Episódios de Matei o Chefe

Final Fantasy: The Spirits Within

30 de julho de 20261h11min
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Hoje ninguém jogou Final Fantasy, mas Shin Koheo, Vivard, Mario e Pedro (re)assistiram ao filme Final Fantasy, aquela maravilha que custou 177 milhões de doletas e arrecadou 85 milhões. Venha descobrir como foi o nosso sofrimento nesse episódio que rendeu boas risadas!

E diz aí o que você achou dessa obra prima, só que ao contrário!

Participantes neste episódio3
M

Mario

Co-host
P

Pedro

Co-hostJornalista
V

Vivard

Co-host
Assuntos6
  • Final Fantasy: The Spirits WithinRecepção e crítica do filme · Tecnologia CG em 2001 · Sakaguchi · Square Films
  • Menções honrosas e considerações finaisFilme como demonstração tecnológica · Desperdício de potencial · Impacto na indústria de CG · Comparação com outros filmes
  • Análise de roteiroFalta de explicação de conceitos · Ambição e falhas narrativas · Influência de Allan Kardec e Cientologia · Espíritos e Gaia · Motivação do vilão · O Senhor dos Anéis · Cid
  • Contexto de 2001Lançamento de consoles · Jogos de RPG no PlayStation 1 · Filmes em CG · Shrek · Monstros S.A. · Senhor dos Anéis · Lara Croft de Tomb Raider · Inteligência Artificial
  • Atuacao e DublagemUncanny Valley · Movimentação dos personagens · Concessão Galeão · Ming-Na Wen · Donald Sutherland · Morte Sicario Vorcaro · James Woods · Travis Scott
  • Histórico com a franquia Final FantasyO que define Final Fantasy · Histórico com a franquia Final Fantasy · Análise de Final Fantasy XV · Mistwalker Studios · Hironobu Sakaguchi · Akira Toriyama
Transcrição439 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
PPedro

Mateus Chefe!

?Voz B

Está começando mais um Mateus Chefe. O spoiler é que a gente vai lá, joga o jogo, fala como foi ou não. A gente só vê o filme porque é mais curto, né, galera? E hoje aqui o tema acabou a fantasia, não tem mais para onde ir, é o final, Final Fantasy, o espírito que entrou em nós.

PPedro

Ai!

?Voz B

E aqui comigo está o Vivard. Laird, acorda!

VVivard

Opa, opa, tava dormindo não, tava ouvindo tudo, tava ouvindo tudo aqui. É isso aí, a gente vai falar desse filme maravilhoso aí, revolucionário, que saiu lá no começo dos anos 2000. E para isso também tá aqui o cara que gritou Mateus Chefe, o Predo.

PPedro

Final Fantasy: Os Fantasmas Se Divertem, versão brasileira, Pedro Azevedo. E agora a gente também tem o chefe, o Mateus Chefe, Mário.

MMario

Caralho, Pedro, você tem que parar com essa, não sei da onde De onde você tira isso? Eu não mando nem em casa.

?Voz B

Não, eu vou refazer. E aqui está o maior fifeiro do Mateus Chefe, o Mário.

MMario

Não, não, não. Meu FIFA favorito. Meu FIFA, olha eu, filho da puta. Meu FIFA favorito.

PPedro

Meu FIFA favorito.

MMario

Meu Final Fantasy favorito, eu nem zerei. Olha como eu sou um falso Final Fantasy.

VVivard

Eu também.

MMario

Mas aí você falou a real, Chinkoio. Esse foi o verdadeiro Final Fantasy, porque depois desse qualquer esperança de fantasia ali morreu no caminho.

?Voz B

É, galera, fantasia no ar.

VVivard

Eu gostava do Fantasia da SBT.

?Voz B

Ter fora esses aí é complicado.

MMario

Falando em fantasia, a gente assistiu o filme igual os menininhos olhando no reloginho ali, né? Esperando acabar.

?Voz B

Então é isso, pessoal, vamos falar desse filme muito singelo aí, muito único, né? A revolução do 3D. Agora acabou esse papo de ator, o negócio é tudo 3D. E vamos para episódio, bora!

VVivard

Lembrando, segue a gente lá no Instagram, segue a gente também no Spotify, no Apple Podcast, Amazon Music, seja lá onde você ouve. Aproveita e dá 5 estrelinhas para a gente lá também. Comente, seja lá onde for. Quer Quer apoiar o Mateus Chefe? Vai lá na Orelo. Quer apoiar o Mateus Chefe, mas não quer ir na Orelo? Nosso email mateuschefe@gmail.com é uma chave Pix. E é isso aí, muito obrigado e bora para episódio!

MMario

E aí, você falou aí de 3D. Uma das coisas que eu achei engraçado, eu tava vendo uns videozinhos a respeito, né, da criação do filme e tudo mais. E esse filme é tão antigo que o Sakaguchi, né, e a galera da Square lá que tava fazendo o filme chamava de CG ainda. Que aí você já lembra ali aquela época que quando a gente tava jogando joguinho, passava um filminho, já: olha o CG! É um bagulho dessa época.

?Voz B

É 2001 o filme que a gente vai falar hoje, né. Ele saiu lá fora com o nome completo de Final Fantasy: Spirit Within, que seria espírito interior, é isso mesmo, galera do inglês?

MMario

É, é, é.

?Voz B

Mas no Brasil tiraram o subtítulo porque, né, Não precisa, foda-se.

VVivard

Porque no Brasil seria Final Fantasy, a fantasia final.

MMario

Exatamente, perderam muito essa chance, cara.

?Voz B

E aí eu queria começar esse episódio, uma coisa que a gente precisa lembrar sempre, que é os aigaishis do momento, né? O Mário já trouxe aí o CG.

PPedro

Não se aguenta, não se aguenta.

?Voz B

Não, Predo, você que é só menino, né, que é o mais novo de nós aí, aonde você estava em 2001 aí?

MMario

É o mais engraçado, porque o Pedro, antes do Chinkoio, né, que igual o Pedro a gente trata ele como se ele tivesse 13 anos, né? Ele tem tipo uns 37, é isso, Pedro?

PPedro

38, já só já caiu o branco.

MMario

Mas antes de você, para mim era o Chinkoio, porque tipo a gente tava na faculdade junto, ele tinha sei lá 1 ano, 2 menos. Eu, porra, moleque nasceu ontem.

PPedro

Eu sou tão moleque quanto o menino Ney, né?

?Voz B

Mas voltando à aritmética, Pedro, o menino Pedro, conte para nós 2001.

PPedro

E eu não tinha 13 anos, não estava na faculdade ainda, estava no colegial.

MMario

Colegiado, como eu tava na 7ª série com 13 anos.

PPedro

Nossa, eu era, eu era super adotado. Eu lembro de ter visto esse filme no cinema, mas tava jogando o quê?

?Voz B

Putz, 13 anos, aqui é podcast de gamer, a gente não quer saber da sua vida, cara.

PPedro

Eu joguei um monte de RPG no PlayStation 1, é bem provável que eu tava jogando. Agora eu não lembro as datas de lançamento de cada coisa, Legend of Dragoon, Final Fantasy 7, Metal Gear 1, e eu acho que era por aí assim.

?Voz B

Você tava no RPG hard do Play 1 então?

PPedro

Assim, era uma época que os meus pais eles tinham uma chácara, e aí assim, em vez de ficar na piscina tomando sol, eu ficava enfiado em casa jogando videogame, né?

?Voz B

Pois foi por isso que você tá aqui.

PPedro

Isso explica muita coisa.

MMario

A gente ia para chácara do Vivardi para ficar jogando videogame.

VVivard

É a mesma coisa, e fazendo hambúrguer.

?Voz B

Fazendo meatballs. Essa pergunta foi muito assim um teste de playboy também, né? Porque 2001, galera, foi quando teve a virada de geração, né? A gente teve a diferença ali do Play 1 para o Play 2, né? Quem tinha Play 2 em 2001 não tava trabalhando licitamente, o papai, né? Tava foda ali.

VVivard

Nesse teste de playboy eu tô fodido, porque eu lembro que o que eu estava jogando nessa época, eu estava jogando tênis.

MMario

Caralho!

VVivard

E eu assisti esse filme com meu amigo Vitor. Que jogava tênis comigo. A gente foi jogar, ficou o dia inteiro lá no Seretão jogando tênis. A gente falou, vamos ver Final Fantasy hoje? Vamos. Foi cada um pra sua casa, tomou banhinho e aí foi pro Shopping Anália Franco ver Final Fantasy.

?Voz B

Achei que você tava jogando tênis no Dreamcast.

PPedro

Shopping Anália Franco também é playboy, né?

MMario

Não era perto da minha casa, mas não significa...

VVivard

É que fala Anália Franco, parece que é, né? E ele tem umas lojas meio de playboy, mas...

MMario

Não, mas quem cresceu lá, ô Pedro, é outro rolê, cara. Antes de lá ser o Anália Franco, era um lixão a céu aberto, porra.

VVivard

Escrito roupinha nas casas lá. Roupinha?

MMario

É, eu fui criado lá, pra eu pegar qualquer busão, o ponto mais perto era o do Belenzinho, antes de duplicar as avenidas.

PPedro

Eu era do Anália Franco before it was cool.

MMario

Não, mas era um lixão mesmo, cara.

VVivard

Era um descampado, é pura terra. Agora nem sei como tá lá, mas ainda em frente ao shopping era um terrenão ainda que não tinha nada. Aí os cara montava circo lá de vez em quando.

?Voz B

E você, Mário, tava jogando o quê em 2001?

MMario

Pô, eu tinha meu Play 2. Mas eu tô pensando se eu tinha ou não, porque assim, perto do lançamento aí do filme, pouco tempo depois ou antes ali, muito próximo, saiu o Final Fantasy X. E eu lembro que eu joguei o Final Fantasy X perto do lançamento e eu tinha um Play 2 sim, mas eu trabalhava, trabalhava na lojinha de mangá japonês, Animangá, e eu tinha meu salarinho, então eu já pagava minhas coisas. Apesar que meu Play 2 Eu comprei ele porque eu vendi meu Dreamcast e o meu Play 1.

Ou seja, já não posso falar que já era boy, né? Porque tinha o Dreamcast e o Play 1.

?Voz B

Era isso.

PPedro

É, você tinha mais de um console e era playboy.

MMario

É, sempre fui tico.

?Voz B

Entendi. É legal a gente ver isso aí, porque esse filme...

VVivard

E você, Xinkojo?

MMario

É, caralho.

?Voz B

Então, eu tava jogando Tony Hawk's 3 loucamente, comprando revista de videogame até umas horas, louco pra adquirir um Dreamcast que eu ainda não tinha conseguido.

MMario

Tá, não mudou nada então. É igual hoje, você continua comprando revista de videogame, você continua jogando Tony Hawk.

?Voz B

Mas hoje eu tenho Dreamcast, olha aí.

MMario

Ah tá, ufa.

