JONAS - O CORAÇÃO DO PROFETA | JUAN COSTA
JONAS
O CORAÇÃO DO PROFETA
JUAN COSTA
EPISÓDIO 6
Mensagem do Culto - 06/05/2026.
Juan Costa
Ricardo
- O perigo de não ter um coração como o de DeusJonas conhece Deus, mas não ama como Deus ama · Jonas recebe da graça, mas não quer compartilhar · Jonas valoriza o conforto mais que vidas salvas · A pergunta final de Deus a Jonas · Quem é sua Nínive?
- A história pessoal do pregadorA busca pelo pai · A rejeição do pai · A morte do pai · O perdão e a graça
- A série de JonasA fuga do profeta · Os pagãos no mar · A oração no peixe · A segunda chance para Nínive · O arrependimento de Nínive
Que alegria poder estar aqui essa noite com vocês, compartilhando daquilo que Deus já tem ministrado ao meu coração, trazendo aquilo que, essa palavra que tem me trazido cura. Hoje nós estamos encerrando a série de Jonas, é a última palavra referente a essa parte da série de Jonas. Nesse mês todo de abril, nós trabalhamos essa série.
Vimos por várias semanas aí no decorrer de abril a palavra do Senhor através desse profeta. E eu queria só fazer um histórico aqui para a gente relembrar algumas coisas. Na primeira semana nós trabalhamos a fuga do profeta. Jonas reage de uma forma onde ele foge.
daquilo que Deus estava chamando para ele. A gente estudou isso na primeira semana. Na segunda semana, nós estudamos sobre os pagãos no mar. E o que é isso? A palavra do Senhor nos diz que quando Jonas entra no barco, todo mundo sofre. Então, quando nós estamos em desobediência, só não nós, nós sofremos e aqueles que estão ao nosso redor também sofrem conosco. Na terceira semana, nós falamos sobre Jonas.
Deus e Jonas, a oração no peixe, onde Deus resgata Jonas e aí trabalha a vida de Jonas. Jonas tem como pedir perdão ao Senhor e poder, de repente, cumprir a sua missão. Na quarta semana, nós falamos sobre a segunda chance que Jonas teve de pregar a cidade de Nínive. Na semana passada, nós tivemos o privilégio, através do irmão Ricardo, ouvir sobre o arrependimento daquela cidade.
Deus falou muito ao nosso coração o quanto aquela cidade foi alcançada pela graça de Deus. E hoje nós vamos falar sobre o capítulo 4 de Jonas. Que não fala sobre um grande peixe, mas também não fala sobre um avivamento. O capítulo 4 do livro de Jonas, ele fala sobre o perigo de nós conhecermos a Deus. Mas não, o perigo de não termos um coração como o de Deus.
O capítulo 4 nos revela a história do profeta sobre experimentar a graça e mesmo assim não entender sobre a graça que precisa ser compartilhada. E ele trata essa graça como de repente uma propriedade privada e é sobre isso que nós vamos falar nessa noite. Eu queria que você abrisse comigo, capítulo 4 de Jonas. Nós vamos ler do versículo 1 ao 11.
Amém? Então vamos ler. Versículo 1. Jonas, porém, ficou profundamente descontente com isso e enfureceu-se. Ele orou ao Senhor. Senhor, não foi isso que eu disse quando ainda estava na minha terra?
Por isso que me apressei em fugir para Tarsis. Eu sabia que tu eras um Deus misericordioso e compassivo. Tardio em graça e cheio de amor e leal. E que prometes castigar, mas depois te arrependes. Agora, Senhor, tira minha vida, eu imploro. Porque para mim é melhor morrer do que viver. O Senhor lhe respondeu. Você tem alguma razão para essa fúria?
Jonas saiu e se sentou em um lugar ao leste da cidade e ali construiu um abrigo. Sentou-se à sombra e esperou para ver o que aconteceria com a cidade. Então o Senhor Deus fez crescer uma planta sobre Jonas para dar sombra à sua cabeça e livrá-lo do calor. O que lhe deu grande alegria, o que deu grande alegria a Jonas. Contudo, na madrugada do dia seguinte, Deus mandou um verme atacar a planta.
E ela se secou. Ao nascer do sol, Deus trouxe um vento leste muito quente. E o sol bateu na cabeça de Jonas a ponto dele quase desmaiar. Com isso, Jonas desejou morrer e disse, Para mim, é melhor morrer do que viver. Deus, porém, lhe disse, Você tem alguma razão para estar tão furioso por causa da planta? E ele respondeu, Sim, tenho.
