FÁTIMA BERNARDES E BIA BONEMER - PODDELAS PODCAST #549
Uma das jornalistas mais importantes país está no PodDelas! E acompanhada de alguém que conhece sua versão mais real: sua filha, Bia Bonemer.Neste episódio, Fátima e Bia falam sobre o novo videocast “Cá Entre Nós”, relação de mãe e filha, diferenças de geração, carreira, internet, amadurecimento e os bastidores de trabalharem juntas pela primeira vez.Um papo solto, mas emocionante! Tem história sobre carreira, notícias, influência e, claro, família.Já dá o play aí pra não perder nada! E se inscreve no canal, pra não perder outros episódios.
- Videocast Cá Entre NósOrigem da ideia · Formato de conversa · Conflito geracional · Primeiras convidadas · Primeira temporada temática
- Relação da filha com GustavoTrabalhando juntas pela primeira vez · Diferenças geracionais · Aprendizados mútuos · Admiração mútua · Inversão de papéis
- Carreira ProfissionalTransição de carreira de Fátima Bernardes · Escolha de carreira de Bia Bonemer (Design) · Flexibilidade profissional na internet · Desafios da carreira jornalística (entrevistas presidenciais) · Trabalho em plataformas digitais
- Paternidade e MaternidadeExperiência com trigêmeos · Conciliação carreira e família · Respeito à individualidade dos filhos · Apoio e direcionamento na criação · Dificuldades da maternidade · Separação dos pais e impacto nos filhos
- Combate à Desinformação e Fake NewsExposição e controle da narrativa · Lidando com boatos e haters · Golpes e fake news (vídeos falsos) · Evolução das redes sociais (Orkut, Facebook, Instagram) · Gírias e linguagem da internet (POV, gag, 6x7)
- Memória e MúsicaDinâmica de adivinhação de músicas · Músicas marcantes (Ludmilla, Tim Maia, Glória Groove, Ivete Sangalo) · Músicas da infância e adolescência · Músicas e Copa do Mundo de 2002
- Motivos para morar sozinhoExperiência de morar sozinha
Oi, gente! Tudo bem com vocês? Sejam bem-vindos a mais um Poddelas Podcast. Já vou começar todo o programa com a humilhação, tá? Te obrigando a se inscrever nesse canal, por favor. Vai se inscrever, compartilhar o vídeo, curtir, comentar, todas aquelas coisas que eu sempre peço.
É muito importante que você se inscreva, porque normalmente, quando a gente assiste pela televisão, a gente não interage, entendeu? Então, pega seu celular, se você tá assistindo a gente pela TV, pega seu celular, vem interagir com a gente, tá? Obrigada, agradeço o fundo do meu coração. Tem as nossas redes sociais também, arroba poddelas, no Instagram, TikTok, Twitter. As minhas, arroba tatá. Eu vou amar receber vocês lá. Então, já segue a gente pra não perder nada, tá? E aí, hoje...
Aí eu tô tão animada. Gente, hoje eu recebo uma dupla de mãe e filha que representa gerações diferentes e juntas elas representam o futuro. Ela é uma das jornalistas mais importantes da TV brasileira, uma mulher que viveu e noticiou momentos históricos do país, se tornou símbolo de credibilidade e, no auge da carreira, teve coragem de mudar tudo.
Talvez seja por isso que a gente tem a sensação de que ela está sempre no seu melhor momento, sabe? Seja na TV ou na internet. E claro, ela é mãe orgulhosa dos trigêmeos mais conhecidos do Brasil. A filha, por outro lado, cresceu vendo tudo isso de perto, mas nunca quis ocupar o lugar que o público imaginava para ela. É de uma geração que entende que sucesso não precisa seguir um roteiro pronto.
E ela começou no design, naturalmente, se tornou criadora de conteúdo. Ela é aquela amiga carioca, jovem, sabe? Leve, criativa, com carisma natural. Incrível. Agora, juntas, mãe e filha, elas estreiam o videocast Cá Entre Nós. Um encontro de gerações, visões de mundo e histórias que continuam nos transformando. A gente vai falar sobre isso e muito mais com Fátima Bernardes e Beatriz Boné.
melhor, só minha letra. Sejam bem-vindas. Nossa roteirista maravilhosa, Maíra. Um beijo, Maíra. Ficou demais. Agora eu tô assim. Cada cartão que eu for escrever pra elas, eu tô perdida. Tem que pensar o que eu vou escrever. Porque Maíra arrasou. Ela arrasou, viu, Maíra? Olha só, Fátima te elogiando. Coloca no seu currículo.
Mas, gente, muito obrigada. Uma honra receber vocês. A gente tá muito feliz, Tata. Eu que tô feliz. E eu quero ir lá, inclusive. Com certeza. Eu sei que a gente vai conseguir. Vai conseguir. Vai dar certo. Mas quero já começar falando o quanto eu admiro vocês. A relação mãe e filha. Você como mulher, como profissional. É com certeza uma referência. Ter vocês aqui sentadas no pódio delas é a realização de um sonho. Eu vou chorar se eu falar.
Então, muito obrigada mesmo. Ah, que seja uma conversa deliciosa, viu? Com certeza, com certeza será. Já quero começar falando de cá entre nós, então. Cá entre nós, conta pra gente. De quem foi a ideia? Como começou? Quantos programas vocês já gravaram? Quero saber tudo. Bom, cá entre nós surgiu assim, uma conversa de uma reunião normal na Play 9. A gente tava pensando em alguns projetos. Aí surgiu a ideia de fazer alguma coisa pro mês das mães. Aí, falaram assim. E nós tivemos uma ideia aqui de uma co-apresentadora.
Tá, quem... Aí entra a foto da Beatriz dando uma entrevista num podcast, eu falei.
É que eu fui no Nepograma. Sim, foi o primeiro, né? Não, eu tinha ido... Não, o primeiro episódio do Nepograma. Aí eu falei, a Beatriz, eu acho ótimo, mas ela tá sabendo disso? Não, a gente vai falar com ela. Então falem se ela topar, porque ela nunca tinha falado comigo de fazer nada comigo. Ela já tinha pensado, né? Você falou de um podcast. Tem que falar no microfone, né? Perdão, eu tô longe, né? Eu vou me afastando.
E ela nunca tinha falado, então. Ela nunca tinha falado de fazer nada comigo. Assim, ela trabalha nessa área do design, cuida do meu canal, de vários outros projetos na Play 9. E aí, ela um dia me falou, ah, pensei em fazer um com umas amigas, né? É, eu já tinha pensado em ter um com umas amigas. Sabe aquela conversa que é, gente, vamos criar um podcast, vai dar muito certo, gente. Parecia fazer muito sentido, assim, na hora. Só que éramos seis pessoas.
Quem ia falar essa, gente? Eu acho que seis é um número um pouco grande. E aí, a gente foi vendo assim, e a gente falou, eu acho que a gente pode ser cancelada, às vezes, muitas amigas juntas falando, entendeu? Aí, essa ideia caiu assim. Mas aí, quando eles chegaram pra mim, pra me propor, primeiro, eu achei que, na verdade, eu sou designer da agência, né? Eu achei que ia ser um projeto novo do canal da minha mãe. E aí, o Matheus falou comigo, eu falei, não, vamos, vamos fazer a reunião. Aí, quando eu vejo a reunião...
novo projeto da Fátima, videocast, aí apresentadores, a cara da minha mãe e eu, aí eu...
É, Matheus? Apresentadora? É. Sou eu? É, eu, gente, eu não tava esperando, mas assim, eu topei na hora. Achei que ia ser super... Até por eu já ter tido essa vontade antes, né? É, acho que foi fácil. Do lado da minha mãe ia ser uma ótima oportunidade. E foi legal, porque também trouxe pra mim um olhar de um conflitozinho geracional, né? Então, dependendo do convidado...
tem mais identificação com as minhas questões e outros vão ter mais identificação com as dela. Então, a gente vai fazendo uma mistura. E eu achei que isso ficou bem interessante nisso que a gente está fazendo, né? Então, achei bem bom. A gente está querendo que seja também uma conversa, não seja muito clima de perguntas e respostas. É, porque no canal tem muita entrevista. E a gente falou, não, é ideal, né, Bé? Que fosse mais conversa comum num podcast e não entrevista. Até o cenário é mais como se fosse um cenário de casa, mesmo uma sala de casa.
Eu vi o teaser. E foi a Isa a primeira convidada. A Isa foi a primeira, a segunda foi a Ingrid. E agora, a próxima, hoje também, né? Vai estar a Bia Bem. Ai, que demais! Que teve com vocês, né? Sim, ela veio. Incrível, incrível. É uma história de vida, né?
Super ação, total. Como é que vocês estão fazendo? Vai ser um programa semanal. É, a gente fez seis edições. A princípio, essa primeira temporada vai ser no mês das mães. Por isso que o tema focou nisso de... A gente pegou só mães, as convidadas são mães. E o tema girou um pouco em torno disso.
Mas a ideia é que... Mas agora, pra frente, a gente vai avaliar, né? Depois que a gente tiver o retorno, assim, do público. Que é legal isso, Nô. A gente pode fazer uma temporada de seis, ver como a gente foi. Porque agora foram só mulheres. Mas a gente tem ideia de entrevistar outras pessoas, né? Que tem homens também falando com a gente. E a gente vai diversificar por temas. É...
a gente tá animada, vamos ver. Vamos ver como é que vai ser a recepção, tá indo bem, a gente tá feliz com o resultado até agora. E vamos ver no final o que a gente pensa já pra próxima como a gente abordaria essa conversa cá entre nós. Tem muita coisa pra falar cá entre nós, né? Tem muita coisa. Mas como tá sendo a experiência, assim, de mãe e filha de gravar? É diferente, né, mãe? É.
Diferente como, Bia? Fala, eu nunca trabalhei com isso, né? Pra mim, é diferente porque eu sempre via ela fazendo, na época do encontro, por exemplo, com todas as fichas, se preparando pro programa do dia seguinte.
E aí eu estar ali com ela fazendo isso, pra mim é muito estranho. Mas quando eu olhei, ainda vai ela fazendo ficha também, sabe? Ela mesma. Aí eu até brinco com ela, falo, eu vou pegar uma pergunta sua que eu gostei. Aí ela, pode, eu já peguei sua também. Vocês que fazem, então, o roteiro. Tem o roteiro também, mas a gente pega esse roteiro como base e aí a gente bota do nosso jeito. Porque eu acho que tem que ter uma embocadura muito própria. Porque senão parece... Obrigado.
Eu quero muito que ela seja ela, do jeito que ela é, que eu acho ela divertida, acho que ela tem um tipo de humor diferente. Eu não sou como o humor que ela tem, meio sarcástico, de vez em quando. Então, acho que tem que ser do jeito dela. E eu também já tenho muito tempo. Então, sempre falei muito da minha cabeça. Então, é mais difícil. Mas tem roteiro, tem toda a programação. A gente tem, né? A Gabriela Leão cuida de tudo. Mas a gente põe o nosso jeitinho.
Eu falei até lá na Pernal Visto, né? Que eu tô vendo agora o quão difícil é você entrevistar alguém, por exemplo. Porque a pessoa tá falando e eu, nos primeiros, eu falo assim, eu quero perguntar isso, eu quero perguntar isso. E a pessoa não parava de falar. E eu não sabia como que eu ia entrar. Aí eu ficava meio olhando assim pra minha mãe.
Não, e você precisa ter uma pergunta que tem a ver com o assunto, né? Você quer ir pra um assunto e não vai pra aquele assunto. E às vezes ela tava com a pergunta pro assunto, mas não tinha a respirada, né? Porque nem todo mundo respira. E eu vou lá, eu sinto que a pessoa fez.
Já fui. Você sabe interromper. Eu não sei muito bem. Ah, mas essa é a primeira experiência. A gente teve um combinado, né? Fala, leva aí. A gente fez um combinado depois disso. Se em algum momento eu quisesse interromper, é melhor interromper ela.
Porque aí não fica chato interromper a convidada. Você se sente mais confortável. É, e aí ela... E aí a gente vai... Teve uma vez também que a gente já se olha. A Bê estava com uma pergunta. Ela queria falar alguma coisa. O que foi, Bê, que você ia falar? Vou fazendo assim. Mas depois fluiu muito natural.
Porque, é claro, algumas pessoas ela conhecia, quando conhece já tem uma outra facilidade. Quando é o primeiro contato, assim, tem um pouco de, né? Tem essa primeira vez que a gente se encontra, tem uma certa, uma energia diferente, né? Numa próxima, certamente, é outro momento, né? Então, mas eu acho que a gente tá bem feliz, eu acho que isso é legal. Nunca imaginei fazer um projeto com uma filha, porque os três foram pra áreas muito diferentes, né?
Um foi pra engenharia, uma pra psicologia e ela pra área de comunicação visual, design. Então, não imaginava, mas achei que foi um presente mesmo, assim. Uma ideia super bacana e que eu acho que vai dar muito fruto. Acho que a gente tá bem empolgado. Com certeza. Pelo que eu vi, já maravilhoso. Vai ser muito bom. Amei o cenário, amei. Gostou? Amei tudo. A estética, você que pensou?
Eu estive presente, eu tô na equipe. Mas o cenário foi uma cenógrafa. Não, mas pensa na identidade visual. A identidade visual, sim. A paleta de cores, tudo, né? Super. Como tá sendo pra Fátima mãe? O que você...
tá aprendendo com a Bia, né? Acho que a nossa geração tem essa, talvez, uma leveza na forma de falar, de pensar, de se expressar. E você vem de programas muito sérios, né? De muita credibilidade. Então, o que você tá conseguindo aprender com ela nesse novo momento? Eu acho que foi muito gostoso pra mim ver como ela trabalha. Porque uma coisa é eu vê-la no computador, fazendo as coisas da área de design e tudo mais.