?Voz B

Eu tenho dois. Mas aí eu via nas revistas lá, porra, vai sair Twisted Metal Black, né, meu? Porra, esse Conker do 64 aqui, será que é bom, né? Devil May Cry tinha aquele trailer muito louco, né?

MMario

Caralho, deu para ouvir o Limp Bizkit de fundo aí agora, hein?

?Voz B

Tô ouvindo o Limp Bizkit nervoso, né, meu? Um Papa Roach. E ainda não tava na faculdade, acho que era o último ano, sei lá, tô pensando aqui.

MMario

A gente entrou em 2002.

VVivard

Eu lembro que no primeiro ano da faculdade você queimava CD pra galera, cobrava acho que 5 conto, e você pegava essa grana pra juntar pra comprar um Play 2.

?Voz B

Era isso aí. Eu nem lembrava desse Fun Fact aí, né?

VVivard

Então você não tinha Play 2 ainda.

?Voz B

Mas aí, né, a gente tem que lembrar que nessa época tudo que era 3D era uma parada mega, caralho, meu irmão, esse aqui é o futuro, né, meu? 2001 também foi quando saiu O Retorno da Múmia. Quem lembra daquele The Rock escorpião maravilhoso, né?

MMario

Lindo, lindo mesmo. O ápice do 3D.

?Voz B

É, pô.

MMario

A gente tira sarro desse 3D hoje, mas na época ninguém achou tão ruim assim, tá ligado?

?Voz B

Saiu Shrek 1 aí, ó. Shrek.

PPedro

Eu adoro Shrek.

?Voz B

Não, e sabe o que eu acho foda? Vou falar Shrek, mano.

MMario

Porque assim, é Shrek, beleza, a gente sabe. Mas eu lembro que quando saiu Shrek 3, já tava tão na mente do... Que no anúncio da TV, o cara já falava: Xereque 3. Porque foda-se, virou e acabou, tá ligado? É Xereque e acabou.

?Voz B

É o Xereca, mano. Esquece. Mas aí, ó, outros filmes que saíram nesse ano aí que é legal pontuar. Saiu Monstros S.A., que foi o... Olha, dá pra fazer cabelo em 3D agora, hein, galera? Porque antigamente era tudo cabelo de Playmobil, né?

MMario

Era os pelinhos, né, do monstro. Era perfeito o bagulho.

?Voz B

Saiu um filme aí que chamava Pequenos Espiões, né? Também grande movimento aí do 3D no cinema. Um tal de Senhor dos Anéis também é desse ano aí.

MMario

Pequenos Espiões é do Rodrigues? Robert Rodrigues? É. Caralho, mano, esse cara é o mais aleatório do mundo, né? Vou fazer filme pra adolescente ver sangue e pros meus filhos também. Tá ali.

VVivard

Tá tão aleatório que ultimamente ele não faz nada.

MMario

E que ele fazia tudo, né?

?Voz B

O cara fazia música, E o Senhor dos Anéis, que era de um cara que sabia fazer filme, ele desaprendeu por causa do 3D, né, com esse filme aí, né, estragou a carreira dele. Fazia tudo efeito prático, loucão, em casa no forno da mãe. E também saiu esse singelo filme aí, né, que na verdade tem dois filmes que eu quero comentar, que um é Tomb Raider, né, o Tomb Raider aí da galera. Era tipo as gostosas no games, agora nas telonas. Vejam só, Angelina Jolie aí, né, correndo no meio das faíscas e da água aí, pô.

Esse filme aqui é igualzinho videogame, parece real. E um filme que hoje a gente sofre as consequências deles, né, que é o Spielberg metendo IA na nossa cara, né, inteligência artificial, que tinha em voga muito esse negócio do futuro de tudo, né. E no meio desse balaio saiu o filme de hoje aí, o Final Fantasy, que tinha como proposta, não sei se vocês lembram desse negócio, que era agora a gente não precisa mais de atores, a gente vai criar nossos próprios atores em 3D e colocar eles pra atuar.

PPedro

Tinha toda essa discussão com jogos e prostitutas.

?Voz B

É tipo, em vez de ser essa discussão que a gente tem hoje de não, o Sean Connery vai fazer filme pra sempre, a gente faz ele em holograma 3D aqui, foda-se, né? Naquela época a tendência era não, agora eu vou criar o Ben Affleck genérico aqui, ele vai fazer com filme que eu quiser, ele é um ator, né? Era meio sintomático de uma filosofia japonesa que quem criou esse rolê foi o, esse humano Astro Boy, mano.

VVivard

Tezuka.

?Voz B

O Tezuka tinha criado essa tendência de personagens que ele desenhava no estilinho dele lá. Em outros gibis eles tinham outros papéis, mas era o mesmo traço tal da vida, pessoal. E aí a galera, né, Japão converteu isso para o cinema.

MMario

O que eu acho interessante nesse caso, que você fala assim, ah, não precisa mais de ator, não era tanto essa filosofia, mas era mais uma questão de assim, olha, a tecnologia evoluiu tanto que a gente pode pegar um um ator digital e colocar em outro. Eu acho que para eles era mais assim, a gente consegue fazer digitalmente algo que se assemelhe a coisa real, não necessariamente substituindo, mas também tendo essa possibilidade.

Que eu acho que foi o grande, grande falha ali do Farofento Spirit Within, que foi isso, buscar essa verossimilhança, sabe, com a realidade. Os exemplos que você citou aí são todos filmes que são tipo monstrinho, bonequinho, pequitinho, sabe? Era época de Toy Story, formiguinhas. Ninguém queria meter um cara de verdade, mas a Square foi lá, hein? Não sabendo que era impossível, ela foi lá e teve certeza.

?Voz B

Um erro que todo mundo comete é falar que esse aqui foi o primeiro filme totalmente em CG, computação gráfica. Na verdade, ele foi o primeiro filme com a ideia de ser fotorrealista dentro desse estilo, né?

MMario

Exato.

?Voz B

Aí que tá a ambição dele, que se fodeu. E isso casado com toda a vibe do momento dessa busca do realismo, inclusive nos games, né? E quem comia com farinha a galera nos videogames fazendo cenas em CG mirabolantes era a Square, né? Já tinha parido Final Fantasy VII, tava enchendo o cu de dinheiro, deu sequência disso no 8. E esses caras são os que sabem fazer isso, né? E os cara tinha dinheiro, eles formaram o quê? Formaram um estúdio só para fazer filme aí, né?

Intenção de meter essa criança no mundo, que eu acho que já começa errado, né? O filme, a primeira coisa que aparece é o logo da Square Films e é escrito Square Films com um retângulo atrás, né? Porra, meu irmão!

PPedro

Nossa, eu reparei isso, achei bizarro.

?Voz B

Só Square já é errado, né? Porque é um triângulo que tem no meio do logo.

VVivard

Você acabou, é tudo errado.

?Voz B

Esses cara aí, galera aí dos polígonos, não foi na aula de geometria nem de marketing. E aí os cara cheio de grana falou, não, vamos montar um esquema lá no Havaí, estúdio para ficar no meio do caminho. Vamos meter só os cara pica, vamos comprar um monte de Pentium 3, que é a maior novidade da computação aí, e vamos fazer filme, porque filme aí é um sucesso. Chama o Sakaguchi, que Sakaguchi é o cara, esse sabe contar história, meu irmão, esse cara manja.

Só não tinham percebido que ele só sabe contar história se a história tem 30 horas, né? Aí detalhes, detalhes, né?

VVivard

Era o Zack Snyder do seu tempo.

?Voz B

Mais ou menos, né? Porque o Zack Snyder às vezes... Pode ser, né? Esse filme, acho que ele tem um filtro Zack Snyder, né? Pega aquela ideia toda colorida de Final Fantasy, né? Não, todo espada gigante, os cara cabeludo, os cara esguio. Chama o Zack Snyder, aí fica tudo cinza, todo mundo militar.

PPedro

Cinza e sério pra caralho, né?

MMario

Mas realmente, cara, eles matam completamente assim o espírito do Final Fantasy, a grande ironia. Assim, né, ao forçar uma seriedade ali. E é engraçado que isso é algo que meio que já tinha falhado no Final Fantasy, falhado entre aspas, óbvio, né, no Final Fantasy 8, que eles tentaram meter ali uns personagens mais humanos, né, na altura, proporção humana correta ali, meteram malhação. E assim, entre o 7, 8, 9, que é a tríade ali do Play 1, é o que a galera mais ignora ali, sabe, menos gosta. E parece que insistiram isso.

?Voz B

Mas o 8 tem a arma mais da hora, É o 3 oitão espada, pô.

MMario

É, mas é só isso. É muito triste porque a única coisa legal do Final Fantasy 8— e eu gosto do 8, eu zerei. O esquema de junction eu até achei interessante, que muita gente critica. Mas o resto é tipo— mas o que eu acho mais estranho assim, de certa forma, é que ao mesmo tempo eles saíram quase que no mesmo mês. Saiu Final Fantasy 10, o Final Fantasy de Play 2, de certa forma. Porque o 11 também saiu pro PC e tal.

?Voz B

Foi o ano do Final Fantasy, né? Tinha produto para tudo que é lado.

MMario

Sim, mas o Final Fantasy X, em votação popular dos dias de hoje, foi votado como o melhor Final Fantasy, acima do 7. Ele é o único Final Fantasy que não precisa de um remake e é relançado até agora. Ele vai ser relançado para o Switch 2. Então é bizarro você falar que o pior fracasso da vida do cara como produtor foi ao mesmo período que teve o maior sucesso dele como um jogo de Final Fantasy. Como é que ele tava tão desconectado ali nas duas coisas, sabe?

?Voz B

Eu acho que o problema é justamente isso, que o cara não sabe contar história curta. Porque pra mim, o maior problema desse filme é que ele tem um monte de coisa que é jogada como, ah, isso já aconteceu, a gente já pegou 5 espíritos, agora só falta mais 8. Eu, tá, mas como assim?

MMario

Ah, nossa, verdade.

?Voz B

Tem uma cena de gente morrendo que é só uma conversa, tipo, ah, morreu uma criança de 7 anos no meu colo. Isso aí tem um apelo dramático Mas se existisse essa cena, né, e é CG, os cara podia ter feito essa porra, né?

VVivard

Nem que fosse um flashback, né? Essa cena que ela tá contando, né, os outros anteriores lá, o passarinho, não sei o quê, poderia ser ilustrada, porque os diálogos são bem chatinhos, né? Então assim, seria uma forma de dar mais dinâmica no negócio.

MMario

Porra, eu não tinha percebido isso.

PPedro

Eu acho que eu fiquei com uma dúvida, porque é o seguinte, pode ter sido restrição orçamentária, mas também na época.

?Voz B

Pedro, oi, esse filme gastou 177 milhões. O único filme que gastou um pouquinho mais que ele foi um chamado Titanic. Nenhum outro filme do período.

