MEIA PÍLULA #1 Euphoria: cancela logo!
Olha só quem apareceu no meio do seu fim de semana com um episódio especial: o Meia Pantufa! Em um formato menor, o Meia Pílula vem em ritmo quinzenal pra falar daquilo que não coube num episódio completo, mas que não podia faltar. E no primeiro episódio a gente discute Euphoria, da HBO! Será que já deu o que tinha que dar? Ouça no seu player favorito e comenta com a gente o que tá achando!
- Euphoria: Vale a pena?Perspectiva do criador e elenco · Opinião de quem não assistiu · Impacto de The Idol na percepção de Euphoria · Efeito manada na crítica e público · Atuação de Zendaya na segunda temporada · Nate Jacobs e a cena da garrafada · Fotografia de Euphoria · Crescimento dos atores e elenco de peso · Mudança de tom na terceira temporada · Boatos de desentendimentos nos bastidores · Fofocas sobre o elenco · Fotografia de Petra Collins · Concepção misógina da personagem de Barbie Ferreira · Exploração do sexo na série · Dificuldade em começar séries · Série do tesão adolescente · Comportamento adolescente e ansiedade · Fetiche de Sam Levinson nos personagens · Falta de evolução dos personagens · Extensão desnecessária da série · Economia da atenção · Violência e peso em O Conto da Aia · Sinalizar virtude e cancelamento sem assistir · Filmes de Kubrick e Showgirls · Contratos de atores e renovação de série · Controle criativo de Sam Levinson · Sucesso financeiro de Euphoria para HBO · Cena de Sidney Sweeney tomando água · Estética de Sam Levinson · Cassie fazendo conteúdo adulto · Sam Levinson vs. Emerald Fennell · Obras de Emerald Fennell · Temporada de Euphoria · Westworld
Sete anos separam a estreia de Euphoria de sua terceira temporada, que tá começando em abril de 2026. Tanta, mas tanta coisa aconteceu com o criador Sam Levinson e com o elenco que a perspectiva das pessoas pode ter mudado. E aí a gente faz a primeira pergunta. Ainda vale a pena investir em Euphoria? Esse é o Meia Pílula.
Ó, não assisti. Minha opinião aqui só vale como pessoa que não assistiu, beleza? Eu vou dar pitacos de por que que não assistiu, por que que não vai assistir. Eu assisti a primeira e a segunda temporada. Eu já falei aqui sobre a segunda temporada pra vocês. Eu não gosto da segunda temporada já de cara. E depois que o Sam Levinson fez The Idol, eu já comecei a... Tipo assim, não vai dar certo. Isso não pode continuar. Essa série, sabe, tá nas mãos erradas. Sempre...
Sempre teve alguma coisa errada aí com euforia. Eu tava muito curioso fazer, falar desse tema aqui com o Gusto. Eu sou emburrado, né? Eu fico emburrado com as coisas, eu fico emburrado com Stranger Things, eu não quis assistir. E com euforia também não vou assistir a terceira temporada. E falei e aconteceu, né? Eu falei pra vocês, lembra que eu não vou assistir euforia por causa disso e daquilo? E o que tá todo mundo falando de euforia? Exatamente o que eu já tinha previsto.
Cara, mas aí a gente entra num ponto. Estão falando porque realmente está assim ou estão falando porque já pegaram o bode lá de The Idol e já era uma coisa que estava rolando e saiu um primeiro episódio? Você sabe o que está rolando, Lucas? Rapidinho. Antes da gente falar de terceira temporada assim, sabe o que está rolando? É aquela coisa assim. Não é que pegaram o bode de The Idol.
As pessoas estão revendo o que elas achavam de euforia em 2019 por causa de The Idol. Então o The Idol tá fazendo as pessoas reinterpretarem a própria euforia. É aquela coisa que o pessoal fala assim, será que eu gosto mesmo do Gaspar Noé ou sou só pervertido? É meio essa onda. Será que a primeira temporada de euforia era boa mesmo ou eu sou só doidinho da cabeça assim? Só tenho uma coisa meio horny, sabe? Eu acho que a leitura tá sendo essa, né?
