The Invincible
Jasna foi parar nesse mundo incomum, sem memória pra lembrar nem seu desjejum. A equipe evaporou, não sobrou Não fala pra ninguém, num planeta que não quer que alguém o entenda. Ela tem drone pra voar, mas o RAV3 vai lengar. Explorar, mapear e cavar, só tu no interior tem. Rastrear, decifrar e rodar, e só tu Fugir do Chefe. É, esse é o Matei o Chefe, o podcast que a gente vai lá, termina um jogo e vem aqui contar para você como foi, ou tentar convencer os amiguinhos a jogar jogar um jogo que a gente curtiu, que é o caso de hoje, que o Mário vai trazer um joguinho aqui pra gente que, se baseando na fase que o Mário tá, vai ser um walk simulator.
Exatamente, seu Vivardi, exatamente. É engraçado que você não escolhe os walk simulators, os walk simulators escolhem você.
Pois é, eu tô só percebendo isso. Como é? Eu nunca joguei um por escolha própria.
Exatamente. Esse, de certa forma, foi, mas eu descobri que era walk simulator tarde demais. E aqui tá também o Chinkoio? Claro que não, porque se a gente chama o Chincoio para o Bora Jogar, ele chega e joga o jogo antes que você. Então nós chamamos o Pedro.
Eu tô muito confuso. Não, pera aí, a gente não tá falando do joguinho de luta do quadrinho?
Sério, esse já foi o grande problema, né? Porque hoje vamos falar de The Invincible, só que saiu o jogo aí, The Invincible VS.
Não é? Agora eu tô muito confuso. O que que tá acontecendo, cara?
Tá confuso? Eu só Sabia que não era esse porque o Mário tinha falado antes.
Ah, meu, não, mandou um convite pra mim, Pedro, você consegue participar de um Bora Jogar do Invincible? Eu falei, beleza, entendo um pouco de quadrinhos, acho que eu tenho até um pouco a contribuir, né? Mas pelo jeito—
Ah lá, ia dar um de chinkoio, hein? É.
Não, ele deu, mas de chinkoio com o jogo errado.
Não, contribuí porque assim, eu entendo do quadrinho, eu não joguei o jogo, mas ok, agora eu tô muito confuso. Vamos ver qual jogo que é esse agora, né?
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E aí, Mário, o que que você me conta desse jogo aí? Quer dar a capivara dele antes de falar do que se trata?
Então já começa complicado, né? Porque eu vou confessar que eu fui pesquisar sobre a desenvolvedora rapidinho aqui antes, só para a gente ter um chavequinho para falar antes de entrar no jogo, e o site inteiro deles é só em polonês e Foda-se. E não, nem mete o tradutor ali do site, porque pelo jeito é tudo imagem. O máximo que eu encontrei deles, eles chamam Starward Industries. E assim, o único que eles, que eu encontrei deles é o Twitter deles, né?
E aí tem o último post dos caras, é: lançamos The Invincible. E só, tá ligado? Foda-se.
Um detalhe, se você digita no Google Starward Industries, vem tudo em inglês aqui. Vem o home, vem o Our Games, About Us, não sei o quê. Só que aí você clica nas coisas, cai num 404.
Exatamente, é tipo, foda-se. E isso, seu Vivardi, faz muito sentido. Que só não faz sentido é que o jogo The Invincible é todo dublado em inglês e com legendas em português no Brasil, legendas em tudo quanto é caralho de idioma. Mas faz sentido com a origem dele, porque o The Invincible ele é baseado num livro do Stanisław Lem, um escritor polonês. Então os maluco meteram aí, igual o joguinho do Memórias Póstumas, é o The Invincible para eles, tá ligado?
Deve ser o joguinho do livrinho que todo mundo leu na escola e os caras curtem e tal, né?
E pelo que eu vi aqui, ele é formado por caras que saíram da desenvolvedora do Cyberpunk, né, e do Witcher 3.
Sim, sim, verdade. E ele é distribuído pela 11 Bit Studio, que também é polonesa, que é a dos nossos queridos The Altars aqui. Eu e o Pedro aqui estamos ansiosos pela DLC que sai em alguns dias, ou já saiu dependendo de quando sair o episódio. Mas enquanto isso, eu joguei The Invincible. E o que que rolou para mim? Como é que foi a minha história com esse jogo todo. Na verdade, eu gostei da capa do jogo. Não sei se vocês viram. Você viu? Dá uma pesquisada aí, seu Pedro. Você vai ver que é—
Tô vendo, tô procurando agora.
Ah, eu queria jogar esse jogo! Não chama muito atenção? Não é bonita pra caralho?
Uma boa chance de eu ter comprado esse jogo.
É, você comprou porque você é caixista, porque o Sonista já tem na PS Plus. E esse é um dos motivos que eu comprei. Já tem na PS Plus. Eu ia.
Tem de graça, Mário?
Tem de graça na FAESP Plus, você só paga R$600 no ano, aí você tem de graça, sabe?
Pra mim essa lógica funciona super. Ainda mais quando é pra convencer a senhora, minha esposa, quando a gente tá fazendo as contas do mês, que tipo, não, olha, mas veja quantos jogos de graça eu tô conseguindo jogar.
Eu pago R$1.000 pra ter jogos de graça.
Eu vi um videozinho hoje do maninho do Jogatina Maneira lá, o cara é muito, muito gente boa. E ele tava falando dele migrar de console pra PC. E ele tava falando que os jogos no PC eram muito mais baratos. E é engraçado que daí ele fala, nossa, eu comprei aqui mais de 100 indies por R$15. Aí ele mostra na tela que deu tipo, mano, uns R$150, R$200, tá ligado? Ele, ó, só esse jogo aqui, ó, na PlayStation tava R$15. Aí você vê na PlayStation, R$130.
Tipo, quem só ouve pelo áudio, que é normalmente as mulheres dos caras, ou quem não é, ou não gamer do casal, tá ligado? Ouve só o preço baixo ali, deixa o preço real para quem tá assistindo, tá ligado? Tipo quando você chega com bonequinho em casa e fala, não, não, foi só R$20. É, R$20 a caixa.
Não, meu amigo me deu.
Você tira um zero, né, do preço?
Aquele meme que os maluco tipo pegar uma guitarra zerada e jogando no lixo. Você vai jogar fora? Não, não, tu me dá.
Nossa, eu já apareci assim quando eu morava com os meus pais. Eu comprei, acho que num leilão, na internet, a coleção inteira do Hellboy. E aí apareceu, tipo, 20 gibis de uma vez em casa. Os meus pais já não estavam aguentando, né? Porque eu já tava começando a tomar espaços além do meu quarto. E aí eles, o que é isso? Não, não, um amigo me deu. Ele tava se desfazendo e aí ele me deu.
Mas é bem por aí. Mas então, como eu encontrei que eu tinha o The Invincible de graça, eu falei, pô, então quando abrir alguma brecha aí... Porque esse ano a gente tá fazendo muito episódio de jogo. Eu falei, quando abrir uma brecha, eu vou jogar. E eu vi que já fui, obviamente, no How Long to Beat, e eu não vi nada do jogo. Só vi assim, ó, pequenininho, legal. Você sabe que ele é indie porque ele não foi muito divulgado, na verdade, né?
Não pela cara do jogo. E aí, logo embaixo do nome dele, tá escrito The Invincible, né? Gigantão. E, ó lá, baseado no romance icônico de Stanisław Lem. Aí eu falei, caralho, icônico? E Stanisław Lem a gente conhece por Polares? Qual que é o nome do... Solares. Solares, obrigado, obrigado. Ele escreveu Solares, que é um dos livros mais icônicos aí de ficção científica, que eu não li. Se eu tivesse lido, eu saberia o nome direito.