VVivard

177, 170 foi no cabelo da mina.

MMario

É, então isso que eu ia falar, pior que nem isso, né?

PPedro

Mas eu acho que antigamente os filmes eles tinham um pouquinho mais de pudor de ter 50 horas de duração, coisa que não existe hoje em dia. Tipo, ah, vai ser um filme de 3 horas, foda-se, vamos fazer.

?Voz B

Eu acho que tem um problema de ambição de fazer as coisas, e no meio a gente começa a ver tipo, ah, vamos diminuir a quantidade de coisa nessa tela porque a gente não consegue fazer. Os próprios monstros desse filme são monstros transparentes assim porque são os espíritos, né? Só que eles são transparentes naquele esquema de videogame, que é meio que o wireframe mais arredondado, né? E aí não precisa de textura, não precisa de iluminação.

Então já é uma forma de você economizar recurso e renderização fazer um bicho desse jeito, né?

MMario

Mas assim, Tico, eu não tinha percebido isso, ou melhor, eu tinha sentido isso que você falou, mas eu não tinha posto em palavras. E quando você põe em palavras, você realmente entende o que tá acontecendo. Essa história que você falou de como ele te joga no meio de uma história e não tem tempo para explicar nada, e tudo soa muito ralo. Porque esse foi o meu sentimento, que tudo era muito ralo no filme. A sensação de que ele era genérico Era meio que por isso, porque ao mesmo tempo você percebe que ele tem uma porrada de conceitos e coisas, mas tudo é jogado tão rápido, você já tem que saber o que tá acontecendo ali.

E eu não tinha percebido isso até você falar, tipo, dado o nome, que era isso que me causava o incômodo.

?Voz B

Ele parece o último episódio de uma série, né?

MMario

Sim, e eu concordo com o Pedro quando ele fala que deve ser restrição orçamentária.

VVivard

Finalmente!

MMario

É que eu paguei pra ele falar isso antes. Pra eu endossar.

?Voz B

Patrão tá humilde hoje.

PPedro

O Mário mandou eu falar isso antes.

MMario

Não, mas sério, porque assim, o negócio foi tão à frente do seu tempo, não era pra ter sido feito. Os caras tipo tiveram um trabalho hercúleo. E aí começou esses cortes que você falou, né? Ah, faz os bichos só com wireframe. Ah, essa parte aqui vira só conversa. E mesmo assim foi 177 milhões, porque se os cara fizesse do jeito que eles queriam mesmo deve ter sido muito Evangelion o esquema. Foi acabando o dinheiro, foram metendo qualquer coisa ali para terminar.

?Voz B

É assim, uma coisa que a gente tá meio— eu sinto que uma pessoa que nunca jogou Final Fantasy ouvindo esse episódio não tá entendendo direito, que é legal a gente explicar assim. Final Fantasy é uma série de games que nenhum tem ligação com o outro, cada um é uma história dentro do seu próprio universo, é tudo zerado, né? E a única coisa que se mantém ali é o esquema de RPG de par e batalha por turno. E o que mais?

MMario

Cara, não tem, não tem o que se mantém. Porque se você pega Final Fantasy 1 a 5, você fala, tem os cristais, beleza. Aí o 6, ah, ainda é esquema de sprite ali, tem uma coisinha ou outra. Aí o 7, não, é 3D, mas ainda tem o nome de alguns personagens, tem Chocobo. Chega uma hora que tá tipo, foda-se, não é nem sistema de batalha, não é.

PPedro

A única coisa que se mantém durante todos é um personagem chamado Cid.

MMario

Nem isso, é a fonte, tá ligado? E a capa do Yoshitaka Amano. É isso. Você põe uma fonte de Final Fantasy e põe a capa do Yoshitaka Amano, acabou. É Final Fantasy.

?Voz B

É, não, mas aí esse filme, ele tem um problema que remete àquilo que a gente já comentou da paleta Zack Snyder aí, né? Que ele foge da porra da fonte original de Final Fantasy no pôster. Então, e pra ter um pouco de cor no pôster, foi isso que foi. Cada letra de uma cor de uma paleta arco-íris que não existe no filme, né? Eles disseram, colorido, galera. Aí, ó, Final Fantasy, vocês falaram que não tem cor? Ó o pôster, né? Fui tapeado, né? Mas isso que eu—

MMario

só voltando na parte da tecnologia deles fazerem algo na frente do tempo, poucos anos depois saiu aquele Final Fantasy VII: Advent Children. E cara, o Advent Children custou uma fração do Spirits Within, e você vê que o filme é 30 vezes mais bonito e melhor, né? É, tô falando em beleza, nem tô falando se a história é melhor ou não, que é mais cara de Final Fantasy. Mas você vê que ele é mais bonito. É complexo porque assim, é meio que o— se os caras fizessem o filme na época do Final Fantasy 7, Spirit Advent Children, eles fariam um filme muito mais barato e com tudo que eles queriam, mas também não seria nada inovador.

Então ia ser um filme que ninguém ia— se hoje a gente acha uma merda, a gente ia achar mais merda ainda, tá ligado?

VVivard

Ia ser um filme que é direto pra locadora, igual Advent Children.

?Voz B

É que assim, esse que você tá falando, né, depois tiveram mais, acho que 3, filme de Final Fantasy. Só que esses aí são todos derivados dos jogos, né? Eles ilustram histórias dos jogos ou fazem continuação, sei lá. Eles não são a sua própria coisa, né?

MMario

Sim, não, eu só quis dizer não na questão da história, mas na questão do resultado estético. Só isso, o custo e resultado estético.

?Voz B

É que voltando à ideia do espírito do tempo, né, o nosso Final Fantasy 2001 aqui, ele tem um rolê que tudo que era obra derivada dessa época de quadrinho, de game lá, né? O nosso grande filme do Mario Bros, né, do Double Dragon. Eles não pegavam a história e só ilustravam ali, né? Eles não, vamos fazer nossa própria parada em cima disso. Então, Tomb Raider lá, o Tomb Raider, ele dá uma foda-se isso aí que tem, vamos fazer o nosso aqui com essa base, né?

Só que o Final Fantasy, como praticamente não tinha base, era cada um faz o seu. E o que os cara tinha na mão era o maior estúdio de CG do mundo e o nome do diretor ator lá que era aclamado, é o que eles juntaram para fazer esse filme, né? E tentando agradar todo mundo, né, eles começaram a ver, não, esse negócio de espada gigante, de personagem andrógino, não vai dar certo. Mete um soldadinho aí, né? Vamos começar a fazer um cast aqui.

E aí você vê o quanto que esse filme é americanizado quando você percebe quem é o cast, né? Tipo, a gente tem uma galera aí, o nosso querido Alec Baldwin aí, que hoje em dia Não sei se ele tá cancelado ou não, se a polícia aí puder me dizer, né? Mas ele tinha feito sombra, ele já era um galã que tava desgalanzando nessa época, né? E é bizarro a gente ver ele no meio aí. É engraçado que colocam ele nesse Ben Affleck 3D do filme, né?

Como se fosse, ó, esse cara não é mais galã, mas agora ele tem uma forma de continuar sendo galã, né? Tem essa semiótica, que a voz dele ainda é foda.

MMario

E tem uma coisa que foi meio que ruim, só uma coisa, mais uma. É, não, estamos somando, tá? Põe mais uma moedinha ali, tá ligado? Mas um dos negócios que contribuíram bastante foi porque a captura de movimentos foi feita por gente diferente de quem tava fazendo a voz. Isso é uma coisa que até acontece ali nesses joguinhos de baixo orçamento, tipo o Claire Obscure. Mas... Olha lá, o Pedro tá dormindo. Eu citei Claire Obscure, ele não falou.

PPedro

Não, é que caiu... Eu tava limpando uma lágrima aqui.

MMario

Mas então, eles fizeram isso separado. Mas é interessante porque o cara... Que foi o chefe ali de captura de movimentos e tudo mais. Ele chama Remington Scott. Ele, no ano seguinte, trabalhou num outro filme que teve um personagem muito importante que era feito em CG. E só que o ator fez a captura, o ator de voz, né. O cara tava atuando tanto com a voz quanto com o corpo na captura de movimento. E é O Senhor dos Anéis: As Duas Torres.

Então, tipo, o Final Fantasy sacolejou na merda pro Gollum voar, tá ligado? Porque nem andou, né. O aprendizado que o cara tirou dali...

?Voz B

Nesse tempo era tudo mato, né, mano?

MMario

É, então, exatamente. Mas eu tô dizendo assim, dá para você ver como em um ano a experiência que o cara teve fez com que ele falasse, porra, não funciona essa história. O cara tem que estar ali de 100% de corpo, corpo e voz. O ator é ator em todos os pontos.

VVivard

Vendo o filme, eu achei a movimentação tão ruim que eu fiquei na dúvida se foi feita captação de movimento com pessoas mesmo. Achei que era 100% digital assim.

PPedro

Eu também, Vivard. Eu também.

MMario

Foi feito, mas foi mal feito, né?

?Voz B

Eu acho que tem hora que os caras quebram um galho assim. Os momentos que parece videogame, que a câmera tá atrás do personagem, que ele andando assim, né? É tudo sempre meio desengonçado, meio duro.

VVivard

É sempre, não é só nesses momentos, é sempre. Qualquer movimento é esquisito.

?Voz B

É que corpo inteiro é sempre mais bizarro, sabe? Isso que eu quero dizer.

MMario

E aí, duas coisas. Primeiro, o Gollum do ano seguinte, primeiro que ele é todo caricato, então muitas imperfeições passam. Não tem essa estranheza assim, a Kenny Valley aí que o Vivade está falando, o jeito que ele anda. E segundo, como o ator que tava fazendo isso, a gente não sabe se a galera que fez a captura de movimentos no Final Fantasy era grandes atores, atores renomados e bons, sabe? Tipo, era o carinha que tava ali, mas não tinha tecnologia direito, né?

?Voz B

Porque o CG que a gente tinha dessa época aí, os Final Fantasy era tudo um anime em 3D, não era captação de movimento em si, era meio que desenhado e feito em cima. Sei lá, o Tekken que tinha os finais era tudo bonecão, mas a gente achava bonito porque o bagulho também tinha 30 segundos, filminho.

VVivard

Mas quando é videogame a gente passa um pano. É, quando vai para o cinema, velho, o nível muda, você vai exigir mais automaticamente. Inclusive as pessoas que não jogam, pesado, que não joga só vai ver e vai falar, nossa, que bosta. E a gente que jogava vendo também achou estranho. Eu lembro que na época também eu achei meio esquisito. Tipo, tá, o cabelo tá bonito, apesar de parecer que tá, que a atmosfera não tem tanto peso, mas é tudo esquisito, é tudo muito travadinho.

Tem desenho que é mais bem feito, sabe? Você pega uns desenhos da Pixar ali, a movimentação era melhor.