Eu acho que tá indo muito no efeito manada também esse rolê, porque a gente tem uma parcela da crítica aí que recebeu alguns episódios, e aí consegue falar mais, né, sobre desenvolver um argumento em cima ali de 5, 6 episódios da série, e a gente tem o público que viu um episódio da terceira temporada e já tá, nossa senhora, são leves, vá pra fogueira, seja forcado, este homem, não sei o quê. E pra mim, eu assisti metade do terceiro episódio, a minha relação com a Florian não...
mudou muita coisa não. Eu assisti acompanhando a Siméli, que gosta muito da série, e gosto da primeira temporada, segunda temporada, eu gosto também porque eu acho que tem, a Zendaya se destaca muito mais na atuação dela na segunda temporada, você tem uns momentos ali que a personagem, o arco da personagem dela se desenvolve mais, você tem um episódio ali que ela tá mal em casa, briga com a mãe, tudo que ali, a Zendaya, assim, pra mim, ali ela se provou como atriz naquela época.
E eu gosto pra hoje eles vão com a Ruiz, com a personagem da Zendaya na segunda temporada.
final, beleza, eu acho que é questionável ali, não é pra essas coisas, mas o melhor momento de toda essa série, que é o Nate Jacobs tomando uma garrafada na cabeça, está na segunda temporada, todo mundo queria bater naquele cara escroto, antes dele se tornar o caridinho Jacobiello de todo mundo hoje em dia, todo mundo queria amassar aquela cara, e tem um personagem excelente que faz isso, então assim, eu acho que a segunda temporada tem bons momentos, tem uma boa...
E eu acho ela muito bonita visualmente. Assim, a fotografia de euforia, meu amigo, pode ter vários problemas na narrativa, mas a fotografia de euforia é muito diferente de 90% das séries que são feitas hoje em dia. Mas quando o Gustav fala em, sabe, o mundo mudou muito, que ele fala na intro, eu falo até do tamanho dessa galera, né, gente? A Zendaya, o Jacob Elordio, a Sidney Spinn, eles ficaram muito...
maiores do que o pervertidinho do The Idol, sabe? Eu acho que ficou uma coisa meio Marvel? Olha, vamos trazer esse mega cast aqui pra fazer uma terceira temporada porque eu preciso sugar essa vaca até a última gota e vambora. Eu preciso tentar recuperar um pouco do meu prestígio, sei lá. E eu acho doido o pessoal ter topado, né? Ah, não, vamos voltar. O que a Zendaya tem que fazer aqui, sabe?
Eu acho que essa galera ficou... Aí pra mim são dois pontos que resumem essa história toda. Eu não vi The Idol, eu já me recusei a ver essa série, desde que eu não quis nem dar play. E a terceira temporada eu vi uns pedaços do primeiro episódio, não cheguei a ver tudo, mas de cara já é uma série completamente diferente do que era na primeira e na segunda temporada. Passou-se anos, os personagens estão na fase adulta, não tem aquela coisa mais colegial e tudo. Enfim.
E você vê um clima, assim, de personagens Estão todos separados, então aí você vai ver Os bastidores, meio que, ah, a Zendaya Brigou com o Sam Levinson E a personagem da Sidney Swinney Foi muito criticada em como Ela aparece nessa temporada E a Sidney Swinney virou a Sidney Swinney
com suas opiniões, suas, né? O Jacob Eallard. Então, assim, os personagens estão todos em núcleos separados aqui. Parece que eles não estavam nem se dando bem no set, todo mundo ali. Tem um boato que a Zendaya e a Sidney Swinney não se dão, né? Aí fofocas, né? Tem um boato que a Sidney Swinney deu em cima até do Tom Holland.
Sim, tem muita fofoca Tem muita fofoca E é bom porque eu foria Como é um fenômeno teen Eu acho que tem que render fofoca mesmo E tem que ficar rendendo Até enquanto durar Espero que dure pouco que essa seja a última temporada
Mas, o que acontece? O Lucas falou de uma coisa. O Lucas falou da fotografia, que é a melhor coisa da série. Eu concordo. A fotografia da série é da Petra Collins, que foi demitida pelo Sam Levinson. Porque ele não aguenta conviver com mulheres. O primeiro episódio tá muito bonito, cara. A fotografia.