E outra é vê-la no set, vê-la com as pessoas, como é que ela interage, como é que ela conversa, como é que ela se prepara, porque eu não sabia como ela se preparou, porque eu sou chata, sabe, Tatá? Assim, eu me preparo muito. Como é que você se prepara? Conta pra gente. Eu vou ver tudo o que sai de você, eu vou ler, eu vou olhar seu Instagram, eu vou olhar o que saiu das últimas reportagens, eu vou ver sua participação em diversos, em diversos programas.
E aí eu vi que ela fez exatamente esse caminho. E foi muito bacana ver isso, sabe? E isso que você falou, de uma certa forma também, ter essa... Eu acho que o encontro acabou trazendo muito...
disso pra mim, é mais de ser isso, de aproveitar aquele momento, de ver aquilo de uma forma como um momento único, de uma conversa muito especial, e por isso acho que as conversas fluíram super bem, porque a gente tava muito entregue, muito mais do que ao roteiro e às perguntas, aos sentimentos que estavam surgindo e rolando ali naquela hora, sabe? E acho que isso faz diferença também, quando a gente consegue realmente ouvir o que o outro tá falando e aproveitar, trazer pra gente, se emocionar, né?
Então foi, uma hora eu brinquei e falei, será que é cá, em vez de cá entre nós, é lágrimas entre nós, gente? E pode ser, eu não posso falar nada, porque eu choro a cada cinco segundos. Então assim, contou um pedacinho de alguma história, eu já chorei. Conta você, Bia, porque com certeza você tem o exemplo dentro de casa, né? Então você cresceu vendo isso. Essa sua preparação, essa sua vontade vem da Fátima?
Eu acho que, assim, por eu ter visto isso já, né, desde muito tempo, eu acho que já ficou meio intrínseco, assim, na minha cabeça de que era dessa forma. Mas eu também não queria passar vergonha, né? Eu queria saber da pessoa. Então, eu procurei... Mas, ao mesmo tempo, eu não queria ver muitos podcasts e entrevistas, porque eu não queria ficar presa...
As perguntas dos outros. Então, eu via mais, por exemplo, como a pessoa era no Instagram dela, entendeu? Eu ia mais pras redes sociais da pessoa do que assistir a outras entrevistas dela. Porque eu ficava com medo de ficar com as perguntas dos outros na minha cabeça. Porque eu gostei, eu...
Até falei com a Gabriela que ajudou, ela ajudou a gente com as pesquisas. Eu falei, Gabi, ajuda muito tudo que você coloca ali. Mas eu acabo não usando as suas perguntas, que eu prefiro escolher uma que eu queira fazer, porque eu acho que vai fazer mais sentido pra mim. Porque se eu for perguntar alguma coisa que outra pessoa fez, acho que não ia ser tão natural, entendeu?
Eu acho que vocês devem estar sentindo isso, que quando é uma conversa assim, você pode até ter o roteiro, mas não tem como. Tem o roteiro para começar, mas para onde vai? Mesmo numa entrevista, eu sempre falei isso com alunos de jornalismo, para uma entrevista você tem que estar bem informado, mas a primeira pergunta é a única que você tem certeza que você vai fazer. As outras...
E a pessoa responde uma outra coisa que te surpreende, você diz, ah, então tá, mas e aí na feira? Não, né? Não. Você tem que dar continuidade àquilo. E aí, é o que você falou, às vezes você vai por aqui, nunca mais você consegue voltar pra cá. Nunca mais. Entendeu? Mas eu fiquei mais tranquila depois disso. Quando a gente decidiu, ah, não, gente, apareceu uma conversa. Porque aí eu me desprendi quase totalmente, né, das fichas lá que a gente tinha feito e fingi que a gente estava em uma sala de casa conversando.
E é isso que as pessoas realmente gostam também, né? Acho que quando para pra ver um videocache, é isso que é uma conversa. Nossa, eu me divirto tanto quando eu fico solta do roteiro mesmo. Vou conversar, entender. No fundo, a gente incorpora o roteiro, mas depois ele sai de um outro jeito. A gente aproveita, mas é isso. Agora, eu já... Nisso é diferente. Eu gosto de ver os podcasts, porque tem uma veiazinha jornalística que eu fico assim.
O que eu posso tirar diferente do que eu já vi? Então, eu preciso... Eu gosto de saber o que a pessoa já falou pra eu pensar assim, em que momento eu vou tirar alguma coisa que ela ainda não disse? E isso é dificílimo, porque hoje em dia são muitos podcasts. A gente já falou sobre tudo. A gente fala sobre tudo o tempo todo.
É uma questão também para os programas que eu fiz, diários, matutinos, né? Em que você fala as mesmas coisas de muitas maneiras diferentes. Então, você fica tentando falar, será que aqui eu vou conseguir? E eu fico com aquela obsessão de tentar alguma coisa que ainda não foi dita. Que é uma glória quando a gente consegue alguma coisa que não foi dita. Então, é muito bom. Não, mas conserta. É, de quem?
Não vou falar. Vai ter que assistir, gente. Vocês vão lá assistir, tá? O link tá aqui na bio. Quando que vai sair aqui? Aqui vai sair no dia da Bia Bem. Já vai ter passado da Isa. Então, a Isa foi uma das pessoas que falou de coisas que ela não tinha falado. A Bia Bem.
também. É, a Isa, ela foi muito bonita, a fala dela sobre maternidade, tava muito próximo, né, do Dia das Mães na semana passada, então ela tava muito tocada também, então uma filha ainda muito pequenininha, então muitas descobertas ainda.
Foi lindo, assim. Eu acho que quem ainda não assistiu, vale a pena ela ver. E ela nunca tinha falado sobre maternidade também, né? É, porque tá muito pequena. Ela primeiro passou por muitos momentos. Então, ali não. Ali ela falou verdadeiramente da mãe dela. Foi lindo ela falando da mãe dela. E lindo ela falando da expectativa dela como mãe agora também. Então, foi bonito. Foi bem bonito. Gente, vai lá assistir, tá? Isso, por favor.
O link tá aqui, na bio, na descrição aqui do vídeo. Mas depois que acabar aqui. Com certeza. Fica aí.
Bia, como é, eu acho que você já deve ter respondido isso muitas vezes, mas como é a sua primeira experiência, né, apresentando algo ao lado da sua mãe, como você lida com a pressão de ser filha dela e não deixar isso atrapalhar no seu jeito de trabalhar?
Como você faz pra deixar leve? Porque tá super leve. Então, a gente não sente que tá engessado assim, sabe? Então, é porque eu, na verdade, não trabalhava nessa área, né? Então, pra mim, essa pressão, nesse sentido, não tinha tanta. Porque o meu trabalho não tinha nada a ver. Mas, eu acho que o que eu tô tentando é realmente... Eu sei que eu não sou ela, entendeu? O que eu tô tentando é realmente que...
Seja uma conversa mãe e filha. Até porque quando eu olho pra ela, ela não é a Fátima Bernardes, ela é a minha mãe, né? Então, pra mim, não tem essa pressão. Gente, eu tô apresentando com a Fátima Bernardes. Não, eu tô apresentando com a minha mãe. Então, pra mim, eu acho que fica até mais leve. Porque imagina você apresentar ela da sua mãe. Se eu estiver sozinha, ela tá desesperada. Agora, ela estando ali... Mas ela fala, às vezes ela fala assim, não, né? Porque aí, eu bati na minha irmã.
Aí é muito engraçado. Eu batia. Eu batia porque ela fazia no escondido. E aí o pior, o que era? A culpa vinha pra mim. Porque lá em casa era assim, bateu, perdeu a razão. Bater é uma coisa, não tem, é a instância máxima de gravidade. Aí ela, a culpa era minha.
E ela que tinha provocada. Então, ela vai contando histórias. A gente tá tentando contar histórias também nossas. Não trazer só da convidada, mas trazer. E a sua mãe tá descobrindo lá. Tem coisas que sim. Algumas é. Algumas sim. Eu olho e falo, hum, tá. Principalmente, essa ainda não foi mais, mas principalmente quando tem esse choque geracional em relação a relacionamento. Eu olho e falo, hum, entendi. É assim que funciona. Então, tem umas coisas que são divertidas. Eu acho que é muito legal ter uma...
Uma colega de trabalho tão mais jovem e com uma visão de diferente, né? E como criar filhos, que eu acho que você fez isso muito bem. Direcionando, mas com liberdade, sabe? Porque hoje vendo os três, eles realmente seguiram o que eles quiseram seguir, né? E vindo de vocês dois, acho que os dois pais muito importantes, né? Pessoas que são...
Como deixar eles livres pra essa escolha, né? Não ter essa pressão de que precisam seguir a mesma coisa. Mas também, ao mesmo tempo, apoiar e direcionar e cuidar. Eu acho que fizeram isso muito bem. Eu pensei... Eu acho que tanto eu quanto o William, a gente pensava pouco em relação à questão profissional no início. Porque como a gente tinha uma característica muito única, que era...
termos três filhos da mesma idade no mesmo momento, a nossa preocupação... Ai, ai, ai, às vezes, sério, agora bateu um desespero. É, são, quanto é 24, quanto é 21, é 60 unhas, cada vez que você ia cortar unhas, você cortava 60 unhas da criança, né, não é de uma criança, né? Então, imagina... Eu fico desesperada, não sou nem mãe.
Mas eu não... Nós dois não conhecíamos uma outra realidade, né? Eu conheço pessoas que tiveram um filho e depois fizeram algum tipo de tratamento e vieram trigêmeos, quadrigêmeos, gêmeos. E aí a pessoa entrou em parafuso. Eu não tinha ideia do que era ser mãe. Eu não tinha ideia mesmo. Eu achava, assim, que eu ia ter filho e eles iam estar com sete meses e que eu ia pra Copa do Mundo na França, sabe? Eu tinha uma noção, assim, parecia que a coisa...
Era muito rápida, tudo muito fácil. Obviamente, depois eu vi que não era, não fui, né? Entendi que não era exatamente aquela leveza que eu tinha imaginado. Mas não tinha o peso. Eu via, por exemplo, a gente ia pra algum lugar. A minha bolsa de coisas pra levar pra eles não era...
não três bolsas, igual eu vejo, né? Uma mãe com uma criança, às vezes, é uma coisa que leva, você aprende a se tornar mais prática. E nessa preocupação, a preocupação maior era respeitar a individualidade, porque eles são muito diferentes entre eles. Então, acho que a nossa preocupação maior de início era que cada um encontrasse o seu espaço. Porque na família, cada um precisa ter o seu papel, o seu lugar.
Então, essa era a nossa maior preocupação. E eu acho que talvez, isso não sei, não é uma ciência, né? Mas talvez isso, essa preocupação, tenha dado para eles a sensação de que podiam ser quem eles são. Então, acho que talvez tenha sido por isso. E eu acho que uma outra coisa que é muito importante em qualquer criação é um olhar verdadeiramente atento.
porque eu acho que a criança muitas vezes dá sinais de... Então, às vezes, era Beatriz que estava precisando de um reforço, assim, de...
de um pouco mais de atenção. Às vezes era a Laura, às vezes era o Vinícius. Então, estar um pouco flexível em relação a essas necessidades, eu acho que ajuda a reforçar. Mas não acho que seja uma ciência. Acho que é muito difícil a gente dar uma receita de bolo. Eles podiam vir com bula, mas não vem. Pelo menos trigêmeos devia vir. Nossa, eu concordo. Eu não tenho, mas eu concordo. Podia vir uma bulazinha pra cada um, né? Então, acho que talvez...
Tem ajudado, mas nós nunca tivemos, ao contrário, a gente tinha um pouco de receio de algum deles ter uma vocação para fazer a mesma coisa que a gente.
Eu tinha muito receio, porque eu falava, não hoje que ela tem a profissão dela e ela tá experimentando outras coisas. E esse mundo nem existia na internet. Isso aqui que a gente tá fazendo não existia quando eles eram pequenos. Então, eu não podia imaginar alguma coisa assim. E eu não gostaria, eu não gostaria não. Se eles quisessem, seriam. Mas eu já sofria por antecipação, pelas comparações, pela forma muitas vezes cruel de avaliação. Então, eu falava assim, se não for pra ser...
Que ótimo. E eles, nunca nenhum deles nem cogitou fazer nada disso. Aí eu falei, opa, que bom. Então é mais leve pra nós como pais. Sim. Agora, esse momento agora é diferente. Isso aqui é uma outra coisa que tô ela aprendendo e eu aprendendo a fazer juntas, né? A internet dá isso, né? Acho que dá essa liberdade de arriscar mesmo. Exato. De tentar e de se divertir.
É, e tudo bem, e nada, não é que não haja responsabilidade. Eu sei que você faz o seu com a gente também, mas é diferente, entendeu? Tem um outro lugar aqui, em que eu posso ser mais eu mesma, ela mesma, você do seu jeito, cada um do seu jeito.
E menos formal. Eu acho que tirar essa formalidade ajudou muito. Ainda mais de onde você vem, né? É, de muito tempo, né? Muito tempo. Eu acho que... Foram só 36 anos. É muito tempo, né? Então, pra mim, é muito gostoso. Mais tempo que seus filhos. É, sim. Eu entrei na televisão.
Nem casada com ele eu era. Então, é muito tempo. E quando você descobriu a gravidez, como foi, eu acho que naquela época ainda mais ainda, o julgamento da mulher, de... A gente tem isso de, chega a idade que tem que ter filho, porque é fisiológico, a gente talvez, né, não tenha tanta escolha assim. E aí você tá no auge da carreira, e você talvez tenha que escolher, e aí vem trigêmeos, e aí você...
consegue, né? Hoje a gente, olhando pra trás, você vê que valeu a pena, que você conseguiu. Mas como foi naquela época pra você descobrir essa gravidez? Eu sei que foi muito desejada, né? Mas quando você descobriu que eram trigêmeos, como foi? E que momento? Como você conciliou? Se preocupou. Como você conciliou a carreira mesmo, pra não se deixar de lado tendo três crianças? É engraçado, porque...
Eu lembro que quando... Uma vez escutei uma história de uma mãe me dizendo que a filha queria sair da dança, do balé, porque ela olhou pra mãe, ela tinha cinco anos, ela falou, mãe, eu faço balé a minha vida toda. Então, ela tinha entrado com três e a vida... Ela só lembrava dela fazendo balé. E eu, por exemplo, quando resolvi engravidar, eu achava que eu ia engravidar em 94, depois da Copa do Mundo.
