Episódios de Preparando o domingo

14 domingo do tempo comum

04 de julho de 202622min
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A alegria das pequena as coisas

Participantes neste episódio2
S

Speaker A

Host
S

Speaker B

HostJornalista
Assuntos4
  • Exegese Evangelho JoaoLouvor a Deus pelos pequenos · Descanso em Jesus · Mansidão e humildade · Políticas inclusivas
  • ProfeciasRei justo e humilde · Paz entre as nações · Domínio de Deus
  • A Carta aos RomanosViver segundo o Espírito · Impulsos carnais · Vivificação pelo Espírito
  • Desfrutar do SimplesGratidão versus lamentação · Presença consoladora de Deus · Ser outro Cristo no mundo
Transcrição9 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Preparando o Domingo.

?Voz B

Bem-vindo, bem-vinda a mais um encontro Preparando o Domingo. Eu sou Carlos André e você agora vai escutar comigo os textos da liturgia do 14º Domingo do Tempo Comum. A palavra de Deus sempre nos inspira novas ações, novos pensamentos, nos ilumina a vida quando tantas vezes nós não encontramos saída. Por isso Dedique sempre um tempo para escutar a palavra de Deus com o coração aberto. Invoque o Espírito Santo de Deus, aquele que ilumina o nosso interior, para que você possa aproveitar das riquezas da palavra de Deus na sua vida. Por isso, vamos agora invocar o Espírito Santo de Deus rezando.

?Voz A

Venha, Espírito do Pai e do Filho, Vem Espírito de amor, vem Espírito de infância, de paz, de confiança e de alegria. Vem alegria secreta que brilha através das lágrimas do mundo. Vem Espírito Santo, vida mais forte que nossas mortes. Vem Pai dos pobres e Advogado dos oprimidos. Vem luz da eterna verdade e de amor derramado em nossos corações. Permanece em nós, Santo Espírito de Deus. Não nos abandones, nem no duro combate da vida, nem no momento em que tocarmos o final da caminhada. Vem, Santo Espírito de Deus. Amém.

?Voz B

A primeira leitura de hoje é tirada do livro da profecia de Zacarias. Que diz assim: Assim diz o Senhor: Exulta, cidade de Sião! Rejubila, cidade de Jerusalém! Eis que vem teu Rei ao teu encontro. Ele é justo, ele salva, é humilde e vem montado num jumento, um potro, cria de jumenta. Eliminará os carros de Efraim e os cavalos de Jerusalém. Ele quebrará o arco de guerreiro, anunciará a paz às nações. Seu domínio se estenderá de um mar a outro mar e desde o rio até aos confins da terra.

Essa passagem do livro de Zacarias, ela é situada em um momento da história muito importante para aquilo que nós vamos ler no Novo Testamento, a história de Jesus. Porque afinal, Zacarias está vivendo no período da história em que Israel havia perdido a sua terra, havia perdido o seu reino, havia perdido tudo, estava no exílio, e de repente surge uma palavra de esperança, que é a palavra de Zacarias, que mostra que embora tenha sido tudo perdido por causa da guerra, por causa daquilo que as nações do mundo inteiro faziam, afinal a disputa pelo poder, a disputa pelas riquezas faziam com que as guerras e as lutas fossem contínuas.

E podemos dizer que essa é a realidade atual, afinal a humanidade inteira ainda continua buscando sobreviver umas às outras, uns aos outros, através da guerra, através da luta, da disputa, da competição, da superação do outro pela eliminação do seu adversário, não pelo diálogo, não pela capacidade de convivência, de estabelecer relações justas, de que possa cada um de nós, na sua diferença, conviver em paz. Isso tudo a gente vê ainda nos dias atuais como um sonho.

E é que este sonho é transmitido através do profeta como algo que se refere a um tempo em que Deus mesmo virá através de um enviado, o seu Messias. E esse Messias será como um rei, mas não como um rei qualquer que vem com a força dos cavalos, como ele diz aqui, os cavalos de Efraim, de Jerusalém, significa os cavalos do Reino do Norte, dos Reinos do Sul, os dois reinos que formavam o povo de Israel naquele período da história.

