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Conexão Mercado - 05.05.2026

05 de maio de 20264min
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Todos os dias, o time de economistas do BB traz um panorama sobre os principais mercados e suas expectativas para o comportamento dos ativos.

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BB

HostEconomista
Assuntos6
  • Liberdade e detençãoEstreito de Hormuz · Conflito Irã-EUA · Navios comerciais · Irã · Emirados Árabes Unidos
  • Mercados InternacionaisPetróleo · Títulos do Tesouro dos EUA · Dólar · Moedas emergentes · Bolsas americanas
  • Mercado de Sorgo nos EUA e BrasilCurva de juros · Dólar vs Real · Bovespa
  • Agenda EconômicaRelatório JOLTS · PMI Setor de Serviços · FED · Kevin Walsh
  • ATA do COPOMPolítica monetária · Incerteza · Oriente Médio · Impactos econômicos e inflacionários
  • IPCAInflação · Março
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Da Gerência Assessoramento Econômico, esse é o seu BB Conexão Mercado, que traz para você as principais notícias e nossas análises do Brasil e do mundo. Terça-feira, dia 5 de maio de 2026, meu nome é Eduardo Toneto e vou dar um panorama sobre os principais mercados. No exterior, o governo dos Estados Unidos lançou ontem, dia 4 de 5, a Operação Projeto Liberdade para escoltar os navios comerciais no estrelês de Hormuz.

bloqueado desde o início do conflito com o Irã no final de fevereiro. Apresentado como gesto humanitário, a ação resultou na passagem de poucos navios até o momento, e em resposta o Irã lançou mísseis e drones contra os Emirados Árabes Unidos e ameaçou atacar qualquer navio de guerra dos Estados Unidos no estreito. Hoje o mercado segue atento a esses embates e as sucessivas idas e vindas das negociações indiretas entre os Estados Unidos e o Irã.

bem como qualquer sinalização relacionada à possível retomada do tráfego nos estreitos de Hormuz. A agenda de indicadores traz pontos relevantes, mas em princípio, hoje não deve gerar movimentos expressivos nesta terça-feira, com o noticiário geopolítico assumindo o papel central de catalisador na volatilidade intradiária.

Nesse contexto, após o viés negativo observado na sessão anterior, os mercados esboçam uma recuperação ainda frágil, com o petróleo recuando levemente, as ilícitos dos treas cedendo marginalmente e o dólar operando de forma mista frente às moedas emergentes, enquanto se mantém levemente fortalecido contra seus pares principais. Os futuros da bolsa americanas também aproveitam esse vácuo de notícias negativas para ensaiar uma recuperação de caráter técnico.

Na agenda do dia, o destaque nos Estados Unidos fica por conta do relatório JOLTS, que traz o número de vagas de emprego em aberto de março, além dos índices de gerentes de compra, os PMIs do setor de serviços, divulgados tanto pelo S&P Global quanto pelo Instituto ISM. Adicionalmente, são previstas falas dos dirigentes do FED, em uma semana que antecede a possível votação da confirmação do nome do Kevin Walsh para presidente do FED lá no plenário do Senado, que deve ser votada no dia 11 de junho.

Acreditamos que, superando o estresse inicial provocado pela operação Projeto Liberdade dos Estados Unidos, a sessão possa apresentar algum movimento de correção dos ativos, com leve queda das yields, dólar relativamente mais fraco e bolsas em alta. Ainda assim, a gente ressalta que o cenário permanece muito frágil e a volatilidade deve continuar elevada.

No fronte interno, a ata do Copom reiterou o tom do comunicado ao enfatizar a necessidade de serenidade e cautela na condução da política monetária em um ambiente de elevada incerteza, aí associado ao conflito no Oriente Médio. O documento reforçou a possibilidade de ajustes no ritmo e extensão da calibração da política monetária, preservando a flexibilidade para que o comitê reaja na evolução do cenário e a incorporação de novas informações sobre os impactos econômicos e inflacionários do conflito.

O IPC FIP subiu 0,40% em abril, desacelerando ante o avanço de 0,59% de março, e também em relação ao ganho de 0,51% observado na terceira quadrissemana do mês passado.

Tomando por base o teor exclusivamente da ata do Copom, seria esperado algum ajuste de baixa nos vértices curtíssimos da curva de juros e de alta nos vértices médios e longos. No entanto, considerando o movimento observado na sessão anterior e a ausência de novidades relevantes, principalmente notícias negativas vindas do cenário global,

Esperamos um leve ajuste na sessão de hoje. Nesse contexto, o dólar tende a perder força frente ao real, enquanto a curva de juros deve devolver parte dos prêmios de risco, acompanhando a queda do dólar, das taxas dos treasuries e do petróleo. Para o Bovespa, o ambiente tende a ser favorável com viés de valorização. Um bom dia a todos e bons negócios.

Por fim, lembramos que essas informações refletem somente expectativas e por isso a instituição não se responsabiliza por eventuais perdas financeiras.