The Alters
Em um episódio que precisou de muita capacidade de persuasão para acontecer, Mario, Pedro e Vawned contam suas experiência com The Alters, um game bem diferentão que faz a gente nas decisões que tomamos nas nossas vidas! Bora lá conferir!
Letra da versão
Eu vi o trailer de um jogo novo
Um tal de Alters, que não era caro
O backlog ia aumentar
Mas eu fui lá e comprei
Viver no espaço com montão de gente
Tendo somente uma coisa na mente
Quem eu seria se mudasse algo lá pra trás?
Pega um mané e tira o DNA
E o efeito borboleta
Pode te impressionar
Pega um mané e tira o DNA
Faz uns clone bem louco
Sabe lá no que vai dar
Escolhe:
Um Tecnico bronco!
Um cientista doido!
Um mineiro coxo!
Mario
Pedro
Vawned
- Construção de varandas em prédiosTécnico · Cientista · Minerador · Botânico · Lei Rouanet · Tabula Rasa · Sexualidade fluida
- O Prólogo de The AltersChegada em planeta desconhecido · Perda da tripulação · Base em forma de roda gigante · L Corp e mineral Rapidium · Sistema de três sóis
- Filosofia de jogo e metodologiaExploração e coleta de recursos · Construção e configuração da base · Gerenciamento de tempo e urgência · Satisfação e moral dos alters · Tempestades solares
- The Alters: Introdução e mecânicasBase building · Sobrevivência · Gerenciamento de recursos · Relacionamento com alters
- Fim dos Jogos GladiatoriaisDesafio final de ação · Decisões binárias e epílogo · Final da corporação · Final do Botânico · Segredo do planeta
- Etica e MoralCriação do Tabula Rasa · Uso de chips de monitoramento · Dilema ético e segurança · Rebelião de alters
- O fator replay e a saturação de conteúdoExperiência intimista · Não é para todos os públicos · Valor da primeira jogada
- A banda e a música 'If I'Momento de tranquilidade e filosofia · Composição musical colaborativa
- Situação do técnico e comissão técnicaVisita ao subconsciente de Ian · Decisão do computador quântico · Fuga com o veículo do técnico
- Origem do nome VawnedVan Damme · Magic
Eu vi um trailer de um jogo novo, um tal de alter que não era caro, e o backlog ia ao comentar, mas eu fui lá, comprei. Vivo em um espaço com um montão de gente, tendo somente uma coisa em mente: quem eu seria se mudasse algo lá para trás? Pega uma mente, tira o DNA, e o efeito borboleta pode te impressionar. Pega o mar, né, e tira o DNA. Faz uns clones bem loucos, sabe lá o que vai dar no scanner. Um técnico bronca, consciente está doidão. Ó, um mineiro cochou. Matei o chefe.
E é isso, meus amigos, estamos aqui com o Mateus Chefe. E se você já tá reconhecendo essa voz meio fanha, já sabe que não é o Chinkoio e muito menos o Vivardi. Quem tá aqui é o Mário para falar do quê? De joguinho que só ele e poucos outros amigos gostam. Estamos para falar de The Alters. E tamo com quem também para falar aqui com a gente? Tamo com o Pedro.
Olha, eu queria muito conhecer o meu alter que virou milionário para ver se ele teve uma vida mais ou menos miserável do que a minha. E além de tudo Hoje nós estamos com um convidado extremamente especial, nosso querido novo amigo, Valned.
Olá, pessoal, eu sou o Valned e eu tenho alter. O Mário inclusive já encontrou uns alters meus pela internet.
Isso é verdade.
Eu cheguei a ver um alter meu pessoalmente uma vez, de longe, mas não consegui falar com ele.
Como ele tava fazendo compras, esse era o alter mercado.
Nossa, cara, nossa. Jesus amado, eu não vi isso.
Mas eu já adianto que pra mim o Valned, ele é o alter Walter do Vivardi. O Vivardi que zerou o jogo, porque a voz pra mim é muito parecida. Aí, galera, quem achar, concorda ou me chama de louco aí nos comentários, mas eu já tô achando isso.
É, terminar eu terminei.
Tô dizendo desde já que você é meio louco.
Vamos aí pro episódio, primeiro secadinho do Vivardi aí, o Walter do Valned, e vamos aí.
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Mas só para começar, eu chamava de Valned, mas é Volned, você mete o som correto aí. Qual que é a origem disso daí? É velho.
É de 2005, quando eu era muito, muito pequeno, jogava Magic.
Lá em Barbacena.
Não, eu sou do Cármens. Eu jogava Magic, aí um dia eu cortei o cabelo bem curtinho e fui com uma camiseta regata. Eu tinha o quê? 12, 13 anos. E aí subi na loja, o Bill, falecido Bill, olhou pra mim, que era o dono da loja, e deu um gritão, Van Damme! Falou que eu tava parecendo o Van Damme, por causa do corte de cabelo e os músculos do braço.
Olha que louco, hein? Caralho!
Caraca, hein?
Caralho, hein?
12 anos, hein? Aí ficou o Van Damme. Por um tempão. Eu entrei pra trabalhar no Senac e a galerinha fazia variações do nome. Era Dami, Daminho, Vanda, Vã, até que ficou só Vã por muito tempo. E aí, se você voltar um pouquinho no seu tempo aí, um pouco mais de 20 anos, você vai lembrar que uma das modas na época era o ônits.
Ah, esse eu lembro, esse eu lembro. Era o foi trollada, né?
Tipo, é, era o foi trollado, era o ônits. E aí eu juntei Vã com ônits, transformei em Vono.
Ah, entendi. Não, mas calma aí, então é Vanned, aqueles assim, né? Se atrapalharam.
É, e aí eu uso esse nome todo lugar da internet desde 2005.
Bacana, bacana. Que hoje a gente vai falar do The Outers. E se eu não me engano, você foi o primeiro amigo meu que eu vi jogando, e foi até o primeiro que terminou, né? Você já tava indo atrás do jogo? Como é que foi?
Eu lembro de ver os trailers e achei muito interessante. Aí fiquei de olho esperando pra jogar. Lançou o jogo, já comprei. Coloquei a esposa pra jogar também. Ela jogou um pouquinho, ela não chegou a terminar.
Ah, ela não zerou?
Não, mas chegou bem no fim, chegou no terceiro ato.
Eu gosto muito dessa expressão do tipo, coloquei a esposa pra jogar, porque parece que ela vive em cárcere privado, né?
Mas Pedro, a gente que é casado aí também, a gente sabe que é meio que isso mesmo.
É, não, assim, pra estar casado comigo, ele não deve ser de livre e espontânea vontade, né?
O advogado tá dizendo isso, viu?
Não deve ser de verdade.
E você zerou duas vezes, né?
Dili duas vezes e eu joguei back to back. Assim que eu terminei, eu já comecei outra.
É, eu lembro bem disso, que eu não tinha terminado a primeira e você já tava assim, não, porque na segunda vez é mais tranquilo. Eu falei, filho da puta, a internet tá aqui, me fodeu. E uma foi no Steam Deck até, né? Você me falou.
Na verdade, eu joguei exclusivamente ele no Deck.
As duas vezes?
As duas vezes.
Caralho, como que foi? Porque eu tentei jogar um pouco no Deck e eu achei a qualidade bem a desejar, porque ele exige muito graficamente em alguns momentos, né?
Exige sim. Dá pra jogar.
Duas vezes, por sinal, né?
Não é horrível. Assim, é lógico que se você jogar no PC ou lá no seu console de escolha, ele vai ficar melhor, né? Vai ficar bonito e tal. Mas também, por mais que é um jogo bonito, não é o foco do jogo, né?
Não é a coisa principal.
Não é tipo jogar o E33. E33 dá pra você jogar no Deck? Dá pra você jogar.
Você deve?
Jamais.
Verdade.
Porque o jogo é uma beleza visual gigantesca e você vai estar perdendo sua experiência. Eu, até que dá, mas muito tempo do meu play também eu fiz streamando do PC.
Ah tá, isso que eu ia falar, você é master race total, já vê pelo nick, né? Vono, e o cara já tá na—
Então, com streamando ele roda bem de boa. Não sei o que a galera sofre com o negócio de streaming, que você vê direto na internet, o cara fala, ah, usa o Moonshine, Sunshine, fica bom. Eu sempre usei o Remote Play da Steam, nunca tive problema.
Mas e você, Pedro? Conta a história de como você foi obrigado a jogar esse jogo.
Bom, novamente, né, porque não surpresa para ninguém nesse podcast. Eu fui obrigado pelo meu patrão Mário a jogar o jogo, porque na verdade é o seguinte: ele entrou no Game Pass, eu achei interessante e tudo mais. Aí o Mário falou: Pedro, joga que é incrível. Aí eu falei: ah, deixa eu dar uma olhada. E eu vi que ele tem muito da mecânica de gerenciamento de recurso e tudo mais. Eu falei: Mário, não vou jogar porque não tem nada a ver comigo, eu não gosto desse tipo de jogo de gerenciamento.
Ele: cara, eu sou seu patrão, eu estou mandando que você jogue. E aí eu, bom funcionário do Mateus Chef que sou, como gostaria de ganhar a minha plaquinha de funcionário do mês, aí eu fui lá e joguei de fato assim, né? Pra variar, Mário estava certo e eu estava errado, né, patrãozinho?
Não, não, sendo justo, eu tava certo dessa vez porque eu te fiz jogar South of Midnight inteiro.
Pois então, né?
Que só eu gostei. Eu e o Cogu gostamos desse jogo no mundo, ninguém mais gostou.
É, não, South of Midnight é... Bem difícil, né, pra falar o mínimo. Mas aí eu joguei, cara, e fiquei meio obcecado também. Pra mim, assim, eu sou muito fã de jogo com história e a partir do momento que começou a rolar história mais pesada, a mecânica ela é um saborzinho pra história, pra uma boa história ali, eu acho, na minha opinião.
É um artifício quase, né?
E aí eu fiquei muito maluco e aí terminei o jogo amarradação.
Eu tenho uma visão desse jogo, pra mim The Outers é o melhor visual novel que tem no mundo. Tá ligado? Porque ele meteu um jogo ali pra você não perceber que você tá num visual novel, tá ligado? É, é. Porque assim, tem uma polêmica que só eu levo a sério essa polêmica na vida, ô Volned, aqui no podcast, que eu falo que jogos não são bons pra contar história.
É errado, é errado.
E o meu pensamento é assim, ou é jogo ou é história.
Você tem direito a errar.
Ah não, com certeza. Eu não estou, mas eu tenho esse direito. Mas o meu pensamento é que assim, Ou o jogo vai ter a parte da jogabilidade muito acentuada, e aí a história sofre com isso. Ou o inverso, ou ele tem uma história sensacional, aí você fala, ah, é, né? E o que eu joguei nisso? O Dispatch, por exemplo. É um jogo que tem uma história sensacional, e às vezes você para e fala, mano, o que eu joguei aqui? E pra mim, o The Authors, ele conseguiu encontrar ali o ponto certinho, pra mim.
Mas já deu pra perceber, né, que a esposa do Vomi de novo zerou. O Vivard e o Quinho estavam jogando. O Vivard não conseguiu passar de 2 horas. O Quinho chegou no meio e falou, ah, não é pra mim, e largou. Então assim, não é pra todo mundo, né? Mas vamos lá, o que é The Outlast? Como você resumiria The Outlast aí, Vonnegut?
Eu diria que é um jogo de base building, você construir sua base e sobrevivência. Só que não é um jogo de sobrevivência, tem um negócio que eu detesto, que eu não encosto. É... sabe quando sai um... veja tal jogo tal. Vai lançar. Aí o cara nasce e começa soco em árvore.
Nossa, eu fico maluco com isso.
Ark Evolved, é isso? Você gosta disso, Pedro?
Não, detesto.
Ah tá, não, vocês estão falando tipo Ark Evolved, que o cara mostra o cara dando soco em árvore, aí depois ele tá com um MechaGodzilla pilotando.
Tem tipo 200 jogos desse jeito, que é o Survival 5, os caras falam. Eu detesto, eu fiquei um pouquinho com medo que fosse alguma coisa desse tipo. Até tem um pouco, né? Se eu for ver, vai lá minerar e tal.