E aqui ele diz que ele vem humilde, com um jumento, tudo isso representando aquilo que é diante de Deus, o que importa realmente. Não é ostentação de poder, mas é essa capacidade de, pela mansidão e diálogo, conquistar a possibilidade de uma convivência humana fraterna, saudável. E é isso aquilo que é o modelo de rei que este profeta apresenta ao povo de Israel. Não será um novo rei como Davi, guerreiro, nem como Salomão, conquistador, mas será um rei que será capaz de produzir a paz entre as nações, anunciará a paz às nações.

Estas nações irão parar de guerrear porque não haverá mais motivo para guerra. Seu domínio será único, ele se estenderá de um mar ao outro. E aqui ele diz desde o rio, que é uma forma de mencionar a Mesopotâmia, que era uma região entre os dois rios, até os confins da terra, que eram os limites da terra conhecidos naquela época. Isso tudo faz nós pensarmos quanto hoje é necessário que continuemos a sonhar por um reino de paz. Este reino de paz que aqui, já nessa profecia de Zacarias, que a gente pode situar em torno do século 6 antes de Cristo, já produz, portanto, o seu efeito espiritual.

Se um rei deve vir, se um Messias deve chegar, ele não será aquele que fará ruídos com as botas dos soldados, com os cavalos dos guerreiros, mas é aquele que virá manso e humilde sobre um jumentinho. Aquilo que depois nós cristãos iremos identificar quando Falamos da entrada de Jesus em Jerusalém, né, no dia, na semana da Páscoa, né, Domingo de Ramos. Então Jesus encarna esse ideal de um rei manso e humilde que vem não para dominar, mas para trazer a paz.

Essa esperança que todos nós trazemos no coração. Por isso o Salmo vai louvar a Deus por isso: bendirei eternamente o vosso nome, ó Senhor, porque este é o único rei que produz paz e alegria. Este é o único rei que não vem para nos dominar, mas vem para nos trazer a paz. É isso que representa para nós a aclamação que Jesus é rei, que Deus é rei, porque ele é um rei diferente. É desse reino que nós queremos fazer parte, do reinado de Deus, em que o diálogo prevalece sobre o domínio e a competição.

É assim que um cristão, quando lê essas passagens do Antigo Testamento, se refere a Cristo e se identifica com este reinado de Cristo, Aquele que lutou para que a guerra não fosse a última palavra, mas ao contrário, que a guerra jamais pudesse fazer parte do nosso vocabulário, mas que seja a conquista da paz pela palavra, pelo diálogo, que é aquilo que a gente vê na palavra do Papa Leão nesses últimos meses, em que ele tem conclamado as nações do mundo a pararem as guerras e a voltarem a sentar à mesa do diálogo.

Só isso pode realmente solucionar as nossas diferenças, os conflitos. O poder das armas só traz mais sofrimento e dor. É isso que compreendemos quando falamos de todo tipo de violência que tenta de alguma maneira se impor sobre o poder daquilo que é o desejo de construir uma sociedade, um mundo em que o diálogo e a paz prevalecem. É lógico que nós, como cristãos, vivendo dessa maneira, compreendemos que essa não é uma tarefa fácil, uma tarefa que implica uma conversão espiritual É isso que Paulo vai dizer agora na carta aos Romanos, que nós vamos ler um trecho: Vós não viveis segundo a carne, mas segundo o Espírito, se realmente o Espírito de Deus mora em vós.

Veja que é isso que se trata, não é? Enquanto os valores estão baseados em valores materiais, segundo a carne, a gente não consegue ver os valores espirituais, e vamos sempre buscando prevalecer uns sobre os outros. Isso que falamos para as nações pode acontecer entre nós, amigos, familiares, Colegas de trabalho, em que a disputa dá lugar, ou melhor, em que a paz e a serenidade dá lugar à disputa, à competição que destrói as relações.

Podemos sim pensar desse modo, né? Não devemos sempre imaginar que o problema da guerra está entre as nações, quando muitas vezes as nações estão ali acontecendo ao nosso lado em guerra. E aí ele vai continuar, São Paulo, nos inspirando por conta daquilo que Cristo nos ensinou. E ele diz: se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos mora em vós, então aquele que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos vivificará vossos corpos mortais por meio do seu Espírito.