Eu tinha ido pra Olimpíada, tinha ido pra Copa, falei, tá ótimo. Agora, entre 94 e 96, eu ia fazer 31 pra 32, falei, tá ótimo. Não rolou como eu imaginava, né? Mas eu achava que naquela época que eu tinha entrado na Globo em 87, eu com sete anos de carreira, que eu já tava ali há muito tempo, que a minha carreira tava mais que estabilizada. Então, eu não tinha o medo. Hoje, eu falo, meu Deus, tava muito no início ainda, né? Mas naquele momento...
Eu tava como essa menina que aos 32 anos já tava com, sei lá, com 10 anos de carreira. Eu já tinha me formado com 21, eu já tinha trabalhado no Jornal Globo, eu já tava na TV. Falei, ah, agora é o momento de ter filho que eu tô super estabelecida. Já fiz tudo. Eu não tive paranoia em relação a isso. Que ótimo. A medo de perder um espaço. Só que eu tive que ficar sete meses e meio fora, porque por serem trigêmeos, eu parei de trabalhar no quinto mês e eles nasceram na 33ª semana.
ali eu comecei a ficar, ai meu Deus, agora é muito tempo parado, não era o que eu tava esperando, porque eu tava sempre com uma, eu tava achando que ia ser tudo sempre muito, eu sempre muito otimista. Muito bem. Que ótimo, acho que isso passou pra eles, né? É, porque no início, eu fiz uma primeira inseminação com três embriões e não vingou nenhum. Na segunda, naquela época, pra uma mulher como eu, na época, aí já com 34, o máximo, se colocava quatro embriões. Hoje em dia não se faz mais isso, né?
Então, eu poderia ter tido quadrigêmeos. Eu me lembro muito da conversa com o médico. Ele falou, olha, Fátima, é o seguinte, esse tratamento vai te colocar em igualdade de condições de engravidar, ou seja, 28% de possibilidade de você engravidar. Que é o que, na verdade, uma mulher tem numa relação. Eu ficava, mas como aquela revolta? Às vezes, uma adolescente transa uma vez e já engravida.
Deu sorte, mas assim, ou azar dependendo do caso. No caso do adolescente. Não, né? Mas assim, eu... Ah, 28. E no caso de gêmeos? Olha, provavelmente... Você tem de 13% a 15% de possibilidade de serem gêmeos, de 3% a 5% de serem trigêmeos, e 1% de quadrigêmeos. Mas a gente colocando 4% aumenta muito a possibilidade de você engravidar de 1%.
Falei, ah, então tranquilo. Tranquilo. Porque eu ainda brinquei com ele, lembro da frase. Eu trabalho com comunicação de massa. Imagina que eu vou cair nesse 1%? Não. Imagina. Aí ele falou assim, mas alguém tem que cair nesse 1%, senão era zero. 1%? Aí eu falei, não. Aí quando eu fui fazer o primeiro ultrassom, o médico viu logo. Ah, então foram quatro. Não, eu coloquei quatro, mas o quarto já não vingou também. Não, sim, mas você colocou quatro. Coloquei quatro.
Aí, tô lá, ele olhou, aí ele foi aos poucos falando, tá aqui, ah, olha só que lindo, coraçãozinho, ah, que emoção, tudo lindo. Daqui a pouco ele falou assim, opa, tem mais um aqui, a gente, ah, mais um? Aí, mais um, ai, que alegria, oh, meu Deus, são gêmeos. Aí, daqui a pouco ele, tem mais um aqui. Aí a gente, não, então tem FT mais dois, pode procurar, tem FT mais dois.
Aí não, eram três desde o início, mas o saquinho gestacional da Beatriz não tava muito fixado. Então eu tive que refazer esse ultrassom 15 dias depois pra ver se ele vingaria, esse embriãozinho, que não tinha nome, vingaria ou não.
Olha, já foi um desespero, porque eu já queria muito que os três... Já não conseguia me ver com dois, né? E aí, quando a gente voltou, ela tinha desenvolvido... Mas ela sempre, na barriga, ela foi a menor. Tanto que ela e Laura receberam nomes na barriga. Porque o peso dela sempre foi muito menor, o tamanho dela era menor. Então, a gente sabia quem seria.
Quem era uma, então no ultrassom ainda não era um ultrassom tridimensional, mas já tava lá, senhorita Laura, senhorita Beatriz. Não, então, pera, eu sempre tinha essa dúvida de como sabe na barriga quem é quem. É. Então é pelo peso. Pelo peso, pelo tamanho e pela posição. A Laura... A Laura tinha um nariz muito arrebitado. Mas elas, pela posição na barriga, seria o Vinícius, mesmo na cesárea. Nasceria primeiro, depois nasceria...
A Laura e depois a Beatriz. Na hora que tiraram o Vinícius, deu um rearranjo ali dentro, que eu não sei o que foi, que saiu primeiro a Beatriz e por último a Laura. Então, a segunda, quando pesou e depois eu falei, não, essa não é a Laura, essa é a Beatriz. Então, a gente conseguiu, e aí vimos a Laura depois, aí acertou os nomes direitinho. Mas elas nasceram...
se reorganizaram na hora da saída. E eles escolhem tudo, né? Desde o nascimento. É assim. Você vai ver, pior que depois que a gente virar mãe, a gente, nossa, dá um outro valor pra nossa mãe, assim, surreal. Muda, muda muito, é. Você compreende mais até o que você achava que era errado, você compreende melhor os exageros, as preocupações, as culpas, é. A gente fica feliz em falar umas frases, né?
Você não é todo mundo. Eu tô louca pra falar isso. Ela tá doida pra dizer essa frase. Eu vou te dar uma lista de umas que você pode dizer assim. Bê, tá levando casaco? Bê, comeu? Não, minha mãe falava, mãe, aí eu sempre tenho razão. E agora eu fico.
Bia, ó, respira, hein? A mamãe sabe que a mamãe tá falando dela. Tá bom. E o jeito é igualzinho, né? A gente se vê. É, a gente se enxerga. É, muito legal. Então, você conseguiu. Não teve esse peso. Você conseguiu depois voltar. Não, e aí depois eu voltei. Eu queria voltar a trabalhar. Só que eu voltei duas semanas pro Fantástico e fui transferida pro Jornal Nacional. O que foi uma benção naquela época. Por quê?
No Fantástico, eu era também repórter, eu viajava. No Jornal Nacional, eu não podia viajar, porque de segunda a sexta, eu tinha que estar no Rio. Então, era ótimo, porque isso saiu, esse fantasma, que era o que mais me preocupava no retorno da minha cabeça. Então, assim, eu sabia que eu ia ter horário para... O que para um jornalista é raríssimo, eu tinha horário para entrar e horário para sair.
E isso é muito raro. Então, durante, assim, até eles fazerem cinco anos, quando eles mudaram de escola, a gente acordava e eu que levava na pracinha, eu levava no médico, aquele período dos primeiros cinco anos. Quando mudou de escola, eles passaram a estudar de manhã, porque a escola só tinha de manhã. Mas aí eu levava e eu buscava na escola, eu almoçava com eles. Então, tinha muita facilidade em relação a muitas outras mães que não têm esse privilégio e essa facilidade.
E eu tive muito apoio, assim, também, de toda a equipe. Então, se tivesse uma festa do Dia das Mães, eu me lembro de uma única festa que eu perdi, porque ela foi feita. Olha que... Eu nunca vou esquecer isso na minha vida. Dentro do meu condomínio tem um clube português muito grande. Quer dizer, na verdade, é na rua de trás, mas tem acesso.
A festa foi nesse clube que eu iria a pé, só que eles marcaram para as seis da tarde. Era impossível eu ir ao local onde eu moro e voltar para a TV Globo, porque nos outros horários, festa duas da tarde, sempre me liberava. Eu ia para a TV, me maquiava, me arrumava, corria para a festa. Da festa eu voltava para a TV. Então, assim, eu tive muita flexibilidade para não perder, mas essa eu lembro que eu não estava. Até hoje. Nossa, isso é muito difícil.
Porque você quer muito estar em todos os momentos, né? Sim, sim. Então, eu não tive muito porque eu tive bastante parceria. Eu tive uma ajuda boa nesse sentido. E que ainda não facilita também, porque como eram todos da mesma idade, era a mesma coisa, tipo, uma programação só, né? Isso eu falo pra quem tem filho assim. Eu vejo, às vezes, tem pessoas que tem filho com um ano, o outro tá com dois e pouco. Eu falo, eu acho...
é mais difícil pra essa pessoa do que foi pra mim. Porque era assim, o mesmo programa a interessava, o mesmo filminho agradava os três, a mesma brincadeira agradava os três. É, mas aí teve a época também do vôlei, uma fazia vôlei, a outra ginástica, outra balé, judô, tênis. E aí? Quando você sente assim que separou? Eu queria que você contasse sobre ter dois irmãos gêmeos, porque eu lembro que eu estudei com, eram dois meninos, né?
E além deles serem idênticos, a gente não sabia realmente quem era quem. Mas eu lembro que tinha essa... Não era uma disputa, mas era uma questão das personalidades que eles faziam questão de mostrar que eles eram diferentes. Talvez pra ocupar um espaço. Como foi pra você dividir tudo isso com duas, né? Com dois irmãos.
E como achar o seu espaço? Você sente alguma dificuldade em relação a isso? A gente teve o privilégio de não ser igual, né? A gente é bem diferente. Então, eu acho que essa questão dos gêmeos de quererem muito se diferenciar, eu acho que é quando eles são muito parecidos. A gente nunca teve esse problema. Mas...
Teve uma época que a gente, que, por exemplo, a minha irmã sempre gostou muito de dança. E aí, eu também fazia dança. E aí, eu lembro que teve um determinado momento, assim, da minha vida, que eu pensei, gente, mas eu nem gosto, assim, tanto de dança, por que eu tô fazendo, sabe? Era mais, ah, a Lara vai fazer, então eu vou fazer também.
Aí teve, eu acho que, eu não lembro nem que idade, assim, a gente tinha. Mas já foi adolescente isso. E eu acho que tem um pouco dessa dificuldade. A gente sempre fez vôlei juntas, a gente fazia balé juntas, a gente fez dança juntas. Aí eu acho que eu me sentia achando, como ela fazia, eu tinha que fazer também. Aí teve um momento que eu vi que, gente, eu não quero, nem gosto tanto. Aí eu fui fazer aula de canto. Sim.
Fui mais pra esse lado e continuei no vôlei, né? Que a gente competia campeonato carioca. Aí eu acho que é isso. Quando você vai amadurecendo, vai tendo a sua própria identidade, você vai fazendo o seu próprio caminho. E até na escola também, no ensino médio, assim, foi mais ou menos nessa época, a gente começou a ter grupos diferentes, né? De amigos. Porque a gente sempre estudou na mesma escola, na mesma sala.
E aí, no ensino médio que a gente trocou, a gente ficou... Eu e minha irmã na mesma sala juntas, e meu irmão e irmã diferentes. Mas aí a gente começou a fazer núcleos diferentes de amigos também. Então, foi no ensino médio que deu... É, eu acho que foi mais adolescência, assim, que a gente começou a cada uma... A querer... A isso se tornar mais importante, ter as próprias amigas, a Laura muito com a galera da dança, a Beatriz com outro grupo, o Vinícius com outro grupo.
Então, eles foram... Porque quando eles... Eu acho que até pros amigos é difícil, tipo... É.
É amiga de uma, mas aí tem que chamar os três? Deve ser estranho isso também, né? Festinha infantil, né? Já conta, ó. Tem mais os dois. Mas eu dizia, gente, a gente já anima qualquer festa. Se estiver faltando criança, a gente chega, já encheu. É tranquilo. Não, e a gente dava três presentes. Não, porque eles queriam. Cada um tem que levar o seu presente. Eu fazia assim, tá? No início, eu dividia os coleguinhas, porque...
Até os cinco anos, teve um período que cada um ficou numa turma. Porque houve uma recomendação pra gente ver se eles... Porque é muito fácil chegar em três numa turminha, né? Então, pra ver se eles faziam amigos. Então, eles passaram pelo Jardim 2, todos em turmas, três, em turmas diferentes. Quando eles foram pra escola em que eu queria que eles estudassem realmente, a orientação que eu recebi era, ó, escolha uma escola que você quer.
e que seja de preferência se você conseguir perto da sua casa, porque isso ajuda muito na dinâmica de ter amigos do bairro e tal. Bom, tudo bem. E aí eu falei, mas e a competição entre eles? Ela falou, você acha que por estar em turma diferente não vai rolar? Vai dizer que a professora de um é melhor, a minha professora é melhor que a sua? Se tiver que ter competição, vai ter. Então, a gente ficou mais tranquilo em relação a isso. Mas não era isso que eu ia dizer. Eu ia dizer que...
De cada um estar numa sala, e aí você estava falando dos três presentes. Ah, do sete. Aí o que eu fazia? A turminha da Beatriz, então, os convites iam só no nome da Beatriz. Beatriz convida para o seu aniversário. Da Laura. Depois que juntou, eu dividia, se fossem 18. Cada um convidava seis. Fazia isso na família, nos amigos. E avisava os mais próximos. Pelo amor de Deus. Não leva três presentes.
Veja quem tá te convidando e compre para esta pessoa. Ah! Porque não adianta dizer pra não levar. Então, por quê? Porque você já imaginou, sem convidados? Sem. Que nunca... Básico. São 300 presentes que vão chegar na minha casa. Meu Deus, é verdade. É verdade. E a pessoa também. Vai pra um aniversário, tem que comprar três presentes. Então... Aí eles davam jogos, normalmente. Aí...