Eu estou furioso a ponto de querer morrer. Contudo, o Senhor, porém, lhe disse, você tem pena dessa planta, embora não tenha podado, nem tenha feito crescer. Ela nasceu em uma noite e em uma noite morreu. Contudo...
Nínive tem mais de 120 mil pessoas que não sabem distinguir a mão direita da esquerda. E além disso, muitos animais. Não deveria eu ter pena desta grande cidade? Vamos orar? Deus, muito obrigado, Pai, pela Tua bondade que cantamos aqui. Obrigado pela oportunidade que nós temos de aprender da Tua Palavra, Senhor.
Que a Tua Palavra possa alcançar os nossos corações e que alcançando as nossas vidas, Senhor, nós possamos ir fazer aquilo que o Senhor tem nos chamado. Que nós possamos aprender com a vida desse profeta. Que o Senhor nos guie, em nome de Jesus. Amém. Quando nós lemos essa história de Jonas e principalmente o capítulo 4.
É algo totalmente fora do comum. Pensa comigo. Jonas prega uma cidade, uma cidade inteira se converte e Jonas está enfurecido com isso. Não faz sentido para quem recebeu da graça de Deus. Para nós hoje ainda não faz sentido. Olhar para um profeta que viu um avivamento de uma cidade inteira sendo alcançada pelo Senhor se revoltar contra Deus. Nunca antes isso havia acontecido.
E nem depois. Ali naquele momento o Senhor mostrou para Jonas que quem faz a obra é ele, como ele quer e da forma que ele quer. Jonas só precisava se deixar ser usado pelo Senhor. Então hoje eu gostaria que a gente destacasse três pontos. O que acontece na vida de Jonas no capítulo 4 e que a gente pode aprender para não cometer os mesmos erros.
Primeiro ponto que eu gostaria de destacar com vocês nessa noite. Jonas conhecia Deus, mas não amava como Deus ama. Quando nós lemos o versículo primeiro, nós somos surpreendidos. Jonas fica profundamente descontente com a salvação daquela cidade. Quando nós vemos a reação dele, nós precisamos lembrar que aquele povo estava perdido.
que precisava da graça de Deus. E que o Senhor usou a vida de Jonas. Mas a gente precisa também lembrar que aquela cidade onde o Senhor mandou Jonas pregar era uma cidade que perseguia Israel. Não só Israel, mas todas aquelas cidades que estavam ao redor. Era um povo cruel, era um povo que maltratava. Então não faz muito sentido, não tem muita lógica o que Deus manda Jonas fazer.
Então, dá para a gente entender por que Jonas está tão indignado com Deus. Por que Deus mandou ele justamente naquela cidade? Ele está reclamando de Deus sobre o ministério, sobre esse ministério que alcançou aquela cidade. No versículo 2, nós vamos ver Jonas falando que que E aí
A oração dele é o seguinte, Senhor, não foi isso que eu disse quando estava ainda na minha cidade? Isso nos mostra que Jonas não foge para Tarsis por medo.
Mas ele foge porque conhecia a Deus, ele sabia quem Deus era. Ele sabia que Deus é misericordioso, é compassivo, é cheio de amor. O versículo 2 termina assim, eu sabia que tu és Deus misericordioso, compassivo, tardio em irace, cheio de amor, que promete castigar, mas se arrepende. Jonas tinha um problema que não era teológico, ele conhecia muito bem quem Deus era.
Ele fala isso no versículo 2, nós acabamos de ler isso. O problema de Jonas tem a ver com caráter. Jonas tinha feridas a ser tratadas que não foram. E muitas vezes nas nossas vidas também estamos na caminhada, precisando ser tratado. E não entendemos porque nós nos revoltamos, como nos revoltamos quando temos que trazer perdão a alguém.
Então, Jonas precisa ser tratado. Afinal, ele havia sofrido a perseguição daquele povo. Ele havia sofrido sobre a sombra dos assírios, homens cruéis. Quando ele cita aqui o Êxodo 34, que é o que ele está fazendo, os atributos de Deus, ele está nos mostrando isso. O problema de Jonas não era conhecer sobre teologia e quem Deus era. Ele era profeta. Ele havia sido separado, ele havia sido escolhido. O problema de Jonas era outro.
