[Meditação Diária] Domingo da Quinta Semana do Tempo Pascal
[Meditação Diária] Domingo da Quinta Semana do Tempo Pascal
- Evangelho de João 14Discurso de despedida de Jesus · Caminho, verdade e vida · Preparação do lugar no céu · Fé em Deus e em Jesus
Evangelho, domingo da quinta semana do tempo pascal. O Senhor esteja convosco. Ele está no meio de nós. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo. Segundo São João. Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo disse Jesus a seus discípulos, não se perturbe o vosso coração, tendes fé em Deus, tende fé em mim também. Na casa de meu pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito, vou preparar um lugar para vós.
E quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, estejais também vós. E para onde eu vou, vós conheceis o caminho.
Tomé disse a Jesus, Senhor, nós não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho? Jesus respondeu, eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. Se vós me conheceis, conhecereis também meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes.
Disse Filipe, Senhor mostra-nos o Pai, isso nos basta. Jesus respondeu, há tanto tempo estou convosco e não me conheces, Filipe. Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes mostra-nos o Pai? Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim.
As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo, mas é o Pai que, permanecendo em mim, realiza suas obras. Acreditai-me. Eu estou no Pai e o Pai está em mim. Acreditai ao menos por causa destas minhas obras.
Em verdade, em verdade vos digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço e fará ainda maiores do que estas, pois eu vou para o Pai. Palavra da salvação. Glória a vós, Senhor. Domingo da quinta semana do tempo pascal, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Queridos irmãos e irmãs, neste caminho do tempo pascal, no itinerário, em direção à grande celebração de Pentecostes, hoje a Santa Liturgia nos leva para o 14º capítulo do Evangelho de São João. Estamos novamente no cenáculo, no grande momento em que o Senhor realiza o seu discurso de despedida dos apóstolos.
pois nesse momento irá se separar deles e é importante que essa separação aconteça, porque ela será ornada de frutos e de bênçãos singulares em favor de todos nós. O 14º capítulo do Evangelho de São João traz para nós o diálogo de Jesus com seus discípulos e que ela será ornada de frutos e de bênçãos.
E as perguntas de Tomé e de Filipe. Mas também traz as afirmações que o Senhor faz e que são as mais conhecidas a respeito da pregação de Jesus. De fato, Jesus irá dizer, eu sou o caminho, a verdade e a vida.
Ninguém vai ao Pai senão por mim. Quem me viu, viu o Pai. Essas afirmações solenes de Jesus marcam e identificam os cristãos e a vida cristã ao longo dos séculos. Todos nós conhecemos essas afirmações e hoje elas nos são entregues.
nesse 14º capítulo do Evangelho de João. Jesus começa dizendo aos discípulos que os seus corações não se perturbem, que tenham fé em Deus, que tenham fé nele também. Essa afirmação é forte porque Jesus, no momento anterior, havia anunciado que ele iria ser morto, que haveria uma traição e que Pedro negaria.
Três notícias fortes, três notícias desconcertantes, três notícias que podem fazer a gente desacreditar das coisas. Que o sofrimento se abaterá sobre aquele que é inocente. Que alguém a quem confiamos tudo o que temos de mais precioso se levantará contra nós. E que aqueles que estão ao nosso lado
negarão a sua amizade e a sua estima. Três feridas que nessa vida podemos sofrer, de desilusão com o próximo, de desilusão com as nossas grandes e talvez inflacionadas expectativas sobre o futuro, e que também maculam loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables lo
a moral e o ânimo daqueles que estão vivendo, três sofrimentos dos quais a vida não nos poupa, mas para os quais Jesus diz que o vosso coração não se perturbe.
É preciso ter fé. Tem desfé em Deus, tem desfé em mim. Para enfrentar essas situações que o próprio Senhor enfrentará, é preciso que o nosso coração tenha o dom da fé. Porque será apenas através da fé que conseguiremos passar para além dessas dores e sofrimentos que a vida muitas vezes vai nos reservar.
E no momento seguinte Jesus começa a fazer um outro discurso. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós. E quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo. Afim de que onde eu estiver estejas vós também. E para onde eu vou, vós conheces o caminho. Essa afirmação de Jesus recorda e recupera para nós loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables loables lo
uma imagem bíblica e também da tradição do povo judeu, que naquele momento os discípulos não conseguem compreender. Como falamos, Jesus está fazendo um discurso de despedida. Quando o noivo se casa, na tradição hebraica, ele vai para a terra de seu pai e ali ele prepara loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja loja lo
Uma casa, um lugar, onde ele irá morar com a sua esposa, o lugar de habitação deles. E em seguida ele vem e leva a sua esposa junto consigo para esse lugar. É o noivo quem prepara a casa, o lugar onde o casal irá viver, onde vão permanecer. É ali, é ele que compete essa preparação.
E os seus apóstolos, bem como a igreja, sua esposa, como aquela a quem ele se prepara para poder recebê-la. O tempo do esposalício, o tempo da aliança definitiva e perpétua, o tempo da oferta de amor se aproxima. E de fato, estamos às portas do sacrifício pascal.
Ele oferecerá o grande dote à sua própria vida pela sua amada esposa. E Ele vai preparar um lugar, pois esse lugar não é apenas um lugar qualquer, um lugar enquanto espaço físico. Ele vai preparar um lugar, pois Ele tomará a sua esposa e a levará consigo
não para um lugar físico apenas, o céu como um espaço, mas para o seio e a intimidade da trindade entre ele e o Pai. E nós vamos ver agora nesse diálogo que se abre com a intervenção de Tomé e de Filipe.
ele vai dizer ao final que eles conhecem o caminho que leva para esse lugar. Porque somente o filho leva para a intimidade do pai, e eles vão começar a entender isso agora.
