o doutor, eu conversei com a minha doutora, né?

Não tô mais aguentando, o peso tá muito pesado, minhas costas tá doendo, eu tô sentindo muitas dores. Quantas semanas isso? Quarenta. Ah, quarenta semanas já? Quarenta semanas já. E ele não queria vir. Ele não tava nem certo. Ele só tava virado. Desde 37 semanas ele já tava virado. Encaixado. Na posição, encaixadinho. Isso, encaixado.

E ele não queria vir. Aí eu falei, né, conversei com ela, ela quis induzir o parto. Aí a gente foi tentar induzir o parto, né. Só que ela olhou pra mim e falou assim, ó, a margem, assim, das pessoas que induzem o parto, às vezes acaba numa cesárea. Aí eu falei, hum, e eu não queria cesárea. Na verdade, antes, quando eu descobri a gravidez, eu queria cesárea, porque eu achei que não ia doer tanto.

Entendeu? Porque todo mundo fala que é a pior dor do mundo, parir, né? E eu não consigo tomar uma injeção. Eu falei, meu Deus do céu. Vai ser horrível. Não, eu só tava pensando nisso. Eu falei, vai ser horrível, vai ser péssimo. Aí eu, tá bom, não vou pensar agora, eu vou pensar quando eu tiver com nove meses, senão eu não vou aproveitar nada. Aí, quando deu 40 semanas, a gente foi conversando ao longo do tempo, quis ter parto normal.

E minha doutora falou, até lá eu vou fazer você ter um parto normal e você vai ver que você vai conseguir. Aí eu, tá bom, elas foram conversando, me dando segurança.

Aí a gente foi induzir o parto. Eu fui seis horas da manhã pro hospital. Sabe aquele exame que faz o cotonete? Então, é o último, né? Antes de ter, né? O meu deu positivo. Então, eu fui seis horas da manhã, tive que ficar tomando remédio na veia até sete horas da noite. Às sete horas da noite, eu comecei a induzir o parto. E aí, a minha bolsa estourou às 23.

23. Aí das 23 até 3 horas da manhã. Eu tive 3 horas de expulsivo. E nesse período até as 23 você sentia dor ou foi tranquilo? Eu não sentia nada. Eu fui pro médico e não senti nada. Eu não senti dor. Eu senti uma cólica uma semana antes de 40 semanas. Eu falei ah, eu acho que agora vai vir, né? Que eu senti uma cólica. Eu tô toda animada.

Nada. Nada. Aí, quando eu fui pro hospital, eu não tava sentindo nada também. Fiquei tomando os remédios. Antes da minha bolsa estourar, eu comecei a sentir aquela vontade de ir no banheiro. Sei. Uma dor de barriga. Eu falei, nossa, é só uma dor de barriga porque eu tô nervosa, né? Nossa, mas eu tive dor de barriga nos dois também. Você teve?

Você teve? Não, eu fui antes de parir, eu falei, gente, preciso usar o banheiro. Sei, é como se fosse uma limpeza, né? Sei, número 2. E a vez que eu ia no banheiro, aí ele assim, ai, você quer que eu acompanhe? Eu, claro que não, tipo, imaginei eu lá com a pessoa do lado, só que vinha uma contração no meio, e eu falava, meu Deus, é agora que eu vou partir, eu vou pôr dessa... E a criança vai cair no quê? Eu falei, a criança vai cair no vaso. Não dá.

Gente, foi desesperador. Aceitem ajuda. Eu nos dois não consegui aceitar. Nos dois. Não consegui. Eu fui sozinha com a morrinha. Na verdade, só pra perguntar, porque o meu não foi parto normal. É uma dor de número dois? Não. Mas sai o número dois? Ah, não. Eu tive vontade. Eu acho que é o corpo dando uma limpeza. Sei lá. Mas acaba... Você acaba fazendo o número dois? Não. Nessa hora que você vai ao banheiro antes. Ah, super. Sim. Fiz. Ah.