Jô, agora que não voltava Mas aí Eu fiz assim Claro que a madrinha desobedecia, a avó desobedecia Mas na escola Alguns obedeciam Porque era uma forma de você dividir Cada um se te convidando
uma turma, né? E o aniversário. Escolher os temas das festas, era um evento. Era aquelas mesas divididas em três, assim? Não, mais ou menos. Eram três bolos. Eram três bolos, mas temas, porque isso foi medido no elevador quando eles estavam na UTI ainda. Então eu descendo pra tomar um café, logo depois, um momento, né, que você saiu um pouquinho da UTI pra tomar um café, e a moça, eu sou trigêmea, eu posso te dar um conselho? Vai falar, não. Pode.
Faça sempre três bolos. Nunca faça um bolo só. Falei, ah, tá ótimo. Foi uma ameaça. Não, isso ficou na minha cabeça de um jeito, assim, eu falei, não, eu tenho que fazer três bolos. Então, eram três bolos, né? E os temas tinham que, de início, é óbvio que eu escolhi um ano, dois anos, né? Mas depois que eles escolhiam, a gente tentou sempre temas que fossem...
pros dois lados, até o dia que elas resolveram fazer superpoderosas e ele queria Pokémon. Aí eu falei, tá difícil pra mim agora. Agora lascou. Aí foi Cartoon Network. Isso. Juntou os dois. Lógico, fiz tudo quadriculado de preto e branco. Aí fomos pro Cartoon. Tinha lá o Pokémon. O bolo dele era Pokémon. O delas era. Cada uma escolheu a sua poderosa lá.
E deu certo. É gostoso relembrar esses momentos. Era muito bom. As festas eram muito boas, né, Beatriz? Nossa, eu amo preparar festinha. Eu adoro. Fica ali, ó. É muito bom. Pensando. Às vezes nem... Não tem muita coisa pra fazer, mas tô ali, pensando na festinha. E como você lida atualmente... Acho que no Nepograma você falou sobre os boatos, sobre as coisas da internet e coisas que inventam.
Eu não sei, acho que essa fase que não tinha internet foi muito diferente, né? Você conseguia controlar um pouco mais a narrativa, não sei. Ou um pouco, é. Controlava mais, né? Era um número menor, porque você tinha a imprensa pra você dar conta. Agora, qualquer pessoa pode falar de você, né? É diferente. Sim, sim. Dá também a facilidade da gente poder falar da gente, né? Também. Talvez se precisar abrir o story pra se defender de algo, né? Mas também dá o poder pra muitas outras pessoas falarem outras coisas.
Como foi pra você e como é até hoje? Como é que você lida? Como é que você se blinda dessa exposição? E isso te incomoda? Como é que você faz com os haters? Não sei nem se tem, né? Eu sou muito tranquila, Tata. Tipo, eu não tô nem aí, na verdade. Mas o que me incomoda é se falarem alguma... Se falarem de mim, eu não me incomodo. Mas, tipo, se falarem alguma coisa dos meus pais...
ainda mais em época de eleição, acontecia muito, isso me incomodava. Eu até era bem mais ativa antes do que eu andava sendo, justamente também por isso, que eu achava chato, me incomodava. Aí eu preferia me afastar, mas, assim, boatos sobre mim, eu até rio, eu acho engraçado, eu realmente não...
Eu também nunca respondo. Eu acho que aquela frase que quem te agride muitas vezes diz mais sobre a pessoa do que sobre você mesmo. Então, eu não tenho nem tempo pra ficar num embate que não vale a pena, entendeu? Isso é... Pra mim, eu nunca precisei, isso eu falo com orgulho, eu nunca entrei na rede de ninguém pra falar, pra agredir uma pessoa.
Eu não tenho essa necessidade. Tem mais o que fazer. Não é não. Mas assim, então, eu entendo, aquela pessoa entra, ela fala o que ela quiser, eu só retiro um comentário se ele tiver um palavrão, uma coisa que seja muito ofensiva para os outros. E eu acho que a gente, ela também já tem isso, você certamente tem, a gente tem um exército de pessoas que gostam do trabalho da gente.
que essas pessoas, elas correm, e às vezes eu até falo, gente, não precisa dessa munição toda contra isso aqui, é só um comentário, porque às vezes é só assim, não gostei da sua roupa, pronto, coitada da pessoa, a pessoa tem que gostar da minha roupa, ela tem que gostar tem que gostar de tu, não pode falar ou nada, eu não me...
incomodo, não tem problema da pessoa, né? Então, mas a gente tem essa turma que é muito apaixonada, que é muito próxima, que é muito carinhosa e que você não precisa nem abrir. Elas vão estar ali atentas pra fazer qualquer tipo de defesa, entre aspas, né? Mas eu nunca me senti com necessidade de me defender a não ser quando é assim. Alguém que tá tentando tirar proveito e dizendo que eu tô vendendo um remédio pra emagrecer. Que eu tô vendendo um remédio pra sei lá o quê. É que hoje com o IA tá muito difícil, né? Gente, mas eu tô ruim.
Deixa eu te falar que ontem, eu tava aqui em São Paulo, eu fiquei na casa do amigo do meu namorado, né? A mãe dele caiu em golpe há anos atrás. Com o que que eu fiz? Por causa de você. Eu? Não. Então, eu fui por uma fake news. Fala, deixa eu ver. Era uma fake news, era um vídeo falso, seu, falando de uma marca de produto de skincare. Pode falar a marca? Era lá a Roche.
E aí ela assim, olha, estão pedindo meu CPF, não sei o quê. Olha só. Não, porque eu fiz coisas pra eles, mas não pedindo CPF de ninguém. Não, aí era, clica nesse link, que aí ganhava por não sei quanto de desconto. Ela clicava, precisava de CPF, ela pediu o CPF do marido. Ela botou... Botou todo mundo no golpe junto e nunca recebeu o produto.
Então você finalmente pode dizer pra ela que eu não tive culpa Eu falei, eu falei que a culpa não foi sua Ai, é muito difícil Imagina, eu gravo todos os dias Então tem eu falando todas as palavras possíveis Pois é, é muito fácil fazer de vocês É, eles pegam a imagem Fazem a e vendem Como é que é? Nossa, gente, me pararam No meu condomínio Pra falar da tal da dieta da banana Opa, é boa?
Ai, é verdade que você emagreceu tantos quilos com a dieta da banana? Eu, que dieta da banana? Eu não faço dieta da banana. E aí, porque é um remédio do não sei o quê. E aí, eu comprei o e-book e eu, meu Deus do céu. Gente, e-book. É. E aí, no fim, fazem muito, assim. Muito. Mas é difícil, né? Remédio pra celulite, pra ruga, pra emagrecimento. Pra tudo.
E aí, nessas horas, às vezes, até peço ajuda para uma dessas empresas de fato ou fake para poder botar e dizer que é mentira, porque a gente... É muito fácil colocar no ar e é muito difícil você conseguir retirar. Não, e uma vez que alguém mandou para outra...
Já mandou pra outra pessoa e já se espalha de uma forma que não dá pra controlar muito. É, eu sempre falo, dá uma olhada nas nossas redes, né? Dá uma olhada na minha rede. Eu tô falando disso? Sim, eu falo, confio que tá aqui. Eu estaria falando, não é? Se eu não tô falando, se eu não aparecer ali falando disso, não acredita. Mas aí, às vezes, aquele link, 30 segundos pra pegar o desconto. A pessoa já vai clicar. Já vai clicar, é.
Quando começou essa questão das redes sociais, vocês tiveram alguma conversa com eles, assim, de...
Isso pode, isso não pode? Ou foi algo mais natural que foi acontecendo? A gente não podia ter nada antes. A gente não tinha Orkut. A gente não tinha nada. Com quantos anos que foi liberado? Orkut nunca. Orkut a gente não teve. Acabou, né? Acabou o Orkut, a gente não teve. E só como foi bom. Ó como foi legal. Não perdeu nada. Não perdeu as comunidades. O meu sonho era participar das comunidades. A gente não podia. Tem no Facebook.
Mas aí o Facebook elas deixaram. Mas isso o que? A gente tinha quantos anos no Facebook?
Uns 11. É mais que isso, né, Berta? 12. É, porque vocês foram ter celular depois dos 12.
Mãe, a gente é a última de ter celular na nossa turma. Pois é, exatamente. A partir dos 12, vamos começar a pensar. E o celular não era o que é hoje, né? Era um celularzinho pra conversar, pra falar alguma coisa. Pra mandar SMS. Mas, às vezes, o que a gente mais falava era não posta o lugar onde está nunca, enquanto você está nesse lugar. Aquelas coisas, né? Todo mundo fala, né? Não diz pra onde vai antes.
quando começa a ficar adolescente, endereço, foto com o uniforme do colégio, nada que possa dar o tipo de diretriz pra alguém que tá ali pensando em fazer coisa errada. E muita reza, né? Muita oração, pedindo adeus, porque tem uma hora que você precisa começar também a abrir um pouquinho de espaço, né?
Mas eu acho que foi bem mais fácil do que vai ser hoje pra você e do que é hoje. Ah, eu também acho. É, com certeza. Hoje eu tenho muito medo. Não tinha o que tem hoje com eles ainda pequenos, entendeu? Já tinha uma compreensão maior, já tava fazendo... Já tinha outra visão quando...
Quando as redes chegaram com mais força, né? O Instagram, no início, era um álbum de fotografia, né? Onde as pessoas... Eu tinha até vergonha, às vezes, de postar, porque as pessoas só postavam fotos super elaboradas, produzidas. E não era nem de pessoas. Às vezes, era de um lugar. Às vezes, era uma caneca, assim, infinito, com uma luz.
Eu falava, eu não sei fazer essas fotos, não. Eu custei muito até Instagram. Eu só tive Instagram quando eu saí do Jornal Nacional. Primeiro que eu achava mais difícil administrar uma carreira muito focada só no jornalismo, com rede social, com uma exposição maior. E não, eu já tinha uma exposição muito grande. Eu precisava de coisas que fossem só minhas, né? Então, só que depois que eu saía, aí eu abri. Porque eu ia passar um tempo fora preparando o encontro, então eu abri.
Mas, assim, era outra coisa. Foi se transformando de um jeito, né? É verdade. Vocês, seus irmãos moram fora, né? Moram. E você nunca teve vontade? De morar fora nunca.
Eu sempre gostei. Eu gosto de um... Eu gosto de uma resenha com os amigos. Eu gosto de um pagode. É carioca demais. É pagodeira. E aí, eu gosto de ir pra lá visitar. Mas assim, eu fico uma semana. Pra mim já tá bom. Dez dias. Eu já fico com vontade de voltar. Eu tenho meus cachorros aqui. Eu sou mãe de pet. Então, assim, eu tenho uma responsabilidade.
Ela hoje estava preocupada, porque ela já está aqui a três dias. Será que eles vão estar chateados comigo? Eu falei, tomara, porque a gente vai poder almoçar em paz, né? Porque pelo menos na hora do almoço eles não vão ficar chorando. Porque mesmo se ela... Eu moro em casa. Eles estão no quintal. Grande. Eles ficam chorando na janela da sala de jantar.
Eles não podem ver. São quantos? Dois? É uma caramela. Você é um fiapo de manga. É o Bruce William e a Flora. Ai, gente. Fofos. Amei, Rudolf. Se ele, pelo menos, parar de chorar, ele vai sofrer menos. Olha como vai ser bom. Se ele estiver menos apegado a esse momento. Ela fica arrasada. E então mora só vocês duas? Não, agora moro só eu, né? Ah, você tá morando sozinha. Quando o Túlio vem, ele fica... É óbvio que tá comigo, mas ela mora sozinha. E o namorado dela, quando tá lá, tá com ela. E eu também.
E aí, vocês não sentem falta? Não, eu vou fazer mercado lá, às vezes. Ah, tá. É perto? É um quilômetro. Tá. Tá? Eu, às vezes, vou almoçar lá, pego uma quentinha. Entendi. Ah, e é ótimo, né? Porque imagino que a sensação de... Não devolve os meus potes. Não devolvo mesmo, não. Devolve o pote. Teve dia que eu falei, não tenho como levar nada hoje, porque não tenho mais um.
Uns potes de vidro, de tampinha. Tudo... Não, não tenho. São muito bons os potes, entendeu? Olha... Mas quando que você foi morar sozinha? Dois anos. Faz dois anos. Vai fazer no outubro? Não. Já fez dois. Ah, já fez dois, é. Eu me mudei em 2023. No final de 2023. Teve algum motivo específico? Ah, os meus irmãos saíram de casa, né? Estavam morando fora. Saiu todo mundo junto? Não. No início da pandemia, o início saiu. A minha irmã...
Saiu em 2021, ou dois, em 2022. Aí eu fiquei um ano o centro das atenções ali, entendeu? Ah, você tirou uma caixinha. Mas ela não gostou. Não, era muita pressão em cima de mim. Aí eu queria o meu espaço também, entendeu? Onde ela tá, onde ela não tá, com quem que ela tá, onde ela vem. Aí ela, acho que ela ficou um pouco cansada. Não, não, e também, eu sou trigêmea. Desde que eu nasci,
Tudo, todos os eventos, era eu e meus irmãos. Nunca era só eu. Então, tá. Eu virei a única filha da casa. Isso, pra mim, era... Foi cansativo, assim, um pouco, entendeu? Eu precisava... Eu falei pra você uma vez. Mãe, eu preciso... Aí, eles separados. Aí, eu tinha que ficar na casa da minha mãe, na casa do meu pai. Casa da minha mãe, na casa do meu pai. Aí, eu pensava... Eu falei, mãe, eu preciso de um espaço pra mim também, porque...
cansa um pouco. Ser filha única. Ser filha única é muito cansativo. Tem muita energia. Requer energia. Requer. E ainda mais duas casas. Requer simpatia. Bateria social sempre carregada. É, social. Como é que você lida? Você gosta da galera, mas você precisa do seu momento também? Eu gosto. De manhã eu sou difícil. De manhã eu não me comunico muito. Tá.