Tomé vai perguntar, Senhor, nós não sabemos para onde vai, como podemos conhecer o caminho? E aqui Jesus se apresenta, eu sou o caminho, a verdade e a vida. De fato, ninguém pode entrar na intimidade de Deus se não for por meio de Cristo. Muitas realidades no mundo comunicam.
o amor de Deus, a bondade de Deus, comunicam a presença de Deus, mas só Cristo pode nos levar para a intimidade perfeita e plena com Deus. Ele, ao mesmo tempo, também é a verdade, porque não existe fora dele.
Nada que possa ser dito a mais sobre Deus. As religiões, no mundo todo, podem falar alguma coisa sobre Deus. Podem tecer alguma referência a respeito de Deus. Mas a verdade sobre o amor e a pessoa de Deus está em Jesus. E Ele é a vida, não apenas uma vida que se realiza nesse tempo, mas uma vida que é eterna.
Ele é a vida não para esse momento de agora, para além desse momento, não apenas para além. A vida eterna nos é concedida por meio dEle. E a partir de agora, Ele mesmo vai dizer, ninguém veio ao Pai senão por mim. Se vós me conheceis, conheceis também o Pai. E desde agora o conheceis, pois já o vistes. Pois o Filho nos revela a imagem do Pai.
Filipe vai pedir que seja dada a possibilidade de ver o rosto do pai, e isso bastaria como felicidade. De fato, nessa vida, vemos Deus através dos seus sinais. Gostaríamos de poder vê-lo face a face, como Filipe apresentou, em parte sim.
mas o importante é que pela fé nós o vemos e o sabemos presente no meio de nós. Haverá o tempo em que o veremos face a face, tal como nos vemos, mas nesse momento sentimos sua presença e reconhecemos sua presença. E é através das obras que o Pai se manifesta. É através das obras e da pregação de Jesus que nós vamos contemplar a presença do Pai.
que está em nós. E Jesus termina o Evangelho dizendo uma afirmação solene. Todos aqueles que creem permanecem nele. Realizarão obras maiores, sinais maiores.
Nós podemos por um instante criar uma perplexidade diante dessa afirmação. Como assim? Coisas maiores do que aquelas que Jesus fez? Talvez ele exagere, não seriam ao menos iguais a dele? Pois bem, olha que coisa maravilhosa.
Cada vez que nós recebemos os sacramentos, cada vez que nós somos alcançados por uma palavra que transforma o nosso coração, essas obras são eternas. Porque a vida que nos é dada pelo perdão de nossos pecados não é uma vida apenas para esse tempo. É uma vida para toda a eternidade.
Lázaro foi ressuscitado e a ressurreição de Lázaro não tirou dele a realidade de passar através da morte. Mas quando o Senhor nos ressuscita pelo sacramento da confissão, nos tira a possibilidade de permanecermos na morte eterna por conta de nossos pecados.
Da mesma forma, através de cada um dos sacramentos que recebemos, através do matrimônio, o Senhor nos liga nesta terra para que nós possamos fazer não apenas a caminhada juntos, até que a morte nos separe, mas caminhando juntos em Cristo, a morte nos separará no sacramento, mas a vida que junto vivemos nos trará a aliança na eternidade.
Da mesma forma, através do batismo, nós nascemos novamente. Mas não é um novo nascimento para esse mundo. É um nascimento que nos livra dos vícios e dos pecados, que tira a marca do pecado original e nos faz começar uma nova estrada de vida.
que não termina com o crescer e o envelhecer, mas que nos leva à plenitude da vida. Crescemos para nos tornarmos semelhantes a Cristo, à estatura de Cristo, para vivermos a grandeza da comunhão com Ele, para vivermos uma vida que não passa.
Por isso, amados irmãos e irmãs, como São Pedro hoje fala na segunda leitura, os cristãos que estão em tempo de perseguição, de fato, recebemos em Cristo uma vida nova. Nos unimos à oferta do sacrifício sacerdotal do Senhor. E podemos, dessa forma, fazer de todas as realidades que se passam na nossa vida, de todos os sofrimentos e dores, uma oferta de amor.
O homem que tem fé oferece as dores e dificuldades que passam nessa vida. O homem que tem fé não tem o seu coração perturbado e pode fazer dos desafios e das provações dessa vida uma oferta de amor.
pela conversão de seus irmãos, em reparação pelas dores do coração de Jesus, nós podemos oferecer o que está na nossa vida. Não só buscamos, porque temos necessidade, mas revigorados em Cristo e pelo Espírito Santo que recebemos, também podemos oferecer daquilo que nos é dado. O Senhor te deu a força, oferece a misericórdia. O Senhor te deu a fé,
oferece a confiança. O Senhor te deu a esperança e a fé oferece a caridade. O Senhor foi caridoso contigo, reforça a fé do seu irmão.
Vive cada dia de sua vida como uma oferta de amor pelos dons que o Senhor te deu. E nisso encontraremos a nossa felicidade, pois somos um povo santo e sacerdotal. O Senhor esteja convosco, Ele está no meio de nós. Pela poderosa intercessão da Imaculada Virgem Maria, Rainha dos Apóstolos,
Desça sobre todos vós e permaneça para sempre a benção do Deus Todo-Poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.