Eu acho que a força, né? A força é de ir no banheiro. Eu acho que é de dor mesmo. Porque quando você... Eu não sei. Eu senti... A minha experiência foi que eu tava com tanta dor. Sabe aquela dor que você fala assim? Meu Deus, ou eu vou vomitar ou eu vou me cagar. De dor, sabe? De... Você fala, meu Deus, não sei o que fazer. Você fica desnortear. Eu senti isso. Eu falei, vou no banheiro. E aí consegui, só que assim...

A enfermeira, não, eu vou com você. Eu falei, ah, não vai mesmo, não vai. Sabe, com vergonha que não vou. E aí fui sozinha. A minha abriu a porta, tá? Meu, as contrações. Ela abriu a porta no banheiro. Mas você tava com contração nessa hora? Tava. Porque foi, a bolsa estourou antes e... Eu fui antes, aí a bolsa estourou. Aí era pra mim descer e ir pra sala de parto. E eu quis ir pro banheiro. Eu falei, não, eu preciso, Zalbina.

Porque eu não queria fazer nada na hora. Porque ia estar todo mundo gravando, um monte de gente vendo, né?

Mas acontece também, né? Não, aconteceu comigo. Vocês não estão entendendo. Foi muito... Meu Deus do céu. Aí eu fui e eu fiquei lá. Aí ela... Amor, você tem que descer, amor. É o bebê. Não é vontade. Eu falei, não, não vou sair daqui porque é vontade. É vontade. Eu tô falando o que eu tô fazendo.

Aí eu lá, e ela toda hora abri no banheiro Amor, você tá fazendo luz no parto É o bebê, vamos descer, vamos descer E eu não tava sentindo dor, pra mim era só Uma vontade no banheiro, a fé E eu tava lá, e eu, gente, não tô conseguindo levantar E agora, e agora, pensando Aí eu, não, tá bom, né, vou ter que ir de qualquer jeito Mas não foi no banheiro, então

Não rolou o número 2. Não rolou, eu fiquei lá. Aí depois eu tive que tomar banho, descer, só que eu não queria sair do vaso, eu não queria levantar, queria ficar lá, porque pra mim era só a dor de barriga. Não era mais nada. É a pessoa com uma melancia, né? Entendeu? E eu falando, mas eu também pensei nisso, eu falei, nossa, e se ele cai aqui agora? Meu Deus do céu, todo sujo, meu Deus. Tava, eu tava louca. Aí eu peguei e falei assim, não, tá bom, vou tomar um banho.

E vou, tomei um banho lá, né? Que era só com chuveiro, que ela falou que eu não podia nem tomar banho, que já tinha que correr. E as contrações lá? Eu não estava sentindo contração ainda. Mas você estava já dilatada? Sabia quanto você estava de dilatação? Três dedos. Eu não estava sentindo nada. Então era pouco ainda. Não ia nascer, gente. Podia ir lá no banheiro, né? Podia, com calma. E eles me tiraram de lá. Aí, quando eu cheguei lá embaixo...

Eles falaram pra mim na piscina de água quente, né? Aí foi lá que eu senti as dores, sabe? Lá eu senti uma dor muito forte, uma pontada Só que eu acho que a dor que eu mais senti não foi na barriga Sabe? Eu acho que foi na florzinha Acho que eu fico sensível É, só achou que foi sensível

Eu tava sentindo nada, minha filha. Eu senti ela nas costas. Nas costas? A compração assim, ó. Eu tava sentindo lá embaixo. Eu falei, nossa, gente, que sensível que tá. Porque ela foi fazer exame de toca, eu não queria que ela tocasse em mim. Tava doendo horrores. Tipo assim, ai, não toca, tá muito sensível. Parece que tava, tipo, toda rasgada. Tudo inflamado. Exatamente. Aí eu falei assim, não quero nem fazer exame de toca. Eu já tava chata, já.

Antes tava tudo amor. Eu, uhul, voltei, né? Tava lá nadando, eu tava rindo, escutando as conversas. Eu fiquei 30 minutos na água quente. Aí depois eu comecei a ficar chata e minha cara ficou seu.