É assim, o Espírito Santo, aquele que vivifica a nossa vida, que nos dá vida de fato. Por quê? Porque acreditamos que Cristo ressuscitou graças às forças do alto, a força do Espírito. E ele conclui: portanto, irmãos, temos uma dívida, mas não para com a carne, para vivermos segundo a carne. Pois se viverdes segundo a carne, morrereis. Mas se pelo Espírito matardes o procedimento carnal, então vivereis. E cada um de nós pode pensar o que é o procedimento carnal, né?

Não deveríamos associar sempre o que é carnal àquilo que possa ser sexual, né? A gente tem essa tendência a acreditar. Carnal é tudo aquilo que provém dos nossos impulsos naturais. É natural a gente sentir inveja, sentir ódio, sentir rancor, sentir raiva. É tudo isso natural da carne. Mas quem vive do Espírito encontrou então uma razão maior para não se deixar conduzir pela carne. E é isso que São Paulo está nos dizendo: quem vive do Espírito significa que confia de que é o Espírito que dá vida.

Não é possível dar ouvidos a somente os nossos impulsos humanos, né, que eles são naturais, não podemos impedi-los, mas podemos sim dizer qual é o lugar deles na nossa vida. Isto é, se eu sei que tem uma tendência à cobiça, vou buscar espiritualmente exercer a generosidade para que a cobiça não me domine. Se eu sei que eu tenho uma tendência a ter rancor, eu vou me exercitar no perdão para que o rancor não me corroa a alma e eu venha portanto, não somente a perder a vida física, mas também perder a vida eterna, a vida com Deus, a vida espiritual, a graça de Deus já nesse tempo.

Então vejam que não adianta querermos fugir daquilo que são os impulsos naturais, mas podemos sim redirecioná-los a partir daqueles objetivos espirituais que cada um de nós cultiva. Se meu objetivo é espiritual, eu tenho certeza que todos nós encontraremos razões espirituais também para poder vencer Aqueles impulsos que nós todos possuímos, né, os desejos que nos impedem de construir entre nós uma relação em que o coletivo comum, o bem comum prevalece sobre o bem pessoal privado.

Tudo isso faz parte da mensagem cristã, tudo isso faz parte de um reinado que é de Cristo. Então, se Cristo reina, é porque nós vivemos sob os valores que ele nos ensinou. Isso significa o Reino de Deus, não significa uma imposição do alto, um governo que possa representar a Cristo. Isso já passou, foi um tempo da história em que nós imaginávamos que seria assim, que o reinado de Deus era uma forma política de exercer o poder, mas não é.

O reino de Deus é uma forma pessoal de viver os valores que o evangelho nos ensina. Cada um de nós, quando se coloca, portanto, na sua vida sob esses propósitos do evangelho, então estamos vivendo no reino de Deus. Quando nos submetemos ao reinado de Deus, deixamos que ele reine sobre nós, Então sim, Cristo e Deus é o nosso Rei, e cada um de nós sabe bem que é disso que depende o reinado de Deus na nossa vida, da nossa adesão àquilo que representa Cristo, os seus valores, o Evangelho, o significado que ele nos ofereceu da vida e do senso comum, do bem comum.

Tudo isso é o Evangelho que nos ensina, e é para lá que vamos voltar a nossa atenção agora, escutando, aclamando a palavra de Jesus no Evangelho.

?Voz A

Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia, aleluia, aleluia, aleluia, aleluia.

?Voz B

Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho senão o Pai, e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho quiser revelar. Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso.

Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso, pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. Nesse evangelho encontramos Jesus, que após ter dado instrução aos discípulos, começa a pregar pelas cidades. E Mateus, nesse trecho do Evangelho, nos oferece uma pequena porção destes ensinamentos que Jesus fazia enquanto passava de cidade em cidade ensinando, pregando, falando aos seus discípulos.

E vemos um raro momento em que o Evangelho testemunha que Jesus faz um louvor, isto é, ele se alegra diante de Deus. Ele diz: Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. Do que Jesus está falando? De que coisas ele se refere? Aquilo que foi lido antes desse trecho no Evangelho não nos dá muita clareza, mas nos faz perceber que ele está falando do reino.