É o simulador daqueles cara da Indonésia, daqueles vídeos do YouTube que os cara tá no meio da floresta lá e constrói uma casa no barro. Já lembro de uma época.
Mas eu acho que ele é mais focado em você distribuir sua base e ter o relacionamento com os outros que você vai criando, né? Na primeira vez que eu joguei, eu sofri pra caralho. Sempre consegui tudo, terminar tudo no último dia.
Sério?
Ou às vezes não conseguia Tinha que dar um load ali pra voltar uns 3 dias, tentar otimizar. Não tinha problema com fome, por exemplo, coisa que tem nesses outros tipos de jogo. Eu acho que sim, é um base building com relacionamento de galera. E de vez em quando você sai andar.
E você falou, os Alphas, quem são eles? É o grande ó do jogo pra mim, foi o que me atraiu.
E é legal porque, óbvio, a gente vai entrar nisso, mas assim, você e eu, a gente ficava batendo bastante no grupo que era, olha, não são clones. Óbvio, não deve ter sido eles que inventaram esse negócio, mas assim, mas é um conceito bem interessante, bem espertinho você conseguir colocar as várias personalidades e contar a história que eles queriam contar de fato, né? Suas escolhas te moldam, ou enfim, quem é você, quem você vira, né?
É porque os alters, eles são cópias suas, mas como o Pedro disse, eles não são necessariamente clones. Você tem uma habilidade E você precisa de pessoas pra te ajudarem com habilidades específicas. Essas pessoas são cópias suas que tomaram decisões diferentes na vida, então elas foram parar em outro lugar. Eu não sei vocês, mas assim, eu tenho pontos na minha vida assim que eu penso, mano, se eu tivesse feito isso e não aquilo...
Acho que pra gente, principalmente escola, lembra muito isso, saca? Tipo, se você mudasse de escola ou não mudasse, os amigos que teriam, as pessoas que conheceriam tais pessoas. O que que teria acontecido? Eu não sei se vocês pensam nisso assim.
Nossa, sem dúvida, eu penso nisso direto. Esse jogo me fez muito pensar sobre a minha própria vida, minha trajetória, o que que eu fiz assim até agora e quais foram os pontos de virada da minha vida.
Me pegou muito. Sim, sim. Fazendo já a do chinkoio aqui, eu não me aprofundei muito.
Eu pensei que você ia falar de Mega Man.
Ah não, é, você também fala de Mega Man de algum jeito.
Mega Man é bom.
Pera aí, a desenvolvedora é a 11bit? Studios, desenvolvedora polonesa. E ela, além de desenvolvedora, ela também é publicadora, né? Então assim, como desenvolvedora ela vai ter os mais famosos ali, Frostpunk, This War of Mine, e agora o The Alters. Mas como publicadora ela tem inclusive o Indika, que a gente já fez episódio aqui. Tem vários outros ali, Moonlighter, e uma série de joguinhos que a gente gosta bastante. Vocês chegaram a jogar algum outro jogo da Eleven Beat.
Não, mas é engraçado que você falou do Indika. Eu tava com vontade de jogar também, mas aí depois de ouvir o episódio que vocês gravaram, eu perdi a vontade de jogar. Mas aí entrou no Game Pass, aí quem sabe, né? Vamos ver se a magia do Game Pass me faz jogar gastando um total de R$0, que aí é o jeito mais gostoso de jogar.
Mas e você, Valned?
De publisher joguei o Moonlighter.
Ah, Moonlighter é foda.
Joguei um pouco do Shin of Morta. Eu tô esperando o 2 sair do Early Access. E pegar ele. Tô olhando aqui na lista deles, né, eu tenho esse Anomaly, foi um dos primeiros jogos que eu comprei no PC, inclusive narrando, bombando, e eu me recuso a jogar This War of Mine.
É, então eu queria tocar nesse ponto. This War of Mine, para quem não sabe, é um jogo também de base building de certa forma, mas ele se passa durante uma guerra e mostra o lado dos sobreviventes, não dos soldados, dos civis que estão tentando sobreviver durante essa guerra. E assim, o jogo é triste. Eu acho que essa é a maior definição. Assim, eu não consigo imaginar eu jogar esse jogo e chegar num resultado feliz. É tipo, quanto tempo você aguenta até a miséria completa arruinar a sua vida?
Aff, cara.
Tá ligado? E assim, ele tem um tema maravilhoso.
É um jogaço.
É, então ele deve tocar em pontos ali fodidos. Mas eu não consigo chegar nisso, tá ligado? A sensação que eu tenho, Voned e Pedro, é que assim... Os caras da 11 Bit viraram assim e falaram, ô, a gente pesou demais aqui, né? Vamos dar uma aliviada no nosso próximo jogo. E usaram meio que toda a expertise que eles têm, porque tanto This War of Mine quanto Frostpunk são jogos de base building fodidos, maravilhosos, ninguém fala mal.
Mas vamos fazer uma versão pra iniciantes, vamos tentar trazer a galera pra esse mundo com algo mais leve, com somente questões existenciais, Tá ligado? Só mentira.
É, não, cara. Aquele jogo que as pessoas falam, meu, puta crítica social, esse jogo é muito necessário, sabe, meu? Mas é que tá, de fato é, mas porra.
Mano, This War of Mine é tristeza. Mas aí a gente tem o The Alters. Por sinal, até alguns vídeos de trailers, eles falam assim, ah, você gostou do War of Mine? Joga The Alters e tal. Porque eles são bem próximos ali em mecânicas, né? Mas aí tem esse ponto. Que é de certa forma o prólogo do jogo, né? O jogo ele é dividido em 3 atos e ele tem alguns interlúdios e viagens e tal, e ele tem um prólogo e um epílogo. O prólogo eu acho que ele faz um tutorial bem bacana de explicar o que acontece.
E aí acho que é legal falar desse, desse prólogo, aí depois a gente fala das mecânicas, depois é por conta e risco da galera que quiser continuar ouvindo, tomar spoiler ou parar e jogar. O jogo começa com você pousando num planeta completamente desconhecido.
Não foi bem um pouso, né?
Pousando é um termo pouco forte, né?
É, pousando porque ele chegou na Terra, landing, sabe? Eu pisei nesse termo, mas ele tá no escape pod.
Você nota já de começo que você se fudeu, assim, você é uma pessoa que acaba de pousar de forma não esperada num planeta e você sai desse escape pod e fala, ok, eu preciso achar os outros membros da tripulação que estavam comigo Onde que eu tô? Quem sou?
É aquele meme, onde é que eu tô?
Onde que eu tô? E aí ele começa a sair da escape pod e começa a explorar o planeta. E aí tutorial de como escalar, de como andar, como correr, essas coisas, né?
Primeira coisa que você já encontra é que todo mundo morreu, né?
Isso.
Importante lembrar que você não é ninguém importante também, né? Você é só um carinha normal ali, tripulação, trabalhador comum. Isso não é chefe, capitão, nem nada.
Exato. O primeiro pod que você vê, ele tá piscando vermelho e você vai ver é a capitã. Aí nesse momento você já sabe, o jogo é woke. A capitã é woke.
É uma mulher.
O personagem principal, né, o nome dele é Jandowski, ele foi chamado ali como construtor. Isso é um negócio que na primeira vez que eu joguei eu nem me liguei, mas depois faz todo sentido. Afinal, você que vai construir a base, né? Por isso que toda hora faz um módulo tal, ele, claro, plim, tá ligado? Tipo, pô, como é que esse cara fez isso, né?
Ele é bom.
E aí ele segue ali, ele encontra primeiro a capitã, depois ele anda mais um pouquinho, ele vê que o resto da equipe toda, ele recebe um monte de sinal ali de um monte de cápsula, morreu todo mundo. E ele encontra a base dele. A base dele eu acho muito interessante o design, porque ela é tipo uma roda gigante, tipo não de parque de diversões, mas é como se fosse um pneu, mas também, né, é dando uma volta ali. E aí no meio ele constrói a base, um design feito para você poder ir para qualquer superfície e tudo mais.
O que eu achei estranho, isso eu não sei se vocês sabem a resposta, mas aquilo não é a nave dele, né? Quando que mandaram? Cadê a nave? Como que mandaram essa base? Tipo, isso é para mim a única parte que não tem explicação nenhuma. Aí foda-se, tá ligado?
Ah, Suspensão de descrença, tá lá porque tá lá e é isso aí.
Que ela é mó gigante, né, tá ligado? Mó trambolho assim. E aí ele vê a base no longe, né, ao longe aliás, não tem como fugir dali, ele consegue olhar aquela base e logo ele recebe um aviso de chuva ácida, chuva radioativa, alguma coisa assim, né? E aí você tem que sair correndo e chegar na sua base. Ele chega na base, vê se mais alguém ali tá vivo, se alguém conseguiu Obviamente, né? Senão não ia ter jogo. E ele descobre que ele tá sozinho e ele tenta contato com a Terra e o sinal tá bem cagado.
A única coisa que ele consegue entender é perigo iminente, aproximação do Sol, umas coisas assim. Uma coisa que você acaba descobrindo depois é que você faz parte de uma empresa chamada L Corp, é uma empresa de mineração. O objetivo, ela tá procurando, quer dizer, entre outras coisas, né, é encontrar um mineral raro chamado Rapidium. É um mineral que chegou na Terra por algum meteoro, alguma coisa assim. Eles encontraram, conseguiram, usaram ele pra desenvolver... Ele serve pra potencializar o crescimento, é uma coisa assim, não é?
É o MacGuffin do jogo.
MacGuffin? É, é o MacGuffin. Isso daí de One Piece, eu perdi.
Não, MacGuffin é um TV trope. O objeto ali do plot que precisa dele, não tem que saber a explicação geral, a fundo, como funciona. Funciona.
Ah, entendi, entendi.
Funciona porque funciona.
É, ele é uma substância que ajuda no crescimento rápido das coisas, daí os caras deram esse nome super criativo de Rapídio, tá ligado? E o que acontece, a nave, né, a sua exploração, sua base toda, ela é equipada com computador quântico e esse computador ele fez a análise da trajetória. Quando vocês saem na missão, vocês não sabem onde vocês vão parar, não sabem onde vocês vocês vão chegar. O computador que vai definir onde ele consegue identificar que existe maior possibilidade de encontrar o Rapidium.
E aí ele encontra esse planeta, né, você tá todo mundo dormindo no sono criogênico, e ele encontra esse planeta e cai lá. Só que no momento de entrada acontece algum problema, todos morrem e só fica você. Outra coisa que você acaba descobrindo também é que o crescimento do Rapidium tá ligado a sistemas de 3 sóis. Alguém viu ou leu aquele problema Os Três Corpos? Isso, Proan dos Três Corpos.
Não, não, mas eu sei do que se trata.
Eu não sei, eu tenho amigo que é fissurado nos trem, mas eu não cheguei a ver nada.
Eu li o primeiro livro, achei ruim em algumas partes, interessante em outras, e vi o seriado lá na Netflix, que aí é— todo mundo sabe o meme da adaptação Netflix, né?
Sim.
Mas o esquema, isso é uma realidade, é que assim, se um planeta tem 3 sóis girando ao redor dele, você não consegue prever quando esse sol vai chegar, a não ser quando Está muito perto, né? Tanto que no livro a história é essa, é de uma raça alienígena que é de um planeta que tem esses 3 corpos e como eles se adaptam pra conseguir se desenvolver e tudo mais. O jogo, não sei se pegando carona nisso ou na cagada, porque as duas coisas saíram meio que na mesma época, né?
Ele usa a mesma lógica pra dizer que o quê? Você não pode ficar parado no mesmo lugar muito tempo, porque de tempos em tempos um dos sóis se aproxima e, meu, destrói tudo que tá lá. Então você tem que ficar em movimento a toda hora. E isso também tá relacionado com esse mineral rapidium, porque é uma forma natural ali do planeta de crescer em alta velocidade. Porque como ele tudo se perde muito rápido, tudo tem que se recuperar muito rápido, né? Então é basicamente isso o motivo de você ter ido para aquele planeta.
É, o planeta vive num ciclo regenerativo, né?
Isso você percebe muito rápido.
Você se fodeu, né? Você recebe a informação de que os sóis que fazem parte desse sistema, eles vão fazer o ciclo natural deles e a superfície do planeta vai ser bombardeada com radiação.