E ele escreveu também o Invincible. E é engraçado porque, assim como o site do The Invincible só tem polonês, existe sim uma versão em inglês do The Invincible, mas já é assim uma tradução feita em cima da tradução do alemão, tá ligado? E para você comprar assim não tem jeito, é só baixando piratex, indo lá na biblioteca da Ana lá e baixando. E foi o que eu fiz, baixei o livro e li e gostei bastante. É ficção científica ali que eles chamam de hard, né?
Não sei se essa tradução aí é de ficção científica dura, que eu acho horrível esse termo, mas ele é um livro muito legal. Ele conta a história ali do The Invincible, que é uma nave, mano, que é tipo um, porra, tipo um prédio praticamente lá. Tem uma equipe gigantesca, ele é tipo uma Enterprise ali da vida, só que maior ainda, porque ela tem muita coisa dentro. E é um livro de 63, né? Então já foda, porque ela tá ali no coração ali máximo da corrida espacial.
Só que ao mesmo tempo ele não soa datado, sabe? Ele não é nem aquela fantasia meio Flash Gordon. Acho que é isso, hard science fiction. Não é aquela coisa meio Star Wars que foda-se explicar o que é, tá ligado? Tudo tem um fundamento bem legal, uma explicação muito boa do que tá acontecendo. E eles têm essa nave gigante, o Invincible. Ele tá numa missão de resgate de uma outra nave gêmea dela, tão grande quanto, né, que é chamada E eu esqueci o porra do nome, não acredito, que vergonha.
Invincible.
Não, não é. E ele vai buscar a Condor, porque o que acontece, a Condor, por um problema mecânico e tal, teve que parar nesse planeta que chama Regis III, Regis III, né? Parou de dar sinal de vida e aí os caras foram lá ver o que que é. Chegam lá, todo mundo do Condor ali tá tipo meio que morto, e aí eles vão explorar e entender o que tá acontecendo. Meio que morto. E acredite, faz todo sentido meio que morto, viu?
Caralho. Não, eu só destaquei porque eu imaginei que fosse isso mesmo.
Não, eu fiquei assim, porque morto é um conceito absoluto, né? É, eu acho que absoluto só o que minha mãe mandou eu fazer, entendeu? O que meu chefe Mário mandou eu fazer. Beleza, li a história toda, mas depois de ler eu falei, pô, finalmente estou pronto para jogar o joguinho, né? Nesse meio tempo eu já descobri que era um walk simulator mesmo. E uma coisa que eu já fiquei bem empolgado assim, porque assim, as descrições no livro por serem muito detalhadas, ele explica muito bem o que tá sendo feito e por que tá sendo feito, qual o tipo de equipamento, porque é uma nave gigantesca, então ela é cheia de equipamentos diferentes e tudo mais, né?
Então eu falei, porra, vai ser muito legal jogar esse jogo se ele passar essa mesma ambientação. E cara, os caras são sensacionais nisso. O jogo, ele ganha muito porque ele te passa muito essa sensação de que você está explorando um planeta alienígena. O visual dele é lindíssimo. Aquele clima bonito da capa é o clima do jogo inteiro, assim. Mas é um walk simulator, né? E pra minha surpresa, eu fiquei pensando assim, vou jogar o jogo e depois eu vou comparar quem conta a melhor história.
Se você jogando o jogo, você não precisa ler o livro, ou se você lê o livro e não encontra nada de legal no jogo. Só que aí eu fui jogar o jogo e o jogo não é a mesma história do livro.
Eita, parabéns!
Aí eu quebrei a perna. O que acontece é o seguinte, ele se passa no mesmo período, É, mesmo período não, ele se passa um pouco antes, né? Mas naquela época ele se passa em Regis III. Mas o que acontece? No jogo vocês são uma pequena tripulação, 6 pessoas se eu não me engano, e vocês estão voltando de uma missão que deu tudo certo, tá tudo perfeito, vocês estão voltando pra casa, pra Terra. Só que aí não explica direito porque nesse começo vocês veem que tem alguma coisa ali no Regis III e vocês descem pra explorar.
Depois você até descobre que assim, eu não lembro se eles percebem que o Condor tá lá e eles querem ver por que que o Condor tá lá, ou se eles sabem que o Invincible tá indo para lá e eles querem chegar antes para investigar. Porque no jogo eles criam algumas coisas, eles ampliam o mundo do livro, né? E aí eles tomam umas decisões que eu não concordo 100%, mas assim, no livro ele não fala de facções diferentes e problemas políticos da Terra nem nada.
Mas no jogo você tem como se fosse duas grandes facções ali, você tem o Commonwealth e associação, e o Invincible e o Condor fazem parte da associação, acho que é, e você faz parte do Commonwealth. Então ele meio que assim é uma desculpa para dizer assim, ó, se os nossos rivais pararam nesse planeta, tem alguma coisa, vamos ver. E o jogo é basicamente isso, você indo explorar, tentando entender. Quando você começa o jogo, ele tem duas formas de contar a história, que é o jogo mesmo, e conforme as memórias vão sendo desbloqueadas, ele tem como se fosse uma história em quadrinhos.
E é muito bizarro por causa dos controles, Porque você aperta o quadrado, ele acessa essa história em quadrinhos, sabe? Tipo, é um dos principais botões que você usa pra jogar e ele abre tipo o log da história, assim.
Mas você usa em qual situação isso?
Você usa só pra rever. Então ele não afeta em nada, não faz sentido isso. É uma das coisas mais confusas no começo, quando você tá tentando entender os controles, tá ligado? Ele poderia ser tipo aperta o menu e acessa, porque ele tem essa opção no menu. Mas eles decidiram, acho que talvez até pra que a pessoa sempre acabe voltando lá. Porque começa o jogo você acordando meio desorientada no meio do planeta. Você tem essa historinha do começo de que vocês vão explorar esse planeta.
E você acorda desorientada, sem nem saber qual é o seu nome, sem nem, sabe, não sei de nada. E aí, conforme nesse comecinho você vai descobrindo, a história vai abrindo pra antes e pra depois ao mesmo tempo. Porque tem muito flashback, tem documentos que você vai achando pra entender o que a Condor tava fazendo lá. Ele nesse começo você acaba usando bem a história para se situar, mas no geral ali é bem desnecessário assim. Eu tô tentando pensar como é que eu falo sem dar spoiler, mas acho que eu já vou ter que contar tudo de uma vez, tá ligado?
Mas como que é o jogo em si assim? Porque um walk simulator ele pode ser tipo o I Am Jesus Christ lá, que você tá solto no mundo aberto, que você anda à vontade, primeira pessoa. Você pode ser uma terceira pessoa tipo o Journey, você pode ser uma visão mais de cima, você pode ser um filminho que nem o Mixtape. Como que é a mecânica dele?
Ele é um FPS, é bem interessante porque assim, ele te dá essa impressão de que você pode seguir livre para qualquer lugar, mas ele meio que te limita se você vai para algum lugar que não tem nada. E apesar de ser um planeta, um exemplo assim, logo no começo do jogo, já os primeiros momentos assim, você acorda sem entender nada e o seu sistema de comunicação tá todo falho. Você não consegue falar com o pessoal, mas o que você percebe que é só o cabo que recebe o áudio, mas o que envia tá funcionando.