E o risco que a gente precisa estar atento é a possibilidade de a gente estar dentro da igreja, conhecer as doutrinas, conhecer sobre teologia, saber dessas coisas muito bem, mas a gente rejeitar aqueles que estão perdidos. Esse é um dos grandes problemas que a gente tem que atentar, o risco da gente fechar as portas para aqueles que realmente estão precisando.
O capítulo 4 de Jonas nos faz lembrar sobre isso. Nos faz ter essa visão que o Senhor está trazendo para nós. No capítulo 1 do livro de Jonas, Jonas parece muito mais com o filho pródigo. Aquele que correu, que foi o mais distante do pai. Mas no capítulo 4, Jonas parece muito mais com o filho mais velho. Que quando o filho mais novo chega...
Ele está reclamando com o pai. Pai, sério que você vai fazer uma festa para isso daí? Ele não tem misericórdia no seu coração. Jonas estava dessa forma. Jonas viu uma cidade inteira se render ao Senhor. E mesmo assim, ele estava enfurecido, estava enraivecido. Tim Kelly diz no livro O Profeta Pródigo.
que o maior perigo de todos é nunca nos tornarmos conscientes da nossa cegueira, do nosso orgulho e da nossa autossuficiência. Esse é o risco que vemos na vida de Jonas, que Jonas não percebe que está errado, esse é o maior problema. Quantas vezes nós estamos no caminho? Estamos errados, nós não reconhecemos isso. O orgulho toma conta do nosso coração a ponto de...
A gente diz, Deus, peraí, não é assim, eu faço do meu jeito, eu estou no centro. O segundo ponto que eu queria que a gente tratasse essa noite é, Jonas recebe da graça, mas ele não queria compartilhar da graça. Jonas havia sido salvo no ventre do peixe. Uma graça que ele não merecia, que nós não merecemos, mas somos alcançados.
Mas quando essa mesma graça alcança os seus inimigos, ele prefere a morte do que celebrar aquilo que, a vitória que Deus tinha feito através da vida dele. Olha só o que o versículo 3 diz. Agora, Senhor, tira a minha vida, eu imploro, porque para mim é melhor morrer do que viver. Você consegue entender o peso disso? Jonas está pedindo para morrer porque uma cidade inteira...
Foi redimida. Uma cidade inteira foi salva. E aqui a gente entra numa balança, né? Onde há justiça e a exclusividade. Jonas não queria justiça. Jonas queria exclusividade. Ele queria um Deus misericordioso para si. Mas severo, rígido para com os outros. Muitas vezes nós amamos o perdão que nós recebemos.
Mas guardamos esse perdão conosco. Não conseguimos compartilhar desse perdão. Não conseguimos dar ao próximo. Queremos ser abraçados pela graça de Deus. Mas desejamos a rigidez e a lei para aqueles que são machucados e feridos. Para aqueles que mais precisam. Jonas, ele recebe da graça de Deus. Mas não conseguiu aceitar a mesma graça para os outros. Está escrito lá no livro Extraordinário Graça de Tim Keller.
Muitas vezes nós estamos nessa situação, onde nós estamos abraçados no perdão. E nós não conseguimos dar um passo para receber o outro. O terceiro ponto que eu gostaria que nós trabalhássemos aqui é que Jonas valorizou muito mais o conforto da sua vida. Do que as vidas daqueles que foram salvos. Jonas valorizou o seu conforto, mas não valorizou as vidas.
E Deus usa uma planta para dar uma aula de perspectiva para o profeta. Ele teve alegria extrema quando Deus colocou aquela planta para dar sombra a ele. Mas quando ela morre, ele se desespera a ponto de querer morrer novamente. Isso não faz sentido.
E talvez, na mente de Jonas, quando Deus fez nascer aquela planta, ele se sentiu aceito em estar olhando de uma forma distante a cidade, esperando para ver o que ia acontecer ainda na cidade. Então, Deus traz essa planta para nos dar uma aula. E ele fala isso para Jonas. Você tem pena de uma planta que nasceu ontem?
Mas não tem pena de uma cidade com 120 mil pessoas que não sabem discernir entre a mão direita e a mão esquerda. Como é que é isso? E essa é a nossa realidade. Quantas vezes nós temos nos cobrido com as nossas plantas. E aqui plantas representam conforto. Nosso conforto, nosso tempo, nossos bens.
elas acabam importando mais do que pessoas. O livro de Jonas é um despertar para nós sobre ir àqueles que mais precisam. É sobre sair da nossa zona de conforto. É sobre parar de se irritar quando o ar-condicionado não está funcionando ou está muito frio. A gente reclama disso o tempo todo. Ah, mas a internet parou. A gente é tão fútil em relação a isso.