Aí todo mundo, o que aconteceu? Você estava rindo agora? Está sentindo dor, né? A minha médica. Minha médica, nossa, ela ria, fazia piada, conversava. E eu lá, não, agora estou chata, gente, estou chata. Aí ela, então vamos, vamos levantar. Aí eu levantei, quando eu levantei, um monte de sangue caindo já.

Já tava quase na hora, ela ficou que era normal, né? Aí ela fez ainda eu ficar rebolando numa bola lá. Uhum. Andando num num num num... Isso é sem dor? Sem dor, só tipo assim, doendo lá embaixo. Como é que pode, né? Tem gente que é tão abençoada, né? Mas você tomou analgesia? Aí depois eu tomei analgesia. Quando deu acho que seis dedos de dilatação, eu falei assim, ó, eu tô sentindo, eu não tô sentindo dor, mas tô sentindo um incômodo que tá me deixando brava.

Tipo assim, não é uma dor de tipo, ai, eu vou gritar, eu vou chorar aqui, tô morrendo de dor. Mas é tipo assim, eu tô ficando chata. Tipo, daqui a pouco eu vou xingar você do nada. Eu falei assim ainda. Aí ela, então vamos fazer analgesia em você, só pra você não sentir essa dor. A gente vai usar só uma vez e se precisar a gente vai colocando outras doses. Aí eu falei assim, ai, pode ser. Aí eu fiz assim, né, com a coluna. Pior coisa que eu fiz, doeu mais analgesia do que tudo.

Não tava doendo quase nada. Ela foi colocar nas minhas costas, não sei o que aconteceu, que errou. Aí ele teve que tirar.

E era tipo a hacker, sabe? Sim, sim. Aí eu falei, gente, que que é isso? Que que eu tô fazendo? Aí o doutor, eu não tô mais aguentando. Eu odeio a agulha. Nossa, eu preferia ficar com a dor de antes. Por favor, tira isso. Aí ela, não, agora vai. Agora é o último e tal. Aí foi. Depois de muito tempo e aquele negócio mexendo assim nas suas costas. Nossa, eu não senti a dor. Eu não senti nada. Eu senti. Tava com tanta dor que eu não senti.

Eu senti. Nossa, foi horrível. Eu não tava com dor nenhuma e não senti nada. A hacker pra mim é como se eu fosse, sei lá, escovar o dente. Tô chocada? Juro, eu não senti nada.

Gente, que doeu tanto. Eu pleníssimo, assim, ó. Falei, gente, acabou. Eu nem percebi. Você tava sentindo contração na hora que você fazia assim? Não. Eu tava com contração e sentindo isso. Aí a barriga endurece, sabe? Aí fica meio dura. E eu sentindo as costas e a barriga dura que eu queria, tipo, ir pra trás, que a coisa não podia se mexer. E eu com medo de dar alguma coisa nas minhas costas por eu estar se mexendo.

Aí tá bom, fiz, eles colocaram só uma dose, aí eu ainda senti as contrações, porque ela falou que eu precisava sentir pra mim fazer a força, que eu não poderia ficar sem sentir nada. Mas melhora um pouco o incômodo, sabe? Depois eu consegui ainda tomar um sorvetinho, comer, já voltei a conversar com todo mundo. Olha! Tava tudo, só não tava dançando, né? Igual a Natália, eu falei, nossa, eu queria o parto dela. E não consegui dançar, ser mó animada, mas eu tava lá.

Aí, quando ela falou, né, se em três horas eu ficava fazendo muita força e ele não vim, ela me deu três horas pra me tentar fazer o Rav nascer. Aí eu ia pra cesárea. Você tava com 40 semanas exatamente ou alguns dias já? 40 semanas certinho. Certinho. Certinho. Aí, eu fiz tudo isso.