Você estando lá sem nenhum tipo de proteção, você estando lá, né, já basta para estar na merda.
Exato. Você estando exposto a essa radiação, você vai de camiseta de saudade, né? E aí você tem que tomar providências para isso. O Guian, ele Fala, cara, eu estou sozinho aqui nesta caceta e eu não consigo fazer tudo que eu preciso sozinho. Ele sabia do computador e o Comunica desses, de alguns estudos que falavam que, olha, esse Rapidion ele pode ser usado também pra fazer algumas experiências como algo similar à clonagem, né, como a gente colocou.
O que rola na verdade, a ordem ali basiquinha, né, ele chega lá na base e tal, e aí ele vai atrás de matéria orgânica e tudo mais pra ele conseguir fazer lá o mingauzinho dele e sobreviver. E aí, no meio dessa— desse caminho... E eu acho que o design do jogo é bem legal nessa parte de exploração, porque ele fala assim, ah, quando você vê fumaça azul, é matéria orgânica. Aí você vê, mas você não consegue chegar no lugar, então você dá uma volta.
Enquanto você dá essa volta pra chegar, você encontra o Rapidion. E aí você avisa os caras, né, essa vozinha estranha aí, que você encontrou o Rapidion. Aí ele, porra, que da hora! Aí meio que os caras assim, ah, então vamos dar um jeito desse cara viver, né? Porque se ele encontrasse a PID, eu ia ser assim, ai, que pena, amigo. Não deu.
É, boa sorte, vai comendo seu mingau aí até chegar o sol e você virar farofa, né?
Exato. É tipo, foda-se, mas aí você tem minha atenção, tá ligado? Ele sabe dessa história do sol vindo e a orientação que dão para ele, ele fala assim, então, mano, vaza daí, segue o seu caminho para fugir do sol. E quando ele tenta ligar os equipamentos, dá uma merda. O equipamento quebra e ele tenta de novo e aí quebra de vez, assim, ele não sabe consertar. E aí ele fala de novo pra base, os cara fala, mano, dá uma olhada ali no computador quântico.
Ele, ah, mas eu não tenho acesso, eu não sou o capitão. Ele, ah, agora você tem. Dá um acesso pra ele e quando ele acessa o computador quântico a primeira vez, primeira coisa que acontece é que ele apaga todos os dados dos outros caras da missão. Até acho que é a única vez que você vê os nomes da galera ali. E só fica o seu. E você acessa um negócio ali, né, que é bem interessante, que é como se fosse uma linha do tempo da sua vida inteira com os momentos-chave.
O computador quântico já define quais são os momentos-chave e você pode ler. E aí ele vai mostrar ali uma parte ali que uma menina foi assaltada e você ignorou e saiu andando em vez de ajudar. Aí ele conta sobre a parte da sua mãe, que sua mãe tinha uma doença terminal e você decidiu ir pra faculdade ou coisa assim. Assim, eu não lembro exatamente todos os pontos, mas ele tem vários pontos ali de você não ficando junto com a sua mãe.
Depois você encontra uma namorada, depois vira sua esposa. Você tá super feliz que você está progredindo, ganhando dinheiro. A empresa que você tá quebra, você perde o dinheiro. Você recusa que a sua esposa vá para o exterior. Tem uma série de historinha ali que chega até o ponto onde vocês se divorciam. Você tá na merda, você vira Uber. E aí, último ponto, ele falar: não, vou tentar ir para essa missão. Só que cada nodo desse, alguns nodos, né, especificamente, depois você descobre que dá para você tomar decisões diferentes, né?
É, e a galera fica com medo do Google saber de sua vida, né, mano? Isso não é nada.
Eu tava pensando nisso, né, porque o Ian fala assim: como é que vocês sabiam de tudo isso? Aí a resposta na minha cabeça foi automática: é isso que dá ficar dando CPF na farmácia.
Mas não é porque eles não fazem essa leitura com base no DNA dele?
Não creio que seja DNA.
Eu sei, porque claramente no mundo real não vai ter esse tipo de informação no seu DNA, mas né, nesse mundo de fantasia, eu achava que era algo por aí.
Pode ser por aí.
Eu acho que deve ter alguma leitura do cérebro também que pega todos esses negócios.
Sim, Sim, que o DNA, né, é só para construir o primeiro ali, né. E aí ele faz o primeiro alter dele, né, que é o técnico, né, é o técnico, que é o que você mais ama e mais odeia. Não sei vocês ali, mas ele para mim ali, ele é o contrapeso perfeito ali.
Eu gostava bastante do técnico, é um personagem.
Eu acho interessante como o jogo ele tem essas coisinhas, essas decisões de design, porque eles sabem que eles vão ter que jogar um peso maior sobre o técnico. Tipo, por ele ser o primeiro a ser criado, eles criam algumas âncoras ali que por mais que você possa criar personagens diferentes, seguir por outros caminhos e tudo mais, ele cria também umas coisinhas-chave ali pra você ter que seguir isso daí, né? Mais pra frente você também cria o cientista, são esses dois os contrapesos ali do Ierz, e eu acho que eles são personagens sensacionais.
E são os dois obrigatórios, né?
Sim, sim.
O resto tudo é optativo.
E o que eu acho legal é que quando você cria, você cria pensando nessa questão prática. Eu estou aqui, eu vou morrer, eu preciso de um cara que conheça o suficiente, que seja técnico, né, suficiente para conseguir arrumar essa peça. Só que para você fazer isso, você só não fala eu quero um técnico, você vai lá e no momento onde você abandona sua mãe para ir para faculdade e tudo mais, você faz uma ramificação onde você ficou. Então, como você não fez curso universitário, ele se formou numa questão técnica, e aí a vida dele toda foi diferente.
E eu acho que a grande pegada do jogo é nesse momento. Quando chega essa hora de você encarar esse primeiro alter, ele não é só um cara que vai lá resolver o problema da base. Ele é um cara que tem lembranças, que tem vida, que tem escolhas. O primeiro ponto, todos eles nascem, eles são bem sedados no começo para eles não se revoltarem, né? Para eles, tipo, eles só estão acordando de um sonho, né? De um sono pela linha da história deles.
Porque daí quando você ramifica, você consegue ver todas as as escolhas que eles fizeram, todos terminam entrando na missão. Então você tem um outro ser humano, e eu acho que é essa, é o momento ali que o The Outer me ganhou. Não é um cara só para te ajudar, é um outro ser humano. E como é que você vai lidar com ele? E esse ser humano é você, né?
Esse cara sou eu.
Exatamente. Olha, eu já escolhi outra música, o Kubi Vardi, para a gente fazer, mas se não tivesse Ser essa, viu? Eu não sei, para você, para mim, isso foi o que me pegou no jogo. Foi, foi, foi o cara.
É assim, a partir do momento que começou a vir esse papo de como as escolhas da sua vida podem te levar a um lugar diferente, ou como que você poderia ter chegado, ou às vezes no mesmo lugar, sabe? O que que faz você ser você, cara? Eu comecei a pirar foda.
Quem que você é? Quem que você seria? Tem alters que são hétero, tem alters que são gays, tem alters que são arromânticos. E eu achei bem legal isso. O Ian, no final todo, a sexualidade é uma coisa fluida, né? Até tava conversando com o Vonit sobre isso, mas eu acho bem legal como eles, até isso tá ali no meio, mostrando que o jogo é woke, né? Claramente, mas é com uma naturalidade absurda, né?
É assim, mas ao mesmo tempo eu achei meio complicado assim, porque ele dá a ideia de que que você ser homossexual é uma questão de escolha, né? Isso eu achei meio tipo, ok, eu entendi o que você quis fazer aqui, mas calma lá, parceiro.
Nesse ponto eu fiquei com essa dúvida, foi bem isso que a gente discutiu, né, Vônerd? Se ele tava determinando que a escolha decidia ou se era o cara bi. E foi você que falou, mano, é uma questão fluida, né?
É, eu interpretei dessa maneira como uma escolha. Acho que quando eu joguei E aconteceu isso daí, eu notei, eu não me toquei muito nesse aspecto. Pra mim foi assim, ah, ele tá bom.
Você tem ali no final 11 personalidades diferentes, né? E eu só percebi isso hoje falando com o Vonit, que é por causa do Eleven Bit Studios, então eles fizeram 11. Tem alguns alters que eles só podem ser gerados, eles só surgem a opção se você tem um anterior. Como por exemplo, você cria o técnico ali, né? E você tem a opção do Minerador, que ele é gerado a partir do Técnico. Então ele tem escolhas dentro da vida do Técnico que, se feitas de outra forma, teriam gerado o Minerador, sabe?
Umas coisas bem interessantes assim. E também é uma forma do cara limitar, porque daí ele fala, se eu vou ter esse cara, você vai ter que ter esse outro antes. Pra não descarrilhar demais a história, né? A trama de tudo. Mas voltando na parte da homossexualidade, o Refinador E o refinador gera o operário também. E a diferença entre o refinador e o operário é que em determinado momento eles começam, ambos eles começam a entrar mais na vida sindical, porque todos vão trabalhar numa empresa ali, numa metalúrgica, sei lá.
O refinador, quando ele vê que o negócio tá crescendo, tem um cara, um amigo dele, que fala assim: não, mano, vamos sair dessa vida, vamos fazer outro negócio junto e vamos para uma plataforma de petróleo. E aí você vai pra essa plataforma de petróleo com ele, até acontece um acidente, o cara morre e tudo mais. E você tem uma outra alternativa, que o cara, quando chega essa história que tá as coisas esquentando, ele manda o meio pau, ele dobra a aposta e vira líder sindical e não sei o quê.
Depois ele cita a Marx, o caralho a quatro, que em teoria era pra eu gostar desse cara, mas eu não gostei, tá? Já aviso isso.
Nossa, eu achei que o refinador era da galera das drogas. Ah, é? É, não sei por quê, a hora que eu vi lá Refiner e não sei o que lá, eu achei que era tipo, cara, ele é o Walter White mesmo, sabe?
E engraçado que o cara que mais estaria próximo dos caras das drogas é o guarda.
Pois é.
E o guarda, eu não sei vocês, mas pra mim foi o que eu menos quis criar.
Eu não fiz o guarda.
Eu criei o guarda, mas me arrependi absurdamente.
O guarda, ele é o maior mala de todos, né?
Ah, o mala demais.
Vamos então falar de como que é as mecânicas gerais do jogo?
Claro.
E aí depois a gente entra nessa parte dos nossos altars favoritos aí.
Sim, bom, vamos lá. A partir do momento que você tá lá, você percebe que você tem que construir os seus altars, você percebe que você precisa de material para fazer os altars, para conseguir arrumar as suas coisas, para você comer, para você sobreviver e conseguir prosseguir a sua jornada, né? Para isso eles têm duas mecânicas básicas: as mecânicas de dentro da base e as mecânicas de fora da base. Fora da base base, que eu acho que é o mais fácil.
Você explora o planeta e você pega esses recursos, que são matéria orgânica, matéria mineral, metais e o rapídio.
Você também tem um outro tipo de metal, que é aquele metal radioativo. Isso, você tem que refinar depois, né? Por isso que tem o refinador. É, né?
E aí você pega esses recursos, leva para base, e aí você pega essas matérias-primas para construir outros E aí dentro da base, né, você tem alguns módulos dentro de um critério ali de árvore de habilidades. Você pode construir determinados módulos dentro da base que vão fazer determinadas coisas. Você constrói a cozinha para conseguir fazer comida para você e para os seus alters, você constrói a oficina para você construir coisas efetivamente e fazer reparos, todo equipamento, módulos de armazenagem das matérias-primas para você conseguir guardar mais coisa, enfim.
E aí você vai seguindo por aí, mas óbvio, ele tem algumas travas. Por exemplo, no Planeta 1 você consegue fazer até determinados módulos.
No Átomo, né, não Planeta 1, é o planeta só. É.
E aí para frente você vai conseguindo expandir a sua base e construir outro. E assim, como todos esses módulos são modulares, obviamente, né, você consegue mudar a configuração da sua base. Você constrói um elevador e você olha, eu quero fazer a cozinha para ficar do lado do laboratório, para ficar do lado da estufa, e você vai fazendo a sua base dessa forma. Mas você vai ter que fazer o gerenciamento também do próprio espaço que você tá brincando de The Sims ali.