Então o que você fala, o cara lá, as outras pessoas que estão na nave lá no céu estão te entendendo. E um pouco mais pra frente você encontra o seu log, o seu diário ali, e tem os mapas do lugar, né? Que nem a jogabilidade nessa parte é você, ah, você põe pra baixo com o D-pad, você vai abrir o log e ele vai te mostrar o mapa e algumas anotações que você quer. E aí você vê que você anotou ali, ah, cabeça de cachorro, agulha e não sei o quê.
Aí ela percebe assim que são pontos naturais que ela deu nome pra ela se localizar. E ela localizando por isso, ela fala, ah, então o acampamento tá aqui. E aí você tem que ir andando. E você meio que assim, a sensação é que você é livre pra explorar, mas se você tá indo muito pro lugar errado, você não vai, sabe? Tem alguma barreira natural ali no design. Só que como o negócio é bem amplo, ele não causa essa impressão. De uma forma diferente, ele é tipo Metroid Dread, te direciona sem te direcionar, tá ligado?
Você pode até ir pra um lugarzinho muito errado, Mas no final você vai indo pro lugar certo. Então ele tem um pouco disso.
O game design colabora nisso aí.
Sim, sim, sim. Apesar que, por exemplo, aí o que acontece? E aí você chega, você encontra o acampamento. Lá no seu acampamento você encontra um dos membros da sua expedição. Nisso você já, de lendo os nomes, já vai entendendo alguma coisa, quem você é. Você lembra das pessoas, pelo menos, né? Sua memória vai voltando um pouquinho. E você pega o equipamento desse cara de comunicação e aí você consegue falar com a base, né? Que apesar de ser uma equipe pequena, uma nave ficou lá no céu.
Com um representante e você consegue se comunicar. E ele até te explica assim, vocês se atualizam da história. O que aconteceu foi o seguinte: quando eles chegaram lá em cima do Regis 3, desceu uma galera para explorar e ficou você e ele lá em cima. Só que chegou um ponto e perderam comunicação com esse pessoal, o pessoal parou de responder, e aí você desceu para encontrar o pessoal. Então sua primeira missãozinha no jogo é encontrar a sua equipe E você começa já encontrando esse primeiro.
E aí vem essa história do meio morto, tá ligado? Porque o cara, ele tá vivo, só que ele não responde nada direito, tá ligado? Ele não fala nada com nada. E não é nada com nada, palavras estranhas. Ele só, sabe? Tipo, ele não consegue formar palavras direito. Ele anda mais assim com o olhar perdido. Então assim, vai aumentando ali o mistério ali do que tá acontecendo no Regis 3. E aí a sua primeira missão é essa. E aí, como que você faz isso?
Que aí vem essa parte do gameplay. Você tem, além do seu diário para você ver os mapas e tudo mais, onde você já foi, tem algumas marcações e tudo mais, né? Conforme você vai encontrando coisas, porque o jogo é basicamente assim, é um FPS, você vai andando sem o S, né? Tá ligado? É só um FP. E aí você vai vendo alguns pontinhos que vão marcando, tipo umas bolinhas no lugar, e quando você olha você vai ter alguma interação. E algumas vezes é só anotar alguma coisa a respeito.
Às vezes é pegar, às vezes é fazer alguma coisa a respeito daquilo, né? Ela tem outros equipamentos com ela, uns que ela pega ali no acampamento e tudo mais, que ela tem o quê? Ela tem tipo uma espécie de radar que ela consegue identificar onde tem pessoas ali perto. Quando você tá mais perto, ela te direciona, ela não é super ampla. E ela tem também um scanner que você consegue enxergar questões térmicas da região, sabe? Que nem tem uma parte ali que onde você anda tem partes que são mais frágeis, aí você consegue ver pelo scanner e tudo mais.
E eu acho E tem mais uma, eu não lembro o que eram os 4 botões do D-pad. D-pad pra cima, abaixo, esquerda, direita, cada um acionava uma opção diferente, né? E foi nessa hora que eu fiquei me perguntando se era mais interessante ler o livro antes do jogo ou jogar antes de ler. Porque assim, quando eu fui jogar, eu já sabia qual era o grande mistério do planeta, que a história toda é você descobrir o grande mistério do planeta.
E tanto o livro quanto o jogo Quando você lê, obviamente que você não sabe, né? É esperado, pelo menos desde que saiu em 1963 até 2025 para sair o jogo, você só tinha o livro para saber o mistério do planeta. Mas assim, quem leu e vai jogar já sabe aquilo, o que que tem ali, qual que é o mistério. E quem jogar e depois for ler vai perder essa parte. E depois foi aí que eu entendi por que que eles quiseram fazer essa história um pouco diferente.
Porque apesar disso, você ganha um pouco em cada um dos lados. Mas até o momento, eu tô achando que talvez seja melhor ler antes do que jogar. Mas você consegue aproveitar a história do mesmo jeito, lendo ou jogando.
De qualquer forma, você acha que vale a pena jogar, então?
Eu acho que vale.
Lendo ou não lendo?
Isso, é isso que eu quero dizer. Os caras, eles fizeram algo que eu acho que é o melhor dos dois mundos. Porque o ponto principal ali, o Tyler Durden é o Edward Norton, tá ligado? Da história. É entender o que que acontece no planeta Regis III. Isso é o principal ali. Eu lembro que o capítulo que eles discutem isso é muito legal no livro, e eles replicam até grande parte dessa conversa ali dentro do jogo. Mas você tem coisas que são legais e valem a pena, mesmo se você já sabe o que é, jogando ou lendo.
Então acho que os caras tentaram fazer um jeito de fazer uma história que chame a atenção do pessoal para ler o livro, mas para isso tiveram que entregar o jogo em algumas coisas, saca? O resto, ele é um jogo bem lento, ele um walk simulator bem lento mesmo, ele é bem introspectivo. Mas assim, eu não senti aquele peso. Eu não sei vocês, mas várias vezes você vai jogar algum joguinho hoje em dia, principalmente joguinho de ação e tudo mais, ou RPG, sei lá, ele para pra um cara 4 vezes eu apertando e tá falando ainda, eu já paro de ler assim, sabe?
Eu acho chatão. E o jogo não, porque como o jogo é isso o espírito dele, você vai curtindo. Você não tem aquela dopamina gigantesca ali do explosão, tiro e não sei o quê. Tem até uma parte que você atira, mas assim, é inútil, que o jogo você não morre, você não tem, não é isso.
É sobre isso o jogo, né?
Exatamente. Ele vale a pena principalmente para quem já tem ele em algum lugar ali já disponível, né? Ou comprou sem saber, ou tem o PS Plus, sabe? Tipo, tem alguma família Steam ali com chinkoio da vida que compra tudo e você nem sabe que tem.
É isso que eu ia dizer, comprar sem saber só quem tem um chinkoio na família, né?
Exatamente. Não, é porque às vezes vem num bundle. Se o cara compra, se ele assina lá o bundle mensal, vem um monte de jogo, você nem sabe o que é, tá ligado? Só coloca aí. Então eu acho que vale a pena. E assim, seu Evard, para a gente encerrar agora, então acho que seria legal eu contar a história. Não sei se vocês estão a fim de ouvir, pelo menos uma versão resumidinha.
Versão resumida, mas sem contar o final, pelo amor de Deus, vai, que agora que, mano, é o meio que importa, né?
O final.
Até porque, pelo que eu vi, tem vários finais.