Aí a minha dilatação tava de seis e foi pra nove. Isso já era de madrugada. Isso, de madrugada. Umas duas a três horas da manhã. Ele nasceu às quatro. Nasceu às quatro? Uhum. Aí eu só sei que faltava vinte minutos pra dar, tipo, quatro horas. Às três horas. Pra, tipo, encerrar pra mim pra cesárea. E o Javi não tava descendo. Tinha três dedos ainda. Tipo, já tava tudo dilatado. Só que tinha três dedos pra cima ele ainda. Ele tava alto. Aconteceu isso com o Caio também. Tava acomodadinho.

Ele tava alto e eu já tava com 10 de dilatação E a criança tava lá em cima Sim, e fez de tudo e força Tudo certinho nas horas da contração Ele não tava descendo Aí ela começou a falar, não, não vai ter jeito A minha doutora, não, não vai ter jeito A gente vai ter que ir pra cesárea

Aí eu comecei a chorar tanto, porque tipo, eu, sabe, consegui fazer tanto, sabe? Aguentei, tomei a coisa nas costas. Aí eu falei, não tô acreditando nisso. Fiquei muito triste, aí eu comecei a chorar. Não sei porquê, porque não deu vontade de chorar, comecei a chorar horrores lá. Falei, não, Deus, não, eu quero, por favor, dar o meu filho assim. Comecei a chorar tanto, mas tanto. Eu acho que a única coisa da minha parte foi nessa hora, que eu comecei a chorar muito.

Só sei que eu orei, do nada. Ela falou, vamos tentar a última vez? Aí eu falei assim, vamos. Aí eles me colocaram em outra posição, que todo mundo também falou. Nossa, que posição é essa que você teve seu filho? A gente teve meu filho de lado, com essa perna virada pra cima. Sim, mas é super normal. Não, todo mundo achou estranho na internet. Eu falei, nossa, gente, eu fui um bicho de sete cabeças.

Não, super normal. Não consegui ter ele de frente, nem em pé. E tudo bem, gente. Qual o problema? Foi, consegui, de um lado, consegui, fiz três forças, aí ele saiu. E saiu, tipo assim, de olho aberto, tá? Meu filho já nasceu assim, ó. Juro. Claro, a gente fala em outra semana, você tá maduro. Que isso? Juro. Ele olhando tudo, ele olhando tudo. Aí ele deu um chorinho e depois já parou de chorar rapidinho.

Ficou comigo no meu peito, né? Aí depois já foi com o pai, né? Pra fazer os exames, tudo certinho. Aí eu levei dois pontos e pronto. O meu parto foi assim, tipo, foi tranquilo. Não foi boa? Foi boa também. Que ótimo. Não doeu, não aconteceu nada. Só senti a dor na hora da picada e um incômodo, assim. Agora, dor forte eu não sentia, graças a Deus. Que benção, gente. Maravilhoso. Agora vem cá. E como é que foi o início da amamentação?

Gente, eu não sei se é porque o meu bebê na barriga ele já chupava o dedo. Ele chupava o dedo, eu peguei no ultrassom ele fazendo isso. Só sei que ele fez a pega muito certa. E eu nunca fiz... Eu não estudei nada. Só estudei o parto, não estudei a amamentação. As pessoas falam que é muito importante, só que, sei lá, eu fiquei vendo tanta coisa, sabe? Fazer o quarto do bebê, e olha que ele nem usa.

Ele nem usa, gente Eu demorei tanto pra fazer o quarto dele Ele nem usa Já já ele usa É, e eu falei Nós deveria ter dado Tipo assim, sabe Estudado outras coisas Não ficar, sabe Ai, quarto, enxoval, roupa O que ele precisa Mas daqui a pouco ele volta, né, gente Não, sim Só que daí eu não estudei Sobre a amamentação Mas graças a Deus O Javi, ele pegou certo o meu peito Quando ele saiu da barriga Ele já veio e pegou certinho Então

Aí eu tava também com a minha doula, né? Ela é doula e enfermeira. Ela é mais que isso, ela falou. É que eu não sei explicar mais ou menos. Aí ela colocou ele. Ela que colocou ele a primeira vez. Ele pegou certinho. Depois eu fui colocando ele um em cada peito e tranquilo. Na maternidade. Tá até hoje?

