Episódios de Preparando o domingo

19 domingo do tempo comum

09 de agosto de 202622min
0:00 / 22:37

Deus sabe mais

Assuntos3
  • Pedro andando sobre as águas· ReligiaoA fragilidade da fé humana·Jesus estendendo a mão para Pedro·A Igreja como barca em meio à tempestade·A importância de manter a fé na realidade
  • Deus de toda consolação· ReligiaoElias e a manifestação de Deus·Deus não está na força destrutiva·Deus está no diálogo e na palavra
  • Expectativas humanas vs. desígnios divinos· ReligiaoPaulo e seu pesar pela incredulidade de Israel·A surpresa de Deus nas ações divinas·A paciência de Deus com a humanidade
Transcrição7 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Preparando o Domingo.

?Voz B

Bem-vindo, bem-vinda a mais um encontro Preparando o Domingo. Eu sou Carlos André e nós vamos juntos ler os textos do 19º Domingo do Tempo Comum, a liturgia que nos oferece a cada semana um texto para nossa reflexão, para o nosso aprofundamento da fé, da esperança, de tudo aquilo que a Sagrada Escritura nos oferece como um tesouro e que nós, agora, ao ler essas palavras, desejamos que o Espírito Santo nos inspire a transformá-las em vida, em ação no nosso cotidiano.

?Voz A

Por isso, vamos invocar o Espírito Santo rezando: Venha Espírito do Pai e do Filho, venha Espírito de Amor, Vem Espírito de infância, de paz, de confiança e de alegria. Vem alegria secreta que brilhas através das lágrimas do mundo. Vem Espírito Santo, vida mais forte que nossas mortes. Vem Pai dos pobres e Advogado dos oprimidos. Vem luz da eterna verdade e de amor derramado em nossos corações. Permanece em nós, Santo Espírito de Deus.

Não nos abandones, nem no duro combate da vida, nem no momento em que tocarmos o final da caminhada. Vem, Santo Espírito de Deus. Amém.

?Voz B

A primeira leitura é tirada do 1º Livro de Reis, capítulo 19, onde se narra alguns episódios da vida do grande profeta Elias. E assim vemos essa passagem que nos conta um momento difícil da sua vida e diz assim: Naqueles dias, ao chegar a Horebe, o monte de Deus, o profeta entrou na gruta onde passou a noite. E eis que a palavra do Senhor lhe foi dirigida nestes termos: Sai e permanece sobre o monte diante do Senhor, porque o Senhor vai passar.

Antes do Senhor, porém, veio um vento impetuoso e forte que desfazia as montanhas e quebrava os rochedos, mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento houve um terremoto, mas o Senhor não estava no terremoto. Passando o terremoto, veio um fogo, mas o Senhor não estava no fogo. E depois do fogo ouviu-se o murmúrio de uma leve brisa. Ouvindo isso, Elias cobriu o rosto com o manto saiu e pôs-se à entrada da gruta. Esse episódio da história de Elias nos recorda muito de perto o episódio em que Moisés subiu ao Monte Horebe, esse mesmo monte, e lá experimentou essa manifestação de Deus com terremoto, fogo, assim como a gente vê aqui.

Mas curiosamente, o texto diz que Deus não estava no fogo, no terremoto, nem no tremor que fez as montanhas caírem. Todas essas narrativas de fenômenos extraordinários da natureza envolvendo uma manifestação de Deus é chamado na Bíblia de teofania, uma maneira de representar literariamente que Deus está presente. Mas aqui nesse momento encontramos justamente o oposto. O texto diz que Deus não estava ali. E aí a gente precisa se perguntar, quando isso acontece, se o texto está fazendo um detalhe, uma demarcação tão forte é porque tem algo a nos ensinar.

E aí vemos que o episódio anterior a esse, Elias havia agido com muita força, isto é, ele fez com que um fogo descesse do céu, consumisse um sacrifício, e depois ele passou a fio da espada todos os profetas da falsa religião de Baal, era assim chamada no seu tempo. E ali encontramos uma expressão de um Deus violento pela mão de Elias, um Deus devastador que destrói E de repente encontramos uma narrativa em que Deus não está na destruição, mas está justamente quando uma brisa suave tem uma mensagem para o profeta.