Tem 11 finais. Isso é uma coisa que eu achei legal. Apesar dele ser um walking simulator, existem consequências. E ele deixa claro isso no comecinho, antes de você chegar no acampamento. Tem uma hora que você passa por algum lugar que ela fala, ah, tem uma corda aqui, talvez eu precise disso para mais tarde. Eu nem peguei, eu nem vi que dava para pegar, fui embora. E aí chega numa outra parte que tem uma descida, e aí você tem a opção de tipo, ah, será que eu volto para pegar a corda ou eu me arrisco.
E aí você se arrisca e ele reclama, até não é que ele reclama, mas ele diz ali, ó, você se machucou e tudo mais, não era uma boa ideia você ter feito isso. Mas é meio que uma forma que ele deixa para dizer assim, aqui não é mixtape, tá ligado? Aqui tem consequência o que você faz, tá ligado?
E aqui também não é despete, né? Que independente do que for, lá na frente vai ser a mesma coisa.
É assim, os finais, no final das contas, é o tipo da coisa que você entra no YouTube e vê todos os outros. E eu não sei vocês, mas eu sempre costumo buscar o que eu considero o melhor final. Eu nunca vou avacalhar, sabe? Ah, vamos ver o que acontece. Porque sempre tem o final do cara que quer avacalhar, que eles colocam lá só para o cara falar: viu, eu sabia que você ia tentar fazer essa merda, tá aí o que acontece, tá ligado?
É, para os chinkoio da vida que quer quebrar o jogo, né? Entre um milhão de aspas.
Exatamente. Então, para mim, já fica o convite aí para quem tá ouvindo quiser pausar agora e ir lá jogar e depois voltar para ver aí a minha opinião um pouco mais aprofundada. Quem quiser ler, que eu disse, infelizmente só vai ter em inglês. E ainda para piorar, a versão em inglês que eu encontrei para baixar, ela tem uma falha que eu acho que alguém escaneou o livro, porque é um livro bem antigo e não é famoso, né? É um lost media quase ali, né?
Então o cara escaneou, então muitas vezes a separação entre palavras não existe. Então às vezes você tá lendo uma palavra, que porra de palavra é essa? Ah tá, faltou um espaço aqui.
É alemão, Arrumou essa merda?
É bem isso mesmo. Primeiro, o que eu faria se alguém quer ler e quer ler em português? Joga esse texto num Google Notebook, num IA da vida e fala, mano, arruma aí o espaçamento. Ele já vai te arrumar isso daí, porque são coisas bem simples e ele é feito para isso. Depois joga no Calibre.
Mas tem audiolivro, tá?
Tem audiolivro do Invincible?
Tem na Audible, acabei de achar.
Ah não, é que eu não falo em Amazon, desculpa, eu não conheço esse idioma. Jesus!
O cara que era todo Kindle é foda virou as costas para o Kindle. Eu era, eu era, cara.
Abandonei o Kindle completamente, agora ePub way of life. Mas ele tá em português ou em inglês?
Tá em inglês.
Então foda-se. O que eu tô dizendo é: arrumem, ajustem o livro e depois joguem no Calibre, que ele tem uma versão. Calibre é um gerenciador de livros eletrônicos e ele tem um tradutor interno ali e fica muito bom, viu? É um livro pequenininho, ele não chega a 300 páginas, coisa assim. Eu não vou dizer que ele é para você ler numa sentada não, eu demorei bastante porque ele é denso, mas ele é muito gostoso de ler.
Geralmente livro de ficção científica assim, hard, né, sci-fi, é chatinho de ler mesmo, é pesadinho. Porque o hard sci-fi é assim, é aquela que o cara quer dar explicação entre aspas científicas de tudo. Pode não fazer o menor sentido cientificamente, mas ele quer explicar o porquê das coisas. Então acaba tendo muita explicação e pouca história, né?
É, tem um pouco disso sim. Apesar que nesse caso acho que ele mesclou muito bem, porque ele passa muito bem, tanto o livro quanto o jogo, essa questão de estar explorando um planeta completamente desconhecido. E o grande espírito por trás do Invincible é isso. Tanto que até acho que no lema do jogo ali, nem tudo foi feito para nós. Essa que é a pegada.
Mas pera aí, ele chega lá com a Invincible aí no planeta Regis III aí, que toda vez que você vai falar, acho que você vai falar Registadeu.
Não conhece Menowar? É, não conhece.
Chega no planeta Registadeu aí Eles acham a nave, a Condor. Eles acham a nave.
Eles não, né?
E aí é só ela, ela tá sozinha na nave.
Então o que acontece é o seguinte, eu já vou entrar então na história, vamos lá. Todo o resto da sua equipe ou tá morta ou tá naquela mesma situação que o cara da tua nave, da tua nave. Então você chega ali no Red Stadeo, ali você acorda um cotô, tá ligado? Realmente perdida, não lembro de nada.
Acorda com o cu ardendo, diria o Shinkoio.
Exatamente. E aí ela vai, encontra, fala lá com o rapaz, lá com o chefe que tá lá em cima, e você saindo atrás do pessoal, o primeiro cara você até conserta um robozinho ali para cuidar dele enquanto isso. Você tem a opção de cuidar ou não dele, né, de construir esse robô para cuidar dele enquanto você vai atrás dos outros, para ser o seu próprio R2-D2, é isso? Exatamente. Não, não, ele cuida do cara que tá lá catatônico. Aliás, já começa com uma diferença que mostra que o jogo é woke, né?
Porque o personagem principal é uma mulher, o nome dela é Yasna. No livro, da equipe inteira do Invincible, você não tem ninguém mulher, você só tem homem lá. É uma equipe inteira feita de homens. Na equipe dessa navezinha aí da Yasna, você tem ela e uma outra colega.
Pô, mas eles chegam no planeta, que viram que deu ruim com a nave, e ao invés de virar um para o outro e falar, gente, deu ruim com a nave, vamos embora, eles falaram assim, gente, deu ruim com a nave, vamos ver o que aconteceu.
É Exatamente. Eu vou te falar, esse é o ponto central da porra do The Invincible. Porque, mano, como é que você chega com uma nave? E esse eu tô falando, é só um livro. A nave chama O Invencível. E você vai falar, deu ruim, vou embora? Você é invencível, porra! Você vai descobrir.
É invencível justamente porque você sabe fugir das batalhas que você não vai ganhar.
É ótimo que você tenha falado disso, Vivaldi, porque isso é o ponto central. E aí o que acontece? Eles descobrem ali que tá o Condor e vão Vamos ver. Mas então, voltando na história, a Yasna vai lá, recupera todas as outras pessoas. É até interessante isso que você falou, Vivaldi, de você poder ir ou não. Um dos membros, ele tá mais longe que os outros. Se você por algum acaso vai indo para o lado de encontrar ele antes, o jogo dá uma barradinha assim, tipo, sabe aquela coisa? Ah não, eu acho que os outros estão mais perto, vou ver eles antes.
É a voz de Deus falando para você voltar para o teu caminho.
E aí nisso você já encontrou esse primeiro que tá no acampamento, você encontra outros dois que estão perto ali numa região um pouquinho mais ampla, que até onde depois o seu chefe lá ele manda uma nave para você colocar essa galera dentro e ir embora. E desses dois que você encontra aí, infelizmente uma tá morta já, a outra mulher da história ela tá morta, ela não aguentou. E o outro cara ele tá na mesma situação, catatônico, que o primeiro que você encontrou.
E aí você já fala com seu chefe, ele desce a nave, você coloca essa galera e você fala: eu vou atrás do último aqui.
E aí esse último Desculpa, eu pensei que se passasse Chaves na Polônia, essa galera saberia o que tinha que fazer. É só jogar um pouquinho de água na cara, pô.