Tá, até hoje. Só depois da maternidade, quando eu fui pra casa, eu acho que, eu não sei se eu fui tirar ele porque ele tinha feito cocô, não sei o que que eu fiz, eu puxei, aí arraxou um bico. Só que daí eu passei uma pomadinha, acho que é Lunalina o nome. Eu passei uma vez, no outro dia eu acordei e já tava melhor, passei outra e depois nunca mais. E sempre acertei.

Então você tá conseguindo amamentar? Sim, aí eu faço uma amamentação inclusiva, porque eu consegui. Eu fiquei muito feliz também. E não teve dor também, não teve nada. Nada.

Gente, dá um pouquinho de invejinha? Dá. Maravilhosa, que bom. Fiquei muito feliz também. Isso foi o que eu mais falei. Porque a minha mãe falou que o bico dela comi que a minha irmã rachou, sangrava, saiu da pele. Aí eu falei, gente, a minha mãe me botou medo da amamentação, mas não botou do parque, mas é porque ela teve cesárea. Ela falou que era tranquilo, que era pra mim...

E normal, tranquila, relaxada, que ia dar tudo certo. Agora, da amamentação, minha mãe sempre falou, nossa, é a pior coisa, eu não aguentava, mas ela deu. Eu sofri mais na amamentação mesmo também. Também? É. Eu acho que cada experiência é única, né? Não tem como... E agora, falando de...

sentimentos de hormônios de você, Larissa como você tá agora? você já tá conseguindo se reencontrar? você já tá conseguindo pensar em você Larissa ou ainda tá 100% Javi, 100% mãe? 100% Javi 100% mãe não consigo, eu falei ontem né, eu fui no aniversário da minha amiga eu consegui passar pra dar um oi e já ir embora, porque ele tava com a vacina dele né, ele tava manhoso e mesmo que eu tenha uma rede de apoio eu tenho minha mãe e meu pai eu tenho minha mãe

E também do lado do meu namorado eu tenho minha sogra. Mas como é que tá a sua rotina agora com ele, então? Quem que tá dividindo com você? Porque o Lucas vai pra show. Isso. Tipo, a noite. E às vezes viaja também. É, então como é que tá? Ele conseguiu parar um pouco? Ele ajuda. No começo, né? Quando eu tava no meu perpério. Ele tentou dar o máximo de pausa possível pra ajudar a gente. Deixa eu falar, ainda tá no perpério? É isso que eu ia falar.

Você não saiu, tá amor? Só pra te dar um toque. É quanto tempo, gente? Porque eu acho que eu... É quanto tempo eu tenho a ver.

Acho que, assim, nove meses é o tempo grande, né? Que às vezes as pessoas têm cinco, às vezes seis, às vezes nove. Porque imagina, você demorou nove meses pra gestar. Você demora nove meses pra voltar ao normal. Entendi. Assim, de tudo. De tudo. Não, tem gente que é... De voltar ao normal mesmo dois anos. É, dois anos. Dois anos. Quando ele fizer dois anos, você vai falar.

Ok, agora eu renasci. Agora sou eu de novo. Parece que vira uma chave, não sei explicar. Isso também falando das minhas experiências. Com a Bi, com o Caio foi exatamente assim. Comigo também. Foi a hora que eu consegui realmente voltar a olhar pra mim de novo. Voltar a olhar pras coisas que eu gosto. Não senti tanta culpa assim de, sei lá, querer trabalhar. De talvez um dia não estar lá com eles pra poder fazer alguma coisa que eu goste.

Enfim, eu senti isso. Pra mim também, a mesma coisa. Dois anos, mas... Dois anos.

Você sentiu alguma coisa do Baby Blues? Não sei se você chegou a ver sobre isso. Eu acho que eu chorava... Não, eu chorava mais vendo ele. Não chorava com as coisas de fora. Não, mas assim... De amor. Mas você chorava de amor ou de tristeza? De amor. De amor. É hormonal mesmo. Eu acho que o limite, a régua fica muito mais alta. Então você fala...