?Voz B

Mas é o lance dos truques, né? Esse filme ele até tem um negócio que ele começa parecendo uma demonstração de 3D, porque ele começa no sonho da protagonista, que aí é tipo o chão virando água, um close no olho dela para a gente ver que Monroe, o olho dela tem cílio, tem pupila, tem retina, tem reflexo, sabe? Coisas assim que na época a gente—

PPedro

E você sabe que o Vivard, ele colocou um ponto bom da Pixar? Porque a hora que os soldados estão lá correndo, eu juro que eu, pra mim parecia o Woody do Toy Story correndo. Mas só que no caso do Toy Story funciona porque ele é um boneco, né?

?Voz B

Eu pesquisei captação de movimento desse filme pra ver como é que foi. A única coisa de make-off que tem gravado são os soldados.

PPedro

Puta que pariu!

?Voz B

Aí você, caralho, aqueles gravaram com os capacetes grandão. Acho que na época não tinha aquele negócio de colar as luzinha, né? Os caras usavam uns negócio gigante. Aí é tudo meio bizarro, mas porra, é o negócio do tempo mesmo que não fez bem, né?

MMario

É, mas é bem isso. Os cara achava que só botando a voz era o suficiente, como se eles tivessem fazendo uma animação tradicional.

?Voz B

E acho que nem isso, porque para mim as vozes não combinam com os personagens em vários momentos. O pior para mim é o meu grande ídolo que está nesse filme aí, o Steve Buscemi, pô. Eu quis ver esse filme por causa do Steve Buscemi, porque eu preciso ver todos os filmes da carreira do Steve Buscemi. O cara que não nega trabalho. Vocês acham que é Nicolas Cage? Ele tá desde filme do Adam Sandler até sendo o Al Capone, sabe? Caralho, ele briga com o Woody Harrelson, né?

Que o Woody Harrelson perdeu pontos aí porque o Woody Harrelson foi pro lado direitista da força, né? Então é complicado, mas Steve Buscemi filme, ele faz um personagem que, para começar, é muito errado porque ele é bonito, né? É um NPC padrão. E o Chibu Chê, ele tá em todo filme, ele tá para ser o esquisito, o mano feio, escroto. Ó, o louquinho ali, você olha para a cara dele, você sabe que ele é um louquinho, né? E nesse filme meteram ele no maluco do The Boys lá no Rio. Que porra, que porra é essa? Nada a ver o personagem.

PPedro

Ele fala assim, mano, pior personagem do filme. É, então Deram uma zoada nele que esse cara ele só fala tipo só frases de efeito, né?

?Voz B

É, ele é o alívio cômico do filme, né? Só que é aquilo lá, né?

VVivard

Falta graça.

?Voz B

É, falta graça, né?

PPedro

Talvez falta cômico e falta alívio.

?Voz B

Tem aquele problema do humor japonês encontrando o humor americano tentando fazer um filme que não combina nada com nada, né? É um problema. A protagonista talvez é que mais combine, mas também rolou um whitewashing Bizarro, né? Porque a menina é chinesa, né? A Ming-Na Wen é a Chun-Li. É a Chun-Li, ela é conhecida como Luciliu. Tá trabalhando, chama ela, né?

MMario

Porra, mano, se fuder, porque ela ainda é pica até hoje.

?Voz B

A Luciliu nunca mais desapareceu, mas naquela época Luciliu era a chinesa do mundo.

MMario

Foi a Chun-Li. Eu conheci ela na real com aquele Agente da SHIELD, mas ela é a Mulan também, né? Tá ligado?

?Voz B

Então ela já Ela é pica.

MMario

Rapidão, se viu Buxemi? Tem mais de 130 filmes, velho. Puta que pariu.

VVivard

E o nome da personagem principal é Aki Ross. Tipo, vamos misturar um japonês com um inglês aí, vai. Por que não?

MMario

Mas aí, momento tristeza. Aki é o nome da mãe do Renan Abou Sakaguchi, que tinha falecido recentemente.

?Voz B

Aí, ó só.

VVivard

Então fazia uma personagem japonesa de uma vez, ué. Aki Sakaguchi pronto.

MMario

Eu adoro o sentimento do Vivardi.

VVivard

Ah é?

MMario

Foda-se, faz direito, porra! Não tá errado, né? Quer homenagear? Homenageia direito, porra!

?Voz B

Tua mãe morreu, vai homenagear na casa do caralho!

MMario

Cuidado com isso, que homenagear a mãe dos outros é errado, hein? Vocês estão ligados?

PPedro

Pior ainda é homenagear a própria mãe, né? Pois é.

?Voz B

Caralho, enfim, né? Muitas homenagens, muitos personagens que não combinam com o que eles estão fazendo. E uma coisa que eu achei bizarra é que eu não senti muito esse uncanny valley bizarro. Para mim pareceu um desenho o tempo todo, né? Não é real.

MMario

Na época eu gostei, eu só senti agora.

VVivard

É uma cena ou outra assim que tem mais um close de rosto assim que você fala, ó, até que é bem feitinha. E na época a gente falava, pô, é o ser humano, meu. Mas no geral é bem ruim assim.

MMario

Mas aí, Vivar, eu lembro a gente vendo CG de videogame também. Caralho, mano, é perfeito! E hoje, se aquilo é o gráfico do jogo, você xinga, tá ligado?

VVivard

No último ano da loja de videogame lá do meu irmão, tava um amigo meu lá, né, e tinha anunciado, recém-anunciado o PlayStation 2, 128 bits. Aí eu lembro que ele jogo, falou, mano, 128 bits, mano, a gente vai jogar um filme, cara. É, olha aí, nem o filme parece um filme.

?Voz B

E esse jogo, ele tá, ele não parece um PlayStation 3, né? Ele parece tipo quando você pega um emulador de Play 2, manda ficar tudo lisinho e joga um pack de textura bizarro, que fica tudo, ó, agora as pedras são real assim, né?

VVivard

E ainda a textura das pedras são bem ruins, né?

?Voz B

Quem quer ressaltar mais algum ator que que compõe esse filme aqui maravilhoso.

VVivard

Tem o Donald Sutherland, também conhecido como o pai do Jack Bauer, pai do 24 Horas.

MMario

Eu confesso que eu só sabia dele por causa do sobrenome, mas é porque eu sou péssimo de nome de ator mesmo.

?Voz B

Tem o Viggo Mortensen, que é conhecido como o mafioso currado de Pulp Fiction, né?

MMario

Caralho, é para fechar a galera genérica mesmo, tá ligado? Sim, você tem que ter sempre o líder, é o homem branco, aí você tem que ter uma mina meio marrenta Aí você tem que ter o negão. É muito genérico, olha a turma, tá ligado?

PPedro

O vilão com luvinha de couro.

VVivard

É. Não, e a mina, por acaso, já teve alguma coisa com o capitão ali pra fechar o...

MMario

Tem uma personagem feminina, surge um personagem masculino, óbvio que eles tinham que ter um romance.

VVivard

Sim.

MMario

Eles não podem só ter trabalhado junto ou existirem no mundo.

VVivard

Méritos para a Dune, hein? Que no fim, quando a gente achou que ia ser esse clichê, a mina era irmã do cara.

MMario

É muito bom, né?

?Voz B

O Doom é um filme muito melhor que esse, para vocês verem onde a gente está se metendo, né, galera? Eu também queria dar um crédito aí de dublagem ao James Woods, que faz o vilão, né, que é conhecido também como o nosso querido Hades do desenho do Hércules.

PPedro

Nossa, que decadência!

VVivard

Nossa, que vilãozinho ruim, puta merda!

?Voz B

É, então chamaram ele porque ele tava fazendo Hades, ele falou: agora você vai fazer o Elon Musk do espaço, meu? Ele, porra, aí sim, né? Aí o que fode esse vilão é que ele não tem uma motivação além de: eu preciso vingar a minha mulher e meus filhos que foram mortos, por isso eu vou dar um tiro de 3 oitão gigante na Terra e acabar com tudo.

VVivard

Pera aí, ele fala isso, que a mulher foi morta? Acho que foi nessa parte que eu dormi.

?Voz B

Então fala, fala, fala, fala.

MMario

É meio que aquela, aquela desculpeta total para tentar dar uma humanizada no arrombado. Tá ligado?

?Voz B

Agora que você sabe a motivação do vilão, Vard, o que que você achou dessa?

VVivard

Eu acho que eu preferia não saber.

?Voz B

Você achava que ele queria vender umas armas aí para o exército americano para destruir a Terra, só para ganhar dinheiro em cima e não ter onde gastar?

PPedro

Agora não, agora o filme tá muito melhor, agora o filme é bom, agora fez todo sentido.

?Voz B

Não, porque, ó, dando um setup aí, porque a gente não vai fazer cena a cena, né? Então, para os ouvintes entenderem, Pelo amor de Deus, pelo amor de Deus! A história do filme, galera, história do filme é a seguinte: o planeta Terra foi para o caralho porque do nada surgiu uns espíritos aí, caiu um meteoro, caiu meteoro, e aí desse meteoro aí surgiu esses espíritos doidos que aonde relava nas pessoas, pessoa virava fantasminha e ir embora e morria, né? Ele arrancava os espíritos das pessoas, né?

PPedro

Isso.

?Voz B

Esse filme pode ser resumido assim: esse Chico Xavier escrevesse mais PC Opera, né? Acho que não, não, isso é aquele Claudiatos, que é um filme derivado desse, né? Mas esse aqui tem muito vibe Allan Kardec, tem uma vibe, na verdade, é como é que chama lá a religião do Tom Cruise lá?

MMario

Cientologia.

?Voz B

É, mas ninguém sabe, né?

MMario

Você nem sabe o que é Cientologia.

?Voz B

Eu assisti no South Park e South Park me ensinou o que é Cientologia.

MMario

Então você também aprendeu o que é mórmon pelo South Park, né?

?Voz B

Exatamente.

VVivard

Então você sabe que os mórmons estão certos. Os bárbaros vão pro céu.

MMario

Exatamente.

?Voz B

Mas enfim, né? Continuando. Aí esses espíritos matam seres humanos, sobrou uma galerinha lá num bunker com uma redoma anti-espírito em Nova York, que tem exército, como sempre, tem uns riquinhos lá, uma galera lá do conselho que sobrou, e médicos e doutores e o nosso querido Elon Musk do Matrix aí. E aí, no meio desse rolê, a gente já é apresentado pela nossa Doutora Key Rosa aí, que está em busca de alguma coisa que a gente não sabe.

VVivard

Isso daí me deu a impressão que é tipo Fallout lá, que tem os... como chama?

PPedro

Os Shelters.

VVivard

Os Shelters, é, porque ele fala não sei o quê lá, número 43. Então assim, dá a entender que tem outros. Agora não sei se os outros ainda existem, se só existe esse, sabe? Porque eles não falam, só jogam.

?Voz B

É, não mostra o resto do mundo, né?

PPedro

E eles mantiveram o número por costume, né?