Eu gostei de fazer isso, eu gostei também. Eu achei que essa é a parte que eu menos ia gostar, mas assim como no próprio Cult of the Lamb, que eu falei que eu não gosto de jogo de fazenda, uma rodadinha, mas acabei me amarrando também. Talvez eu deva rever meus conceitos do que que eu gosto, que que eu não gosto, né?
Eu acho que ele dá uma relaxada nessa hora, porque você não tem tempo, né?
É relaxado em termos, né? Porque assim, você também tem a mecânica de ele tá rolando, entre aspas, em tempo real. Ou seja, você consegue coletar X de material no dia, porque o Ian, ele é uma pessoa e ele fica cansado, ele tem que comer, ele não pode ficar exposto à radiação.
É isso também, depois de tal horário fica de noite e você tem de noite, mesmo sendo tudo a mesma, mesmo escuro ou claro, mas depois de tal hora, 8 horas, 8:30, né, começa a cair essa chuva radioativa do primeiro dia, né, que você notou. Então você não pode ficar lá fora ou você sofre dano radioativo. E esse dano radioativo ali ele vai acumulando. E eu não sei, alguém chegou a morrer de radiação aqui? Eu nunca vi o que acontece.
Eu morri. Você não morre, né? Se você tá lá fora e a radiação começa a te pegar forte, você desmaia e algum dos, dos alters acaba salvando você. Eles tomam um pouquinho de dano de radiação também, mas acho que não dá para matar nenhum alter, né, de radiação. Tipo, você colocar ele para trabalhar, ele para de trabalhar e ele volta, né? Ou dá para matar algum?
Eu não tentei.
Será que dá?
Eu não sei, porque assim, eu joguei duas vezes. A primeira vez eu joguei na dificuldade recomendada, eu nem sei se tinha como mexer. E a segunda vez que joguei recente, já tinha algumas alterações. Então coloquei tudo no super fácil para terminar mais rápido, porque eu queria relembrar.
Já tinha algumas alterações.
E cara, eu achei fácil das duas vezes, assim, eu não tive nenhum problema nesse sentido de tipo não dá tempo, morrer, alguma coisa.
Para mim aconteceu umas duas vezes porque eu não me toquei no relógio, e aí eu fui indo longe demais. Eu falei não, aí eu vou seguir. Ou por exemplo, peguei algum caminho errado para voltar para nave. Aí eu tive que dar uma volta gigante.
Até isso que você falou, Pedro, no primeiro planeta, é porque realmente, como o Volned já falou, são 3 atos e cada ato é em um local diferente, porque são 3 momentos que você precisa fugir do sol até tá vivo ali no final. E outra coisa interessante é que assim, conforme vão passando os dias, chega um certo momento, todo começo de dia ele aparece um aviso, e aí se ele, o sol já tá muito perto, ele vai te dando uma contagem.
É tipo, olha, acelera aqui no segmento do jogo porque senão você vai morrer. Então essa eu também já caí também.
Aconteceu? Então o que que acontece, cara?
Dá game over, você volta pro ponto de save mais próximo pra você, pra um dia só de novo. Não, acho que não é pra um dia assim, ele deixa um save pra tipo, ok, aqui você conseguiria tomar as providências cabíveis pra você avançar no jogo.
E é legal até essa coisa do save dele, ele salva todo início de jogo E agora, com os upgrades e tudo mais, ele permite que você dê um save, que quando você joga de novo, ele retorna naquele momento, mas ele apaga o save.
Sim.
Você não pode ficar retornando nele, né? Ele é um save temporário ali, que é só pra quando você, puta, não tô conseguindo terminar o dia, tem um monte de coisa, mas fiz coisa importante. Que isso acontecia muito comigo na primeira vez. Você tá lá no meio do dia, tem um monte de coisa legal, mas, puta, tá na hora de sair pro trabalho, tá... Não sei o quê, não vai dar, preciso parar. E eles permitiram isso.
E aí essa é uma coisa que eu achei que eu não ia gostar, que é o jogo ter limite de tempo, né? Você não pode ficar fazendo o que você quiser no jogo porque o tempo tá ali.
Dá uma urgência, né, de fato, porque aí você fica com medo pelo Ian, né? Eu achei bem interessante essa mecânica. A partir do momento que você também começa a se importar com os alters e com o próprio Ian, cara, você, ok, tipo, meu, existe uma urgência aqui, né? Você achou isso também, Valnet?
Então é que você tem, tipo, sei lá, acho que são uns 60 dias só para terminar o jogo, eu acho, não é alguma coisa assim?
Eu terminei em 81 dias na primeira.
Então acho que deve ser uns 90 no total. É por aí, porque eu não gosto desse timer em jogo, porque eu gosto de jogar do jeito que eu quero jogar. Me deixa, eu quero ficar construindo a base ali, quero ficar mudando os lugares dos negócios, lugar, quero pegar uma caralhada de recurso.
Você quer chegar no máximo de tudo, né?
Eu quero fazer o maximo do meu tempo de jogo. Por isso quando eu jogo tipo Persona, por exemplo, sim, sim, se você não fizer coisa no dia X, você perde essa coisa. No Outriders já não tem isso. Então você tem tipo, ó, você tem X dias para você terminar esse ato, porque senão acabou, você vai morrer e perdeu. Você não tá limitado nesses dias, você não tem que esperar quando você virar a semana, por exemplo, para poder fazer de novo aquele negócio que só acontece no dia X.
Então é um tempo tipo de jogo que não me afetou, deu para jogar sem ficar bravo.
E meio que dá para você fazer tudo, né, fazer o min-maxing de tudo assim. Para mim, eu acho que eu consegui evoluir o jogo, ou a base, tudo que eu queria fazer. Se não foi no máximo, foi quase no máximo.
Não dá. A segunda vez que eu joguei, que eu já entendia, fui correndo fazer as coisas, sabia onde tava tudo, sabia o que que eu tinha que construir, que outro que eu tinha que fazer. Pô, na metade do ato 2 já tava com todas as coisas automáticas, eu não mandava ninguém para trabalhar, não saía trabalhar porque pegava todos os materiais pra mim de maneira automática, ficava ali relaxando. Então eu tava com tudo pronto, faltando, sei lá, 10 dias pra vir a radiação solar. O segundo foi super tranquilo, mas o primeiro eu sofri um pouquinho mais.
Isso que o, que o Vôned tá falando é porque conforme você vai evoluindo a sua base, também você vai tendo opções diferentes de construções e tudo mais. Inicialmente você vai criando essas bases de mineração Aí você liga eles até a sua base com uns postes chamados pilones, que eu achei até bem interessante isso, tá ligado? Porque dá uma sensação de que é algo que realmente deveria fazer, né? E até você criar o caminho certinho, como fazer o caminho da base até o poço de mineração ali da maneira mais eficiente.
Ou às vezes você pode ligar caminho de um pilone com outro para ser duas bases usando o mesmo caminho. Eu achei bem legal isso daí. E conforme você vai evoluindo, você vai tendo postos de mineração mais eficientes, né? Você tem depois o posto avançado, depois você tem esse posto automatizado que produz um pouco menos, mas você não perde o alter. E realmente, depois que você pega o jeito, que é mais uma segunda vez, eu acho que perde um pouco até da graça.
Porque eu acho que o senso de urgência ali, ele me deixou mais animado assim, sei lá, mais empolgado. Que na segunda vez, primeiro por eu já saber tudo, segundo por eu tá jogando no fácil, cara, assim, no meio do segundo ato eu já tava com a base no tamanho máximo. Igual você falou aí, Vôned, você já tava meio que com tudo muito no esquema. E você já sabe porque tem vários postos que é meio que um quebra-cabecinha você descobrir onde ele tá e como fazer pra ligar pra ele.
Porque às vezes você faz o caminho andando e você passa por um monte de gruta. Grutas. E depois, para ligar o pilone, o pilone não pode passar por essa gruta, então você tem que fazer um caminho por fora. E como que liga esse com aquele? Eu achei bem legal. Mas assim, tem um outro, uma outra questão também, que é a dos próprios alters, que é a satisfação dele, né? A gente falou ali que cada alter tem seus desejos, tem toda a questão da frustração de descobrir que ele não é um ser que realmente existe, que todas as suas lembranças são ilusões e tudo mais, né?
Então você tem muitos momentos que são questão de diálogo e você vê visualmente ali, ou sai uma bolinha amarela ou uma vermelha mostrando se o alter tá mais animado com aquela sua resposta ou se ele ficou mais triste ou mais frustrado, né. Tem uma outra questão que eu acho legal, é que tem os desejos dos alters. Cada alter tem a sua própria história e uma lição que ele acaba ensinando pro Ian. E essas lições que ele te ensina depois vão liberando Respostas, né, tipos de respostas que você não teria se você não tem essa lição. E até para completar todas elas você tem que terminar 2, 3 vezes.
Eu acho que talvez precisa jogar 3 vezes para fazer todos. É importante dizer que, tirando cientista e técnico, né, que são obrigatórios, faz parte do jogo, o resto é tudo optativo. Todos eles fazem a mesma coisa, né, na base. É só o cientista faz pesquisa, o doutor e o que faz psicologia lá com a galera, mas o resto resto. Qualquer coisa na base todo mundo pode fazer, só que uns fazem melhor que os outros.
Você tem 3 tipos de módulos. Você tem já o módulo lá da pesquisa científica, que só o cientista pode fazer, que é desenvolver melhorias para base, para todo o resto. E aí você tem tanto os poços de mineração, que qualquer um pode trabalhar, ou as outras bases ali, que outros trabalhos, né, internos, que é tipo plantar coisa, cozinhar, criar materiais, né, que é na oficina e tudo mais. E tem esses que o Vonit falou, que são estações onde você pode deixar o alter, mas se você colocar um alter específico cuidando de lá, ele é mais eficiente, né?
Que é o caso da enfermaria, tem uma do guarda também, que é um centro de wellness, sei lá, e tem esse outro do terapeuta, né? Que são todos para mim o que fazer o alter sentir melhor, ficar mais tranquilo. Porque se os alters começam a ficar revoltados, não gostam da sua as suas decisões. Tem momentos que você tem que decidir, dois alters estão, ó, eu quero isso, outro não, não pode ser isso, tá ligado? Aí você tem que tomar partido para um, e aí um fica mais feliz, outro fica mais triste.
E se vão acontecendo coisas que vai deixando um alter irritado com você emocionalmente ou fisicamente machucado, o tempo de trabalho dele vai diminuindo, né? Ele começa com 9 horas no padrão e pode reduzir até 4 ou 0 se ele tiver realmente danificado. Ou se ele tá extremamente feliz, ele sobe para 12. Ele usa isso como uma mecânica que não é só briguei com esse cara, mas ele vai continuar trabalhando. Não, você tá tratando ele mal, ele não vai querer trabalhar para você e você vai ter resultados piores, né?
Eu acho bem legal. Uma das primeiras tretas que rola isso é o técnico pedindo por comida melhor, porque você começa comendo mingau ali, mas você pode construir uma estufa e aí começar a dar uma melhor e várias outras coisas. Tem tipo cientista pedindo, porque o cientista ele é muito analítico, então ele é tudo que é feito para entretenimento, o cientista fala: você tá perdendo tempo aqui. Então ele fala: vamos fazer hora extra.
Crunch, ele até usa, né, o termo bem da indústria de videogame ali. E aí você tem que deixar tantos dias fazendo essa hora extra para fazer valer. E uma última mecânica, tem mais algumas ali, mas isso me pegou muito de surpresa a primeira vez, E acho que vocês também, que de tempos em tempos tem uma tempestade solar.
Nossa Senhora, eu apanhava muito nisso, apanhava demais.
Nessa hora é o caos, né? Até a primeira, né? Porque a segunda você já consegue construir um bagulhinho pra te avisar. Mas a primeira, você tá lá felizão, você acorda um dia, tá tudo fodendo.
Tava, você tava sem comida, falou, ah não, vou pegar comida no dia seguinte que tá tranquilo. Aí não dá, aconteceu um negócio.
Aí curiosamente não tava tranquilo, né? Ora, ora.