Neste episódio, Deus não está na força que destrói, que arrasa, que quer fazer com que tudo seja, digamos assim, reduzido a nada para que ele prevaleça. Deus está na brisa, Deus está no diálogo, Deus está na palavra que converte sem convencer pela força, pela persuasão, que convence pelo exemplo, não porque de alguma maneira se usou o medo. E foi mais ou menos isso que Elias tinha acabado de fazer, usou o medo para convencer as pessoas que estavam em volta daquele sacrifício, para que assim reconhecessem que Deus era aquele a quem ele estava defendendo.

Deus não precisa de defensor, Deus não precisa de quem o defenda, Deus não precisa de alguém que tenha que usar a força para provar que ele é verdadeiro, porque ele se manifesta quando quer e como quer. E aqui Elias teve essa grande lição, né, diante de toda manifestação poderosa da natureza destruidora, ele reconhece: Deus não está ali, Deus está na brisa. É importante guardar essa lição para nós hoje: Deus está na brisa, Deus está naquilo que constrói ponte, naquilo que constrói relações de amor, pacíficas.

Portanto, na brisa que se envolve e que se faz com que uma relação que pode ser tumultuosa se retorne como uma relação pacífica, saudável. É importante para nós hoje, no mundo tão violento, em que a gente muitas vezes quer resolver as coisas na base da força, porque acho que é ela que resolve, que a palavra não resolve. Aí a gente descobre que justamente o que nós temos de Deus é sua palavra. A gente não tem outra coisa. Deus não se manifesta a nós com o poder que possui para nos destruir para destruir aqueles a quem nós atribuímos o mal, e assim de repente poderíamos nos sentir vitoriosos.

Não, Deus está na brisa. É uma mensagem tão profunda que atravessa os séculos e nos alcança em um momento da história também semelhante aos do passado, em que se tentava resolver as coisas dessa forma. Então aqui vamos nos acostumando a um Deus diferente daquele que, quem sabe, a gente gostaria que ele fosse, esse Deus à nossa medida. E ali é que o Salmo nos mostra que é isso que representa a religião verdadeira. Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade e a vossa salvação nos concedei.

É isso que uma religião tem que ser: mostrar a bondade e a salvação de Deus. Se ela não faz isso, ela não é a religião que nós aprendemos desde Abraão a compreender e a vivenciar. Apesar de textos como esses que lemos, né, podem causar confusão porque é sempre a nossa interpretação daquilo que Deus é. Como é que Deus é? E aí a gente vai descobrindo que é na leitura constante da Sagrada Escritura que a gente vai aprendendo as pequenas lições que vão sendo deixadas ali, sedimentadas, como a água que vai se purificando com o tempo, deixando condensar, digamos, os seus elementos, e a gente percebe a pureza dela só com o tempo.

A Sagrada Escritura é um pouco assim. É preciso deixar aqueles sedimentos que ficam ali, deixando a água turva, possa se acalmar dentro de nós para que apareça transparente aquilo que é a realidade da fé que nós professamos, a verdade de Deus, se a gente quiser usar essa expressão. Em seguida é a leitura da carta de São Paulo aos Romanos, que nos leva a refletir. Afinal, Paulo aqui está se manifestando de uma maneira que mostra todo o seu sentimento de pesar por não ser compreendido justamente pelos seus irmãos, seus irmãos de sangue, vamos dizer assim, porque afinal ele tá falando do povo israelita, do povo judeu ao qual ele pertence.

Ele diz assim: irmãos, não estou mentindo, mas em Cristo digo a verdade, apoiado no testemunho do Espírito Santo e da minha consciência. Tenho no coração uma grande tristeza e uma dor contínua, a ponto de desejar ser eu mesmo segregado por Cristo em favor de meus irmãos, os de minha raça. Eles são israelitas, a eles pertencem a filiação adotiva, a glória, as alianças, as leis, o culto, as promessas, e também os patriarcas. Deles é que descende quanto à sua humanidade Cristo, o qual está acima de todos, Deus bendito para sempre.