Isto é, antes desse trecho ele vai falar: Ai daqueles que fazem isso ou aquilo, ai daqueles que escandalizam os pequenos. Isto é, Jesus está mostrando que aqueles que realmente compreendem a palavra que ele anuncia são os pequenos e pobres, aqueles que estão mais voltados para essa condição mais simples da vida, e por isso têm olhos para ver o simples, o pequeno, o pequeno gesto. É capaz de encontrar nos pequenos momentos da vida o livramento de Deus diante das suas dificuldades, ou quem sabe é capaz de agradecer apenas porque o sol nasceu e mais uma vez pôde experimentar a vida Pequenas alegrias e pequenos livramentos que fazem sentir de perto a presença de Deus no mundo.

É isso que Jesus está louvando: louvo ao Pai, Senhor do céu e da terra, porque essas coisas pequenas foi revelado justamente aos pequenos. São os mais simples que são capazes de compreender a grandeza da presença de Deus que age continuamente no mundo e na nossa vida. É assim que começa esse evangelho, Porque afinal, quando nós entendemos aquilo que Jesus nos oferece, percebemos que é muito simples aquilo que ele nos dá. Jesus não nos oferece riquezas, progresso, quem sabe sucesso na vida, o emprego que eu sonhei, ou quem sabe a riqueza que em algum momento da minha vida eu desejei.

Todas essas coisas que podem favorecer, quem sabe, as nossas próprias aspirações humanas, a cobiça, inveja, o ciúme, tudo isso que pode ser provocado por um gesto que nem sempre é previsto por nós, quando nós desejamos coisas ao invés de desejar a vida, desejar viver, experimentar a vida nas pequenas relações, nas pequenas coisas, mas ainda assim de grande valor. É por isso que quando termina esse evangelho, Jesus reconhece que são justamente os pequenos e pobres os que mais se afadigam, os que mais sofrem para conquistar esse pouco de cada dia, o necessário para sobrevivência, o necessário para viver e valorizar cada momento da vida, apesar das limitações que, quem sabe, pela sua própria condição, a vida lhe oferece.

E ali então que ele conclui esse evangelho, esse trecho que nós estamos lendo no Evangelho de Mateus, que diz: Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. Isto é, não é no desejo de conquista, no desejo de destruição, quem sabe, do outro para obter aquilo que eu tanto desejo. E a gente sabe o quanto o mundo caminha assim. Muitas vezes eu abro mão até mesmo da minha própria dignidade e coerência e posso renunciar ao meu senso de justiça, porque na verdade os meus desejos estão acima até mesmo da consideração que devo ter pelo outro.

Pelo direito do outro de também viver, de também estabelecer na sua vida cotidiana espaços de vida, espaços de alegria. Então vemos quantas vezes no cotidiano, até mesmo nas opções sociais e políticas que vamos tomando, vamos esquecendo dessa opção importante. Quando vemos, por exemplo, políticas inclusivas que levam cada um de nós a ver que é necessário permitir que quem é mais pobre tenha acesso aos meios que o Estado, que a sociedade produz, como as cotas nas universidades, no ambiente de trabalho, para os que são mais pobres, ou quem sabe os programas sociais que tentam incluir aqueles que não têm mais força para quem sabe conquistar um espaço no mercado de trabalho, inclusão na moradia, inclusão de tantas formas que são políticas que levam a perceber a necessidade de permitir que os pequenos, os mais humildes da sociedade tenham um espaço de sobrevivência.

Então muitas vezes quando nos fechamos a verificar que que isso é necessário e importante numa sociedade tão desigual como a nossa, nós nos excluímos dessa palavra do Evangelho de hoje, quando Jesus nos fala que é justamente a esses pequeninos a quem ele volta o seu olhar, a quem ele lança essa palavra de consolo: Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei, porque sou manso e humilde de coração, encontrareis descanso. E tudo isso nos faz refletir sobre o quanto cada um de nós, na sua fadiga cotidiana, não deveria encontrar-se sozinho, desamparado, e perceber o quanto a fé e a esperança que cultivamos por causa do Evangelho, ela não é inerte, ela não é indiferente à situação da vida, do cotidiano de cada um de nós.