Mas é, e aí o que rola é você indo atrás desse último membro da sua equipe, e nesse meio caminho você já começa a encontrar primeiro umas construções estranhas, parece uma cidade com os prédios gigantes de ferro, que só que eles são meio que formados por uns tubos assim, uns monolitos ali gigantes ali, sabe? Você também encontra umas espécies de arbustos, como se fosse tipo uma planta de metal preto, tipo um tronquinho e um monte de galhinho assim, totalmente preto.
Em algum momento você entra em contato com isso e você desmaia, sabe? Você tenta subir um lugar ali onde tem isso daí, você desmaia. E aí você tem um flashback, você lembra que quando você chegou nesse planeta você também encontrou essas plantas e tudo mais, e foi aí que você desmaiou e perdeu a memória. E o jogo inteiro é legal porque ele tem uma pegada meio Firewatch. E até já peço perdão porque eu não joguei Firewatch, mas eu vi uns trailer lá.
Então Firewatch não é você a todo tempo falando com uma pessoa no rádio e vocês vão construindo a história nessa, nesse diálogo? É, sim. Você jogou Firewatch?
Joguei.
Pelo trailer era isso. E Pedro, me corrija, mas eu acho que é essa pegada, porque você fica o tempo todo trocando ideia com o seu chefe lá na— então ele não é, ele não, apesar de ser só um walk simulator, ele todo inteiro é feito de diálogos. A todo momento você tá conversando e você tem até opções muitas vezes na conversa de ou ficar quieto, né, porque aquelas você tem um tempo para responder, ou você pode tipo alongar as discussões e aumentando o que que você vai conversar, tentar entender mais, porque estão os dois tentando entender ali o que que tá acontecendo com o resto da equipe, né.
Um morreu, os outros dois estão vivos mas não funcionais, né. Então tem o walk simulator e Walking Dead ali, os caras. E aí para achar esse terceiro já tem também uma outra escolha que é bem legal, que você chega lá na hora e você vê que ele tá sem oxigênio. E aí você tem a opção de dar o seu tanque de oxigênio. O lugar, ele tem uma atmosfera, ele tem uma quantidade bem baixa de oxigênio, mas assim, ele não é recomendado que você inale o ar de lá, mas não é um lugar que você é obrigado a estar de capacete, sabe?
Você não vai tirar o capacete, explodir sua cabeça, não vai meter o Vingador do Futuro, tá ligado? Não vai, é de boa. Então ela chega nessa hora, ela vê que o cara ali tá sofrendo. Você tem a escolha, né? Eu escolhi, porque eu sou uma boa pessoa, dar o meu oxigênio para ele, né? E você tá no meio de umas cavernas assim. Apesar dele ser um oximulator, ele tem biomas diferentes, ele tem lugares bem diferentes ali, né? E aí você tá dentro dessa caverna, você dá o oxigênio, depois você tem umas alucinações, você vê os colegas seus te chamando para você seguir o caminho e tal.
Bem bacana. E aí chega uma hora que você continua andando, tem até uma hora que você encontra uma sonda espacial. Esse sim é o seu R2-D2, que até você pode dar o nome. Você pode só falar não vou dar nome ou eu quero dar o nome. Aí a opção de nome é Luna, que é óbvio que eu aceitei porque é o nome da minha filha, Cecília Luna. Então ficou eu e a Luna ali andando, muito legal.
Você pode não dar o nome ou você pode dar o nome de Luna, é isso?
Exato, exato. É tipo Ford T, você pode escolher qualquer cor. Preto, tá ligado? É que eles colocaram isso daí porque o diálogo todo é falado, né? O jogo é inteiro narrado. Imagina você escolher um nome, ia ficar uma merda, né? Mas aí você tá indo e tem até um momento que você já começa a encontrar as coisas. Não a Condor em si, mas a Condor tem toda a equipe de exploração, né, que tava ali cavando, tentando encontrar, entender as coisas.
Que é uma forma que eles fizeram para emular o que acontece com a Invincible quando a Invincible dentro do livro. Você também não encontra ninguém vivo, você encontra as pessoas mortas, você encontra algumas anotações, você até descobre assim que eles estão chamando aqueles arbustos pretos que tem, eles viram pedacinhos pequenos que são meio que voadores, que eles chamam de moscas. E eles já estão começando a entender o que que tá acontecendo.
E aí você conversa ali com seu chefe lá para vocês entenderem melhor o que que é isso e o que que tá acontecendo. E pelo que eles explicam, e aí vem o grande ó da história toda, é que assim, aquelas moscas elas detectam qualquer, não vou dizer pensamento, mas ondas magnéticas. É uma explicação assim. E o que elas fazem, elas sobrecarregam os equipamentos eletrônicos, as fontes de eletromagnetismo, elas sobrecarregam aquilo para tipo meio que pifar o equipamento.
Então não é somente seres humanos que estão meio que assim, os equipamentos também já estão meio que pifados, E o que acontece quando elas entram em contato com o ser humano? Elas causam, de certa forma, uma espécie de curto ali e apagam a memória do ser humano. Então, quando ela encontra os caras, o que acontece é que assim, o corpo dele está 100% funcional, mas eles perderam toda a capacidade cognitiva, não sabem mais andar, não sabem mais falar, não sabe, porque eles estão com a memória zerada.
É isso que acontece ali, o grande, grande olhe da história. História é que você tem essas pequenas coisinhas, eles chamam de mosca porque é realmente bem minúsculo, só que elas estão numa quantidade tão gigante que elas conseguem fazer esse dano ali, né, nos seres humanos e tudo mais também, né. Isso daí é muito legal porque tanto no livro quanto no jogo é uma hipótese deles, porque eles estão no lugar onde eles não têm como fazer um estudo arqueológico, é uma realidade que desafia completamente todo o princípio humanoide, uma coisa criada que não foi criada para seres humanos.
Então é difícil do ser humano entender. Sim, é a hipótese que eles entendem, é que assim, em um planeta específico existe uma história sobre um planeta que foi pesquisado, é conhecido ali na comunidade científica de ter sido explorado e tudo mais, planeta Lyra, que eles encontraram resquícios de algum tipo de civilização bem diferente da humana, mas eles encontraram. E esse planeta, ele tava muito próximo de uma estrela que tinha apagado, sei lá, uma coisa assim, saca?
Então eles acreditam que o pessoal desse planeta fugiu, e um dos lugares que eles tentaram fugir deva ter sido o Regis 3. Isso é tudo o hipótese deles, né? E ao chegar nesse planeta, eles morreram, os caras, a equipe, os ETs que tentaram, tentaram e devem ter morrido causado alguma coisa. Porém, todo equipamento deles continuou lá. Então a história toda é assim, como que as máquinas, ao passar das dezenas de anos, milhares de anos, sei lá quanto tempo, se se desenvolveram sem nenhuma interferência humana.
Ele chama até de necroevolução, que é a evolução de um ser morto, certo? De um ser que não é biológico igual ao ser humano. Mas eles criam até toda uma suposta linha do tempo onde o que acontece assim, de início as máquinas que chegaram eram máquinas maiores, que nem das próprias máquinas do Invincible e do Condor e tudo mais, que existiam ali para fazer. Só que são máquinas grandes e pouco eficientes, inteligentes e capazes de se autorreparar, de se autorreproduzir e tudo mais.
E conforme isso foi passando, elas foram abrindo espaço para essas formas de vida, de vida, né, essas máquinas mais simples. E aí que você vê como é hard science mesmo, porque eu explicando parece que eu tô contando piada do Costinha, mas no livro, tá ligado, eles detalham, explicam direitinho assim. E o que acontece é que essa forma de vida que acaba sendo como mais evoluída é justamente essas moscas, porque elas têm um gasto energético muito baixo.