Não, e começa a quebrar todos os módulos sem nenhum controle. É um daqueles momentos ali para chacoalhar um pouco se o cara já tá muito tranquilo. Mas eu achei tudo bem divertido. E um último módulo que eu achei muito legal é aquele da diversão ali, né, que você tem uma sala de recreação que você tem um beer pong, você pode jogar com os caras, e conforme você ganha, se você ganha, eles ficam mais felizes. Isso que é uma coisa bizarra. E a questão dos filmes. Vocês chegaram a ver todos os filmes?
Ah, eu vi alguns, viu?
Os filmes foi maravilhoso, que aí eu descobri depois que, né, que era um canal que existia já, né? Eu fui assistir todos os vídeos dos caras, é um canal que eu acompanho, é maravilhoso.
Porque assim, esses vídeos eles são curtos, eu achei aquilo engraçado demais. Enquanto a sua exploração, como a nave caiu tudo cagada, você tem coisa espalhada pelo planeta todo, então Então tem hora que você tá no meio da exploração, ah, não tem nada aqui não, mas tem um podzinho, tem uma mala largada. E aí você encontra dois tipos de coisa: ou você encontra um filme, que é isso que a gente tá falando aqui, ou você encontra lembranças que o Ian trouxe na viagem e que todas elas estão relacionadas a algum alter.
Ela era importante para algum alter, e você dando aquilo para o alter, ele fica mais feliz. Mas os filmes, quando você põe para assistir filme, primeira vez que você vê aquele filme, ele dá um boost em ânimo em todo mundo. Você pode assistir quantas vezes você quiser, mas a primeira vez dá esse boost. Eles meio que te recomendam assistir esses filmes e eles são sensacionais.
Mas dá para pular também, tipo, você bota o filme e você pula, mas tem o mesmo efeito.
E você tá errado, aí você merece um murro na cara.
Dá para fazer? Dá. É o melhor? Não é.
Mas vocês lembram algum que vocês gostaram mesmo, que vocês acharam bacana?
Ai, puta, tinha um de viagem no tempo que eu achava muito engraçado. Era o cara com a esposa e aí eles viajavam no tempo. Agora eu não lembro exatamente o que que aconteceu, mas esse eu vi até o final, falei, cara, que doideira!
Porque todos tinham uma pegada meio que ficção científica, né?
Achei Cris and Jack, o nome.
Cris and Jack, vão atrás aí ou joguem o jogo, que é a melhor pegada, né?
Melhor ideia, né?
O meu problema é que como eu assisti todos os vídeos do Cris and Jack depois do The Elders, eu não sei direito o que tava no jogo.
Porque esses vídeos que estão no jogo também estão no canal dele, Tá tudo no canal deles, foi tudo de lá. Que bacana!
Eu acho que não tem nenhum vídeo original para o jogo, e é um melhor que o outro, que é bem a pegada do Eleven Bit, né, de divulgar esse tipo de coisa, fazer para galera ir atrás também.
E assim, outra coisa, até às 9 horas da noite você consegue trabalhar normalmente, mesmo que só dentro da base, porque depois das 8:30, e depois de cada tempestade solar, esse tempo vai diminuindo, vai ficando mais cedo a radiação. Só que depois disso você fica cansado, e depois das 11 você fica exausto. E a única forma dele ultrapassar esse horário assim fazendo alguma coisa é jogando beer pong ou vendo filme. Só que aí no outro dia você acorda bem mais tarde porque você dormiu mal, né?
O meu filme desses daí, um que eu gostei bastante, é aquele dos caras numa base espacial que onde um dos caras é um alienígena.
Esse é muito bom. Para você ter ideia, esse vídeo tem 8 anos.
Caralho! E o jogo saiu ano passado, né?
Ano passado. O canal dos caras começou há 10 anos. Eu não sei com quem que ali da Eleven Bit descobriu os caras e falou, pô, isso aí perfeito para a gente colocar easter egg no nosso jogo. E colocaram.
Sim. Ou é amigo dos caras também.
Pode ser também.
A gente descobre que é o diretor do jogo.
No começo eu achei que era tipo a galera da produção fazendo um videozinho baixo orçamento aqui Sim, eu também achei que era uma zoeirinha assim.
Até pensei, mano, metade do orçamento foi fazendo isso, tá ligado? E uma coisa também que a gente precisa aqui, antes de entrar direto na história mesmo ali, é valorizar o dublador. Porra, Alex, eu esqueci o sobrenome dele. Porque o cara, mano, se você acha foda Ruth Raquel, Raquel fazendo Ruth, Ruth fazendo Raquel, esse maluco dublou 11 personagens diferentes e eles têm vozes diferentes. Sotaques diferentes, trejeitos diferentes.
Ele não ter ganhado o prêmio foi uma sacanagem. A merda é que eles estavam competindo no mesmo ano do Expedition 33, aos prêmios, né? E aí, cara, ficou ofuscado. Mas esse dublador não ter ganhado, mesmo no BAFTA, essas coisas, ele não ter ganhado um prêmio é um sacrilégio, né?
Vamos falar a real, eu acho que ele foi superior sim. Adoro a dublagem lá da Mael, que ganhou, né? A menina é boa, realmente fez um trabalho sensacional. Mas assim, mano, o maluco teve que se adaptar ali de um jeito. Porra, tem uma música, velho, tem uma música no meio do jogo e ele fez jeito de— tem um vídeo no YouTube ele mostrando assim, ele não calma, esse cara fala mais assim, esse é mais assim. E isso é sensacional. Mas vamos lá, então, gente, é o seguinte, espero que você já esteja animado suficiente para jogar o jogo, ou melhor ainda, que já tenha jogado.
Senão, a partir de agora, eu não recomendo, se você não jogou, continuar ouvindo, porque a gente vai pegar a história. E eu vou falar assim, não tem descrição boa o suficiente a superar você jogar. Esse é o tipo de jogo que não dá para zerar pelo YouTube, ele é uma experiência muito intimista, e você tem que estar lá sentindo a pressão das decisões e jogando. Então tá aqui o aviso, vamos continuar história aí, né? O prólogo ali, depois que você cria o técnico, você consegue um contato um pouco melhor com o pessoal da Terra e você fala com o Lucas, que é um assistente ali, o cara que você vai mais, mais vai conversar no jogo inteiro.
E ele te dá a ideia de falar assim, mano, você tem que se aproximar do seu alter, você tem que ficar amigo dele. E o que ele acaba fazendo, tentando pegar onde eles são em comum, que eu acho que essa é bem uma ideia legal do jogo assim, tipo Somos diferentes, tomamos decisões diferentes na vida, mas em determinados momentos a gente era um. E o que nos une nesses momentos? Ele cozinha os tais de pierogi, né, que é a comida que a mãe dele fazia.
É o gyoza da Polônia.
É gyoza, né? É bem igual gyoza, né? É. Dumpling. Eu fiquei com vontade de comer esses pierogi.
É bom, é bom.
E o que acontece é que você segue depois essa viagem e de repente você acha que tá tudo bem, mas a base para. E aí você vai ver o problema dela parar é porque você tem um rio de lava e você não tem como passar lá com a base, ela não é grande o suficiente para passar. E aí começa o ato 2, o ato 1, perdão. Dos 3 atos, esse é o mais tranquilinho, né? Eles começam bem. O maior para mim foi o 2. Vocês lembram de algum momento marcante ali do ato 1?
Eu acho que as tretas com o próprio técnico, né? Os desentendimentos com ele quando que você começa a se tocar que, ok, não vai ser tão fácil assim. É um jogo que me fez pensar em muitas coisas da minha própria vida, tipo, ó, você é o seu próprio inimigo, você tem que lidar com seus próprios demônios.
Caralho, meteu um Pink aí, hein? Lembra aquela música? Dá um Let Me Get It.
Mas aí, na minha opinião, é isso assim, o jogo ele tem muito disso, de você ter que aprender a lidar consigo mesmo e assim com as suas próprias frustrações no sentido de, olha, você tomou essa decisão, você tem que conviver com ela. E você ensinar os seus próprios alters nesse sentido de, cara, você também tomou essas decisões na sua vida e você tem que lidar com elas.
O que rola nisso daí, a gente até já falou várias vezes no episódio, que além do técnico você é obrigado a criar o cientista, é nesse ato, né?
É porque você precisa descobrir como passar pelo rio de lava.
Sim, o que acontece, o computador quântico ele tem um limitezinho acho que de 3 alters você pode criar. E conforme vai rolando o jogo, você vai achando uns chips que o Bit, né, no meio do caminho, eles te orientam a criar o cientista e criar esse módulo laboratório, que ele é o único cara que pode operar ele, né, para fazer uma série de pesquisas e tudo mais para descobrir como fazer para você criar uma ponte ou dar algum jeito de passar aquilo lá.
E o que eu acho bem legal nisso daí é que o jogo ele vai Criando ao mesmo tempo que, como você tá num lugar novo, você tem que ir lá construir, encontrar os minerais, os materiais orgânicos, tudo, né? Vai tendo as coisas do dia a dia. Ele vai te dando essas missões principais que você vai evoluindo até chegar numa solução ali para conseguir atravessar a ponte. Se eu não me engano, nesse meio tempo você também acaba falando com a sua ex-esposa.
São as 3 pessoas que você fala na Terra, né? O Lucas, depois você fala com o chefe do Lucas, que é o Maxwell, e depois você fala com a Lena, sua ex-esposa. São essas 3 pessoas. O Maxwell é o cara que desenvolveu toda a história dos alters, né? Ele tinha um projeto anterior para fazer esse tipo de tratamento. Depois você descobre que tá relacionado a lidar com soldado que volta da guerra, com PTSD, e como fazer o cara viver uma outra vida, porque o foco dele era só mudar as memórias do cara.
E não necessariamente criar uma cópia, porque pra criar cópia ele precisaria do Rapidium, que ninguém tinha, né? E aí tem também a Lena, que é a sua ex-esposa, que você conversa também, porque ela também trabalha na L Corp, e ela tem alguns contatos, algumas coisas que você precisa saber. E eu não sei vocês, mas um dos que eu criei nesse primeiro ato, na primeira vez eu criei o Minerador, que é o alter mais pilha errada do mundo.
E no segundo eu criei o Botânico, que é um alter que ajuda a fazer, trabalhar na estufa, né? Então ele cria alimentos crus mais rápido. Então pra mim, assim, primeira coisa é você melhorar a comida dos caras, porque daí isso já garante um bônus de satisfação a todos os dias, né? Mas o que acontece nesse primeiro ato é basicamente fazer todas essas pesquisas pra criar a ponte.
Eu criei os dois, assim, tanto minerador quanto botânico, mas...
Me conte, como foi a sua experiência super feliz e satisfatória de criar um minerador? Porque ele é assim, quando você vai criar, você pensa na utilidade dele, né? E ele é um cara que vai minerar tudo com mais velocidade. Fala, porra, esse é o cara!
É, eu fui nessa utilidade aí mesmo, mas aí eu vi que ele é mais complicado, mais full pistola.
A vida não foi tão gentil com ele, então você tá sendo bonzinho ainda, viu?
É, ele não tinha um braço, né?
Seu Volnet, você pegou ele também?
Eu peguei ele também. Acho que nas duas vezes que eu joguei eu peguei ele, cara.
Mas eu enxerguei ele como um cara traumatizado. Romantizado. Eu não enxerguei ele como um pau no cu, sabe?
Você não enxergou ele como uma pessoa, é isso? Era só uma ferramenta para você?
Não, má pessoa não.
Não, o inverso, o inverso. Ele disse o inverso. Mas o que rola com esse minerador é que você pega ele para ele trabalhar para caralho, só que o minerador na vida real dele, né, na vida alternativa dele ali, ele não tem o braço. E todas as cópias, elas só são diferentes do Ian nas memórias. Mas fisicamente elas são o Ian duplicado. A única coisa que elas mudam é o cabelo ali, mas isso é só um artifício do jogo pra você saber quem é quem.
Cabelo, barba, bigode.
Então ele, quando ele vem e ele tem um braço, dá um monte de gatilho fodido nele e ele fica mal.
É uma puta sacanagem.
Sim, e por muito tempo ele fica pedindo drogas, né? Ele fica pedindo, pô, me dá uma raçãozinha aí de droga, me dá uns remédios aí pra eu ficar bem, que eu vou conseguir trabalhar, me dá, me dá, tá ligado? E chega um certo momento que ele fala assim, cara, não tem jeito, esse braço aqui tá demais, eu preciso voltar a quem eu era. E ele fala, ia, corta o meu braço. Vocês cortaram?