E aí eu tinha que me comunicar. Por quê? Fátima, você acorda todo vapor? Eu trabalhava sempre de manhã, né? Acorda animada, né? É. Imagina se com três eu acordasse desanimada. Verdade. Perdi a escola, todo mundo. Não, e aí se tem um almoço, se eu tô mais quieta nesse dia, teriam dois ainda pra falar. Não tinha opção quando era só eu ali. Eu tinha que estar engajando. E aí era cansativo. Era cansativo.
Eu tinha que estar agajando. E eu lá, e aí? E eu perguntei, eu entrevistando ela. É, mãe. Tá no sangue, né? A gente tá muito mais próxima agora, porque a gente passou esse periodozinho que ela ficou assim mais enjoada de estar sozinha em casa. E eu acho que ela também ficou pensando na própria vida. Quer dizer que então, pra eu morar sozinha eu tenho que morar fora? Se eu quero morar no Rio, se eu quero viver no Rio, eu não tenho essa opção? E a gente conversou muito sobre isso.
Aí ela falou, não, eu quero morar sozinha no Rio. Falei, então, é, vamos em busca disso. Sim. Porque eu achei que também, ela falou, ah, eu passei a ter mais responsabilidade. É, eu queria, é isso, as pessoas que trabalham na casa da minha mãe, convivem também com a gente desde que a gente é bebê, assim.
E eu acho que é difícil pra todo mundo ver que a gente cresceu. Então, eu era um pouco mimada lá dentro. Eu não fazia nada. Entendi. Você queria ter a sua... Eu queria um pouco de responsabilidade. Eu falava, gente, eu tô louca pra ir no mercado fazer umas coisas. Agora eu tô... Já cansei. O mercado lá em casa deu. Já deu um pouco. Já viu como é? Mas eu queria mesmo mais responsabilidade, assim. Pagar uns boletos. Um negócio assim, sabe? Não fazia nada.
E aí foi assim. E assim, eu fiquei muito surpresa, porque ela deu muito conta de tocar as coisas dela. Muito raro, assim. Às vezes, é raro ela dizer. Eu, em geral, que fico. Vem almoçar, vem amanhã aqui. Mas ela diz assim, ah, posso ir almoçar aí, porque depois vai ter... Agora, quando tem as amigas, aí eu acho ótimo.
Ah, porque daí vão pra cima. Porque a minha mãe adora quando a gente vai pra lá. Eu adoro. E os meus amigos ainda ficam aí. São os mesmos muitos, ou de menos de cinco anos. É. E os mais novos são muito também do redor de cinco médios. Estão lá sempre. Não, mas estão lá sempre também. E os mais novos também estão sempre. Então...
Mas aí tem umas vezes que ficam, ah, mas sua mãe vai estar em casa? Aí, meio ruim, né? Eu falei, gente, a minha mãe vai amar se a gente fizer alguma coisa lá. Porque ela reclama que eu só faço churrasco quando ela tá viajando. Não é horrível? Ela me lê, mãe, posso fazer um churrasco lá que você tá em Recife?
Pode, mas não podia também fazer onde é que eu tô, não? Eu falei, ela gosta, ela vai amar se a gente fizer. E eu não fico o tempo todo também, né? Você sabe o momento. E hoje em dia é diferente, com 28, mesmo que eu fique. As amigas falam, você não quer descer pra jogar com a gente? Hoje eu vou ter que trabalhar, que eu vou gravar amanhã. Então, tem uma conversa. Hoje é completamente diferente, né?
Não tem mais esse tipo. Mas mesmo quando eu era da adolescência, assim, eu tentava ficar um pouco, né? Dá uma olhada. Aí eu subia. Depois daqui a pouco eu descia, dava outra olhada. Outra olhada. Amo. E você gosta de morar sozinha? Como que é a experiência? É bem novo, né? Assim, é bem diferente. Eu acho que... Tem horas que é bom. Tem horas que não é tão bom. Eu acho que hoje, assim, a casa tá muito grande pra mim.
Então, eu começo a pensar no futuro, em outras configurações ali. Mas é ótimo nesse aspecto. Quando vem de férias, por exemplo, minha irmã mora na França. Minhas sobrinhas. Aí, meus pais já estão mais velhos. Aí, quando vem de lá... Eles moram na França por conta da sua irmã? Por isso que eles foram pra lá ou não? Não. Coincidente? A minha irmã foi morar na França em 1991.
Então, a gente acabou direcionando muita coisa para ir visitá-la, né? Eu aprendi francês. E aí, quando eu ia botá-los numa escola, eu não pensava numa escola bilingüe. Porque eu recebia, e o William, alunos toda segunda-feira, universitários de comunicação, com muita dificuldade com a língua portuguesa.
E eu pensava assim, meu Deus, estou decidindo a vida deles. Se eles quiserem fazer alguma coisa em que o português seja muito necessário. Porque eu via ou pessoas que não estavam muito preparadas ou pessoas que vieram de escolas bilingües. E que falavam mal o português. Aí eu disse assim, então eu não queria uma escola em que as reuniões de paz todas fossem feitas em inglês. Eu não queria. Até que eu conheci a escola em que eles fizeram que tinha a opção do francês ou do alemão.
O francês, eu falei, aqui vai ter uma compreensão para eles de por que aprender francês. Porque as primas falam francês. Porque a tia e o tio moram na França. E aí ficou mais fácil. E essa escola tinha aula de português. Tinha...
Em matemática. Matemática tinha em francês, depois tinha em português. Ah, tinha nas duas línguas. Tinha, tinha. Tinha história do Brasil. Foi em francês até certa idade. Quando começou a complicar a matemática, passava pro português. Passava pro português. Então, eles foram alfabetizados primeiro em francês, junto com o português. Que é uma coisa... Sua filha já tá alfabetizada? Não. Tá com cinco aninhos, né? Tá com seis agora.
Uma das coisas mais maravilhosas é acompanhar uma alfabetização. Eu achei assim...
Fiquei tensa por serem três, com medo de um ficar muito na frente do outro e ficar agoniado porque não tá valendo. Mas graças a Deus foi bem. E o processo hoje em dia, assim, você pouco pode ajudar, né? Na reunião a professora, sei lá, Fátima, tava F-A-T-A. Aí ela, olha que maravilha, ela já percebe que são três partes da sua palavra. Seu nome, eu... Ah, é.
Não dá pra eu dizer que tá faltando o I e o M. Não corrigia, né? E assim, mas de uma semana pra outra já fazia toda a diferença. E o francês, eu ficava... Como é que eles iam alfabetizar? Aí chegou a primeira vez com o livro. Trouxe livro pra gente ler. Nenhum livro? Cinco, seis anos? É pra ler só as gravuras. Falei, ah, tá. Vamos ler as gravuras. Que bom.
Duas semanas depois, já era um livrinho que tinha palavras. Já começava a ver. Daqui a pouco era um livrinho com... Muito rápido. Eu ficava assim, meu Deus do céu, como é que tá indo... Tudo bem aí, gente? A obra. É, ó. Será que a gente tá incomodando eles?
Você não sabe. Porque essa obra não é sua. Eu sei, elas falaram. Mas vai parar. Elas já me ofereceram até a cozinha pra eu fazer alguma coisa. Ai, por favor. Ó, tá aqui, se vocês quiserem. Mas se der pra ser a obra daqui a pouco... É, eles vão. Aí depois eles assim, ó, não me cobra pra entregar, né? Ah, é, aí eu tô... Não me cobra pra entregar.
Foi, passou. Mas então assim, foi um período... Não sei nem porque a gente estava falando de alfabetização, porque eu me lembrei que foi muito emocionante. É, eu quis falar disso.
Sim, mas por que a gente falou de... Porque a gente falou de escola bilingue. Ah, do francês. Por que que... Do francês, é. Por isso. Então, assim, o francês surgiu assim. Então, tinha uma situação, era fácil. A gente viajou primeiro, por exemplo, pra ir pra Paris. Foi a primeira viagem internacional pra ir pra Disney lá. Pra ver minha irmã. Então, pra ver... Aí, ia começar ainda na escola com o francês. Então, foi muito legal. Coincidentemente, depois disso... É...
Na PUC, o Vinícius tinha um... É um intercâmbio que chama sanduíche. Ele podia fazer dois anos na França ou em outro lugar, mas no caso dele, para a engenharia da computação, era melhor a França. Então, ele tinha a língua já, foi facílimo para ele ir e já ficou. Entendeu?
Eu comecei a namorar o Túlio. Aí o Túlio tem uma tia que mora na França. Que tem o mesmo nome. Que tem o mesmo nome e a mesma profissão da minha irmã. Gente! Aí estamos nós conversando. Mas não é a mesma cidade, né? Não, assim. Ah, porque eu tenho uma tia que mora na França. Eu falei, ah, minha irmã mora lá. Ah, minha tia é farmacêutica. Eu falei, ah, minha irmã também.
Ah, minha tia casou com o francês, por isso foi lá. Minha irmã também casou com o francês. Ah, a minha tia... Como é o nome da sua irmã? Falei, Vânia. Ele falou, não. A minha tia se chama Vânia. Eu falei, será que elas são a mesma pessoa com vida dupla? Eu já acharia. Nossa! Se fizeram conta das duas. Já, já se conheceram, né? E aí ele tem primas que moram lá, que já são casadas, que têm sobrinhos. Então, o irmão dele mais novo foi morar na França.
Casado, tem dois sobrinhos. Então, quando a gente viu, a gente estava... Aí a Laura resolveu fazer um mestrado na França.
Então, todo mundo... Aí, é isso, ficamos assim. Então, acaba que a gente... Foi muito pouco intencional no início. A minha única preocupação é porque eu gostei da escola. E na hora de escolher entre alemão... Na época, a escola nem tinha inglês. Entrou em inglês depois. Alemão ou francês como primeira língua, o inglês só entrava na quarta série. Então, aí eu falei, bom... E você fala francês? Fala. Fala. Francês e inglês.
Ótimo, né? Foi ótimo, mas tem um português que foi bem estruturado também. Se qualquer um que precisasse fazer alguma coisa ligada, estaria mais fácil. Porque assustava muita gente falando com muita dificuldade.
É, mas até hoje, né? É, a gente tem uma língua que a gente sabe que é difícil, mas, poxa, então eu ficava preocupada. Falei, você já pensou? Eu coloco aí, vai querer ser um advogado. Na hora de fazer uma defesa, vai ter erros da base que são muito difíceis de corrigir. Então, eu ficava, eu sou, né, bem paranoica nessas coisas. Queria tentar tirar. Eu sou um pouco também com português. Nossa, eu fico um pouco desesperada. É, aí eu falei, ah... É que incomoda, né? É que incomoda, né?
No sentido de também estar fazendo uma escolha, você está escolhendo a escola do seu filho. Então eu era assim, já que podia, né? Eu tentei escolher o que eu podia fazer de melhor. Ah, e essa escolha também diz sobre as amizades, sobre tudo, até hoje. É, a gente não teve essas amizades. Exatamente, as famílias, então, né?
E a decisão de sair da TV, enfim, não de sair da TV, mas de sair desses contratos fixos e mais quadrados, digamos assim. Mas será que pode falar quadrado? É, eu não sei. Eu acho que era fixo mesmo, né? Que antes existia e que hoje não tem mais, né? Essa decisão, ela foi tomada em conjunto? Foi oportunidade? Hoje foi... Como foi falar esse...
Falar, acho que pra você mesmo, imagino que não deve ter sido fácil, né? Não, não foi pelo seguinte, porque eu vim de uma família muito simples em que salário cair naquele dia, todo mês, é muito forte. Então, por mais que eu tenha me estruturado ao longo de 36 anos, foi algo muito estranho no início. Então, era algo que eu tinha que me adaptar.
Quando eu quis sair, porque assim, até tá na minha palestra exatamente isso, essas várias mudanças que eu fui fazendo. Quando eu decidi sair do encontro, eu já fui pra um contrato temporário. Porque eu fui pra fazer o The Voice. E o The Voice eram as três últimas temporadas na Globo.
Então, eu já sabia. Só que eu sempre, tô sempre pensando em outras coisas, né? Só que a partir de então, você tem que apresentar um projeto, esse projeto tem que ser aprovado, se não tiver dentro do que for o momento. Então, eu acabei indo pro YouTube, e imaginando ali um outro espaço, porque já era um outro momento profissional meu também.
E é muito legal o seu YouTube. Muito legal. Obrigada. É, eu acho que o que eu mais gosto dali é que eu sinto que eu tô aprendendo. Porque depois, não é prepotência, mas depois de 36 anos, por mais que as vezes, você pode entrar um pouco no automático. E ali no YouTube não é automático pra mim, porque eu sempre tô atenta. Eu olho como as pessoas trabalham, o que elas fazem. Eu me sinto uma novata. E é muito gostoso esse sentimento de estar assim...
com frio na barriga, de, poxa, será que vai dar certo? Será que a gente vai fazer uma outra temporada como? Então, acho que isso foi interessante. Vindo no momento que veio, não ter lá mais o contrato fixo, depois de 36 anos, para mim foi muito tranquilo.
Não sei como seria se eu hoje estivesse começando carreira também desse jeito, com esses contratos mais curtos, deve ser muito angustiante. E não era o tipo de vida que eu tinha, né? Porque como jornalista, o contrato era quase vitalício. Sim, super. Então, a mudança no momento em que veio pra mim não foi uma coisa que me apavorou.
Mas foi diferente, principalmente quando eu percebi, ai, é, chegou, não entra o pagamento naquele dia. Mas pode ser que entre semana que vem, porque eu vou fazer alguma coisa. E essa dinâmica, por um lado, ela é muito cansativa. Acho que perde um pouco do controle, né? É, e por outro, é.
E quantos dias? 120 dias de pagamento? Às vezes tem. É, não é? Tem. Então, assim, fica difícil. É diferente mesmo, né? É diferente. É um outro tipo de organização. É. Então, mas eu acho que nesse momento, quando eu já tinha uma vida estabilizada, pra mim foi ótimo, porque eu tenho muito mais liberdade. Então, agora eu digo pra minha equipe, galera, de tanto a tanto eu não vou trabalhar. Agora mesmo.
hoje já não estarei aqui. Eu vou viajar por duas semanas, vou ver os meninos. Então, daqui a pouco eu marco uma outra. Olha, esse período eu não vou, porque eu vou viajar e vou estar em Recife. Tal período... Você é dona muito mais do seu tempo. Então, isso é algo que é muito importante para mim nesse momento. Eu tenho pais mais velhos, às vezes tem questões de saúde. Então, eu tenho mais flexibilidade.