E esse poderzinho que elas têm é para apagar os robôs maiores, as máquinas maiores que não são tão eficientes, porque elas são máquinas gigantescas que tem um consumo energético muito grande e não tem nenhum ganho, até porque não tem nenhum ser humano ali para controlar. Então eles conseguem chegar nisso daí. Esse é um ponto que eu prefiro no livro do que no jogo, jogo, porque no livro você tem toda uma equipe de cientistas conversando, se aprofundando nessa teoria, e no jogo eles precisam resumir isso daí entre a menina e o chefe, tá ligado?
Parece muito tipo o entregador de pizza te explicando como funciona o capacitor de fluxo, tá ligado? Que a menina é uma, é uma bióloga. É porque assim, você precisaria de uma equipe muito maior. Assim, no livro faz sentido que os cara chegue nessa lógica, tá ligado? A equipe de física tá quebrando o pau com a equipe de não sei o quê, que fizeram toda uma análise. E o que corrobora isso é que assim, nesse mundo eles viram que houve evolução biológica, mas ela nunca saiu do mar.
Então você tem peixe no mar, mas você não tem nenhum bicho fora. Na verdade, você até encontra fósseis de bichos que foram terrestres, mas não existe nenhuma vida atual. Por quê? Porque os robozinhos não invadiram o mar e foda-se, tá ligado? E no livro é até interessante que eles falam que os peixes evoluíram de forma a detectar quando as moscas estão perto, tá ligado? Então meio que ficou, vocês cuidam daí, eu cuido daqui. Mas a vida não consegue sair por causa das moscas, né?
Entendi.
Nesse ponto principal ali tem uma coisa que eu achei meio falha, porque eu acho que o jogo é mais falho do que o livro, porque ele precisa simplificar muita coisa ali, né? No livro, a expedição que vai lá, eles em algum determinado momento do jogo você chega no Condor né? E você vê as coisas, e tem muitas as coisas que foram relatadas no livro do que a equipe fez. Porque eles chegam lá, encontram, sei lá, um sabonete mordido. Aí você fala, por que que alguém mordeu o sabonete?
Aí você entende que é uma pessoa que não sabe o que tá fazendo mesmo, tá com fome, viu um sabonete, mordeu, porque ela sente fome, mas ela não entende o que é. E é muito legal assim, você vê o sabonete mordido, você vê os relatos, você vê as pessoas ali que estão mortas ali simplesmente porque não sabiam o que fazer. Fazer. Você vê também os acidentes que aconteceram com a Condor. Lembrando que a questão das moscas é qualquer equipamento que tenha um campo eletromagnético ali.
Então todos os equipamentos do Condor, principalmente as armas, são controladas pelas moscas. Não controladas, mas elas perdem o controle total, né? Então você tem acidentes onde as máquinas começaram a atirar nos caras, tem vários tipos de coisa que você vai vendo e em relação onde você vai passando no jogo, né? Depois disso, uma das coisas ali que vai acontecendo que é interessante, você continua explorando o planeta, você continua descobrindo todas essas coisas, mas aí chega uma hora que você chega num campo muito maior de escavação e tudo mais.
E conforme você tá lá falando com seu chefe, trocando uma ideia, de repente algum cara chega por trás de você e te derruba. E aí fizeram um jeito de ter um personagem a mais, né, porque é um cara que sobreviveu da da mesma forma que a Yasna. E aí ele te leva para o esconderijo dele, você tá preso. Depois, mais para frente, você até ganha a confiança dele. E ele tá cuidando de outros dois caras, se eu não me engano, que também estão do mesmo jeito, né?
Só que o que acontece, da mesma forma que a Yasna teve contato com as moscas algumas vezes e não teve o cérebro apagado, esse cara também não. Só que ele tem a síndrome da Drew Barrymore, no Como Fosse a Primeira Vez, tá ligado? Ele lembra de tudo, mas se ele dorme, quando ele acorda ele esquece dos conhecimentos adolescentes, que foi umas coisas assim, acho que para mim eu entendi que eles precisaram colocar isso para o jogo ficar jogável, para você ter uma história ali.
Mas eu achei que assim, eles forçaram a barra tanto na menina, é meio paia, né? É tanto a Yasna não ser afetada, e ela não é escolhida do mundo nem nada, tanto por esse cara que é o Rohirrim, qual que é o nome dele?
Rohirrim do Senhor dos Anéis?
Rohitra.
Ah tá.
Não, e olha só que estranho, no livro o personagem principal se chama Rohan. E toda hora lembrava de Senhor dos Anéis quando eu tava lendo, tá ligado? O personagem principal chama Rohan e esse cara ele chama Rohitra, que eu achei que foi tipo meio que um jeito de, ó, você que leu, ó, tinha um outro cara com nome parecido, sabe? Uma coisa assim. Mas eles não, não são relacionados, não tem nada a ver um com o outro ali. Mas o Rohitra é o que tem esse problema de desmaiar e acordar no outro dia sem lembrar.
E até assim acontece isso porque quando você faturado, você passa o resto do dia conversando com ele, explicando, ganhando a confiança, tal, tal, tal, tal, tal, tal, tal. Aí ele: não, beleza, então vamos dormir, amanhã a gente continua. Aí você acorda no outro dia, o cara: quer você, sua louca? Desceu: não, amigo, calma. Aí você relata a vida inteira dele.
Nossa, esse jogo é um grande simulador de se beber, não case, né?
É, não, é como se fosse a primeira vez, tem que contar tudo de novo. E ela vai lá: ô, calma aí, ó, você isso, isso, aquilo, você fez aquilo, aquilo Cara, tem que fazer um VHS contando a história deles até então, né? E até engraçado que tem umas comidinhas lá que ele vai pegando uma lata e ele come o bagulho, dá comida lá para os outros caras e tudo mais, e joga a lata num buraco. E tem uma hora que você passa por baixo ali para chegar num transportador, porque além de andar você tem um carrinho, tá?
Para não ficar tão cansativo, tem hora você tem um carrinho ali e você passa por baixo ali, cara, tem centenas e centenas de E até quando você segue um pouco mais para frente, porque ele tá falando assim, ele: não, eu tô aqui, mas eu tô chamando a galera do Condor, daqui a pouco eles me encontram, só tô esperando eles verem. E aí quando você encontra essa galera que saiu do Condor ali, que saiu numa outra expediçãozinha ali, você ouve uma gravação de rádio tocando tipo infinitas vezes assim, tá?
Toca uma, toca outra, e é esse cara, o Ritra, falando: ô gente, eu tô aqui, vem cá, blá blá blá blá blá blá blá.
Blá blá blá.
Aí de novo, oi gente, eu tô aqui, vem cá, blá blá blá. Aí chega um ponto, você e o chefe fala assim, mano, porra, o bagulho tá em looping. Aí o cara analisa, o chefe, ele fala assim, cara, não tá em looping, é que todo dia de manhã ele grava uma. E o negócio já tem mais de 400 e poucas vezes. O cara tá lá há mais de um ano sem saber, tá ligado?
Que bosta, que para baixo, mano.
Essa é a parte assim que quando você, se você absorve isso, você fala, mano, o bagulho é deprê mesmo, é pesado, tá ligado? Nossa, que horror! Mas eu achei legal eles terem colocado o Rohitra, porque daí dá um dinamismo um pouco maior na história mesmo. Fasse só a menina ali, ia ser bem cansativo. Então você e o Rohitra ficam próximos ali durante o resto do jogo. E ela chega, ela conta para ele no final, né? Eu não lembro se é uma escolha sua, mas eu escolhi contar para ele o que tá acontecendo.