E aí vejamos como Paulo manifesta no seu modo de escrever um coração constantemente unido àqueles a quem ele pertence como povo, e ao mesmo tempo a sua compreensão de que superou dentro de si toda expectativa humana a respeito do Messias, a respeito do futuro, para se concentrar naquilo que ele descobriu em Jesus Cristo. Então vejam o quanto as nossas leituras de hoje nos levam a modificar o nosso modo de pensar. Aquilo que a gente tem expectativa Deus parece mostrar de um outro jeito o caminho a seguir.

Assim que Elias subiu o monte, ele vivia desejando morrer porque ele achava que Deus tinha feito algo diferente das expectativas dele, e também se manifestou diferente nas suas expectativas, não um Deus poderoso, mas uma brisa suave. Aqui São Paulo manifesta também: a expectativa era de que o povo de Israel pudesse acolher Jesus como testemunha daquilo que eram as promessas dos profetas. E aquele tem que reconhecer o quanto ele sofre por não ser exatamente o que ele queria.

Veja como as expectativas humanas, quando elas são contraditadas por aquilo que Deus realiza, quando nós percebemos que não é o que a gente esperava, a gente sofre. Então é natural, natural que a gente sofra quando não vemos correspondidos os nossos desejos, as nossas expectativas em relação a Deus. Deus nos surpreende. O modo como Deus vê o mundo não é o modo como nós vemos o mundo. Queremos que tudo se resolva por um gesto mágico e poderoso de Deus, e de repente Deus tem paciência dos israelitas que não aceitaram seu filho Jesus Cristo.

Imagina só, justamente aqueles que foram preparados ao longo de séculos para acolher o Filho de Deus são justamente os que não querem receber o testemunho dos apóstolos. Portanto, as coisas não caminham como a gente gostaria. E talvez Deus também tivesse no seu desejo de ver convertido todo o seu povo, tendo que reter a sua mão, reter o seu poder e não nos destruir, mas pelo contrário, como disse no Salmo, manifestar aquilo que ele realmente é: bondade e misericórdia.

O que Deus quer é que nós sejamos salvos da miséria que podemos acabar nos envolvendo por causa das nossas fraquezas, limitações, orgulho, vaidade, cobiça, Tudo isso é o que nos envolve muitas vezes nessa miséria humana, e Deus, tendo paciência disso tudo, continua manifestando o seu poder, a sua bondade, simplesmente tendo paciência com o mal. É algo que é contrário à nossa expectativa. Quando dizemos Deus é bom, então queremos que ele resolva, digamos assim, o mundo destruindo o mal, porque ele é bom.

Mas ele é bom de uma bondade muito mais profunda do que aquela que nós somos capazes de conceber. É, essa é a questão, né? Quando a religião entra profundamente nos meandros da vida é quando a gente realmente aprofunda o sentido da fé. É que a gente vai entender que a humanidade que Deus tem no coração é uma humanidade muito mais radical do que, quem sabe, aquela que nós mesmos experimentamos em nós. Nós mesmos gostaríamos de resolver as coisas de uma maneira muito diferente daquela como Deus pensa e vê o mundo.

?Voz A

Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia, aleluia, aleluia, aleluia, aleluia.

?Voz B

Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. Deus. Depois da multiplicação dos pães, Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem à sua frente para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte para orar a sós. A noite chegou e Jesus continuava ali sozinho. A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. Pelas 3 horas da manhã, Jesus veio até os discípulos andando sobre o mar.

Quando os discípulos o avistaram andando sobre o mar, ficaram apavorados e disseram: É um fantasma! E gritaram de medo. Jesus, porém, logo lhes disse: Coragem, sou eu, não tenhais medo. Então Pedro lhe disse: Senhor, se és tu, Manda-me ir ao teu encontro caminhando sobre a água. E Jesus respondeu: Vem. Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água em direção a Jesus. Mas quando sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: Senhor, salva-me!

Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro e lhe disse: Homem fraco na fé, por que duvidaste? Assim que subiram no barco, o vento se acalmou. Os que estavam no barco prostraram-se diante dele, dizendo: Verdadeiramente tu és o Filho de Deus. Esse evangelho que escutamos é bem conhecido nosso, creio porque nós nos identificamos com esse personagem Pedro, cheio de impulsos, fortes, de coragem, de arroubos, de entusiasmo, e que de repente, olhando para sua própria fraqueza e limitação, se dá conta de que não é tão capaz quanto quem sabe até gostaria.

É aquilo que nós experimentamos no nosso dia a dia. Vamos em direção a Jesus, cheio de alegria, de entusiasmo, confiante de que com ele podemos tudo, e podemos mesmo. E Pedro continua na sua caminhada ali sobre as águas até que ele olha para si e se descobre frágil, pequeno, incapaz. E mergulha, portanto, nas suas sombras, no mar que o engole. E é preciso de novo tomar Jesus pela mão, ou melhor, que Jesus tome-o pela mão de novo para que ele possa voltar a essa barca.

Vemos o quanto essa passagem é muito mais rica tomada como parábola, como uma imagem daquilo que é a realidade da vida de todo discípulo, do que propriamente por uma busca da realidade, do que realmente aconteceu, Jesus estava ou não estava, que dia foi esse, quando, onde. Chega um ponto que o evangelho não tem menor interesse em nos fazer crer que isso foi um episódio real, cotidiano, marcado no dia e hora. Assim foi, assim que aconteceu.

Isso teria sido somente útil para quem busca histórias sensacionalistas, para quem gosta de curiosidades de internet que parecem extraordinárias, mas que depois, qual sentido para vida? O extraordinário daquilo que o Evangelho nos ensina não está nessas questões que se interessam apenas à nossa curiosidade, mas existe algo de sabedoria. É assim que a gente tem que olhar a Sagrada Escritura. Qual é o aspecto sapiencial, né, desse texto?

O que é que ele me ensina como experiência de vida concreta? E aí a gente pode ver o quanto esta barca é a Igreja, esta barca é a minha vida. Nesta barca é tudo aquilo que me faz atravessar a vida. Este mar, né, o mar da vida, o mar do tempo que passa, que corre. Assim como a gente tem momentos de bonança, a gente também tem momentos de tempestade. Esse barco ora atravessa calmamente estas águas, ora ele é atordoado, ele é sacudido pelas circunstâncias, adversidades que a vida nos oferece.

E ali vemos nós dentro dessa barca, que a humanidade inteira E dentre essa humanidade tem nós, que é Pedro. E Pedro é esta humanidade que busca encontrar em Jesus uma esperança, que vê esse Jesus quase como um fantasma. Ora está aqui, ora não está. Parece que é visível aos nossos olhos, parece que desaparece diante de nós, como um Jesus que caminha sobre as águas de uma tempestade. Quem é ele? Pedro pergunta: Senhor, és tu mesmo?

É, se é. E eles gritam de medo, né? E tudo isso faz com que essa realidade descrita por esse texto de hoje seja possível de ser espelhada na vida de cada um de nós. Jesus às vezes não se parece como alguém muito concreto na nossa vida. Aí a gente dá um grito, né, de medo: Senhor, se és tu mesmo que está ao meu lado, me ajuda a atravessar esse caminho difícil que tá acontecendo. E aí a gente se enche de coragem porque Jesus está conosco e caminha.

Mas vai ter aquele momento em que a gente duvida: mas será que é ele mesmo? Sou eu que tô somente fazendo disso uma tábua de salvação, mas na verdade eu tô sozinho? Aí que você grita de novo, ele te toma de novo pelas mãos, né? Vem, entra comigo nessa barca, porque a gente vai sair desse lugar. E aí é o que a gente— Pedro grita, né? Senhor, salva-me! A gente faz isso. Então veja como esse texto é um texto que percorre a vida da gente Cada um de nós já teve momentos em que foi Pedro corajoso, que foi o Pedro covarde.

Teve um momento em que a gente tava afundando, gritou salva-me, a gente sentiu essa mão que nos segura, né? Como aqui diz Pedro, Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, ele disse, homem fraco na fé, por que duvidaste? E a gente escuta isso também no nosso íntimo, né? Quando as coisas estavam tão difíceis são superadas graças à força da fé. E aí a gente se dá conta, né, Poxa, como eu fui idiota! Por que que eu duvidei? Deus estava ali de fato ao meu lado o tempo inteiro.