?Voz B

Talvez o outro truco aí, que se você se esforçar, né, você ser muito fã de Final Fantasy, os cenários remetem um pouco ao Final Fantasy 7 assim, né? A estética da Cidade Escura.

MMario

Sim, o que eu acho estranho realmente é isso, é eles não explicam nada, só focam ali onde tá acontecendo. E eu sempre fico pensando, quando surge esse tipo de shelter, coisa assim, como é que construíram isso? Que tipo, só começaram a construir depois que que os bichos vieram. Se os bichos relam e matam, como deu tempo de construir tudo aquilo, tá ligado? É um bagulho gigante, é uma cidade inteira assim, saca?

VVivard

Quantas pessoas não morreram para salvar as outras, hein, mano?

MMario

Não é, mas não dá nem tempo, tá ligado?

VVivard

Porque os bagulho pula assim, faz sentido.

?Voz B

E o negócio sai da terra, então dá para ter nada subterrâneo, né? Tem todo um negócio bizarro aí. E aí a gente tem uma discussão no filme que é muito bizarra, né? Porque Qual a solução pra acabar com esse nosso problema aí, galera? Aí tem a solução do mano, que é dar um tiro de 12 intergaláctico na Terra.

PPedro

Um tiro de 12!

VVivard

É.

?Voz B

E aí o cientista do filme fala: Aí, galera, é o seguinte, espírito existe, você tem espírito, o esquilo, a planta tem espírito e a Terra tem um espírito.

MMario

A planta tem espírito. A planta tem um espírito.

?Voz B

É espírito, é espírito.

VVivard

Não, tem um diálogo antes entre a mina, a Aki, e o pai do Kiefer Sutherland lá, que ele fala isso, ainda ela fala assim, ah, mas você falou a palavra proibida com S, negócio assim de spirit lá, né?

MMario

Ah, sim, Phantom.

VVivard

Dá a entender que não é spirit.

MMario

Porque, ou não, então, porque os caras usam Phantom e ele usou spirit, tá ligado? Porque tem uma treta nessa assim.

VVivard

Ah, então, mas entre eles dois ela fala de spirit. Exatamente mesmo, a palavra proibida. Tipo como se fosse uma coisa assim, tipo, não, você tá viajando, né? Por que que você tá falando isso? Aí no final ele vai e defende o negócio assim, tipo, não, realmente existe espírito, a Terra tem um espírito.

?Voz B

Ele queima o caderninho, ele falou, quando eu tinha essa idade eu escrevi isso aqui. Aí no começo do filme é só diálogos positivos, né? Porque não deu tempo de fazer introdução. Aí a menina fala tudo isso que eu falei no começo. Aí agora o cientista pega o caderninho, mostra para ela, e no caderninho tá, a Terra tem espírito. Galera. Aí, caralho, um cientista acreditando em espírito, né? Aí ele fala, mas não mostra isso para ninguém.

Ele vai lá e queima, fala, guarda na tua cabeça. Aí eles vão para o conselho e fala, então, galera, não dá para dar um tiro porque a Terra tem um espírito.

VVivard

Aí quando ela revela que ela tem o negócio lá dentro dela, ele vira para ela assim, porra, mas precisava se expor assim? Precisava falar isso? Caralho, velho, o que que você acabou de fazer?

MMario

Então o que rola nessa parte Que acho que é a única parte que tem uma ligação com Final Fantasy mesmo ali, que isso liga muito com a ideia do Final Fantasy VII. Até o termo que eles usam, acho que é Gaia em ambos os casos, certo? Que é o espírito da Terra. E a treta toda do Final Fantasy VII é que os caras estão puxando muita energia da Terra pra fazer a tecnologia e tudo mais, e o Sephiroth fala, então vocês não merecem, foda-se, e chama um meteoro e explode a Terra.

Eu acho que essa é a única ligação ali direta, que ambas também estão essa coisa assim, que o espírito da Terra Tá sendo prejudicado e danificado. Essa coisa das duas soluções, Shinko, a gente fala assim: Nossa, que ridículo, né? Tem um maluco querendo fazer um estudo científico pra encontrar uma solução não tão destrutiva e que resolva pra todos. E o outro quer só tacar uma bomba. E isso é basicamente como o mundo se dividiu na pandemia, né?

Metade querendo fazer: Vamos fazer aqui, ó, vacina, certo? Os outros: Não, deixa morrer, que é imunidade de rebanho.

?Voz B

Tá ligado?

MMario

Eu fiquei olhando isso e falei, mano, queria poder rir dessa parte.

?Voz B

Não, mas eu acho que dá pra rir, Mário. Porque na verdade tem um problema muito grave que o cientista desse filme chega e fala, galera, a solução é rezar. Porque ele leva pra um lado que não é nada científico.

MMario

Ah, eu acho que você não entendeu muito essa parte. Eu entendi o seu sentimento e eu acho que a história tá tão mal contada que dá pra entender exatamente como você quis dizer. Mas eu conhecendo a obra do Sakaguchi E a forma como ele conta as histórias, quando ele tem tempo, como você bem mesmo já apontou, eu consegui entender que não era isso que ele tava dizendo. O que ele tava querendo dizer é mais uma coisa natureba do que uma coisa kardecista, tá ligado?

É uma ideia de você se conectar com o verdadeiro espírito da Terra e que se tiver harmonia entre os seres da Terra e tudo mais, blá blá blá, você consegue resolver o problema. Era meio que essa.

?Voz B

Mas que seja, mas a única prova assim científica que ele tinha do estudo dele era o caderninho que ele queimou porque ele falou, não tem como provar isso, galera, vou ter que meter o louco.

MMario

Não, ele já tinha os espíritos lá. A história toda que eles precisam recolher, quantos são? 7, 9, nunca lembro o número. 8, olha lá, quase.

VVivard

O justo número que você pulou.

MMario

Eles precisavam encontrar esses espíritos e aí acontece algo que o Tinko já falou que é bem merda, que os cara já estamos aqui com 6, um foi uma árvore, outro foi o esquilo, tá ligado?

?Voz B

Outro foi uma criança que morreu nos meus braços numa cena muito foda, mas eu não vou poder mostrar para vocês porque não deu tempo de filmar, né?

MMario

Exatamente isso.

?Voz B

Eu só queria voltar nessa cena da criança porque assim, né, eu sou um grande defensor de animação para contar história. Para mim é a melhor forma, ainda mais hoje com toda a tecnologia que a gente tem, né? Para mim, Homem-Aranha no Aranhaverso foi a última revolução no cinema e nada mais até então passou isso. Que a animação, ela traz linguagens, ângulos e formas de contar história que você não consegue fazer num filme filmado 100%.

Você consegue fazer com edição, de certa forma, consegue fazer metendo CG no filme. Mas uma CG no filme já é uma animação. Então, né, animação, galera. E aqui eles pegam toda essa ideia de animação e ela é toda dura. Não só nos personagens duros, no cabelo duro, mas na forma de contar história. É totalmente formulaico e faltando elementos assim. Tem muita coisa Tipo, a cena mais foda que se repete é o sonho da mina. Passa umas 3, 4 vezes no filme.

E cada hora acrescenta uma camada. Que ela tá no meio do deserto, aí ela olha pro chão, o chão vira água. Aí ela olha pra frente, tem um exército de bicho de um lado. E do outro lado, a mesma galera de outra facção lá. Eles vão brigar, tipo Senhor dos Anéis. E caralho, que porra é essa? E ela fica tentando interpretar, né.

PPedro

O médico, ele chega lá no conselho e fala: Ó, gente, vamos tentar resolver. Aí o generalzão fala: Não, vamos dar um tiro. E a menina, ela vai resolver da forma científica, né, que é tentar achar esse último espírito para conseguir criar a sei lá o quê, porque eu não entendi o que que eles iam fazer com esses espíritos. Final Fantasy, eles querem criar uma antítese dos espíritos.

?Voz B

Ele quer juntar os 8 espíritos para poder criar a mesma frequência espiritual do que tá emanando, só que ao contrário, é para poder anular os espíritos. Ele vai criar antivida dos espíritos.

MMario

Então a treta toda da Aki lá e falar que ela tem o espírito é porque ela meio que tem o espírito do mal também, e o espírito dela do bem, que ela é um dos 8 espíritos, tá anulando ele. Então meio que ela é a prova de que isso funciona, é junto com uma Pokébola que ela tem no peito para conter. Então o Cid tá dizendo, ó, eu consegui pegar aqui e fazer isso funcionar, era para ela ter morrido, mas ela não morreu por causa disso.

Tanto que é por isso que tem aquela cena logo no começo, depois tem a primeira missãozinha lá onde ela encontra o ex-namoradinho, soldados e tal, e ela não quer passar pelo scanner porque ia passar, os cara falou: você tá infectada aqui, ó, você tem os espíritos. O que não faz o menor sentido na minha cabeça, porque se passava o espírito, o cara morria. Como é que o cara carrega o espírito? Ou você precisa fazer scanner para ver se você tem o espírito? Você já devia estar morto, tá ligado?

VVivard

Não é essa cena que ele entra, ele tá bonzão lá, ele entra e: caralho, tô com o negócio De repente ele vai morrer em 30 segundos.

MMario

Ai, nossa! Aí fica o tutu tutu, é a cena do hackeamento.

VVivard

Aí ela tá lá operando ele, tipo, é que nem o joguinho lá do Dispatch, né? Ela tá lá operando ele e aí o cara falando, não, você vai perder ele, para, você vai perder ele. Ele fica, caralho, se ela parar ele vai morrer, se ela continuar também? Tipo, foda, deixa ela tentar, caralho.

MMario

Mas tem que ter aquela cena de no último segundo, acabou o tempo.

VVivard

Cara, mas isso é um problema desse filme, eles não conseguem passar emoção em momento algum, assim, de perigo, de, sabe, até de comédia, não conseguem.

?Voz B

Eles passam isso com a música, né, porque eles sabem que eles não estão conseguindo fazer a expressão. E toda a parte de música do filme, ele é muito rebuscado, assim, tem cenas que toca mó orquestra foda, aí é só nave pousando, tá ligado? Falei assim, caralho, sério mesmo, cara? Achei que ia acontecer alguma coisa, mas foi só isso, né? E com o tempo ele vai perdendo isso.

VVivard

Eu não lembro de quando eu vi no cinema, eu revi agora em casa na minha TV, sem home theater, sem nada. Eu tive a impressão que esse filme foi feito para cinema demonstrar som assim, sabe? Tipo, surround foda assim. Quando ela dá aqueles tiros para cima assim que vai caindo os brilhinhos, aquilo lá deve passar pela sala toda, sabe?

?Voz B

Ele é um tech demo no final, né?

VVivard

Isso aqui de cabelo e de sonzinho, toda tecnologia de 2001, né, galera?