Ai, cara, eu acho que não.
Eu acho que eu cortei das duas vezes.
Das duas vezes?
Das duas vezes.
Porque foi a melhor sensação, na verdade, porque assim, se você chega— eu acho muito legal que isso é um jeito do jogo te chocar e mostrar que ele não vai ser um jogo básico, né? Porque se você fala, não, não vou cortar seu braço, eu sou idiota, para que que eu vou fazer isso?
Vamos deixar claro, né, que você cria ele normal, ele tem os dois braços, só que na história dele ele perdeu um braço.
Sim, exato.
Então na cabeça dele, eu não sei se ficou claro quando a gente tava falando, na cabeça dele ele não tem um braço, ele tem o Phantom Pain inverso, né? Então ele não consegue, ele tá com o braço ali para ir, isso afeta o trabalho dele, porque não era para ele ter. Ele sabe que não era para ele ter, e daí ele não— ele ficava maluco. E aí chega uma hora que ele pede para cortar o braço dele.
Corta meu braço, quebra meu dedo, quebra seu dedo, cara.
Agora eu não me lembro se eu cortei o braço ou não, eu acho que não.
Não importa, ele vai cortar.
Ou você corta, se você não cortar, ele corta sozinho.
Então eu cortei.
E ele assim, quando você começa a dar drogas para ele, começa a trabalhar 12 horas, Você fala, aí, da hora. Só que você vê que é uma situação insustentável. Aí ele começa a ficar deprê, começa a cair. Aí ele fala de cortar o braço. E aí, quando ele corta o braço, cara, ele vai pra zero. E aí, você que provavelmente já tá fodido dependendo desse cara pra manter as coisas funcionando, você precisa ter uma enfermaria pra colocar ele.
Ou a recuperação dele vai demorar muito mais. Se você tiver a enfermaria e o médico, daí é tranquilo, pode cortar ali, tamo de boa, tamo esperando. Tá ligado? Mas se não, inverte meio que a situação, né? Porque cada alter é recursos que você precisa ter, que ele tá consumindo. Então um cara que em vez de te ajudar ele tá te atrapalhando ali, né?
Nossa, pra mim quem me atrapalhou muito foi o Botânico.
Sério?
Nossa, vira e mexe ele não queria trabalhar.
O meu favorito.
Conta aí do Botânico.
O grande problema é, ele é um cara apaixonadaço pela Expo. Ele não separou e era apaixonadaço. Ele, cara, vou fazer o que ela tá tá pedindo aqui. Ah, eu tô com muita saudade dela. Ah, eu preciso voltar para encontrar ela. Ela é a razão do meu viver e tudo mais. Porque ele, assim, em algum momento, é, a esposa decolou no trabalho e ele virou dono de casa.
É, o que rola é que assim, tem um determinado momento que o Ian perde emprego na vida desses dois, do Botânico e do Normal, e ele tá na merda. E a Lena recebe uma oferta de emprego no estrangeiro. O Ian, construtor, o Ian padrão, Ian Dolski, né, Ele fala, não, vamos ficar. E aí ele continua, trabalha de Uber, tenta juntar dinheiro, se fode, não consegue. Eles acabam tretando e separando. No Botânico, ele vai pro exterior com ela.
E ele sabe, e ele aceita que ele vai ser dona de casa ali, pra cuidar das coisas. Porque ele não tem como arrumar um emprego decente lá, né. Por isso que ele vira botânico, que ele cuida do jardim da própria casa, né.
É, e aí ele fica deprê o tempo inteiro, porque ele só fica pensando na esposa. Todas as minhas escolhas ele questionava, do tipo, ai não, mas isso não vai me levar para perto da minha esposa? E tipo, era só isso.
É na esposa que é a sua esposa, na verdade, né? Ou ex-esposa, pelo menos.
É só esse, o cara é o talarico, né? Ele quer voltar para terra para pegar a sua ex.
É aquele meme do Pernalonga, nossa esposa!
Esse é o sonho de qualquer cuque.
E vocês chegaram no fim da história dele? Cheguei.
Então Um dos finais, dependendo das escolhas que você vai fazendo, tem todo o bagulho da legalidade do que você fez, né?
Isso é realmente um ponto crucial ali na história, porque quando você começa a falar com o Maxwell e você fica questionando: e aí, quando a gente voltar para Terra, o que que vai ser dos meus Alphas? E ele sempre fica meio que fugindo dessa questão. E você vai— eles vão continuar vivos? Eles vão virar rato de laboratório? Eles vão ter autonomia? Isso é um ponto ali que É bem, bem complicada.
É, e aí de qualquer maneira no final do jogo o Ian se fode. Em qualquer coisa que você faça ele vai ficar preso por um tempo, né, ele é processado. Só que você tem essa escolha do que fazer com seus alters: entregar eles, matar todos eles, ou conseguir esconder eles e levar eles pra Ilha Caimã, fazer alguma coisa com eles. E aí uma dessas opções é o botanista vai lá e diz: ah, eu fico no seu lugar, Ian. Você dorme aí, a gente volta pra Terra, né?
Você tá escondido, a gente segue com o plano normal. E aí eu recebo a culpa por todos os negócios. Você pode fazer isso ou você pode trair a equipe inteira. Você pega, você como botânico, você como botânico, na parte que você vai colocar todo mundo pra dormir criogênico, escondido embaixo dos reatores lá, escolhe: ah, eu vou dormir e você fica no meu lugar então. E aí você faz o jogo normal, o finalzinho, só que no final você pode escolher trair toda a equipe.
E aí você assume a vida do Ian e entrega todos os alters para o Maxo, para a corporação.
Nossa, que cuzão!
É, e aí você volta lá com a Lena.
Então ele volta com a Lena no final dessa história?
Volta.
Não fiz esse final, mas na verdade o que eu tava querendo falar é da história trágica do Botânico. Não achei que chegássemos nesse ponto, mas uma história trágica do Botânico que eu acho que justifica um um pouco disso. O Botânico, o que rola é que assim, você vê a história dele e fala, ué, mas se o maluco tava cuidando de jardim, como é que ele foi para uma missão espacial? Que chega um momento onde a Lena é quem iria na missão, só que ela não pode ir.
Então ele estuda que nem um louco, faz um monte de coisa e vai no lugar dela, né? Porque ele quer realizar o sonho dela, quer fazer alguma coisa disso. E no dia antes de ir, ela revela para ele que ela tá grávida.
Ah, é verdade!
Então o cara tá sofrendo não só pelo relacionamento que ele não tem, pela amada que ele largou a vida, fez tudo para agradar para ela tá bem, mas também pelo filho que nunca nasceu. Isso dá uma apertada ali um pouco maior.
Eu não lembrava disso.
Primeiro ato é isso, né? Você precisa atravessar a ponte. Entre o ato 1 e o ato 2 tem uma outra viagem que para mim é o momento mais lindo do jogo inteiro, que é o momento onde eles estão lá, ou tá dando tudo certo, estamos felizes, que que a gente vai fazer? E eles lembram que eles tinham uma banda, né? E até engraçado assim, porque você falando com os caras, cientista: nossa, ainda bem que nunca mais toquei, que bosta, mó perda de tempo.
O técnico: não, cara, a gente ainda toca junto de vez em quando, a gente ainda é brother e tudo mais. E aí eles decidem pegar uma composição da banda e criar uma letra deles, né? Então você tem todo um joguinho ali de escolher as introduções e tudo mais. Mas depois tem eles tocando essa música, né, If I, alguma coisa assim, What If, não lembro qual o nome da música. Tem no canal deles do YouTube. Não sei vocês, mas eu, a primeira vez que eu vi isso daí, eu chorei copiosamente.
Nossa, eu chorei largado também.
Eu achei lindo demais.
Para mim, eu achei bem bonito.
É porque é aí que eu acho que o jogo brilha, porque como ele faz você realizar todas essas coisas, você tá realmente lutando pela sobrevivência ali, tendo que encarar os problemas e tudo mais. Esse momento assim de alegria, de tranquilidade, é foda. E ao mesmo tempo é bem filosófico, né, por todas as escolhas e tudo mais. E aí, quando você acha que tá tudo bem, obviamente para de novo. Que que aconteceu? Ah, outra barreira, que é basicamente o resumo do jogo, né.
Começa o ato 2, e aí tem um momento que você tá passando por um, como se tivesse embaixo de um cânion ali, num vão, e tem uma parte que tem uma barreira eletromagnética que você não consegue passar. E o segundo ato inteiro é você descobrindo ali como fazer as tecnologias para você desenvolver as sondas para analisar.
Mas pera aí, não é no segundo ato também que você fica doente?
Exatamente. Isso é muito interessante porque você começa o segundo ato, você fala, ah, vou repetir o que eu fiz no do primeiro ato: tentar sobreviver, descobrir alguma coisa, abrir o espaço e seguir. Só que o que acontece no dia seguinte, que teve essa festa toda da viagem e tudo mais, o técnico começa a passar mal. E aí ele também fala assim: eu acho que a Molly— isso até a gente esqueceu de falar, né? O primeiro teste que ele faz antes de gerar um alter, ele gera uma ovelha, ovelha chamada Molly, que até é uma piadoca, porque o projeto todo deles é projeto Dolly.
Ele cria essa ovelhinha chamada Molly. E aí o técnico fala também, mano, a Molly tá meio mal. E passa um tempo, a Molly morre. E aí eles começam toda essa sanneura, o que que tá acontecendo? E aí tem uma série de pesquisas, análises, você cria uma máquina de ressonância, e aí você descobre que eles estão doentes. Como que foi para vocês descobrirem esse, cara, famoso—
esse jogo é um grande, tava bom demais para ser verdade, né? Eu falei, cara, ok, a gente ficou mais no sentido de vamos ter que acelerar o retorno para casa porque temos um problema. Mas aí começou a piorar legal, né? Que não era só isso assim.
É porque tem um questionamento assim, o técnico é muito para dar essas afinetadas. Primeiro que ele fala, eu fui o primeiro a ser criado, então você é o primeiro a morrer. E ele também chega para o Ian e fala assim, então você vai deixar a gente morrer porque a gente já cumpriu o que você queria? A gente garante a sua vida e foda-se, a gente é descartável. E aí fica o Ian, qual que é a postura dele, ele vai tentar resolver ou não? Mas o grande trauma aí na verdade são as duas soluções.
Aí você recebe a informação do Lucas, do chefe dele e da esposa falando, olha, você tem uma solução que é fazer um alter novo para extrair células cerebrais e fazer uma cura para essa doença. Doença que os seus alters estão experimentando.
A ideia é que você criar um alter que não tem memória nenhuma, que ele chama de tábula rasa. E aí você criando ele e não acordando ele do sono criogênico, você extrai essas células, você mata ele nesse processo e você cria a vacina. Isso causa um pouco de, claro, obviamente, de mal-estar entre eles. Então ele vai lá e tenta falar com a Lena.
Dúvidas éticas ali, né? Um questionamento ético.
Exato.
Deveria fazer isso, será que é ético, não.
Para o Ian em si tem essa questão ética, mas para os outros alters fica muito assim: ah, então é isso, você cria um e descarta como lixo? Se é ele, mas poderia ter sido eu.
É o que causa você perder um número de alters ali no final do jogo, né, no terceiro ato.
Assim, sim, você tem uma outra consequência, mas o dilema nesse momento, né, mesmo quando você não sabe, o questionamento que eles te jogam na cara é esse: E isso causa mal-estar, cara trabalhando menos tempo e tudo mais. E aí você fala com a Lena e pede para ela se ela tem alguma solução. Nessa hora você abre o jogo, fala dos Alters, faz todo o rolê. E aí ela corre atrás e ela fala, olha, eu consegui aqui, a gente criou esse tipo de vacina aqui que é um chip e tal que é colocado no corpo, que a gente consegue monitorar eles depois.
E se precisar de qualquer alteração, a gente já faz direto, a gente vai melhorando e curando conforme for. E aí entra um outro dilema, que nessa hora todo mundo ali vai poder ser escaneado, né, e controlado pela L Corp, que nesse momento você já percebeu que é só uma empresa querendo seu lucro, né. Então você fica entre a cruz e a espada. E aí, qual foram as escolhas de vocês?