Então esse texto é assim, né, um texto que fala da fraqueza e da força que está sempre acompanhando a nossa vida, e que a gente precisa muitas vezes dar um nó, dar uma volta na nossa mente para aceitar que as coisas talvez não sejam como a gente gostaria que fosse, né, como foram nas primeiras leituras que lemos hoje. As coisas não são do jeito que a gente gostaria que fosse. E a gente às vezes tem que realmente se dobrar às circunstâncias da vida e apenas segurar na mão de Deus e dizer: vamos, é assim que a vida existe.

Então a gente não tem como fazê-la ser como a gente gostaria que fosse. E essa aceitação não é uma resignação pacífica, passiva, melhor dizendo, é uma aceitação de uma realidade humana que faz com que a gente recupere aquela saúde mental. Que faz dizer assim: é assim, portanto eu tenho que encarar essa realidade, não posso me deixar envolver por uma fantasia porque eu gostaria que fosse, e vou construindo um mundo completamente diferente da realidade, quase como um psicótico, né, que cria uma realidade, vive em função dela.

São as doenças mentais que a gente vê nos dias de hoje, também produzindo cada vez mais sofrimento. Porém, o homem de fé é aquele que busca conservar a sua saúde física e mental Não permitindo que a religião venha somente agravar aquilo que é, digamos, as suas fantasias criadas para conseguir viver, sobreviver ao mundo das pressões. A verdadeira fé, ela busca conseguir manter os pés fincados na realidade e um coração confiante de que esta realidade visível não é exatamente aquela que a gente gostaria, mas é aquela que se apresenta a nós.

E que nos permite, dessa forma, colocar em xeque, em prova, a nossa fé, como Pedro fez. A gente caminha, mas sabendo que nossas limitações humanas nos levarão muitas vezes a fraquejar. Senhor, salva-me, é a palavra que Pedro recebe, melhor, que Pedro grita, mas que recebe em troca uma mão estendida. Que todos nós sejamos assim um para o outro, capazes de ser essa mão estendida de Jesus que consegue ajudar aqueles que estão no sofrimento, na dor, na angústia, fazer com que eles encontrem ali nessa mão estendida a própria mão de Jesus, que os ajuda a superar a dor e o sofrimento.

Esse é o Evangelho muito bonito de hoje, que nos ajuda muito a viver. Obrigado, Senhor, pelo dom da vida. Obrigado pelo dom do Teu Evangelho. Obrigado pelo encorajamento que recebemos dessas palavras de hoje. Ajuda-nos também a não permitir que as nossas ideias impeçam de compreender que os Teus caminhos são muitas vezes diferentes dos nossos, mas isso não significa que não estás presente na vida, que não se importes com a nossa dor e sofrimento.

Ajuda-nos a conseguir manter a nossa fé viva, e a nossa coragem de continuar gritando: Senhor, salva-me mesmo quando não parece que a tua presença nos cerca. Como aconteceu com Pedro, tenhamos também a alegria de ser tomados pela tua mão e reconduzidos a este barco, onde podemos sim esperar que a calmaria, a brisa suave, venha de novo consolar o nosso coração. Ensina-nos, portanto, a atravessar as angústias da vida sem perder a fé.

Abençoa-nos hoje e sempre, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém. Fica a dica! A dica da semana é renovar a nossa fé e a nossa coragem através da oração e da entrega constante de nossa vida nas mãos de Deus. Afinal, o que podemos saber realmente sobre a realidade? Que podemos mesmo saber sobre Deus. É ali que então mora a nossa atitude de confiança. Deus sabe tudo. Colocamos nas mãos dele tudo que nos acontece e pedimos para que ele nos sustente quando a situação parece sair do controle.

É assim que foi Pedro, é assim que nós todos somos convidados a viver. Portanto, renova a tua confiança no Senhor durante esta semana, seja qual for forem as circunstâncias da sua vida nesse momento. Fica a dica.

?Voz A

Preparando o Domingo.

19 domingo do tempo comum | Castnews Index — Castnews Index