E eu estou fazendo esse paralelo entre o conforto de um ar-condicionado e uma planta, porque é basicamente isso. Nós estamos olhando o tempo todo para nós mesmos. Meus irmãos, esse livro encerra com uma pergunta. E essa pergunta não é só para Jonas. Essa pergunta é uma pergunta que ecoa hoje. Para mim, para você, para nós.
Deus termina esse livro não com uma resposta, mas ele termina com uma pergunta. A pergunta está lá no versículo 11, não deveria eu ter pena dessa cidade? Porque mais importante do que saber o que Jonas respondeu no final do livro do profeta, é saber o que nós responderíamos. O que você responderia diante dessa pergunta de Deus?
É olhar para esse encerramento do livro e não fugir da pergunta. E eu tenho uma pergunta para nós. O que de fato tem governado o nosso coração? Para um pouquinho, pensa nisso. O que de fato tem governado o teu coração? Será que é o teu conforto? Ou será que é o propósito de Deus? Será que o que tem governado o teu coração é a dor?
Ou será que é a salvação de pessoas? Será que nós temos sido governados pela nossa própria justiça? Ou temos sido governados pela graça de Deus? Porque muitas vezes, se nós formos honestos, muitas vezes não estamos fora da vontade de Deus. Como Jonas no capítulo 1. Estamos dentro, mas com o coração completamente desalinhado.
como no capítulo 4. Nós estamos presentes, mas não estamos parecidos com Deus. Nós servimos, mas nós não conseguimos mais amar as pessoas, nós não conseguimos mais parar. Nós conhecemos, mas não nos rendemos. É isso que o Senhor está fazendo conosco. Será que o que está no centro do nosso coração é o que realmente importa?
E talvez o maior perigo não seja fugir de Deus. Talvez o maior perigo aqui seja a gente permanecer na igreja com o coração endurecido pela nossa própria realidade. Hoje Deus não está nos perguntando sobre a agenda. Ele está confrontando o nosso coração com as nossas dificuldades mínimas. E aí, eu tenho uma pergunta para você. Quem é sua Nínive?
E entenda, Nínive muitas vezes é uma dor, é algo que a gente deixou lá atrás e que a gente não quer voltar para alcançar. E eu queria contar uma história para vocês. Eu, ano passado, tive o privilégio de conhecer uma parte da minha família que eu não conhecia. Conheci minha avó paterna. Eu não conhecia o meu pai até o dia do falecimento dele. E...
Aquilo, o fato de não conhecer meu pai, de ter vivido sem ele, me gerou muita dor, falta, sensação de não poder fazer o que eu queria fazer. Isso traz dificuldade na vida, quem viveu sem um pai sabe que isso é um buraco gigantesco. E eu vivi com isso. E...
Mais ou menos nos meus 25 anos eu tive um sonho e Deus me incomodava, dizendo, você precisa procurar o seu pai, você precisa buscar ele, você precisa resolver isso na sua vida. Tá bom. Eu acordei e isso ficou na minha cabeça, eu falei, tá bom, vou buscar o meu pai. E procurando, buscando, com minha mãe e tal, a gente conseguiu achar o número dele. Que massa. Pensa aí, eu passei 25 anos.
sem nem saber direito qual era o nome do meu pai, como se nada estivesse acontecendo. E ali eu decido ligar para ele na esperança de que ele ia dizer, cara, que massa, vamos a partir de agora construir algo juntos? Mas quando eu ligo para ele, sabe o que ele faz? Me rejeita novamente. Ele me dá um não e diz assim, ah, nem sei se eu sou teu pai, eu não quero me aproximar. Eu falei, tá bom. E eu disse para mim mesmo, eu falei, não quero mais não.
Não vou atrás mais não. Só que diferente da forma que o mundo é conduzido, nós temos que dar um passo para trás e voltar atrás do nosso orgulho, na nossa palavra, para ir em prol daquilo que o Senhor quer fazer no nosso coração, daquilo que o Senhor quer tratar em mim. Então,
Foi vivendo ano passado, eu conheci a minha avó. Sabe o que ela disse? Ela falou, ah, eu conheci ela mais ou menos nesse período que a gente está agora. Ela falou assim, ó, dia 18 de junho eu estou voltando para o interior e eu quero que você vá comigo, a gente vai fazer uma surpresa para o seu pai, você vai conhecer ele? Eu falei, tá bom, massa, legal, vamos lá. Dia 16 de junho do ano passado, eu recebo uma notícia, uma ligação que o meu pai havia falecido.