Então ele é ciente de que ele tem somente aquele dia e que quando mudar as coisas vai acabar acabar. E aí eles decidem ir para o Condor mesmo para ver o que que eles podem fazer, ou pelo menos avisar o Invincible de tudo que aconteceu, exatamente para não acontecer o que o Vivaldi falou, mano. Não é melhor nem vir nessa merda, vê que deu merda e vai embora, tá ligado? E aí já entra, que é um joguinho curtinho, 5 horas, tá ligado?
Entra nessa parte mais final que vocês vão para o Condor mesmo. E mano, é assim, é gigantesco, o negócio assim, é abismal. Eles até dão uma desculpinha para você ter que explorar lá, porque o Rory trava aí antes, leva os caras, você tem que explorar uma outra coisa ali que você vai ver. E ele tem um cartão de acesso, só que tá com ele lá em cima, ele não vai descer. Foda-se, se vira para você dar um jeito de subir, tá ligado? E aí você tem que explorar um pouco mais o Condor ali para conseguir chegar, ver todas as coisas.
Aí você vê o sabonetinho mordido, você vê os avisos dos uma série de coisinhas ali. Tem uma parte que, porque o Rohitra ele fica muito revoltado com essa situação de tudo que os robozinhos fizeram com ele, então ele quer lutar contra. Eles meio que condensam os sentimentos humanos do que acontece da equipe do Invincible na história, né? Porque no livro também em momentos fica aquela discussão de vamos embora ou vamos lutar, tá ligado?
É bem isso, Vivardi, tipo, churar esteio, churar E os caras ficam tipo, mano, vamos matar os caras, vamos ficar aqui. Não, a gente... E cara, isso é uma coisa legal porque eu só entendi isso quando eu joguei. Porque até por eu ter lido em inglês, o The Invincible, a tradução sempre vai ser O Invencível. E eu não sei como que é a tradução, o nome original no russo... No polonês, perdão. O The pode ser tipo... Não sei se The Invincibles, mas A Invencível, sei lá o que é.
Mas é tipo, ele é bem mais aberto. E como você tem a nave ali, The Invincible, pensei que era só sobre a nave. Mas depois você entende que invencível também pode ser referente aos arbustos e as moscas, que são os seres mais simples. Porque eles explicam até como eles são feitos, eles capturam no livro uma quantidade ali para fazer umas análises, eles explicam como funcionam. É meio que, mano, pensa na coisa mais ridícula, o organismo ali, né, não é organismo, mas aquela estrutura, né, é uma máquina mais simples possível, mas exatamente por ser tão simples é que ela em quantidade acaba com qualquer um assim. É muito foda, saca? Tipo, essa, eles não têm uma mente centralizada.
Em polonês, eu não vou tentar pronunciar essa palavra desgraçada, mas a tradução é só invencível, sem artigo.
É, então, então é isso, Vivardi. E a grande ironia da história do livro ali é que a nave invencível encontrou encontrou o invencível, o seu oponente, né?
Você encontrou o seu oponente perfeito.
E o mais foda é que assim, e isso tem essa discussão tanto no jogo quanto no livro, que o ser humano ele tenta colocar uma razão, um motivo para as moscas, e ela não tem. Ela simplesmente não tem. Ela só responde ao que existe, tá ligado? Ela não tá, ela não vê, ela não está lutando uma guerra, ela tá só detectando que tem um invasor ali, neutralizando. Tanto que ela não mata, tá ligado? Isso que é o mais legal, ela não mata. O Invencível não te mata, ele só te desabilita.
É fazer o mal sem olhar a quem, né?
Só te derrota, ele só te humilha, tá ligado? E nem percebe que você tava lá. E aí tem uma hora ali no jogo que o Rohitra, ele fala assim, não, mano, tem umas armas aqui, vamos atirar, vamos lutar contra a nuvem, né? E assim, é nessa hora, é a primeira vez que você sente ali o peso que é da quantidade da aquilo. Você tá no lugar onde tem um domo ali de proteção invisível, né, um campo de força. Você começa a atiçar em um e começa a vir, cara, parece aqueles inimigos do Power Rangers, tá ligado?
Os maluco começa a brotar do chão, os bonecos de massa. É, então começa a vir, cara, que fecha o céu assim, cara. É muito assim humilhante no sentido de te deixa humilde, tá ligado? Que você olha e fala, mano, quem sou eu perto disso? Assim. E obviamente que você não consegue ganhar deles usando esses canhõezinhos assim. Tem uma outra hora dentro do Condor que eu achei essa parte meio desnecessária, porque no livro tem todo um capítulo que eles mandam uma nave chamada Ciclope, que é uma super arma fodona de guerra, e tem toda a batalha dele contra as mosquinhas, né?
Nem preciso dizer quem ganha. E eles emulam isso no jogo também. Acho que a única parte que eu tiraria seria Acho que é isso assim, né? E tem outra parte que até eu esqueci de citar, que é de certa forma engraçada assim, é que assim, o jogo inteiro, a estética dele é meio retrofuturista. Então assim, que nem esse radar que eu falei, ele não é um radar com uma tela de LED, não. Ele é tipo um negócio com um monte de luzinha diferente, a luzinha vai aproximando ou afastando a luzinha que tá acesa, como se fosse um asterisco assim com luzinha para tudo quanto é lado.
Ele vai te entrando só. Mas é interessante porque assim, para o jogo eles querem trazer a sensação do livro meio de retrofuturista, só que para o livro era só futurista, tá ligado? Não tinha o retro, era só futurista. Então é bem engraçado isso, mas eles fazem isso de uma forma que fica muito bonita porque ele não fica galhofa. E aí eles já estão na nave ali, ali que acontece o momento final onde você tem a maior parte das decisões decisões.
E no final tá lá você, o Rohitra, e o seu chefe conversando com ele. Você até coloca ele na caixa de som do lugar, e é muito legal porque como é uma sala ampla, ele tá na caixa de som, a voz do cara fica meio voz de Deus assim, reverberante assim, mas é bem bacana. E aí tem as decisões finais ali, né, porque o Rohitra ele tá putaço, tá ligado? Ele tá com sangue no zóio e ele quer jogar bomba atômica nos caras, porque na nave, eles têm umas ogivas nucleares.
Ele fala: eu vou jogar bomba. E aí ela: não, calma, pensa nisso. E ele fala assim: cara, amanhã eu não vou lembrar de nada, eu quero aproveitar enquanto eu ainda consigo direcionar o meu ódio.
Caralho!
É porque de certa forma ele tá no pior dos dois mundos, ele não tá nem no estado catatônico de quem vai morrer sem nem saber que viveu. O que o destino da maioria das pessoas foi isso, eles morreram de fome, morreram de comer alguma coisa errada sem bebê, morreu que nem se fosse um bebê largado na selva.
É como se fosse quem tivesse Alzheimer, né? Que você já foi embora, mas você tá lá, né?
Exatamente. Então assim, é algo bem triste, mas é bem triste para quem fica e olha. E ele tá no pior dos dois mundos, porque ele só reseta o que aconteceu no planeta. A menina não, ela só teve aquelas falhas e seguiu. Isso daí, até pegando essa parte aí dos caras serem semi-imunes aí, é isso meio que acontece no livro também com o Rohan. Tem um momento ali que ele, que tem um ataque a toda uma equipe que tá indo, porque eles acham que eles estão indo atrás para pegar mais das moscas para eles estudarem melhor, porque eles têm um pouquinho, eles estudam, eles falam: não, para a gente conseguir fazer tal, tal, tal, a gente precisa de muito mais.