E não se arrepende de não ter saído antes, assim? Ah, não, não me arrependo. Não faria diferente. Não, não me arrependo, porque eu fui tendo todas as oportunidades que eu pedi, né? Eu tive muita chance de mudar dentro de uma mesma empresa, o que é muito difícil. Então, depois, eu tô aí pra...
Pra descobrir mesmo uma série de outras coisas. E eu tô gostando muito desse tipo de vida, sabe? Você consegue perceber, Bia, a diferença como mãe, assim, nesse novo momento de vida? Como mãe?
Eu acho, eu vejo, eu achava que ia ver ela trabalhando menos, mas ela não para de trabalhar tão bem. É porque a gente trabalha mais, né? Mas eu acho que é isso. Eu acho que é mais em relação à flexibilidade dela, se quiser poder viajar quando ela quiser, pra ver os meus irmãos que estão fora, ou tirar um fim de semana pra fazer alguma coisa que ela queira, sabe? Tirar uma semana. Eu acho que nesse sentido acaba ficando mais leve também, do que você ter que ficar cumprindo aquele calendário.
Eu acho que ela tá certíssima, tu mãe, em fazer. E eu acho que a nossa geração, a gente, eu acho que é da mesma idade. Eu tenho 32. Ah, então. Eu vou fazer 29. 28 e 32, né? É. É livre. Não, mas eu acho que a gente já vem, desde cedo, com essa cabeça de que a gente não vai ficar fazendo a vida inteira a mesma coisa, entendeu? A gente já vem com essa cabeça de...
de mudança, né? É. Que agora é uma coisa que você fazendo, porque justamente pelo momento que o mundo está vivendo, é mais possível que isso aconteça, né? Não, e assim, uma vez, a Laura, a gente estava ainda todo mundo em casa, ela dizendo, mãe, você já reparou que você trabalha como se você estivesse início de carreira? A minha psicóloga, eu falei...
Você acha? Eu acho, você trabalha como se estivesse começando. Falei, ah, tá, vou pensar nisso. E era verdade, né? Era verdade. Então, ter a coragem, né, de partir para uma coisa para dizer assim, não, não tem mais necessidade de eu fazer isso tudo. Eu posso fazer outras coisas, eu posso fazer coisas por temporadas, eu posso fazer programas que sejam semanais. Não é não fazer nunca mais televisão, não é isso.
Mas é fazer dentro de um espaço que existe na minha vida pra isso. Mas que eu preciso ter espaço pra outras coisas também, né? Se permitir também, né? Eu acho que vendo de fora, assim, vendo você, a personalidade que é, deve ser difícil também, porque o trabalho, ele diz muito, né? Sobre você, assim, eu sei que você é a mulher, é a mãe, é...
É tudo o que você é, mas profissionalmente falando, é um cargo muito importante, é um nome muito importante. Então, dá uma responsabilidade muito... Eu não consigo nem imaginar. Então, você ter a coragem de falar, calma, eu vou tentar outra coisa. É muito admirável, eu acho que deve ter sido dificílimo. Mas que bom que você conseguiu, porque falar não...
É, e no fundo é um privilégio, né? Não é todo mundo que pode escolher não estar trabalhando todo dia, né? Eu trabalhei 36 seguidos só na TV Globo, né? Antes eu trabalhei no jornal O Globo e antes eu dei aula de balé. Então, assim, eu trabalho desde os meus 16 anos.
Então, é muito tempo de trabalho. Eu vou esperar em que momento pra viver outras coisas, né? Então, antes não havia possibilidade financeira, então você tava construindo uma história. Hoje eu posso ir ver meus filhos, então não quero abrir mão disso, né? Não quero abrir mão de estar mais perto de estar num momento que ela pode, eu também poder fazer alguma coisa. Quase que a gente conseguiu viajar juntas agora.
Qual que é o programa favorito de vocês juntas? Que vocês não abrem mão. Vocês ainda continuam. Já perguntaram, né? Eu falei que eu gosto de passar uma tarde no shopping, almoçar em algum lugar, tomar um café e passar a tarde fazendo compras. Eu nunca faço. Tenho que aproveitar as manadas que eu tô comendo.
Eu adoro ficar em casa quando a casa tem assim, ela tá lá, vai o namorado. Eu gosto de ver filme também. A gente gosta de ver filme juntas. Eu gosto dessa rotina leve de um fim de semana, né? De algum momento de fora. E viajar, né? Quando dá pra viajar. Ai, delícia, né? Agora ela trabalha, o outro trabalha. Todo mundo trabalha, não consigo juntar. Então, eu que tenho que ir a um encontro mesmo. Aonde eles estão? Filhos adultos, né? É. E é mais difícil ser mãe de criança ou de adulto?
Ah, de criança, com certeza. Adulto, eu acho maravilhoso. Não sei, eu tive muita sorte. Os meus três adultos não me dão trabalho. Porque a base é forte, né? Não, é. Eu acho que eu tenho muita saudade deles crianças. Não gosto nem de falar nisso, porque eu já vou chorar. Mas eu tenho muita saudade deles crianças. Qualquer mãe tem. Mas o que é mais fácil agora...
Muito mais. Tem mais troca em alguns aspectos. Eu acho que antes tem uma devoção da criança pra gente que faz falta depois. E é normal, é natural. Mas é da natureza mesmo, não tem jeito. Lá vem ele filmar. Ela chora que vai encaixar ali. Não, mas é que eu choro também. Para. Meus filhos estão com... O Caio vai fazer 3 agora e a Bia tem 6. Eu já tô com saudade de beber.
Não é mais um bebezinho. É, não. Bebê já não tem. Já tem uma menininha e menininha. É, não é difícil. É. Ah, mas é. Temos tempo aí, hein, gente? 32, estamos com tempo. Não, acho que não. Não, dá muito tempo. Um bebezinho. Obrigada. Não, mas já já vem seus netos. É, se eles se animarem, né? Não, vou animar. Você pensa? Não, eu penso. Só não tenho condição ainda. Mas eu penso em ser mãe. Seu namorado mora longe ou ele é do Rio?
Ele é de Campinas, mas ele mora no Rio. Ah, então não é a distância. A gente mora junto. Entendi. Ah, não, não é a distância, não. Entendi. Só você que namora a distância. Ainda tem isso, né? E a pessoa que tem fobia de avião, vê se eu mereço. Filho morando fora, namorado morando longe. Você tem fobia de avião? Eu tenho, desde que eu tive filho.
E meu namorado é piloto. É. Essa coisa, assim, você vê? Eu devo ter jogado pedra na cruz, minha gente. E me levou pra saltar de paraquedas. Não, eu quase matei ele. Na véspera, antivéspera de Natal. Estou chegando numa caminhada tranquila, feliz com as minhas sobrinhas francesas, que estava todo mundo lá em casa. Aí, todo mundo me filmando, eu não entendi nada, aí eu olho pra televisão. É que a gente estava sentando na sala, já deixou o vídeo assim, na televisão. Vem, mãe, vem aqui ver o negócio na TV.
Menina, eram eles num teco-teco. Se jogando. Ela ainda levou o irmão, foram os dois. Fala não, os dois juntos, pelo amor de Deus. Pelo amor de Deus, né? Não se faz isso com uma mãe, entendeu? Eu fiz bem de não ter falado antes, senão ela teria ficado nervosa. Ela soube quando tudo já tinha dado certo. Ainda bem.
Que tinha dado certo. Imagina não dando certo. Pelo amor de Deus, a gente não quer ir pra te dar. Gente, olha isso. Não. Não, eu fiquei muito chateada. Aí eu... Ah, não, você riu, mãe. Eu ri de nervoso. De desespero. Não foi divertido, não. Aí o Caio, o namorado. Eu não tenho culpa. Eu só era o piloto, porque ele trabalhava pra essa empresa. Eu só fui o piloto. Eu falei... Deixa comigo. Agora você tá aqui, ó. Tá na minha, ó. Na minha mira.
Nossa, eu tinha muito medo de andar de avião. Aí a Márcia sensitiva falou pra mim que eu não vou morrer de avião. Aí agora eu tô. Ah, mas não dá pra ir. Opa, gente! Que coisa boa! De passar o contato dela. Ela falou, não fica tranquilo. Eu já tenho tentado muitas coisas. Há anos que eu tento, né? 28 anos que eu tento alguma coisa. Já fiz todas as terapias que você pode imaginar. Difícil. Mas acho que veio... Mas eu vou. Eu fiquei dois anos e quatro meses sem entrar no avião.
Porque eu tive uma crise de ansiedade quando eu tava voltando numa viagem só eu e o William. E eles iam fazer dois anos. A partir dali... Aconteceu alguma coisa na viagem? Nada. Nada. Foi o pensamento mesmo. Só eu não... É. Aí tive taquecardia, suor. Sensação horrível, horrível, horrível. Então, eu... A partir dali, fiquei dois anos e quatro meses sem voar. Caraca. E aí, fui escalada pra Copa no Japão.
Aí tive que, também foi muito tranquilo, assim, a gente fez uma primeira, era uma primeira perna Rio, Paris, Paris, Seul, pra cobertura da Copa que era entre Japão e Seul. Aí eu tirei férias um período antes, fiz essa primeira perna Rio, Paris, com eles, pra ter uma memória, isso foi recomendado tudo pela terapia, uma memória positiva desse retorno, que eu tava dois anos e quatro meses sem entrar no avião. E aí depois, mal voltei, 15 dias depois embarquei de novo nessa mesma primeira rota, e aí depois Paris, Seul.
E aí foi bem difícil. Mas foi muito recompensadora aquela Copa do Penta. Foi maravilhoso, né? Sim, imagino. Foi muito, muito incrível. Mas aí a partir dali eu continuei fazendo tratamentos, fazia terapia cognitiva, terapia mesmo. Sempre tentando, fiz com realidade virtual. E eu consigo voar, eu voo. Mas é um custo alto. Mas eu decidi que eu não ia abrir mão mais. Eu falei, não, abrir mão eu não vou mais abrir.
Se eu vou com medo, com pânico, eu vou. E aí eu vou, né? É muito... Eu vejo que você sempre fala sobre saúde mental. Enfim, tem uma fala muito importante sobre isso. Eu acho ótimo, né? Porque acho que no mundo que a gente vive hoje, se não tiver um bom acompanhamento, né? É, claro. Uma boa estrutura.
assim, terapia, o sonho é que todo mundo tivesse acesso. É verdade, com certeza. Porque muda a vida. Façam terapia, gente, quem puder fazer. É muito importante. Ó, a gente preparou uma dinâmica que é pra saber, tá? Qual é a música? Edição especial Conflito de Gerações. Meu Deus do céu. Não vou saber nada, né, Beatriz? Você já sabe. A gente vai...
A gente vai colocar aqui os trechos das músicas. E aí, quando for uma música... Que eu deveria saber? Exato. A Bia que tem que adivinhar. Tá. Então eu vou te falar. Beatriz, não vou saber nada. Mas eu não sei se você vai saber também. Vai. Essa aqui é pra Bia adivinhar. Eu sei, a gente cantou essa música. É que a gente cantou juntas essa música. A gente é da Ritaly. Sim. Agora só falta você.
Boa. Vamos fazer assim, você tem que continuar cantando. Como é que é mesmo, mãe? No ar que eu respiro, eu sinto o prazer de ser quem eu sou. De ser quem eu sou, de estar onde estou. Agora só falta você. Agora só falta você. Arrasou! Agora pra Fátima. Essa era pra ela adivinhar. É, mãe, vamos ver a sua agora. Meu Deus. Nossa, você sabe.
Pensa no meu aniversário, a menina cantando. Ai, mãe, você sabe? Não sei não, Bê. É da Ludmilla. Ah!
É a das Maldivas. A minha fé é a minha preferida. Mas eu não vou lembrar o que é. Eu caso com você. Eu canto com você. Eu canto com você, Bia, pra lá. É a minha de fé. Minha preferida. Eu caso com essa mulher e vou parar lá em Maldivas. Isso mesmo.
Tá, valeu o ponto, vai. Valeu, que ela lembrou qual que era a música. Ela ajudou, ela... Não podia esquecer da Ludmilla essa música. Pois é. Sabia, você lembra da Giovanna? Sim. É que é difícil a letra... Quando não tem melodia. Quando não tem uma incompatibilidade com o canto. Entendi.
Não, mas não pareceu Muito Isso me bloqueia, eu esqueço todas as letras dos nomes de música Ontem é grave a crise E o karaokê? Não canto em karaokê, só Fuscão Preto E Evidências Você falou outro dia que cantou Evidências em algum lugar Tive que cantar, não me lembro nem onde Obrigada Teve outra opção Não me lembro Ah, foi no programa do Xalita Ah, eu não vou saber Sou eu essa, né?
Você sabe, mãe? É clássica. Nossa, não fazia nada. Gente, eu perco todos os programas em que eu vou de música. Não tem problema. Já sabe, gente. Tem um abacaxi, um troféu abacaxi pra me dar? Quer ganhar? Pede pra competir comigo. Tem cara de sertaneja. Não. Então não sei. É Tim Maia. Opa. Se alguém ligou... Ah, é. É Minha Senhora, letra? Eu cantava, ah, não? É.
Se alguém me amou, foi-se embora. É, é. Não sei. Ah, é. Acendo o farol. Acendo o farol. Vendo o pedaço assim, né? Que vergonha. É difícil. Não, é muito difícil. Achei bem difícil. Próxima. Eu só soube o que você falou de Maia.
Agora é pra você, Fátima. Você sabe de quem é. Porque as noites com você são boas. Enchendo a cara e falando mal das mesmas. Antes que o sol levante. Mas... Porque as noites com você... Eu vou te amar como um idiota. Você conhece. Ah, eu amo, já. Eu amo. Nossa, já cantei. Eu sabia que ela amava. Eu amo. Nossa, o João lançou essa música no programa.