?Voz B

O que o Pentium 3 podia fazer tá todo nesse filme aí, né? Pentium 3, que para quem não sabe é o hardware do primeiro Xbox, o classicão lá. Ali dentro tem um Pentium 3, né? Então tudo isso que a gente tá falando rodaria no Xbox, no Xbox One mesmo. Mas voltando aí, né, a toda A dificuldade da história desse filme, né, entrelaçada por toda dificuldade de transmitir emoção, que é complicar itens, né, galera. A gente tem todo esse negócio: não, ela tem um espírito, ela vai juntar, aí depois que juntar a gente faz resolver, né.

E aí é mó quest, né, porque chega um momento lá que o cara fala: é, vamos convencer o conselho aí, porque eu hackeei aqui o computador, eu vi que ela gravava os sonhos dela. Porque sim, tem uma máquina de gravar sonho no filme, né.

MMario

Grande, porque não, né?

?Voz B

O cara vai lá, hackeia, hackeia não, né? Ele arromba o quarto dela e entra no computador. Aí ela tá gravando o sonho, no sonho ela tá vendo essa galera aí, ó. Ah, então ela está sob influência alienígena, temos as provas que a gente precisa para o conselho parar de ser indeciso, vamos meter um tiro na Terra. Aí não contente com isso, ele manda prender todo mundo, todo mundo que tava na missão lá de pegar o espírito que, spoiler, tava numa mochila o espírito, né? Porque foda-se, né? Aqui é Japão.

VVivard

Não, e assim, mostra o conselho lá, todo aquele convencimento do cientista, da menina, não sei o quê, para no fim esse cara aí mandar em tudo, né?

MMario

E foda-se, é, foda-se o conselho, foda-se, eu vou fazer.

?Voz B

Ele viu que ele tinha mais convicção do que prova, né? Porque a convicção dele era que os alienígenas estavam manipulando ela. E aí, a partir disso, ele começou a fazer o que queria, porque ele só quer vingança. De dar o tiro na terra, né? E aí ele faz essa pataquada aí, manda até uns soldados para monitorar os soldados que foram na missão lá de catar espírito. E é foda que talvez o melhor visu desse filme aí de ação seja nesse momento, né?

Porque tem os bichão espírito gigante, rola umas cenas aí slow motion aí de matando os bichos, quebrando. Lembra até o Tropas Estelares, né? Afinal, né, esse filme aqui mama muito no Tropas Estelares, né?

VVivard

Sem sangue, né?

?Voz B

Sem sangue porque é espírito, pessoal. Espírito não tem sangue.

VVivard

Se eu quiser botar sangue no meu espírito, eu boto.

?Voz B

Foda-se, é meu. É que não tinha recursos para fazer sangue na história que eu tô contando.

VVivard

O espírito é do jeito que eu quero.

?Voz B

Se tivesse saído o Pentium 4, ia rolar um sangue. Não dava não.

MMario

E os espíritos mesmo, eles que o Shinko falou aí, que é os wireframe, é muito quando você mata os inimiguinhos, tanto no Final Fantasy 7, no 8, e eles desaparece, fica só o Warframe. E tem também a parte que eles descobrem que os espíritos são os malucos vindo de outro planeta, são os alienígenas, né?

?Voz B

É porque ela tem um sonho conjunto, ela vê o sonho inteiro e ela descobriu, né?

MMario

Então caiu um meteoro, o Torrent inteiro, quando ela sonhava, né? Só quando bateu tudo para ela entender o final.

?Voz B

Veja se eu entendi direito. Ela descobre que o meteoro que caiu na Terra numa cartela gigante lá, era um pedaço de um planeta com uma civilização em guerra que estava morta. E aí os espíritos, que na verdade nesse momento não é mais espírito, os fantasmas dessa galera são essas paradas que estão se manifestando na Terra e estão atacando todo mundo porque eles ainda entendem que eles ainda estão em guerra, em conflito, e para eles todo mundo é inimigo. Por isso que eles saem matando geral.

PPedro

Eu acho bem razoável essa interpretação.

MMario

É meio que isso, eu só não lembro se eles morreram quando caíram ou se eles já estavam mortos, mas é algo desse tipo.

PPedro

Não, eles já estavam mortos porque o planeta deles explodiu, né?

?Voz B

E tem um outro rolê, porque todo planeta tem o núcleo, que aí no caso da Terra é a Gaia, né, que chega lá e fala, ó, galera, vocês morrer, vocês volta pra Gaia, né? Pó da Terra, Terra aí, chega aí de volta. E aí dá a entender que o planeta dos caras explodiu no meio da guerra, e aí eles não conseguiram voltar pra Gaia deles, então eles estão internamente em conflito, né? Tem também essa ideia.

MMario

Isso sim é muito kardecista, né? O cara preso no karma dele, que ele precisa se superar, que eles lutam até depois de morto.

?Voz B

Aí vai vir o planeta Hercólubus, né? Lembra desse?

MMario

Hercólubus.

VVivard

E ela diz que eles não são violentos, que eles são bonzinhos, mas que eles estão presos lá, que não sei o quê, que eles acham que tem que atacar tudo. Só tão doidão.

?Voz B

Ah, tadinho, ele não é mau, mas ele só quer matar a galera, ele tá bem louco. Louco, né?

MMario

Quem conhece sabe, né? Quem conhece sabe, né?

?Voz B

Aí ela pega um taco de beisebol, escreve: amansa, louco, né? Aí, por coincidência, esse meteoro gigante aí, ele caiu muito perto, né, da fenda que expõe a Gaia na Terra ali, né? Ou ele abriu, sei lá, mas tá tudo meio junto ali. E aí, né, nessa catança aí de tamo preso, e agora? Opa, um cara foi abrir, foi abrir uma rabeirinha aqui para pedir pro conselho liberar. E ele acabou abrindo tudo e matou todo mundo da base. E vamos fugir, né?

E no meio dessa fuga alucinante aí, os caras formam a party e, ó, vamos lá salvar a gente mesmo e a Terra, se der tempo, né? Pega a nave lá e vamos lá pra esse meteoro, que agora eu sei a verdade.

VVivard

Olha, só pra deixar claro aqui, esse alucinante foi por conta do Chinkoio.

?Voz B

E no meio dessa grande corrida aí, né, Literalmente, porque eles pegam o carro e saem correndo. E é um carro muito videogame, o carro lembra até os carros que tem no grande jogo aí Mass Effect Guerrilla, né, que talvez seja o melhor jogo citado nesse episódio. E no meio dessa fuga aí a gente vai perdendo, né, um a um da párea aí, igual todo Final Fantasy que morre todo mundo. É isso mesmo? Não, nunca. Então não é igual Final Fantasy?

MMario

Sério, assim, raramente morre algum cara. E marca o resto da vida da galerinha, dependendo de quem é. Entendi.

?Voz B

Vai morrendo a galera, morre Steve Buscemi, morre o Ving Rhames, morre a mina que eu esqueci o nome, que a gente nem falou quem é.

MMario

Morreu, morreu, morreu, morreu, né?

?Voz B

Aí as galera, ó, vamos pegar a nave aqui. O pai do 24 Horas fala aí, galera, vamos lá para frente, que tá lá, tá dentro da cratera que tá o último espírito. Ele, caralho, você é brabo, hein, velho? Você achou o bagulho na fonte. É, vamos lá. E aí rola o maior dramalhão. Tem um grande momento que não acontece porque o nosso soldadinho genérico lá fala, eu vou morrer pra salvar vocês, né? Mas aí a galera volta pra salvar ele. Aí é anticlímax pra caralho, tinha que ter morrido aí.

Mas o amor salva e a menina vai lá, vai lá pra cratera. Chega na cratera, no momento que eles chegam lá e falam, vamos pegar o espírito. Aí o mano conseguiu pôr munição no trabuco espacial e tá dando tiro de 12 na Terra. Você não, caralho! A galera, eita, mas a galera tá lá. Ele, porra, é dois coelhos com uma caixa d'água. Mete mais um tiro. E ele começa a virar aquele vilão louco, né? Ele só quer metralhar o bagulho e foda-se.

MMario

Até antes ele não era.

?Voz B

É porque...

MMario

Ele é só o vilão louco percebendo que vai dar merda. Ele perdeu o controle, aí ele começa o all-in, foda-se.

?Voz B

É que nesse momento a galera larga ele, né? Só que acabou o orçamento do filme, não fizeram o filme do soldadinho mandando ele se fuder e ir embora. O soldadinho só sobe da cadeira, né? E ele tem que fazer as coisas sozinho, que começa a sobreaquecer lá a sua shotgun satélite enquanto ele tá dando tiro. E no meio desse rolê, né, a galera fica triste lá, que ele matou o espírito com tiro. Eita, que bosta, né?

PPedro

Shotgun satélite é um bom nome para uma arma do Doom, né?

VVivard

Porra, tem um detalhe que alguém chamou atenção. Quando o doutor aí, o pai do Jack Bauer, fala, não, tá ali, eu achei, não sei o quê, Ele dá um sorriso que foi tão feio, no feio no sentido de falho, no resultado final, que ele tá a cara do Hide the Pain Harold lá. É um sorriso completamente amarelo, o negócio que era pra ser tipo felicidade, porra, achei, vira o Hide the Pain, cara.

?Voz B

E a gente não falou, mas ele é tipo um Sean Connery genérico, né, assim, a intenção ali, né.

VVivard

Sim, sim.

?Voz B

Mas enfim, rola toda uma comoção no final do filme que, caralho, matou espírito, esse filho da puta tá atirando em nós, é, desistir dessa porra. Até que do nada, né, o filme corta, o Ben Affleck tá loucão lá dando tiro nos alienígenas. Que também é outra coisa que a gente não discutiu, mas eles têm uma arma espiritual que mata espírito nesse jogo, nesse filme aí, né?

PPedro

Óbvio, não entendi isso, não se sabe como é que funciona, porque a arma claramente é uma arma física que tem bala, mas mata espírito.

MMario

Os cara faz uma barreira para impedir ele de entrar Então eles faziam uma arma com a mesma lógica. A lógica, foda-se, tá ligado?

?Voz B

Podia ser caça-fantasmas o bagulho, né? Um pouco mais lúdico ali, diferente, né? Mas tudo bem. Quando gera, sei lá, mijo de gato, né? O gato mija na bala, eles atiram.

MMario

É, exatamente. Não, mas deve ser alguma merda dessa, tipo passar um arruda ali, tá? Arma que mata, tá ligado?

PPedro

É círculo de sal, né? Para quebrar magia, né?

MMario

Tipo momento assim.

?Voz B

Aí chega lá quando tudo tá perdido, não tá perdido, galera. Eita, estava o tempo todo dentro dela o oitavo lá, era tudo enganação, era o Tiririca, o último espírito. Ele, ah, sou eu de novo. Aí rola a morte mais desnecessária do filme, né? Porque ela vê que tá tudo indo pro caralho, o cara dá um tiro lá que apaga a luzinha de Gaia. E falei, matou o planeta, fodeu, acabou a vida, né, meu? Pô, agora não tem nem pão de lentilha sem te morrer.