E parece que as pessoas não entendem, né? Não, as pessoas não entendem. Principalmente mães também. Elas são mães, só que eu levei muito hater por causa do meu relacionamento agora, no meu perpério. Mas agora você se tornou mãe, você está no perpério, se acolha também. Porque você está num momento muito delicado da sua vida, no perpério. Com um bebê muito pequenininho, muito fragilzinho ainda. Então, vai por esse caminho. Vai... Vai...

grudada em quem você confia. Sabe? Na tua mãe, na tua sogra, na tua rede de apoio, no bebê, sabe? Então é isso que vai te fortalecer na vida. Tenha certeza disso. E não é agora, é pra sempre. Mas assim, se acolha, se permita, não se cobre, viva o seu momento. Esse momento com o Ravi só vai ter agora. Só uma vez. Claro que você pode ter outros filhos, enfim.

Mas é único. Mas com ele é só agora, então aproveita. Eu sei que a gente quer estar em todos os lugares, quer fazer em todas as pessoas, mas parece que... Você sentiu isso, que depois que você virou mãe, você até seleciona mais as pessoas? Sim. Total. Nossa, muito. Acho que hoje, as minhas amigas que estavam no final da minha gravidez são as únicas que eu trago pra parte do meu filho. Ninguém mais viu meu filho sem ser, tipo, quatro pessoas.

E antes, nossa, era tanta pessoa que eu ficava me envolvendo de gente, assim, pra...

Trazer perto de mim, né? Hoje não, hoje são quatro pessoas que tava pra ver meu filho. Porque meu filho virou, tipo assim, o meu vínculo mais importante. Então, pra chegar nele, tem que ser muito importante pra mim. Senão, nem conhece o Javi. Mas é isso mesmo. Tá certo. É isso, tá certo. Como você faz quando você sai? Você tira o leite e deixa?

Na bombinha. Eu comecei isso no segundo mês dele, que foi mês passado. Então, quando eu tenho, por exemplo, agora eu vim pra cá, eu ia passar mais de três horas, talvez. Aí eu já tirei, eu falei, ó, mãe, vai dar pra ele, depois na próxima eu já tô aqui. Mas eu também tiro acho que uns... Dá uns três saquinhos de duzentos. Então, dá pra ele mamar bastante até eu chegar. Super. Mas o coração tá apertadinho. Sim.

Querendo voltar já. E conta uma coisa, você tem vontade de ter mais filhos? Quer dizer, não é essa pergunta, eu não teria que fazer agora pra você. Terei que fazer daqui dois anos, quando você já esqueceu tudo. Mas, de qualquer maneira, você não vai estar aqui daqui a dois anos, então eu vou perguntar agora.

Você sonha? É um sonho. Agora não. Eu queria que o Ravi tivesse uns quatro, cinco anos, né? Já certinho, fazendo as coisas dele. Aí eu penso em ter uma menina. Porque eu já tive um menininho, já tive a experiência de ser mãe de menina, né? Tô tendo. E depois eu tenho uma experiência de ser mãe de menina, sabe? Colocar bastante lacinho, bem princesinha. Ficar de baneca. Sim, tem que ter. É muito mais complexo, mas é muito legal. Você tem dois meninos? Eu tenho dois meninos e uma menina.

E você é um casalzinho. Bem complexo. Um diferente do outro, né? Completamente. Mas mesmo sendo dois meninos também, completamente diferentes, né? Sempre isso. Então, cada filho é super diferente. Cada filho é um filho e cada filho você é uma mãe diferente. Porque você tá num momento diferente, você tá num momento do casal diferente. Aquele ser vai precisar de coisas tuas que o outro não precisou.

É completamente diferente. Eu que tenho um de 29, a Sofia de 23 e o Luca de 3. É um negócio surreal. É uma loucura. São três vidas que eu tive, sabe? É muito bom, né? Três mães, três vidas. Impressionante, assim. É muito diferente. E isso é que é legal.