Sim, mas todo o imaginário de euforia... O conceito, exatamente, todo o conceito fotográfico foi usurpado. O próprio The Idol, na era da Amy Simons, que era a diretora da série, aí ele pegou o conceito da série, que foi criado, que foi investido, que teve um tempo ali de uma outra diretora, ele foi lá e roubou.
De novo, a ideia é demitir a mulher e colocou o Abel pra frente do projeto. Gente, até a carreira do The Weeknd ficou um pouco abalada, se vocês repararem, depois de The Idol, sabe? Tipo, tudo que tem, tudo que passa pelo Sam Levinson, ele é midas ao contrário. Só um asterisco meio flow, assim. Você é a única pessoa que eu conheço que chama o The Weeknd de Abel toda hora. Por que você faz isso? É automático. Eu tenho que ele. Eu sempre falo pra pensar em quem é Abel. É o The Weeknd.
É, ele é. Ele é o Abel, né? Mas ele é o Weekend também. E é isso. Tá bom. Mas assim, eu acho que tem tanta coisa que aconteceu por trás, né? Nos bastidores. Teve a própria Barbie Ferreira. O caso da Barbie Ferreira, pra mim, é muito igual o caso da Camila Queiroz com Verdades Secretas, né? Que o diretor simplesmente decidiu matar a personagem.
E aí ela falou, não, peraí, eu não vou participar mais desse projeto, senão você vai ficar, você vai me tirar dele. E a Barbie Ferreira também, né, teve alguns problemas com a concepção da personagem. E muito se fala que era uma concepção misógina também, né, da personagem, porque ela tava... Ah, sério? É, mas ninguém imaginava, não se falava disso. Porque era, ia todo pra esse lado, tipo, de... Enfim, de que ela ia trabalhar com...
com OnlyFans e tal, que é isso que a série tá explorando mais agora, né? Essa coisa do sexo que tá bem presente. Sempre esteve, mas eu acho que agora ela tá um pouco mais aflorada, né? Cada temporada foi aumentando cada vez mais assim a quantidade e a forma de chocar pelo sexo ali dentro da série.
Todas as mulheres estão... Eu não assisti também, gente, mas eu já recebi essa informação. Todas as mulheres adultas na terceira temporada estão trabalhando de alguma maneira com sexo. Todas. A Rue é dona de um strip club, a Sydney Sydney tá fazendo conteúdo adulto, a Mora Patol tá fazendo... A Rue até agora é mula, ela faz tráfico de drogas. Mas ela tá vinculada a um clube de strip. Fala assim, ela é dona, ela vincula, sei lá, alguma coisa assim. Não, não é a Hunter Sheffer?
Eu acho que é Hunter Chef. Falar da Rue. Ah, enfim, eu tô confuso. Eu vou procurar o post depois. Eu vou fazer o adendo aqui. Mas enfim, todo mundo tava vinculado de alguma maneira, segundo esse artigo aí, tava vinculado de alguma maneira a sexo. O que não é de se surpreender também, né?
Eu acho assim, o tema geral desse episódio aqui é... Ainda vale a pena assistir Euphoria? Ainda vale a pena investir em Euphoria? E eu não investi antes. Primeiro porque... Eu tenho uma dificuldade com série, gente. Não me indica série, não. Você me vê na rua, me indica um filme. Não me indica série, não. Tenho uma dificuldade de começar a série. Eu tenho uma preguiça de começar a série. Mesmo com todo o hype em cima de Euphoria. Todo mundo... Meu pai adora Euphoria. Vai assistir. Assim...
E eu nunca, nunca peguei pra ver, assim. Só que eu tinha a curiosidade na primeira temporada, mas eu perdi o bonde. E aí veio todo o embrólio do The Idol, do Sam Levinson com The Weeknd. Sabe o que é murchar completamente o que o Gustavo falou do bode? Sabe o que é pegar o bode completamente? Ai, sabe? Sério? Assim, uma das únicas coisas que eu sei de euforia, além do vício da Ru, é, assim, tem uma cena de sexo...
cabrosa, assim, da Sidney Swinney, com um moleque lá, assim, ela é super longa, ela é super expositiva e super... E aí eu fiquei, pera, é meio isso, assim, é a série do tesão adolescente, sabe? E aí veio essa história do Sam Lepson toda terrível, assim, e eu fiquei meio...