E aí passa o Cthulhu, né, que tem que sair um monstro de tentáculo de um buraco, né? Como desde que George Lucas fez isso, todo mundo tem que fazer, né, galera?

VVivard

Lovecraft.

MMario

Desde George Lucas não, no caso estamos falando de uma obra de origem nipônica. Os tentáculos vêm de outro princípio ali.

?Voz B

O espírito emana no corpo da nossa querida Chun-Li aí. Ela fala: Ben Affleck, dá-me a mão, vamos resolver essa parada. Agora não dá não, tô machucado, que deu uma explosão aí. Eu tô sentindo que eu vou dar uma morridinha aí. Aí ele, eita, então chega aí. E aí ele avua e o tentáculo rouba o fantasminha dele e ela fica triste, melancólica. Mas nesse momento ela consegue passar o antivírus lá através dele e aí tudo fica azul. Isso das cores é, porra, parece uma propaganda, vocês vão lembrar. Pato Purifique, que jogava na privada assim, ficava tudo azul.

PPedro

É isso.

MMario

Não, mas calma, não tava vermelho antes, né?

?Voz B

Não tava vermelho antes, né? E aí mostra a porra toda ficando azul. Aí do nada ela pega o elevador, não sei aonde que instalaram um elevador na cratera ali em tanto pouco tempo, né? Aí a cena é só ela subindo o elevador.

MMario

Os cara que fizeram o domo, quando você menos percebe, eles já fazem as coisas.

VVivard

Os cara que faz a Batcaverna, né?

?Voz B

Toda essa, esses operários subjetivos aí, né? Ela tá com o Beafuck morto lá no braço. Aí, galera, é isso aí, né? Subir no elevador aqui vendo a águia voar e pô, foi louco esse dia. E o filme acaba. Ai, caralho. Olha, para mim, o final desse filme é o que estraga mais ele, porque se fosse um final menos quero ser poético, meia bomba, e mais foi foda, deu tudo certo, a gente teria uma lembrança melhor. Mas é tão merda esse final?

VVivard

Não, não, não, não, não sei. Para mim o final foi a melhor parte, porque finalmente acabou.

MMario

Exato.

PPedro

Ó, já vou dar a minha opinião aqui, porque é o seguinte: eu vi o filme em velocidade 1,5 antes da gravação para ver se dava tempo de lembrar.

VVivard

Eu queria ter feito isso.

PPedro

Eu vi no celular e aí eu fui vendo, vendo, vendo, falei: cara, filme não é de todo mal, né? Não é horroroso. Mas aí vocês estão juntos ali, foi isso que você fez, tá ligado?

VVivard

Talvez ele tenha sido feito pra ser assistido em 1.5.

PPedro

Aí vocês tão me lembrando de todas as merdas que— e tudo que ele é genérico. Aí eu fiquei pensando, tipo, não, beleza, os diálogos são uma merda. Ah, a história é mega genérica. Mas assim, é, cara, não é dos piores filmes que eu já vi na minha vida.

MMario

Ah não, não é. Mas é que é o filme que você esperava muito mais.

VVivard

Fala um filme aí que você acha que ele é melhor.

PPedro

O Escorpião Rei. Esse é o filme que eu mais odeio na minha vida. O Escorpião Rei e a versão cinematográfica de A Moreninha.

?Voz B

A Moreninha é o das Brasileirinhas?

PPedro

Não, é obra clássica, cara. Eu lembro que eu vi para o colégio há 500 anos atrás.

?Voz B

E cara, é um clássico, tem a Juju Pantera, ele sabe, vai até o 12.

PPedro

Caralho! Não, é A Moreninha. Esse é o pior filme que eu já vi na minha vida.

?Voz B

Então Pedro aí desgosta do cinema nacional, gosta só de cinema americano e também não gosta do Egito, galera. Essa que é a review do Pedro.

MMario

É isso, o filme é japonês, cara.

?Voz B

Moreninha nacional e o escorpião rei é Egito.

PPedro

Mas assim, não é o pior filme que eu já vi na minha vida, mas cara, para ver a segunda vez tá visto, não preciso ver a terceira.

VVivard

Olha, realmente assim, tem coisa pior, óbvio, mas esse filme conseguiu um feito que foi assim, eu fui, como comentei, eu fui assistir com meu amigo Vitor, chegou um momento que eu só ouvi assim, você tá dormindo? Cara, foi a primeira e única vez que eu dormi no cinema, cara. E aí eu fui rever ele agora, falei, não, eu vou ver de manhã antes da gravação, porque aqui, né, gravação às 2 da tarde, vou ver antes do almoço que eu vou estar mais de boa. Cara, eu dormi de novo, velho! Nossa, mano, não tinha nem razão para ter sono.

?Voz B

Já sabe a cura da sua insônia, porra, mano! Tem que ter esse filme disponível.

VVivard

Vou deixar ele no celular, quando eu tiver com insônia eu assisto ele, porque quando pegar voo vou botar ele, porque eu nunca consigo dormir em voo, porque assim É tudo tão genérico assim, e aí ele não é bonito também, ele acaba ficando com aquela movimentação meio truncada, sei lá, acaba deixando o filme esquisito, então não é agradável de se ver também. Eu pelo menos não consegui me importar com nada que tava sendo apresentado ali, porque os diálogos são ruins, ele não constrói nada, ele não cria tensão, ele não consegue passar nenhum sentimento, então assim, é 1 hora e 45 minutos de nada.

?Voz B

Isso porque esse filme foi feito pra você, né, Wally? Porque esse filme chegou e falou, pô, o Vivardi não gosta de anime, como é que a gente vai fazer ele ver um anime? Vamos fazer realista.

VVivard

Mas não, mas comentei isso, acho que num episódio que você não tava, numa gravação que você não tava, que eu acho que o problema para mim de eu não gostar de RPG é justamente essa parada japonesa assim. É porque as histórias japonesas no geral eu não gosto, tem um ritmo que não me agrada assim, umas coisinhas meio bobas, sabe? Não me pega de de jeito nenhum.

PPedro

Eu entendo, porque, cara, eu não consigo jogar um monte de jogos que tem uma temática tipo muito anime demais, porque sei lá, não me pega. Tipo, Persona, queria gostar, mas não consigo.

VVivard

E aí, tipo, até o que eu comentei lá do Final Fantasy XVI também, que tipo, porra, eu acho muito brega, cafona assim, sabe? O jeito que eles querem criar as tensões, os conflitos, acho meio bobo assim. Então não consigo me identificar com isso prestar atenção, me importar, sabe? E com esse filme aconteceu a mesma coisa. Então assim, é a origem da história, assim, já começa por aí, né? Claro que eu também não gosto da animação.

Aí que eu ia dizer é que filmes do Miyazaki lá do Estúdio Ghibli, alguns eu gosto, mesmo com aquele ritmo mais lento. Tipo, a animação é muito bonitinha, sabe? O jeito com que é feita a movimentação, ele consegue criar assim personagens que você acha interessantes. Tirando ele, acho que, cara, e alguns filmes, né, tipo o Kurosawa, por mais que seja lento, não sei o quê, eu acho legal. Mas agora essas histórias padrão assim, mais recentes assim, que vem do Japão, raramente me pegam, cara.

MMario

Aí você pega aquele meme do Predador, de um lado é o Vivardi, do outro é o Miyazaki, aí no meio: anime foi um erro, tá ligado? Porque o cara do Ghibli É zoeira essa anime foi um erro, mas ele critica exatamente o que você fala em relação ao anime, que ele fala que ele ficou muito genérico e ele foge da essência humana, esse anime mais moderno, olhão gigantesco, essas coisas, tá ligado?

VVivard

É, até quando não tem, tipo, por exemplo, esse filme tentou ser realista, mas tem o espírito. Essa história é muito ruim, né?

MMario

O espírito interior dele. Recomendo então Ô Vivardi, dá uma lida em mangá do Tezuka, tipo Fênix e tudo mais. Você vai ver como que era outra coisa. Tem uma pegada mais próxima disso que você acha legal.

VVivard

É, eu lembro que eu li o Crayon Freeman. Não sei se você já leu.

MMario

Sim, já, mas não é do mesmo cara não.

VVivard

Não, sim, entendi. Não, eu nem sei o que que esse cara que você disse.

MMario

Crayon Freeman é o mesmo cara do Lobo Solitário, que eu esqueci o nome agora.

VVivard

Ah, é o mesmo cara? Porque o Lobo Solitário, eu lembro que quando eu vi que lançaram no Brasil, eu fiquei interessado.

?Voz B

O Zé Kojima.

MMario

É, Kojima, obrigado.

VVivard

Mas acabei não comprando porque eu vi que eram muitos números e eu não queria começar a ler um negócio muito longo. Mas assim, tem histórias que vêm do Japão que eu gosto, mas assim, a maioria, tipo, não sei se é meio que o que é feito de uma forma mais pasteurizada, assim, mais modo industrial, que não me agrada. Talvez seja isso.

MMario

É que eu acho que a história do Spirit of Eden é ruim independente se você gosta de coisa japonesa ou não. Obrigado.

VVivard

Você é uma prova disso.

MMario

Não, mas isso, eu lembro que assim, eu vi isso no cinema, eu gostei, mas eu gostei mais porque eu achei bonito. Não sei ser tão crítico nesse tipo de coisa. Quando fui rever agora, foi horrível. Eu tentei assistir com a Rebeca e a minha mãe, a gente desistiu. A gente raramente dropa algum filme. E eu terminei de assistir ele porque eu baixei pro tablet e assistia, sabe, em tempo livre mesmo. Foi coisa de ver no celular com velocidade 1,5 na hora do intervalo do almoço, mas ele realmente não me prende e...

VVivard

Só eu que não vi em 1,5 essa porra?

MMario

Mas é isso, é uma história genérica demais. O Shinkoio colocou em palavras muito bem que é isso assim, talvez, né, o Sakaguchi não saiba contar uma história resumida, porque a todo tempo quando ele fazia lá os Final Fantasy, tem todo o tempo do mundo. Até os RPGs ali, as coisas que me pegaram, os RPGs de início nem era o combate. Eu sempre achei o combate em turno meio chatinho, mas era o fato de que como ele era muito simplificado na parte da mecânica, ele podia contar histórias muito longas.

Então você tinha arcos e um monte de coisa, você se apegava ao personagem e tudo mais. E no filme não dá tempo de nada, é tudo jogado no meio ali, ó. Aceita que era assim, olha só, você vai ter que sentir agora foi foda, você vai ter que sentir agora que a perda foi importante, sabe? Parece que ele joga a responsabilidade na mão de quem tá assistindo. É uma responsabilidade muito grande de fazer aquilo tudo te emocionar e não funciona.

PPedro

Muito formulaico, né? Tudo é muito formulaico.

VVivard

É, eu não diria que não dá tempo, eu diria que ele não foi capaz de, porque tem filmes mais curtos que, né, você se importa com tudo.