Porque você fica se exercitando em outros lugares. Sabe? É, na verdade... Porque não existe perfeição, né? A gente fica achando e tendo a certeza de que a gente vai ser perfeito e a gente não é e não consegue chegar à nossa perfeição. E o que é ser perfeito também? Amor, está em estado de aperfeiçoamento. Essa é a perfeição.

É, na verdade, sempre pensando Arrasou, né? Nossa, eu tô filosofando Muito, mas tem muito Dijuma Tone em mim também, que é minha empresária Ela que fala essa frase A gente sempre pede Pras mamães mandarem um recado Pras mamães que estão lá assistindo a gente Então, por favor, se você Olhar aqui pra câmera 3 Pra falar pra essas mamães que estão passando Por isso, que estão no perpério Que também estão nessa fase que você Que você tá, manda um recadinho Pra elas ت ت

minha experiência sendo mãe de primeira viagem, tá? Porque eu não consigo falar uma coisa assim que vai ser pra você perfeito, porque igual ela falou, ninguém é perfeito, então não se cobre. Não precisa ser tudo perfeito, não é porque eu tive uma amamentação boa que você vai ter ou que você não vai ter, então não precisa se cobrar.

Também não precisa se basear na internet Vendo a vida das pessoas Que pode ser perfeito Mas ninguém sabe o que está acontecendo dentro da casa de vocês E que qualquer crise que você estiver passando Ou que você passar na gravidez Ou no seu perpério Siga em frente, que vai dar tudo certo Confie no seu potencial Como mãe, que você vai ser a melhor mãe do mundo Para o seu filho, só precisa ser você

Ah, isso mesmo. Obrigada. Obrigada, Lari. De nada, gente. Que Deus abençoe muito, muito, muito, muita saúde. Amém. Pro Javi, pra vocês. Obrigada mesmo. Deixa eu perguntar. Ah. Quantos quilos do seu filho nasceu?

O Caio? É, no seu parto normal. 3,420. 3,420. 3,415. 15. Por quê? O meu foi quase 4 quilos. Nossa, mas também ele ficou aí 40 semanas, não queria sair. Não queria sair. Eu fui induzir também, amor. Foi. Quase 40. Quase 40. 39.

É gordinho ele, né? Até hoje, hoje ele tem três meses, ele já tá com quase oito quilos. Gente! Ele é muito gordinho. Que fofo! O Lucas é grande? Então, mais ou menos, ele tem 1,80, 1,90 pra mim era bem grande, né? Mas 1,80 ele tem de altura, e eu tenho 1,60. Acho que a Vi pegou...

A parte dele, mas... Ele é tudo, né? A face... É tudo parecido? Não, é tudo. É a cara, o olho, o jeito, as expressões. Ficurado, mamãe. A gente vem pra pagar os cacados, entendeu? É isso, é isso. Meu amor, muito obrigada. Saúde pra sua família. Amém, pra vocês também. Foi um prazer estar aqui. Obrigada por ter vindo, ter separado um tempinho. A gente sabe que é muito importante esse tempinho nesses primeiros meses. Então, muito obrigada.

Foi uma honra. Obrigada a vocês. Beijo. Gente, beijos, muito obrigada. Se inscrevam no canal. Espero que vocês tenham gostado e até a próxima, né, Clara?

A gente está tão feliz de estar aqui com vocês E compartilhando tantas histórias legais Então Se inscreva no canal que a gente está te esperando Beijo, tchau

O futuro não começa com o carro, começa com energia. Enquanto outros faziam promessas, a BioID já estava construindo baterias. Enquanto o mercado discutia, nós colocavamos milhões de veículos nas ruas. Aqui, tecnologia não é um acessório, é a base. Bateria, chip, motor, software, tudo construído junto desde o início. Por isso, somos mais seguros, mais eficientes e mais acessíveis. Não construímos carros para poucos, criamos mobilidade para todos. BioID, uma revolução global. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.

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