Episódios de Homilia - Padre Fábio de Freitas Guimarães

[Meditação Diária] Sábado da Quarta Semana do Tempo Pascal

02 de maio de 202610min
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[Meditação Diária] Sábado da Quarta Semana do Tempo Pascal

Assuntos3
  • Evangelho de João 14Comunhão com o Pai · Ressurreição de Jesus
  • Santo AtanásioDefensor da consubstancialidade · Concílio de Niceia
  • Vida de Cristo
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Evangelho, sábado da quarta semana do tempo pascal. Hoje memória de Santo Atanásio, Bispo e Doutor da Igreja. O Senhor esteja convosco, Ele está no meio de nós. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo disse Jesus a seus discípulos, Se vós me conhecesses, conhecerias também, meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes.

Disse então Filipe, Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta. Jesus respondeu, há tanto tempo estou convosco e não me conheces, Filipe. Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes, mostra-nos o Pai? Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo. Mas é o Pai que, permanecendo em mim, realiza as suas obras.

Acreditai-me, eu estou no Pai e o Pai está em mim. Acreditai ao menos por causa destas mesmas obras. Em verdade, em verdade, vos digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço e fará ainda maiores do que estas, pois eu vou para o Pai. E o que pedirdes em meu nome, eu o realizarei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes...

Algo em meu nome eu realizarei. Palavra da Salmação. Glória a vós, Senhor. Sábado da quarta semana do Tempo Pascal. Hoje, memória de Santo Atanásio, Bispo e Doutor da Igreja, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Queridos irmãos e irmãs, hoje...

O Santo Evangelho nos leva ao 14º capítulo do Evangelho de João e nos permite continuar a leitura deste esplêndido capítulo em que o Senhor está junto a seus discípulos no cenáculo e dialoga com eles a respeito da sua comunhão com o Pai. Hoje a igreja também celebra

A memória de Santo Atanásio, santo que nasceu em Alexandria no ano de 298. Sua vida e seu ministério está diretamente ligado com o nosso credo católico relativo à afirmação divina de Jesus, a afirmação da consubstancialidade do pai e do filho. Atanásio foi o grande defensor.

No concílio de Nicea, onde foi definida a consubstancialidade do filho e do pai, torna-se o grande defensor desta verdade. De fato, em um momento difícil da igreja, onde muitos bispos se separavam no ensinamento dos apóstolos, Santa Atanasio manteve firme.

O ensinamento dos apóstolos chegou ao ponto de ser exilado no deserto do Egito, entre os monges, mas a sua fidelidade à igreja foi decisiva para que essa verdade de fé transmitida pelos apóstolos permanecesse firme. Em um tempo de dúvida e confusão, o Senhor sustentou o coração deste santo bispo para que mantivesse a fidelidade à igreja.

Hoje no Evangelho, Felipe lança uma pergunta que, por um instante, se olhamos de maneira superficial, poderíamos dizer que há alguma pertinência. Felipe gostaria de ver o Pai.

Provavelmente como os homens veem uns aos outros, mas Jesus mostra um outro modo como se vê a presença de Deus.

Mais adiante, por ocasião dos discípulos de Emmaus, como nós meditamos, quando Jesus nos fala sobre os adoradores em Espírito e Verdade, ali nos discípulos de Emmaus, após a ressurreição, nós vamos perceber que os discípulos veem e de início não reconhecem. No partir do pão, quando os corações já estão artendo pela ação do Espírito Santo, seus olhos se abrem e eles veem o Senhor, mas em seguida desaparecem.

Pois o Senhor está presente no meio deles e se faz sentir pela transformação em suas vidas, pelo coração que abre, se aquece e a vida que se enche novamente de esperança. Através das obras que realiza o Filho, o Pai é visto e reconhecido.

O Papa João Paulo II, em uma de suas audiências no ano de 1998, para ser mais exato, na audiência geral de 16 de dezembro, fala conosco a respeito desse Santo Evangelho e nos dá alguns elementos que trazemos hoje para nossa meditação. Escreve São João Paulo II.

O ponto de partida de nossa reflexão são as palavras do Evangelho, que nos apontam em Jesus, o Filho que revela, revela-nos o Pai. Os seus ensinamentos, olha o que vai dizer o Papa, o seu ministério, o seu próprio estilo de vida, enfim, tudo nele remete ao Pai. Meu irmão, minha irmã, como é forte essa imagem.

Porque tudo o que fazemos, somos, o modo como vivemos, pensamos, agimos, as coisas que realizamos no nosso exercício profissional, na vivência do nosso batismo, revela, remete ao Pai, remete a Deus.

Nós que tudo dele recebemos e demonstramos gratidão, amor e obediência a ele, não é verdade? Continua o Papa. Este é o centro da vida de Jesus. E por sua vez, Jesus é o único caminho para aceder ao Pai. Ninguém vai ao Pai senão por mim. Bom, isso vai mostrar para a gente, como diz o Santo Padre, que não há outro modo de revelarmos ao mundo, de remetermos.

escolhemos viver como o Senhor

viveu, se não nos unimos a Cristo, porque somente Cristo pode levar ao Pai. Continua o Papa. Jesus é o ponto de encontro dos seres humanos com o Pai, que nele se tornou visível. Quem me vê, vê o Pai, assim diz o Senhor. Como poder dizer, mostra-nos o Pai, não acreditais que eu estou no Pai, o Pai está em mim, disse Jesus a Filipe.

A manifestação mais expressiva desta relação de Jesus com o Pai verifica-se na sua condição de ressuscitado. Vértice da sua missão e fundamento de vida nova e eterna para todos os que nele acreditam.

Mas a união entre o filho e o pai, como a união entre o filho e os crentes, ela passa pelo mistério da exaltação de Jesus. É a expressão típica do Evangelho de João, com o termo exaltação. O evangelista refere-se tanto à crucificação como à glorificação de Cristo. Olha que coisa interessante. É assim que se dará essa união. É assim que se manifestará, então, em nós?

essa comunhão com Cristo que nos leva ao Pai. Diz o Papa, ambas se refletem no crente. Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado. Olha, como diz o texto, né? Para que todo aquele que acredita tenha a vida eterna. Deus amou tanto o mundo que entregou seu próprio Filho unigênito.

para que todo homem que acredita nele, estamos em João capítulo 3, não pereça, mas tenha vida eterna. Esta vida eterna consiste na participação dos crentes na própria vida de Jesus ressuscitado e na sua inserção naquele círculo de amor que une o Pai e o Filho, os quais são uma só coisa. Então, na medida em que Jesus...

nos une e a nossa união com Cristo nos leva a essa comunhão de amor, ali nós vamos nos tornando.

um com o Pai. Agradeçamos ao Senhor tão grande presente e tesouro que nesse tempo pascal, através da Santa Liturgia, estamos ouvindo e retomando cotidianamente para que o nosso coração também deseje a plenitude e a profundidade dessa comunhão.

a fim de nos unirmos perfeitamente com Cristo e vivermos em comunhão com Cristo e o Pai, para honra e glória do seu santo nome. Senhor, guia-nos no seu amor, para que o nosso coração se una intimamente ao vosso.

O Senhor esteja convosco, Ele está no meio de nós pela poderosa intercessão de Santo Atanásio e da Imaculada Virgem Maria, Santa Mãe de Deus. Abençoe-vos, Deus Todo-Poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

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