MMario

É que eu acho que ele não era acostumado a isso, né? Ele era acostumado a ter um espaço maior. Aí você manda um cara que tá acostumado a escrever livros gigantescos falar, agora você vai ter que resumir em 5 páginas a sua história. Aí fudeu.

?Voz B

Não, é importante a gente falar que ele foi o diretor mesmo do filme, né? E o maior link com Final Fantasy que a gente pode encontrar entre o jogo e o filme é ele. E ele tem um papo que o que deixou ele desgostoso, que fez ele sair do rolê até dos Final Fantasy, foi esse filme, né?

MMario

Não, foi a grana, né? Foi porque a Square quase faliu com essa porra. Aí os caras falaram, amigo, não tem como segurar você.

VVivard

Não tem como te defender.

MMario

É, não tem mesmo. E aí tem a minha citação obrigatória, e como todas as histórias que eu conto um milhão de vezes, essa é a última vez porque chegou o assunto. Tem aquele vídeo do canal Mega64 que o Sakaguchi participa e que fala ali todas as vezes que não deu certo, faz outra, faz outra, faz outra, até que ele já tá de saco cheio de fazer Final Fantasy. Ele, na história zoeira da sketch, ele faz o filme para mandar ele embora porque ele não aguenta E aí ele vira um rapper, que é o sonho dele, ser um rapper japonês igual o DJ Ramone.

?Voz B

Aí é legal porque ele saiu desse filme amargo, né? Aí ele falou, vou fazer, vou parar de fazer RPG. Aí ele fez The Bouncer. Quem lembra desse jogo aí? Nosso beat 'em up de Final Fantasy.

MMario

Não sei, é bem isso mesmo. O que ele fez na real, tirando as piadas mesmo, ele entrou em depressão, ele ficou ficou realmente triste, o triste ricaço morando no Havaí, mas ainda assim triste. E aí um amiguinho dele, porque no final o que importa nas histórias japonesas é o poder da amizade, tal de Akira Toriyama, virou para ele e falou assim: não, amiguinho, vamos lá, gambare! E aí ele foi lá e fez uma empresa chamada Mistwalker, que saía RPG ali para Xbox, tanto que tem aquele Blue Dragons, né?

Se eu não me engano, que é ele com Akira Toriyama de novo e fez, esqueci o nome do outro.

?Voz B

Lost Odyssey, que é o Final Fantasy, que não é Final Fantasy o nome, olha o nome.

MMario

Ele é mais Final Fantasy do que os outros Final Fantasy, né, dos que vieram em sequência. E são jogos assim que são muito bem falados, mas infelizmente travados porque saíram para o 360.

?Voz B

Não, e é engraçado porque depois ele fez um do Wii, né, que era depois de ter feito o Lost Odyssey, ele fez um jogo do Final Fantasy, vamos fazer Last Story. O cara não sabe falar que ele tá terminando o bagulho, né? E só para fazer um grande arco do herói, é que antes do Toriyama dar a mão para ele, quem deu a mão para ele foi o Mickey, né? Que ele fez a grande—

MMario

caralho, ele não tava mais lá quando saiu.

?Voz B

Ele fez Kingdom Hearts, porra.

MMario

Não, foi o— ai, caralho, foi o diretor lá do Faroeste. Deve ter, porque ele tinha o nome de tudo enquanto ele tava lá.

?Voz B

Então é isso, galera, a gente fala informação de cabeça. Esse episódio é um— a gente tá gamificando o episódio. Você vai lá e confere se a gente falou verdade ou não e comenta pra gente engajar entre comentários.

MMario

Não, mas é do Tetsuya Nomura. É que o Tetsuya Nomura, ele é o character designer do Final Fantasy VII, se eu não me engano. Então ele tem o espírito muito de Final Fantasy. Ele foi o diretor do XV, se eu não me engano, também. Só terminando então, e aí no Mistwalker ele termina fazendo o Fantasia, né, o Fantasia, porque ele também não sabe superar Final Fantasy mesmo.

?Voz B

Ah, entendi. Mas voltando ao episódio, né, agora minhas considerações. Se tem uma coisa que não tem o espírito de Final Fantasy é esse filme, né, o que é um grande paradoxo aí, né. Uma pergunta que eu ia te fazer, Mário: o Cid nesse filme aqui tá curado? O doutor chama Cid?

MMario

Cid é qualquer coisa, cara. E tem episódio que ele é o rei, tem episódio que ele é o aviador, tem episódio Porque ele é o homem da esquina.

PPedro

Você não pegou a referência do Chinkoio.

MMario

Acurado de o quê?

PPedro

Não, CID. CID é Código Internacional de Doenças. Qual que é o CID dele?

MMario

Não, você tá ligado que nunca foi isso que o Chinkoio falou.

VVivard

Chinkoio nunca trabalhou com carteira assinada, ele não sabe essas coisas.

?Voz B

É verdade.

PPedro

Nunca meteu um atestado, né?

?Voz B

Não, porra. Eu fico tão triste quando eu vou em médico ali, você quer um atestado? Aí Ele me dá o atestado e eu viro o Chaves comprando churros, tá ligado? Eu não vou trabalhar hoje, mas como não, aqui meu atestado. Ai, caralho. Mas voltando a Final Fantasy, o espírito aqui dentro, né? O espírito não veio, galera. O filme, para mim, ele é um grande tech demo da grande tecnologia do Pentium 3 de 2001 aí. É aí que ele brilha, né?

A gente pode usar ele como um um objeto de estudo de como estava a tecnologia naquela época, assim, né? Nesse espírito do tempo, eu acho que ele tá muito alinhado. Mas como obra cinematográfica, né, pô, o filme que só perdeu pra Titanic de orçamento na época aí, né? Nem sei como é que tá hoje atualizado esses valores aí. Atuação e o caralho, é um filme que deixa muito a desejar aí, é um desperdício de um monte de coisa. Mas ele tá ali, né?

Serviu aí pra acabar com muitos paradoxos. E eu fico muito chateado que ele falhou tão grave que ele criou a ideia de vamos criar ator digital para não pagar ator, né? E hoje em dia a galera tá: vamos criar tudo em IA para não pagar os artistas, mas chama o ator para dar cara aí, né? Chama o Tupac aí, caralho! Vamos licenciar o Tupac. Aí é foda, né?

MMario

É o preço de querer estar na frente.

?Voz B

Mas é bom quando quem tá na frente faz a cagada e ninguém mais copia, né? E aí algumas modas não pegam, né?

MMario

Mas é real, é bem É isso mesmo, onde acertou e onde errou foi ótimo, tá ligado? As merda que ele fez foi pra galera não repetir mesmo.

?Voz B

Notas, galera. Minha nota pra esse filme aí, eu já vou me adiantar, eu vou dar nota 2. E nota 2 pra mim é tipo, se viu, azar o seu, não precisava. Só se você quer estudar pra ver esse filme aí, mas pra diversão não rola não. Vai jogar Red Faction Guerrilla ou Mass Effect. Mass Effect, galera, tem essa trilha, né? Mass Effect tem como inspiração do visual esse filme. Tá aí para quem ele serviu.

VVivard

Olha aí, eu vou dar nota 1 porque não merece mais que isso mesmo. Vai próximo.

MMario

Eu vou dar 2, nem preciso explicar. É, se você assistiu o filme, se passou de 2, você tá errado. Aí o Pedro ainda fala 3, né? Tá ligado?

PPedro

É, pois é, eu vou estar errado e vou falar 3.

?Voz B

Brigando com o patrão.

VVivard

É para facilitar a conta da média, é, é, viu, Rivardi?

MMario

Que cagou, era para você dar o 2, entendeu?

PPedro

A questão é alinhar expectativas, entendeu? Assim, vou com expectativa nenhuma.

VVivard

Mas aí que tá, a minha expectativa tava zeradaça, porque eu já tinha assistido, eu não lembrava de absolutamente nada, eu lembrava só que era uma grandissíssima de uma merda. Eu assisti e concluí que eu estava certo, era uma grandissíssima de uma merda. Imagina se eu tivesse com expectativa.

PPedro

Não, mas para mim nota 3 é Então, cara, beleza, não me ofendeu, entendeu?

MMario

Me ofendeu.

VVivard

Ah, não, então tá certo, porque me ofendeu, me ofendeu, me ofendeu.

PPedro

E é isso, né, gente?

?Voz B

Temos o episódio, temos o episódio aí, nosso review, nossa conversa gostosa sobre esse filme aí que é tão desgostoso, né? Se você prefere gastar uma hora e meia ouvindo nós do que vendo esse filme aí, você está correto, que acabamos de provar esse ponto. Obrigado todo mundo aí. Qual que é o recado final, velho?

VVivard

É isso aí, segue a gente em todo lugar, dá 5 estrelinhas onde você ouve. Se quiser colaborar com nós, tem nosso email, mateuschef@gmail.com, é uma chave Pix, tem Laurelo, e é isso aí.

?Voz B

Vale a palavra aí.

PPedro

Entre nesse clube você também.

VVivard

É, e ó, é melhor dar essa grana pra gente do que botar em bet, hein?

MMario

Isso é verdade, isso é verdade.

?Voz B

Beijos, valeu!

VVivard

Créditos do episódio: Fernando Vivaldini, trilha sonora, edição e pauta; Guilherme Barata, identidade visual e pauta; Amálio Perim, pauta; Pedro Azevedo, pauta.

?Voz B

Ô, mas tá, dá um mute aí que Cecília tá participando.

MMario

Eu tô vendo, mano, ela tá berrando nível. Eu olhando só porque eu deixo sempre o gravador ligado e fico olhando para ver se tá vazando alguma coisa. Eu, caralho, mano, dá um mute aí.

PPedro

Resposta, eu vou lá.

MMario

Não, mas é só na minha gravação, né, caralho? Não, mas tá, eu vou ver se ela tá bem.

?Voz B

Na verdade tá rolando abertura do Smallville aí.

MMario

Porra, calma aí rapidão.

?Voz B

E ele não pôs o mute, olha que filho da puta!

VVivard

Ele nunca põe, acho que o mute dele não funciona.

?Voz B

Caralho, mano, já temos o extra aí, ó. Filha dele virou um calhambesse tentando pegar aí, ó lá.

MMario

Mãe, mas a porta tá fechada.

?Voz B

Caralho, a porta fechada lá. Estava vazando, tá vazando ainda, Mário. Você não pôs no mute, ó o que acontece.

PPedro

Ele tá em outro cômodo, tá em outro lugar.

?Voz B

Tá vazando você falando do outro cômodo, né? Tá vazando tudo. Não tá, né?

VVivard

Já tínhamos o West fazer.

?Voz B

Caralho.

MMario

Pronto, fui pai responsável, liguei desenho animado.

?Voz B

E o Mercado Livre trouxe a minha tampa de privada, eu vou lá pegar rapidão. Continua aí.

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