E nesse ataque ele fica catatônico, mas de medo, tá ligado? Ele paralisa de um jeito, piripaque do Chaves, tá ligado? Nível supremo. E ele fica tão assim que as moscas tipo ignora ele, porque ele para de produzir campo eletromagnético, sabe? Alguma coisa assim, não sei, tá ligado? Mas o cérebro dele para de funcionar. No livro isso acontece uma única vez, mas aí no caso da personagem do jogo, ela encontra com os bichos umas 4 vezes e nada, nada acontece com ela.
Eu achei meio pala, mas eu até entendo. No final do livro livro, eles usam um equipamento específico, né? Ele põe tipo uma tela entre o capacete e a cabeça, meio que ele usa, ele usa o chapéu de papel alumínio, tá ligado?
Chapéu de maluco conspiracionista.
Exato. No final, ironicamente, ele mete o chapéu de papel alumínio, isso protege ele, ele consegue fazer o momento final ali da história, né? Porque no final do livro é exatamente esse o equipamento. O chefão mesmo do lugar, né, eles chamam de Astrogator, que é como se fosse o capitão da nave, né. O Astrogator do Invencível chega para o Rohan e fala assim: e aí, a gente vai embora ou a gente tenta resgatar? Porque tem uma equipe que ficou presa ali, a gente tentar resgatar.
E deixa na mão dele. E aí ele vai tentar resgatar essa galera, mas aí ele tá com esse equipamento. E a Yasmin, ela não tem esse equipamento em nenhum momento. Mas segundo o que eu li a respeito das discussões sobre o jogo, como ela nunca se posiciona de maneira hostil em relação às moscas e tudo mais, ela não representa nenhuma, nenhuma ameaça para eles. Ela não tá armada, ela não sabe, eles não atacam ela. Chega, meu Miguel! Mas tudo bem, é para ter a história.
Tem certas coisas que a gente tem que aceitar, né?
É, senão não tem jogo, né?
Como diria o Quinho.
É, eu acho até legal porque tem muitas horas que assim você não ia conseguir explorar lá direito. Se você visse as mosquinhas, tivesse que sair correndo, sabe? Aí ia virar survival horror, sei lá, não ia ter esse sentimento que tem do jogo, né? E é nesse momento final, são todas as escolhas. E aí assim, quando eu joguei, consegui convencer o Rohitra a não usar as bombas. Mas existe um final onde você usa as bombas mesmo, e eu convenci ele a não usar as bombas.
E você tem a opção de ficar lá para esperar o Invincible carregar ou não, e eu preferi não. O Rohitra vai para aquele sono, aquelas podzinho de dormir de viagem espacial. E aí eu escolhi não esperar. E chega uma hora que você chega na navezinha para entrar, você tá assim para entrar, e ela levanta aí que ela mostra pela primeira vez assim que ela tava carregando um potezinho que você encontra lá atrás com algumas mosquinhas dentro.
E aí você tem a escolha de tipo deixá-las ali ou ir embora. Eu vou levá-las para ser estudado ou não. Dois questionamentos que tem tanto no livro quanto no jogo, de se essas moscas evoluírem e saírem do planeta, começarem a ir para outros lugares, e também se elas podem ser convertidas em arma, alguma coisa assim, né? E aí fica na sua escolha ali. Eu deixei para trás e fui embora. E é isso o jogo, em resumo, é isso. No final, o Vivardi tava 100% certo.
O Invencível sabe que é hora de ir embora, tá ligado? O jeito correto é ir embora, cara. Você encontrou alguém que tá quieto no seu canto e além de tudo é mais forte que você, deixa quieto e vai embora.
Afinal, ser invencível não quer dizer que você ganhou toda, só quer dizer que você não perdeu.
Exatamente. Como diria o Cavaleiro Negro em Monty Python e o Cale Sagrado, depois de ter os dois braços e duas pernas decepados pelo Rei Arthur, considere um empate e vai embora.
E aí, Pedro, ficou com vontade de jogar?
Porra, super! Eu já tava com vontade, ele já tava lá na minha lista do Xbox. Agora eu tô na dúvida se eu comprei ou não, mas eu gosto de walking simulator, eu já joguei alguns. Para mim sempre é algo que me interessa e eu gosto muito de ficção científica, então me pegou bastante. Apesar do Mário ter contado a história inteira, eu tô a fim de ver.
Vivê-la é mais importante.
É isso, mais importante são os amigos que a gente faz pelo caminho, né?
E leia, pelo, como já diria Tim Maia, leia o livro, né? Leia o livro. E eu acabei de ver aqui que o MIT lançou uma versão revisada em inglês. Acho que não foi a que eu li não, mas vou dar uma olhada aí se eu encontro uma versão melhor.
Olha aí.
E você, seu Vivardi, te desafiei de ter que jogar um jogo que você não ia gostar?
Cara, assim, é um tema que eu gosto, assim como o tema do The Outers, mas o The Outers mesmo eu achei um saco, não fui para frente.
Imagina esse, então não não sei quem chamou o Vivard.
Talvez eu tô muito negativo nessas últimas gravações. Pois é, talvez eu pegue ele para dar uma testadinha aí, tipo de tô sem nada para jogar, sabe? Então diz uma coisa, ele é curto, beleza, curtíssimo. Você consegue parar a qualquer momento ou tem save points, essas coisas?
Cara, eu nem notei, mas eu creio que tem muito save point. Eu não lembro de ter salvado Aliás, teve alguns momentos que ele deu um bugzinho, uma coisa, eu tive que voltar. Ele tem save points automáticos em qualquer coisa que faz sentido ali, qualquer ponto, não vou dizer chave, mas tô dizendo qualquer mudança principal ali, qualquer avanço na história, ele já salva ali. Mas eu acho que tem save manual sim também.
Ah tá, não, quer dizer, você não precisa jogar meia hora para salvar o teu progresso, né? Você consegue salvar antes.
Ah não, não é Metal Gear.
Então talvez eu dê uma chance. Não sei, vamos ver, só o destino dirá.
Só o destino dirá. Pedro, se quiser, jogue primeiro, leia depois. Queria ver qual a sua opinião inversa.
Eu já baixei aqui o audiolivro real, já tá no celular aqui para ouvir.
Sim, é bem bacana, é bem divertidinho. Foi uma surpresa ali legal. Não vai mudar a vida de ninguém, mas é o tipo daquele, daquele jogo que o retrogosto é muito bom, que você sempre vai lembrar dele em outras conversas, porque no final é uma obra filosófica assim, se você parar para pensar. A desculpa toda do cara é o ser humano parar para pensar de que ele não é o invencível, não é esta Coca-Cola toda. Exatamente, igual a seleção brasileira, ao contrário do que diz a propaganda.
Exatamente. Mas aí, gente, temos episódio, temos episódio, conseguimos, conseguimos bater a meta com menos de 1 hora e meia de gravação, mesmo com probleminhas.
Aê! Vitória!
Vencemos o invencível Vivaldi!
Então é isso aí, fechou.
Valeu, gente, nas redes. E valeu, beijão!
Beijos! Créditos do episódio: Fernando Vivaldini, trilha sonora, edição e pauta. Guilherme Barata, identidade visual. Mário Perim, pauta. Pedro Azevedo, E também foi feita uma versão da música Mysterious Ways do Uhuu.