Eu fiquei meio de bode. Depois do The Idol, eu fiquei 100% de bode. Mas antes eu fiquei meio... Não sei. Acho que vocês falaram muito que a gente tinha que estar com um emocional legal pra assistir Euphoria. Todo mundo falou que tinha que estar com um emocional legal pra assistir Euphoria. Que as Andares se fodia demais. Principalmente eu acho ela bem pesada. Aí eu fiquei meio... Talvez não.
É porque a primeira temporada, ela meio que constrói os traumas, então você fica um pouco conectado com aquela construção, né? Daqueles grandes temas. E a segunda temporada é um pouco da revisita aos traumas. Você volta ao que eles sofreram naquele colegial, e aí você fica ali remoendo todas aquelas histórias de uma forma um pouco mais emotiva.
E aí, exato, e na terceira temporada é justamente isso, o que aconteceu depois de tudo, né, quando eles saem da escola quando os atores da malhação de 30 anos saem da escola, o que eles vão fazer, né, após o Gigabyte o que que acontece? E esse negócio de falar que é uma série teen do tesão adolescente é total, é a nova Skins, né, toda geração merece uma série assim, eu acho que eu acho que
Eu acho que é, eu acho que é mesmo, vai ter sempre uma série assim, porque é assim, é pra mostrar que os adolescentes, eles ainda sofrem com coisas que os pais ainda não resolveram, com coisas que foram deixadas pra eles com o raciocínio que não soma lecon crepe ali no colegial, que é americano, aquela coisa tipo do bullying, né, do medo de ir pra escola, da ansiedade, enfim, todo mundo com problema.
E eles estão ali pra resolver aquilo da forma com que dá. Então eu acho que sempre vai existir uma série sobre o comportamento adolescente nas escolas e essa coisa da farra do adolescente, né? Como sempre eles explodem pra esse lado ali mais sexual. E, enfim, explorar, né, também. Tem toda essa discussão por trás. Só que o que eu não gosto é o que o Sam Levinson faz com tudo isso.
ele coloca o fetiche dele em cima de todos aqueles personagens. Então, assim, chega uma hora que fica irritante você ver todos aqueles personagens supostamente adolescentes. Na segunda você acha que ele já faz isso? Até na segunda eu acho que ele faz isso, porque a própria revisita...
é uma falta de evolução daqueles personagens. Ele não quer deixar aqueles personagens evoluírem por eles mesmos. É um pouco o conto da Aya, assim, de fazer o espectador entender o sofrimento pelo sofrimento que vai ser mostrado o tempo todo. Então, tipo, eu tô entendendo o que aqueles personagens estão passando. Mas o arco narrativo deles não vai ser permitido, porque eles não vão sair daquela situação. Eu não vou levar eles de um ponto pro outro, eu vou fazer eles reviverem aquilo.
Então, amigo, você acha que é meio assim... Você já falou que não é muito fã da segunda temporada também e não vai assistir a terceira. Você acha que é meio, mais uma vez, aquele caso de... Porra, faz uma minissérie e fica quieto, vai pra outro projeto. Sim, primeira temporada incrível. É uma coisa que se estendeu mais do que deveria, sabe? Porque a gente tem esse cenário... A gente tem esse cenário meio de... Tem uma boa história e sou incapaz de manter por aqui. E eu tô focando muito em você falar de Conta Aya.
que não é material para sete anos de conteúdo, gente. Não é, não é. A história está contada, a coisa está feita, o universo é esse. Se você for continuar, das duas, uma. Ou você vai para um lado muito blasé, ou você vai para um lado muito auto-exploratório. Como que eu vou fazer para isso aqui? Porque série, em geral, tem essa coisa do bigger and better. Eu preciso fazer ficar maior, eu preciso fazer ficar mais impactante.
Vivemos a economia da atenção. E como que Conto da Aia fez isso? Conto da Aia fez isso meio que desmontando os temas, desmantelando os temas e apelando muito pra violência direta daquela situação. Foi ficando muito violenta, muito pesada, meio que em si, né? Ou as pessoas pararam, abandonaram, porque ficou demais. Conto da Aia é muito pesada, já na primeira é muito pesada, ainda que a primeira seja muito boa.