Isso é duro. E ao mesmo tempo traz questões que até hoje eu pergunto, Deus, mas por que foi assim? Eu estava tão disposto, parecia que a coisa ia se alinhar. E o Senhor permite isso acontecer? Falei, tá bom. O pessoal me ligou, falei, tá bom, então eu vou no interior. Depois eu fiquei pensando, o que é que eu estou fazendo? Eu vou para 300 quilômetros de onde eu moro, ver uma pessoa que eu não conheço, que me rejeitou. Será que é isso mesmo?
E a palavra de Deus, ela nos envolve justamente nisso. Nós temos dores, nós temos dificuldades, rejeições, que nós não podemos deixar para trás. Nós precisamos revisitar esses lugares, para que haja cura em nós e nos outros. Eu fui naquele lugar, enterrei o meu pai.
Conheci a família e hoje eu estou tendo a oportunidade de mostrar para eles, através da minha vida, a graça de Deus. Que não importa o que as circunstâncias fazem, Deus, Ele cuida de nós. E a minha pergunta é, quem são as pessoas lá no fundo que você acha que não merecem graça? Porque para mim, em um tempo da minha vida, meu pai não merecia a graça de Deus.
Ele não merecia o meu amor, não merecia o meu perdão. Mas nesse processo de entrar em contato com Ele e a morte dEle, eu aprendi no meu coração, mesmo sem contato com Ele, a perdoar Ele. Eu não sei, eu não posso julgar o que foi que aconteceu, porque não deu certo. Mas o meu papel é perdoar e mostrar para aqueles que ainda estão aqui, que o perdão é necessário.
Hoje eu tenho contato com os meus irmãos e eu tenho tentado mostrar para eles, de forma pequena, para cada um deles, sobre o perdão do Senhor. Sobre a graça do Senhor, sobre a misericórdia do Senhor, ainda que no meu coração eu achasse que o meu pai não merecia perdão. Eu não posso trazê-los para um barco, que é a minha história do meu pai, eles merecem o perdão do Senhor.
Assim como eu recebi do perdão do Senhor, todos nós merecemos dessa graça. Nós não podemos nos esconder dos nossos confortos. E a pergunta é, que tipo de planta, entenda planta, conforto, você tem protegido a sua vida? Você tem se escondido?
Porque enquanto Jonas chorava pela planta, o Senhor estava olhando para aquela cidade, dizendo, não, não, não, você está entendendo errado. Eu estou te dando isso aqui por um tempo maior, mas o seu objetivo, a sua missão, é perdoar, é entender a misericórdia que alcançou aquelas pessoas e receber na sua vida também. Porque nós temos uma enxurrada de graça na nossa vida.
Nós ouvimos falar sobre isso o tempo todo, nós experimentamos sobre isso. Mas na hora de entregar graça e perdão sobre o outro, nós nos seguramos. Talvez hoje Deus queira alinhar o nosso olhar com o olhar dele. E a minha oração nessa noite é que o Senhor possa quebrar. Todo orgulho da nossa vida.
Posso quebrar toda a falsa justiça que a gente tem de querer fazer as coisas do nosso jeito. Nós não somos Deus, nós temos que aprender isso. Muitas vezes nós estamos querendo estar com todo o controle e o fato de depender de Deus, isso nos deixa desconfortáveis. Quando o Senhor faz algumas coisas nas nossas vidas que nós não entendemos, nós queremos nos revoltar e perguntar, Senhor, me mata porque é melhor, eu não quero sofrer.
Que o Senhor possa arrancar toda a dureza do nosso coração. E alinhar o nosso coração com o coração do Senhor. Que nós sejamos conhecedores da verdade, mas que nós não sejamos só conhecedores da verdade. Mas que nós possamos ser reflexos da graça, da misericórdia do Senhor onde passarmos.
Que a graça de Deus que um dia nos alcançou possa ser estendida a outros que precisam. Que a gente não endureça o nosso coração. Amém? E que o amor do Senhor, a graça dele transborde sobre a nossa vida. Que o Senhor nos abençoe nesse tempo. E eu tenho uma pergunta para deixar aqui para vocês. Que é o que de fato...
tem governado o nosso coração. Eu gostaria que você fosse para os grupos agora com essa pergunta no teu coração. O que de fato tem governado o nosso coração? Amém?