Nossa, essa é ótima. Não, mas eu... É difícil, gente, com a letra. Eu também... Eu só sei porque tem a resposta aqui. Eu fico tranquila porque eu já estava esperando esse resultado mesmo.
Próxima. Ah, essa aí. Ainda vai levar um tempo Pra fechar o que feriu por dentro Não é natural que seja assim Tanto pra você quanto pra mim Gente, você tá mandando super bem, tá? É, eu tô arrasando também, tá chato. Mas essa aí eu sabia, essa aí não dá um ponto pra mim? Mas é pra ela saber, né? Essa era pra ela saber, essa aí eu não sabia. Mas é pra nós duas, sabemos que ela ouve Lulú Santos de Márcio. Ai, não vale.
Sinal que você mostrou ótimas músicas. A gente ouvia muito. Lulu. Cidade Negra. Cidade Negra. Tim Maia. Marina. Marina. Próxima. Ah!
Eu não vou saber continuar. Eu sei, Glória Groove. Canta no ritmo, então, Fátima. Não, não, não, não. Eu sou muito desafinada. Não é ser menina. Não é ser menina. Então fala agora muito de quem é. É da Glória Groove. Eu sei, amor. Eu sei. Eu sou um paião nessa música. Eu sou uma menina de vermelho. Fui pro bar e só pra ver. Ela, rebolando até o chão. Viu? Eu sei. Glória. O problema é depois. O problema é na hora. Esse aí é ponto sem ver. É, eu tô todo em todos. Tem a última da Bia.
Ah, eu já passei Eu sei, eu sei É da Bia, Fátima? Eu sei, mas eu não sei qual é a música
Matéria de Guarida. Matéria de Guarida, espero ainda minha vez. Eu sei também. Espero ainda minha vez, um negócio assim? Não. Meio falado esse daí, não é essa parte? Eu já passei por quase tudo nessa vida. Em matéria de Guarida, espero ainda minha vez. Ah, não era nessa que eu tava pensando. Confesso que sou de origem pobre, mas meu coração é nobre. Foi assim que Deus me fez. Deixa a vida melhor. Nossa, não acredito que eu ia ajudar. Nossa, foi o tema da Copa de 2002, gente.
Ah, é? Deixa a vida me levar. O Ronaldinho Gaúcho tocando na final, eu dentro do ônibus, uma bagunça danada. Como é que eu esqueço? Tá vendo a importância da música? Eu sei todo o contexto. Eu sei a época, entendeu? Eu sei quando acontecia. É difícil, só falei. Porque essa Copa teve uma música de início, que foi Festa, da Ivete Sangalo. E depois, do meio pra frente, engrenou essa Deixa a Vida Me Levar, menina. Uma maravilha. Nossa, a música tem esse poder, né? De marcar os momentos da nossa vida. É. Eu tenho isso também.
Agora a última, Fátima, pra você acertar. Outra pra mim? Não, essa era da Bia, você que acertou. Essa era a minha. Essa era da Bia, agora é a última sua. Ah. Eu não vou negar. Não. Ai, eu sei. É um pagão. Não, eu tô cantando Evidências, né, Berta? É. É.
Ó, foi top 1, eu acho, essa música. Só tinha isso aí no Spotify, amor. Você abriu o Spotify, era só isso aí. Olha, eu só ouvi dominguinho ano passado. A minha idade no Spotify era 19 anos. Porque eu só ouvia dominguinho, só ouvia... Gente, não tô lembrando. Como é que é a cabelo? Ah, essa retrospectiva é muito boa. É, só ouvia essas coisas. Aí, quando eu olhei, eu nem contei, eu nem postei, eu fico com vergonha. Falei, o que as pessoas vão achar que eu tô ouvindo, meu Deus do céu? Mas era isso. Era JP.
o álbum dele, Dominguinho, é... Olivia Rodrigo, eu falei, tô ferrada. 19 anos? É, a lista dos Spotify, elas não publicam o que você mais ouviu? Na retrospectiva. Bota a sua idade, a minha deu 19. E eu achei ótimo. Meu mano, eu fiquei com vergonha, não postei não. Falei, não, vou postar isso não.
É, é, é, sertanejo. Eu ainda te amo. Mas você mereceu o meu abandono. Ah, é a versão do Alejandro. É, Coração Partido. É, Coração Partido. Ah, tá, chacarou pra música. Menos é mais, Ivete também canta isso. Coração Partido, é. Arrasaram, ela sabia, gente. Eu estudei na minha aula de espanhol isso aí. A música.
Você tava dando aula de espanhol? Eu já fiz. Ah, tá. Quando eles estavam na escola, eu deixava na escola e ia pra aula de espanhol. Ah, entendi. Achei que você tava dizendo de agora. Não, de agora não, não. Eu fiz há muito tempo. Vai, pode mandar as perguntas. Vamos ver as perguntas da galera. Ah, tem? Tem. Bota um pouquinho pra mim de água aqui. Lógico. Porque eu já até me recuperei do porre. De água.
Nossa, é só jarra, a gente precisa arrumar, porque ela tá demorando pra sair, a gente precisa pegar um pra outro. Ô, gente, se fosse se tivesse gelo, que botava com a telinha, né? Não, ainda tá. Tá bebendo pouca água, Bia, vamos beber mais. Vamos beber mais, pode beber mais. Hidratar, São Paulo é muito seco. Obrigada. Vamos ver a galerinha que quer saber. Vamos ver o que eles querem saber de vocês. Uai, mandou?
Peraí, gente, eu sou uma negação com tecnologia. Você pode mandar de novo? Eu não sei abrir aqui. Eu não sei onde é que mexe. Aceitar. Agora foi.
Eu falo com eles assim, tem um vocabulário que eu falo assim, dá pra falar em português, trazer pra nossa realidade? Gente, vocês viram o post da Mônica? Foi a Mônica, né? Que postou com a filha? Foi a Ingrid? A conversa com a filha, adolescente. Ai, eu vi o print do WhatsApp. Não, agora é um tal de POV, não sei o que. Né, Matheus?
POV. A gente vai fazer um POV aqui em Pátio. Eu falei, seu point of view. Eu falei, meu Deus do céu, eu tenho que descobrir cada coisa, eu tenho que fazer um translator tabajara rápido. Não, mas isso é o de menos, o POV.
Não, não dá pra entender, não tem mais o ogal, né? Qual é a palavra? Ah, gag. Tô gag. Tô chocada, tô gag. Ah, tô gag. Tô gag. Não, mas pra mim era outra coisa, né? Mas é gag com G, que é a gag do... É isso aí. Ah, mas gag era inventar uma... Fazer uma gag, fazer uma palhaçada, não é isso?
Era isso. Mas num outro tempo. Nesse print da Ingrid, tem uma palavra que os adolescentes usam. Não, não é varza. Áurea. O que é isso, gente? Aura. Não sei também. O que é? Não sei.
Se você que tá assistindo a gente sabe, por favor, deixa aqui nos comentários o que é. Tem o tal do 6x7 agora também. É 6x7. 6x7. Eu também não sei o que é. 6x7. Maravilhoso. Olha aí, eu tava a dancinha. E aí eu tô lá pesquisando o que que falam. Não tem significado. Não tem. 6x7. Ah, não tem? Não tem. É só fazer a dancinha e 6x7. Legal. Ó, perguntaram aqui pra vocês. Qual foi o maior aprendizado que vocês tiveram uma com a outra? Ah.
Uma, eu acho que... Aprendizado? Eu acho que a Beatriz me ensina a ser mais leve. Ela tem um olhar para a vida mais leve mesmo. Mas, sei lá, menos preocupado com o outro, com o que o outro vai achar. Eu acho ela mais segura nisso.
Mais ou menos, mas sim. Eu acho que o que eu mais aprendi com a minha mãe, eu acho que é o respeito por todo mundo. E ter empatia pelos outros, respeitar. Acho que foi isso. Que bom! O que vocês admiram uma na outra?
Isso que eu falei também, né? Eu admiro, uma coisa que eu admiro bastante na minha mãe é o fato dela mesmo sendo quem ela é, ela ser uma pessoa pé no chão e humana. Eu admiro a Beatriz como amiga. Ela é uma excelente amiga.
Ela é muito, muito parceira das pessoas que são amigas dela. E isso é muito reconhecido pelas suas amigas. Isso é muito legal. Quando que você... Qual que é o seu signo? Sou libriana. Ah. 21 de outubro. E você, Fátima? Virginiana. Nossa, organizadíssima é, né? Não, eu já fui mais, né? Ah, é sim. Outro dia ela fez uma mala sudoku. Você sabe o que é isso? Uma que? Uma mala sudoku. Ah, aquela que você põe em três, três e três. Funcionou?
Eu só gosto de mala pequena, gente. Eu não consegui entender. Eu só viajo no máximo com uma mala média.
E pode ser pra 15 dias, pra uma semana, a minha mala é uma mala média. Porque o que mais ocupa espaço é a necessaire. Então, fora isso... E aí, não, eu olhei aquilo ali e falei, sabe que isso faz sentido? Eu falei, é, eu posso usar assim, assim. Não, ela achou muito prático, ela. 27 looks com 9 roupas? Ela... Então, deu certo? Claro que deu. Eu usei 27, né? Passei menos tempo. Não sei se eu fosse usar 27, se eu fosse... Eu não senti nada da mala. Ela tava assim, em cima da cama. Aí, não tinha botado na mala mesmo.
Olha, filha, uma mala sudoku. Ah, o que é isso, mãe? Olha só. Eu vi na internet. Eu vi também no TikTok. Você pode fazer a combinação. Assim, assim, assim. Daqui pra cá, daqui pra cá. Ah, muito prático. Não, e aí botei mais duas peças extras. E foi muito bom. E foi, arrasou. Era calor ou era frio? Era calor. Ah, tá. É mais fácil. É, eu fiquei pensando no frio se funcionaria. É. Já teve algum momento em que vocês inverteram os papéis? Filha, aconselhando a mãe ou vice-versa?
Aconselhando? Ah, eu acho que de vez em quando você fala umas coisas pra mim, assim. É, mas é mais em relação sua comigo, né? Exemplo? Não, os conselhos que eu te dou é provavelmente alguma coisa em relação ao que você tá fazendo comigo. Será? Não sei. Que eu tô te falando? É, pra você mais... É difícil essa pergunta. É. A Laura mais. Ah, quando a Laura te falou... Quando a Laura falou disso, é.
E quando você começou a namorar o Túlio também. Também, ela falou. Que a gente falou. Que eu fui contar, né? E ele tinha 25 anos. Ela tava assim com o pé atrás por ele ser mais novo. Aí a gente falou. A Laura, isso. É. Não. Quando eu fui contar, eu tinha que contar, né? Toda a história. E dizer que ele era. Aí a Laura olhou e falou assim. Se fosse o contrário, você ia estar preocupada. Isso você tá sendo preconceituosa.
Então, aí eu falei, é, tô mesmo. Eu que falo tanto disso, tô sendo preconceituosa comigo mesma, né? Ela falou, é, é verdade. É que como mãe a gente se preocupa mais com o que os filhos vão achar, né? Mas eles foram incríveis, assim.
Nada. Acho que também porque eles já tinham 19, já tinham uma experiência. Não era uma criança. E a gente vê ela feliz, né? Então, acho que pro filho, não... Idade não vai importar muito. Pelo menos pra gente, não. E pros filhos, independente se os pais estão juntos ou não, eles precisam estar felizes, né? Senão, não tem como.
É, e todo mundo estando feliz, o William estando feliz, eu, é óbvio que eles também estão felizes, tá tudo bem, né? É muito bom. É muito legal a leveza que vocês tratam isso e acho que inspira muita gente. E foi muito bom, porque eles, no início, é claro, assim, eu sentia que se eles fossem fazer alguma coisa com ele e quisessem contar, eles ficavam meio receosos. Se fizessem comigo e quisessem contar, imagino que também acontecesse isso lá.
A partir do momento que eles veem que a gente se trata com muita naturalidade, eles ficam à vontade pra dizer, ah, eu tava lá no papai, fez isso. Eu...
Eu continuo sabendo de tudo deles, né? Entendi. Ah, eu tava falando, papai, a gente fez isso, foi super legal. Então, eu tenho certeza que eles falam de coisas que aconteceram. Você cansa de contar? Às vezes o William fala, ah, eles falaram que o Túlio fez não sei o quê. Então, fica muito mais leve pra todo mundo. E eles podem ficar mais à vontade pra ser, né? Pra estar nos dois lugares. Isso aconteceu muito, né? Isso foi muito legal. O que você acha, assim, que pra você foi o ponto mais importante?
pra você e pros seus irmãos na separação dos seus pais, o que você acha que foi fundamental pra que vocês levassem numa boa pra que vocês entendessem que isso não afetasse os filhos, sabe?
Eu acho que o fato da gente já ser maior de idade, isso foi uma coisa que deixou tudo mais fácil também, porque não tinha essa questão de guarda compartilhada. Por exemplo, a gente ia pra lá quando a gente quisesse. Eu acho que isso, assim, deixava mais leve. O fato também de não ter tido briga dentro de casa. A gente não presenciou nenhuma briga, entendeu? Foi sempre uma coisa...
leve, assim, no momento da mudança. É bom, né? É, mas assim, ninguém quer uma separação. Não teve uma briga, não teve uma coisa assim, entendeu? E aí a gente, assim, foi aprendendo a conviver e foi até rápido que a gente se acostumou, assim. Mas eu acho que é isso, a gente já tinha 19 anos, não era mais, ela tava aquela fase chata de adolescência. É, de ter que ir hoje pra casa, voltar tal dia, isso não.
Ah, eu vou numa festa na Zona Sul, vou dormir no papai. Ok. Vou numa festa pra cá, vou dormir aqui em casa. Tá bom.