Ah, eu criei o Tabula Rasa.
Você criou e matou o Tabula Rasa?
Não, de jeito nenhum.
É, mas eu acho que você sempre cria o Tabula Rasa, né. Acho que não dá para não criar ele.
Dá, dá para você não criar Dá para você criar os chips, você cria um chip para cada alter e você pode esperar até o dia, porque tem um período ali onde você pode escolher as decisões e chegar no dia da reunião você só apresentar essa opção porque só tem isso. Mas você pode criar o tabula rasa, deixar ele dormindo, criar os chips e apresentar e discutir as duas decisões, ou só criar o tabula rasa e falar é só isso que tem e nem falar com a Lena se você quiser, você pode ignorar isso.
Eu criei ele nas duas vezes Mas eu não consegui matar ele também não.
Porque o que acontece, se você no final não mata o Tabula Rasa, ele acaba acordando e ele se torna um membro. Só que ele não tem utilidade, ele é só uma comida que vai diminuir por dia e o personagem que você vai interagir. Ele é um personagem até bem legal porque ele é bem puro e tudo mais, né? Ele aprende até a falar um pouquinho e tal. Eu fiz as duas só para ver qual que era, né? A primeira, óbvio que foi quando eu joguei a série, eu fiz os chips neurais, usei eles E sempre você vai ter alters que são a favor e alters que são contra.
E não tem como só ter alter que vai ser a favor, sabe? Você pesquisar quem é que vai ser a favor, só vou criar eles. Principalmente porque o técnico, não importa o que você fizer, ele vai ficar puto, tá ligado?
É, o cientista é pragmático, né? Ele fala: cria tabula rasa, vamos pegar o cérebro dele e foda-se.
Mas depois o Chip, ele fala: tá bom, pode ser também, tá ligado? Ele aceita os dois.
Mas a ideia principal dele é fazer eu usar o cérebro mesmo.
Mesmo já era. Sim, é porque é a mais rápida, né?
É, tem os cara que, ah, mas o chip vai ficar um chip na minha cabeça, eles vão saber onde eu tô, tem GPS nessa porra aqui, tô usando o bot, que eles não querem isso daí.
Principalmente o operador, né?
Eu vou virar jacaré.
Mas também não querem matar a porra do tabula rasa, mas aceita, tipo, é o preço que tem que ser pago. E aí é uma das críticas que eu tenho ao operador, que é o líder sindical tal, que ele fala assim, é sacrifício precisando ser feito. Direitos, é tudo por uma causa maior. E vai tomar no seu cu— mas entendo, né? O pessoal da Polônia deve ter uns traumas ali social ali foda, deve ter uns traumas social foda. Pode ver o This War of Mine, tá ligado?
É outros traumas de época de guerra, né? E é isso, você escolhe a sua opção, as duas vão dar continuidade na história. Existe finais melhores, mas nenhum trava o jogo, né? Não tem tipo errou, morreu, perdeu. Você só não pode perder o prazo.
Só que isso cria uma celeuma na sua turminha e aí parte da sua turminha sai da—
O que rola é no fim, depois disso tudo, quando você termina de colocar os sensores de gravidade, os canhões e tudo mais pra abrir essa barreira e poder passar, aí acontece um problema. E até é outra estratégia legal do jogo, porque assim, pode ser que o cara seja meio mão de vaca ou não queira criar outros alters, então ele vai lá e cria só o mínimo ali tenta fazer, mas nessa hora você precisa de 2 em cada um desses equipamentos.
Você tem que ter no mínimo 4 Altars. Então o jogo no final você tem de 4 a 7 Altars, considerando já o Tábula Rasa, um deles, né, que você tem que criar. E aí quando você libera esse espaço e você tá lá operando uma máquina para conseguir ir, você toma uma porrada na cabeça, é o Ian técnico. E aí vem a questão do interlúdio antes do Ato 3. Que rola é que o seguinte, o técnico e mais alguns, que na minha primeira vez foi o técnico e mais um, não lembro quem foi, e na segunda vez foi o técnico, o refinador e mais um outro, botânico.
É, para mim foi o técnico e o botânico. É, eu acho que mais alguém, agora eu não lembro quem.
Sim, porque o botânico fica puto porque você não escolheu a decisão da Lena.
Ai, porque a minha esposa é o máximo, ela é incrível.
E aí o que rola, Alice, isso daí, vocês estão no meio de uma tempestade e não tem como sair. Que que eu vou fazer? Uma das decisões, pensando ali entre eles, conversando, é que assim, eles têm alters de todas as formas possíveis, mas nenhum deles nasceu para ser capitão, nenhum deles nasceu para liderar. E aí o pensamento é: da mesma forma que a gente alterou o computador quântico para criar um alter sem nenhuma memória, será que a gente consegue alterar o computador quântico para criar um Yan que tem uma perspectiva nova na vida e consiga nos liderar?
E aí rola até, isso na verdade é um walking simulator nessa parte, né? Você entra dentro de memórias e vai conversando entre cada um dos seus autos.
Ah, eu achei interessante essa parte, é uma doideira, né? Foi até ali que minha esposa jogou, ela ficou maluca vendo essa parte, ela falou, mas o que tá acontecendo aqui nessa porra?
É bem ácido, né?
É, entendeu? Aí eu achei legal vendo o que aconteceria, o que tem na mente dele, o que ele pensa ali, que... Você tem ali tipo um vilão, né, que é ele gigante, se não falha a memória.
Sim, sim, é o subconsciente dele.
Depois ele descobre que ele vê que ele tá errado nas decisões, na escolha que ele tá fazendo agora, no que ele fez no passado.
Sim, são 3 partezinhas, mini partes ali. A primeira onde ele encara a questão da morte da mãe, onde ele entende que ele não tinha o que ter feito ali. Ele meio que aceita isso, ele vai entrando em paz com as situações. A segunda é a questão da perda A da Lena, toda essa questão do que ele poderia ter feito, como ele pensar direito e tudo mais. E o último é a própria, ele chega num lugar onde tá o computador quântico e o resto da galera morta ali, né, nos pods e tudo mais.
Até ele, quando ele chega, acha a capitã, pede, ai, me salva! Mas logo em seguida já morre e tal. E é nessa hora até que ele entende, olhando pro subconsciente dele, que toda aquela decisão foi do computador quântico. No momento onde eles entram outro planeta. Ele escolheu, ele viu que deu alguma merda e não ia ter como todos sobrevivessem, e ele escolheu dar os recursos para o Ian e deixar os outros morrerem, principalmente porque o Ian tinha na vida dele ali todas essas possibilidades, todos esses alters, né?
Porque o computador quântico tinha toda essa análise dele, né? E ele viu que era o cara que mais tinha desdobramentos e momentos ali que talvez dessem sucesso para missão, né? Foi um cálculo estatístico ali Basicamente.
É, fez o cálculo, ó, dessas 10 pessoas que estão aqui, quem que vai conseguir dar lucro pra gente?
Exatamente!
Nossa, dar lucro é foda.
A gente fala lucro, mas é o resultado da missão, o computador quântico...
É, quem tem mais chance de completar a missão, né?
É, e até já juntando isso daí, que você no ato 3 descobre o que causou esse acidente é porque o planeta inteiro, ele é protegido por um domo de energia ali, que é basicamente semelhante ao que você quebrou pra conseguir atravessar ali, ou vários outros exemplos.
É tipo uma camada de ozônio ali, né? É.
E aí quando você adentra nesse... Ninjas, adentrem o domo! Quero ver quem pega esse. Quando ele entra no domo, falha toda a máquina e o computador calcula rapidinho ali, ó. Mata esse, sobrevive esse. E aí ele escolheu você e você segue. Com essa nova perspectiva, com essa nova visão, o Ian fala assim: Eu não consigo navegar nessa tempestade. Mas tem uma pessoa que consegue, que é o Ian técnico. Então ele fala: Vamos seguir o Ian técnico.
E aí eles descobrem uma questão da luz assim, porque o guia técnico ele foge. No ato 2 você descobre tem um veículo, né, feito ali para atravessar esses terrenos todos cagados ali que você tem em algum planeta, e ele protege contra radiação.
É uma mini base ali, que é a parte da história que a gente não conhece, né? Tipo, sua nave que chegou lá, que foi destruída, e aí caiu os pedaços no planeta, aí se encontra esse caminhão, essa minibase móvel.
E o técnico, você depois descobre que ele tava voltando ali e arrumando aquilo no tempo livre dele porque ele já tava planejando isso. Então quando ele te dá a porrada na cabeça, ele rouba um pouco de suprimento, coloca nessa base, vê quem mais queria ir com ele e vai embora. Tanto que é por isso que os outros alters sabem do plano, né, porque ele no mínimo já tinha falado ali quem era a favor, quem era contra, né. E aí você tendo essa iluminação, ele até zoa, ele, ah, eu vi a luz.
Aí o cientista, ah, para com essa merda aí, mano. Ele, não, não, tô falando sério, vamos seguir a luz do carro do técnico, que se alguém vai sair dessa tempestade é ele. E eles conseguem sair. E aí você tem o início do ato 3. O ato 3, o mapa é bem menor, ele é bem mais labiríntico, eu acho, bem mais chatinho nessa parte. Mas numa segunda jogada, quando você já sabe onde estão as coisas, ele se torna bem menorzinho. E aí você só tem o foco ali, você chegou no ponto final, seu objetivo é mandar um sinalizador para avisar que você tá ali.
Só que no meio desse tempo você tem essa questão dos alters que se rebelaram e fugiram. E isso o Vonnegut até já avisou, dependendo da sua decisão de usar o Tábula Rasa ou usar o chips, você tem a possibilidade de que todos voltem ou só alguns deles. Se você usou o Tábula Rasa, o técnico nunca vai voltar. É um ato mais curto, né? Ele é focado muito mais nas decisões, que é esse ponto final. Porque aí, quando você já tá, voltou os alters ou não, você conseguiu descobrir a questão de como quebrar o domo ou não, que eu considero essa parte o chefe final até, essa última tela.
Como assim, mano?
Porque para mim é o último desafio ali grande do jogo, entendi, de ação. Eu falei de chefe no sentido de ação.
Entendi agora. É assim, talvez seja um dos poucos momentos que existe um certo desafio jogo, né?
Tipo jogo, habilidade motora, né?
Exatamente.
Sua base para você ligar aquilo, ela começa a estourar tudo. Então fica os caras te mandando mensagem: tá quebrando isso, isso aqui pegou fogo, ó, não sei o quê. É bem isso. Aí você precisa correr, que é o único momento que o tabula rasa trabalha. Ele trabalha nessa hora? Eu não lembrava.
Ele trabalha.
O Tabula Rasa é mó legal, eu gosto dele.
A única coisa do Tabula Rasa é que eu queria que ele fosse um pouco mais interativo, assim. Eu entendi o ponto que, de fato, ele quase não é uma pessoa, né? É, não, mas ele é quase um recém-nascido ali, mas ao mesmo tempo ele faz algumas coisas de adulto, mas eu não sei, assim. Eu queria que ele fosse um tiquinho mais interativo, sabe? Que desse pra você conseguir fazer algo um pouco mais relevante com ele do que só...
Ele te ensina a alegria da vida.
É, que é tipo só aproveitar, né?
Você chegou a pegar a lição dele?
Eu peguei a lição dele, mas, cara, queria que ele tivesse sido melhor aproveitado, na verdade.
Saquei. Ah, eu gostei, eu achei ele interessante, que ele dá uma leveza ali para a história toda, e ele chega no momento onde você já tá mais tranquilo. Por isso que esse ato final ali fica mais nesses preparativos finais. O que rola ali numa conversa final com o Axel e tudo mais, com a Lena e blá blá blá, é assim, que que a gente vai fazer? Porque vai vir uma equipe de resgate, só que essa equipe de resgate vem armada e eles não sabem dos Altas.
Então a possibilidade deles se encontrar e matar os cara e foda-se é grandíssima. Então uma das ideias é você criar uma arca de Rapidium falsa com fundo falso, né? Uma das coisas que eles pedem durante o jogo é que você crie arcas de Rapidium, porque o objetivo todo é trazer o Rapidium, né? Então você não tem nenhum ganho imediato no jogo, mas te ajuda na história. E você cria todas essas arcas e você pode criar uma, até 6 que você cria, né?