Ou continuar assistindo por inércia, assim. Ah, eu tenho que ver. Vai virando uma coisa meio novelão da rebeldia e tal. Então você tem a leitura de minissérie? Deveria ter sido minissérie. Esse e-mail, essa reunião poderia ter sido um e-mail? É bem isso. Eu nunca fui o grande fã de Euphoria. Eu acho que eu não sou nem o público-album. Então eu acabei vendo, assim, né? Por ver. Mas por isso que eu acho que a minha opinião é meio... É, tá aí, vou ver.
Inércia, né? Eu meio que caio com o Sam Levson, eu não vi The Idol, né? Porque tem toda essa repercussão, eu falei, cara, vou parar pro meu tempo pra ver isso também, não tem lógica. Agora, Euphoria já teve uma leva boa, né? Vamos ver o que ele consegue fazer com isso daí, se é isso tudo que o povo tá falando porque eu acho que tá...
O meu grande problema com tudo isso, tipo assim, a S.E.I.P. pode ser uma bossa, a S.E.I.P. pode ser uma bossa, e beleza. O meu grande problema é a galera querer sinalizar a virtude com um negócio que eles nem assistiram, sabe? E tá rolando muito esse movimento, assim, essa crescente de... Quando a gente fala de cancelamento em geral, né? Quando a gente fala dessa ruptura do cancelamento.
Porque aí a gente vai pegar vários... Se fosse assim, a gente não vai assistir nada, né, hoje em dia. Porque aí você vai pegar o filme do Kubrick. O Kubrick era um bosta dentro do sétimo de todo mundo. Você vai pegar o filme do Poverhoven. Vai assistir Showgirls, que foi revisitado por vários críticos e hoje em dia é aclamado. Na época só ganhou frambuês de jogo. Vou esperar a euforia ser aclamada. Que tem cenas de sexo, assim, das coisas mais cabulosas que você já viu.
Mas, assim, o meu ponto é o seguinte. Eu nunca fui um grande fã da série. Eu acho muito engraçado que o Gusto, ele foi, assim, do fã.
O 88. É o tombo, né? É o tombo. Esse é o problema. Ele deu 180. A gente fica machucado, aí a gente quer proteger. E, tipo, eu meio que não tenho essa relação com a série. Pra mim, é com certeza uma das séries já feitas. Acabei vendo aqui, porque a Simele adora a série. Tanto é que o primeiro episódio eu vi um pedaço almoçando, nem esqueci de ver o resto.
Mas eu acho que tá rolando muito... O meu ponto é que tá rolando muito esse cancelamento sem ver a obra. Cancela o cara. Ah, beleza. Mas todo mundo já brigou com ele. Acho que a galera tinha contrato assinado e meio que nem vai voltar pra outra temporada mais. Nem vai renovar. Os atores em si já cresceram muito mais. Tem que ir, né, Fih? É contrato.
Tem que ir, né? Já tava assinado, tem que ir. Mas... E eu acho também, dito isso, eu acho que o comportamento da galera em relação a cancelar as coisas tá meio demais. Mas eu acho, dito isso, o Sam Levson aqui se foda, e eu acho que já devia ter acabado também. Podia ter dado uma conclusão ali na segunda temporada, porque eu não vejo o propósito de ter essa terceira já vendo por 20 minutos.
É, sinalizar a virtude, vai lá, eu acho que você tem razão. Existe muito uma plataforma para sinalizar a virtude, ponto. Só que a gente está falando de gente com poder, né? Assim, não é qualquer um que consegue um contrato com a HBO, que consegue fazer o desastre que ele fez em The Idol, em público e crítica, no caso.
E ainda assim conseguir uma nova temporada, conseguir manter gente do calibre que ele tem, porque virou gente de calibre, né? Conseguir manter gente do calibre que ele tem pra contar uma história. Talvez tenha um pouco de sinalizar virtude, especialmente porque não aconteceu ainda, ninguém viu a série ainda. Mas tem também a coisa do...