Então é muito bonito quando a gente, tomando um Evangelho como esse, percebe que a vida espiritual e a vida social, a vida humana, que a gente experimenta a cada dia, elas não estão dissociadas. Aquilo que eu vivo espiritualmente tem um reflexo na minha vida pessoal cotidiana. Aquilo que eu faço do meu dia, da minha hora, da minha vida, tem um reflexo na minha vida espiritual, porque Jesus mesmo não excluiu que as situações humanas estejam ali diante de Deus.

O Pai vê o sofrimento dos pequenos e a eles volta o seu olhar. Então esse evangelho é um evangelho de grande esperança e consolo, um evangelho que mostra um Jesus sensível à realidade daquelas pessoas que mais sofrem, os mais excluídos da sociedade. E tudo isso deveria também nos sensibilizar a perceber que podemos fazer como Jesus, ser uns para os outros motivo de alívio, aliviar a carga de dor e sofrimento do irmão, aquele quem sabe que está sozinho, isolado, Aqueles que quem sabe buscam uma palavra ou um conforto no irmão, naquele que tá perto.

Pode ser o seu funcionário do seu trabalho, um colega, pode ser uma pessoa que inclusive nem seja muito próxima a você, mas você percebeu o seu cansaço no olhar. E nós somos chamados também a agir como Jesus, ser aquele que alivia o sofrimento de quem está ao nosso redor, perceber este sofrimento e se colocar assim como Jesus, capaz de oferecer amparo, abraço, mão estendida. Tudo isso faz de nós cristãos. Não somos cristãos apenas porque fomos batizados e isso vale para toda a vida.

Somos cristãos porque fazemos operar no nosso dia a dia aquilo que pelo batismo nos tornamos cristãos, outro Cristo no mundo. É difícil? É. É fácil encontrar situações da vida em que nós estamos dispostos a dedicar um pouco de tempo? Não é, não é fácil. Mas cada um de nós é provocado pelo Evangelho a modelar a própria vida conforme o ensinamento e a vida do próprio Cristo. Obrigado, Senhor, pelo dom da vida. Obrigado pelo dom da tua palavra.

Obrigado pelo teu Filho amado que nos ensina a viver de uma maneira que torna a nossa vida mais significativa. Ensina-nos, portanto, a valorizar as pequenas coisas, a valorizar a Tua presença em nossa vida nos pequenos gestos. Ensina-nos a agradecer, a sermos uns para os outros apoio, consolo, conforto, mão estendida. Aquilo que recebemos de Ti possamos também dar de graça, porque de graça recebemos, sem merecimento algum somos tantas vezes apoiados, sustentados pela Tua força, pela Tua graça, pelo Teu Espírito.

Ensina-nos a ser uns para os outros, Imagem tua, imagem de Cristo, que o nosso batismo possa nos tornar cristãos mais autênticos todos os dias, especialmente aqueles que em nossa volta podem nos oferecer um olhar que nos permite perceber: é aqui que a tua graça deve agir em mim, para que eu seja para este irmão que com teu olhar, com seu olhar, me mostra todas as carências, os sofrimentos do dia a dia, que eu possa ser para ele também alívio, alívio na sua dor, alívio no seu cansaço.

E a mim mesmo, Senhor, te peço: ajuda-nos, a todos nós, a sermos uns para os outros consolo, conforto e esperança. Que a tua bondade nos inspire a ser cada um de nós outro Cristo no mundo. Abençoa-nos hoje e sempre, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

?Voz A

Fica a dica!

?Voz B

No evangelho de hoje, Jesus louva o Pai pelos pequenos, mas depois promete ser para cada um de nós consolo e conforto. Você tem sido alguém que agradece mais e se lamenta menos? Quem sabe a dica da semana não vai ser confiar-se mais no amor, na presença consoladora de Deus na própria vida, e assim parar de lamentar-se e passar a agradecer mais por tudo aquilo que você reconhece que Deus faz todos os dias na sua vida. Fica a dica da semana.

?Voz A

Preparando o Domingo.