Sim, você pode criar uma sétima arca, arca sarcófago que eles falam, né? E aí no momento final ali tem até umas decisões. Mas o momento final do jogo, ele é todas essas decisões ali, que primeiro como esconder ou não os alters, entregar eles para Helicorp pro Maxwell ou tentar fugir com eles para algum outro lugar pedindo ajuda do Lucas, direto pro Lucas. Lucas e a Lena, isso, tomarem o controle da nave, te levarem para outro lugar.
Ou uma última decisão ali que você tem que fazer é o que que você vai fazer com essa galera de resgate, se você vai usar um gassonífero dentro da nave para todo mundo desmaiar e você fugir com o pessoal dormindo, ou você vai explodir a nave. Apesar que muitas dessas essas decisões ali, visualmente falando, elas não afetam muito ali. Elas só afetam os diálogos do momento final do epílogo, né, que é aquilo ali que a gente já até levantou, que é o que que tá acontecendo, né.
Porque daí, depois de tudo isso, depois desse momento final ali, tem esse epílogo onde é o Ian num quarto conversando com advogada dele e vendo TV e tal. E meio que as coisas vão se mostrando, o aftermath ali de tudo.
É que aí esse é um problema, ou não, né, dependendo da pessoa, do final do jogo. Sim, porque você vai pensar que tipo tudo que você fez durante os 3 atos não faz diferença nenhuma, porque você tem uma escolha binária no final: vou fazer isso, vou fazer aquilo.
Que é você ou botânico, é isso que você tá dizendo?
Não, o botânico é um que você tem que desenvolver mais a história dele, ao final um pouquinho mais complicado você conseguir. Mas o de entregar eles ou esconder eles É uma decisão binária ali que você faz no final do jogo, que não depende de nada que você fez até lá.
Ah, entendi.
Tipo, mesmo que você escolha trabalhar com Maxwell até o final do jogo, no final do jogo você pode falar: não, não quero. Sim, verdade, vou fazer outra coisa. Então tem gente que não vai gostar disso, né, que ele quer que você construa a sua decisão. Se você não pegou uma flor no primeiro ato ali olhando para trás de quando você nasceu, você não vai conseguir fazer esse final.
Entendi. É isso que tem pessoas que querem isso, e o jogo ele te deixa.
Tem gente que quer isso, que vai preferir uma coisa desse tipo. Isso ele não dá. Então tem gente que pode não gostar, tem gente pode gostar. Eu gosto porque eu não vou precisar jogar de novo para ver os finais diferentes.
Sim, né?
Eu posso só dar um save ali. Ah, vou colocar, vou levar um dia para fazer as pra explodir a galera. Ah, então eu tenho o meu save aqui, eu consigo pegar e fazer isso, e eu consigo pegar desse mesmo save e não fazer isso e descobrir e fazer um final diferente. Tirando o do botanista, que você tem que desenvolver a conversa com ele, pegar a lição dele e tudo mais, que se você não fizer isso, você não vai conseguir fazer essa versão do final.
Essa nem sabia que tinha, porque as demais todas é realmente só se você não leu o texto do epílogo, Você ficar pulando ali, todos os finais são iguais, né? É que eles são só falas diferentes ali no final.
Então eu não fiz o final da corporação.
É, eu também nenhum final deles eu consegui. A única coisa que eu mudei grande no final, tirando a questão do tabula rasa do chip, né, é essa questão de explodir ou não a nave. Mas eu fiz só porque tinha um achievement mesmo. Mas mesmo assim, vocês não sentiram um peso? Eu senti assim, tipo, porra, mano, eu vou matar os cara, não tem nada a ver isso. Porra, mano, Você já sabe que é só uma fala no final do filme. Ah, mas eu vou matar, sabe? Tipo, sem dúvida é engraçado como o jogo te deixa.
Eu explodi os cara com gosto, porra, mas a galera era de boa.
E tem também, que não é um final a mais, mas um momento especial ali de lore da história. O cientista, ele pede para fazer umas pesquisas a mais, e se você permite, segue todo o caminho dele. Tem um dia que ele sai para fazer uma pesquisa para fora do mundo e ele descobre o segredo do planeta. Ele descobre um lugar específico onde você tem um oásis, você tem lá árvore, lago, tudo assim. Inclusive você tem seres vivos que não são só as plantas, né, microrganismos e tudo mais.
E aí o cientista faz até toda uma teoria ali que ele acredita que aquele planeta, que a cada destruição se recria cada vez mais rápido, e aquele oásis ali, ele vai crescendo com o passar do tempo até que ele tome o planeta inteiro, que é a forma que o planeta tá em evolução para ele aprender a sobreviver, a existir num planeta como esse, né, que o Rapidium é só uma consequência natural disso tudo. Eu achei bem legal porque ele amarra essa parte, tirando a parte da nave que a gente nunca viu caindo, o resto é tudo bem amarrado, né.
O problema é que o jogo lançou no passado e não teve mais nada, né, não teve nenhuma atualização, não teve um Algum negocinho a mais, tipo, pra gente saber.
De história não teve, mas ele teve atualizações bem bestas.
Mas é o jogo assim, o fator replay deles é o próprio jogo, assim, não tem muito tipo por que fazer, tipo, não precisava dar motivo pra eu querer jogar de novo, sabe?
É, eu joguei de novo porque eu realmente não lembrava de muita coisa, então eu precisei, mas eu acho que a surpresa da primeira jogada se perdeu um pouco. Sim. Por isso até que eu fiquei tanto insistindo na galera ali, ó, Se você quer jogar, não ouça. É como um livro bom assim, pô, você pode até querer voltar nele uma hora ou outra, é gostoso igual jogar de novo, é gostoso.
Mas a primeira experiência é a melhor.
É o tipo de jogo que eu queria, que a galera assim fala, queria nunca ter jogado para poder experimentar ali do zero. E aí a gente chega então no momento das considerações finais. Já queria saber aí cada um, começando aí com você, senhor Vonage.
Eu achei excelente, é um ótimo walking o hater. Eu gosto de ficar andando nos lugares pegando as coisinhas, maximizando o meu dia. Mas é aquele negócio mesmo, né? É um jogo que você jogar uma vez só. Tipo, a história é boa, mas é uma história que o segundo playthrough não agrega nada a ela, né? Você vai fazer uma escolha diferente ali ou não, vai mudar uma coisinha ou outra, mas não é nada que vai alterar tanto. O legal que você jogar segunda vez que você já sabe tudo que fazer.
E aí você vai caminhando tranquilaço para o jogo. Mas é só para você fazer coisas alternativas, né, fazer outras que você não fez. Sim.
Aliás, uma coisa que o jogo faz, se você dá load e volta em alguma parte para pegar, quando você vai tomar qualquer decisão, ele deixa marcado qual foi a sua última decisão.
É isso, é bem legal.
É, se você só quer ver, o que que ele responderia se eu falasse isso? Ele te estimula isso. Não te estimula, mas ele não te pune por isso. Ele fala, não, você quer só saber o que ele fala? Tem aqui, ó, é que você escolheu, foi essa, escolhe essa agora.
É, você não precisa ficar memorizando, sim, as escolhas que você faz. Isso é bem legal. Aí eu tenho que voltar no E33, que também tem a história do caralho. Mas quando você joga pela segunda vez, é aquele jogo que fala que você joga a primeira vez, fala, puta que pariu, o que que tá acontecendo? Eu queria perder memória para jogar de novo. Mas a segunda vez que você joga, o jogo tenta tanta menção ali, as coisas que tá acontecendo, que quando você joga na segunda vez, você fala, ah, ah, ah, você vai ficar o tempo inteiro desse jeito, porque ele te mostra, ele te diz tudo.
Ele é Clube da Luta e você não percebe. É, o Outers já não tem isso, mas é legal ainda jogar pelo menos duas vezes para você ver os Outers diferentes e fazer umas escolhinhas diferentes ali no outro jogo. Eu gostei bastante do tempo que eu passei jogando Outriders.
Sabe o que eu acho que deve ser interessante? Não você jogar, mas você apresentar para alguém próximo onde você possa acompanhar o gameplay, você jogar de carona e ver a pessoa vivendo aquilo sem dar spoiler, sabe? Você vivenciar, mas vendo o que a pessoa escolheria. Até porque o jogo, o objetivo todo é esse: quem seria você escolhendo diferente? E aí você vê como que é o jogo, né?
Vendo as escolhas do outro.
Porque eu joguei um ano depois, tudo bem que eu joguei correndo, para conseguir lembrar, porque eu realmente assim, toda vez que eu lembrava que eu não tinha lembrado algo, saca, tipo assim, puta, nem lembrava disso, eu me sentia muito mal. Então eu falei, não, eu preciso ter uma base melhor aqui. Não foi tão prazeroso.
Mas esse senhor, senhor Pedro, cara, eu assim, e feliz com a recomendação do meu chefe, foi uma tarefa obrigatória que me trouxe satisfação, fiquei realmente muito emocionado, cara. Para mim entrou no top 3 assim do ano passado com tranquilidade, porque é um jogo que faz você repensar as suas próprias escolhas. É o tipo de jogo que eu gosto. Eu, no momento que eu joguei, eu tava no momento mais introspectivo da minha vida também.
Me fez refletir sobre isso, sobre o que que me levou a ser quem eu sou, como que a gente pode aprender com o nosso passado. Assim, jogo maravilhoso, mas eu não acho que é um jogo para todo mundo assim, porque apesar da história ser muito boa, de fato a questão questão das mecânicas, elas podem afastar algumas pessoas do gerenciamento de base. Apesar da gente saber que é, de certa forma, tangencial, eu acho que é um jogo que não vai agradar a todos.
Elas não são punitivas como você imagina que vai ser antes de começar a jogar.
É, exatamente. Mas mesmo assim, assim, eu acho que vai ter gente que vai torcer o nariz, não vai gostar, e ok, né? Não dá para agradar a todos, né?
Ah não, tanto teve, Pedro, que assim, adoro o Vagner, mas a gente chamou ele aqui Porque ninguém mais do grupo quis, sabe? Acesso ao jogo todo mundo tinha, mas não quiseram. Inclusive o Quinho foi longe e largou.
Você viu que o Mário literalmente falou com você, é o que sobrou, né?
Não, pelo contrário, ele é o cara que na hora que eu lembrei dele eu falei, porra, finalmente vamos fazer um episódio.
Servi, servi, porque eu joguei joguinho.
Então, e eu fiquei, eu me senti muito mal exatamente porque assim, eu joguei, pirei, queria que outras pessoas jogassem E principalmente o Pedro, por umas questões pessoais de amizade nossa, que eu falei, pô, acho que ele vai curtir bastante. Que bom que gostou.
Você estava certo.
Que bom, fico feliz. Peço até desculpa por ter enchido muito o saco em relação a isso.
Você estava coberto de razão.
Mas é exatamente isso, acho que vocês mataram a pau a definição. É um jogo maravilhoso, mas não é pra todo mundo. E se não gostou, não se sinta mal, não jogue, seja feliz não jogando. Mas se tiver disposto aí, até porque nem tem o que falar isso agora, né? Porque se você tá aqui, não jogou o jogo, você tá errado. Era para você ter parado antes, já falamos isso. Mas é isso então, temos episódio, gente?
Temos, temos, cara. E, e, Vôned, agora que você já sabe o caminho do chorume aqui, que você se entrou, fica à vontade, a casa é sua também.
Sim, vamos ver.
Mas é isso então, gente, meu, muito obrigado mesmo, Vôned, pela participação.
Obrigado por me chamarem.
Você quer deixar suas redes ou quer que ninguém te encontre?
Ah, eu sou VONED na internet inteira. Procurar por VONED, você vai me achar. Sou eu, não é mais ninguém.
Então fechou, procure VONED e jogue ele alto.
Ou não, ou não procure também. Vocês fazem o que vocês quiserem.
Até prefiro que não. A escolha é sua, né? Então valeu, gente, até mais.
Valeu, obrigadão. Créditos do episódio: Fernando Vivaldini, trilha sonora e edição. Guilherme Barata, identidade visual. Luiz Alberto, pauta. Mário Perim, pauta. Pedro Azevedo, pauta. E também foi feita uma versão da música Starman, do David Bowie.