E ele também sempre entendemos que eles iriam decidir onde estariam de acordo com a conveniência deles. Ai, que legal. É muito bom ver assim essa... É muito leve. A palavra, eu tô repetindo, mas é muito leve ver. É respeitoso. É respeitoso, é. Isso é que é... Porque quando não perde o respeito, tudo fica mais fácil. Verdade. E hoje com a internet, com a exposição, é tão difícil, né? É, e a gente fez um tweet e a gente nunca mais falou sobre isso. E nunca mais se comentou sobre isso. A vida seguiu pra todo mundo.
E com muito respeito também, né? Pois é. Fátima, o que a Bia mais puxou de você? O que você acha? Ela é parecida comigo, gente. Vamos virar, Beatriz. Vira pra lá. Olha só como nós somos desse lado parecidas. Vocês são muito parecidas. A gente tem um lado. E o outro lado a gente também... É desse lado a gente tem um lado só. Não, esse lado... O outro lado parece com o pai. Não, não. O outro lado ela parece comigo, mas não é o nosso lado preferido. Não, esse lado não é feio. É.
Ah, vocês gostam do lado direito? Nós gostamos do lado direito. Por isso que a gente lá no podcast também, a gente tá alternando quem senta em cada cada hora uma senta em uma cadeira, porque a gente gosta desse lado, então... A gente se favoreceu. Cada episódio uma tá favorecida. Nossa, e eu amo esse lado. Eu, inclusive, do lado... Que bom, e que você colocou a gente aqui. E a gente tá no lado. Não, mas o que eu mais gosto nela... Não, o que eu mais pareço.
O que ela mais parece? O que ela puxou de você? Eu acho que ela aparece nisso. Eu acho que também essa questão de ser fiel às amizades. Eu acho que isso é uma coisa que eu também tenho. Fátima, qual foi o momento mais desafiador da sua carreira? E Bia, por que escolheu design?
O momento mais desafiador, eu acho que sempre foram as entrevistas que a gente fazia com os presidenciáveis. Porque existe uma coisa que a gente fazia ao vivo. E você tem que dar exatamente, por conta do Tribunal Superior Eleitoral, você tem que dar exatamente o mesmo tempo. Então, se você estourou na primeira entrevista 15 segundos, então, sei lá, se ela ia ter 15 minutos, ela teve 15, 15...
Todas as outras terão que ter 15 e 15. Então, assim, é uma tensão de você conseguir, naquele período, oferecer para o seu público as melhores perguntas possíveis. E ter que terminar no tempo exato. Nossa, realmente foi o mais desafiador do meu trabalho, sabe? Porque é uma tensão. Você quer cumprir algo que é muito importante para dar igualdade para...
de espaço, né? Então, isso era o momento mais difícil. E ter que se posicionar também, às vezes, tipo, acabou o tempo. É, exatamente. Acabou o tempo. É, não tem jeito. E você torcer pra não ser ser firme sem ser indelicado, sem ser agressivo, né? Sendo mulher é mais difícil ainda, né? Então, tem que ir.
Mas dava certo. Sempre deu. Você, porque escolheu o design. Nossa, olha, foi difícil na época escolher, né, mãe? É isso, quando você vai se formar, é tudo muito tenso em cima do que você vai escolher. Mas eu sempre gostei muito, uma pessoa ligada assim com estética, né? Eu tinha pensado até em fazer marketing. E eu...
Assim, estudando sobre a área, eu vi também que tinha um potencial de crescimento grande, ainda mais com as plataformas, né, com o crescimento de plataformas digitais. Hoje em dia tudo é visual, a primeira impressão que você tem de tudo é sempre pela identidade visual da pessoa ou da marca.
Isso era uma coisa que eu sempre gostei, sempre consumi conteúdos sobre, e é onde eu vi um potencial de crescimento de coisas que eu gostaria de trabalhar. E amou a faculdade? Não. Mas ela tinha também, você falou da leveza, ela tem, essa foi uma observação que eu ouvi dela, que ela tem uma, gostaria de ter uma relação de leveza e de beleza com o trabalho.
Legal, né? Legal. E tem, né? Tem. Eu acho que às vezes... Mas eu acho que a prática talvez seja mais legal do que o teórico, né? Na faculdade. Na época... Porque agora mudou. Na época que eu fiz a faculdade, era uma coisa ainda muito... Não tinha muita coisa assim do digital. Então, eu não conseguia muito ver o que eu aprendia na faculdade aplicado ao mundo de hoje em dia, entendeu?
E eu não tinha muito amigo, assim, de faculdade. Tenho muito amigo da época de infância e de época de adulto, assim. Mas amigo de faculdade mesmo eu não tinha. Então, eu não tinha aquele ânimo de ir pra faculdade. Porque, sabe, eu não tinha muitas pessoas ali. Pegou a pandemia, a formatura. Ah, mas a pandemia foi mais pro final, é. É. Aí foi isso. Mas eu gostei muito mais do meu trabalho depois que eu comecei a trabalhar. E, assim, da minha profissão depois que eu comecei a trabalhar.
Sim, eu acho que a prática é muito diferente mesmo. A gente acha que sai da faculdade sabendo tudo, né? Ela tá fazendo uma parte agora mais de branding também, um curso que ela tá gostando. Que legal! O que você curte mais no seu dia a dia do trabalho? Então, atualmente, eu gosto da parte criativa. Então, de criar, quando chegam projetos novos, de criar uma identidade visual nova. Eu não gosto muito da parte mecânica que vira...
Depois de tudo já feito, entendeu? Tipo, eu gosto da parte de criação. Os desdobramentos, assim, né? É isso?
É, não, porque o que acontece é que depois que você tem a identidade visual criada, aí você, é isso, você aplica ela a onde for preciso, né? Essa parte vira um pouco mais automática, assim, sabe? Operacional. Operacional. Óbvio, tem uma parte criativa também, só que eu gosto mais desse processo de fazer brainstorming pra...
Sei lá, pra criação da marca mesmo, do projeto, sabe? Eu gosto mais dessa parte de troca, de... Porque no meu dia a dia eu nem troco muito com as pessoas. Sou eu com o meu computador. Com o computador. Eu sinto falta um pouco disso. E de onde vem suas referências?
Ah, de todos os lugares. É. O que você achou da nossa identidade visual, Bia? Eu gosto, gente. Você gosta? Eu amei o cenário. Ufa! Eu acho que vocês arrasaram. Ai, ai. Não vale mentir, tá, Bia? Não, eu gostei. Não vale mentir. Eu adorei a canega vermelha, porque o batom não fica aparecendo. Isso eu achei muito bom. Eu gostei do... Gente! A nossa é branquinha e eu no outro dia vi uma foto que ficou a marca do batom. Mas foi por querer, mãe, era estética. Ah!
Ah, era a tendência. E eu lá, preocupada, falei, ninguém limpou essa caneca, meu Deus, fazer essa foto. Olha aí a geração, entendeu? Eu gostei do lambe-lambe ali, das fotos, um efeito de... Um negócio meio street. Que isso, gente? Acho que é uma obra.
Obrigada. O Lambi Lambi mandaram assim, gente, esse negócio é super mal aplicado. Se você quiser, eu trabalho numa empresa... Aí eu falei, gente, mas é... Gente, é o conceito. É o conceito. É de propósito. Eu amei. Um perrengue que já viveram juntas. Um perrengue que já vivemos juntas. Alguma viagem, mãe.
Tem um ótimo vídeo no meu Instagram. Quer ver? Qual? Em Paris. Nessa última viagem da formatura da Laura. A gente entrou no vagão errado. Do trem? Não, ela era errado do trem. A minha mãe andando com um salto.
Um chão cheio de pedrinha e areia. Não tinha isso no convite especificando, né? Não, é porque... Era numa cidade que você anda, né? Uma cidade que você anda. Cheia de mala no meio da rua. Ela, olha, ela só tirando sarro da gente. Tem o quê? Muito orgulho desse de ter feito esse vídeo. Ela ria editando o vídeo. Mal a gente chegou.
Era eu, o Túlio, o pai dela, a madrinha. Fomos todos pra formatura da Laura. A porta fechou em alguém. A porta fechou em alguém. A minha madrinha vendo o Google Maps de cabeça pra baixo. Nem tudo no vídeo. Meu pai estava esperado sem conseguir achar um Uber, assim, no meio da rua. E você estava de salto no trem? Não, não. Não indo pra formatura. Na formatura. Na formatura era num ginásio, mas eu não sabia.
que em volta, na praça, era todo tipo um cascalhozinho, né? E meu salto lindo ali. Eu fui com uma bota que ela chegou toda esbranquiçada. Alguém até comentou, gente, passaram por uma obra? Parecia que eu tinha ido em uma obra, tava de bota. Era esse de aço desse cascalho. Não tava no convite isso. Não tava no dress code? Não, não tava no dress code. O que mais gostam de fazer juntas? Já falaram. Uma lembrança que marcou a vida de vocês. Já falaram?
Ah, uma lembrança? A minha volta da Copa de 2002, depois de 40 e tantos dias, eles três no aeroporto. Ah, muito lindo. Para, vou chorar. É, muito lindo. Você já não lembra. Isso que eu fico danada. Você lembra de quando você tinha... Eu lembro da foto que eu fiz com quatro anos, minha mão na cintura. Você lembra da foto. No alto de maladeira.
Vocês tinham quantos anos? Quatro anos e sete meses. Oito meses. Eu lembro que a gente fez um calendário pra essa Copa. O meu pai comprou um calendário. E aí tinha uns adesivos. Cada filho tinha uma cor, né? Eu era amarelo, minha irmã vermelho, meu irmão azul. E meu pai era verde. Aí, cada dia que passava, uma pessoa colava. Cada dia um tinha que colar o adesivo. Aí foi completando, ficou o adesivo todo cheio de bolinha, assim.
Para ele ter uma contagem regressiva, né? Ah, eu faço isso com as crianças quando eu viajo. É. Tão bonitinho, né? É. Muito bom. Eu acho que foi, deixa eu ver. Já falou, já respondeu. É porque como as pessoas mandam... É, vai por parecido. Já vai falando, né? Acho que tem uma última aqui que vocês não falaram. Um sonho que ainda falta realizar.
Hum, sonho que dá falta. Bom, eu acho que a gente voltar a conseguir fazer uma viagem todo mundo junto. Ah, é o que a gente fez, o Vinícius não falou. É.
Um sonho meu, além de construir uma família, um que tem que vir antes, é ter uma independência financeira e me sentir autossuficiente. Entendi. Mas é mais profissional, né? É. E pessoal. Construir uma família.
Ai, que lindo. Ai, o orgulho, né? Eu falo, posso ajudar você com a parte financeira? E você aí constrói essa família. Já vai logo. Mas ela não quer, né? Então tá, vamos esperar. É, tá certo. Tá certa também. Eu acho muito legal isso. Super. E você trabalharia na TV? Se tivesse uma boa proposta.
Tem que ser boa essa proposta, né, Bia? Porque eu acho que é isso. Eu acho que a flexibilidade que a gente tem, por exemplo, agora com o podcast é uma coisa que eu valorizo muito também. Então, não sei, depende do que for. Essa geração toda de você, acho isso muito legal. Eles já começam a construção de uma carreira e tudo, mas já priorizando muito os espaços pra viver, assim, pra não ser só trabalho, né? Mas eu acho que tem a questão de que que eu acho que tem a questão de que
Talvez antigamente existia isso do horário comercial. Hoje não se tem mais horário comercial. Então ou a gente dá um limite e entende que essa flexibilidade tem o seu... Tem o lado ruim. Tem o ônus um pouco, porque senão também adoece, né? Eu tenho a possibilidade disso porque...
Não sou uma pessoa que eu dependo 100% de um salário de tantos, sabe? Eu tenho esse suporte deles. Então, eu valorizo ter flexibilidade, porque eu posso também. Claro, falando de privilégios, óbvio. É, tem gente que a gente sabe, né? Que pra muitos a questão é encontrar um trabalho que permita a sobrevivência, né? A gente tá falando daquelas pessoas que têm essa disponibilidade e que eu vejo que...
Porque, assim, é diferente quando eu era dessa idade. Eu pegava tudo que fosse pela frente. Não queria saber o horário. Quando eu comecei a trabalhar em jornal, eu só trabalhava sábado e domingo, que era o dia que ninguém que já estava contratado queria. E eu, como frila, pegava o sábado e o domingo inteiro para trabalhar de manhã, de noite, para depois, entendeu? Então, ao mesmo tempo, eu dava aula de balé e aí depois eu pegava uma escolinha que precisasse uma professora de inglês, eu dava aula para criança de inglês na escolinha.
E aí você ia, né? Porque era diferente. Óbvio que eu estava muito mais na condição de muita gente, da maioria do nosso país, do que hoje eles têm a possibilidade de viver. Houve uma mudança. Então, eu acho que é certo eles usufruírem disso, mas com a consciência de que é realmente um privilégio, que não é assim que a gente vive. Ah, não, mas dá pra ver que eles têm super consciência, lógico. De longe, não precisa nem...
Ai, gente, eu amei! Foi muito bom, né? Foi incrível! Ai, a gente já pode ser amiga? Pode! Aí já vou! Pode! Eu vou, com certeza! É, a gente vai marcar! Com certeza! A gente vai marcar, vai acontecer, tá? Vamos marcar! Não, marcar carioca não! Não marcar carioca não! Deixa a gente ver a próxima temporada e a gente marca! Eu vou amar! Muito obrigada por vocês terem vindo! Foi uma honra! Foi uma delícia! Foi muito bom, né? Fico muito feliz!
Tá bem, parecendo! Até que a gente se conhecia! Ela sabia que eu não sabia cantar e botou essas músicas!
Ela fez o propósito. Ela até parece. Gente, espero que vocês tenham gostado. Pra mim foi incrível, uma honra. Espero que vocês tenham se divertido do outro lado também. Agora aqui, ó, pra dois, todo mundo. Se inscrevam no canal, tá? E vai aqui, ó, na descrição do vídeo. Tem também o link, tá? De cá entre nós. Vai lá assistir. Isso. Um beijo. Beijo. Tchau. Tchau.