Tanta coisa pra eu assistir, eu vou dar palco com fetichista, sabe? Então é um pouco meio... Tem esse ângulo também. Então eu acho que eu entendo os dois lados. Eu entendo o lado de... Cara, eu gostava de Euphoria antes e ele continua sendo a mesma pessoa. Então assim, por que um merda não pode fazer um produto bom? Até onde a gente saiba, ele não abusou de ninguém. Até onde a gente saiba, ele não pega os action figures da Zendaya em Euphoria pra poder financiar a causa antitrans por aí. Mas você tem ali...
Mas o cara é meio um mala, é um puta de um misógino, ele é um controlador que expõe todas as mulheres que trabalham com ele. Então você fica meio... Eu acho que é mais por HBO. A cultura do cancelamento poderia ter funcionado, né? Não tinha por que dar mais uma temporada pra esse cara com o tamanho do controle criativo que ele tem. Que eu acho que... Sabe, deixa ficar bom ali, deixa morrer do jeito que morreu, sabe?
Aí pegando a linha de tempo, eu acho que essa temporada foi renovada antes de The Island, de ter todo esse rolê. Mas, cara, o Zaslav já... O Zaslav já jogou fora filme pronto. Não vai jogar fora um contrato, sabe, que pode ter um problema de relações públicas. Cara, que eu foria a gente pode...
não ser o público, ele pode odiar, tudo mais, todas as clínicas que a gente falou aqui. Mas fez sucesso, fez dinheiro. É, é um fenômeno. E essa coisa, uma coisa alimenta a outra, né? Isso que o Luiz falou de ah, eles viraram quem eles viraram. A Zendaya, o Elord, a Sidney Swinney, todos eles saíram de euforia. Então, é muito pra HBO... É irresistível, né? É irresistível. É irresistível eles enterrarem a coisa sem dar um fechamento. Se a gente tiver que carregar o Sam Levinson junto...
Que seja, pelo menos assim. Exatamente. A gente vai ter uma cena de 5 minutos da Sidney Swinney tomando água na coisa do cachorro? Vai, mas não tem problema. A gente segura isso, né? Porque é o que o Sam Levenson tem pra mostrar agora. Então, a gente vai fazer isso. É os cortes, né? Eu acho que o Sam Levenson agora tá pelos cortes. Ele vai fazer essa temporada inteira pra gerar um conteúdo extra euforia, assim, sabe? Pra gente ver o que é a história.
estética dele. É meta, né? Porque aí ele põe a Cassie pra fazer conteúdo adulto na série, e aí isso vira corte no X da Elon Musk, da Cassie fazendo conteúdo adulto, pra galera olha Sidney Spiney, né? É esse da retroalimentação, né? Cara, quero fazer uma pergunta pra vocês. Sam Levson ou Emerald Fennell? Emerald Fennell, claro.
Eu acho que eles vão muito numa linha parecida, assim, de estética e de choque, de, sabe? Eu acho que, obviamente, Sam Levson tem o seu ponto masculino ali que vai pra outra visão mais escalonada da coisa. Mas, assim, a Emerald Fennell é tosca. Ela não aparenta ser tóxica.
Ela não é tão boa quanto ela acha que ela é. Agora, assim, o Sam Levinson em bastidor, ele é muito problemático, sabe? Eu acho que é bem pior, assim. Além de ser homem, né? Porque, foda-se. Mas, assim, eu acho que é bem pior porque... Ninguém fala mal da Emerald. Enquanto diretora...
Todo mundo trabalha com ela, adora trabalhar com ela. Acho mais divertido. Não evitam ela. As pessoas evitam o Sam Leavitton. Obras. Porque eu acho que são obras que vão no estilo parecido. É, eu acho que a Emerald Fennell tem dois filmes que eu gosto e o Sam Leavitton tem uma temporada que eu gosto. Ou seja, ele nem finalizou, né? Então, Emerald Fennell.
Não é nem uma série, é uma temporada. É uma temporada, exatamente. Igual, eu adorava o Christopher Nolan, aí amei o Jonathan Nolan, né? E a Lisa Joy com o Westworld. Eu falei, nossa, agora eu tenho um novo Nolan favorito. Não tenho muito não, hein? Nossa, mas que bomba de pergunta, hein? Meu Deus do céu. Bomba, bomba. E vocês, o que acham dessa história? Bora conversar sobre euforia nas redes sociais e no Spotify. E até semana que vem.